GRUPOS E LINHAS DE PESQUISA ENSP/FIOCRUZ Janeiro /2011 1 GRUPOS DE PESQUISA (Ordem alfabética) 1. A construção do conhecimento epidemiológico e sua aplicação às práticas de saúde 2. Ambiente, saúde e cidadania 3. Análise comparada de políticas e de sistemas de saúde orientada para a equidade 4. Análise de determinantes sociais e biológicos de endemias Líder: Reinaldo Souza dos Santos 5. Analise de política publicas e de saúde Líder: Jeni Vaitsman 6. Análise e avaliação de políticas públicas e de saúde Líder: Silvia Gerschman 7. Avaliação da exposição a metais sobre a saúde humana e ecossistemas Líder: Maria de Fátima Ramos Moreira 8. Avaliação da qualidade e custos de serviços de saúde Líder: Margareth Crisóstomo Portela 9. Avaliação de situação de processos endêmicos e de seus programas de controle Líder: Marly Marques Cruz 10. Avaliação do desempenho de serviços e sistemas de saúde Lideres: Suely Rozenfeld 11. Currículo e Processos de Formação em Saúde Líder: Virgínia Alonso Hortale 12. Desenvolvimento de métodos epidemiológicos, estatísticos, matemáticos e computacionais para o planejamento, avaliação e monitoramento de intervenções em Saúde Pública Líderes: Claudio José Struchiner 13. Desenvolvimento e Aplicação de Métodos Estatísticos e Epidemiológicos em Doenças Crônicas Líder: Ana Glória Godoi Vasconcelos 14. Desenvolvimento local, determinantes sociais da saúde e do ambiente e habitação saudável Líderes: Simone Cynamon Cohen 15. Desigualdade social, pobreza e políticas públicas Líder: Rosana Magalhães 16. Determinantes sociais da saúde Líder: Dora Chor 17. Ecologia e saúde de ecossistemas Líderes: Salvatore Siciliano 18. Economia da saúde Líder: Maria Alicia Dominguez Ugá 19. ECO-SOCIAL: abordagens integradas para a promoção da saúde e Justiça ambiental envolvendo populações vulneráveis Líderes: Marcelo Firpo de Souza Porto 1 20. Educação, saúde e cidadania Líderes: Eduardo do Navarro Stotz Este grupo de pesquisa agrega projetos voltados para o entendimento dos problemas de saúde das classes subalternas a partir das suas práticas e concepções, tanto nas cidades como no campo. A perspectiva teóricometodológica que orienta os estudos é a educação popular de base freiriana, onde se privilegiam formas participativas de pesquisa e de intervenção social adequadas a uma concepção ampliada de vigilância da saúde. Os estudos inseridos nesta linha têm por objetivo entender a situação de pobreza e as táticas de sobrevivência das classes subalternas. Ressalta a busca de recursos complementares ou alternativos aos serviços de saúde que abordam o processo de saúde-doença-cuidado, como a religiosidade popular e grupos de convivência que potencializam recursos e redes de apoio social. 21. Epidemiologia clínica e avaliação de serviços e programas de Saúde Líder: Luiz Antônio Bastos Camacho Este grupo de pesquisa dedica-se a estudos de avaliação de eficácia, efetividade e segurança de intervenções em saúde, tais como imunobiológicos e outras tecnologias médicas propostas para uso clínico individual ou em programas de saúde, bem como a estudos de validação de métodos diagnósticos e instrumentos de medida em saúde em geral. Articula-se no sentido de produzir aplicações em programas e políticas de saúde através da busca, análise e síntese de evidência científica para fundamentar escolhas de intervenções seguras e eficazes. A verificação de efetividade e impacto através de abordagens que incluem métodos epidemiológicos completa o campo de interesse deste grupo. 22. Epidemiologia do câncer Líder: Sergio Koifman Este grupo dedica-se ao estudo de fatores de risco e da sobrevida para diferentes cânceres, destacando-se a sua participação no Estudo de Fatores de Risco para Câncer de Boca e Laringe em Países do MERCOSUR (IARC/WHO) e do Estudo de Sobrevida de Câncer na América Latina (Projeto LATINCARE). 23. Epidemiologia e controle da tuberculose em áreas indígenas Líder: Paulo Basta A despeito de todo conhecimento científico acumulado acerca do agente etiológico, dos modos de transmissão, das manifestações clínicas e suas complicações, da distribuição geográfica etc, a tuberculose (TB) permanece como um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. O país registra em média 80.000 casos novos da doença e cerca de 5.000 óbitos ao ano. Por causas ainda pouco esclarecidas, os povos indígenas são considerados mais vulneráveis ao adoecimento e à morte por TB. Para alguns grupos étnicos, em particular, a TB representa uns dos principais agravos em saúde, com incidências superando em 40 vezes as médias nacionais. Tendo em vista essas particularidades, o grupo de pesquisa que está sendo proposto tem o objetivo de desenvolver estudos e pesquisas, tanto no campo da inovação científica e tecnológica quanto na área operacional, para ampliar o conhecimento sobre aspectos clínicos e epidemiológicos da TB entre diferentes grupos indígenas no país. O grupo é conformado por pesquisadores,técnicos e alunos de pós-graduação provenientes de diversas instituições e de diferentes regiões do país, que reunem habilidades e expertise em áreas distintasda ciência, tais como: epidemiologia, medicina, análise espacial, microbiologia, genética, estatística entre outras e experiência de trabalhos anteriores com diferentes etnias. 24. Epidemiologia psiquiátrica Líder: Evandro S. F. Coutinho Através de um conjunto de projetos de pesquisa, pretende-se contribuir para o avanço do conhecimento no campo da saúde mental no Brasil, com relação aos seguintes ítens: (1) perfil de morbidade psiquiátrica em diferentes grupos populacionais; (2) consumo de medicamentos psiquiátricos e seus efeitos adversos sobre a saúde; (3) identificação de tratamentos mais efetivos e seguros para os portadores de transtornos mentais; (4) identificação de fatores de risco para o desenvolvimento de transtornos mentais; e (5) condução de ensaios clínicos de desenho pragmático relevantes para o campo da saúde pública. Para alcançar esses objetivos, o grupo vem realizando uma série de estudos que fazem uso do método epidemiológico, principalmente através de estudos seccionais, caso-controle, ensaios clínicos e metanálises. 