CAPÍTULO 01
Exercícios de Língua Portuguesa
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Caderno de Exercícios Gabaritados
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Vista cansada
Acho que foi o Hemingway quem disse que
olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela
última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela
primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa
ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a
vida continua, não admira que o Hemingway tenha
acabado como acabou.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo
de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo
modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente
banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver
pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos
é familiar, já não desperta curiosidade. O campo
visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma
porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você
vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver,
você não vê. Sei de um profissional que passou 32
anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo
porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava
um recado ou uma correspondência. Um dia o
porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se
vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca
o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer.
Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse
por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes
baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente,
coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem
olhos atentos e limpos para o espetáculo do
mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez
o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu
o próprio filho. Marido que nunca viu a própria
mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se
gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala
no coração o monstro da indiferença.
RESENDE, Otto Lara.
Disponível em: www.releituras.com/olresende_vista.asp
01. No primeiro parágrafo do Texto I, a conjectura
feita pelo narrador “Pela última ou pela primeira
vez?” (L. 3), no contexto em que se insere, encerra
um juízo de valor que, semanticamente, se configura como um(a):
a) Desabafo.
b) Revolta.
c) Aprovação.
d) Consternação.
e) Contestação.
02. As passagens que, nos contextos em que se
inserem, estabelecem entre si um contraste semântico são:
a) “Um poeta é só isto:” (L. 10) e “Vê não vendo.” (L. 12).
b) “O que nos cerca,” (L.14) e “o que nos é familiar,”
(L. 14-15).
c) “já não desperta curiosidade.” (L. 15) e “O campo
visual da nossa rotina é como um vazio.” (L. 15-16).
d) “você não sabe.” (L. 19) e “você não vê.” (L. 20).
e) “Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo
porteiro.” (L. 22-23) e “Dava-lhe bom-dia...” (L. 23).
03. “O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza
o olhar.” (L. 11-12) Na linha argumentativa do
texto, a oração “que a gente banaliza o olhar” em
relação à oração “de tanto ver” encerra uma:
a) Causa.
b) Consequência.
c) Conformidade.
d) Condição.
e) Concessão.
04. A passagem transcrita em que NÃO há correspondência entre o pronome destacado e o referente
a ele atribuído é:
a) “...como se a visse pela última vez.” (L. 2-3) – coisa.
b) “Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo
porteiro.” (L. 22-23) – hall do prédio.
c) “Dava-lhe bom-dia...” (L. 23) – profissional.
d) “pode ser também que ninguém desse por sua
ausência.” (L. 28-29) – girafa.
e) “O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem.”
(L. 29-30) – olhos.
05. Em “O hábito suja os olhos e lhes baixa a
voltagem.” (L. 29-30), os sentidos das sequências
em destaque são:
a) Aguça a atenção e distorce a percepção.
b) Embota a atenção e subtrai a percepção.
c) Amplia a visão e dificulta a percepção.
d) Impede a visão e aumenta a percepção.
e) Distorce a visão e corrige a percepção.
06. Em relação aos dois últimos períodos do Texto I,
afirma-se que a:
a) Rotina é consequência do sentimento de indiferença familiar.
b) Indiferença é a causa da não percepção verificada
entre os membros da família.
c) Ausência de percepção gera a rotina de vida.
d) Rotina leva à não percepção que, por sua vez, traz
como consequência a indiferença.
e) Ausência de percepção é uma consequência da
indiferença familiar.
07. Desenvolvendo-se a oração reduzida “Para ser
notado,” (L. 26), tem-se:
a) Para ter sido notado.
b) Para que fosse notado.
c) Para que tenha notado.
d) Para que seja notado.
e) Para que se note.
08. Transpondo o período “Há pai que nunca viu o
próprio filho.” (L. 35-36) para o plural e substituindo haver por outro verbo ou locução verbal
de sentido equivalente, o período que NÃO apresenta ERRO quanto à concordância verbal é:
a) Existem pais que nunca viram os próprios filhos.
b) Devem haver pais que nunca viram os próprios
filhos.
c) Deve existir pais que nunca viram os próprios filhos.
d) Hão de haver pais que nunca viram os próprios
filhos.
e) Há de existir pais que nunca viram os próprios filhos.
