UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO RELATÓRIO FINAL DE ATIVIDADE DE BOLSISTA DTI-3 PROJETO 577108/2008-5, TÍTULO “MELHORIA DA SAÚDE PÚBLICA EM COMUNIDADES RURAIS ATRAVÉS DO DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ÁGUA DE BAIXO CUSTO E DE TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SANITÁRIA” BOLSISTA: LUDHIMILLA SUELEN GOMES LINS 1 SUMÁRIO 1.0 INTRODUÇÃO …………………………………………………………………………… 03 2.0 REVISÃO DE LITERATURA ……………………………………………………............ 05 2.1. QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DA ÁGUA …………………………………….…. 05 2.2. ÁGUA E SAÚDE PÚBLICA ……………………………………………………….……. 06 2.3. DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA …………………………………………..….. 08 2.4. PRINCIPAIS PARASITOSES INTESTINAIS ……………………………………..……. 11 2.4.1. AMEBÍASE ………………………………………………………………………..…… 11 2.4.2. GIARDÍASE ………………………………………………………………………..……11 2.4.3. ASCARIDÍASE …………………………………………………………………….……12 2.5. GRUPO COLIFORME E PSEUDOMONAS ……………………………………….……. 13 3.0. RELATÓRIO DE VIAGENS REALIZADAS …………………………………………… 15 4.0. MATERIAL E MÉTODOS ………………………………………………………………. 23 4.1. DEFINIÇÃO DAS AMOSTRAS PELA ESTATÍSTICA …………………………………23 4.2. ANÁLISE BACTERIOLÓGICA E PARASITOLÓGICA DA ÁGUA ………………….. 25 4.3.EXAMES PARASITOLÓGICOS DE FEZES…………………………………………….. 26 4.4.QUESTINÁRIO APLICADO A POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE TUPARETAMA…27 5.0. RESULTADOS …………………………………………………………………………... 31 5.1. QUESTIONÁRIOS APLICADOS ……………………………………………………….. 31 5.2. ANÁLISES BACTERIOLÓGICAS E PARASITOLÓGICAS DAS ÁGUAS DE CONSUMO ……………………………………………………………………………………. 54 5.3. ANÁLISES DOS EXAMES PARASITOLÓGICOS DE FEZES ………………………… 56 6.0. DISCUSSÃO …………………………………………………………………………….... 57 7.0. CONCLUSÃO …………………………………………………………………………..… 59 8.0. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ……………………………………………………….…… 60 2 1.0. Introdução A água é o elemento essencial para todos os seres vivos. Apesar de o Brasil ser considerado uma das maiores reservas de água doce do planeta, o problema de distribuição de água é grave. Boa parte da água doce que consumimos é desperdiçada ou contaminada sem que haja uma fiscalização efetiva desse problema. Uma vez que a água pode servir de veículo para microrganismos patogênicos que podem desencadear doenças graves, é fundamental que a sua boa qualidade seja sempre mantida. Para isso, análises da qualidade da água devem ser feitas com certa freqüência, para que se possa avaliar a potabilidade desta. É estimado também que a diarréia resultante de água contaminada mata dois milhões de crianças e causa em torno de 900 milhões de episódios da doença a cada ano. Além disso, os principais agentes causadores de doenças na infância são provenientes da água de consumo, contudo no Brasil e principalmente na região nordeste não é costume dos órgãos públicos a realização de análises para verificação dos padrões de potabilidade dessas águas. As condições de vida da população no nordeste brasileiro são extremamente precárias, em particular as populações que vivem no Semi-árido Nordestino, elas sofrem continuamente com a falta de condições básicas para sobrevivência e dentre os problemas graves que enfrentam estão a falta de recursos hídricos e condições melhores de saúde e habitação. O município de Tuparetama está localizado no interior de Pernambuco, faz parte do Semi-árido nordestino, é uma cidade que se localiza no Alto Sertão do Pajeú, com a população estimada em aproximadamente 8.257 habitantes. O presente projeto teve como objetivo avaliar a situação da qualidade da água nas comunidades do município de Tuparetama, determinar quais as possíveis causas dessa contaminação, realizar exames bacteriológicos e parasitológicos na água de consumo e realizar exames parasitológicos na população como também realizar uma pesquisa acerca da qualidade da saúde e fazer uma correlação entre o nível de contaminação da água e o seu reflexo na saúde da população. Observou se níveis elevados de contaminação na água consumida pelos moradores do Município e também um alto índice de parasitoses entre a população local. Com essas informações foi realizado um trabalho de conscientização da população através de cursos e palestras em escolas, centros de saúde e comunidades locais pois foi evidenciado através de pesquisa junto a comunidade que as pessoas não admitiam que pudessem ser acometidos que qualquer doença proveniente da água. 3 Os nossos resultados são significantes e alertam para as condições da qualidade de vida dessa população, o trabalho realizado foi satisfatório, no entanto ele deve ser contínuo e deve proceder de uma forma onde a educação da população esteja incluído para que dessa forma seja possível melhorar consideravelmente a qualidade de saúde e de vida dessa população do Nordeste. 4 2.0 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DA ÁGUA A Portaria 518/GM, que estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. A referida portaria define água potável como água para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de potabilidade regulamentado, e que não ofereça riscos à saúde (MS, 2004). Referente aos padrões microbiológicos de água potável presentes na portaria, as bactérias do grupo coliforme são usadas como indicadores de potabilidade, sendo, portanto, exigida ausência dessas bactérias em água para consumo humano em toda e qualquer situação, incluindo fontes individuais como poços, minas, nascentes, dentre outras. É recomendado, em caráter complementar, a pesquisa de organismos patogênicos, como enterovírus, cistos de Giardia spp. e oocistos de Cryptosporidium sp., devendo a ausência desses microrganismos ser vista como meta. Em se tratando de amostras individuais procedentes de fontes de abastecimento sem distribuição canalizada, tolera-se a presença de coliformes totais, na ausência de Escherichia coli e, ou, coliformes termotolerantes, devendo investigar-se a origem da contaminação e tomar-se as providências necessárias e imediatas para correção e prevenção. Nova análise de coliformes, nesse caso, torna-se necessária. Referente às bactérias do grupo coliforme, a portaria 518/04 as divide em dois grupos, a saber: • Coliformes totais (bactérias do grupo coliforme) - bacilos gram-negativos, aeróbios ou anaeróbios facultativos, não formadores de esporos, oxidase-negativos, capazes de se desenvolver na presença de sais biliares ou agentes tensoativos que fermentam a lactose, com produção de ácido, gás e aldeído a 35,0 ± 0,5oC em 24-48 horas, e que podem apresentar atividade da enzima ß-galactosidase. A maioria das bactérias do grupo coliforme pertence aos gêneros Escherichia, Citrobacter, Klebsiella e Enterobacter, embora vários outros gêneros e espécies pertençam ao grupo; • Coliformes termotolerantes - subgrupo das bactérias do grupo coliforme que fermentam a lactose a 44,5 ± 0,2oC em 24 horas; tendo como principal representante a bactéria Escherichia coli, de origem exclusivamente fecal. 5 Sobre a espécie E. coli, a portaria referida a define como bactéria do grupo coliforme que fermenta a lactose e manitol, com produção de ácido e gás a 44,5 ± 0,2oC em 24 horas; produz indol a partir do triptofano; é oxidase negativa; não hidroliza a uréia; e apresenta atividade das enzimas ß-galactosidase e ß-glucoronidase, sendo considerada o mais específico indicador de contaminação fecal recente e de eventual presença de organismos patogênicos. Importante se faz ressaltar que a legislação não obriga a pesquisa se parasitos intestinais ou bactérias patogênicas, ficando essa pesquisa apenas como aconselhada. Assim sendo, a presença de estruturas parasitárias na água não é parâmetro para potabilidade; isso, contudo, não exclui a preocupação nem os cuidados com a água e com a saúde de quem a consome. 