Empreender acções para apoiar o envolvimento activo e significativo do sector comunitário 1.1. Como pode ser descrito o envolvimento activo e significativo do sector comunitário? O envolvimento do sector comunitário na coordenação do HIV/SIDA é triplo: 1. Dentro das estruturas e sistemas de coordenação (influenciar as partes, tomar decisões, etc.). 2. Ligado às estruturas de coordenação (receber recursos, implementar projectos, etc.). 3. Exterior às estruturas e sistemas de coordenação (agir como um fiscal inde pendente, advogar a favor da mudança, etc.) O sector comunitário pode e deve tentar jogar todos estes papéis, exigindo apoio para construir a sua própria capacidade, liderança e coordenação. O envolvimento activo e significativo “ideal” do sector comunitário tem uma série de características comuns no seio dos órgãos e processos nacionais de coordenação, tais como Autoridades do SIDA, Quadros de Acção e Sistemas de M&A. Características do envolvimento ‘ideal’ do sector comunitário Para apoiar o envolvimento do sector comunitário, todas as partes - incluindo governo e doadores e o próprio sector comunitário - devem: Ver o envolvimento activo como um direito que também implica responsabilidade. Ser capazes de participar com segurança e legalmente. Por exemplo, a comunidade deve ser capaz de trabalhar com os grupos marginalizados (tais como pessoas vivendo com HIV, utilizadores de drogas injectáveis e trabalhadoras do sexo) e ser capaz de fazer isso sem ter medo de estigma, perseguição ou quebras de confidencialidade. Ser capazes de seleccionar os seus próprios representantes. Por exemplo, a selecção deve basear-se em critérios e processos abertos e democráticos acordados dentro do sector comunitário. Parte B Coordenação com as comunidades 1 Parte B Coordenação com as comunidades 2 Ter representantes e influência suficiente em todos os níveis, grupos e processos relevantes. Por exemplo, o sector comunitário deve ser capaz de fornecer uma equipa de pessoas com recursos, tempo, habilidades e entusiasmo para participarem em todos os principais encontros. Além do mais, o sector deve ser capaz de deter posições de liderança (como a presidência de comissões) e ser envolvida em todos os passos (desde a identificação das necessidades até à avaliação). Ter uma representação equilibrada e de base alargada fundada em grupos e não em indivíduos. Por exemplo, os representantes da comunidade devem reflectir a diversidade dos grupos e pessoas do sector, incluindo os que são marginalizados. O sector comunitário deve também pôr em prática processos democráticos para facilitar a diversidade da representação (p.e., sistemas de rotatividade). Ter uma coordenação eficaz e com recursos dentro do seu próprio sector. Por exemplo, o sector comunitário deve ter redes fortes, eficazes e financiadas que lhe permitam coordenar o seu trabalho. Ser capazes de aceder a informação adequada e apoio financeiro e técnico. Por exemplo, os representantes do sector comunitário devem receber formação (p.e., em planeamento estratégico) e apoio para o planeamento da sucessão (p.e., formação de habilidades para os futuros líderes e para a sua participação em actividades). Trabalhar profissionalmente, criando uma cultura de equidade e transparência. Por exemplo, os representantes do sector comunitário devem seguir as regras das reuniões formais, e os governos devem considerar os dados provenientes das ONG com o mesmo valor concedido aos seus próprios. Os governos devem ser honestos quanto ao momento em que as comunidades podem ou não ter uma influência genuína, e os doadores devem estar abertos a críticas sobre o modo como trabalham. Influência dos resultados do envolvimento sobre as decisões. Por exemplo, o governo deve comprometer-se a garantir que os contributos do sector comunitário sejam registados e considerados num nível igual ao das outras partes intervenientes no processo de tomada de decisões. Assumir propriedade, responsabilidade e cometimento partilhados. Por exemplo, o sector comunitário deve ser responsável pelos resultados dos processos de colaboração com que concorda e deve promover esses resultados entre os seus elementos. Por exemplo, os membros do sector comunitário devem