1 SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP COORDENAÇÃO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUCIANA JOSEFA DA SILVA A importância da participação dos profissionais envolvidos no processo de implantação da nota fiscal eletrônica: um estudo empírico no setor de comércio de varejista de material de construção na cidade de Lajedo-PE. Caruaru – PE 2012 2 LUCIANA JOSEFA DA SILVA A importância da participação dos profissionais envolvidos no processo de implantação da nota fiscal eletrônica: um estudo empírico no setor de comércio de varejista de material de construção na cidade de Lajedo-PE. Trabalho de conclusão de curso apresentado a Faculdade do Vale do Ipojuca, como requisito para obtenção do titulo de Bacharel em Ciências Contábeis. Profa. Orientadora: Lavoisiene R. de Lima Caruaru - PE 2012 3 Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE S586i Silva, Luciana Josefa da. A importância da participação dos profissionais envolvidos no processo de implantação da nota fiscal eletrônica: um estudo empírico no setor de comércio varejista de material de construção na cidade de Lajedo-PE / Luciana Josefa da Silva. -- Caruaru: FAVIP, 2011. 63 f. Orientador (a): Lavoisiene Rodrigues de Lima. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências Contábeis) -Faculdade do Vale do Ipojuca. Inclui anexo e Apêndice. 1. Nota fiscal eletrônica. 2. Contadores – Estudo – Comércio varejista – Lajedo-PE. I. Título. CDU 657[12.1] Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367 4 LUCIANA JOSEFA DA SILVA A importância da participação dos profissionais envolvidos no processo de implantação da nota fiscal eletrônica: um estudo empírico no setor de comércio de varejista de material de construção na cidade de Lajedo-PE. Trabalho de conclusão de curso apresentado a Faculdade do Vale do Ipojuca, como requisito para obtenção do titulo de Bacharel em Ciências Contábeis. Profa. Orientadora: Lavoisiene R. de Lima Aprovado 02/07/12 ______Lavoisiene Rodrigues de Lima___ Orientador (a) _________Maria Vanessa de Souza_____ Avaliador (a) __________Maria Aparecida___________ Avaliador (a) Caruaru - PE 2012 5 Dedico este trabalho a todos meus amigos e parentes os quais sempre me deram forças para que fosse até o fim. 6 AGRADECIMENTOS A Deus por está sempre comigo. A meus patrões por disponibilizarem dias para vim para orientação. Aos meus amigos Verônica e Diogo, pela força a todos os momentos e me ajudarem muito em toda caminhada. A Professora orientadora Lavoisiene por ter paciência e me iluminar em todas as etapas deste trabalho. A coordenação do Curso de Ciências Contábeis por sempre buscar melhorias para aprimorar nossos conhecimentos. Aos professores e colegas de curso, conquistamos mais uma etapa. Aos contadores e programadores por me ajudar com suas respostas para a realização desse trabalho. As empresas questionadas pela concessão de informações para a realização deste estudo. A todos que de um jeito e outro ajudaram na realização deste trabalho. 7 RESUMO Os avanços tecnológicos diante o ambiente contábil impactaram em mudanças nos métodos fiscais operacionais nas empresas, um exemplo destas mudanças foi à implantação da NF-e Nota Fiscal Eletrônica. Portanto, essa pesquisa visa demonstrar qual a importância dos profissionais envolvidos nos procedimentos na implantação da emissão da NF-e diante as empresas do comércio varejista de material de construção, ressaltando que as empresas do comércio varejista de material de construção não estão na lista dos obrigados à emissão. O universo da pesquisa partiu de nove lojas de material de construção localizadas na cidade de Lajedo-PE, no entanto, apenas cinco utilizam a nota fiscal eletrônica e foram a amostra deste trabalho, como também os contadores e programadores das mesmas. Para coleta dos dados aplicou-se três tipos de questionários, um para empresa, um para o contador e um para o programador, na intenção de atender aos objetivos específicos deste trabalho. O presente trabalho teve por características a pesquisa descritiva e a análise qualitativa, em resposta do objetivo geral, implicando na abordagem quantitativa dos dados coletados. Conclui-se após analise, que as empresas são responsáveis pelos treinamentos, sendo que 66% dos entrevistados apontaram que as dificuldades relacionadas à falta de treinamento prejudicam o desempenho e a adoção da Nota Fiscal Eletrônica. Palavras chaves: Nota Fiscal Eletrônica; Contadores; Programadores. 8 ABSTRACT Technological advances have impacted on the environment on changes in accounting methods in tax operating companies, one example of these changes was the implementation of the NFElectronic Invoice. Therefore, this research aims to demonstrate how important are the professionals involved in the implementation procedures of the issuance of NF-facing companies and retail building materials, noting that companies in the retail of construction materials are not in the list of required the issue. The research started with nine stores building material located in the city of Lajedo-PE, however, only five use electronic invoices and were the study sample, as well as accountants and programmers of the same. The data collection was applied to three types of questionnaires, one for company, for an accountant and one for the programmer, in an attempt to meet the specific objectives of this work. This study was descriptive characteristics and qualitative analysis in overall objective response, resulting in the quantitative analysis of the data collected. It was concluded after analysis that companies are responsible for training, whereas 66% of respondents indicated that the difficulties related to lack of training affect the performance and the adoption of electronic invoice. Key Words: Tax Note Electron; Counters; Programmers. 9 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Modelos de documentos fiscais.............................................................................20 Quadro 2 - Benefícios para contribuintes, para sociedade para administrações tributarias..................................................................................................................................24 Quadro 3 - Algumas mudanças na Nota Fiscal Eletrônica......................................................38 10 LISTA DE FIGURA Figura 1- Emissão da NF-e......................................................................................................25 11 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Análise para a empresa referente à implantação da Nota Fiscal Eletrônica..................................................................................................................................33 Tabela 2 - Análise para o contador referente a implantação da Nota Fiscal Eletrônica..................................................................................................................................36 Tabela 3 - Análise para o programador referente à implantação da Nota Fiscal Eletrônica..................................................................................................................................39 12 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1-Treinamentos aos funcionários concedidos pelas empresas.....................................34 Gráfico 2- Empresas que utilizam o software gratuito disponibilizado pela SEFAZ...............34 Gráfico 3- Ajuda do contador na implantação da Nota Fiscal Eletrônica..............................,..35 Gráfico 4- Empresa utilizou de algum programa para ajudar nas emissões da NF-e...............35 Gráfico 5- Auxílio a clientes na implantação da Nota Fiscal Eletrônica..................................36 Gráfico 6- Visita às empresas...................................................................................................37 Gráfico 7- Fornece treinamentos para as empresas quando surge assunto novo......................38 Gráfico 8-Facilidade dos clientes em aprender nos treinamentos oferecidos...........................38 Gráfico 9- Curso para inteirar do assunto sobre NF-e..............................................................39 Gráfico 10- Proporcionam treinamentos as empresas quando necessitam...............................40 Gráfico 11- Visita às empresas constantemente.......................................................................40 Gráfico 12- Se fornece treinamentos específicos para as empresas..........................................41 Gráfico 13- Facilidade dos clientes em aprender nos treinamentos oferecidos........................41 13 LISTA DE SIGLAS AIDF- Autorização para Impressão dos Documentos Fiscais CNAE- Código Nacional de Atividades Econômica CRCPR- Conselho Regional de Contabilidade do Paraná CSOSN- Código de Situação e Operação no Simples Nacional CPF- Cadastro de Pessoa Jurídica CRT- Código de Regime Tributário DANFE – Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica ECF- Emissor de Cupom Fiscal ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICP-Brasil- Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras IPTU- Imposto Predial e Territorial Urbano NF-e – Nota Fiscal Eletrônica NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul SEFAZ - Secretaria da Fazenda XML- Extended Markup Language 14 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 16 1.1 Contextualização do problema da pesquisa ................................................................... 16 1.2 Objetivos............................................................................................................................. 17 1.2.1 Objetivo geral .................................................................................................................. 17 1.2.2 Objetivos específicos ....................................................................................................... 17 1.3 Justificativa ....................................................................................................................... 18 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...................................................................................... 19 2.1 Sistema de Informação Gerencial ...................................................................................... 