25. Estado, proteção social e políticas de saúde Líder: Luciana Dias de Lima O grupo tem como objetivos promover o debate, desenvolver pesquisas, disciplinas e cursos de pós-graduação na ENSP/FIOCRUZ, tendo como foco dois eixos temáticos principais: 2 1- Desenvolvimento, Estado e Saúde – papel e padrões de atuação do Estado no desenvolvimento e na proteção social em saúde; formação e modelos de desenvolvimento e de proteção social em saúde em perspectiva comparada; implicações do sistema político (federalismo, relações entre Poderes) para o desenvolvimento, a proteção social e a saúde; desenvolvimento regional e saúde; desafios para a proteção social face às transformações mundiais, à emergência de novos riscos e às desigualdades; repercussões dos processos de Reforma do Estado para o desenvolvimento, a proteção social e a saúde. 2. Formulação e implementação de políticas públicas e gestão de sistemas de saúde – abordagens teóricometodológicas em análise de políticas públicas; análise da formulação e implementação de políticas de saúde no âmbito nacional, estadual, regional e municipal; papel das diferentes esferas de governo na formulação e implementação de políticas de saúde e na gestão de sistemas de saúde (planejamento; financiamento, regulação; prestação direta de serviços); descentralização, regionalização e relações intergovernamentais na política, gestão e financiamento de sistemas de saúde; papel e relações entre as instâncias decisórias vigentes no SUS (Conselhos de Saúde e Comissões Intergestores; CIT e CIBs; Comissões Intergestores e Conselhos de Representação dos Secretários de Saúde, Conselhos de Saúde nas diferentes esferas de governo, entre outros). 26. Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto - Centro de Investigação RJ Líderes: Dora Chor A rede multidisciplinar ELSA reúne pesquisadores nacionais e internacionais com a meta de implementar o Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA): um estudo de coorte multicêntrico com 15 mil funcionários de instituições públicas de ensino superior, para investigar o desenvolvimento de doenças crônicas, principalmente doenças cardiovasculares e o diabetes. Durante o primeiro triênio, o projeto detalhará: antecedentes sócio-ambientais do solo comum de causalidade do diabetes e das doenças cardiovasculares, especialmente no que tange aos hábitos alimentares, atividade física, trajetória de vida, contexto ambiental adverso, relações de trabalho, estressores psicosociais, e - seus processos biológicos proximais: inflamação crônica e expressão gênica de mediadores inflamatórios, disfunção endotelial, deposição de gordura abdominal e ectópica, disfunção de células beta, alterações cardíacas funcionais e anatômicas e aterosclerose. Muitos desses processos biológicos, por motivos de eficiência, serão investigados através de estudos de caso-coorte aninhados `a coorte. Além disso, irá armazenar espécimes biológicas para investigações futuras e preparará as bases dar continuidade ao seguimento dos participantes a cada três anos. Por surgir no auge da pandemia de obesidade/diabetes e capturar a realidade do contexto socio-econômico adverso experimentado por muitos brasileiros, o projeto representa um marco na investigação de doenças não-transmissíveis. Oferece oportunidades inéditas de geração de conhecimento, formação de recursos humanos e desenvolvimento científico regional. Fornecerá subsídios para políticas públicas efetivas para a prevenção dessas doenças. 27. Exposições ambientais e repercussões no ciclo de vida Líderes: Rosalina Koifman Este grupo desenvolve estudos sobre o impacto das exposições ambientais a agentes químicos em agravos na reprodução humana e na qualidade de vida de populações expostas, tendo participação na organização e implementação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente. 28. Grupo de estudos avançados em comunicação de risco (RISCARE - Risk communication advanced group) Líder: Frederico Peres Este grupo de pesquisa focaliza a comunicação a indivíduos, comunidades e grupos populacionais acerca dos riscos a que estão expostos no ambiente de trabalho e em outros ambientes, riscos estes decorrentes dos mais diversos processos produtivos, geradores de resíduos perigosos à saúde humana e ao ambiente, como um todo. A perspectiva teórico-metodológica que orienta os trabalhos é a da avaliação e gerenciamento de riscos, em particular as abordagens adotadas pelas Agências de Proteção Ambiental (EPA) e de Controle e Regulagem de Substâncias Tóxicas (ATSDR) dos Estados Unidos da América. Baseado nessa perspectiva, a comunicação de risco é entendida como uma das etapas do gerenciamento de riscos (e, em primeira ordem, do processo de avaliação de risco como um todo), a qual é particularmente influenciada por aspectos de ordem técnica (como os padrões de linguagem utilizados nas estratégias informativas, as ideologias que perpassam as iniciativas de informação e educação sobre fatores ambientais de risco etc.) e sócio-cultural (realidade da população à qual estas iniciativas se destinam – a “audiência” da informação –, a bagagem cultural de cada indivíduo e/ou grupo, a percepção de risco destes etc). 29. Grupo de estudos e pesquisa em bioética e educação (G-BIO) Líder: Sergio Tavares de Almeida Rego 3 Este grupo de pesquisa utiliza-se dos referenciais e métodos da Bioética na discussão e solução dos problemas morais relacionados com a assistência à saúde e a prática clínica. Relacionam-se com as atividades desse grupo a cooperação técnica prestada junto a Comissão de Bioética do Cremerj e da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro. Procura-se estimular a aproximação das sociedades de especialidades médicas dos referenciais da bioética. As atividades do grupo estão igualmente relacionadas com a disciplina de Bioética Clínica ministrada no Curso de Especialização em Bioética oferecido pelo IFF/Fiocruz. 