A RAIZ DO CASAMENTO ESTÁ NA INFÂNCIA. JAK PILOZOF Ser capaz de amar como uma criança ama desapegadamente seus brinquedos, a sua mãe, o seu pai, os seus amigos, as suas brincadeiras. ser capaz de amar como a criança que ama a formiga que passa na sua frente, que ele olha fascinado para depois correr ao pai e perguntar: o que é? Por quê? Como? Ser capaz de amar como a criança que busca nos olhos da mãe a aprovação, e tem no seu coração um desejo intenso de agradá-la. Ser capaz de amar como a criança que se joga no colo do pai e se aconchega gostosamente, fechando os olhos e sentindo aquele envolvimento maravilhoso e tranqüilo. Ser capaz de amar como a criança que transforma um pedaço de madeira numa espada, num carro, numa árvore, que transforma uma folha num barco, que transforma um riacho num oceano, que transforma um oceano num pequeno cadinho, cheio de cores de luzes. Ser capaz de amar como uma criança virando cambalhotas despretensiosas. Ser capaz de amar como uma criança que de noite fecha os olhos esquecendo de todo mundo, e dorme com um sorriso nos lábios, peito aberto e as mãos viradas para cima. O verdadeiro casamento é a ausência de medo de perder, e a ausência da fome do outro, é a ausência da culpa de não ser perfeito. O verdadeiro casamento é uma forma sutil, que o homem tem de manifestar no mundo material através de um encontro solitário com o outro ser, o encontro solitário com a própria alma, um encontro solitário com deus. Num casamento são preciso dois, um nubente e a nubente e mais ninguém. Esses dois ao se encontrarem poderão transformar a sua relação numa relação puramente materialista de prazeres, carnais e humanas mundanos, ou poderão ao se encontrarem transformar cada gesto e cada movimento numa plantação de semente de papoulas, de rosas, de lótus, numa plantação das flores e mais sutis, para então através do tempo regendo-as fertilizando-as, permitir que esse jardim se encha dessas flores, e distribuí-las entre todos os seres que os cercam. O casamento que pode ser: o casamento da mente com as emoções do homem com os seres humanos, com homem com a sua alma e da alma com deus. Na realidade existe apenas um casamento e esse casamento é e volta a infância. E ser capaz de através desta união encontrar a unidade perdida desde a concepção, mas perdida simplesmente porque, nos esquecemos que na concepção, dois formarem um e nós ao nascermos esquecemos essa realidade achando que seremos e somos não um e nem dois, mas muitos, esquecemos que no momento em que nascemos estamos fertilizando o mundo e estamos nos tornando unos com todos os irmãos que nasceram, com todas as formas de vida que se manifestam, com todos os seres que respirem o ar deste planeta. A vida é uma eterna concepção, um eterno casamento, e a morte é o fruto na realidade, manifestado no mundo em que não há mais a necessidade de dois corpos, não há mais a necessidade da dualidade, não há mais a necessidade da multiplicação, mas sim o repouso dentro da unidade. O verdadeiro casamento é a morte das ilusões, a morte da ignorância, a morte do mal, a morte da inércia, a morte do medo, a morte da culpa, a morte do desejo. O verdadeiro casamento é a entrega de cada partícula atômica do nosso ser ao seu próprio núcleo. E a capacidade da criança de através da sua entrega infantil, de sua entrega absoluta, da sua entrega aberta, da sua entrega inocente, transformar cada minuto em flores, transformar o mais feio barraco em que vive no maior dos castelos, e o mais pobre casal de pais em verdadeiros deuses na terra, os mais maltrapilhos brinquedos e amigos na maior riqueza e na corte real mais brilhante que o universo jamais viu. Casamento é transformação e transmutação, não de um e outro, não de um para o outro, o casamento e a capacidade de ir de mãos dadas com a verdade por um lado, e com o amor pelo outro, em direção ao infinito. Muitos vêem o casamento como o oposto de separação, a verdade é que casamento é a separação; é a separação do próprio egoísmo, de achar-se o centro do universo, e a Núcleo Jak Pilozof de Yoga e Crescimento Pessoal BH-MG Tel.: (31) 3344-7003 • www.jakpilozofyogaecrescimento.com atualização do potencial de compartilhar tão completamente, que desse compartilhar possa ate nascer outro ser humano. Casamento é separação. Separação