Boletim Económico Banco de Cabo Verde BANCO DE CABO VERDE Boletim Económico Dezembro 2000 Boletim Económico BOLETIM ECONÓMICO ÍNDICE 1. Introdução 1 2. Enquadramento Internacional 2 3. Procura e Produção 3 4.Mercado de Trabalho 4 5. Inflação 5 6. Balança de Pagamentos 6 7. Política Câmbial 10 8. Política Orçamental 10 9. Política Monetária 12 Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 Boletim Económico taxa homóloga caiu de 8,3% em finais de 1. Introdução 1998 para –2,8% no 3º trimestre de 2000, O contexto macro-económico nacional esperando-se o regresso a taxas próximas caracterizado de dos 2% quando se tiverem esgotado os reformas económicas, consubstanciadas na efeitos do ano agrícola excepcional de crescente liberalização e modernização do 1999-2000, e caso perdurem os elevados tecido económico bem como a conjuntura preços dos combustíveis a nível mundial. pela implementação internacional, com a Europa e os EUA numa fase de expansão económica e baixa inflação, embora as taxas de juro tenham estado a subir nos últimos meses, aproximando-se de níveis mais normais numa perspectiva de longo prazo, foram factores determinantes para o crescimento do PIB entre os 8 e 8,4 % nos dois últimos Devido ao forte dinamismo da procura e aos elevados investimentos em curso, assim como à liberalização financeira, a balança corrente registou um déficit de 12,6% do PIB em 1999, que deverá contudo ser reduzido para cerca de 6,9% este ano. O déficit do Governo Central que se estima ter atingido 7,4% em 1999 deve situar-se em anos. 8,4% do PIB este ano1, depois de Para o dinamismo da economia de Cabo considerados os donativos. Deve referir-se Verde contribuiu o forte crescimento da que estes valores são atingidos num procura interna, liderada pelo investimento, contexto de redução da ajuda externa, mas e pelas exportações de bens e serviços, em cujas taxas reais de crescimento anual substanciais de capitais para o Trust Fund, foram de 16% e 31% respectivamente, não associados ao processo das privatizações. obstante a rubrica consumo das famílias ser Torna-se, pois, imperativo reduzir ambos os a principal componente na determinação da défices procura. A subida das trocas externas tem continuação do forte crescimento das estado ligada à progressiva abertura da exportações de bens e serviços, manutenção economia ao exterior, principal via de das condições de estabilidade macro- desenvolvimento de económica, factor indispensável para a economia, tendo como uma pequena sustentação o que o se que conseguiram deverá entradas pressupor a atracção do investimento directo estrangeiro programa de privatizações e a entrada de e remessas de emigrantes, substanciais fluxos de investimento directo contenção da despesa pública. aliado a uma estrangeiro que têm sido a base de crescimento do turismo. A política monetária continua a ser pautada pela estabilidade cambial como instrumento Este período foi também marcado por uma acentuada redução da taxa de inflação: a Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 1 Tendo em conta o orçamento rectificativo para 2000. 1 Boletim Económico indirecto para atingir a estabilidade dos 2. Enquadramento Internacional preços. Assim, foi mantida a taxa de câmbio entre o escudo caboverdiano e o Segundo projecções da Comissão Europeia, euro. Ao mesmo tempo foi prosseguida a a actividade económica na área do Euro passagem da política monetária assente no deverá registar um crescimento de 3,4% em controle do agregado de crédito para uma 2000, ultrapassando os 2,3% registados em política de controle indirecto que permite 1999. aumentar a eficiência da economia, embora favorável sempre preservando o equilíbrio externo. A esperando-se que atinja os 9,2% em 2000 , instrumentação desta política irá exigir a contra os 10% de 1999. manipulação das taxas de juro para assegurar a paridade internacional da nossa moeda, tornando atractivas as aplicações em moeda nacional. Espera-se da um taxa comportamento de desemprego, A subida registada no preço do petróleo aliada à depreciação nominal do euro (caiu cerca de 25% em relação ao dólar americano desde que foi lançado), explica a Assim, no mercado da dívida publica, variação positiva do nível de preços na área depois da taxa de colocação dos BT’s ter do euro. A taxa de variação em cadeia do caído de 7,5% em finais de 1998 para índice harmonizado de no consumidor, até valores abaixo dos 6% no 3º trimestre de Outubro de 2000, atingiu os 2,3%. 1999, aquela começou a subir. Em meados de 2000 já estava novamente acima dos 8% reflectindo não só as crescentes necessidades de financiamentos do Estado, devido a atrasos na ajuda externa, como à necessidade entretanto de se colmatar tinha o aberto gap com que o ajustamento das taxas de juro do euro e do dólar americano. A economia dos Estados Unidos da América continua a evidenciar um forte crescimento, quando dados disponibilizados pelo FED, referentes ao 3º trimestre de 2000, apontam para uma taxa de crescimento do PIB da ordem dos 6,6%. A taxa de desemprego (de Janeiro a Novembro de 2000) atingiu os 4%, correspondendo a um mínimo histórico na O diferencial da taxa em relação ao euro ultima década. A nível da inflação, porem, nos mercados monetários interbancários de registou-se uma ligeira subida fixando-se a Cabo Verde manteve-se em cerca de 4 taxa de variação homologa em Outubro de pontos percentuais, embora os diferenciais 2000 2,9% nos mercados de crédito e depósitos bancários se mantenham bastante mais reduzidos. A economia portuguesa registou um crescimento de 3%, prevendo o Banco de Portugal uma pequena desaceleração para o corrente ano, devendo a inflação subir para Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 2 Boletim Económico 2,7%, e a taxa de desemprego está em 2000, o PIB deve continuar a expandir-se níveis historicamente baixos, em cerca de em torno dos 8-8,4% em 2000. 4%. Quadro 1 Produto Interno Bruto O comportamento da inflação associada à Unidade: Milhões de CVE subida da procura nos EUA têm levado a um ajustamento gradual das taxas de juro tanto pelo FED como pelo BCE. As taxas de intervenção do primeiro situavam-se a 6,2% em meados de 2000, enquanto que a 1998 t.v.volume t.v.preços 8,0 4,4 5,4 4,0 -0,4 4,0 -0,5 5,3 5,5 1,7 5,9 6,1 ConsumoFamílias ConsumoPúblico Investimento Exportações (-) Importações PIB 1999 valor t.v.volume t.v.preços 42.719 9,0 4,4 11.425 11,9 4,0 20.552 16,4 2,4 10.271 31,4 4,3 32.007 22,9 -1,3 52.960 8,0 7,0 2000 valor t.v.volume t.v.preços 48.600 6,0 -1,0 13.294 11,8 4,0 23.739 10,2 -3,5 14.079 7,7 4,0 38.534 7,8 3,0 61.178 8,4 -2,2 Fonte:BancodeCaboVerde última subida do BCE elevou a taxa para 4,5%, contra 2,5% há cerca de um ano. Por Para este crescimento rápido do PIB outro lado, as taxas de juro de longo prazo contribuiu o forte crescimento da procura (a 10 anos) têm-se situado entre 5,7% no interna, euro e 6,2% no dólar. acentuada a qual foi expansão coadjuvada das pela exportações, particularmente em 1999. O preço internacional do petróleo que manteve-se em níveis bastante elevados nos Para a expansão da procura interna em últimos meses, tem vindo a cair nos 1999-2000 contribuiu o crescimento do mercados internacionais. Em Setembro a consumo das famílias (7% ao ano), cotação média do barril era de 28 dólares. consumo público (11,9%) e investimento Depois de uma subida de cerca de 38% no (13%). O investimento privado esteve mais ano anterior as previsões apontam para dinâmico em 1999, enquanto que em 2000 novas descidas do preço, esperando-se uma se cotação média de 25 dólares o barril para investimento público. espera uma 2001, o que irá traduzir-se num alívio na balança de pagamentos dos forte aceleração do Gráfico 1 países Evolução do PIB importadores. 