1 FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE Gestão de transporte através do conceito “on time in full” LETICIA NERI DA SILVA SÃO PAULO 2009 2 LETICIA NERI DA SILVA Gestão de transportes através do conceito “on time in full” Monografia final de conclusão de curso apresentada à Faculdade de Tecnologia da Zona Leste, como um dos prérequisitos para a obtenção do título de Tecnólogo em Logística com ênfase em Transporte, sob a orientação da Dr Marly Cavalcanti. 3 SÃO PAULO 2009 Nome: SILVA, Leticia Neri da Titulo: Gestão dos transportes através do conceito “on time in full” Monografia final de conclusão de curso apresentada à Faculdade de Tecnologia da Zona Leste, como um dos prérequisitos para a obtenção do título de Tecnólogo em Logística com ênfase em Transporte, sob a orientação da Dr Marly Cavalcanti. Aprovado em: Banca Examinadora Prof Dr. ___________________________ Instituição ____________________ Julgamento_________________________Assinatura____________________ Prof Dr. ___________________________ Instituição ____________________ Julgamento________________________ Assinatura____________________ Prof Dr. ___________________________ Instituição ____________________ Julgamento________________________ Assinatura_____________________ 4 Agradecimento 5 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS ..........................................................................................VI RESUMO ..........................................................................................................VII ABSTRACT .....................................................................................................VIII INTRODUÇÃO...................................................................................................IX 1. LOGÍSTICA ...................................................................................................11 1.1 A cadeia de suprimentos ............................................................................12 1.2 Complexibilidade logística ..........................................................................17 1.3 Desempenho logístico para liberação de investimento ..............................18 1.3.1 Estratégia x Indicadores de desempenho ................................................19 1.3.2 Indicadores de desempenho ....................................................................19 2. GESTÃO DE TRANSPORTES .....................................................................24 2.1 Panorama do Transporte de Carga ............................................................25 2.2Transporte Rodoviário .................................................................................26 2.3 Risco e Segurança do transporte no Brasil ...............................................28 3 GERENCIAMENTO DE RISCOS ..................................................................32 3.1 O que é rastreamento de cargas ................................................................33 3.2 Tecnologias de rastreamento .....................................................................33 3.2.1 Recepção de sinal através da tecnologia terrestre .................................35 3.2.2Recepção de sinal através da tecnologia satelital ....................................36 4. ESTUDO DE CASO ......................................................................................38 4.1 O processo em estudo ................................................................................39 4.2 Problemas identificados ..............................................................................40 4.3 Modelo de solução para eliminação dos gargalos ......................................41 4.4 Realização do processo ..............................................................................42 4.5 Resultado apresentado ...............................................................................44 4.6 Melhorias identificadas ...............................................................................44 5. CONCLUSÃO................................................................................................45 6. BIBLIOGRAFIA .............................................................................................46 6 LISTA DE FIGURAS 1. A Cadeia de suprimentos....................................................................... 13 2. A cadeia de suprimentos imediata da empresa .....................................15 3. Gestão por processos.............................................................................17 4. Evolução do transporte rodoviário de carga ..........................................26 5. Roubo de cargas em São Paulo 2007....................................................29 6. Roubo de cargas em São Paulo 2008 ...................................................30 7. Rodovias com maior indicidência de roubos.......................................... 31 8. Funcionamento da transmissão de dados da tecnologia .......................34 9. Alerta gerado pela tecnologia de rastreamento..................................... 35 10. Constelação dos satélites GPS ..............................................................36 11. Rota percorrida pelo veiculo ..................................................................38 12. Movimentação que representa os processos para a operação............. 39 13. Gargalos detectados no processo .........................................................40 14. Modelo proposto para acompanhamento.............................................. 41 15. Veículo passando pela cerca eletrônica ................................................43 7 RESUMO Silva, L N; Gestão de transportes através do conceito “On time in full” – 2009, 47f – Trabalho de Conclusão de Curso, Faculdade de Tecnologia da Zona Leste, São Paulo, 2009. A pesquisa traça um panorama do transporte rodoviário no país e as metodologias de prevenção de perdas utilizadas demonstrando motivos de integração do transporte ao gerenciamento de riscos. Através das aplicações definidas nos tipos de gerenciamento aborda-se a utilização das possibilidades disponibilizadas pelas tecnologias de rastreamento para acompanhamento logístico, no estudo de caso foram exploradas algumas disponibilidades das tecnologias embarcadas nos sistemas de rastreamentos que eram subutilizadas no intuito de otimizar o controle de transporte rodoviário fazendo com que o controle logístico da operação estivesse ao alcance direto do transportador, embarcador e destinatário, após esta analise foi verificado que o aproveitamento destes equipamentos podem ser altamente eficientes, sem haver aumento significativo nos custos pois, os equipamentos utilizados são os mesmos tendo apenas uma exploração maior do que a tecnologia pode oferecer. 8 ABSTRACT Silva, L N; Transportation management through the "On time in full" - 2009, 47f - Conclusion of Course, Faculdade de Tecnologia da Zona Leste, São Paulo, 2009. The survey draws a perspective of the Brazilian road transport and the utilized losses prevention methodologies showing reasons for the integration of the transport to the risk management. Throughout the applications defined on the kinds of management, there is an approach for the utilization of the tracking technologies for logistic accompaniment, in this study were explored some availability of the tracking technologies that were sub-utilized in order to optimize the road transport control wich gives the opportunity to the Carrier, Loader and the Receiver have the logistic control of the operation. The utilization of these equipment can be highly efficient, without a significant increase in the costs, because the equipment utilized are the same, they just have a better exploitation than the technology can offer. Keywords: logistics, risk management, transport road. 9 INTRODUÇÃO A falta de controle da gestão do transporte é um grande problema sofrido pelas organizações, nelas existem a extrema necessidade de aprimoramento do uso de tecnologias para controles e efetividade dos conhecimentos e informações de entrada e saída de mercadorias em simples operações pontoa-ponto até as mais complexas, envolvendo diferentes modais de transporte, rotas e cross-docking, ou