19 2. 2 Tipos de Notas Fiscais no Brasil ....................................................................................... 20 2.2.1 Nota Fiscal Modelo 1e 1-A ............................................................................................. 21 2.2.2 Nota Fiscal Modelo 2(D-1) ............................................................................................. 22 2.2.3 Cupom Fiscal .................................................................................................................. 22 2.2.4 Nota Fiscal Eletrônica ..................................................................................................... 23 2.3 Atividades Obrigada a Emissão da Nota Fiscal Eletrônica ................................................ 25 2.4 Procedimentos nas Empresas em Relação a Nota Fiscal Eletrônica .................................. 26 2.5 Mudanças Atuais nas Empresas em Relação à Nota Fiscal Eletrônica .............................. 27 2.6 Papel do Profissional Contabil no Âmbito da Implatação da Nota Fiscal Eletrônica ........ 29 2.7 A Relevância do Profissional Programador de Softwares na Implantação da Nota Fiscal Eletrônica .................................................................................................................................. 29 3 METODOLOGIA................................................................................................................ 31 3.1 Classificação da pesquisa ................................................................................................. 31 3.1.1 Quanto aos objetivos ...................................................................................................... 31 3.1.2 Quanto aos procedimentos .............................................................................................. 31 3.1.3 Quanto à abordagem ........................................................................................................ 31 3.1.4 Quanto ao método............................................................................................................ 32 3.2 Universo e amostra ........................................................................................................... 32 3.3 Coleta e análise dos dados ................................................................................................ 33 15 4 ANÁLISE E RESULTADO DOS DADOS ....................................................................... 33 4.1 Análises Diante da Empresa ............................................................................................... 33 4.2 Análises Diante o Contador ................................................................................................ 35 4.3 Análises Diante o Programador de Software...................................................................... 39 CONSIDERAÇÕES FINAIS....………………………………………………………….…42 REFERÊNCIAS.…………………………………………………………………….………43 ANEXOS………………………………………………………………………………......…45 ANEXO I - Modelo do DANFE.....................………………………………………….........46 ANEXO II - Lista de atividades obrigadas à emissão da nota fiscal eletrônica a partir de 01 de julho de 2012…...........………………………………………………………......................…47 ANEXO III- CNAE 2.0...................…………………………………………………........…50 ANEXO IV- Código de Regime Tributario e Código de Situaçao da Operaçao no Simples Nacional.......………………………………………………………………...............…......…51 APÊNDICES………………………………………………………………………………...53 APÊNDICE A- Roteiro de Questionário direcionador a Empresa………….......…………...54 APÊNDICE B- Roteiro de Questionário direcionador ao Contador....……………………...57 APÊNDICE C- Roteiro de Questionário direcionador ao Programador......………………...60 16 1 INTRODUÇÃO Com os inúmeros avanços tecnológicos e algumas alterações no Sistema Tributário Nacional, a contabilidade tem passado por constantes mudanças, uma delas tem sido a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). A Secretaria da Fazenda (2012) define nota fiscal eletrônica: O Documento de existência apenas digital, emitido e armazenado eletronicamente, com o intuito de documentar, para fins fiscais, uma operação de circulação de mercadorias ou uma prestação de serviços, ocorrida entre as partes. Sua validade jurídica é garantida pela assinatura digital do remetente (garantia de autoria e de integridade) e pela recepção, pelo Fisco, do documento eletrônico, antes da ocorrência do fato gerador. A Nota Fiscal Eletrônica vem ocasionando diversas modificações nas rotinas empresariais, pois afeta inteiramente a rotina operacional das entidades, os processos logísticos, administrativos e, sobretudo tecnológicos, fazendo com que a empresa se adaptasse a implantação gradual dessa nova realidade e as disposições originadas na legislação. No entanto algumas empresas se deparam com essas novas tecnologias que ocasionam algumas preocupações em relação à implantação, vantagens perante a nota fiscal eletrônica, mas sim algumas desvantagens. Para Parisotto e Freire (2011) As principais desvantagens são: - alguns recursos específicos de cada linguagem não podem ser utilizados; - alto custo de aquisição e manutenção; - metodologia própria de desenvolvimento, orientada ao negócio. - pouco material didático de estudos; - poucos profissionais especialistas no mercado de trabalho A cada ano a contabilidade, por ser uma ciência social, passa por várias alterações, devendo o profissional se informar e adéqua-se a cada evolução tecnológica para poder gerar informações úteis aos diversos usuários da informação para que tome qualquer decisão diante de um novo fato surgido. Marion (1998, p. 24) define a contabilidade como “instrumento que fornece o máximo de informações úteis para tomada de decisões dentro e fora da empresa”. No âmbito empresarial há necessidade destas informações fluírem confiavelmente e no contexto da emissão da NF-e são envolvidos três setores o contábil, o empresarial e os programadores, esta relação possibilita o compartimento de informações em relação à nota fiscal eletrônica, quais são repassados com integridade para o fisco. A Revista do CRC/PR (2012) relata que: “A NF-e sucederão outras medidas que unificarão os órgãos, permitindo o 17 compartilhamento e o cruzamento instantâneo de informações sobre a movimentação de matérias-primas e mercadorias”. Para a emissão da nota fiscal eletrônica existem softwares ddisponíveis quais as empresas têm que aderir, uma é utilizar o software gratuito pelo sistema pela SEFAZ ou adquirir com algum fornecedor, verificando se o sistema está completo e facilitando assim o resultado que necessite obter com informações precisas, pois toda informação ao fisco tem que está de acordo com a legislação estadual, pois caso contrario ocasionará prejuízos para a empresa como multas impostas pelo fisco estadual. No contexto empresarial, profissionais como os contadores, programadores e o próprio contribuinte, cada um têm participação e obrigação em cada etapa da adaptação da nota fiscal eletrônica, contadores informando seus clientes na parte tributária, programadores ensinando o uso do sistema que é interligado com o programa e o contribuinte que usará de todas as informações para utilizar o sistema emissor da nota fiscal eletrônica. Com essa união a empresa ganha êxito e alcança seus objetivos para melhor gerenciamento da empresa. 1.1 – Contextualizações do problema Contudo, apesar dos esforços em conjunto nas empresas, para Zanini (2012) “A nota fiscal eletrônica (NF-e) já movimentou no mercado brasileiro cerca de R$ 13,4 trilhões, mais de quatro vezes o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com tendência de continuar subindo em ritmo acelerado”. Nas empresas varejistas de material de construção ainda não foram obrigadas de acordo com o Protocolo ICMS 10/2007. Diante dessas circunstancias as empresas que emitem notas fiscais, tiveram dificuldades na implantação por falta de treinamento do programador, contador ou empresa, o que implica na busca a quem cabe a responsabilidade do treinamento. Ainda de acordo com Zanini (2012): “um grande número de pequenas empresas está com dificuldades de se adaptar à nota fiscal eletrônica, mas acredita que essas companhias têm opção no cloud computing.” (tecnologia que disponibiliza softwares acessados via internet). Diante de tais dificuldades destacadas na implantação quanto aos aspectos contábeis, financeiros e tributários perante a realidade empresarial, surge o seguinte questionamento: Qual a participação dos profissionais envolvidos na implantação na emissão da nota fiscal eletrônica em empresas de material de construção na cidade de Lajedo-PE? 18 1.2 - Objetivos 1.2.1– Geral Identificar a importância dos profissionais envolvidos no processo de implantação da nota fiscal no setor de comercio varejista de material de construção. 