UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
MESTRADO EM PSICANÁLISE, SAÚDE E SOCIEDADE
Tereza Maria Ramos de Oliveira
Psicanálise e Política – Um estudo do movimento
sindical da ASSIBGE/SN
Rio de Janeiro
2008
ii
TEREZA MARIA RAMOS DE OLIVEIRA
Psicanálise e Política – Um estudo do movimento
sindical da ASSIBGE/SN
Dissertação
apresentada
ao
Mestrado
Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade
da Universidade Veiga de Almeida, como
requisito parcial para a obtenção do grau de
Mestre. Área de Concentração: Psicanálise,
Sociedade e Práticas Sociais.
Orientadora: Prof.ª Dr.ª Sonia Borges
Rio de Janeiro
2008
iii
Tereza Maria Ramos de Oliveira
Psicanálise e Política – Um estudo do movimento
sindical da ASSIBGE/SN
Dissertação
apresentada
ao
Mestrado
Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade
da Universidade Veiga de Almeida, como
requisito parcial para a obtenção do grau de
Mestre. Área de Concentração: Psicanálise,
Sociedade e Práticas Sociais.
BANCA EXAMINADORA
Prof.ª Dr.ª Sonia Borges (Orientadora) – UVA
Doutora
Prof.ª Dr.ª Betty Bernardo Fuks – UVA
Doutora
Prof. Dr. Sergio Cwaigman Prestes – ESEEA
Doutor UFRJ
Aprovado em _____/_____/_____
iv
AGRADECIMENTOS
Aos meus pais, Gelb de Oliveira (in memoriam) e Cyra Ramos de Oliveira,
minha gratidão.
A Maria da Gloria Sadala, que, como coordenadora do Mestrado da
Universidade Veiga de Almeida em “Psicanálise, Saúde e Sociedade”, teve um olhar
para a “Psicanálise em extensão”.
À minha orientadora Sonia Xavier Borges, que muito me colocou a trabalho
com as suas pertinentes observações.
Aos trabalhadores do IBGE e colegas do sindicato que vêm bancando o
desejo ao longo dos tempos em suas lutas, e em especial a Israel Mariano (in
memoriam), líder importante em nossas lutas.
A Roberto Camelo Borba, funcionário da ASSIBGE/SN, que colocou os
exemplares em arquivo do “Jogo Rápido” à minha disposição.
A Ronaldo Elias El Achkar Domingues, amigo, que muito me acompanhou
no percurso do mestrado, fazendo a correção dos meus textos.
Às minhas amigas Yara Marconi e Lenita Duarte, que me incentivaram nos
momentos mais difíceis.
A Eliane Schermann, o meu carinho por ter lido meus trabalhos do mestrado
com muita dedicação, e que muito me ajudou na escrita desta dissertação.
Aos professores do mestrado que me fizeram novas questões, as quais
pretendo desenvolver em outros trabalhos.
Às colegas do mestrado, com quem caminhei por dois anos.
Às acompanhantes de minha mãe: o carinho e a dedicação no trato para
com ela permitiram que eu me tranqüilizasse e levasse este trabalho adiante.
A Elaine, secretária do mestrado, sempre pronta a passar as informações e
a me escutar.
À socióloga e grande amiga Vera Lucia Silveira Botta Ferrante, com quem
muito aprendi sobre o movimento sindical e a militância política junto aos
trabalhadores rurais.
A Pedro Tórtima, professor da Universidade Candido Mendes, que sempre
se prontificou a esclarecer minhas dúvidas a respeito de política, principalmente
sobre o pensamento marxista.
v
A Carmem Tatsch, professora da Universidade Veiga de Almeida, com quem
conversei pela primeira vez na França em 2006 sobre o projeto que pretendia
desenvolver sobre a ASSIBGE/SN. Dessa conversa nasceu a idéia de fazer o
mestrado.
vi
“Esse é o tempo de divisas, tempo de gente cortada.
[...]
É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio,
palavra indireta, aviso
na esquina, tempo de cinco sentidos,
num só. O espião janta conosco.” (Carlos Drummond de Andrade)
“O povo fala. Por mais que os tiranos sejam afeitos a um povo mudo,
o povo sempre fala. Fala sussurrando, à meia-luz, mas fala.”
(Antígona de Sófocles)
“Ao mesmo tempo o sindicato chamou o IBGE à responsabilidade,
jogando nas costas da sua direção a necessidade de intervir em
favor dos trabalhadores, como têm feito os dirigentes de outros
órgãos públicos.” (“Jogo Rápido”, no 242, de 16.7.2008)
vii
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
9
CAPÍTULO 1
O QUE É A POLÍTICA?
1.1
O político no campo d’ A política
1.1.1 Antigüidade: Aristóteles
1.1.2 Renascimento: Nicolau Maquiavel
1.1.3 A revolução inglesa: Thomas Hobbes
1.1.4 A Revolução Industrial: Karl Marx
1.1.5 O totalitarismo: Hannah Arendt
1.2
O político no campo da psicanálise:A/ política
15
15
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10
19
21
23
CAPÍTULO 2
FREUD, A CULTURA E A POLÍTICA
2.1
Freud: a descoberta do inconsciente e a sua articulação com o social
2.2
Freud: o entrelaçamento entre a cultura e a política
2.3
A gênese da civilização: inauguração da política
2.4
O homem político: grupos e organizações
2.5
A política e a ilusão
2.6
A política e as restrições impostas pela cultura
2.7
“Por que a guerra?” A meta da vida é a morte?
27
27
33
36
40
48
51
54
CAPÍTULO 3
LACAN, A POLÍTICA E OS LAÇOS SOCIAIS
3.1
A cena social: a civilização
3.2
O retorno à descoberta freudiana do inconsciente
3.3
Teoria dos discursos: “O avesso da psicanálise”
3.4
Os discursos
3.4.1 Discurso do mestre
3.4.2 Discurso da universidade
3.4.3 Discurso da histérica
3.4.4 Discurso do analista
3.4.5 Discurso do capitalista
58
58
61
62
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67
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70
71
72
CAPÍTULO 4
O “FAZER” POLÍTICO DA ASSIBGE/SN
4.1
Os trabalhadores e o estado capitalista neoliberal brasileiro:
a ASSIBGE/SN
4.2
A tragédia evoca o desejo
4.3
O silêncio é rompido: os servidores começam a falar
4.4
O “Jogo Rápido”: a fala do sindicato
4.5
O “Jogo Rápido” e a teoria dos jogos: Freud e Lacan
4.6
O “Jogo Rápido” e o campo linguageiro
4.7
O “Jogo Rápido” e o desenrolar da partida do movimento sindical
78
78
84
86
90
91
93
95
viii
4.8
4.9
4.10
4.11
Sindicato: massa artificial como a Igreja e o Exército?
A liderança do movimento sindical da ASSIBGE/SN
O narcisismo das pequenas diferenças
No jogo sempre há algo em jogo
100
102
105
110
CONCLUSÃO
113
BIBLIOGRAFIA
115
ANEXO I – Proposta de trabalho
120
ANEXO II – “Jogo Rápido”
121
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