AS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE FRUTAS: UM PANORAMA ATUAL
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Apresentação Oral-Comércio Internacional
JOSÉ MÁRCIO CARVALHO; DIOGO LEITÃO MIRANDA.
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, BRASILIA - DF - BRASIL.
As Exportações Brasileiras de Frutas: um Panorama Atual
Grupo de pesquisa: Comércio Internacional
Resumo
O Brasil atualmente é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, que consegue suprir quase
integralmente o mercado interno. Isto permite que seja importando apenas uma pequena
quantidade de outros países, principalmente frutas de clima temperado. No entanto, o país tem
exportado muito pouco, sendo o 15º no ranking das exportações mundiais de frutas. As
exportações têm a vantagem de abrir um mercado novo aos produtores, um mercado com um
nível mais elevado de remuneração, que pode demandar grandes quantidades de produtos. A
internacionalização de empresas pode trazer inovações organizacionais e tecnológicas a fim de
atender aos requisitos do mercado internacional. As exportações podem também levar a um
desenvolvimento regional, através do aumento da demanda por mão-de-obra e do
desenvolvimento tecnológico. O principal objetivo deste trabalho é caracterizar o setor
exportador de frutas nacional, observando seu potencial para o aumento da exportação. Foram
levantadas estatísticas do setor com a caracterização das frutas mais exportadas, ou seja, uva,
melão e manga, além das certificações e barreiras internacionais encontradas pelos exportadores
de frutas. As frutas, diferentemente de outros produtos agrícolas muito exportados, são altamente
perecíveis, e por este motivo, os produtores e exportadores precisam utilizar técnicas sofisticadas
para garantir a qualidade do fruto no consumidor final, isto com o mínimo de perdas possível. A
gestão da qualidade é empregada por ser um instrumento efetivo na redução do desperdício na
exportação de frutas e a certificação é uma das ferramentas disponíveis para isso, auxiliando
também no acesso aos mercados estrangeiros.
Palavras-chaves: Fruticultura, Exportações, Certificações, Barreiras e Qualidade.
BRAZILIAN FRUIT EXPORT: THE PRESENT SCENARIO
Abstract
Brazil is currently the third main fruit producer in the world, its internal market is supplied
mainly Brazilian production. The country imports, mainly temperate fruits, a small volume when
compared with internal consumption. Regarding fruit exports, Brazil occupies only the 15o
position in the ranking of the main exporters. The exports have the potential of opening new
markets that are capable of paying higher prices and absorbing elevated volumes of fruit. By
internationalizing its operations, a organization will access new technologies and new
organizational capabilities. The main objective of this paper is to characterize the Brazilian fruit
export sector and to point out the possibilities that are open to ship abroad more fruits. It was
possible to use secondary data in order to identify the most exported fruit, which are: grapes,
melon and mango. Secondary data also revealed the necessary certification and the commercial
barriers encountered by fruit exporters. Interviews conducted in Brazil disclosed that fruit
1
exporters are capable of actively using concepts of quality management in order to sustain their
export activities.
Key words: Fruit production, Exportations, Certifications, Barriers and Quality.
1. Introdução
Em um mundo onde cada vez mais o alimento tem se transformado em um produto
industrializado, com conservantes, aditivos, corantes e altamente calóricos, a procura por
alimentos que sejam mais naturais e prejudiquem menos a saúde é um fato que começa a estar
presente nas vidas das pessoas. Nessa busca as frutas podem se tornar grandes aliadas, para a
manutenção da saúde.
As frutas possuem um grande valor nutricional, com vitaminas, sais minerais,
antioxidantes, açúcares naturais (frutose), além de várias outras substâncias que auxiliam na
prevenção e no combate de doenças. A fruta, além de saudável é de fácil preparo.
Por estes e outros motivos, as frutas podem ser consideradas o alimento do futuro. A
grande tendência é que as pessoas busquem uma alimentação mais saudável e de baixa caloria, se
distanciado das químicas dos produtos industrializados.
O Brasil, que atualmente é o terceiro maior produtor de frutas no mundo, tem suprido o
mercado interno com eficiência, importando apenas uma pequena quantidade de outros paises,
principalmente de frutas de clima temperado. No entanto, o país tem exportado muito pouco,
sendo o 15º no ranking das exportações mundiais de frutas.
Devido a sua grande extensão territorial é possível encontrar no Brasil áreas com
diferentes climas e ecossistemas, que vão desde o semi-árido até climas temperados, por isso
possibilita a produção de uma vasta variedade de frutas. O Brasil tem um apelo em ascensão no
mercado internacional de frutas, que caracteriza o selo “Brazilian Fruit”, que vem sendo cada vez
mais utilizado em campanhas nos mercados internacionais, mais ainda há muito que crescer em
termo de exportação de frutas (BRAZILIAN FRUIT, 2008).
2. Problematização e Justificativa
O Brasil vem aumentando suas plantações, elevando sua produtividade, incrementado o
volume de produção e colhendo com mais qualidade. Mas, seus níveis de exportação ainda são
muito baixos. Com a quantidade hoje exportada, o Brasil se encontra em 15º no ranking dos
exportados mundiais de frutas. Do total produzido, 47% são consumidos in natura e 57% são
processados. Dos 47% das frutas frescas apenas 2% são exportados e do total processado 29% é
exportado (BRAZILIAN FRUIT, 2008).
O Brasil pode aumentar seu potencial na fruticultura pautado na expansão de suas
exportações. O produtor brasileiro tem capacidade para atender os requisitos de qualidade
exigidos pelos importadores, adquirindo um grande diferencial para o seu produto.
As exportações têm a vantagem de abrir um mercado novo aos produtores, um mercado
com um nível mais elevado de remuneração, que pode demandar grandes quantidades de
produtos. A internacionalização de empresas pode trazer inovações organizacionais e
tecnológicas a fim de atender aos requisitos do mercado internacional. As exportações podem
também levar a um desenvolvimento regional, através do aumento da demanda por mão-de-obra
e do desenvolvimento capacidades produtivas, comerciais e tecnológicas.
2
Os mercados internacionais têm um padrão de consumo muitas vezes bem diferentes dos
padrões brasileiros Cada mercado destino tem suas especificidades, por isto atender estes
mercados não é uma tarefa simples.
O Brasil deve se atentar mais para as oportunidades internacionais e aproveitar seu grande
potencial produtivo para incentivar o aumento das suas exportações, trazendo mais divisas para o
país, desenvolvendo regiões e criando oportunidades de negócios para os fruticultores.
É importante ter uma idéia mais precisa sobre o cenário atual de produção e exportação de
frutas pelo Brasil, como também identificar algumas das barreiras às atividades de exportação de
frutas. O enfoque será feito na gestão de qualidade e na aderência aos requisitos para à
certificação à fim de atingir um mercado altamente exigente como o mercado do Reino Unido.
3. Objetivos
O principal objetivo deste trabalho é caracterizar o setor exportador de frutas nacional,
observando seu potencial para o aumento da exportação. Foram levantadas estatísticas do setor
com a caracterização das frutas mais exportadas, ou seja, uva, melão e manga.