ser capazes de se encontrar em conjunto e separadamente para que possam avaliar o desempenho do governo e dos outros. Isto deve incluir ter acesso a informação relevante (p.e., orçamentos e registos nacionais do SIDA). Trabalhar de acordo com as “boas práticas” do seu sector. Por exemplo, o sector comunitário pode seguir o Código de Boas Práticas para as ONG que Respondem ao HIV/SIDA, e os parceiros multilaterais e doadores devem seguir as recomendações da Equipa Global de Trabalho (Global Task Team)1. Trabalhar num ritmo eficiente mas realista. Por exemplo, os governos devem facilitar processos que permitem que o sector comunitário se envolva na planificação do futuro. Os representantes deste sector devem consultar regularmente os seus grupos mais alargados. Trabalhar em consonância com os compro missos internacionais sobre o HIV/SIDA e o desenvolvimento. Estes compromissos incluem o Maior Envolvimento das Pessoas Vivendo com HIV/SIDA, a Declaração de Compromisso sobre SIDA da Sessão Especial da Assembleia-Geral das Nações Unidas (UNGASS), o Acesso Universal e os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio2. 1.2. Que passos podemos dar para apoiar o envolvimento activo e significativo do sector comunitário? Estas directrizes focalizam a questão sobre como usar estes ideais como uma meta, ao mesmo tempo que se reconhece que o grau em que estes ideais podem ser alcançados irá variar muito de um país para outro. O alcance destes ideais será influenciado por vários factores, incluindo até que grau: • • • • os governos e doadores estão preparados para aceitar que o sector comunitário tem uma posição igual à mesa; o sector comunitário tem uma rede e uma liderança eficazes; as organizações que trabalham com grupos marginalizados podem operar livremente; o sector comunitário está preparado para ser envolvido no trabalho multissectorial. Em qualquer contexto, aumentar e melhorar o envolvimento do sector comunitário em todos os órgãos e processos nacionais de coordenação do SIDA (p.e., revisões conjuntas da resposta ao SIDA ou desenvolvimento de indicadores centrais nacionais) pode implicar um certo número de etapas chave, em que se inclui: 1.2.1 1.2.2 1.2.3 1.2.4 1 2 Desenvolver os termos de referência Seleccionar os representantes Empossar os membros Aumentar a consciência Vide Anexo 2 Vide Anexo 2 1.2.5 1.2.6 1.2.7 1.2.8 Criar um relacionamento eficiente Engajar-se na tomada conjunta de decisões Apoiar as decisões e acções Fazer monitoria e revisão 3 Parte B Coordenação com as comunidades Manter a sua independência e jogar um papel fiscalizador sobre os outros sectores. Estudo de caso: Ambiente de apoio para contribuições diversas do sector comunitário no Brasil A resposta ao HIV/SIDA no Brasil beneficiou da acção consistente do sector comunitário e dos níveis mais altos do governo. Isto traduziu-se num Programa Nacional do SIDA forte, com autoridade, mandato e recursos para coordenar e gerir toda a resposta nacional. A apoiar o Programa existem vários mecanismos que asseguram o envolvimento de todas as partes relevantes: • A Comissão Nacional do SIDA: um fórum de ministérios governamentais, universidades, igrejas, investigadores, empresas, organizações não governamentais e grupos das bases. • A Comissão de Articulação para Movimentos Sociais: um fórum para o sector comu- nitário que inclui grupos que representam pessoas vivendo com HIV/SIDA, grupos étnicos, mulheres, homens que têm relações sexuais com homens, trans-sexuais, consumidores de drogas e jovens. • Fórum para autoridades governamentais estaduais e locais. • Comités de assessoria de peritos para proporcionarem orientação sobre prevenção, apoio para pessoas vivendo com HIV/SIDA, pesquisa de vacina e relações com os media. • Grupo Temático Alargado das Nações Unidas para o HIV/SIDA, com representação oriunda do governo, doadores bilaterais e multilaterais e sector comunitário. • O Conselho Empresarial Nacional para o SIDA. (Fonte: Adaptado de The ‘Three Ones’ in Action: Where We Are and Where We Go From Here, UNAIDS, Maio de 2005). Parte B Coordenação com as comunidades 4 Educadora do HIV/SIDA mostrando como se usa o preservativo, Moçambique 1.2.1. Desenvolver os termos de referência