30. Grupo de pesquisa sobre complexo industrial e inovação em saúde Líderes: Carlos Augusto Grabois Gadelha A partir do reconhecimento de que as atividades de Ciência e Tecnologia em Saúde são parte integrante dos esforços para a melhoria da Saúde Pública, o investimento no aprimoramento de sua gestão é questão estratégica e um dos elementos centrais para a produção e aplicação dos conhecimentos gerados e para a elaboração de políticas integradas e articuladas com as necessidades de saúde da população. Desta forma este grupo de pesquisa privilegia os seguintes temas: (1) O papel do Estado no financiamento, indução e regulação das ações de CT&I em saúde e na geração de inovações e na produção de bens e serviços de alta tecnologia em saúde; (2) Análises estruturais e conjunturais dos diversos segmentos do complexo industrial da saúde, de forma a orientar a ação governamental; (3) Avaliação das tendências tecnológicas e econômicas mundiais na área de produção e consumo de insumos para a saúde; (4) Avaliação da capacidade científica, tecnológica e gerencial de organizações de C&T em Saúde Modelos, metodologias e ferramentas de gestão das atividades de C&T em Saúde; e (5) Modelos de gestão que busquem o fortalecimento do Sistema Nacional de Inovação em Saúde na perspectiva de uma maior articulação institucional e intersetorial para a geração, difusão e aplicação do conhecimento científico e tecnológico em áreas prioritárias. 31. Grupo de pesquisas em Toxicologia e saúde ambiental Líder: Francisco Paumgartten As atividades de pesquisa do grupo concentram-se em duas vertentes: (1) estudos experimentais nas áreas de mutagênese, carcinogênese e teratogênese química, com foco nos processos de ativação metabólica e desintoxicação de xenobióticos, e (2) avaliações da exposição humana e de ecossistemas a poluentes ambientais. Na área experimental a principal contribuição do grupo tem sido o estudo toxicológico de produtos naturais com ênfase em monoterpenos e outros constituintes de óleos essenciais, e no látex moluscicida da Euphorbia milii. Além da relevância intrínseca destes projetos, cumpre destacar a oportunidade que eles criam de formação de pessoal altamente qualificado em toxicologia experimental, particularmente no que diz respeito à avaliação de segurança de produtos (aí incluída a toxicologia pré-clínica de medicamentos). Esta área, ainda incipiente no país, é de fundamental importância para o desenvolvimento de produtos e inovações no setor químicofarmacêutico (medicamentos, pesticidas, aditivos, etc), e também para a atividade regulatória do Estado em termos de vigilância sanitária de produtos e proteção ambiental. Na área de saúde ambiental o grupo tem contribuído para o monitoramento de agravos resultantes da exposição humana e de ecossistemas a poluentes ambientais com destaque para: i) as avaliações de contaminação por compostos organoclorados persistentes incluindo pesticidas (DDT e outros), PCBs e dioxinas (PCDD/Fs), e ii) os ensaios de toxicidade aguda e crônica para organismos não-alvo integrantes de ecossistemas aquáticos. Tendo em vista a magnitude do problema ambiental no Brasil pode-se dizer que o envolvimento da comunidade científica nesta área ainda é pequeno e que os estudos em curso são de importância para diagnóstico da situação no país. 32. Impactos ambientais globais sobre a saúde Líderes: Christovam Barcelos O principal objetivo desse grupo de pesquisa é avaliar as alterações das condições de exposição da população a novos e crescentes impactos sobre o ambiente - contaminação por substâncias químicas, construção de grandes obras de engenharia e aumento da demanda por energia e alimentos, alterando o clima e a qualidade da água, solo e ar indispensáveis para a vida humana. Para isso, são construídos indicadores que podem apontar precocemente as mudanças dos padrões de exposição e o aumento da carga de morbimortalidade de grupos sociais vulneráveis. O grupo pretende reunir experiências de pesquisa já realizadas na Fiocruz e outras instituições do Brasil, como o INPE e USP para estudar os efeitos da crescente degradação no nível mundial das condições ambientais sobre a saúde da população. 33. Informação e Saúde Líderes: Ilara Hammerli Sozzi de Moraes Há uma defasagem entre os avanços que as tecnologias de informação podem proporcionar e seu uso efetivo na gestão da Saúde no Brasil. Este grupo de pesquisa procura ampliar o entendimento sobre os determinantes desta 4 defasagem e acima de tudo desenvolver conhecimento sobre a Informação e a Informática em Saúde com o objetivo de promover sua utilização tanto pelos gestores e profissionais de saúde quanto pela população, contribuindo para diminuir a exclusão digital ainda prevalente no país. Para tal, abrange as seguintes dimensões de estudo: (1) o significado político, social, econômico e ideológico das tecnologias de informação aplicadas no campo da Saúde, nas sociedades contemporâneas; (2) o desenvolvimento de sistema de informação de apoio à decisão, incentivando: análises prospectivas, integração e compatibilização de bancos de dados, padronização e trocas eletrônicas de dados em saúde e sistema de informações geográficas; (3) o desenvolvimento de tecnologia informacional voltada para a regulação das ações de saúde; (4) o uso, pela população e conselheiros de saúde, da Informação em Saúde no exercício do controle social; (5) situação atual dos Sistemas de Informações em Saúde existentes, contribuindo para o debate em torno da Política Nacional de Informação em Saúde no Brasil; (6) análise da produção brasileira sobre informação em saúde nos últimos 20 anos; (7) o desenvolvimento e aplicação de tecnologia em telemedicina; (8) capacitação do profissional de informação e informática em saúde com uso de metodologias presenciais e à distância, intensivas em tecnologias de informação e comunicação; (9) desenvolvimento de processos de informatização de estabelecimentos de saúde, incluindo análise do impacto econômico-financeiro do uso da tecnologia de informação na gestão da saúde; e (10) desenho de modelos de gestão da informação e da informática em saúde mais adequados ao Sistema Único de Saúde - SUS. 34. Judicialização da saúde, bioética e saúde pública Líder: Fermin Roland Schramm O grupo destina-se à pesquisa, ao ensino e à formação de recursos humanos no campo da ética aplicada e, em particular, no âmbito da bioética, em uma perspectiva laica e pluralista. Busca: (1) investigar