O comércio internacional daquelas frutas será caracterizado, identificando a produção
mundial e nacional, o volume exportado e o destino das exportações. Outro fato estudado foram
as certificações e barreiras existentes na exportação dessas frutas.
4. Métodos
O estudo caracteriza-se como exploratório (VERGARA, 2008), analisando-se dados
secundários de produção e exportações de frutas nos últimos anos. As fontes utilizadas foram
Instituto Brasileiro de Fruticultura (IBRAF), Ministério do desenvolvimento, indústria e
comércio exterior (MDIC/SECEX), Ministério da agricultura, pecuária e abastecimento (MAPA),
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Organização das Nações Unidas para
Agricultura e Alimentação (FAO), além livros técnicos e artigos.
As frutas estudadas foram as que apresentaram maior valor de exportação, in natura, no
ano de 2007. Sendo elas: uva, manga e melão (SECEX/DATAFRUTA-IBRAF, 2008).
5. Revisão de literatura
5.1. A fruticultura brasileira
A grande extensão territorial do Brasil (8.547.403 Km2), com as mais diferentes
condições climáticas, permite que o país produza uma grande variedade de frutas ao longo do
ano. Cada região brasileira acaba se destacando na produção de determinadas frutas pelas
condições favoráveis que apresentam para a produção de tipos específicos de frutas.
No sul há o predomínio da produção sazonal de frutas típicas de clima temperado, como
maçã, uva, pêssego, marmelo e morango. Além dessas frutas já tipicamente produzidas na região,
outras culturas, também de clima temperado, estão sendo introduzidas na região como a amorapreta e o mirtilo, conhecido por “blueberry”, muito apreciado por seu sabor exótico, valores
econômico e medicinais. No Rio Grande do Sul, a amoreira-preta tem tido grande aceitação pelos
produtores, devido ao baixo custo de produção, facilidade de manejo, rusticidade e pouca
utilização de defensivos agrícolas (ANTUNES, 2002). O Estado do Rio Grande do Sul é o maior
3
produtor de pêssegos, tanto para consumo in natura quanto para processamento (MARODIN &
SARTORI, 2000).
O Sudeste permite a coexistência de muitas frutas sobressaindo-se às laranjas para a
industrialização. A região sudeste se destaca como a maior produtora de frutas, graças a grande
produção de laranja no estado de São Paulo.
Ainda no Sudeste, cabe destacar o crescimento da produção e exportações de frutas no
Espírito Santo. O aumento da demanda externa foi um dos fatores que levaram o Espírito Santo a
ampliar em 30% sua fruticultura nos últimos anos, sua principal produção é de mamão papaya,
entre várias outras (ANDA, 2008).
O investimento em sistemas de irrigação trouxe o aumento da produção de frutas no
nordeste, em regiões do semi-árido, tornando possível a produção diversas frutas durante o ano
todo, com destaque para a produção de melão, manga e uva. Acredita-se que a região Nordeste,
mais especificamente o Rio Grande do Norte e o Ceará, tem grande potencial para aumentar a
produção frutícola, em função da logística, que se transformou em vantagem competitiva nesses
estados (ANUÁRIO, 2008). A região produz frutas tropicais, subtropicais e mesmo frutas
temperadas, onde se substitui a dormência pelo frio pela dormência pela seca.
No centro oeste, os produtores vêm investindo na fruticultura com a produção de abacaxi
e maracujá. Os frutos das espécies nativas do cerrado oferecem um elevado valor nutricional,
além de atrativos sensoriais como, cor, sabor e aroma peculiares e intensos, ainda pouco
explorados comercialmente (AGOSTINI-COSTA E VIEIRA, 2005). Algumas frutas típicas do
cerrado, hoje só são obtidas por meio de extração da natureza.
No Norte o clima tropical úmido permite o desenvolvimento de uma fruticultura exótica e
peculiar, com tipos de frutas muitas delas ainda não bem conhecidas e pouco consumidas. A
região norte tem como destaque o açaí, além de diversas outras frutas exóticas.
A fruticultura demanda mão-de-obra intensiva e qualificada, fixando o homem no campo
de forma única, pois permite uma vida digna de uma família dentro de pequenas propriedades e
também nos grandes projetos. É possível alcançar um faturamento bruto de R$ 1.000 a R$ 20.000
por hectare. Além disso, para cada 10.000 dólares investidos em fruticultura, geram-se 3
empregos diretos permanentes e dois empregos indiretos. O valor bruto da produção de frutas
atingiu em 2006 cerca de 16,3 bilhões de reais, 16,5% do valor da produção agrícola brasileira
(BRAZILIAN FRUIT, 2008).
Na tabela 01 , que mostra a produção nacional das principais frutas, podemos ver que a
principal fruta produzida ainda é laranja, que em grande parte é utilizada para produção de suco
para a exportação. Em segundo lugar está a banana, fruta de grande consumo natural e na maior
parte in natura. Em terceiro lugar, aparece a uva, englobando tanto as uvas para consumi direto
como as uvas utilizadas na produção de vinhos.
Tabela 01 - Quantidade produzida e valor da produção, Brasil, 2007.
Fruta
Laranja
Banana
Uva
Mamão
Maçã
Manga
Maracujá
Limão
Melão
Quantidade produzida (Tonelada)
18.684.985
7.098.353
1.371.555
1.811.535
1.115.379
1.272.184
664.286
1.018.703
495.323
Valor da produção (Mil Reais)
5.154.435
2.910.157
1.708.357
894.543
830.171
657.452
396.009
360.918
315.872
4
154.096
Abacate
Fonte: IBGE, 2008.
66.143
A Tabela 02 mostra os principais municípios brasileiros produtores de frutas e suas
respectivas produções e participações. Nos primeiros lugares estão Petrolina e Juazeiro, cidades
que vem aumentando cada vez mais sua produção, tanto de frutas tropicais como de frutas de
clima temperado, através do investimento em tecnologia e estrutura.
Tabela 02. Principais municípios produtores de frutas, Brasil - 2006.
Principais municípios
produtores
Petrolina - PE
Juazeiro -BA
Fraiburgo - SC
Pinheiros -ES
Aguaí –SP
Vacaria -RS
Mogi Guaçu -SP
Barretos - SP
Casa Branca -SP
Caxias do Sul - RS
Brasil
Fonte: IBGE, 2008.
Área Colhida
(ha)
17.090
16.815
5.989
4.428
15.250
6.283
14.316
18.462
13.458
6.979
2.929.598
Participação no total
Variação do valor da
do valor da produção produção em relação ao
(%)
ano anterior (%)
424.959
2,6
20,6
422.158
2,6
66,5
246.752
1,5
93,3
225.542
1,4
5,8
192.150
1,2
79,9
187.788
1,1
161,3
150.077
0,9
144,7
154.175
0,9
46,8
143.939
0,9
83,7
140.160
0,8
11,1
16.535.596
100
22,6
Valor da Produção
(mil reais)
O desenvolvimento da fruticultura tem impulsionado também o desenvolvimento da
agroindústria, para o processamento das frutas. O investimento de órgãos públicos e privados
vem auxiliando na alavancagem dessas empresas. No Tocantins registra-se a organização de um
modelo agroindustrial fundamentado no abacaxi, na região de Miranorte e de Miracema. Esses
projetos estão sendo feitos com o engajamento dos fruticultores, de órgãos públicos e de
entidades privadas. O Tocantins tem recebido incentivos do ministério da agricultura, pecuária e
abastecimento (MAPA), do ministério do desenvolvimento agrário (MDA) e da iniciativa
privadas, como o SEBRAE (ANUÁRIO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 2008).
