JURACY CORREA CASTRO
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Curva de Normalidade da Autonomia Funcional e Nível de
Ju
Atividade Física em Idosas
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Vila Real, Portugal, 2010
Juracy Correa Castro
Curva de Normalidade da Autonomia Funcional e Nível de Atividade
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Física em Idosas
Este trabalho foi expressamente elaborado com
vistas à obtenção do grau de Doutor em Educação
Física e Desporto, de acordo com o disposto no 1
Ju
do artigo 8º do Dec- Lei 388/70, de 18 de agosto.
Orientador: Prof. Dr. Estélio Henrique Martin Dantas
Co-orientador: Profa. Dra. Maria Helena Moreira
UTAD
Vila Real – 2010/1
II
Este exemplar corresponde à redação final de tese original de conclusão de
curso intitulado “Curva de Normalidade de Autonomia Funcional e Nível de
Atividade Física em Idosas”, para obtenção do grau de Doutor em Ciências
do Desporto e aprovada em ___/___/___ pela banca composta pelos
professores
Professor Doutor Estélio Henrique Martin Dantas
Universidade Castelo Branco - Brasil
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Professora Doutora Maria Helena Moreira
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Professor Doutor
Universidade
Professor Doutor
Universidade
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Professor Doutor
Universidade
Professor Doutor
Universidade
Professor Doutor
Universidade
Professor Doutor
Universidade
III
Dedicatória
Ao concluir esta etapa de Este trabalho que
representa o triunfo de mais uma etapa da
minha jornada profissional, dedico às pessoas
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que formam o meu mundo particular e são a
minha verdadeira família, com saudades, a
meu pai, Meus irmãos ,Jurandir ,Lucivaldo e
Lucídio à minha querida mãe Maria Correa
Castro que completou 91 anos de Idade com
muita Saúde , a meus irmãos,Luiz de Almeida
castro Lucia,Nazaré Lucila ,Lucélia minha
Ju
maninha de todas as Horas, Francisco meu
autarquia ,lucicleia ,Ubiracy,Rimunda,Iracely e
Celma Correa Castro, com amor incondicional
minha esposa, companheira de todos os
momentos Maria Monica Machado de Paiva, e
aos
meus
,Cristian,Junior,Michel,Bruno,Laura
Castro,
IV
filhos
e
Arthur
AGRADECIMENTOS
Quero expressar minha gratidão a todos que direta ou indiretamente
contribuíram para a realização deste estudo.
Primeiramente agradeço a Deus, que me deu forças nos momentos mais
difíceis mostrando que as barreiras existem para serem transpostas.
À Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, na pessoa do seu
Magnífico Reitor Prof. Dr. Armando Mascarenhas Ferreira, magnífico em todos
os aspectos pela permanente disponibilidade, pelo apoio e carinho dedicados a
mim também pelos meios que me foram disponibilizados na universidade ao
longo destes anos, viabilizando um ambiente favorável para a realização deste
trabalho.
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Ao Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do estado do
Pará - IFPA, na pessoa de seu magnífico Reitor Prof. Dr,Edson Ary de oliveira
Fontes pelo apoio ofertado expresso a minha imensa gratidão.
Ao instituto Bioestatístico de Ciência e Tecnologia – IBCT, na pessoa de
seu diretor Alex de Assis Santos dos Santos, pelo apoio e aconselhamento nas
durante esses três anos de trabalho.
Ao amigo Dr Darlindo Maria Veloso e Abílio Geraldo Barreto Mendes ,
Ju
por suas atenções, mesmo nos momentos mais difíceis desta jornada.
V
RESUMO
Curva de Normalidade da Autonomia Funcional e Nível de Atividade Física
em Idosas
O objetivo deste estudo foi avaliar a variação da autonomia funcional e do nível
de atividade física em função da idade em mulheres na faixa de 60 a 80 anos.
A amostra foi constituída de 775 idosas com idade entre 60 e 80 anos. Para
verificar o desempenho nas atividades da vida diária e calcular o índice de
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autonomia funcional (IG), utilizou-se o protocolo do Grupo de Desenvolvimento
Latino Americano para a Maturidade (GDLAM) composto de cinco testes: a.
caminhar 10 metros (C10m); b. levantar-se da posição sentada (LPS); c.
levantar-se da posição de decúbito ventral (LPDV); d. levantar-se da cadeira e
locomover-se pela casa (LCLC); e. vestir e tirar a camiseta (VTC). Para a
Ju
avaliação do nível de atividade física, foi utilizado o Questionário Internacional
de Atividades Físicas (International Physical Activity Questionnaire - IPAQ). Em
um primeiro momento, foi realizada a análise estatística com o objetivo de
estimar as medidas de tendência central e variação dentro cada idade, no
intervalo entre 60 e 80 anos. O segundo momento foi relativo a Estatística
Inferencial através da qual fez-se a análise comparativa dos cruzamentos entre
as variáveis, objetivando verificar os níveis de significância de associação
classificatória entre os mesmos, utilizando-se do protocolo estatístico do QuiQuadrado de Pearson. Ressalta-se, ainda, que na criação da nova tabela
referencial do GDLAM, foi usado o Box-Cox para normatização de amostras e
o método de Fusy. Após isto, os níveis de autonomia funcional foram divididos
VI
por percentis. O Escore IPAQ observou a soma algébrica dos produtos
freqüência semanal e quantidade de minutos de prática diária nas respectivas
atividades, fracas, médias e fortes, dividida pelo tempo na condição sedentária
semanalmente. Essa razão denota um índice do nível de atividade física. Uma
vez calculado os escores individuais aplicou-se o protocolo estatístico de
cluster analysis (grupamentos) subdividindo o universo observado em três
classes de níveis de atividades física – pouco ativo, ativo e muito ativo. O nível
de significância adotado foi de alfa=0.05. Os resultados demonstraram uma
queda linear da autonomia funcional, com o aumento do IG de 27.3 no grupo 1
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(60 a 64 anos) até 32.67 no grupo 4 (acima de 79 anos). Na avaliação do nível
de atividade física, observou-se que grande parte apresenta-se pouco ativa
(66,7%), seguido do nível ativo (31%) e muito ativo (2,3%). Desta forma, inferese que, além do sedentarismo contribuir para um nível de autonomia funcional
Ju
fraco, a curva de normalidade demonstrou uma redução linear deste nível.
Palavras-Chaves: Autonomia funcional, idosos, nível de atividade física.
VII
ABSTRACT
Normality curve of functional autonomy and Physical Activity in Elderly
Women
The objective of this study was to evaluate the variation in functional autonomy
and physical activity level by age in women aged 60-80 years-old. The sample
consisted of 775 elderly women aged between 60 and 80 years-old. To verify
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the performance in daily life activities and calculate the functional autonomy
index (IG), it was used the protocol of the Latin American Development Group
for Maturity (GDLAM) comprised of five tests: a. to walk 10 meters (C10m); b. to
rise from a seated position (LPS); c. to rise from the ventral decubitus position
(LPDV); d. getting up from a chair and moving around the house (LCLC); e. T-
Ju
dress and undress a T-shirt (VTC). In order to assess the physical activity level
it was used the International Physical Activity Questionnaire – IPAQ.
At first, it was performed the statistical analysis to estimate the measures of
central tendency and variation within each age, in the interval between 60 and
80 years-old. The second moment was related to Inferential Statistics by which
it was performed a comparative analysis of crosses between the variables in
order to verify the significance levels of classifying association between them,
using the Pearson’s Chi-Square statistical protocol. It is also noteworthy that in
creating the new GDLAM’s referential table, it was used the Box-Cox for
normalization of samples and the Fusy method. After this, the functional
autonomy levels were divided by percentiles.
VIII
The IPAQ score observed the sum of the products weekly frequency and
amount of minutes of daily practice in the respective activities, weak, medium
and strong ones, divided by time in the sedentary condition per week. This ratio
denotes an index of physical activity level. Once calculated the individual scores
it was applied the statistical cluster analysis protocol (groups) subdividing the
observed universe into three classes of physical activity levels - little active,
active and very active. The significance level adopted was at alpha=0.05. The
results showed a linear decrease of functional autonomy, with the increase in IG
of 27.3 in group 1 (60-64 years-old) to 32.67 in group 4 (over 79 years-old). In
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assessing the physical activity level, it was observed that a large part is not very
active (66.7%), followed by the active level (31%) and the very active one
(2.3%). Thus, it appears that in addition to a sedentary lifestyle contribute to a
weak functional autonomy level, the normality curve showed a linear decrease
of this level.
Ju
Keywords: Functional autonomy, elderly people, physical activity level.
IX
INDICE GERAL
1
2. OBJETIVOS ..............................................................................................
11
2.1. OBJETIVO GERAL .................................................................................
12
2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ...................................................................
12
3. REVISÃO DE LITERATURA .....................................................................
13
3.1. O ENVELHECIMENTO DEMOGRÁFICO...............................................
14
3.2. O ENVELHECIMENTO FISIOLÓGICO....................................................
18
3.3. AUTONOMIA FUNCIONAL......................................................................
23
3.4. A ATIVIDADE FÍSICA E O ENVELHECIMENTO.....................................
28
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1. INTRODUÇÃO ..........................................................................................
3.5. AVALIAÇÕES DA INDEPENDÊNCIA E DO NÍVEL DE ATIVIDADE
34
4. METODOLOGIA ........................................................................................
39
4.1. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO ..................................................
40
4.2. SELEÇÃO DA AMOSTRA ......................................................................
41
Ju
FÍSICA.............................................................................................................
4.3. COLETA DE DADOS ..............................................................................
43
4.4. VARIÁVEIS DE ESTUDO .......................................................................
44
4.5. TRATAMENTO DOS DADOS .................................................................
49
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ..................................................
51
5.1. RESULTADOS REFERENTES À AUTONOMIA FUNCIONAL –
GDLAM............................................................................................................
52
5.2. RESULTADOS REFERENTES AO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA IPAQ.................................................................................................................
57
5.3. RESULTADOS REFERENTES ÀS ASSOCIAÇÕES ENTRE AS
VARIÁVEIS....................................................................................................... 58
X
59
6.1. NÍVEL DE AUTONOMIA FUNCIONAL.....................................................
60
6.2. NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA.................................................................
66
7. CONCLUSÕES ..........................................................................................
69
8. REFERÊNCIAS...........................................................................................
71
ANEXOS ........................................................................................................
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6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ...........................................................
XI
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Distribuição da amostra por faixa etária.......................................
42
Tabela 2: Valores de referência para a classificação da autonomia
funcional segundo Vale (2005).......................................................................
46
Tabela 3: Nível de autonomia funcional pelo protocolo do GDLAM por faixa
etária............................................................................................................... 47
Tabela 4: Distribuição da amostra por nível de índice de massa corporal
(IMC)............................................................................................................... 52
Tabela 5: Comparação do nível de autonomia pela tabela geral e a
53
Tabela 6: Distribuição de freqüências por nível de atividade física...............
57
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estratificada....................................................................................................
Tabela 7: Associação entre a faixa etária, o protocolo GDLAM e o
58
Tabela 8: Estudos prévios com o protocolo de GDLAM................................
60
Ju
questionário IPAQ..........................................................................................
XII
LISTA DE FIGURAS
Gráfico 1: Curva de normalidade do índice de GDLAM................................
54
Gráfico 2: Nível de autonomia funcional do teste de C10m, na nova versão
databela de GDLAM.......................................................................................
54
Gráfico 3: Nível de autonomia funcional do teste de LPS, na nova versão
da tabela de GDLAM.....................................................................................
55
Gráfico 4: Nível de autonomia funcional do teste de LPDV, na nova versão
da tabela de GDLAM......................................................................................
55
Gráfico 5: Nível de autonomia funcional do teste de VTC, na nova versão
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da tabela de GDLAM......................................................................................
56
Gráfico 6: Nível de autonomia funcional do teste de LCLC, na nova versão
da tabela de GDLAM......................................................................................
56
Gráfico 7: Nível de autonomia funcional do teste de IG, na nova versão da
Ju
tabela de GDLAM...........................................................................................
XIII
57
LISTA DE QUADROS
Ju
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Quadro1: Fórmula do índice de GDLAM...................................................... 46
XIV
LISTA DE ABREVIATURAS
ACSM: Colégio Americano de Medicina do Esporte.
AVD: atividades da vida diária.
C10m: Caminhar 10 metros.
Fc: freqüência cardíaca.
GDLAM: Grupo de Desenvolvimento Latino-Americano para a Maturidade.
Grupo-WHOQOL: World Health Organization Quality of Life Group.
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IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
IMC: índice de massa corporal.
LABIMH-UCB : Laboratório de Biociências da Motricidade Humana da
Universidade Castelo Branco.
LCLC: Levantar-se da Cadeira e Locomover-se pela Casa.
LPDV: Levantar-se da Posição de Decúbito Ventral.
Ju
LPS: Levantar-se da Posição Sentada.
OMS: Organização Mundial da saúde.
Pc: peso corporal.
RML: resistência muscular localizada.
SEG: Segundos.
VTC: Vestir e Tirar a Camiseta.
XV
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Ju
1. INTRODUÇÃO
1. INTRODUÇÃO
A atual abordagem sobre o envelhecimento situa-o como um fenômeno
fisiológico natural, progressivo e irreversível, entretanto, o envelhecimento
cronológico pode ser dissociado do envelhecimento biofisiológico. Assim, a
tarefa de estabelecer paralelos entre a idade cronológica e o nível de
envelhecimento biológico dos indivíduos é complexa, visto que no processo de
envelhecimento ocorrem modificações orgânicas e morfofuncionais devido às
múltiplas exposições a condições sociais, culturais e econômicas, que variam
em função das experiências vivenciadas desde a infância até a senescência
(CARIDE, 2006).
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O processo de envelhecimento tem diversas causalidades, entre elas
destaca-se a perda progressiva dos potenciais fisiológicos. Nesta fase da vida,
ocorre naturalmente o declínio funcional de diversos órgãos e sistemas vitais
(MARIN, 2003). As alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas,
decorrentes do envelhecimento tornam o organismo do idoso mais susceptível
Ju
a agressões. Entre os eventos mais evidentes, destaca-se a gradual entropia
do sistema muscular, levando o indivíduo idoso a apresentar gradual redução
da autonomia funcional (CADER, 2007). Este é um dos aspectos que torna o
idoso progressivamente mais susceptível a doenças e eventos indesejáveis
resultantes de décadas de exposição a fatores de risco.
Todas estas alterações estão intimamente ligadas a limitações
funcionais importantes (Matsudo, 2001). Entretanto, os indivíduos da mesma
espécie não reagem de igual forma aos estímulos externos, neste sentido, o
conceito de envelhecimento incorpora os referenciais teóricos que remetem ao
conceito de variabilidade biológica, o qual pode ser interpretado em relação ao
envelhecimento, entendendo-se que os sujeitos com a mesma idade
2
1. INTRODUÇÃO
cronológica, podem apresentar padrões diferenciados de saúde, doença,
refletindo o potencial do idoso para idealizar e realizar atividades cotidianas
(REIS et al., 2007). Para Weineck (2000), esta variabilidade biológica é
observável em consequência da alteração que os indivíduos demonstram de
forma característica com o passar do tempo, da idade adulta até no fim da vida,
cabendo aos profissionais que atuam na atenção ao idoso estimar a diferença
entre envelhecimento fisiológico e patológico.
Com a idade mais avançada, as alterações fisiológicas ocorrem
simultaneamente, com a exposição a fatores de risco e a ocorrência de
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doenças crônico-degenerativas, tendo como conseqüência para o idoso um
incremento do nível de dependência, fator este que está associado ao
decréscimo do nível de atividade física, de autonomia funcional e à dificuldade
de realizar tarefas cotidianas (GUIMARÃES, 2004). Estas alterações
relacionam-se com a perda da função física e com o declínio na habilidade
Ju
para desempenhar as AVD (YARASHESKI, 2003), tais como: caminhar, subir
escadas, levantar-se de uma cadeira, carregar uma sacola, etc. (BROSS,
JAVANBAKHT, BHASIN, 1999).
Ao longo do processo de envelhecimento,
perde-se cerca de um terço da massa muscular (cerca de 1% ao ano, a partir
dos 65 anos de idade), o que provoca a redução da força muscular. Devido ao
aumento da expectativa de vida da população mundial e, consequentemente,
da população idosa, a sarcopenia vem se tornando uma questão de saúde
bastante relevante no mundo desenvolvido. Estes processos podem progredir
ao ponto de impedir que uma pessoa idosa tenha uma vida independente e
necessite de assistência e cuidado constantes. Então, o nível de sarcopenia é
3
1. INTRODUÇÃO
um importante indicador de fragilidade, ligado à redução do equilíbrio, perda de
agilidade, quedas e fraturas.
A partir dos 60 anos, eventos outrora sem grande importância podem
causar grandes prejuízos a um sistema osteomuscular enfraquecido pela
senescência, ocasionando o aumento dos índices de morbidez, imobilidade e
mortalidade dessa população. É comum idosos caírem enquanto realizam
atividades normais do dia a dia. Entretanto, a sarcopenia não é uma doença,
mas sim uma consequência natural do processo de envelhecimento do ser
humano, processo este de caráter individual e diretamente relacionado às
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interações com o meio ambiente em geral. A sarcopenia pode ser evitada e até
mesmo revertida por meio de uma alimentação balanceada, uma vida
psicologicamente saudável e com a prática de atividades ou exercícios físicos,
uma vez que é uma das principais razões para a perda da autonomia funcional
e da independência do idoso (ARAGÃO, 2002; DANTAS, OLIVEIRA, 2003).
Ju
Segundo Fleck e Kraemer (2006), essa redução é observada a partir da sexta
década de vida e é mais significativa nas mulheres, prejudicando o
desempenho e a realização das atividades da vida diária. Porém, também pode
ser observada em homens, devido principalmente à má condição física, perda
das qualidades e aptidão para o trabalho braçal, diminuição de força e da
flexibilidade.
As populações envelhecem em consequência de um processo
conhecido como transição demográfica, no qual há uma mudança de uma
situação
de
mortalidade
e
natalidade
elevadas,
com
populações
predominantemente jovens, para uma situação com mortalidade e natalidade
baixas, com aumento da proporção de idosos. Em vários países europeus e no
4
1. INTRODUÇÃO
Japão, as populações estão envelhecendo. O número de pessoas idosas
cresce em ritmo maior do que a natalidade. Isso acarreta ao país maiores
gastos com assistência social e aposentadorias. Atualmente, diversos governos
aumentam a idade de acesso à aposentadoria por razão de adequação sócioeconômica. A população brasileira é uma das que sofre com o crescimento do
envelhecimento populacional. Os Estados Unidos da América (EUA), por
exemplo, tem baixo índice de envelhecimento populacional. Pois os
americanos desde pequenos sofrem grandes esforços físicos onde sua saúde
é prejudicada e esses mesmos não tem grandes chances de viver por muito
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tempo (Costa, 1996).
Diante do envelhecimento populacional, o papel do estado em relação
às políticas públicas de assistência ao idoso deve ter como objetivo não
somente prolongar a vida, mas, principalmente, a manutenção da capacidade
funcional de cada indivíduo, de forma que ele permaneça autônomo e
Ju
independente pelo maior tempo possível, nesse processo. Para que isso
ocorra, o sistema de saúde das nações em rápido envelhecimento, como o
Brasil, precisa garantir: acesso universal aos cuidados primários, políticas
públicas para o controle de fatores de risco e estímulo a estilos de vida
saudáveis, condições para o estabelecimento de indicadores capazes de
identificar indivíduos de alto risco, ênfase em promoção da saúde e prevenção
de doenças e a avaliação do idoso de forma holística, com o objetivo principal
de manutenção da capacidade funcional (SOARES, 2001).
Há uma grande dificuldade para avaliar o comportamento quanto à
prática de atividades físicas devido à falta de instrumentos padronizados e com
bom nível de precisão para utilização em estudos populacionais e em
5
1. INTRODUÇÃO
diferentes contextos sociais e culturais. Diante das dificuldades para se obter
medidas de atividades físicas internacionalmente comparáveis, a OMS, o
Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e o Instituto
Karolinska da Suécia reuniram proeminentes pesquisadores da área, a fim de
desenvolver e testar um instrumento para medidas de atividades físicas de uso
internacional. Este grupo iniciou, então, o desenvolvimento do Questionário
Internacional
de
Atividades
Físicas
(International
Physical
Activity
Questionnaire, IPAQ) em suas diferentes versões e, no ano de 2000, realizou
estudos em 12 países (Austrália, Canadá, Finlândia, Guatemala, Itália, Japão,
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Portugal, África do Sul, Suécia, Inglaterra, Estados Unidos e Brasil), visando
determinar a confiabilidade e validade do instrumento. Em 2001, o Comitê
Executivo responsável pelo desenvolvimento do IPAQ publicou um relatório
parcial desta aplicação experimental no qual indicava que este questionário
apresentava características psicométricas aceitáveis para uso em estudos de
Ju
prevalência sobre a participação em atividades físicas (MARCHAL, BAUMAN,
2001). Os resultados desse estudo foram então publicados por Craig et al.
(2003).
No Brasil, o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São
Caetano do Sul (CELAFISCS), sob a coordenação do Doutor Victor Matsudo,
foi responsável pela testagem do IPAQ conforme um protocolo formal de
avaliação, que foi seguido por todos os outros centros participantes. Os
resultados foram publicados por Matsudo et al. (2001) e Pardini et al. (1997).
Paralelamente, outros estudos foram conduzidos no Brasil (BARROS,
NARRAS, 2001; ,HALLAL, VICTORIA, LIMA, 2002; SILVA, BARROS, NAHAS,
2000), visando avaliar as versões correntes do IPAQ quanto à reprodutibilidade
6
1. INTRODUÇÃO
(teste-reteste) e validade (face e concorrente). Em geral, os resultados
encontrados nestes estudos demonstraram que o IPAQ é um instrumento com
boa estabilidade de medidas e precisão aceitável para uso em estudos
populacionais com adultos jovens e de meia idade.
A avaliação de idosos através de questionários (autoadministrados ou
em forma de entrevista) é um procedimento particularmente difícil, devido à
imprecisão das informações fornecidas e à susceptibilidade ao viés de registro
ou memória (PEREIRA, 2000). Outro problema é a inexistência de
instrumentos que tenham sido adequadamente construídos ou adaptados para
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utilização nesse grupo de pessoas (BENEDETTI, MAZO, BARROS, 2004).
Um dos indicadores de saúde do idoso reside no conceito de autonomia
funcional, a qual pode ser definida em três seguimentos: autonomia de ação,
autonomia de vontade e autonomia de pensamentos. A independência
funcional é a capacidade de realizar tarefas sem auxílio de aparelhos ou
Ju
sistemas (GDLAM, 2004). Os testes de que medem a capacidade funcional de
pessoas idosas funcionam como indicativos de avaliação e são instrumentos
valiosos para determinar até que ponto o indivíduo encontra-se apto para
realizar atividades da vida normal (DANTAS, VALE, 2004). Na conceituação
de Aragão, Dantas E. e Dantas B. (2005), autonomia funcional pode ser
definida em três aspectos: autonomia de ação, que se refere à noção de
independência
física;
autonomia
de
vontade,
que
está
associada
à
possibilidade de autodeterminação; e autonomia de pensamentos, que permite
ao indivíduo julgar qualquer situação. Já segundo Abreu et al. (2002), ter
autonomia é poder executar independente e satisfatoriamente suas atividades
do dia-a-dia, continuando suas relações e atividades sociais e exercitando seus
7
1. INTRODUÇÃO
direitos e deveres de cidadão. No conceito formalizado por um grupo de
estudos da Organização Mundial de Saúde - OMS (1998), autonomia funcional
é a habilidade pessoal para desempenhar as atividades necessárias que
assegurem o bem-estar, integrando os três domínios funcionais: biológico,
psicológico (cognitivo e afetivo) e social.
Entre os temas mais relevantes ligados ao envelhecimento, as questões
relacionadas à capacidade funcional e autonomia do idoso podem ser mais
importantes que a própria questão da morbidade, pois se relacionam
diretamente à qualidade de vida. Cerca de 30 a 50% dos indivíduos muito
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idosos (85 anos acima) são incapazes para pelo menos cinco das atividades da
vida diária (banhar-se, vestir-se, alimentar-se, transferir-se da cama para a
cadeira, usar o sanitário e manter a continência urinária e/ou fecal) e requerem
cuidados pessoais em tempo integral. Eles são frágeis e apresentam
propensão elevada para quedas, confusão mental, hospitalizações freqüentes,
Ju
sinais de maus-tratos e, em conseqüência, admissão em instituições de longa
permanência (asilos) (RESENDE, 2001). Para propor conjecturas e estabelecer
marcos teóricos e práticos a cerca desses conceitos, um grupo de
pesquisadores do Laboratório de Biociências da Motricidade Humana da
Universidade Castelo Branco (LABIMH), formado por docentes e discentes do
curso
de
Mestrado
desta
referida
instituição,
fundou
o
Grupo
de
Desenvolvimento Latino Americano para a Maturidade (GDLAM). Este grupo se
caracteriza como uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público
(OSCIP), legalmente constituída e protocolada com o registro nº 11624, em
11/05/2004.
8
1. INTRODUÇÃO
Uma das finalidades desse grupo de pesquisadores foi estabelecer uma
métrica para autonomia funcional, visto que, segundo Pitta (2006), a atividade
física pode ser avaliada e quantificada por observação direta, pelo consumo de
energia, pelo uso de questionários e pela utilização de sensores de movimento.
Com o surgimento do protocolo GDLAM foi possível a avaliação da autonomia
funcional através da realização de testes relacionados com AVD. Já validado
experimentalmente, este instrumento de avaliação da autonomia funcional
permite a obtenção de uma medida fidedigna da situação funcional de forma
geral. Os participantes são submetidos a uma bateria de testes com avaliação
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cronológica, e os idosos que apresentam os níveis mais elevados de aptidão e
autonomia funcional são os que concluem os testes em menor tempo. O
protocolo GDLAM é composto de cinco testes voltados para avaliar diferentes
facetas da autonomia funcional, são eles: Caminhar 10 metros (C10M),
Levantar-se da posição sentada (LPS), Levantar-se da posição decúbito ventral
Ju
(LPDV), Levantar-se da cadeira e mover-se pela casa (LCLC) e Vestir e Tirar a
camisa (VTC); todos os testes foram validados e detalhadamente descritos em
Vale (2005). O protocolo possibilita a avaliação da autonomia funcional através
da realização de testes que utilizam exercícios baseados em situações
idênticas às atividades cotidianas mais freqüentes, permitindo a obtenção de
uma medida fidedigna da situação funcional de forma geral (AMORIM,
DANTAS, 2002).