26
No final das contas, você vai achar não quem
você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
12. Segundo o Texto II, a relação afetiva deve caracterizar-se, fundamentalmente, pela(o):
a) Busca.
b) Carência.
c) Compartilhamento.
d) Indiferença.
e) Insistência.
13. Segundo as ideias do Texto II, projetar no outro
nossas ansiedades torna-nos:
a) Condescendentes para com os outros.
b) Vulneráveis a possíveis insucessos.
c) Seguros quanto à consecução do objetivo.
d) Indiferentes a quaisquer consequências.
e) Mais resistentes aos obstáculos.
14. Segundo as ideias do Texto II, a felicidade de duas
pessoas marca-se pela(o):
a) Dedicação incondicional de uma delas à outra
b) Desnecessidade existente em ambas
c) Capacidade de uma controlar a relação
d) Submissão de uma à outra
e) Empenho mútuo de uma subjugar a outra
15. Em “O segredo é não cuidar das borboletas e sim
cuidar do jardim para que elas venham até você.”
(L. 24-25), o narrador faz uma analogia entre cada
pessoa considerada individualmente e seu âmago
(seu íntimo). Os elementos do trecho acima que,
semanticamente, evidenciam essa analogia são:
a) “segredo” e “borboletas”.
b) “segredo” e “jardim”.
c) “borboletas” e “jardim.
d) “borboletas” e “você”.
e) “você” e “ jardim”.
16. Considere as afirmativas abaixo.
I. A completude do ser humano caminha na razão
direta de suas necessidades.
II. A felicidade, muitas vezes, evidencia-se como
ilusória.
III. O verdadeiro amor caracteriza-se pela concessão,
aceitação e naturalidade.
Em relação às ideias do Texto II, está correto APENAS o
que se afirma em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
17. A frase em que o uso da preposição destacada NÃO
constitui caso de regência verbal ou nominal é:
a) “Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa,” (L. 1-2).
b) “temos que nos conscientizar de que estamos
juntos...” (L. 8-9).
c) “dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e
vida.” (L. 14-15).
d) “...que, para ser feliz com a outra pessoa,” (L. 16-17).
e) “Você aprende a gostar de você,” (L. 22).
Caderno de Exercícios Gabaritados
Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/MjkwODky/
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09. “...e às vezes lhe passava um recado ou uma
correspondência.” (L. 23-24) “isso existe às
pampas.” (L. 37) Quais as locuções destacadas
que encerram, respectivamente, as mesmas circunstâncias das destacadas nos trechos transcritos acima?
a) Aos poucos, ele ia percebendo que não precisava
mais dela. / Nada em volta causava mais surpresa.
b) Saiu às pressas porque tinha um compromisso. / De
vez em quando, é preciso repensar as estratégias.
c) Vá em frente que você encontrará o que procura.
/ De modo algum aceitarei a proposta feita pelo
meu superior.
d) Em breve, estarei terminando de escrever minha
biografia. / Trabalhou em excesso para apresentar seu projeto final.
e) A notícia chegou de súbito causando, assim,
um grande impacto. / Hoje em dia, as pessoas
pensam mais nelas próprias.
10. A oração cuja classificação está INCORRETA é:
a) “Se eu morrer,” (L. 9) – oração subordinada adverbial condicional.
b) “mas não é.” (L. 14) – oração coordenada sindética adversativa.
c) “O campo visual da nossa rotina é como um
vazio.” (L. 15-16) – oração principal.
d) “Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma
porta.” (L. 17-18) – oração absoluta.
e) “O hábito suja os olhos...” (L. 30) – oração coordenada assindética.
11. “...que olhava cada coisa à sua volta...” (L. 1-2)
“...que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do
prédio do seu escritório.” (L. 21-21) Quanto às
classes de palavras, os elementos destacados nas
passagens acima são, respectivamente:
a) Conjunção e pronome relativo.
b) Pronome indefinido e conjunção.
c) Pronome relativo e advérbio.
d) Preposição e conjunção.
e) Partícula de realce e preposição.
Borboletas
1
Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
4
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não
estamos aqui, para satisfazer as delas.
7
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e
quando procuramos estar com alguém, temos que
nos conscientizar de que estamos juntos porque
10 gostamos, porque queremos e nos sentimos bem,
nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se comple13 tam... não por serem metades, mas por serem
inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns,
alegrias e vida.