5.2. As exportações do agronegócio
Nos últimos anos, o Brasil apresentou um expressivo crescimento no comércio
internacional do agronegócio, consolidando sua posição como um dos maiores produtores e
exportadores de alimentos e fibras, exportando para mais de 200 países. Poucos países
registraram um aumento tão significativo no comércio internacional do agronegócio quanto o
Brasil. O país é hoje o maior produtor e exportador de açúcar, café e suco de laranja. Também é
líder nas exportações de álcool, complexo soja, tabaco, carne bovina e carne de frango.
Entre os anos 2001 e 2007 quase todos os setores aumentaram seu volume de exportações,
com exceção do setor de bebidas. Comparando com o crescimento das exportações totais do
agronegócio, que foi de 144,9% no período, os setores mais dinâmicos foram carnes, complexo
sucroalcooleiro, café, sucos de frutas , cereais farinhas e preparações, lácteos e animais vivos
(ANGELO, 2008).
5
Tabela 3 - Exportações do Agronegócio por Setores: 2001-2007 (em US$ milhões)
Exportações (US$ milhões)
Produtos
2001
2003
2005
Complexo soja
5291
8122
9474
Carnes
2926
4189
8194
Produtos florestais
4070
5455
7202
Complexo Sucroalcooleiro
2370
2298
4684
Couros, Produtos de couro e peleleteria
2329
2544
3059
Café
1417
1546
2929
Fumo e seus produtos
944
1090
1707
Fibras e produtos têxteis
994
1165
1532
Suco de fruta
880
1250
1185
Frutas (inclui nozes e castanhas)
366
525
711
Fonte: AgroStat a partir de dados do Secex/MDIC, 2008.
2007
11381
11295
8820
6578
3555
3892
2262
1558
2374
968
Variação %
2007-2001
115,1
286
116,7
177,6
52,7
174,6
139,6
56,6
169,8
164,3
anual
13,6
25,2
13,8
18,6
7,3
18,3
15,7
7,8
18
17,6
O setor que mais contribuiu para o aumento das exportações foi o de carnes, cujas
exportações cresceram a uma taxa média anual de 25,2%, passando de US$ 2,9 bilhões, em 2001,
para US$ 11,3 bilhões em 2007, representando 19,3% das vendas totais neste ano (Tabela 3).
5.2.1. As exportações de frutas
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com uma produção que supera os
41 milhões de toneladas, perdendo apenas para China e Índia. O grande consumo interno,
absorvendo a maior parte da safra, faz com que o País ocupe apenas a 15ª posição no ranking dos
maiores exportadores. Do total produzido, 47% é consumido in natura e 53% vai para o
processamento. Deste volume, a maior parte é suco concentrado e congelado de laranja, produto
no qual o Brasil lidera a produção e a exportação. Dos 47% destinados ao consumo in natura,
apenas 2% são direcionados para exportação. Já dos 53% que seguem para as agroindústrias,
29% são vendidos ao mercado externo (ANUÀRIO, 2008).
Desde 1999, o Brasil é superavitário na balança comercial da fruticultura. Em 2007, o
País registrou saldo positivo de US$ 430 milhões, com aumento de 45% sobre o ano anterior. Os
dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, revelam que em 2007 foram exportadas 918,7 mil toneladas de
frutas frescas. Elas geraram receita de US$ 642,7 milhões. A variação é de 14,12% em volume e
de 34,67% em valor, respectivamente. As frutas que mais colaboraram para esse aumento foram a
uva, primeira da lista em faturamento; o melão, que ocupa o segundo lugar; a maçã, que, depois
de duas safras com problemas climáticos, recuperou as vendas; e o limão. O abacaxi também
merece destaque. A fruta conquistou mais espaço na Europa a partir do momento em que
empresas multinacionais passaram a investir no Brasil. Elas estão produzindo as variedades mais
apreciadas no mercado externo.
Os países da União Européia são o principal destino das frutas brasileiras, representando
mais de 70% do volume exportado. A Holanda recebe a maior parcela desses produtos (32%),
porque funciona como um pólo de distribuição para os demais países, principalmente a Alemanha
(ver Gráfico 1 – Brazilian Fruit, 2008).
6
Outros mercados estão na mira dos exportadores brasileiros, entre eles, os chamados
mercados emergentes, que englobam a Rússia e os países do Leste Europeu.
Há ainda os países que, tendo produção limitada, sempre precisam importar frutas. Nesse
caso se enquadra o mercado das nações do Oriente Médio. A China igualmente é cortejada como
um mercado em potencial. Apesar de ela ter boa produção, vai precisar importar frutas, por
limitação de área e de água (ANUÁRIO, 2008).
A gráfico a seguir mostra os países de destino das exportações de frutas frescas do Brasil
e suas respectivas participações em volume (porcentagem).
Gráfico 1 - Exportações Brasileiras de frutas frescas (2006)
Portugal
3%
Espanha
9%
Estados Unidos
5%
Reino Unido
22%
Alemanha
4%
Itália
5%
Canadá
1%
Argentina
8%
França
1%
Outros
10%
Países Baixos
(Holanda)
32%
Fonte: Brazilian Fruit, 2008.
Quando comparado com outros paises produtores de frutas, o Brasil tem duas vantagens.
A primeira é a diversidade de climas que podem ser achados no Brasil. Favaret Filho, Ormond e
Paula (1999) observam que “vantagens do clima se referem à existência de diferentes climas no
país que possibilitam a produção para todos os tipos de frutas, tropicais e temperadas, tornando
possível a produção ao longo do ano. O semi-árido é particularmente interessante e é único no
Brasil, o seu nível de luz solar é favorável a produção de frutas, permitindo um alto nível de
produtividade e reduzindo o tempo de colheita, e graças a baixa incidência de infestações devido
a baixa umidade, há a diminuição do uso de inseticida”.
A Segunda vantagem principal deriva do fato do Brasil estar no hemisfério sul. Quando é
inverno na parte norte do globo a maior parte dos países não consegue produzir frutas. Esses
países precisam importar, do hemisfério sul, fora de sua estação de frutas. Essa situação ajuda os
exportadores brasileiros a vender seus produtos e obter melhores preços.
5.2.1.1. Os desafios da exportação de frutas
As frutas, diferentemente de outros produtos agrícolas muito exportados, como a soja e o
milho, são altamente perecíveis. A fruta é um organismo ainda vivo que respira e responde aos
estímulos externos, como as temperaturas, pancadas e umidade, influenciando seu tempo de vida
e apresentação. Por este motivo, os produtores e exportadores precisam utilizar técnicas
7
sofisticadas para garantir a qualidade do fruto no consumidor final, com o mínimo de perdas
possível.