2.2. ÁGUA E SAÚDE PÚBLICA O Banco Mundial aponta o Brasil como uma das maiores reservas de água doce do mundo. Todavia, os problemas relacionados à distribuição espacial e temporal da água têm representado enormes desafios para milhares de brasileiros. Durante a última década, problemas de escassez e de poluição da água têm exigido dos governos e da sociedade em geral uma maior atenção para o assunto (MEJIA et al., 2003). Hoje, é imprescindível realizar esforços que visem à manutenção da boa qualidade das águas bem como de suas fontes. A água, se não estiver pura, pode se tornar um veículo de doenças. A Organização Mundial de Saúde (OMS) divide as doenças de veiculação hídrica em dois grupos: doenças de transmissão hídrica e doenças de origem hídrica. As primeiras são caracterizadas pela presença de microrganismos patógenos veiculados pela água, tais como: vírus, fungos, protozoários e bactérias, acometendo geralmente o trato gastrintestinal. Já as doenças de origem hídrica são caracterizadas pela presença de substâncias químicas na água, acima das concentrações permitidas (CETESP, 1991 apud SANTOS NETO, 2003). A água que se move abaixo da superfície do solo passa por uma infiltração que remove a maioria dos microrganismos. Por essa razão, a água de fontes e poços é geralmente de boa qualidade. A forma mais perigosa de poluição ocorre quando fezes penetram no abastecimento de água. Muitas doenças são perpetuadas pela rota fecal-oral de transmissão, em que um patógeno é disseminado nas fezes humanas ou de animais, contaminando a água, e é ingerido (TORTORA, et al 2005). 6 A contaminação antropogênica, ou seja, derivadas de atividades humanas, em águas subterrâneas são, em geral, diretamente associadas a despejos domésticos, industriais e aos aterros de lixo que contaminam os lençóis freáticos com microrganismos patogênicos (FREITAS & ALMEIDA, 1998). Mais de 250 milhões de casos de doenças transmitidas pela água são registrados anualmente em nosso planeta, e cerca de 10 milhões destes casos irão resultar em mortes, especialmente de crianças, que são vítimas em 50% dos casos (NEBEL & WRIGHT, 2000). Quase três bilhões de pessoas vivem sem acesso a sistemas de serviço de saúde pública adequados, necessários para reduzir exposição a doenças relacionadas à água. Estima-se que 14 a 30 mil pessoas, principalmente crianças e idosos, morram diariamente de doenças relacionadas à água. Em determinado momento, aproximadamente metade das pessoas nos países em desenvolvimento sofrem de doença causada pela ingestão de água ou comida contaminada (ONU, 1997). Atualmente, três milhões de crianças morrem anualmente por infecções e diarréias transmitidas por água contaminada (PNUMA, 2003). A melhoria dos recursos hídricos reduz a morbidade da diarréia entre 6% e 25%, se medidas severas forem tomadas. A melhoria das condições sanitárias reduz a morbidade da diarréia em 32%, e a promoção de educação higiênico-sanitária, como lavar as mãos, pode levar a uma redução dos casos de diarréia em até 45%. O tratamento da água para consumo, como cloração no ponto de uso, pode levar uma redução dos casos de diarréia entre 35% a 39% (OMS, 2004). Em sanitarismo, diz-se que o provento de água em quantidade e qualidade adequada é uma das medidas básicas para a promoção de saúde e prevenção de doenças, sendo a manutenção da potabilidade da água uma medida prioritária para a qualidade da saúde coletiva. A avaliação dos padrões de potabilidade deve conter como indicador fundamental um parâmetro bacteriológico (CARDOSO et al, 2001). A partir do reconhecimento de que a contaminação dos reservatórios de águas destinadas ao abastecimento público, especialmente por resíduos humanos, é uma potencial fonte de infecção para a população, reconheceu-se que muitas doenças poderiam ser eliminadas através de um tratamento mais efetivo da água, assim como de uma melhor disposição para os rejeitos (GRASSI, 2001). 7 As águas desses abastecimentos, do ponto de vista microbiológico, são de grande importância na veiculação de microrganismos patogênicos. Entretanto, as técnicas de isolamento e identificação, de todos os microrganismos patogênicos a partir da água, são muitas vezes complicadas e onerosas e a obtenção dos resultados demandaria muito tempo (REINHARDT, 1978; GELDREICH, 1974). Por esta razão, na verificação das condições sanitárias das águas, são pesquisados certos grupos de bactérias, denominados "indicadores de poluição fecal". A presença destes microrganismos, que são habitantes normais do intestino de animais de sangue quente, indica a presença de poluição de origem fecal e a possibilidade da existência contaminação por germes patogênicos de origem intestinal (AMERICAN WATER WORKS ASSOCIATION, 1970; CRISTÓVÃO, 1958; CRISTÓVÃO, 1974; GELDREICH, 1974; GELDREICH, 1976; KABLER, 1964; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 1972). 2.3. DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA Quase três bilhões de pessoas vivem sem acesso a sistemas de serviço de saúde pública adequados, necessários para reduzir exposição a doenças relacionadas à água. Estima-se que 14 a 30 mil pessoas, principalmente crianças e idosos, morram diariamente de doenças relacionadas à água. Em determinado momento, aproximadamente metade das pessoas nos países em desenvolvimento sofrem de doença causada pela ingestão de água ou comida contaminada (ONU, 1997). Atualmente, três milhões de crianças morrem anualmente por infecções e diarréias transmitidas por água contaminada (PNUMA, 2003). A contaminação da água, no aspecto macro ambiental, pode ocorrer na fonte, durante a distribuição ou nos reservatórios. No âmbito dos conjuntos populacionais, as causas mais freqüentes de contaminação dizem respeito às caixas de águas abertas ou mal fechadas e, sobretudo, à carência de hábitos de higiene pessoal e ambiental (http://www.portalbiologia.com.br/biologia/principal/conteudoasp?id=2100, acesso em 05 de abril de 2011). As doenças de veiculação hídrica transmitem-se através da ingestão da água contaminada por microrganismos patogênicos, eliminados nas fezes do homem e/ ou dos animais, notadamente onde as condições de saneamento básico são precárias. Nestes casos a ingestão pode ser: a) direta, através da água usada para beber (potável); 8 b) indireta, por Acidental, alimentos durante ou bebidas atividades preparados com água confinada; recreacionais ou, (natação) (http://www.portalbiologia.com.br/biologia/principal/conteudoasp?id=2100, acesso em 05 de abril de 2011). Estas doenças compreendem uma variedade gama de patologias gastrointestinais como disenteria, giardíase, hepatite A, retroviroses, além das infecções epidêmicas clássicas como cólera e febre tifóide. O resultado de sua elevada endemicidade constitui ônus elevado para os países em desenvolvimento, onde seus efeitos são contundentes para a saúde pública, atingindo, em muitos destes países, 50% da população (http://www.portalbiologia.com.br/biologia/principal/conteudoasp?id=2100, acesso em 05 de abril de 2011). A maioria das infecções intestinais é assintomática, o que se torna patente quando se considera a idade dos acometidos. A partir dos dois anos de vida, e à medida que aumenta a idade, a resposta imune aos agentes agressores vai-se tornando mais evidente e como conseqüência diminui, substancialmente, a manifestação clinica da infecção. Todavia, o estado de portador assintomático, que pode persistir por até semanas, é muito importante na epidemiologia das gastrenterites infecciosas, uma vez que a eliminação dos agentes patogênicos no ambiente propicia a contaminação da água e dos alimentos. Por outro lado, os indivíduos nestas condições, desconhecendo o perigo que representam para a sociedade, não adotam qualquer precaução higiênica para evitar a contaminação ambiental. Dentre os principais microrganismos infecciosos, de ampla distribuição geográfica, encontradas com maior freqüência como contaminantes de água potável tem-se: bactérias como Eschericha coli, Salmonella spp, Shigella spp, Yersinia enterocolitica, Pseudomonas aeruginosas, Vibrio cholerae e Leptospira spp; Vírus compreendidos nos grupos das adenoviroses, picornaviroses (enterovírus – vírus da Hepatite a), reoviroses (reovírus e rotavírus) e na família Norwalk; Protozoários como Cryptosporidium parvum, Giárdia lamblia, Entamoeba histolytica e Cyclospora cayetanensis;e, Helmintos como Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Ancylostoma duodenale, Taenia solium e Strongyloides stercoralis (acesso em 05 de abril de 2011, http://www.portalbiologia.com.br/biologia/principal/conteudoasp?id=2100). 