III
PLANEJAMENTO DO
GERENCIAMENTO
III - PLANEJAMENTO DO GERENCIAMENTO
O planejamento do gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde deve ter como
ponto de partida a realidade dos municípios, no que se refere ao gerenciamento dos resíduos sólidos produzidos na comunidade. As soluções pontuais, que observam apenas o ambiente interno dos estabelecimentos de saúde, devem ser evitadas, considerando a forma de
disposição final a ser adotada.
Fig. 14 - Planejando o gerenciamento dos RSS
O gerenciamento dos resíduos sólidos no Brasil ainda é falho, possuindo grandes deficiências nos aspectos de tratamento e disposição final. Isso tem acarretado consideráveis riscos
ambientais e de saúde. Pelo tamanho do problema, pode-se prever que as soluções devem ser
graduais. Dessa forma, é importante que qualquer solução de gerenciamento dos RSS procure
apresentar propostas que melhorem a situação no município de forma integrada.
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
39
Mudanças de hábitos, afim de reduzir ou minimizar a geração de resíduos, têm um impacto muito positivo no gerenciamento. Assim, deve-se procurar adequar produtos, equipamentos e procedimentos, visando a não geração e a minimização da produção dos RSS.
A segregação de materiais dos resíduos comuns tem como objetivo principal a reciclagem
de seus componentes. Entretanto, se não houver demanda por parte da sociedade por produtos reciclados, existirá acúmulo de materiais segregados, que serão descartados como
resíduos. Dessa forma, a segregação deve ser planejada de comum acordo com a coleta e
disposição final do município.
Fig. 15 - Reciclagem dos resíduos comuns (Grupo D)
É importante ressaltar que em uma comunidade a coleta dos RSS é feita, geralmente,
pelo mesmo responsável pela coleta dos resíduos sólidos urbanos. Esse é mais um indicativo
da necessidade de integração do gerenciamento dos RSS no gerenciamento global de
resíduos da comunidade.
A quantidade de RSS de uma comunidade, quando comparada com a quantidade de
resíduos sólidos urbanos, é relativamente pequena (estima-se em 1%). Diante disso e
da carência por infra-estrutura de saneamento existente no país, tem sido prática considerar os RSS como um mero detalhe de relegada significação, conferindo-lhes um
tratamento inadequado.
O Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos identificou vinte e duas doenças associadas à má disposição dos RSS, entre elas, tifo, cólera, disenteria, antraz, tracoma, hepatite
B e tétano (GUÍA..., 1996). Pode se destacar também os riscos causados pelos RSS à saúde
40
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
da população, de forma lenta, por meio da lixiviação dos elementos químicos presentes,
resultando em impactos ambientais como a poluição do ar, da água e do solo.
Partindo do princípio que só uma pequena parte dos resíduos derivados da atenção à saúde
necessita de cuidados especiais, uma adequada segregação diminui significativamente a quantidade de RSS contaminados, impedindo a contaminação da massa total dos resíduos gerados.
O manejo adequado dos RSS pode apresentar um alto custo numa primeira fase, mas a
longo prazo se torna economicamente viável, pois reduz as taxas de acidentes de trabalho e
de enfermidades. Além disso, o correto gerenciamento converge na defesa de três direitos
fundamentais:
?
?
?
todas as pessoas podem usufruir dos estabelecimentos de saúde sem correr o risco
de contrair infecções;
os trabalhadores dos estabelecimentos de saúde devem ter condições de segurança
para cumprirem suas tarefas;
toda a comunidade deve viver em um ambiente saudável.
A partir dessas considerações, deve-se avaliar as alternativas de:
?
?
pré-tratamento na própria unidade geradora para posterior disposição final; ou
coleta diferenciada com tratamento e disposição final centralizados.
O pré-tratamento na própria unidade geradora, aí incluindo a segregação apropriada,
permite que a disposição final seja feita conjuntamente com os demais resíduos sólidos
urbanos. Essa alternativa é possível quando a segregação e o pré-tratamento resultam em
um resíduo final classificado no Grupo D.
Quando os RSS não sofrerem pré-tratamento, de modo a serem enquadrados como
Grupo D, a coleta deverá ser diferenciada daquela feita para os resíduos sólidos urbanos.
Essa alternativa implica no tratamento posterior e disposição final adequada dos RSS dos
Grupos A, B e C.
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
41
IV
MANEJO INTEGRADO
IV - MANEJO INTEGRADO
O manejo dos Resíduos de Serviços de Saúde é entendido como a ação de gerenciá-los
em seus aspectos intra e extra-estabelecimento, desde a geração até a disposição final,
incluindo a segregação, descarte, acondicionamento, identificação, coleta, transporte
interno, tratamento preliminar, armazenamento temporário e externo e tratamento final.