9,0 8,0 3. Procura e Produção 7,0 De acordo com as estimativas do Banco de (%) 6,0 5,0 4,0 3,0 Cabo Verde, o PIB terá crescido em 1999 2,0 cerca de 8% em termos reais, seguindo-se à 0,0 1,0 1998 1999 2000 expansão de cerca de 6% registada em 1998. A avaliar Em resultado da forte expansão da procura, pela evolução dos dados as importações cresceram tanto em 1999 disponíveis para o primeiro semestre de Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 3 valor 51.001 15.456 25.402 15.768 42.779 64.849 Boletim Económico (22% em volume)2 como em 2000 (7,8%). assim como o cais de pesca. Em 1999 foi O déficit da balança de bens e serviços também comprado um ferry-boat (Praia sobre o PIB estabilizou em cerca de 40- d’Aguada). No que respeita a grandes 42% nos últimos três anos. projectos de IDE ligados ao turismo destaca-se: construção de novos hotéis no A forte expansão do consumo privado em Sal (Hotel Novo Horizonte e Vila Creoula). 1999 deveu-se por um lado, ao bom ano agrícola, o que levou a um salto na Gráfico 2 produção de bens de consumo domésticos e Procura Agregada (1999) por outro, a expansão do rendimento 35,0 consumo continuou a ritmo elevado agora 30,0 alimentado sobretudo pelas importações. O 25,0 consumo de bens duradouros expandiu-se a 20,0 (%) disponível. Em 2000 o crescimento do 15,0 um ritmo muito elevado (cerca de 22%) nos 10,0 dois últimos anos, devido ao acesso mais 5,0 fácil às divisas e ao crédito. 0,0 Consumo Privado O consumo público ter-se-á expandido a taxas próximas de 11%, acima Consumo Público Investimento Exportações Importações do As exportações, e sobretudo as exportações crescimento do PIB, o que embora seja de serviços, registaram nos últimos dois dinamizador da procura coloca o problema anos um forte acréscimo, apesar do baixo da sustentabilidade da despesa pública. nível de que partem. O investimento tem-se expandido a ritmo 4. Mercado de Trabalho elevado (16% em 1999 e estimando-se o crescimento de 10% em 2000) para o qual O mercado de trabalho em 20003 reflecte a têm contribuído não só a componente evolução da economia, verificando-se um privada como pública. No que concerne ao aumento da taxa de actividade e uma investimento redução da taxa de desemprego. público realizou-se nos últimos anos um elevado esforço de construção de infraestruturas do país, do qual se destaca o novo aeroporto da Praia, a modernização do aeroporto do Sal, porto do Maio, porto de Vale dos Cavaleiros (Fogo), e a expansão do aeroporto de S. Vicente 2 As importações e o investimento público de 1999 incluem a compra de um navio ferry-boat Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 3 Dados de 2000 correspondem a média dos 3 primeiros trimestres do ano. 4 Boletim Económico Gráfico 3 Agosto de 1999 sofre uma redução sustentada, tendo passada a negativa em Novembro do mesmo ano. PIB e Desemprego 35,0 Esta evolução favorável do IPC justifica-se 30,0 essencialmente pela perspectiva, pelo segundo ano consecutivo, de uma boa 20,0 15,0 campanha agrícola (embora inferior à de 10,0 1999), permitindo o normal abastecimento 5,0 dos mercados, pressionando desse modo os 0,0 1997 1998 2000 preços à baixa pelo lado da oferta e por Taxa de Desemprego outro, devido à adopção sustentada, por 1999 Produto Interno Bruto parte do banco central de uma política Segundo dados Instituto de disponibilizados pelo monetária moderadamente restritiva, Formação contribuindo desse modo para a redução de profissional (IEFP), a taxa de actividade pressões inflacionistas pelo lado da procura, situou-se em 66,3%, correspondendo a um apesar de continuar a registar um excesso acréscimo de 3,1 pontos percentuais (p.p.), de liquidez no sistema. Emprego e relativamente ao ano de 1999. A ilha do Sal Gráfico 4 regista a mais elevada taxa de actividade do país (77,1%) e a de São Vicente a mais Indice de Preços no Consumidor baixa (64,4%). No que refere à taxa de 10 8 ordem dos 4,5 p.p., tendo-se fixado em 6 20,9% em 3º trimestre de 2000. 4 (%) desemprego, registou-se uma redução na Ao nível dos sectores de actividade 2 0 -2 económica constata-se uma redução generalizada da taxa de desemprego. 5. Inflação Ja nA 98 br -9 Ju 8 lO 98 ut -9 Ja 8 nA 99 br -9 Ju 9 lO 99 ut -9 Ja 9 nA 00 br -0 Ju 0 l-0 O 0 ut -0 0 (%) 25,0 -4 -6 Inflção tx var homóloga Inflção tx var média 12 meses A inflação em Cabo Verde tem mostrado uma progressiva diminuição nos últimos Tal conjuntura de deflação, (que coincide três anos. Conforme o gráfico seguinte com o ritmo acelerado do crescimento mostra, a taxa homologa acelerou em finais económico) alicia reflexos positivos ao de 1998, passando de valores entre 4 e 6% nível da competitividade externa da nossa para cerca de 8%. Contudo, a partir de economia e está de acordo com o objectivo Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 5 Boletim Económico preconizado pelas autoridades O saldo da conta corrente da balança de caboverdianas, de promover um ambiente pagamentos macroeconómico de estabilidade, propicio agravamento para 7 680 milhares de contos, ao investimento e ao crescimento. ou seja, 12,6% do PIB, contra o valor de registou em 1999 um 5689 registados no ano anterior (12% do Por categorias, verifica-se que as classes “Vestuário e Calçado” e “Habitação, Equipamento e Doméstico” apresentaram acréscimos no retractando o alfandegárias. Materiais período classe Uso maiores 1999/2000 aumento A de das tarifas “Alimentares” acusou acentuadas reduções a partir de janeiro do ano 2000 reflectindo o ano agrícola excepcionalmente favorável, após ter registado significativos PIB). Para esta deterioração contribuíram sobretudo o alargamento do déficit da balança de bens e serviços, cujo saldo passou de 18.591 para 23.178 milhares de contos, esperando-se, contudo para 2000 uma redução de déficit corrente para níveis próximo do 6.000 milhares de contos, sustentada por quase todas as principais rúbricas à excepção das transferencias correntes. acréscimos durante o ano de 1999. Cabe ainda referir A cobertura do saldo da balança corrente que no período em análise, a classe de pelas transferências correntes manteve-se “Bens e Serviços Diversos” apresentou quase constante, passando de 72% em 1998 baixas taxas de crescimento, fruto da para 71% em 1999 e para 73,5 % em 2000. contenção Para administrativa dos preços, sobretudo, da rubrica “Transportes”. esta evolução maioritariamente as contribuíram remessas de emigrantes, porquanto as transferências do 6. Balança de Pagamentos Governo se mantiveram quase estagnadas. A redução do défice da balança corrente, a quebra registada na conta de capital e operações financeiras são os elementos mais relevantes da evolução da balança de pagamentos até o 3º trimestre do ano 2000. Em 2000 destaca-se na balança de bens a forte recuperação das reexportações de combustível que passam de 417,3 milhões de CVE no 3º trimestre de 1999 para 2253 milhões de CVE no 3º trimestre de 2000, bem Gráfico 5 como a evolução dos bens transformados pelas empresas francas. Balança de Pagamentos (Composição) 15000,0 10000,0 milhões de CVE 5000,0 0,0 -5000,0 -10000,0 1998 Balança Corrente 1999 Balança de Cap. e Op. Financ. 