seja, inter docas. A ausência de visibilidade de todas as informações em tempo real geram um grande conflito de informações por isso os embarcadores possuem a necessidade de minimizar os efeitos negativos de imagem junto ao destinatário devido a eventos inesperados da viagem, como atrasos na expedição, disponibilidade de quantidades abaixo do previsto, entre outros problemas de percurso garantindo que cada remessa seja entregue da forma mais eficiente e econômica. O segmento de transportes busca cada vez mais a otimização e profissionalização de seus serviços; visto que a sua representatividade no custo do produto é alta devido a este fato, muitos destes procuram expor claramente a sua gestão. o transporte é uma das principais funções logísticas e pode representar cerca de 60% destas despesas; suas funções estão ligadas basicamente às dimensões de tempo e utilidade de lugar...mesmo com o avanço de tecnologias que permitem a troca de informações em tempo real, o transporte continua sendo fundamental para que seja atingido o objetivo, que é o produto certo, na quantidade certa, na hora certa, no lugar certo ao menor custo possível (FLEURY, WANKE, FIGUEIREDO, 2000, p.126). Por isso há a necessidade de utilizar-se dos conceitos e dos avanços tecnológicos para aumentar a visibilidade e otimizar o processo de trocas de informações minimizando assim as falhas em previsões de entrega e processo de transporte. 10 Este trabalho aborda a utilização do indicador de níveis de serviço "On time in full", para medir a performance logística de atendimento ao cliente; através de meios adequados e de ferramentas tecnológica para que o transporte seja feito “dentro do tempo, na totalidade”, significando que o produto ou serviço seja entregue no tempo correto e na quantidade solicitada pelo cliente. Fazer com que os custos de investimentos em segurança se transformem em ferramenta para avaliação da performance do transporte, otimizando o serviço e criando assim um grande fator de diferenciação junto a qualquer cliente. 11 1. LOGISTICA A logística teve origem na área militar onde tinha por objetivo o abastecimento das tropas que estavam sempre preparadas para guerra ela influenciou na expansão e conquista de grandes impérios. O seu desenvolvimento se deu através de diversos conflitos generalizados que ocorreram ao redor do mundo as necessidades crescentes de deslocamentos de tropas, necessidade de produção em massa de armas, desenvolvimento de processos industriais. O conceito Logístico só surgiu depois da década dos anos 50, motivado por uma nova atitude do consumidor, desenvolvimento da analise de custos total e inicio da preocupação com o serviço prestado ao cliente e maior interesse de otimização do canal de distribuição. É o processo de planejamento, implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo com o propósito de atender às exigências dos clientes. CLM (Consul of Logistic Management), apud Ballou 2007 Entre meados dos anos 60 a 80 os conceitos foram consolidados tendo colaborações decisivas em diversos processos, o consumidor possuía uma nova atitude, o desenvolvimento de um novo processo para análise de custos e o inicio da preocupação com o serviço ao cliente fizeram do canal de distribuição o foco do processo. Com o passar dos anos fatores como a globalização, a reestruturação da economia mundial, a padronização de serviços oferecidos pelo mercado e o desenvolvimento tecnológico criaram uma acirrada concorrências entre fornecedores fazendo com que a Logística se tornasse um instrumento diferencial para a disputa mercadológica. Neste período a logística foi revolucionária visto que estávamos no auge da globalização e desenvolvimentos tecnológicos mundiais, havia a crescente 12 problemática de que os produtores e os consumidores estavam geograficamente cada vez mais dispersos e em suas atividades primarias, a logística neste momento se fez necessária e foi o ponto fundamental de crescimento deste processo. Suas atividades primárias se resumiam em transportes e tinham por objetivo fazer a movimentação física; gestão de estoques, através dela se obtinha um controle de produtos e ter controle do espaço físico para que não houvesse escassez de matéria prima, e nem mesmo de produto acabado; e processamento de pedidos. Com o passar do tempo sua abrangência foi aumentando fazendo com que a logística fosse também responsável por cuidar de atividades de apoio: armazenagem, manuseio, embalagem, obtenção de matéria-prima e produtos acabados; e administração de informações para fazer que com a boa administração destes dados mantivessem o diferencial competitivo. Com o passar dos anos os conceitos logísticos foram se subdividindo em seguimentos que se tornaram essenciais para a sobrevivência no mercado que a cada momento se demonstrava mais competitivo entre os seguimentos podemos destacar como principais deles: • A administração de materiais é um dos focos para redução de custo no processo sua operação é diretamente ligada ao fluxo de materiais e informações desde o fornecedor de matéria prima até a consolidação produto acabado. • A Distribuição física é diretamente associada a movimentação de materiais desde o local de sua produção até o local designado no destino e ao fluxo de informações associados, garantindo que bens cheguem ao cliente destinatário com boas condições comerciais, ou seja, qualidade e preços competitivos ao mercado. Estes dois segmentos são então os responsáveis pelo ciclo completo de um produto passando pelo processo de obtenção de matéria prima e administrando o ciclo completo de transformação de matéria prima em produto final, após esta transformação o controle de fluxo garante que o produto acabado esteja à disposição do consumidor final. 13 1.1 A CADEIA DE SUPRIMENTOS A cadeia de suprimentos é constituída pelo grupo que supre (abastece) as necessidades de determinada empresa na criação e desenvolvimento de produtos, podendo também se estender a um processo de contribuição de fornecedores, varejistas e consumidores onde faz com que se crie valor na forma de produto e serviços desde a matéria prima até o consumidor, esta cadeia não possui limitações quanto ao fluxo de produtos e informações. A função principal da cadeia é maximizar o retorno sobre o ativo fixo investido através da gestão integral dos fluxos de materiais, produtos, informações e recursos financeiros desde a ponta de suprimento da cadeia até o consumidor final, através de uma integração dos membros, sendo que cada membro da cadeia de suprimentos trabalhará com o foco voltado para atividade principal de sua empresa, podendo assim otimizar o seu nível de serviço através de investimentos estratégicos e tecnológicos e agregando este valor ao produto final da cadeia. Figura 01: A Cadeia de Suprimentos Fonte: Mnetzer et al. “Defining Supply Chain Management”, Journal of Business Logistic, Vol. 22, n° 2 (2001), pág. 19. Apud Balou (2004). 14 A Cadeia de suprimentos tem como principal objetivo aprimorar o relacionamento entre as empresas e organizações, num esforço coletivo para garantir a eficiência e eficácia dos serviços prestados, conseguindo então através da qualidade final de atendimento manter o cliente final satisfeito, fazendo com que o leque de clientes possa ser largamente expandido a um custo cada vez menor para que o preço não seja impactante na operação e o destinatário não tenha que arcar com o elevado custo, mas sim se beneficiar do baixo custo garantido nessas operações. A tarefa é manter este elo bem equilibrado para que se mantenha a estabilidade e uma racionalidade. Os pontos fundamentais da cadeia de suprimentos são: • Cooperação, redução de riscos e indução a melhoria da eficiência do processo logístico como um todo. • Redução de desperdícios através da integração. A mutua participação entre os integrantes de uma cadeia de suprimentos tem por objetivo reduzir riscos nas relações cooperativas, visto que com o ciclo da cadeia há uma melhor fluidez de informações no ciclo corporativo, onde se eleva a capacidade de criar estratégias assertivas com foco nas informações adquiridas pelos elos da cadeia, gerando assim grande confiabilidade nas informações consolidadas para a aplicação no planejamento operacional. As