Fig. 16 - Principais estabelecimentos geradores de RSS
O manejo interno dos RSS é o conjunto de operações desenvolvidas no interior do
estabelecimento de saúde, compreendendo a geração, segregação, descarte, acondicionamento, identificação, tratamento preliminar, coleta interna, transporte interno, armazenamento
temporário e externo, higienização e segurança ocupacional. Seu êxito depende principalmente de:
?
apoio e compromisso dos dirigentes (Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA),
Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, estabelecimentos de saúde e órgãos ambientais);
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
45
?
?
?
motivação do pessoal envolvido;
desenvolvimento permanente de atividades de capacitação;
disponibilidade dos recursos necessários.
O manejo interno dos RSS tem como principais objetivos:
?
?
?
?
proteger a saúde dos funcionários, dos pacientes, da população em geral e do meio
ambiente;
melhorar as condições de segurança e higiene no trabalho;
evitar a contaminação dos resíduos comuns (Grupo D), além de promover sua recuperação e reciclagem;
cumprir a legislação vigente.
Todo o pessoal que manipula e gera resíduos com risco biológico deve se familiarizar com o fluxo de operações estabelecido e conduzir suas tarefas conforme o grau de
risco que estas implicam.
A condição indispensável para o início de um sistema de manejo dos RSS se baseia em
adotar uma classificação estabelecida, suficientemente clara, afim de não deixar nenhum
espaço a interpretações ou avaliações subjetivas por parte das pessoas envolvidas.
Deste modo, todos os procedimentos, a seguir, se fundamentam na classificação das
Resoluções do CONAMA nº 5/93 e nº 283/01, detalhadas no capítulo II.
SEGREGAÇÃO E ACONDICIONAMENTO
Em cada um dos serviços do estabelecimento de saúde, os responsáveis pela prestação
(médicos, enfermeiros, técnicos, laboratoristas, auxiliares, etc.) descartam materiais como
algodões, seringas usadas, papéis e amostras de sangue. Também os pacientes ou visitantes
descartam resíduos de vários tipos. Estes materiais devem ser separados de acordo com a
classificação estabelecida, em recipientes adequados para cada tipo de resíduo.
Esta operação deve ser realizada na fonte de geração destes resíduos.
Fig. 17 - Identificação dos RSS
46
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
A correta segregação dos RSS é condição básica para o êxito ou o fracasso do
processo de manejo em seu conjunto. Apesar da responsabilidade pela segurança recair
principalmente sobre os diretores, supervisores e enfermeiros encarregados dos diferentes serviços, 80% da segregação é realizada por médicos, pessoal de enfermaria e
pessoal dos serviços auxiliares. Estes três níveis de trabalhadores dos estabelecimentos
de saúde estão mais expostos a riscos de acidentes derivados do manejo dos RSS.
Por este motivo, eles são os primeiros que devem ser sensibilizados a respeito
do risco ocupacional e de como este diminui na direta proporção de um melhor manejo
dos RSS.
São vantagens de praticar uma adequada segregação:
reduzir os riscos para a saúde, impedindo que os resíduos com risco biológico
(Grupo A), que geralmente são frações pequenas, contaminem os outros resíduos gerados no estabelecimento de saúde;
? diminuir custos, pois será encaminhada para tratamento especial apenas uma
fração dos resíduos gerados;
??permitir que alguns produtos dos resíduos comuns possam ser reutilizados ou
reciclados.
?
Com base na categoria de resíduos, segundo a classificação adotada e o estado físico
dos resíduos específicos, determinam-se os tipos de recipientes mais apropriados e os
procedimentos mais adequados para realizar a segregação.
Fig. 18 - Recipientes rígidos para resíduos perfurocortantes
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
47
GRUPO A - RESÍDUOS COM RISCO BIOLÓGICO
Fig. 19 - Símbolo universal de substância infectante
Conforme a norma da ABNT, NBR 7.500 – Símbolos de Risco e Manuseio para o
Transporte e Armazenamento de Materiais, os resíduos com risco biológico (Grupo A),
procedentes de salas de isolamento, sangue, hemoderivados ou patológicos e resíduos
anatômicos humanos e animais, devem ser segregados em saco plástico branco leitoso,
resistente, impermeável, utilizando-se saco duplo para os resíduos pesados e úmidos,
devidamente identificado com rótulo de fundo branco, desenho e contorno preto,
contendo o símbolo universal de substância infectante . Sugere-se a inscrição
“Risco Biológico”.
É importante manejar em separado os resíduos anatômicos, que deverão ser
etiquetados com o símbolo universal de substância infectante. Sugere-se as inscrições
“Risco Biológico” e “Peça Anatômica”.