1.2.2 – Específicos Demonstrar se empresas do comercio varejista de material de construção tiveram dificuldades na implantação da nota fiscal eletrônica; Averiguar qual a participação do contador da empresa perante a adaptação a nota fiscal eletrônica; Destacar qual a participação do programador perante adaptação a nota fiscal eletrônica; 19 1.3 – Justificativa O presente trabalho demonstra que as empresas do comercio varejista de material de construção estão desafiando inúmeras mudanças com o advento da Nota Fiscal Eletrônica que enumera algumas vantagens, mas algumas dificuldades na implicação na adoção da mesma. Segundo o IBOPE (2012) em 2011 para atender esta demanda crescente, o varejo de material de construção contava com 135 mil estabelecimentos comerciais. Atualmente na cidade de Lajedo, existem 9 lojas varejistas de material de construção mas somente 5 empresas do comercio varejista de material de construção utilizam a NF-e. No entanto, pretendem-se demonstrar para os usuários qual a participação dos profissionais envolvidos na emissão da nota fiscal eletrônica, enfatizando as reais dificuldades que as empresas tiveram na adaptação. De acordo com o CRCPR (2012) “A principal dificuldade para implantação da NF-e será a difusão cultural para quebra de tradicionais paradigmas”. Este trabalho tem como base as empresas do comércio varejistas de material de construção as quais estão ingressando nessa nova tecnologia e se informatizando com a nota fiscal eletrônica. Assim este propõe auxiliar o estudante, contadores, programadores, principalmente para os empresários ou outros usuários da contabilidade, na intenção de melhorar o impacto das mudanças tecnológicas em prol da melhoria da operacionalidade da NF-e. 20 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Sistema de Informação Gerencial Com a tecnologia avançada, a contabilidade evolui com cada decisão tomada na legislação brasileira modificando o setor contábil para melhor compreensão, tornando um veiculo de informações entre contribuinte e governo de forma objetiva com praticidade. A contabilidade tem como objetivo primordial prover informações úteis para usuários da informação contábil. Entre esses usuários destacam-se os administradores para auxiliar o processo decisório, o governo, acionistas, bancos, clientes e funcionários, esses afim de informações sobre a situação econômica da empresa. Para empregar as informações obtidas por meio dos sistemas de informação contábil é necessário certo conhecimento na área contábil, pois a partir daí os usuários dessa informação passam a utilizar essas informações para suprir suas necessidades. Oliveira (2000, p. 33) relata que: Sistema é um conjunto de rotinas que contem vários programas e subprogramas, rotinas essas que são desenvolvidas para aplicação em áreas especificam da empresa, por meio do uso do computador com o objetivo de gerar informações e produzir relatórios de acompanhamento e controle interno. Para Batista (2006, p.19) O sistema de informação, sendo um subsistema da empresa, pode ser definido como todo e qualquer sistema que possuem dados ou informações de entrada que tenham por fim gerar informações de saídas para suprir determinadas necessidades. Algumas empresas dispõem do departamento de T.I (Tecnologia da Informação) setor responsável para fornecer dados para empresa. Com a evolução tecnológica, algumas empresas optam por ter mais clareza e rapidez nas informações, viabilizando estratégias para a empresa fazendo com que esse setor seja essencial a empresa. Para Gonçalves e Ricco (2009, p.8) “O tipo de mudança organizacional promovido não é definido pelas características dos recursos de TI adotado”. Mudanças que para as empresas facilitam e aumentam a capacidade de decisões a serem tomadas. Na contabilidade antes quase tudo que era manual atualmente passa a ser digital, facilitando os trabalhos dos contadores e contabilistas, passando informações de forma rápida e mais precisa a seus clientes, a contabilidade por ser uma ciência social, não é somente o estudo do patrimônio e sim responsável por fornecer informações concretas aos seus usuários. Para Gonçalves e Ricco (2009, p 278) ressalta que: 21 A contabilidade tornou-se mais do que simplesmente registrar, resumir e informar os aspectos financeiros das operações comerciais. Ela transcende essas funções a medida que se infiltra na organização e simbioticamente há o estabelecimento da política de delegação de responsabilidade (accountability),o estabelecimento dos controles internos e do planejamento com a determinação dos resultados desejados e de mecanismos de controle de desempenho. Com o surgimento da nota fiscal eletrônica as empresas do comercio varejista de material de construção estão se adaptando aos poucos com tais mudanças, antes as notas fiscais eram emitidas manualmente ocasionando erros ao emiti-las e trazendo prejuízos a fiscalização. 2.2 Tipos de Notas Fiscais no Brasil Anteriormente a contabilidade utilizava, basicamente, documentos fiscais manuais, como as notas fiscais, o que ocasiona excesso de trabalho, erros em sua emissão, atraso nos postos fiscais, e outros fatores que fizeram com que surgisse a nota fiscal eletrônica. A despeito da obrigatoriedade de emissão do documento fiscal consistir no fornecedor do bem, os consumidores finais são considerados co-responsáveis pela sua emissão, devido ao fato de serem obrigados a exigir o documento fiscal. Segundo a SEFAZ MA (2011) os modelos de documentos fiscais são: Quadro 1- Modelos de documentos fiscais Modelos de documentos fiscais 1. Nota Fiscal, modelos 1 e 1 – A; 2. Nota Fiscal de Venda a Consumidor, Modelo 2; 3. Cupom Fiscal emitido por equipamento Emissor de Cupom Fiscal; 4. Nota Fiscal /Conta de Energia Elétrica, modelo 6; 5. Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7; 6. Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8; 7. Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9; 8. Conhecimento Aéreo, modelo 10; 9. Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11; 10. Bilhete de Passagem Rodoviário, modelo 13; 11. Bilhete de Passagem Aquaviário, modelo 14; 12. Bilhete de Passagem e Nota de Bagagem, modelo 15; 13. Bilhete de Passagem Ferroviário, modelo 16; 22 14. Despacho de Transporte, modelo 17; 15. Resumo de Movimento Diário, modelo 18; 16. Ordem de Coleta de Cargas, modelo 20; 17. Nota Fiscal de Serviço de Comunicação, modelo 21; 18. Nota Fiscal de Serviço de Telecomunicações, modelo 24; 19. Manifesto de Carga, modelo 25 Fonte adaptada: SEFAZ-MA, 2011. A SEFAZ-PE em seu Decreto nº 14.876 de 12 de março de 1991 conceitua nota fiscal como: “qualquer documento instituído ou permitido pela legislação tributária para registrar operações ou prestações ou para lançamento nos livros fiscais”. Entre os diversos tipos de documentos de emissão de notas fiscais, os mais comuns são a Nota Fiscal modelos 1 e 1 – A, a Nota Fiscal de Venda a Consumidor, Modelo 2 (D-1) e o Cupom Fiscal emitido por equipamento Emissor de Cupom Fiscal. Esses tipos de documentos fiscais podem variar de acordo com o ramo de atuação da empresa, o consumidor final e finalidade da operação. 2.2.1 Nota Fiscal Modelos 1 e 1 – A Esse modelo de Nota Fiscal depende ou não de impressora e seu cancelamento é feito pelo emissor do documento fiscal e será informado posteriormente a SEFAZ de origem por meio da sua escrituração fiscal. Para ser utilizada, a Nota Fiscal modelo 1 e 1 – A, a empresa necessita de autorização da SEFAZ por meio de AIDF que é Autorização de Impressão e Documentos Fiscais, onde a gráfica responsável pela confecção do formulário deverá está devidamente credenciada com a Secretaria da Fazenda do Estado. Nas empresas que utilizam a nota fiscal eletrônica não podem utilizar mais esse tipo de nota fiscal. Para a SEFAZ-MA (2012): 1. Sempre que promoverem a saída de mercadorias; 2. Na transmissão de propriedade de mercadorias, quando estas não devam transitar pelo estabelecimento transmitente; 3. Sempre que, no estabelecimento, entrarem bens ou mercadorias, real ou simbolicamente, que exija emissão desse documento pela entrada; 4. No caso de mercadorias cuja unidade não possa ser transportada de uma só vez, desde que o imposto deva incidir sobre o todo; 5. No reajuste de preços, em virtude de contrato escrito, de que decorra acréscimo do valor das mercadorias; 6. Na regularização, em virtude da diferença de preços ou de quantidade das mercadorias; 23 2.2.2 Nota Fiscal Modelos 2 (D-1) Esse tipo Nota Fiscal destina-se a venda direta ao consumidor. Normalmente é usada por contribuinte que não emitem Cupom Fiscal por meio de ECF. Para a SEFAZ-MA: A nota fiscal modelo 2 D_1 (ainda valendo a emissão) – Também preenchida manualmente os dados do cliente sendo razão social ou nome completo, CPF ou CNPJ. Essa nota fiscal substitui o cupom fiscal caso aconteça algum problema na ECF (emissor de cupom fiscal) emitida em operações de venda à vista, a consumidor não contribuinte do imposto, em 2 vias, sendo a primeira destinada ao consumidor e a segunda ficará presa ao talão fiscal para exibição ao fisco. Sua validade é de 3 anos contando da data de emissão autorizada por AIDF(Autorização para Impressão de Documentos Fiscais). Salientado que esse modelo de emissor fiscal substituirá o cupom fiscal em caso de eventuais problemas ocorridos no emissor do cupom fiscal. 2.2.3 Cupom fiscal. O cupom fiscal foi criado com o intuito de facilitar a venda ao consumidor final. O cupom fiscal só poderá ser cancelado na própria ECF, relativa a ultima venda. Observando que todos os documentos de emissão de nota fiscal têm os dados completos do emitente. O art. 335 do Decreto nº 14.876 de 12 de março de 1991, cita as especificações a serem observadas para utilização do equipamento emissor de cupom fiscal, como: nome, endereço e número de inscrição estadual e CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do estabelecimento emitente; data da emissão: dia, mês e ano; numero de ordem de operação; discrição e quantidade de mercadoria; valor unitário da mercadoria; valor total da operação; número de ordem do equipamento entre outros. No estado de São Paulo o cupom fiscal está sendo usado como crédito no pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) ou depositado na conta do consumidor e participando de prêmios em dinheiro todo mês que pedir o cupom fiscal nos estabelecimentos comerciais. A SEFAZ SP (2012) impõe que: Ao pedir a nota fiscal em um estabelecimento na cidade de São Paulo incluindo lavanderias, creches, colégios, faculdades, cursos de idiomas, construtoras, conserto de eletrodomésticos, cabeleireiros, estacionamentos, academias, escolas particulares hotéis e motéis, oficinas mecânicas, empresas de vigilância e limpeza, etc. São mais de setecentos e trinta mil prestadores de serviço em toda cidade. Ao pedir a nota fiscal, o consumidor recebe parte do ISS que paga o prestador, e o crédito 24 acumulado pode abater no IPTU ou ser depositado em conta bancária, podendo participar também de prêmios em dinheiro todos os meses. A finalidade da SEFAZ SP (2011) é diminuir a sonegação fiscal, com isso ficando mais barato na compra o ICMS. Mas o consumidor precisa entrar no site da secretaria da fazenda e fazer seu cadastro com CPF, sendo que as compras devem ser efetuadas no estado de São Paulo ou pela internet, contudo incentiva o consumidor a comprar. 