Maio . Junho . Julho/2008 Porte Pago DR/PB PTR/PB 270/93 INFORMATIVO DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DA PARAÍBA - CRM/PB João Pessoa . Maio/Junho/Julho de 2008 . Nº 75 CRM-PB promove cursos de educação continuada Médicos do PSF ameaçam paralisar atividades 1 EDITORIAL Maio . Junho . Julho/2008 EXPEDIENTE SUS: descompromisso desrespeito - descumprimento à Constituição Presidente Dalvélio de Paiva Madruga Vice-presidente Norberto José da Silva Neto 1º Secretário João Gonçalves de M. Filho 2º Secretário Roberto Magliano de Morais Tesoureiro Fernando O. Serrano de Andrade Corregedor José Mário Espínola Diretor de Fiscalização Eurípedes S. Mendonça de Souza CONSELHEIROS DO CRM PB Alberto Luiz Duarte Marinho Carlos Roberto de Souza Oliveira Dalvélio de Paiva Madruga Deborah Rose Galvão Dantas Ednaldo Dantas de Almeida Eurípedes S. Mendonça de Souza Evandro Pinheiro do Egypto Fernando Antônio F. dos Santos Fernando Oliveira S de Andrade Francisco Marcelo B. de Carvalho Genário Alves Barbosa Geraldo de Almeida Cunha Filho Gilka Paiva Oliveira Costa Hidelberto Evangelista de Brito João Alberto Morais Pessoa João Gonçalves de Medeiros Filho João Modesto Filho José Mário Espínola José Paulo de Sá Sarmento José Ruberval Farias Maciel Lautônio Loureiro Cavalcante Manoel Jaime Xavier Filho Manoel Nogueira Neto Maria das Neves G. C. Bezerra Maria do Rosário B. de Oliveira Maria José Claudino de Pontes Mário Toscano de Brito Filho Norberto José da Silva Neto Orlando Xavier de Figueiredo Paulo Roberto Dantas da Nóbrega Otávio Sérgio Lopes Pedro Félix Filho Remo Soares de Castro Ricardo Antônio Rosado Maia Roberto Magliano de Morais Ronivaldo de Oliveira Barros Rosalina Jenner Rosas Rozevânia Árabe Rimá Ussânio Mororó Meira Vladimir Gomes de Oliveira Walter Fernandes de Azevedo Wilberto Silva Trigueiro Delegacia de Campina Grande Delegado Basílio Serrano S. Filho 1º secretário Milton Antonio G. de Oliveira 2º secretário Hermano José Souto Maior Suplentes Ademir Costa Wanderley Teresa Cristina Ventura Conselho editorial do Jornal CRM-Paraíba Dalvélio Madruga Eurípedes Mendonça (Editor) João Gonçalves de Medeiros Filho José Mário Espínola CRM-PB Fone: (83) 2108-7221 Site: www.crmpb.org.br E-mail:[email protected] Gráfica Santa Marta 23 de maio de 2008 Redação e Edição 2 Formato Assessoria de Comunicação Rua Rodrigues de Aquino, 672, Jaguaribe Fone: (83) 8831-1556/8815.7887 [email protected] Jornalistas Responsáveis: Luciana Oliveira - DRT/DF 1.849/97 Kaylle Vieira - DRT/PB 0279/03-59 O SUS é uma conquista da sociedade brasileira. A Constituição de 1988 expressa que Saúde é dever do estado, direito de todos, caracterizando que o atendimento há de ser “universal, integral e igualitário” para todos os cidadãos. Expressa ainda como deve ser o financiamento, detalhando responsabilidades aos governos federal, estaduais e municipais. Entretanto se constata descumprimento, desrespeito, desconhecimento ao que refere nossa Carta Magna por parte de quase todos os governos. Dificuldades existem, todos sabem, apesar da tentativa de negação, transferindo responsabilidades aos profissionais da Saúde, especialmente aos médicos. No gerenciamento e financiamento do SUS estão os maiores problemas. Nosso sistema de saúde, em sua essência, constitui modelo para vários paises. Todavia técnicos e burocratas do Ministério da Saúde insistem em copiar ações externas que nada tem a ver com a nossa realidade. Relacionado ao gerenciamento, há gestores eficientes, pouco eficientes, ineficientes e desqualificados, estes não merecem comentários. Estímulo à proliferação de escolas na área de saúde, principalmente de Medicina, pois quanto maior a oferta melhor para os governantes, proposta de implantar Fundação Pública de Direito Privado - ferindo a Constituição -, determinação através de resoluções do Ministério da Saúde a profissionais não habilitados para realizar procedimentos específicos dos médicos, simplificando a assistência, são direções que interessam aos governos, enganando a população, entretanto em nada melhora a assistência. Poucos são os gestores que priorizam os recursos humanos, as condições de trabalho, daí estarmos solicitando uma carreira de estado para os médicos a exemplo do judiciário. Financiamento do sistema de saúde pública brasileira é outro entrave na consolidação do SUS. Inverdades são divulgadas, orçamento é diminuído, as soluções são modificadas, a exemplo do imposto implantado por sugestão do ex-ministro Adib Jatene – o CPMF, em que a equipe econômica direcionou além da saúde, recurso também para a previdência e programas sociais. Daí ter sido retirado. Tenta-se sensibilizar a sociedade que não há verba para a saúde, sendo os médicos responsáveis pela péssima saúde pública que temos, pela epidemia de Dengue, retorno de paralisia infantil, tuberculose, doenças sexualmente transmissíveis, pela falta de manutenção dos hospitais públicos, pelas péssimas condições dos hospitais universitários, o que vem apenas comprovar o desprezo dessas autoridades. Está tramitando no Congresso uma emenda a Constituição Nº 29, que objetiva mais recursos, comprometendo a federação em 10%, os estados em 12% e os municípios em 15%, respectivamente das receitas brutas. É necessário portanto envolvimento, compromisso, interesse dos nossos deputados federais. Salvemos o SUS, porque sem respeito aos médicos, sem melhoria na estrutura, com as atuais condições de trabalho, jamais será consolidado. Dalvélio de Paiva Madruga Presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba MOBILIZAÇÃO Maio . Junho . Julho/2008 Médicos de João Pessoa se mobilizam por melhores condições de trabalho Desde o início deste ano, os médicos de João Pessoa estão lutando por melhores condições de trabalho, salários e a implantação do Plano de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR). Infelizmente, os profissionais não conseguiram manter um diálogo com a secretária municipal de Saúde, Roseane Meira, para que suas reivindicações fossem ao menos ouvidas. Diante disso, os médicos marcaram o dia 28 de maio como data limite para uma audiência com o prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho. Caso não seja possível o encontro com o prefeito, a possibilidade de paralisação é evidente. Foi formada uma comissão com representantes de todas as especialidades e do Sindicato dos Médicos da Paraíba que, acompanhada pelo CRM/PB e pela Associação Médica da Paraíba (AMPB), vai participar das negociações e encaminhar a estratégia de mobilização. A comissão se reúne no CRM/PB para tratar de aspectos legais da mobilização e fará uma carta à população explicando os motivos que levarão a categoria à possível paralisação no dia 28 de maio. "Desde o ano passado que nós estamos tentando negociar o PCCR da Saúde. Quando finalmente nós conseguimos abrir uma mesa de negociação, a única proposta apresentada pelos representantes da Secretaria de Saúde foi de 100% da produção do SUS, valor que inclusive já era pago a algumas especialidades. Além