Ilmo. Chefe da Unidade Estadual do IBGE na Bahia Sr. Artur Ferreira da Silva Filho Em consonância com o que foi apontado pela Reunião da Direção Nacional da ASSIBGE-SN, e posteriormente deliberado por Assembleia dos Trabalhadores do IBGE na Bahia, entramos em greve no dia 26 de Maio de 2014. Há muito apontamos a falta de estrutura e de pessoal, más condições de trabalho e a precarização existentes na Unidade Estadual do IBGE na Bahia, consequência da política implementada pela Direção Nacional através da não realização de concursos para a recomposição suficiente do seu quadro técnico permanente, da falta de esforços em reverter os cortes orçamentários para realização das atividades da instituição, da utilização de forma equivocada do contrato temporário e a exploração desses trabalhadores, da não valorização salarial dos seus técnicos, da falta de uma política de recursos humanos eficiente, dentre outros pontos, experimentados dentro do órgão em suas mais diversas esferas de trabalho –Gerências, Coordenações, Supervisões, Agências, etc. Utilizamos o instrumento da greve na tentativa de pressionar e sensibilizar a direção sobre as melhoras que queremos para todos os trabalhadores e para o IBGE como um todo, buscando o fortalecimento do órgão e a manutenção do reconhecimento construído pelo seu quadro funcional ao longo dos seus 78 anos. Entretanto, numa direta afronta ao legítimo direito de greve dos trabalhadores, ferindo à Constituição Federal no seu Artigo 9º – “ É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender” –, e à lei de greve, a Direção Nacional numa atitude lamentável, utiliza o instrumento institucional da avaliação de desempenho para justificar as demissões, ameaçar e coagir os trabalhadores temporários a retornarem aos seus postos de trabalho, inibindo as suas lutas por melhores condições laborais, desses que são o elo mais fragilizado e explorado dentro da nossa cadeia de trabalho. Temos um compromisso com a sociedade brasileira e estamos mobilizados também para que consigamos manter a qualidade dos trabalhos realizados por nós durante o curso normal das atividades, o que minimamente demanda reposição de quadro para que o conhecimento possa ser repassado, treinamentos e capacitações constantes dos trabalhadores, disponibilidade de equipamentos, estruturas e orçamento adequados à realização das tarefas sem o comprometimento da qualidade em favor apenas do cumprimento dos prazos estabelecidos pela Direção. A despeito disso, o que presenciamos durante a greve da categoria é uma sucessão de atitudes que comprometem essa qualidade esperada, como supervisões questionavelmente insuficientes pela proporção Quantidade-de-trabalho-a-ser-supervisionada X Quantidade-de-supervisores-para-realizar-essas-atividades, ou sendo delegadas a trabalhadores temporários, quando não é sua atribuição, treinamentos insuficientes para que o servidor possa realizar a coleta – ou mesmo a determinação da coleta sem treinamento, apenas após o acompanhamento de algumas entrevistas e leitura do manual – só porque “o show deve continuar”. Essas ações representam um ataque violento ao trabalho de controle de qualidade que os DEDICADOS SERVIDORES, hoje em greve, desenvolvem para mitigar a crise de recursos humanos pela qual atravessa a Instituição. A qualidade de vida e harmonia no trabalho também passam pelo respeito aos colegas delida tanto na realização das atividades, quanto no exercício do direito à greve. Os companheiros mobilizados exercem normalmente assuas atividades com muita responsabilidade e empenho apesar das dificuldades encontradas no dia a dia, e nesse momento não lhes é dado o devido valor por parte da direção local, quando passa por cima das suas decisões para praticamente descartá-los, não levando em conta todos os seus históricos, talvez sem analisar que ao término do processo esses servidores serão necessários ao cumprimento dos trabalhos e da missão institucional do IBGE. Também entendemos o posicionamento individual dos companheiros que não aderiram ao movimento paredista, mas questionamos as atitudes de intervirem nas agências mobilizadas, desrespeitando o posicionamento dos colegas em luta (que terá efeito inclusive para aqueles que não estão na greve), além de abominarmos o fato de em alguns casos irem realizar os trabalhos nessas agências, enquanto em seus locais originais os trabalhos não estão concluídos (ou mesmo atrasados),com o aval da Direção Local uma vez que deve haver solicitações de diárias para os deslocamentos. Dessa forma, nós trabalhadores abaixo subscritos entregamos os nossos cargos coletivamente e repudiamos todas as atitudes acima descritas Solicitamos ainda que a remoção dos cargos seja feita em caráter urgente, para que tenha efeito na próxima folha de pagamento. Almerinda Macedo Dantas de Oliveira – Supervisora da PME Davi Nascimento Souza – Supervisor de Orçamento e Finanças Ivan Jacuipense Mascarenhas Filho – Chefe da Agência do IBGE em Santa Maria da Vitória João Reginaldo da Silva Neto – Coordenador de Subárea Lázaro Lima Zacariades – Substituto do Chefe da Agência do IBGE em Alagoinhas Murilo Romão Gama – Coordenador de Subárea Olga Maria Freire Santos Falcão – Supervisora do INPC Rafael Machado Carneiro – Supervisor de Orçamento e Finanças Ricardo Teodoro da Cruz Cardoso Gomes – Coordenador de Subárea Saulo Alves de Almeida – Chefe da Agência do IBGE em Juazeiro Thiago Pimentel Santiago – Coordenador de Subárea