Entrevista com Marcelo Salles, jornalista, criador e editor do jornal Fazendo Média e
coordenador no Rio de Janeiro da revista Caros Amigos.
1) O que significa falar em democratização da comunicação? Por que os meios de
comunicação no Brasil não são democráticos?
No Brasil, não são democráticos mesmo. Não é nenhum exagero falar que existe uma
ditadura dos meios de comunicação. Se você olhar até por uma perspectiva legal, na
Constituição de 1988, que é a lei maior do país, ela exige, no artigo 220, que não
existam monopólios nem oligopólios nos meios de comunicação, exige que seja
privilegiada a comunicação regional, as informações regionais, que sejam priorizadas as
atividades culturais. E nada disso é respeitado pelos meios de comunicação de massa no
Brasil. E há um outro elemento, que é a concentração absurda desses meios. Temos seis
emissoras privadas de televisão, que transmitem para 190 milhões de brasileiros. Dá
uma média de 30 milhões para cada, se for dividia igualmente, mas não é. Aí, temos a
TV Globo, que tem metade da audiência e 70% das verbas publicitárias, em um país
que, na média, tem mais televisões do que geladeiras nas casas. E por que estou falando
da TV? A mesma concentração existe nas emissoras de rádio e na imprensa escrita. Na
internet temos uma coisa meio confusa ainda acontecendo, que é um espaço mais
democrático, mas ainda com algumas ressalvas. Então, falo da TV porque é a forma
mais poderosa de comunicação, que reúne imagem e áudio. Há uma apreensão muito
mais impactante da mensagem transmitida. Então temos esse elemento da concentração,
da audiência concentrada na TV Globo (uma concentração dentro da concentração), e
há ainda uma terceira coisa, o que esse oligopólio está transmitindo. Vamos pegar, por
exemplo, o que está no jornal O Globo de hoje. A manchete, aquilo que o jornal O
Globo achou mais interessante divulgar para seus leitores hoje, que é o fechamento –
assim eles julgaram, “fechamento” – da TV Globovisión da Venezuela. Isso foi a
manchete do jornal o Globo e tenho certeza que vai ser da TV, vão dar um grande
destaque a essa notícia. Estão evidentemente criticando muito a não renovação da
licença da Globovisión na Venezuela, como foi feito com a RCTV. Sem nenhum espaço
para o contraditório. Eu não acredito em imparcialidade. Quando me formei fiz um
juramento cujo primeiro parágrafo diz o seguinte: “A Comunicação é uma função
social. Juro respeitar o público em sua luta por igualdade, diversidade e dignidade”.
Então, é por aí que eu vou. Mas eles inventaram o negócio da imparcialidade. Primeiro,
eles acham que o mundo é em preto e branco, que toda questão tem só dois lados, então
escutam um lado e o outro. Se estivéssemos há um século atrás, por exemplo, eles
entrevistariam o escravo e o dono do navio negreiro. No Iraque, por exemplo, o
genocídio que é feito lá pelos EUA, é dado todo o espaço dizendo que é uma guerra,
não uma invasão ou genocídio, para levar democracia. Então, não deram espaço ao
contraditório, que é uma coisa que eles mesmos pregam.
Se pegarmos a situação política do Brasil, parece que Sarney foi descoberto agora,
como se há 30 anos ele não estivesse aí. Ele foi senador biônico, foi do partido de
sustentação da ditadura que matou e torturou muita gente no Brasil, e não teve essa
repercussão. Esse monopólio nunca se incomodou com isso. Estão acostumados a achar
natural esse coronelismo que sempre existiu no Brasil.
