Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Estou preparada para ser mãe?
Estou preparado para ser pai?
Guia de metodologias e atividades
a serem aplicadas nas escolas estaduais
para adolescentes, jovens e comunidade.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Neste guia vamos falar de um tema que deixa
muita gente preocupada: a gravidez na adolescência.
Só que para abordarmos esse tema, precisamos
conversar também sobre sexualidade, saúde
reprodutiva e, principalmente, desconstruir a ideia de que evitar uma gravidez é uma
questão somente feminina. Assim, buscaremos quebrar esse paradigma, atribuindo
aos meninos, homens jovens e adultos igual
compromisso com a concepção e contracepção.
A quem se destina?
Direcionado à equipe de educadores que
faz parte do Programa Escola da Família/Projeto Ações
Preventivas na Escola e Projeto Prevenção Também se Ensina,
este guia traz sugestões de atividades criadas e testadas
pelos monitores do PEF/APE.
Tem por objetivo trazer a discussão para os diferentes
aspectos da sexualidade e da construção dos gêneros –
feminino e masculino – que dificultam a negociação do
preservativo e outros métodos contraceptivos.
Qual o enfoque metodológico?
As sugestões contidas neste guia privilegiam atividades lúdicas e
participativas. Parte do princípio de que à medida que a conversa e a
escuta são estimuladas, que certas questões são problematizadas e que
o debate ocorra entre as pessoas, é possível vincular permanentemente
os conteúdos abordados a suas experiências de vida. Ao longo das
atividades, serão abordados temas como o que é adolescer hoje,
escolhas, relacionamentos, métodos contraceptivos, dentre outros.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Como está organizado?
Este guia traz uma série de sugestões de atividades voltadas
para a redução das vulnerabilidades relacionadas à gravidez
na adolescência.
Cada atividade descreve, minuciosamente, o passo a passo da proposta
visando facilitar a sua aplicação pela equipe do PEF/APE e PTE a partir do
seguinte o roteiro:
Objetivo: refere-se ao que se pretende obter com a aplicação da
atividade.
Duração: aproximadamente quanto tempo será necessário para
desenvolver cada uma das atividades. No entanto, esse tempo pode
variar de acordo com o tamanho do grupo e/ou o conhecimento que
elas e eles já têm sobre o tema.
Material: o que é necessário ter em mãos para a realização da
atividade. Na maioria dos casos, os materiais propostos são muito
simples, baratos e acessíveis.
Passo a passo: descrição detalhada de cada ação necessária para
que a atividade aconteça da forma mais fácil e completa possível.
Ideias principais: informações e reflexões a serem repassadas para
os participantes.
Ferramentas: selecionamos algumas sugestões de textos, filmes e
endereços eletrônicos para atualização e aprofundamento do tema.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
SUMÁRIO
Apresentação................................................................................................................................4
Começo de conversa....................................................................................................................6
Atividade 1– Adolescência.........................................................................................................13
Atividade 2– Adolescências na história...................................................................................14
Atividade 3 – O jogo da autoestima.........................................................................................16
Atividade 4 – Corpo reprodutivo..............................................................................................20
Atividade 5 – Corpo erótico.......................................................................................................22
Atividade 6 – Namorar, ficar, amar...........................................................................................24
Atividade 7 – Sensações e emoções.........................................................................................26
Atividade 8 – Métodos contraceptivos....................................................................................27
Atividade 9 – Diagrama dos métodos contraceptivos.........................................................29
Atividade 10 – Mitos e verdades sobre a contracepcão......................................................32
Atividade 11 – Estou grávido!..................................................................................................34
Atividade 12 – Ser mãe é...........................................................................................................36
Atividade 13 – Mural Egípcio ...................................................................................................38
Atividade 14 – A história de Joaquim e Manuela.................................................................40
Atividade15 – Agência de publicidade....................................................................................45
Ferramentas
Filmes comerciais.........................................................................................................................47
Filmes e sites disponíveis na internet........................................................................................49
Referências bibliográficas...........................................................................................................51
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
E
m nosso contexto sociocultural, a gravidez na adolescência é
tida como uma questão exclusiva do universo feminino.
Nos relatórios de pesquisa, jornais, revistas e programas
de televisão o tema da gravidez na adolescência geralmente
é destacado com fatos e números, tentando denunciar e dar
visibilidade ao aumento de meninas grávidas em todo o país. Profissionais da
educação e da saúde, por sua vez, alertam para os riscos físicos de uma gravidez
nessa etapa da vida, os riscos psíquicos dessa experiência, os prejuízos sociais para a
jovem mãe, principalmente centrados no afastamento da vida escolar e no abandono
dos projetos futuros.