atividades anteriormente citadas são essenciais para o fluxo do processo, entretanto pode haver uma variação, pois as atividades gerenciadas pela logística podem sofrer variações pois tendem a levar como base principal o fluxo de processo interno da empresa, dependendo, principalmente da estrutura organizacional e dos conceitos de seus gerentes sobre o que constitui a cadeia de suprimento entretanto como podemos observar na figura 02 algumas atividades são fundamentais e a única variação que teremos ao desenvolvimento destas é a importância de cada uma das atividades, 15 Figura 02 - A cadeia de suprimentos imediata da empresa Fonte: Balou 2004 Cada empresa buscara seu diferencial, entretanto o conceito básico é o mesmo comprar – manufaturar – vender, porém cada organização elaborará em seu planejamento estratégico um ponto diferencial que fará com que os produtos finais não sejam os mesmos fornecidos por outra organização independente de ambas empresas trabalharem com a mesma matéria prima o produto final poderá ser diferenciado pelo processo em que ele foi tratado durante o processo na cadeia. As Tecnologias da Informação e de Comunicação (TIC) proporcionaram uma evolução dos conceitos de gerenciamento logístico como, por exemplo, a Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM - Supply Chain Management). O conceito da cadeia de suprimentos esta evoluindo rapidamente para cadeia de valor agregado Caso não haja uma integração eficiente entre a cadeia de suprimentos e a gestão logística de nada adiantam esforços e implementações de tecnologia. Pois, cada elo da cadeia de suprimentos representará a troca de materiais e de informação entre empresas da cadeia de suprimentos. Atualmente, os Sistemas de Informações Gerenciais (MIS – Management Information Systems) 16 permitem às empresas eliminar as redundâncias da Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM), reduzindo dois grandes obstáculos da cadeia logística: • Estoques; • Custos com transporte. Nos tempos de hoje é sabido de todos que o tempo é o maior valor que pode ser agregado a uma cadeia de suprimentos. Por isso há uma grande importância em ter um administração coerente e dentro dos melhores parâmetros de qualidade pois, resultados como maior rentabilidade, relacionamento eficiente entre os elos, um processo mais seguro, menos instável e com certeza mais propenso a gerar resultados satisfatórios para todos os níveis da cadeia, não pode simplesmente ser descartado por uma má administração. Este ganhos gerados pela cadeia de suprimento são objetivos da gestão da cadeia de suprimentos, gestão esta que é subdividida em diversos processos, entre eles os processos que mais se destacam e não podem ser desprezados são: - Processo de estratégia empresarial - Processo de gerar demanda - Processo de suprir demanda - Processo de manter demanda Com pode se observar na figura 03 esta gestão por processo fecha um ciclo que envolve todos os setores da empresa tendo como foco principal suprir, manter e aprimorar as necessidades do cliente final, e através deste foco dar continuidade aos processos da empresa, ressaltando sempre que estas estratégias desenvolvidas pela gestão por processos não devem ser tomadas sem levar em conta os gargalos de todos os processos de gestão pois se isso não for condicionado é como se os elos da gestão não estivessem estritamente selados podendo assim comprometer todo o desenvolvimento do projeto independente de pleno sucesso individual obtido através do desempenho de cada um dos processos. 17 Figura 03: Gestão por processos Fonte: Curso de logística básica reis 1.2 COMPLEXIBILIDADE LOGISTICA Características do macro ambiente e fatores mercadológicos crescentemente influenciados pelos aspectos de um mundo globalizado, aumentam a complexibilidade logística gerando para ela dimensões estratégicas e atribuindo a obrigação de vantagem competitiva a empresas cujo utilizam disso para agregarem valor ao seu produto. A medida que os limites geográficos do comércio foram diminuindo, foi aumentando a crescente problemática logística e reforçando-se a tendência do crescimento em larga escala de especialização da atividade econômica do país, pois os aspectos estruturais fizeram com que a logística se transformasse em uma variável decisiva que assume o papel de proporcionar vantagens competitivas a empresas e países cujos produtos adicionam valor a seus produtos pelas competências logísticas empregadas considerando, por exemplo, prazos de entrega. 18 Neste contexto a logística agrupa e integra missões de criar valores agregados ao seu processo para assim criar um diferencial competitivo, uma de suas principais atividades esta relacionada diretamente ao escoamento de produtos e serviços. A necessidade de manter eficiência na administração do transporte, estoques e comunicações são vistas suas prioridades e devem ser tratadas como foco do negócio para aperfeiçoar os serviços prestados aos clientes. Quanto maior a busca em entregar o produto certo, no lugar certo, na hora certa, maiores se tornam as exigências por estratégias e sistemas integrados de busca de soluções logísticas. O mercado altamente competitivo e formado por clientes; os clientes muito mais rigorosos na avaliação do serviço, isso fez com que o aumento da concorrência crescesse vertiginosamente visto que todos conseguiriam trabalhar com conceitos similares de qualidade. A integração das atividades associadas à logística está gerando o crescente impacto sobre a otimização dos lucros das empresas visto que o diferencial estratégico logístico é a principal fonte de diferenciação de custos e otimização de serviços levando esta freqüente atividade como prioridades para os executivos A prática logística cuida do fluxo dos bens e serviços e da informação associada que os põe em movimento este conceito abrange a cadeia de suprimentos e a distribuição (principalmente a distribuição física) Nos tempos de hoje para se competir agressivamente no mercado de trabalho é necessário estar em constante mudança, para não se tornar uma empresa com atividades obsoleta e ultrapassada, pois isso comprometeria a saúde da organização. As empresas perceberam que diminuir custo não é mais o suficiente, mas para procurar uma vantagem competitiva é necessário agregar valor, assim devem se eliminar estratégias imediatas que resolvem problemas em curto prazo e buscar ações duradouras. A logística com seus objetivos se bem trabalhada pode melhorar o desempenho financeiro. 1.3 DESEMPENHO LOGISTICO PARA LIBERAÇÃO DE INVESTIMENTO O custo logístico é o segundo maior dispêndio de uma empresa em perde somente para o custo do 19 produto... nos países desenvolvidos os custos logístico representam em média 10% do Produto Interno Bruto. (BALLOU, 1993) Vendo a logística como maior dispêndio de seus investimentos, empresas buscam constantemente a otimização de seus serviços para garantir o aumento de sua lucratividade 1.3.1 Estratégia X Indicadores de Desempenho As estratégias servem como guia para as empresas desenvolverem e utilizarem recursos chaves, para se atingir os objetivos desejados em um ambiente dinâmico e competitivo (Fawcett et. al., 1997). No entanto, os impactos que as estratégias têm nas operações são dependentes de como elas são transmitidas para a organização e da sistemática de avaliação delas. O desenvolvimento de um comportamento operacional compatível com a estratégia definida é fortemente influenciado pelo acompanhamento de indicadores que monitoram as atividades que agregam valor ao negócio. Ou seja, os indicadores de desempenho são um meio para se analisar o cumprimento dos objetivos previamente traçados pelo planejamento estratégico. 