No desenvolvimento de tal perspectiva foram considerados alguns
problemas inerentes à autonomia funcional do idoso; e, dentre eles, um foi
abstraído, essencialmente, para se constituir no problema que deu origem a
este estudo, desenvolvido a partir de dados obtidos com a aplicação do
9
1. INTRODUÇÃO
protocolo GDLAM, pois se observa que existe uma crescente preocupação por
parte dos profissionais ligados à assistência ao idoso, em saber de que forma
se desenvolvem as perdas de autonomia tão características da senescência.
Face ao problema apresentado, torna-se necessário que profissionais de
diferentes áreas do conhecimento, envolvidos ou comprometidos com a
mesma, procurem, cada um a seu modo, apresentar alternativas para explicar
tais fenômenos e apresentar soluções profiláticas para os diferentes problemas
que a englobam.
Uma das opções apresentadas com muita ênfase na literatura é o
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protocolo GDLAM, que apresenta uma métrica da autonomia funcional em
idosos; portanto, este estudo apresenta a formulação hipotética de que a
autonomia funcional apresenta-se normalmente distribuída em mulheres da
mesma idade, nas faixas entre 60 e 80 anos.
A OMS recomenda que os idosos devem ser estratificados em faixas
Ju
etárias de 60 a 70 anos, de 70 a 80 anos e de mais de 80 anos, os chamados
gerontes. Obviamente, ao longo dessas faixas etárias, as condições fisiológicas
e orgânicas dos idosos irão declinando, acarretando efeitos esperados sobre a
autonomia funcional.
A classificação do índice GDLAM não contempla o envelhecimento da
população, nivelando numa mesma classificação o idoso de 60 e o de 98 anos
de idade, apesar das óbvias diferenças existentes entre eles.
Partindo desses pressupostos, surgem algumas indagações: como o
envelhecimento da população (dividido por grupo etário) afeta a autonomia
funcional avaliada pelo protocolo GDLAM e a classificação do nível de
atividade física avaliado pelo IPAQ?
10
ra
cy
Ju
2. OBJETIVOS
2. OBJETIVOS
2.1. OBJETIVO GERAL
Avaliar, por meio de uma abordagem transversal, os efeitos do
envelhecimento, em função da faixa etária, sobre a classificação da autonomia
funcional (avaliada pelo protocolo GDLAM) e do nível de atividade física
(avaliado pelo IPAQ) em mulheres idosas residentes no município de Belém,
Pará, Brasil, procurando oferecer subsídios para a proposição de futuros
programas profiláticos e de promoção da autonomia funcional em idosas, e
ra
cy
para fins diagnósticos.
2.2. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
Os objetivos específicos, tal como concebidos no presente estudo,
serviram de base para a elaboração das hipóteses que foram testadas mesmo
Ju
que em uma perspectiva exploratória. Constituem-se em:
A) Determinar os padrões de normalidade da autonomia funcional avaliada
pelo protocolo GDLAM, para faixas etárias distintas de mulheres idosas;
B) Determinar o nível de atividade física avaliada pelo IPAQ, para faixas
etárias distintas de mulheres idosas.
12
Ju
ra
cy
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Os pressupostos teóricos disponíveis na literatura serão ordenados no
sentido de proporcionar o conhecimento do comportamento de variáveis
referentes à análise da autonomia funcional e do nível de atividade física bem
como de sua importância dentro de um contexto que envolve saúde e
senescência.
3.1. O ENVELHECIMENTO DEMOGRÁFICO
Estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
ra
cy
demonstram que no ano 2025 o Brasil será a sexta nação com o maior número
de idosos no mundo, tendo aproximadamente 32 milhões de pessoas com
idade superior a 60 anos e correspondendo a 13,8% da população
(CARVALHO FILHO E PAPALÉO NETO, 1994; SCHOUERI JÚNIOR, RAMOS
& PAPALÉO NETO, 1994; CAMARANO et al., 1997; KOPILER, 1997; IBGE,
Ju
2006). O crescimento populacional é resultante de numerosos fatores que
associadamente confluem e exercem um aumento sobre a expectativa de vida,
o que é insuficiente a menos que esteja associado à expectativa de vida ativa,
saudável ou funcional. Uma população saudável é aquela que mantém sua
integridade funcional, que contribui significativamente para o aumento da
qualidade de vida, particularmente nos indivíduos com risco de incapacidade
funcional ou nos indivíduos fisicamente debilitados. Neste sentido, a
expectativa de vida diminui, quando a capacidade funcional declina-se a um
determinado nível, o que leva à perda da independência para a realização das
atividades da vida, tornando o indivíduo dependente de outros ou de algum tipo
de assistência (FRIES, 2002).
14
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Os países em vias de desenvolvimento ou do Terceiro Mundo, em
processo de mudanças, iniciaram a transição demográfica mais tarde e de
forma repentina. Atualmente, a maioria deles - sobretudo os países africanos se encontram no estágio 2 do processo: mantêm a natalidade muito alta mas,
em geral, estão reduzindo consideravelmente a mortalidade. Outros países, em
especial da América Latina, Ásia e também alguns da África, já se encontram
na fase 3 do processo, porque reduziram muitíssimo a mortalidade e, ao
mesmo tempo, estão diminuindo paulatinamente a natalidade. A moderação
no crescimento da população mundial dependerá da velocidade com que os
ra
cy
países em vias de desenvolvimento sejam capazes de completar a transição
demográfica. Segundo cálculos da Organização das nações Unidas (ONU), se
os países pobres acelerarem o ritmo, no ano 2050 haverá no planeta uns 7,5
bilhões de habitantes. Se, ao contrário, o processo se moderar, a população
mundial se poderia situar àquele ano em cerca dos 11 bilhões de habitantes
Ju
(KOPILER, 1997)
No Brasil, a transição demográfica é, no geral, um processo de
diminuição de taxas de mortalidade e natalidade, sendo que a primeira diminui
mais rápido que a segunda, causando um período de aumento do crescimento
vegetativo e, portanto, de grande acréscimo populacional. E esse termo, que é
utilizado em demografia, ajuda a entender ao mesmo tempo dois fenômenos:
Em primeiro lugar, explica porque o crescimento da população mundial
disparou nos últimos 200 anos (passando de 1 bilhão de habitantes no ano
1800 aos 6,5 bilhões na atualidade). Em segundo lugar, descreve o período de
transformação de uma sociedade pré-industrial (cuja característica é
15
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
apresentar taxas de natalidade e mortalidade altas) em uma sociedade
moderna ou pós-industrial (caracterizada por ter ambas as taxas baixas).
A transição demográfica no Brasil, assim como na maioria dos países
em desenvolvimento, vem ocorrendo de maneira um pouco diferente da que
aconteceu nos países desenvolvidos e, sobretudo, muito mais rapidamente.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a
expectativa média de vida do brasileiro ao nascer aumentou de 66 para 68,6
anos na última década. Assim, um índice que os países europeus levaram
aproximadamente um século para atingir, o Brasil fará em trinta anos: dobrar a
ra
cy
proporção de idosos de sua população de 7% para 14% (KELLER, 2002).
Para que ocorresse o envelhecimento da população não bastou apenas
aumentar a expectativa de vida. A partir dos anos sessenta, com o advento de
métodos contraceptivos mais eficazes, as taxas de fecundidade caíram
vertiginosamente; no Brasil, a taxa de fecundidade total diminuiu de 5,8 filhos
Ju
por mulher, em 1970, para 2,3 filhos, em 2000 (KALACHE, 1998). Em 1980,
existiam cerca de 16 idosos para cada 100 crianças, vinte anos depois essa
relação praticamente dobra, passando para quase 30 idosos para cada 100
crianças (KALACHE, 1998). Em um contexto de aumento do número de
pessoas idosas, há também maior risco para que elas venham a adquirir
doenças incapacitantes, e o fato de as famílias serem menores poderá
comprometer o cuidado com essas pessoas, fazendo crescer a necessidade de
instituições para cuidados de longo prazo, como os asilos (CHAIMOVICZ,
1997). Uma das consequências da transição epidemiológica é a modificação do
perfil de saúde da população. Em vez de processos agudos que "se resolvem
rapidamente" por meio da cura ou do óbito, as doenças crônicas não-
16
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
transmissíveis passam a predominar e, com elas, mais incapacidades e
maiores gastos com saúde.
Em relação ao Brasil, as taxas podem ser exemplificadas por um
aumento participativo da população acima de 60 anos de idade de 4%, em
1940, para 8% em 1996 e 8,6% em 2006, ultrapassando a marca dos 15
milhões de habitantes (IBGE, 2006). Projeções recentes demonstram que em
2025 o Brasil será, provavelmente, a sexta nação com o maior número de
idosos no mundo, tendo aproximadamente 32 milhões de pessoas com idade
superior a 60 anos, correspondendo a 13,8% da população (IBGE, 2006).
ra
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Ressalta-se, ainda, que desde 1940 as proporções da população brasileira dos
"idosos - mais idosos" (indivíduos acima dos 85 anos) apresentam um aumento
em ritmo acelerado, chegando a taxas de mais de 50% por década, resultando
na alteração da composição etária dentro do próprio grupo, ou seja, a
população considerada idosa também está envelhecendo. Faria Junior (1999)
Ju
alerta que a perda da autonomia ou independência pode ser considerada um
declínio, assim como um indicador de necessidade de cuidados para os idosos.
No Brasil, o número de idosos acima de 65 anos dependentes de outras
pessoas para executar suas tarefas diárias já está num patamar de 84%, e
estima-se que no ano de 2020, se chegue ao dobro desse percentual. Como
conseqüência desta proporção, há o incremento significativo da população de
idosos com moderada ou séria incapacidade, e este perfil epidemiológico pode
ser complementado, sabendo-se que no Brasil o idoso ainda é estigmatizado e
socialmente visto como pessoa portadora de múltiplas enfermidades crônicas e
incapacitantes
e,
por
isso,
importantes
consumidores
dos
recursos
orçamentários destinados à saúde.
17
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
3.2. O ENVELHECIMENTO FISIOLÓGICO
O
envelhecimento
fisiológico
resulta
de
alterações
biológicas,
psicológicas e sociais, as quais condicionam o idoso a uma redução gradual
das capacidades de adaptação e de desempenho psicofísico do indivíduo.
Neste processo ocorrem diversas alterações orgânicas e morfofuncionais,
observa-se o progressivo comprometimento da autonomia funcional e do
desempenho das atividades da vida diária. Essas perdas estão associadas à
redução da força muscular e às condições sociais, culturais e econômicas, as
ra
cy
quais experimentam os seres humanos ao longo da vida (CARIDE, 2006;
WEINECK, 2000; PAPALÉO NETO & BRITTO, 2001; HÄKKINEN et al., 2001;
DANTAS & OLIVEIRA, 2003).
O envelhecimento não coincide com a escala do tempo cronológico,
deve ser considerado como uma das fases de desenvolvimento do ser
Ju
humano, a qual compreende o processo de transformação (NERI, 1996). O
organismo não envelhece uniformemente, havendo aparelhos ou sistemas
mais velhos que os outros no mesmo organismo, pelo que o envelhecimento
deve ser encarado como um fenômeno biológico e não cronológico. Neste
sentido, o conceito de envelhecimento integra a noção de variabilidade
biológica, não só dos sujeitos com a mesma idade cronológica, mas também,
dos diferentes órgãos e sistemas de um mesmo indivíduo e, segundo Weineck
(2000), a conseqüência da alteração que os indivíduos demonstram de forma
característica com o passar do tempo, da idade adulta até o fim da vida, sendo
importante fazer a diferença entre o envelhecimento fisiológico e o patológico.
18
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
O processo de envelhecimento está geneticamente programado e a
prática de atividade física contribui para ganhos na qualidade e na prevenção
da saúde. O envelhecimento tem como característica marcante a falta de
autonomia para executar as atividades da vida diária (HENRIQUES et al.,
2000).
Ao longo da terceira idade as diferenças de habilidades físicas entre
homens e mulheres ficam mais evidentes (ADES et. al., 2002), e as diferenças
entre os sexos são fatores determinantes da resposta a um regime de
exercícios físicos. As mulheres idosas apresentam menores níveis de força
ra
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muscular, maior quantidade de massa gorda e menor capacidade aeróbica
máxima. No estudo realizado por Murtagh (2004) são apresentados dados que
evidenciam um paradoxo: apesar das mulheres apresentarem menor taxa de
mortalidade em função de doenças cardiovasculares, foi consistentemente
relatado que elas apresentam maiores limitações funcionais e inaptidão física
Ju
que os homens da mesma faixa etária (LEVEILLE et al., 1999).
A perda de peso é um fenômeno multifatorial que envolve mudanças nos
neurotransmissores e nos fatores hormonais que controlam a fome e a
saciedade, a dependência funcional nas atividades da vida diária (AVD)
relacionadas à nutrição, o uso excessivo de medicamentos, a depressão e o
isolamento, o estresse financeiro, as alterações na dentição, o alcoolismo, o
sedentarismo extremo, a hipotrofia muscular e o catabolismo associado a
doenças agudas e certas doenças crônicas.
Outra mudança significativa na composição corporal como conseqüência
do envelhecimento é a redução da massa mineral óssea (osteoporose), com
uma queda na quantidade total de potássio e albumina e uma diminuição de
19
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
cerca de 25% da água corporal total, principalmente nos líquidos intracelulares
(REIS & CALSOLARI, 1997). Todavia, essa perda está relacionada não
somente à senescência, mas também à genética, ao estado hormonal,
nutricional, e ao nível de atividade física do geronte.
Adicionalmente a esta redução da massa magra e do conteúdo mineral
ósseo, ocorre o aumento da massa gorda (maior depósito de triglicerídeos no
tecido gorduroso), situação denominada somatopausa (HUAYLLAS et al., 2001;
PAPALÉO NETO & BRITTO, 2001).
A importância do índice de massa corpórea (IMC) no processo de
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envelhecimento se deve ao fato de que valores acima da normalidade estão
relacionados ao aumento da mortalidade por doenças cardiovasculares e
diabetes; em contrapartida, os índices abaixo dos valores normais estão
relacionados ao aumento da mortalidade por câncer, doenças respiratórias e
infecciosas (FIATARONE-SINGH, 1998a, 1998b).
Ju
Além deste aumento da mortalidade, os obesos também possuem uma
maior prevalência de complicações, tais como: osteoartrite do joelho, apnéia do
sono, hipertensão arterial sistêmica, intolerância à glicose, diabetes, acidente
vascular cerebral, baixa autoestima, intolerância ao exercício, alteração da
mobilidade e níveis elevados de dependência funcional (ibidem, 1998a, 1998b).
O metabolismo basal diminui aproximadamente 10% por década e a
massa magra (água, vísceras, osso, tecido conectivo e músculo), ou massa
livre de gordura, declina em torno de 10 a 20% entre os 25 e os 65 anos. Neste
sentido, a prática de exercícios físicos regulares favorece o aumento da taxa
metabólica basal e da massa magra, proporcionando um impacto significativo
20
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
na metabolização de calorias, especialmente nos idosos (FLECK & FIGUEIRA
JUNIOR, 2003).
Com o envelhecimento existe a morte progressiva dos neurônios e glias,
interferindo nas funções do sistema nervoso. Além da diminuição do número de
axônios dos feixes medulares e uma significativa perda das propriedades
elásticas do tecido conjuntivo, meninges e epineuro, perineuro e endoneuro,
observa-se também um declínio da rede dendrítica (plasticidade neural) e do
número de sinapses no nível cortical (MOREIRA, 2001).
Do ponto de vista fisiológico, essas alterações provocam um decréscimo
ra
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da excitabilidade muscular e da velocidade de condução nervosa, as quais
podem gerar lentidão na realização das tarefas motoras e afetar a manutenção
da bipedestação e do equilíbrio estático e dinâmico (THOMPSON, 1994).
A perda da massa muscular é alinear em função do tempo, ocorrendo
uma maior perda nos membros inferiores (40%) quando comparada a dos
Ju
membros superiores (30%) (SIMÃO, 2004). Também há uma diferença nas
alterações em relação aos diversos grupos musculares, ocorrendo maior
redução da força muscular nos músculos flexores do antebraço e nos músculos
que mantêm o corpo ereto (WEINECK, 2000).
Dentre vários aspectos, as principais causas apontadas como
responsáveis por essa redução gradativa da massa muscular e da produção de
força (sarcopenia) que ocorre com o envelhecimento são a redução nos níveis
do hormônio de crescimento e no nível de atividade física do indivíduo (EVANS
et al., 2001; BAUMGARTNER et al., 1998).
Apesar de existir uma germinação terminal dos axônios provenientes
das unidades motoras adjacentes, com o avançar da idade, esta degeneração
21
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
é irreversível, sendo resultado da perda seletiva e gradual das fibras
musculares - principalmente as do tipo II (BROSS, JAVANBAKHT & BHASIN,
1999), resultando em redução da força muscular e também da massa óssea
(MCARDLE, KATCH F., KATCH V., 1998; MATSUDO, MATSUDO S., NETO
V., 2003). Uma vez que estas fibras (tipo II) são muito importantes na resposta
às urgências do dia-a-dia, sua disfunção inviabilizaria uma apropriada resposta
corporal às situações de emergência, como a perda súbita de equilíbrio,
acarretando grandes riscos de quedas e lesões, o que, consequentemente,
pode proporcionar dificuldades para a execução das AVD (BALLARD et al.,
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2003; DE VITO et al., 2003; NARICI et al., 2003; BASSET JÚNIOR,
SCHNEIDER & HUNTINGTON, 2004; VALE et al., 2006).
Além das alterações neurológicas, do tamanho e da quantidade das
fìbras musculares, o incremento da idade também interfere no metabolismo
muscular, ocorrendo uma redução de aproximadamente 25% da capacidade
Ju
muscular oxidativa e do fluxo sangüíneo durante a atividade contrátil (ROGERS
& EVANS 1993).
A força muscular em mulheres idosas deve ser estudada considerando-
se as características de força, duração e consumo de energia envolvida nas
atividades da vida diária realizadas por pessoas nesta fase da vida. Entretanto,
ainda não foram especificados limites que determinem a contraindicação na
sobrecarga de exercícios. Portanto, recomenda-se a limitação do exercício com
base em avaliações ergométricas (DANTAS E OLIVEIRA, 2003).
As alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas decorrentes do
envelhecimento tornam o organismo do idoso mais susceptível a agressões.
Percebe-se que nestas alterações estão a presença de fatores de risco e a
22
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
ocorrência de doenças crônico-degenerativas, que determinam para o geronte
certo grau de dependência, relacionado diretamente com a redução de nível de
atividade física, de autonomia funcional e dificuldade de realizar as AVD,
interferindo ainda na qualidade de vida (GUIMARÃES et al., 2004;
YARASHESKI, 2003).
3.3. AUTONOMIA FUNCIONAL
Segundo Aragão, Dantas E., Dantas B. (2002), autonomia funcional
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pode ser definida sob três aspectos: Autonomia de ação – referindo-se à noção
de independência física; Autonomia de vontade – referindo-se à possibilidade
de autodeterminação; e Autonomia de pensamentos – que permite o indivíduo
julgar qualquer situação. Para a World Health Organization - WHO (1999),
autonomia funcional é a habilidade pessoal para desempenhar as atividades
Ju
necessárias que assegurem o bem-estar, integrando os três domínios
funcionais: biológico, psicológico (cognitivo e afetivo) e social. Já segundo
Abreu et al. (2002), ter autonomia é poder executar independente e
satisfatoriamente suas atividades do dia-a-dia, continuando suas relações e
atividades sociais e exercitando seus direitos e deveres de cidadão.
A avaliação da capacidade funcional é relevante em Gerontologia, como
indicativo de qualidade de vida do idoso. O desempenho das atividades de vida
diária é considerado um parâmetro amplamente aceito e legítimo para firmar
essa avaliação, sendo utilizado pelos profissionais da área de saúde, e de
extrema valia para o enfermeiro, para avaliar graus de dependência de seus
clientes. Pode-se entender avaliação funcional, dentro de uma função
23
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
específica, como sendo a avaliação da capacidade de autocuidado e de
atendimento às necessidades básicas diárias, ou seja, do desempenho das
atividades de vida diária (ARAÚJO & CEOLIM, 2007).
A
autonomia
está
associada
ao
declínio
na
habilidade
para
desempenhar as atividades da vida diária (AVD) e à gradual redução das
funções musculares, podendo ser uma das principais perdas com o avançar da
idade (DANTAS & VALE, 2004; ACSM, 2006).
O meio ambiente oferece obstáculos que podem levar o idoso a ter uma
perda do equilíbrio que pode ocasionar uma queda do corpo ao solo. Uma
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queda pode acontecer tanto no interior da própria residência como fora dela,
em decorrência de uma diversidade de situações, como escadas ou saída de
elevadores mal regulados, ambientes comprometidos por uma iluminação
deficiente, ausência de corrimão ou mesmo devido ao espaçamento e a
inclinação entre os degraus. Atualmente tem sido uma aventura andar se
Ju
desviando dos diversos buracos e obstáculos existentes nos equipamentos
públicos urbanos.
Outro aspecto importante a considerar é o uso dos transportes públicos,
seja no momento do acesso, ou na tentativa de se manter equilibrado nos
balaústres ou, mesmo, na saída do veículo. Há outras situações em que há um
potencial significativo de ocorrências de quedas, como a própria residência,
onde se pode perder o equilíbrio escorregando na umidade de banheiros e
cozinhas, em tapetes não fixos, em pisos muito encerados, como também
tropeçando em obstáculos dos mais diversos, como fios elétricos estendidos
pelo chão, pequenos animais, etc. Considerando que esta lista contenha
algumas das causas mais freqüentes das inevitáveis quedas que rondam
24
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
nosso cotidiano, não há nada de muito dramático quando o resultado destas
quedas ou mesmo do simples desequilíbrio, não vai além de um simples susto,
que mais parece fazer parte de alguns quadros humorísticos.
Quando se é criança, ou mesmo um adulto mais jovem, a ocorrência de
alguma queda, nem sempre implicará na mudança de comportamento. Isto se
deve, em parte, ao fato de que em algumas das quedas que enfrentamos não
têm maiores conseqüências, limitando-se a um simples hematoma ou alguma
pequena fratura de rápida recuperação. O problema se torna sério quando as
quedas ocorrem em pessoas mais idosas ou nas que têm os ossos mais
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fracos, aí as conseqüências deixarão de ser tão simples, já que por causas
semelhantes, velhos e jovens caem diferentemente (ALVES JR, 1999;
MOULIAS HERVY, 2000).
Segundo Sanglard et al (2004), a redução da autonomia funcional
aumenta a partir da sexta década de vida, e essa diminuição drástica é mais
Ju
dramática em mulheres, estabelecendo assim uma redução no desempenho e
na realização de atividades da vida diária. Isso foi observado tanto em homens
como em mulheres e a causa mais freqüente da má condição física é a perda
das qualidades e da aptidão para o trabalho braçal, a diminuição da força e da
flexibilidade.
Recentes pesquisas apontam que indivíduos idosos podem se beneficiar
dos exercícios aumentando não só a resistência e a força muscular, mas
também o equilíbrio e a mobilidade. Isso pode reduzir os riscos de quedas e
lesões, melhorando a autonomia funcional (DANTAS, VALE, 2004; ACSM,
2006; FLECK; FIGUEIRA JÚNIOR, 2003; FRONTERA; BIGARD, 2002;
MATSUDO, 2002).
25
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A obesidade e o sedentarismo já são considerados uma epidemia
mundial e são fatores de risco para várias doenças. O sedentarismo pode
acelerar o desenvolvimento da sarcopenia, com redução da proteína do
músculo esquelético e da sua produção de força; por outro lado, a prática
regular de exercícios traz benefícios para a saúde física e mental (PENEDO &
RAHN, 2005; YARASHESKI & ZACHWIEJA, 1993).
Para Matsudo (2002), o sedentarismo e a depressão são fatores
agravantes no declínio dos níveis de atividade física e autonomia funcional. No
estudo de Pereira et al. (2005) foi demonstrado que as características biofísicas
ra
cy
de um grupo de idosas sedentárias correlacionaram-se com uma autonomia
funcional fraca, segundo o índice de GDLAM – IG (VALE, 2005).
Existe uma vasta literatura destacando que o treinamento de força
(musculação) tem sido a principal intervenção utilizada para minimizar os
efeitos do envelhecimento com relação aos declínios de massa magra e dos
Ju
níveis de força, de atividade física e de autonomia funcional e, para Häkkinen
et al. (2001), a alteração hipertrófica (principalmente das fibras musculares tipo
II) causada com o fortalecimento muscular continuado é importante para a
manutenção da autonomia funcional (HORTOBÁGYI et at., 2002; FRONTERA,
BIGARD, 2002; MORLEY, 2004; PORTER et al., 2002).
Diversas intervenções têm sido sugeridas para reduzir as perdas de
autonomia funcional: Landers et al. (2001) recomendam atividades de
equilíbrio, flexibilidade e resistência muscular localizada (RML); Melo et al.,
(2004) recomendam o Tai Chi Chuan. Pereira et al. (2007) e Vale et al. (2006),
em um estudo caso-controle, comprovaram que idosas praticantes de
musculação obtiveram aumentos significativos (p<0,05) nos níveis de
26
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
autonomia funcional. Para Haboush et al. (2006) a dança de salão é indicada
para reduzir os níveis de depressão em idosos.
O sedentarismo é um dos fatores que mais causa problemas na saúde
do idoso, causando alterações estruturais e funcionais, e o declínio qualitativo
do desempenho motor (OLIVEIRA, 2005). Somando-se aos fatores de declínio
natural dos órgãos, pode desencadear uma redução na força muscular que é
um fator determinante no processo de envelhecimento e que tem como
característica marcante a dependência para a execução das atividades da vida
diária. O desuso da atividade física ou mesmo o sedentarismo permanente nos
ra
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idosos pode evoluir para a depressão, enfermidade mental freqüente,
associada a elevado grau de sofrimento psíquico. Na população geral, a
depressão tem prevalência em tomo de 15% (KAPLAN et al., 1997); em idosos
vivendo na comunidade, essa prevalência situa-se entre 2 e 14% (BENJAMIN,
EDWARDS BHARTI, 2005). As causas de depressão no idoso configuram-se
Ju
dentro de um conjunto amplo de componentes, em que atuam fatores
genéticos, eventos vitais, como luto e abandono, e doenças incapacitantes,
entre outros. Cabe ressaltar que a depressão no idoso frequentemente surge
em um contexto de perda da qualidade de vida associada ao isolamento social
e ao surgimento de doenças clínicas graves.