Os objetos perfurocortantes contaminados com resíduos com risco biológico devem ser
acondicionados em recipientes rígidos, que não deverão ser preenchidos em mais de dois
terços de seu volume. Os recipientes devem ser colocados em sacos plásticos brancos e
etiquetados com o símbolo universal de substância infectante. Sugere-se as inscrições “Risco Biológico” e “Perfurocortante”.
Os objetos perfurocortantes, principalmente as agulhas, representam risco à saúde das
pessoas, visto que:
? podem atuar como reservatórios onde os patógenos sobrevivem por um longo tem-
?
?
?
?
po, devido à presença de sangue;
podem conduzir os patógenos diretamente ao fluxo sanguíneo ao perfurar a pele;
têm valor comercial para reciclagem e são objetos de busca pelos catadores de lixo;
são os principais fatores de agravos acidentais ocupacionais.
Assim, o manejo de perfurocortantes deve ser muito cuidadoso, sendo necessárias as
seguintes precauções:
?
?
48
segregar todos os perfurocortantes inclusive as agulhas e acondicioná-los em recipientes
rígidos;
estes recipientes não deverão ser preenchidos em mais de dois terços de seu volume;
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
?
?
o recipiente, uma vez cheio, deve ser fechado firmemente no local da geração;
os perfurocortantes, uma vez colocados em seus recipientes, não devem ser removidos por razão alguma.
Caso não se disponha de recipientes específicos para perfurocortantes, estes podem ser
colocados em latas com tampa ou garrafas plásticas resistentes reutilizadas. Estas, por sua
vez, devem ser acondicionadas em sacos plásticos brancos, etiquetados com o símbolo
universal de substância infectante. Sugere-se as inscrições “Risco Biológico” e
“Perfurocortante”.
As pipetas de vidro de Pasteur, assim como as placas de petri contaminadas com agentes
biológicos, devem ser colocadas em recipientes para descarte de perfurocortantes antes de
serem autoclavadas.
As pipetas de Pasteur não contaminadas podem ser dispostas em recipientes para
“Vidro Reciclável”, resíduo de serviço de saúde do Grupo D.
GRUPO B - RESÍDUOS COM RISCO QUÍMICO
Fig. 20 - Símbolo universal de substância tóxica
É difícil estabelecer regras gerais para o manejo dos resíduos químicos perigosos que
podem ser gerados em um estabelecimento de saúde, porque:
?
a variedade de químicos que circulam em um estabelecimento de saúde pode ser muito gran-
?
é complexo estabelecer procedimentos gerais de manejo e tratamento de resíduos químicos.
de;
Conforme a norma da ABNT, NBR 7.500 – Símbolos de Risco e Manuseio para o
Transporte e Armazenamento de Materiais, os resíduos com risco químico (Grupo B) devem ser identificados com rótulos de fundo branco, desenho e contorno pretos, contendo
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
49
símbolo universal de substância tóxica. Sugere-se a inscrição “Risco Químico”.
Os laboratórios, principais geradores deste grupo de resíduos, são os que melhor podem
estabelecer as precauções específicas referentes a seu manejo, posto que detêm conhecimentos sobre suas características de periculosidade.
Os objetos perfurocortantes contaminados com resíduos químicos devem ser acondicionados em recipiente rígido, preenchido até dois terços de seu volume. O recipiente deve
ser colocado em saco plástico branco leitoso, com a inscrição “Perfurocortante” e o símbolo universal de substância tóxica. Sugere-se a inscrição “Risco Químico”. Devem ser observados os mesmos cuidados tomados no manuseio dos perfurocortantes contaminados com
resíduos biológicos.
Os fabricantes e representantes legais devem definir quais medicamentos vencidos apresentam características de periculosidade e quais podem ser manejados como resíduos comuns. Quando for possível, a melhor política com respeito aos fármacos vencidos é, sem
dúvida, devolvê-los ao fornecedor.
Os resíduos químicos líquidos devem ser acondicionados em sua embalagem original, dentro de recipiente inquebrável, envolvido em saco branco leitoso e etiquetado
com o símbolo universal de substância tóxica. Sugere-se a inscrição “Risco Químico”.
Caso não possua mais sua embalagem original, aconselha-se acondicionar em garrafas
plásticas rígidas, resistentes e estanques, com tampa rosqueada, etiquetada com as informações necessárias para identificação do produto e proceder como se estivesse na
embalagem original.
Os resíduos contaminados com quimioterápicos devem ser acondicionados separadamente de qualquer outro resíduo químico, em saco branco leitoso e etiquetado com o
símbolo universal de substância tóxica e as inscrições “R i s c o Q uímico” e
“Quimioterápico”.