1.3.2. Indicadores de Desempenho Logístico Os indicadores de níveis de serviço se tornaram populares para o processo de qualidade e foram migrando para diversas áreas de uma corporação. Na logística eles entraram para controle do desempenho e performance; “a busca por eficiência tem como pré-requisito a alta qualidade dos serviços prestados ao cliente final” (Fleury e Lavalle, 2000). No que contexto mercadológico que vivemos a avaliação de desempenho tem como objetivo aprimorar todo o ciclo da cadeia de suprimentos não mais apenas o aprimoramento das atividades individuais, pois a visão de mercado mostra que não é possível atender as exigências de mercado qualidade e custo sem esta integração. A avaliação do desempenho é ponto fundamental na garantia de funcionamento segundo Lima Jr. (2001) um sistema de avaliação de 20 desempenho tem como principais objetivos: o monitoramento de variáveis e a antecipação de ações dentro de uma postura preventiva; a resolução de problemas visando a eliminação de causas de insatisfação ou elevação do nível de satisfação; e a dissolução do sistema pela obsolescência de sua finalidade A escolha dos indicadores que formarão um sistema de avaliação do desempenho muitas vezes não recai sobre o quê medir, mas sobre a decisão de quais os atributos que levarão a empresa a alcançar seus objetivos estratégicos (KAYDOS, 1999). Segundo Rey (1999), os indicadores de desempenho logístico devem estar alinhados com os indicadores de desempenho corporativo. Bhardwaj (2003) defende que para se obter os benefícios desejados na cadeia de suprimentos, devem ser medidos três tipos de indicadores: -Métricas relacionadas aos clientes: quão freqüente - e quão bem - as expectativas do cliente estão sendo atendidas? Alguns dos indicadores utilizados são a taxa de atendimento das ordens de vendas e o nível de serviço -Métricas relacionadas aos estoques: indicadores comuns são classificações ABC, números de rupturas de estoque, giros de estoque e valor do investimento total em estoque. -Métricas relacionadas aos fornecedores: medem a capacidade de atendimento dos fornecedores. Um indicador usual diz respeito ao número de ordens de compra atendidas na quantidade e data exatas dividido pelo número total de ordens de compra. Para Lohman et al. (2002), os seguintes itens devem ser cobertos pelos indicadores ligados à estratégia da empresa. -Cliente: nível de satisfação, taxa de preenchimento de ordens. -Financeiro: medidas de custo por unidade, medidas relacionadas a inventário. -Fluxo de produto: aderência ao plano de produção, produtividade e base para medidas relacionadas à entrega de produtos. -Pessoas: satisfação dos empregados, desenvolvimento profissional e diversidade. -Melhoria de processo: progresso de projetos chave, qualidade dos suprimentos e complexidade das operações. -Sustentabilidade. 21 Para Dornier et al. (2000), os princípios que devem guiar o desenvolvimento dos indicadores Assim, os indicadores de desempenho logístico auxiliam no monitoramento da qualidade das atividades logísticas internas à empresa ou a de seus parceiros (fornecedores). O OTIF é um indicador de desempenho de serviço que avalia a qualidade de atendimento de pedidos; seu objetivo principal é aumentar a satisfação dos clientes, estabelecendo qual o nível de serviço que a organização lhes oferece. Sua sigla representa as letras iniciais dos termos em inglês On Time In Full, o que conceitualmente significa: - On Time: na hora, ou seja, produtos/serviços devem ser entregues numa determinada data, horário ou janela de horas e local, previamente especificado. - In Full: na totalidade, completo, ou seja, os produtos/serviços devem estar dentro das especificações acordadas: qualidade intrínseca, dimensões, quantidade, perfeitas condições físicas e quaisquer outros atributos específicos de cada setor. Na avaliação de desempenho ao atendimento do pedido do cliente fica clara a importância de deste conceito logístico que vem crescentemente aumentando a eficiência das atividades. Considerando o atendimento dos pedidos o elemento central do nível de serviço, para que a atingir a necessidade de desempenho dos clientes, deve-se considerar as seguintes dimensões do nível de serviço (FLEURY, 2000): a facilidade de completar a transação, a disponibilidade de produtos, o prazo de entrega, a consistência do prazo, o sistema de informações de apoio, o sistema de correção de falhas, o desempenho na entrega física e a flexibilidade. A fim de se medir a eficiência de cada uma das dimensões e suas interligações de maneira estruturada; pode-se adotar a utilização de uma sistemática que englobe métricas e processos de mensuração do desempenho alinhados com os objetivos da empresa. A avaliação do desempenho é ponto fundamental na garantia de funcionamento segundo Lima Jr. (2001) um sistema de avaliação de desempenho tem como principais objetivos: o monitoramento de variáveis e a antecipação de ações dentro de uma postura preventiva; a resolução de 22 problemas visando a eliminação de causas de insatisfação ou elevação do nível de satisfação; e a dissolução do sistema pela obsolescência de sua finalidade A escolha dos indicadores que formarão um sistema de avaliação do desempenho muitas vezes não recai sobre o quê medir, mas sobre a decisão de quais os atributos que levarão a empresa a alcançar seus objetivos estratégicos (KAYDOS, 1999). Segundo Rey (1999), os indicadores de desempenho logístico devem estar alinhados com os indicadores de desempenho corporativo. Bhardwaj (2003) defende que para se obter os benefícios desejados na cadeia de suprimentos, devem ser medidos três tipos de indicadores: - Métricas relacionadas aos clientes: quão freqüente - e quão bem - as expectativas do cliente estão sendo atendidas? Alguns dos indicadores utilizados são a taxa de atendimento das ordens de vendas e o nível de serviço. - Métricas relacionadas aos estoques: indicadores comuns são classificações ABC, números de rupturas de estoque, giros de estoque e valor do investimento total em estoque. - Métricas relacionadas aos fornecedores: medem a capacidade de atendimento dos fornecedores. Um indicador usual diz respeito ao número de ordens de compra atendidas na quantidade e data exatas dividido pelo número total de ordens de compra. Para Lohman et al. (2002), os seguintes itens devem ser cobertos pelos indicadores ligados à estratégia da empresa. -Cliente: nível de satisfação, taxa de preenchimento de ordens. -Financeiro: medidas de custo por unidade, medidas relacionadas a inventário. -Fluxo de produto: aderência ao plano de produção, produtividade e base para medidas relacionadas à entrega de produtos. -Pessoas: satisfação dos empregados, desenvolvimento profissional e diversidade. -Melhoria de processo: progresso de projetos chave, qualidade dos suprimentos e complexidade das operações. -Sustentabilidade. 23 No quadro de desempenho ao atendimento do pedido do cliente fica clara a importância do um conceito logístico OTIF (On Time in full). Quadro 01: Desempenho no atendimento do pedido do cliente DESEMPENHO NO ATENDIMENTO DO PEDIDO DO CLIENTE Indicador de Descrição Cálculo Melhores práticas desempenho Pedido Perfeito ou Perfect Order Measurement Calcula a taxa de pedidos sem erros em cada estágio do pedido do Cliente. Deve considerar cada etapa na "vida" de um pedido. % Acuracidade no Registro do Pedido x % Acuracidade na Separação x % Em torno de 70%. Entregas no Prazo x % Entregas sem Danos x % Pedidos Faturados Corretamente Pedidos Completos e no Prazo ou % OTIF On Time in Full Corresponde às entregas realizadas dentro do prazo e Entregas Perfeitas / atendendo as Total de Entregas quantidades e Realizadas *100 especificações do pedido. Entregas no Prazo ou On Time Delivery Desmembramento da OTIF; mede % de Entregas no prazo / Variam de 95% a entregas realizadas no Total de Entregas 98 % prazo acordado com o Realizadas *100 Cliente. Para grupos de Clientes A, o índice varia de 90 % a 95%; no geral atinge valores próximos de 75%. Desmembramento da OTIF; mede % de Pedidos integralmente Taxa de Atendimento pedidos atendidos na atendidos / Total de 99,50% do Pedido ou Order Fill quantidade e Pedidos Expedidos *100 Rate especificações solicitadas pelo Cliente Tempo decorrido entre a realização do pedido por um Cliente e a data Tempo de Ciclo do de entrega. Alguns Data da Entrega menos Pedido ou Order Cycle consideram como data a Data da Realização Time final a data de do Pedido disponibilização do pedido na doca de expedição. Fonte: Menos de 24 horas para localidades mais próximas ou até um limite de 350km 24 2. GESTÃO DE TRANSPORTE Um sistema de transporte eficiente e de baixo custo contribui para aumentar a competitividade da empresa no mercado, reduzir preços de produtos