2000 Activos de Reserva Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 6 Boletim Económico Quadro 2 Balança de Pagamentos milhões de CVE Balança Corrente Bens Mercadoria Geral (Balança Comercial) Bens para Transformação Reparação de bens Bens adquiridos em Portos p/transportadoras Serviços dos quais: Tranporte maritimo Transporte aéreo Viagens de turismo Rendimentos Rendimentos de Trabalho Rendimentos de Investimento dos quais: juros Transferências correntes dos quais: remessas de emigrantes Balança de Capital e Operações Financeiras Balança de capital dos quais: Dívidas perdoadas Trust-fund Balança Financeira Investimento directo Do exterior em Cabo Verde Trust fund Investimento de carteira Outros investimentos Activos Trust fund Passivos Erros e omissões Balança global Financiamento Activos de Reserva Financiamento Execepcional 1998 -5.689,4 -18.190,7 -20.012,0 50,9 201,5 1.568,9 -400,4 1999 -7.680,0 -22.096,5 -22.576,8 -36,2 -90,7 607,2 -1.081,9 2000* -5.689,8 -15.657,2 -18.018,9 122,0 -13,6 2.253,3 547,7 -1.841,5 2.355,5 -52,1 -542,9 136,7 -679,6 -2.555,3 2.403,3 -747,5 -867,3 71,3 -918,7 -1.447,7 1.844,0 588,4 -815,8 52,9 -868,7 -287,4 13.444,6 -170,1 16.365,7 0,0 11.104,2 7.049,8 8.070,9 7.899,6 4.309,9 1.838,9 12.142,5 1.375,9 1.079,6 0,0 923,6 0,0 10.766,7 5.432,2 5.172,9 1.581,4 292,9 5.041,6 -1.457,2 -1.940,3 6.498,8 -633,6 3.828,9 -3.828,9 -4.401,6 572,7 0,0 0,0 1.079,6 2.436,9 2.439,5 1.437,8 2.471,0 859,9 859,8 1.611,1 -2.203,9 -2.794,5 3.814,9 926,4 -453,1 453,1 -816,4 1.269,5 -1.357,3 -2.387,7 -2.384,2 1.030,4 -2.472,7 -4.476,0 4.476,0 2.139,4 2.336,6 Fonte: Banco de Cabo Verde * Dados para 2000 disponível até 3º trimestre. Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 7 Boletim Económico Quadro4:EvoluçãodasExportaçõesporProdutos As importações de mercadorias registaram Unidade:MilharesdeCVE esperando-se uma quebra em 2000 (cresce 10,6%). Para progressão contribuíram as de 1999 importações de combustíveis que subiram cerca de 35% em resultado da forte subida do preço internacional do petróleo: o preço do Brent subiu 39% em relação ao ano anterior. Em 1999 1º tri 2º tri 3º tri 4º tri 1º tri 2000 2º tri 3º tri 1,3 1,5 0,0 2,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 99,4 5,1 76,0 0,0 26,6 6,7 12,7 0,0 26,3 1,6 7,2 0,0 28,9 2,9 1,0 0,1 38,6 4,2 27,9 0,1 42,8 1,7 18,3 0,0 0,0 0,0 5,8 3,9 0,0 9,3 0,0 6,0 609,5 192,6 0,0 33,7 1.023,9 1,8 198,6 54,8 4,0 8,9 315,6 1,2 201,3 44,4 11,7 8,1 301,8 0,4 134,1 82,9 23,6 5,9 281,9 1,0 136,8 54,3 4,4 18,3 285,6 0,0 209,9 71,6 8,3 9,2 361,9 0,8 169,3 111,0 5,4 8,9 301,2 0,0 134,1 111,2 9,3 5,6 273,4 1998 um forte crescimento em 1999 (13,3%) Produtos Agrícolas Bananas ProdutosdoMar Peixe enlatado Peixecongelado Peixe fresco CrustáceoseLagostas OutrosProdutos CouroePeles CalçadoePartesdeCalçado Vestuário Interior e Exterior ComponentesElectrónicos Outros Total Fonte: Direcção Geral das Alfândegas compensação, as importações de bens alimentares cresceram 7,8% em valor, devido ao ano agrícola bastante acima da média. As importações de capital, que haviam registado um crescimento de 23,6% no período 3º trimestre 98 a 3º trimestre 99, revelam uma quebra acentuada no ritmo de crescimento em período homólogo de 2000 (entre o 3º trimestre de 1999 e o 3º trimestre de 2000 a taxa de crescimento foi de 2%). Os combustíveis registaram um forte crescimento até o 3º trimestre de 2000 (19,7%), novamente em resultado da forte Os créditos de serviços tem registado ganhos consideráveis. Em 1999 a totalidade das receitas de serviços cresceram 28% em valor, relativamente ao ano anterior. No 3º trimestre de 2000 e relativamente ao período homólogo, registou-se uma expansão, explicada pelo comportamento das rúbricas viagens de turismo (que passou de –747,5 milhões de CVE em 1999 para 588,4 milhões de CVE no 3º trimestre de 2000) e transportes ( que passou de –152 milhões de CVE em 1999 para 396,6 milhões de CVE no 3º trimestre de 2000), subida dos preços internacionais. em virtude do afluxo de turistas e da prestação de serviços a transportadoras. Quadro 3: Evolução das Importações por Tipo de Bens (valor CIF) Unidade: Milhares de CVE Bens de Consumo Bens Intermédios Bens de Capital Combustíveis Artigos Diversos Total 1998 9.971.114,1 5.379.824,8 3.525.867,8 973.154,6 2.744.518,2 22.594.479,5 1999 10.600.225,1 5.798.810,9 4.318.536,5 1.328.474,1 3.035.518,5 25.081.565,1 1º tri 2000 2.470.577,2 1.382.732,3 986.292,7 407.205,9 652.384,9 5.899.193,0 2º tri 2000 2.617.678,8 1.593.803,1 1.109.229,7 364.177,7 737.440,7 6.422.330,0 3º tri 2000 2.622.136,9 1.438.646,0 1.321.735,7 291.416,0 670.735,1 6.344.669,7 Fonte: Direcção Geral das Alfândegas As exportações de mercadorias têm também evoluído favoravelmente, com o crescimento de 15,7% em valor em 1999. Em 2000 prevê-se um abrandamento deste ritmo de crescimento (9,6%). Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 8 Boletim Económico acumulado da balança de capital e de Quadro 5: Exportação de Serviços 1998 ExportaçãodeServiços 8.468,4 Serviços de Transporte Marítimos Serviços de Transporte Aéreos Turismo Serviços Comunicações Serviços Construções Serviços Seguros Serviços Financeiros Serviços Informática e de informação Regalias e Direitos de Licença Outros Serviços Empresasriais Serviços Pessoais Cult. Recreat. Seviços Governamentais Fonte:BancodeCaboVerde A 1999 (prov) 2º trim 3º trim 2.626,9 2.865,8 1º trim 2.281,9 372,4 4.038,3 1.982,5 466,4 202,5 18,0 0,2 1,4 0,3 208,3 0,0 1.172,8 73,2 830,7 584,2 38,3 93,9 56,4 0,0 1,7 0,0 319,7 0,2 263,2 tendência transferências 103,4 1.172,3 624,7 27,3 256,8 15,9 0,0 6,7 0,0 153,8 0,3 269,0 para Unidade Milhares de CVE 2000 4º trim 1º trim 2º trim 3.048,5 2.531,5 2.148,9 116,3 1.024,8 823,7 279,4 282,8 12,3 25,1 3,1 4,5 63,4 0,1 280,6 a oficiais 92,1 1.115,7 868,4 222,4 125,4 174,8 30,1 3,9 0,0 217,1 0,0 180,7 68,8 816,6 1.051,5 275,9 55,5 33,6 0,5 3,6 0,0 64,4 0,0 156,9 redução que se das vem verificando afectaram a evolução das transferências correntes. Estas conheceram, entre o 3º trimestre de 1999 e o 3º trimestre de 2000, uma redução de 8,8%, conquanto as remessas de emigrantes continuaram a evidenciar um comportamento positivo. 