Boletim Informativo da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica Nº 09 / Outubro 2010 / Suplemento do Jornal Vida Económica EDITORIAL CERTIF cresce no exterior Aníbal Campos Presidente da Direcção da AIMMAP O Acórdão do Tribunal Constitucional No decurso do presente mês de Outubro foi proferido pelo Tribunal Constitucional um importante e fundamental Acórdão que se pronunciou de forma definitiva sobre questões concernentes à constitucionalidade de algumas normas do Código do Trabalho. A comunicação social tem feito vista grossa e ouvidos de mercador aos aspectos essenciais do referido Acórdão, o que, tendo em conta as respectivas repercussões em inúmeras matérias respeitantes nomeadamente à regulamentação colectiva do trabalho, é verdadeiramente lamentável. Ainda que conscientes da nossa menor visibilidade em comparação com outros órgãos de comunicação social, gostaríamos de tentar mitigar nesta edição do “Metal” a confidencialidade a que o assunto foi remetido. Nesse sentido, nas páginas que compõem a presente edição damos nota mais detalhada de algumas questões que foram decididas pelo Acórdão em causa. Sem prejuízo disso, não posso deixar de me pronunciar neste editorial sobre aquela que parece à AIMMAP a questão essencial da decisão do Tribunal Constitucionalidade. Ora, conforme é sabido, a redacção introduzida ao Código de Trabalho em 2009 criou a possibilidade de uma convenção colectiva de trabalho ser denunciada por qualquer das partes desde que observados determinados requisitos e pressupostos. Nos termos do diploma em questão, em consequência da denúncia haverá lugar à caducidade da convenção. Oportunamente, ao abrigo dessa faculdade legal, em 2009 a AIMMAP denunciou os diversos contratos colectivos de trabalho de que era outorgante. O Ministério do Trabalho considerou válidas as denúncias e publicou os respectivos avisos de caducidade no Boletim do Trabalho e Emprego. Por seu turno, a esmagadora maioria dos sindicatos aceitou as denúncias e tratou imediatamente de negociar novas convenções com a AIMMAP. Como é sabido, tais convenções não só já foram acordadas como se encontram plenamente em vigor. Ao contrário, a FIEQUIMETAL – da CGTP –, tem insistido no sentido de que a denúncia não foi legal, pretendendo que a caducidade não seja considerada. O principal argumento da CGTP nesse domínio era o de que o art. 10º da lei que aprovou o Código do Trabalho – ao abrigo do qual a AIMMAP denunciara o contrato colectivo de trabalho outorgado com a FIEQUIMETAL –, estava ferido de inconstitucionalidade. Em consequência, ainda no entendimento da CGTP, a denúncia efectuada pela AIMMAP ao abrigo do art. 10º da lei que aprovou o Código do Trabalho não era válida e não poderia produzir efeitos. A AIMMAP, apoiada pela CIP, sempre defendeu que a denúncia tinha sido válida, convicta da conformação da referida disposição legal à Constituição da República Portuguesa. Todavia, um pequeno número de deputados da Assembleia da República acabou por subscrever as teses da CGTP e requereu ao Tribunal Constitucional a apreciação da constitucionalidade de algumas disposições do Código do Trabalho de 2009, com especial destaque para o já citado art. 10º. De imediato, a CGTP começou a invocar esta questão junto dos seus filiados, das empresas e da sociedade civil em geral, tentando baralhar os espíritos menos esclarecidos. Concretamente alegava a CGTP que o referido art. 10º era inconstitucional e que o Tribunal Constitucional estava a analisar o assunto. E chegava mesmo ao descaramento de tentar insinuar supostas certezas de que a decisão do Tribunal Constitucional seria favorável à sua argumentação. É verdade que, antes de ser proferido o Acórdão pelo Tribunal Constitucional, ainda que apenas teórica, a dúvida poderia subsistir. Todavia, no passado dia 15 de Outubro, o Acórdão em causa foi finalmente proferido. Nesse âmbito, cumpre-nos agora sublinhar que foram dissipadas todas as eventuais dúvidas a este respeito. Concretamente, o Tribunal Constitucional decidiu em definitivo que o citado art. 10º encontra-se em absoluta conformidade com a Constituição da República Portuguesa. Daqui decorre a confirmação sem quaisquer dúvidas de que a denúncia do contrato entre a AIMMAP e a FIEQUIMETAL foi feita de forma absolutamente legítima e legal. Significa o exposto que soçobraram os argumentos da CGTP para contestar a denúncia efectuada pela AIMMAP e para contrariar a caducidade do anterior contrato colectivo de trabalho entre esta associação e a FIEQUIMETAL. A AIMMAP não tinha já quaisquer dúvidas de que o seu antigo contrato colectivo de trabalho com a FIEQUIMETAL fora validamente denunciado e que nessa medida tinha caducado. Mas agora acrescenta a certeza jurídica de que a norma em que a denúncia se alicerçou é totalmente constitucional. Enquanto Presidente da Direcção da AIMMAP, espero agora que este assunto fique plenamente esclarecido. E que, já agora, a CGTP desista de lançar a confusão e que concentre as suas energias nas mesas negociais. Pág. 5 Tribunal Constitucional confirma a conformidade do Código do Trabalho à Constituição da República Portuguesa Pág. 6 DESTAQUE J. Silva Moreira & Irmãos, Lda comemorou 100 anos de existência A empresa J. Silva Moreira, & Irmãos Lda, fundada em 1910 por Joaquim da Silva Moreira, completa no presente ano de 2010 a notável marca de 100 anos de existência e actividade, tendo levado a cabo uma significativa sessão de comemoração do aniversário. Pág. 3 Silampos recebe prémio de inovação do “Wall Street Journal” Pág. 3 Código Contributivo vai mesmo avançar Pág. 6 AIMMAP visitou Serralharia Fonte da Moura Pág. 2 2 sexta-feira, 29 Outubro de 2010 ASSOCIADOS AIMMAP visitou SFM – Serralharia Fonte da Moura, Lda Informações sobre associados Alteração de denominação social da ASGO A empresa associada ASGO alterou a sua denominação para ASGO – Tecnologias para a Indústria Alimentar, S.A., sendo certo porém que se manteve o respectivo NIPC (509 481 051). A morada da sede e os restantes elementos de contacto são os seguintes: Rua Elias Garcia, 1957, 4445-413 Ermesinde | Telefone: 22 967 00 59 | Fax: 22 967 37 08 | E-mail: [email protected] | Página Web: www.asgo.pt. Transformação da forma jurídica e alteração da denominação da METALO-IBÉRICA O s participantes no programa de Formação-Acção Academia PME procederam no passado dia 22 de Setembro, à primeira visita a uma empresa modelo conforme está previsto nesta formação. Aproveitando a passagem deste grupo de empresários e gestores pela zona da Maia, os responsáveis pela empresa Serralharia Fonte da Moura, situada nesta região e que é igualmente participante neste programa, tiveram a amabilidade de convidar todos os participantes a efectuarem uma visita às suas instalações. A Serralharia Fonte da Moura, empresa de metalomecânica associada da AIMMAP, foi fundada em 1979 e é constituída por uma equipa com cerca de 30 trabalhadores, al- tamente qualificados, desenvolvendo com grande eficácia e qualidade qualquer tipo de trabalho nas áreas do ferro, alumínio e aço inoxidável. Situada, como foi referido, na Maia e possuindo excelentes instalações com uma área