INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO
INDUSTRIAL PORTUGUESA-CONFEDERAÇÃO
EMPRESARIAL (AIP-CE), COMENDADOR JORGE
ROCHA DE MATOS, POR OCASIÃO DA RECEPÇÃO DO
PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE CABO VERDE EM
22 DE JULHO DE 2008
Senhor Presidente da República de Cabo Verde
Senhor Ministro da Cultura de Cabo Verde
Senhores Embaixadores
Senhor Presidente da FIC
Senhoras e Senhores empresários
Minhas Senhoras e Meus Senhores
Permitam-me que em nome da AIP-CE, as minhas
primeiras
palavras
congratulação
por
sejam
receber
de
agradecimento
Sua
Excelência
e
o
Presidente da República de Cabo Verde nesta casa
que pertence à comunidade empresarial e que a
partir de hoje queremos que seja também a sua.
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Intervenção do Pres.AIP-CE, Jorge Rocha de Matos, por ocasião da recepção do Presidente da República _Cabo Verde
Lisboa, 22 julho 2008
Cabo Verde é para Portugal um País de referência
por razões que se prendem com a nossa história
partilhada,
mas
também
pela
proximidade
linguística e cultural que nos une.
Permita-me que lhe diga que, quando vou a Cabo
Verde me sinto como se estivesse em casa. Aliás,
essa sensação, tive ocasião de a reviver no passado
mês de Maio, na minha última deslocação à Cidade
da Praia.
Cabo Verde é um país atractivo para os empresários
portugueses. Os empresários e os portugueses em
geral têm um apreço muito especial por Cabo Verde
com
quem,
desde
sempre,
desenvolveram
e
continuarão seguramente a desenvolver relações
comerciais
e
onde
investem,
refira,
com
também,
confiança.
Permita-me
que
que
os
portugueses,
elegem Cabo Verde como um lugar
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Intervenção do Pres.AIP-CE, Jorge Rocha de Matos, por ocasião da recepção do Presidente da República _Cabo Verde
Lisboa, 22 julho 2008
privilegiado para passar férias e fruir dos seus
múltiplos encantos.
Não posso deixar de referir também o importante
contributo para a economia portuguesa de muitos
Cabo-verdianos
que
aqui
trabalham
e
vivem,
constituindo uma importante comunidade.
Tanto Portugal como Cabo Verde são hoje duas
pequenas economias abertas, mas que se inserem
em mercados mais vastos do que o seu próprio
mercado
interno.
Portugal,
é
uma
economia
integrada no espaço da União Europeia sendo esse o
seu
mercado
interno.
Mas
Cabo
Verde
ocupa
também uma posição geoeconómica privilegiada no
contexto da Comunidade Económica dos Países da
África Ocidental. Também é verdade que Cabo
Verde beneficia de condições de acesso preferencial
decorrentes de acordos internacionais, por parte dos
seus produtos, não só à CEDEAO, como também
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Lisboa, 22 julho 2008
aos Estados Unidos, Brasil, Rússia, Japão e União
Europeia.
É este quadro que deve ser melhor compreendido
pelos empresários portugueses, que em articulação
com
os
potenciar
empresários
as
cabo-verdianos
oportunidades
que
deverão
este
mercado
alargado perspectiva.
A AIP-CE como é seu timbre não deixará de fazer o
trabalho de casa e incentivar os empresários e as
autoridades
públicas
portuguesas
para
que,
conjuntamente, trilhemos este caminho.
Devo dizer, que a colaboração da AIP-CE com Cabo
Verde tem sido uma realidade ao longo do tempo,
traduzido nas mais diversas formas de cooperação e
colaboração:
investimento
estudo
em
Cabo
de
oportunidades
Verde,
feiras,
de
missões
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Lisboa, 22 julho 2008
empresariais,
formação
profissional,
consultoria
especializada, entre outras.
É também com este referencial e com o propósito
de dar um novo ímpeto a este relacionamento nos
planos empresarial e institucional que vamos hoje,
aqui, assinar um importante protocolo nos domínio
das feiras, tendo como protagonistas por parte de
Portugal, para além da AIP-CE também a AICEP
(Agência para o Investimento e Comércio Externo
de Portugal),
e, por parte de Cabo Verde a FIC
(Feira Internacional de Cabo verde), cujo presidente
quero aqui saudar e agradecer a sua presença.
Estou certo que da vontade e da capacidade destas
diferentes instituições irá resultar um novo impulso
ao reforço das relações bilaterais.
Em termos bilaterais existe um elevado potencial
para que, nos planos empresarial e da economia, se
aprofunde e dinamize o relacionamento entre as
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Intervenção do Pres.AIP-CE, Jorge Rocha de Matos, por ocasião da recepção do Presidente da República _Cabo Verde
Lisboa, 22 julho 2008
duas
comunidades
empresariais,
explorando
oportunidades de investimento e de comércio de
interesse mútuo tendo em conta este referencial de
mercado alargado a que me referi. Por isso, dirijome
também
aos
empresários
e
interlocutores
empresariais cabo-verdianos e portugueses aqui
presentes, dizendo-lhes que a AIP-CE não só confia
na sua disponibilidade, motivação e interesse para
catapultarem o relacionamento empresarial bilateral
para patamares mais elevados como está disponível
para
se
empenhar
institucionalmente
nesse
objectivo.
Senhor Presidente da República de Cabo Verde,
Excelência:
As
relações
instituições,
podem
empresas,
ser
protagonizadas
governos
ou
por
outras
entidades. Mas, são as pessoas, com as suas
qualidades e capacidades, com a sua vontade e
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Intervenção do Pres.AIP-CE, Jorge Rocha de Matos, por ocasião da recepção do Presidente da República _Cabo Verde
Lisboa, 22 julho 2008
determinação, que lhes dão vida e lhes conferem
força, inteligência e sabedoria.
São
disso
exemplo,
o
trabalho
exemplar
desenvolvido pelos Senhores Embaixadores aqui
presentes.
A Vossas Excelências o meu muito
obrigado.
Sua Excelência o Presidente da República de Cabo
Verde, Comandante Pedro Pires, que nos honra,
hoje, com a sua presença nesta casa, é uma dessas
raras
pessoas
inteligência
e
de
a
bem,
que
determinação
têm
para
a
visão,
trilhar
a
os
caminhos do futuro.
Um futuro que queremos melhor e mais partilhado,
em benefício das nossas empresas, das nossas
economias e dos nossos povos. Temos todas as
razões para que isso aconteça.
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Intervenção do Pres.AIP-CE, Jorge Rocha de Matos, por ocasião da recepção do Presidente da República _Cabo Verde
Lisboa, 22 julho 2008
A AIP-CE deliberou, como prova de reconhecimento
pelo muito que Sua Excelência o Presidente da
República de Cabo Verde têm feito e certamente
continuará a fazer em favor desta aproximação
entre as duas comunidades empresariais e os dois
povos, atribuir-lhe aquela que é a venera mais
importante da AIP-CE para distinguir as pessoas
mais ilustres, o grau de Presidente Honorário da
Associação Industrial Portuguesa, aqui selado
pelo diploma que tenho o privilégio de lhe
poder entregar.
Jorge Rocha de Matos
2008-07-22
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