Estas são precauções gerais quanto ao manejo dos resíduos químicos:
?
?
?
?
?
?
acondicionar os resíduos sólidos e os líquidos em separado;
não lançá-los no sistema de coleta de águas residuárias ou servidas;
não misturar materiais incompatíveis no mesmo recipiente nem no mesmo
saco plástico;
não colocar químicos corrosivos ou reativos em latas de metal;
encher os recipientes só até 90% de sua capacidade;
assegurar que as tampas estejam bem fechadas, antes de empacotá-los em recipientes
ou sacos para serem coletados.
Os resíduos com risco químico, pelo seu possível valor comercial, devem ser encaminhados a um destino final seguro, que impeça sua recuperação por parte de catadores de
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
lixo50
ou outras pessoas não habilitadas.
GRUPO C - REJEITOS RADIOATIVOS
Fig. 21 - Símbolo universal de substância radioativa
Diferentemente de outros materiais perigosos, os resíduos do Grupo C não são vulneráveis à degradação por processos externos químicos e físicos. A destinação em aterros ou
lançamento em corpos hídricos oferece risco à saúde e ao ambiente. O único sistema capaz
de eliminar as características de periculosidade é o decaimento de sua radioatividade, sendo
que o tempo necessário para isto varia de acordo com o tempo de meia vida de cada
elemento radioativo.
Devido às suas características de periculosidade, é aconselhável que os resíduos radioativos sejam manejados e armazenados por pessoal capacitado.
As unidades que geram resíduos radioativos, tais como laboratórios de pesquisas, unidades de medicina nuclear e outros similares, devem possuir locais próprios de armazenamento,
protegidos e revestidos com barita ou chumbo, que garantam o isolamento do elemento
radioativo. Além disto, estas unidades devem obedecer as normas de segurança específicas
para o manejo, descarte e armazenamento desses resíduos.
Os rejeitos radioativos deverão ser coletados em recipientes especiais blindados. Estes, conforme a norma da ABNT 7.500 – Símbolos de Risco e Manuseio para o Transporte e Armazenamento de Materiais, devem ser identificados com rótulos contendo a inscrição em fundo branco, desenho e contornos pretos, com o símbolo universal de substância radioativa e a inscrição “Rejeito Radioativo”. Todas as indicações, incluindo a data
de decaimento, devem ser redigidas com letras grandes e visíveis a distância.
Quando ocorrer o decaimento, ver quadro 06, o símbolo e a inscrição de radioatividade
devem ser retirados da embalagem e substituídos pelo símbolo e inscrição do grupo correspondente, A, B ou D. O mesmo acontecendo com os materiais perfurocortantes, permanecendo a inscrição “Perfurocortante”.
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
51
QUADRO 06 - TEMPO DE DECAIMENTO DOS RADIOISÓTOPOS MAIS COMUNS
CARACTERÍSTICAS
Isótopos mais
comumente
utilizados nos
estabelecimentos
de saúde
ISÓTOPO
TEMPO DE
SEGURANÇA
Tc99
6 horas
60 horas
Ga67
3,26 dias
32,60 dias
I130
8 dias
80 dias
125
60,20 dias
602 dias
27,80 dias
278 dias
I
Cr
51
Ti201
3,08 dias
30,80 dias
59
45,60 dias
456 dias
198
2,69 dias
26,90 dias
57
270 dias
2.700 dias
92 anos
920 anos
90
27,70 anos
277 anos
14
5,73 anos
57,30 anos
Cs
30 anos
300 anos
Lr192
5 anos
50 anos
458 anos
4.580 anos
Fe
An
Co
Outros Isótopos
MEIA-VIDA
Ni63
Si
C
137
241
Am
Fonte: Guía de Capacitación - Gestión y Manejo de Desechos Sólidos Hospitalarios, (1996).
Torna-se necessário manter um registro permanente de cada material radioativo que for
disposto para decaimento e, uma vez perdida sua periculosidade, encaminhado para seu
destino final, de acordo com o Grupo a que pertence.
Todo radioisótopo põe em risco as pessoas e o ambiente segundo suas características
próprias. Considera-se que um rejeito radioativo perdeu seguramente suas características de
periculosidade quando tiver sido guardado ou armazenado para decaimento por um tempo
10 vezes superior ao de sua meia vida.
Um registro da eliminação do isótopo deve ser guardado perto da área de decaimento, ou
do recipiente idôneo de decaimento, no qual devem ser anotadas as seguintes informações:
?
?
?
?
?
?
?
52
nome do usuário;
área ou serviço de procedência;
data de armazenamento;
tipo de isótopo;
atividade;
método/forma de eliminação (decaimento, diluição, combustível e não combustível);
data de decaimento.