útil de 4000 m2, para o desenvolvimento da sua actividade, está munida de equipamento de alta tecnologia a nível fabril, de desenho e preparação de obra. A qualidade das suas obras e a excelência dos seus produtos permitem a esta empresa estender a sua influência a todas as regiões do país. Os empresários e gestores que constituem este grupo participante da 2ª acção do Programa Academia PME foi superiormente recebido por Joaquim Duarte, gerente da empresa, que com a sua disponibilidade orien- tou a visita a todas as áreas da SFM, explicando, nomeadamente no chão de fábrica, o modo como se desenrola a actividade produtiva e o manuseamento dos materiais necessários à execução das obras que lhe são solicitadas. A Serralharia Fonte da Moura, por tudo aquilo que foi possível observar, é um exemplo da determinação, capacidade de trabalho e espírito empreendedor típicos do empresário do Sector Metalúrgico e Metalomecânico que ao longo dos anos busca continuamente respostas e soluções para as inúmeras ameaças de natureza financeira, económica e de mercado que se abatem sobre a sua actividade a que se junta actualmente a grave crise mundial que a todos afecta profundamente.n O processo de reestruturação societária, levado a cabo pela administração da sociedade acima identificada, foi concluído no passado dia 1 de Julho, com a apresentação do registo da escritura pública de cisão da sociedade Metalo-Ibérica, S.A. (NIPC 502 444 274). O referido projecto traduziu-se numa Cisão-Fusão com a incorporação do património destacado da sociedade Metalo-Ibérica, S.A. (NIPC 502 444 274) na sociedade Metalusa, S.A. (NIPC 508 907 446). Também no âmbito do processo de reestruturação, procedeu-se à alteração das denominações sociais das referidas entidades. Assim: A Metalo-Ibérica, S.A. (NIPC 502 444 274) alterou a sua denominação social para Metalusa, S.A.. Por seu turno, a Metalusa, S.A. (NIPC 508 907 446) alterou a sua denominação social para Metalo-Ibérica, S.A.. As restantes coordenadas são as seguintes: Zona Industrial, Apartado 63, Albergaria-a-Velha Telefo ne: 351 234 529 230 | Fax: 351 234 529 239. n Tesco, Lda abre mais uma vez as suas portas aos participantes do Programa de Formação – Acção Academia PME O Programa de Formação-Acção Academia PME prevê, na execução do seu plano de formação, a realização de duas visitas a empresas modelo que constituam casos de sucesso e motivo de estudo na aplicação das melhores práticas em diferentes áreas de gestão. Mais uma vez a Tesco – Empresa de Componentes Automóveis, Lda disponibilizou-se para receber, no passado dia 22 de Setembro, o grupo de participantes da 2ª Acção deste programa que é desenvolvido em parceria da AIMMAP com o CENFIM e que se encontra actualmente a decorrer. Após um animado almoço de confraternização que reuniu a quase totalidade dos participantes neste programa e que foi demonstrativo do verdadeiro espírito de equipa que se formou ao longo destes meses de formação, foi realizada a visita a esta empresa, com sede em Ribeirão, concelho de Famalicão A Tesco é uma empresa de fundição e fabricação de componentes automóveis para algumas das melhores marcas existentes em todo o mundo o que já de si é revelador da expectativa criada entre todos os que tiveram o privilégio de estar presente nesta visita. E esta expectativa foi largamente supera- da nomeadamente pela oportunidade que todos os participantes tiveram de verificar como é que uma empresa que contém em si uma componente de fundição, pode desenvolver a sua actividade em exemplares condições de Higiene, Segurança e Organização. A extraordinária recepção de que o grupo foi alvo, a disponibilidade dos representantes da empresa e o interesse demonstrado por todos os intervenientes transformaram este evento, mais uma vez, num dos pontos altos da execução do programa e uma verdadeira demonstração da boa gestão que se desenvolve em Portugal e do que neste país é exemplo e referencial. Recebidos por Carla Camilo, Responsável pelos Recursos Humanos, e por Artur Costa, Director de Qualidade da empresa, o grupo de participantes teve a oportunidade, para além de efectuar a visita, já referenciada ao chão de fábrica, de ser profundamente esclarecido sobre a cultura, valores e métodos de gestão desta empresa e assimilar as melhores práticas e sugestões apresentadas e que poderão aplicar nas suas empresas. O programa de Formação-acção, Academia-PME, tem como entidade gestora o IAPMEI e é financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano, dirige-se a empresas que tenham nos seus quadros até 100 trabalhadores, tendo por objectivos centrais, nomeadamente, o desenvolvimento das PME através da optimização das metodologias, do incremento do nível de gestão e da competitividade. A actuação em cada empresa é efectuada através do apoio à implementação de um plano estratégico e operacional de mudan- ça, no sentido de resolver ou minimizar os problemas detectados, reforçar os pontos fortes e aproveitar as oportunidades que se colocam a cada empresa. Este processo de mudança é consequentemente concretizado através do desenvolvimento de medidas planeadas pela empresa, no seu todo, com vista à concretização os objectivos definidos em diagnóstico.n sexta-feira, 29 Outubro de 2010 3 ASSOCIADOS Uma empresa centenária notável J. Silva Moreira & Irmãos, Lda comemorou 100 anos de existência A empresa J. Silva Moreira, & Irmãos Lda. completa no presente ano de 2010 a notável marca de 100 anos de existência e actividade. Como é óbvio, não poderia a empresa deixar de fazer assinalar tão importante marco, efeito para o qual levou a cabo no passado dia 15 de Outubro uma significativa sessão de comemoração do aniversário. Como não poderia deixar de suceder, a AIMMAP fez-se representar com o maior gosto e orgulho no evento, através de Rafael Campos Pereira, Vice-Presidente Executivo, Mafalda Gramaxo, Directora Geral, e Pedro Carvalho, responsável pela área da internacionalização. Na ocasião, os representantes da AIMMAP foram acolhidos de forma muito cordial e calorosa pelos responsáveis da empresa. A J. Silva Moreira & Irmãos, foi fundada em 1910 por Joaquim da Silva Moreira, mantendo desde então como sócios os descendentes do fundador. Actualmente, as principais responsabilidades pelos destinos da empresa são assumidas por membros da terceira e da quarta geração da família. Localizada no concelho do Marco de Canaveses, a empresa tem actualmente cerca de 70 trabalhadores. Tem um volume de negócios anual superior a dez milhões de euros, sendo significativo referir que as vendas para o exterior representam mais de cinquenta por cento daquele montante. No exercício da sua actividade a J. Silva Moreira & Irmãos Lda transforma mais de 15 toneladas de arame por ano. Concretamente, produz arame farpado, rede elástica, rede ovelheira, correntes, grampos, postes e painéis electrosoldados, cujos destinos são os mercados nacional e estrangeiro, com particular incidência no mercado europeu. Os sectores de redes e arame farpado representam uma parte muito significativa da respectiva actividade. Não obstante, a oferta de produtos da empresa é completada por uma