de não atender à necessidade da maioria das especialidades, visto que o médico não quer trabalhar por produtividade, isso divide o trabalho médico em os que têm produção e os que trabalham à noite, nos feriados e finais de semana, que serão prejudicados", ressalta o presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed PB), Tarcísio Campos. Em assembléias realizadas ao longo deste mês de maio, os médicos deixaram claro que estão firmes no posicionamento por eles definido. "Já que não podemos mais discutir vencimento básico, exigimos agora um tratamento que valorize nosso trabalho e que seja igualmente justo. Não interessa se esse médico está no PSF ou no CAIS de Mangabeira, sua importância para o SUS é igual ao de um anestesista, cirurgião, pediatra, clínico, obstetra ou intensivista. Queremos discutir com nosso prefeito como vamos resolver esse impasse já que as discussões não evoluíram com a secretária de Saúde do município", completa Tarcísio. Críticas ao PCCR - É unânime a opinião dos profissionais da saúde com relação ao PCCR da Saúde de autoria do Poder Executivo. Para eles, a elaboração do plano foi equivocada, já que a Prefeitura criou o PCCR Em reuniões, médicos discutem propostas e possibilidade de paralisação caso não haja acordo com a PMJP da Saúde sem que as lideranças das categorias profissionais pudessem se posicionar. No dia 19 de maio, foi realizada uma sessão especial na Câmara de Vereadores de João Pessoa, para discutir o plano mais uma vez. Nessa sessão, o movimento médico foi representado pelo CRM/PB e Simed e colocou de forma clara os pontos fracos do PCCR da Saúde. O líder do governo, vereador Benilton Lucena, comprometeu-se em estavelecer um canal de negociação. Antes, no dia 17 de maio, o Simed fez contato com o secretário de articulação política, Antônio Barbosa, pedindo sua intervenção. “Todo esse esforço demonstra que a categoria está buscando uma saída para evitar a greve já marcada para começar dia 28 e que está anunciada desde o início de maio”, afirma Tarcísio Campos. Para o Sindicato dos Médicos, o mais grave em relação ao PCCR é o fato da gestora da saúde querer defender que a única forma de melhorar o salário do médico é fazer com que ele produza, atendendo cada vez uma maior quantidade de pacientes, recebendo uma produtividade variável, o que não demonstraria preocupação com a qualidade no atendimento e a humanização dos serviços de saúde. “Como não foi possível melhorar o vencimento básico do médico durante a elaboração do plano, que não foi discutido, não podemos fazer com que o médico, através de uma produtividade variável, corra atrás do prejuízo. Por isso estamos pedindo que essa gratificação de produtividade seja fixa, e para todos os médicos, no valor de R$3.000,00 e que seja implantada de forma progressiva: 50% agora, 25% em julho e 25% em setembro”, disse Tarcísio Campos. Com essa proposta, a remuneração do médico, com vencimento básico de R$844,00, seria acrescida de mais R$1.196,00 através da gratificação de serviços hospitalares de urgência e de R$3.000,00 como gratificação de desempenho de produção, totalizando R$5.040,00. Médicos do PSF se juntam ao movimento O movimento dos médicos de João Pessoa vem lutando por um tratamento que valorize o trabalho da categoria de forma justa e igualitária. Dessa forma, o movimento dos médicos do Programa Saúde da Família (PSF) que, antes estava isolado, aglutinou-se, formando um único bloco com todos os médicos do município unidos pela valorização do trabalho médico. No dia 20 de maio, o Simed/PB reuniu-se com médicos do PSF para mobilizar a categoria. Nesse mesmo dia, o sindicato e o CRM/PB estiveram reunidos com a comissão de mobilização para tratar dos aspectos éticos e legais da greve. 3 ARTIGOS Maio . Junho . Julho/2008 A Falta de Humanização na Saúde Pública* Por Dr. Henrique Gil da Silva Nunes Maia, geneticista e docente da UFPB CRM-PB Nº 3379 Conceitualmente Humanização é entendida como um processo de aquisição progressiva de um conjunto de características de conduta responsável e respeitosa, por uma pessoa, por um grupo, por uma determinada população ou por toda a Humanidade. Esse processo nasceu dentro de um processo maior, a Hominização, que é um conjunto de transformações evolutivas que culminaram na espécie Homo Sapiens. Por sua vez o surgimento da cultura trouxe no seu bojo outro processo denominado Socialização e como desdobramento deste o que chamamos de Humanização. Portanto Hominização, Socialização e Humanização são instâncias de um processo contínuo e único, a Evolução Humana. Na sua essência a Humanização é um processo biológico e natural, apesar de suas conotações filosóficas, antropológicas e políticas. A Humanização pressupõe conhecimento, consciência e sensibilidade, atributos estes traduzidos por ações de atenção, compreensão, cuidado, solidariedade e bondade. O processo de Humanização implica na percepção das necessidades humanas básicas, só desta maneira haverá entendimento das dificuldades, angústias e sofrimentos de quem procura os serviços de saúde. Paradoxalmente quantidade considerável dos profissionais de saúde, incluindo os médicos, que atuam na Saúde Pública do Brasil, demonstra no cotidiano, graus variados de falta de Humanização. Este fato está inserido no contexto de sua formação acadêmica, de sua desprofissionalização crescente, e dos princípios de uma sociedade não solidária, dentre outros. Muitos brasileiros que recorrem a Saúde Pública são desrespeitados diariamente, seja por falta de acesso, por falta de atendimento, por atendimento inadequado, ou por falta de recursos mínimos na conduta terapêutica. Para que um profissional seja "humanizado" é necessário em primeiro lugar competência técnica e científica, sem a qual não poderá haver capacidade de resolver problemas sejam simples ou complexos. Em segundo lugar necessita motivação profissional a qual é construída com vocação, condições de trabalho adequadas, remuneração justa, relações de trabalho respeitosas e reconhecimento profissional. Em terceiro lugar necessita de rotinas e procedimentos operacionais inteligentes e racionais. Tudo isto é exatamente o que não ocorre na maioria dos serviços de Saúde Pública do país. O discurso oficial da "Humanização" muitas vezes soa piegas, falso e demagógico. Humanização não se faz com propaganda para os usuários. Humanização está muito além do atendimento cordial e da ambientação. Salários defasados, condições sanitárias precárias, múltiplos empregos, múltiplas jornadas de trabalho etc., tornam o trabalhador da saúde inapto para o bom atendimento. A maioria deles inclusive vive e trabalha de modo desumano. A falta de fiscalização e cobrança na qualidade dos serviços de saúde, a corrupção disseminada, a ocupação de cargos administrativos por indicação politica-partidária obscura, a omissão da sociedade civil organizada, contribuem para a falta de Humanização. Uma política pública de "humanização" deve ser iniciada pelos gestores do sistema de saúde em todos os