2.2.4 Nota Fiscal Eletrônica A contabilidade utilizava, basicamente, documentos fiscais manuais, como as notas fiscais, ocasionando trabalho desnecessário e diversos erros em sua emissão, atraso nos postos fiscais, minimizando o controle do fisco e outros inúmeros fatores que fizeram com que surgisse a nota fiscal eletrônica, trazendo numerosos benefícios para o governo, empresa e população. De acordo com a Secretaria da Fazenda (2012) a Nota fiscal eletrônica define-se como: O Documento de existência apenas digital, emitido e armazenado eletronicamente, com o intuito de documentar, para fins fiscais, uma operação de circulação de mercadorias ou uma prestação de serviços, ocorrida entre as partes. Sua validade jurídica é garantida pela assinatura digital do remetente (garantia de autoria e de integridade) e pela recepção, pelo Fisco, do documento eletrônico, antes da ocorrência do fato gerador. Para a SEFAZ PE (2011) a Nota Fiscal Eletrônica tem como objetivo principal a implantação de um modelo nacional de documento fiscal eletrônico que substitua a atual sistemática de emissão do documento fiscal em papel, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do remetente, simplificando as obrigações acessórias dos contribuintes e permitindo, ao mesmo tempo, o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo Fisco. Com isso, surgiu, para a classe contábil, a necessidade de constantes atualizações, que além das já viventes inúmeras obrigações acessórias existentes na legislação tributária, passaram a existir novos compromissos com a implantação da NF-e no país. Para os contribuintes também houve mudanças as quais se adaptarem aos poucos. Conforme Iudicibus e Marion (2002, p.35) “A contabilidade não é uma ciência exata”. “Ela é uma ciência social, pois é ação humana que gera e modifica o fenômeno patrimonial”. 25 A nota fiscal eletrônica veio como uma mudança no gerenciamento da empresa, como vários benefícios quais interagem fisco e contribuinte, compartilhamento de dados em tempo ágil, praticidade no trânsito das mercadorias, aumento da arrecadação, gerenciamento eletrônico de documentos, redução de erros que ocorriam ao emitir a antiga nota fiscal de papel. Para SEFAZ PE (2012) os benefícios para a empresa são: Quadro 2- Benefícios para os contribuintes, para a sociedade e para as administrações tributárias: Benefícios para os contribuintes, para a sociedade e para as administrações tributárias: Benefícios para o Contribuinte Vendedor (Emissor da NF-e) Redução de custos de impressão; Redução de custos de aquisição de papel; Redução de custos de envio do documento fiscal; Redução de custos de armazenagem de documentos fiscais; Simplificação de obrigações acessórias, como dispensa de AIDF; Redução de tempo de parada de caminhões em Postos Fiscais de Fronteira; Incentivo a uso de relacionamentos eletrônicos com clientes (B2B); Benefícios para o Contribuinte Comprador (Receptor da NF-e) Eliminação de digitação de notas fiscais na recepção de mercadorias; Planejamento de logística de entrega pela recepção antecipada da informação da NF-e; Redução de erros de escrituração devido a erros de digitação de notas fiscais; Incentivo a uso de relacionamentos eletrônicos com fornecedores (B2B); Benefícios para a Sociedade Redução do consumo de papel; Incentivo ao comércio eletrônico e ao uso de novas tecnologias; Padronização dos relacionamentos eletrônicos entre empresas; Surgimento de oportunidades de negócios e empregos na prestação de serviços ligados a Nota Fiscal Eletrônica. Benefícios para as Administrações Tributárias Aumento na confiabilidade da Nota Fiscal; Melhoria no processo de controle fiscal, possibilitando um melhor intercâmbio e compartilhamento de informações entre os fiscos; Redução de custos no processo de controle das notas fiscais capturadas pela fiscalização de mercadorias em trânsito; Diminuição da sonegação e aumento da arrecadação; Suporte aos projetos de escrituração eletrônica contábil e fiscal da Secretaria da RFB (Sistema Público de Escrituração Digital – SPED). Fonte adaptada: SEFAZ-PE, 2012 A nota fiscal eletrônica somente tem validade jurídica quando validada, assinada, transmitida e autorizada pela secretaria da fazenda de origem. Como mostra a figura 01. 26 Figura 01: Emissão de NF-e – Modalidade normal. Fonte: SEFAZ-SP (2011) A parte física da nota fiscal eletrônica trata-se do Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica – DANFE. Trata-se da representação gráfica da NF-e, tem como principal objetivo acompanhar o trânsito das mercadorias. (Modelo do DANFE conforme anexo I) A legalidade de uma NF-e está condicionada a previa autorização de uso pela SEFAZ de origem ou pela Sefaz Virtual por ela responsável, na impossibilidade da SEFAZ de origem autorizar esse documento fiscal, por indisponibilidade do órgão autorizador, a nota fiscal eletrônica será emitida em contingência, nesse caso o DANFE deverá ser impresso em formulário de segurança e sua transmissão deverá ser realizada quando solucionados os problemas técnicos que impediam a sua autorização. 2.3 Atividades Obrigada a Emissão da Nota Fiscal Eletrônica Perante cada novo fato surgido na Legislação Tributária, como a nota fiscal eletrônica, muitas empresas tem que se adaptarem a algumas mudanças ocorridas, pois além de surgirem novos assuntos, algumas empresas são obrigadas a aderir a essa nova tecnologia. A Nota fiscal Eletrônica não está obrigada a todas as atividades, também não pela forma de tributação de tais empresas, ficando o contribuinte optar a forma de emitir suas notas, ressaltando que, a não ser com nota fiscal eletrônica, não podem emitir notas para Órgãos públicos e para fora do estado. De acordo com o Portal da NF (2012) a lista de atividades pelo CNAE, a emitir a NF-e a partir de 01 de julho de 2010 (conforme anexo II) 27 Ressaltando que os CNAEs do comercio varejistas de material de construção não consta na lista dos obrigatórios de 2010, ainda não são obrigados à emissão da nota fiscal eletrônica, mas por venderem para órgãos públicos e para outros estados, fazendo com que a procura a NF-e seja mais comumente. (Conforme anexo III lista dos CNAE de comercio varejista de construção). O Site da NFE do Brasil (2012) informa: Cabe salientar que a implantação do sistema requer adequação estrutural e cultural às NF-e, o que envolve alinhamento do sistema contábil às novas exigências, integração de tecnologias e algumas alterações nos processos internos. É preciso aprender a cadastrar clientes, produtos, fornecedores, transportadoras e tributos de acordo com o novo layout de nota fiscal, e se acostumar com o processo de digitação, validação, assinatura e transmissão da NF-e. A empresa emitente deve procurar a quem deverá recorrer a implantação da nota fiscal eletrônica, a quem deverá lhe auxiliar em todo o processo, ficando saliente quem em quanto mais demorar, conseqüentemente haverá diminuição nas vendas para órgãos públicos e cidades interestaduais. 2.4 Procedimentos nas Empresas em Relação a Nota Fiscal Eletrônica Ao aderir o sistema da nota fiscal eletrônica as empresas, seguem alguns procedimentos, um deles é a utilização do software qual pode ser o gratuito disponibilizado pela SEFAZ ou outro sistema obtido por empresas especializadas. De acordo com COAD (2010 p.79) os procedimentos são: • Providenciar programa emissor da NF-e; • Atualizar e padronizar seus cadastros de clientes e adequá-las ao formato exigido pelo programa emissor. • Analisar a melhor forma de emissão de Danfe no dia a dia, como foco no binômio: custo versus praticidade. • Obter assinatura digital, certificada por entidade credenciada pela ICP-BrasilInfraestrutura de Chaves Publicas Brasileiras, com o CNPJ de qualquer estabelecimento da empresa. • Adquiri Danfe em formulário de segurança para utilização nas situações de emissão em situação de contingência Esses procedimentos podem ser realizados tanto pelo contador como o próprio contribuinte poderá providenciar, em relação ao programa emissor, deve-se analisar o 28 programa que corresponde a sua necessidade, se caso o programa gratuito atende as suas exigências ou se desejar, obter empresas especializadas. 2.5 Mudanças Atuais nas Empresas em Relação a Nota Fiscal Eletrônica A NF-e ao longo de seu período de implantação em 2007 até o presente momento, sofreu adaptações em seu uso e legislação para com os contribuintes, os quais têm que se adaptarem aos poucos, pois estas mudanças impactaram no gerenciamento da empresa, um exemplo foi à alteração da versão do software 1.0 qual foi usado até 31 de março de 2011, dia de 1º de abril de 2011 passou a ser obrigatório a usar versão 2.0. Algumas mudanças abaixo são elencadas em prol do contribuinte. Quadro 3Algumas mudanças ocorridas na Nota Fiscal Eletrônica Início Algumas mudanças ocorridas na nota fiscal eletrônica 01/08/2010 Obrigatoriedade do envio e recebimento do XML Indicados na NF-e o Código de Regime Tributário – CRT e, quando for o 01/10/2010 caso, o Código de Situação da Operação no Simples Nacional – CSOSN 01/04/2011 Mudança da versão 1.0 para 2.0- nessa versão o programa não era completo. 01/04/2011 Inclusão do NCM (Nomenclatura Comum do MERCOSUL),já na versão 2.0 01/01/2012 Cancelamento da NF-e que era de 168h e reduziu para 24h Fonte: Elaboração própria, 2012. A Secretaria da Fazenda determina que empresas quais não se adequarem as estas mudanças podem vim ocasionar comprometimentos das atividades da empresa. O CRCSP (2012) salienta que: Os arquivos gerados e transmitidos pelos contribuintes para obtenção da autorização de emissão da NF-e que não estiverem em conformidade com a versão 2.0 do software emissor serão rejeitados. Isso poderá acarretar comprometimento das atividades da empresa. O envio e recebimento do XML uma obrigação das empresas emitentes, guardar o arquivo pelo prazo de cinco anos, o XML é a nota fiscal dita, que a empresa envia por e-mail ao destinatário, caso a empresa não receba o XML em tempo ágil, no portal da nota fiscal eletrônica está disponível a emissão desse arquivo utilizando o certificado digital da empresa. 