Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier 1 Série Trigonométrica de Fourier Uma função periódica f(t) pode ser decomposta em um somatório de senos e cossenos eqüivalentes à função dada. f (t ) = Ao ∞ + ∑ ( An cos (nω t ) + Bn sen (nω t )) 2 n =1 onde: → Ao 2 valor médio da função f(t) An e Bn → Coeficientes a determinar da série de Fourier ω velocidade angular da função f(t) → Cálculo dos Coeficientes da Série Trigonométrica de Fourier Ao 1 T área de f (t ) em um período = ∫ f (t ) dt = 2 T o valor de um periódo An = 2 T ∫ T Bn = 2 T ∫ T o o f (t ) cos(nω t ) dt f (t ) sen (nω t ) dt CEFET-MG Wander Rodrigues Simplificações Possíveis Função Par f(t) = f(-t) Bn = 0 A decomposição será um somatório de funções cossenoidais Função Ímpar f(t) = -f(-t) A n = 0 A decomposição será um somatório de funções senoidais Exercícios de Aplicação Questão 03 página 68 Faça a decomposição do sinal – pulso - representado na figura abaixo: Período: T = 0,2 s ω= 2π f ω= 2π T ω= 2π 0, 2 ω = 10π rad / s CEFET-MG 2 Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier Definição da função: 5 para 0 ≤ t ≤ 0,1 0 para 0,1 ≤ t ≤ 0,2 f(t) = Cálculo de Ao/2 Ao 1 T = ∫ f (t ) dt 2 T o 0, 2 Ao 1 0 ,1 1 0 ,1 = 5 dt + ∫ 0 dt = 5 dt ∫ 0 ,1 0,2 ∫0 2 0, 2 0 0 ,1 0 ,1 0 ,1 Ao = 5∫ 5 dt = 5 x 5 ∫ dt = 25 ∫ dt 0 0 0 2 Ao = 25 t 2 0 ,1 0 = 25 (0,1 − 0 ) Ao = 2,5 V 2 Cálculo de An f (t ) cos (nω t ) dt An = 2 T An = 0, 2 2 0 ,1 5 cos (nω t ) dt + ∫ 0 cos (nω t ) dt ∫ 0 ,1 T 0 An = 2 T ∫ T o ∫ 0 ,1 o 5 cos (nω t ) dt = 2 x 5 0 ,1 cos (nω t ) dt 0,2 ∫0 An = 50 ∫ cos (nω t ) dt 0 ,1 0 sen (nω t ) An = 50 nω 0 ,1 0 50 = sen (nω t ) nω 0 ,1 0 CEFET-MG 3 Wander Rodrigues An = 50 [sen (n.10π.0,1) − sen (n.10π.0)] nω An = 50 (sen nπ − sen 0) nω An = 50 sen (nπ ) nω 4 Cálculo de Bb f (t ) sen (nω t ) dt Bn = 2 T Bn = 0, 2 2 0 ,1 5 sen ( n ω t ) dt + ∫0,1 0 sen (nω t ) dt 0,2 ∫0 Bn = 2 0 ,1 2 x 5 0 ,1 5 sen ( n ω w t ) dt = sen (nω t ) dt 0,2 ∫0 0,2 ∫0 ∫ T 0 Bn = 50∫ sen (nω t ) dt 0 ,1 0 cos (nω t ) 50 Bn = 50 − = (− cos (nω t )) 00,1 nω nω 0 0 ,1 Bn = 50 [− cos (n.10π.0,1) − (− cos (n.10π.0))] nω Bn = 50 (− cos nπ + cos 0 ) nω Bn = 50 (1 − cos nπ ) nω Tabelando os calores de An e Bn Considerando apenas os valores de An e Bn maiores que 10% do valor máximo da função, teremos CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier Valores de n An 5 Bn 1 5 sen (1.π) = 0 1.π 5 [1 − cos (1.π )] = 10 1.π π 2 5 sen (2.π ) = 0 2.π 5 [1 − cos (2.π)] = 0 2.π 3 5 sen (3.π ) = 0 3.π 5 [1 − cos (3.π )] = 10 3.π 3.π 4 5 sen (4.π ) = 0 4.π 5 [1 − cos (4.π)] = 0 4.π 5 5 sen (5.π ) = 0 5.π 5 [1 − cos (5.π )] = 10 5.π 5.π Escrevendo a equação de f(t) f (t ) = 2,5 + 10 10 10 sen (10.π.t ) + sen (30.π.t ) + sen (50.π.t ) + L π 3.π 5.