gama de redes decorativas, redes electrossoldadas e redes hexagonais, bem como por um vasto leque de ferramentas e acessórios necessários à respectiva aplicação. Nos anos mais recentes a J. Silva Moreira & Irmãos, tem vindo a apostar igualmente na produção de painéis electrosoldados e postes para vedações. Tendo por base essa perspectiva de evolução, a empresa instalou uma unidade de revestimentos de superfícies, onde aqueles produtos são tratados, aumentando assim a respectiva resistência, durabilidade e apresentação. Brinde dos sócios-gerentes com o Presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses, Manuel Moreira. Esta empresa associada da AIMMAP é mais um excelente exemplo de uma magnífica empresa do sector metalúrgico e metalomecânico português. É aliás notável que a empresa, apesar de ser já centenária, mantenha uma visão estratégica de futuro, tendo em vista o seu crescimento consolidado. Por isso mesmo, a J. Silva Moreira & Irmãos está actualmente num processo de modernização das suas próprias instalações, prevendo-se que a curto prazo a sua fábrica seja deslocaliza- da para um novo edifício, mais moderno, amplo e funcional, também situado no concelho do Marco de Canaveses. Mas uma das características da empresa que mais positivamente impressiona é a forma com que encara o mercado em termos globais. Com efeito, a J. Silva Moreira & Irmãos encontrase altamente internacionalizada, exportando os seus produtos para os mais diversos mercados exteriores. E acresce que nos mercados onde se encontra instalada não só consegue ser compe- titiva como está associada a uma imagem de elevada qualidade. Esta empresa é, pois, um forte motivo de orgulho para a indústria portuguesa. Por tal razão, a AIMMAP faz questão de a saudar, celebrando o seu passado riquíssimo, enaltecendo o momento que está a viver e fundamentalmente incentivando-a a prosseguir a construção do seu próprio futuro com a excelência e os índices de qualidade que têm sido características da sua actividade no decurso da sua já longa existência.n Produto da Silampos, S.A. recebe prémio de inovação do “Wall Street Journal” U m produto distribuído pela Silampos UK ganhou o WSJ Techology Innovation Award na categoria de Design Tecnológico. ciona actualmente a Silampos no topo da tecnologia na fileira industrial de louça metálica. A AIMMAP congratula-se com este prémio, bem como por todo o sucesso que a Silampos tem tido ao longo dos tempos.n O produto em causa é constituído por um conjunto de três panelas que encaixam perfeitamente umas nas outras, proporcionando uma significativa economia no espaço de armazenagem e representando uma solução elegante e eficiente para um produto de uso diário. O produto, denominado Eazistore, é distribuído desde Março de 2010 no Reino Unido com a marca Stellar, através da Silampos UK, pertencente à Silampos S.A. Para além da marca Stellar, a Silampos detém ainda a propriedade das marcas portuguesas Silampos, Concepta Silampos e Cook Silampos; e, através da Silampos UK, as inglesas Judge, Horwood e Kaufmann. Em complemento da produção própria, representa e vende pro- dutos de marcas internacionais consagradas, de que são exemplos a Zyliss, Cole&Mason e Jamie Oliver. A Silampos, S.A. é uma empresa fundada no ano de 1951 em Cesar, no concelho de Oliveira de Azeméis, tendo produzido na década de 60 a primeira panela de pressão em Portugal, produto pelo qual a marca Silampos ficou reconhecida a nível nacional e internacional. Nos finais da década de 70, a Silampos especializou-se na produção de louça de aço inoxidável, desenvolvendo desde então todo um know-how que posi- 4 sexta-feira, 29 Outubro de 2010 AIMMAP REUNIÕES DA DIRECÇÃO DA AIMMAP N o dia 9 de Setembro teve lugar uma reunião da Direcção da AIMMAP, na qual estiveram presentes Aníbal Campos (Presidente da Direcção), Rui Ferreira Marques, Elísio Paulo de Azevedo, Manuel Pedro Quintas, José Avelino Marques e Fernando Sousa (Vice-Presidentes), e ainda Rafael Campos Pereira (Vice-Presidente Executivo) e Mafalda Gramaxo (Directora-Geral). Quanto aos temas discutidos na reunião, merece especial destaque a análise efectuada à situação económica e ao ambiente empresarial do país, no âmbito da qual, para além da identificação dos problemas mais prementes, a Direcção da AIMMAP procurou definir algumas ideias no sentido de apoiar os seus associados no difícil momento que se vive. Num outro plano, foi feito um ponto de situação no que se refere à contratação colectiva. Nesse contexto, foi saudado o facto de a AIMMAP ter já conseguido outorgar acordos com todos os sindicatos representativos de trabalhadores do sector com excepção de um: a FIEQUIMETAL. Por outro lado, foi iniciada a reflexão a respeito do processo negocial para 2011. Para além das matérias atrás referidas e de outras de carácter mais reservado, foram analisados os diversos estudos que a AIMMAP tem vindo a implementar, tendo havido ainda lugar para a análise das contas da associação De igual modo, tratou-se com algum detalhe do processo de alteração do Código Contributivo e da prolação de um importante Acódão do Tribunal Constitucional que havia sido requerido por um grupo de deputados no sentido de ser apreciada a constitucionalidade de alguns preceitos do Código do Trabalho. tal como sucede invariavelmente em todas as reuniões da Direcção. Ulteriormente, no dia 21 de Outubro, realizou-se uma ou- tra reunião da Direcção da AIMMAP, em que estiveram presentes o Presidente Aníbal Campos, os Vice – Presidentes Rui Ferreira Marques, Susana Pombo, Manuel Braga Lino, Vítor Neves, Elísio Paulo de Azevedo, Manuel Pedro Quintas, Fernando Sousa, Cristina Bóia e António Xará, e ainda o Vice-Pesidente Executivo Rafael Campos Pereira e a Directora-Geral Mafalda Gramaxo. Uma vez mais foram tratados diversos temas de grande importância para o sector, tendo sido inevitável uma nova abordagem à situação do país. De igual modo, tratou-se com algum detalhe do processo de alteração do Código Contributivo e da prolação de um importante Acórdão do Tribunal Constitucional que havia sido requerido por um grupo de deputados no sentido de ser apreciada a constitucionalidade de alguns preceitos do Código do Trabalho. Sublinhe-se a esse respeito que esses dois assuntos merecem também destaque na presente edição de Metal. Num outro plano, a Direcção prosseguiu a reflexão iniciada na reunião anterior a propósito dos processos de contratação colecti- va para 2011. Foi ainda analisado o relatório de progresso do estudo que se encontra a ser realizado a respeito do sector metalúrgico e metalomecânico e cuja conclusão se encontra estimada para breve. O processo de consolidação da CIP e de reorganização do movi- mento associativo empresarial de cúpula que se encontra em curso foi igualmente objecto de atenção da Direcção, tendo sido reiterado o apoio ao projecto defendido pela actual Direcção daquela Confederação e muito particularmente à figura do seu Presidente, António Saraiva.n AIMMAP presente na FIMAP/FERRALIA 2010 N os passados dias 20 a 23 de Outubro realizouse na Exponor a edição de 2010 da FIMAP/FERRALIA – Feira Internacional de Máquinas