de toda forma de mentira porque,quando no casamento se infiltre a mentira, na realidade o casamento é destruído. O casamento na realidade é separado do medo, porque se o medo está e como existe hoje, infiltrando no casamento o que existe apenas é uma forma disforme de desentendimento, organizado a dois. Saber casar-se é saber separar-se, viver separados, saber casar-se não e apenas compartilhar de uma mesma cama, de um mesmo prazer ou de um mesmo sofrimento. É saber viver sua própria vida, compartilhando dentro da verdade, e principalmente dentro de um sentido profundo de cortar e afetar-se de todos aqueles sentimentos que não levam a plenitude. Existe um casamento, do padre com Deus, existe o casamento do homem com a mulher, existe o casamento dos filhos com os pais, existe o casamento do homem com sua profissão, existe o casamento do homem com a sociedade em que vive, existe o casamento da vida entre o nascimento e a morte. Todas essas formas de casamento são apenas reflexo, um sentimento de um movimento de separação de todas as formas de falsidade de desequilíbrio, de egoísmo, em direção a um sentimento de abertura, dádiva, de entrega, de crescimento e principalmente de compartilhar. Uma das maiores funções do casamento é a lição de compartilhar, aprender, a multiplicar os nossos recursos pela distribuição de tudo que existe dentro de nós, assim a verdade com o infinito a infância com o nascimento com a morte, homem com a sua alma, o dia com a noite, a eletricidade com o magnetismo, o cheio com o vazio, enfim, voltando a unidade pela própria separação de toda diversidade através do compartilhar. Mais alto que o homem, mais alto que o nosso pensamento, existem esferas nas quais cada vez de forma sutil e imperceptível, a consciência vai se tornando o unificador, a consciência vai permitindo a si mesmo de espalhar, espalhar as suas energias de tal forma a criar um mar fértil e fecundo, dentro dos quais os peixes do universo material possam nadar e observar a sua própria fonte vital. Nós somos peixes e nadamos nessas águas profundas de consciência, que são feitas não de H20, mas de sofrimento dois e de amor, e é preciso duas partículas de sofrimento para conseguir uma de amor e quando as duas se juntam nós temos vida. Notem bem, esse é um casamento, e um casamento muito sutil, que é a própria lei do karma. Se houver só oxigênio, não há vida, se houver só hidrogênio não há vida. Mas a vida, de forma pelo casamento de duas partículas de hidrogênio e uma de oxigênio. E eis que, surrados e trabalhados, polidos pelo cinzel da vida, tendo em nós o dobro da vivencia, de sofrimento, e pelo menos uma partícula de amor, é que somos capazes de formar em nós o fluxo da água, pura, límpida, da harmonia. A harmonia do casal é a capacidade de juntar todos os seus sofrimentos pessoais, todo amor, ir unindo molécula por molécula, ir unindo cada momento um do outro, de forma consciente, de forma tranqüila, de forma aberta verdadeira, e formar com isso um rio de águas e de harmonia. Esse rio não é formado só de amor, só de oxigênio, ele tem suas duas partículas sempre, sofrimento para uma de amor, e no entanto é no rio da harmonia e o rio do universo que um dia irá desembocar nesse oceano sutil de pura cósmica, de pura vida, de pura consciência, bem aventurança amor e existência absoluta, no qual tudo é uno, tudo é paz, tudo é puro amor universal,sem mistura, para mais uma vez evaporar-se tornar-se o todo. Mais alto ainda está a resposta, a resposta que nos é proposta, desde o momento em que nascemos novamente para a vida, pois, o homem passa por vários nascimentos. Uma resposta que não é simplesmente uma fórmula mas sim, um processo de criação, manutenção e de evolução e involução, que depende de nós como co-criadores do universo e que ao mesmo tempo independe de nossa vontade de nosso desejo. A resposta existe para os momentos difíceis dentro de um casamento universal ou pessoa, bastando oferecer o silêncio e esta resposta vem. E após está resposta se manifestar, cabe a nós tomarmos e mãos esta resposta e a transformarmos em realidade, em ação. Na grande pirâmide, existe a câmara do rei a câmara da Rainha, ambos estão na grande pirâmide, nelas repousarão as fontes tanto masculinas como femininas de nosso ser, após terem