Os cuidados com as frutas já devem começar logo no campo, utilizando técnicas de
produção que garantam frutas vigorosas e sadias, que agüentem todos os procedimentos
necessários para sua comercialização. Na colheita, deve se estar atento para se evitar injúrias
físicas nos frutos, que mais à frente virão a se tornar manchas indesejadas.
O tempo para se comercializar frutas é muito reduzido, justamente por causa de sua
perecibilidade. Devido a esta característica, toda a logística deve ser muito bem programada,
garantindo que a fruta chegue em tempo. Além disso, devem ser observados no transporte, o
controle de temperatura, umidade, empacotamento, evitando danos físicos ou ataque de
microorganismos.
Na cadeia de frutos para exportação, a qualidade alcançada para o consumidor final é
resultado da qualidade do gerenciamento de cada elo da cadeia, produtor, exportadores,
importadores e atacadistas e varejistas. Conseqüentemente, para ser bem sucedida neste mercado,
uma companhia precisa ser criteriosa na escolha de seus parceiros (CARVALHO, 2003).
5.3. Gestão da Qualidade
Segundo Bravo (2007), a Gestão de Qualidade impõe-se com a utilização racional dos
recursos humanos, materiais, financeiros, trabalho em equipe e, enfim, a procura de utilização e
otimização dos recursos disponíveis.
A partir da década de 50, surgiu a preocupação com a gestão da qualidade, que trouxe
uma nova filosofia gerencial com base no desenvolvimento e na aplicação de conceitos, métodos
e técnicas adequados a uma nova realidade. A gestão da qualidade total, como ficou conhecida
essa nova filosofia gerencial, marcou o deslocamento da análise do produto ou serviço para a
concepção de um sistema da qualidade. A qualidade deixou de ser um aspecto do produto e
responsabilidade apenas de departamento específico, e passou a ser um problema da empresa,
abrangendo, como tal, todos os aspectos de sua operação (LONGO,1994).
A gestão da qualidade pode ser um instrumento efetivo na redução do desperdício na
exportação de frutas. Garcia, Marques, Silva e Ferreira (1999) observaram que o desperdício é
geralmente alto durante as operações de comercialização de produtos frescos no Brasil. Esta
desordem do mercado contribui para o aumento dos custos de transação de todo o sistema de
comercialização de frutas e conseqüentemente tem um efeito negativo nas operações de
exportação de frutas. Garcia, Marques, Silva e Ferreira (1999) argumentam que um uso mais
intensivo dos conceitos da gestão de qualidade para guiar as operações de comercialização
ajudaria a diminuir drasticamente as perdas de frutas. Adicionalmente, eles mencionam que um
ambiente de negócio mais favorável à qualidade poderia contribuir também para criar uma atitude
mais propicia para o aumento das exportações de frutas entre os produtores de frutas e
exportadores.
6. Resultados
As frutas estudadas foram as que apresentaram maior valor de exportação, in natura, no
ano de 2007. Sendo elas: uva, manga e melão. A Tabela 4 e o Gráfico 2 mostram os valores e
volumes exportados em 2006 e 2007, e a evolução da exportação de cada fruta, respectivamente.
8
Tabela 4 - Exportações Brasileiras de frutas frescas - 2007
2007
Fruta
Valor (US$ FOB)
Volume (Kg)
Uva
169.696.455
79.081.307
Melão
128.213.642
204.501.757
Manga
89.617.642
116.047.528
Maçã
68.617.642
112.075.637
Banana
44.300.738
185.720.644
Limão
41.714.672
58.250.084
Demais*
100.583.156
163.119.546
Total
642.743.947
918.796.503
* demais frutas exportadas
Fonte: Secex/Datafruta-Ibraf, 2008.
2006
Valor
Volume
118.535.022
62.296.720
88.241.589 172.819.651
87.163.253 115.512.379
31.918.839
57.153.330
38.555.322 194.349.236
32.952.830
51.480.751
79.922.594 151.486.291
477.289.449 805.098.358
Variação
Valor (%)
Volume (%)
43,16
26,94
45,30
18,33
2,84
0,46
114,98
96,10
14,90
-4,44
26,59
13,15
25,85
7,68
34,67
14,12
A balança comercial de fruticultura brasileira tem se mostrado superavitária desde 1999.
Em 2007, o Brasil exportou 918,7 mil toneladas de frutas frescas, que geraram uma receita de
US$ 642,7 milhões. As principais frutas exportadas em valor foram uva, melão, manga, maçã,
banana e limão (SECEX, 2008).
Gráfico 2 - Evolução das exportações das principais frutas mais exportadas
180.000
160.000
Valor (US$ FOB)
140.000
120.000
100.000
80.000
60.000
40.000
20.000
1999
2000
2001
Uvas frescas
Bananas
2002
2003
Mangas
Maçãs frescas
2004
2005
2006
2007
Melões frescos
Limões e limas
Fonte: Mapa, Secex/Datafruta-Ibraf, 2008.
Já as frutas processadas tiveram um faturamento de R$ 2,7 bilhões, com destaque para o
suco de laranja que representa 82% do segmento de processados (ANUÁRIO BRASILEIRO DE
FRUTICULTURA, 2008).
6.1. Produção e comercialização internacional de Uva
A uva é a principal fruta exportada no mundo. A produção da fruta é concentrada na
Europa, com a Itália sendo o maior produtor mundial de uvas (8,5 milhões de toneladas), França
9
em segundo (6,5 milhões de toneladas). A China aparece em terceira colocada (6,3 milhões de
toneladas) com uma produção que cresce ano a ano, de 2000 para 2007 a produção cresceu 85%,
desbancado países com mais tradição como a Espanha e os Estados Unidos. Esses volumes são
referentes a 2007 e estão na Tabela 5 (FAOSTAT, 2008).
Tabela 5. Produção dos principais países produtores de uva (toneladas).
2001
Total
61.357.448
Itália
8.988.400
França
7.225.357
China
3.764.697
EUA
5.959.603
Espanha
5.271.740
Turquia
3.250.000
Irã
2.516.695
Argentina
2.481.530
Chile
1.800.548
Índia
1.060.000
Fonte: FAOSTAT, 2008.
2002
61.910.400
7.393.880
6.853.482
4.564.425
6.657.777
5.934.557
3.500.000
2.704.000
2.281.190
1.750.000
1.210.000
2003
63.682.014
7.482.936
6.307.112
5.268.061
5.887.268
7.265.635
3.600.000
2.800.000
2.339.460
1.985.000
1.150.000
2004
67.562.001
8.691.970
7.564.902
5.770.614
5.660.833
7.064.201
3.500.000
2.795.923
2.650.972
1.900.000
1.474.800
2005
67.237.092
8.553.576
6.790.215
5.865.516
7.088.470
6.054.334
3.850.000
2.963.755
2.829.711
2.250.000
1.546.300
2006
66.738.828
8.325.888
6.692.550
6.102.291
5.757.267
6.401.500
4.000.063
3.000.000
2.880.927
2.300.000
1.630.700
2007
66.271.676
8.519.418
6.500.000
6.250.000
6.105.080
6.013.000
3.923.040
3.000.000
2.900.000
2.350.000
1.667.700
Atualmente, o Brasil se encontra como 13º no ranking dos produtores mundiais. Em 2007
foram produzidas 1,3 milhões de toneladas de uvas. A produção nacional vem crescendo a uma
taxa media anual de 4,2%.