comercializados e melhorar a economia de escala na produção. Com relação a economia de escala o sistema de transporte interfere na confiabilidade do recebimento de matéria prima e componentes dos fornecedores e na confiabilidade de entrega dos produtos acabados aos clientes e mercados consumidores, em bom estado e nos tempos pré determinados. (BALLOU, 2006). O gerenciamento dos sistemas de transporte a serem utilizados é parte fundamental do processo que ocorre no Sistema Logístico. A área de transportes de uma empresa possui uma forte relação com a logística, inclusive dela sendo parte, devido à evidência de seu papel estratégico na seleção da modalidade, no dimensionamento da frota, na definição de níveis de serviço e no detalhamento dos custos, contabilizados os seguros de veículos e de cargas. Segundo MONTEIRO (2002) a escolha do transporte deve considerar algumas características (1) preço do serviço de transporte. (2) Rapidez e variabilidade (3) versatilidade (4) riscos de perdas e danos. O transporte é um elemento de enorme peso no custo de distribuição ou logístico, para a maioria dos produtos, e muito importante para os resultados obtidos no serviço ao cliente. Seu desempenho pode influenciar o resultado final de uma operação, alterando a percepção de qualidade do serviço, pelo comprador. (ARBACHE et al, 2004, p.63). Como a atividade de transporte compõe o custo final do produto sua eficiência é fundamental para a satisfação do cliente final, visto que a sua excelência reflete na redução do preço de um produto e aumento na qualidade percebida pelo comprador. Segundo ARBACHE(2004) O transporte é o lado mais visível do sistema logístico da maioria das empresas, chegando a representar mais de 50% do 25 custo logístico. Por isso que a gestão do transporte hoje ó o foco das empresas visando a entrega no local certo, na hora certa sem custos onerosos de frete. CAIXETA-FILHO e MARTINS (2001, p.183) afirmam que, ao longo do tempo, “o transporte de cargas sempre teve importância capital para o desenvolvimento da sociedade urbana”.O desempenho no serviço de transportes também teve desempenho importante em relação a segurança e ao tempo para atendimento das expectativas. Quando um transporte é feito dentro de todas as expectativas o produto tem a imagem valorizada perante o cliente Além da influencia na formação de preço dos produtos o transporte tem também papel de destaque no desenvolvimento econômico de uma nação; pois além do impacto na formação de preço, uma boa infra-estrutura de transporte montada de maneira eficiente e eficaz viabiliza a conquista de maior espaço no mercado podendo assim obter um custo menor gerando economias de escala. De acordo com Baraldi (2004, p.14), os riscos empresariais no segmento de transporte de cargas podem ter a seguinte definição “riscos empresariais são todos os eventos e expectativas de eventos que impedem as empresas e as pessoas que nela trabalham de ganhar dinheiro e respeito”.Como eventos e suas expectativas, incluem-se também as situações que ocorrem à revelia da empresa, como a violência e o roubo de cargas, os acidentes de percurso devido à péssima manutenção das rodovias, entre outros, incluindo as fraudes. Atualmente o poder do consumidor é muito grande e qualquer melhoria implantada além de reduzir custos aumenta a confiabilidade e competitividade através da satisfação de seus clientes. No transporte de cargas, o modal rodoviário é o mais utilizado globalmente. No território brasileiro, segundo dados da CNT, em 2005, mais de 60% do total das cargas são movimentadas através de rodovias e vias urbanas. 2.1 PANORAMA DO TRANSPORTE DE CARGA O transporte rodoviário de cargas no Brasil é o transporte que apresenta menor custo de implantação se comparado as demais modalidades, porém ele representa um alto custo operacional, seu ponto mais evidente e que faz dele um diferencial é sua flexibilidade que faz com que ele possa acessar pontos isolados. 26 Segundo WANKE e FLEURY (2006) a maior competitividade do modal rodoviário é o transporte de cargas não concentrados na origem e destino, onde seu alto custo operacional é eliminado pela eliminação de transbordos. Figura 04: Evolução do transporte rodoviário de carga no Brasil Fonte: IDET/FIPE/CNT Como podemos observar na figura 04 o transporte rodoviário aumentou vertiginosamente isso devido ao fato da utilização do sistema just in time e da entrega porta a porta e também pela sua flexibilidade e agilidade. O segundo meio de transporte mais utilizado no Brasil é o ferroviário seu custo operacional é baixo quando comparado aos demais meios de transportes. As ferrovias são de grande importância para transportes com origem e destino em pontos fixos, onde os transbordos realizados nestes pontos são compensados pelos baixos custos operacionais. 2.2 Transporte Rodoviário O transporte rodoviário é o principal modal de transporte utilizado no transporte de cargas no Brasil, ele pode ser definido como aquele que se 27 realiza em estradas de rodagem, com utilização de veículos como caminhões e carretas. O transporte rodoviário pode ser em território nacional ou internacional, inclusive utilizando estradas de vários países na mesma viagem. O transporte de cargas pelo sistema rodoviário no Brasil tem uma estrutura respeitável [...] tal sistema é o principal meio de transporte de cargas no país e desempenha um papel vital para a economia e bem-estar da nação.” et al (1997, p.2), Quanto à disponibilidade, que identifica os locais onde os modais de transporte podem chegar, o modal rodoviário é o mais eficiente, pois suas limitações são praticamente nulas. O Brasil depende das Rodovias para a movimentação de carga, os autocargas conseguem atingir os mercados geograficamente dispersos, levando carga em diversos volumes, A especificidade desta modalidade favorece a sua predominância na matriz do transporte de carga, pois a não utilização de outro modal acelera o processo da movimentação de carga e reduz o índice de perdas. O setor rodoviário é responsável pela maior movimentação de carga do país, entre todos os modais de transporte, o rodoviário, se enquadra como o mais adequado para o transporte de mercadorias, quer seja internacionalmente na exportação ou na importação, quer seja no transporte nacional, bem como, nos deslocamentos de curtas e médias distâncias. O transporte rodoviário é bastante recomendado para o transporte de mercadorias de alto valor agregado ou perecível. Este modal perde em muito sua competitividade para produtos agrícolas a granel, visto que seu valor é muito baixo, onde acaba encarecendo o seu custo final. No modal rodoviário o espaço no veículo pode ser fretado em sua totalidade (carga completa) ou apenas frações de sua totalidade (carga fracionada). O fracionamento do espaço de carga do veículo possibilita a diversificação de embarcadores num mesmo embarque, diluindo desta forma, o custo entre os clientes na fração de sua utilização. 28 A utilização deste tipo de transporte é frequentemente devido a grande disponibilidade de vias de acesso; possibilidade de entregas porta a porta; embarques e partidas mais rápido-curtas distancias; embarques de pequenos lotes/flexível; facilidade de substituição de veículos em quebra/acidente. Apesar de haver maior custo operacional (diesel, pneus, lubrificantes, manutenção, etc.); menor capacidade de carga; ele é ainda o mais utilizado no país. 2.3 RISCO E SEGURANÇA NO TRANSPORTE NO BRASIL No Brasil a eficiência do transporte rodoviário de cargas é extremamente prejudicada, por alguns fatores de risco, a idade média da frota e uma oferta insuficiente de infra-estrutura de transporte rodoviário tanto do ponto de vista de extensão tanto no quesito qualidade; além destes dois agravantes ainda temos no item segurança da carga a exposição que a mercadoria sofre nas rodovias durante o trajeto de seu transporte tornando-se vitima de uma alta incidência de sinistros no transporte rodoviário de carga. A qualidade da malha rodoviária do Brasil é continua precária em toda sua extensão segundo pesquisa realizada pela CNT (2007) do total avaliado, 69% compreendem rodovias em estado regular, ruim e péssimo, e 31% trechos considerados bom e ótimo. Essa representação justifica o grave e crescente indicie de perdas devido a sinistralidade que ocorre no transporte de carga no país visto que o nosso transporte é realizado pela malha rodoviária e as rodovias não têm estrutura para o fluxo ideal desta movimentação. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) o indicie de pagamento de prêmios das seguradoras no requisito sinistralidade no transporte rodoviário cresceu nos últimos 10 anos 62%. De acordo com palestra ministrada pelo Sr Roberto Seixas, especialista em Logística e superinendente de gerenciamento de riscos da Pamcary, na palestra sobre: acidentes com caminhões nas rodovias na FENATRAN de 2009; destaca-se como as principais causas dos acidentes nas estradas brasileiras causas humanas acentuadas pelas más condições da estrada, segundo estudo realizado pela Pamcary, os acidentes mais comuns nas 29 rodovias são tombamento, capotamento, abalroamento e colisão. O estudo apontou os fatores que contribuem para estas ocorrências: excesso de peso, viagem noturna, chuva, curvas fechadas, má conservação das estradas, fadiga. Neste cenário, as rodovias brasileiras consideradas mais perigosas foram a BR 116 (Régis Bittencourt) e BR 381 (Fernão Dias). Se considerarmos também a crescente onda de violência que assola as estradas do País e que tem sido uma das preocupações de maior relevância para os empresários brasileiros ligados ao transporte rodoviário de carga e, também, para todos aqueles que direta ou indiretamente se utilizam deste segmento para exercer sua atividade econômica teremos o apontamento deficitário da qualidade do transporte rodoviário de cargas. O grande problema é que este ato não se restringe somente ao roubo de carga na rodovia, mas também abrange os desvios de mercadorias e aos seus receptadores. Tornando assim o ato de transportar uma mercadoria de um ponto a outro um processo arriscado e causador de grandes prejuízos Só o estado de São Paulo representa 53% de todo o roubo de cargas no Brasil. O Rio de Janeiro representa 22%. Juntos, são responsáveis por 75% de todo o roubo de cargas do País. As outras 25 unidades da federação somam, no conjunto, 25% das ocorrências. As rodovias federais com a maior incidência de roubos são a Via Dutra, seguida pela Régis Bittencourt e Fernão Dias. Quanto as estaduais pode se apontar a Dom Pedro I, Santos Dumont, Anchieta, Imigrantes, Raposo Tavares e Castelo Branco com as mais visadas. SSP/SP e SETCESP/FETCESP Como pode se observar no comparativo abaixo no período de Janeiro à Dezembro de 2008 o aumento no indicie de roubo de cargas em São Paulo subiu aproximadamente 7,45% se comparado ao ano anterior, 30 Figura 05: Roubo de carga em São Paulo 2007 Fonte: SSP/SP e SETCESP/FETCESP Figura 06: Fonte: SSP/SP e SETCESP/FETCESP Diante deste cenário as empresas passaram a trabalhar com investimentos em empresas de outros setores as quais buscam reduzir as perdas e danos; empresas estas conhecidas como empresas de Gerenciamento de Riscos. 31 O Gerenciamento de Riscos é um custo acrescido no transporte inferior ao prejuízo que os roubos de carga podem causar a uma empresa,uma de suas principais atividades é o rastreamento de cargas. As empresas responsáveis por apólices securitárias tendem a recomendar quando não exigir o Gerenciamento de Riscos; e no transporte de algumas mercadorias especificas não há cobertura securitária o que faz com que utilize o Gerenciamento de Riscos como única forma de prevenção de perdas fazendo então permanecer o rastreamento como principal atividade do Gerenciamento de Riscos. Figura 07: Rodovias com maior indicies de Roubos Fonte: SSP/SP e SETCESP/FETCESP De acordo com registros de bancos de dados e pesquisas elaboradas por uma Gerenciadora de riscos de São Paulo o gráfico acima representa o indicie de roubos de carga nas rodovias do Brasil, a partir destes dados podemos detectar os pontos críticos que os transportadores enfrentam e perceber como as empresas trabalham com afinco na tentativa de neutralizar os problemas ocorridos e minimizar os problemas através do gerenciamento de riscos. 32 3. GERENCIAMENTO DE RISCOS O gerenciamento de riscos surgiu com a missão de combater um cenário caracterizado por elevados índices de roubos e acidentes. A gestão eficaz de riscos causa impactos diretos tanto no preço final do produto e, portanto, em sua competitividade, quanto na imagem da empresa, quando estão envolvidas questões ambientais e de responsabilidade social. A proposta do Gerenciamento de Riscos é ajudar seus clientes na gestão eficaz, ele é formado por uma série procedimentos e tecnologias aplicadas para garantir que as mercadorias enviadas pela sua empresa cheguem ao destino com total segurança. O gerenciamento de riscos tem como objetivo neutralizar os fatos geradores de eventos de sinistros, permitindo a prática de prêmios de seguro menores devido a redução da grandeza estatística de sinistro ao longo do tempo e a redução do grau de incerteza futura, reduzindo os inconvenientes e prejuízos causados aos clientes pelo não recebimento da mercadoria; diminui a concorrência com mercado paralelo pois reduz a exposição no mercado de produtos impróprios para o uso e que poderiam causar danos a percepção e a qualidade da marca. As principais estratégias da gestão de risco são cadastro e controle, pois já que os riscos não podem ser plenamente eliminados devido a evolução crescente de problemas em rodovias mal conservadas, ou mesmo mal planejadas e a crescente evolução tecnológica das quadrilhas ligadas ao roubo de carga que estão cada vez mais preparadas para burlar os sistemas de segurança. O cadastro de motorista é uma prática comum adotada pelas gerenciadoras, onde tentam com este ato ao menos ter um controle maior sobre quem está de posse da carga no momento que ela está em trânsito, entretanto este é um fato um pouco polemico, pois há projetos de leis que pedem a eliminação deste processo julgando que este é um processo ilícito. A atividade que se caracteriza como a principal do gerenciamento de riscos se da através do rastreamento de cargas, no Brasil empresas contratam gerenciadoras ou até mesmo criam sua própria central de rastreamento para que através desta central se tenha mapeamento e controle de todo o processo 33 por onde a mercadoria embarcada para determinado transporte tenha o máximo de segurança possível. Para que o gerenciamento de riscos ocorra sem anomalias se faz necessária a utilização de uma central de rastreamento, muitas empresas terceirizam este serviço, porém independente deste fato é necessário um controle de veículos e motoristas que realizaram a viagem, através do perfil da viagem se define o tipo de controle a ser feito, quando há uma carga de alto valor agregado ou mesmo alto índice de sinistralidade se faz a opção pelo rastreamento onde o controle e acompanhamento da viagem é em tempo integral. 3.1 O que é rastreamento de cargas O rastreamento de cargas é feito através de sistemas que possibilitam seguir o rastro do veículo; aparelhos com tecnologias embarcadas são instalados/acoplados em veículos que efetuaram o transporte e/ou na carga a ser transportada e através do funcionamento dos mesmos se obtém o posicionamento dos veículos/cargas tendo assim um controle sobre o que acontece com o veículo durante todo o trajeto percorrido. De acordo com Reis (1997), os sistemas de rastreamentos possuem três funções básicas: (a) comunicação entre a base de controle e os veículos, (b) localização de veículos on-line (em tempo real),(c) controle de frotas. Os sistemas de rastreamento possibilitam diversas atividades de comunicação de acordo com a tecnologia empregada. O rastreamento de carga é feito através de sinais receptores via satélite com interação direto a softwares disponibilizado pelas empresas de tecnologias de rastreamento transmitindo assim a situação real do veículo ao proprietário do sinal. No item 3.2 pode se verificar com clareza como isso acontece. 3.2 Tecnologias de rastreamento Existem diversas tecnologias que nos proporcionam a facilidade de obtenção do posicionamento de um veículo autocargas tendo elas recepção de sinal através da tecnologia terrestre ou recepção de sinal através de tecnologia satelital. 