Santos, 09 de junho de 2015.
Senhora Carina Sander Costa
Gerente de Recursos Humanos da UO-BS
Encaminhamos abaixo a pauta para Reunião com RH da UO-BS do dia 11 de junho:
Assunto: Reivindicações locais do Sindipetro-LP para a Petrobrás (estabelecimentos EDISAValongo, Edisa II e plataformas correspondentes)
Considerando que esta entidade sindical, Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista
(Sindipetro-LP), representa legalmente a categoria petroleira dos estabelecimentos do
Sistema Petrobras localizados na base territorial do litoral paulista, em particular, nas cidades
de Santos, Cubatão, Itanhaém, São Sebastião, Caraguatatuba e determinadas unidades
offshore, apresentamos os seguintes pleitos aos representantes da Petrobrás responsáveis
pelas negociações no estabelecimento em questão:
1-) condições de trabalho e saúde de 2 (dois) casos individuais de petroleiros apresentados à
companhia em 02/09/2015. O pleito neste ponto seria o retorno quanto à situação de cada
um e as possibilidades de resolução do problema apresentado.
2-) Condições de segurança e trabalho das instalações do EDISA Valongo. Solicitamos que a
empresa confirme a regularidade dos seguintes sistemas de segurança do prédio:
2.1 documentos comprobatórios dos testes e de aceitação das bombas de combate a
incêndio, da rede de água de combate a incêndio e dos sistemas de detecção de fogo;
2.2 a respeito do sistema elétrico: solicitamos a documentação de testes e de recepção
das instalações, bem como o prontuário de NR-10;
2.3 quanto aos elevadores: solicitamos a documentação de testes e de recepção;
2.4 a respeito do sistema de ar-condicionado: pedir laudos da NR-13;
2.5 sobre o acompanhamento e necessidade de demais esclarecimentos: solicitamos uma
reunião e vistoria in loco em conjunto com os técnicos de manutenção de bombas, e do
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técnico de automação do prédio, responsáveis pelo acompanhamento dos serviços.
3-) Aspectos de Ergonomia do Edisa-Valongo. Apesar de o prédio contar com tela de filtração
de luminosidade em seu entorno, a incidência de luz solar em determinados períodos do dia
está prejudicando o campo de visão de boa parte dos empregados (o lado cais, por exemplo,
é afetado nos períodos matutinos). Com isso, ficam prejudicados os itens 17.5.3 a17.5.3.5 da
NR 17 do Ministério do Trabalho e Emprego. Neste sentido, reivindicamos a instalação de
cortinas bloqueadoras flexíveis (mobilidade vertical, pelo menos até meia altura) nos vidros
laterais.
4-) Melhorias para a força de trabalho que faz uso da bicicleta para o trajeto casa-trabalhocasa. A fim de subsidiar a negociação sobre as reivindicações abaixo, encaminhamos em
anexo um texto base sobre o assunto. As reivindicações quanto a este assunto são:
4.1 Frequência Ponto: alteração do local de marcação do ponto para próximo da entrada
do prédio em uso pelos ciclistas; reconhecimento de um benefício na frequência ponto
para os petroleiros e petroleiras que fazem uso da bicicleta. Proposta: reconhecimento de
bônus de 30 minutos na frequência ponto por dia de uso da bicicleta.
4.2 Designação do Gapre, ou outro setor conveniente, para acompanhar os petroleiros
ciclistas à Delegacia de Polícia quando vítimas de crime ou tentativa de crime ao logo do
trajeto casa-trabalho-casa.
4.3 que a companhia assegure orientação específica à força de trabalho que já utiliza a
bicicleta. Tais orientações seriam sobre medidas de segurança nas vias da região do
Valongo, trajetos seguros, uso de itens básicos de segurança etc. No mesmo sentido,
orientar estes ciclistas quanto às melhores vias/rotas para se chegar ao novo prédio.