16
Com o tempo, você vai percebendo que, para
ser feliz com a outra pessoa, você precisa, em
primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também
19 que aquela pessoa que você ama (ou acha que
ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você
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e, principalmente, a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim
25 cuidar do jardim para que elas venham até você.
Caderno de Exercícios Gabaritados
4
18. A conjunção/locução conjuntiva entre parênteses
que NÃO expressa a mesma relação de sentido
da conjunção/locução conjuntiva destacada é:
a) “assim como não estamos aqui,” (L. 5-6) – (bem
como).
b) “...quando procuramos estar com alguém,” (L. 8)
– (sempre que).
c) “...porque gostamos,” (L. 9-10) – (ao passo que).
d) “...para que elas venham até você.” (L. 25) – (a fim
de que).
e) “mas quem estava procurando por você!” (L.
27-28) – (porém).
19. Em “Com o tempo,” (L. 16), a vírgula separa um
adjunto adverbial deslocado. A justificativa do
emprego da(s) vírgula(s) é a mesma da passagem
transcrita acima em:
a) A vida, bem maior do ser humano, nem sempre é
como idealizamos.
b) Deus, ajudai-nos para que nunca deixemos de
acreditar nas pessoas.
c) A decepção, contudo, não deve ser razão única
para não tentarmos novamente.
d) Por agora, o melhor é aprender a dividir esforços
para atingir objetivos comuns.
e) É preciso ter fé, sabedoria e paciência para que as
coisas cheguem até você.
A Seda
1
A seda sempre trouxe consigo um certo ar de
nobreza e até um certo folclore criado em torno da
sua história. Conta-se que ela foi descoberta por
4 uma imperatriz chinesa, que tomava uma xícara
de chá sob uma amoreira, quando um casulo do bicho-da-seda caiu no seu chá. Ela, ao tentar puxar a
7 ponta de fio do casulo, fez com que fino fio de seda
se desenrolasse, amolecido pela água quente do
chá. Diz ainda a lenda que a imperatriz fez um fino
10 manto de seda para o imperador. A fibra produzida
pelo cultivo do bicho-da-seda é, sem dúvida, um
dos mais nobres materiais têxteis que o homem
13 já utilizou para a fabricação de fios e tecidos. Seu
brilho, aspecto e toque são próprios e exclusivos.
A seda é muito conhecida por um brilho e
16 toque únicos. Os seus filamentos são um dos mais
finos que conhecemos na natureza e, além disso,
é uma fibra bem resistente, absorve umidade e
19 suor, o que a torna bastante adequada aos climas
quentes e “meia estação” como temos no Brasil,
mas a qualidade mais importante da seda é exata22 mente a imagem de nobreza que ela traz consigo
desde a época de sua descoberta.
Tais características fizeram com que a seda
25 fosse um material extremamente desejado durante
centenas de anos. Por muito tempo o oriente
manteve em segredo a sua produção.
28
Na Idade Média, os nobres chegaram a trocar
um quilo de ouro por um quilo de seda. A seda
então cruzava por terra caminhos intermináveis
31 para ser comercializada, constituindo o que ficou
conhecido pela “rota da seda”.
FERREIRA, Robson.
Disponível em: www.fashionbubbles.com/tecnologia-textil-e-da-confeccao/a-seda/.
20. No texto, a justificativa para a expressão “...um
certo folclore...” (L. 2) atribuída à seda deve-se à:
a) Divulgação da existência de um novo tipo de
tecido:
b) Fantasia que envolve sua origem
c) Constatação da ocorrência de um fato real
d) Descoberta de um produto de origem animal
e) Produção efetuada por um animal em extinção
21. O parágrafo do texto cujos argumentos apresentados comprovam a valorização da seda é o:
a) 1º
b) 2º
c) 3º
d) 4º
e) 5º
22. A passagem transcrita do texto cujo pronome destacado NÃO faz referência semântica à “seda” é:
a) “Conta-se que ela foi descoberta por uma imperatriz chinesa,” (L. 3-4).
b) “Ela, ao tentar puxar a ponta de fio do casulo,” (L.