9 As doenças passíveis de serem provocadas pela ingestão de água contaminada são muitas e variadas, bem como suas manifestações e repercussões em saúde pública. Cabe lembrar que, além das crianças com idade inferior a dois anos, são suscetíveis maiores e correm risco de vida quando acometidos os idosos, os convalescentes e, especialmente, os imunocomprometidos, aí incluídos os portadores do vírus da imunodeficiência adquirida (Acesso em 05 de abril de 2011, http://www.portalbiologia.com.br/biologia/principal/conteudoasp?id=2100). Quadro 1. Principais microrganismos causadores de doenças de veiculação hídrica. Grupo de microrganismos Bactéria Microrganismos Doenças Vibrio cholerae Cólera Salmonella tiphy Febre tifóide Leptospira sp. Leptospirose E.coli, Shigella sp., Gastroenterites Yersinia sp. Disenteria bacilar Shigella sp. Entamoeba histolytica Disenteria amebiana OU Amebíase Protozoário Giardia lamblia Giardíase Ascaris lumbricoides Ascaridíase Vírus Rotavírus Gastroenterites ..... Hepatites infecciosas Poliovírus Poliomielite 10 2.4. PRINCIPAIS PARASITOSES INTESTINAIS 2.4.1 Amebíase A amebíase é definida como uma infecção humana causada pelo Entamoeba histolytica. O número de indivíduos contaminados difere entre as cinco regiões do Brasil, independentemente de ter ou não sintomas da amebíase. A variação na predominância é associada com as diferenças regionais em saneamento e nas circunstâncias sócio-econômicas, relacionados principalmente à carcaça, às facilidades do esgoto, à qualidade de água e a outro, até agora desconhecido, fatores (Araújo e outros, 1997) (BENETTON, et al 2005) A amebíase é uma parasitose de alcance mundial, sendo a terceira causa de morte dentre todas as outras parasitoses. Felizmente, mesmo as formas mais graves, como colite ulcerativa e abscessos amebianos hepáticos, não representam um grande desafio diagnóstico-terapêutico na maioria dos casos (acesso em 05 de abril de 2011.http://www.bibliomed.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=14519&ReturnCatID=20031). A Entamoeba histolytica existe sob duas formas durante o seu ciclo de vida: o parasita ativo (trofozoíto) e o parasita inativo (quisto). Os trofozoítos vivem entre o conteúdo intestinal e alimentam-se de bactérias ou então da parede do intestino. Quando a infecção se inicia, os trofozoítos podem causar diarréia, o que faz com que saiam para fora do corpo. Uma vez fora, os frágeis trofozoítos morrem. Quando o doente não tem diarréia, costumam converter-se em cistos antes de abandonarem o intestino. Os cistos são muito resistentes e podem disseminar-se quer diretamente de pessoa a pessoa, quer indiretamente através dos alimentos ou da água (www.manualmerck.net, acesso em 05 de abril de 2011). 2.4.2 Giardíase A giardíase é uma infecção do intestino delgado causada pela Giardia lamblia, um parasita unicelular, ocorre em todo o mundo e é especialmente freqüente entre as crianças e nos locais onde as condições sanitárias são deficientes. Em alguns países desenvolvidos, a giardíase é uma das infecções parasitárias intestinais mais comuns. É mais freqüente entre os homossexuais 11 masculinos e naqueles que tenham viajado para países em vias de desenvolvimento. Também é mais habitual entre as pessoas que têm um baixo conteúdo de ácido no estômago, naquelas em que este órgão foi extraído cirurgicamente. O parasita transmite-se de uma pessoa para outra através de cistos que se eliminam pelas fezes. A transmissão pode verificar-se diretamente entre crianças ou parceiros sexuais, ou ainda de forma indireta, através de alimentos ou água contaminados (www.manualmerck.net, acesso em 05 abril de 2011). Giardia spp. é um protozoário cosmopolita que causa a síndrome de má absorção nos seres humanos e nos animais. Entre animais domésticos, este protozoário pode causar a doença nos cães, nos gatos, nos ratos, nos carneiros, nas vacas, nas cabras e nos cavalos; entre animais selvagens, os pássaros e as várias espécies selvagens do mamífero foram relatados para ter o parasita (THOMPSON, et al 2000). Este protozoário está ganhando gradualmente a importância no mundo científico devido ao número crescente de casos de epidemias água-relacionadas no mundo inteiro (APPELBEE, et al., 2005). 2.4.3 Ascaridíase A ascaridíase deve-se ao parasitismo do homem por um nematódeo, Ascaris lumbricoides. Que é provavelmente a primeira helmintíase conhecida em no homem. Davaine (1877), Epstain (1892) e Grassi (1877) mostravam que a infecção pelo A. lumbricoides é adquirida através da ingestão de ovos. A ascaridíase é parasitose intestinal mais freqüente no mundo, atingindo cerca de um quarto da população mundial a partir da mais jovem idade. Predomina nos países em vias de desenvolvimento onde de diferentes fatores concorrem para a sua transmissão: o calor, a umidade e o perigo fecal. O habitat normal do verme adulto é o jejuno. A morbidade e a mortalidade das formas severas são ligadas a obstrução intestinal, sobretudo em crianças, ou a migração dos vermes adultos nas vias bilio-pancréaticas. A infestação crônica pode contribuir para a desnutrição nas crianças nas regiões de forte endemicidade, onde o multi-parasitismo é de regra (KLOTZ, et al 2004). O ciclo de vida do parasita Ascaris é parecido com o do parasita que causa a tricuríase, com exceção de que as larvas também migram para os pulmões. Uma vez que tenha amadurecido, a larva migra pela parede do intestino delgado e é transportada pelos vasos linfáticos e pela corrente sanguínea para os pulmões. Dali passa para os sacos aéreos (alvéolos), sobe pelas vias 12 respiratórias e é engolida. A larva amadurece no intestino delgado, onde permanece como forma adulta. Os vermes adultos oscilam entre 15 cm e 50 cm de comprimento e de 2,5 mm a 5 mm de diâmetro. A sintomatologia pode surgir devido à migração das larvas através do intestino e pela presença do verme adulto no intestino (www.manualmerck.net, acesso em 05 de abril de 2011). 2.5. GRUPO COLIFORME E Pseudomonas aeruginosa As bactérias do grupo coliforme são caracterizadas como bacilos Gram-negativos não esporulados, aeróbios ou anaeróbios facultativos, que fermentam a lactose com produção de ácido e gás em um período de 48 horas a 35ºC (Pelczar, 1996). Esse grupo engloba vários gêneros, como: Escherichia, Enterobacter e Klebsiella. Estudos demonstram que fezes humanas e de animais de sangue quente são riquíssimas em coliformes e que estas bactérias geralmente não existem em águas não poluídas (Sanchez, 1996). Em geral, quando no intestino, essas bactérias não causam doença, e podem até mesmo contribuir para o funcionamento intestinal normal e a nutrição do hospedeiro. Esses microrganismos mostram-se patogênicos quando contaminam tecidos fora do trato intestinal, particularmente os tratos urinário e biliar, pulmões, peritônio, meninges (JAWETZ, 1980). O grupo coliforme pode ser dividido em dois subgrupos: coliformes totais e coliformes termotolerantes, estes antigamente tidos como coliformes fecais por serem de origem exclusivamente fecal. O grupo dos coliformes totais inclui gêneros que não são de origem exclusivamente fecal. Assim, métodos para enumeração de um subgrupo dos coliformes, os coliformes termo tolerantes, foram desenvolvidos. Em laboratório, a diferença entre coliformes totais e termotolerantes é feita através de meios de cultura diferenciais e da temperatura. Os coliformes termotolerantes continuam vivos mesmo a 44,5ºC e têm a capacidade de fermentar a lactose a essa temperatura, enquanto que os coliformes totais têm crescimento a 35ºC (SANCHEZ, 1996). Trabulsi (2002) classifica os gêneros Escherichia, Shigella, Salmonella, Proteus e outros, como Enterobacter e Klebsiella, como pertencentes à família Enterobacteriaceae. De modo geral, as enterobactérias são os microrganismos mais freqüentemente isolados de processos infecciosos, representando em torno de 70% a 80% das bactérias