Só que para entendermos o porquê da gravidez na adolescência precisamos
ir além. Entender suas razões também a partir do conhecimento histórico e das
expectativas sociais.
No Brasil do século XIX, por exemplo, a faixa etária entre 12 e 18 anos não tinha
o caráter de passagem da infância para a vida adulta. As meninas das classes mais
altas eram consideradas aptas para o casamento entre 12 e 14 anos. E, se não
casassem, isso sim era um problema, pois se acreditava que elas teriam dificuldades
para procriar depois dos 15 anos de idade. Vale lembrar que, nesta época, a
expectativa de vida girava em torno dos 30 e poucos anos de idade.
Atualmente, a gravidez na adolescência é vista por outro prisma: o rompimento
de uma trajetória de vida em que, primeiro é preciso terminar os estudos, depois
encontrar um trabalho e ganhar dinheiro suficiente para então estabelecer uma
relação amorosa duradoura e ter filhos.
Só que a vida está aí para nos mostrar que, nem sempre, as coisas acontecem
como se espera.
De que adolescência estamos falando?
Não dá para falar sobre gravidez na adolescência sem
estabelecermos antes o que vem a ser esse período da vida.
O termo adolescência também tem história. Antes do
século XVII não existia essa divisão de faixas etárias que
conhecemos hoje.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Foi só na “modernidade”, com a industrialização e a formação das grandes cidades
na Europa que se constituiu o que veio a se chamar adolescência como um período de
aprendizado para o trabalho futuro.
No documento Marco legal: saúde, um direito de adolescentes1, a adolescência é a
etapa da vida compreendida entre a infância e a fase adulta, marcada por um complexo
processo de crescimento e desenvolvimento biopsicossocial.
O artigo 227 da Constituição de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente
– ECA (Lei Federal de 1990) determina que a garantia dos direitos das crianças (do
nascimento até os 11 anos) e adolescentes (dos 12 aos 18 anos) é prioridade absoluta
das políticas públicas do país e dever da família, da comunidade e do Estado.
A Organização Mundial da Saúde - OMS adota a denominação de jovens para
o conjunto das pessoas na ampla faixa dos 10 aos 24 anos. No entanto, para efeitos
práticos de análise e de proposição de ações, recomenda que se faça uma divisão dessa
categoria em três subgrupos: pré-adolescentes (10 a 14 anos); adolescentes (15 a19
anos) e jovens (20 a 24 anos).
Atualmente, a adolescência também é compreendida como um fenômeno singular
na vida de cada pessoa, caracterizada por diferentes influências socioculturais. Tanto que
em vários documentos oficiais afirma-se que não existe uma única adolescência e sim
adolescências, no plural.
Maternidade na adolescência2
Histórica e culturalmente a imagem da mulher é imediatamente associada
a de mãe, Ao brincarem com bonecas na infância, por exemplo, as mulheres já
“ensaiam” suas funções de mãe e cuidadora, contribuindo para o reforço desse
modelo e a construção dessas expectativas. No entanto, nem toda mulher deseja
ser mãe, nem necessariamente terá filhos, ainda que estejam preservadas todas
as suas capacidades reprodutivas.
É fato que uma gravidez na adolescência sem dúvida desencadeia fatores
Marco Legal: Saúde, um Direito de Adolescentes. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/
pdf/marco_legal.pdf. Acesso em 15 de outubro de 2012.
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CAVASIN, Sylvia. ARRUDA. Silvani. Gravidez na adolescência: desejo ou subversão?. Disponível em: http://
bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/156_04pgm2.pdf. Acesso em 22 de outubro de 2012.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
que representam um comprometimento individual com questões de diferentes ordens. Medo,
insegurança, desespero, desorientação, solidão são reações muito comuns, principalmente no
momento da descoberta da gravidez.
No entanto, não se pode ter uma falsa ideia de que toda gravidez na adolescência seja sempre
inconsequente, desastrosa e indesejada.
Muitas meninas e meninos que engravidaram na adolescência fizeram-no porque desejavam
um filho nesse período da vida. A gravidez pode ser fruto da vontade, principalmente entre
jovens cujos planos não incluem formação universitária ou carreiras formais, quanto da falta de
informação sobre sexualidade, saúde reprodutiva e acesso à contracepção.
Paternidade adolescente
Raramente, pesquisas e publicações focalizam experiências nas
quais havia o desejo de maternidade e de paternidade, ou seja,
situações em que adolescentes decidiram ter filhos e cuidarem de suas
vidas. Se falamos muito sobre a gravidez na adolescência da perspectiva
da menina, pouco abordamos este tema na perspectiva do adolescente
e de seu filho.