6-7).
c) “o que a torna bastante adequada aos climas
quentes...” (L. 19-20).
d) “...a imagem de nobreza que ela traz consigo...”
(L. 22-23).
e) “Por muito tempo o oriente manteve em segredo
a sua produção.” (L. 27-28).
23. Em “Diz ainda a lenda que a imperatriz fez um
fino manto de seda para o imperador.” (L. 8-10), o
elemento destacado é um conector de:
a) Inclusão.
b) Oposição.
c) Comparação.
d) Explicação.
e) Retificação.
24. “A seda sempre trouxe consigo um certo ar de
nobreza...” (L. 1-2) A expressão destacada no
trecho transcrito acima NÃO apresenta um nexo
semântico direto com a seguinte passagem:
a) “...ela foi descoberta por uma imperatriz chinesa,”
(L. 3-4).
b) “...a imperatriz fez um fino manto de seda para o
imperador.” (L. 9-10).
c) “...que o homem já utilizou para a fabricação de
fios e tecidos.” (L. 12-13).
d) “Seu brilho, aspecto e toque são próprios e exclusivos.” (L. 13-14).
e) “...bastante adequada aos climas quentes e “meia
estação” como temos no Brasil,” (L. 19-20).
25. Em “mas a qualidade mais importante da seda é
exatamente a imagem de nobreza...” (L. 21-22), a
conjunção destacada pode ser substituída, sem
alterar o sentido do trecho, por:
a) Porquanto.
b) Então.
c) Todavia.
d) Enquanto.
e) Pois.
26. A oração reduzida “ao tentar puxar a ponta de fio
do casulo,” (L. 6-7) transmite uma ideia de:
a) Finalidade.
b) Concessão.
c) Condição.
d) Tempo.
e) Consequência.
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O pesquisador, residente em Pernambuco,
começou a se interessar pelo assunto vendo, ainda
jovem, os postais que eram trocados na sua própria
família.
Depois, passou a comprá-los no Mercado São
José, reduto da cultura popular do Recife, onde
eram encontrados em caixas de sapato ou pendurados em cordões para chamar a atenção dos visitantes. Boa parte da coleção vem daí. [...] - Acho
que seu impacto é justamente o de trazer para o
mundo contemporâneo o glamour e o romantismo de um meio de comunicação tão usual no
passado - afirma o curador Gustavo Maia. - O que
mais chama a atenção é o sentimento romântico
como conceito, que pode ser percebido na delicadeza perdida de uma forma de comunicação que
hoje está em desuso - reforça Bartira Ferraz, outra
curadora da mostra. [...]
LINS, Letícia. Retratos de uma época. Revista O Globo,
Rio de Janeiro, n. 353, p. 26-28, 1º maio 2011. Adaptado.
30. A ideia contida nos dois primeiros parágrafos é a
de que:
a) A necessidade de comunicação interpessoal desenvolveu-se só com a internet.
b) Os cartões-postais eram, à sua época, considerados cafonas.
c) A atividade interpessoal realizada hoje pela
internet era realizada, antes, similarmente por
meio dos cartões-postais.
d) A importância dos cartões-postais se deveu ao
fato de terem sido criados na Europa e, então,
trazidos para o Brasil.
e) Os cartões-postais eram o principal meio de correspondência entre os professores na Áustria.
31. Pela leitura do texto, infere-se que a época do surgimento dos cartões-postais se caracterizava por:
a) Lentidão e fugacidade.
b) Vagareza e permanência.
c) Indiferença e celeridade.
d) Rapidez e solidariedade.
e) Pessoalidade e velocidade.
32. As afirmações abaixo relacionam-se ao professor
Emannuel Hermann.
I. Deixou de ser professor de Economia, após
vender mais de dez milhões de postais.
II. Inventou os cartões-postais.
III. Nasceu na segunda metade do século XIX.
Está contido no texto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) II e III, apenas.
Em um cartão-postal, lê-se o seguinte:
“Teu celestial sorriso / Me alegra, encanta e fascina, /
Prometendo um paraíso, / Onde serás luz divina:”
33. A relação entre o trecho destacado e a explicação
ao seu lado está correta em:
a) “Teu celestial sorriso” - o sorriso de quem remete
o cartão.
b) “[...] encanta e fascina” - o destinatário é encantado, fascinado pelo sorriso.