4.4 pela construção de um ciclo de palestras sobre segurança no trânsito, o uso da
bicicleta (sinalização, uso de itens de segurança – capacete buzina etc.) e a importância
de transportes alternativos.
4.5 estabelecimento de parceria com o poder público para melhorar o acesso dos ciclistas
no entorno do Edisa Valongo. Desde melhorias na sinalização, iluminação, passando pelas
ruas na região do bairro (em particular a Rua Senador Cristiano Otoní), até a pintura da
ciclovia da Rua São Bento. O acesso no entorno do prédio Edisa é precário, por isso,
sugerimos a demarcação de área destinada aos ciclistas na calçada ao redor do Edisa.
4.6 Melhorias imediatas para o vestiário do bicicletario do EDISA, vide Anexo I.
4.7 estimular a força de trabalho do Edisa – Valongo a adotar o conceito de Mobilidade
Urbana Sustentável.
5-) Procedimento de transporte de viagens a serviço (seja curso, reuniões ou execução de
serviço em outras unidades). Solicitamos que a empresa confirme a aplicação única,
homogênea, dos critérios de disponibilidade de transporte, bem como, reivindicamos
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melhorias no fornecimento do transporte aos petroleiros e petroleiras. Quanto à aplicação
homogênea, destacamos que há gerências que aplicam o Padrão (....) de uma forma, por
exemplo, o carro para viagem apanha/entrega o empregado na residência e, outras
gerências, aplicam de outra maneira, por exemplo, independentemente do horário o
empregado parte/retorna do EDISA Valongo. Quanto às melhorias, considerando a
segurança e o bem estar do empregado, reivindicamos:
5.1 que, entre 7 e 18 horas seja concedida a opção para o petroleiro fazer uso do
transporte a partir da sua residência, seja para sair em viagem, seja para retornar, ou
optar por ser apanhado/entregue no Edisa Valongo e/ou Edisa II.
5.2 que em viagens antes das 7 horas o carro, necessariamente, busque o empregado em
sua residência.
5.3 que em retorno de viagens após às 18 horas o transporte fornecido pela empresa
deixe o empregado em seu endereço residencial.
6-) Considerando as dúvidas acerca do novo procedimento para usufruto do Benefício
Farmácia, solicitamos que a unidade garanta uma palestra/esclarecimento para o conjunto
da força de trabalho dos prédios a respeito desta mudança. Com isso, cremos ser possível o
esclarecimento de dúvidas e dificuldades que os empregados estão tendo nas compras dos
medicamentos. Nossa sugestão é que tal atividade seja feita no auditório.
7) Em relação aos novos projetos vinculados a UO-BS/ATP-C, solicitamos esclarecimentos
quanto a alocação de empregados, regime de trabalho e procedimentos adotados pela
gerência quanto a deslocamento.
8) Feedback em relação a demandas levantadas pela gestão 2012-2015 do SINDIPETRO-LP,
em particular as pendências referentes às plataformas do ATP-N.
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Anexo I
Melhorias imediatas para o vestiário do bicicletario do EDISA (Valongo), item 4.6
- instalação de ganchos na parede em que os bancos estão localizados.
- colocação de mais bancos em outros pontos do vestiário.
- realizar manutenção no fluxo de água dos chuveiros (pressão, saída, água quente, água
fria), pois há chuveiros com problemas de vazão.
- conferir a qualidade da água que saem dos chuveiros, pois há um cheiro forte (algum
produto químico) impregnado na água.
- garantia de armário permanente, fixo, para cada ciclista. Uma proposta seria disponibilizar
o armário semanalmente e utilizar o critério de desocupação do mesmo às sextas-feiras.
- avaliar se os armários à disposição das petroleiras são suficientes e atende à demanda das
mesmas, pois houve casos de petroleiras que ficaram sem armário para guardar seus
pertences.