Na parte da economia, por exemplo, eles costumam, na cobertura, colocar só um tipo de
economia, só existiria a economia de livre mercado, que foi exatamente por ser a mais
forte que desembocou na crise do capitalismo. Mas eles não consideram a possibilidade
de uma economia capitalista com controle de fluxo de capitais, que dirá uma economia
socialista. É natural, para essas empresas, que haja desemprego por exemplo. No campo
da cultura, há um louvor aos enlatados que vem de fora e, quando a produção é
nacional, o que se valoriza é a tentativa de reproduzir aquilo, não uma produção
autônoma, com a cara do Brasil, feita pelos brasileiros. E assim por diante, se você pega
qualquer aspecto do Brasil, há uma repetição desse quadro.
Falando da TV Globo, que é a maior, temos, de meio-dia à meia-noite, 12h de
programação em que metade é de novelas ou programas relacionados a novelas. 6h de
novela! E se formos entrar nos valores que estão sendo transmitidos por essas novelas?
Essa atual, sobre a Índia, por exemplo: tive a oportunidade de conversar com um
indiano que trabalha com o teatro do oprimido em Bengala e esteve no Brasil. Segundo
ele, o que estão fazendo é um “esculacho” com a cultura indiana. Então, acho que o
mais grave disso tudo é o poder de produção de subjetividades, dentro desse quadro
todo de concentração e de disseminação desses valores que são os mais atrasados
possíveis. A mídia é uma das instituições que produzem subjetividades, entre outras,
como a família, a escola, a universidade, o exército. Mas a mídia é a mais poderosa
porque ela é a única que atravessa todas as outras: atravessa o estudante que está na
escola, o militar que sai do quartel. Todo mundo vê televisão, ela atinge todo mundo. E
o que é esse poder de produzir subjetividades? É o poder de dizer, de determinar,
moldar percepções, forjar consensos, dizer, no, fim, formas de agir, de viver, de pensar,
das pessoas individualmente, das instituições em que elas estão (juízes julgando,
médicos tratando, governadores governando e os demais trabalhadores, que se revoltam
ou não, que vão ou não à rua exigir seus direitos). Então, essas são as formas de
produzir subjetividades e, no fim a sociedade como um todo vai ser o reflexo disso tudo.
Essa é a maneira como eu vejo a comunicação hoje, que não é democrática e para o
Brasil conseguir avançar na sua democracia, para chegar a ser plenamente democrático,
precisa democratizar seus meios de comunicação. E nesse sentido, encerrar concessões
públicas de comunicação não é nenhum golpe autoritário. A França, a Espanha, a
Inglaterra e até os EUA já fizeram isso – EUA cancelaram 41 concessões em 60 anos.
Temos que entender que rádio e TV são concessões públicas, passíveis de serem
perdidas se as empresas que operam essas concessões não cumprirem com as normas,
com a lei estabelecida.
2) Como você a Conferência Nacional de Comunicação?
A conferência de comunicação é uma iniciativa inédita, que tem um potencial muito
grande para, se não revolucionar esse quadro, pelo menos começar a mudá-lo. Mas ter o
potencial não significa que vai chegar a ele. A conferência, assim como ocorre com
outras áreas, são fóruns que tiram deliberações máximas para o setor. Mas ela está tendo
problemas. O primeiro deles é a questão financeira. De início, o governo tinha decidido
destinar R$ 8,2 milhões, mas já houve um corte. Os empresários estão exercendo uma
pressão muito forte, porque não querem, como nunca quiseram, discutir comunicação não interessa, pois, do jeito que está, está bom para eles. Mas há, por outro lado, grupos
bastante organizados, como o Intervozes e os sindicatos, que de maneira geral estão
participando. Então, é preciso pressionar muito. Esse é um espaço que tem que ser
disputado. Não sou daqueles que acham que qualquer iniciativa do governo não vale.
Acho que vale sim, é uma iniciativa inédita. os sindicatos tem que disputar porque a
comunicação é uma área importante para todo mundo. O direito de comunicar é inerente
a todos os trabalhadores, não só jornalistas. Assim como temos que ter o direito de nos
alimentarmos com segurança, temos que ter o direito de receber uma comunicação com
segurança, uma informação produzida com responsabilidade. Então, penso que pode
acontecer de tudo em dezembro, pois vai ser muito disputado. Acho que os empresários
da comunicação estão lá há muito tempo. A Globo tem o Evandro Guimarães, que é
chamado de “senador Evandro” no Senado, pois é o representante da Globo no
Congresso. É tanto poder, acesso direto aos ministros e ao próprio presidente, que não
sei como exatamente podemos enfrentar isso, mas é um espaço que temos disputar sim e
podemos conseguir avanços.