29 A CST (código de situação tributaria) era o mesmo para os regimes de empresa, na nota fiscal eletrônica para as empresas ME e EPP optante SIMPLES NACIONAL está obrigado desde 01 de outubro de 2010 o preenchimento dos campos fiscais com a CRT (código de regime tributário, CSOSN (código de situação e operação no simples nacional), ficando diferenciados das empresas do Lucro Real (Tabela do CRT e CSOSN em anexo IV) Na versão 1.0 não era obrigado a usar o NCM, mesmo sem o código a nota fiscal era validada, enviada e transmitida, na nova versão do software o NCM passou a fazer parte da escrituração fiscal digital em 2011 e ser obrigada a colocar em todos os produtos, caso contrário a nota fiscal eletrônica não será validada, assinada e transmitida pela secretaria da fazenda. O cancelamento da nota fiscal eletrônica era de 168h, caso não tenha ocorrido à circulação de mercadoria se a nota fiscal existir erros, desistência de compra de cliente ou algum outro motivo para cancelamento da nota fiscal, tinham essas 168h para localizar e cancelar a nota emitindo outra correta, mas desde 01 de janeiro de 2011 era para o cancelamento ser de 24h mas foi prorrogado para 01 de janeiro de 2012 a obrigatoriedade, hoje as empresas disponibilizam somente de 24h para cancelamento da nota fiscal eletrônica,fazendo com essas empresas tenha reais cuidados na emissão da nota para não necessitar cancelar. O CRCSP (2012) relata: O emissor traz novas funcionalidades em relação à versão 1.10. Destaco a não permissão de importação da NF-e, que já conste como autorizada no programa; duplicação de registro de NF-e já existente, o que facilita a criação de Nota similar; inclusão das observações do Fisco; permissão de importação, exportação e gerenciamento de inutilizações; apresentação dos dados dos protocolos e respectivas datas de autorização, cancelamento e inutilização no relatório gerencial. Além disso, o novo programa permite que os usuários nomeiem os arquivos XML (eXtensible Markup Language - Linguagem de descrição de páginas extensível) no momento da exportação, imprimam nas NF-e referenciadas no campo “Informações Complementares do Danfe" (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica), entre outras modificações. Com essas novas mudanças às empresas passam a informar com precisão todos os dados para o governo, com isso governo e contribuinte tem um vinculo de informações que dependem dos seus respectivos contadores que são quem passam todas as informações contábeis e fiscais de acordo a legislação estadual. 2.6 Papel do Profissional Contábil no Âmbito da Implantação da Nota Fiscal Eletrônica. 30 Diante dessa nova tecnologia que é a nota fiscal eletrônica, o profissional contábil tem função fundamental nessa questão, pois possuem uma visão ampla a respeito da legislação tributaria o que o torna indispensável durante a implantação e as constantes mudanças e aperfeiçoamento do projeto da NF-e, informando de forma eficaz aos seus clientes como deve ser utilizada cada etapa de seu processo de emissão. Para Moscove, Simkin e Bargranoff (2002, p.23). A era da informação tem implicações para a contabilidade. Os contadores sempre trabalharam com informações sobre negócios, uma vez que seu papel é fornecer informações exatas e relevantes as partes interessadas em saber como as organizações estão se saindo. A informática influenciou de varias formas a profissão do contador e a maneira como ele fornece informações. Os profissionais contábeis estão se atualizados cada vez que surgem novos fatos, pois eles têm o papel importante no gerenciamento da empresa, auxiliando o cliente como agir diante de tais situações surgidas na empresa. Em relação à nota fiscal eletrônica o contador dever orientar seus clientes quanto a compra do certificado até o uso do sistema, orientando na parte tributaria de acordo com legislação do estado. De acordo com Oliveira (2000, p.12) a profissão contábil é considerada muito trabalhosa, por causa das complexidades criadas pelos governantes, para as operações das grandes empresas e cobrar os impostos decorrentes dos lucros de suas atividades. Como outro profissional ele estuda, sendo um mero trabalhador contábil para efetuar informações ao governo. Para Oliveira (2000) o profissional contábil está ligado com as informações da melhor maneira possível, proporcionando condições de ajudar a administração da empresa, obtendo rapidamente em suas mãos informações que antes demandavam muito tempo. Os profissionais contábeis são capazes de informar a seus clientes como deve agir diante de um fato, pois sua visão ampla faz com que tome atitudes perante a empresa. 2.7 A Relevância do Profissional Programador de Softwares na Implantação da Nota Fiscal Eletrônica. Com os inúmeros fatores tecnológicos, algumas empresas passam por constantes modificações perante a implantação da nota fiscal eletrônica, empresas quais procuram softwares especializados no assunto quem supram as necessidades dos reais fatores. Os programadores de softwares são capazes de suprir necessidades das empresas, dando suporte que permitem que a empresa seja capaz de resolver suas reais limitações. 31 De acordo com Emerson (2004, p.37) Os programas de computador, também conhecidos como softwares, são conjuntos de instruções orientadas para dirigir o processamento do computador, responsáveis pelo aumento da produtividade pessoal dos funcionários, sendo utilizados para tarefas sem muita responsabilidade no que diz respeito a tomada de decisões. Existem vários softwares no Brasil, cada empresa procura aquele que se adequar as exigências necessárias e que possuam programadores capacitados para solucionar e fornecer resultados na empresa com precisão. De acordo com a Proinfo Sistemas os profissionais programadores são responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção dos programas, além de auxílio no treinamento e implantação dos sistemas. As empresas precisam ter acesso a informações concretas, qual o sistema deve informá-los com precaução para que futuramente não haja prejuízos a empresa. 32 3 METODOLOGIA 3.1 Classificação da pesquisa 3.1.1 Quanto aos objetivos Quanto aos seus objetivos a pesquisa se define como explicativa, por se tratar de um problema qual se pretende justificar o motivo. Faz-se uma análise qual é a importância dos profissionais envolvidos e as implicações da falta de treinamento em relação à implatantação da nota fiscal eletrônica nas empresas varejistas de material de construção. De acordo com Vergara (2003, p.47) a investigação explicativa tem como objetivo torna algo inteligível, justificar lhe os motivos. 3.1.2 Quanto aos procedimentos A pesquisa se delibera como descritiva por utilizar informações colhidas pela pesquisa para descrever as características do ramo econômico abordado. Descrevendo de quem é a responsabilidade da falta de treinamento na adaptação na nota fiscal eletrônica nas empresas do comercio varejista de material de construção na cidade de Lajedo-PE. Caracteriza-se do mesmo modo como bibliográfica por empregar conteúdos abordados, por meio de referenciais teóricos, contidos em livros, artigos, revistas, entre outros, para enaltecer a veracidade do tema proposto. Considera-se também uma pesquisa de campo por utilizar como amostra três tipos de questionários elaborados para contadores, programadores e empresas do comercio varejista de material de construção. Para Vergara (2003, p. 47-48) “é uma investigação empírica baseada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou dispõe de elementos para explicá-lo”. 3.1.3 Quanto à abordagem A seguinte pesquisa será obtida por meio de abordagem qualitativa, procura observar as características das empresas, se teve problemas com a implantação da NF-e. Gil (1999) considera que há um vinculo indissociável entre mundo objeto e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. No entanto a análise qualitativa em resposta ao objetivo geral implicou na abordagem quantitativa para melhor evidenciação dos dados coletados. 33 3.1.4 Quanto ao método A presente pesquisa utilizou do método de pesquisa indutivo, no qual foram obtidas informações por meio de três tipos de questionários, um para a empresa, um para o contador e um para o programador de software. Segundo Filho et al (2003, p. 77) o “método indutivo vai permitir, a partir de observações levantamentos de determinados fatos, determinadas situações, inferir condições e situações gerais e esperadas”. 3.2 Universo e amostra Na cidade de Lajedo possui nove lojas de comercio varejista de material de construção, sendo que a amostra restringiu-se apenas cinco empresas que já implantaram o sistema de NF-e, e correspondentemente aos cinco contadores das mesmas e aos proprietários das mesmas, bem como os cinco programadores de softwares que foram responsáveis em instalar os softwares de auxilio na emissão. 3.3 Coleta e análise de dados Os dados foram colhidos através de questionários com perguntas objetivas, as quais garantem com clareza o entendimento dos questionados de forma que as informações para chegar a uma conclusão sejam para solucionar a questão de pesquisa. Sendo um direcionado aos contadores, outro para programadores de softwares e outro para empresas em estudo, contendo quinze perguntas cada. A coleta de dados perante os contadores e programadores auxilia a verificação do grau de tomadas decisões em relação a problemas surgidos nas empresas. Diante dessas empresas foi identificada se há a falta de suporte dos contadores e programadores. Gil (1999, p. 129) define questionário como: A técnica de investigação composta por números mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas, etc. 34 4 ANÁLISE E RESULTADO DOS DADOS O estudo de campo foi realizado em cinco lojas do comercio varejistas de material de construção na cidade de Lajedo-PE quais. Sendo que na cidade existem nove lojas de material de construção, quais cinco emitem nota fiscal eletrônica e quatro ainda não emitem. Foram aplicados três questionários, um para empresa quais foram questionadas cinco lojas, um para o contador quais foram questionados cinco contadores e um para o programador quais foram questionados cinco programadores, obtendo a analise dos seguintes questionamentos. O primeiro questionário foi aplicado às empresas de comercio varejistas de material de construção, as pessoas que responderam atuam no setor de faturamento. 