A osteoporose, que é uma “doença silenciosa”, apresenta alta
prevalência entre mulheres idosas, e a sua descoberta muitas vezes ocorre
após uma fratura e quase sempre após uma queda. A osteoporose é a redução
da massa óssea, tendo como consequência os ossos se tornarem bastante
porosos e frágeis; de causa múltipla, não necessariamente causa dor. Nos
EUA o problema atinge entre 23 e 25 milhões de americanos: de cada cinco,
27
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
quatro são do sexo feminino e a metade destas está acima de 45 anos, e 90%,
acima dos 75 anos. Segundo Bouchard, Shephard, & Stephens(1994), devido à
perda de cálcio, a estrutura óssea pode começar a se deteriorar já nos trinta
anos de idade e o processo tende a acelerar nas mulheres no período dos
cinco anos próximos da menopausa, o que contribuiria para o enfraquecimento
dos ossos. Segundo ele, exercícios físicos podem vir a alterar a diminuição da
desmineralização óssea, e o sucesso é particularmente efetivo quando
acompanhado de uma dieta com alta dosagem de cálcio e vitamina D.
Segundo o reaumatologista Roberto Carneiro, presidente da Sociedade
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Brasileira do Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral (Sobemom), estima-se
que, hoje, entre quatro e cinco milhões de brasileiros sofram de Osteoporose.
Este assunto é de fundamental importância para os profissionais de Educação
Física que vão atuar com idosos, merecendo uma boa reflexão sobre suas
intervenções, principalmente no que toca as atividades físicas que são
Ju
consideradas como as mais apropriadas para influir na melhora da densidade
óssea dos praticantes (ALVES JR, 2003)
3.4. A ATIVIDADE FÍSICA E O ENVELHECIMENTO
A atividade física regular é um dos mais importantes fatores preventivos
da incapacidade entre senescentes e promove a saúde e a qualidade de vida
de idosos, melhora o desempenho físico, a capacidade aeróbica, a velocidade
de caminhada e aumenta a força muscular; consequentemente, também
contribui para manutenção da autonomia funcional e para o desempenho das
atividades cotidianas. Portanto, a atividade física está associada diretamente a
28
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
melhorias da saúde e das condições físicas dos praticantes, promove um
reengajamento dos gerontes em seu contexto social, visto que contribui para a
redução dos níveis de ansiedade, de estresse, e apresenta resultados
significativos na vida afetiva, social e cultural (CHEIK et al., 2003; AMORIM,
DANTAS, 2002; DANTAS, OLIVEIRA, 2003; FERUCCI et al., 1994).
A atividade física contribui para a manutenção da saúde dos idosos,
minimiza os efeitos deletérios do envelhecimento e promove o aumento dos
níveis de autonomia funcional. Com relação a aptidão muscular, pode tornar
possível a realização das atividades da vida diária com menos esforço e
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cy
prolongar a independência funcional, por permitir viver os últimos anos de
modo autosuficiente e digno (ACSM, 2003; HERNANDES, BARROS, 2004;
AVEIRO et al., 2004).
Estudo realizado por Mattos e Farinatti (2007) com 16 mulheres entre 68
e 82 anos, divididas em dois grupos (experimental e controle) investigou os
Ju
efeitos do treinamento aeróbio de volume e intensidade reduzidos na
manutenção da autonomia funcional em idosas. As voluntárias realizaram uma
avaliação da capacidade cardiorrespiratória (VSAQ), um teste submáximo em
ciclo-ergómetro (com análise da inclinação e intercepto da curva de regressão
entre frequência cardíaca e potência desenvolvida – FC/W) e percepção do
esforço (PSE) durante o treinamento (BORG CR10). Também foi avaliada a
autonomia funcional, por meio do Sistema Sênior de Avaliação da Autonomia
de Ação (SysSen). Os resultados para FC/W e PSE sugeriram melhorias
cardiorrespiratórias para o grupo experimental, mas não para o controle
(p<0,05). O grupo experimental também teve incrementos significativos no
escore final do SysSen, sugerindo influência do treinamento na autonomia
29
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
funcional
(p<0,05).
Não
foram
observadas
alterações
estatisticamente
significativas para o VSAQ. Conclui-se que programas de treinamento aeróbio,
mesmo com volume e intensidade reduzidos, podem promover melhora na
capacidade de trabalho submáximo e autonomia funcional de idosos.
A condição aeróbia acima da média, que seria importante para prolongar
esforços de baixa Intensidade, não é condicionante necessária para a
realização das tarefas da vida diária nem da grande maioria dos trabalhos
braçais. Robergs, Roberts (2002) afirmam que tem ficado cada vez mais claro
que a atividade física regular e de longa duração é um componente importante
ra
cy
para as medidas preventivas relacionadas à saúde.
Em estudo realizado com indivíduos com idade igual ou superior a 65
anos, Westhoff et al. (2000) observaram que, após uma intervenção, os
exercícios de baixa intensidade podem ser desenvolvidos por meio de
programas de atividades físicas generalizadas e de intensidade moderada. Ao
Ju
aumentar a força muscular, consegue-se diminuir a Intensidade dos esforços
em geral. No caso de uma participação com boa força muscular, na vida diária
e no trabalho braçal, a homeostase somente será afetada na medida em que
houver necessidade de prolongar os esforços, o que exige resistência. Estes
recentes conhecimentos sobre fisiologia do exercício explicam porque os
exercícios com pesos são tão eficientes na reabilitação geriátrica.
O aumento da força e da flexibilidade devolve rapidamente qualidade de
vida aos Idosos e, adicionalmente, auxilia na prevenção de quedas, com
conseqüente diminuição da mortalidade. Além disso, a adaptabilidade dos
exercícios para pessoas com qualquer condição física e o baixo índice de
lesões contribuem para a escolha preferencial desses exercícios para pessoas
30
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
idosas e debilitadas. O declínio do sistema orgânico em função do processo de
envelhecimento é proveniente de vários fatores, como influencia genética,
hábitos pessoais, alimentação e influência do meio ambiente (HENRIQUES et
al 2004), e a dependência nas atividades da vida diária é uma das
características marcantes do envelhecimento.
Para Frontera e Bigard (2002), a inserção de idosos em um programa de
treinamento de resistência muscular pode levar a uma melhora na capacidade
aeróbica através de mudanças no músculo excitado. Consequentemente, em
idosos descondicionados, como mulheres idosas fracas ou pacientes em fase
ra
cy
de reabilitação, os efeitos da resistência na capacidade de utilização do
oxigênio do músculo exercitado pode ter um efeito no corpo todo.
A imobilidade, entre outros fatores, pode ser proveniente de quedas,
(PAULA et al., 2003), as quais, quase sempre, são provocadas pela perda ou
pelo declínio das reações de equilíbrio. O risco da queda está relacionado tanto
Ju
com o processo de senescência, quanto ao de senilidade; conforme afirma
Matsudo (2002), a incidência de quedas também pode ser reduzida pela
manutenção da força muscular, e aponta o treinamento de força como ação
efetiva em idosos para a melhoria das funções neuromusculares. Desta
maneira, pode-se ajudar a prevenir as quedas que estes indivíduos
normalmente sofrem, proporcionando maior segurança na realização dos
movimentos diários, e preservando, assim, sua autonomia funcional. No
entanto, devido a uma menor sensibilidade dos tecidos às quedas hormonais, o
aumento dos seus níveis circulantes não é suficiente para estimular a captação
adequada de glicose pelos tecidos. "Embora haja necessidade de maior
31
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
clareza quanto aos mecanismos neurobiológicos e psicológicos envolvidos na
recuperação do paciente (JAGADHEESAN et al., 2002).
A manutenção da autonomia funcional através da atividade física deve
ser encarada como uma medida importante para o controle do peso corporal,
pois conforme apontamentos de Dantas (2002), o aumento significativo de
adultos obesos nos últimos anos proporcionou uma valorização da composição
corporal sob o ponto de vista do fitness físico, ou seja, relacionado com saúde
e qualidade de vida, podendo este aumento tornar-se um grave problema de
saúde.
ra
cy
Evidenciamos que a prática regular de atividade física poderá ser
também um indicador de melhoria de qualidade de vida, desde que outros
fatores importantes e básicos, como subsistência, segurança e outros, sejam
preservados. O equilíbrio sofre os declínios naturais do processo de
envelhecimento e acaba sendo um dos fatores responsáveis pelas quedas
Ju
nesta fase da vida (OLIVEIRA et al, 2001).
Admite-se que a atividade física regular contribua para a minimização do
sofrimento psíquico causado pelo quadro depressivo. A afirmação procede
quando Paula et al. (2003) citam que o declínio de cada sistema orgânico em
função do processo de envelhecimento, podendo variar de indivíduo para
indivíduo, sofre influência da genética, dos hábitos pessoais, do tipo de
alimentação e de fatores ambientais.
A manutenção do equilíbrio depende de uma interação complexa entre
os
sistemas
musculoesquelético
WOOLLACOTT, 2000).
32
e
neural,
(SCHUMWAY-COOK,
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A Organização Mundial de Saúde relatou que a depressão era a quarta
causa mais incapacitante devido a problemas relacionados à saúde, estimando
que, em 2020, ela alcançaria o segundo posto, atrás das doenças cardíacas.
O exercício físico na terceira idade pode trazer benefícios tanto físicos,
como sociais e um estilo de vida mais saudável para os indivíduos que o
praticam. SIMÃO (2007) entende que o envelhecimento não significa uma
decadência e sim uma seqüência da vida com suas peculiaridades e
características.
Além das ações desenvolvidas pelo poder público, os Grupos de
ra
cy
Terceira Idade, que têm se multiplicado por todo o país, podem incluir
atividades físicas em suas programações, podendo recorrer ao apoio da
Secretaria de Esportes e Lazer do respectivo município (COSTA, 1996).
Outra medida importante que pode ser desenvolvida pelos municípios é
estimular e apoiar a atividade física nas atividades cotidianas da população,
Ju
através de um conjunto de ações destinadas a promover o deslocamento a pé
(arborização e conservação das vias públicas, faixa de pedestre, implantação
de ciclo-faixas, etc.), além de proporcionar infraestrutura adequada e suporte
técnico para as pessoas que, espontaneamente, vêm desenvolvendo o hábito
de fazer caminhadas, em diferentes pontos de nossas cidades (COSTA, 1996).
Cabe, ainda, destacar, por fim, a organização e implantação das Redes
Estaduais de Assistência à Saúde do Idoso, cuja meta deve ser a atenção à
saúde de idosos e idosas brasileiros, de forma adequada e digna,
principalmente para aquela parcela da população idosa que teve, por uma série
de razões, um processo de envelhecimento marcado por doenças e agravos
que impõem sérias limitações ao seu bem-estar.
33
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
3.5. AVALIAÇÕES DA INDEPENDÊNCIA E DO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA
3.5.1. Avaliação da independência
No Brasil, em um estudo realizado em dezembro de 2001 e repetido em
maio de 2002, os pesquisadores Araújo & Ceolim (2007) objetivaram identificar
o grau de independência para a realização de atividades da vida diária dos
idosos
institucionalizados,
Independência nas
segundo
avaliação
AVD, de Katz. Voltados
baseada
no
Índice
de
para percepções sobre
ra
cy
independência, os autores focaram predominantemente sobre as habilidades
funcionais que dispensam ajuda. Vários programas descrevem métodos, ou
seja, medidas para mensurar a capacidade de pessoas idosas com relação às
suas habilidades para realizar as atividades de vida diária.
A primeira
avaliação, feita com todos os residentes com idade igual ou superior a 60 anos
Ju
(139 mulheres e 48 homens), mostrou que 70 idosos eram considerados
independentes para o desempenho das AVD, sendo que, dentre eles, 52
idosos tinham entre 70 e 89 anos. A segunda avaliação mostrou que 53 idosos
mantiveram-se independentes. Os dados corroboram estudos anteriores, que
apontam para o declínio da capacidade funcional de idosos institucionalizados.
O Índice de Katz foi escolhido devido à praticidade de sua aplicação e
sua
confiabilidade.
Neste
instrumento
de
avaliação,
as
atividades
contempladas são descritas como AVD, pois se relacionam ao cotidiano do ser
humano. Trata-se de uma escala que permite atribuir diferentes graus de
independência funcional aos sujeitos nos atos de: banhar-se, vestir-se, usar o
banheiro para eliminações, mobilizar-se da cama para a cadeira, ter
34
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
continência das eliminações e alimentar-se. A independência significa que a
função é realizada sem supervisão, direção ou ajuda, sendo essa avaliação
baseada na situação real e não na capacidade do sujeito. Quando um indivíduo
se nega a cumprir uma função, considera-se que não a realiza, embora possa
ter capacidade para fazê-la. Os graus considerados para a independência ou
dependência funcional são progressivos, desde a independência total para
todas as funções (grau A), até a dependência total para realizar as seis funções
avaliadas (grau G) (KATZ et al.,1963; SPECTOR, 1990; ARAÚJO & CEOLIM,
2007).
ra
cy
O estudo de Lira e Araújo (2004) teve como objetivo avaliar o nível de
independência em AVD de participantes de um programa de atividades físicas
e educacionais, por meio da aplicação de uma bateria de testes de
desempenho motor, validada no Brasil, especificamente para idosos. Esta
pesquisa consistiu em submeter um grupo de idosos a uma bateria de testes
Ju
antes e após uma participação de 10 semanas em um programa de atividades
físicas e educacionais. A aplicação dos testes visou verificar a hipótese de que
o desempenho médio do grupo melhoraria após a participação no Programa.
Os participantes foram selecionados dentre as pessoas que se matricularam no
Programa Qualidade de Vida na Terceira Idade: uma Proposta Multidisciplinar,
desenvolvido na Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília.
Tendo em vista os resultados encontrados, conclui-se que: não houve variação,
estatisticamente significativa entre as medidas de pré e pós-teste, para as
variáveis antropométricas consideradas (peso corporal, estatura, IMC e
circunferência de cintura). Apesar de não ter havido melhorias em todos os
testes, os resultados encontrados - melhoria em dois testes, tendência de
35
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
melhoria em um e de manutenção dos resultados nos outros dois - oferecem
um suporte experimental à possibilidade de alcance de progressos de
desempenho em testes de AVD, em prazos e modalidades de treinos não
rigorosamente condizentes com os princípios básicos do treinamento físico. A
bateria de testes utilizada constitui-se num instrumento adequado, de baixo
custo e comprovada utilidade para avaliar um dos aspectos mais importantes
da prática de atividade física por idosos: a eficácia do programa para a
manutenção da independência. Deve ser observado que os resultados
encontrados contribuem para o fortalecimento da relação positiva entre a
ra
cy
prática de atividade física e a melhoria de capacidades físicas e funcionais. Ou
seja, a atividade física contribui de maneira fundamental para a manutenção da
independência e esta se constitui num dos mais importantes fatores de
qualidade de vida na velhice.
Ju
3.5.2. Avaliação do nível de atividade física
Quando a preocupação é alcançar grandes grupos populacionais,
instrumentos de precisão, fácil aplicação e de baixo custo são fundamentais.
Muitos estudos têm sido desenvolvidos procurando validar estes tipos de
instrumentos conhecidos como questionários ou recordatórios. Vários estudos
têm sido realizados para determinar o nível de AF em diferentes populações
mediante o uso de questionários ou recordatórios: Riddoch (1990) utilizou um
questionário de 7 dias para determinar o nível de atividade física, com crianças
de 11 a 18 anos na Irlanda do Norte; Paffenbarger (1991), adotou o mesmo
período de sete dias para descrever o nível de atividade física; Sallis (1985), no
36
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
projeto das “Five Cites”, utilizou questionário e relatórios para quantificar nível
de atividade física; Baeck (1982) criou um questionário de teste com 5 pontos
de classificação para medir o nível de atividade física; Gordon (1983)
apresentou um questionário com 3 ou 4 questões sobre atividade física;
Washburn (1993) utiliza um questionário para medir o nível de atividade física
em idosos com três dias; Bouchard (1983) criou um registro de gasto
energético, em que se completa uma planilha com valores referentes às
atividades exercidas, com classificação de 1 a 9, a cada 15 minutos. Todos
esses testes foram validados com outros, que apresentaram seus critérios de
ra
cy
precisão (reprodutibilidade e objetividade).
O questionário é um instrumento utilizado também para estudos
epidemiológicos, pois oferece dados sobre a duração da atividade, freqüência,
intensidade e tipo de atividade, o que permite uma estimativa do gasto calórico
total e acaba facilitando, também, a classificação das atividades em leves,
Ju
moderadas e vigorosas, lembrando que atividades moderadas são atividades
que resultam em um gasto de 3,5 a 6 MET´s (1 MET: 3,5 ml/kg/min), enquanto
atividades vigorosas são atividades com um gasto superior a 6 MET´s (NAHAS,
2001).
O IPAQ é um instrumento que permite estimar o tempo semanal gasto
na realização de atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa e em
diferentes contextos da vida (trabalho, tarefas domésticas, transporte e lazer).
Há a possibilidade de estimar o tempo despendido em atividades mais
passivas (realizadas na posição sentada). O questionário (forma longa, semana
usual, versão 8) foi aplicado na forma de entrevista individual (BENEDETTI,
MAZO, BARROS, 2004).
37
Ju
ra
cy
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
38
Ju
ra
cy
4. METODOLOGIA
4. METODOLOGIA
O presente estudo, de caráter transversal, se constitui como sendo uma
pesquisa descritiva do tipo exploratório por envolver a utilização de
questionários e correlacional, porque se propõe a analisar as associações entre
variáveis (nível de atividade física e autonomia funcional). Nestes termos, para
efeitos desse estudo, a coleta de dados objetivou a construção de indicadores
associados aos níveis de autonomia funcional e ao nível de atividade física
como determinante na correlação com a idade de idosas residentes no
município de Belém, situado no estado do Pará, Brasil. O protocolo GDLAM foi
aplicado para avaliação da autonomia funcional. Para classificação do nível de
ra
cy
atividade física, foi utilizado o formulário IPAQ (versão curta).
A coleta dos dados foi realizada de junho de 2008 a novembro de 2009 e
a aplicação dos instrumentos de coleta de dados e as avaliações de autonomia
funcional foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade
Castelo Branco sob o número 0040/2008 e estão em concordância com as
Ju
normas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa
envolvendo seres humanos.
4.1. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO
O Estado do Pará localizado na região norte do Brasil é o mais populoso
da Amazônia brasileira com aproximadamente 1,600 mil Km² de área total,
ocupando, portanto, 17% da extensão territorial nacional, ou seja, a segunda
maior área entre os estado brasileiros. Nesta vasta e diversificada porção
territorial, estão distribuídos 143 municípios. O principal centro urbano é a
cidade de Belém, capital do Estado, a qual é habitada por 1,7 milhões de
40
4. METODOLOGIA
habitantes. O município de Belém pertence à mesorregião Metropolitana de
Belém e à microrregião Belém. A sede Municipal tem as seguintes
coordenadas Geográficas: 01º 27’20” de latitude Sul e 48º30’15” de longitude a
Oeste de Greenwich. O clima é quente e úmido com precipitação média anual
alcançando os 2.834 mm. A temperatura média é de 25ºC, em fevereiro, e
26ºC, em novembro. Está na zona climática Afi (classificação de Köppen), que
coincide com o clima de floresta tropical, permanentemente úmido, com
ausência de estação fria, e temperatura do mês menos quente, acima de 18ºC.
A cidade de Belém possui 1.4 milhões de habitantes. As religiões
ra
cy
predominantes são: católica (71,7%) e protestante (18,4%). A população idosa
atinge 7% (aproximadamente 98 mil pessoas) e destes, 58 mil são do sexo
feminino. A Política de Atenção à Saúde do Idoso no Município Belém está
sendo desenvolvida de acordo com as normas preconizadas pelo Ministério da
Saúde, através de parcerias com outras instituições. No Centro de Atenção ao
Ju
Idoso (Casa do Idoso) há a participação de aproximadamente 20.000 idosos
em diversos programas assistenciais, os quais oferecem serviços de atenção á
saúde, ações de valorização e autoestima, atividades físicas, oficinas de
memórias, danças e outras atividades educativas a esta população. Durante a
realização deste estudo, o público freqüentador da Casa do Idoso foi estimado
em oito mil idosos.
4.2. SELEÇÃO DA AMOSTRA
Na cidade de Belém, Estado do Pará, residem 58,8 mil mulheres com
idade acima de 60 anos. Para o cálculo do tamanho amostral foi previamente
estabelecido o erro amostral em 4%, com base na teoria de Cochran (1986) e
41
4. METODOLOGIA
chegou-se ao tamanho amostral de n=620 idosas. A amostra foi obtida em
agências governamentais de assistência à saúde do idoso, denominadas “Casa
do Idoso”. Neste estudo foram avaliadas n=775 idosas. Na Tabela 1 pode-se
observar que há uma redução de participantes no grupo etário com maior idade
(> 80 anos) e uma maior concentração no grupo etário entre 65-69 anos.
Tabela 1: Distribuição da amostra por faixa etária.
ra
cy
Grupo etário Frequência absoluta (n) Frequência percentual (%)
182
23,50%
(60-64 anos)
197
25,40%
(65-69 anos)
182
23,50%
(70-74 anos)
177
22,80%
(75-79 anos)
37
4,80%
(80- + anos)
775
100,00%
Total
Critérios de inclusão. Os critérios de inclusão levaram em conta a
aptidão física para realizar a bateria de testes selecionados para a avaliação da
autonomia funcional, independência no desempenho de suas atividades de
Ju
vida diária, não apresentar déficit cognitivo e aceitar o termo de consentimento
livre e esclarecido em pesquisa (TCLE). Assim, foram selecionadas,
aleatoriamente, idosas com idade entre 60 e 80 anos e todas as participantes
foram devidamente avaliadas pela equipe de apoio deste projeto.
Critérios de exclusão. Foram excluídos todos os indivíduos do sexo
masculino. Também foram impossibilitadas de participar da amostra as idosas
cujo prontuário clínico apresentasse patologias crônicas, degenerativas,
demências e quaisquer outros problemas que implicassem em bloqueios de
autonomia funcional. Especificamente, foram excluídas as idosas que
apresentaram as seguintes alterações patológicas: infecções de pele ou
gastrointestinais, acidente vascular encefálico e embolia pulmonar recente,
42
4. METODOLOGIA
sintomas agudos de trombose venosa profunda, processos micóticos e
fúngicos, processos infecciosos e inflamatórios agudos na região de face e
pescoço e as que estivessem em tratamento radioterápico ou quimioterápico.
Também não fizeram parte da amostra as idosas que apresentaram
demências, distúrbios neurológicos, reumatológicos ou traumato-ortopédicos
que comprometessem ou que se tornassem um fator de impedimento para a
aplicação do método, doença de Parkinson e Alzheimer, alterações auditivas e
visuais severas, as que estivessem realizando fisioterapia ou qualquer outro
tipo de terapia que envolvesse as articulações do quadril e joelhos, as que não
ra
cy
aceitassem o TCLE.
4.3. COLETA DE DADOS
Inicialmente, foi apresentado o Termo de Informação à Instituição, onde,
Ju
após a permissão para a realização da presente pesquisa, foi realizada uma
palestra para a população de idosas, a fim de informá-las sobre os objetivos do
estudo, a metodologia e sobre o Termo de Consentimento livre e Esclarecido
em Pesquisa - TCLE (Anexo 1).
Para avaliar o estado de saúde das idosas foi utilizada uma ficha de
avaliação dividida em três seções: identificação, anamnese e exame físico
(Anexo 2).
Para a avaliação do índice de massa corporal (IMC), foram aferidas a
massa corporal e a estatura, segundo Marfell-Jones et al. (2006).
43
4. METODOLOGIA
Para avaliar a autonomia funcional foi utilizado o protocolo GDLAM, que
avalia a autonomia funcional através de testes relacionados com atividades da
vida diária (AVD), sendo um instrumento confiável e seguro. Permite a
obtenção de uma medida fidedigna da situação funcional de forma geral. Os
participantes são submetidos a uma bateria de testes com avaliação
cronológica. Os indivíduos mais aptos concluem os testes em menor tempo. O
protocolo GDLAM é composto de cinco testes voltados para avaliar diferentes
facetas da autonomia funcional. Para a avaliação do nível de atividade física,
ra
cy
foi utilizado o IPAQ (PARDINI et al., 2001).
4.4. VARIÁVEIS DO ESTUDO
A variável independente Idade, categorizada em cinco faixas, fornece
controle para avaliação das variáveis dependentes Autonomia funcional e Nível
Ju
de atividade física.
4.4.1. Nível de autonomia funcional
As variáveis referentes à avaliação da autonomia funcional são as
seguintes:
Teste C10M: tem a finalidade de verificar com que velocidade o
indivíduo percorre a distância de 10 metros (SIPILÄ et al., 1996).
Teste LPS: avalia a capacidade funcional da extremidade inferior, e
consiste em, partindo da posição sentada em uma cadeira, sem apoio de
44
4. METODOLOGIA
braços, estando o assento a uma distância de 50 cm do solo, levantar-se e
sentar-se cinco vezes, consecutivamente (GURALNIK et al., 1994).
Teste LPDV: avaliar a habilidade do indivíduo de levantar-se do chão, e
consiste em: partindo da posição inicial em decúbito ventral, com os braços ao
longo do corpo, o indivíduo deve levantar-se, ficando em pé o mais rápido
possível (ALEXANDER et al., 1997).
Teste LCLC: avalia a agilidade e o equilíbrio do idoso, com uma cadeira
fixa ao solo, deve-se demarcar dois cones a uma distância em relação à
cadeira de 4 metros para trás e 3 metros para o lado direito e esquerdo da
ra
cy
cadeira. Para iniciar o teste, o indivíduo deve sentar-se na cadeira, com os pés
fora do chão e, ao sinal de início, deve levantar-se e mover-se à direita e
circular o cone, retornar para a cadeira e sentar-se, retirando ambos os pés do
chão. Em seguida, faz o mesmo exercício para o lado esquerdo da cadeira. O
exercício deve ser repetido duas vezes para cada lado no menor tempo
Ju
possível (ANDREOTTI, OKUMA, 1999).
Teste VTC: visa avaliar a autonomia funcional dos membros superiores
através da mensuração do tempo necessário para vestir e tirar uma camiseta.
É um movimento cotidiano do idoso. O indivíduo deve estar de pé, com os
braços ao longo do corpo e com uma camiseta de tamanho “G” (Hering Brasil)
em uma das mãos, no lado dominante. Ao sinal de “JÁ” ele deve vestir a
camiseta e, imediatamente, despi-la, retornando à posição inicial. O cronômetro
deve ser iniciado quando o indivíduo iniciar o movimento e paralisado quando o
a camiseta estiver em sua mão, ao lado do corpo, estando o braço estendido
(VALE et al., 2006).