Gram-negativas isoladas na rotina 13 laboratorial. A freqüência dos diferentes gêneros e espécies é fortemente influenciada pelo local onde a infecção foi adquirida, isto é, na comunidade ou no hospital. É importante mencionar que as enterobactérias são responsáveis por aproximadamente 50% das infecções hospitalares. A permanência destas bactérias nos hospitais é favorecida pelo uso constante de antibióticos e pela presença de pacientes com defesas orgânicas reduzidas em função do uso de medicamentos ou de outras formas de tratamento. No caso de infecções intestinais, convém mencionar que a prevalência das enterobactérias depende, entre outros fatores, da idade e do nível socioeconômico dos pacientes. A detecção de coliformes totais e termotolerantes, qualitativa e quantitativa, pode ser realizada pelo método dos tubos múltiplos, contagem em membrana filtrante ou em substrato cromogênico. Este último método apresenta como principal vantagem o tempo de resposta de 24 horas para realizar a detecção simultânea de coliformes totais e termotolerantes (BASTOS, 1999). As bactérias do grupo Pseudomonas são encontradas principalmente no solo e na água. São bacilos Gram-negativos não esporulados, móveis, produtores de pigmentos (como a piocianina e a fluresceína), incapazes de utilizar carboidratos pela via fermentativa e crescem tanto a 37ºC como a 42ºC (KONEMAM et al, 2001). A espécie Pseudomonas aeruginosa pode se apresentar patogênica quando introduzida em zonas desprovidas das defesas normais, ou quando participa de infecções mistas. Pode provocar infecções na pele que podem chegar à profundidade dos tecidos por feridas ou dilacerações dos mesmos. As infecções locais variam desde processos crônicos leves da pele até processos geniturinários mais graves e infecções letais dos pulmões, válvulas cardíacas, meninges e cérebro (JAWETZ, 1980). Segundo Trabulsi (2002), pode-se isolar Pseudomonas aeruginosa das fezes e garganta de 3% a 5% dos indivíduos normais. Em pacientes hospitalizados, a taxa de portadores pode ser bastante elevada. Aproximadamente 15% dos casos de bacteremia causada por germes Gram-negativos deve-se a esta bactéria. A mortalidade destes processos chega a ser de 50%. 14 3.0 RELATÓRIO DE VIAGENS REALIZADAS A primeira viagem foi feita em carro oficial da UFPE entre os dias 02 e 06 de março de 2009, no primeiro dia de viagem foi definido os pontos da cidade de Tuparetama onde seriam feitas as análises microbiológicas iniciais. No dia 03 de março, a primeira comunidade a ser visitada foi a “Comunidade Santa Rita”, as coordenadas são: S 07°43´47,5´´;W037° 14´19,6´´, foi realizada uma visita na Escola Municipal Anchieta Torres, com distância do centro de Tuparetama de aproximadamente 26 km, segundo a diretora da Escola, o número de Alunos era de 540, divididos em dois turnos. Segundo a mesma, a origem do abastecimento de água utilizado para beber e preparar as refeições dos alunos é um carro "pipa" que abastece a cisterna da escola com água tratada. A água é retirada por balde, clorada novamente e depositada em filtros de barro para consumo dos alunos. Seguimos então para o “Poço na Comunidade Consulta” chamado: Poço Amazona, as coordenadas são: S 07°42´15,8´´;W037°13´02,3´´. segundo informações do guia, esse poço abastecia toda a população da comunidade de Consulta que também a utilizava para consumo (em torno de 15 famílias). Esse poço tem origem em uma cacimba (construída há 80 anos), que foi transformada em poço artesiano há 16 anos. Esse poço tem capitação de água de lençol freático. Foi realizada uma coleta de Amostra de água do poço: T = 26,3°C e Cond. = 361 µS/cm Seguimos para a comunidade de “Comunidade Consulta de Cima”, onde está localizada a Barragem “consulta de cima”. As coordenadas são: S 07° 42´ 33,1"; W 037°12´ 46,5". Foi coletada amostras da Barragem: T = 30,4°C e Cond. = 81,2 µS/cm. E também foi coletada amostra da Cisterna= T = 27,1°C e Cond. = 83,6 µS/cm. As cisternas do município foram construídas através do programa P1MC, programa um milhão de cisternas, do MDA- Ministério de Desenvolvimento Agrário. As cisternas de placa, como são chamadas, tem 6m de diâmetro e 2,5m de altura, com capacidade de captação da água de chuva igual a 1.600 litros, suficiente para fornecer água para consumo a seis pessoas por um ano. Assim que concluídas as coletas na comunidade Consulta de Cima, seguimos para o Poço “Santa Rita”, que é o Poço que abastece a comunidade da Vila Santa Rita. As coordenadas são: S 07° 15 43´ 53,9´´;W 037° 14´ 29,9´´. O Poço possui 11 metros de profundidade e 3 metros de diâmetro, a origem da água é por lençol freático; esse poço abastece aproximadamente 80 famílias. Coleta da amostra do Poço: T = 28,7°C e Cond. = 393 µS/cm. O rio Santa Rita, nessa época do ano da visita, está seco e só enche no 2° trimestre do ano. E, por um defeito na instalação da tubulação a água desse poço não chega a Escola Municipal Anchieta Torres, segundo o guia. A nossa quinta parada foi na Comunidade “Cajueiro”. As coordenadas Geográficas são: S 07° 42´ 36,6"; W 037° 16´ 51,3´´. Visitamos o posto de saúde da comunidade, o Poço e o Açude. Na ocasião a população estava utilizando a água do poço para consumo. Coleta da amostra do poço: T = 27,9°C e Cond. = 267 µS/cm. Açude Cajueiro: ao lado do Poço, coleta da amostra: T = 28,7°C e Cond.= 161,0 µS/cm. Segundo agente da vigilância sanitária no local, são aproximadamente 16 famílias, o mesmo relatou que algumas famílias locais consomem a água do poço e que são comuns casos de diarréia nessa comunidade. Nossa sexta parada foi na Comunidade Barauninha. As coordenadas são S 07° 39´ 26,3´´;W 037° 16´ 9,8´´. A comunidade, com aproximadamente 18 famílias, utiliza o Açude para todas as atividades. Coleta da Amostra do Açude: T = 28,1°C e Cond.= 71 µS/cm. Seguimos logo em seguida para o Rio Pajeú, Ponte sobre o Rio Pajeú, perto do antigo matadouro do município, local onde o rio corta o município. As coordenadas Geográficas são:S 07°35´56,2´´;W 037° 18´ 48,6´´. Foi observado que na margem do rio estava repleto de esterco animal. Seguimos Rio acima já fora dos limites do município e coletamos mais uma Coleta amostra da nas amostra seguintes do Rio: coordenadas: T = S 27,8°C 07°35´42,2´´;W037°18´46,8´´. e Cond.= 422 µS/cm. 16 No fim do dia toda a equipe fez uma Visita a Escola Municipal onde houve a apresentação do Projeto à Diretoria. A escola possui 214 alunos, de diferentes comunidades rurais, como: Bomsucesso, Bom-nome, Carnaúba, Serrinha, Logradouro, Quarenta e nove, Riachão, Redonda, Seixos e Jardim. Segundo a diretora, na escola não são freqüentes os casos de diarréia. A água do poço local é armazenada em cisterna onde sofre cloração (vigilância sanitária) e depois é armazenada em filtro de barro para consumo dos alunos. No dia 04 de março ás 09 horas, continuamos as idas ao campo e nossa primeira parada foi no Açude “Bomsucesso”. As coordenadas são: S 07°38´22,6´´;W 037°21´21,7´´. O mesmo abastece a cidade de Tuparetama. Coleta da amostra do Açude: T = 28,5°C e Cond.= 237 µS/cm. Foi relatado pelos moradores que quando o nível das águas sobem demais deságua no rio Pajeú após 1 km, observou-se muito lixo nesse percurso do Açude até o Rio. Nossa segunda parada foi na Escola Estadual Cônego Olímpio Torres, onde houve apresentação do Projeto aos professores e diretores da escola. Na terceira parada visitamos a Vila “do Cajueiro”. As coordenadas são: S 07° 42´35,4´´; W 037° 16´ 55,8´´. Foi realizada a coleta de peixes por membros da equipe e coleta de amostras da água do Açude: T = 31,4°C e Cond. = 159 µS/cm. Concluímos os trabalhos do dia com a visita a Escola Municipal Anchieta torres para apresentação do Projeto aos professores e diretores da escola. No dia 05 de março saímos para o campo ás 9 horas e nossa primeira parada foi na Comunidade “Barriguda”. As coordenadas são: S 07° 40´44,6´´; W 037° 15´ 17,1´´. Visitamos à Associação Rural do sítio Cacimbinha - Comunidade da "Barriguda". A comunidade possui 8 anos de assentamento, onde residem 21 famílias. As famílias utilizam a água da cacimba e da cisterna para consumo, porém só utilizam a água da cacimba para beber quando a cisterna está seca. Segundo a agente de saúde do local, os agentes visitam as comunidades todas as semanas e recebem cursos de capacitação e atualização. A comunidade não tem coletor de lixo. Foi realizada a coleta da amostra da cacimba da barriguda T = 32,3°C e Cond.