Precisamos, pois, rever as linhas de intervenção, abrindo canais
para pensar a masculinidade, a paternidade e maneiras de envolver os
homens em questões relativas à sexualidade, papéis sociais e familiares.
A contracepção e a prevenção das DST/Aids não são responsabilidades apenas femininas. Em um relacionamento, as decisões e a
responsabilidade sobre a saúde sexual e reprodutiva são de ambos.
Da mesma forma que é importante que a escola apoie a adolescente que engravida,
é preciso apoiar também o pai adolescente.
O que fazer?
A crítica ao preconceito contra maternidade e paternidade adolescentes,
entretanto, não significa que aceitamos a gravidez e o tornar-se mãe ou pai
na adolescência como sendo sempre a melhor opção para todos e quaisquer
adolescentes. O que procuramos destacar é que, cada vez mais,
faz-se necessário discutir e problematizar sobre qual é o impacto
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
de uma gravidez na vida de meninas e meninos.
Além disso, consideramos que existem dois momentos e formas de trabalhar
com as e os adolescentes:
1) a reflexão/discussão sobre a gravidez antes dela ter acontecido; e
2) o apoio quando ela ocorre, ou seja, o que nós (adultos/profissionais)
podemos fazer quando adolescentes de ambos os sexos já são pais e mães ou
estão “grávidas(os)”.
Uma abordagem com um caráter menos coercitivo possibilitaria, formular
programas mais adequados às necessidades enfrentadas pelos adolescentes,
sem pré-conceituar a paternidade e a maternidade nessa fase como pura
e simplesmente negativa, provocada, sempre e inexoravelmente, pela
irresponsabilidade dos jovens.
Em síntese, é preciso questionar a dupla moralidade vigente em nossa
sociedade, em que a iniciação sexual dos meninos é estimulada, enquanto que
para as meninas interpõem-se restrições.
As discussões sobre os novos padrões de comportamento estão trazendo
para a esfera da sexualidade e saúde reprodutiva a figura do homem em
questões relativas à prevenção de DST, em especial a Aids, e ressaltando a
importância do seu envolvimento no planejamento reprodutivo, uma vez que,
entre outras coisas, ele convive constantemente com a possibilidade de engravidar
mulheres com as quais mantêm relacionamento sexual, dado que sua fertilidade é
constante e não periódica como a das mulheres.
Ainda hoje, persiste a ideia de que a educação se exerce com base
na produção de estímulos aversivos e que políticas públicas se definem
exclusivamente a partir de números. Sem dúvida, existem preocupações
legítimas em relação à saúde das mães e dos filhos, nos processos de gravidez,
parto e puerpério. Porém é preciso muita atenção para não cair nas armadilhas da
medicalização e patologização que tal preocupação pode gerar.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 1 –
Adolescência
Objetivos
Entender as juventudes
Duração
1 hora
como construções
históricas e sociais.
Materiais
Papel pardo ou papel manilha,
canetões, revistas que tenham
fotos de adolescentes e jovens,
tesouras, cola e fita crepe.
Passo a passo
q Peça que formem grupo de 5 ou 6 pessoas, distribua as revistas, tesouras, colas e
a folha de papel para cada um dos grupos. Em seguida, peça que procurem fotos de
adolescentes e jovens e as recortem.
q Quando terminarem de recortar, peça que colem as figuras na folha de papel,
observando quantos meninos e quantas meninas apareceram; se há negros, brancos,
asiáticos, indígenas e quantos de cada; o que estes adolescentes e jovens estão fazendo;
a que classe social eles pertencem e outras situações que perceberam. Peça que elejam
um relator para apresentar essas observações.
q Assim que todos os grupos apresentarem suas colagens, peça que as olhem
cuidadosamente e que comparem aquelas imagens com os adolescentes e jovens que
conhecem, pensando tanto nos alunos da escola quanto nos da comunidade em que
vivem.
Ideias principais3
Em nossa sociedade, a adolescência e a juventude são compreendidas como
períodos de transição entre a dependência em relação aos adultos, típica da infância,
e a completa autonomia que, em tese, caracteriza a
fase adulta.
FREITAS, M.V. (coord.) Juventude e Adolescência no Brasil: referências conceituais. São Paulo: Ação Educativa,
2005. Disponível em: http://www.aracati.org.br/biblioteca/biblio_publicacoes.htm. Acesso em 17 de outubro
de 2012.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Entretanto, muito do que é considerado “natural” nessa faixa de idade não depende
apenas de padrões gerais – físicos e psicológicos – do crescimento e desenvolvimento
humanos. Depende, principalmente, das expectativas da sociedade em relação às pessoas
que estão passando por esses ciclos da vida e da cultura a que elas e eles pertencem.