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Anexo II
Autoria1:
Projeto de Colaboração
Bikers do Valongo - Petrobras
Larissa Bellezi – Técnica em Meio Ambiente PL (chave TQ4O)
José Eduardo Galvão – Técnico de Suprimentos de Bens e Serviços PL (chave
TWDS)
Apresentação e objetivo
O objetivo deste projeto é incluir o uso da bicicleta como meio de transporte da força de
trabalho que passará a desenvolver as atividades laborais na sede da Petrobras em Santos
(SP), edifício Edisa Valongo. Para tanto, faz-se necessária uma política específica a ser
desenvolvida pela Petrobras capaz de estimular o uso da bicicleta como transporte
alternativo, seguro e ecologicamente correto.
Como é sabido, o prédio Edisa Valongo contará com as seguintes facilidades para os
ciclistas: infraestrutura de bicicletário para empreiterópolis, na área de 170,53m²
disponibilizando 159 vagas; bicicletário interno com área de 69,59m² disponibilizando 82
vagas. O acesso para os bicicletários se dará pela Rua Marquês de Herval, ao atravessar um
trecho de paisagismo. Ao lado, localizam-se os vestiários feminino, masculino e para
portadores de necessidades especiais.
A fim de preparar a chegada do efetivo de empregados no novo estabelecimento, bem como
conciliar esta mudança com um plano para os atuais usuários de bicicleta e os futuros, segue
uma justificativa a respeito do tema. Ao final, são elencadas algumas propostas práticas.
Justificativa do projeto
O problema da mobilidade urbana nas grandes cidades tem se tornado uma das questões de
maior evidência nos últimos anos. Os constantes engarrafamentos, as dificuldades de
utilização do transporte público coletivo - por ausência e/ou precariedade do serviço - as vias
1
Ambos fazem uso da bicicleta como meio de transporte casa-trabalho-casa
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esburacadas, a poluição sonora, a carência de infra-estrutura, são exemplos de pontos de
atenção perceptíveis à maioria dos moradores das grandes cidades. Forma-se, com este
cenário, uma situação de baixa qualidade de vida urbana. Neste sentido, Santos e a Baixada
Santista estão no rol das cidades que sofrem com o chamado caos no trânsito e na
mobilidade urbana.
Para os trabalhadores que dependem de horários definidos para cumprir a jornada de
trabalho, o problema é mais agravante ainda. Perde-se muito tempo no trajeto casatrabalho-casa. Ilustrativamente, “estima-se que em São Paulo sejam desperdiçados cerca de
2,4 milhões de horas por dia nos deslocamentos, em relação ao que se poderia obter em um
sistema melhor balanceado (ANTP, 1997).” (RIBEIRO, p.2). Ações públicas como o Veículo
Leve sobre Trilho (VLT) podem contribuir para melhorar a situação, mas não significam a
solução do problema.
Por mais que a população tenha demonstrado crescente cobrança sobre o poder público para
que seja solucionada a questão da mobilidade urbana, infelizmente as perspectivas não
estão no horizonte. Particularmente, na Baixada Santista, há uma limitação geográfica para
se garantir a expansão da via urbana. Talvez, por este motivo, em Santos, começou-se a
estipular horários em que carros não podem ficar estacionados em determinadas vias (alguns
canais) e, também, há pouco tempo, definiram-se faixas exclusivas para ônibus, com
horários certos, na Avenida Ana Costa. O próprio VLT faz parte deste pacote de melhorias. A
limitação geográfica também afeta a disponibilidade de vagas em estacionamentos,
principalmente no centro da cidade de Santos.
O jornal Metro destacou a saturação de
vagas no centro da cidade em matéria publicada em 14/07/2014 (Não há vagas, p. 2).