4.1 Análises Diante da Empresa. Tabela 1- Análise para as empresas referente à implantação da nota fiscal eletrônica na empresa. SIM NÃO Houve dificuldades quanto a emissão da NF-e 5 0 Você atribui a falta de treinamento à dificuldades que a empresa obteve na implantação da NF-e 5 0 A empresa está na relação de obrigados a emissão da NF-e 0 5 A empresa obteve benefícios com a NF-e 5 0 Houve aumento de despesas ou custos com a implantação da NF-e 5 0 Analise para a empresa referente a implantação da nota fiscal eletrônica na empresa Fonte: Dados de pesquisa, 2012. Na tabela 1, as cinco empresas tiveram dificuldades e atribuem a falta de treinamentos às dificuldades que tiveram na implantação, tiveram duvidas quanto à descrição de um DANFE e um XML, algumas empresas recorreram ao programa da Nota Fiscal Eletrônica qual verificou o vídeo disponível de como cadastrar e emitir, contudo não esclarecia com objetividade. As empresas varejistas de materiais de construção ainda não estão obrigadas a emissão da nota fiscal eletrônica. Em relação a custos e despesas ocasionados pela implantação, as 5 empresas afirmaram que tiveram custos um pouco elevados, como colocar internet, comprar impressoras adequadas a impressão do DANFE e pagar treinamentos que foi o caso das 4 empresas que concederam treinamentos a seus funcionários. Gráfico 1 – Treinamento aos funcionários concedido pelas empresas 35 Fonte: Dados da pesquisa, 2012. No gráfico 1, demonstra que 80% das empresas concederam treinamentos e 20% não concederam treinamentos a seu(s) funcionário(s) responsáveis pela emissão da nota fiscal eletrônica, o treinamento foi efetuado na empresa por funcionários do escritório contábil ou pelos próprios contadores. Gráfico 2 – Empresas que utilizam o software gratuito disponibilizado pela SEFAZ Fonte: Dados da pesquisa, 2012. No gráfico 2, somente 40% das empresas usam outros software e 60% utilizam o software disponibilizado pela secretaria da fazenda quais afirmam que utilizando o sistema gratuito da SEFAZ diminuiria a despesa para a empresa. Nas empresas que utilizam o software gratuito da SEFAZ, foram as quais tiveram mais ajuda dos contadores das empresas, conforme mostra o gráfico 3. Gráfico 3 – Ajuda do contador na implantação da Nota Fiscal Eletrônica. 36 Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No gráfico 3, destaca que 40% das empresas tiveram auxilio do contador na implantação e 60% não tiveram nenhuma ajuda do contador quais recorreram ao 0800 da SEFAZ e não tiveram êxito nenhum, ficando ainda com algumas duvida em relação a parte tributaria. Como demonstra o gráfico 4 abaixo as empresas utilizam outros programas na emissão da nota fiscal, como o próprio programa da empresas que é interligado ao emissor da nota fiscal eletrônica. Gráfico 4 – Empresa utilizou de algum programa para ajudar nas emissões da NF-e. Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No grafico 4 com relaçao ao uso de algum porgrama para ajudar na emissao 60% afirma que usam o programa da empresa,qual é feito toda operaçao e enviada para o sistema 37 da nota fiscal eletronica,40% não utilizam nenhum programa,usam somente o do emissor da NF-e. 4.2 Análises Diante dos Contadores. Para melhor compreensão foi aplicado um questionário para o contador para possíveis conclusões. Tabela 2- Analise para o contador referente à implantação da nota fiscal eletrônica na empresa SIM NÃO Você presta serviço a todos os ramos de atividades 5 0 Conhece bem o ramo de atividade dessa empresa qual presta serviço Você tem outras pessoas disponíveis que trabalham com você para auxiliar seus clientes, caso você não possa ou não tenha tempo. 5 0 5 0 Há bom relacionamento com os funcionários do setor da empresa qual emite NF-e 5 0 Você proporciona treinamentos quando as empresas necessitam 0 5 Você sempre conseguiu resolver os reais problemas da empresa quanto aos novos assuntos 5 0 Analise para o contador referente a implantação da nota fiscal eletrônica na empresa Fonte: Dados de pesquisa, 2012. Na tabela 2, todos os 5 contadores prestam serviços a todos os ramos de atividade e conhecem bem o ramos quais prestam serviços. Nenhum dos 5 contadores não proporcionaram treinamentos para as empresas, informaram que os treinamentos são por conta da empresa. Nenhum contador fornece algum outro treinamento, mas disseram que tem pessoas disponíveis para auxiliar quando a empresa necessitar e que existe bom relacionamento com o funcionário da empresa qual é responsável pela emissão da nota fiscal eletrônica, caso necessite de auxilio. Contudo foram poucos os contadores que auxiliaram seus clientes na implantação da Nota fiscal Eletrônica, conforme mostra o gráfico 5 abaixo. Gráfico 5 – Auxílio a clientes na implantação da Nota Fiscal Eletrônica 38 Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No gráfico 5, verifica-se que 60% dos contadores auxiliaram seus clientes na parte tributaria, tirando todas as dúvidas dos clientes de forma clara e objetiva e 40% não auxiliaram de forma alguma, afirmam que o cliente tem que procurar treinamentos específicos,pois eles não tem tempo pra dá auxilio pelo fato de terem muitos clientes. De fato que, são poucos os contadores que visitam as empresas constantemente nas empresas. Gráfico 6 – Visita às empresas Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No gráfico 6, acima constatou-se que 60% contadores frequentam as empresas constantemente, sempre uma ou duas vezes por semana e conseguem resolver as necessidades quanto a nota fiscal eletrônica e 40% não freqüentam,afirmaram que não tem tempo disponível mas dão suporte por telefone ou internet quando as empresas necessitam. Mesmo os contadores não freqüentando as empresas sempre, a maioria dos 39 contadores fornece auxilio como treinamentos nas empresas quanto surge algum assunto novo, como por exemplo, foi a Nota Fiscal Eletrônica. Mostra o gráfico 7 abaixo. Gráfico 7 – Fornece treinamentos para as empresas quando surge assunto novo. Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No gráfico 7, em relação a treinamentos quando trata-se de algum assunto novo qual modificará algo no gerenciamento na empresas, 80% dos contadores não fornece nenhum tipo de treinamentos e 40% disseram que fornecem, pois no treinamentos os funcionários poderão tirar duvidas relativas ao assunto proposto. Os contadores disseram que os funcionários têm boa compreensão nos treinamentos que fornecem dos assuntos proposto, conforme mostra o gráfico 8 abaixo. Gráfico 8 – Facilidade dos clientes em aprender nos treinamentos oferecidos. Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No gráfico 8, os contadores afirmam que 80% das empresas, os clientes tem 40 facilidade de aprender nos treinamentos oferecidos e 40% são os que não tem o treinamento da parte do contador. 4.3 Análises Diante dos Programadores de Software Conforme foi aplicado questionários para empresas e contadores, da mesma forma aplicou-se para programadores, para no geral chegar a uma conclusão. Tabela 3- Análise para o programador referente a implantação da nota fiscal eletrônica na empresa Perguntas para o programador referente a implantação da nota fiscal eletrônica na empresa SIM NÃO Você presta serviço a todos os ramos de atividades 5 0 Conhece bem o ramo de atividade dessa empresa qual presta serviço 5 0 Tem conhecimento geral sobre o assunto NF-e? 5 0 Há bom relacionamento com os funcionários do setor da empresa qual emite NF-e 5 0 Você sempre conseguiu resolver os reais problemas da empresa quanto aos novos assuntos 5 0 Fonte: Dados de pesquisa, 2012. Na tabela 3, todos os 5 programadores prestam serviços a todos os ramos de atividade e conhecem bem o ramos quais prestam serviços e tem conhecimentos geral para dá suporte as empresas sobre nota fiscal eletrônica. Os 5 programadores tem bom relacionamento com a pessoas que emite nota fiscal eletrônica na empresa. Quando a empresa o procura consegui resolver todos os problemas que tiver em relação ao programa Gráfico 9 – Curso para inteirar do assunto sobre NF-e Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No gráfico 9, somente 80% dos programadores fizeram cursos sobre o assunto e 41 20% que não fizeram curso nenhum sobre nota fiscal eletrônica. Gráfico 10 – Proporcionam treinamentos as empresas quando necessitam. Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No gráfico 10, 80% dos programadores proporcionam algum treinamento quando a empresa necessita e 20% não proporcionam. Gráfico 11 – Visita às empresas constantemente Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No gráfico 11, somente 40% programadores visitam a empresa constantemente e 60% não visitam constantemente, mas dão suporte por telefone ou internet, o que dificulta um pouco o entendimento para o cliente. Gráfico 12 – Se fornece treinamentos específicos para as empresas. 42 Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No gráfico 12, a maioria dos programadores 80% disseram que o treinamento é por conta da empresa a empresa e 20% disseram que é por conta dos contadores. Gráfico 13 – Facilidade dos clientes em aprender nos treinamentos oferecidos. Fonte: Dados da pesquisa, 2012 No gráfico 13, os programadores disseram 80% dos clientes tem facilidade de aprender nos treinamentos que eles oferecem e 20% quais não oferecem treinamentos. Os programadores afirmam que existe uma relação dos três, cliente depende de programador e contador, de forma que o contador e programador também precisam que o cliente esteja informado de tal situação na empresa, o programador e contador se atualizam nos assuntos para poder passar a informações concretas para o cliente, e o cliente precisa fazer treinamentos específicos para interagir conforme assunto surgido. 43 CONSIDERAÇÕES FINAIS Analisou-se que as empresas varejistas de material de construções tiveram algumas implicações por falta de treinamentos à implantação da nota fiscal eletrônica, ficando cada profissional envolvido com sua participação. O contador teve sua relevância na parte tributária, informando seus clientes o caminho a seguir, pois para programar qualquer sistema tem quer saber a forma de tributação, observando também como era à nota fiscal antiga a classificação fiscal tributária (CST) que indica se o produto é tributado ou não, já o programador tem a obrigação apenas de adequar o sistema de acordo com legislação estadual para dá suporte a empresa quanto ao uso do software, e a pessoa responsável na empresa pela emissão da nota fiscal eletrônica tem que ser capacitada para o entendimento do assunto que modificará os dados de sua empresa, tem quer fazer cursos, treinamentos para poder gerenciar de forma objetiva o setor que trabalha. 