71,3 680,4 838,3 290,9 8,5 0,7 0,5 1,4 0,0 43,9 0,0 204,1 operações financeira é de 1.079,6 milhões de CVE é de se esperar que até ao final do ano, o valor deste saldo se situe muito aquém do atingido no final de 1999, ou seja 12.142 milhões de CVE. Caixa 1: Investimento Directo Estrangeiro O Investimento Directo Estrangeiro realizado em Cabo Verde até a presente data ascende a 333.128 mil dólares americanos, segundo o PROMEX. Deste montante destacam-se cerca de 76,6% afectos a hotéis e outros investimentos no sector do turismo, e 9,9% destinados à indústria transformadora. A maioria dos Fluxos de IDE orientaram-se para a Quadro 6: Remessas de Emigrantes por país de origem participação no programa de privatizações que abrangeu o sector financeiro, as milhões de unidades 1998 1999 1º sem. 2000 16,6 19,0 10,1 10,3 12,6 4,9 7,5 8,0 3,8 5,0 5,8 2,2 2,1 2,2 1,4 12,6 13,5 7,2 1,5 1,6 0,4 2,8 2,9 1,0 4,2 5,4 1,9 6.592,1 7.595,0 3.599,5 EUA (USD) Países Baixos (euro) França (euro) Itália (euro) Alemanha (euro) Portugal (euro) Reino Unido (libra) Suíça (CH) Outros (USD) Total (CVE) telecomunicações, a distribuição de combustível e a produção de energia eléctrica. Por países de origem o grosso das transferências de capital no âmbito do IDE Fonte: Banco de Cabo Verde provieram de Portugal, Reino Unido e O saldo positivo da balança de capitais e Itália. operações financeiras quase triplicou entre 1998 e 1999, tendo contribuído para esta Devido a entradas de capital resultante do evolução Directo processo de privatizações em curso, as Estrangeiro que saltou de 860 para 5 432 reservas de divisas do país aumentaram milhares de contos, devido ao programa de cerca de 44% entre Dezembro de 1998 e o privatizações que o Governo realizou, e à mesmo período de 1999. Porém, apesar da entrada das evolução favorável da conta corrente, ainda contribuições estrangeiras para o Trust que se verifique uma tendência de queda Fund. nas transferencias oficiais, em 2000 regista- o de Investimento cerca de metade No 3º trimestre de 2000 o saldo Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 9 Boletim Económico Gráfico 6 se uma quebra muito significativa ao nível dos activos de reserva cujo saldo em 1999 Taxa de Cambio Efectiva Indices (base 100=1990) foi de 4401,6 milhões de CVE, quando no 3º trimestre de 2000 o saldo registado é de menor déficit comercial e um maior Taxa Efectiva Nominal Set-00 Mai- Jan-00 Set-99 Mai- Jan-99 valor estimado para 1999, devido a um Set-98 melhoria na balança corrente em relação ao Mai- Previsões até final do ano indicam uma 120,00 100,00 80,00 60,00 40,00 20,00 0,00 Jan-98 –2139,4 milhões. Taxa Efectiva Real excedente da balança de serviços. Contudo espera-se uma redução da ajuda externa. Em Outubro do corrente ano, pode-se constatar que a taxa de câmbio efectiva real 7. Política Câmbial desvalorizou-se cerca de 4%, face a A política cambial prosseguida por Cabo Dezembro de 1999 (8,9% relativamente a Verde está definida pelo peg do escudo Dezembro de 1998) sobretudo devido à taxa caboverdiano ao escudo português por via de crescimento negativa dos preços em do Cabo Acordo de Cooperação Cambial Verde nos últimos meses, assinado entre os dois países em 1998. A comparativamente inferiores aos níveis de partir de Janeiro de 1999, este peg passou a inflação estar definido pelo euro, uma vez que o principalmente os da zona do euro. dos países parceiros, escudo português passou a ser denominação não nominal do euro. Esta foi sem dúvida 8. Política Orçamental uma das políticas que contribuiu para a A política orçamental prosseguida nos estabilidade monetária, não obstante ainda últimos anos tem sido expansionista. O não se sentir o seu impacto a nível das taxas déficit global apurado do Governo Central, de juro praticadas no mercado bancário. incluindo os donativos, atingiu uma média No entanto, a taxa de câmbio efectiva de 9,5% do PIB no período de 1995-2000. nominal flutua devido às variações do euro Quadro 7: Saldo Orçamental em relação a outras moedas, das quais a Unidade: Milhões de CVE 1998 1999 Saldo Global -2.110 Saldo global excluindo donativos -7.351 Saldo corrente -388 Saldo primário -5.458 Saldo orçamental 904 -4.503 -8.919 1.117 -7.975 1.636 taxa de câmbio euro/dólar é a mais relevante. Mesmo assim, como podemos observar no gráfico seguinte, a taxa de câmbio nominal verificou uma certa 2000 Orç. Rect. -5.466 -11.742 112 -11.029 811 Fonte: Ministério das Finanças estabilidade no decurso dos três últimos anos, depreciando-se apenas em 2,7%. Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 10 Boletim Económico Excluindo os donativos, o déficit atinge As receitas correntes do Estado cresceram uma média de 20,4% do PIB. Conforme 27,9% em 1999, sendo determinante para podemos observar no gráfico seguinte, esta este crescimento a evolução favorável das evolução tem sido determinante para o receitas tributárias alargamento do déficit da balança corrente crescimento de 23,2%. Para 2000 espera-se externa. um crescimento de 7%. a uma taxa de Quadro 8: Receitas Públicas Gráfico 7 Unidade: Milhões de CVE Déficits Externo e Estado 15,0 (%) 10,0 5,0 1998 1999 Total de Receitas Receitas Orçamentais Receitas correntes 16.928 11.623 10.331 18.149 13.733 13.214 2000 Orç. Rect. 21.273 14.859 14.160 Receitas tributarias Receitas nao tributarias Reembolsos de capital por EP Donativos Transf. de OFN 8.376 1.955 1.292 5.241 64 10.318 2.896 519 4.416 0 11.223 2.937 699 6.276 138 Fonte: Ministério das Finanças 0,0 95 96 97 Déficit Externo 98 99 2000 Déficit Estado De registar igualmente que o saldo primário tem vindo a aumentar nos últimos anos representando, respectivamente 12,7% e 13% do PIB em 98 e 99 esperando–se que venha a atingir os 17% em 2000. As despesas do Estado em salários e ordenados também registaram forte crescimento em 1999 (30,2%), em grande parte devido ao programa extraordinário contra a seca e ao reforço de efectivos nos sectores sociais. Para 2000 espera-se um crescimento de apenas 9,1%. Quadro 9: Despesas Públicas Unidade: Milhões de CVE O peso do sector público, medido pelo rácio das despesas totais sobre o PIB tem vindo a aumentar nos últimos dois anos, passando de 35,9% em 1998 para 37% em 1999, devido em grande parte ao aumento das despesas correntes, nomeadamente das despesas em bens e serviços e despesas com pessoal. Para 2000, prevê-se que o rácio atinja os 41,2%, segundo o Orçamento rectificativo.4 Total das despesas Despesas de funcionamento das quais: Juros da dívida interna progr. Juros da dívida externa progr. Despesas de investimento Despesas sociais extraordinárias 1998 1999 19.038 10.719 1.543 350 8.319 22.652 12.097 639 305 8.561 2000 Orç. Rect. 26.739 14.048 515 198 12.691 0 1.994 0 Fonte: Ministério das Finanças Devido à redução da dívida interna através do Trust Fund os encargos com juros caíram cerca de 2,9% do PIB em 1998 para 1% em 1999. Em meados de 2000 uma grande parte da dívida interna havia já sido 4 De realçar que as dificuldades encontradas na condução da política orçamental, com implicações sobre a economia no seu todo, afectando a situação monetária e posição externa do país, levaram a realização e a aprovação de um orçamento rectificativo. Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 convertida em títulos do Trust Fund que correspondiam a um montante de cerca de 100 milhões de dólares. 11 Boletim Económico transferências que registam um maior Quadro 10: Financiamento das Operações Fiscais do Estado aumento, 48,2% e 30,9% respectivamente. Unidade: Milhões de CVE Financiamento Externo Líq. Desembolsos Amortizações Variação de Atrasados Reescalonamento de Atrasados Interno Líq. Sistema Bancário Novos empréstimos liq. Amortizações Variação de Atrasados Outros dos quais: receitas de privatizações Gap de finaciamento 1998 1999 2.110 2.110 2.991 -965 65 19 0 0 0 0 0 0 0 0 4.503 795 3.345 -2.550 0 0 3.708 0 0 0 0 3.708 3.708 0 2000 Orç. Rect. 5.466 2.693 3.967 -1.274 0 0 2.774 1.795 1.795 0 0 979 979 1 Refira-se mais uma vez a redução nos encargos da dívida pública interna devido ao impacto do Trust Fund. 9. Política Monetária A política monetária está orientada para a manutenção da estabilidade cambial, como objectivo intermédio da estabilidade dos Fonte: Ministério das Finanças preços. Conforme vimos anteriormente, esta O financiamento do déficit em 1998 foi exclusivamente conseguido através estabilidade tem sido conseguida nos de últimos anos. Dentro deste modelo, a oferta entradas de fundos do exterior, com um da moeda é endógena, pelo que o desembolso líquido de 2.026 milhões de seguimento do credito interno tem merecido CVE de empréstimos e donativos. Em 1999 algum cuidado por parte da autoridade apenas monetária. conseguiu-se um desembolso líquido de 795 milhões de CVE pelo que o recurso às fontes internas atingiram o valor Quadro11:EvoluçaodosPrincipaisIndicadoresMonetários (Saldosemfimdeperiodo;emmilhõesdeescudos) Dez/98 Mar/99 Jun/99 Set/99 Dez/99 Mar/00 Jun/00 Set/00 Out/00 de 3.708 milhões de CVE, embora sob a forma de receitas das privatizações. 1-ReservasInternacionaisLíquidasdoSistema 5.646,4 5.644,4 6.312,3 5.486,4 8.110,1 6.684,0 5.661,0 5.945,3 7.248,1 Para 2000 prevê-se o recurso a fontes externas no equivalente a 2.693 milhares de contos (49,3%) , sendo os restantes 2 774 2-ActivosDomésticosLiquidos 2.1-Créditolíq.aoSPA 2.2-CréditoáEconomia 26.159,9 27.275,3 27.708,8 29.906,0 28.519,1 30.469,8 32.310,3 32.500,6 32.432,9 13.078,9 15.405,1 13.702,3 15.925,4 13.874,7 15.030,3 16.860,0 20.174,8 20.652,5 16.324,9 16.905,6 17.634,7 18.058,1 18.888,1 19.343,2 19.736,1 18.647,8 18.524,0 3-M2 31.806,3 32919,7 34021,1 35392,4 36629,2 37153,8 37971,3 38445,9 39681,0 Fonte:BancodeCaboVerde milhares de contos (50,7%) cobertos com recursos internos, dos quais 979 milhares de contos serão provenientes das receitas de O agregado do Credito Interno cresceu privatizações. 11,42% em 1999, seguindo-se a uma taxa de 6,1% em 1998. Em 2000, esta taxa de O orçamento rectificativo para 2000 crescimento atingiu os 19,58% em Outubro. apresenta um aumento do déficit incluindo Este forte crescimento é explicado por um os donativos de 4 503 para 5 466 mil lado, pelas necessidades de financiamento contos. Prevê-se um aumento da ordem dos do Estado, e por outro, pela assunção dos 18% na despesa total. Enquanto as despesas empréstimos aos bolseiros, bem como pela de funcionamento crescem 16%, são as titularização de diversas dividas do Estado despesas de investimento e os subsídios e consolidadas junto do sistema bancário (daí Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 12 Boletim Económico a retracção simultânea do crédito à A taxa de colocação dos BT’s que vinha a economia). baixar desde o início de 1998, registou uma acentuada redução no segundo semestre de As disponibilidades liquidas sobre o 1999, tendo atingido o mínimo histórico de exterior registaram uma quase estabilização 5,37% entre primeiro trimestre de 1998 e o terceiro em Dezembro daquele ano. Acompanhando esta evolução, a taxa de trimestre de 1999, mas vieram a registar um redesconto do Banco de Cabo Verde foi forte acréscimo em Dezembro de 1999, reduzida de 10,5 para 8,5% em Maio de devido ao encaixe das receitas resultantes 1999. da alienação das participações do Estado no capital de algumas empresas publicas. Porém a forte pressão que se veio a registar Contudo, de no mercado primário da divida publica a financiamento do déficit externo devido ao partir do primeiro trimestre de 2000, fez atraso nos recebimentos da ajuda externa e com que a taxa de colocação dos BT’s do programa de privatizações, as reservas voltasse a subir para 8,5% em Maio, de divisas vieram a cair novamente para os atingindo um máximo de 9,5 em Agosto níveis médios atingidos em 1999. deste ano. Para 2000 a instrumentação da política A evolução do diferencial das taxas de juro monetária irá exigir a utilização das taxas em Cabo Verde em relação às do euro, de juro de curto prazo de cedência e como o gráfico seguinte documenta, baixou absorção de fundos para regular o mercado de cerca de 3,8% em Maio de 1999 para um primário de liquidez, o qual deverá servir mínimo de 1,97 em Dezembro daquele ano. para cumprir o objectivo de reservas O diferencial volta a alargar-se atingindo os externas estipulado pelo Banco de Cabo 4,26 pontos percentuais em Agosto de Verde, necessário para o prosseguimento da 2000. com a necessidade estabilidade cambial. Gráfico 9 Gráfico 8 Taxas de Juro de Referência Taxas de Juros nos Mercados Monetários Taxa de redesconto do BCV Out-00 Jul-00 Abr-00 Jan-00 Out-99 Jul-99 Abr-99 Jan-99 Out-98 Jul-98 Abr-98 0 n98 A br -9 8 Ju l-9 8 O ut -9 8 Ja n99 A br -9 9 Ju l-9 9 O ut -9 9 Ja n00 A br -0 0 Ju l-0 0 5 10 8 6 4 2 0 Ja (%) 10 Jan-98 (%) 15 Taxas de juro BT´s à 91 dias Mercado Monetário Portugal Taxas de juro BT´s à 91 dias Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 13 Boletim Económico Por outro lado, as taxas de juro do euro Quadro 12: Operações no MMI atingiram um mínimo de 2,6 em Fevereiro de 1999, mas têm subido continuamente desde aquela data. Em Setembro de 2000, as taxas de juro a 3 meses estavam já em 4,9%. Estes movimentos são pois Unidade Milhões de CVE Data 23.03.00 06.04.00 10.08.00 14.08.00 18.08.00 24.08.00 Montante 100 100 100 100 100 200 Prazo 15 dias 15 dias 04 dias 02 dias 05 dias 05 dias Taxa de juro 7% 7% 7% 7% 7% 7% Fonte: Banco de Cabo Verde explicativos da evolução das taxas de juro segundo a paridade internacional das taxas O mercado monetário interbancário revelou de juro, e numa perspectiva de estabilidade este ano uma intensificação de transacções, cambial do escudo caboverdiano em relação mas ainda subscrito a um número restrito de ao euro. participantes. reflectiram As curvas de rendimentos para os prazos completamente nas taxas de juro activas dos entre 3, 6 e 12 meses revelam uma baixa em bancos, quando comparamos as taxas de Outubro de 1998 em relação ao período juro a 90 dias dos bancos em Cabo Verde e homólogo de 1999. Contudo, em Outubro em Portugal. De facto, as taxas de juro de 2000 as taxas voltaram a subir, activas dos bancos em Cabo Verde têm-se sobretudo as do prazo de 6 meses e 1 ano, mantido em torno dos 12% e em Portugal as quais se situam em 8,9 e 9,5%, vieram a sofrer uma redução