34 Além da tecnologia de posicionamento os sistemas das tecnologias de rastreamento nos oferecem cada vez mais interação com os motoristas pois, elas estão investindo cada vez mais nas inovações da tecnologia. Através do software dos sistemas de rastreamento nós temos a possibilidade de controlar o posicionamento do veículo, conferir se a rota que ele esta utilizando é a rota devida, criar cercas eletrônicas onde informam a entrada e saída do veículo em regiões pré-definidas, O veículo que também interage com o software através da inteligência embarcada por um computador de bordo OBC (on board computer) com entradas e saídas digitais, e através de sensores instalados nos veículos que são configurados de acordo com o perfil da viagem. Figura 08: Funcionamento da transmissão de dados da tecnologia de rastreamento Fonte: http://www.autotrac.com.br/novo/cgi Através deste sistema de comunicação é possível configurar os itens de segurança do veículo fazendo com que todo e qualquer procedimento feito no veículo diferente do programado seja acionado um alerta comunicando a central de operações que na figura acima é representada como terminal de operações no cliente. Essas configurações são feitas de acordo com o perfil e necessidade de cada cliente pois varia de acordo com o perfil do cliente, esta definição de perfil é feita por uma análise de risco do produto a ser transportado e rota a ser 35 seguida, um mesmo cliente pode ter varias configurações de segurança devido ao tipo de mercadoria transportada, horário de rodagem, região de entrega. A figura 08 exemplifica uma situação onde foi configurado o sensor de carona de um veículo ao motorista abrir a porta foi gerado um alerta para a central que esta com o controle do veículo possibilitando assim atuações. Figura 09: Alerta gerado pela tecnologia de rastreamento Fonte: Software de rastreamento Autotrac Ao observar a figura pode-se notar alguns dos atuadores disponíveis por uma tecnologia em específico entretanto há diversos atuadores. 3.2.1 Recepção de sinal através da tecnologia terrestre Os sistemas terrestres englobam basicamente três serviços: radiofreqüência, celular e GPRS (General Packet Radio Service). A recepção por radiofreqüência é feita por triangulação de sinais de antenas, e possui uma performance superior ao GPS em áreas urbanas, o que permite localização mesmo em locais fechados. A recepção de telefonia celular pode ocorrer em redes GSM ou CDMA, possibilita uma comunicação mais ágil e diminui custos de operação. No 36 entanto, a cobertura limita-se à presença das operadoras em determinados lugares. O GPRS (General Packet Radio Service) é um serviço que permite o envio e recepção de informações através de uma rede telefônica móvel. Ele suplementa as tecnologias atuais de CSD (Circuit Switched Data) e SMS (Short Message Service). GPRS Não é relacionado ao GPS (o Sistema de Posicionamento Global), um acrônimo semelhante que é frequentemente utilizado em contextos móveis. O GPRS aumenta as taxas de transferência de dados nas redes GSM existentes, e que torna a transmissão mais precisa. 3.2.2 Recepção de sinal através da tecnologia satelital GPS (Global System Positions) Este é ainda um dos sistemas mais usados noBrasil apesar de seu alto custo. O segmento espacial do sistema GPS é constituído por 24 satélites que orbitam a Terra em um período de 11 horas e 58 minutos a aproximadamente 20.200 km de altura. Figura 10 – Constelação dos Satélites GPS Fonte:GPS Center, 2004 37 São seis planos orbitais, espaçados de 60 graus, em cada plano deste há uma ocupação por 4 satélites, permitindo, uma visibilidade entre 5 e 8 satélites a partir de qualquer ponto do planeta Terra. Cada um dos satélites em órbita transmite a hora certa juntamente com sua posição exata e outras informações. O receptor, por possuir a hora sincronizada com o que é difundido pelo satélite, computa o tempo percorrido entre a transmissão e recepção do sinal e o transforma em distância. A posição do receptor (latitude, longitude e altitude), tomando o centro da Terra como origem. O receptor GPS consegue fornecer estas informações em formas de coordenadas geográficas com a precisão em um raio de 5 a 20 metros O GPS tem cobertura global, mas sofre com perdas de sinal em lugares fechados, serras, florestas ou em áreas de grande. 38 4. Estudo de caso A empresa Nestlé utiliza o gerenciamento de riscos como segurança efetuado por uma empresa terceirizada, ela é uma empresa multinacional considerada como uma empresa de grande porte e como a maior parte das empresas do mercado tem o fator tempo x custo como grande problemática para a elaboração de seu processo, quando a empresa realiza o transporte de suas mercadorias nem sempre ela consegue efetuar este transporte no tempo previsto devido a problemas burocráticos, e isso faz com que haja um aumento no custos relacionados pois muitas vezes ela chega a pagar diárias de frete devido ao fato de perder agendamentos de entrega de carga, ou até mesmo haver a devolução total do produto por problemas relacionados a prazo, visto que as empresas que recebem seus produtos também, possuem burocracias e muitas vezes não tem como mudar a programação planejada; baseando se nisso foi desenvolvido um estudo de caso com o objetivo de viabilizar este processo aumentando o controle sobre a programação de entrega e recebimento. Para realizar o estudo foi selecionada a operação de transferência que possui como rota ARARAS/SP x SÃO PAULO/SP. Figura 11: Rota que o veículo deve percorrer Fonte: Googlemaps 2009 39 Como pode ser observado no trajeto que devera ser realizado; para realizar esse transporte o veículo precisa atravessar a cidade de São Paulo o que inúmeras vezes dificulta o seu processo de transportes, visto que São Paulo é uma metrópole que possui um transito caótico e problemático e que o autocargas atravessa esses pontos para realizar a transferência. Os principais trechos da rota realizada são: Rodovia Anhanguera (SP330) – Rodovia Bandeirantes (SP348) - Marginal Tiete - Marginal Pinheiros - Avenida dos Bandeirantes - Complexo Viário Maria Maluf - Tancredo Neves - Anchieta 4.1 O processo em estudo A descrição abaixo apresenta o cronograma que o setor de transporte da empresa realiza freqüente mente para que seja realizada a operação: Figura 12: Movimentação que representa os processos para a operação de transferência. 1. A empresa solicita a transportadora um veículo e um motorista para carregamento. 2. O transportador cadastra o seu motorista e veículo no sistema da gerenciadora para que ele faça o carregamento 40 3. O veículo chega ao local de carregamento com a transmissão de seu sinal GPS para a gerenciadora e aguarda o momento do carregamento. 4. O motorista entra para o carregamento da mercadoria 5. Após o carregamento o motorista aguarda na portaria a emissão de uma liberação de viagem. 6. Após a conferencia de tudo o motorista tem autorização para iniciar a viagem. 7. O veículo segue até o destino final 8. Ao chegar ao destino final o motorista fica aguardando a liberação de uma doca 9. Após a liberação da Doca o motorista estaciona e aguarda o descarregamento. 10. Após o descarregamento se finaliza o processo Obs: O manifesto é feito dentro do próprio cliente embarcador. 4.2 Problemas identificados Figura Figura 13: Gargalos detectados neste processo: - O motorista muitas vezes chega para carregamento sem estar com o seu cadastro e/ou veículo atualizados e regularizados junto a gerenciadora. 41 - Como o carregamento não foi previamente agendado pode ser ter problemas quanto ao tipo de carga e o veículo que foi mandado, como também o horário de janela para carregamento. - Disponibilidade de uma pessoa na portaria com tempo hábil para emitir a liberação de viagem. - O veículo segue viagem e o acompanhamento é realizado somente para a segurança da carga e se ocorrerem anomalias no processo os procedimentos são tomados garantindo a entrega porém sem contato com o embarcador/destinatário. - Disponibilidade de doca para o carregamento, visto que se houve algum atraso, se coloca outro veículo no lugar do esperado e quando o destinado à vaga chega deverá aguardar, ou deixa a doca paralisada aguardando sem previsão real de tempo. 