Caderno de Exercícios Gabaritados
36
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27. Dentre os pares de palavras abaixo, aquele em
que a segunda palavra é grafada com a mesma
letra ou dígrafo destacada(o) na primeira é:
a) Nobreza – qui___.
b) Xícara – en___ente.
c) Casulo – cateque___e.
d) Bicho – fa___ina.
e) Imagem – ___eito.
28. A passagem transcrita do texto na qual o que
tem a mesma classe gramatical do destacado
em “...que ela foi descoberta por uma imperatriz
chinesa,” (L. 3-4) é:
a) “que tomava uma xícara de chá sob uma
amoreira,” (L. 4-5)
b) “...que a imperatriz fez um fino manto de seda
para o imperador.” (L. 9-10)
c) “...que o homem já utilizou para a fabricação de
fios e tecidos.” (L. 12-13)
d) “...que conhecemos na natureza...” (L. 17)
e) “...que ela traz consigo desde a época de sua descoberta.” (L. 22-23)
29. O adjetivo destacado em “...fino manto...” (L. 9-10),
se deslocado para depois do substantivo “manto”,
sofre alteração de sentido, o que NÃO ocorre em:
a) Passamos por negras situações naquela época.
b) Aquele profissional é um pobre homem.
c) Ela era uma simples pessoa.
d) Recebi uma única oferta de trabalho.
e) Tornou-se, quando adulto, um grande homem.
Retratos de uma Época
1
Mostra exibe cartões-postais de um tempo que
não volta mais em tempos de redes sociais e da
presença cada vez maior da internet no cotidiano,
4 pouca gente se recorda de que nem sempre tudo
foi assim tão rápido, instantâneo e impessoal. Se
os adultos esquecem logo, crianças e adolescen7 tes nem sabem como os avós de seus avós se comunicavam. Há 15 dias, uma educadora no Recife,
Niedja Santos, indagou a um grupo de estudantes
10 quais os meios de comunicação que eles conheciam. Nenhum citou cartões-postais.
Pois eles já foram tão importantes que eram
13 usados para troca de mensagens de amor, de
amizade, de votos de felicidades e de versos enamorados que hoje podem parecer cafonas, mas
16 que, entre os séculos XIX e XX, sugeriam apenas o
sentimento movido a sonho e romantismo. Para se
ter uma ideia de sua importância, basta lembrar
19 um pouco da história: nasceram na Áustria, na
segunda metade do século XIX, como um novo
meio de correspondência. E a invenção de um pro22 fessor de Economia chamado Emannuel Hermann
fez tanto sucesso que, em apenas um ano, foram
vendidos mais de dez milhões de unidades só no
25 Império Austro-Húngaro. Depois, espalharam-se
pelo mundo e eram aguardados com ansiedade.
A moda dos cartões-postais, trazida da Europa,
28 sobretudo da França, no início do século passado
para o Recife de antigamente, tornou-se uma mania
que invadiu toda a cidade – lembra o colecionador
31 Liedo Maranhão, que passou meio século colecionando-os e reuniu mais de 600, 253 dos quais estão
na exposição “Postaes: A correspondência afetiva
34 na Coleção Liedo Maranhão”, no Centro Cultural
dos Correios, na capital pernambucana.
Caderno de Exercícios Gabaritados
46. Em que sentença o pronome assinalado está empregado de acordo com a norma-padrão?
a) O professor vai convidar-lhe para o meu primeiro
recital.
b) Na vida, só se pode concordar com si mesmo.
c) Nós nunca se lembramos dos endereços eletrônicos de todos os amigos.
d) Um amigo pediu para mim indicar uma boa
escola de música.
e) O fato de ela aprender piano depois dos 50 anos
não surpreendeu.
47. O período “Fiquei perturbada, mas acabei dando
as costas para o resultado [...]” (L. 28-30) pode ser
reescrito, mantendo-se o mesmo sentido, assim:
a) Como fiquei perturbada, acabei dando as costas
para o resultado.
b) Antes de ficar perturbada, acabei dando as costas
para o resultado.
c) Conforme ficava perturbada, acabei dando as
costas para o resultado.
d) Caso tivesse ficado perturbada, acabei dando as
costas para o resultado.
e) Embora tenha ficado perturbada, acabei dando
as costas para o resultado.