níveis, pois eles são os principais responsáveis pela qualidade do atendimento, na maioria das vezes revelam conflito de interesse e estabelecimento de normas e procedimentos sem lógica, tornando estes desrespeitosos e em alguns casos cruéis com aqueles que sofrem e procuram ajuda. Humanização significa elevado senso ético, respeito pela Pessoa Humana, pela Vida Humana, pela Vida com Dignidade, isto é o que consolida a Cidadania, a Civilidade, a Civilização. * Publicado no editorial da Revista Brasileira de Ciência da Saúde, vol. 11, nº 2, 2007. Ex or tação aos Médicos do Trabalho Exor ortação Por dr. Ivan Modesto Câmara Técnica de Medicina do Trabalho do CRM/PB A Associação Paraibana de Medicina do Trabalho (APAMT) tem acolhido freqüentemente censuras de empresas relacionadas a exames admissionais de candidatos a emprego com ASO – Atestado de Saúde Ocupacional – APTO. Contratam os postulantes com escasso tempo de atividade na tarefa, enfermam criando estorno à firma. Nessa vicissitude, solicitam um acórdão da APAMT. O presidente da Associação desencantado com a conduta de alguns colegas, distraídos das responsabilidades mais elevadas, solicitou da Câmara Técnica de Medicina do Trabalho do CRM-PB, parecer sobre o tema. Eis a nossa opinião: No elenco de competências básicas requeridas para o exercício da medicina do trabalho, no exame admissional, não se pode deixar de ressaltar a importância das questões éticas. Segundo o educador Perrenoud (1997), competência é “ a capacidade de em situações de trabalho, mobilizar, com discernimento e dentro de um prazo definido, múltiplos recursos, entre os quais saberes teóricos, profissionais e experiência”. A ética não é uma competência em si, porém perpassa ou está presente em todas as demais. As questões éticas e de modo particular na área médica e no exercício da medicina do trabalho devem merecer uma atenção especial nos processos de exames admissionais, bem como, nos demais exames ocupacionais. A relevância do tema está expressa na Resolução do Conselho Federal de Medicina do Brasil, nº 1488 de 11/02/1998 e na revisão do código de conduta dos médicos do trabalho elaborado pela ICOH (International Committee on Occupational Health). 4 AÇÃO Maio . Junho . Julho/2008 Médicos de JP e CG recebem carteiras profissionais No dia 16 de maio deste ano, o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM/PB) realizou mais uma solenidade de entrega das carteiras profissionais aos novos médicos formados. Participaram do evento o presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga, o diretor de fiscalização, Eurípedes Mendonça, e o tesoureiro Fernando Serrano. Os 24 novos profissionais receberam, além da carteira, a cédula de identidade médica e um boton. O presidente do CRM parabenizou os jovens médicos e fez alguns lembretes e recomendações sobre a atuação do conselho e a importância dos profissionais em procurar o CRM em caso de dúvidas relacionadas à profissão. "O CRM é a casa do médico, que normatiza, fiscaliza, regulamenta, supervisiona e disciplina a nossa profissão", destacou Dalvélio Madruga. O presidente do CRM ainda informou aos novos profissionais que o conselho tem trabalhado em parceria com a Associação Médica da Paraíba e o Sindicato dos Médicos, ressaltando que as três entidades representativas da categoria estão entrosadas e unidas. O diretor de Fiscalização, Eurípedes Mendonça, também acrescentou que o CRM tem dado bastante valor à solenidade de entrega das carteiras profissionais, por se tratar de um momento importante, que marca o início da vida profissional de cada um. "A diretoria sempre faz questão de participar desta entrega, desejando sucesso e felicidade aos novos profissionais", afirmou Eurípedes. Ao final da solenidade, o jovem médico Jhonatan Franca da Silva fez um breve discurso, representando seus colegas. "Fomos construindo nossa carreira aos poucos, desde Solenidade de entrega das carteiras profissionais em JP foi realizada no último dia 16 de maio que entramos na faculdade e, agora, somos oficialmente, médicos. Quero desejar boa sorte a todos nós e que a partir de agora possamos retribuir nossos serviços à sociedade que nos manteve em uma universidade pública", disse. Médicos que receberam as carteiras: Ana Paula Lacerda de Andrade, Aruana Neves Salvador de Alcântara, Aurenita de Assis Formiga, Cátia de França Bezerra, Chahira Taha Mahd Ibrahim Issa, Daniel de Paiva de Oliveira, Danilo Rolim Meira, Edson Cândido da Silva Júnior, Fernanda Isabela Daniel Gondim, Frederico José Araújo Medeiros, Gilvadro Lins de Oliveira Júnior, Isabela de Lima Fernandes, Isabela Araújo Mota, Ivson Cartaxo Braga, Jhonatan Franca da Silva, Luciana Ronele Cavalcanti de Souza, Lucypaula Andrade Pinheiro, Odilon de Almeida Rodrigues Filho, CRM/PB participa I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina de 2008 Representantes do CRM/PB participaram, entre os dias 5 e 7 de março, do I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina de 2008. O evento reuniu cerca de 250 médicos que discutiram temas relevantes da área de saúde, como a abertura indiscriminada de escolas médicas, qualidade na formação, revalidação de diplomas obtidos no Exterior, exercício ilegal da profissão, interiorização do médico, relação de trabalho médico com o SUS, financiamento da saúde, revisão do Código de Ética Médica, entre outros. Durante o encontro, foram realizadas a Assembléia de Médicos do Brasil e a manifestação pública em defesa da saúde. Na programação, os participantes debateram: Estratégia da Revisão do Código de Ética Médica, Atividades extra-curriculares dos estudantes de medicina X exercício ilegal da profissão, Relação de Trabalho Médico com o SUS Cooperativismo Médico e Resolução do CFM que estabelece normas para o Processo Eleitoral dos Conselhos Regionais de Medicina. Pedro Henrique Oliveira de Albuquerque, Rodrigo Neiva Araújo, Sarah Vinagre Martins, Shirley Fontes Souza, Tâmara Soares Dantas, Wilson Eduardo Cavalcante. Em Campina Grande, a última entrega das carteiras foi realizada no dia 14 de março na 1ª Delegacia do CRM-PB. Receberam os documentos os médicos: Américo Danuzio Pereira de Oliveira, Ana Carolina Costa Ferreira, Daniele Kelle Lopes de Araújo, Danielle Jamylla Barbosa Ribeiro, Isabele Andrade Campos de Araújo, Jessica Guimarães Gomes Silva Pinto, Rodrigo Dantas Andrade, Sammuel Anderson Vieira Rodrigues, Viviane Bandeira Carvalho, Aline Araújo Cavalacanti, Vanessa Silveira Gomes, Enery Gutiery Justino dos Santos, Mylene Torres Andrade da Nóbrega e Sonally Yasnara Sarmento Medeiros. Jubileu de Ouro do CRM/PB será comemorado no próximo dia 25 de aag gosto A Comissão organizadora das comemorações em homenagem ao Jubileu de Ouro do CRM/PB está finalizando todos os preparativos para a realização do evento, que vai acontecer no próximo dia 25 de agosto. De acordo com o conselheiro João Medeiros Filho, que coordena a comissão, a solenidade comemorativa vai contar com o lançamento de um selo em homenagem aos 50 anos do Conselho, a publicação de uma revista com a história da entidade, a biografia de Antônio Dias dos Santos, primeiro presidente do CRM/PB, e com depoimentos dos ex-presidentes, além de um vídeo que irá fazer parte do acervo do Museu da Imagem e do Som. A Comissão organizadora conta ainda com a participação de Manoel Jaime e Orniudo Fernandes. Até a data da realização do evento, a comissão irá se reunir para definir os últimos preparativos para o Jubileu de Ouro do CRM/PB. Em breve, serão divulgadas maiores informações sobre as comemorações. 