ISSN 2177-9139 XX EREMAT-Encontro Regional de Estudantes de Matemática da Região Sul Fundação Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Bagé/RS, Brasil.13-16 nov.2014. HOMOGENEIZAÇÃO ASSINTÓTICA DA EQUAÇÃO DA ONDA SOBRE MEIOS MICROPERIÓDICOS UNIDIMENSIONAIS Marcos Pinheiro de Lima - [email protected] Luana Lazzari - [email protected] Lucas dos Santos Fernandez - [email protected] Programa de Pós-Graduação em Modelagem Matemática, Instituto de Fı́sica e Matemática, Universidade Federal de Pelotas Campus Universitário Capão do Leão s/no , Caixa Postal 354, 96010-971 - Pelotas, RS, Brasil Leslie Darien Pérez Fernández - [email protected] Departamento de Matemática e Estatı́stica, Instituto de Fı́sica e Matemática, Universidade Federal de Pelotas Campus Universitário Capão do Leão s/no , Caixa Postal 354, 96010-971 - Pelotas, RS, Brasil Julián Bravo Castillero - [email protected] Departamento de Matemática, Facultad de Matemática y Computación, Universidad de La Habana San Lázaro y L, Vedado, La Habana, CP 10400, Cuba Resumo. Este trabalho descreve o processo de resolução da equação da onda sobre meios periódicos unidimensionais e com coeficientes rapidamente oscilantes através do método de homogeneização assintótica. Mostra-se que a relação de proximidade entre as soluções do problema √ original (meio heterogêneo) e a do problema homogeneizado (meio homogêneo) é de ordem ε, sendo que tal prova não aparece explicitamente na literatura consultada. Palavras Chave: Equação da onda, Homogeneização assintótica, Princı́pio do máximo 1 INTRODUÇÃO Muitos fenômenos naturais ou gerados pelo homem podem ser modelados e descritos mediante equações diferenciais parciais (EDPs). A equação da onda é um caso particular de EDP hiperbólica, a qual é empregada em diversas áreas da ciência e tecnologia onde aparecem fenômenos ondulatórios mecânicos ou eletromagnéticos. Considerando que grande parte dos 213 XX EREMAT-Encontro Regional de Estudantes de Matemática da Região Sul Fundação Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Bagé/RS, Brasil.13-16 nov.2014. meios em que as ondas se propagam são heterogêneos, a obtenção de soluções dos modelos de tais fenômenos tornam-se difı́cil. Neste trabalho, estudamos a propagação de ondas através de um meio contı́nuo microperiódico unidimensional, de maneira que a EDP do problema tenha coeficientes rapidamente oscilantes continuamente diferenciáveis. Este tipo de problema pode ser abordado mediante o método de homogeneização assintótica (MHA)(Bakhvalov & Panasenko, 1989)(Panasenko, 2008), que consiste em procurar a solução na forma de uma série assintótica em escala dupla em potências de um parâmetro geométrico pequeno ε, a qual produz o desacoplamento do problema original em uma sequência de problemas para os coeficientes das potências de ε na série assintótica. Neste caso, são relevantes sobretudo os dois primeiros problemas da sequência, a saber, os problemas