e discutir as ferramentas conceituais e operacionais da ética aplicada que permitem enfoques racionais e razoáveis de conflitos e dilemas morais implicados pelos atos humanos no mundo vital e que tenham conseqüências significativas sobre este; (2) abordar, distintamente, tais conflitos e dilemas nos âmbitos da biomedicina e da saúde pública; do começo e fim da vida humana; da pesquisa envolvendo seres humanos e animais, mas, também, considerá-los em seu conjunto de um ponto de vista ético e filosófico; (3) enfrentar a questão da educação sócio-moral dos agentes morais e, em particular, do profissional de saúde; e (4) acompanhar a pertinência e o desempenho do sistema de avaliação da pesquisa envolvendo seres humanos no Brasil, integrando-o conceitualmente e pragmaticamente numa rede mais ampla e tendo em vista abordagens teóricas e práticas comuns. Este grupo centra-se no estabelecimento de estratégias de articulação intersetorial e cooperação na avaliação, gestão e incorporação de medicamentos pelas instâncias gestoras 35. Laboratório de estudos e pesquisas em saúde mental e atenção psicossocial Líder: Paulo Duarte de Carvalho Amarante O Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (LAPS) é um espaço de reflexão de saberes e práticas voltados para o campo da saúde mental e da Reforma Psiquiátrica. Nessa perspectiva, constitui-se como um programa transversal, de confluência entre pesquisa, formação acadêmica/profissional, consultoria e cooperação técnica junto ao Sistema Único de Saúde – SUS, visando o diálogo permanente com instituições, organizações e movimentos sociais na formulação e avaliação de políticas públicas. Suas várias atividades são desenvolvidas com ênfase na natureza multiprofissional e interdisciplinar de pesquisa e ensino que agrega pesquisadores, colaboradores, estudantes e bolsistas da ENSP em cooperação com outras instituições e entidades. Nesse sentido, o LAPS vem realizando pesquisas interdisciplinares, interdepartamentais, interinstitucionais e intersetoriais com o compromisso de aliar a produção de conhecimento teórico e técnico às complexas transformações no campo da saúde mental e da assistência psiquiátrica brasileira. 36. Modelagem em saúde e ambiente Líder: Marilia Sá Carvalho Na área da saúde, especialmente na epidemiologia, o desenvolvimento de novas técnicas no campo da estatística vem dando um impulso substancial à pesquisa, permitindo a modelagem de problemas cada vez mais complexos, com crescente flexibilidade. Entre as questões que vêm merecendo particular atenção duas se destacam: a análise do efeito contextual sobre o indivíduo, seja este o local de residência ou de assistência médica, e as múltiplas medidas e respostas individuais. O uso de modelos quantitativos na análise de questões complexas, e a apropriação destas técnicas por parte dos pesquisadores da área de saúde coletiva é o principal objetivo deste grupo, esperando repercussões importantes na compreensão dos processos relacionando saúde e doença, assistência e populações, incluindo questões demográficas e de natureza ecológica. 5 37. Nanoendoambiental - efeitos de fatores ambientais e laborais sobre a nutrição, a alimentação, as endocrinopatias e o risco cardiovascular Líder: William Waissmann Os objetos principais de interesse do grupo são: a) inter-relações entre doenças crônicas, como distúrbios endócrinos, nutricionais, cardiovasculares, o trabalho e o ambiente; b) segurança alimentar e nutricional, incluindo aspectos relacionados à comunicação/informação; c) normalização e regulação em saúde; d) complexidade e saúde; e) história das abordagens médicas em saúde e trabalho. No tratamento destes objetos, incluem-se questões relacionadas às vigilâncias (sanitária, ambiental, saúde do trabalhador e epidemiológica) e sua integração enquanto Vigilância em Saúde. 38. Núcleo de assistência farmacêutica Líderes: Cláudia Garcia Serpa Osório de Castro O Núcleo de Assistência Farmacêutica (NAF) foi credenciado, em 1998, como Centro Colaborador da OPAS/OMS (Organização Panamericana de Saúde/Organização Mundial da Saúde) para políticas farmacêuticas, pelo seu desempenho como centro produtor de conhecimento e informações técnico-científicas essenciais para alimentar os processos de tomada de decisão nas diferentes arenas nacionais e internacionais envolvidas nas etapas da formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas, que visam expandir o acesso da população aos medicamentos essenciais. Nesta perspectiva desenvolve pesquisas sobre Avaliação de Políticas de Assistência Farmacêutica, dentre as quais destacam-se: (1) Avaliação da situação farmacêutica no Brasil (OPAS/OMS e Ministério da Saúde); (2) Monitoramento das implicações do Acordo Trips da OMC sobre o acesso a medicamentos na América Latina e Caribe - em colaboração com EDM/OMS, Suiça, London School of Economics, Reino Unido e Chulalongkorn University, Tailândia; (3) Financiamento do acesso a antiretrovirais em países em desenvolvimento (América Latina, Caribe e África) - análise comparada de políticas nacionais de assistência farmacêutica a pessoas com HIV e Aids (UNAIDS, Ministério Francês de Assuntos Estrangeiros); (5) Diagnóstico da farmácia hospitalar no Brasil (OPAS, ANVISA.SBRAF); (6) Avaliação da dispensação de medicamentos para o tratamento da infecção pelo HIV/AIDS (Programa Naconal DST/Aids, Ministério da Saúde); e (7) Análise da capacitação tecnológica e da gestão das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação dos laboratórios farmacêuticos públicos brasileiros. 