45
4. METODOLOGIA
O Índice Geral (IG) de autonomia funcional (GDLAM) é obtido através de
uma fórmula, em que são atribuídos pesos para os tempos obtidos nos cinco
testes (Quadro 1). Os resultados dos testes e do IG podem ser classificados
em categorias de autonomia funcional (tabela 2).
Quadro 1: Fórmula do índice de GDLAM.
[(C10m + LPS + LPDV + VTC) x 2] + LCLC
4
Onde:
ra
cy
C10m, LPS, LPDV, VTC e LCLC = tempo aferido em segundos.
IG = índice GDLAM em escores.
Fonte: Vale, 2005
Tabela 2: Valores de referência para a classificação da autonomia funcional
segundo Vale (2005).
CLASSIF
Fraco
C 10M
LPS
LPDV
Ju
TESTES
VTC
LCLC
IG
(SEG)
(SEG)
(SEG)
(SEG)
(SEG)
(ESCORES)
+ 7,09
+ 11,19
+ 4,40
+ 13,14
+ 43,00
+ 27,42
Regular
7,09-6,34
11,19-9,55 4,40-3,30
13,14-11.62
43,00-38,69
27,42-24,98
Bom
6,33-5,71
9,54-7,89
3,29-2,63
11,61-10,14
38,68-34,78
24,97-22,66
-5,71
- 7,89
- 2,63
- 10,14
- 34,78
- 22,66
Muito Bom
C10m: caminhar 10m; LPS: levantar-se da posição sentada; LPDV: levantar-se da posição
decúbito ventral; LCLC: levantar-se da cadeira e locomover-se pela casa; VTC: vestir e tirar
uma camiseta; SEG: valores em segundos; IG: índice de GDLAM (valores em escores)
Baseado na normatização de amostras pelo Box-Cox e o método de
Fusy, chegou-se à tabela estratificada do nível de autonomia funcional por faixa
etária, através de percentis (Tabela 3).
46
4. METODOLOGIA
Tabela 3: Nível de autonomia funcional pelo protocolo do GDLAM por faixa
etária.
Muito
Bom
Bom
Regular
Fraco
C10m
G1
G2
G3
G4
G5
-5,52
-5,67
-5,83
-5,98
-6,14
5,52 - 7,04
5,67 - 7,21
5,83 - 7,38
5,97 - 7,56
6,14 - 7,73
7,05 - 8,92
7,22 - 9,04
7,39 - 9,16
7,57 - 9,28
7,74 - 9,40
+ 8,92
+ 9,04
+ 9,16
+ 9,28
+ 9,40
G1
G2
G3
G4
G5
-6,84
-6,91
-6,97
-7,04
-7,11
6,84 - 10,12
6,91 - 10,19
6,97 - 10,26
7,04 - 10,33
7,11 - 10,40
10,13 - 13,62
10,20 - 13,72
10,27 - 13,81
10,34 - 13,91
10,41 - 14,01
+ 13,62
+ 13,72
+ 13,81
+ 13,91
+ 14,01
G1
G2
G3
G4
G5
-2,30
-2,47
-2,63
-2,80
-2,96
2,30 - 3,52
2,47 - 3,81
2,63 - 4,11
2,80 - 4,40
2,96 - 4,70
3,53 - 5,41
3,82 - 5,80
4,12 - 6,20
4,41 - 6,60
4,71 - 6,99
+ 5,41
+ 5,80
+ 6,20
+ 6,60
+ 6,99
G1
G2
G3
G4
G5
-8,22
-8,75
-9,29
-9,83
-10,36
8,22 - 11,45
8,75 - 12,00
9,29 - 12,54
9,83 - 13,08
10,36 - 13,63
11,46 - 15,51
12,01 - 16,04
12,55 - 16,56
13,09 - 17,08
13,64 - 17,60
+ 15,51
+ 16,04
+ 16,56
+ 17,08
+ 17,60
G1
G2
G3
G4
G5
-35,17
-35,96
-36,76
-37,55
-38,35
35,17 - 42,37
35,96 - 43,28
36,76 - 44,19
37,55 - 45,11
38,35 - 46,02
42,38 - 49,68
43,29 - 50,81
44,20 - 51,94
45,12 - 53,06
46,03 - 54,19
+ 49,68
+ 50,81
+ 51,94
+ 53,06
+ 54,19
G1
G2
G3
G4
G5
-22,28
-22,82
-23,37
-23,91
-24,46
22,28 - 27,43
22,82 - 28,10
23,37 - 28,77
23,91 - 29,45
24,46 - 30,12
27,44 - 33,01
28,11 - 33,71
28,78 - 34,41
29,46 - 35,11
30,13 -35,81
+ 33,01
+ 33,71
+ 34,41
+ 35,11
+ 35,81
LPDV
Ju
VTC
ra
cy
LPS
LCLC
IG
C10m = caminhar 10 metros; LPS = levantar da posição sentada; LPDV = levantar da posição de
decúbito ventral; VTC = vestir e tirar uma camiseta; LCLC = levantar da cadeira e locomover-se pela
casa; IG:índice de GDLAM. G1: 60-64 anos; G2: 65-69 anos; G3: 70-74 anos; G4: 75-79 anos; G5: + de
80 anos. A unidade de medida dos testes é em segundos.
47
4. METODOLOGIA
4.4.2. Nível de atividade física
A avaliação da atividade física foi realizada utilizando-se o Questionário
Internacional de Atividade Física-IPAQ (versão curta). Foram calculados os
gastos de energia expressos em MET (measure energy total) para a
computação do nível de atividade física. As idosas foram classificadas,
conforme o seu nível de atividade física, em níveis alto, moderado ou baixo.
Considerou-se como alto nível aquelas que realizavam atividade vigorosa três
ou mais dias por semana, atingindo pelo menos 1.500 MET-minutos/semana,
ou sete ou mais dias de qualquer combinação de caminhada e atividade física
ra
cy
vigorosa ou moderada, atingindo 3.000 MET-minutos/semana. Como nível
moderado foram classificadas todas as que alcançaram três ou mais dias de
atividade vigorosa por pelo menos 20 minutos/dia, ou cinco ou mais dias de
atividade moderada e/ou caminhada por 30 minutos/dia, ou ainda cinco ou
mais dias de alguma combinação de caminhada, atividade moderada ou
Ju
vigorosa atingindo no mínimo 600 MET-minutos/semana. Finalmente, como
baixo nível de atividade física foram consideradas aquelas que não
alcançaram nenhum dos critérios das categorias anteriores (PARDINI et al.,
2001).
Valores de referência do MET
Vigoroso = 8
Moderado = 4
Caminhada Vigoroso = 5
Caminhada Moderada = 3,3
Caminhada Lenta = 2,5
Sentar = 1
48
4. METODOLOGIA
O gasto de energia semanal é calculado pela fórmula abaixo.
Gasto calórico (kcal/sem) = MET x Minutos Dia x Dias Semana
4.5. TRATAMENTO DOS DADOS
Em um primeiro momento, foi realizada a análise estatística com o
objetivo de estimar as medidas de tendência central (média) e variação dentro
cada idade (distribuição de freqüências, absolutas e relativas), no intervalo
entre 60 e 80 anos. O segundo momento foi relativo à Estatística Inferencial
ra
cy
através da qual se fez a análise comparativa dos cruzamentos entre as
variáveis experimentais, objetivando verificar os níveis de significância de
associação classificatória entre os mesmos. Para tanto, utilizou-se o protocolo
estatístico do Qui-Quadrado, de Pearson. Ressalta-se, ainda, que, na criação
da nova tabela referencial do GDLAM, foi usado o Box-Cox para normatização
Ju
de amostras e o método de Fusy. Em seguida, os níveis de autonomia
funcional foram divididos por percentis.
O Escore IPAQ observou a soma algébrica dos produtos Freqüência
Semanal e quantidade de minutos de prática diária nas respectivas Atividades,
Fracas, Médias e Fortes, dividida pelo tempo na condição sedentária
semanalmente. Essa razão representa um índice do nível de Atividade Física.
Uma vez calculado os escores individuais aplicou-se o protocolo estatístico de
Cluster Analysis (Grupamentos), subdividindo o Universo observado em três
classes de níveis de Atividades Física: Pouco Ativo, Ativo e Muito Ativo.
49
4. METODOLOGIA
Foi previamente adotado o nível alfa=0,05 para rejeição de hipótese de
normalidade. Os procedimentos estatísticos foram suportados pelos programas
Ju
ra
cy
BioEstat versão 5 e SPSS versão 14.
50
Ju
ra
cy
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
A fim de avaliar o nível nutricional dos idosos, foi realizada uma
distribuição frequencial (n e %) baseada nos níveis de índice de massa
corporal (IMC). Nesta avaliação, pode-se observar que houve uma maior
concentração de idosas com classificação “normal”, seguida das classificações
“baixo peso”, “sobrepeso” e “obeso” (Tabela 4).
Tabela 4: Distribuição da amostra por nível de índice de massa corporal (IMC).
Frequência absoluta
(n)
Frequência
percentual (%)
Baixo Peso
290
37,40%
Normal
431
55,60%
ra
cy
IMC
Sobre Peso
43
5,60%
Obeso
11
1,40%
Total
775
100,00%
Ju
5.1. RESULTADOS REFERENTES À AUTONOMIA FUNCIONAL - GDLAM
Baseado nos valores referenciais da Tabela 3 (estratificada por faixa
etária) e dos níveis descritos na Tabela 2, por Vale (2005 – com valores gerais
para indivíduos maiores que 60 anos), a Tabela 5 apresenta a comparação dos
níveis de autonomia funcional em cada teste e do IG entre as duas tabelas
referenciais.
52
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
Tabela 5: Comparação do nível de autonomia pela tabela geral e a
estratificada.
LPS LPDV VTC LCLC
10,78 3,22 10,28 47,36
1,63 0,57 1,47 4,50
R
B
B
R
R
B
B
F
11,22 3,50 10,73 49,90
2,66 0,78 1,74 5,89
R
B
B
R
F
B
B
F
11,62 3,75 11,24 52,35
1,44 0,86 1,93 5,93
R
B
B
F
F
R
B
F
12,01 4,23 11,33 54,25
1,52 1,05 1,43 5,43
R
B
B
F
F
R
B
F
12,17 5,05 11,33 56,06
1,87 1,14 1,93 4,19
R
R
B
F
F
F
B
F
IG
27,39
2,19
B
R
29,00
3,61
R
F
30,30
2,38
R
F
31,51
2,23
R
F
32,67
2,04
R
F
ra
cy
G1 média
desvio-padrão
estratificado
geral
G2 média
desvio-padrão
estratificado
geral
G3 média
desvio-padrão
estratificado
geral
G4 média
desvio-padrão
estratificado
geral
G5 média
desvio-padrão
estratificado
geral
C10m
6,83
0,81
B
R
7,61
4,38
R
F
7,82
0,99
R
F
8,31
0,94
R
F
8,76
1,10
R
F
Ju
Estratificado: nível de autonomia pela tabela estratificada por faixa etária; geral: nível de
autonomia pela tabela geral; C10m = caminhar 10 metros; LPS = levantar da posição sentada;
LPDV = levantar da posição de decúbito ventral; VTC = vestir e tirar uma camiseta; LCLC =
levantar da cadeira e locomover-se pela casa; IG:índice de GDLAM. G1: 60-64 anos; G2: 65-69
anos; G3: 70-74 anos; G4: 75-79 anos; G5: + de 80 anos. MB: muito bom; B: bom; R: regular;
F: fraco.
A unidade de medida dos testes é em segundos.
Pode-se observar na Tabela 5 que, com a nova classificação por faixa
etária, há uma maior tolerância à redução do nível de autonomia funcional com
o avançar da idade, respeitando a curva de normalidade, apresentada no
Gráfico 1.
53
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
Gráfico 1: Curva de normalidade do índice de GDLAM.
45,00
40,00
35,00
30,00
25,00
20,00
15,00
10,00
5,00
0,00
MB
B
R
F
Nível de Autonomia
G2
G3
G4
G5
ra
cy
G1
G1: 60-64 anos; G2: 65-69 anos; G3: 70-74 anos; G4: 75-79 anos; G5: + de 80 anos.
MB: muito bom; B: bom; R: regular; F: fraco.
Do Gráfico 2 ao 7 é possível visualizar a distribuição do nível de
autonomia funcional, em cada teste e no IG, em toda a amostra. Nestes
gráficos, pode-se verificar que grande parte da amostra apresentou um nível
regular nos testes de C10m, de LPS, de LCLC e no IG e um nível bom nos
Ju
testes de LPDV e VTC.
Gráfico 2: Nível de autonomia funcional do teste de C10m, na nova versão da
tabela de GDLAM.
54
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
Gráfico 3: Nível de autonomia funcional do teste de LPS, na nova versão da
ra
cy
tabela de GDLAM.
Ju
Gráfico 4: Nível de autonomia funcional do teste de LPDV, na nova versão da
tabela de GDLAM.
55
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
Gráfico 5: Nível de autonomia funcional do teste de VTC, na nova versão da
ra
cy
tabela de GDLAM.
Gráfico 6: Nível de autonomia funcional do teste de LCLC, na nova versão da
Ju
tabela de GDLAM.
56
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
Gráfico 7: Nível de autonomia funcional do teste de IG, na nova versão da
ra
cy
tabela de GDLAM.
Ju
5.2. RESULTADOS REFERENTES AO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA - IPAQ
A distribuição de freqüências, por nível de atividade física, segue
conforme a Tabela 6.
Tabela 6: Distribuição de freqüências por nível de atividade física.
EscIPAQ
Pouco Ativo
Ativo
Muito Ativo
Total
Freq.
Absoluta
517
240
18
775
%
66,7%
31,0%
2,3%
100,0%
%
Acumulada
66,7%
97,7%
100,0%
57
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
5.3.
RESULTADOS
REFERENTES
ÀS
ASSOCIAÇÕES
ENTRE
AS
VARIÁVEIS
Após o processo de classificação, o passo seguinte foi verificar a
existência de associações entre as respectivas classificações das variáveis do
estudo. Os resultados seguem, conforme a Tabela 7.
Tabela 7: Associação entre faixa etária, protocolo GDLAM e questionário IPAQ.
FE
C10m
LPS
LPDV
LCLC
VTC
<0,001
0,002 0,006
<0,001 <0,001 0,002
<0,001 <0,001 <0,001 <0,001
<0,001
0,01 <0,001 <0,001 <0,001
<0,001 <0,001 <0,001 <0,001 <0,001 <0,001
ra
cy
IPAQ
FE
<0,001
C10m <0,001
LPS <0,001
LPDV <0,001
LCLC <0,001
VTC <0,001
IG
<0,001
Ju
C10m = caminhar 10 metros; LPS = levantar da posição sentada; LPDV = levantar da
posição de decúbito ventral; VTC = vestir e tirar uma camiseta; LCLC = levantar da cadeira
e locomover-se pela casa; IG:índice de GDLAM; Grupo: faixa etária; IPAQ: International
Physical Activity Questionnaire; FE: faixa etária.
Os resultados do Quadro 1 denotam que os índices de associação entre
as respectivas classificações mostraram-se significativas (sig.p < 0,05 ) entre: o
protocolo GDLAM (nível de autonomia funcional) e o grupo etário; o
questionário IPAQ (nível de atividade física) e o grupo etário; o protocolo
GDLAM (nível de autonomia funcional) e o questionário IPAQ (nível de
atividade física). Isso significa que as classificações são dependentes entre si.
58
Ju
ra
cy
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
6.1. NÍVEL DE AUTONOMIA FUNCIONAL
A fim de nortear a discussão, a tabela 8 descreve os resultados de
outros estudos relevantes que utilizaram o protocolo de GDLAM.
Tabela 8: Estudos prévios com o protocolo de GDLAM.
Estudo
Característica C10m
LPS
LPDV
VTC
LCLC
IG
Hidroginástica
5,17 6,65
Sedentários
5,82 12,28
Asilados
13,39 13,07
sedentários
al., Fortalecimento
9,3 9,36
inspiratório
al.,
Força
5,65 11,76
2,24
4,01
6,15
37,54
49,35
15,7 76,6 47,32
Cader
et
2007a
Cordeiro et
2005
Côrtes e Silva,
Força
2005
Guimarães et al. Programa de
(2008)
atividade física
do PSF
Paula et al., 2008
Programa de
atividade física
(EMG)
Pereira et al., Sedentárias
2005
Pereira
et
al.
Força
(2007)
Silva et al. (2009)
Força
Vale et al., 2005
Força 75-85%
Flex. Dinâmico
Vale et al., (2006)
Força
Vale et al. (2009)
Sedentários
(IGF)
6,65 14,05 63,13 35,46
4,65
- 53,57
-
6,5 10,78
3,77
-
-
Ju
ra
cy
Belloni et al.
(2008)
Cader et al., 2006
-
6,29 11,11
3,24 11,59 40,59 27,33
6,43
3,58
9,5
34,09
7,22 11,71
4,96 13,35 42,52
5,65
2,77
8,28
5,48
8,3
5,65 7,16
5,93 8,35
5,35
8,3
7,21 11,46
8,75 37,75 22,16
2,6 8,48
3,28
3,32
2,54
3,49 11,29
37,09 21,70
35,76
38,35
45,32 27,68
PSF: programa de saúde da família; EMG: eletromiografia; Flex: flexionamento; IGF: Insulin like
growth factor; C10m = caminhar 10 metros; LPS = levantar da posição sentada; LPDV =
levantar da posição de decúbito ventral; VTC = vestir e tirar uma camiseta; LCLC = levantar da
cadeira e locomover-se pela casa; IG:índice de GDLAM.
60
-
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Berlloni et al. (2008) tiveram como objetivo a comparação entre a
autonomia funcional de mulheres idosas, praticantes (GPH; n= 10; idade=
67,8±6 anos) e não praticantes de hidroginástica (GNPH; n=9; idade= 61,7±7
anos). Em seu estudo, observaram que o GPH apresentou nível de autonomia
funcional muito bom no teste de C10m, LPS e LPDV e bom no LCLC. Em
contrapartida, o GNPH revelou nível fraco nos testes LPS e LCLC, bom em
C10m e regular no LPDV. Dentre os testes, o LPS, LPDV e LCLC
apresentaram diferença estatística (p<0,05) entre os grupos, com resultados
favoráveis ao GPH. Todavia, segundo a nova tabela estratificada, o LPS
ra
cy
apresentou nível regular no teste LPS.
O estudo de Paula et al. (2008) objetivou investigar o efeito da
autonomia funcional de idosos praticantes de atividade física (n=11; idade=
67±7 anos) sobre a fadiga muscular, avaliada através da eletromiografia (EMG)
de superfície. Segundo a classificação de Vale (2005), os níveis de autonomia
Ju
funcional foram: bom (C10m e LPS), regular (LPDV) e muito bom (LCLC).
Todos os testes apresentaram a mesma classificação do nível de autonomia
funcional estratificada por faixa etária, com exceção do LPDV, que apresentou
nível bom.
A pesquisa de Guimarães et al. (2008) verificou os efeitos de um
programa de atividade física sobre o nível de autonomia de idosos participantes
do Programa de Saúde da Família. Participaram do trabalho 70 gerontes de
ambos os sexos, divididos em dois grupos: um grupo experimental (GE; n= 35;
idade= 68±5 anos), no qual foi realizada a intervenção, e um grupo controle
(GC; n=35; idade= 69±8 anos). No pré-teste, foi observado um valor fraco de
autonomia funcional em todos os testes, tanto no GE quanto no GC. Após a
61
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
intervenção, pôde-se perceber nos resultados do GE um valor fraco no teste
LPS, regular nos testes LCLC e IG e bom nos testes LPDV, C10m e VTC. O
GC não apresentou alteração de resultados e, em relação ao GE, observou-se
diferença significativa (p<0,05) em todos os testes no pós-teste, sendo os
resultados favoráveis a este último. Embora o GE tenha apresentado melhoras
no pós-teste em relação ao nível de autonomia funcional, na classificação
dividida por faixa etária, esta melhora foi mais valorizada, pois o teste LPS
apresentou nível regular, ao invés de fraco, e o teste LCLC e o IG
apresentaram um nível bom, ao invés de regular.
ra
cy
Vale et al. (2009) objetivaram avaliar o grau de correlação do nível sérico
basal de Insulin like growth factor (IGF1) e do nível de autonomia funcional na
performance das atividades da vida diária. Para tal, participaram do estudo 11
idosos sedentários (idade= 68±5 anos), os quais apresentaram nível de
autonomia bom para VTC, regular para LPS e LPDV e fraco para C10m, LCLC
Ju
e IG. Por se tratarem de idosos sedentários, com baixo nível de autonomia,
com exceção dos testes de LPS e VTC, todos os demais apresentaram
diferença na referência de classificação separada por faixa etária, a saber:
nível bom no C10m, no LPDV e no IG e nível regular no LCLC.
A pesquisa de Cader et al. (2006) teve por objetivo analisar o perfil da
autonomia funcional e da qualidade de vida de idosos asilados em uma
instituição filantrópica no município do Rio de Janeiro. A amostra foi constituída
de 8 mulheres e 7 homens (n= 15, idade= 76±10 anos). Pela característica de
extremo sedentarismo da amostra, todos os testes e o IG apresentaram nível
fraco de autonomia funcional. Todavia, baseado nos valores referenciais
62
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
descritos na Tabela 4 do vigente estudo, os testes de LPS, LPDV e VTC
apresentaram nível regular de autonomia funcional.
Pereira et al. (2007) avaliaram o efeito de um programa de treinamento
de força, durante 20 semanas, sobre a autonomia funcional de mulheres
idosas. A amostra foi dividida, aleatoriamente, em: grupo experimental (GE;
n=13; idade= 65±5 anos) e grupo controle (n=11; idade=71±6 anos). Os testes
apresentaram níveis de autonomia funcional muito bom (C10m, VTC e IG) e
bom (LPS, LPDV e LCLC), pós-teste, no GE. Pelo fato deste grupo ter
apresentado níveis altos de autonomia funcional, não houve diferença de
ra
cy
classificação da mesma entre a referência de Vale (2005) e a dividida por faixa
etária, apresentada na Tabela 4.
Semelhante à investigação de Pereira et al. (2007), o estudo de Silva et
al. (2009) também não revelou diferença no nível de autonomia funcional entre
os valores referenciais gerais e aqueles descritos na presente pesquisa. Estes
Ju
autores objetivaram avaliar os efeitos do treinamento de força nas fases
neurogênica e miogênica sobre o nível de força muscular e autonomia
funcional de idosas sedentárias. Sua amostra foi composta de 40 idosas,
divididas em grupo experimental (GE; n=20; idade= 64±4 anos) e grupo
controle (GC; n=20; idade= 72±6 anos). O GE, após 20 semanas de
treinamento, apresentou nível de autonomia funcional muito bom (C10m,
LPDV, VTC e IG) e bom (LPS e LCLC), diferenciando-se, estatisticamente
(p<0,05) do GC na fase neurogênica. Valores semelhantes também foram
encontrados no trabalho de Vale et al. (2006) nos testes de C10m, LPS e
LPDV.
63
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Cader et al.,(2007) realizaram uma investigação que avaliou o efeito do
fortalecimento muscular inspiratório sobre a pressão inspiratória máxima
(Pimáx) e a autonomia funcional de idosos asilados. A amostra foi constituída
de 34 gerontes, divididos em grupo experimental - GE (n=21, 76±2 anos) e
grupo controle – GC (n=13, 75±2 anos). Após a intervenção, embora o GE
tenha obtido melhora significativa (p=0,0001) em todos os testes, não houve
melhora do seu nível de autonomia, classificado como: fraco. No entanto,
observa-se que, pela maior sensibilidade da classificação da autonomia
funcional estratificada por faixa etária, respeitando as alterações decorrentes
ra
cy
da senescência, principalmente em uma idade mais avançada (76 anos), o
teste de VTC apresenta a classificação regular.
Vale et al. (2005) objetivaram comparar os efeitos do treinamento
resistido de força e de flexibilidade sobre a autonomia funcional das atividades
da vida diária (AVD) em 36 mulheres senescentes. Métodos - Os sujeitos foram
Ju
distribuídos em dois grupos, um de treinamento de flexibilidade (GFLEX, n=18;
idade= 66±7 anos) e outro de treinamento resistido de força (GFOR, n=18;
idade= 65±4 anos). Houve diferença significativa (p<0,05), no pós-teste, em
todos os testes de ambos os grupos, a saber: C10m (GFLEX: bom; GFOR:
muito bom); LPS (GFLEX: bom; GFOR: muito bom); LPDV (GFLEX: regular;
GFOR: bom); LCLC (GFLEX: bom; GFOR: bom). Comparando estes valores
com aqueles descritos na faixa etária de 65-69 anos, há discordância na
classificação do teste LPDV do GFLEX, o qual obteria o nível bom e do teste
de LCLC do GFOR, o qual obteria o nível muito bom.
Com o propósito de avaliar a correlação entre níveis séricos de IGF1 e
GH e a autonomia funcional e o fitness físico, Cordeiro et al. (2005) avaliaram a
64
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
concentração sérica basal de GH e IGF-1 em 20 idosas (68±5 anos)
praticantes de musculação. Em seus resultados, não encontraram correlação
entre os hormônios e o nível de autonomia (p=0,29) e este último apresentou o
seguinte comportamento: C10m (muito bom); LPS (regular) e LPDV e LCLC
(fraco). Todavia, com base nos valores de referência para esta faixa etária, os
testes LPDV e LCLC apresentariam a classificação regular de autonomia
funcional.
Com base no fato de que o processo de envelhecimento é
acompanhado por muitas alterações orgânicas e, dentre estas, a sarcopenia
ra
cy
que, devido a fatores biológicos, leva o idoso à perda de força muscular e
autonomia funcional, uma pesquisa (CORTES e SILVA, 2005) teve como
objetivo tratar da manutenção da força muscular e da autonomia funcional em
idosos. Para tal, foi realizado um trabalho contra resistência (12 semanas), com
ganhos significativos (p<0,05) nos testes de: uma repetição máxima (1 RM),
Ju
LPS (nível regular), LPDV (nível regular) e C10m (nível bom) em um grupo de
30 mulheres idosas (68±6 anos). Entretanto, nesta faixa etária de 68 anos, a
Tabela 4 apresenta nível bom no teste LPDV.