para Trabalhar Madeira e Salão de Acessórios e Equipamento Auxiliar para a Indústria da Madeira. O referido certame foi organizado pela Exponor e contou com o apoio e a parceria da AIMMAP, tal como tem vindo a suceder nas edições anteriores. Conforme é hábito também, a AIMMAP esteve presente na Feira através de um stand próprio, no qual recebeu e deu apoio a vários dos seus associados presentes. Estiveram presentes no certame diversas empresas associadas da AIMMAP. Apesar do empenho dos expositores e do apoio que lhes foi concedido pela organização da feira, terá todavia de reconhecer-se que o evento tem vindo infelizmente a decrescer em número de expositores e também de visitantes. Tal fenómeno é consequência de uma conjugação de factores, os quais são, entre outros, a crise económica que Portugal atravessa, a difícil conjuntura internacional e também, num outro plano, a abordagem diferente que as empresas fazem às feiras. Tendo em conta o exposto, embora a FIMAP/FERRALIA seja ainda uma feira de referência em Portugal e mesmo na Península Ibérica, será importante que todas as entidades que de algum modo se encontram envolvidas na organização e implementação da feira reflictam na evolução negativa que tem vindo a ocorrer e diligenciem no sentido de a tornar mais apelativa junto de expositores e visitantes. Congresso “A Floresta como Recurso” À margem da feira, no âmbito do conjunto de actividades paralelas levadas a efeito pela organização, teve lugar no dia 20 de Outubro, num dos auditórios da Exponor, um Congresso subordinado ao tema “A Floresta como Recurso”, a cujos trabalhos assistiram largas dezenas de interessados. Um dos painéis do Congresso, a propósito do tema “Movimento Associativo”, moderado por Luís Valente de Oliveira, contou entre os seus oradores com o Vice-Presidente Executivo da AIMMAP, Rafael Campos Pereira. Na sua intervenção aquele representante da AIMMAP procurou fazer um retrato do estado do associativismo em Portugal, reconhecendo as suas fragilidades, mas enaltecendo igualmente não só os seus pontos fortes como também as suas obras mais importantes. A concluir a sua intervenção, fez referência ao campo de potencial crescimento do movimento associativo patronal em Portugal, o qual, segundo afirmou, deverá, em prol dos legítimos interesses daqueles que representa, assumir uma crescente notoriedade na sociedade portuguesa. n sexta-feira, 29 Outubro de 2010 BREVES ASSSUNTOS ACTUAIS CERTIF cresce no exterior A CERTIF – Associação para a Certificação, tem vindo a ocupar um espaço de crescente notoriedade e prestígio na sociedade portuguesa do domínio da certificação, sendo claramente a entidade líder de mercado na área da certificação de produtos. Esse papel de liderança no mercado português é já do conhecimento geral de todos aqueles que acompanham com um mínimo de atenção o tema da certificação. É provável porém que mesmo os mais atentos desconheçam a relevância que a CERTIF tem vindo a adquirir em termos internacionais. A verdade é que, desde a sua criação, a CERTIF tem concedido grande importância às relações internacionais como forma de promover a celebração de acordos de reconhecimento e de transferência de conhecimento. Actualmente, a cooperação – nomeadamente através do estabelecimento de parcerias internacionais – é um dos aspectos estratégicos de maior relevo e que pode vir a desempenhar um papel crucial no crescimento e futuro posicionamento da CERTIF. Este trabalho está a dar frutos bem visíveis. Num momento em que o objectivo de aumento das exportações se assume como um verdadeiro desígnio nacional, é grato verificar-se que, numa área tão exigente como o é a da certificação, a CERTIF está a aumentar de forma consolidada a prestação de serviços no exterior. Nesse sentido, actualmente, cerca de metade do volume de negócios da CERTIF corresponde a vendas ao exterior. Para além disso, é de referir que a CERTIF presta serviços para cerca de duas dezenas de países diferentes. Estes dados são verdadeiramente notáveis, sendo pois merecedores de divulgação e aplauso. Neste quadro de crescimento da CERTIF no exterior, há alguns dados recentes a sublinhar. Em primeiro lugar a consolidação da parceria com a CCC, do Chipre, com novos processos e clientes. Nesse âmbito está aliás prevista a qualificação de dois auditores para o domínio do solar térmico, com vista Num momento em que o objectivo de aumento das exportações se assume como um verdadeiro desígnio nacional, é grato verificar se que, numa área tão exigente como o é a da certificação, a CERTIF está a aumentar de forma consolidada a prestação de serviços no exterior. à realização de auditorias no Chipre e na Grécia. Em segundo lugar o facto de as autoridades do Dubai, Emiratos Árabes Unidos, terem reconhecido os certificados da CERTIF para vários produtos de construção. Finalmente, o reforço de parcerias na Austrália e no Brasil, de onde emergirão seguramente novos negócios. Esta trajectória da CERTIF deverá pois ser devidamente reconhecida em Portugal como um exemplo de uma entidade que é competitiva no exterior no domínio do conhecimento. Recorda-se que a AIMMAP é sócia fundadora da CERTIF, tendo ainda estabelecido um protocolo de cooperação com tal entidade no sentido de os seus sócios poderem beneficiar de condições vantajosas no acesso aos respectivos serviços. Para além disso, a AIMMAP ocupa actualmente o cargo de Presidente do Conselho de Administração da CERTIF, representada para esse efeito pelo seu VicePresidente Executivo, Rafael Campos Pereira. n Resultados da adesão a mais uma greve fracassada no sector C onforme tinha sido anunciado na anterior edição de Metal, a FIEQUIMETAL – da CGTP – emitiu um pré-aviso de greve nas empresas do sector metalúrgico e metalomecânico para o passado dia 29 de Setembro. Tal como o tem feito relativamente a outras greves convocadas recentemente pela mesma central sindical, no próprio dia da greve a AIMMAP procurou avaliar o grau de adesão e o impacto concreto da paralisação. Recolhida a informação necessária junto de um número significativo de associados da AIMMAP, é caso para referir que as conclusões respectivas são de molde a fazer reflectir os sindicatos. Com efeito, se é verdade que a adesão às greves anteriores foi meramente residual, neste caso agora em apreço pode dizer-se que o resultado foi ainda pior para os sindicatos que convocaram a paralisação. A adesão à greve foi inferior a 0,1%, o que é um resultado verdadeiramente esclarecedor quanto ao grau de saturação dos próprios trabalhadores para greves inconsequentes e quase anacrónicas. Uma vez mais não resiste a AIMMAP a sublinhar que seria bom para todos que os sindicatos da CGTP concentrassem os seus esforços e energias nas mesas 5 A adesão à greve foi inferior a 0,1%, o que é um resultado verdadeiramente esclarecedor quanto ao grau de saturação dos próprios trabalhadores para greves inconsequentes e quase anacrónicas. negociais, no sentido de que também os trabalhadores filiados em tais estruturas sindicais pudessem passar a ser abrangidos por instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho. Assim não sucedendo, os trabalhadores