48. Em que frase o verbo está conjugado de acordo
com a norma-padrão?
a) Não receiem os desafios da vida.
b) As crianças passeiaram no jardim.
c) É bom que vocês nomeem o novo diretor.
d) Ele sapatea como um dançarino americano.
e) É preciso que os carros freem lentamente.
49. A palavra em destaque na frase: “As coisas novas
que aprendo exercitam o cérebro.” tem a mesma
classe da palavra destacada em:
a) “[...] um sintoma de que eu me tornaria” (L. 8)
b) “[...] um teste vocacional que, para minha imensa
surpresa, deu arquitetura (L. 24-26)
c) “Tenho a comunicar que – aos 58 anos – comecei
a ter aulas de piano” (L. 32-33)
d) “Dizem que, quando chegamos a uma certa
idade, é bom aprendermos” (L. 40-41)
e) “Acho que nunca vou conseguir fazer piruetas
patinando, [...]” (L. 45-46)
Observe a palavra coral no par de frases abaixo.
“[...] cantei em coral...” (L. 20) / Mergulhei e arranhei a
perna num coral.
50. A relação existente entre as duas palavras é a
mesma que se verifica em:
a) O perigo é iminente./ O eminente deputado fez
uma declaração.
b) Passei em frente a seu edifício hoje./ Implodiram
o prédio condenado.
c) A manga que comi estava docinha./ Rasguei a
manga da camisa.
d) Comprei figo na feira, mas a fruta não estava boa.
e) A sala de aula estava lotada e a escola é um
sucesso.
7
40. De acordo com o Texto I, quando a autora era
adolescente:
a) Já sabia que seria escritora.
b) Procurava seu lugar no mundo.
c) Não existiam computadores pessoais.
d) Sua memória não funcionava muito bem.
e) Os teclados da máquina de escrever e do piano se
assemelhavam.
41. Observe as correspondências abaixo entre ocorrências da palavra isso e o fato a que cada uma se
refere.
I. “Isso aconteceu quando eu era adolescente”
(L. 6) – a autora ser tomada por uma mistura de
prazer e reconhecimento.
II. “[...] poderia ter resolvido isso através de mim” (L.
19) – o pai da autora ser um pianista frustrado.
III. “Não sei se isso é cientificamente comprovado” (L.
43) – as pessoas chegarem a uma certa idade .
A(s) referência(s) está(ão) correta(s) APENAS em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
42. O trecho “[...] e a frustração se solidificou.” (L.
31), no Texto I, significa que a frustração:
a) Compactou.
b) Endureceu.
c) Desapareceu.
d) Se firmou.
e) Se concretizou.
43. A terminação - íssimo costuma ser adicionada a
adjetivos. No caso do Texto I, em que ela é adicionada a um advérbio – “muitíssimo” – (L. 16), traz
a noção de:
a) Ênfase.
b) Qualidade.
c) Autoridade.
d) Formalismo.
e) Estranhamento.
44. O verbo pousar tem o mesmo sentido que o
usado no Texto I (L. 1) na seguinte sentença:
a) A criança pousou a cabeça sobre o travesseiro.
b) Os peregrinos seguiam viagem sem pousar nem
um instante.
c) O avião da comitiva vai pousar daqui a duas horas.
d) Passeamos de dia e, à noite, voltamos ao hotel
para pousar.
e) Os pássaros pousavam sobre um galho da mangueira.
Observe o trecho destacado abaixo.
“[...] colocando os dedos sobre as teclas da máquina,
eu satisfazia, ao menos em parte, o desejo nunca alcançado de dominar outras teclas, as musicais.” (L. 12-15)
45. Mantendo-se o mesmo sentido do trecho, a
forma verbal destacada pode ser substituída por:
a) Caso eu coloque.
b) A fim de colocar.
c) Quando eu colocava.
d) Por mais que eu colocasse.
e) Embora eu tivesse colocado.
Caderno de Exercícios Gabaritados
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44. O canal de marketing direto aplicado em organizações de serviços que utilizam tecnologia de telecomunicação, de forma planejada, estruturada
e controlada, para estabelecer contatos de comunicação, serviços de apoio e vendas de produtos
diretamente a clientes finais ou intermediários
da organização, é denominado:
a) Venda por mala direta.
b) Venda direta.
c) Venda por catálogo.
d) Telemarketing.
e) Marketing on-line.