3) O que significa falar em mídia independente?
Mídia independente, assim como mídia livre, são iniciativas de meios de comunicação
que não estão vinculadas ao poder político e econômico – poder político no sentido
partidário ou de governo. São iniciativas que foram muito potencializadas com o
advento da internet, que é uma coisa muito recente no Brasil e no mundo. Mas ela pode
assumir diversas formas: pode ser uma rádio comunitária, um jornalzinho, um site da
internet, um blog. Acho que são fundamentais. A mídia independente hoje, a mídia
livre, tem um desafio enorme pela frente e que no Brasil já começa a dar resultados
interessantes. Por exemplo, houve um concurso na internet de blogs e, dos dez
indicados para a final, nove tratavam entre seus principais assuntos a crítica das
corporações de mídia. Acho que esse é um grande desafio, pois mesmo que diretamente
não se esteja criticando os meios de comunicação, apresenta-se uma outra informação, e
o leitor já vai parar e pensar “não foi isso que eu li no jornal”. A situação da
comunicação no Brasil é tão trágica que não é muito difícil você produzir uma
informação que esteja fora da pauta dos grandes meios de comunicação, porque ela está
tapo direcionada, tão restrita, que você pode trazer outras informações.
Por exemplo, nós publicamos no Fazendo Média uma matéria sobre os despejos
violentos no Recreio. Eu não fiz nada demais: estive lá no Canal do Forcado, que é uma
favela bem pequena, com 50 famílias mais ou menos. Um ou dois meses antes, a TV
Globo tinha ido lá e mostrado uma imagens com umas manilhas de esgoto dizendo que
aquela favela estava produzindo esgoto e poluindo o rio que tinha do lado. Eu
desconfiei e fui lá conferir. Simplesmente descrevi o que vi no local. Não vi nenhuma
manilha de esgoto - era mentira para justificar o despejo violento, que eles chamam de
“remoção”, daquelas pessoas de lá. No entanto, a pessoa que pegou o jornal e leu viu
que aquilo não era verdade. Fizemos fotos do lugar.
A mídia alternativa, livre, tem esse desafio e também, ao mesmo tempo coloca um
desafio muito importante para as instituições democráticas do país, como o Ministério
Público, o Poder Judiciário e os governos que ainda não foram capturados pela lógica
do capitalismo, que é o de ler os pequenos espaços de comunicação também. Por
exemplo, assinei uma reportagem para o jornal Nova Democracia denunciando os
abusos do Exército no Morro da Providência seis meses antes dos assassinatos daqueles
três jovens. Depois que eles morreram, a grande imprensa foi cobrir e a Justiça declarou
inconstitucional aquela ocupação. Se tivessem lido os veículos livres antes, talvez eles
estivessem vivos hoje. Então, estou transferindo a responsabilidade para essas pessoas
porque é uma maneira de enfraquecer essa imprensa golpista, essas corporações de
mídia. Existem alternativas. Ainda não temos apoio que deveria ter para ter um jornal de
grande circulação, do tamanho deles. Esse seria o ideal, mas, enquanto não é, as pessoas
que definem mais de frente a sociedade estão responsáveis sim por ler as denúncias que
apresentamos e por pautar suas iniciativas a partir daí também. Porque ficar esperando a
grande imprensa divulgar, que é o que acontece inclusive com parlamentares de
esquerda, que só se movem depois que alguma coisa sai na grande mídia, é um erro que
não tem mais razão de ser hoje.
4) Como surgiu o Fazendo Média? Como é o trabalho no jornal?