4.3 Modelo de solução para eliminação de gargalos Diante dos gargalos identificados neste processo foi proposto o seguinte processo: 1. A empresa disponibiliza ao seu transportador os horários de carregamentos com 24h de antecedência. 2. O transportador por já saber da existência da viagem tem o período de até 2 horas antes do processo, selecionar o motorista no qual realizara o transporte. 3. O motorista que realizará o transporte deverá chegar na empresa no horário agendado com a Liberação de Viagem pronta e ao apresentá-la na portaria já será indicado para qual Doca seguir 4. Ao encostar-se à Doca o carregamento será iniciado imediatamente visto que os operadores já estavam aguardando por este veículo e já sabiam o volume a ser transportado. 5. Após o carregamento o motorista caminha até a base de sua transportadora dentro do embarcador onde pega o manifesto, passa pela portaria apresenta a documentação e segue. 6. Após a saída do veículo da empresa o responsável pelo embarque confirma ao seu destinatário que a mercadoria está em transito. 42 7. A central que está fazendo o acompanhamento deste veículo é responsável por comunicar as anomalias da viagem ao transportador e embarcador garantindo que em qualquer parada não programada ou diminuição de velocidade seja informada para que não haja a falha na previsão de chegada. 8. Através de um alerta de cerca eletrônica criado na tecnologia de rastreamento a central de rastreamento recebe a informação quando o veículo atinge 126 km de viagem e deve comunicar ao embarcador e destinatário que a entrega esta confirmada para o horário previsto – 01 (uma) hora. 9. Após a tecnologia gerar para a central o segundo alerta de cerca eletrônica a central deverá então verificar se o período foi inferior ou superior a 30 minutos. 10. Se estiver dentro do período estimado deve-se proceder com os contatos e confirmar a informação junto ao cliente 11. Caso contrario interagir com o motorista via mensagem e verificar motivo de eventuais atrasos, ou mesmo adiantamento. 12. A partir dessa informação confirmar ao destinatário a previsão de chegada. 13. O destinatário de posse dessa informação deve verificar se haverá alguma alteração dentro da programação, e confirmar a disponibilidade da doca para descarga 14. Ao chegar na portaria da empresa o motorista apresenta a sua Liberação de Viagem e o vigilante indica a doca que já está agendada para o descarregamento. 15. Após o descarregamento se finaliza o processo 4.4 Realização do processo Diante desta situação a central de rastreamento foi orientada a criar cercas eletrônicas no trajeto onde os veículos passariam, e tinham a partir do momento em que o veículo passasse por esta cerca a obrigação de confirmar ao embarcador e ao destinatário quando o veículo. 43 Figura 14: Foto do veículo passando pela cerca eletrônica. Fonte: Software Autotrac. Este processo foi realizado paralelamente ao processo normal de distribuição da empresa, através da colaboração de uma empresa transportadora fidelizada ao processo visto que a colaboração do transportador era fundamental e pode se observar que o tempo gasto com os veículos que foram dedicados ao teste foi bem menor, viabilizando através deste processo a possibilidade de a transportadora liberar estes veículos para outras atividades e não haver a necessidade de pagamentos de estadias destes veículos, pois não houve parada. O Processo foi realizado com 11 (onze) veículos em uma semana simultaneamente foi comparado a trajetória de 01 (um) veículo de outra transportadora que realizava esta mesma operação onde não houve este controle do processo. A escolha de outro transportador que realizava este mesmo tipo de viagem foi realizado porque o fato e a transportadora estar ciente do teste, ou até mesmo o motorista poderia fazer com que eles optassem por montar comboio o que comprometeria o processo. 44 4.5 Resultado apresentado durante o processo Viagem Inicio Chegada Aguardando Descarga Inicio de Descarga Fim de Viagem Observações : 1 24/10/09 23:59 25/10/09 3:15 3:22 3:36 2 24/10/09 23:59 25/10/09 3:14 3:17 3:32 Parada de 20 25/10/09 04:42 minutos Parada de 20 25/10/09 05:07 minutos 3 25/10/09 01:45 25/10/09 5:52 5:54 6:07 25/10/09 06:43 4 25/10/09 02:37 25/10/09 6:47 6:49 7:00 Parada de 20 25/10/09 07:29 minutos 5 27/10/09 22:25 29/10/09 2:00 2:04 2:19 29/10/09 03:20 6 27/10/09 23:29 29/10/09 3:01 3:12 3:25 29/10/09 05:02 7 28/10/09 01:45 29/10/09 4:54 4:57 5:09 29/10/09 06:29 8 29/10/09 02:12 29/10/09 5:51 5:59 6:16 29/10/09 07:22 9 29/10/09 03:30 29/10/09 9:20 9:25 9:37 Parada de 40 29/10/09 10:07 minutos 10 29/10/09 22:53 29/10/09 3:29 3:30 3:37 30/10/09 04:47 11 29/10/09 23:25 29/10/09 3:30 3:30 3:40 parada de 20 30/10/09 05:40 minutos Problemas na viagem Demora no carregamento Demora no carregamento Demora no carregamento Demora no carregamento Duração da viagem: entre 3 horas a 3 horas e 30 Tempo Médio de espera para descarga: 13 minutos 4.6 Melhorias identificadas. Como pode se observar no quadro acima o tempo médio de espera para carregamento foi reduzido para uma média de 12, 63 minutos o que significa uma grande redução do processo inicial, um outro ponto de controle que foi identificado foi o motivo para atrasos na viagem, neste processo que se tratava de uma transferência ficou claro identificar onde estava o principal ponto critico. Deste modo fica mais fácil e claro realizar a estruturação do processo Outra observação importante é a duração da viagem porque foi observado que em diversas situações a previsão de fim de viagem é feita erroneamente e isto faz com que haja o atraso do descarregamento visto que muitas pessoas que participam do processo não o encaram como uma corrente e sim como um processo isolado. 45 5. CONCLUSÃO Ao observar o resultado apresentado na operação tem se clara a percepção de que o investimento para este processo não é alto visto que se utiliza uma ferramenta pré-existente no processo, com esta demonstração s nota-se claramente que o aproveitamento do uso de tecnologias podem ser bem mais explorados no processo logístico. Através da elaboração deste trabalho foi possível verificar que existem recursos extremamente eficazes para auxiliar no aprimoramento do desempenho das atividades logística, este projeto demonstra que o aproveitamento de recursos já utilizado para outros fins pode ser uma medida eficiente e eficaz na redução de custos, redução esta que auxilia diretamente a imagem do produto podendo assim otimizar os níveis de serviço. Foi observado também que níveis de serviços são bem mais valorizados no mercado atual e que toda e qualquer atitude tomada para atingir estas melhorias são bem aceitas pelo mercado; pode se observar também através do estudo para realizar esta pesquisa que está havendo uma migração de mercado por parte das gerenciadoras de riscos que estão se utilizando mecanismos como estes para obter melhorias em suas prestações de serviço e garantira a fidelização de clientes. Quanto ao conceito On time in full sua valorização cresce cada vez mais no mercado e a sua utilização para medição de eficiência no processo de gestão de transportes se faz fundamental pois a maior confiabilidade que se pode dar a um cliente é o cumprimento de prazos, e fazer do tempo certo e quantidade certa um ponto básico de serviço prestado faz com que a imagem perante ao destinatário seja altamente valorizada. Alem da valorização da imagem junto ao destinatário temos também a liberação de tempo o que faz com que um veículo não necessite ficar horas, ou mesmo dias esperando pela falta de um agendamento, a ocorrência desta liberação disponibiliza ao transportador maio tempo para a utilização de seus equipamentos em processo pois, um equipamento parado para efetuar uma descarga, seja um auto cargas ou mesmo uma empilhadeira, significa dizer que o capital da empresa não permanecerá parado aumentando a sim a liberação de investimento 46 7. BIBLIOGRAFIA ACEVEDO, C. R.; NOHARA, J. J. Monografia no curso de Administração. São Paulo: Atlas, 2004. ARBACHE, F. S. et al. Gestão de logística, distribuição e trade marketing. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004. BALLOU, R. H. Logística Empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BARALDI, P. 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