Assim, é a partir das representações que cada sociedade constrói a respeito da
adolescência que se definem as responsabilidades e os direitos que devem ser atribuídos
às pessoas neste ciclo da vida e o modo como tais direitos devem ser protegidos.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 2 – Adolescências na história
Objetivos
Discutir sobre a forma como
Duração
1h30
Materiais
Tiras com a descrição da
a sexualidade é construída e suas
adolescência na história do
manifestações na adolescência.
mundo, cartolinas, folhas de
papel, canetas coloridas,
tesoura, cola, fita crepe.
Passo a passo
q Peça aos participantes que se dividam em quatro grupos.
q Explique que cada grupo terá que apresentar uma cena sobre a adolescência em
alguns períodos históricos.
q Distribua uma tira para cada grupo:
Grupo 1 – Grécia Clássica
Grupo 2 – Império Romano
Grupo 3 – Idade Média
Grupo 4 – Brasil no século XIX
q Em seguida, distribua os materiais e peça que façam uma cena contando sobre como
era a adolescência no período histórico estabelecido para cada grupo.
q Quando terminarem, peça que cada grupo apresente sua cena e abra para o debate a
partir das seguintes questões:
1. O que é ser adolescente hoje?
2. O que a sociedade espera das/os adolescentes?
3. Quais as maiores necessidades das/os adolescentes?
Ideias principais
Para muitas pessoas, falar sobre adolescências e juventudes remete imediatamente
a situações de risco, crise, desordem, irresponsabilidade, problemas. De fato, ser
adolescente ou jovem nos dias de hoje não é uma tarefa fácil: a pobreza, o desemprego,
a falta de perspectivas de um futuro melhor são alguns desafios enfrentados pelas/os
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
adolescentes e jovens nesse século XXI. Mas, ao contrário do que muita gente pensa,
ser adolescente ou jovem não é sinônimo de problema. A grande maioria das/os
adolescentes frequenta a escola, cuidam de sua saúde e tem um projeto de futuro.
Adolescência na história da humanidade4
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Grupo 1
Na Grécia Clássica, as crianças cresciam no gineceu, um
lugar da casa onde ficavam as mulheres, escutando as canções
e as histórias inspiradas na mitologia. Na cidade de Esparta, logo que os
meninos atingiam sete anos de idade, começavam seu treinamento militar. Já na cidade
de Atenas, os meninos das classes privilegiadas frequentavam a escola e, ao mesmo
tempo, tinham um preceptor responsável pelo seu cuidado. As meninas de Esparta e de
Atenas, por sua vez, participavam de práticas esportivas para adquirirem saúde e vigor
para seu futuro como mães. Casavam-se aos 15 ou 16 anos de idade.
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Grupo 2
No Império Romano, por volta do século II A.C., a mãe educava seus filhos até os
sete anos. Depois dessa idade, a educação dos meninos das classes mais abastadas
ficava a cargo do pai ou, na sua ausência, de um tio. Cabia ao pai a responsabilidade
de proporcionar ao filho a educação moral e cívica. Por volta dos 16 anos de idade, o
menino trocava sua toga infantil pela toga viril, iniciando, assim, sua aprendizagem para
a vida pública. O jovem acompanhava o pai ou outro homem influente durante cerca
de um ano com vistas a adquirir conhecimentos de Direito e de eloquência. Em seguida,
cumpria o serviço militar. As meninas romanas, aos 12 anos, eram consideradas em
idade núbil e o casamento se consumava, no máximo, aos 14 anos, idade na qual já eram
consideradas adultas.
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------REIS, Alberto Olavo Advincula and ZIONI, Fabiola. O lugar do feminino na construção do conceito de
adolescência. Rev. Saúde Pública [online]. 1993, vol.27, n.6, pp. 472-477. Disponível em : <http://www.scielo.br/
scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101993000600010&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 17 de outubro
de 2012.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
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Grupo 3
Na Idade Média, a infância terminava para a criança ao ser desmamada, o que
acontecia por volta dos 6 ou 7 anos. A partir dessa idade, ela passava a conviver
definitivamente com os adultos. Ainda não havia o conceito moderno de escola, mas
existiam salas de estudos livres, frequentadas por qualquer pessoa do sexo masculino
que necessitasse aprender a ler e escrever, independente da idade. As meninas eram
educadas em casa e recebiam, somente a educação que seus pais ou responsáveis lhe
proporcionavam. Também era costume mandar os filhos para a casa de um mestre em
algum ofício para que aprendessem uma função. Já as meninas podiam ser trocadas
entre as famílias para aprenderem a função de donas de casa até o seu casamento, que
ocorria por volta dos 13 ou 14 anos de idade.