Como proposta de solução ao problema esboçado, o transporte alternativo é considerado
como uma forma de locomoção capaz de absorver, embora residualmente, a deficiência
proporcionada pelo crescente uso dos transportes tradicionais, tais como carros, motos,
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ônibus. Assim, a bicicleta seria um exemplo de alternativa. Conforme pesquisas, para
distâncias de viagens até 6 km, a bicicleta é o modo de transporte mais eficiente em áreas
urbanas (RIBEIRO, p.3). Apesar desta vantagem, o Brasil está longe de uma política pública
direcionada ao estímulo deste tipo de transporte.
O país conta com “uma frota nacional de 45 milhões de unidades, contra 30 milhões de
veículos motorizados (MIRANDA, 2001) a bicicleta normalmente não é considerada no
planejamento de transporte na maioria das cidades brasileiras” (RIBEIRO, p.2). Além disso, o
dia a dia dos ciclistas esbarra-se em problemas como: falta de segurança no trânsito, falta
de vias adequadas para o uso da bicicleta, deficiência de sinalizações, ausência de locais
adequados para estacionar a bicicleta etc. Apesar do quadro geral não indicar grande
atenção ao transporte ciclo viário, as cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande e
Guarujá, contam com ciclovias que garantem maior segurança e espaço adequado para o
trânsito de ciclistas. Na Baixada Santista, a demanda real de usuários de bicicletas levou à
construção destas ciclovias. Entretanto, apenas a existência física de vias próprias para
ciclistas não assegura a concretização de uma política pública específica acerca do assunto.
Corrobora com esta idéia um trecho de uma reportagem Da ciclovia de Copenhague à de
São Paulo: o porquê das bicicletas (21/08/2014), publicada no site revista Carta Capital. A
matéria ilustra,
As experiências em outras grandes capitais com problemas de trânsito mostraram um
histórico semelhante. Não se faz uma ciclovia a partir da demanda gerada por ciclistas, mas
sim para convidar as pessoas a optarem por outros meios de transporte, que não o carro.
Sabemos que cada cidade possui a sua peculiaridade, e deve buscar soluções específicas
para seus problemas. Entretanto, alguns exemplos podem nos inspirar, ou no mínimo nos
fazer entender que os processos de mudança não ocorrem com tanta rapidez.
O caso de Copenhague é um caso emblemático para ilustrar este processo. A partir da
década de 1950, com a popularização do automóvel, a cidade passou a ter grandes
congestionamentos. A intensa vida do centro da cidade, presente desde que Copenhague
surgiu, no século 11, começava a dar lugar ao trânsito e lúgubres estacionamentos. Foi
então que o jovem arquiteto Jan Gehl, recém-contratado pela prefeitura, resolveu arriscar
uma solução: fechar as ruas para os carros. Os comerciantes e moradores de Copenhague
não aceitaram a novidade. As manchetes dos jornais expressavam a revolta: “Nós não somos
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italianos”, dizia uma manchete, enquanto outra explicava, “Usar espaços públicos é contrário
à mentalidade escandinava”.
Mas depois de alguns anos Gehl ganhou a disputa e o calçadão de pedestre, chamado de
Strøget, logo tornou-se a maior atração turística da cidade. O comércio da região acabou
lucrando mais, porque mais gente passou a caminhar em frente suas vitrines. E o arquiteto
ganhou mais espaço na prefeitura e provou que, quanto mais rua era construída, mais
trânsito aparecia. E que quanto mais ciclovia, mais gente pedalava. No todo, foram
necessários 20 anos para que as pessoas trocassem o carro pela bicicleta. Hoje, Copenhague
é a cidade europeia com menor congestionamento. Registra, em paralelo, o maior índice de
descolamento feito com bicicleta (36%), embora o clima seja rigoroso.
Para reverter o cenário desfavorável às bicicletas, algumas cidades do Brasil começaram a
desenvolver projetos de lei para incluir nos planejamentos urbanos o uso da bicicleta como
transporte alternativo. Um exemplo é a lei 14.266 de 2007 da cidade de São Paulo cujo
conteúdo dispõe sobre a criação do Sistema Ciclo viário do município. Outro exemplo são as
políticas
públicas
desenvolvidas
em
Blumenau
(SC),
vide
http://www.abciclovias.com.br/content/view/29/38/. No mesmo sentido, os ciclistas da
cidade de Manaus, através do movimento Pedala Manaus e do Portal Mobilize, preocupam-se
em ampliar a sinalização no trânsito (http://www.pedalamanaus.org/campanhas/campanhasinalize-vamos-sinalizar).