filiados em sindicatos da CGTP continuam infelizmente fora da contratação colectiva. n CATIM promove Formação para Empresários O CATIM – Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica foi uma das entidades seleccionadas pela AEP para promover a execução da Iniciativa Formação para Empresários. Esta iniciativa, que teve início no presente mês de Outubro, tem como objectivo reforçar as competências dos empresários das micro, pequenas e médias empresas através da realização de acções de formação e de aconselhamento que respondam às suas necessidades, visando a melhoria dos processos de gestão, o incremento da inovação e a modernização das empresas. Serão desenvolvidos dois tipos de intervenções, sendo uma dirigida a empresários com escolaridade até ao 9º ano e a outra vocacionada para empresários com o 12º ano ou nível superior. Sublinha-se ainda que se realiza um projecto na região Norte e um outro na Região Centro. Conforme é reconhecido, o CATIM, cujo embrião foi criado há quase 30 anos por iniciativa de um conjunto de empresários do sector em torno da AIMMAP e que continua a ter nesta associação o seu associado de referência, é o centro tecnológico mais activo em Portugal, trabalhando em estreita articulação com as empresas do sector metalúrgico e metalomecânico. A AIMMAP aplaude o envolvimento do CATIM no âmbito da formação para empresários, a qual é aliás uma área em que esta associação entende ser fundamental investir cada vez mais. Inclusivamente, tal como foi já referido em anteriores edições do “Metal”, a AIMMAP tem também vindo a promover, em parceria com o CENFIM, iniciativas de formação destinadas de igual modo a gestores e empresários, com especial incidência no sector metalúrgico e metalomecânico.n CENFIM no EuroSkills – 2º Campeonato Europeu de Profissões O CENFIM – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, foi convidado para ser “parceiro de competição”, tendo a incumbência de organizar e gerir profissões do EuroSkills, no 2º Campeonato Europeu de Profissões, o qual decorrerá de 9 a 12 de Dezembro de 2010, no Parque das Nações, em Lisboa. No EuroSkills, o CENFIM terá a responsabilidade do cluster do sector metalúrgico e metalomecânico, garantindo os equipamentos, as ferramentas, as matérias-primas e a logística que venham a ser necessários à realização das provas no âmbito do campeonato. Regista-se para além disso que irão apresentar-se a concurso na competição 5 jovens concorrentes do CENFIM nas seguintes profissões: Fresagem CNC; Electromecânica Industrial; CAD – Desenho Assistido por Computador e Mecatrónica. Por outro lado, ainda no âm- bito do EuroSkills, no dia 9 de Dezembro de 2010, o CENFIM irá realizar um seminário subordinado à temática de “O Contexto Tecnológico do Sector Metalúrgico e Electromecânico”. O referido seminário terá lugar no Centro de Reuniões da FIL e abrangerá a generalidade das profissões que estarão em concurso no sector cuja competição será organizada pelo CENFIM: “Produção, Engenharia & Tecnologia”. Recorda-se que o CENFIM é o mais importante centro de formação protocolar em Portugal, contando com a AIMMAP como um dos seus três associados. Nesse sentido, os sócios da AIMMAP têm condições preferenciais no acesso aos serviços prestados pelo CENFIM, beneficiando nomeadamente de descontos significativos na inscrição em acções de formação profissional desenvolvidas pelo Centro em causa. n FICHA TÉCNICA PROPRIEDADE AIMMAP: Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal Rua dos Plátanos, 197 • 4100-414 PORTO TEL. 351-226 166 860 • FAX: 351-226 107 473 Director: Aníbal Campos Subdirector: Rafael Campos Pereira Coordenação Gráfica: Cristina Veiga Paginação: Célia César, Flávia Leitão Periodicidade: Mensal Propriedade, Edição, Produção e Administração: AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, em colaboração com o Jornal Vida Económica Distribuição gratuita aos associados AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal Apoios: 6 sexta-feira, 29 Outubro de 2010 ASSUNTOS LABORAIS Tribunal Constitucional confirma a conformidade do Código do Trabalho à Constituição da República Portuguesa U m pequeno grupo de deputados à Assembleia da República pediu ao Tribunal Constitucional a apreciação e declaração, com força obrigatória geral, da inconstitucionalidade de várias normas do Código do Trabalho na redacção introduzida pela Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, bem como de uma disposição desta mesma lei. As normas questionadas foram as seguintes: Artigo 10º da Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro: Regime transitório de sobrevigência e caducidade de convenção colectiva. Artigo 3º do Código do Trabalho: Relações entre fontes de regulação. Artigo 140º, n.º 4, do Código do Trabalho: Admissibilidade de contrato de trabalho a termo resolutivo. Artigo 163º, n.º 1, do Código do Trabalho: Cessação de comissão de serviço. Artigo 205º, n.º 4, do Código do Trabalho: Adaptabilidade individual. Artigo 206º do Código do Trabalho: Adaptabilidade grupal. Artigo 208º do Código do Trabalho: Banco de horas. Artigo 209º do Código do Trabalho: Horário concentrado. Artigo 356º, n.º 1, do Código do Trabalho: Instrução (no processo disciplinar). Artigo 392º do Código do Trabalho: Indemnização em substituição de reintegração a pedido do empregador (em caso de despedimento). Artigo 497º do Código do Trabalho: Escolha de convenção aplicável. C Artigo 501º do Código do Trabalho: Sobrevigência e caducidade de convenção colectiva. O Tribunal Constitucional decidiu já este assunto, em Acórdão proferido no passado dia 15 de Outubro (Acórdão n.º 338/10, no Processo n.º 175/09). Tal como referido no editorial da presente edição do Metal, a comunicação social ignorou olimpicamente este assunto. Porém, a verdade é que o tema se reveste de enorme pertinência e importância, para além da sua inequívoca relevância jornalística. Assim sendo, embora de forma muito resumida não poderemos deixar de tecer algumas considerações sobre este assunto. Posto isso, há que referir que, num conjunto de 12 questões apreciadas, o Tribunal Constitucional apenas declarou inconstitucional uma única norma. Concretamente, considerou inconstitucional a norma constante do art.º 356º, n.º 1, do Código do Trabalho, nos termos do qual se dispunha que “Cabe ao empregador decidir a realização das diligências probatórias requeridas na resposta à nota de culpa.”. Já no que se refere às restantes 11 normas apreciadas, o Tribunal não declarou qualquer inconstitucionalidade. O que significa que não prevaleceram os argumentos dos deputados aqui em causa, os quais, sublinhe-se, convergiam em muito com as posições veiculadas sobre as mesmas matérias por parte da CGTP. Daqui decorre assim que se confirma a constitucionalidade de praticamente todas as normas apreciadas. Algumas delas revestem-se de especial importância, pois têm um impacto profundo na contratação colectiva e/ou na organização do tempo de trabalho. Uma das questões suscitadas foi a relativa ao art.