5 CAPA Maio . Junho . Julho/2008 CRM/PB intensifica ações de fiscalização e c Nos últimos meses, o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM/PB) tem travado uma verdadeira batalha com o objetivo de contribuir para a melhoria do atendimento médico nos hospitais paraibanos. Nos últimos meses, já foram fiscalizados hospitais de 170 municípios, localizados do Litoral ao Sertão do Estado. A situação encontrada na maioria dos municípios paraibanos está distante do ideal e o apelo aos gestores federal, estadual e municipal de saúde tem sido a única maneira encontrada pelo CRM/PB e outras entidades fiscalizadoras para se tentar mudar este quadro. Situações graves são encontradas em hospitais de pequeno e grande porte, como é o caso do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena e do Arlinda Marques. Ao longo dos últimos meses, representantes do CRM/PB estiveram por diversas vezes nos dois hospitais para apurar denúncias de médicos em relação à falta de condições de trabalho oferecidas e a precária infra-estrutura dos hospitais. Durante as fiscalizações do Conselho de Medicina, foram encontrados problemas sérios, que prejudicam o atendimento à população e o exercício da medicina. Dando respaldo às ações do CRM/PB, instituições como o Ministério Público Federal e Estadual, Agevisa, Sindicato dos Médicos e Associação Médica da Paraíba estão também buscando formas de garantir a melhoria da qualidade do atendimento dos hospitais de todo o Estado. "Ao longo dos últimos anos o papel dos CRMs mudou e sua área de atuação tem se aproximado cada vez mais da sociedade, fato que tem colocado a entidade como referência em diversos assuntos ligados à saúde pública. O trabalho do Departamento de Fiscalização tem sido de fundamental importância para cobrar dos órgãos públicos condições de trabalho dignas para a categoria médica", destacou o presidente do CRM/PB, Dalvélio de Paiva Madruga. Situação precária de infra-estrutura dos hospitais é verificada na maioria das fiscalizações do CRM/PB Para se ter idéia da importância das ações do CRM, três dos oito hospitais eticamente interditados pelo Conselho já regularizaram sua situação e já estão atendendo normalmente a população, são eles: Hospital e Maternidade de Cubati, Hospital Municipal Sancho Leite, em Teixeira e a UTI do Hospital Santa Izabel, em João Pessoa. Este último, eticamente interditado desde 2002, teve sua UTI entregue à população no último dia 29 de abril, após uma reforma completa, que contou com a ampliação e modernização do setor, que agora dispõe de dez leitos. A última fiscalização realizada pelo CRM/PB no Santa Izabel aconteceu em março e mais uma vez o relatório destacou a necessidade da reestruturação da UTI do hospital. Após dois meses da divulgação do documento, o governo municipal inaugurou o equipamento. Já o Hospital Municipal Sancho Leite, em Teixeira, foi reaberto no último dia 30 de março depois de sete meses eticamente interditado pelo CRM/PB em virtude de uma série de irregularidades, como a falta de médicos, medicamentos e equipamentos essenciais para o atendimento dos pacientes. Médicas fazem ato público em favor do Arlinda Marques 6 Uma mobilização que reuniu médicos do Hospital Infantil Arlinda Marques foi realizada no último dia 8 de abril no Parque Solon de Lucena (Lagoa). A categoria exigia, através da ação, a conclusão das obras de reforma do prédio do Hospital, que tiveram início há sete anos, mas que até o momento não foram concluídas. Ao longo do dia, os profissionais permaneceram mobilizados para chamar a atenção das pessoas para os problemas da Saúde pública no País, principalmente em relação aos locais. Na ocasião, os médicos, que tiverem à frente do movimento as pediatras do Arlinda Marques, coletaram assinaturas pedindo a conclusão da reforma. De acordo com a pediatra do hospital, Livônia Soares, a mobilização teve o objetivo de pedir socorro à população para que os médicos tenham condições de prestar o atendimento adequado aos pacientes. Desde 2002, em virtude das reformas iniciadas no prédio do Arlinda Marques, as atividades do hospital estão sendo realizadas em um precário espaço alugado ao Hospital Santa Lúcia. Para atender uma demanda crescente de pacientes, são disponibilizados apenas 25 leitos. A iniciativa das médicas foi muito bem recebida pelo CRM/ PB, visto que as condições para Arlinda Marques dificultam o exercício da medicina. A A direção do CRM/PB aprovou uma moção de aplausos pela oportuna iniciativa das médicas: Livônia Cristina Soares, Lêda Maria de Miranda Cruz, Rosane Maria Zaccara de Cunha Araújo, Carmem Leonilia Tavares de Melo, Simone Maria Santos Santiago, Lúcia Maria Ribeiro Ângelo e Eliane Guedes Rolim. CAPA Maio . Junho . Julho/2008 ção e constata caos em hospitais paraibanos Interdições e acordo sobre o fim das obras do Arlinda Marques Desde o início de abril, o CRM/PB vem promovendo interdições éticas no Hospital Infantil Arlinda Marques, que funciona no Hospital Santa Lúcia, em Jaguaribe. Os procedimentos foram realizados após o Departamento de Fiscalização do Conselho ter verificado a falta de segurança para os médicos, pacientes e acompanhantes em virtude da falta de infra-estrutura do hospital. As interdições éticas foram motivadas por uma série de irregularidades identificadas no hospital, que já haviam sido questionadas pelo CRM em outros relatórios técnicos, além de infiltrações no teto que provocaram o desabamento de parte do reboco na recepção da urgência e infiltrações na tubulação que conduz oxigênio para o respirador de um leito da UTI. Para o CRM/PB, o Arlinda está colocando em risco a vida dos pacientes devido à superlotação de pessoas atendidas na instituição e problemas na infra-estrutura. De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização do CRM-PB, Eurípedes Mendonça, o prédio onde funciona o Arlinda Marques apresenta vários problemas estruturais: paredes estão descascando, os aparelhos obsoletos e falta o funcionamento da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Arlinda Marques foi vistoriado várias vezes pelo CRM/PB e Ministério Público Estadual Após várias vistorias do CRM/PB ao hospital, a promotora de Defesa dos Direitos da Saúde de João Pessoa, Ana Raquel Beltrão, solicitou que o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Almeida, informasse o prazo técnico necessário para a conclusão das obras do Hospital. Durante reunião realizada no dia 7 de maio, ela apresentou uma proposta de termo de