cumprido a sua função terrena; a grande pirâmide do corpo. Núcleo Jak Pilozof de Yoga e Crescimento Pessoal BH-MG Tel.: (31) 3344-7003 • www.jakpilozofyogaecrescimento.com Existem duas câmaras, a câmara do mundo e a câmara do espírito, as duas estão conectadas, e dentro delas repousam tesouros incalculáveis, com os quais nos podemos encontrar a ciência ou gasta-las simplesmente desperdiçando todo seu valor. A pirâmide do corpo e a grande pirâmide são uma só, e a luz que nasce da essência está muito além delas. As pirâmides do corpo têm se repetido pelo planeta como pirâmides temporárias, enquanto a grande pirâmide mantém se como um símbolo universal da união dentro do repouso, e não dentro da confusão, é preciso saber deixar morrer o e a rainha, permitindo que ambos os solos se comuniquem, afim de que a pirâmide possa realmente encontrar seu verdadeiro lugar e significado. O casamento é importante até o momento em que se pode deixar tanto o rei como a rainha que cumpriram as suas funções repousar em seus sacórfagos, um símbolo de que na conexão do nascimento e da morte, existe o mistério da eternidade, na conexão do rei com a rainha, existe um mistério do tesouro eterno e que este ainda é apenas “Manifestação” pois, a “Essência” só se alcança quando tanto o rei quanto a rainha repousam em seu devido. Foi graças a separação do próprio nascimento e morte, que a vida celebrou o casamento do rei e da rainha, gloria ao rei e a rainha, e gloria aqueles que tanto rei como rainha se reintegraram hoje formando uma só fonte de luz para todos aqueles que sabem ter olhos para ver e ouvidos para ouvir. Pois: o casamento não um fim. O casamento é um meio através do qual os homens buscam tocar a dança do universo, em um encontro de Shiva com Shakti, e um meio através do qual, a consciência procura dançar em volta de sua própria essência formando mania de cores, luzes e sons, apenas para entreter a essência e a resposta da essência vem no fruto, e não na dança, e é por isso que o verdadeiro casamento é a volta a infância, tornando-se novamente uno, uma brincadeira do universo, despretensioso, sem desejo, ganância, seja do outro ser, seja de Deus, seja pirâmide, seja da verdade, da mentira, do nascimento e da morte, E a volta, a capacidade de abrir-se para a vida e assim um outro ser em todos os seres. Paz aquele que caminha ao longo da estrada puxando aquele burrinho sobre o qual se encontra uma moça grávida de seu ser de luz. Paz aquela moça tão rica tão poderosa, obrigada a colocar seu próprio filho, recémnascido, numa cesta ao longo do Nilo. Paz a todos os homens que ainda buscam a prisão pelo casamento ao invés da libertação pelo casamento. Paz aqueles que sofrem pelos sentimentos desenfreados que chocam de amor. Paz aqueles frutos de amor que rejeitados foram arrancados da própria possibilidade de nascer. Paz a todas as pessoas que choram por amor sabendo ou desconhecendo o verdadeiro sentido do casamento. Paz aqueles que a separação atingiu em vida ou pela morte. Paz a todos aqueles que viram o seu casamento destruído pela força de outros, dos elementos, de karmas passados, de guerras, de pobreza ou de riqueza. Paz aqueles que nunca souberam do significado do casamento, da alegria na alma, da união e da unidade. Paz aqueles que nunca foram crianças. Paz aqueles que não sabem dar nem receber. Paz aqueles que enganados pelos próprios turbilhões de sua vida,atrapalharam, destruíram, prejudicaram a união de si mesmo ou de outros para outros. Senhor, o mãe, trazei paz, no coração na mente, nas ações, pensamentos e palavras, daqueles que ainda hoje tem a coragem ou covardia de assumir um casamento. Mais paz ainda para aqueles que nunca tiveram a coragem ou covardia de se unir em casamento. Paz a todos aqueles que julgam que é tarde ou que ainda é cedo. Paz aqueles que ainda estão presos aos limites do espaço. Minha palavra é apenas uma semente lançada ao vento no turbilhão, da vida; possa ele aterrizar em solo fértil e desabrochar no que flui através da vida; possa ele aterrizar em solo fértil e desabrochar no que flui através da flor de amor universal dedicada a todos os seres em todos os planos. PAZ....PAZ ...PAZ! Núcleo Jak Pilozof de Yoga e Crescimento Pessoal BH-MG Tel.: (31) 3344-7003 • www.jakpilozofyogaecrescimento.com