39. Núcleo de Estudos em Carga Global de Doenças Líderes: Joaquim Gonçalves Valente A transição demográfica e epidemiológica que o país vivencia, combinada com os avanços tecnológicos realizados na área da saúde, têm resultado em um crescente aumento nos gastos desse setor, impondo uma nova agenda sobre a necessidade de um acompanhamento sistemático dos indicadores de saúde e identificação das principais doenças e agravos. No campo das políticas na área de saúde, o planejamento tem sido realizado com base nas informações sobre mortalidade. No entanto, medidas de mortalidade são insuficientes para avaliar o estado real de saúde de uma população, uma vez que indicadores de saúde precisam mensurar ganhos não apenas na quantidade, mas também da qualidade de vida. O Estudo da Carga Global de Doença, por meio de seu indicador, o DALY (disability-adjusted life years), tem por objetivo quantificar, simultaneamente, o impacto da mortalidade e dos problemas de saúde que afetam a qualidade de vida dos indivíduos. A mensuração dos eventos não-fatais é feita com base em informações sobre doenças específicas, ao invés de estados de saúde, o que pode ser de grande valia para o desenvolvimento e implantação de políticas públicas na área da saúde. A partir da realização do primeiro Estudo de Carga Global, Brasil, 1998, realizado no período 2000-2002, a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) assumiu a liderança neste processo de discussão em nível nacional, apresentando uma série de análises nessa área com destaque para a projeção da Carga de Doença para o Brasil. Além disso, propõe-se a introduzir junto à pós-graduação de ensino a formação de alunos neste campo do conhecimento. 40. Núcleo de estudos político-sociais em saúde Líderes: Sarah Maria Escorel de Moraes Este grupo dedica-se à análise, acompanhamento e avaliação de políticas sociais e de saúde, incluindo a formação da política, participação de atores, arenas decisórias, processos de implementação e repercussões sobre as condições de vida e saúde da população. Os produtos possibilitam avaliar projetos e programas sociais e traçar recomendações visando à redução de desigualdades, eqüidade em saúde, prioridade para grupos vulneráveis e ampliação da participação social. O grupo de pesquisa é um campo de formação de recursos humanos e, tanto a publicação regular, quanto a participação ativa em seminários e congressos de saúde coletiva nacionais, latino-americanos e internacionais, vêm conferindo à equipe um importante papel no desenvolvimento do conhecimento das políticas públicas de corte social. 6 41. Paleoparasitologia e Paleoepidemiologia Líderes: Adauto José Gonçalves de Araújo & Luiz Fernando Rocha Ferreira da Silva As pesquisas em Paleoparasitologia contribuem para o conhecimento sobre a origem e evolução das infecções parasitárias desde períodos pré-históricos. Este grupo mantém colaboração intensa com grupos de pesquisa em arqueologia no Brasil e no exterior, obtendo amostras para análise coletadas em sítios arqueológicos e paleontológicos. Incorpora a área de antropologia médica e biológica à paleoepidemiologia, conferindo-lhe uma abordagem multidisciplinar. Os resultados dos trabalhos do grupo em paleoparasitologia têm se refletido nos debates sobre o povoamento e antiguidade do homem nas Américas, emergência e desaparecimento de doenças. Os projetos em Paleoepidemiologia focalizam a análise de material pré-histórico de diversas origens e tem se apoiado na cooperação com o Departamento de Antropologia do Museu Nacional, UFRJ. 42. Pesquisa e intervenção em atividade de trabalho, saúde e relações de gênero (PISTAS) Líder: Jussara Cruz de Brito O grupo de pesquisas PISTAS tem como proposição o desenvolvimento de projetos de pesquisa e intervenção referentes às relações entre atividade de trabalho e saúde, considerando as relações de gênero como transversais. Defendendo que a saúde-doença está sempre associada ao trabalho, as pesquisas desenvolvidas pelo grupo buscam uma atualização conceitual pertinente a esse campo de estudos, assim como o desenvolvimento de métodos que contribuam para compreender e transformar as situações de trabalho e vida desfavoráveis à saúde. Nesse sentido, essas investigações se alimentam principalmente de abordagens que exploram as potencialidades do conceito de atividade, visando uma análise mais fina do processo saúde-doença, considerando que a experiência prática dos trabalhadores é fundamental para a promoção da saúde e para a prevenção de adoecimentos, assim como para a emergência de novas questões de pesquisa. 43. Pesquisa social e epidemiológica em HIV/AIDS Líder: Monica Siqueira Malta O grupo visa estudar os dados epidemiológicos referentes à epidemia de HIV/AIDS no Brasil. São realizados estudos de sobrevida na coorte de pacientes com AIDS em acompanhamento através do SUS, a partir da análise de bancos nacionais oriundos de um processo de linkage dos seguintes bancos de dados secundários: SIM, SINAN, SISCEL e SICLOM. Também são realizados estudos referentes ao acesso e aderência à terapia antiretroviral e à diversas co-infecções presentes nesses pacientes. Estes estudos pretendem descrever a população em atendimento e avaliar os progressos alcançados na assistência médica em relação aos seus aspectos sóciodemográficos, clínicos e terapêuticos. Dentre as particularidades do grupo de pesquisa destaca-se o desenvolvimento de novas metodologias de análise epidemiológica e estatística e a ênfase na dimensão socioeconômica e espacial dos agravos à saúde associados ao HIV/AIDS. Embora a análise de dados secundários seja uma prioridade indiscutível do grupo de pesquisa, o grupo também trabalha com pesquisas envolvendo a coleta e sistematização de dados primários, através de seus próprios meios ou através de parcerias com pesquisadores de outras unidades da FIOCRUZ e demais instituições de pesquisa nacionais e internacionais. Os dados gerados pelo grupo vêm sendo publicados em periódicos especializados nacionais e internacionais, e demais meios de divulgação técnico-científica, além de serem apresentados e debatidos em congressos e fóruns nacionais e internacionais. Além do aspecto estritamente científico, a produção do grupo tem buscado subsidiar a elaboração de estratégias mais eficazes de prevenção e tratamento da infecção pelo HIV e demais infecções sexualmente transmissíveis no Brasil. 