ajustamento de conduta, mas o secretário solicitou que fosse feita uma nova visita ao hospital juntamente com os técnicos da Suplan para a definição desse prazo. Uma semana após a reunião, a Secretaria Estadual de Saúde disse que as novas instalações do Hospital Arlinda Marques devem estar em funcionamento em um prazo de aproximadamente 120 dias. Situação do Hospital de Emergência e Trauma permance Por solicitação de médicos que fazem atendimento no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, o CRM/PB realizou em março uma fiscalização na unidade hospitalar. O relatório, produzido pelo Conselho e enviado à Secretaria de Saúde do Estado, à Direção Técnica do HETSHL, à Agencia de Vigilância Sanitária do Estado, à Curadoria da Saúde, à Procuradoria Geral da República e à Procuradoria do Ministério Público do Trabalho, revelou que as condições de atendimento do hospital continuam longe do ideal e trazem riscos para a população, para o exercício da medicina e expõem pacientes e médicos à indesejáveis situações. De acordo com o relatório, vários problemas apontados pela entidade durante uma fiscalização realizada em outubro do ano passado não foram corrigidos. Entre as principais deficiências do hospital, o documento ressalta o excesso de demanda, superlotação, falta de manutenção de equipamentos, medicações e insumos insuficientes para atender a todos os pacientes e recursos humanos insatisfeitos pela baixa remuneração. Em relação ao exercício do profissional, a fiscalização apontou que persistem os mesmos problemas apontados na vistoria realizada em outubro do ano passado: "excesso de demanda de pacientes, especialmente na ortopedia, sendo que muitos pacientes não são portadores de situações de urgência e emergência e eram para ser atendidos em outros hospitais; demora na realização de cirurgias ortopédicas, algumas aguardando até trinta dias; pacientes internados nas enfermarias sem médicos plantonistas para o atendimento às intercorrências; falta de respeito à privacidade e ao pudor dos pacientes internados; falta de exames para as emergências cardiovasculares e neurocirúrgicas a exemplo de arteriografias; falta de condições de Última fiscalização no Trauma identificou que problemas persistem atendimento aos pacientes cardiopatas agudos; e ausência de inscrição no Conselho Regional de Medicina. O documento destaca ainda que: apesar de se tratar de um hospital urgência e emergência, existe longa permanência de pacientes internados, há permissão de ingresso de pessoas de firmas de material de órtese e prótese no centro cirúrgico, o número de salas cirúrgicas são insuficientes para atender à demanda; sala de recuperação pós-anestésica com equipamentos insuficientes (respiradores, monitores e oxímetros); e laboratório sem realizar gasometria, eletrólitos e microbiologia. 7 CAPA Maio . Junho . Julho/2008 HU Alcides Carneiro: superlotação e falta de médicos A situação do Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande, está caótica. A demanda crescente de pacientes e a equipe reduzida de profissionais têm feito com que o atendimento ao paciente se torne lento e insuficiente e que os médicos trabalhem em um estado de estresse. Além disso, a unidade que se propõe a ser um hospital escola, está fugindo de seu objetivo, que é o ensino. De acordo com a pediatra do HUAC, Vilmariza Veloso, a dificuldade de marcação de consultas nos postos de saúde e nos PSFs tem feito com que os pacientes procurem diretamente o hospital. "Chegando aqui, não há uma triagem e são feitas as fichas. Agora, são 9h da manhã e já há 38 fichas preenchidas de crianças a serem atendidas pela manhã. Infelizmente, não há condições de se prestar um bom atendimento nesta situação", ressaltou a pediatra. A superlotação do hospital, além de prejudicar o atendimento, vem prejudicando o ensino dos estudantes. Segundo Vilmariza, não há condições de atender tantos pacientes (consultas e emergências) e ainda passar os conhecimentos para os estudantes. "Dessa forma que estamos trabalhando, o hospital que tem por meta o ensino, deixa de ser escola", completa a pediatra. Além da equipe de profissionais reduzida e da superlotação, desde o dia 20 de maio, o HUAC passou a ser hospital referência nos casos suspeitos de dengue, para o atendimento de reforço e internação dos pacientes. Sobre o assunto, o CRM/PB pediu audiência com o prefeito, no último dia 2 de maio e reiterou o pedido no dia 23 de maio FOTO ALCIDES CARNEIRO Excesso de pacientes é um dos principais problemas do Alcides Carneiro, em Campina Grande Relatórios foram discutidos pelo MP No início de abril, a promotora de Defesa da Saúde, Ana Raquel, realizou uma audiência com representantes das Secretarias de Saúde do Estado e do Município e com diretores do Hospital de Traumas e Santa Izabel para discutir os relatórios produzidos pelo Conselho Regional de Medicina sobre as irregularidades constatadas durante as fiscalizações realizadas nos dois hospitais. Na audiência, que contou com a participação do procurador do Trabalho Eduardo Varandas, foram abordadas diversas questões, como a competência dos hospitais, as cirurgias infecto-contagiosas e a correção das irregularidades verificadas nas inspeções. O Conselho de Medicina ainda espera soluções concretas sobre os hospitais. CRM/PB dá prazo para Lucena fazer adequações em Unidade de Saúde 8 O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM/PB) deu um prazo de 30 dias para o município de Lucena regularizar a situação da Unidade Mista de Saúde da cidade. No dia 20 de maio, durante uma fiscalização que contou com representantes do CRM, do Conselho de Enfermagem (Coren) e da Agência de Vigilância Estadual (Agevisa), foram identificados diversos problemas na área de saúde do município. De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização, Euripedes Mendonça, apesar de ser uma cidade turística e ter uma população acima de nove mil habitantes, Lucena não conta com um hospital e maternidade, e sua Unidade Mista de Saúde, que atende urgências e emergências, não tem médicos de plantão. “Identificamos que só há médicos 24 horas no hospital nas sextas, sábados e domingos. Nos demais dias da semana, os médicos do PSF fazem atendimento na unidade”, destacou Eurípedes Mendonça. A vistoria do CRM/PB identificou problemas de recursos humanos, em equipamentos e medicamentos. “O Coren já esteve na Unidade três vezes. Anteriormente eles haviam verificado que não havia nem profissional de enfermagem com nível superior, apenas técnicos atuando no hospital. Já os médicos do PSF só faziam atendimento das 8h às 16h, o que também é irregular, já que eles são contratados para os PSFs”, explicou o diretor de Fiscalização do CRM/PB. Eurípedes Mendonça disse ainda que a unidade de saúde só tem duas ambulâncias e uma está quebrada. “Se um paciente tiver que ser transferido para outra cidade, como Santa Rita ou João Pessoa, não há como transferir outro paciente”, frisou. De acordo com o diretor de Fiscalização, a situação do município é séria, já