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
GRUPO D - RESÍDUOS COMUNS
Fig. 21 - Símbolo universal de material reciclável
Objetivando minimizar o impacto ambiental, reduzir custos de tratamento e disposição
final, deve-se promover, sempre que possível, a não geração, a minimização da geração e a
separação de materiais recicláveis por meio da segregação na origem.
Com a segregação, reutilização e reciclagem, materiais que seriam descartados podem
ser reutilizados ou utilizados como matéria-prima.
Fig. 23 - Segregação de resíduos comuns (Grupo D)
Principais benefícios da reciclagem:
? reduzir a quantidade de resíduos sólidos para a disposição final;
? preservar recursos naturais;
?? economizar energia.
?
?
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
53
Os resíduos comuns devem ser segregados em sacos plásticos impermeáveis na cor
preta e serem manejados de acordo com as normas dos serviços de limpeza urbana local.
Para facilitar eventuais operações de reciclagem (papel, plástico, metal e vidro) é conveniente instalar recipientes especiais para sua segregação no mesmo lugar em que são gerados. Esta prática facilita a reciclagem porque os materiais estarão mais limpos e, conseqüentemente, com maior potencial de reaproveitamento.
VIDRO - Os resíduos de vidro reciclável devem ser depositados em recipiente idôneo,
na cor verde, exclusivo para este tipo de resíduo, sendo que este não deve ser preenchido
com mais de três quartos de seu volume.
Fig. 24 - Símbolo de vidro reciclável
Recipientes de vidro que tenham sido usados para armazenar produtos químicos, só
podem ser descartados como vidro reciclável se tiverem passado por processo de
descontaminação. Caso contrário, devem ser considerados como resíduos químicos perigosos e colocados em recipientes destinados a resíduos do Grupo B.
Os recipientes de vidro que forem descartados não devem ser utilizados para acondicionar resíduos perfurocortantes.
O vidro não reciclado não é degradado
pela natureza.
54
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
PLÁSTICO - Os resíduos de plásticos recicláveis devem ser depositados em recipiente
idôneo, na cor vermelha.
PLÁSTICOS
Fig. 25 - Símbolo de plástico reciclável
Hoje existem cerca de 40 famílias de plásticos diferentes, classificados em dois
grupos: termoplásticos e termorrígidos. Apenas os termorrígidos são recicláveis. As
principais resinas são:
?
?
?
?
?
?
Polietileno de Alta Densidade (PEAD);
Polietileno de Baixa Densidade (PEBD);
Poliestireno (PS);
Cloreto de Polivinila (PVC);
Polipropileno (PP);
Polietileno Tereftalato (PET).
METAIS - Os metais recicláveis devem ser depositados em recipiente próprio, na
cor amarela.
Fig. 26 - Símbolos de metais recicláveis - Alumínio e Aço
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
55
As latas, tanto as de folha de flandres quanto as de alumínio, são as principais sucatas metálicas hoje em dia e podem ser recuperadas em grandes quantidades pela segregação na fonte.
Só para exemplificar, cada tonelada de aço reciclada representa uma economia de 1.140 kg
de minério de ferro, 154 kg de carvão e 18 kg de cal. Já na reciclagem do alumínio a economia
de energia é de 95% em relação ao processo primário, substituindo a extração de 5 toneladas
de bauxita por tonelada reciclada, sem contar com toda a não geração de resíduos da mineração.
PAPÉIS - Os papéis recicláveis devem ser depositados em recipiente próprio, na cor azul.
Fig. 27 - Símbolo de papel reciclável
Estas são algumas vantagens da reciclagem de papel:
?
?
?
economia de recursos naturais: menos 10 a 20 árvores cortadas por tonelada de papel;
redução de até 98% no volume gasto de água e de até 80% no consumo de energia,
em relação ao processo tradicional;
geração de empregos.
ORGÂNICOS - Os resíduos orgânicos (sobras de alimentos, frutas, legumes, flores,
podas de jardinagem, etc.) devem ser separados nas próprias fontes geradoras e acondicionados em recipiente próprio na cor marrom. Podem ser aproveitados para gerar energia, gás
ou adubo orgânico, por meio do processo de compostagem ou biodigestão.
Fig. 28 - Acondicionamento dos resíduos orgânicos
56
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
COLETA E TRANSPORTE INTERNO
Esta fase consiste no translado de sacos e recipientes com os RSS desde os locais de
armazenamento temporário até a área de armazenamento externo. Com a finalidade de
evitar riscos aos pacientes e aos visitantes, deve-se previamente adotar medidas de segurança para esta operação, verificando-se:
?
?