homogeneizado e local, os quais fornecem, respectivamente, os comportamentos médio e sobre o elemento recorrente de periodicidade. Assim, o problema homogeneizado tem coeficientes constantes, os quais são chamados de coeficientes efetivos do meio heterogêneo, ou seja, obtém-se um meio homogêneo equivalente ao meio heterogêneo original no sentido de que as soluções dos problemas correspondentes são muito próximas. Especificamente, mostramos aqui√que a proximidade entre as soluções dos problemas original e homogeneizado é de ordem O( ε). 2 PROCESSO DE HOMOGENEIZAÇÃO DA EQUAÇÃO DA ONDA Seja uε (x,t) o deslocamento do ponto material em x ∈ (0, 1) no instante t > 0 causado pela propagação de uma onda mecânica sobre um meio contı́nuo ε-periódico, 0 < ε 1, caracterizado pelas propriedades R(x/ε) e E(x/ε). Assim, considere o problema de valores de contorno e iniciais para encontrar uε (x,t) definido pela equação da onda x ∂2 u ∂ x ∂uε ε − E = f (x,t), x ∈ (0, 1), t > 0, (1) R ε ∂t 2 ∂x ε ∂x sujeita às condições de contorno uε (0,t) = 0, uε (1,t) = 0, t > 0, (2) e às condições iniciais uε (x, 0) = p(x), ∂uε (x, 0) = q(x), x ∈ (0, 1), ∂t (3) onde R(x/ε), E(x/ε), f (x,t), p(x) e q(x) funções são diferenciáveis, com R(x/ε) e E(x/ε) ε-periódicas, positivas e limitadas, e com p(0) = p(1) = 0. Seja y = x/ε a variável local. Seguindo o método de homogeneização assintótica, procu(∞) ramos uma solução assintótica formal uε (x,t) ≈ uε (x,t) = ∑k≥0 εk uk (x, y,t) do problema Eq. (1) − (3), onde uk (x, y,t) são funções diferenciáveis e 1-periódicas na variável local y. Em particular, tomamos a aproximação obtida após desprezar os termos de ordem maior que O(ε2 ), ou seja, (2) uε (x,t) = u0 (x, y,t) + εu1 (x, y,t) + ε2 u2 (x, y,t). (4) 214 XX EREMAT-Encontro Regional de Estudantes de Matemática da Região Sul Fundação Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Bagé/RS, Brasil.13-16 nov.2014. Substituindo a aproximação assintótica Eq.(4) na Eq.(1), obtém-se ! (2) (2) ∂ ∂uε ∂2 u ε − E(y) f (x,t) = R(y) ∂t 2 ∂x ∂x 2 ∂ ∂ ∂ 2 2 = R(y) (u0 + εu1 + ε u2 ) − E(y) (u0 + εu1 + ε u2 ) ∂t 2 ∂x ∂x 2 ∂ = R(y) (u0 + εu1 + ε2 u2 ) − 2 ∂t ∂u0 1 ∂u0 ∂u1 ∂u1 ∂u2 ∂ 2 ∂u2 − E(y) + +ε + +ε +ε ∂x ∂x ε ∂y ∂x ∂y ∂x ∂y 1 ∂(·) ∂ (·) = ∂(·) onde usamos a regra da cadeia ∂x ∂x + ε ∂y . Introduzindo o operador diferencial Lαβ (·) = ∂(·) ∂ podemos escrever a última igualdade na forma ∂α E(y) ∂β 2 ∂ 2 0 = R(y) (u0 + εu1 + ε u2 ) − ε−2 Lyy u0 − ε−1 (Lyx u0 + Lxy u0 + Lyy u1 ) − (5) ∂t 2 −ε0 (Lxx u0 + Lyy u2 + Lyx u1 + Lxy u1 + f ) − ε(Lxx u1 + Lyx u2 + Lxy u2 ) − ε2 Lxx u2 Agrupando as potências de ε na Eq.(5) e igualando a zero os coeficientes, obtém-se uma sequência de equações: ε−2 : Lyy u0 = 0, (6) ε−1 : Lyx u0 + Lxy u0 + Lyy u1 = 0, (7) ∂2 u0 ε0 : −R(y) 2 ∂t (8) + Lxx u0 + Lyy u2 + Lyx u1 + Lxy u1 + f (x,t) = 0, ∂2 u 1 + Lxx u1 + Lyx u2 + Lxy u2 = 0, (9) ∂t 2 ∂2 u2 ε2 : −R(y) 2 + Lxx u2 = 0. (10) ∂t Por outro lado, de substituir aproximação assintótica Eq.