Tabela 6. Produção brasileira de uvas, 2000 – 2006 (toneladas).
Região
Brasil
Norte
Rondônia
Pará
Tocantins
Nordeste
Piauí
Ceará
Paraíba
Pernambuco
Bahia
Sudeste
Minas Gerais
Espírito Santo
São Paulo
Sul
Paraná
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Goiás
Distrito Federal
Fonte: IBGE, 2008.
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
1.024.482 1.058.579 1.148.648 1.067.422 1.291.382 1.232.564 1.257.064
11
502
459
295
300
314
394
351
205
228
242
11
108
108
90
72
72
156.732
190.578
186.548
191.571
241.734
262.776
277.096
26
26
8
58
80
80
52
86
1.241
1.949
1.713
2.245
1.831
2.172
2.250
2.825
1.280
1.600
1.440
630
1.980
86.078
102.142
99.978
104.506
152.059
150.827
155.781
68.292
84.344
83.333
83.694
85.910
109.408
117.111
210.619
226.591
248.071
238.109
206.543
205.553
208.197
12.549
13.192
16.184
13.464
13.068
14.389
12.318
52
70
112
175
175
504
522
198.018
213.329
231.775
224.470
193.300
190.660
195.357
653.501
638.440
710.392
633.698
839.268
759.092
766.590
80.407
97.357
99.118
102.974
96.662
99.253
95.357
40.541
42.864
41.093
41.709
46.007
47.971
47.355
532.553
498.219
570.181
489.015
696.599
611.868
623.878
3.630
2.959
3.135
3.585
3.542
4.843
4.867
835
1.088
1.221
802
612
629
502
2.662
1.780
1.855
2.297
2.386
2.080
1.805
80
74
47
474
490
2.015
2.398
53
17
12
12
54
119
162
10
De acordo com a tabela 6, pode se observar seis estados principais na produção de uva
brasileira. Rio Grande do Sul é o maior responsável pela produção nacional de uva, com
aproximadamente 50% do total produzido, suas uvas são utilizadas principalmente para a
produção de vinhos. O segundo maior estado produtor é São Paulo com 15% da produção. Em
seguida vêm os estados da região nordeste, Pernambuco e Bahia, com uvas principalmente de
mesa.
A maior parte das uvas brasileiras é destinada ao mercado interno. Em 2005, o país
exportou 51. 213 toneladas, 4% da produção nacional. Mais da metade das exportações
brasileiras vão para os Países Baixos (Holanda), de onde é distribuída a outros mercados da
Europa. O segundo destino principal são os Estados Unidos, com 13,8 toneladas importadas do
Brasil (Tabela 7).
Tabela 7. Principais destinos das exportações brasileiras de uva, 2006.
Países
Países Baixos (Holanda)
Estados Unidos
Reino unido
Noruega
Alemanha
Canadá
Bélgica
Argentina
Rússia, Federação da
Lituânia
Demais Países
Total
Fonte: Secex/Datafruta-Ibraf, 2008.
Valor (US$ FOB)
59.580.500
27.736.281
22.014.947
2.603.197
1.224.605
2.111.943
1.074.832
492.057
208.256
150.840
1.235.013
118.432.471
Volume (Kg)
33.642.617
13.822.334
10.149.844
954.200
818.198
778.444
707.707
336.434
214.200
120.780
706.178
62.250.936
Os principais exportadores no mundo são: Chile, Itália, EUA, Países Baixos, África do
Sul, México, Turquia, Espanha, Usbequistão e Grécia (Tabela 8). Neste grupo de países é
importante destacar a posição do Chile e África do Sul, estes países exportam na contra safra do
hemisfério norte, o que significa que a uva é consumida fresca durante o inverno no norte.
Tabela 8 – Principais exportadores de uva, 1999-2005 (toneladas).
2000
Total
2.812.581
Chile
676.473
Itália
624.783
EUA
345.993
África do Sul
186.413
Países Baixos
91.059
Uzbekistão
91.485
Turquia
64.872
Espanha
107.638
Fonte: FAOSTAT, 2008.
2001
2.747.443
630.771
667.500
346.031
180.104
67.469
30.900
79.294
96.355
2002
2.713.826
654.932
480.562
370.949
207.491
92.381
20.620
76.886
106.761
2003
3.121.563
888.483
513.278
366.174
198.264
128.838
31.294
98.729
122.911
2004
3.065.064
693.206
465.593
391.398
237.110
136.718
90.055
159.310
97.337
2005
3.506.329
738.469
495.111
446.287
229.948
241.566
108.991
155.603
110.209
2006
3.416.087
823.198
417.217
290.008
284.903
186.261
142.719
134.436
123.391
11
6.2. Produção e comercialização internacional de melões
A produção de melões é amplamente dispersa no globo. A fruta tem um ciclo anual, sendo
relativamente fácil desenvolver novas variedades de melões adaptadas a diferentes regiões. Em
2007, foram produzidos aproximadamente 64 milhões de toneladas de melão no mundo. A China
vem liderando essa produção, com 13,7 milhões de toneladas produzidas em 2007, representando
53% da produção mundial. A Turquia segue em segundo com uma produção já bem menor de 1,8
milhões de toneladas no mesmo ano. O Irã produziu aproximadamente 1,2 milhões de toneladas
de melão, ficando em terceiro colocado (FAOSTAT, 2008).
Tabela 9 – Principais produtores mundiais de melão (toneladas).
2001
Total
23.819.804
China
11.800.911
Turquia
1.775.000
Irã
1.082.000
EUA
1.238.030
Espanha
984.100
Índia
645.000
Marrocos
458.860
México
536.160
Egito
856.532
Itália
536.347
Fonte: FAO, 2008.
2002
24.946.317
12.775.378
1.820.000
1.218.000
1.247.730
1.101.779
645.000
574.410
542.351
489.076
506.159
2003
24.186.317
11.787.912
1.750.000
1.405.000
1.240.660
1.071.189
645.000
546.315
463.894
473.809
569.698
2004
24.724.581
12.030.377
1.825.000
1.221.000
1.229.090
1.071.154
645.000
665.000
534.438
563.016
580.268
2005
25.793.448
13.012.809
1.765.605
1.230.000
1.179.010
1.086.718
645.000
648.510
579.974
565.000
611.501
2006
25.541.884
13.073.727
1.770.000
1.230.000
1.125.540
1.041.900
645.000
648.460
570.188
565.000
624.959
2007
26.101.159
13.730.000
1.770.000
1.230.000
1.150.000
1.081.800
645.000
615.000
575.000
550.000
512.247
O Brasil produziu um total de 196.000 toneladas de melão em 2007, uma produção
relativamente baixa quando comparado com outros países, deixando-o em 18º produtor mundial.