?
os tipos de recipientes para armazenar e transportar os RSS;
o roteiro e horário;
os meios de transporte.
Para o correto transporte dos RSS, devidamente acondicionados, é necessário dispor de
carros com rodas, resistentes, rígidos ou semi-rígidos, com tampa, chanfrados, lisos, impermeáveis, sem reentrâncias, nem bordas e de fácil armazenamento, limpeza e desinfecção,
dispondo de sistema anti-furto.
Fig. 29 - Coleta interna dos RSS
Atualmente, existem no mercado recipientes leves e com baixo nível de ruído, desenvolvidos para suportar grandes esforços nas operações de coleta. Fabricados em polietileno de
alta densidade, estes recipientes são aditivados contra a ação dos raios ultravioletas, montados em eixos de aço maciço, tratados contra a corrosão, além de assegurarem uma fácil
manipulação, inclusive em locais com dimensões reduzidas.
A função principal destes recipientes é reduzir o risco de derramamentos dos RSS durante o transporte ou armazenamento.
É importante desinfetar os recipientes depois
de cada ciclo de utilização.
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
57
A direção do estabelecimento de saúde deve planejar os horários, a duração e a freqüência da coleta em função da quantidade e qualidade dos resíduos gerados pelas
unidades. Os horários e roteiros para transporte dos recipientes devem garantir a máxima
segurança, ter trajetos curtos e diretos, não coincidir com o trânsito de pessoas, nem
interferir com os serviços, sobretudo os de emergência. Não deverá ocorrer cruzamento
com material esterilizado e limpo.
Os trabalhadores destacados para o serviço de coleta e transporte interno não devem
realizar serviços de conservação e limpeza em outras unidades, principalmente no centro
cirúrgico e unidade de terapia intensiva, sem antes tomar banho e trocar de roupa.
Para as cestas de lixo, recomenda-se as de polietileno de alta densidade, aditivado contra
a ação dos raios ultravioletas, com cantos arredondados, de fácil limpeza e desinfecção, com
tampa e acionada à pedal.
É importante tomar as seguintes precauções:
?
?
?
?
?
?
?
os carros que transportam resíduos não devem levar roupas ou outros utensílios;
transportar os recipientes dos RSS dos Grupos A, B, C e D separadamente em carros
específicos;
considerar a compatibilidade química dos resíduos e não transportar juntas substâncias que possam ocasionar uma reação química violenta;
não arrastar no solo os recipientes nem os sacos plásticos;
aproximar o carro coletor o máximo possível do lugar de onde se deve recolher os
recipientes;
não se deve transferir os RSS acondicionados de um recipiente para outro;
no recolhimento dos sacos, o pessoal de limpeza deve levantá-los e mantê-los distantes do corpo, a fim de evitar cortes e possíveis acidentes com materiais perfurocortantes,
acondicionados indevidamente.
Fig. 30 - Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
O pessoal encarregado do manejo dos RSS deve estar vacinado contra hepatite B e
tétano, bem como utilizar equipamentos de proteção individual que impeçam o contato
direto com os RSS e que proteja de possíveis acidentes ocupacionais:
?
?
58
usar uniforme adequado à função, como calça e jaleco ou macacão, confeccionado
em tecido ou tyveck, dependendo do tipo de resíduo a ser manipulado;
usar avental impermeável por cima do uniforme;
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
?
?
?
?
?
?
?
?
os cabelos devem estar presos permanentemente e em sua totalidade. Em se tratando
de resíduos infectantes o uso do gorro é obrigatório;
utilizar somente calçados fechados;
evitar o uso de adereços como bijuterias e jóias;
as unhas devem ser curtas e bem cuidadas, não podendo ultrapassar a ponta dos dedos;
usar óculos de proteção de policarbonato para todas as atividades de risco com a
manipulação dos RSS;
usar luvas nitrílicas, com punho de 46 cm, preferencialmente com reforço na palma
e dedos de modo a evitar perfurações;
usar botas flexíveis, de PVC ou borracha, com cano longo;
usar máscara respiratória com nível de proteção compatível ao tipo de resíduo
manipulado.
ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO
O local de armazenamento temporário deve ser sinalizado, ventilado e de fácil acesso ao
pessoal de limpeza e conservação, não sendo permitido a entrada de pessoas não autorizadas, bem como a utilização desta área para outros fins.
Fig. 31- Local de armazenamento temporário
ARMAZENAMENTO EXTERNO
Os RSS devem ser armazenados, no próprio estabelecimento de saúde, em locais específicos para esse fim. O armazenamento externo dos diversos grupos dos RSS pode estar
em pontos separados ou na mesma área, desde que a divisão entre eles esteja perfeitamente
delimitada para evitar mistura ou focos de contaminação.