π Conclusão Verificamos que o sinal apresentado é decomposto em um valor contínuo e uma soma de senoides de freqüências harmônicas ímpares da freqüência fundamental. As amplitudes decrescem quando aumentamos a ordem da harmônica, isto é, quando o valor de n aumenta, representando que essas componentes colaboram pouco na reconstituição da forma de onda do sinal original. Espectro de Amplitude O espectro de amplitude apresenta o valor médio e as amplitudes máximas das componentes harmônicas do sinal representado. CEFET-MG Wander Rodrigues 6 Espectro de fase O espectro de fase apresenta o ângulo de fase das componentes harmônicas, sempre tomando o sinal como uma função cossenoidal como referência. (padronização) π Lembrete: A sen (ω t ) = A cos w t ± 2 Espectro de Potência A potência média de uma função periódica é dada por P= 1 T ∫ T o f 2 (t ) dt Lembrando que P= 2 Emax E2 P = DC 2.R , R podemos escrever: ∞ P = Eo2 + ∑ n =1 En2 2 CEFET-MG e considerando um R unitário, Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier 7 Questão 08 página 68 Represente a função decomposta por meio de seus espectros de amplitude, fase e de potência. Espectro de amplitude Espectro de fase Espectro de potência CEFET-MG Wander Rodrigues Eo = 2,5 Po = (2,5) 2 B1 = 3,183 3,183 P1 = 2 2 B3 = 1,061 1,061 P3 = 2 2 B5 = 0,637 0,637 P5 = 2 2 B7 = 0,455 0,455 P7 = 2 8 Po = 6,25 W 2 P1 = 5,066 W P3 = 0,563 W P5 = 0,203 W P7 = 0,103 W Simulando a função do Exemplo Utilizando para simulação o aplicativo Electronic WorkBench podemos trabalhar com o seguinte circuito para verificarmos se a decomposição realizada, retoma a forma de onda do sinal, com um mínimo de distorção. Para tal usaremos o seguinte circuito: CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier 9 Nesse circuito de simulação utilizamos a função three-way voltage summer – somador de tensão de tensão de três entrada para fazer a adição de cada uma das parcelas que compõem o sinal. Assim, aos fecharmos cada uma das chaves, de 1 a 5, estaremos adicionando a componente contínua, chave 1, as demais componentes harmônicas do sinal, chaves 2 a 5. Fechando, sucessivamente, cada uma das chaves encontraremos a seguintes formas de ondas: CEFET-MG Wander Rodrigues 10 Fechando a chave 1, aparece a tensão contínua na saída. Fechando a chave 2, a freqüência fundamental será sobreposta ao valor contínuo. CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier 11 Fechando a chave 3, o terceiro harmônico é adicionado ao valor anterior. Observe que nesse ponto a forma de onda resultante começa a tomar uma forma próxima ao valor do pulso. CEFET-MG Wander Rodrigues 12 Fechando a chave 4, o quinto harmônico é adicionado ao valor anterior. Nesse caso torna-se mais caracterizado a forma do pulso, tendo apenas algumas ondulações na parte reta do mesmo. Finalmente, fechando a chave 5, temos uma forma de onda semelhante ao pulso decomposto, porém apresentando alguma ondulação nas partes retas do pulso. Esses ondulações, certamente serão reduzidas se um número maior de harmônicas forem consideradas na reconstituição do mesmo. É importante relembrar que a decomposição utilizando a série trigonométrica