Na Baixadas Santista, aparentemente, não há um foco definido capaz de irradiar ações
direcionadas para a melhoria do sistema ciclo viário e para o planejamento adequado ao
trânsito de bicicletas. Ressalta-se a importância, portanto, de uma pressão da sociedade civil
para proporcionar maior visibilidade ao sistema ciclo viário, suas necessidades e seus
problemas. Nesta linha, a Petrobras poderia, pelo menos na região central da cidade de
Santos, local que abrigará a sede da empresa, fazer gestão junto ao poder público para que
haja melhorias para os ciclistas. É sabido que o centro histórico da cidade, e isto inclui o
bairro do Valongo, está passando por uma restauração/revitalização: até que ponto
considera-se o transporte alternativo de bicicleta nesta reconfiguração do centro histórico e
em torno (cais)? Perguntas como essas podem auxiliar num processo de construção de uma
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vida urbana mais saudável e, oxalá, alicerçada em uma perspectiva de mobilidade urbana
sustentável.
Evidentemente, para se construir uma cultura de utilização do transporte alternativo, não
bastam apenas ações do poder público descoladas de um processo de conscientização.
Assim, a conscientização relacionada ao uso da bicicleta e segurança deste transporte, deve
ser estimulada permanentemente, por empresas, ONGs, movimento etc. Há muitos
movimentos pela internet e rede sociais que ressaltam a necessidade de melhorias para este
transporte alternativo. Através do site www.bicicletada.org é possível identificar que, em
Santos, existe uma atividade mensal que reúne diversos ciclistas com o intuito de dar
visibilidade aos ciclistas. De acordo com este site: “TODA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA DO MÊS
NOS REUNIREMOS PARA LUTAR POR NOSSOS DIREITOS. VAMOS PEDALAR NAS RUAS DE
SANTOS E CHAMAR ATENÇÃO DOS GOVERNANTES PARA MOSTRAR A IMPORTÂNCIA DA
BICICLETA COMO MEIO DE TRANSPORTE. FAZ BEM PARA SAÚDE! FAZ BEM PARA O MEIOAMBIENTE! FAZ BEM PARA O BEM COMUM! FAZ BEM PARA TODOS!!!” Este tipo de
conscientização desenvolve o conceito de biciletada, segundo o qual “ os principais objetivos
são divulgar a bicicleta como um meio de transporte, criar condições favoráveis para o uso
deste veículo e tornar mais ecológicos e sustentáveis os sistemas de transporte de pessoas,
principalmente no meio urbano.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Bicicletada, acessado em
10/07/2014). Outro movimento expressivo na cidade de Santos são as freqüentes pedalas
organizadas através do site www.pedalnotorno.com.
Recentemente, foi aprovada a Emenda Constitucional No. 82, de 16 de julho de 2014, que
enfatiza a educação como processo de uma segurança viária mais eficiente. O objetivo da EC
no 82/2014 é diminuir os acidentes e mortes no trânsito. No conceito de segurança viária
estão a educação e a engenharia, ao lado da fiscalização de trânsito, demonstrando a
preocupação do legislador com a prevenção de acidentes, em vez de apenas com a punição
de infratores.
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Além das vantagens já frisadas, é possível elencar os seguintes benefícios para os usuários
de bicicleta.

Benefício para saúde e qualidade de vida, pois é uma ótima atividade física;

É um tipo de transporte ecologicamente correto, porque não polui;

É econômico porque não exige gastos com combustível ou passagem;

É possível se locomover mais rápido, trata-se de uma opção para driblar o trânsito
congestionado;

Exige menos espaço para serem guardadas em relação aos carros, que necessitam de
enormes áreas destinadas a estacionamentos;

Possui baixo custo de manutenção.