que ele está passando por uma crise de gestão. “A cidade está sem Secretário de Saúde, dois médicos do PSFs são demissionários, faltam equipamentos e há problemas em relação à destinação lixo hospitalar, que está sendo armazenado juntamente com o lixo comum”, ressaltou Euripedes Mendonça. Durante a fiscalização do CRM/PB, Coren e Agevisa, também foi verificado que a unidade hospital não tem nenhum sistema de registro de pacientes. “Os pacientes estão como clandestinos. Não é realizada nenhuma coleta de informações sobre a chegada e saída. Se alguém precisar comprovar a internação para efeito de atestado médico, para seguro ou aposentadoria, não vai poder solicitar ao hospital. Isso é uma situação muito séria”, disse. O CRM/PB espera que no prazo de 30 dias o município atenda todas as recomendações feitas pelas três instituições. Caso contrário, a Unidade Mista de Saúde corre o risco de ser eticamente interditada. “É preciso que a unidade de saúde implante uma escala de plantão médico, por enquanto os pacientes devem ser transferidos para cidade mais próxima que é Santa Rita, um sistema de registro de pacientes e um plano de gerenciamento de lixo hospitalar, além de outros pontos que foram definidos durante a fiscalização”, explicou Euripedes Mendonça. GERAL Maio . Junho . Julho/2008 Mo vimento Nacional pela rreegulamentação da EC 29 Movimento O Conselho Federal de Medicina, a Frente Parlamentar da Saúde, a Associação Médica Brasileira e a Federação Nacional dos Médicos lançaram o Movimento Nacional Pró-Regulamentação da EC 29, no dia 26 de maio. O projeto deverá ser votado na Câmara dos Deputados em maio. O objetivo é mobilizar a maior quantidade possível de profissionais da saúde e cidadãos pela aprovação de uma causa que é vital para os brasileiros: o direcionamento de mais recursos da União para as ações de saúde. As entidades médicas brasileiras têm manifestado sua indignação com o descaso permanente e persistente para com a saúde no País, caracterizado pelo desvio de verbas do segmento para outros setores. Há sete anos os gestores de saúde pública aguardam a regulamentação da EC 29, que vai definir as porcentagens obrigatórias do orçamento a serem aplicadas pelos governos da União, Estados e Municípios, na área da saúde. Além disso, a Emenda estabelece o que são ações e serviços de saúde a serem financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), evitando o desvio de verbas para outras finalidades daquelas diretamente relacionadas com a prestação de serviço de saúde. Não apenas os hospitais, mas também os municípios sofrem com a defasagem no repasse dos procedimentos realizados pelos atendimentos do SUS e com a forma que os recursos são distribuídos. O problema gerado pela falta de regulamentação da EC 29 é grave. Segundo informações do Siopes (Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde), governadores de 20 estados deixaram Sugestões para o novo Código de Ética Médica podem ser enviadas pelo portal do CFM A Comissão Nacional de Revisão do Código de Ética Médica se reuniu no último dia 15 de maio e decidiu que sugestões ao novo texto do Código poderão ser feitas, por médicos, por meio do Portal Médico – site do CFM na internet. As contribuições serão recebidas pelas Comissões Estaduais de Revisão, que irão encaminhá-las à Comissão Nacional. A reunião foi coordenada pelo conselheiro José Fernando Maia Vinagre, vicecorregedor do CFM. Segundo ele, foram criadas, dentro da Comissão Nacional, subcomissões que terão, entre outras finalidades, analisar as questões referentes a Bioética e Resoluções do CFM, que poderão resultar em novos artigos do Código de Ética Médica. A próxima reunião da Comissão será no dia 18 de junho, pela manhã. À tarde, a reunião será ampliada com os coordenadores das Comissões Estaduais. O Portal Médico deverá oferecer um mecanismo, elaborado pelo Setor de Informática do CFM, para receber as contribuições ao novo texto. Segundo informou o site do Conselho Federal de Medicina, de acordo com o chefe de setor de tecnologia da informação do CFM, Goethe Ramos, será disponibilizado um formulário para as contribuições, condicionadas a um cadastramento prévio para as entidades da sociedade civil e entidades médicas. Os médicos entrarão com o número do CRM. A idéia é ter um chamado hotsite agregado ao Portal Médico com informações sobre a Revisão do Código de Ética e o formulário que acolherá sugestões para essa primeira fase que está acontecendo no âmbito dos Estados. A sociedade organizada em associações médicas regionais, sociedades de especialidades, organizações nãogovernamentais, entidades de ensino médico, entre outras, também poderão sugerir alterações no Código de Ética Médica. As contribuições da sociedade deverão ser apresentadas às Comissões Estaduais de Revisão do Código, que deverão encaminhá-las à Comissão Nacional. A estratégia da Revisão do Código de Ética Médica foi tema de uma palestra no I Encontro Nacional de Conselhos de Medicina. Na ocasião, foram discutidos o panorama e organização das Comissões Nacionais e Estaduais de Revisão do Código de Ética, a História dos Códigos de Ética e os aspectos importantes da renovação, como Bioética (após Nuremberg), Codificação da Moral Ética, Ética Política, Justificativas da Revisão, Codificação da Moral Médica, Objetivos do Código, sua estrutura, revisão e estilo. A nova versão do Código de Ética Médica deve estar pronta em junho de 2009 e, de acordo com o coordenador da Comissão Nacional, a participação das Comissões Estaduais serão fundamentais nesse processo, já que por meio delas será possível recolher sugestões de vários Estados. de repassar ao sistema de saúde cerca de R$3,5 bilhões em 2005. “Esse problema só será resolvido quando a lei for regulamentada”, diz o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Rafael Guerra (PSDB/MG). Segundo ele, estados, municípios e até o governo federal incluem no orçamento diversos gastos como se fossem para o setor da saúde. “Regulamentar é definir o que é ação específica de saúde e o que não é. Fazer casa popular, esgoto, pagar inativos, não é. Agora, campanha de vacinação e mutirão de cirurgia de apendicite são”, completa o deputado Darcísio Perondi, da Frente Parlamentar. O próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defende explicitamente a regulamentação da EC 29. Ele argumenta que a regulamentação se faz necessária para definir, com clareza, o que são ações de saúde, impedindo, assim, que os recursos do setor sejam investidos em outras áreas, como saneamento, infra-estrutura e até folha de pagamento, conforme vem sendo feito. Pr ojeto pr vanços Projeto preevê aav no padrão de penas aplicáveis dos CRMs Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) que prevê alterações no padrão de penas aplicáveis pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) em matéria disciplinar (Lei nº 3.268, art. 22, 1957). Para os Conselhos Regionais de Medicina, esta proposta é um verdadeiro avanço, já que as penalidades, que foram