acentuada até respectivamente. Estes movimentos não se Maio de 1999, para taxas ligeiramente Gráfico 10 abaixo dos 10%. Desta forma, o diferencial entre Cabo Verde e Portugal, embora tenha Curvas de Rendimento subido desde 1997, encontra-se ainda pouco 10 acima dos 2 pontos percentuais. (%) 8 6 Nos últimos 2 anos e meio verifica-se que 4 os valores acumulados para o prazo de 3 0 2 3 meses meses subiram para valores máximos, atingindo cerca de 3 milhões e 700 mil contos, em resultado das 6 meses Out-98 Out-99 1 ano Out-00 fortes necessidades de financiamento por parte do As taxas de juros praticadas pelo sistema Estado. bancária têm mantido bastante elevadas em termos reais, não reflectindo o abrandamento da inflação vigente no país. No entanto tem-se verificado uma ligeira tendência para a redução das taxas passivas, Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 14 Boletim Económico enquanto as taxas activas se mantiveram constantes, alargando a margem bancária. O gráfico seguinte mostra a evolução das taxas de juro activas e passivas dos bancos para o prazo de 90 e 180 dias. Gráfico 11 Taxas Bancárias M ar -9 7 D ez -9 M 7 ar -9 8 Ju n98 Se t-9 D 8 ez -9 M 8 ar -9 9 Ju n99 Se t-9 9 D ez -9 M 9 ar -0 0 Ju n00 Se t-0 0 14,0% 12,0% 10,0% 8,0% 6,0% 4,0% 2,0% 0,0% Deposito de 91 a 180 dias Crédito de 91 a 180 dias Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 Diferencial 15 Indicadores Económicos & Financeiros Indicadores Económicos e Financeiros INDICADORES ECONÓMICOS E FINANCEIROS ÍNDICE Índicadores Internacionais Área do EURO 1 EUA 2 Economia Nacional Indicadores de Produção, Mercado de Trabalho e Inflação 4 Indicadores de Consumo, Investimento e Comércio Externo 7 Indicadores de Turismo 9 Indicadores de Finanças Públicas 11 Mercado Primário de Títulos 12 Indicadores Monetários e Financeiros 13 Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 Indicadores Económicos e Financeiros INDICADORES INTERNACIONAIS ÁREA DO EURO INDICADORES DE ACTIVIDADE, MERCADO DE TRABALHO E INFLAÇÃO Quadro 1 1998 1999 Contas Nacionais Produto Interno Bruto (t.v.h) 2,7 2,5 Consumo Privado 3,0 2,7 Consumo Público 1,1 1,5 Formação Bruta de Capital Fixo 4,8 5,2 Exportações1 7,0 4,7 1 9,5 6,4 Importações Indicadores de Actividade Índice de Produção Industrial (t.v.h)2 Total (exclui construção) Indústria Transformadora Bens Intermédios Bens de Investimento Bens de Consumo Duradouros Bens de Consumo Não Duradouros Indicadores de Confiança (v.c.s) Indicador de Clima Económico (índice 1985= 100) Indicador de Confiança dos Consumidores (s.r.e) Indicador de Confiança na Indústria (s.r.e) Indicador de Confiança na Construção (s.r.e) 2000 4,2 4,7 3,9 6,5 5,9 2,0 1,8 1,8 2,2 1,4 3,0 1,6 (Ago) 5,5 5,8 6,1 7,8 8,3 1,4 102,6 -5,0 -1,0 -19,0 102,6 -2,0 -7,0 -7,0 (Out) 104,0 -1,0 5,0 1,0 Mercado de Trabalho (Set) 3 Taxa de desemprego (%) (v.c.s) Inflação Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) - Total Taxa de variação em cadeia Taxa de variação homóloga Taxa de variação média Principais Agregados do IHPC (t.v.h) Bens Alimentares Industriais dos quais: energéticos Serviços 10,9 10,0 9,2 (Out) 2,3 1,1 1,1 0,7 1,6 0,1 -2,6 1,9 0,9 0,6 1,0 2,4 1,5 2,6 1,2 3,3 13,3 1,7 Maiores Economias da Área do Euro (t.v.h) Alemanha França Itália Espanha 0,6 0,7 2,0 1,8 0,6 0,6 1,7 2,2 Índice de Preços no Produtor - Indústria (exclui construção) (t.v.h) -0,8 -0,3 2,0 1,8 2,5 3,4 (Set) 5,1 Fonte: Banco de Portugal, Indicadores de Conjuntura, Outubro 2000 v.a. - valores acumulados t.v.h - taxa de variação homóloga v.c.s - valores corrigidos de sazonalidade s.r.e - saldos de respostas extremas 1 Inclui o comércio entre países participantes na área do euro 2 Corrigido de variações do número de dias úteis 3 Taxa de desemprego calculada de acordo com as recomendações da OIT Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 1 Indicadores Económicos e Financeiros INDICADORES INTERNACIONAIS ÁREA DO EURO PRINCIPAIS INDICADORES MONETÁRIOS E FINANCEIROS Quadro 2 Dez-98 Dez-99 Set-00 1 Taxas de Câmbio do Euro Dólar Iene Índice de taxa de câmbio nominal efectiva2 Taxas de Juro Mercado Monetário Interbancário3,4 (em %) Overnight 1 mês 3 meses 6 meses 12 meses 1,2 137,4 1,0 103,7 0,9 93,1 103,4 90,1 82,8 3,1 3,2 3,2 3,1 3,1 3,0 3,5 3,4 3,5 3,8 4,6 4,7 4,9 5,0 5,2 3,4 4,0 4,8 5,3 5,3 5,5 298,4 389,1 428,1 9,2 4,7 9,8 6,2 6,6 5,5 Taxas de Rendibilidade das Obrigações de Dívida Pública4 5 anos5 10 anos Mercados bolsistas Índice Dow Jones Euro Stoxx alargado5 Agregados monetários M1 M3 Fonte: Banco de Portugal, Indicadores de Conjuntura, Outubro 2000 1 Até Dezembro de 1998 o quadro inclui taxas de câmbio do ECU. 2 Cálculo do BCE, uma variação positiva representa uma apreciação. 3 Até Dezembro de 1998 as taxas de juro da procura de depósitos interbancários em fim de período; a partir de Janeiro de 1999 taxa de juro overnight para área do euro (EONIA) e EURIBOR para os restantes prazos. 4 Até Dezembro de 1998 as taxas de juro foram calculadas com base nas taxas nacionais ponderadas pelos respectivos PIB; a partir de Janeiro de 1999 os ponderadores são os montantes em circulação para cada prazo residual. 5 Até Dezembro de 1998 valores de fim de período. INDICADORES INTERNACIONAIS EUA Quadro 3 PIB1 2 Inflação 3 Taxa Desemprego 3 Taxa Juro a 6 meses Mercado Monetário 1998 1999 2000 5,7 5,8 6,6 1,6 2,0 2,9 4,1 4,0 6,1 6,6 Fonte: Federal Reserve Board of Governors; US Department of Labor; IFS 1 Para o ano 2000 dados disponíveis até 3º trimestre 2 Para o ano 2000 dados disponíveis até Outubro provisórios 3 Dez 99, média de Jan a Nov 2000 Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 2 Indicadores Económicos e Financeiros INDICADORES INTERNACIONAL Gráfico 1 (%) Produto Interno Bruto Taxa de Variação Homóloga 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1998 1999 Área EURO 2000 EUA Gráfico 2 Taxa de Desemprego 12,0 10,0 (%) 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 1998 1999 Área EURO 2000 EUA Gráfico 3 Preços no Consumidor Taxa de Variação Homóloga 3,5 3,0 (%) 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 1998 1999 Área EURO Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 2000 EUA 3 Indicadores Económico e Financeiros ECONOMIA NACIONAL INDICADORES DE PRODUÇÃO, MERCADO DE TRABALHO E INFLAÇÃO Quadro 4 1998 1999 Produto Interno Bruto pela Óptica da Despesa (t.v.h) Produto Interno Bruto 5,9 8,0 Consumo Privado 8,0 9,0 Consumo Público 5,4 11,9 Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Existências -0,4 16,4 Exportações -0,5 31,4 Importações 5,5 22,9 Participação Sectorial na Composição do PIB (em % do PIB) Sector Primário Agricultura, Pecuária e Silvicultura Pesca Sector Secundário Indústria e Energia Construção Sector Terciário Comércio Hotéis Transportes e Comunicações Outros Serviços 2000 8,4 6,0 11,8 10,2 7,7 7,8 10,2 1,4 14,3 1,2 10,8 1,2 9,4 9,6 8,8 9,4 9,3 10,4 16,2 5,2 17,6 24,9 16,0 5,6 17,5 18,6 16,8 7,2 18,7 20,9 Mercado de Trabalho2 Taxa de Actividade (em %) Santiago S. Vicente Sal Fogo Taxa de Desemprego (em %) Santiago S. Vicente Sal Fogo 67,0 67,3 66,5 74,1 62,8 26,0 23,4 28,2 17,5 40,3 63,2 59,9 64,9 73,3 67,0 25,4 22,4 30,0 18,9 32,0 66,3 70,4 64,4 77,1 65,7 20,9 20,3 21,5 14,4 31,0 Desemprego de Longa Duração1 (% desemp. total) Santiago S. Vicente Sal Fogo 46,3 46,7 44,1 68,9 48,2 48,7 26,6 63,5 58,0 49,7 22,0 66,3 Desemprego por Sectores de Actividade (t.v.em%) Agricultura, Pecuária e Pesca Indústria Transformadora Construção Comércio por Grosso e a Retalho Alojamento e Restauração Transporte e Comunicação Administração Pública Educação e Saúde Outros 3,5 6,5 22,8 11,6 5,8 4,2 6,6 1,8 36,6 4,1 10,8 26,3 14,3 4,7 4,1 5,9 2,8 26,3 2,8 10,5 21,1 14,4 4,6 2,6 9,7 3,8 31,0 Fonte: Banco de Cabo Verde; IEFP t.v.