O Fazendo Média surgiu em janeiro de 2003, na UFF, quando um grupo de cinco
estudantes de jornalismo se juntou e, diante do descompasso da grande mídia com a
realidade, resolvemos fazer um veículo de comunicação que pudesse ao mesmo tempo
mostrar outras informações e criticar essa mídia. Começamos com um programa já com
esse nome na TV Universitária, que pegava só em Niterói e São Gonçalo, nas quartasfeiras à noite. Muita gente ligava, participava, mesmo sendo uma audiência restrita.
Aliás, esse é um objetivo que deve ser perseguido na Conferência: por que temos as
TVs públicas, como universitárias e legislativas, em canal fechado. Temos que abrir o
sinal para todos e garantir que ele chegue em boa qualidade, inclusive a TV Brasil, da
qual a Folha de S. Paulo, que se diz tão democrática, pediu o fechamento. Então, acho
que esse é um ponto importante: as TVs públicas têm que ter o mesmo espaço, sinal
com a mesma qualidade, mais investimento; o governo tem que pegar seu R$ 1 bilhão
por ano, tirar das grandes corporações de mídia, que estão a serviço da morte, e colocar
nas televisões públicas, que têm mais chance de produzir uma informação a serviço da
vida.
Mas, voltando ao Fazendo Média, era um programa semanal, todo feito ao vivo, e era
uma coisa meio experimental, não tínhamos ajuda de funcionário nenhum. Fazíamos
esse exercício de crítica jornalística. Em junho de 2003, nasce o impresso, que se soma
ao programa da televisão, e em janeiro de 2004, nasce a página na internet, onde
ampliamos mais as seções, abrindo esportes, internacional, movimentos sociais,
educação, política, cultura, e amplia o espaço de cobertura para além da crítica de mídia.
A televisão e o impresso ficavam muito restritos. Até eu fazer minha monografia, em
2007, contei que 96 estudantes passaram pelo fazendo Média, e não só da UFF, mas
também da Facha, UFRJ, Estácio etc., e também estudantes de publicidade, que usavam
o Fazendo Média tanto como espaço de aprendizado e de desenvolvimento da profissão
quanto para expressar suas opiniões. Desde então, fomos crescendo, a visitação da
página foi aumentando, tivemos alguns reconhecimentos. O último deles foi uma
premiação no Ponto de Cultura, do Ministério da Cultura. Então, foi uma iniciativa que
partiu do zero, nunca tivemos apoio, só fomos ter esse apoio do MinC mês passado,
apenas seis anos depois. Nós nos sustentávamos com caixinha, com R$ 10 por mês que
cada um pagava e com uma assinatura ou outra voluntária. Hoje, temos cerca de 100
assinantes no Brasil todo. Mas, no início, tínhamos assinatura gratuita. Quando a
assinatura era gratuita, havia mais de mil assinantes. O jornal chegava em vários lugares
do país, como em Manaus e no Sul, e recebíamos um retorno, gente agradecendo:
“Poxa, agora nunca mais vou ver televisão do mesmo jeito”. É muito gratificante.
5) Quais são as dificuldades de manter um veículo independente?
A falta de recursos financeiros é a principal porque a imprensa é uma atividade que
demanda muito investimento de dinheiro. A TV Brasil, por exemplo, que estava em
risco de fechamento, funcionava com R$ 350 milhões por ano, o que não é uma quantia
muito grande, tanto que ela tem uma infra-estrutura muito aquém das TVs comerciais.
Então, não conseguimos nos profissionalizar no microcosmo que temos e muito menos
conseguimos avançar, ter uma redação, ainda que pequena. Existe uma lei no município
do Rio que garante que 6% das verbas de comunicação sejam aplicadas em iniciativas
de mídia livre, o que não acontece. Quer dizer, as grandes corporações têm que investir
em mídia livre como forma de contrabalançar o poder. No Brasil ainda precisamos
avançar muito. Se uma parte das corporações fosse distribuída entre a mídia livre,
faríamos uma revolução nesse país, digo nós da mídia livre. Para montar uma emissora
de caráter nacional, acredito que faríamos em um prazo muito curto uma revolução
nesse país.