Pereira et al. (2005) objetivaram verificar as características biofísicas de
mulheres idosas, dentre elas a autonomia funcional. A amostra foi composta
por sete mulheres idosas, com idade média de 66± 4 anos. Em seus achados,
observaram nível fraco de autonomia nos testes de C10m e LPDV e regular
nos demais (LPS, LCLC e VTC). Quanto menor é o nível de autonomia
funcional, maiores são as diferenças entre os valores de autonomia funcional
entre a tabela geral e estratificada, a exemplo dos testes de C10m, LPDV e
LCLC, que obteriam a classificação regular, regular e bom, respectivamente.
65
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
6.2. NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA
Os achados do presente estudo denotam que 66,7% da amostra foram
classificadas como sujeitos pouco ativos, distribuídos nas categorias etárias.
Estes resultados são corroborados por Hallal et al. (2003) em estudo realizado
em Pelotas - RS com 3.182 pessoas acima de 20 anos, em que se observou
que 43,2% das mulheres entrevistadas na faixa etária de 60 a 69 anos (n=183)
eram insuficientemente ativas e, com o avançar da idade, esses valores foram
ainda superiores, atingindo 69,1% entre aquelas com mais de 70 anos. Esta
ra
cy
relação foi encontrada na presente pesquisa, em que os escores do IPAQ
apresentaram uma associação significativa com os grupos etários, apontando
que, quanto maior a idade, maior é a prevalência de sujeitos pouco ativos.
Os achados de Cardoso et al. (2008) se contrapõem aos resultados da
presente pesquisa, pois relataram que 89,5% das 225 mulheres avaliadas
Ju
numa cidade do Sul do Brasil foram caracterizadas como muito ativas. Esses
dados são superiores aos encontrados por Mazo et al. (2001) em estudo com
idosas de grupos de convivência de Florianópolis - SC, que registraram que
66,2% das participantes eram muito ativas. Da mesma forma, Alves et al.
(2010) observaram sujeitos adultos e verificaram uma prevalência de
sedentários de 37,1%, utilizando a versão curta do IPAQ no ponto de corte de
150 minutos/semanais de atividade física.
Esses resultados quanto ao nível de atividade física podem estar
relacionados às condições sócio-econômicas da população. Pessoas com
elevado nível de pobreza, com atividades ocupacionais intensas e que utilizam
transportes públicos realizam mais tempo de atividades físicas cotidianas, o
66
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
que poderia justificar menores percentuais de prevalência de sedentarismo
(ALVES et al., 2009). Por outro lado, Van Der Horst et al. (2007) apontam que,
em países desenvolvidos, os níveis de atividade física são inferiores nas
populações com níveis sócio-econômicos mais baixos, especialmente por não
praticarem atividade física de lazer.
Outro fator que pode justificar as diferenças dos níveis de atividade física
das pessoas idosas é o hábito de vida. Andresen e Meyers (2000) apontaram
que as principais atividades detectadas no dia a dia de mulheres idosas foram
ver televisão, ouvir rádio, costurar, ler e receber visitas. Essas atividades são
ra
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predominantemente de intensidade de esforço leve, que adotam em geral
postura sentada e não promovem nenhum estímulo benéfico à saúde. Ao
contrário, a falta de atividade física e a quantidade de horas vendo televisão
estão associadas significativamente aos marcadores bioquímicos de obesidade
e de risco para doenças cardiovasculares (TERESA et al., 2000).
Ju
Dessa forma, a prática regular de atividades físicas se constitui como um
fator de prevenção para a saúde. Em estudo realizado com pessoas de idade
igual ou superior a 65 anos, Westhoff, Stemmerik e Boshulzen (2000)
observaram que após uma intervenção, os exercícios de baixa intensidade
podem ser desenvolvidos por meio de programas de atividades físicas
generalizadas e de intensidade moderada. Ao aumentar a força muscular,
consegue-se diminuir a intensidade dos esforços em geral. Isso facilita o
desempenho nas AVD e no trabalho braçal, influenciando a qualidade de vida.
Toscano e Oliveira (2009) realizaram um estudo transversal de base
populacional, com uma amostra composta por 238 idosas (idade: 69,2±6,6
anos) escolhidas aleatoriamente em 23 grupos de convivência do município de
67
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Aracaju-SE. Os domínios da qualidade de vida foram avaliados através do
questionário SF-36 e comparados entre os grupos de idosas mais ativas com
as menos ativas, avaliadas pelo IPAQ. Pode-se verificar que, em todos os
domínios, os resultados dos indivíduos mais ativos foram significativamente
superiores.
Neste sentido, o exercício físico pode mudar o estado psicológico dos
idosos. Taylor et al. (2004) concluíram que os efeitos são positivos quanto ao
bem estar psicológico provocado pela prática da atividade física, sendo que um
dos mecanismos que podem explicar esses efeitos é o aumento do fluxo
ra
cy
cerebral durante o exercício. Algumas evidências sugerem que a atividade
física sistemática também pode estar associada com a prevenção ou o atraso
no desenvolvimento da demência ou do mal de Alzheimer (LANDI, RUSSO e
BERNABEI, 2004). No entanto, os sujeitos da presente pesquisa não
realizavam exercícios físicos nos centros de atendimento avaliados, o que
Ju
limita estas considerações.
68
Ju
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7. CONCLUSÕES
7. CONCLUSÕES
Este estudo conclui que o declínio da autonomia funcional tem um valor
esperado para cada idade. Entretanto, os autores deste estudo reconhecem
que os diversos regimes de atividade física podem elevar tais níveis. O achado
mais consistente deste estudo foi encontrar um fator linear, estatisticamente
significativo, que representa a redução da autonomia funcional entre os 60 e os
80 anos. Os achados deste estudo lançam um fundamento consistente para a
avaliação da autonomia de idosas, tendo como parâmetro a idade cronológica.
Após a observação dos resultados e da discussão, o presente estudo
pôde inferir que a estratificação da avaliação da autonomia funcional por faixa
ra
cy
etária é muito mais sensível à realidade da evolução das alterações pertinentes
à senescência, refletindo uma avaliação de nível de autonomia funcional mais
real para esta população. O traçado evolutivo da curva de normalidade do
índice de GDLAM pôde confirmar esta análise, pois através desta curva,
verificou-se uma redução gradual e linear do nível de autonomia funcional com
Ju
o avançar da idade.
Em relação aos níveis de atividade física, observou-se que sujeitos
idosos podem variar conforme a população estudada, contudo os escores do
IPAQ apresentaram uma associação conforme o avançar da idade,
demonstrando que quanto maior é a idade, menor é o escore obtido. Sendo
assim, é importante haver um planejamento consistente, com estratégias e
ações voltadas para esse grupo populacional, objetivando preparar a
sociedade para um envelhecimento saudável. Recomendam-se novos estudos
que avaliem o estado cognitivo e suas relações com a prática de atividades
físicas.
70
Ju
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90
UNIVERSIDADE TRAS-OS-MONTES E ALTO DOURO
Tese de Doutorado: Juracy Corrêa Castro
DADOS GERAIS
Data
Hora
Nome
Instituição
Idade
Fr. Cardíaca
KATS:
GDLAM
IPAQ
C10M
LPDV
VTC
IPAQ 1a caminhou (dias)
1b por dia (horas)
IPAQ 2a moderada (dias)
LPS
2b por dia (horas)
LCLC
IPAQ 3a vigorosa
EXAMINADOR
3b por dia
IPAQ 4a sentado (seg. a Sex.)
4b sentado (Sab e Dom)
QUESTIONÁRIO MÉDICO
PAS
PAD
Massa corporal
Consulta médico regularmente ?
Está tratando alguma doença ?
Pedra nos rins
Alteração nos olhos
Qual doença?
Alteração nos ouvidos
Alteração na pele
Bebe bebida alcoólica ?
Já foi usuário regular de bebida alcoólica ?
É fumante ?
Já foi fumante ?
Alergia a medicamento
Colesterol alto
Quantos anos de fumante ?
Usa medicamento regularmente?
Hipertensão arterial
Doença congênita
Defeito físico
Úlceras intestinais ou duodenais
Hepatite
Diabetes
Tireóide
Depressão
Artrite
Problemas na coluna
Câncer
DST ou AIDS
Asma
Problemas cardíacos
Insuficiência cardíaca
Enfarte ou angina
Arritmia ou bloqueios
Doença de válvulas
Miocardiopatia
Pericardite
Endocardite
Varizes
Pai já falecido
Mãe já falecida
Irmão já falecido
Estatura
Original Paper.
Physical Education and Sport, 52, 81 - 83, 2008
DOI: 10.2478/v10030-008-0017-3
Authors’ contributions:
A Study design
B Data collection
C Statistical analysis
D Data interpretation
E Literature search
F Manuscript preparation
G Funds collection
Serum levels of IGF-1 in elderly women engaged in
various motor activities
Estélio H.M. Dantas A C D F, Thales Pires B D E F, Juracy C. Castro B D E F, Fernando
A.C. Bastos B D E F, César A.S. Santos B D E F, Lenita F. Caetano C D F
Human Motricity Biosciences Laboratory, LABIMH-UCB/RJ; Castelo Branco University
– UCB/RJ, Brazil
Summary
Study aim: To compare serum levels of IGF-1 in elderly women engaged in diverse activities.
Material and methods: Four groups of subjects, aged 63 – 78 years were studied: untrained
(Control; n = 10), practicing dance (Dance; n = 30), practicing meditation (Meditation; n
= 28) and engaged in weight training (Training; n = 30). Their engagement in those activities lasted at least 6 months. IGF-1 was determined by chemiluminescence.
Results: Training group had significantly (p<0.05) higher levels of IGF-1 than Meditation
or Control groups, Dance group having significantly (p<0.05) higher levels than the Control group.
Conclusions: Intense motor activities seem to bring about an increase in IGF-1 concentrations in elderly women.
Key words
IGF-1 – Physical activity – Ageing
Introduction
Ageing is a regressive process affecting multiple organs [2], associated to hormonal changes which, in turn,
are mediated by other factors. Among these is cytokine,
the insulin-like growth factor 1 (IGF-1), secreted by the
liver and other tissues that modulate the growth in autocrine, paracrine or endocrine way [11].
These mediating substances participate in the regulation of growth hormone by the hypothalamus-pituitary
axis. However, IGF-1 secretion can also be influenced
by exogenous factors like diet and physical exercise that
may enhance the inhibiting or stimulating action of growth
factors [8]. The secretion of IGF-1 is associated with
strength, muscle mass, and its maintenance and with
metabolic cost of work [4,13] and decreases with age [7].
Therefore, a decrease in the system IGF-1 and its binding protein (IGFBP) may increase the risk of diseases
and dependency [3,17].
However, an increase in IGF-1 level in response to
physical training may bring about regeneration of muscle fibres of the elderly [16]. In other words, the re-
sponses induced by physical exercise can vary according to the type and intensity of physical activity [8,14].
The aim of this study was thus to compare the concentrations of IGF-1 in serum of elderly women engaged in
weight training, dance or meditation programmes at
Casa do Idoso in the city of Belém PA.
Material and Methods
Subjects: A total of 98, elderly women volunteered
to participate in the study. Only those aged at least 60
years, not under hormonal replacement therapy, with no
chronic diseases and medically fit were included. According to their regular activities, practiced for at lest 6
months under the Casa do Idoso Health Programme
supported by the Municipal City Hall of Belém do Pará,
the subjects were assigned into the following groups:
Dance (n = 30), Meditation (n = 28), Training (weight
training; n = 30) and Control (untrained, practicing no
regular motor activity; n = 10). All subjects gave their
written consents conforming to the Research on Human
Beings regulations (196/96 Resolution of the National
Dr Estélio H. M. Dantas, Rua Prof. Hermes Lima, 238 - CO2, Recreio do Bandeirantes, CEP: 22795-065
Author’s address Rio de Janeiro, Brazil
[email protected]
E.H.M. Dantas et al.
82
Health Council). The study was approved by the Institutional Ethics Committee.
Groups: Dance - the subjects attended ballroom dance
sessions lasting 50 min, 3 times a week, the pace being
individually adjusted. The dances included foxtrot, waltz,
rumba, swing, cha-cha and tango. Every session was
preceded by a warm-up and concluded with relaxation.
Training – the subjects attended weight training sessions
lasting 50 min, 3 times a week. The sessions consisted
of alternating exercises (bench press, leg press 450, rear
pull-up, leg curl, biceps twist with dumbbell, leg ex-tension,
triceps twist and abdominal crunches) – double 8 - 10
repetitions at 75 - 85% of 1RM. Every session was preceded by a warm-up and concluded with relaxation.
Meditation - The subjects attended meditation sessions
lasting 50 min, 3 times a week. The sessions started with
sitting position, eyes closed, listening to slow rhythm
and soft volume music, and consisted of 3 stages: (1)
breathing control, with slow and deep breath, aimed at
reducing breathing frequency and learning the correct
sequence of chest mobilisation and followed by concentrating on consecutive body parts from head to pelvis (a
technique known to those practicing yoga as complete
yoga breathing, or pranayama); (2) mental repetition of
the word “peace” avoiding any other type of thought,
breathing rhythm being spontaneous. This phase was
based on relaxing response technique; (3) this stage consisted of meditating healthy and pleasant memories [6].
Methodology: Body height and mass were determined
using medical scales with stadiometer (Filizola, Brazil),
the accuracy amounting to 0.1 cm and 0.1 kg, respectively. The IGF-1 was determined by commercial assay
kits using chemiluminescence (Immulite, DPC Med
Lab, Brazil; closed vacuum system) and the results were
related to norms for age category 66 – 70 years (69 – 200
ng/mL [10]). Blood was withdrawn from the antecubital
vein before 7:30 a.m. after a 12-h fasting.
Data analysis: All data proved normal by ShapiroWilk’s test and were subjected to one-way ANOVA followed by Scheffé’s post hoc test, the level of p<0,05
being considered significant. The SPSS 14.0 software
was used.
Results
Mean values (±SD) of age, BMI and concentrations
of IGF-1 in serum are shown in Table 1. IGF-1 values
were within normal limits in all groups except the Control one, with levels significantly lower than normal.
The latter group had significantly (p<0.01) lowest values of IGF-1 and was most homogenous in that respect,
the coefficient of variability amounting to less than 11%
in contrast to 23 – 36% in other groups. No significant
between-group differences were noted for BMI or age.
Table 1. Mean values (±SD) of age, BMI and IGF-1 levels (with ranges)
Group
Training
Meditation
Dance
Control
n
30
28
30
10
Age (years)
BMI (kg/m2)
68.0 ± 5.9
67.6 ± 2.4
69.4 ± 4.6
68.2 ± 5.5
25.9 ± 5.9
26.5 ± 3.6
26.8 ± 3.7
27.9 ± 4.9
IGF-1 (ng/mL)
107.5 ± 38.6
80.5 ± 19.1#
99.8 ± 23.6
60.1 ± 6.4*
(53.0 – 186.0)
(48.4 – 140.0)
(48.4 – 144.2)
(53.2 – 71.4)
* Significantly (p<0.01) different from all other groups; # Significantly (p<0.01) different from the Training group
Discussion
The results of this study demonstrated significantly
higher levels of IGF-1 were in elderly women engaged
in physical activities (weight training and ballroom dance)
as compared with control women or those practicing
meditation. These findings are corroborated by the study
of Lambert et al. [12] who found significantly elevated
levels of IGF-1 in elderly women who realised weight
exercises of high intensity (80% 1RM); in our study, the
loads applied to training women was equal to 75 – 85%
1RM. On the other hand, the group in Lambert’s study
subjected to low-intensity training (40% 1RM) showed
no significant changes, like in our women from Meditation and Control groups. This suggests that physical
exercises associated with high-intensity stimulation bring
about a higher release of IGF-1 in elderly people.
Beld et al. [3] studied the associations between IGF1 and its binding proteins (IGFBP), and motor functions
(standing balance, walking speed and ability to rise from
a chair) in the elderly; they suggested that low serum concentrations of IGF-1, associated with increased levels of
IGFBP2, negatively affected motor performance and leg
muscle strength. Their results support those presented
by us, thus suggesting that an engagement of elderly
individuals in intense motor activities improves their
83
IGF-1 in serum of elderly women
functioning via stimulating the secretion of IGF-1. Cappola et al. reported that decreased IGF-1 levels were associated with reduced muscle strength and walking speed
[4] and with difficulties in daily functioning [5]. These
findings were corroborated by Onder et al. [15] who found
that those elderly who had higher IGF-1 levels could
also walk faster than those with low levels of that substance. Furthermore, Haboush et al. [9] reported that
dance reduced depression and improved self-esteem and
Amir et al. [1] showed anaerobic exertions (Wingate’s
test) to significantly increase IGF-1 levels in elderly
subjects.
Although muscular strength was not determined in
this study, groups engaged in intense motor activities
(weight training and dance) had highest levels of circulating IGF-1 which is in agreement with the abovementioned reports. Subjects practicing meditation did not
attain as high levels of IGF-1 which were, nevertheless,
significantly higher than in the control group. Thus, meditation which involves concentration and breathing control may improve the quality of life and reduce concentrations of noradrenaline in plasma [6].
In conclusion, our results suggest that activities associated with more intense stimulation induce higher
serum levels of IGF-1. Such activities thus seem to improve anabolic functions of mediating substances in elderly individuals. However, further studies on other types
IGF-1-associated substances that decrease with age.
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Received 1.07.2008
Accepted 15.10.2008
© University of Physical Education, Warsaw, Poland
acta medica lituanica. 2009. Vol. 16.
No. 1. P.in41–46
Depression
inactive and active elderly women
© lietuvos mokslų akademija, 2009
© lietuvos mokslų akademijos leidykla, 2009
© Vilniaus universitetas, 2009
41
Depression in inactive and active elderly women
practitioners of dance, weight-lifting or meditation
Juracy C Castro1, Tania S Giani2,
Márcia A Ferreira3,
Fernando AC Bastos1,
Thales HP Cruz1,
Rosane Boechat1,
Estélio HM Dantas1, 4
Sensu Stricto Post-graduation Program in
Human Kinetics Sciences of Castelo Branco
University, RJ, Brazil
1
Estácio de Sá University, RJ, Brazil
2
Rio de Janeiro Federal University, RJ,
Brazil
3
Research Grant of National Council of
Research
Background. The aim of the study was to confront inactive (control group) to active (practicing weight-lifting, dance or meditation) elderly women for investigating the impacts of
depression. Analysing the hypothesis that depression in old age is commonly associated
with inactivity, this study compares depression in randomly selected elderly women of
similar parameters – active practitioners of different activity programs (dance, weight-lifting and meditation) – and in women with a sedentary way of living (control group).
Materials and methods. The sample was divided into four groups: dance (DG, n = 20,
age 67 ± 4 years), weight-lifting (WG, n = 15, age 67 ± 5 years), meditation (MG, n = 15, age
68 ± 4 years) and control (CG, n = 20, age 68 ± 6 years). The Kruskal-Wallis and ShapiroWilk tests were employed. To evaluate depression, the Beck Depression Inventory (BDI)
was utilized. The expected level II error was 10%, and the accepted level I error was 1%.
Results. The Kruskal-Wallis test revealed a significant difference (p < 0.001) among
the groups. Satisfactory results were found in multiple comparisons between DG × CG
(CI = –47.723–6.671), WG × CG (CI = –55.024–10.676) and MG × CG (CI = –62.024–
17.676). The practice of activity, either physical (dance and weight-lifting) or meditation,
showed statistically reliable satisfactory results (p < 0.05) as regards depression versus the
control group.
Conclusions. This original research, comparing the groups of active and non-active
elderly women, has shown that the activity programs, either physical (dance and weightlifting) or meditation, as compared with inactivity (control group), contributed to a lower
level of depression.
4
Key words: depression, elderly women, inactivity, meditation, weight-lifting, dance
INTRODUCTION
Ageing promotes progressive psychological, social, motor and functional changes caused by decreasing muscular
strength, joint amplitude and cardio- respiratory resistance.
The literature consensus on activity and depression moods in
older adults is that those factors contribute to the functional
autonomy reduction, compromising the elderly self-esteem,
self-image, and quality of life (1). Ageing brings considerable changes in needs (2), and sedentary life can interfere
with the quality of life, driving the elderly to depression (3,
4). Depression constitutes a mental infirmity frequent in
elderly persons, deeply compromising their quality of life.
Regular and well-planned activity contributes (4) to miniCorrespondence to: Juracy Correa Castro, Coordenação de Educação Física, Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará, Av. Almirante Barroso, No 1155. ZIP: 66093-020. Belém, Pará, Brasil. E-mail: [email protected]
mizing depression in elderly individuals, offering them an
opportunity of psychosocial engagement and increasing
their self-esteem.
Quality of life is a multifactorial concept defined by the
World Health Organization Quality of Life Group (WHOQOL-Group) (5) as an individual’s perception on his / her
position in life, in the value system and in the cultural context of the environment in relation to his / her goals, expectations, patterns and concerns. Improvement in the quality
of life through activity can come from its prophylactic effects on the physical and mental state because an active life
drives to a healthy ageing (6, 7), whereas sedentary in the
elderly can interfere negatively with their quality of life,
driving them into depression (3, 4). Furthermore, a reduction of daily activity is already a suggestion of depression
characterized by a set of signals and symptoms such as the
loss of interest and pleasure in the activities that used to be
meaningful, a decrease of energy, presence of somatic anxiety, terminal and intermediary insomnia, reduction of sexual interest, psychomotor retard, cognitive difficulties, loss
42 Juracy C Castro, Tania S Giani, Márcia A Ferreira, Fernando AC Bastos, Thales HP Cruz, Rosane Boechat, Estélio HM Dantas
of hope, reduction of self-esteem, reflections on death, etc.
(7, 8).
The process of ageing varies among people. It is influenced by genetic factors as much as by lifestyle. Maintaining
a healthy lifestyle with no inactivity prevents and minimizes
the harmful effects of ageing (9, 10), producing beneficial effects on the psychosocial aspects (10). Within this perspective, the present study confronts inactivity with activity by
investigating the levels of depression in elderly women involved in programs of weight-lifting, dance or meditation
and comparing those levels with the ones found in non-active elderly women.
MATERIALS AND METHODS
This original ex post facto research involved 70 randomized
volunteer elderly women. Of them, 50 participated in the
activities of the Belém do Pará Municipal Health Program
and the other 20 were inactive elderly women living in their
neighborhood. The active elderly women were divided into
three activity groups: dance (DG, n = 20, age 67 ± 4 years and
body mass index (BMI) = 25.78 ± 3.93), weight-lifting (WG,
n = 15, age 67 ± 5 years, BMI = 27.12 ± 4.66) and meditation
(MG, n = 15, age 68 ± 4 years, BMI = 27.17 ± 2.46). The inactive women comprised the control group (CG, n = 20; age
68 ± 6 years, BMI = 26.19 ± 4.09).
The general inclusion criteria to participate in this trial
were to be healthy as defined by the researchers and to sign
the consent form of a volunteer. The inclusion criterion for
the active elderly women was to attend at least 75% of the
group activities (dance, weight-lifting or meditation) for at
least six months. The inclusion criterion for non-active elderly women was not to practice any physical activity for at
least three months (11–13).
To evaluate the body mass and stature, we used a mechanical balance and calculated the body mass index (BMI)
or the Quetelet index (15, 16) by dividing weight (kg) by
square height (m2).
To evaluate depression, the Beck Depression Inventory
(BDI) was utilized. This questionnaire contains 21 groups of
questions with four options (from 0 to 3) of answers each.
The total sum is the general score of individual depression.
The highest score shows the highest depression (17). The four
ranges suggested by Beck are as follows: (a) below 10 – no or
minimum depression, (b) 10 to 18 – mild to moderate depression, (c) 19 to 29 – moderate to serious depression, (d)
30 to 63 – severe depression.
Concerning the three activity groups, the routines were
as follows.
For the meditation group, the sessions were held three
times a week and lasted 50 minutes each. The elderly were
sitting, with their eyes closed, in a quiet ambiance, listening
to soft slow music. Each session was divided into three stages: (1) breathing control with deep slow breathing, reducing
the breathing frequency and learning a proper sequence to
mobilize the thoracic chamber, followed by an exercise of
concentrating in many parts of the body from head to pelvis;
(2) the mental repetition of the word “peace”, trying to avoid
any other thought and breathing freely / openly; this stage
was based on the relaxing-answer technique; (3) meditating
pleasant and healthy thoughts.
For the dance group, sessions were held three times a
week and lasted 50 minutes each. The variety of rhythms
included foxtrot, waltz, rumba, swing, cha-cha and tango.
The basic structure of the class was the same for each elderly
woman, although each one showed her own progression (development) according to her physical capacity, energy level,
motivation and cognitive ability. The classes started with a
flexibility and warming session and ended with relaxing.
For the weight-lifting group, sessions were held three
times a week and lasted 45 minutes each. Like in the dance
classes, they were also composed of three phases: warming,
main work and relaxing. The training (2 × 8–10 repetitions;
75–85% of 1-MR), alternating by body segments, included
the following exercises: straight supine, leg press 45°, backwards pull, leg flexion, biceps curl with halters, leg extension, triceps row pushdown, and abdominals.
The statistical treatment of data comprised descriptive analysis by localization (mean M and median Md) and
dispersion (standard deviation SD, mean standard error e)
measures. Sample normality was tested by the ShapiroWilk (SW) inferential analysis (14). To check the differences
among the groups, the Kruskal-Wallis (KW) test was employed, followed by multiple comparisons according to the
confidence interval (CI). The statistical package for social
sciences (SPSS) 14.0 and the Excel program were used.
The study was carried out in compliance with the Helsinki Declaration (18) on Human Being Research and was approved by the Castelo Branco University Ethics Committee.
RESULTS
Evaluating the elderly women’s depression level in the three
groups of activities (dance, meditation and weight-lifting),
the results were statistically significant (p < 0.05) as compared to the data on inactive elderly women of the control
group. Although the purpose of this research was to compare the level of depression between inactive and active elderly women, the activity groups were also compared among
themselves, but no significant difference was found.
Table shows the descriptive data and the SW inferential
statistics evaluating a sample’s normality / homogeneity.
One can see that in each group the distribution of the data
is heterogeneous. As the SW test revealed data to be heterogeneous, the KW was preferred to ANOVA for depression
evaluation by BDI via KW. As regards the confidence interval (CI), the result is satisfactory as it contains no zero.
The graph makes it possible to visualize that the groups
that practiced activities (DG, WG and MG) showed the lowest
BDI scores. Satisfactory results were found in multiple com-
Depression in inactive and active elderly women
parisons among DG × CG (CI = –47.723–6.671), WG × CG
(CI = –55.024–10.676) and MG × CG (CI = –62.024–17.676).