45. No âmbito empresarial, o conjunto de regras cerimoniosas de trato entre as pessoas, por meio do
qual se informa aos outros que se está preparado
para o convívio harmonioso no grupo, e que trata
também do comportamento social, é denominado:
a) Diretrizes e políticas.
b) Marketing pessoal.
c) Dinâmica de grupo.
d) Regimento interno.
e) Etiqueta empresarial.
46. Conforme o Decreto no 6.523/2008, o serviço
de atendimento telefônico das prestadoras de
serviços regulados, que tenham como finalidade
resolver as demandas dos consumidores sobre
informação, dúvida, reclamação, suspensão ou
cancelamento de contratos e de serviços, é denominado:
a) Procon - Proteção e defesa do consumidor.
b) Ouvidoria.
c) SAC-Serviço de atendimento ao consumidor.
d) Controladoria.
e) Auditoria.
47. Resolução nº 3.849/2010 dispõe que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, que
tenham como clientes pessoas físicas ou pessoas
jurídicas, classificadas como microempresas na
forma da legislação própria, devem instituir um
componente organizacional de ouvidoria com a
atribuição de atuar como canal de comunicação
entre essas instituições e:
a) Os clientes e usuários de seus produtos e serviços,
exceto na mediação de conflitos.
b) Os clientes e usuários de seus produtos e serviços,
inclusive na mediação de conflitos.
c) Com o Banco Central do Brasil, apenas.
d) O Banco Central do Brasil e os clientes e usuários
de seus produtos e serviços, inclusive na
mediação de conflitos.
e) Os clientes e usuários de seus produtos e serviços
apenas, nas questões de litígio com o Banco
Central do Brasil.
48. Em conformidade com a Resolução no
3.694/2009, as instituições financeiras e demais
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco
Central do Brasil devem contemplar, em seus
sistemas de controles internos, a adoção de procedimentos que assegurem:
a) A prestação das informações necessárias à livre
escolha e à tomada de decisões por parte dos dirigentes do Banco e do seu Conselho Diretor.
b) A utilização, em contratos e documentos, de
redação clara, objetiva e adequada à natureza
e à complexidade da operação ou do serviço
prestado, de forma a permitir o entendimento,
por parte de seus clientes e usuários, do conteúdo
e a identificação de prazos, valores, encargos,
multas, datas, locais e demais condições.
c) A divulgação de informações apenas em suas
dependências internas, em local visível e em
formato legível, exclusivamente aos funcionários
do SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor.
d) A utilização em contratos e documentos operacionais de redação técnica bancária, de entendimento específico dos funcionários envolvidos na
operação do serviço prestado.
e) A prestação das informações acerca das cláusulas
contratuais ou práticas que impliquem deveres e
responsabilidades do cliente e usuários nas operações ou serviço contratado, exclusivamente à
auditoria do Banco e à Receita Federal.
49. Conforme a Resolução n° 3.694/2009, é vedado
às instituições financeiras:
a) Explicitar as cláusulas contratuais das operações
contratadas ou práticas que impliquem deveres e
obrigações dos clientes ou usuários.
b) Fornecer cópia de contratos, recibos, extratos,
comprovantes e outros documentos relativos a
operações e a serviços prestados.
c) Recusar ou dificultar, aos clientes e usuários de
seus produtos e serviços, o acesso aos canais de
atendimento convencionais, inclusive guichês
de caixa, mesmo na hipótese de oferecer atendimento alternativo eletrônico.
d) Assegurar aos clientes e usuários procedimentos
de controles internos que demonstrem a clareza
e a segurança das operações e serviços prestados.
e) Divulgar informações relativas a situações que impliquem recusa à realização de pagamentos ou à
recepção de cheques, fichas de compensação, documentos, inclusive de cobrança, contas e outros.
50. Em uma organização, toda atividade ou benefício,
essencialmente intangível, que uma parte pode
oferecer à outra e que não resulte na posse de
algum bem, é denominada:
a) Especialidade.
b) Serviço.
c) Conveniência.
d) Sistema.
e) Processo.
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