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Grupo 4
Na virada do século XIX para o século XX, Alguns viajantes que estiveram no Brasil
registraram que os meninos, desde os nove anos, trajavam-se como homens feitos. Os
meninos descendentes de europeus, diga-se de passagem, porque a criança escrava
começava a trabalhar aos 5 anos de idade. Até mais ou menos 10 anos, o filho do senhor
de engenho exercitava-se por meio de diferentes jogos. Já o filho do escravo ensaiava,
nas cozinhas das casas grandes, o exercício da escravidão. A partir dos 10 e 12 anos,
entravam ambos no mundo dos adultos.
Quanto às mulheres das classes favorecidas, era comum casarem-se cedo. A norma
ditava que se casassem lá pelos 12 ou 13 anos, mas não era raro que um aristocrata
permitisse, infringindo suas próprias leis, que suas filhas se casassem até com 8 anos
de idade. Em termos da educação, a maioria delas desconhecia a instituição escolar e,
mesmo em casa, eram impedidas de ter acesso à escrita e à leitura. Criadas em ambiente
rigorosamente patriarcal, elas viviam sob a mais dura tirania dos pais, depois substituída
pela tirania dos maridos. Para a menina escrava, a situação era muito pior. A parcela
considerada mais valiosa da propriedade do escravocrata era o ventre gerador. Dessa
forma, o interesse econômico favorecia o início da vida sexual das meninas muito cedo
em função do desejo dos proprietários de possuir o maior número possível de escravos.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 3 - O jogo da autoestima
Objetivos
Explicar aos participantes o que
Duração
1 hora
Materiais
Folhas de papel para cada
é autoestima e o que influi em
participante, lápis de cor e/ou
sua construção.
canetas coloridas, pedaços
de fita crepe para todos.
Passo a passo
q Pergunte ao grupo o que eles entendem por “autoestima”. Coloque no quadro as
contribuições utilizando palavras chave.
q Explique que, geralmente, a autoestima é vista como a forma como uma pessoa se
sente a respeito de si mesma, com a família e com o meio em que vive. Entretanto, em
se pensando na gravidez na adolescência, a autoestima depende, também, de outros
fatores como, por exemplo, o acesso à informação e aos recursos para se evitar que uma
gravidez aconteça e a igualdade entre os gêneros feminino e masculino.
q Entregue uma folha de papel e lápis de cor ou canetinhas para cada participante.
Peça que façam um desenho que represente eles mesmos.
q Em seguida, explique que você lerá uma lista de situações que podem ocorrer com as
meninas e os meninos, ocasionando algum prejuízo à autoestima.
q Diga que cada vez que você ler uma frase, elas/es devem rasgar um pedaço da folha
de papel, na mesma proporção em que essa situação afetaria sua autoestima. Dê um
exemplo: leia a primeira frase, rasgue um pedaço de sua própria folha de papel, dizendo:
“Isso me afeta muito, ou isso não me afeta muito”.
q Leia as frases e aguarde todos rasgarem um pedaço do papel para ler as próximas.
q Quando terminarem, distribua pedaços de fita crepe para todos os participantes
e explique que, agora, você irá ler frases que favorecem a construção da autoestima.
Conforme você ler cada frase, a ideia é que todos “colem” os pedaços de papel
reconstruindo sua autoestima. Explique que deverão escolher os pedaços e colá-los na
mesma proporção em que a situação favorecem a construção da sua autoestima.
q Ao final, abra para o debate a partir das seguintes questões:
1. O que é autoestima?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
2. Como a autoestima pode influenciar na tomada de decisão em relação à gravidez na
adolescência?
3. Quais os fatores que deixam as meninas mais vulneráveis em relação a uma gravidez na
adolescência?
4. Quais os fatores que deixam os meninos mais vulneráveis em relação a uma gravidez na
adolescência?
5. O que é preciso fazer para que meninas e meninos pensem na gravidez como uma escolha
sobre quando querem ser pais/mães e quantos filhos querem ter?
Ideias principais5
Muitas vezes, a autoestima é vista como um sentimento de autovalorização em que
conquistá-la depende da força de vontade de cada um.
Atualmente, o conceito de autoestima é mais amplo: entende-se que para uma
pessoa possuir uma boa autoestima, isso depende de uma série de fatores como, por
exemplo, acesso às informações de qualidade, igualdade entre os gêneros, serviços de
saúde disponíveis, a cultura em que se vive, dentre outros.