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
59
Fig. 32 - Local de armazenamento externo
O local onde se armazenam os RSS deve cumprir os seguintes requisitos:
?estar localizado de modo que o transporte dos RSS não cruze com o de outros
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
?
serviços, como cozinha, lavanderia, área de pacientes, etc;
contar com espaço suficiente para o manejo dos meios de transporte durante as
atividades de descarga, armazenamento e, posteriormente, a coleta externa;
ter pisos e paredes lisas, impermeáveis, de cor clara, com ângulos de encontro entre
pisos e paredes chanfrados. O piso deve ter declividade de 2% até o ralo para facilitar
a lavagem e desinfecção. Todos os orifícios devem ser protegidos com telas para
evitar o ingresso de insetos, roedores e pássaros;
estar provido de ponto de água e equipamento necessário para a limpeza e desinfecção do pessoal e das estruturas físicas;
ser identificado com as devidas convenções;
para a localização do abrigo, deve-se escolher uma área, o mais distante possível das
salas ou outros serviços do hospital, próxima às saídas de serviço do estabelecimento e que conte com um fácil acesso para os veículos de coleta externa;
estar convenientemente iluminado e possuir sistema de ventilação;
estar protegido da radiação solar;
ter acesso restrito e ser mantido fechado para evitar a manipulação dos resíduos
por pessoas inabilitadas;
ter acesso, à área de armazenamento, distinto do acesso do depósito de materiais;
possuir vedação nas portas para dificultar o acesso de vetores.
O local de armazenamento e os carros de transporte interno devem ser lavados a cada retirada
dos RSS, devendo, em último caso, ser previsto local apropriado para a higienização. Os efluentes
resultantes da operação de lavagem devem ser encaminhados ao sistema de tratamento de efluentes.
60
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
QUADRO 07 - FLUXO DE MANEJO INTERNO DOS RSS
OPERAÇÃO
QUEM?
SEGREGAÇÃO:
Separar e
acondicionar os
RSS de acordo com
suas características
O pessoal dos
serviços que
geram RSS
IDENTIFICAÇÃO:
Colocar em cada
recipiente de
RSS fechado a
etiqueta
correspondente
O QUÊ?
ONDE?
COMO?
QUANDO?
RSS comuns e
perigosos
Na fonte de
geração
Colocando
cada tipo de
resíduos em
seu recipiente
correspondente
No momento
de descartar o
resíduo
O pessoal dos
serviços que
geram RSS
O recipiente
cheio de RSS
perigosos
Na fonte de
geração
ARMAZENAMENTO
TEMPORÁRIO:
colocar os
recipiente
fechados em
local destinado
para sua coleta
O pessoal dos
serviços que
geram resíduos e
o pessoal dos
serviços de
limpeza
Os recipientes
fechados e
etiquetados
que contêm
RSS
Nos locais
determinados
pelo PGRSS
sobre a fonte
de geração
COLETA E
TRANSPORTE:
Transladar os
recipientes do
local de armazenamento
temporário até o
local do armazenamento externo
O pessoal dos
serviços de
limpeza
Apenas
recipientes
fechados e
etiquetados
Em carros
com rodas
de tração
manual
ARMAZENAMENTO
EXTERNO:
Armazenar os
RSS em um local
adequado
devidamente
acondicionado à
espera de sua
coleta definitiva
O pessoal dos
serviços de
limpeza
Os resíduos de
acordo com a
segregação
realizada
Em um
armazém se
acondiciona
os resíduos
comuns, em
outro os
perigosos
Preenchendo Ao fechar um
a etiqueta com saco ou um
os dados que
recipiente
identifiquem
cheio
os RSS
Transladando
manualmente
os recipientes de
dentro da
fonte de
geração
Depois de
fechá-los e
etiquetá-los
Respeitando
De acordo
o roteiro e os com o horário
procedimentos e freqüência
de segurança
de retirada
estabelecidos
para cada
área e tipo do
serviço
Respeitando a
separação
básica entre
comuns
(grupo D) e os
perigosos dos
grupos A, B e
C
No momento
de sua coleta
e transporte
interno
Fonte: Guía de Capacitación - Gestión y Manejo de Desechos Sólidos Hospitalarios (1996).
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
61
COLETA E TRANSPORTE EXTERNO DOS RSS
Para cumprir com suas responsabilidades e tomar decisões oportunas sobre a gestão dos
Resíduos de Serviços de Saúde, os responsáveis devem conhecer todas as fases do manejo,
incluindo as atividades que se realizam fora do estabelecimento de saúde, como o transporte que, na maioria dos casos, está a cargo de outras instituições/empresas, sejam elas municipais ou privadas.