(4) nas condições de contorno Eq.(2) e iniciais Eq.(3), obtemos ε : −R(y) (2) uε (0,t) = u0 (0, 0,t) + εu1 (0, 0,t) + ε2 u2 (0, 0,t) = 0, ε0 : u0 (0, 0,t) = 0, ε1 : u1 (0, 0,t) = 0, ε2 : u2 (0, 0,t) = 0; (11) (2) uε (1,t) = u0 (1, 1/ε,t) + εu1 (1, 1/ε,t) + ε2 u2 (1, 1/ε,t) = 0, ε0 : u0 (1, 1/ε,t) = 0, ε1 : u1 (1, 1/ε,t) = 0, ε2 : u2 (1, 1/ε,t) = 0; (12) (2) uε (x, 0) = u0 (x, x/ε, 0) + εu1 (x, x/ε, 0) + ε2 u2 (x, x/ε, 0) = p(x), ε0 : u0 (x, x/ε, 0) = p(x), ε1 : u1 (x, x/ε, 0) = 0, ε2 : u2 (x, x/ε, 0) = 0; (13) (2) ∂ ∂uε (x, 0) = u0 (x, x/ε, 0) + εu1 (x, x/ε, 0) + ε2 u2 (x, x/ε, 0) = q(x), ∂t ∂t ∂u ∂u1 ∂u2 0 ε0 : (x, x/ε, 0) = q(x), ε1 : (x, x/ε, 0) = 0, ε2 : (x, x/ε, 0) = 0. ∂t ∂t ∂t (14) 215 XX EREMAT-Encontro Regional de Estudantes de Matemática da Região Sul Fundação Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Bagé/RS, Brasil.13-16 nov.2014. Para determinar ui , i = 0, 1, 2, deve-se resolver as equações Eq.(6)-(8) de forma recorrente. Para a garantir a existência e a unicidade destas soluções 1-periódicas, utiliza-se o seguinte Lema. Sejam F(y) e K(y) > 0 funções diferenciáveis e 1-periódicas. Uma condição necessária e suficiente para a existência e a unicidade de uma solução 1-periódica N da equação Lyy N = F R é que hF(y)i ≡ 01 F(y)dy = 0. O Lema (Bakhvalov & Panasenko, 1989) garante que existe u0 1-periódica em y solução da Eq.(6). Logo, integrando a Eq.(6) com respeito a y, obtemos E(y) ∂u0 = c1 (x,t), ∂y (15) de onde, sendo E(y) por definição, positiva, podemos isolar ∂u0 ∂y , ∂u0 c1 (x,t) = . ∂y E(y) (16) Para determinar c1 (x,t), aplica-se o operador D doEvalor médio h·i em ambos os lados da 0 Eq.(16). Como u0 é 1-periódica em y, temos que ∂u ∂y = 0 e, portanto, Z 1 c1 (x,t) 0 Sendo a integral E(y) dy = 0 ⇒ c1 (x,t) Z 1 0 1 dy = 0. E(y) (17) R1 1 0 E(y) dy positiva, tem-se que c1 (x,t) = 0, logo da Eq. (15) conclui-se que E(y) ∂u0 ∂u0 =0⇒ = 0 ⇒ u0 = u0 (x,t). ∂y ∂y (18) Para determinar u1 e u2 resolvem-se a Eq.(7) e a Eq.(8), respectivamente, de maneira análoga à Eq.(6). Assim, obtém-se u1 (x, y,t) = N1 (y) ∂u0 (x,t) , ∂x onde ! Z y N1 (y) = Ê − 1 ds E(s) 0 e Z y N2 (y) = 0 (20) ∂2 u0 , ∂x2 (21) −N1 (s)ds. (22) u2 (x, y,t) = N2 (y) onde (19) Da condição de existência e unicidade de u2 1-periódica em y segue a equação do problema homogeneizado: ∂2 u 0 ∂2 u 0 − Ê = f (x,t) ∂t 2 ∂x2 u0 (0,t) = 0, u0 (1,t) = 0, t > 0 ∂u0 u0 (x, 0) = p(x), (x, 0) = q(x), x ∈ (0, 1), ∂t R̂ (23) (24) (25) onde Ê = hE −1 (y)i−1 é a constante elástica efetiva do material e R̂ = hR(y)i é a densidade efetiva. 216 XX EREMAT-Encontro Regional de Estudantes de Matemática da Região Sul Fundação Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Bagé/RS, Brasil.13-16 nov.2014. 3 RELAÇÃO DE PROXIMIDADE ENTRE SOLUÇÕES √ Vamos provar que a proximidade entre uε (x,t) e u0 (x,t) é de ordem O( ε), ou seja, que, para algum T > 0, deve-se cumprir que √ kuε (x,t) − u0 (x,t)kW 1 ((0,1)×(0,T )) = O( ε). (26) 2 Para mostrar que esta relação é válida será utilizado o Princı́pio do Máximo Generalizado (Bakhvalov & Panasenko, 1989). Para isso, consideramos o problema original Eq.