6) O que é o Centro de Mídia Independente?
O CMI é uma associação voluntária que existe em vários países e tem um esquema de
publicação em que qualquer um pode publicar um artigo. O CMI funciona com uma
rede internacional muito forte, os grupos se articulam internacionalmente e mandam
representantes: tem gente dos EUA aqui, do México, da Bolívia, reportando pautas que
a grande imprensa nem sonha em publicar. O grande exemplo foi o Brad Will, que foi
assassinado enquanto fazia uma cobertura no México. Esse caso a gente só entendeu por
causa do Centro de Mídia Independente, que publicou uma série de reportagens a
respeito, vídeos, depoimentos... O CMI é uma iniciativa de mídia livre, exclusivamente
veiculado pela internet e é fundamental para entendermos uma série de processos no
mundo.
7) O que seria, na sua opinião, controle social da mídia, e como ele poderia ser
alcançado?
Nossa Constituição de 1988 também prevê a complementaridade dos sistemas público,
privado e estatal. Aliás, uma curiosidade: o capítulo da comunicação na Constituição foi
o último a ser acordado pela Constituinte, já que as divergências eram muitas. E, apesar
de ser bem progressista, ele ficou aberto, precisa ser regulamentado, e nunca foi. No
Sistema de Controle Social, a complementaridade já seria um grande avanço porque ter
essa contrapartida de outras formas de comunicar já seria um grande impulso para o
Controle Social. Agora, você pode ter outras formas de controle social, como
associações que acompanhem e fiscalizem e tenham poder de determinar o que não
pode, porque têm coisas que não podem mesmo ao ar pelo bem da democracia. Isso não
quer dizer que sou contra a liberdade de expressão, essa esquizofrenia da Globo e das
outras emissoras de dizer que tudo vai contra a liberdade de expressão. Enfim, ter um
grupo da sociedade civil com o poder de acompanhar e dizer quais os excessos estão
sendo veiculados, o que falta para que a constituição seja cumprida. Teria de ter esse
grupo que garantisse isso. O Ministério da Justiça já fez seis classificações indicativas e
não fez como gostaria de ter feito. É complicado, é preciso um governo com muita
disposição para enfrentar esses interesses.
8) Como você vê o jornalismo na grande mídia atualmente?
É um jornalismo a serviço da morte. É esse modelo que é seguido do jornalismo
estadunidense, de espremer e sai sangue, quer dizer, precisa sair sangue para virar
notícia. E tem uma questão hoje: em quem você acredita? Quem tem o poder de dizer a
verdade? Hoje, eles colocam dois pesos e duas medidas: depende da cor da pele da
pessoa, do nível social. Houve essa mudança na exigência do diploma de jornalista, mas
eu acho que isso é o de menos, eles podiam exigir o diploma e ter uma comunicação
mais humana, que o jornalista não somente ouça mais, mas que dê mais importância
àquilo que ele houve. Às vezes, ele ouve uma denúncia e não dá importância, o que
muitas vezes ocorre pela orientação editorial geral. A grande imprensa está aí pela
exploração do povo. Eu nunca vi uma matéria indignada com o valor do salário mínimo.
Eles criam os critérios de noticiabilidade deles, muitos não concordam, mas eles
seguem isso de acordo com critérios políticos bem definidos: eles estão a serviço da
exploração do povo brasileiro, da exploração das riquezas desse país. A crítica que eu
faço é quanto à linha editorial dos jornais, que é definida pelos donos e pelos editores,
que funcionam como corporações lucrativas, que põem o lucro acima de qualquer coisa
e deixando a informação em segundo plano para que seus anunciantes continuem
anunciando.
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Entrevista com Marcelo Salles, jornalista, criador e editor - CRP-RJ