Para equilibrar o diagnóstico e demonstrar razoabilidade, convém apontar algumas
desvantagens:

Pode ser inseguro, principalmente em lugares onde não têm ciclovias;

A bicicleta é bastante susceptível a roubo;
Ainda sobre os benefícios de se pedalar, um estudo britânico feito pelas universidades de
East Anglia (UEA) e York, concluiu que deixar o carro na garagem melhora o bem-estar. A
pesquisa observou 18 mil pessoas durante uma década e destacou que caminhar, pedalar ou
mesmo tomar condução para o trabalho é mais benéfico para o bem-estar do que dirigir.
Além disso, os ganhos são perceptíveis nos efeitos psicológicos, pois ficou evidenciado que
este público demonstrou maior contentamento emocional (BBC notícias online, 15/09/2014)
Convém ressaltar que “o conceito de Mobilidade Urbana Sustentável, baseado no
incentivo ao uso do transporte coletivo e do transporte não motorizado, tratando os
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deslocamentos a pé e de bicicleta como modos alternativos de transporte (AFFONSO,
2000).” (RIBEIRO, p.12) Dentro da concepção de sustentabilidade, o uso da bicicleta,
portanto, pode contribuir para a redução dos congestionamentos, redução do impacto
ambiental, redução do consumo combustíveis energéticos poluentes, redução da poluição
sonora.
A definição utilizada pelo Centro por um Transporte Sustentável no Canadá,
também é exemplar: “um transporte sustentável é aquele formado por um sistema que
permite as pessoas e as sociedades de satisfazer suas principais necessidades de acesso de
uma maneira consistente e compatível com a saúde dos seres humanos e dos ecossistemas,
sob o signo da equidade, para as gerações e entre elas; funciona eficazmente, oferece
escolhas dos modos de transportes e apóia uma economia dinâmica; limita as emissões e os
dejetos de maneira a não ultrapassar a capacidade do planeta em absorvê-los, reduz ao
mínimo o consumo de fontes não renováveis, reutiliza e recicla seus compostos e reduz ao
mínimo os ruídos e a utilização da terra". (http://www.ruaviva.org.br/ms_1.html, acessado
em 10/07/2014).
Na esteira da preocupação com a mobilidade urbana e com a qualidade de vida de seus
empregados, algumas empresas têm proporcionados estrutura, promoções e parcerias para
reforçar o estimulo ao uso da bicicleta para o trajeto casa-trabalho-casa. A revista VO2bike,
edição referente aos meses de setembro e outubro de 2014, destacou que "a idéia é fazer
com que esse trajeto de ida e volta deixe de ser uma dor de cabeça e se torne uma
oportunidade que traga benefícios tanto para quem pedala como para quem estimula essa
prática - isso sem falar na questão ambiental e da mobilidade urbana. Para isso, as
corporações estão indo além do incentivo moral e oferecendo desde estrutura até premiação
para os funcionários que adotam a bicicleta para sua locomoção diária." (pg. 98). Conforme
a matéria, o escritório da Shimano (multinacional fabricante de peças para ciclismo),
localizado na Avenida Paulista, em São Paulo, disponibiliza para os funcionários bicicletário,
vestiário e ducha. Já a agência de propaganda Señores desenvolveu o projeto Bike da Firma
para incentivar o uso das bicicletas entre seus colaboradores. De acordo com a matéria desta
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revista, “o projeto consiste em um aplicativo desenvolvido para iPhone que mede a
quantidade de quilômetros percorridos pelos usuários das bikes elétricas (...) A cada 100 km
alcançados, todos os que pedalaram ganham prêmios, como rodadas de chope, aulas de
arquearia ou vouchers para compra de livros.” (pg. 99). Com o mesmo intuito de incentivar,
a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), desde 2011, desenvolveu o Projeto Eco
Ciclo para estimular o uso das bicicletas como meio de transporte até o trabalho. A Sanepar
marcou o sucesso deste projeto com um evento de inauguração do bicicletário, em setembro
de 2013, seguido de distribuição de coletes com faixas refletoras como equipamento de
proteção individual.