= 3,67 µS/cm. E também coletamos amostras no Açude da barriguda T = 34,4°C e Cond. = 2,20 µS/cm. Coordenadas Geográficas: S 07° 40´ 29,2´´;W 037° 15´ 17,5´´. A população local tem atividades agro-pastoris diversificadas. No açude, foram encontrados inúmeros caramujos do tipo Helix Escargots ou "escargot brasileiro", com várias desovas espalhadas pelas margens do rio. 17 Concluímos as atividades do dia com uma visita a Prefeitura Municipal de Tuparetama. Toda a equipe do projeto participou de uma reunião com o Prefeito e a secretária de saúde às 16h, onde foi apresentado o Projeto. Na ocasião ficou clara por parte da administração do município a intenção de cooperar com o projeto. No dia 06 de março toda a equipe reunida definiu através de critérios observados nas visitas preliminares na região as prováveis cinco localidades onde serão feitos os trabalhos, além dos dois pontos no rio Pajeú. As comunidades escolhidas foram: Bomsucesso, Cajueiro, Barriguda, Santa Rita e Consulta. Saímos do município ás 13 horas e chegamos a Recife ás 19 horas. Nossa segunda viagem foi realizada entre os dias 14 e 17 de abril. Eu e Thaís viajamos em ônibus comercial. Assim que chegamos ao município visitamos à escola Cônego Olimpio Torres e à Secretaria de Educação do Município. No dia 15 de abril foi realizada uma visita à Casa de Cultura e a sala disponibilizada pela Prefeitura para os trabalhos do projeto. Ás 10h30 Fizemos a aplicação de Questionários nas 5° e 8° séries da Escola Cônego Olimpio Torres. Às 13h00 Visitamos à Comunidade da Barriguda e aplicamos questionários destinados á população. Ao todo foram 19 famílias entrevistadas. Ás 15h00 foi feita uma visita à Comunidade do Cajueiro e aplicação dos questionários á população. Foram 14 famílias entrevistadas. Ás 17h00 fomos à Escola Municipal da Vila de Santa Rita juntamente com Fernando para aplicação de questionários na 5° e 8° séries e assistir uma apresentação de trabalhos da turma do 1° Ano do ensino médio sobre a região ao qual fomos convidados. No terceiro dia de viagem visitamos a comunidade de Consulta, santa Rita e Bomsucesso para aplicação de questionários. Foram ao todo 48 famílias entrevistadas. Voltamos ao Recife às 13 horas. A terceira viagem foi realizada entre 12 a 15 de maio de 2009. Essa viagem foi realizada com a participação da professora Francisca Janaína e do Professor Wagner Eduardo Silva que foram convidados pelo projeto para realizarem palestra no município visto a grande contribuição que poderia ser dado através do conhecimento de ambos sobre os assuntos que abordam. Saímos do Recife ás 9 horas em carro oficial da UFPE e chegamos ao município de Tuparetama às 15 horas. Ás 19 horas, visitamos a Escola Municipal Anchieta Torres e devido à chuva, foi necessário deixar o local. No segundo dia, coletamos amostras de água em três pontos da Escola Cônego Olímpio Torres (Bebedouro, Cisterna e Caixa d´água). Encaminhamos a Professora Francisca 18 Janaína para palestra na Escola Cônego Olímpio Torres. E o Professor Wagner Eduardo Silva para palestra na Escola Cônego Olímpio Torres. Auxiliamos na palestra da professora Janaína nas escolas Cônego Olímpio Torres e na escola Municipal Anchieta Torres. No final do dia coletamos amostras de água em três pontos da Escola Municipal Anchieta torre (Bebedouro, Cisterna/tanque, Balde-localizado na cozinha- que armazena a água antes de ir ao filtro de barro). No terceiro dia, ida à comunidade de Santa Rita. (Devido á chuva não foi possível chegar ao local). Entregamos Livros didáticos na Escola Municipal José Agostinho dos Santos. Coleta de amostras de água na Escola Municipal José Agostinho dos Santos. (Bebedouros e cisterna). Auxílio na apresentação prática e teórica do Professor Wagner na Secretaria de Educação do Município aos professores da Escola Municipal Anchieta Torres e na apresentação prática do Professor Wagner na Escola Cônego Olímpio Torres. No quarto dia voltamos ao Recife. Nossa quarta viagem foi realizada nos dias 17 a 21 de agosto de 2009, viajamos em carro oficial. Chegamos a Tuparetama ás 15 horas e ás 16 horas fizemos uma visita a Casa de Cultura e a Secretaria de Saúde, onde conversamos com a Secretaria de Saúde do município. No dia 18 e 19 de agosto iniciamos a distribuição dos frascos de coleta de fezes e coleta de água pra parasitologia na comunidade Bomsucesso, Cajueiro e Barriguda. Junto com a entrega conversamos com a população acerca de como proceder nas coletas de água e de fezes e sobre dúvidas da população. No dia 20 de agosto Coleta das amostras nas Comunidades Bomsucesso, Cajueiro e Barriguda. A noite, visitamos à Escola Cônego Olímpio Torres. No dia 21/08 realizamos uma reunião com os Agentes de Saúde do município. E voltamos ao Recife no mesmo dia. Nossa quinta viagem foi durante os dias 15 e 18 de setembro de 2009. No dia 15 de setembro entregamos os resultados das análises de água nas escolas Cônego e na escola Municipal. No dia 16 de setembro nós nos reunimos com os funcionários da Prefeitura para definição do curso aos agentes de saúde. Definimos as coordenadas geográficas do açude consulta e realizamos a distribuição dos frascos de coleta de fezes pra parasitologia na comunidade Consulta e Santa Rita. No dia 17/09 tivemos uma reunião na secretaria de saúde com os agentes de saúde e coletamos água para microbiologia e 19 para parasitologia nas comunidades Santa Rita e Consulta. E recolhimento do material fecal dessas comunidades. No dia 18/09 voltamos ao Recife. Nossa sexta viagem foi no período de 30 de novembro de 2009 a 03 de dezembro de 2009. Os objetivos da viagem foram: aplicação do curso, entrega dos laudos a população e a secretaria de saúde, localizar os principais lixões da cidade, e a forma de destino do lixo nas 5 comunidades que fazem parte do projeto. No dia 30/11 inicio do curso para os agentes de saúde, foram ministradas aulas de Fernando Vital e Ludhimilla Lins. No dia 01/12/2009 entregamos os laudos à secretaria de saúde do município de Tuparetama. Fomos pela manhã aos lixões e locais onde são colocados os lixos e dejetos próximos ao centro de Tuparetama. No dia 01/12 na parte da tarde foram ministradas aulas de Fernando Vital e Ludhimilla Lins aos agentes de saúde. No dia 02/12/2009 fomos ás comunidades de Santa Rita e Consulta para entrega dos laudos de água, aos lixões e locais onde são colocados os lixos e dejetos das comunidades de Tuparetama comunidades de casa em casa e perguntar se gostaria de ser filmado para o site do projeto. Durante a parte da tarde foram ministradas aulas de Clarissa Sá e Fernando Vital. Ida ás comunidades Barriguda e Cajueiro para entrega dos laudos e as comunidades Barriguda e Cajueiro de casa em casa e perguntar se gostaria de ser filmado para o site do projeto, na parte da tarde foram ministradas aulas de Fernando Vital e Ludhimilla Lins aos agentes de saúde. No dia 03/12/2009 entrega dos resultados na comunidade Bomsucesso. E coleta das amostras na comunidade Bomsucesso para análise Microbiológica. Voltamos ao recife na parte da tarde. A última viagem que fiz como membro do projeto foi entre os dias 15 e 19 de março de 2010, onde demos inicio ao segundo módulo de cursos em Tuparetama para os agentes de saúde. Apresentamos os dados obtidos com as análises do projeto aos agentes de saúde e programamos os dias das próximas palestras e a participação dos membros do projeto na feira de ciências das escolas locais. Pesquisamos também as condições de esgoto do município. No segundo dia visitamos a comunidade Bom Nome, aplicação de questionários, conversa com a população, avaliação da quantidade de casas existentes na comunidade, Analisamos a quantidade de casa e famílias e pesquisamos sobre o lixo local. visitamos a Compesa e coletamos amostras de água na origem do abastecimentos e na tubulação, pesquisando quando e como é feito as análises da água de abastecimento. 