Todas as partes intervenientes, incluindo o sector comunitário, devem ser envolvidas na definição e aprovação dos termos de referência para cada órgão ou processo de coordenação, incluindo quaisquer grupos de trabalho. [Vide Caixa 6] Caixa 6: Termos de referência Assunto O órgão, processo ou grupo de coordenação Exemplos de questões a serem cobertas • Âmbito: finalidades; objectivos; atribuições (foco na coordenação, não no controle, da resposta ao HIV/SIDA); responsabilidades principais; indicadores de monitoria; relação com outros órgãos ou processos chave (p.e., o Ministério da Saúde, o MCP para o Fundo Global para o Combate ao SIDA, Tuberculose e Malária e o quadro de monitoria de programas mais amplos de desenvolvimento). • Quadro directivo e legal: quem vai dirigir o órgão ou processo; como irão os presidentes e vice-presidentes ser escolhidos; como será o órgão ou processo reflectido nos documentos legais. • Práticas de trabalho: princípios importantes (igualdade de género, GIPA); Os membros e os • participantes dos órgãos ou processos de coordenação Representação: que sectores serão envolvidos; quantos representantes serão aceites por cada sector; quando e onde terá lugar o processo de selecção (como será abertamente publicitado), quem vai escolher estes representantes; durante quanto tempo irão servir ou estar envolvidos; como será reflectida a representação nos documentos legais. • Funções e Responsabilidades: o que é que se espera que os represen- tantes façam - tanto no geral (assegurando que o órgão ou processo funcione eficiente e transparentemente), como em relação aos seus próprios sectores (tendo consultas com os membros dos seus grupos nas decisões chave). O secretariado do • Funções e Responsabilidades: o papel do secretariado; sobre que é que o secretariado pode ou não tomar decisões; como é que o secretariado órgão ou processo reporta ao comité de presidentes; como irá o secretariado trabalhar e de coordenação partilhar informação com todos os representantes e participantes, incluindo os representantes do sector comunitário. • Práticas Administrativas: que processos logísticos serão seguidos (dar suficiente informação antecipada para as reuniões e elaborar actas); como é que o pessoal chave (p.e., o oficial de ligação do sector comunitário) será recrutado; como é que o secretariado irá comunicar com todas as partes envolvidas, incluindo o sector comunitário. 5 Parte B Coordenação com as comunidades processos democráticos (procedimentos transparentes de votação); questões práticas (como irão decorrer as reuniões e consultas, que instrumentos serão usados para uma tomada de decisões em colaboração, como será transmitida a informação entre os membros); gestão de conflitos de interesse e formas de trazer os membros à responsabilidade em caso de não seguirem os procedimentos acordados. Os doadores comprometem-se a propor cionar um pacote de ajuda financeira para garantir que todos os aspectos dos termos de referência, incluindo os relacionados com o sector comunitário, sejam postos em prática. Eles devem assegurar que o secretariado tenha recursos suficientes para produzir materiais em línguas locais ou para levar a cabo revisões conjuntas e abertas. O secretariado põe os termos de referência em documentos e disponibiliza-os a todos os principais intervenientes, que os distribuirão, por sua vez, no seio dos seus sectores. Por exemplo, o sector comunitário pode partilhá-los através das suas redes e canais de informação (boletins informativos, páginas na Internet) para criar a consciência e manter a transparência3. 