Formas de incentivo ao uso da bicicleta também estão sendo adotadas por órgãos públicos,
a exemplo do Ministério Público de Pernambuco o qual concede 1 dia de folga para cada 15
dias
que
o
servidor
público
utilizar
a
bike
(https://catracalivre.com.br/geral/mobilidade/indicacao/a-cada-15-dias-de-pedaladas-osfuncionarios-publicos-de-pe-ganham-um-dia-de-folga/).
Ainda conforme a matéria da revista VO2bike, em outros países as políticas de incentivo ao
uso da bicicleta por trabalhadores já conta com parcerias entre o poder público e o setor
privado. Por exemplo, o governo francês, em junho de 2014, e o setor privado firmaram uma
parceria (20 empresas) para o desenvolvimento de um projeto que prevê o pagamento de
25 centavos de euro pro cada quilômetro rodado aos funcionários que utilizarem a bicicleta.
No Reino Unido a oferta feita pela parceria aos trabalhadores dos setores público e privado é
a possibilidade de comprar uma bicicleta com até 42% de desconto e em até 12 parcelas.
Por fim, não é possível afirmar, ao certo, qual a razão que leva às pessoas a utilizarem a
bicicleta Em alguns lugares, a bicicleta é usada porque é um transporte mais barato, em
outros, pessoas escolhem andar de bicicleta por uma questão ideológica, dado que elas não
agridem o meio ambiente e não causam tantos transtornos quanto os carros. Também há
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motivações em função dos benefícios para a saúde. Conforme o estudo de Denise Ribeiro,
“os principais elementos que exercem influência no uso da bicicleta inserem-se na vertente
cultural, sócio-econômico e no aspecto individual. Na vertente cultural, observa-se que
algumas cidades, mesmo aquelas com desenho viário e topográfico favorável ao uso da
bicicleta, este equipamento não compõe a cultura local. A história do povo de uma
determinada região ou cidade, em alguns casos é determinante para a compreensão da
dinâmica do cotidiano. No aspecto sócio-econômico, observa-se muitas vezes a ausência de
planejamento estratégico, inexistindo investimento para o sistema ciclo viário, aliado à falta
de interesse dos poderes públicos. No aspecto individual a saúde exerce uma grande
influência, bem como a prática de uso e a conveniência em função do tipo de atividade
desempenhada.” (RIBEIRO, p. 11) Independentemente da justificativa, seja ela em função
do nível de renda, saúde física ou conveniência individual, é fato que, na Petrobras, existem
empregados que utilizam a bicicleta como transporte diário para o trajeto casa-trabalhocasa. Considerando, portanto, este fato e uma possível crescente dos usuários de bicicleta
conforme tendência geral apresentada em matéria no portal MSN (baseada em pesquisa
Ibope e Detran-SP), urge um planejamento direcionado para este público. Seria possível
ampliar o conceito de responsabilidade social e ambiental desenvolvido pela Petrobras, ao
menos em nível regional, no sentido da companhia assumir uma postura ativa no processo
de conscientização da bicicleta como transporte alternativo. Primeiro, uma campanha entre a
força de trabalho e, posteriormente, algo voltado para a cidade/comunidade. A Petrobras
poderia se tornar referência nesta bandeira.
Propostas
A partir das justificativas apresentadas e com base nas fontes consultadas é possível esboçar
algumas propostas que podem contribuir para o uso seguro e sustentável da bicicleta por
parte da força de trabalho que ocupará o prédio Edisa Valongo. Assim, seguem propostas
classificadas em curto, médio e longo prazo.