20 No terceiro dia visitamos a comunidade Barauninha, aplicação de questionários, conversa com a população, avaliação da quantidade de casas existentes na comunidade. Análise da quantidade de casa e famílias e pesquisa sobre o lixo local. Voltamos ao recife no último dia. 21 4.0 MATERIAIS E MÉTODOS 4.1 DEFINIÇÃO DAS AMOSTRAS PELA ESTATÍSTICA A definição da quantidade de amostras foi definido por estatística através de análise elaborada pela Professora Dra. Jacira Guiro ([email protected]/[email protected]). Plano amostral: Amostra será realizada através do procedimento amostral nos 5 conglomerados (comunidades) existentes no município de Tuparetama, considerando-se a unidade amostral como sendo a família residente no domicílio sorteado. Definição da amostra: Serão selecionadas através de amostra aleatória simples, famílias em cada conglomerado, proporcional ao número de famílias residentes e serão sorteados através de amostra aleatória estratificada não proporcional, 2 pessoas em cada residência, sendo uma dentre os adultos em atividade laborial e uma entre as crianças (abaixo de 12 anos). Tamanho da amostra: Para determinar o tamanho da amostra foram considerados: a necessidade de determinar a percentuais relativos às questões contidas no questionário; precisão de 10%; confiabilidade de 95%; prevalência esperada de parasitose na população de 50%, valor este que representa o desconhecimento sobre a resposta investigada e maximiza o tamanho da amostra. tamanho populacional entre 157 famílias, sendo: 81 na comunidade 1, 15 na comunidade 2, 20 na comunidade 3, 18 na comunidade 4 e 21 na comunidade 5. A fórmula utilizada para determinação da amostra: n = z2 . ^p (1- ^p) d2 onde: z = valor da curva normal correspondente à 1-α = 95% (1,96) p = proporção esperada na amostra (^p = 0,50) d = precisão da estimativa (d = 10%) n = 1,962 . (0,5)(0,5) = 3,8 x 0,25 = (0,10)2 0,01 22 n = 96 Como a proporção é finita, utilizamos o fator de correção para populações finitas (FCPF), dado por: FCPF = __1______________________ 1 + n – 1/ N Obtemos, = __96______________________ = 58,81 ˜= 59 1 + 96 – 1/ 157 FCPF = 59 Serão pesquisadas 59 famílias, sendo: Comunidade Quantidade de famílias Amostra necessária C1 81 30 famílias C2 15 6 famílias C3 20 8 famílias C4 18 7 famílias C5 21 8 famílias Em cada família serão avaliadas 2 pessoas, totalizando 158 elementos* amostrais, do total de cerca de 942 pessoas, considerando a média de 6 pessoas por família. Aleatorização: A escolha das unidades amostrais (famílias) deve ser feita previamente pela equipe e não no campo pelo entrevistador. Com base no levantamento visual (face à falta de levantamento cartográfico) serão selecionadas as casas a serem visitadas, de forma que o entrevistador vá a campo sabendo qual residência irá pesquisar. A escolha dos imóveis, a partir de um ponto aleatório e com expansão em forma de espiral garantirá a aleatorização. Após as observações e explicações abordadas pela professora Jacira Guiro, seguimos para certificação e correção dos reais valores de população em cada comunidade, que foram obtidos a partir das análises dos questionários respondidos pela população local de cada comunidade no município de Tuparetama, só desta forma pudemos refazer os cálculos e chegar a uma conclusão (abaixo). 23 CONCLUSÃO: AMOSTRAS PARA TUPARETAMA - FINAL Comunidade Tamanho Cajueiro Consulta Santa Rita Bomsucesso Barriguda N= 14 26 54 16 21 131 residências Amostra p/ análise 6 11 23 7 9 56 famílias Casas entrevistadas 13 12 25 16 18 M.M.p.R. Aprox. 2,5 3,2 3,7 2,93 4,9 Segundo as fórmulas apresentadas pela professora Jacira Guiro, serão 56 famílias examinadas num total de 131. Em cada uma das 56 famílias, dois membros serão examinados, sendo um adulto em idade laborial e uma criança (abaixo de 12 anos). Estimou-se uma média de 4 pessoas por residência, totalizando 524 pessoas. O total de pessoas examinadas será de 112 pessoas, ou seja, aproximadamente 21% da população total. 4.2. ANÁLISE BACTERIOLÓGICA E PARASITOLÓGICA DA ÁGUA Quarenta e cinco amostras de água foram coletadas em 45 diferentes residências de cinco comunidade rurais do município de Tuparetama, no sertão do Estado de Pernambuco. As comunidades foram: Barriguda (11 amostras), Bomsucesso (cinco amostras), Cajueiro (seis amostras), Consulta (11 amostras) e Santa Rita (12 amostras). 24 As amostras de água de consumo das comunidades Consulta e Santa Rita foram analisadas pela técnica de Presença-Ausência com caldo P.A. As demais amostras foram analisadas pela técnica do Substrato Cromogênico e Fluorogênico, utilizando o substrato desidratado Readycult® Coliforms 100, da Merck. Essas mesmas amostras foram analisadas quanto à presença de estruturas parasitárias intestinais. O número de amostras foi o mesmo citado anteriormente, exceto no caso da comunidade BomSucesso, que teve sete amostras analisadas. Para essas análises, utilizou-se o método qualitativo de sedimentação espontânea (Hoffman, Pons e Janer, modificado. Primeiramente, a amostra de água era colocada em um cálice de sedimentação, e lá permanecia em repouso por 24 horas. Em seguida, retiravam-se alíquotas do fundo do cálice, e colocava-se em lâminas de vidro identificadas; eram coradas em seguida com lugol e cobertas com lamínula. Procedia-se a observação ao microscópio óptico. Todo o procedimento de leitura era feito em triplicata, objetivando identificar cistos e oocistos de protozoários e ovos de helmintos. Paralela a essa análise, pesquisou-se a presença de Cryptosporidium sp. Nas amostras, por coloração de Kinyoun. Após as 24 horas de precipitação da amostra no cálice de sedimentação, alíquotas eram retiradas e colocadas em lâmina de vidro identificada, que secava por 24 horas em temperatura ambiente. No dia seguinte, procedia-se à coloração de Kinyoun, e então, as lâminas eram lidas em microscópio óptico sem lamínula. A pesquisa de C. parvum também era realizada em triplicata. 4.3 EXAMES PARASITOLÓGICO DE FEZES Setenta e quatro pessoas das cinco comunidades rurais citadas cederam amostras de suas fezes para realização de exames parasitológicos. Na comunidade Barriguda, foram recolhidas 14 amostras; na comunidade Consulta, 19 amostras; na comunidade Bomsucesso, 11 amostras; na comunidade Cajueiro, 08 amostras; e na comunidade Santa Rita, 22 amostras. A qualidade do exame parasitológico de fezes inicia-se na coleta (NEVES). Por isso, foram dadas, a todos os participantes do estudo, explicações claras e detalhadas sobre a coleta das amostras. Como, em sua grande maioria, o público contatado não sabia ler, todas as instruções foram dadas em forma de conversa, e esclarecemos todas as dúvidas das pessoas. Depois de dadas todas as instruções, eram entregues ao interlocutor os frascos coletores, devidamente identificados com o nome do participante, a data, e se era adulto ou criança. No dia seguinte, as amostras, já coletadas nos frascos, 25 eram entregue à nossa equipe. Importante se faz salientar que os frascos coletores eram entregues à população SEM nenhum conservante químico. Isso se fez necessário para evitar acidentes com o conservante, como ingestão, inalação ou contato do mesmo com a pele do participante. Após recolher os frascos com o material, adicionávamos formol a 10% às amostras, para que estas fossem conservadas até a sua análise. No laboratório, cada amostra de cada participante foi analisada em duas etapas. Na primeira, pelo uso do método de Hoffman, Pons e Janer, as amostras eram coradas com lugol em lâmina de vidro e observadas ao microscópio óptico, em triplicata, objetivando identificar cistos e oocistos de protozoários e ovos de helmintos. Paralela a essa análise, pesquisou-se a presença de Cryptosporidium parvum nas amostras, por coloração de Kinyoun. A pesquisa de C. parvum também era realizada em triplicata. 