de Fourier é uma função com infinitas componentes. A determinação do número máximo de componentes resultará numa maior ou menor aproximação da forma de onda recomposta. Em outras palavras, o número de componentes vai determinar a distorção máxima aceitável na forma de onda reconstituída. CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier 13 Utilizando o mesmo aplicativo é possível obter cada um dos espectros de amplitude à medida que as chaves forem fechadas ou novas componentes forem adicionadas. Assim, para a chave 1 fechada, teremos: Fechando as chaves 1 e 2: CEFET-MG Wander Rodrigues Fechando as chaves 1, 2 e 3: Fechando as chaves 1, 2, 3 e 4: CEFET-MG 14 Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier 15 Fechando as chaves 1, 2, 3, 4 e 5: Nesse caso temos o espectro de amplitude completo, sendo que a componente fundamental representa a maior contribuição na reconstituição do pulso original. CEFET-MG Wander Rodrigues 16 Questão 09 Faça a decomposição do sinal retificado de meia onda representado na figura abaixo: Definição da função f(t): 0 para -T/2 < t < 0 ou -π < t < 0 f(t) = Emax sen (ωt) para 0 < t < T/2 ou 0 < t < π Simplificação Verificando se a função é par ou ímpar chegamos a conclusão que ela não se encaixa em nenhuma das duas condições. Assim sendo, teremos a decomposição da mesma apresentando parcelas senoidais e cossenoidais. Período da função T = 2.π rad CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier Cálculo de Ao/2 Ao 1 T / 2 = ∫ E max sen (ω t ) dt para –T/2 < t < 0 f(t) = 0 2 T 0 Ao E max = 2 T ∫ T /2 0 sen (ω t ) dt Ao E max − cos(ω t ) = 2 T ω 0 T /2 Ao − E max = (cos (ω t )) T0 / 2 2 ωT Ao − Emax 2.π T 2.π = cos x − cos x 0 2.π 2 T xT T 2 T Ao − E max −E = (cos π − cos 0) = max (− 1 − 1) 2 2.π 2.π Ao Emax = 2 π Cálculo de A1 A1 = 2 T /2 f (t ) cos(ω t ) dt T ∫−T / 2 A1 = 2 T A1 = 2.E max T A1 = E max T A1 = − Emax cos (2ω t ) T 2.ω 0 ∫ Emax sen (ω t ) cos (ω t ) dt = T /2 0 ∫ T /2 0 ∫ T/2 0 ∫ T /2 0 sen (ω t ) cos (ω t ) dt 2.E max 1 T / 2 1 sen (2ω t ) dt = x ∫ sen (2ω t ) dt 2 T 2 0 sen (2ω t ) dt T /2 A1 = 2.Emax T − Emax 2.π 2x xT T = − E max [cos (2ω t )] T0 / 2 2.ω.T 2.π T 2.π cos 2 x T x 2 − cos 2 x T x 0 CEFET-MG 17 Wander Rodrigues A1 = − Emax (cos 2.π − cos 0) 4.π A1 = − Emax x0 4.π 18 A1 = 0 Cálculo de An para n ≠ 1 An = 2 T An = 2.E max T ∫ T/2 0 E max sen (ω t ) cos (n.ω t ) dt ∫ T /2 0 sen (ω t ) cos (n.ω t ) dt 2.E max − cos (ω.t − n.ω.t ) An = T 2(ω + n.ω) o T /2 2.E max − cos (ω.t + n.ω.t ) cos (ω.t − n.ω.t ) An = − T 2 (ω + n.ω) 2 (ω − n.ω) 0 T /2 2.π T 2.π T 2.π T 2.π T 2.π 2.π 2.π 2.π − cos x + n. x cos x − n. x cos x 0 + n. x 0 cos x 0 − n. x 0 2.Emax T 2 T 2 T 2 T 2 T T T T An = − + + T 2 (ω + n.ω ) 2 (ω − n.ω ) 2 (ω + n.ω ) 2 (ω − n.ω ) An = 2.E max T − cos (π + n.π ) cos (π − n.π ) 1 1 − + + 2 (ω − n.ω ) 2 (ω + n.ω ) 2 (ω − n.ω ) 2 (ω + n.ω ) Para n =2 A2 = 2. E max − cos (π + 2.π ) cos (π − 2.π ) 1 1 − + + T 2 (ω + 2.ω ) 2 (ω − 2.