instituídas em 1957, estão defasadas e ainda apresentam uma gradação imperfeita entre a suspensão do exercício profissional por trinta dias e a cassação definitiva, além de não reconhecer e impedir a possibilidade de reabilitação do profissional. De acordo com o projeto da senadora, faltam penas intermediárias, fato que tem favorecido a impunidade, e ainda sanções não apenas punitivas, mas também educativas e reabilitadoras. A senadora entende que, pelo caráter de perpetuidade da pena, “a cassação do registro deveria ser deixado para os casos realmente tenham agido reiteradamente contra os interesses dos seus pacientes”. A proposta da senadora Maria do Carmo Alves é uma sugestão da presidente da Academia Sergipana de Medicina, Débora Pimentel, publicada na Revista da SOMESE, nº 108, de outubro de 2007 e no site www.cinform.com.br. 9 GERAL Maio . Junho . Julho/2008 Encontro dos Conselhos de Medicina do Nordeste discute assuntos polêmicos Entre os dias 24 e 26 de abril, foi realizado em Salvador (BA), o XXXVI Encontro dos Conselhos de Medicina da Região Nordeste, paralelamente com o IV Seminário sobre Responsabilidade Médica. Foram discutidos diversos assuntos polêmicos, como o código civil brasileiro, a responsabilidade civil solidária dos médicos, defensoria médica, reflexões sobre os 20 anos da aplicação do código de ética médica e fundações estatais. O CRM/PB foi representado pelo seu presidente Dalvélio Madruga, o conselheiro João Medeiros, o corregedor José Mário Espínola, o tesoureiro Fernando Serrano e o vice-presidente Norberto Silva Neto. Um dos assuntos mais polêmicos discutidos no encontro foi a criação das Fundações Estatais de Direito Privado. No encerramento do evento, foi feito um debate com o tema “Fundação Estatal: desafios e perspectivas”. O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Jorge Solla, de um lado, e os presidentes da AMB, José Gomes do Amaral, e da Fenam, Eduardo Santana, do outro, deram uma noção de como o projeto proposto pelo Governo Lula vem suscitando polêmica. De acordo com o secretário Jorge Solla, a nova forma de gestão das unidades de saúde vai suprir a falta de uma entidade pública descentralizada e garantir aos profissionais de saúde direitos trabalhistas e previdenciários que, hoje, são reservados a uma minoria. O presidente da AMB, contudo, lançou várias perguntas em torno da eficácia da proposta e de como será o seu financiamento. “Como isso evitará o sucateamento da rede?”, indagou. O dirigente da Fenam fez coro ao colega e provocou: “Qual o modelo de Estado de que a sociedade brasileira precisa? Somos contrários às Fundações Estatais, pois acreditamos que a saúde é um dever do Estado”, afirmou Eduardo Representantes do CRM/PB participaram do evento em Salvador Santana. Também participaram parlamentar do CFM, Napoleão Puente Salles, da mesa de discussão a advogada especialista dos Projetos de Lei de interesse dos médicos em Direito Sanitário pela USP e procuradora em tramitação no Congresso Nacional. aposentada da Unicamp, Lenir Santos, e o Uma sessão solene abriu a programação conselheiro federal por Minas Gerais Geraldo do seminário no dia 24 à noite. Após os Guedes, que também representou o CFM. discursos (em quase todos se alertou para o A programação inicial do XXXVI Encontro risco de uma epidemia de dengue), médicosdos Conselhos de Medicina da Região Nordeste artistas da Bahia, de Pernambuco e de Sergipe fez uma avaliação dos 20 anos de vigência do arrancaram aplausos interpretando canções Código de Ética Médica, que será revisado e populares do Nordeste. atualizado, e um resumo, feito pelo assessor CRM/PB in veste na educação médica continuada inv 10 Com o objetivo de levar conhecimentos aos médicos de diversos municípios paraibanos, o Conselho Regional de Medicina/PB tem investido no programa de Educação Médica Continuada. Neste ano, os cursos estão sendo ministrados em João Pessoa e Campina Grande. “Queremos que todos os colegas tenham acesso a esses conhecimentos”, ressalta o presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga, destacando que os cursos já foram levados para as cidades de Patos, Monteiro, Sousa e Cajazeiras. Em João Pessoa, as aulas acontecem no auditório da sede do CRM/PB e tiveram início no dia 11 de abril. São doze módulos: gastroenterologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria, endocrinologia, dermatologia, hematologia/oncologia, nefrologia, neurologia, infectologia, reumatologia, ética médica. Esta é uma parceria do CRM/PB com o Departamento de Medicina Interna da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Em Campina Grande, já tiveram início os módulos de Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria. Nesta cidade, o programa de Educação Médica Continuada é fruto da parceria do CRM/PB com a Associação Médica de Campina Grande. João Medeir os lança li vr o sobr gia Medeiros livr vro sobree neonatolo neonatologia O conselheiro do CRM/PB, João Medeiros Filho, lançou, no último dia 18 de abril, na sede do Conselho, o livro "Neonatologia Guia Prático". A publicação faz parte do Programa de Educação Médica Continuada em Pediatria promovido pelo CRM/PB e coordenado por João Medeiros. "Neonatologia Guia Prático" é um livro que comprova o sucesso do programa de educação médica mantido pelo CRM, com o apoio de diversas instituições. Para os profissionais da área de pediatria que participaram do lançamento, o livro vai cobrir uma lacuna existente na pediatria brasileira, já que é uma publicação sem similar. O evento foi bastante prestigiado pela categoria médica e contou com a participação de diversas autoridades. "Neonatologia Guia Prático" tem a autoria do conselheiro João Medeiros Filho e colaboradores e foi editado com o patrocínio do CFM/CRM-PB. MEMÓRIA Maio . Junho . Julho/2008 Ar waldo Espínola da Silv Aryyos osw Silvaa UM EXEMPLO DE VIDA Acad. Guilherme Gomes Silveira d'Avila Lins Membro Titular da Cadeira nº. 04 da Academia Paraibana de Medicina CRM/PB - 648 Aryoswaldo Espínola da Silva, patrono da cadeira número 4, a qual eu tenho a honra de ocupar, nasceu no dia 5 de outubro de 1907 na cidade de Mamanguape. Era filho de desembargador Paulo Hypácio da Silva e de D. Cecília da Silva. Aos cinco meses de idade, em virtude de ter sido seu pai nomeado juiz comarca de Areia, foi residir naquela cidade. Já naquele tempo Aryoswaldo demonstrava vivacidade, inteligência em suas tarefas escolares e, foi ele, escolhido para saudar um ilustre exaluno o Dr. José Américo de Almeida, que então visitava sua cidade natal. Fez curso de humanidades no colégio Diocesano Pio X, transferiu-se depois para o Liceu Paraibano, antigo convento dos jesuítas. Essa instituição de ensino gozava de grande prestígio no meio estudantil da época. Estava presente em todos os movimentos estudantis. Era um verdadeiro líder. Prestou vestibular de medicina, em 1925, na velha e secular Faculdade do Terreiro de Jesus, na Bahia. Em 1927, resolveu transferir-se para o Rio de Janeiro, tendo se matriculado na Faculdade