44 REFERÊNCIAS BATISTA, Emerson de O. Sistema de informação. O uso consciente da tecnologia para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva 2006. CLASSE CONTÁBIL. Empresas a emitir Nota Fiscal no Brasil. Disponível em: http://www.nfedobrasil.com.br as 17h50minh dia 20 de abril de 2012. COAD, Informações Contábeis. Equipe Técnica, revista atualizada. 3 ed. Rio de Janeiro 2010 . CRCSP. Obrigatoriedade da nova versão da Nota Fiscal Eletrônica tem início no dia 1º de abril. Disponível no site http://www.deleon.com.br/crcsp/2011/113/05_opiniao_a.htm> acesso em 03 de abril de 2012 às 13h56min. FILHO, Domingos Parra; SANTOS, João Almeida; Metodologia Cientifica. São Paulo; Futura, 2003. GIL. Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5 ed. São Paulo; Atlas, 1999. GONÇALVES, Rosana C.M.Grillo; RICCO, Edson Luiz; Ênfase em Controladoria e Contabilidade. Sistema de Informação. São Paulo; Atlas, 2009. IUDICIBUS, Sergio de; MARION, José Carlos. Introdução à teoria da Contabilidade. São Paulo; Atlas, 2002. IBGE. O varejo de material de construção no Brasil. Disponível no site: http://www.cnae.ibge.gov.br > acesso em: 21 de maio de 2012 às 20h31min. MARANHAO, Secretaria da Fazenda do Estado de. Nota fiscal Eletrônica. 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Disponível em: http://www.sefaz.pe.gov.br> acesso em 30 de abril às 00h11min. PORTAL NF-e. Nota Fiscal Eletrônica. Disponível no site www.nfe.fazenda.gov.br em 20 de abril de 2012. PROINFO SISTEMAS. Sistema Integrado de Vendas. Disponível www.proinfosistemas.com.br acesso em 22 de abril de 2012 às 22h30min. no site SÃO PAULO, Secretaria da Fazenda do Estado de. Nota fiscal Eletrônica. Disponível em: http://www.sefaz.sp.gov.br> acesso em 09 junho de 2012 às 00h44min. VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de pesquisa em Administração. 4 ed. São Paulo. Atlas. 2003. ZANINI, Marco Antônio. Pequenas empresas com dificuldades de se adaptar a NF-e. Disponível em: http://www.deleon.com.br http://www.arquivar.com.br. acesso em 11/06/12 as 09h40min. 46 ANEXOS 47 ANEXO I- MODELO DO DANFE 48 ANEXO II- LISTA DE ATIVIDADES OBRIGADAS A EMISSAO DA NOTA FISCAL ELETRONICA A PARTIR DE 01 DE JULHO DE 2010 033302 - Fabricação De Sucos De Frutas, Hortaliças E Legumes, Exceto Concentrados. 1041400- Fabricação De Óleos Vegetais Em Bruto, Exceto Óleo De Milho. 1043100- Fabricação De Margarina E Outras Gorduras Vegetais E De Óleos Não-Comestíveis De Animais 1053800 - Fabricação De Sorvetes E Outros Gelados Comestíveis 1064300 - Fabricação De Farinha De Milho E Derivados, Exceto Óleos De Milho. 1093701 - Fabricação De Produtos Derivados Do Cacau E De Chocolates 1093702 - Fabricação De Frutas Cristalizadas, Balas E Semelhantes. 1094500 - Fabricação De Massas Alimentícias 1095300 - Fabricação De Especiarias, Molhos, Temperos E Condimentos. 1121600 - Fabricação De Águas Envasadas 1314600 - Fabricação De Linhas Para Costurar E Bordar 1351100 - Fabricação De Artefatos Têxteis Para Uso Domestico 1412601 - Confecção De Pecas Do Vestuário, Exceto Roupas Intimas E As Confeccionadas Sob Medida. 1510600 - Curtimento E Outras Preparações De Couro 1531901 - Fabricação De Calcados De Couro 1621800 - Fabricação De Madeira Laminada E De Chapas De Madeira Compensada, Prensada E Aglomerada. 1813099 - Impressão De Material Para Outros Usos 1821100 - Serviços De Pre-Impressao 2219600 - Fabricação De Artefatos De Borracha Não Especificados Anteriormente 2229301 - Fabricação De Artefatos De Material Plástico Para Uso Pessoal E Domestico 2229303 - Fabricação De Artefatos De Material Plástico Para Uso Na Construção, Exceto Tubos E Acessórios. 2229399 - Fabricação De Artefatos De Material Plástico Para Outros Usos Não Especificados Anteriormente 2330303 - Fabricação De Artefatos De Fibrocimento Para Uso Na Construção 2330305 - Preparação De Massa De Concreto E Argamassa Para Construção 2330399 - Fabricação De Outros Artefatos E Produtos De Concreto, Cimento, Fibrocimento, Gesso E Materiais Semelhantes. 2349401 - Fabricação De Material Sanitário De Cerâmica 2392300 - Fabricação De Cal E Gesso 2399199 - Fabricação De Outros Produtos De Minerais não-metalicos. Não Especificados Anteriormente 2449199 - Metalurgia De Outros Metais Não-Ferrosos E Suas Ligas Não Especificadas Anteriormente. 2451200 - Fundição De Ferro E Aço 2452100 - Fundição De Metais Não-Ferrosos E Suas Ligas 2512800 - Fabricação De Esquadrias De Metal 2532202 - Metalurgia Do Pó 2539000 - Serviços De Homenagem, Solda, Tratamento E Revestimento Em Metais. 2543800 - Fabricação De Ferramentas 2592601 - Fabricação De Produtos De Trefilados De Metal Padronizados 2593400 - Fabricação De Artigos De Metal Para Uso Domestica E Pessoal 2710402 - Fabricação De Transformadores, Indutores, Conversores, Sincronizadores E Semelhantes, Pecas E Acessórios. 2710403 - Fabricação De Motores Elétricos, Pecas E Acessórios. 2731700 - Fabricação De Aparelhos E Equipamentos Para Distribuição E Controle De Energia Elétrica 49 2740601 - Fabricação De Lâmpadas 2759799 - Fabricação De Outros Aparelhos Eletrodomésticos Não Especificados Anteriormente, Pecas E Acessórios. 2790299 - Fabricação De Outros Equipamentos E Aparelhos Elétricos Não Especificados Anteriormente 2811900 - Fabricação De Motores E Turbinas, Pecas E Acessórios, Exceto Para Aviões E Veículos Rodoviários. 2812700 - Fabricação De Equipamentos Hidráulicos E Pneumáticos, Pecas E Acessórios, Exceto Válvulas. 2813500 - Fabricação De Válvulas, Registros E Dispositivos Semelhantes, Pecas E Acessórios. 2814302 - Fabricação De Compressores Para Uso Não Industrial, Pecas E Acessórios. 2821601 - Fabricação De Fornos Industriais, Aparelhos E Equipamentos Não-Eletricos Para Instalações Térmicas, Pecas E Acessórios. 2829199 - Fabricação De Outras Maquinas E Equipamentos De Uso Geral Não Especificados Anteriormente, Pecas E Acessórios. 2831300 - Fabricação De Tratores Agrícolas, Pecas E Acessórios. 2833000 - Fabricação De Maquinas E Equipamentos Para A Agricultura E Pecuária, Pecas E Acessórios, Exceto Para Irrigação. 2840200 - Fabricação De Máquinas-Ferramenta, Pecas E Acessórios. 2861500 - Fabricação De Maquinas Para A Industria Metalúrgica, Pecas E Acessórios, Exceto Máquinas-Ferramenta. 3092000 - Fabricação De Bicicletas E Triciclos Não-Motorizados, Pecas E Acessórios. 3101200 - Fabricação De Moveis Com Predominância De Madeira 3102100 - Fabricação De Moveis Com Predominância De Metal 3240099 - Fabricação De Outros Brinquedos E Jogos Recreativos Não Especificados Anteriormente 3250705 - Fabricação De Materiais Para Medicina E Odontologia 3299002 - Fabricação De Canetas, Lápis E Outros Artigos Para Escritório. 3520402 - Distribuição De Combustíveis Gasosos Por Redes Urbanas 4617600 - Representantes Comerciais E Agentes Do Comércio De Produtos Alimentícios, Bebidas E Fumo. 4633801 - Comércio Atacadista De Frutas, Verduras, Raízes, Tubérculos, Hortaliças E Legumes Frescos. 4635401 - Comércio Atacadista De Água Mineral 4637106- Comércio Atacadista De Sorvetes 4637107 - Comércio Atacadista De Chocolates, Confeitos, Balas, Bombons E Semelhantes. 4645101 - Comércio Atacadista De Instrumentos E Materiais Para Uso Medico, Cirúrgico, Hospitalar E De Laboratórios. 4646002 - Comércio Atacadista De Produtos De Higiene Pessoal 4647801 - Comércio Atacadista De Artigos De Escritório E De Papelaria 4647802 - Comércio Atacadista De Livros, Jornais E Outras Publicações. 4649407 - Comércio Atacadista De Filmes, CDs, DVDs, Fitas E Discos. 4661300 - Comércio Atacadista De Maquinas, Aparelhos E Equipamentos Para Uso Agropecuário, Partes E Pecas 4663000 - Comércio Atacadista De Maquinas E Equipamentos Para Uso Industrial, Partes E Pecas. 4664800 - Comércio Atacadista De Maquinas, Aparelhos E Equipamentos Para Uso OdontoMédico-Hospitalar, Partes E Pecas. 4669999 - Comércio Atacadista De Outras Maquinas E Equipamentos Não Especificados 50 Anteriormente, Partes E Pecas. 4672900 - Comércio Atacadista De Ferragens E Ferramentas 4673700 - Comércio Atacadista De Material Elétrico 4674500 - Comércio Atacadista De Cimento 4679699 - Comércio Atacadista De Materiais De Construção Em Geral 4686901 - Comércio Atacadista De Papel E Papelão Em Bruto 5811500 - Edição De Livros 5829800 - Edição Integrada A Impressão De Cadastros, Listas E De Outros Produtos Gráficos. 51 ANEXO III- CNAE 2.0 CNAE 2.0 Hierarquia COMÉRCIO; REPARAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES E MOTOCICLETAS Divisão: 47 COMÉRCIO VAREJISTA Grupo: 474 COMÉRCIO VAREJISTA DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO Classe: 4744-0 COMÉRCIO VAREJISTA DE FERRAGENS, MADEIRA E MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO Lista de Atividades... Esta classe contém as seguintes subclasses: 4744COMÉRCIO VAREJISTA DE FERRAGENS E FERRAMENTAS 0/01 4744COMÉRCIO VAREJISTA DE MADEIRA E ARTEFATOS 0/02 4744COMÉRCIO VAREJISTA DE MATERIAIS HIDRÁULICOS 0/03 4744COMÉRCIO VAREJISTA DE CAL, AREIA, PEDRA BRITADA, TIJOLOS E TELHAS 0/04 4744COMÉRCIO VAREJISTA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO NÃO ESPECIFICADOS 0/05 ANTERIORMENTE 4744COMÉRCIO VAREJISTA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO EM GERAL 0/99 Seção: G Notas Explicativas: Esta classe compreende: - o comércio varejista de ferragens para construção - o comércio varejista de ferramentas manuais elétricas e não-elétricas, martelos, serras, picaretas, chave de fenda, alicates, furadeiras, etc., exceto industrial - o comércio varejista de madeira em bruto, perfilada ou serrada - o comércio varejista de produtos derivados da madeira – tábuas, ripas, vigas, pranchas, dormentes, barrotes, portas, janelas e similares - o comércio varejista de pré-moldados de madeira para construção - o comércio varejista de materiais hidráulicos para construção: canos tubos, conexões, torneiras, registros e similares - o comércio varejista de bombas d’água - o comércio varejista de aquecedores d’água - o comércio varejista de materiais de construção básicos, tais como: - cal, cimento, areia, pedra britada, tijolo, telhas - o comércio varejista de aparelhos sanitários: pias, lavatórios, banheiras e outros similares - o comércio varejista de azulejos e pisos, mosaicos, pastilhas, mármores e granitos prontos para uso, ladrilhos e similares - o comércio varejista de outros materiais de construção não especificados anteriormente Esta classe não compreende: - o comércio varejista de peças e acessórios para aparelhos de uso doméstico e pessoal, elétricos e eletrônicos (47.89-0) - o comércio varejista de papel de parede e similares (47.59-8) - a venda de artefatos de gesso para construção com instalação associada (43.30-4) - as marmorarias que executam o aparelhamento de placas de mármores e granitos (23.91-5) 52 ANEXO IV Código de Regime Tributário – CRT e o Código de Situação da Operação no Simples Nacional – CSOSN CRT - Código de Regime Tributário 1 Simples Nacional Será preenchido pelo contribuinte quando for optante pelo Simples Nacional 2 Simples Nacional - Excesso de sublimite de receita bruta Será preenchido pelo contribuinte optante pelo Simples Nacional mas que tiver ultrapassado o sublimite de receita bruta fixado pelo estado/DF e estiver impedido de recolher o ICMS/ISS por esse regime, conforme arts. 19 e 20 da LC 123/06. 