º 10º da Lei que o aprovou o Código do Trabalho de 2009. Essa é uma questão de especial relevância para a AIMMAP e para as empresas em si filiadas. Com efeito, tal como é sabido, foi precisamente ao abrigo dessa norma que a AIMMAP denunciou e fez caducar um conjunto de contratos colectivos de trabalho de que era outorgante – nomeadamente o CCT entre a AIMMAP e a FIEQUIMETAL. Ora o Tribunal Constitucional decidiu sem margens para quaisquer dúvidas pela conformidade constitucional daquela norma. Significa o exposto que foram reduzidos a nada os argumentos da FIEQUIMETAL no sentido de que a denúncia do CCT por parte da AIMMAP não havia sido válida em virtude de, alegadamente, a disposição legal em que alicerçara a sua denúncia não ser constitucional. Ainda no âmbito da contratação colectiva merece destaque o facto de o Tribunal Constitucional não ter também declarado inconstitucionais as normas constantes dos artigos 497º e 501º do Código do Trabalho. Em consequência, fica confirmado ser constitucional que um trabalhador não fi- Código Contributivo vai mesmo avançar onforme é sabido, estava previsto que o novo Código Contributivo, aprovado pela Lei n.º 110/2009, de 16 de Setembro, tivesse entrado em vigor no passado dia 1 de Janeiro de 2010. Nos meses que precederam aquela data, a AIMMAP manifestou publicamente de uma forma determinada e objectiva a sua oposição à entrada em vigor do diploma. Como fez acentuar, o diploma em causa, tal como então se encontrava redigido, era penalizador para entidades empregadoras e trabalhadores, sendo mau para a economia. Nomeadamente, para além de outras reservas e discordâncias assumidas, verberou a AIMMAP o facto de o diploma alargar substancialmente a base de incidência contributiva para a Segurança Social, dificultar a celebração de acordos de cessação de contratos de trabalho e agravar os custos salariais das empresas. As posições sustentadas pela AIMMAP tiveram em eco em outras organizações associativas e mesmo partidos políticos. Nesse sentido, na sequência de um grande consenso entre os mais diversos parceiros e agentes sociais, a Assem- bleia da República acabou por deliberar o adiamento da entrada em vigor do diploma para 1 de Janeiro de 2011. Tal como a AIMMAP o referiu de imediato, essa foi uma solução razoável, mas não a melhor solução. Com efeito, sendo o Código mau, a solução indicada teria sido a de o revogar. Os mais atentos terão a noção de que a AIMMAP não baixou os braços na sua luta. E a verdade é que, ao longo destes meses, tem vindo a insistir na recusa do texto aprovado, pedindo que o Código seja revogado de uma vez por todas ou pelo menos seja revisto nalgumas disposições relevantes. De igual modo, tal como tem vindo a suceder invariavelmente ao longo dos últimos tempos na discussão dos mais diversos dossiers, a CIP honrou a confiança que as empresas em si depositam para defesa dos seus legítimos interesses, tendo assumido uma posição negocial, firme mas construtiva, no sentido de, em conjunto com o Governo e outros parceiros sociais, se proceder a alterações importantes ao texto do Código. Tendo em conta o exposto, importa pois agora fazer um pequeno liado em qualquer sindicato possa escolher qual o instrumento de regulamentação colectiva que lhe é aplicável no caso de haver mais do que um em vigor (art.º 497º). E foi confirmada igualmente a conformidade constitucional da disposição legal que permite a qualquer das partes denunciar e fazer caducar uma convenção colectiva (art.º 501º). Por outro lado, sem prejuízo ainda das outras questões também apreciadas – sempre no sentido de não serem declaradas inconstitucionais -, há que enfatizar a decisão do Tribunal Constitucional no que concerne a matérias relacionadas com a organização do tempo de trabalho. Assim, confirma-se que não padecem de qualquer inconstitucionalidade os seguintes regimes previstos no Código do Trabalho: Banco de Horas, Adaptabilidade Individual, Adaptabilidade Grupal e Horários Concentrados. De uma vez por todas, as empresas que aplicam já internamente estes regimes na organização do tempo de trabalho dos respectivos colaboradores passam a saber que o poderão continuar a fazer sem quaisquer riscos ou surpresas negativas. Face ao que aqui fica exposto, e apesar do surpreendente silêncio da comunicação social a respeito deste Acórdão, verifica-se pois que o mesmo se reveste de uma enorme importância. Pelo que, naturalmente, a AIMMAP está ao inteiro dispor de todos os seus associados no sentido de os esclarecer com mais detalhe a propósito deste assunto. n AMBIENTE ponto de situação sobre este assunto, tendo em vista um cabal esclarecimento dos associados. Assim, importa em primeiro lugar alertar as empresas para o facto de, salvo alguma surpresa de última hora, o Código Contributivo ir mesmo entrar em vigor no próximo dia 1 de Janeiro de 2011. Em segundo lugar, é importante sublinhar que, em consequência da entrada em vigor do Código, os custos salariais irão efectivamente ser agravados em virtude de um alargamento da base de incidência contributiva para a Segurança Social. Por outro lado, é justo reconhecer que o Governo teve capacidade negocial para aceitar introduzir algumas alterações ao texto inicialmente previsto, o que, em princípio, se as mesmas se confirmarem, irá mitigar os efeitos negativos do diploma para as empresas. Pelo que, embora má, a notícia que agora damos não é tão negativa como o seria no caso de as associações de empregadores em geral e a CIP muito em particular não terem assumido com a firmeza necessária a defesa dos legítimos interesses das empresas portuguesas neste domínio específico. n A aplicação às empresas do regime da responsabilidade por danos ambientais Posição da CIP A CIP emitiu uma nota sobre a sua posição relativamente à incidência do regime de responsabilidade ambiental às microempresas e às pequenas empresas, defendendo claramente que o mesmo não fosse aplicável a estas. Esta posição da CIP é da maior justiça e pertinência coincidindo aliás com aquilo que a AIMMAP tem vindo a defender a esse mesmo propósito. Por tais motivos justifica-se assim que seja aqui publicado o referido entendimento da CIP, o qual passa a transcrever-se nas linhas subsequentes. “O Decreto-Lei n.