ω ) 2 (ω + 2.ω ) 2 (ω − 2.ω ) A2 = 2.E max − cos (3π ) cos (− π ) 1 1 − + + T 6ω − 2.ω 6ω − 2.ω A2 = 2.E max 1 1 1 1 − + − T 6.ω 2.ω 6.ω 2.ω CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier 1 − 1 = 2.Emax x − 2 3.ω ω T 3.ω A2 = 2.E max T A2 = 2.E max x T A2 = − 2.E max 3.π 2.E max − 2.T −2 = x 2.π T 6π 3x T Para n = 3 A3 = 2.E max − cos (π + 3.π ) cos (π − 3.π ) 1 1 − + + T 2 (ω + 3.ω ) 2 (ω − 3.ω ) 2 (ω + 3.ω ) 2 (ω − 3.ω ) A3 = 2.E max T A3 = 2.Emax − 1 1 1 1 + + − T 8.ω 4.ω 8.ω 4.ω − cos (4π ) cos (− 2.π ) 1 1 − + + − 4.ω 8ω − 4.ω 8ω A3 = 0 Para n = 4 A4 = 2. E max − cos (π + 2.π ) cos (π − 2.π ) 1 1 − + + T 2 (ω + 2.ω ) 2 (ω − 2.ω ) 2 (ω + 2.ω ) 2 (ω − 2.ω ) A4 = 2.E max − cos (3π ) cos (− π ) 1 1 − + + T 6ω − 2.ω 6ω − 2.ω A4 = 2.E max T A4 = 2.E max 1 1 2.Emax − 2 − = x T 3.ω ω T 3.ω 1 − 1 + 1 − 1 6.ω 2.ω 6.ω 2.ω CEFET-MG 19 Wander Rodrigues A4 = 2.E max x T A4 = − 2.E max 3.π 20 2.E max − 2.T −2 = x 2.π T 6π 3x T Para n = 5 − cos (π + 5.π ) cos (π − 5.π ) 1 1 − + + 2 (ω − 5.ω ) 2 (ω + 5.ω ) 2 (ω − 5.ω ) 2 (ω + 5.ω ) A5 = 2.E max T A5 = 2. E max − cos (6π ) cos (− 4.π ) 1 1 − + + T 12.ω − 8.ω 12.ω − 8.ω A5 = 2.Emax − 1 1 1 1 + + − T 12.ω 8.ω 12.ω 8.ω A5 = 0 Observando os valores calculados de An, verificamos que An = 0 para todo n ímpar. Cálculo de Bn Bn = 2 T ∫ T/2 Bn = 2 T ∫ T /2 Bn = 2.E max T −T / 2 0 f ( t ) sen (n.ω.t ) dt Emax sen (ω.t ) sen (n.ω.t ) dt para –T/2 < t < 0 ou -π/2 < t < 0 f(t) = 0 ∫ T /2 0 sen (ω.t ) sen (n.ω.t ) dt CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier Para n = 1 B1 = 2.Emax T ∫ T /2 B1 = 2.E max T ∫ T /2 B1 = 2.Emax T ∫ T /2 B1 = 2.E max T 1 T / 2 dt − 1 T / 2 cos (2.ω.t ) dt 2 ∫0 2 ∫0 B1 = T/2 E max T / 2 dt − cos (2.ω.t ) dt ∫ ∫ 0 T 0 E B1 = max T t 0 0 0 sen (ω.t ) sen (ω.t ) dt sen 2 (ω.t ) dt 1 − 1 cos (2.ω.t ) dt 2 2 T/2 T /2 0 1 − sen (ω.t ) 2.ω 0 B1 = Emax T 1 1 2.π T 2.π − sen x − 0 + sen x 0 T 2 2.ω T 2 2.ω T B1 = Emax T B1 = E max T x T 2 B1 = Emax 2 T − 1 sen π + 1 sen 0 2 2.ω 2.ω Para n ≠ 1 Bn = 2.E max T ∫ T /2 0 sen (ω.t ) sen (n.ω.t ) dt 2.E max − sen (ω.t + n.ω.t ) sen (ω.t − n.ω.t ) Bn = + T 2.(ω + n.ω) 2.(ω − n.ω) 0 T /2 CEFET-MG 21 Wander Rodrigues 22 2.π T 2 .π T 2 .π T 2 .π T − sen x + n. x sen x − n. x 2. Emax sen ( ω . 0 − n . ω . 0 ) sen ( ω . 0 − n . ω . 0 ) 2 T 2 2 T 2 T T Bn = + + − T 2.(ω + n.ω) 2.(ω − n.ω) 2 .(ω + n.ω) 2 .(ω − n.ω) Bn = 2.E max − sen (π + n.π ) sen (π − n.π) + T 2.(ω + n.ω) 2.(ω − n.ω) Para n = 2 B2 = 2.E max − sen (π + 2.π) sen (π − 2.π ) + T 2.(ω + 2.ω) 2.(ω − 2.ω) B2 = 2.E max − sen (3.π) sen (− π) + T 6.ω − 2.ω B2 = 0 Para n = 3 B3 = 2.Emax − sen (π + 3.π ) sen (π − 3.π ) + T 2.(ω + 3.ω) 2.(ω − 3.ω) B3 = 2.Emax − sen (4.π) sen (− 2.π ) + T 8.ω − 4.ω B3 = 0 Assim, Bn para todo n ≠ 1 será igual a zero. CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier 23 Equação do sinal f (t ) = Emax E max 2.Emax 2.Emax + sen (ω.t ) − cos (2.ω.t ) − cos (4.ω.t ) + L π 2 3.π 15.