4.4. QUESTIONÁRIO APLICADO À POPULAÇÃO DO MUNICIPIO DE TUPARETAMA 1. Na sua opinião, como está a sua saúde? ( ) Muito Ruim ( )Ruim ( ) Regular ( ) Boa ( ) Excelente 2-Com relação às crianças da comunidades, quais as doenças e casos mais observados? ( ) “Barriga d´água” ( ) Anemia profunda ( ) Pele e olhos amarelados ( ) Apatia – moleza ( ) Verminose – (lombrigas) ( ) Diarréia Outra: __________________________________ 3-Normalmente quais desses sintomas o Sr.(a) mais sente? ( ) Fezes c/ sangue ( ) Dores de cabeça constantes ( ) Fraqueza geral e constante ( ) Dores de barriga ( ) Coceira anal ( ) Cansaço/ dores nas pernas Outra: __________________________________ 4-Quais dessas doenças o Sr.(a) já teve? 1. Diarréia Hepatite 2. Dengue 3. Parasitoses 4. Viroses: gripe, sarampo, caxumba, etc. 6. Doença de chagas 7. Lepra 5. outras __________________________________ 5- Quando o agente de saúde visita a comunidade o que ele costuma fazer? 26 ( ) Distribuir cloro ( ) Aferir pressão ( ) dosar a glicemia ( ) Distribuir medicamentos ( ) Levantar dados sobre as doenças da população. ( ) Dar instruções sobre educação sanitária e/ou ambiental ás famílias ( ) Informar ao médico e à secretaria de saúde o estado de saúde da população 6 – Vocês tem contato regular com o médico? Sim ( ) Não ( ); Se afirmativo qual o intervalo entre as conversas? ( ) 1 vez por mês ( ) 1 vez por ano ( ) Só quando surge um problema grave ( ) Por acaso, sem previsão 7- Quantos médicos vêem visitar o Sr.(a)?_____________________________ 8- Qual o período de visita do médico? ( ) semanal ( ) Mensal ( ) Semestral ( ) Anual ( ) Só em caso de urgência 9- O Sr.(a) tem banheiro na sua casa? Sim ( ) Não ( ) 10. O Sr.(a) costuma sempre utilizar o banheiro? Sim ( ) Não ( ) 11. Quantas pessoas residem na casa? ________________________________________ 12. A residência do Sr./Sra. possui banheiro com fossa? ________________________________________ 13. Qual o destino da água utilizada na residência? ________________________________________ 14. Qual o destino do lixo produzido na residência? ________________________________________ 15. O Sr./Sra adiciona cloro ou água sanitária na cisterna? ________________________________________ 16. Qual o tratamento da água de consumo no pote de barro? Não Trata a água ( ); Cloração ( ); Filtração ( ); Fervura ( ); Outros ( ) Quais?___________________________________ 17. Como o Sr./Sra avalia a qualidade da água de consumo da sua residência? 27 Ótima ( ); Boa ( ); Regular ( ); Ruim ( ); Péssima ( ). 18. O Sr./Sra acha que pode contrair doenças através da sua água de consumo? Sim ( ); Não ( ) 1. Como o Sr./Sra. avalia a qualidade da água de consumo da sua residência? ( )Ótima ( )Boa ( )Regular ( ) Ruim ( )Péssima 2. Você acha que pode contrais alguma doença através da água? ( )Sim ( )Não 3. O Sr./Sra. faz uso de cloro na sua água de consumo? ( )Sim ( )Não Resposta Afirmativa – Como você faz a adição desse cloro? Em que quantidade? Resposta Negativa – Porque você não faz uso do cloro? 4. O Sr./Sra. acredita que a adição de cloro traga alguma melhora na qualidade da água? ( )Sim ( )Não 5. Você conhece o projeto desenvolvido pela UFPE sobre qualidade de Água? ( )Sim 28 ( )Não 6. Esse projeto lhe trouxe algum benefício? Qual? 7. Melhorou seus hábitos e conhecimentos sobre higiene e saúde? 8. Qual o destino do lixo produzido na residência? 9. Existe alguma ação de coleta do lixo? ( )Sim ( )Não Resposta Afirmativa - Quem faz essa coleta? - Com que freqüência esse lixo é coletado? 10. Você acredita que possa reutlizar o seu lixo de alguma forma? Como? 11. Você já ouviu falar em reciclagem? Sabe o que é reciclagem de lixo? 12.Você já ouviu falar em coleta seletiva? Sabe o que é coleta seletiva? 13.Você gostaria de aprender a tratar o seu lixo e reciclá-lo? Acha que essa atitude tem alguma importância? 14.Já foi feito algum trabalho sobre reciclagem e coleta seletiva nesta comunidade? 29 5.0 RESULTADOS 5.1 QUESTIONÁRIOS APLICADOS Os questionários aplicados junto aos moradores continha18 perguntas, versando sobre a sua saúde, os serviços de saúde disponível na sua comunidade, hábitos de higiene sanitária e ambiental. Na comunidade Barriguda foram entrevistadas 18 famílias; em Santa Rita, 23 casas; em BomSucesso, 16 casas; na comunidade Cajueiro, 13 casas; e na comunidade Consulta, foram entrevistadas 12 famílias de casas distintas. A escolha das casas foi aleatória, e o questionário foi aplicado somente junto às famílias que aceitaram voluntariamente participar do estudo. Veja abaixo os resultados obtidos com a aplicação dos questionários. 30 Em sua opinião, como esta a sua saúde? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda Com relação às crianças da comunidade, quais as doenças e casos mais observados? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 31 Normalmente, quais desses sintomas o Sr.(a) mais sente? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 32 Quais dessas doenças o (a) Sr.(a) já teve? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 33 Quando o agente de saúde visita a comunidade, o que ele costuma fazer? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 34 35 Você tem contato regular com o médico? Se afirmativo, qual o intervalo entre as conversas? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 36 Qual o período de visita do médico? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 37 O (a) Sr.(a) tem banheiro na sua casa? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 38 O (a) Sr.(a) costuma sempre utilizar o banheiro? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 39 A residência do (a) Sr.(a) possui banheiro com fossa? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 40 Qual o destino da água utilizada na residência? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 41 Qual o destino do lixo produzido na residência? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 42 O (a) Sr.(a) adiciona cloro ou água sanitária na cisterna? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 43 Qual o tratamento da água de consumo no pote de barro? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 44 Como o (a) Sr.(a) avalia a qualidade da água de consumo de sua residência? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 45 O (a) Sr.(a) acha que pode contrair doenças através da sua água de consumo? Santa Rita Bom Sucesso Cajueiro Consulta Barriguda 46 47 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% A IM PÉ SS R R R EG UL A BO A Ó TI UI M 0,00% M A PORCENTAGEM DE RESPOSTAS PERGUNTA 1 - Como o Sr.º/Sr.ª avalia a qualidade da água de consumo da sua residência? CATEGORIAS Percentual de respostas PERGUNTA 2 - Você acha que pode contrair alguma doença através da água? 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas Porcentual de respostas PERGUNTA 3 - O Sr.º/Sr.ª faz uso de cloro na sua água de consumo? 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas 48 PERGUNTA 4 - O Sr.º/Sr.ª acredita que a adição de cloro alguma melhora na qualidade da água? Porcentual de respostas 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas PERGUNTA 5 - Você conhece o projeto desenvolvido pela UFPE sobre qualidade da água? Porcentual de respostas 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas PERGUNTA 6 - Esse projeto lhe trouxe algum benefício? Porcentual de respostas 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas 49 Porcentual de respostas PERGUNTA 7 - Melhorou seus hábitos e conhecimentos sobre higiene e saúde? 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas PERGUNTA 8 - Qual o destino do lixo produzido na residência? Porcentual de respostas 100,00% 80,00% 60,00% Série1 40,00% 20,00% 0,00% QUEIMA OUTROS Respostas PERGUNTA 9 - Existe alguma ação de coleta do lixo? Porcentual de respostas 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas 50 PERGUNTA 10 - Você acredita que possa reutilizar o seu lixo de alguma forma? Porcentual de respostas 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas PERGUNTA 12 - Você já ouviu falar em coleta seletiva? Porcentual de respostas 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas 51 P orcen tual de respo stas PERGUNTA 13 - Você gostaria de aprender a tratar o lixo e reciclá-lo? Acha que essa atitude tem alguma importância? 