º 147/2008, de 29 de Julho, transpôs a Directiva 2004/35/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Abril de 2004, e veio estabelecer o regime de responsabilidade por danos ambientais para as actividades económicas. Este Decreto-Lei carece de regulamentação, de resto prevista na Directiva comunitária que está na sua origem. Dos aspectos a regulamentar ressalta, pelo seu impacto, o regime de excepções, explicitamente previsto na referida Directiva, e já vigente noutros países. É importante, pois este é mais um custo de contexto, que a obrigação de prestação de garantias financeiras não abranja as pequenas empresas e as microempresas. Este novo regime implica burocracia que essas empresas não justificam, tornar-se-á caro a priori, e a sua execução, nestes casos, não isenta essas empresas da responsabilidade por danos ambientais a posteriori, pelo que não se vislumbra qualquer contra-indicação a esta medida de simplificação administrativa.”n sexta-feira, 29 Outubro de 2010 7 Calendário Fiscal OUTUBRO 2010 trimestre) excedido o montante de G100.000. IRC – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - Entrega, até ao dia 20 de Outubro de 2010, por transmissão electrónica de dados, pelos sujeitos passivos do regime normal trimestral que tenha efectuado transmissões intracomunitárias de bens e/ou prestações de serviços noutros Estados Membros, no trimestre anterior, quando tais operações sejam aí localizadas nos termos do artº 6º do CIVA e o montante das transmissões intracomunitárias a incluir não tenham excedido G 100.000 no trimestre em curso. - Entrega nos cofres do Estado, até ao dia 20 de Outubro de 2010, das importâncias retidas no mês de Setembro de 2010 a título de imposto. - 2º Pagamento especial por conta do IRC, até ao dia 31 de Outubro de 2010, devido por entidades residentes que exercem, a título principal, actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola e por não residentes com estabelecimento estável. IRS – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares - Entrega, até ao dia 20 de Outubro de 2010, nos cofres do Estado, das importâncias retidas no mês de Setembro de 2010 a título de imposto. IVA – Imposto Sobre o Valor Acrescentado - Contribuintes do Regime Normal de Obrigação Periódica Mensal – Envio ,até ao dia 10 de Outubro de 2010, da declaração periódica com referência ao mês de Julho de 2010, bem como dos anexos nela referidos. Pagamento até à referida data do imposto apurado. - Entrega, até ao dia 20 de Outubro de 2010, da Declaração Recapitulativa, por transmissão electrónica de dados, pelos sujeitos passivos do regime normal mensal que tenham efectuado transmissões intracomunitárias de bens e/ou prestações de serviços noutros Estados Membros, no mês anterior, quando tais operações sejam aí localizadas nos termos do artº 6º do CIVA, e para os sujeitos passivos do regime normal trimestral quando o total das transmissões intracomunitárias de bens a incluir na declaração tenha no trimestre em curso (ou em qualquer mês do - Entrega, até ao dia 31 de Outubro de 2010, por transmissão electrónica de dados, do pedido de restituição do IVA pelos sujeitos passivos cujo imposto suportado, no ano civil anterior ou no próprio ano, noutro Estado Membro ou país terceiro (neste caso em suporte de papel), quando o montante a reembolsar for superior a G 400 e respeitante a um período de três meses consecutivos Segurança Social - Pagamento, até ao dia 15 de Outubro de 2010, das contribuições relativas às remunerações referentes ao mês de Setembro de 2010. Imposto do Selo - Entrega, até ao dia 20 de Outubro de 2010, das importâncias retidas no mês de Setembro de 2010, a título de imposto. Imposto Único de Circulação (IUC) Liquidação, por transmissão electrónica de dados, e pagamento, até ao dia 31 de Outubro de 2010, do imposto relativo aos veículos cujo aniversário da matrícula ocorra no presente mês. As pessoas singulares poderão solicitar a liquidação em qualquer Serviço das Finanças. Nota: Se o último dia do mês coincidir com um Sábado, Domingo ou dia feriado o pagamento pode ser efectuado até ao 1º dia útil do mês seguinte. NOVEMBRO 2010 IRC – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - Entrega nos cofres do Estado, até ao dia 20 de Novembro de 2010, das importâncias retidas no mês de Outubro de 2010 a título de imposto. IRS – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares - Entrega, até ao dia 20 de Novembro de 2010, nos cofres do Estado das importâncias retidas no mês de Outubro de 2010 a título de imposto. IVA – Imposto Sobre o Valor Acrescentado - Contribuintes do Regime Normal de Obrigação Periódica Mensal – Envio ,até ao dia 10 de Novembro de 2010, da declaração periódica com referência ao mês de Setembro de 2010, bem como dos anexos nela referidos. Pagamento até à referida data do imposto apurado. - Contribuintes do Regime Normal de Obrigação Periódica Trimestral – Envio até ao dia 15 de Novembro de 2010, da declaração periódica com referência ao 3º Trimestre de 2010, bem como dos anexos nela referidos. Pagamento até à referida data do imposto apurado. - Contribuintes do Regime Especial dos Pequenos Retalhistas – Entrega, até ao dia 20 de Novembro de 2010, da declaração Modelo P2 e guia Modelo 1074 com referência ao 3º trimestre de 2010 e respectivo pagamento. - Entrega, até ao dia 20 de Novembro de 2010, da Declaração Recapitulativa, por transmissão electrónica de dados, pelos sujeitos passivos do regime normal mensal que tenham efectuado transmissões intracomunitárias de bens e/ou prestações de serviços noutros Estados Membros, no mês anterior, quando tais operações sejam aí localizadas nos termos do artº 6º do CIVA, e para os sujeitos passivos do regime normal trimestral quando o total das transmissões intracomunitárias de bens a incluir na declaração tenha no trimestre em curso (ou em qualquer mês do trimestre) excedido o montante de G100.000. - Entrega, até ao dia 30 de Novembro de 2010, por transmissão electrónica de dados, do pedido de restituição do IVA pelos sujeitos passivos cujo imposto suportado, no ano civil anterior ou no próprio ano, noutro Estado Membro ou país terceiro (neste caso em suporte de papel), quando o montante a reembolsar for superior a G 400 e respeitante a um período de três meses consecutivos Segurança Social - Pagamento, até ao dia 15 de Novembro de 2010, das contribuições relativas às remunerações referentes ao mês de Outubro de 2010. Imposto do Selo - Entrega, até ao dia 20 de Novembro de 2010, das importâncias retidas no mês de Outubro de 2010, a título de imposto. Imposto Único de Circulação (IUC) Liquidação, por transmissão electrónica de dados, e pagamento, até ao dia 30 de Novembro de 2010, do imposto relativo aos veículos cujo aniversário da matrícula ocorra no presente mês. As pessoas singulares poderão solicitar a liquidação em qualquer Serviço das Finanças. A actualidade do sector metalúrgico e metalomecânico www.twitter.com/aimmap www.aimmap.blogspot.com www.tecnometal-revista.blogspot.com 8 sexta-feira, 29 Outubro de 2010 INDÚSTRIA Indústria metalúrgica europeia: pontos fortes e debilidades A força do sector “oculto” N esta edição do “Metal” procede-se à publicação do terceiro de uma série de textos produzidos pela Comissão Europeia sobre o sector metalúrgico e metalomecânico na União Europeia. Um dos principais trunfos do sector metalúrgico é o facto de se encontrar muito disseminado e repartido entre quase todas as regiões europeias e oferecer uma grande variedade de empregos, oportunidades e possibilidades de formação. Integrado maioritariamente por PME’s, que muitas vezes se agrupam em clusters, trata-se de um sector versátil e flexível, capaz de adaptar-se facilmente a qualquer circunstância. Um sector chave: o sector metalúrgico está implantado na maioria dos países da União Europeia e, com excepção do caso da Alemanha, é composto fundamentalmente por microempresas com um máximo de 10 trabalhadores, que representam 80% do tecido empresarial do sector. Este predomínio de empresas pequenas, muitas vezes familiares, comporta simultaneamente vantagens e inconvenientes. Solidez estrutural: a indústria