44. Planejamento e gestão em saúde Líderes: Elizabeth Artmann O trabalho que o grupo vem conduzindo busca refletir uma mediação entre o nível epistemológico, traduzido em reflexões críticas sobre a grande teoria e tentativas de aplicação/construção de novos paradigmas (no caso, o comunicativo) e a especificidade da área da gestão em saúde que exige respostas práticas a problemas concretos relacionados ao SUS e às necessidades de saúde da população brasileira. As repercussões mais importantes refletem-se através de: (1) adaptação de métodos de planejamento estratégico, gestão hospitalar e de construção de cenários aplicados à definição de objetivos de organizações de saúde, à formulação de diretrizes, políticas do SUS e de programas como o PSF, bem como à formulação de estratégias de reorganização de programas de pós-graduação acadêmica; (2) promoção de análises culturais em organizações onde podem servir como subsídios para o processo de gestão das mesmas; (3) análise do impacto da situação contratual da rede vinculada ao SUS e dos contratos de gestão hospitalar de Hospitais Universitários sobre os mecanismos de planejamento interno e de avaliação e prestação de contas; (4) análise das possibilidades do processo de regionalização sanitária instituído a partir da NOAS; (5) contribuição na produção de softwares de planejamento estratégico 7 aplicados ao setor saúde considerando a análises prospectivas; e (6) desenvolvimento de marco teórico e de instrumentos de trabalho no campo das organizações como sistemas linguísticos. 45. Planejamento, Gestão Ambiental e Ocupacional Líder: Aldo Pacheco Ferreira As atividades de pesquisa e investigação do grupo são interdisciplinares e promovem a integração com laboratórios e unidades das instituições participantes, bem como estabelece cooperação entre instituições no ensino e pesquisa, para o desenvolvimento da temática ambiental e ocupacional dentro da Saúde Pública, apresentando os vários paradigmas que vem conformando as abordagens sobre Saúde, Ambiente e Trabalho, desde as recentes influências da medicina social e questões ambientais contemporâneas, como os riscos globais e as atuais estruturas dos sistemas de vigilância ambiental. Os resultados de nossas pesquisas têm repercutido na sociedade, principalmente sobre as bases conceituais e metodológicas para análise do impacto nos ecossistemas e na gestão de problemas relacionados à Saúde, Ambiente e Trabalho. Destaca-se ainda, nossa contribuição na formação de recursos humanos para na área da saúde pública e ambiental em diversos cursos, no qual participamos ativamente em atividades de ensino e pesquisa associadas ao lato sensu e ao stricto sensu. 46. Poluentes orgânicos persistentes no Brasil: determinação e avaliação no contexto toxicológico Líder: Ana Maria Cheble Bahia Braga Os estudos desse grupo concentram-se nos poluentes orgânicos descritos na lista da Convenção de Estocolmo, bem como nos outros poluentes orgânicos com características de persistência no meio ambiente e nos seres vivos e, conseqüentemente, com alta tendência a bioacumulação. Dentre essas substâncias destacam-se as dioxinas e as policlorobifenilas sobre as quais ainda existem poucos dados no país. As principais atividades do grupo são: (1) definição e validação de métodos de análise; (2) monitoramento e mapeamento da presença destas substâncias no país; (3) avaliação da exposição da população e desenvolvimento de estratégias para diminuição da exposição; (4) assessoramento aos órgãos competentes nas questões relacionadas aos estes poluentes. O grupo conta com a colaboração do laboratório de referência da União Européia, situado no sul da Alemanha, para análise de dioxinas situado ao sul da Alemanha. 47. Profissão, trabalho e saúde Líder: Maria Helena Machado As atividades desenvolvidas por este grupo têm repercutido em diversos serviços de saúde das secretarias estaduais e municipais do país. Várias pesquisas já foram desenvolvidas em convênio com entidades profissionais e serviços de saúde, dentre as quais, destacam-se: (1) Perfil dos Médicos no Brasil, em convênio com o Conselho Federal de Medicina.; (2) Perfil dos Médicos e Enfermeiros do PSF, em convênio com a Secretaria de Atenção Básica de Saúde - SAS/MS; (3) Perfil dos Médicos Pediatras, em convênio com a Sociedade Brasileira de Pediatria; (4) Perfil dos Médicos Ortopedistas, em convênio com a Sociedade Brasileira de Ortopedia; (5) Perfil dos Médicos Nefrologistas, em convênio com a Sociedade Brasileira. de Nefrologia; (6) Perfil dos Médicos Dermatologistas no Brasil, em convênio com a Sociedade Brasileira de Dermatologistas; (7) Perfil dos Médicos Radiologistas, em convênio com o Colégio Brasileiro de Radiologia; (8) Perfil dos Egressos da ENSP-1998-2002, com financiamento da FAPERJ; (9) Necessidades do Especialistas no Brasil, em convênio com o Ministério da Saúde; e (10) Observatório de Recursos Humanos em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz. 48. Promoção da saúde: desenho e avaliação de programas sociais e de saúde. Líder: Regina Cele Bodstein A Promoção da Saúde (PS) atualiza e amplia o debate sobre os determinantes sociais, culturais políticos e econômicos em saúde, enfatizando a perspectiva das políticas públicas saudáveis, das estratégias intersetoriais e de participação comunitária, dos programas e ações de inclusão social e de desenvolvimento local, bem como de crítica ao modelo biomédico. Por fim, a PS advoga pela necessidade de reorientação do modelo assistencial e a mudanças das práticas nos serviços de saúde. O grupo tem como proposta fortalecer esse enfoque nos diversos programas de ensino de lato e stricto sensu da ENSP/FIOCRUZ. Está envolvido em várias pesquisas e em um projeto de pesquisa com intercâmbio com o Canadá (ENSP/FIOCRUZ CPHA/CIDA), com a parceria da Universidade de Montreal e de grupos de pesquisa em promoção da saúde de diversas instituições acadêmicas do Brasil. 