Em termos da sexualidade, poderíamos dizer que uma pessoa que tem autoestima
tem condições de negociar o uso do preservativo com o parceiro ou parceira nas
relações sexuais como forma de se proteger das DST/Aids e/ou o método que
adotarão para evitar a gravidez, caso não se sintam preparados para a paternidade e a
maternidade.
ARAUJO, Teo. Calazans, Gabriela. Prevenção das DST/Aids em adolescentes e jovens: Brochuras de referência
para os profissionais de saúde. Disponível em: http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfil/profissional-dasaude/homepage///cartilhas_para_prevencao_de_dstaids_em_jovens_.pdf. Acesso em 22 de outubro de 2012.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Frases
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Afetam a autoestima
Imagine que, na última semana, aconteceu o seguinte:
1. Fiz uma pergunta para meu professor sobre métodos contraceptivos e ele
respondeu que ainda não tenho idade para pensar nessas coisas.
2. Fui ao serviço de saúde buscar preservativos e quem me atendeu disse que,
antes de me dar as camisinhas, eu teria que participar de uma palestra de uma
hora e meia.
3. Fui pressionada/o pelos meus amigos a ficar com uma pessoa que eu não
estava a fim e acabei fazendo que eles queriam.
4. Um amigo me disse que os homens necessitam ter relações sexuais com muitas
mulheres por causa de seus hormônios e eu acreditei.
5. Seu pai deixa seus irmãos voltarem para casa na hora que quiserem e suas
irmãs tem que chegar às 22 horas.
6. Seu namorado/sua namorada/o te deixou por outra pessoa por que você se
recusou a fazer algo que não queria.
7. Um grupo de amigas/os zombou de você por causa de sua roupa ou do seu
cabelo.
8. Um menino/uma menina de quem você gosta não apareceu na hora que vocês
combinaram para ir tomar um sorvete.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
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Recuperam a autoestima
Imagine que, na última semana, aconteceu o seguinte:
1. Fiz uma pergunta para meu professor sobre métodos contraceptivos e ele me
deu uma boa explicação sobre cada um deles.
2. Fui ao serviço de saúde buscar preservativos e quem me atendeu disse
que eu poderia pegar quantas quisesse e que eu poderia participar de uma
palestra se tivesse vontade.
3.
Fui pressionada/o pelos meus amigos a ficar com uma pessoa que eu não
estava a fim e eu disse que não.
4. Um amigo me disse que os homens necessitam ter relações sexuais com
muitas mulheres por causa de seus hormônios e eu respondi que o conceito
de masculinidade é uma construção sociocultural e não uma questão
hormonal.
5. Seu pai negocia com os filhos e as filhas qual é o melhor horário para eles
chegarem em casa.
6. Seu namorado/sua namorada te deixou por outra pessoa por que você se
recusou a fazer algo que não queria e você percebeu que ficar com ele/a era a
maior furada.
7. Um grupo de amigos/as zombou de você por causa de sua roupa ou do seu
cabelo e você não deu a mínima.
8. Um menino/uma menina de quem você gosta chegou antes de você na
sorveteria e estava te esperando na porta.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 4 - Corpo Reprodutivo
Objetivos
Conhecer o corpo reprodutivo -
Duração
1h30
Materiais
Papel pardo ou manilha;
feminino e masculino - enfatizando
canetas hidrográficas de
que do corpo também fazem parte
várias cores; fita adesiva;
as características psicoafetivas, a
barbante; cola; revistas;
história pessoal e as relações que
purpurina, etc.
se estabelecem com as pessoas,
seu meio social e sua cultura.
Passo a passo
q Divida os participantes em quatro grupos e informe que a proposta é a de que dois
grupos desenhem o corpo de um homem e os outros dois, o corpo de uma mulher.
q Solicite que dois garotos e duas garotas deitem nas folhas de papel pardo e que os
demais componentes do grupo desenhem, primeiramente, o contorno do corpo e que
depois o voluntário se levante e todos/as desenhem as partes do corpo que se lembram
(interno e externo) e que não se esqueçam de desenhar o corpo reprodutivo feminino e
masculino.
q Peça que pensem em uma identidade para os personagens desenhados, colocando
tudo que acharem necessário: características, adereços, nome, se estuda e/ou trabalha,
idade, do que gosta e do que não gosta etc.
q Quando terminarem, peça que cada grupo apresente o seu desenho explicando
quem é o personagem e as partes de seu corpo.
q Quando todos tiverem apresentado seus desenhos, corrija ou acrescente as partes o
corpo reprodutivo feminino e masculino que não foram contempladas.
q Abra uma roda de conversa a partir das seguintes perguntas:
1. O que foi mais difícil de desenhar?
2. As meninas conhecem o seu corpo reprodutivo?
3. Os meninos conhecem o seu corpo reprodutivo?
4. Os meninos conhecem o corpo reprodutivo das meninas?
5. As meninas conhecem o corpo reprodutivo dos meninos?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Ideias principais
O corpo é um todo integrado, que inclui as emoções, os sentimentos, as sensações
de prazer ou desprazer, assim como as transformações que ocorrem nele ao longo
do tempo.
