Deontologia e Legislação deEnfermagem
Serão os valores morais universais?
Ou dependerão do ponto de vista de
cada sociedade?
Prof. Bruno Barbosa
Os dados do problema:
• Diferentes
padrões de
cultura
• Direitos
Humanos
Universais
Padrões de Cultura
• Os padrões de cultura são modos de
pensar e agir comuns aos membros
de uma sociedade.
• Sociedades
diferentes
possuem
diferentes padrões de cultura.
• Os padrões de cultura variam no
espaço e no tempo
Poliandria
• Nem em todas as sociedades humanas os
casamentos são monogâmicos, formados por
um homem e uma mulher. No Tibete e no
Nepal uma mulher podia ter mais que um
marido.
Poligamia
• Em muitos países de África, por exemplo, os
homens podem casar com mais do que uma
mulher.
• Nas sociedades europeias, pelo contrário, esta
prática não é permitida.
Infanticídio
• Os esquimós, como os
antigos romanos,
consideravam
moralmente permissível
pôr fim à vida de crianças
de tenra idade.
• Na nossa cultura, o
infanticídio é proibido.
• Os catalinos tinham como tradição
comer os cadáveres dos seus
familiares.
Cerimônias
Fúnebres
• Os gregos antigos cremavam os
mortos em pilhas funerárias.
• Padrões de cultura deste género
tendem a provocar reações de
rejeição mútua entre os membros de
cada uma das sociedades.
Padrões de cultura e relativismo
• As tradições, hábitos e costumes que caracterizam
as diferentes sociedades (formas de vestir, de
cozinhar os alimentos, regras de conduta) mostram
que os códigos morais variam em vários aspectos de
sociedade para sociedade.
• Alguns antropólogos, filósofos e historiadores têm
defendido que estas diferenças são a prova de que
não existem verdades objetivas no domínio da
moral, isto é, verdades capazes de irem além dos
limites de cada cultura ou sociedade, verdades
morais independentes do ponto de vista de cada
sociedade particular que as adota.
• Esta ideia implica que nenhum código de conduta
está realmente certo e nenhum está realmente
errado. Tudo depende, ou é relativo, da maneira de
sentir e pensar de cada sociedade.
Padrões de cultura e relativismo
• Os valores morais apenas teriam aplicação no interior das
fronteiras de cada cultura, não tendo qualquer validade
fora delas.
• Ao rejeitar o infanticídio, a poligamia ou a poliandria, por
exemplo, a nossa cultura não estaria mais próxima da
verdade que as sociedades onde estes padrões de cultura
se aplicam.
• Todos os códigos morais seriam relativos à sua cultura de
origem, não havendo verdades universais: os valores
seriam apenas convenções sociais, variando no espaço e
no tempo.
• Tal como conduzimos à esquerda ou à direita segundo as
convenções de cada país, nada há na natureza do
infanticídio, por exemplo, que obrigue a considerá-lo um
mal.
• Tudo depende das convenções de cada sociedade.
Relativismo e Direitos Universais
Este ponto de vista está longe de ser
consensual. A Declaração Universal dos
Direitos Humanos, por exemplo, atribui a
todos os seres humanos vários direitos
de que estes devem beneficiar, mesmo
que a sociedade em que vivem não os
reconheça.
Tipo de conflito
inevitável:
INFANTICÍDIO
•
A Declaração dos Direitos
Humanos baseia-se na ideia de
que os seres humanos têm
direitos apenas porque são
racionais e autoconscientes, isto
é, por serem pessoas.
•
Os relativistas defendem que a
ideia de direitos humanos não
passa de uma ilusão, um produto
da nossa cultura que não se
aplica fora dela.
•
Será que têm razão, que a
existência de valores universais
é um mito?
•
O nosso objetivo é dar uma
resposta a este problema.
O conflito inevitável:
Relativismo Moral
O relativismo moral defende que
o bem e o mal são convenções
sociais, próprias de cada cultura,
ou seja, que existem regras e
normas que valem apenas em
cada sociedade.
No relativismo moral não há
verdades absolutas, pois tudo é
relativo ao ponto de vista de cada
sociedade. As verdades da
maioria são relativas porque
apenas refletem o que a maioria
das pessoas aprovam em cada
sociedade.
Relativismo Moral
Se o bem e o mal são apenas
convenções sociais, que variam
de cultura para cultura, então não
existem verdades objetivas em
moral, pois estas verdades são
independentes de qualquer ponto
de vista particular.
Se numa sociedade o infanticídio
for considerado um mal, isso não
significa que o infanticídio seja
em si mesmo errado; significa
apenas que há nessa sociedade
uma maioria de pessoas que o
desaprova.
O relativismo moral defende que não é possível
haver acordo.
Uma pessoa educada numa cultura A é influenciada
pela educação que recebeu, pensando as coisas de
acordo com a forma como foi educada. Assim,
tende a defender o ponto de vista que a sua cultura
defende. O mesmo acontece com qualquer pessoa
educada numa cultura B.
Será que é possível haver um juiz imparcial que
resolva os conflitos entre as culturas?
Não, porque esse juiz ou pertence à cultura A ou à
cultura B, sendo influenciado pelos padrões morais
que essa cultura defende, ou ainda pertencer a uma
cultura C, sendo influenciada pelos padrões morais
defendidos nessa cultura.
Cada sociedade,
local, nicho e
outras instâncias
possui sua
conduta e seus
conceitos de moral
são mutáveis.
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Padrões de Cultura - Universidade Castelo Branco