π Para um valor máximo de 12 volts, temos: Emax = 12 V f (t ) = 3,822 + 6 sen (ω.t ) − 2,548 cos (2.ω.t ) − 0,509 cos (4.ω.t ) − 0, 218 cos (6.ω.t ) + L Simulando a função do Exemplo Utilizando para simulação o aplicativo Electronic WorkBench podemos trabalhar com o seguinte circuito para verificarmos se a decomposição realizada, retoma a forma de onda do sinal, com um mínimo de distorção. Para tal usaremos o seguinte circuito: CEFET-MG Wander Rodrigues 24 Nessa simulação estaremos utilizando um ângulo de defasagem de 90o nas fontes de sinais senoidais para representar um sinal cossenoidal, como solicitado na decomposição. Alem disso, também empregamos o bloco Voltage Gain Block com o propósito de termos um ganho unitário, porém fazendo a inversão de fase de 180o caracterizado pelo sinal negativo à frente das parcelas cossenoidais do sinal decomposto. Assim, aos fecharmos cada uma das chaves, de 1 a 5, estaremos adicionando as componentes harmônicas do sinal. Fechando, sucessivamente, cada uma das chaves encontraremos a seguintes formas de ondas: CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier 25 Fechando a chave 1, aparece a tensão contínua na saída. Fechando a chave 2, a freqüência fundamental será sobreposta ao valor contínuo. CEFET-MG Wander Rodrigues 26 Fechando a chave 3, o segundo harmônico é adicionado ao valor anterior. Observe que nesse ponto a forma de onda resultante começa a tomar uma forma próxima ao valor do sinal retificado. CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier 27 Fechando a chave 4, o quarto harmônico é adicionado ao valor anterior. Nesse caso torna-se mais caracterizado a forma do sinal retificado, tendo apenas algumas ondulações na parte reta do mesmo. Finalmente, fechando a chave 5, temos uma forma de onda semelhante ao sinal decomposto, porém apresentando alguma ondulação nas partes retas do sinal. Esses ondulações, certamente serão reduzidas se um número maior de harmônicas forem consideradas na reconstituição do mesmo. É importante relembrar que a decomposição utilizando a série trigonométrica de Fourier é uma função com infinitas componentes. A determinação do número máximo de componentes resultará numa maior ou menor aproximação da forma de onda recomposta. Em outras palavras, o número de componentes vai determinar a distorção máxima aceitável na forma de onda reconstituída. CEFET-MG Wander Rodrigues 28 Utilizando o mesmo aplicativo é possível obter cada um dos espectros de amplitude à medida que as chaves forem fechadas ou novas componentes forem adicionadas. Assim, para a chave 1 fechada, teremos: Fechando as chaves 1 e 2: CEFET-MG Estudo sobre a Série Trigonométrica de Fourier Fechando as chaves 1, 2 e 3: Fechando as chaves 1, 2, 3 e 4: CEFET-MG 29 Wander Rodrigues 30 Fechando as chaves 1, 2, 3, 4 e 5: Nesse caso temos o espectro de amplitude completo, sendo que a componente fundamental representa a maior contribuição na reconstituição do pulso original. CEFET-MG