Ta b l e. The Shapiro–Wilk descriptive and inferential sample analysis
BDI
GD
WG
MG
CG
M
e
Md
SD
SW
3.05
2.00
0.67
13.20
0.95
0.65
0.16
1.65
1.50
1.00
1.00
11.50
4.26
2.51
0.62
7.36
p < 0.001
0.002
0.001
0.045
DG – dance group; WG – weight-lifting group; MG – meditation group; CG – control
group; M = mean; e = mean standard error; Md = median; SD = standard deviation;
SW – Shapiro–Wilk test statistical; BDI – Beck Depression Inventory.
Figure. Evaluation of the difference by Beck Depression Inventory rank mean
* p < 0.05; DG × CG
** p < 0.05; WG × CG
# p < 0.05; MG × CG
DG – dance group; WG –weight-lifting group; MG – meditation group; CG – control
group; BDI – Beck Depression Inventory.
As mentioned above, in the BDI the highest score shows
the highest depression. In this graph, one can see that DG
(29) and WG (26) were in the c rank, MG (18) in the b rank,
while the CG mean (57) was at the top of the d rank, i. e. that
the meditation group showed moderate depression, the G
and WG serious depression, and the inactive elderly women
(CG) were scored with severe depression.
DISCUSSION
Considering that inactivity in old age leads to depression,
maintaining a healthy lifestyle with activity programs
(weight-lifting, dance or meditation) should prevent or
minimize the depression in elderly women. In our research,
the meditation group showed the best results concerning
the depression level. This finding is in agreement with the
data of a research in which practicing meditation resulted
in a significant reduction of depression and improved the
functional capacity and quality of life of elderly persons (19)
as compared to a group of individuals that attended solely
“health education” classes. Practicing meditation resulted
in a significant reduction of depression in the elderly (19),
although more studies are needed on this issue (20).
Although the neurobiological and psychological mechanisms involved in the elderly depression are not very clear
43
(20), it has been revealed (21) that regular activities contribute to minimizing the suffering caused by depression. In
a similar way, in a retrospective research with 860 elderly
(aged 75.3 ± 10.0), sedentary elderly showed higher scores
(p < 0.05) of depression assessed by the Montgomery-Åsberg
Depression Rating Scale as compared to those practicing low
or high intensity physical exercises many times a week (8).
These findings agree with the results of our study in which
the groups that practiced any activity (DG, WG or MG)
showed the lowest BDI scores.
The elderly that are active throughout their life have the
highest probability of healthy ageing without depression (8,
9). Regular physical activity contributes to the minimization
of the psychic suffering caused by the depressive state (21).
The same result was found in a research that evaluated the
effects of the aerobic training on the depression level (Geriatric Depression Scale, GDS) in healthy elderly persons (22).
Their sample was divided into the experimental (n = 23) and
control groups (n = 23). All the GDS variables showed a significant reduction (p < 0.05) in the intra- and inter-group
results in favor of the experimental group. There was also
an improvement in the quality of life, revealed by the shortform-36 (SF-36) questionnaire.
Contrary to the finding of the present research, in a study
on aged people living in long-term care facilities, an isolated
training of force and recreation did not offer a significant
improvement of their depression level as assessed by the
GDS(23). The result (p < 0.05) was significant exclusively in
a group of complex activities as compared with the control
group.
Population ageing needs specific studies involving the
aged. It is being increasingly recognized that the impact of
chronic diseases must be assessed in terms of their influence
on quality of life (24), and depression is one of the most frequent chronic diseases in old age. There is a worldwide concern about studying the quality of ageing and designing interventions to ensure a healthy process of ageing. Therefore,
researchers in geriatrics are increasingly interested in determining the factors that are relevant to the quality of life in
older adults (25–37). The quality of life in the elderly, as well
as variations or restrictions brought about by ageing, are the
issues of scientific and social relevance (38). Those who report the poorest quality of life will be least likely to have met
their own goals, expectations, standards and concerns (39–
41), and physical activity may improve the self-perception of
their physical well-being as compared to the individuals that
remain sedentary and use anti-depressant medicines (42).
Different factors determine the efficacy of group activities in
the treatment of depression. Enhancement of social communication is secondary to the improvement of the “biological”
background (endorphins, serotonin, cortisol): enhancing
social communication among the members of a group is a
nonspecific factor that may be similar to many social activities (43), plus exercising specific factors in the production of
biological modifications (44–49), such as elevating the level
44 Juracy C Castro, Tania S Giani, Márcia A Ferreira, Fernando AC Bastos, Thales HP Cruz, Rosane Boechat, Estélio HM Dantas
of endorphins and decreasing the level of cortisol or improving the production of serotonin. In our research, the season
was not considered, accepting that there is no evidence of a
systematic seasonal pattern in depression as no seasonality
reached statistical significance (50).
Investigations of ageing disclose relevant and actual realities and contribute to a better understanding of this process and of the elderly subjects themselves (51).
CONCLUSIONS
This paper strives to make a useful contribution to the literature on activity and depressed mood in older adults. It
describes a comparison between three different types of
activity groups and a non-activity control group. The activity groups included aerobic activity (dancing), strength
training (weight-lifting), and meditation. Analysis of the
data allowed to infer that both activity programs, either
physical (dance and weight-lifting) or practicing meditation, contributed to lowering the level of depression as compared to the control group (inactivity). In addition, the Beck
Depression Inventory proved to be a sensible instrument to
confirm the anti-depressive effects on the groups that had
practiced physical activity or regular meditation. The meditation group reported the lowest scores of depression, driving to the conclusion that this form of activity contributes
most to improving the general well-being. As compared
to the inactivity group, all the activity groups showed an
improvement of depression patterns, meditation being the
topmost factor.
Received 23 January 2009
Accepted 14 April 2009
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46 Juracy C Castro, Tania S Giani, Márcia A Ferreira, Fernando AC Bastos, Thales HP Cruz, Rosane Boechat, Estélio HM Dantas
Juracy C Castro, Tania S Giani, Márcia A Ferreira,
Fernando AC Bastos, Thales HP Cruz, Rosane Boechat,
Estélio HM Dantas
Neaktyvių ir įvairia veikla (šokiais, svorių
kilnojimu ar meditacija) užsiimančių
vyresnio amžiaus moterų depresijos palyginimas
Santrauka
Įvadas. Šio tyrimo tikslas buvo palyginti neaktyvių (kontrolinė grupė) ir aktyvių vyresnio amžiaus moterų (užsiimančių svorių kilnojimu, šokiais ar meditacija) depresijos lygį. Analizuojant prielaidą, kad
vyresnio amžiaus žmonių depresija yra susijusi su neveiklumu, šiame
tyrime palyginama aktyvia veikla užsiimančių ir neaktyvių moterų
depresija.
Medžiaga ir metodai. Tiriamosios buvo suskirstytos į keturias
grupes: šokių grupė (DG, n = 20, amžius 67 ± 4 metai), svorių kilnojimo grupė (WG, n = 15, amžius 67 ± 5 metai), meditacijos grupė (MG,
n = 15, amžius 68 ± 4 metai) ir kontrolinė grupė (CG, n = 20, amžius
68 ± 6 metai). Tyrime naudoti Kruskal-Wallis ir Shapiro-Wilk testai. Depresija vertinta pagal Beko depresijos skalę (Beck Depression
Inventory (BDI)). Tikėtina II lygio paklaida sudarė 10%, I lygio paklaida – 1%.
Rezultatai. Kruskal-Wallis testas atskleidė statistiškai patikimą (p < 0,001) skirtumą tarp grupių. Teigiami rezultatai buvo gauti
lyginant įvairias grupes: DG × CG (CI = –47,723–6,671), WG × CG
(CI = –55,024–10,676), MG × CG (CI = –62,024–17,676). Tyrimas atskleidė, kad bet kokia veikla, tiek fizinė, tiek meditacija, teigiamai
veikia depresijos lygį (p < 0,05), palyginus su kontroline grupe (CG).
Išvados. Įvairūs užsiėmimai, tiek fiziniai (šokiai, svorių kilnojimas), tiek meditacija, teigiamai veikia vyresnio amžiaus moteris ir
turi įtakos žemesniam depresijos lygiui.
Raktažodžiai: depresija, vyresnio amžiaus moterys, neaktyvumas, meditacija, svorių kilnojimas, šokiai
Tuesday, May 18, 2010
Dr Samaria Ali Cader
Catholic University of Nuestra Senora de Asuncion
Brazil
Dr Mark Elkins
Level 11, Building 75
Royal Prince Alfred Hospital
Sydney, Australia
email: [email protected]
Dear Dr Samaria Ali Cader,
I am pleased to inform you that the following paper has been accepted for publication in the Journal of
Physiotherapy:
Manuscript Title:
'Inspiratory muscle training improves maximal inspiratory pressure and may
assist weaning in older intubated patients: a randomised trial'
Manuscript Number: MS0999
Authors: Samária Ali Cader, Dr, physiotherapist and professor, São Bernardo Hospital, Brazil and
Catholic University of Nuestra Senora de Asunción, Paraguay
Rodrigo Gomes de Souza Vale, Dr, professor of physical education and professor,
Laboratory of Human Kinetics Bioscience from Castelo Branco University LABIMH-UCB and Program of Postgraduate in Health Science from Federal
University of Rio Grande do Norte, Brazil
Juracy Correa Castro, Dtd, professor of physical education and professor, Laboratory of
Human Kinetics Bioscience from Castelo Branco University - LABIMHUCB. Dtd. Of Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Silvia Corrêa Bacelar, Dr, physiotherapist, Quinta D’or Hospital and Cancer Institute,
Brazil
Cintia Biehl, Dr, professor, Catholic University of Nuestra Senora de Asunción,
Paraguay
Maria Celeste Vega Gomes, Dr, professor, Catholic University of Nuestra Senora de
Asunción, Paraguay
Walter Eduardo Cabrera, Dr, professor, Catholic University of Nuestra Senora de
Asunción, Paraguay
Estélio Henrique Martin Dantas, PhD, professor, Laboratory of Human Kinetics
Bioscience from Castelo Branco University - LABIMH-UCB and Brazilian
Scholarship Research Productivity – CNPq Level 2, Brazil
The paper will be published in Volume 56, Issue 3 of the Journal of Physiotherapy. This issue will be
published in September 2010. I do not have page numbers yet.
Thank you for your contribution to the Journal of Physiotherapy.
Sincerely,
Dr Mark Elkins
Scientific Editor
Title: Inspiratory muscle training improves maximal inspiratory pressure and may assist
weaning in older intubated patients: a randomised trial
Authors:
1. Samária Ali Cader, Dr, physiotherapist and professor, São Bernardo Hospital, Brazil
and Catholic University of Nuestra Senora de Asunción, Paraguay
2. Rodrigo Gomes de Souza Vale, Dr, professor of physical education and professor,
Laboratory of Human Kinetics Bioscience from Castelo Branco University LABIMH-UCB and Program of Postgraduate in Health Science from Federal
University of Rio Grande do Norte, Brazil
3. Juracy Correa Castro, Dtd, professor of physical education and professor, Laboratory
of Human Kinetics Bioscience from Castelo Branco University - LABIMH-UCB. Dtd.
Of Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
4. Silvia Corrêa Bacelar, Dr, physiotherapist, Quinta D’or Hospital and Cancer Institute,
Brazil
5. Cintia Biehl, DR, professor, Catholic University of Nuestra Senora de Asunción,
Paraguay
6. Maria Celeste Vega Gomes, Dr, professor, Catholic University of Nuestra Senora de
Asunción, Paraguay
7. Walter Eduardo Cabrera, Dr, professor, Catholic University of Nuestra Senora de
Asunción, Paraguay
8. Estélio Henrique Martin Dantas, PhD, professor, Laboratory of Human Kinetics
Bioscience from Castelo Branco University - LABIMH-UCB and Brazilian
Scholarship Research Productivity – CNPq Level 2, Brazil
Correspondence (for review):
Name
Samária Ali Cader
Department
LABIMH
Institution
Catholic University of Nuestra Senora de Asunción
Country
Brazil
Tel
+55 21
Fax
+55 21 31509501
Email
[email protected]
Correspondence (for publication)
Name
Samária Ali Cader
Department
LABIMH
Institution
Catholic University of Nuestra Senora de Asunción
Country
Brazil
Email
[email protected]
Abbreviated title:
Inspiratory muscle training, weaning time
Key words:
Respiration, artificial; Weaning; Aged; Rehabilitation; Inspiratory
muscle training.
Word Count:
234 words (Abstract)
3814 words (Introduction, Method, Results, Discussion)
References:
30
Tables:
3
Figures:
2
Ethics Committees approval:
Committee of Ethics in Research Involving Human
Beings of the Euro-American Network of Human Kinetics – REMH
(protocol number: 005/2007). Informed consent was obtained from
each participant’s relatives with no refusals, and the experimental
procedures were executed in accordance with the Declaration of
Helsinki from 1975 (WMA, 2008).
Source(s) of support: None.
Acknowledgements: We are grateful to the physiotherapists in the Center of Intensive
Therapy for their help with measurement.
Competing interests: No.
ABSTRACT
Questions: Does inspiratory muscle training improve maximal inspiratory pressure in
intubated, older people? Does it improve breathing pattern and time to wean from mechanical
ventilation? Design: Randomised trial with concealed allocation and intention-to-treat
analysis. Participants: 41 elderly, intubated adults who had been mechanically ventilated for
at least 48 hr in an intensive care unit. Intervention: The experimental group received usual
care plus inspiratory muscle training using a threshold device, with an initial load of 30% of
their maximal inspiratory pressure, increased by 10% (absolute) daily. Training was
administered for 5 min, twice a day, 7 days a week from the commencement of weaning until
extubation. The control group received usual care only. Outcome measures: The primary
outcome was the change in maximal inspiratory pressure during the weaning period.
Secondary outcomes were the weaning time, ie, from commencement of pressure support
ventilation to successful extubation, and the index of Tobin, ie, respiratory rate divided by
tidal volume during a 1-min spontaneous breathing trial. Results: Maximal inspiratory
pressure increased significantly more in the experimental group than the control group (MD
7.6 cmH20, 95% CI 5.8 to 9.4). The index of Tobin decreased significantly more in the
experimental group than the control group (MD 8.3 br/min/L, 95% CI 2.9 to 13.7). In those
who did not die or receive a tracheostomy, time to weaning was significantly shorter in the
experimental group than the control group (MD 1.7 days, 95%CI 0.4 to 3.0). Conclusions: In
intubated older people, inspiratory muscle training improves maximal inspiratory pressure
and the index of Tobin, with a reduced weaning time in some patients. Trial registration:
NCT00922493.
INTRODUCTION
The primary reason for admission to an intensive care unit is the requirement for mechanical
ventilation (Tobin 2001). Weaning from mechanical ventilation often accounts for a large
proportion of the total time spent on the ventilator (Esteban et al 1994) and respiratory muscle
weakness is a major determinant of failure to wean (Ambrosino 2005). Failure to wean
increases the risk of ventilator associated pneumonia and further respiratory muscle
deconditioning (Epstein 2006). With aging, lung elastic recoil, chest wall compliance and
respiratory muscle strength all decrease, with resultant changes in static lung volumes and
regional ventilation (Kim and Sapienza 2005, Krieg et al 2007). Therefore interventions to
improve the success of weaning, especially those targeting respiratory muscle strength, may
be particularly important in the older population.
Inspiratory muscle strength and the index of Tobin are recognised as predictors of the success
of weaning patients from mechanical ventilation (Meade et al 2001). Maximal inspiratory
pressure is widely used as a test of inspiratory muscle strength (Green et al 2002). The index
of Tobin is the ratio of respiratory frequency to tidal volume (Yang and Tobin 1991). It
therefore quantifies the degree to which the breathing pattern is fast and shallow.
Data from several other studies support the hypothesis that inspiratory muscle training
improves inspiratory muscle strength in patients who are weaning from ventilatory support
and therefore result in an improvement in the likelihood of success of extubation (Chang et al
2005a, Epstein et al 2002). However, most of the clinical studies that have examined the
efficacy of inspiratory muscle training in the intensive care setting have been performed with
tracheostomised participants (Aldrich et al 1989, Chang et al 2005b, Martin et al 2002,
Sprague and Hopkins 2003). One study with intubated patients (Caruso et al 2005) delivered
the inspiratory muscle training intervention primarily while patients were still receiving
controlled ventilation. The controlled ventilation was continued until approximately one day
before extubation. In our experience, however, a longer ‘weaning period’ (ie, spontaneously
initiated breaths with pressure support only) is used before extubation. We are unaware of any
clinical studies of inspiratory muscle training in critically ill, intubated patients during the
weaning period. Therefore, the research questions were:
1. Does inspiratory muscle training during the weaning period improve maximal inspiratory
pressure in intubated older patients?
2. Does it improve the index of Tobin and the time to wean from mechanical ventilation?
METHOD
Design
A randomised trial was conducted between December 2007 and November 2008. Participants
were recruited from the intensive care unit of one hospital in Brazil. After undergoing
confirmation of eligibility and baseline measurements, the participants were randomly
allocated into either an experimental group or a control group. The enrolling investigator
contacted another investigator to request an allocation for the participant from the concealed
list of random allocations that had been generated by drawing numbers from a bag. This
investigator was not otherwise involved in the study. The experimental group received usual
care and also underwent inspiratory muscle training twice daily throughout the weaning
period. The control group received usual care only. The weaning period was defined as from
the end of controlled ventilation (ie, the commencement of pressure support ventilation only)
until extubation. Maximal inspiratory pressure and the index of Tobin were measured
immediately before participants commenced pressure support ventilation, daily during the
weaning period, and immediately before extubation.
Participants
Patients were included in the study if they were aged at least 70 years, had undergone
mechanical ventilation for at least 48 hours in a controlled way (Chang et al 2005a), had been
intubated because of acute hypoxaemic (Type I) respiratory failure, and were unable to
generate greater inspiratory pressure than 20 cmH2O (Yang and Tobin 1991). Patients were
excluded if they had a condition that could compromise weaning, eg, cardiac arrhythmia,
congestive heart failure or unstable ischemic cardiac disease, or that could prevent adequate
performance of inspiratory muscle training, eg, neuropathy or myopathy. Patients were also
excluded if they had been tracheostomised before the commencement of weaning, had a
major neurological comorbidity, were morbidly obese, or were taking medication that could
cause a disorder of attention.
Intervention
In the experimental group, inspiratory muscle training was commenced when the participant
was changed from controlled to spontaneous (ie, pressure support) ventilation. The
Threshold® inspiratory muscle training device was used. This provides resistance to
inspiration through the use of a flow-independent one-way valve, generating a linear pressure
load. During expiration there is no resistance because the unidirectional valve opens, while
during inspiration the valve closes, providing resistance to inspiration. The amount of
resistance can be adjusted by increasing the compression on a spring mechanism in the device
(Sprague and Hopkins 2003, Johnson et al 1996).
At each training session, participants were positioned supine with the backrest raised to 45
deg (Sprague and Hopkins 2003). The target regimen was to commence with a load of 30% of
the participant’s maximal inspiratory pressure (Chang et al 2005b), increasing daily by 10%
(absolute), with training for five minutes (Cahalin et al 1997), twice a day, seven days a week
(Liaw et al 2000) throughout the weaning period. Supplemental oxygen was provided as
needed (Martin et al 2002). The training session was interrupted when the treating therapist
observed any of the following: respiratory rate greater than 35 breaths/min or 50% higher than
at the start of the session; oxyhaemoglobin saturation less than 90%; systolic pressure greater
than 180 mmHg or less than 80 mmHg; heart rate more than 140 beats/min or 20% higher
than at the start of the session; paradoxical breathing; agitation; depression; haemoptysis;
arrhythmia or sweating (Caruso et al 2005, Conti et al 2004). When any of these signs
occurred during a training session, the load was maintained (ie, not increased by 10%) at the
next session.
The control group did not undergo any training of the respiratory muscles during the weaning
period. Both groups continued to receive all other usual care. This included changes in
ventilatory support settings (such as positive end-expiratory pressure and supplemental
oxygen) as needed by the patient, in accordance with arterial blood gas reports. Usual care
also included regular physiotherapy intervention including passive to active-assisted
mobilisation of the limbs, chest compression with quick release at end-expiration, aspiration
of the endotracheal tube, and positioning.
Decision to extubate
The decision to extubate was based on the presence of: improvement in the etiology that
resulted in respiratory insufficiency; a cough reflex; hemodynamic stability; normal body
temperature; no vasoactive drugs (with the exception of Dopamine 5 mg/kg/min); stable
electrolytes (mainly calcium, magnesium and phosphate); and normal radiological evaluation
(without pneumothorax, congestion or major pleural effusion or atelectasis). In addition, the
pH was required to be between 7.30 and 7.60; the partial pressure of carbon dioxide to be less
than 60 mmHg; the fraction of inspired oxygen to be less than 40%; and the ratio of partial
pressure of oxygen : fraction of inspired oxygen to be at least 200. Also, the participant was
required not to have paradoxical breathing, use of accessory musculature, a respiratory rate
over 35 br/min (or increase in 50% compared with before the training) and sweating
(Martinez et al 2003). The decision to extubate was also delayed until the patient could
demonstrate maximal expiratory pressure of at least 20 cmH2O (Afessa et al 1999). The cutoff point for the index of Tobin considered in the study to extubated was of 100 br/min/L
(Epstein and Ciubotaru, 1996).
The protocol for extubation was to reduce the pressure support to 8 cmH2O ensuring that a
minimum tidal volume of 6 ml/kg was maintained, followed by use of a T-tube for 30 minutes
(Boles et al 2007). The extubation was considered a failure if the patient returned to
mechanical ventilation within 48 h (Sprague and Hopkins 2003) or required a tracheostomy.
Outcome Measures
The primary outcome was maximal inspiratory pressure, measured using a vacuum
manometer according to the method of Marini and colleagues (1986), which needs little
contribution from the patient. The manometer is attached to the endotracheal tube via a
connector with an expiratory unidirectional valve, permitting expiration while inspiration is
blocked. This causes the participant to make successive respiratory efforts as their lung
volume progressively approaches residual volume. Measurement of inspiratory pressures is
maintained with the valve in situ for 25 seconds to obtain the best result (Caruso et al 1999).
Testing was performed once daily in both groups before any inspiratory muscle training or
other physiotherapy, with participants positioned supine with the backrest raised to 45 deg
(Sprague and Hopkins 2003).
Secondary outcomes were the index of Tobin and weaning time. For the index of Tobin, the
participant was disconnected from the ventilator and a ventilometer measured the participant’s
spontaneous ventilation for one minute (Yang and Tobin 1991). The index is calculated as the
number of breaths per minute divided by the tidal volume in litres. Testing was performed
once daily in both groups before any inspiratory muscle training or other physiotherapy, with
participants positioned supine with the backrest raised to 45 deg (Sprague and Hopkins 2003).
Outcomes were measured or recorded by physiotherapists in the intensive care unit.
Compliance with the training regimen was also noted daily.
Data analysis
In the absence of an established minimum clinically important difference in maximal
inspiratory pressure in this population, we nominated 10 cmH20. The best estimate of the
standard deviation of maximal inspiratory pressure in a population of intubated elderly
patients is 4.5 cmH20 (Yang et al 1993). A total of 10 participants would provide an 80%
probability of detecting a difference of 10 cmH20 in maximal inspiratory pressure at a twosided 5% significance level. We anticipated that a substantial proportion of these critically ill
participants would die or receive a tracheostomy. We therefore increased the recruited sample
to 20 participants to allow for this.
All participants with follow-up data were analysed according to their group allocation, ie,
using the intention-to-treat principle. Statistical significance was considered as p < 0.05,
therefore mean between-group differences and 95% confidence intervals are presented for
maximal inspiratory pressure, the index of Tobin, and weaning time. The Kappa Test was
used to evaluate the agreement between the evaluators of maximal inspiratory pressure. Total
intubation time was analysed using a Kaplan-Meier curve. In the event of death, tracheostomy
or self-extubation, participants were excluded from the independent t-tests of between-group
differences and were treated as censored cases in the survival analysis.
RESULTS
Flow of participants and therapists through the trial
During the recruitment period, 198 patients were screened, of whom 67 were eligible and
monitored daily to assess readiness to start weaning. Of the 67, 20 were tracheostomised, 5
died and 1 was transferred to another centre before the start of weaning. The remaining 41
were randomised: 21 to the experimental group and 20 to the control group. The baseline
characteristics, ie, on the day weaning started, of the two groups are presented in Table 1 and
in the first two columns of Table 2. Four participants in each group died before extubation.
Three participants in the experimental group and two in the control group were
tracheostomised before extubation.
The intensive care unit had a total of 24 beds, with 8 of these dedicated to postoperative
patients. The physiotherapy team was comprised of 11 physiotherapists working in three
shifts, all with expertise in intensive care, of which two have doctoral and six have masters
qualifications. Consistency between the physiotherapists for the assessment of maximal
inspiratory pressure was good, with a Kappa value of 0.68.
Compliance with trial method
Participants in the experimental group underwent training on all days during their weaning
period. The average training load of the participants in the experimental group increased from
3 cmH2O initially to 20 cmH2O at the end of the weaning period.
Effect of intervention
Group data for all outcomes at the start of weaning and at extubation for the experimental and
control groups are presented in Table 2 while individual data are presented in Table 3 (see
eAddenda for Table 3). Maximal inspiratory pressure increased significantly more in the
treatment group than the control group (MD 7.6 cmH20, 95% CI 5.8 to 9.4). The index of
Tobin increased (ie, worsened) in both groups over the weaning period, but the increase was
attenuated significantly by the inspiratory muscle training (MD 8.3 br/min/L, 95% CI 2.9 to
13.7).
Among uncensored participants (ie, those who did not die or receive a tracheostomy), the
weaning period was significantly shorter in the experimental group than the control group.
The effect of inspiratory muscle training was to reduce the weaning period by 1.7 days (95%
CI 0.4 to 3.0), as presented in Table 4, with individual data in Table 3 (see eAddenda for
Table 3).
Prior to the weaning period, the controlled ventilation period (presented in Table 1) accounted
for approximately half of the total ventilation period. A Kaplan-Meier analysis of the total
intubation time (ie, the controlled ventilation period plus the weaning period) did not identify
a significant difference between the experimental and control groups (p = 0.72). (See Figure
2.)
DISCUSSION
Although we screened 198 patients in the intensive care unit, a large proportion of these
critically ill patients died or were tracheostomised either before or after commencing weaning.