1.2.2. Seleccionar os representantes Parte B Coordenação com as comunidades 6 3 4 O órgão de coordenação e os membros promovem procedimentos de boas práticas para seleccionar representantes para todos os aspectos e níveis do seu trabalho. Este passo essencial inclui a promoção da diversidade entre os seus membros multissectoriais (p.e., assegurando que alguns sejam dos níveis local/distrital). Isto tem o objectivo de assegurar que os membros, como um todo, possam proporcionar uma gama abrangente de contribuições e qualificações de alta qualidade. O secretariado espalha um convite formal à comunidade e outros sectores, pedindo-lhes para seleccionarem por si próprios o número acordado de representantes. Este passo deve assumir a forma de um anúncio público sobre a renovação da constituição da Autoridade Nacional de Coordenação, ou de consulta para o desenvolvimento de um quadro nacional de acção. O convite é formulado a tempo e através de um processo transparente (p.e., a todas as redes relevantes do sector comunitário em vez de seleccionar apenas umas tantas). O sector comunitário identifica e concorda com os critérios e procedimentos de selecção dos seus representantes. Isto inclui delinear os atributos pessoais, experiência profissional e qualificações técnicas necessários [Vide Caixa 7]. O sector comunitário também identifica os procedimentos democráticos e abertos que irá usar para levar a cabo a selecção4. O sector comunitário selecciona o número acordado de representantes. Depois de ter confirmado as suas escolhas com os representantes seleccionados, o sector fornece ao secretariado informação sobre quem eles são, quem representam e como foram seleccionados5. O governo, sector comunitário, doadores e outros intervenientes reconhecem os representantes seleccionados de cada grupo e tratam-nos com respeito e igualdade. Isto pode implicar proclamação pública dos representantes. Vide Anexo Vide Anexo 5 e Vide Anexo Caixa 7: Selecção de representantes de pessoas vivendo com HIV/SIDA na Ucrânia Na Ucrânia, os três representantes do sector comunitário na Autoridade de Coordenação do HIV/SIDA do país (uma organização não governamental e duas pessoas vivendo com o HIV/SIDA) foram seleccionados através de uma reunião do sector financiada pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Todos os membros da rede puderam propor um candidato, com a escolha a ser feita por via do voto maioritário. A votação foi feita tanto pessoalmente como por correspondência (foram recebidas mais de 100 cartas de grupos que não puderam estar presentes). A Rede Ucraniana de Pessoas Vivendo com HIV/SIDA considerou que ser HIV positivo não era o único critério para ser seu representante. O representante podia também: • Ter pelo menos cinco anos de experiência de trabalho na área do HIV/SIDA e com pes- soas vivendo com HIV/SIDA. • Estar consciente da situação nacional do HIV/SIDA, incluindo os programas e políticas dos doadores e organizações internacionais. • Ser forte defensor e ter boas habilidades de comunicação, incluindo capacidade de escrever relatórios e fazer apresentações. (Fonte: Adaptado de uma apresentação feita num workshop regional sobre o Papel das Pessoas Vivendo com HIV/SIDA e Comunidades Afectadas nos “Três Uns”, Moldávia, Fevereiro de 2006). 1.2.3. Empossar os membros Os termos de Referência devem ser disponibilzados publicamente para que os membros da comunidade estejam a par do papel dos seus representantes e dos resultados esperados dos processos. Quando se concebem novos processos (p.e., para uma revisão conjunta do sistema de M&A), estes devem também ser partilhados. Os membros do órgão ou processo de coordenação revêem os termos de referên cia para garantir um entendimento comum sobre os objectivos e procedimentos de operação. Este passo inclui pedir a todos os membros, incluindo os provenientes do sector comunitário, que assinem ou concordem verbalmente (documentem) com os termos de referência para mostrarem o seu cometimento. 7 Parte B Coordenação com as comunidades O secretariado dá uma cópia dos Termos de Referência aos representantes selec cionados, incluindo os provenientes do sector comunitário, para assegurar que eles estejam conscientes do que se espera deles. Os membros são empossados e é-lhes oferecida capacitação para garantir que possam cumprir com os termos de referência. Os representantes do sector comunitário (e as suas redes e membros dos seus grupos) podem precisar de apoio técnico em áreas como a advocacia, discurso em público, habilidades de negociação e M&A. Ao mesmo tempo, os representantes do governo podem precisar de apoio em relação a planeamento em colaboração para entenderem como funciona o sector comunitário6. Os doadores oferecem apoio financeiro para fazer face às necessidades de capacitação dos representantes, incluindo os prove nientes do sector comunitário7. Por exemplo, para suportar os custos de transporte para a recolha de dados comunitários ao longo do país e das redes comunitárias. 