Nacional de Medicina. Foi um bom aluno. Tinha muita tendência para a medicina preventiva. Em 20 de dezembro de 1930, colou grau em medicina. Não se conformando com o simples diploma de médico, resolveu obter o título de doutor em medicina. Apresentou sua tese com distinção, e voltou para a sua terra natal onde começou a exercer a medicina. Aryoswaldo era um facultativo dotado de apreciável cultura. Foi um médico digno e desinteressado. Não acumulou riquezas, estava sempre pronto a servir seus clientes, não só pelo seu saber, como também pelo seu coração e seu desprendimento. A natureza e a medicina eram para ele um todo harmônico. Via nas duas um reflexo da grandeza de Deus. Quem fosse ao seu consultório, na rua Maciel Pinheiro, encontrava o médico criterioso, competente, dedicado, interessado em dar tudo de si para resolver o caso que se lhe apresentava. Possuía um dom especial de comunicar-se com o cliente. Sua palavra tornava-se então imensa força animadora e reconfortante para o paciente. Exerceu várias funções médicas no estado. Foi médico do Departamento Municipal de Assistência e Saúde Pública, sendo considerado na época, de inestimável valor, onde era apontado como um grande urgentista. Foi médico sifiligráfico na Diretoria Geral de Saúde Pública. Foi secretário, tesoureiro e finalmente presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia da Paraíba, entidade de classe de grande prestígio. Suas atividades não se ativeram somente à profissão médica. Dedicou um pouco de sua vida ao magistério, a música onde foi um grande apaixonado pelo som e onde fez parte de um grupo harmônico que após a sua morte passou a se chamar "Conjunto Aryoswaldo Espínola", ao jurismo, por ativismo, ou por ter assimilado de seu pai, na convivência quotidiana, Aryoswaldo tinha grande inclinação para as ciências jurídicas. A esse respeito o escritor Aurélio Albuquerque, em um artigo intitulado "Sangue de Bacharel", analisando a figura de Aryoswaldo, escreveu o seguinte: "O Distinto Médico tem o 'Sangue de Bacharel' faz parte do Conselho Penitenciário neste Estado, e sem favor, um dos melhores conselheiros. Arguto, perspicaz na discussão, penetrando com facilidade em muitos casos de difícil interpretação, usando sempre a imparcialidade acentuadamente louvável, estudando com retidão e inteligência os pedidos levados à apreciação da casa, elaborando perecer cuja seriedade todos reconhecem, o doutor Aryoswaldo é um dos mais destacados entre os componentes daquele órgão". Aryoswaldo era casado com a professora Alzira Viana Espínola da Silva, de quem teve dois filhos. Certa vez, assim se expressou em um discurso, a respeito da família: "Meu presente e meu futuro aí estão entre vós, minha mulher, que é tudo pra mim, e meus filhos que são tudo para nós dois". Como pessoa humana, Aryoswaldo era excepcional. Tinha uma personalidade marcante. Era comunicativo e sabia fazer e cultivar amizades. Seu espírito boêmio, versátil, inquieto e curioso, dava por vezes a impressão de leviana irresponsabilidade. Era obsecado pela dignidade da profissão. Era sentimental, não limitava o seu horizonte afetivo a si mesmo, à sua família, à sua profissão, ia muito além, estendia a todos aqueles que necessitavam de seus serviços. Dele se sabe que chorava com facilidade às mais simples emoções da uma narrativa. Era dotado de erudição ampla e diversificada. Por essa razão tinha amplos pendores polêmicos, face à sua dialética espontânea. Era ainda um "couseur" ilustrando os seus dotes de polemista com humorismo e às vezes irreverência. Faleceu a 3 de dezembro de 1965, justamente quando uma junta médica lhe fazia uma visita a título de conforto. Cabe aqui o pensamento de Cícero em paradoxos! "A morte é horrível para aqueles a quem tudo se extingue com ela, mas não para aqueles cujo bom nome não morrerá". Aryoswaldo foi um exemplo de vida. Deixou, na sua passagem, um legado imenso de ensinamentos que poucas vezes teremos a oportunidade de apreciar. E deixou para nós uma grande saudade. 11 INFORMES Maio . Junho . Julho/2008 Edital é di vul gado e eleições para CRM/PB serão dia 7 de aag gosto divul vulg As eleições para os membros efetivos e suplentes do Conselho Regional de Medicina da Paraíba e da Primeira Delegacial Regional em Campina Grande acontecerão no dia 7 de agosto deste ano, das 8h às 20h, na sede do CRM/PB, na avenida Dom Pedro II, 1335, Centro, em João Pessoa. De acordo com o edital, publicado no último dia 20 de maio nos jornais Correio da Paraíba, O Norte e Jornal da Paraíba, além do Diário Oficial da União, o prazo para registro de chapa para candidatos estará aberto das 14h do dia 2 de junho às 18h do dia 16 de junho de 2008. As eleições para o CRM acontecem de cinco em cinco anos e o voto dos médicos é obrigatório. Confira edital ao lado EM FORTALEZA CRM/PB participa do III Encontro dos Secretários de Saúde do Nordeste 12 O conselheiro e diretor do Departamento de Fiscalização do CRM/ PB, Eurípedes Mendonça, participou, no último dia 8 de maio, do III Encontro dos Secretários de Saúde do Nordeste. O evento foi realizado em Fortaleza e reuniu gestores de saúde dos Estados, representantes de sindicatos e associações médicas e de comissões de residência médica de toda a região Nordeste. Na pauta dos debates, três assuntos tiveram destaque: a reestruturação e ampliação das residências médicas, a organização de cursos para obtenção de títulos de especialistas e os medicamentos de alto custo. De acordo com Eurípedes Mendonça, apenas os secretários de Saúde da Paraíba, Geraldo Almeida, e do Ceará estiveram presentes no evento. Os demais estados enviaram representantes. O diretor do Departamento de Fiscalização disse que no fim do encontro foi aprovada a carta de Fortaleza, defendendo investimentos na formação de especialistas para o SUS, abertura de residências médicas bancadas pelos estados e municípios e ações permanentes com o Judiciário para regulamentar a liberação de medicação de alto custo. CRM/PB realizou Assembléia Geral Anual O Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba realizou, no dia 27 de fevereiro, a sua Assembléia Geral, com o objetivo de discutir e votar o Relatório da entidade e a prestação de Contas do exercício de 2007. Na ocasião, o presidente do CRM, Dalvélio Madruga, fez a apresentação dos documentos e os membros do Conselho que compareceram à Assembléia acompanharam a explanação. A Assembléia foi realizada na sede do Conselho e teve início às 20h30. Reunião discutiu e votou relatório e prestação de contas Médicos terão que fazer rrecadastramento ecadastramento obri gatório obrig Ainda neste ano será realizado o recadastramento obrigatório de todos os médicos do país. Através de uma resolução do Conselho Federal de Medicina, os Conselhos Regionais terão que mudar as cédulas de identidade dos médicos. A emissão dos novos documentos vai contribuir para se evitar a ocorrência de fraudes e a ação criminosa falsários, já que as cédulas serão fornecidas pela Casa da Moeda com vários itens de segurança.