49. Reforma do Estado e o setor saúde Líderes: Nilson do Rosário Costa O principal foco do grupo de pesquisa é a análise dos novos padrões de financiamento, gestão, governança e responsabilização das políticas, programas e organizações sociais e de saúde com a utilização das ferramentas 8 conceituais da ciência política e da economia institucional. As contribuições metodológicas vêm das teorias principal-agente e da economia dos custos de transação. As explicações mais importantes desse campo teórico foram agrupadas na “economia institucional”, que lida com as variáveis de informação, motivação, inovação e implicação para melhor organizar a atividade produtiva nos setores público e privado. Esse campo teórico traz importantes contribuições para a compreensão das escolhas e decisões da classe política, dos grupos de interesse e da burocracia pública, com várias aplicações no estudo de políticas públicas sociais. Os estudos têm implicações muito efetivas sobre a eficiência das organizações públicas e o escopo do governo na proteção social. O grupo tem trabalhado na avaliação dos novos mecanismos de governança no setor público e dos padrões de contratualização para as organizações. O grupo de pesquisa tem investigado a inovação na gestão hospitalar, a gestão municipal (consórcios), os programas sociais e de saúde e as relações entre o setor público e privado no setor saúde. A ênfase na reforma organizacional do Estado tem gerado também atividades de consultoria e pesquisa operacional sobre o desenvolvimento do regime regulatório do mercado de planos privados de assistência à saúde. A relevância desse objeto deve-se ao fato do Brasil ser um dos poucos países onde a criação de um sistema público saúde de acesso universal e atenção integral coincidiu com a expansão do setor de planos privados de assistência à saúde. O mercado de planos e seguros de saúde no Brasil desenvolveu-se efetivamente em um contexto institucional de baixa regulação até fins da década de 1990, quando foi criada a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O desenvolvimento do regime de regulação do mercado de planos privados de saúde por uma agência independente tem se tornado um objeto de pesquisa de grande relevância para agenda de reforma do Estado e para o desenvolvimento das relações entre a esfera pública e a esfera privada no campo da saúde. A repercussão do trabalho no grupo está na apresentação de alternativas organizacionais para uma nova agenda de gestão do setor saúde e na construção de modelos de avaliação da eficiência técnica, alocativa, da qualidade e eqüidade dos programas e serviços de saúde. 50. Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente - Determinantes Sociais, Epidemiologia e Avaliação de polílicas e programas serviços Líderes: Maria do Carmo Leal & Silvana Granado Nogueira da Gama Este grupo de pesquisa "Epidemiologia vem se constituindo como um grupo de referência nacional na sua área de atuação. Muitos trabalhos científicos têm sido publicados em revistas nacionais e internacionais, capítulos de livros e os resultados dos estudos vêm sendo amplamente divulgados pela imprensa escrita e televisiva. Na área da formação discente o grupo tem participado desde a orientação de alunos em nível de graduação (iniciação científica) até o doutorado. Mais de 15 dissertações e teses já foram defendidas com os resultados dos projetos desenvolvidos. Outra área de trabalho importante dessa equipe é a assessoria aos serviços de saúde, tendo sido desenvolvido um grande número de projetos colaborativos com Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, bem como com o nível Federal. 51. Saúde global e diplomacia da saúde Lider: Célia Maria de Almeida Este grupo tem como objetivos analisar e discutir as relações entre a dinâmica da globalização e seu impacto sobre as políticas de saúde, os sistemas de saúde e a saúde das populações em nível nacional e internacional, assim como identificar e analisar as conexões e interrelações entre relações internacionais e saúde. 52. Saúde, epidemiologia e antropologia dos povos indígenas Líderes: Ricardo Ventura Santos As atividades do grupo partem do princípio de que a saúde é uma arena privilegiada para investigar as complexas dinâmicas de interações culturais, sociais e econômicas que mediam as relações entre os povos indígenas e a sociedade nacional envolvente. O grupo de pesquisa tem como objetivo primordial o estudo de processos de mudanças ligados à saúde, epidemiologia, nutrição e demografia de povos indígenas da Amazônia e de outras regiões. Há estreita colaboração com instituições nacionais (UFRGS, UFSC e os Centros de Pesquisa Aggeu Magalhães/ Recife e Leônidas & Maria Deane/ Manaus) e estrangeiras (Hampshire College, Hunter College/ CUNY, Indiana University, Gotenborg University). 53. Subjetividade e gestão em saúde Líderes: Creuza da Silva Azevedo & Marilene de Castilho Sá Este grupo de pesquisa se desenvolve a partir de preocupações teórico-metodológicas relativas aos limites e possibilidades de construção de processos de mudanças nas organizações públicas de saúde, considerando a dimensão intersubjetiva e inconsciente dos processos organizacionais. As principais temáticas objeto de investigação são: liderança; trabalho gerencial; trabalho em saúde e produção do cuidado. Os referenciais 9 teórico-metodológicos que apóiam as investigações são a Psicossociologia francesa, a abordagem psicanalítica dos processos grupais e a Psicodinâmica do Trabalho. Os objetivos deste grupo são: (1) analisar as implicações dos padrões de sociabilidade e das modalidades de subjetivação predominantes na sociedade contemporânea sobre os processos coletivos e, particularmente, sobre a gestão e o trabalho em saúde; (2) investigar o processo organizacional a partir de sua dimensão intersubjetiva, imaginária e inconsciente e suas implicações sobre a função de liderança e o exercício da cooperação; (3) investigar a característica intersubjetiva do trabalho em saúde e suas conseqüências sobre a produção do cuidado; e (4) examinar os processos grupais como instância de análise das organizações e como dispositivo de intervenção a partir da utilização da abordagem clínica, de base psicanalítica. 54. Substâncias químicas: impacto sobre a saúde humana e o ambiente Líder: Josino Costa Moreira & Silvana do Couto Jacob Este grupo tem propiciado a formação de recursos humanos nas áreas de química analítica e de análise toxicológica tanto no nível de mestrado quanto de doutorado, bem como a publicação de vários trabalhos científicos. Conta com a parceria do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa e do Departamento de Quimica Analitica/UNESCO Laboratory of Environmental Electrochemistry e do UNESCO Trace Element Laboratory, da Charles University, Praga, Republica Tcheca. 