1.2.4. Aumentar a consciência Os membros/representantes consultam e mobilizam os seus próprios grupos de origem sobre os órgãos e processos de coorde nação e procuram dar informação de volta sobre os seus objectivos, processos, etc. Por exemplo, dentro do sector comunitário, pode ser posta na agenda das reuniões da rede uma revisão do quadro nacional de acção e a informação pode ser divulgada via boletins informativos das ONG8. Parte B Coordenação com as comunidades 8 Imagem 1: trabalhadora do sexo, Índia. © 2006 Shailaja Jathi, Imagem 2: educadora de HIV/SIDA mostra como se usa o preservativo, Moçambique Imagem 3: o projecto ACER engajando as comunidades na prestação de serviços, Zâmbia. © 2006 IHAA 1.2.5. Criar um relacionamento eficiente Os membros do órgão ou processo de coordenação e seu secretariado acordam nas formas como irão trabalhar eficazmente em conjunto, para criar um relacionamento de apoio e para clarificar os papéis. 6 7 8 Vide Anexo Vide Anexo Vide Anexo e e Os membros e o secretariado devem estar claros sobre os seus diferentes papéis em relação à comunicação com e engajamento do sector comunitário mais amplo. [Vide Caixa 8] Caixa 8: Construir relações entre um secretariado e o sector comunitário Um secretariado pode apoiar os representantes do sector comunitário: • Sendo não discriminatório e acolhendo o envolvimento de todos os membros do sector comunitário. • Dando com suficiente antecedência informação sobre reuniões e processos. • Fornecendo apoio administrativo (p.e., elab- orando e distribuindo as actas das reuniões). • Tornando a informação geral sobre o órgão e processo de coordenação livre e facilmente acessível. • Fornecendo informação sobre as oportu- Os representantes do sector comunitário podem apoiar o secretariado: • Sendo compreensivos relativamente às muitas pressões e responsabilidades a que o secretariado está sujeito. • Fornecendo informação apropriada e atem- pada (p.e., sobre o processo de selecção dos representantes do sector comunitário). • Fornecendo pessoas de recurso da comu- nidade (p.e., peritos para participarem em grupos de trabalho). • Transmitindo informação para o sector comunitário mais amplo via pontos focais, como as redes. nidades para o sector comunitário dar contribuições. • Proporcionando ao sector comunitário um ponto de contacto (p.e., um oficial de parcerias). 9 10 Deve ser dado tempo suficiente para os representantes do sector comunitário consultarem os seus grupos de origem, p.e., através de reuniões e troca de e-mails9. Os membros alcançam consensos entre si encontrando bases comuns e identificando prioridades e formas de trabalho conjuntas10. Por exemplo, os membros devem rever os dados provenientes de todas as fontes, incluindo o sector comunitário, e aplicar critérios mutuamente acordados para determinar as prioridades do Quadro Nacional de Acção. O sector comunitário vai ao encontro dos grupos marginalizados, incluindo pessoas vivendo com HIV/SIDA, para os ajudar a organizar a sua contribuição para o órgão ou processo de coordenação. Por exemplo, podem ser organizadas reuniões com redes de trabalhadoras do sexo para que elas possam dar contributos para a avaliação do Quadro Nacional de Acção. Os doadores oferecem apoio financeiro para capacitar o sector comunitário a consultar e comunicar com os seus membros. Por exemplo, os doadores podem financiar redes para aumentarem a capacidade do sector comunitário para recolher e rever os dados do ponto de partida a fim de servirem de contributo para o Sistema de Monitoria e Avaliação. Os membros facilitam ligações fortes com os esforços locais de coordenação do HIV/ SIDA, bem como outros órgãos, quadros de acção e sistemas de monitoria nacionais. Por exemplo, os membros podem colaborar e estabelecer ligação com comités distritais do SIDA e com o Mecanismo Nacional de Coordenação e Proposta do Fundo Global para o Combate contra o SIDA, TB e Malária. Vide Anexo Vide Anexo e 9 Parte B Coordenação com as comunidades O processo e as reuniões funcionam num ritmo mutuamente acordado e apropriado.