A produção de melão no Brasil é concentrada na região nordeste, a área é responsável por 96%
da produção nacional. Dentro desta área, o Rio Grande do Norte se destaca como principal
produtor, o estado sozinho concentra 49% de todo melão produzido no Brasil em 2006 (IBGE,
2008).
Dentro do Rio Grande do Norte a produção de melão é concentrada em torno da cidade de
Mossoró. É possível achar em Mossoró a maior parte de packinghouses destinados ao preparo do
melão para exportação. É importante observar que uma parte significante do negócio da produção
de melão está atrelada a exportação. Quase 94% de toda a produção nacional de melões no ano de
2005 foram destinadas a exportação (dados da FAO, 2008).
Em 2005, quase 2,0 milhões de toneladas de melão foram comercializadas no mercado
internacional. A Espanha liderou essa comercialização com um volume de 368.865 toneladas de
melão. A Costa Rico veio logo em seguida com um volume exportado de 241.900 toneladas. A
Guatemala exportou 218.431 toneladas de melão, ficando em terceiro lugar (Tabela 10). Já o
Brasil exportou um total de 179.831 toneladas de melão no ano de 2005, ficando em 5º lugar.
12
Tabela 10. Principais exportadores mundiais de melão (toneladas).
2000
Total
1.514.071
Espanha
300.076
Costa Rica
176.946
Brasil
60.912
Honduras
7.299
Panamá
22.956
México
240.903
EUA
156.711
Países Baixos
39.776
Fonte: FAOSTAT, 2008.
2001
1.563.025
364.042
190.935
99.435
93.013
25.630
189.646
162.017
42.141
2002
1.490.553
291.395
188.949
98.690
133.619
35.316
158.098
166.575
52.272
2003
1.644.234
404.847
222.716
149.759
164.271
38.079
104.804
162.242
66.063
2004
1.623.586
367.584
226.858
142.587
175.932
67.601
124.469
167.033
70.184
2005
1.980.365
368.865
241.900
179.831
163.150
100.835
142.147
183.822
78.008
2006
1.809.218
367.354
247.941
172.809
172.000
148.304
132.582
114.059
77.170
Como pode ser observado na Tabela 10, há uma tendência de crescimento nas exportações
brasileiras de melão. Entre os anos de 1999 e 2005 a exportação quase triplicou (aumento de
174%). Este aumento se deve ao resultado de investimentos realizados na melhoria da produção e
da logística no Brasil.
Tabela 11. Principais destinos das exportações brasileiras de melão, 2006.
Países
Países Baixos (Holanda)
Reino unido
Espanha
Itália
Alemanha
Estados unidos
Irlanda
Portugal
Polônia
Canadá
Demais países
Total
Fonte: Secex/Datafruta-Ibraf, 2008.
Valor (US$ FOB)
30.400.401
29.328.158
17.793.953
3.775.149
2.785.489
1.159.899
689.181
678.593
579.773
398.348
649.555
88.238.499
Volume (Kg)
57.542.050
56.045.840
38.428.641
8.074.709
5.413.870
1.593.892
1.253.390
1.161.087
1.077.869
822.228
1.395.597
172.809.173
Os Países Baixos (Holanda) são o principal destino das exportações de melão brasileiras.
Em 2006, importaram 57 mil toneladas de melões. Em segundo lugar vem o Reino Unido que
importou um total de 56 mil toneladas de melões. Isso demonstra como a Europa é um
importante destino das exportações brasileiras de frutas.
6.3. Produção e Comercialização internacional de Manga
A mangueira, uma planta originaria da Índia, encontrou um ambiente favorável para seu
desenvolvimento no Brasil. Como conseqüência, o Brasil pode produzir manga em quase todo
seu território. É possível ver na Tabela 12 que praticamente todos os estados brasileiros tem uma
produção significante de manga.
13
Tabela 12 – Produção brasileira de mangas, 2000-2006 (toneladas).
Região
Brasil
Norte
Acre
Amazonas
Rondônia
Pará
Tocantins
Nordeste
Maranhão
Piauí
Ceará
Rio Grande do Norte
Paraíba
Pernambuco
Alagoas
Sergipe
Bahia
Sudeste
Minas Gerais
Espírito Santo
Rio de Janeiro
São Paulo
Sul
Paraná
Rio Grande do Sul
Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Goiás
Distrito Federal
Fonte: IBGE, 2008.
2000
192.029
4.338
158
1.737
267
1.324
852
116.795
1.357
4.922
6.021
4.762
5.035
20.440
782
5.341
68.136
62.850
15.222
2.842
555
44.231
1.871
1.577
294
6.175
242
728
1.179
4.026
2001
211.513
1.453
85
171
181
823
193
136.011
589
5.185
7.262
1.926
10.118
35.242
2.074
4.100
69.514
67.337
9.206
3.008
272
54.850
1.972
1.702
271
4.739
212
1.806
1.047
1.674
2002
313.610
2.473
87
138
496
299 1.453
219.400
1.049
4.316
8.853
9.585
4.981
72.405
897
8.042
109.274
80.528
8.992
4.308
1.180
66.048
2.916
2.415
501
8.293
249
3.372
1.172
3.501
2003
392.221
2.348
82
156
1.409
2004
394.527
2.508
65
269
1.403
-
701
289.853
1.203
4.890
9.342
22.413
5.698
98.952
1.292
19.274
126.788
91.229
17.029
4.417
2.037
67.746
3.223
2.533
691
5.569
240
836
1.208
3.284
2005
428.811
2.105
50
117
1.147
-
770
260.379
1.366
4.579
9.993
22.681
5.378
61.655
1.680
20.898
132.148
123.567
38.438
3.905
2.090
79.133
4.346
3.515
831
3.728
216
1.209
412
1.891
2006
616.568
2.131
45
114
1.172
-
791
321.105
1.727
4.211
10.634
20.921
5.762
63.768
1.413
11.667
201.003
98.358
31.475
3.003
2.203
61.677
4.375
3.686
688
2.868
202
934
1.016
716
800
508.601
2.331
3.828
12.858
18.588
5.696
91.969
1.400
11.396
360.535
96.441
35.806
3.286
2.436
54.912
5.641
4.982
659
3.755
82
1.745
348
1.580
A Índia é o principal produtor mundial de manga. O país colhe regularmente cerca de
40% da produção mundial. Em 2008, A Índia produziu 13 milhões de toneladas de manga, China
aparece em segundo com 3,6 milhões de toneladas e o Paquistão em terceiro com 2,3 milhões de
toneladas em 2007. O Brasil é o sétimo maior produtor de mangas do mundo. Em 2007, o Brasil
colheu 1,5 milhões de toneladas de manga (FAOSTAT, 2008). Estes dados podem ser vistos na
tabela a seguir.
Tabela 13 - Produção Mundial de Mangas 2000 - 2007 (toneladas)
2001
Índia
10.060.000
China
3.272.875
Paquistão
989.790
México
1.577.450
Tailândia
1.700.000
Indonésia
923.294
Brasil
782.308
Filipinas
881.700
Fonte: FAO, 2008.