3 Regime Normal Será preenchido pelo contribuinte que não estiver na situação 1 ou 2. Tabela B - Tributação pelo ICMS - Simples Nacional CSOSN - Código de Situação da Operação do Simples Nacional 101 Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito Classificam-se neste código as operações que permitem a indicação da alíquota do ICMS devido no Simples Nacional e o valor do crédito correspondente. 102 Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito Classificam-se neste código as operações que não permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e não estejam abrangidas nas hipóteses dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900. 103 Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contemplados com isenção concedida para faixa de receita bruta nos termos da Lei Complementar nº 123, de 2006. 201 Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária Classificam-se neste código as operações que permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e com cobrança do ICMS por substituição tributária. 202 Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária Classificam-se neste código as operações que não permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e não estejam abrangidas nas hipóteses dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900, e com cobrança do ICMS por substituição tributária. 203 Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta e com cobrança do ICMS por substituição tributária Classifica-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contemplados com isenção para faixa de receita bruta nos termos da 53 Lei Complementar nº 123, de 2006, e com cobrança do ICMS por substituição tributária. 300 Imune Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contempladas com imunidade do ICMS. 400 Não tributada pelo Simples Nacional Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional não sujeitas à tributação pelo ICMS dentro do Simples Nacional. 500 ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária (substituído) ou por antecipação Classificam-se neste código as operações sujeitas exclusivamente ao regime de substituição tributária na condição de substituído tributário ou no caso de antecipações. 900 Outros Classificam-se neste código as demais operações que não se enquadrem nos códigos 101, 102, 103, 201, 202, 203, 300, 400 e 500. 99 Outras Fonte: Pericia Contábil 54 APÊNDICES 55 APÊNDICE A- ROTEIRO DA QUESTIONARIO DIRECIONADO A EMPRESA QUESTIONARIO DE PESQUISA SOBRE: Nota Fiscal Eletrônica: Quais são as implicações da falta de treinamento perante o setor de comercio de varejista de material de construção na cidade de Lajedo-PE 1. Faz quanto tempo que você trabalha na empresa? ( ( ( ( ) De 1 mês a 1 ano ) De 1 anos a 5 anos ) De 5 anos a 10 anos ) Mais de 10 anos 2. Qual seu grau de escolaridade? ( ( ( ( ( ( ) Ensino fundamental ) Ensino médio ) Graduado ) Pós graduado ) Mestrado ) Doutorado 3. Qual setor que você trabalha na empresa ( ( ( ( ) Tributário ou Fiscal ) Contabilidade ) Faturamento ) Administrativo 4. A empresa concedeu algum treinamento para implantação da NF-e? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se sim,passe para pergunta 6. 5. Houve dificuldades quanto a emissão da NF-e? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se não,quais?)______________________________________________________ 6. Você atribui a falta de treinamento à dificuldades que a empresa obteve na implantação da NF-e? 56 ( ) Sim ( ) Não ( ) Se sim,por que? 7. O sistema da NF-e usado na empresa é o emissor gratuito disponibilizado pela SEFAZ? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se não,qual?______________________________________________________ 8. A empresa está na relação de obrigados a emissão da NF-e? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei 9. A empresa obteve benefícios com a NF-e? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se sim,quais? 10. O contador de sua empresa ajudou na implantação da NF-e? ( ) Sim ( ) Não 11. Houve aumento de despesas ou custos com a implantação da NF-e? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se sim,quais? 12. A empresa utiliza algum programa para ajudar nas emissões da NF-e? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se sim,quais? 13. A empresa necessitou de auxilio de outras pessoas além do contador e programador na adaptação da NF-e? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 57 ____________________________________________ 14. Relate se a empresa necessitou aumentar seu quadro de funcionários no setor da empresa responsável pela emissão da NF-e? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ ____________________________________________ 15. Em um contexto geral, comente sobre as reais implicações que a empresa teve na implantação da NF-e. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ ____________________________________________ 58 APÊNDICE B - ROTEIRO DE QUESTIONARIO DIRECIONADO AO CONTADOR QUESTIONARIO DE PESQUISA SOBRE: Nota Fiscal Eletrônica: Quais são as implicações da falta de treinamento perante o setor de comercio de varejista de material de construção na cidade de Lajedo-PE 1. Quanto tempo você exerce a função de contador? ( ( ( ( ) De 1 mês a 2 anos ) De 2 anos a 5 anos ) De 5 anos a 10 anos ) Mais de 10 anos 2. Há quanto tempo você presta serviço para empresa? ( ( ( ( ) De 1 mês a 2 anos ) De 2 anos a 5 anos ) De 5 anos a 10 anos ) Mais de 10 anos 3. Quantos clientes você presta serviço? ( ( ( ( ) De 10 a 20 ) De 21 a 30 ) De 31 a 40 ) Mais de 40 4. Você presta serviço a todos os ramos de atividades? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se não,quais? 5. Conhece bem o ramo de atividade dessa empresa qual presta serviço? ( ) Sim ( ) Não ( ) Mais ou menos 6. Em relação a NF-e, você auxiliou seus clientes na implantação da mesma? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não,porque? 59 7. Você tem outras pessoas disponíveis que trabalham com você para auxiliar seus clientes, caso você não possa ou não tenha tempo? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não,porque? 8. Há bom relacionamento com os funcionários do setor da empresa qual emite NF-e? ( ) Sim ( ) Não 9. Você proporciona treinamentos quando as empresas necessitam? ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim,responda também a pergunta 11. 10. Visita às empresas constantemente? ( ) Sim ( ) Não 11. Você sempre conseguiu resolver os reais problemas da empresa quanto aos novos assuntos? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se não,porque? 12. Quando se trata de um novo assunto para empresa, qual modificará algo na empresa, você fornece treinamentos específicos? ( ) Sim ( ) Não 13. Seus clientes têm facilidade de aprender nos treinamentos quais você oferece? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se não,porque? 14. Relate quais são as maiores dificuldades que seus clientes de loja de material de construção tiveram em relação a implantação na NF-e? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 60 ____________________________________________ 15. Em relação a NF-e, você acha que o treinamento a empresa,é por conta do programador,contador ou da própria empresa,comente? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________ _________________________________________________________________ 61 APÊNDICE C - ROTEIRO DE QUESTIONARIO DIRECIONADO AO PROGRAMADOR QUESTIONARIO DE PESQUISA SOBRE: Nota Fiscal Eletrônica: Quais são as implicações da falta de treinamento perante o setor de comercio de varejista de material de construção na cidade de Lajedo-PE 1. Quanto tempo você exerce a função de programador? ( ( ( ( ) De 1 mês a 2 anos ) De 2 anos a 5 anos ) De 5 anos a 10 anos ) Mais de 10 anos 2. Há quanto tempo você presta serviço para empresa? ( ( ( ( ) De 1 mês a 2 anos ) De 2 anos a 5 anos ) De 5 anos a 10 anos ) Mais de 10 anos 3. Quantos funcionários trabalham com você? ( ( ( ( ) De 1 a 2 ) De 3 a 5 ) De 5 a 10 ) Mais de 10 4. Quantos clientes você presta serviço? ( ( ( ( ) De 10 a 20 ) De 21 a 30 ) De 31 a 40 ) Mais de 40 5. Você presta serviço a todos os ramos de atividades? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se não,quais? Conhece bem o ramo de atividade dessa empresa qual presta serviço? ( ) Sim ( ) Não 62 ( ) Mais ou menos 6. Tem conhecimento geral sobre o assunto NF-e? ( ) Sim ( ) Não 7. Você fez algum curso para se interar do assunto sobre NF-e? ( ) Sim ( ) Não 8. Há bom relacionamento com os funcionários do setor da empresa qual emite NF-e? ( ) Sim ( ) Não 9. Você proporciona treinamentos quando as empresas necessitam? ( ) Sim ( ) Não 10. As empresas sempre lhe procura quando necessita de ajuda quanto ao programa? ( ) Sim ( ) Não 11. Visita às empresas constantemente? ( ) Sim ( ) Não 12. Você sempre conseguiu resolver os reais problemas da empresa quanto ao programa? ( ) Sim ( ) Não ( ) Se não,porque? 13. Seus clientes têm facilidade de aprender nos treinamentos qual você oferece? 63 ( ) Sim ( ) Não 14. Em relação a NF-e, você acha que o treinamento a empresa,é por conta do programador,contador ou da própria empresa,comente? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________