55. Trabalho em turnos e suas repercussões na saúde Líder: Liliane Teixeira A organização temporal do trabalho em turnos e noturno causa importantes impactos no bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores. Usualmente, além desses há múltiplos outros fatores de risco presentes no ambiente de trabalho. São eles de variadas naturezas (física, química, biológica e organizacional) e estão relacionados a uma grande variedade de perturbações de ordem física e psicossocial. Muitas das dificuldades enfrentadas pelas organizações somam-se às dificuldades já existentes, intrínsecas ao trabalho em turnos e noturno e influenciam de forma significativa a tolerância a esses tipos de trabalho. Particularmente, trabalhar em horários não diurnos pode levar os trabalhadores a ter pior desempenho em suas tarefas, a expô-los a maiores riscos de acidentes de trabalho. Além das conseqüências no trabalho, o trabalho em turnos e noturno também tem repercussões importantes na vida de seus familiares. Outra consequência do trabalho em turnos e noturno é a queixa relacionada ao sono. O sono parece ser o período mais fecundo para consolidar a memória e gerador de criatividade. Scbopenhauer, a mais de um século, já antecipou as provas científicas de hoje ao afirmar que "O barulho é a tortura do homem de pensamento". Portanto, o ruído é um dos sincronizadores ou pertubadores do ciclo vigília-sono mais importantes. Durante o período noturno o barulho muda a estrutura do sono nos primeiros dois estágios do sono. Porém, nenhum efeito foi observado durante os estágios 3 e 4, e durante o sono paradoxal. Mas durante o sono cada ruído gera microdespertares, ao qual o organismo estimula reflexos defensivos. Portanto, o ruído é um fator de estresse e fadiga que pode levar a outras conseqüências, como os distúrbios cardiovasculares e os endócrinos, através da liberação crônica de adrenalina e cortisol principalmente catecolaminas que tendem a diminuir as defesas imunológicas do organismo. 56. Trabalho, saúde e meio ambiente Líder: Marcelo Motta Veiga Este grupo de pesquisa interinstitucional estuda os problemas relativos à segurança e à saúde ambiental e humana a partir da análise do processo de trabalho e da engenharia do produto. Alguns dos interesses atuais de estudo são: a relação entre agrotóxicos, saúde e meio ambiente; os aspectos ergonômicos e fisiológicos da utilização de equipamentos de proteção individual; e a segurança e saúde ocupacional na indústria petroquímica. Atualmente, uma das atividades do grupo é desenvolver tecnologias e métodos para análise de equipamentos de proteção individual, principalmente sob o aspecto do conforto térmico e eficiência na proteção. 57. Vigilância de base laboratorial de doenças infecciosas Líderes: Adriana Hamond Regua Mangia Este grupo tem como foco a vigilância de base laboratorial de parasitoses infecciosas, presentes em populações humanas e não humanas, caracterizando-se como partícipe das vigilâncias ambiental e epidemiológica. Ë constituído por especialistas em parasitologia, microbiologia, imunologia, entomologia e biologia molecular, contando também com a colaboração de pesquisadores da área de zoologia médica e de meio ambiente para o desenvolvimento de projetos de pesquisas seguros que envolvem o componente laboratorial na vigilância de parasitoses importantes para a saúde coletiva. 10 58. Vigilância sanitária Lider: Vera Lúcia Edais Pepe Os objetivos deste grupo são: (1) Produzir conhecimento sobre segurança e qualidade de produtos, processos, serviços e tecnologias para aplicação à Vigilância Sanitária; (2) Desenvolver metodologias para avaliação e monitoramento da qualidade de produtos e serviços de saúde, e inovações tecnológicas para aprimoramento das ações dos órgãos de vigilância sanitária das três esferas de governo, visando a redução dos riscos sanitários; (3) Desenvolver a capacidade de gestão dos órgãos de Vigilância Sanitária visando a consolidação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; (4) Analisar a formulação e a implementação de políticas de Vigilância Sanitária e as relações entre as esferas de governo; (5) Disseminar informações visando contribuir para o desenvolvimento dos órgãos de Vigilância Sanitária das três esferas de governo e a consolidação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária; (6) Promover a comunicação da Vigilância com a sociedade em geral para fortalecer a participação popular; (7) Criar espaços de reflexão na instituição visando aumentar a integração da vigilância sanitária às demais ações de saúde e incentivar o debate e a livre circulação de idéias acerca da Vigilância Sanitária, não se restringindo a sua ação à de caráter fiscalizador; e (8) Desenvolver atividades de ensino nos cursos de pós-graduação da ENSP/FIOCRUZ e promover atividades educativas visando o desenvolvimento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (cursos para formação especializada em Vigilância Sanitária e educação permanente). 59. Violência e saúde Líder: Maria Cecilia de Souza Minayo & Simone Gonçalves de Assis O Centro Latino Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli desenvolve, desde 1989, estudos na área da violência e saúde. Principais áreas investigadas: estudos de morbi-mortalidade por causas externas; estudos filosóficos e sócio-antropológicos sobre violência e saúde; estudos sócio-epidemiológicos sobre crianças adolescentes e jovens; informação e comunicação sobre violência e saúde; violência contra o idoso; violência e gênero; violência, direitos humanos e portadores de deficiência; violência, saúde e segurança pública. O grupo vem atuando nas seguintes áreas: (1) realização de pesquisas; (2) em políticas públicas, através da participação em comitês, no sentido de incluir o tema da violência como prioritário na área de saúde pública; (3) formação de recursos humanos, através de cursos presenciais, à distância e na orientação de alunos de mestrado e doutorado; (4) disseminação de informação sobre violência e saúde através de artigos científicos, textos para a mídia e da criação da Biblioteca Virtual em Saúde com a temática Violência em Saúde (em conjunto com a BIREME e o CICT-FIOCRUZ). 11