(1)-(3) utilizando o operador x ∂2 (·) ∂ x ∂(·) ε L (·) = R − E , (27) ε ∂t 2 ∂x ε ∂x denotado por P1 : ε L uε (x,t) = f (x,t), uε (0,t) = 0, uε (1,t) = 0, t > 0, P1 = ε uε (x, 0) = p(x), ∂u ∂t (x, 0) = q(x), x ∈ (0, 1), (1) e o problema P2 , o qual resulta da substituição da aproximação uε = u0 + εu1 em P1 : ε (1) L uε (x,t) = f (x,t) + F(x,t, ε), (1) (1) uε (0,t) = 0, uε (1,t) = 0, t > 0, P2 = u(1) (x, 0) = p(x), ∂u(1) ε (x, 0) = q(x), x ∈ (0, 1), ε ∂t onde ∂3 u0 ∂3 u0 − εE(y)N (y) . 1 ∂t 2 ∂x ∂x3 Subtraindo os problemas P1 e P2 , obtém-se o problema P3 : (1) Lε (uε − uε )(x,t) = −F(x,t, ε), (1) (1) (uε − uε )(0,t) = 0, (u P3 = ε − uε )(1,t) = 0, t > 0, (1) (1) ∂uε ∂uε (x, 0) = 0, x ∈ (0, 1). (uε − uε )(x, 0) = 0, ∂t − ∂t F(x,t, ε) = εR(y)N1 (y) (28) Sejam G ⊂ Rn e T > 0. O Principio do Máximo Generalizado (Bakhvalov & Panasenko, 1989) garante a existência e a unicidade de uma solução generalizada u ∈ W21 (G × (0, T )) do problema dado pela equação hiperbólica geral n ∂2 u ∂u ∂ ∂u R(x,t) 2 + S(x,t) − ∑ Ai j (x,t) + (29) ∂t ∂t ∂x ∂x i j i, j=1 n + n ∂u ∂ fi ∑ Bi(x,t) ∂xi + A(x,t)u = f (x,t) + ∑ ∂xi (x,t), i=1 i=1 sujeita às condições de contorno e iniciais u(x,t) = 0, x ∈ ∂G,t > 0 (30) o u(x, 0) = ψ1 (x), ψ1 ∈W21 (G), ∂u (x, 0) = ψ2 (x), ψ2 ∈ L2 (G), ∂t (31) (32) 217 XX EREMAT-Encontro Regional de Estudantes de Matemática da Região Sul Fundação Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Bagé/RS, Brasil.13-16 nov.2014. e que para tal solução generalizada do problema Eq.(29) − (32) a seguinte estimativa é válida: kukW 1 (G×(0,T )) ≤ c(T ) kψ1 kW 1 (G) + kψ2 kL2 (G) + k f kL2 (G×(0,T )) + 2 2 ! n ∂ fi (33) +∑ + max k fi kL2 (G) . ∂t L2 (G×(0,T )) t∈ [0,T ] i=1 Adaptando a estimativa Eq.(33) ao problema P3 obtém-se (1) kuε − uε kW 1 ((0,1)×(0,T )) ≤ c(T )k − F(x,t, ε)kL2 ((0,1)×(0,T )) (34) 2 pois n = 1, G = (0, 1), ψ1 = 0, ψ2 = 0, e fi = 0. Define-se a norma de uma função φ ∈ L2 ((0, 1) × (0, T )) como s kφkL2 ((0,1)×(0,T )) = Z TZ 1 0 φ2 dxdt. (35) 0 Logo, substituindo a Eq.(28) na Eq.(35), segue que k − Fk2L2 ((0,1)×(0,T )) =ε 2 ∂3 u 0 ∂3 u0 −R(y)N1 (y) 2 + E(y)N1 (y) 3 ∂t ∂x ∂x Z T Z 1 0 0 2 dxdt. (36) Note que (·)2 = | · |2 . Logo, de aplicar a desigualdade triangular, segue que 3 2 ∂ u0 ∂3 u 0 ∂3 u0 ≤ |R(y)N1 (y)| 2 −R(y)N1 (y) 2 + E(y)N1 (y) 3 ∂t ∂x ∂x ∂t ∂x 3 2 ∂ u0 + |E(y)N1 (y)| 3 . ∂x (37) Assumindo que u0 (x, ·) ∈ C 3 [0, 1] e que u0 (·,t) ∈ C [0, T ] tem-se, pelo Teorema de Weierstrass, que existem constantes A1 , A2 > 0 tais que 3 3 ∂ u0 ≤ A1 e ∂ u0 ≤ A2 . (38) ∂x3 ∂t 2 ∂x Tomando A = max{A1 , A2 } e considerando a Eq. (38) na Eq.(37), obtém-se que 3 3 2 ∂ u0 ∂ u0 |R(y)N1 (y)| 2 + |E(y)N1 (y)| 3 ≤ A2 N12 (y)((R(y) + E(y))2 . ∂t ∂x ∂x (39) Agora, substituindo a Eq.(39) na Eq.