Faz parte da construção da percepção que se tem sobre o corpo as dimensões
biológica, psicológica e social, bem como os fatores culturais.
Para melhor conhecer o corpo reprodutivo, é importante que as meninas procurem
um ginecologista e os meninos um urologista.
Além do conhecimento dos órgãos reprodutores femininos e masculinos, é preciso
também refletir sobre as consequências e responsabilidades de uma relação sexual.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 5 – Corpo erótico
Objetivos
Discutir o significado de desejo,
Duração
1 hora
excitação e orgasmo. Esclarecer
Materiais
Cartolina, revistas velhas,
tesouras, papel sulfite e cola.
que as necessidades sexuais são
iguais tanto para os homens
quanto para as mulheres.
Passo a passo
q Solicite que os participantes façam grupos de 4 ou 5 pessoas. Distribua uma folha de
papel para cada grupo, algumas revistas e um tubo de cola.
q Explique que, inicialmente, cada pessoa deve fazer uma colagem sobre o que
entende por corpo erótico masculino.
q Conforme forem terminando, solicite que façam o mesmo, só que pensando no corpo
erótico feminino.
q Quando terminarem, peça que montem uma exposição com as colagens. Solicite
que, quem quiser, fale das suas construções.
q Abra para a discussão a partir das seguintes questões:
1. O que é desejo? Homens e mulheres sentem desejo? Têm diferenças?
2. Como os homens se excitam?
3. Como as mulheres se excitam?
4. O que é orgasmo?
5. Qual é a importância do afeto em uma relação sexual?
Ideias principais
Entende-se por erotismo as situações em que o desejo sexual é despertado.
Potencialmente, todas as partes do corpo humano trazem prazer quando tocados, mas,
geralmente, as pessoas têm determinadas regiões que são mais sensíveis a carícias do
que outras. São as chamadas zonas erógenas (mamas, ânus, vulva, clitóris, vagina, pênis,
boca, orelhas, pescoço etc.). Essas zonas variam de pessoa para pessoa e, diferente dos
animais que se excitam com o odor das fêmeas quando elas estão no cio, a excitação
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
masculina e feminina dependem também de fatores sociais e psicológicos que estão
profundamente interligados. Em uma relação sexual existem quatro fases importantes:
desejo, excitação, orgasmo e relaxamento.
O desejo sexual é quando ocorre uma ativação do cérebro diante de um
estímulo sexualmente excitante. A excitação sexual é involuntária, ou seja, acontece
independente da vontade das pessoas. Fisiologicamente, a excitação resulta de maior
entrada de sangue em certos tecidos (como o pênis, a vagina, as mamas) e da tensão
muscular de todo o corpo em atividade sexual. Durante essa fase, aumentam os
movimentos respiratórios e os batimentos cardíacos.
O orgasmo é a fase de maior prazer sexual. É como se o corpo acumulasse uma
tensão muscular muito grande e que, de repente, relaxasse e tivesse uma sensação
intensa de prazer.
O relaxamento é o retorno ao estado de repouso que produz uma sensação
agradável em todo o corpo. 25
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 6 –
Namorar, ficar, amar
Objetivos
Explorar a diversidade e amplitude
Duração
1 hora
Materiais
Tiras de papel, canetões, fita
de sensacões e emoções que
crepe, cartelas com as seguintes
existem em um relacionamento
palavras: Namoro, Amizade,
afetivo ou sexual.
Ficar, Paquera, Desejo, Pegação,
Exploração, Casamento, Noivado,
Ternura, Respeito, Desprezo,
Beijos, Amassos, Pressão, Tristeza.
Passo a passo
q Solicite que se formem grupos de 4 pessoas, distribua quatro cartelas com as palavras para
cada um deles. Peça que elaborem duas frases diferentes usando as palavras que receberam.
q Explique que, ao final, essas frases serão juntadas para formar um texto coletivo.
q Distribua duas tiras para cada grupo escrever as frases em letra grande e legível.
q Quando terminarem, recolha as cartelas e cole-as na parede.
q Leia as frases e peça que o grupo dê sugestões sobre como conectar uma frase e
outra, montando uma história.
q Quando todos acharem que a história está boa, peça que sugiram um título para o
texto coletivo.
q Escreva os títulos sugeridos em tiras e faça uma votação para se escolher um deles.
q Abra para uma roda de conversa, a partir das seguintes questões:
1. O que é ficar?
2. O que é namorar?
3. O que é amar?
4. O que é bom em um relacionamento amoroso?
5. O que é ruim em um relacionamento amoroso?
Ideias principais
Existem diferentes formas de se relacionar e de amar.