- taxa de variação t.v.h - taxa de variação homóloga % Pessoas desempregadas mais de 6 meses 1 2 Informações de 2000 até 3º trimestre Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 4 Indicadores Económico e Financeiros ECONOMIA NACIONAL INDICADORES DE PRODUÇÃO, MERCADO DE TRABALHO E INFLAÇÃO Quadro 5 1998 1999 Inflação Índice de Preços no Consumidor Taxa de variação em cadeia Taxa de variação homóloga Taxa de variação média Principais Agregados do IPC (t.v.h.) Bens e Serviços Adquiridos Alimentares e Bebidas Tabacos e Cigarros Vestuários e Calçados Habitação, Equip. e Mat. de uso Dom. Bens e Serviços Diversos 2000* 4,4 8,4 0,7 4,4 -1,6 -0,1 -0,8 -0,8 -2,4 8,1 -1,8 11,2 10,1 5,2 -3,3 -0,1 4,2 0,9 0,0 -2,2 -2,5 -4,1 1,3 0,3 0,5 5,6 3,0 -0,2 -2,7 1,9 0,5 0,5 -1,8 4,3 7,1 -7,8 3,3 -1,8 3,4 Inflação de Bens Transacionáveis e Não Transacionáveis Bens Transacionáveis Taxa de variação em cadeia Taxa de variação homóloga Taxa de variação média Principais Agregados (t.v.h) Alimentares Não Alimentares Bens Não Transacionáveis Taxa de variação em cadeia Taxa de variação homóloga Taxa de variação média Principais Agregados (t.v.h) Alimentares Serviços Combustíveis 0,8 10,0 5,3 -0,1 -0,9 5,8 -1,6 -1,7 -2,9 10,4 11,5 0,0 -1,5 0,2 0,0 -3,1 1,0 0,0 Inflação Subjacente (t.v.h) Inflação Subjacente Alimentares Transformados Industriais não Energéticos Serviços Componente não Contemplada Alimentares não transformados Industriais Energéticos 8,5 6,8 7,0 12,1 8,0 9,1 0,5 -0,6 -4,2 3,4 0,2 -2,9 -3,3 -0,2 2,1 1,8 3,4 1,1 -4,6 -5,3 0,1 Deflactores do Comércio Externo Importações Exportações 1,7 5,3 -1,3 4,3 3,0 4,0 Fonte: INE t.v.h - taxa de variação homóloga Dados até Novembro * Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 5 Indicadores Económicos e Financeiros ECONOMIA NACIONAL INDICADORES DE PRODUÇÃO, MERCADO DE TRABALHO E INFLAÇÃO Gráfico 4 milhões de CVE Evolução do PIB e das Importações 70.000,0 60.000,0 50.000,0 40.000,0 30.000,0 20.000,0 10.000,0 0,0 1997 1998 1999 PIB 2000 Importações Gráfico 5 Evolução da Procura Interna e Externa em Relação ao PIB p. correntes 1,6 1,4 1,2 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 1997 1998 1999 Procura Interna/PIB 2000 Exportações/PIB Gráfico 6 Indicadores de Inflação 15,00 10,00 5,00 Nov Set Jul Mai Mar Jan Nov Set Jul Mai Mar Jan Nov Set Jul Mai -5,00 Mar 0,00 Jan Taxa de Variação Homóloga (%) 20,00 -10,00 Transaccionáveis Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 Não Transaccionáveis Diferencial 6 Indicadores Económicos e Financeiros ECONOMIA NACIONAL INDICADORES DE CONSUMO, INVESTIMENTO E COMÉRCIO EXTERNO Quadro 6 1998 1999 Consumo Consumo Privado Importações bens de consumo não duradouro (t.v.em %) Importações bens de consumo duradouro (t.v.em %) Importações materiais de transporte Consumo Público Despesas de Funcionamento do Estado-Orçamentadas Despesas de Funcionamento do Estado-Realizadas Investimento Construção Importações materiais de construção (t.v.h) Importações de cimento (t.v.h) Crédito bancário para construção Licenças Emitidas para a Construção Vendas de Cimento Equipamento e material de transporte Importações de bens de equipamentos (t.v.h) Importações material de transporte (t.v.h) Vendas veículos pesados e comerciais ligeiros (t.v.h.) Investimento Externo Investimento em % do PIB Investimento / Saldo da BP Emprego (t.v em %) Investimento Externo por Sectores de Actividade1 Hotéis e Outros Indústria Transformadora Outros Comércio Externo Bens Exportações Produtos Tradicionais Produtos Transformados2 Reexportação Importações Bens de Consumo Bens Intermédios Bens de Capital Combustíveis Outros Serviços Exportações Transportes Aéreos Turismo Importações Transportes Marítimos Viagens Motivos Educacionais 10,9 24,7 17,7 9,6 -2,5 2,8 -2,0 67,4 3,7 12,8 24,9 -12,5 28,5 9,2 48,4 -9,1 13,9 -4,9 1,7 24,7 -24,1 17,7 47,7 22,5 67,4 25,8 18,3 9,3 49,2 -57,6 73,5 9,7 16,8 1999 t.v. em % -16,0 -17,5 2000 55,9 8,9 Estrutura em % 76,6 9,9 13,5 1998 1999 Estrutura em % 100,0 100,0 12,3 12,1 29,5 -28,9 15,9 6,3 7,8 22,5 36,5 10,6 t.v. em % 25,4 2,6 46,3 35,6 32,8 21,6 21,7 52,3 100,0 44,1 23,8 15,6 4,3 12,1 33,4 44,2 100,0 42,3 23,1 17,2 5,3 12,1 Estrutura em % 100,0 100,0 47,7 38,0 23,4 26,6 100,0 100,0 25,0 24,5 6,1 5,5 Fonte: Inquéritos, Cálculos BCV; PROMEX; Direcção Geral Alfândega, cálculos Banco de Cabo Verde t.v.h - taxa de variação homóloga Valores acumulados 1 2 Produtos Empresas Francas Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 7 Indicadores Económicos e Financeiros ECONOMIA NACIONAL INDICADORES DE CONSUMO, INVESTIMENTO E COMÉRCIO EXTERNO Gráfico 7 (%) Evolução do IDE e do Comércio Externo 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 1997 1998 IDE em % do PIB 1999 Comerc. Externo em %PIB Gráfico 8 Investimento Externo Por Ilhas 1% 17% 9% 27% Boavista Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 46% Sal Santiago S. Vicente Outros 8 Indicadores Económicos e Financeiros ECONOMIA NACIONAL INDICADORES DE TURISMO Quadro 7 1997 Turismo Receitas (t.v.h. em%) Contribuição para o PIB Contribuição para a BP Oferta Turística por Concelhos Santiago S. Vicente Sal Boavista Outros 70,5 3,3 14,8 1998 1999 15,7 3,4 23,4 19,2 3,6 26,6 Alojamento Quartos Camas Estrutura em % 16,9 45,1 48,9 27,0 21,7 20,3 14,6 15,3 13,9 6,7 5,8 7,2 34,8 12,1 9,8 Procura Turística 1997 Portugal França Alemanha Holanda Itália Outros 30,6 10,6 12,4 n.d 30,6 15,9 1998 Estrutura em % 31,0 11,0 12,4 n.d 31,0 14,6 1999 Fonte: PROMEX; INE Banco de Cabo Verde / Dezembro de 2000 9 Indicadores Económicos e Financeiros ECONOMIA NACIONAL INDICADORES DE TURISMO Gráfico 9 (%) Investimento Externo no Turismo 60 50 40 30 20 10 0 Santiago S.Vicente Sal Boavista Investimento Previsto Maio Empregos Previstos Gráfico 10 Distribuição de Empregos no Turismo em 1997 9% 1% 12% 78% Unidades Hoteleiras Restaurantes e bares Discotecas Agências de Viagens Gráfico 11 Taxas de Ocupação Média Anual Unidades de Alojamento 100% 80% 60% 40% 20% 0% Santiago Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 Sal S. Vicente Outras Ilhas Nacional 10 Indicadores Económicos e Financeiros ECONOMIA NACIONAL INDICADORES FINANÇAS PÚBLICAS Quadro 8 1997 Indicadores Orçamentais (em % do PIB) Receitas Totais 31,0 Despesas Totais 41,4 Saldo Global -10,3 Saldo Primário -16,5 Dívida Pública 81,2 1998 1999 32,0 35,9 -4,0 -10,3 78,6 29,7 38,0 7,4 13,0 69,0 Saldo Orçamental