2002
10.640.000
3.513.366
1.037.140
1.523.160
1.700.000
1.402.906
849.751
956.033
2003
10.780.000
3.570.513
1.034.580
1.362.000
1.700.000
1.526.474
925.018
1.006.180
2004
11.490.000
3.726.934
1.055.990
1.573.000
1.700.000
1.437.665
949.610
986.614
2005
11.605.200
3.737.162
1.673.950
1.679.472
1.800.000
1.412.884
1.002.211
1.003.273
2006
12.537.900
3.661.501
2.242.939
2.045.687
1.800.000
1.621.997
1.545.442
936.835
2007
13.501.000
3.752.000
2.250.000
2.050.000
1.800.000
1.620.000
1.546.000
975.000
14
O Brasil subiu da nona posição que ocupava no ranking mundial em 1999, para a sétima
graças a um aumento na produção de mais de 200%, como mostra o gráfico 3.
Gráfico 3. Produção Brasileira de mangas (toneladas).
Gráfico - Produção brasileira de mangas (toneladas)
1600000
1400000
1200000
1000000
800000
600000
400000
200000
0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
Fonte: FAO, 2008.
Em 2005, 929.850 toneladas foram comercializadas no mercado internacional. A Índia é o
maior exportador desta fruta no mundo, sendo responsável por 24% das exportações mundiais.
Em 2005, a Índia exportou 222.622 toneladas de mangas. No mesmo ano o Brasil exportou
113.822 toneladas de mangas, um volume que coloca o Brasil em terceiro colocado no ranking
mundial dos exportadores, atrás apenas da Índia e do México (FAOSTAT, 2008).
O Vale do São Francisco é a região brasileira onde está concentrada a maior parte da
produção de mangas destinadas a exportação. Petrolina/PE e Juazeiro/BA são os principais
centros de produção do negócio de exportação de mangas. Estas cidades estão na região do semiárido e são cortadas pelo rio São Francisco. Nesta área, há vários projetos de irrigação que
tornam possível a produção contínua de mangas de qualidade.
Como pode ser observado na tabela 14, há uma tendência de crescimento nas exportações
brasileiras de manga. Entre os anos de 1999 e 2005 a exportação mais que dobrou (aumento de
112%). Este aumento se deve ao resultado de investimentos realizados na melhoria da produção e
da logística no Brasil. A Índia vem aumentando ano a ano sua produção e ultrapassou o México
que era o maior produtor exportador mundial, em 2005 ela exportou 222 mil toneladas de manga.
Tabela 14. Principais exportadores mundiais de manga (toneladas).
2000
Total
622.196
Índia
39.274
México
206.782
Brasil
67.172
Paquistão
48.453
Peru
21.069
Países Baixos
34.477
Equador
25.502
Filipinas
40.030
Fonte: FAOSTAT, 2008.
2001
654.153
46.232
194.540
94.291
52.465
26.543
42.543
33.958
38.523
2002
664.594
41.577
194.591
103.598
47.561
35.306
33.020
30.365
36.206
2003
935.254
179.179
216.316
138.189
60.441
39.924
57.610
37.621
38.302
2004
913.470
156.222
212.505
111.181
82.059
59.830
50.512
41.065
35.720
2005
928.850
222.622
195.210
113.882
48.855
57.618
68.791
39.965
25.367
2006
1.128.629
256.874
232.382
114.694
105.598
82.595
69.843
48.640
32.776
15
Os Países Baixos (Holanda) são o principal destino das exportações de mangas brasileiras.
Em 2006, importaram 52 mil toneladas de mangas. Em segundo lugar vem os Estados Unidos
que importaram um total de 23 mil toneladas de mangas (tabela 15).
Tabela 15. Principais destinos das exportações brasileiras de manga, 2006.
Países
Paises baixos (Holanda)
Estados unidos
Portugal
Reino unido
Espanha
Canadá
França
Alemanha
Japão
Gana
Demais Países
Total
Fonte: Secex/Datafruta-Ibraf, 2008.
Valor (US$ FOB)
37.301.511
17.324.304
8.592.058
7.771.931
4.810.934
2.811.431
2.613.320
959.346
887.987
680.657
2.108.075
85.861.554
Volume (Kg)
52.489.726
23.370.773
9.935.523
11.230.136
6.719.701
3.752.270
2.033.520
1.011.378
339.437
693.439
3.000.630
114.576.533
6.8. Certificações e Barreiras Internacionais
A crescente exigência dos consumidores, em nível global, por alimentos saudáveis e de
qualidade, aliada à preocupação com a saúde animal e a sanidade vegetal tornou indispensável o
tratamento adequado das negociações agropecuárias internacionais no âmbito sanitário e
fitossanitário.
Os acordos de conteúdo sanitário ou fitossanitário são aqueles firmados entre os países e
onde constam especificamente ações nas áreas de proteção de plantas ou de animais ou de
inspeção de produtos de origem vegetal ou animal. Cabe salientar, que, alguns desses acordos se
desdobram em requisitos sanitários ou fitossanitários específicos e geralmente versam sobre os
requisitos que devem ser atendidos com vistas ao comércio dos produtos cobertos pelo acordo.
Para a celebração desses acordos bilaterais faz-se necessário firmar ato formal prévio relacionado
à cooperação técnica entre os dois países. Esse ato geralmente é firmado no âmbito dos
Ministérios de Relações Exteriores, ou órgão correlato dos dois países (MAPA, 2008).
A certificação é um passo para que os produtores possam acessar mercados de valor. Se,
por um lado, a certificação implica investimentos e reestruturação dos sistemas produtivos,
principalmente no caso de pequenos e médios produtores, por outro, torna possível o acesso a
nichos de mercado e ajuda a construir uma imagem positiva do produto brasileiro no exterior
(LOURENZANI, 2006).
Segundo Lourenzani (2006), a implantação de sistemas de garantia de qualidade e
segurança dos alimentos, tais como: procedimentos das BPAs (Boas Práticas Agricolas),
aplicados ao campo, e Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), deve ser
adotada como forma de reduzir os perigos que possam afetar, de forma adversa, a segurança e a
adequação para o consumo, incluindo os estágios posteriores da cadeia das frutas.
A certificação é a definição de atributos de um produto, processo ou serviço e a garantia
de que eles se enquadram em normas pré-definidas. A certificação atinge objetivos de quem está
oferecendo e de quem está demandando um produto. Do lado do ofertante, a certificação serve de
16
instrumento para fornecer procedimentos e padrões que visam permitir às empresas gerenciar
seus atributos e garantir seu acesso ao mercado. Pela ótica do cliente, a certificação tem o
objetivo de informar e garantir os atributos preconizados pelo produto (NASSAR, 2003).
Segundo Cintra, Vitti e Boteon (2003), existem inúmeros selos de certificação exigidos
para a entrada de produtos, principalmente in natura pelo mercado internacional, Os que mais se
destacam no comércio internacional de frutas são o EurepGap, pela União Européia e, o APHIS,
pelos Estados Unidos. No Brasil, há o Programa Integrado Frutas (PIF), que normaliza a
certificação dos sistemas de produção frutícola visando o diferencial da fruticultura brasileira e
ampliação no mercado externo.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) criou o sistema de
produção denominado Produção Integrada de Frutas (PIF), visando a alta qualidade das frutas
brasileiras, com o objetivo de ampliar sua participação no mercado externo. Esse sistema
possibilita o rastreamento da produção conferindo, ao agricultor, um selo de certificação, e ao
exportador, a qualidade da fruta, reduzindo ao máximo o impacto ambiental do sistema
produtivo, a partir do uso racional de produtos químicos, reduzindo ao máximo sua utilização no
processo produtivo.