(36) e calculando a integral com relação a t, tem-se que Z 1 x i2 xh x R +E dx. (40) ε ε ε 0 Lembrando que R, E, N1 ∈ C∞ (R), do teorema de Weierstrass segue que existem constantes B1 , B2 , B3 > 0 tais que x x x (41) N1 ≤ B1 , E ≤ B2 e R ≤ B3 , ε ε ε k − Fk2L2 ((0,1)×(0,T )) 2 2 ≤ε A T N12 218 XX EREMAT-Encontro Regional de Estudantes de Matemática da Região Sul Fundação Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Bagé/RS, Brasil.13-16 nov.2014. ∀x ∈ [0, 1]. Tomando B = max{B1 , B2 , B3 } e considerando a Eq.(41), segue da Eq. (40) que k − Fk2L2 ((0,1)×(0,T )) ≤ εA2 T B4 . Portanto, k − FkL2 ((0,1)×(0,T )) ≤ (42) √ √ εAB2 T . (43) Logo, de substitutir Eq.(43) na Eq.(34), tem-se que (1) kuε − uε kW 1 ((0,1)×(0,T )) ≤ c(T )k − FkL2 ((0,1)×(0,T )) ≤ 2 onde podemos assumir c(T ) = √ √ εAB2 T , (44) √ T , para algum T > 0. Conclui-se, portanto, que √ (1) kuε − uε kW 1 ((0,1)×(0,T )) = O( ε). 2 (45) De modo análogo podemos mostrar que, √ (1) kuε − u0 kW 1 ((0,1)×(0,T )) = O( ε) 2 (46) Logo da Eq.(45) e da Eq.(46), com o uso da desigualdade triangular, segue que (1) (1) kuε − u0 kW 1 ((0,1)×(0,T )) = kuε + uε − uε − u0 kW 1 ((0,1)×(0,T )) 2 2 ≤ (1) (1) kuε − uε kW 1 ((0,1)×(0,T )) + kuε − u0 kW 1 ((0,1)×(0,T )) 2 2 √ √ = O( ε) + O( ε) √ = O( ε), ou seja, √ kuε − u0 kW 1 ((0,1)×(0,T )) = O( ε). 2 4 (47) CONCLUSÕES Considerando as dificuldades encontradas ao resolver problemas em meios heterogêneos, o método de homogeneização mostra-se eficiente, pois permite estudar o comportamento de um meio com microestrutura através do comportamento de um meio homogêneo equivalente. Tal equivalência é, formalmente, que a diferença entre as soluções dos problemas original √ (para o meio com microestrutura) e homogeneizado (para o meio homogêneo) é de ordem ε. Este resultado demonstrado aqui não aparece explicitamente detalhada na literatura consultada. O trabalho se mostra relevante na medida que as técnicas utilizadas servem de base para a resolução de problemas multidimensionais, pois seguindo a metodologia exposta, sempre que exista um princı́pio do máximo é possı́vel construir uma solução assintótica formal que seja uma expansão assintótica da solução exata do problema original. Agradecimentos Os autores agradecem à FAPERGS/CAPES pelo apoio financeiro para o desenvolvimento das atividades cientı́ficas e ao apoio do projeto CAPES no 88881.030424/2013-01 intitulado ”Desenvolvimento e Aplicações de Métodos Matemáticos de Homogeneização”. 219 XX EREMAT-Encontro Regional de Estudantes de Matemática da Região Sul Fundação Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Bagé/RS, Brasil.13-16 nov.2014. 5 REFERÊNCIAS G. P. PANASENKO.Homogenization for Periodic Media from Microscale to Macroscale. Physics of Atomic Nuclei, v.71, n.4, p.681-694, 2008. N. S. BAKHVALOV, G. P. PANASENKO. Homogenisation: averaging processes in periodic media. Mathematics and its applications (soviet series). D. Leites (translator). Dordrecht: Kluwer Academic Publishers, 1989. 220