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Propostas para curto prazo:
- apresentação das condições estruturais que acomodarão os usuários de bicicleta
(estacionamento, vestiários) e normas de procedimento dentro do estabelecimento
Petrobras.
- orientar a força de trabalho que já utiliza a bicicleta para medidas de segurança nas vias da
região do Valongo. No mesmo sentido, orientar estes ciclistas quanto às melhores vias/rotas
para se chegar ao novo prédio.
- levantamento das condições de sinalização e das vias na região do bairro do Valongo,
seguido de orientação aos usuários empregados (petroleiros e terceirizados) quanto aos
pontos críticos.
- estimulo à formação de um grupo de ciclistas com passeios periódicos, após o expediente.
Aqui, o objetivo seria proporcionar visibilidade aos ciclistas e estimular pedaladas seguras em
grupo.
- palestra sobre segurança no trânsito e o uso da bicicleta (sinalização, uso de itens de
segurança – capacete, buzina etc.)
Propostas para médio prazo:
- que a Petrobras busque gestão junto ao poder público visando: melhorar a sinalização ciclo
viária no centro da cidade de Santos; pontos apropriados para estacionamento seguro de
bicicletas nas praças do centro.
- que a Petrobras busque parcerias com lojas e oficinas de manutenção de bicicletas com o
objetivo de proporcionar descontos para funcionários do sistema Petrobras.
Propostas para longo prazo:
- estimular o desenvolvimento do conceito de Mobilidade Urbana Sustentável por parte da
Petrobras.
- estimular a Petrobras a se tornar referência na aplicação de uma política global de
Mobilidade Urbana Sustentável na cidade de Santos.
- que a Petrobras busque gestão junto ao poder público de modo a cobrar a ampliação do
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sistema ciclo viário de Santos no centro da cidade, incluindo a região do Valongo.
Fontes consultadas e referências bibliográficas
Emenda Constitucional No. 82, de 16 de julho de 2014
LEI Nº 14.266, DE 6 DE FEVEREIRO DE 2007, in
http://www3.prefeitura.sp.gov.br/cadlem/secretarias/negocios_juridicos/cadlem/integra.asp?
alt=07022007L%20142660000 , acessado em 07/07/2014
Metro, jornal diário, Edição no. 1.097, ano 5, de 14/07/2014
RIBEIRO, Denise Maria da Silva, Inclusão da bicicleta, como modo de transporte alternativo
e integrado, no planejamento de transporte urbano de passageiros – o caso de Salvador.
dissertação de mestrado, UFBA, Salvador, 2005.
VO2bike, Edição 105, Set/Out 2014, São Paulo-SP, pp 94-101.
www.abciclovias.com.br, acessado em 10/07/2014.
www.bicicletada.org, acessado em 10/07/2014.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/09/140915_ciclebemestar_ebc.shtml ,
acessado em 16/09/2014.
http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/da-ciclovia-de-copenhague-a-de-saopaulo-o-porque-das-bicicletas-4969.html , acessado em 25/08/2014.
https://catracalivre.com.br/geral/mobilidade/indicacao/a-cada-15-dias-de-pedaladas-osfuncionarios-publicos-de-pe-ganham-um-dia-de-folga/, acessado em 08/05/2015
http://meios-de-transporte.info/mos/view/Transporte_Alternativo/ , acessado em
27/06/2014.
http://msn.catho.com.br/?State=noticia&id=59333, acessado em 23/07/2014
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2014/06/30/ciclista-e-atropeladoe-bicicleta-vai-parar-em-telhado.htm#fotoNav=8 , acessado em 30/06/2014
www.pedalamanaus.org , acessado em 10/07/2014
http://www.ruaviva.org.br/ , acessado em 10/07/2014
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http://www.ta.org.br/site/, acessado em 10/07/2014.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bicicletada, acessado em 10/07/2014
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