This is typical of research in inspiratory muscle training in the intensive care setting (Caruso
et al 2005, Chang et al 2005a, How et al 2007, Sprague and Hopkins 2003). This loss to
follow-up was one limitation of the study. It was compounded by the wide variability in the
condition of these patients, including modifications in their medication regimen,
psychological state, haemodynamic stability, and degree of sepsis. Nevertheless, the sample
size remained sufficient for statistically significant between-group differences to be identified
on several outcomes. Another limitation of the study was the lack of blinding. However,
because informed consent was provided by the relatives of these critically ill patients, the
potential for placebo and Hawthorne effects to operate within the patients was reduced.
Previous research suggests that imbalance between the ventilatory load and the strength and
endurance of the respiratory muscles is an important determinant of dependence on
mechanical ventilation. For example, patients who have success in weaning have a
significantly higher maximal inspiratory pressure than those who do not successfully wean
(Epstein et al 2002). This relationship is also reflected in our data, with the experimental
group showing both a significant increase in maximal inspiratory pressure and a reduction in
the weaning period when compared to the control group.
Our findings that inspiratory muscle training improved both inspiratory muscle strength and
the weaning process are also similar to the findings of several other case series. Martin and
colleagues (2002), Sprague and Hopkins (2003), and Chang and colleagues (2005b) delivered
inspiratory muscle training to tracheostomised patients with a long-standing dependence on
mechanical ventilation. All of these patients showed improved inspiratory muscle strength
and almost all weaned successfully within several weeks of starting the training. However, the
participants in the current study differed by being intubated and not tracheostomised, and the
conclusions are more robust due to the inclusion of a randomised control group.
Our findings differ, however, from those of one randomised trial (Caruso et al 2005). In this
trial, inspiratory muscle training was achieved by increasing the pressure required to trigger
pressure support, and the outcomes were the duration of the weaning period and the rate of reintubation in critically ill patients. The experimental and control groups did not significantly
differ in terms of the weaning period (p=0.24) and the maximum inspiratory pressure final
value (p=0.34). One possible explanation for the discrepancy between the studies is that
inspiratory muscle training via reduction of sensitivity of the pressure support trigger only
offers an initial resistance to the opening of the valve of the system, while inspiratory muscle
training with a threshold device maintains resistance to the respiratory system for the period
of the inspiration. Other studies have also reported differences in the clinical efficacy of
inspiratory muscle training when delivered by a threshold device versus another method
(Johnson et al 1996).
The beneficial effect of inspiratory muscle training on the index of Tobin in this study
indicates a more relaxed breathing pattern. This is consistent with a study of inspiratory
muscle training in 23 healthy adults (Huang et al 2003). After training, a significant increase
in maximum inspiratory pressure was observed, which had a significant negative correlation
with the significant reduction in respiratory stimulation P0.1. These data suggest that a reduced
time of P0.1 results in a reduction in the occurrence of dyspnoea.
Inspiratory muscle training in the experimental group was found to contribute to a significant
increase in maximum inspiratory pressure and to a reduction of the index of Tobin. These are
considered to be good predictors of weaning, which is consistent with our finding that
inspiratory muscle training significantly reduces the weaning period in patients who did not
die or receive a tracheostomy.
We conclude that inspiratory muscle training improves inspiratory muscle strength in older
intubated patients. In patients who do not die or receive a trachesotomy, it may also reduce
weaning time.
The submitted material is original. It has not been published and is not being considered for
publication elsewhere. All the authors assume the responsibility for this paper.
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Yang KL (1993) Inspiratory pressure/maximal inspiratory pressure ratio: a predictive index of
weaning outcome. Intensive Care Medicine 19: 204-208.
Screened for eligibility (n=198)
Excluded (n = 131)
•
Not meeting inclusion criteria
(n=128)
•
Refused to participate (n=3)
Eligible, awaiting start of weaning (n = 67)
Excluded (n =26)
• tracheostomised (n = 20)
• died (n = 5)
• transferred out of the hospital (n = 1)
Start of
weaning
Lost to follow-up
• died (n = 4)
• tracheostomised
(n = 3)
Extubation
Measured maximal inspiratory pressure and index of Tobin
Randomised (n = 41)
(n = 21)
(n = 20)
Experimental Group
• inspiratory muscle training
5 min twice daily
• usual care
Control Group
• usual care
Measured maximal inspiratory pressure and index of Tobin
(n = 14)
(n = 14)
Figure 1. Design and flow of participants through the trial.
Lost to follow-up
died (n = 4)
tracheostomised
(n = 2)
•
•
Table 1: Baseline characteristics of participants.
Characteristic
Randomised
Lost to follow up
Exp
(n=21)
Con
(n=20)
Exp
(n=7)
Con
(n=6)
Age (yr), mean (SD)
83 (3)
82 (7)
82 (6)
82 (5)
Gender, n male (%)
9 (43)
10 (50)
3 (50)
3 (50)
Weight (kg), mean (SD)
66 (5)
65 (6)
67 (3)
66 (2)
7.0
2 (10)
2 (10)
1 (14)
1 (17)
7.5
9 (43)
9 (45)
3 (43)
2 (33)
8.0
10 (48)
9 (45)
3 (43)
3 (50)
20 (6)
20 (7)
19 (4)
20 (1)
Postoperative
3 (14)
2 (10)
1 (14)
1 (17)
Pneumonia
11 (52)
10 (50)
3 (43)
3 (50)
Aspiration
5 (24)
5 (25)
2 (29)
1 (17)
Trauma
1 (5)
2 (10)
1 (14)
1 (17)
Sepsis
1 (5)
1 (5)
0 (0)
0 (0)
7 (2)
6 (2)
8 (1)
8 (1)
Size OTT, n (%)
APACHE II score, mean (SD)
Causes of ARF, n (%)
Controlled ventilation period
(d), mean (SD)
Exp = experimental group, Con = control group, OTT = oro-tracheal tube; APACHE = Acute Physiology And
Chronic Health Evaluation; ARF = Acute Respiratory Failure
Table 2: Mean (SD) of outcomes for each group, mean (SD) difference within groups and
mean difference (95% CI) between groups.
Outcome
Groups
Pre-test
Post-test
Difference within
groups
Difference
between groups
Post-test minus pretest
Post-test minus
pre-test
Exp
(n = 14)
Con
(n = 14)
Exp
(n = 14)
Con
(n = 14)
Exp
Con
Exp minus Con
MIP
(cmH2O)
15.1
(2.6)
15.3
(2.2)
25.0
(3.9)
17.6
(1.9)
9.9
(2.5)
2.3
(2.1)
7.6
(5.8 to 9.4)
IT
(br/min/L)
73.6
(8.8)
81.5
(6.9)
79.7
(11.2)
95.9
(12.4)
6.1
(3.6)
14.4
(9.1)
-8.3
(-13.7 to -2.9)
IT = index of Tobin (br/min/L); MIP = maximal inspiratory pressure (cmH2O); Exp = experimental group; Con =
control group, Pre-test = start of weaning, Post-test = extubation, shaded row = primary outcome.
Table 4: Mean (SD) duration (days) of the weaning period among uncensored participants.
Outcome
Weaning period
Exp = experimental group, Con = control group
Groups
Mean difference between
groups
Exp
(n=14)
Con
(n=14)
Exp minus Con
3.6 (1.5)
5.3 (1.9)
1.7 (0.4 to 3.0)
group
1
2
1.0
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0
0
2.50
5.00
5
7.50
10.00
10
days
Group 1: experimental group; Group 2: control group.
Figure 2: Kaplan-Meier estimates of time to extubation.
12.50
15.00
15
ANEXO
REFERENTE
SUBMETIDO
A
A
AUTONOMIA
ARCHIVES
OF
FUNCIONAL
GERONTOLOGY
-
AND
GERIATRICS
CURVA DE NORMALIDADE DA AUTONOMIA FUNCIONAL EM IDOSAS
Juracy Corrêa Castro, MD
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana da Universidade Castelo
Branco– LABIMH-UCB/RJ.
Email: [email protected]
Samária Ali Cader, PhD.
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana da Universidade Castelo
Branco– LABIMH-UCB/RJ.
Universidad Católica Nuestra Señora de La Asunción – Paraguay.
Email: [email protected]
Rodrigo Gomes de Souza Vale, Dr.
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana da Universidade Castelo
Branco– LABIMH-UCB/RJ.
Universidad Católica Nuestra Señora de La Asunción – Paraguay.
Email:
Estélio Henrique Martin Dantas, PhD
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana da Universidade Castelo
Branco– LABIMH-UCB/RJ - Brazil
Bolsista de Produtividade em Pesquisa – CNPq
Email: [email protected]
Correspondência para: JURACY CORREA CASTRO, Centro Federal de
Educação Tecnológica do Pará – CEFET-PA. Coordenação de Educação
Física – CEF. Av. Almirante Barroso,
No 1155, Belém, Pará, Brasil. CEP:
66093-020. email: [email protected]
RESUMO
O objetivo da presente investigação foi traçar a curva de normalidade da
autonomia funcional em idosas residentes na Amazônia - Brasil. A amostra foi
constituída de 775 idosas com idade entre 60 e 80 anos. Para verificar o
desempenho nas atividades da vida diária e calcular o índice de autonomia
funcional (IG), utilizou-se o protocolo do Grupo de Desenvolvimento Latino
Americano para a Maturidade (GDLAM) composto de cinco testes: a. caminhar
10 metros (C10m); b. levantar-se da posição sentada (LPS); c. levantar-se da
posição de decúbito ventral (LPDV); d. levantar-se da cadeira e locomover-se
pela casa (LCLC); e. vestir e tirar a camiseta (VTC). O tratamento estatístico foi
composto por análise descritiva e inferencial através do teste de através da
qual fez-se a análise comparativa dos cruzamentos entre as variáveis
experimentais, objetivando verificar os níveis de significância de associação
classificatória entre os mesmos Os resultados demonstraram uma queda linear
da autonomia funcional, com o aumento do IG de 27.3 no grupo 1 (60 a 64
anos) até 32.67 no grupo 4 (acima de 79 anos). Desta forma, infere-se que,
além do sedentarismo contribuir para um nível de autonomia funcional fraco, a
curva de normalidade demonstrou uma redução linear deste nível.
Palavras-chave: autonomia funcional; idosos; sedentarismo.
2
1. Introdução
O processo da senescência se caracteriza pela perda progressiva das
capacidades fisiológicas, com o declínio das funções de diversos órgãos e
sistemas (Marin et al., 2003). Dentre estas perdas, encontra-se o declínio do
sistema muscular (Hunter et al., 2001), que pode ser acelerado com a
inatividade física (Cader et al., 2007) e prejudicar as atividades da vida diária
(AVD), gerando um maior nível de dependência funcional e uma menor
autonomia funcional (Cader et al., 2007a e 2007b; Pereira et al., 2007; Rubio et
al., 2007; Roger set al., 2008). No entanto, para os idosos, a atividade física
parece ter importante efeito sobre a redução do progresso das deficiências de
funcionamento físico (Backmand et al., 2009).
A autonomia funcional, segundo o Grupo de Desenvolvimento LatinoAmericano para Maturidade -GDLAM (Vale, 2005) é definida como o poder de
executar de forma independente e satisfatória suas AVD, continuando suas
relações e atividades sociais, exercitando seus direitos e deveres de cidadão
(Pereira et al., 2003) e ainda mantendo suas funções cognitivas (Amorim e
Dantas, 2002). A sua redução pode ser considerada como uma causa
importante para a perda da independência dos idosos (Anton et al., 2004).
Nikolova et al. (2009), dizem que o declínio cognitivo parece estar associado à
deterioração funcional e, ainda, que as pessoas com baixo nível de
funcionamento cognitivo são mais propensas a ter deficiência funcional.
Prevenir a deterioração da autonomia funcional é o principal objetivo da
medicina geriátrica (Zelada et al., 2009).
O protocolo GDLAM possibilita a avaliação da autonomia funcional
através da realização de 5 testes relacionados com atividades da vida diária
(AVDs) é instrumento confiável e seguro. Permite a obtenção de uma medida
fidedigna da situação funcional de forma geral. Os participantes são
submetidos a uma bateria testes com avaliação cronológica, os indivíduos mais
aptos concluem os testes em menor tempo (Vale, 2005; Dantas e Vale, 2004).
O único inconveniente do protocolo GDLAM é que a classificação da
autonomia funcional não é distribuída por faixa etária, considerando apenas o
idoso a partir dos 60 anos de idade. Ainda assim, este critério uniforme é
resguardado na distribuição normal como um modelo quantitativo de
fenômenos naturais e nas ciências biológicas e médicas, onde sua importância
3
é devido ao Teorema do Limite Central (Ayres, 2008). Muitas medições, que
vão desde testes psicológicos a fenômenos físicos podem ser aproximadas, em
diferentes graus, pela distribuição normal.
Neste sentido, o objetivo da presente investigação foi traçar a curva de
normalidade da autonomia funcional em idosas da Amazônia.
2. Sujeitos e métodos
2.1. The sample and the data collection
Para este estudo descritivo, transversal, a amostra foi selecionada de
forma probabilística e todos eram voluntários. O Cálculo do tamanho amostral
foi realizado sendo previamente estabelecido o erro amostral em 4%, com base
na teoria de Cochran (1986), sendo obtido o valor de um n= 620 idosas.
Entretanto, o estudo findou com775 idosas com idade entre 60 e 80 anos (70±6
anos; IMC: 26,7±4,1). Todas as idosas eram residentes na Amazônia - Brasil.
As participantes desta pesquisa assinaram o termo de consentimento e
os procedimentos experimentais foram executados dentro das normas éticas
previstas na Resolução No 196, de 10 de Outubro de 1996, do Conselho
Nacional de Saúde. O estudo teve seu projeto de pesquisa submetido e
aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da
Universidade Castelo Branco, Rio de Janeiro, sob o número 0040/2008.
Como critério de inclusão, os indivíduos da amostra deveriam ser
autônomos funcionalmente no desempenho das atividades físicas diárias.
Foi considerado critério de exclusão qualquer tipo de condição aguda ou
crônica que pudesse comprometer ou que se tornasse um fator de
impedimento para os testes de autonomia funcional, tais como: cardiopatias,
diabetes, hipertensão arterial e bronquite-asmática não controlada; quaisquer
condições musculoesqueléticas que pudessem servir de fator interveniente à
prática da atividade (osteoartrite, fratura recente, tendinite e uso de prótese);
problemas neurológicos; obesidade mórbida; indivíduos renais crônicos e
aqueles que fizessem uso de medicamentos que pudessem causar distúrbios
da atenção
Para verificar o desempenho nas AVD e calcular o índice de autonomia
(IG) utilizou-se o protocolo GDLAM de autonomia funcional (Vale, 2005; Dantas
4
e Vale, 2004), em que se registrou o melhor tempo de duas tentativas, em
segundos, através de um cronômetro (Casio, Brasil), para a execução dos
seguintes testes: a. caminhar 10 metros (C10m): caminhar 10 metros o mais
rápido possível (Sipilä et al., 1996); b. levantar-se da posição sentada (LPS):
levantar−se cinco vezes da posição sentada (Guralnik et al., 1994); c. levantarse da posição de decúbito ventral (LPDV): levantar−se, ficando de pé, o mais
rápido possível, partindo da posição de decúbito ventral (Alexander et al.,
1997); d. levantar-se da cadeira e locomover-se pela casa (LCLC): levantar−se
de uma cadeira e caminhar uma distância de cinco metros, em linha reta,
contornando um cone à direita e diagonal, retornar e sentar−se novamente, e
levantar-se outra vez e caminhar cinco metros contornando um outro cone à
esquerda e diagonal, repetir todo o procedimento mais uma vez (Andreotti et
al., 1999); e. vestir e tirar a camiseta (VTC): vestir e tirar uma camiseta,
estando o indivíduo de pé, com os braços ao longo do corpo e com uma
camiseta de tamanho “G” (Hering, Brasil) em uma das mãos (no lado
dominante) (Vale et al., 2006).
2.2. Análise estatística
Em um primeiro momento, foi realizada a análise estatística com o
objetivo de estimar as medidas de tendência central (média) e variação dentro
cada idade (distribuição de freqüências, absolutas e relativas), no intervalo
entre 60 e 80 anos. O segundo momento foi relativo a Estatística Inferencial
através da qual fez-se a análise comparativa dos cruzamentos entre as
variáveis experimentais, objetivando verificar os níveis de significância de
associação classificatória entre os mesmos. Ressalta-se, ainda, que na criação
da nova tabela referencial do GDLAM, foi usado o Box-Cox para normatização
de amostras e o método de Fusy. Após isto, os níveis de autonomia funcional
foram divididos por percentis. Foi previamente adotado o nível alfa=0.05 para
rejeição de hipótese de normalidade. Os procedimentos estatísticos foram
suportados pelos programas BioEstat versão 5 e SPSS versão 14.
5
3. Resultados
A tabela 1 apresenta a freqüência absoluta (n) e percentual (%) da
distribuição da faixa etária de quatro em quatro anos. Nela pode-se observar
que há uma redução de participantes no grupo etário com maior idade (> 80
anos) e uma maior concentração no grupo etário de 65-69 anos.
A fim de avaliar o nível nutricional dos idosos, foi realizada uma
distribuição frequencial (n e %) baseada nos níveis de índice de massa
corporal (IMC). Nesta avaliação, pode-se observar que houve uma maior
concentração de idosas classificadas como “normal”, seguida da classificação
de “baixo peso”, “sobre peso” e “obeso” (tabela 2).
Baseado na divisão por percentis, chegou-se a tabela estratificada do
nível de autonomia funcional por faixa etária (tabela 3).
Baseado nos valores referenciais da tabela 3 (estratificada por faixa
etária) e dos níveis descritos por Vale (2005 – com valores gerais para
indivíduos maiores que 60 anos), a tabela 4 traz a comparação dos níveis de
autonomia funcional em cada teste e do IG entre as duas tabelas referenciais.
Pode-se observar na tabela 4 que com a nova classificação, por faixa
etária, há uma maior tolerância à redução do nível de autonomia funcional com
o avançar da idade, respeitando a curva de normalidade, apresentada no
gráfico 1.
A tabela 5 traz a distribuição do nível de autonomia funcional, para uma
melhor visualização da amostra, por nível alcançado. Nela pode-se verificar
que grande parte da amostra apresentou um nível regular nos testes de C10m,
de LPS, de LCLC e no IG e um nível bom nos testes de LPDV e VTC.
4. Discussão
A fim de nortear a discussão, a tabela 6 descreve os resultados de
outros estudos relevante que utilizaram o protocolo de GDLAM.
Berlloni et al. (2008) tiveram o objetivo de comparar a autonomia
funcional de mulheres idosas, praticantes (GPH; n= 10; idade= 67,8±6 anos) e
não praticantes de hidroginástica (GNPH; n=9; idade= 61,7±7 anos). Em seu
estudo observaram que, o GPH, apresentou nível de autonomia funcional muito
bom no teste de C10m, LPS e LPDV e bom no LCLC. Em contrapartida, o
6
GNPH revelou nível fraco nos testes LPS e LCLC, bom em C10m e regular no
LPDV. Dentre os testes, o LPS, LPDV e LCLC apresentaram diferença
estatística (p<0,05) entre os grupos, com resultados favoráveis ao GPH.
Todavia, segundo a nova tabela estratificada, o LPS apresentou nível regular
no teste LPS.
O estudo de Paula et al. (2008) objetivou investigar o efeito da
autonomia funcional de idosos praticantes de atividade física (n=11; idade=
67±7 anos) na fadiga muscular, avaliada através da eletromiografia (EMG) de
superfície. Segundo a classificalção de Vale (2005), os níveis de autonomia
funcional foram: bom (C10m e LPS), regular (LPDV) e muito bom (LCLC).
Todos os testes apresentaram a mesma classificação do nível de autonomia
funcional estratificada por faixa etária, com exceção do LPDV que apresentou
nível bom.
A pesquisa de Guimarães et al. (2008) verificou os efeitos de um
programa de atividade física sobre o nível de autonomia de idosos participantes
do Programa de Saúde da Família. Participaram do trabalho 70 gerontes, de
ambos os sexos, divididos em 2 grupos: um grupo experimental (GE; n= 35;
idade= 68±5 anos), no qual foi realizada a intervenção, e um grupo controle
(GC; n=35; idade= 69±8 anos). No pré-teste, foi observado um valor fraco de
autonomia funcional em todos os testes, tanto no GE quanto no GC. Após a
intervenção, pôde-se perceber nos resultados do GE um valor fraco no teste
LPS, regular nos testes LCLC e IG e bom nos testes LPDV, C10m e VTC. O
GC não teve alteração de resultados e revelou, em relação ao GE, uma
diferença signiicativa (p<0,05) em todos os testes no pós-teste do GE, sendo
os resultados à favor deste último. Embora o GE tenha apresentado melhoras
no pós-teste em relação ao nível de autonomia funcional, na classificação
dividida por faixa etária, esta melhora foi mais valorizada pois o teste LPS
apresentou nível regular, ao invés de fraco e o teste LCLC e o IG apresentaram
um nível bom, ao invés de regular.
Vale et al. (2009) objetivaram avaliar o grau de correlação do nível sérico
basal de Insulin like growth factor (IGF1) e novel de autonomia funcional na
performance das atividades da vida diária. Para tal, participaram do estudo 11
idosos sedentários (idade= 68±5 anos), os quais apresentaram nível de
autonomia bom para VTC, regular para LPS e LPDV e fraco para C10m, LCLC
7
e IG. Por se tratarem de idosos sedentários, com baixo nível de autonomia,
com exceção dos testes de LPS e VTC, todos os demais apresentaram
diferença na referência de classificação separada por faixa etária, a saber:
nível bom no C10m, no LPDV e no IG e nível regular no LCLC.
A pesquisa de Cader et al. (2006) teve por objetivo analisar o perfil da
autonomia funcional e da qualidade de vida de idosos asilados em uma
instituição filantrópica no município do Rio de Janeiro. A amostra foi constituída
de 8 mulheres e 7 homens (n= 15, idade= 76±10 anos). Pela característica de
extremo sedentarismo da amostra, todos os testes e o IG apresentaram nível
fraco de autonomia funcional. Todavia, baseado nos valores referenciais
descritos na tabela 4 do vigente estudo, os testes de LPS, LPDV e VTC
apresentaram nível regular de autonomia funcional.
Pereira et al. (2007) avaliaram o efeito de um programa de treinamento
de força, durante 20 semanas, sobre a autonomia funcional de mulheres
idosas. A amostra foi dividida, aleatoriamente, em: grupo experimental (GE;
n=13; idade= 65±5 anos) e grupo controle (n=11; idade=71±6 anos). Os testes
apresentaram níveis de autonomia funcional muito bom (C10m, VTC e IG) e
bom (LPS, LPDV e LCLC), pós-teste, no GE. Pelo fato deste grupo ter
apresentado níveis altos de autonomia funcional, não houve diferença de
classificação da mesma entre a referência de Vale (2005) e a dividida por faixa
etária, apresentada na tabela 4.
Semelhante a investigação de Pereira et al. (2007), o estudo de Silva et
al. (2009) também não revelou diferença no nível de autonomia funcional entre
os valores referenciais gerais e aqueles descritos na presente pesquisa. Estes
autores objetivaram avaliar os efeitos do treinamento de força nas fases
neurogênica e miogênica sobre o nível de força muscular e autonomia
funcional de idosas sedentárias. Sua amostra foi composta de 40 idosas,
divididas em grupo experimental (GE; n=20; idade= 64±4 anos) e grupo
controle (GC; n=20; idade= 72±6 anos).
O GE, após 20 semanas de
treinamento, apresentou nível de autonomia funcional muito bom (C10m,
LPDV, VTC e IG) e bom (LPS e LCLC), diferenciando, estatisticamente
(p<0,05) do GC na fase neurogênica. Valores semelhantes também foram
encontrados no trabalho de Vale et al. (2006) nos testes de de C10m, LPS e
LPDV.
8
Cader et al.,(2007) realizaram uma investigação que avaliou o efeito do
fortalecimento muscular inspiratório sobre a pressão inspiratória máxima
(Pimáx) e a autonomia funcional de idosos asilados. A amostra foi constituída
de 34 gerontes, divididos em grupo experimental - GE (n=21, 76±2 anos) e
grupo controle – GC (n=13, 75±2 anos). Após a intervenção, embora o GE
tenha obtido melhora significativa (p=0,0001) em todos os testes, não houve
melhora do seu nível de autonomia, a saber: fraco. No entanto observa-se que,
pela maior sensibilidade da classificação da autonomia funcional estratificada
por faixa etária, respeitando as alterações decorrentes da senescência,
principalmente em uma idade tão avançada (76 anos), o teste de VTC
apresentaria um classificação regular.
Vale et al. (2005), objetivaram comparar os efeitos do treinamento
resistido de força e de flexibilidade sobre a autonomia funcional das atividades
da vida diária (AVD) em 36 mulheres senescentes. Métodos - Os sujeitos foram
distribuídos em dois grupos, um de treinamento de flexibilidade (GFLEX, n=18;
idade= 66±7 anos) e outro de treinamento resistido de força (GFOR, n=18;
idade= 65±4 anos). Houve diferença significativa (p<0,05), no pós-teste, em
todos os testes de ambos os grupos, a saber: C10m (GFLEX: bom; GFOR:
muito bom); LPS (GFLEX: bom; GFOR: muito bom); LPDV (GFLEX: regular;
GFOR: bom); LCLC (GFLEX: bom; GFOR: bom). Comparando estes valores
com aqueles descritos na faixa etária de 65-69 anos, há discordância na
classificação do teste LPDV do GFLEX, o qual obteria o nível bom e do teste
de LCLC do GFOR, o qual obteria o nível muito bom.
Com o propósito de avaliar a correlação entre níveis séricos de IGF1 e
GH e a autonomia funcional e o fitness físico, Cordeiro et al. (2005) avaliaram
concentração sérica basal de GH e IGF-1 em 20 idosas (68±5 anos)
praticantes de musculação. Em seus resultados, não encontraram correlação
entre os hormônios e o nível de autonomia (p=0,29) e esta última se comportou
da seguinte forma: C10m (muito bom); LPS (regular) e LPDV e LCLC (fraco).
Todavia, baseado nos valores de referência para esta faixa etária, os testes
LPDV e LCLC apresentariam a classificação regular de autonomia funcional.
Com base no fato de que o processo de envelhecimento é
acompanhado por muitas alterações orgânicas e, dentre estas, a sarcopenia
que, devido a fatores biológicos, leva o idoso à perda de força muscular e
9
autonomia funcional, uma pesquisa (Cortes e Silva, 2005) teve como objetivo
tratar da manutenção da força muscular e da autonomia funcional em idosos.