Um conjunto de medidas são adotadas, como por exemplo, o monitoramento de pragas e
doenças, monitoramento climático e conhecimento da biologia da praga ou doença, que formam
um conjunto de informações que irão auxiliar na técnica utilizada pelo produtor para controle da
praga sem danos econômicos e livrando o ambiente de possíveis contaminações indesejadas.
Além de áreas como capacitação dos recursos humanos, organização de produtores, recursos
naturais, material propagativo, nutrição de plantas, manejo e conservação de solos, recursos
hídricos, colheita e pós-colheita, análise de resíduos, processos de empacotadoras, sistemas de
rastreabilidade, que compõem as Normas Técnicas Específicas para cada produto (NTE) e as
Normas Técnicas Gerais para a Produção Integrada de Frutas (NTGPIF) publicadas pelo MAPA.
O principal requisito exigidos pelos Estados Unidos para a licença de importação do
USDA no pré-embarque é o selo do APHIS (Serviço De Inspeção Sanitária de Animais e
Vegetais) que nada mais é do que um certificado que engloba regulamentos sanitários,
fitossanitários e de saúde animal, apresentando para cada fruta e vegetal algumas normas
específicas.
O Eurepgap é um Documento Normativo de Certificação internacional, que por sua vez
está realizado segundo a normativa ISO 65 (EN 45011). Este documento foi desenvolvido a nível
mundial por representantes de todos os setores da industria de frutas e legumes. Organizações de
agricultores ou agricultores individuais recebem a aprovação da Eurepgap através de um
Certificado da Eurepgap. Esse Certificado é emitido por um Organismo de Certificação (OC)
aprovado pela Eurepgap. Os OCs aprovados recebem formação e são avaliados regularmente, e a
Eurepgap publica uma lista atualizada dos OCs aprovados na sua página na internet
(EUREPGAP, 2008).
Os termos de referências do Eurepgap são responder à preocupação dos consumidores no
que respeita à segurança dos alimentos, ao bem estar dos animais, à proteção do meio-ambiente e
ao bem estar dos trabalhadores: estimulando a adoção de Planos de Segurança Agro-pecuária que
promovam a redução do uso de agroquímicos na Europa e no mundo, que por sua vez sejam
comercialmente viáveis, desenvolvendo uma estrutura das Boas Práticas na Agricultura para
fazer uma análise comparativa de homologação (benchmarking) entre os Esquemas de Segurança
e Standards existentes, permitindo por sua vez um fácil seguimento, fornecendo orientação para o
melhoramento contínuo e o desenvolvimento e entendimento das melhores práticas,
estabelecendo um sistema de verificação independente que seja único e reconhecido por todos e
17
estabelecendo uma comunicação e uma consulta aberta com os consumidores e os sócios chave,
incluindo os produtores, os exportadores e importadores (EUREPGAP, 2008).
Além destes selos existem outros que certificam as Boas Práticas Agrícolas de gestão
ambiental e social visando a segurança e qualidade dos alimentos in natura ou processados, entre
eles pode se destacar ISO 14001, SA 8000 e o HACCP (Hazard Analylisis and Critical Control
Points - Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle).
A preferência dos importadores de frutas frescas pela empresa certificada, devido à
habilidade na comprovação dos requisitos pré-definidos, é um aspecto seletivo aos exportadores
brasileiros no mercado internacional. Os diversos sistemas de certificação possibilitam agregação
de valor ao produto, diferenciando-o com investimentos muitas vezes inferior em relação à
criação de marcas e promoção da fruta brasileira no mercado externo. A certificação adiciona
valor sem a necessidade de transformação do produto, garantindo os requisitos exigidos pelo
mercado consumidor, cada vez mais atento à qualidade e segurança do alimento nos últimos anos
(CINTRA, 2003).
6.9 Exportação de Frutas e Gestão da Qualidade
Uma pesquisa realizada junto a produtores e exportadores de manga, uva e melão no vale
do São Francisco (Juazeiro e Petrolina) e na Região de Mossoró (no Rio Grande do Norte)
mostrou os principais problemas encontrados pelos produtores e intermediários comerciais que
atuam com a exportação de frutas. A pesquisa realizada mostrou que a maioria dos exportadores
não vem o controle de qualidade como uma barreira as suas operações comerciais. Somente uma
minoria apontou algumas atividades relacionadas com o controle de qualidade como causa de
dificuldade.
Os exportadores de manga não vêm a produção e o pós-colheita da manga como
problemática, mas reclamam dos altos custos da inspeção necessária para exportar aos Estados
Unidos. Outro ponto que eles se queixam são os baixos preços no mercado internacional, que
ocorrem pela grande competição por mercado por várias regiões do mundo.
Já os exportadores de uva têm complicações com a produção e a pós-colheita. Toda o
negócio da uva demanda grande quantidade de mão-de-obra treinada, que aumenta os custos e
deixa mais complexa a administração. Um problema na pós-colheita é que as uvas precisam ficar
em alta umidade para não se soltarem do cacho, mas a alta umidade também pode causar
doenças. A incerteza causada por este problema técnico é relatada como uma fonte de tensão na
relação com os importadores.
Os exportadores de melão revelam não ter maiores problemas com a produção. Os
produtores brasileiros têm a vantagem de poder produzir em períodos quando os preços estão
altos no mercado internacional e regular o volume produzido de acordo com o nível de demanda
por ser uma cultura de ciclo curto. Os produtores de melão têm tentado introduzir variedades de
melhor qualidade e que tenham mais sabor aumentando, assim a demanda pela fruta produzida no
país. Os exportadores de melão mencionam as deficiências nas rodovias e portos brasileiros como
uma séria barreira ao crescimento das exportações.
7. Conclusões e Sugestões
O Brasil mesmo estando entre os maiores produtores mundiais de frutas ainda exporta
uma quantidade muito pequena de frutas. Nos últimos anos o Brasil aumentou significativamente
18
suas exportações, mais ainda está muito atrás de países muito menores e com uma produção
nacional reduzida, mas que investem na exportação.
Ainda é necessário que as campanhas de promoção de frutas continuem no exterior
mostrando as frutas nacionais para possíveis compradores, mas também é essencial que o
governo auxilie os produtores de frutas através de linhas de crédito para o desenvolvimento dos
fruticultores na qualidade, atingindo os padrões exigidos internacionalmente.
Os produtores nacionais têm a capacidade para se adaptar e obter as certificações
necessárias para vencer as barreiras internacionais, uma mostra disso é o crescimento das
exportações já obtido nos últimos anos, mas ainda é necessário mais investimentos.
A internacionalização da fruticultura traz benefícios não só ao produtor que pode
aumentar sua renda, mas também promove o desenvolvimento regional e nacional.
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20
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1 AS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE FRUTAS: UM