Efectivo e Ajustado (em % do PIB) Saldo Orçamental Saldo Corrigido da Inflação Componente Cíclica Saldo Ajustado de Flutuações Cíclicas 1998 -4,0 -8,4 -0,1 -3,9 1999 -7,4 -11,8 -0,3 -7,1 Variação p.p. -3,4 -3,4 0,2 -3,2 Défice de Dívida da Administração Pública Défice da Administração Pública (em %PIB) Pagamentos de Serv. Dívida Externa (em %PIB) Receitas das Privatizações (em %PIB) Variação % dos Depósitos da SPA Variação % da Dívida Pública Total 1997 10,3 2,5 4,0 0,3 15,2 1998 4,0 3,9 0,0 -9,7 8,2 1999 7,4 1,8 6,1 -25,7 18,2 Fonte: Ministério das Finanças; Banco de Cabo Verde Gráfico 12 % PIB*100 Défice e Dívida Pública 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 1996 1997 Défice Público Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 1998 1999 Dívida Pública 11 Indicadores Económicos e Financeiros ECONOMIA NACIONAL MERCADO PRIMÁRIO DE TÍTULOS Quadro 9 1998 Prazos 91 dias... 182 dias... 364 dias... 1999 2000 Datas de Montante Taxa Juro Taxa Méd Datas de Montante Taxa Juro Taxa Méd Datas de Montante Taxa Juro Taxa Méd Emissão Colocado Emissão Colocação Emissão Colocado Emissão Colocação Emissão Colocado Emissão Colocação 28.01.98 250000 7,4363 04.03.98 200000 27.03.98 29.04.98 29.01.99 165000 6,9492 15.02.00 195000 6,9263 7,3031 19.02.99 50000 7,2915 21.02.00 105000 7,3869 215000 6,8459 26.02.99 230000 7,5158 25.03.99 195000 6,9870 25.02.00 250000 7,1475 313000 6,8941 10.03.00 40000 29.05.98 112462 7,0966 7,8438 30.04.99 165000 6,4617 23.03.00 423000 03.06.98 220000 7,9648 7,233 24.05.99 139856 6,9323 29.03.00 200000 626.06.98 7,2969 215000 7,2174 28.05.99 195000 6,2740 18.04.00 135000 7,4028 20.08.98 163000 7,4935 24.06.99 313000 6,1767 28.04.00 20000 8,0000 28.08.98 35000 7,4464 30.07.99 165000 5,9844 16.05.00 100000 8,2500 02.09.98 160000 7,5859 23.08.99 201856 6,1091 26.05.00 100000 8,7562 25.09.98 200000 7,2031 27.08.99 195000 6,0025 09.06.00 40000 8,2813 30.10.98 165000 7,3826 23.09.99 313000 6,0991 14.06.00 130000 7,7385 19.11.98 163000 7,1039 29.10.99 165000 7,0685 22.06.00 418000 8,7542 27.11.98 195000 6,8895 22.11.99 201856 5,6930 28.06.00 200000 8,0675 24.12.98 200000 6,688 26.11.99 195000 5,6820 18.07.00 60000 7,4788 23.12.99 313000 5,4817 28.07.00 150000 9,0000 14.08.00 125000 9,6315 25.08.00 100000 8,5000 08.09.00 40000 7,5000 21.09.00 410000 8,6767 26.09.00 80000 7,3125 27.09.00 200000 7,8925 17.10.00 60000 7,3663 27.10.00 130000 7,7923 24.01.00 400000 7,2594 06.02.98 250000 8,1193 11.03.98 250000 12.03.98 09.04.98 7,2294 7,7555 6,3804 05.02.99 250000 7,1219 7,8667 12.02.99 222000 7,1887 04.02.00 250000 7,0200 245000 7,699 05.03.99 140682 7,0720 11.02.00 160000 7,2812 150000 7,4583 10.03.99 80000 7,2200 02.03.00 205000 7,1159 16.04.98 185000 7,4523 11.03.99 140000 7,2800 08.03.00 20000 7,5625 23.04.98 137538 8,2043 18.03.99 148000 7,4168 10.03.00 90000 8,4097 08.06.98 60000 8,3229 01.04.99 160000 6,9622 16.03.00 130000 8,0721 19.06.98 250000 7,7710 09.04.99 140000 7,5600 30.03.00 120000 8,6823 07.08.98 250000 7,4600 15.04.99 180000 7,2235 06.04.00 140000 8,7366 09.09.98 173000 7,9191 22.04.99 165000 7,6175 07.04.00 40000 7,1719 10.09.98 195000 7,9282 28.05.99 166462 7,4803 13.04.00 180000 7,3472 08.10.98 150000 7,4117 07.06.99 75000 6,3479 20.04.00 172000 9,1061 15.10.98 185000 7,3345 02.07.99 220000 7,5232 05.05.00 380000 8,5000 22.10.98 137538 7,5331 06.08.99 250000 7,5022 05.06.00 45000 7,5972 26.11.98 166462 9,0000 13.08.99 160000 7,7464 30.06.00 60000 9,6042 07.12.98 75000 7,0833 03.09.99 140682 7,4753 12.07.00 50000 7,5917 18.12.98 250000 7,2800 08.09.99 80000 6,9289 24.07.00 150000 9,6292 09.09.99 140000 7,4696 04.08.00 50000 9,0000 16.09.99 148000 7,5104 11.08.00 173000 9,327 30.09.99 160000 7,2850 08.09.00 90000 8,5000 08.10.99 140000 7,4049 14.09.00 190000 8,0658 14.10.99 180000 7,3099 28.09.00 110000 9,8466 21.10.99 165000 7,2248 05.10.00 140000 9,7455 26.11.99 166462 7,3882 06.10.00 35000 7,1696 06.12.99 75000 7,2955 12.10.00 180000 9,5000 31.12.99 150000 6,5411 19.10.00 170000 9,3235 19.04.99 125000 8,4072 05.06.00 280000 8,7254 8,4754 7,2729 09.01.98 625000 10,3260 8,1037 20.04.98 125000 8,7175 07.06.99 200000 8,0509 20.06.00 55000 9,5682 08.06.98 200000 8,6400 22.06.99 100000 7,7333 21.06.00 170000 9,8235 19.06.98 100000 8,0062 23.06.99 150000 8,4802 13.07.00 35000 7,9286 22.06.98 150000 8,2500 15.07.99 130000 8,1117 10.08.00 50000 9,5000 16.07.98 100000 8,2500 12.08.99 104000 8,4228 13.08.98 104000 8,0547 23.09.99 150000 8,0321 24.09.98 150000 8,2500 09.12.99 100000 7,5914 10.12.98 100000 7,7844 7,9570 8,3525 9,10914 Fonte: Banco de Cabo Verde Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 12 Indicadores Económicos e Financeiros ECONOMIA NACIONAL INDICADORES MONETÁRIOS E FINANCEIROS Quadro 10 1998 1999 2000* valores médios valores médios valores médios valores médios 1989=100 valores médios 1989=100 valores médios 109,4 98,0 162,4 75,3 84,1 98,6 110,3 102,7 166,1 90,6 82,7 99,6 110,3 113,9 174,0 106,3 81,6 93,7 em %, valores médios 9,2 8,5 8,5 em %, em %, em %, em %, em %, em %, valores médios valores médios valores médios valores médios valores médios valores médios 12,4 12,7 13,6 7,7 9,2 8,3 12,4 12,7 13,6 7,7 9,1 8,2 12,4 12,7 13,0 6,9 8,3 8,4 em %, valores médios em %, valores médios em %, valores médios 7,2 7,8 8,5 7,2 7,8 6,1 7,2 8,4 2,7 Agregados Monetários Activo Externo Líquido Banco de Cabo Verde Bancos Comerciais Activo Interno Líquido M2 Passivos Monetários Passivos Quase Monetários t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período 0,6 -18,2 60,4 3,2 2,7 -0,4 5,8 43,6 85,2 -24,0 9,0 15,2 18,5 12,1 -10,6 -43,0 117,5 13,7 8,3 1,2 15,5 Agregados de Crédito Bancário Crédito Interno Total Crédito Líquido às Administrações Públicas Crédito ao Sector não Monetário, excepto AP Crédito a Sociedades não Financeiras Empresas Públicas Empresas Privadas e Mistas Crédito a Particulares (inclui emigrantes) t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período t.v. em rel.a Dez. em %, fim de período 4,8 -0,4 11,9 17,7 18,9 17,5 9,7 8,4 6,1 15,7 2,3 16,2 0,9 21,4 19,6 48,9 -1,9 28,8 -18,6 34,3 -12,9 Taxas de Câmbio do CVE Unidades Euro1 USD Libra Yen Índice de Taxa de Câmbio Efectiva Nominal Índice de Taxa de Câmbio Efectiva Real Taxas de Juro Redesconto Operações Activas e Passivas dos Bancos Empréstimos De 91 a 180 dias De 181 dias a 1 ano Superior a 10 anos Depósitos a prazo, 181 dias a 1 ano Depósitos a prazo emigrante, 181 dias a 1 ano Conta Poupança emigrante, 181 dias a 1 ano Bilhetes de Tesouro 91 dias 182 dias 364 dias Fonte: Banco de Cabo Verde t.v.- taxa de variação Até Dezembro de 1998, o quadro inclui taxas de câmbio do ECU 1 * Dados até Outubro Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 13 Indicadores Económicos e Financeiros ECONOMIA NACIONAL INDICADORES MONETÁRIOS E FINANCEIROS Gráfico 13 Taxa de Câmbio Efectiva Nominal do CVE e Taxas de Câmbio face ao Euro e ao Dólar 140 120 100 80 60 40 20 Euro Dólar Banco de Cabo Verde / Dezembro 2000 Taxa Efectiva Nominal Nov Set Jul Mai Mar Jan Nov Set Jul Mai Mar Jan Nov Set Jul Mai Mar Jan 0 Taxa Efectiva Real 14