Para tal, foi realizado um trabalho contra resistência (12 semanas), com
ganhos significativos (p<0,05) nos testes de: uma repetição máxima (1 RM),
LPS (nível regular), LPDV (nível regular) e C10m (nível bom) em um grupo de
30 mulheres idosas (68±6 anos). Entretanto, nesta faixa etária de 68 anos, a
tabela 4 apresentaria nível bom no teste LPDV.
Pereira et al. (2005), objetivaram verificar as características biofísicas de
mulheres idosas, dentre elas a autonomia funcional. A amostra foi composta
por sete mulheres idosas, com idade média de 66± 4 anos. Em seus achados,
observaram nível fraco de autonomia nos testes de C10m e LPDV e regular
nos demais (LPS, LCLC e VTC). Quanto menor é o nível de autonomia
funcional, maiores são as diferenças entre os valores de autonomia funcional
entre a tabela geral e estratificada, a exemplo dos testes de C10m, LPDV e
LCLC que obteriam a classificação regular, regular e bom, respectivamente.
5. Conclusão
Após a observação dos resultados e da discussão, o presente estudo
pôde inferir que a estratificação da avaliação da autonomia funcional por faixa
etária é muito mais sensível à realidade da evolução das alterações pertinentes
à senescência, refletindo uma avaliação de nível de autonomia funcional mais
real para esta população. O traçado evolutivo da curva de normalidade do
índice de GDLAM pôde confirmar esta análise, pois através desta curva,
verificou-se uma redução gradual e linear do nível de autonomia funcional com
o avançar da idade.
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10
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13
Tabela 1: Distribuição do Grupo etário por faixa etária (de 4 em 4 anos).
Grupo etário
1 (60-64 anos)
2 (65-69 anos)
3 (70-74 anos)
4 (75-79 anos)
5 (80- + anos)
Total
Frequncia
absoluta
(n)
182
197
182
177
37
775
Frequência
percentual
(%)
23,50%
25,40%
23,50%
22,80%
4,80%
100,00%
1, 2, 3, 4, 5 e 6: grupos etários.
14
Tabela 2: Distribuição da amostra por nível de índice de massa corporal (IMC).
IMC
Baixo Peso
Normal
Sobre Peso
Obeso
Total
Frequncia
absoluta
(n)
290
431
43
11
775
Frequência
percentual
(%)
37,40%
55,60%
5,60%
1,40%
100,00%
15
Tabela 3: Nível de autonomia funcional pelo protocolo do GDLAM por faixa
etária.
Muito
Bom
Bom
Regular
Fraco
C10m
G1
G2
G3
G4
G5
-5,52
-5,67
-5,83
-5,98
-6,14
5,52 - 7,04
5,67 - 7,21
5,83 - 7,38
5,97 - 7,56
6,14 - 7,73
7,05 - 8,92
7,22 - 9,04
7,39 - 9,16
7,57 - 9,28
7,74 - 9,40
+ 8,92
+ 9,04
+ 9,16
+ 9,28
+ 9,40
G1
G2
G3
G4
G5
-6,84
-6,91
-6,97
-7,04
-7,11
6,84 - 10,12
6,91 - 10,19
6,97 - 10,26
7,04 - 10,33
7,11 - 10,40
10,13 - 13,62
10,20 - 13,72
10,27 - 13,81
10,34 - 13,91
10,41 - 14,01
+ 13,62
+ 13,72
+ 13,81
+ 13,91
+ 14,01
G1
G2
G3
G4
G5
-2,30
-2,47
-2,63
-2,80
-2,96
2,30 - 3,52
2,47 - 3,81
2,63 - 4,11
2,80 - 4,40
2,96 - 4,70
3,53 - 5,41
3,82 - 5,80
4,12 - 6,20
4,41 - 6,60
4,71 - 6,99
+ 5,41
+ 5,80
+ 6,20
+ 6,60
+ 6,99
G1
G2
G3
G4
G5
-8,22
-8,75
-9,29
-9,83
-10,36
8,22 - 11,45
8,75 - 12,00
9,29 - 12,54
9,83 - 13,08
10,36 - 13,63
11,46 - 15,51
12,01 - 16,04
12,55 - 16,56
13,09 - 17,08
13,64 - 17,60
+ 15,51
+ 16,04
+ 16,56
+ 17,08
+ 17,60
G1
G2
G3
G4
G5
-35,17
-35,96
-36,76
-37,55
-38,35
35,17 - 42,37
35,96 - 43,28
36,76 - 44,19
37,55 - 45,11
38,35 - 46,02
42,38 - 49,68
43,29 - 50,81
44,20 - 51,94
45,12 - 53,06
46,03 - 54,19
+ 49,68
+ 50,81
+ 51,94
+ 53,06
+ 54,19
G1
G2
G3
G4
G5
-22,28
-22,82
-23,37
-23,91
-24,46
22,28 - 27,43
22,82 - 28,10
23,37 - 28,77
23,91 - 29,45
24,46 - 30,12
27,44 - 33,01
28,11 - 33,71
28,78 - 34,41
29,46 - 35,11
30,13 -35,81
+ 33,01
+ 33,71
+ 34,41
+ 35,11
+ 35,81
LPS
LPDV
VTC
LCLC
IG
C10m = caminhar 10 metros; LPS = levantar da posição sentada; LPDV = levantar da posição de
decúbito ventral; VTC = vestir e tirar uma camiseta; LCLC = levantar da cadeira e locomover-se pela
casa; IG:índice de GDLAM. G1: 60-64 anos; G2: 65-69 anos; G3: 70-74 anos; G4: 75-79 anos; G5: + de
80 anos. A unidade de medida dos testes é em segundos.
16
Tabela 4: Comparação do nível de autonomia pela tabela geral e a
estratificada.
G1 média
desvio-padrão
estratificado
geral
G2 média
desvio-padrão
estratificado
geral
G3 média
desvio-padrão
estratificado
geral
G4 média
desvio-padrão
estratificado
geral
G5 média
desvio-padrão
estratificado
geral
C10m
6,83
0,81
B
R
7,61
4,38
R
F
7,82
0,99
R
F
8,31
0,94
R
F
8,76
1,10
R
F
LPS LPDV VTC LCLC
10,78 3,22 10,28 47,36
1,63 0,57 1,47 4,50
R
B
B
R
R
B
B
F
11,22 3,50 10,73 49,90
2,66 0,78 1,74 5,89
R
B
B
R
F
B
B
F
11,62 3,75 11,24 52,35
1,44 0,86 1,93 5,93
R
B
B
F
F
R
B
F
12,01 4,23 11,33 54,25
1,52 1,05 1,43 5,43
R
B
B
F
F
R
B
F
12,17 5,05 11,33 56,06
1,87 1,14 1,93 4,19
R
R
B
F
F
F
B
F
IG
27,39
2,19
B
R
29,00
3,61
R
F
30,30
2,38
R
F
31,51
2,23
R
F
32,67
2,04
R
F
Estratificado: nível de autonomia pela tabela estratificada por faixa etária; geral: nível de
autonomia pela tabela geral; C10m = caminhar 10 metros; LPS = levantar da posição sentada;
LPDV = levantar da posição de decúbito ventral; VTC = vestir e tirar uma camiseta; LCLC =
levantar da cadeira e locomover-se pela casa; IG:índice de GDLAM. G1: 60-64 anos; G2: 65-69
anos; G3: 70-74 anos; G4: 75-79 anos; G5: + de 80 anos. MB: muito bom; B: bom; R: regular;
F: fraco.
A unidade de medida dos testes é em segundos.
17
45,00
40,00
35,00
30,00
25,00
20,00
15,00
10,00
5,00
0,00
MB
B
R
F
Nível de Autonomia
G1
G2
G3
G4
G5
Gráfico 1: Curva de normalidade do índice de GDLAM.
G1: 60-64 anos; G2: 65-69 anos; G3: 70-74 anos; G4: 75-79 anos; G5: + de 80 anos. MB:
muito bom; B: bom; R: regular; F: fraco.
18
Tabela 5: Distribuição da amostra, estratificada, por nível de autonomia
funcional.
Testes Distribuição
Fraco
C10m n
64
8,30%
Classificação
Bom
Muito
Total
Bom
392
297
22
775
50,60% 38,30%
2,80% 100,00%
Regular
%
24
511
224
16
775
LPS n
3,10% 65,90% 28,90%
2,10% 100,00%
%
12
203
535
25
775
LPDV n
1,50%
26,20%
69,10%
3,20%
100,00%
%
358
361
53
3
775
LCLC n
46,20% 46,60% 6,80%
0,40% 100,00%
%
2
197
514
62
775
VTC n
0,30%
25,40%
66,30%
8,00%
100,00%
%
97
503
167
8
775
IG
n
12,50% 64,90% 21,50%
1,10% 100,00%
%
C10m = caminhar 10 metros; LPS = levantar da posição sentada; LPDV = levantar da posição
de decúbito ventral; VTC = vestir e tirar uma camiseta; LCLC = levantar da cadeira e
locomover-se pela casa; IG:índice de GDLAM.
19
Tabela 6: Estudos prévios com o protocolo de GDLAM.
Estudo
Característica C10m
LPS
Hidroginástica
5,17 6,65
Sedentários
5,82 12,28
Asilados
13,39 13,07
sedentários
al., Fortalecimento
9,3 9,36
inspiratório
al.,
Força
5,65 11,76
LPDV
VTC
LCLC
IG
Belloni et al.
(2008)
Cader et al., 2006
2,24
4,01
6,15
Cader
et
2007a
Cordeiro et
2005
Côrtes e Silva,
Força
2005
Guimarães et al. Programa de
(2008)
atividade física
do PSF
Paula et al., 2008
Programa de
atividade física
(EMG)
Pereira et al., Sedentárias
2005
Pereira
et
al.
Força
(2007)
Silva et al. (2009)
Força
Vale et al., 2005
Força 75-85%
Flex. Dinâmico
Vale et al., (2006)
Força
Vale et al. (2009)
Sedentários
(IGF)
6,65 14,05 63,13 35,46
6,5 10,78
37,54
49,35
15,7 76,6 47,32
4,65
- 53,57
-
3,77
-
-
-
6,29 11,11
3,24 11,59 40,59 27,33
6,43
3,58
9,5
34,09
7,22 11,71
4,96 13,35 42,52
5,65
2,77
8,28
5,48
8,3
5,65 7,16
5,93 8,35
5,35
8,3
7,21 11,46
-
8,75 37,75 22,16
2,6 8,48
3,28
3,32
2,54
3,49 11,29
37,09 21,70
35,76
38,35
45,32 27,68
PSF: programa de saúde da família; EMG: eletromiografia; Flex: flexionamento; IGF: Insulin like
growth factor; C10m = caminhar 10 metros; LPS = levantar da posição sentada; LPDV =
levantar da posição de decúbito ventral; VTC = vestir e tirar uma camiseta; LCLC = levantar da
cadeira e locomover-se pela casa; IG:índice de GDLAM.
20
ANEXO REFERENTE AO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA SUBMETIDO A REVISTA ESPANHOLA DE GERIATRIA E
GERONTOLOGIA
NÍVEIS DE ATIVIDADES FÍSICAS DE IDOSOS
Juracy Corrêa Castro
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana da Universidade Castelo
Branco– LABIMH-UCB/RJ.
Email: [email protected]
Rodrigo Gomes de Souza Vale
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana da Universidade Castelo
Branco– LABIMH-UCB/RJ.
Universidad Católica Nuestra Señora de La Asunción – Paraguay.
Email: [email protected]
Samária Ali Cader
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana da Universidade Castelo
Branco– LABIMH-UCB/RJ.
Universidad Católica Nuestra Señora de La Asunción – Paraguay.
Email: [email protected]
Estélio Henrique Martin Dantas
Laboratório de Biociências da Motricidade Humana da Universidade Castelo
Branco– LABIMH-UCB/RJ - Brazil
Bolsista de Produtividade em Pesquisa – CNPq
Email: [email protected]
Correspondência para:
JURACY CORREA CASTRO, Centro Federal de Educação Tecnológica do
Pará – CEFET-PA. Coordenação de Educação Física – CEF. Av. Almirante
Barroso, No 1155, Belém, Pará, Brasil. CEP:
email: [email protected]
66093-020.
RESUMO
O objetivo da presente investigação foi verificar a associação entre o nível de
atividade física e os grupos etários de mulheres idosas residentes em Belém,
Pará - Brasil. A amostra foi constituída de 775 idosas com idade entre 60 e 80
anos (70±6 anos; IMC: 26,7±4,1). Para verificar o nível de atividade física foi
utilizado International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) versão curta. O
teste estatístico de Cluster Analysis foi usado para dividir o universo observado
em três classes de níveis de atividade física, apresentando 66,6%, 31,0% e
2,3% para as classificações pouco ativo, ativo e muito ativo, respectivamente.
O protocolo estatístico do Qui-Quadrado de Pearson apresentou associações
significativas entre os escores do IPAQ e grupo etário (p<0,001). Desta forma,
o estudo indica que conforme o avançar da idade da amostra nas distintas
faixas etárias do idoso, menor é o nível de atividade física.
Palavras-chave: atividades da vida diária; envelhecimento; sedentarismo.
Introdução
O envelhecimento está geneticamente programado e a prática de
atividade física contribui para uma qualidade e prevenção da saúde. Fatores de
declínio natural dos órgãos podem desencadear uma redução na força
muscular que é um fator determinante neste processo e, que tem como
característica marcante a dependência nas atividades da vida diária (AVD)
(Henriques et al., 2007).
O sedentarismo é uma das principais causas de problemas na saúde do
idoso, provocando alterações estruturais e funcionais e o declínio qualitativo do
desempenho motor (Krinski et al., 2008). O idoso, com o passar do tempo,
sofre alterações nos seus sistemas em geral. No sistema neuromuscular há um
decréscimo de massa e força muscular, redução da resistência e da mobilidade
articular (Vale et al., 2009). Estas alterações podem levar ao aparecimento de
doenças crônicas, declínio da capacidade funcional, perda da autonomia e
independência (Lojudice et al., 2008).
A falta de atividade física também pode evoluir à depressão que consiste
em enfermidade mental freqüente, associada ao elevado grau de sofrimento
psíquico, oriundo de um conjunto amplo de componentes em que atuam fatores
genéticos, eventos vitais, como luto e abandono, e doenças incapacitantes,
entre outros (Benedetti et al., 2008).
A inatividade física duplica os riscos à saúde, acarreta um aumento nos
custos de saúde pública semelhante ao cigarro, obesidade e hipertensão e
reduz a longevidade. No entanto, a prática regular da atividade física pode
trazer benefícios para a saúde física e mental, reduzindo as taxas de
mortalidade (Penedo e Rahn, 2005; Benedetti et al., 2008). Dentre estes
benefícios pode-se destacar: a melhora no equilíbrio, na coordenação, nos
níveis de força, na auto-estima e na função cognitiva. Estes fatores contribuem
para aumento da capacidade funcional e maior autoconfiança (Assumpção et
al., 2008; Borges, Benedetti e Mazo, 2008), refletindo diretamente no
desempenho das AVD (Zak et al., 2009) e na qualidade de vida (Toscano e
Oliveira, 2009).
A atividade física, portanto, constitui ferramenta importante para
minimizar os efeitos deletérios do envelhecimento por permitir a manutenção e
aumento da aptidão física (Mazo et al., 2007) e tornar possível a realização das
AVD com menor esforço e prolongar a autonomia funcional, permitindo que o
idoso viva de modo auto-suficiente e digno, pelo maior tempo possível (Dantas
e Vale, 2004).
Diante do exposto, o objetivo do presente foi verificar a associação entre
o nível de atividade física e os grupos etários de mulheres idosas.
Materiais e Métodos
Amostra
O estudo é de caráter descritivo e transversal, em que a amostra foi
selecionada de forma probabilística do universo de 7.800 idosos pertencentes
as agências governamentais de assistência a saúde do idoso, denominadas
Casa do Idoso em Belém, Pará, Brasil. Os sujeitos deveriam ser do sexo
feminino, independentes nas suas AVD e capazes de entender instruções
verbais.
Foram excluídas do estudo as idosas que apresentaram qualquer tipo de
condição aguda ou crônica que pudesse comprometer ou que se tornasse um
fator de impedimento para a realização das AVD, tais como: osteoartrite, fratura
recente, tendinite e uso de prótese; problemas neurológicos; doenças de
demência, Parkinson ou Alzheimer; obesidade mórbida; indivíduos renais
crônicos e aqueles que fizessem uso de medicamentos que pudessem causar
distúrbios da atenção.
O cálculo do tamanho da amostra seguiu as recomendações de Cochran
(1986) admitindo um erro amostral de 4%. Foi calculado um tamanho amostral
mínimo de 620 sujeitos. Contudo, o estudo conseguiu alcançar 775 idosas com
idade entre 60 e 80 anos (70±6 anos; IMC: 26,7±4,1).
Os sujeitos participantes do estudo assinaram o termo de consentimento
livre e esclarecido conforme a Resolução 196, de 10 de Outubro de 1996, do
Conselho Nacional de Saúde e a Declaração de Helsinki (WMA, 2008). O
estudo teve seu projeto de pesquisa submetido e aprovado pelo Comitê de
Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Universidade Castelo
Branco, Rio de Janeiro, sob o número 0040/2008.
Procedimentos de Coleta de Dados
Avaliação Antropométrica
Utilizou-se uma balança mecânica, de capacidade de 150kg e precisão
de 100g, com estadiômetro, da marca Filizola (Brasil) para a avaliação da
massa corporal e estatura, seguindo o protocolo da International Society for the
Advancement of Kinanthropometry (Marfell-Jones et al., 2006).
Avaliação dos níveis de atividade física
Para determinar o nível de atividade física, foi empregada a versão curta
do IPAQ (International Physical Activity Questionnaire). Conforme o nível de
atividade física, as idosas foram classificadas em muito ativo, ativo e pouco
ativo, de acordo com a frequência, duração e tipo de atividade realizada
durante a semana (Marshall e Bauman, 2001; Craig et al., 2003; Benedetti,
Mazo e Barros, 2004). O questionário foi aplicado na forma de entrevista. O
centro de convivência era previamente comunicado sobre a visita e as idosas
sorteadas para participarem da amostra eram convidadas pelos entrevistadores
para locais no próprio centro que pudessem reservar o direito à privacidade de
suas respostas; em todos os grupos foi possível concluir a coleta no mesmo dia
da visita.
Análise estatística
Os dados foram tratados pelos programas Excel e SPSS 14.0 e
apresentados como média, desvio padrão e distribuição de freqüências
absolutas e relativas. Aplicou-se o protocolo estatístico de Cluster Analysis
(Grupamentos) para dividir o universo observado em três classes de níveis de
atividade física: pouco ativo, ativo e muito ativo. Após o processo de
classificação, verificou-se a existência de associações entre as respectivas
classificações mencionadas com os grupos etários, utilizando-se o protocolo
estatístico do Qui-Quadrado de Pearson. O estudo adotou o valor de p < 0,05
para a significância estatística.
Resultados
A tabela 1 apresenta a freqüência absoluta (n) e percentual (%) da
distribuição da faixa etária a cada cinco anos. Nela pode-se observar que há
uma redução de participantes no grupo etário com maior idade (> 80 anos) e
uma maior concentração no grupo etário de 65-69 anos.
A característica do estado nutricional dos idosos foi avaliada através do
índice de massa corporal (IMC). A distribuição de freqüência (n e %) desta
variável está exposta na tabela 2. Nesta avaliação, pode-se observar que
houve uma maior concentração de idosas classificadas como normal, seguida
da classificação de baixo peso, sobrepeso e obeso.
A tabela 3 apresenta a distribuição de freqüência dos resultados do
IPAC em três classes de níveis de atividades física: pouco ativo, ativo e muito
ativo. O Escore IPAQ observou a soma algébrica dos produtos freqüência
semanal e quantidade de minutos de prática diária nas respectivas atividades,
fracas, médias e fortes, dividida pelo tempo na condição sedentária
semanalmente. Essa razão denota um índice do nível de atividade física. A
concentração foi maior no nível pouco ativo.
A tabela 4 apresenta a análise das associações entre as variáveis grupo
etário, IMC e IPAQ. Observou-se significância estatística nas associações entre
IPAC e grupo etário e IMC e grupo etário. O mesmo não ocorreu entre IPAQ e
IMC.
Discussão
Os achados do presente estudo denotam que 66,7% da amostra foram
classificadas como sujeitos pouco ativos, distribuídos nas categorias etárias.
Estes resultados são corroborados por Hallal et al. (2003) em estudo realizado
em Pelotas - RS com 3.182 pessoas acima de 20 anos, em que se observou
que 43,2% das mulheres entrevistadas na faixa etária de 60 a 69 anos (n=183)
eram insuficientemente ativas e, com o avançar da idade, esses valores foram
ainda superiores, atingindo 69,1% naquelas com mais de 70 anos. Esta relação
foi encontrada na presente pesquisa em que os escores do IPAQ apresentaram
uma associação significativa com os grupos etários, apontando que quanto
maior a idade, maior é a prevalência de sujeitos pouco ativos.
Os achados de Cardoso et al. (2008) se contrapõem aos resultados da
presente pesquisa, pois relataram que 89,5% das 225 mulheres avaliadas
numa cidade do Sul do Brasil foram caracterizadas como muito ativas. Esses
dados são superiores aos encontrados por Mazo et al. (2001) em estudo com
idosas de grupos de convivência de Florianópolis - SC, que registraram que
66,2% das participantes eram muito ativas. Assim como Alves et al. (2010)
observaram sujeitos adultos e verificaram uma prevalência de sedentários de
37,1%, utilizando a versão curta do IPAQ no ponto de corte de 150
minutos/semanais de atividade física.
Esses resultados quanto ao nível de atividade física podem estar
relacionados às condições sócio-econômicas da população. Pessoas com
elevado nível de pobreza, com atividades ocupacionais intensas e que utilizam
transportes públicos realizam mais tempo de atividades físicas cotidianas, o
que poderia justificar menores percentuais de prevalência de sedentarismo
(Alves et al., 2009). Por outro lado, Van Der Horst et al. (2007) apontam que
em países desenvolvidos, os níveis de atividade física são inferiores nas
populações com níveis sócio-econômicos mais baixos, especialmente por não
praticarem atividade física de lazer.
Outro fator que pode justificar as diferenças dos níveis de atividade física
das pessoas idosas é o hábito de vida. Andresen e Meyers (2000) apontaram
que as principais atividades detectadas no dia a dia de mulheres idosas foram
ver televisão, ouvir rádio, costurar, ler e receber visitas. Essas atividades são
predominantemente de intensidade de esforço leve, que adotam em geral
postura sentada e não promovem nenhum estímulo benéfico à saúde. Ao
contrário, a falta de atividade física e a quantidade de horas vendo televisão
estão associadas significativamente aos marcadores bioquímicos de obesidade
e de risco de doenças cardiovasculares (Teresa et al., 2000).
Dessa forma, a prática regular de atividades físicas se constitui como um
fator de prevenção para a saúde. Em estudo realizado com pessoas de idade
igual ou superior a 65 anos, Westhoff, Stemmerik e Boshulzen (2000)
observaram que após uma intervenção, os exercícios de baixa intensidade
podem ser desenvolvidos por meios de programas de atividades físicas
generalizadas e de intensidade moderada. Ao aumentar a força muscular
consegue-se diminuir a intensidade dos esforços em geral. Isso facilita o
desempenho nas AVD e no trabalho braçal, influenciando a qualidade de vida.
Toscano e Oliveira (2009) realizaram um estudo transversal de base
populacional, com uma amostra composta por 238 idosas (idade: 69,2±6,6
anos) escolhidas aleatoriamente em 23 grupos de convivência do município de
Aracaju-SE. Os domínios da qualidade de vida foram avaliados através do
questionário SF-36 e comparados entre os grupos de idosas mais ativas com
as menos ativas, avaliadas pelo IPAQ. Pode-se verificar que, em todos os
domínios, os resultados dos indivíduos mais ativos foram significativamente
superiores.
Neste sentido, o exercício físico pode mudar o estado psicológico dos
idosos. Taylor et al. (2004) concluíram que os efeitos são positivos quanto ao
bem estar psicológico provocado pela prática da atividade física, sendo um dos
mecanismos de explicação para esses efeitos o aumento do fluxo cerebral
durante o exercício. Algumas evidências sugerem que a atividade física
sistemática também pode estar associada com a prevenção ou o atraso no
desenvolvimento da demência ou do mal de Alzheimer (Landi, Russo e
Bernabei, 2004). No entanto, os sujeitos da presente pesquisa não realizavam
exercícios físicos nos centros de atendimento avaliados, o que limita estas
considerações.
Conclusão
Diante dos resultados observados, conclui-se que os níveis de atividade
física de sujeitos idosos podem variar conforme a população estudada, contudo
os escores do IPAQ apresentaram uma associação conforme o avançar da
idade, demonstrando que quanto maior é a idade, menor é o escore obtido.
Sendo assim, é importante haver um planejamento com estratégias e ações
voltadas para esse grupo populacional, objetivando preparar a sociedade para
um envelhecimento saudável. Recomendam-se novos estudos que avaliem o
estado cognitivo e suas relações com a prática de atividades físicas.
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Tabela 1: Os grupos etários e as respectivas distribuições de frequências
Grupo Etário
Freq.
%
Absoluta
%
Acumulada
G1 (60-64)
182
23,5%
23,5%
G2 (65-69)
197
25,4%
48,9%
G3 (70-74)
182
23,5%
72,4%
G4 (75-79)
177
22,8%
95,2%
G5 (80- +)
37
4,8%
100,0%
Total
775
100,0%
Tabela 2: Distribuição de freqüência da classificação do IMC da amostra
IMC
Freq.
%
Absoluta
%
Acumulada
Baixo peso
290
37,4%
37,4%
Normal
431
55,6%
93,0%
Sobrepeso
43
5,6%
98,6%
Obeso
11
1,4%
100,0%
Total
775
100,0%
IMC: índice de massa corpórea.
Tabela 3: Distribuição de freqüência da classificação do IPAQ da amostra
IPAQ
Freq.
%
Absoluta
%
Acumulada
Pouco ativo
517
66,7%
66,7%
Ativo
240
31,0%
97,7%
Muito ativo
18
2,3%
100,0%
Total
775
100,0%
IPAQ: International Physical Activity Questionnaire.
Tabela 4: Análise das associações entre as variáveis IPAQ, grupo etário e IMC
da amostra
Variáveis
valor-p
Resultado
IPAQ * Grupo etário
<0,001
Associação Significativa
IPAQ * IMC
0,225
Associação NÃO Significativa
IMC * Grupo etário
0,005
Associação Significativa
IMC: índice de massa corpórea. IPAQ: International Physical Activity Questionnaire.
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JURACY CORREA CASTRO