metalúrgica não sofre do problema de excesso de capacidade instalada com que se defrontam outros sectores. Criador de emprego: o sector metalúrgico tem um alto nível de emprego, pois representa mais de 12% do total da mão-de-obra da indústria manufactureira da UE27 Valor acrescentado: a metalurgia supera outros sectores manufactureiros da UE em valor acrescentado, ou seja, no que concerne a relação entre os resultados brutos de exploração e o volume de facturação. Outros pontos fortes: - A proximidade geográfica à cadeia de fornecimento e às indústrias conexas faz da indústria metalúrgica um sector com resposta rápida, fiável e flexível. - Está altamente especializado e é capaz de adaptar-se facilmente às mudanças. - Oferece produtos de qualidade e mantém uma sólida posição nos mercados de gama alta. - Faz um uso eficiente dos materiais e pratica a reciclagem em grande escala. - Baseia a sua actividade em alta tecnologia e centra a sua estratégia na inovação. A maior debilidade da indústria metalúrgica é a sua própria estrutura. O predomínio das PME, ainda que comporte numerosas vantagens, gera ao mesmo tempo uma significativa fragmentação do sector, o que o coloca numa situação de desvantagem face aos seus fornecedores e clientes. Outros pontos vulneráveis: Consumo de aço: a indústria metalúrgica consome grandes quantidades de aço (em concre- to, dois terços do aço bruto produzido na União Europeia), para além de outros recursos. O sector precisa de obter aço e outros recursos como o minério de ferro a preços razoáveis, já que não pode competir a nível europeu em matéria de custos laborais, nem conseguir as mesmas economias de escala que os seus fornecedores, especialmente os produtores de aço. Entalado entre duas poderosas forças: a indústria metalúrgica e metalomecânica compra aos principais fornecedores de energia, aço e outros metais e vende aos produtores dos principais bens de equipamento, como a indústria automóvel. Sendo certo que estes fornecedores e clientes costumam ser grandes empresas, o sector metalúrgico experimenta cada vez maiores dificuldades para controlar o seu próprio destino e conservar a sua influência no ambiente empresarial. As PME encontram-se, pois, verdadeiramente entaladas entre estes dois extremos, numa luta constante para negociar preços, sobretudo com os fornecedores de aço. O sector metalúrgico requer muita mão-de-obra, o que gera uma desvantagem competitiva, já que os custos laborais da União Europeia são altos quando comparados com os seus concorrentes na China ou na Índia. Fornecimento de energia: o preço da energia é um factor de competitividade cada vez mais determinante, especialmente em relação aos países emergentes. Acesso aos mercados de capitais: o sector metalúrgico necessita dos bancos para financiar as suas actividades, o que limita o seu potencial de expansão e inovação. Problema de imagem: a opinião pública relaciona a indústria metalúrgica com uma imagem de trabalho duro num ambiente laboral pouco atractivo, quando a verdade é que, hoje em dia, a maioria das empresas do sector recorre mais ao trabalho “intelectual” do que ao “manual”. n Comissão Europeia Direcção Geral da Empresa e Indústria AIMMAP promove seminário sobre “o EcoDesign e a Eco Inovação na Indústria” A AIMMAP vai realizar, no próximo dia 11 de Novembro, um seminário subordinado ao tema “O EcoDesign e a EcoInovação na Indústria”, no qual contará não só com a participação do CATIM – Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica, bem como de várias personalidades, nacionais e estrangeiras, com conhecimento profundo desta temática. Em breve, o Ecodesign será a única abordagem possível perante o mercado que exige cada vez mais informação sobre os seus produtos e maior sustentabilidade de todas as operações corporativas. O Eco Design, um conceito de projecto com consciência ambiental que envolve o ciclo de vida de um produto desde o processo de fabricação até o descarte, começou a ser discutido em empresas de produtos eléctricos e electrónicos ambientalmente correctos. O Eco Design é um conceito amplamente difundido nos países tecnologicamente mais avançados e que já conta com muitas empresas europeias que já implantaram no seu processo industrial o conceito da produção ecologicamente correcta: consumir menos e reciclar mais. O EcoDesign deve ser identificado como um factor competitivo dos seus produtos no mercado interno e externo. É imperioso classificar o EcoDesign como um meio de inovação e competitividade. O Ecodesign caracteriza-se por uma escolha de materiais de baixo impacto ambiental: menos poluentes, não-tóxicos, de produção sustentável ou reciclados; pela utilização de processos de fabricação que requeiram menos energia; pela produção de produtos que durem mais tempo e funcionem melhor; pela criação de produtos modulares, cujas peças possam ser trocadas em caso de defeito. Como foi acima referido, a sessão contará com uma intervenção global do CATIM, Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica sobre o ECO-DESIGN, quais os seus objectivos, e qual a forma de os atingir e contará ainda com a presença e intervenção de Magdalena Garczynska, responsável pelo departamento Técnico da CECIMO - The European Association of the Machine Tools Industries – a qual abordará o projecto da auto regulação do sector específico das MáquinasFerramenta, para além das apresenta- ções de representantes da ADIRA, S.A e de Carlos Aguiar, da Design Studio, da FEUP. Na sessão irá ainda proceder-se à sessão formal de entrega do “Prémio Tecnometal 2010”, prémio esse que é atribuído por um júri ao melhor artigo publicado na revista “Tecnometal” na categoria “Ambiente”, no ano de 2009. A sessão em causa decorrerá no âmbito da EMAF - 13ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Acessórios, evento no qual a AIMMAP estará presente com um stand apoiando dessa forma os seus associados que expõem na referida mostra. A EMAF é o mais importante salão profissional da metalurgia e metalomecânica realizado a nível nacional e, como tal, um dos mais visitados pelos compradores profissionais. Tratando-se, sem dúvida alguma, de uma feira de aposta para a maioria das empresas produtoras do sector, a AIMMAP irá estar representada com um stand institucional neste prestigiado certame O respectivo programa e ficha de inscrição poderão ser obtidos no site [email protected] “O ECODESIGN E A ECOINOVAÇÃO NA INDÚSTRIA” Exponor – Auditório B4 | 11 de Novembro de 2010 PROGRAMA 14:15 Recepção aos convidados 14:30 Abertura; Rafael Campos Pereira, VicePresidente Executivo da AIMMAP 14:45Directiva do EcoDesign – 2005/32/EC (DL 26/2009) (revogada pela 2009/125/ EC, ainda não transposta) – Alberto Fonseca, CATIM 15:15 A Directiva aplicada às Máquinas-Ferramenta – A auto-regulação; Magdalena Garczynska, Responsável pelo Departamento. Técnico da CECIMO The European Association of the Machine Tools Industries 15:45 Intervalo 16:15 Entrega do Prémio TecnoMetal 2010 16:30 EcoDesign – Green Bender; Representante da ADIRA, S.A. 17:00 EcoDesign – O CIVITAS Bus e a mobilidade sustentada; Carlos Aguiar; DESIGN STUDIO; FEUP 17:30 Encerramento