Os RSS armazenados devem ser coletados diariamente ou no mínimo três vezes por
semana, tendo em vista que um armazenamento por um tempo superior a dois dias, mesmo
separado, aumenta o risco de contaminação ambiental e a propagação de infecções.
A correta segregação dos RSS permite manejar os resíduos do Grupo D gerados pelo
estabelecimento de saúde de maneira segura, deixando sua coleta e transporte a cargo da
mesma instituição/empresa que se ocupa do manejo dos resíduos sólidos urbanos.
Cabe à direção do estabelecimento de saúde definir, por meio de estudo de custo/
benefício, se realizará diretamente o transporte externo ou se estabelecerá contratos ou
acordos com instituições ou empresas operadoras, de acordo com o sistema de tratamento
escolhido e a infra-estrutura disponível no município.
Fig. 33 - Coleta diferenciada dos RSS
As entidades responsáveis por organizar a coleta e o transporte dos RSS perigosos
devem considerar os seguintes fatores:
?
?
?
?
?
?
62
roteiros, freqüência e horários;
características dos meios de transporte;
carga e descarga;
manutenção e desinfecção de equipamentos e utensílios;
medidas de segurança;
capacitação do pessoal envolvido.
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Roteiros, Freqüência e Horários de Coleta
Os responsáveis pelo transporte dos RSS devem selecionar os roteiros mais adequados
e mais curtos possíveis para poder conectar os estabelecimentos de saúde existentes ao local
de tratamento ou disposição final. Devem ser evitadas as vias de maior trânsito e os lugares
públicos de alta concentração de população, com o propósito de reduzir a magnitude dos
efeitos negativos em caso de acidentes e derramamentos.
Fig. 34 - Roteiro de coleta dos RSS
Com base na quantidade de RSS gerados nos diferentes estabelecimentos de saúde, é
estabelecida a freqüência da coleta, desde os diferentes locais de armazenamento externo e
seu transporte até o local de tratamento ou disposição final, em comum acordo com as
autoridades de saúde e de meio ambiente competentes.
A freqüência de coleta dos RSS dos locais de armazenamento externo deve ocorrer pelo
menos três vezes por semana, durante as horas de menor fluxo de usuários no estabelecimento de saúde e nas vias públicas.
Características dos Meios de Transporte
Os veículos utilizados para o transporte dos RSS do Grupo A (resíduos com risco
biológico) devem ter as seguintes características especiais:
?
?
a altura interior do espaço de carga deve comportar um homem de estatura normal
em pé;
a carroceria do veículo deve conter um sistema que permita assentar os recipientes
para impedir que deslizem durante o transporte;
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
63
?
?
?
?
a carroceria do veículo deve ser completamente separada da cabine e estar fechada
durante todo o transporte;
a parte interior da carroceria do veículo deve permitir facilmente a lavagem e dispor
de drenagem;
as portas de carga devem estar na parte traseira do veículo e permitir a maior abertura
possível;
O veículo deve estar devidamente identificado com rótulo que indique a presença de
material biológico, contendo o símbolo universal de substância infectante e a inscrição “Risco Biológico”, conforme determina a norma da ABNT, NBR 7.500 – Símbolos de Risco e Manuseio para o Transporte e Armazenamento de Materiais.
Nunca se deve utilizar veículos compactadores de lixo
urbano para o transporte de RSS dos Grupos A, B e C.
Carga e Descarga
As operações de carga e descarga devem se adaptar necessariamente a tecnologia empregada pela empresa ou órgão responsável pela coleta e o transporte externo dos RSS.
A operação menos indicada é a transferência por levantamento hidráulico, dos RSS
armazenados no contêiner, diretamente para o interior do caminhão, pois favorece o rompimento e o esmagamento dos sacos antes de sofrerem um tratamento adequado.
Uma forma de operação mais adequada é a colocação dos RSS em recipientes rígidos
que, durante a operação de carga, poderão ser empilhados no interior do caminhão, reduzindo o risco de ruptura e esmagamento dos sacos. Para realizar esta operação se faz necessária a existencia de mão-de-obra treinada.
Fig. 35 - Higienização do veículo de coleta dos RSS
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Ao término de cada dia de trabalho deverá ser procedida a lavagem e desinfecção dos
veículos e recipientes, mesmo que não tenha ocorrido nenhum derramamento.
A empresa que promover a coleta e o transporte externo deve ter uma equipe exclusiva
para este tipo de coleta, devidamente capacitada em todos os procedimentos adequados no
manejo dos RSS. A direção do estabelecimento de saúde, uma vez escolhida a empresa que
se encarregará do transporte, deve fiscalizar e garantir que o pessoal tenha acesso a essa
capacitação.
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parte 2