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas PERGUNTA 14 - Já foi feito algum trabalho sobre reciclagem e coleta seletiva nesta comunidade? Porcentual de respostas 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% SIM NÃO Respostas 5.2 ANÁLISES BACTERIOLÓGICA E PARASITOLÓGICA DAS ÁGUAS DE CONSUMO As análises bacteriológicas das comunidades Barriguda, BomSucesso e Cajueiro foram realizadas por meio da técnica do Substrato Cromogênico e Fluorogênico (Readycult® Coliforms 100, da Merck), enquanto que a técnica usadas nas análises das águas das 52 outras duas foi Presença-Ausência (P.A.). Na comunidade Barriguda, foram coletadas onze amostras de água para análise bacteriológica; na comunidade BomSucesso, cinco amostras; na comunidade Consulta, onze amostras; na comunidade Santa Rita, doze amostras; e na comunidade Cajueiro, seis amostras. Nesta última comunidade, quatro amostras (66,67%) foram positivas para presença de coliformes totais e de coliformes termotolerantes. Nas demais comunidades, todas as amostras (100%) foram positivas para presença de coliformes totais e de coliformes termotolerantes. Considerando que apenas duas entre as 45 residências das cinco comunidades tiveram suas águas de consumo em acordo com a Portaria nº 518/04 do Ministério da Saúde, sob o ponto de vista bacteriológico. Para as análises parasitológicas das águas de consumo dessas comunidades, o número de amostras foi o mesmo exposto acima, com exceção para a comunidade Bomsucesso, que teve sete amostras coletadas para esse fim. Foram encontradas diversas estruturas parasitárias, apresentadas na Tabela abaixo. Tabela: Porcentagens das estruturas parasitárias encontradas nas águas de consumo em cada comunidade rural estudada. COMUNIDADE BARRIGUDA Parasito % Ovos de Trichuris trichiura Oocisto de Cryptosporidium sp. Cisto de Giardia lamblia Larva de Ancilostomideo Ovo de Ascaris lumbricoides Paramécio Ovo de Ancilostoma duodenalis Cisto de Entamoeba coli Cisto de Entamoeba hystolitica Ovo de Enterobius vermiculares Oocisto de Isospora beli Ciliados Nenhum parasito encontrado 9,09 63,63 CAJUEIRO CONSULTA BOMSUCESSO % % % SANTA RITA % 16,67 0,00 0,00 0,00 16,67 27,27 42,86 41,67 18,18 0,00 9,09 0,00 8,33 9,09 0,00 0,00 0,00 0,00 36,36 66,67 18,18 42,86 16,67 54,54 9,09 0,00 0,00 18,18 0,00 14,28 0,00 16,67 0,00 9,09 66,67 18,18 0,00 8,33 36,36 16,67 36,36 0,00 33,33 9,09 0,00 18,18 0,00 0,00 9,09 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 27,27 0,00 0,00 0,00 8,33 25,00 53 5.3. ANÁLISE DOS EXAMES PARASITOLÓGICOS DE FEZES Setenta e quatro pessoas aceitaram participar do estudo, contribuindo cedendo-nos uma amostra de fezes recém-coletadas em frasco coletores de plástico, identificados e distribuídos por nossa equipe a cada um deles. Na comunidade Barriguda, 14 amostras foram coletadas e entregues; na comunidade Consulta, 19; na comunidade BomSucesso, 11; na comunidade Cajueiro, 08; e na comunidade Santa Rita, 22 amostras. As análises foram realizadas sob a responsabilidade do bolsista Fernando Vital e da Bolsista Ludhimilla S. Gomes Lins. 54 6.0 DISCUSSÃO No Brasil, estudos epidemiológicos têm demonstrado que os índices de prevalência como a sintomatologia da amebíase tem grande diversidade, variando de região para região. Nas regiões Sul e Sudeste, a prevalência de E. histolytica/E. dispar varia de 2,5 a 11%, na Região Amazônica atinge 19% e nas demais regiões cerca de 10%. Em Manaus, o índice da infecção é cerca de 21,5%, enquanto em Belém é de 25,2% (DOURADO, et al 2006). Em Pernambuco, a prevalência do complexo E.histolytica/E. dispar é variável. Na Região Metropolitana do Recife (18%); em Palmares, Zona Canavieira (31,5%) e em Bodocó, Zona Semi-árida (36,3%)(DOURADO, et al 2006). Nos nossos resultados a prevalência desse complexo foi evidenciada nesses mesmos podrões. No Mundo, a ascaridíase é mais freqüente em países pobres, a estimativa é de 1,5 bilhão de pessoas infectadas, desses 8% se encontram na América latina. No Brasil, utilizando os resultados do inquérito helmintológico realizado por Pellon & Teixeira em 1950, Pessoa (1967) calculou a prevalência de ascaridíse em 71,4%. Vinha (1971), analisando os dados fornecidos pelo antigo departamento Nacional de Endemias Rurais, estimou a prevalência para população brasileira em 60% (NEVES, et al 2007). Esses valores se mantiveram e são muitos assustadores pois demonstram que a situação permanece a mesma desde a década de 50, ou seja, não houve mudanças no aspecto de saúde da população rural e pode se concluir que nada de efetivo foi realizado para minizar esse tipo de infecção na população local. Atualmente, apesar das campanhas realizadas nas escolas, sabe-se que os níveis de parasitismo continuam elevados, especialmente em crianças com idade inferior a 12 anos em várias regiões brasileiras quer seja na cidade ou em zonas rurais (NEVES, et al 2007). O que foi evidenciado no nosso trabalho. Os dados de 2004, sobre a mortalidade proporcional por doença diarréica aguda em menores de 5 anos de idade do MS expõem a proporção de óbitos por unidades da Federação. Os estados de Pernambuco e Alagoas são os que apresentam a maior proporção de óbitos pela doença (SIM, 2004). Nos nossos questionários muitas pessoas disseram ter tido casos de diarréia. Em 2006, proporção da população servida por uma rede de abastecimento de água em Pernambuco foi de 74,69% e proporção da população servida por esgoto em 55 Pernambuco foi de 39,60%. Essa porcentagem não reflete a realidade do Alto sertão do Pajeú, onde muitas comunidades estão esquecidas do poder público e vivem a margem da sociedade sem qualquer informação a cerca do perigo que correm devido a falta de condições melhores de saúde e de vida. Nos cursos aplicados aos agentes de saúde e para as escolas da região ficou claro o desconhecimento sobre o real perigo de se consumir água não potável e de certa forma até certa resistência em aceitar o fato de que a água pode trazer algum malefício ao meio ambiente e a saúde da população. 56 7.0 CONCLUSÃO As condições de moradia e de vida das comunidades nas quais visitamos e pudemos trabalhar foram algumas vezes chocantes para os membros da equipe. A questão da água que sempre falta na região é apenas umas das coisas das quais essa população deve enfrentar. A água é tida como bem precioso algo divino e com isso para muitos não deve trazer nenhum mal. Esse aspecto ficou bastante evidenciado quando aplicamos os questionários nas comunidades. Outro fato bastante crítico na região são as condições de higiene relacionadas ao cuidado no armazenamento da água e muitas vezes após ser tratada é contaminada pelos próprios moradores. Os níveis de contaminação por coliformes e parasitos nas águas do Municipio de Tuparetama são alarmantes como também o índice de parasitoses de algumas comunidades rurais. Foi possível correlacionar a qualidade da água com a presença de parasitos nas fezes da população. E que essa veiculação pode ser combatida com hábitos de higiene mais adequados. No entanto, nos 12 meses em que fiz parte do projeto pude perceber que a comunidade local, principalmente as crianças assimilavam bem as informações passadas pelos membros da nossa equipe. Contudo, para que as informações cedidas à população sejam refletidas em seu modo de vida essa atividade deve ser continua e eficiente. É evidente a necessidade que a população do sertão tem acerca de água potável e não apenas disso. Necessita de água, de comida, de condições melhores de saúde, educação, moradia e só a partir disso é que se pode garantir uma expectativa de vida melhor para todas as comunidades locais. A educação da população será a chave para que ela possa enfrentar as secas da região sem os surtos de doenças veiculadas ao consumo de água. 57 8.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION; AMERICAN WATER WORKS ASSOSSIATION; WATER ENVIRONMENT FEDERATION. Standart Methods For The Examination of Water and Wastewater. 19ª edição, United Book Press, Inc. 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