Em qualquer situação que se vivencie existe um grau variável de autonomia, de liberdade.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Muitas vezes, o grau de autonomia individual está associado a relações de poder
entre as pessoas. As relações de poder estabelecidas a partir das desigualdades e
preconceitos colocam as pessoas em situação de inferioridade dificultando a negociação
e aumentando sua vulnerabilidade. Por exemplo, em um relacionamento em que
existe uma desigualdade de decisão entre os parceiros, a negociação sobre o uso do
preservativo para evitar uma gravidez ou se prevenir
das DST, HIV e aids fica mais difícil.
Cartelas
Namoro
Desejo
Noivado
Beijos
Amizade
Pegação
Ternura
Amassos
Ficar
Exploração
Respeito
Pressão
Paquera
Casamento
Desprezo
Tristeza
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 7 – Frio na barriga6
Objetivos
Estimular a reflexão sobre os
Duração
1 hora
Materiais
Sala ampla, cadeiras, papel e
sentimentos que as pessoas podem
lápis para todos, quadro,
ter sobre uma relação sexual e que
canetões ou giz.
dificultam o estabelecimento de
atitudes mais protegidas.
Passo a passo
q Forme dois grupos, um só de meninos e outro só de meninas. Solicite que cada
pessoa, individualmente, imagine uma cena em que aconteça uma relação sexual.
q Depois de alguns minutos, peça que cada pessoa:
1. pense em três palavras que definam como foi a cena;
2. o que teme que aconteça nesta situação;
3. o que não pode acontecer de jeito nenhum.
q Em seguida, peça que cada participante escreva em uma folha de papel, sem se
identificar, as respostas a esses três itens.
q Solicite aos dois grupos que tabulem as respostas e, posteriormente, apresentem os
resultados para o outro grupo.
q Enquanto as respostas são apresentadas, divida o quadro em duas partes (feminino e
masculino) e escreva as palavras e o número de vezes que ela foi apontada.
q Quando todas as respostas forem lidas, compare com o grupo quais foram os pontos
comuns entre as respostas das meninas e dos meninos e pergunte os porquês dessa diferença.
Ideias principais
De acordo com a Psicologia, o autoconhecimento se estabelece a partir do que uma
pessoa sabe sobre si mesma (autorreflexão) e do contato com outras pessoas.
A prática de se conhecer melhor faz com que uma pessoa tenha um maior controle de suas
emoções, evitando situações e sentimentos que possam lhe trazer algum tipo de mal estar.
6
28
Inspirado no album seriado Adolescência e Vulnerabilidade - Projeto Trance essa Rede. GTPOS, São Paulo, 1999.
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 8 –
Métodos contraceptivos7
Objetivos
Conhecer os métodos
Duração
1 hora
contraceptivos.
Materiais
Caixinhas de fósforos com o
nome de métodos
contraceptivos colados.
Passo a passo
q Pergunte para os participantes quem conhece a brincadeira de Escravos de Jó e
informe que farão essa brincadeira, mas com outra letra.
q Peça que se sentem no chão e que façam um círculo.
q Coloque a letra no quadro e peça que todos cantem:
Tabela, condom, diafragma, injeção
Pílula, DIU, esterilização
Implantes, adesivos
Para evitar a gestação
q Depois que aprenderem a letra, entregue uma caixinha com o nome de um método
contraceptivo para cada participante.
q Explique que, agora, além de cantar a música, cada participante vai passando sua
caixinha para o seguinte da roda, acompanhando a letra e fazendo os movimentos
definidos pela brincadeira (lembrar de fazer o vai e volta da caixinha no último verso).
q Quando alguém errar, deverá falar o que sabe sobre o método que ficou em sua mão.
q Pergunte se alguém conhece outras informações
sobre este método ou se tem dúvidas. Se ninguém
souber explicar, aquela dúvida fica anotada para uma
conversa posterior.
q A brincadeira segue até que todos os métodos
sejam discutidos.
BRASIL. Sexualidades e Saúde Reprodutiva. Disponível em http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/
publicacao/2010/45601/sexualidade_final_17_05_2011_pdf_28505.pdf. Acesso em 23 de outubro de 2012.
7
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Ideias principais
Muitos adolescentes e jovens, ainda hoje, têm sérias dificuldades na tomada de
decisão sobre o uso consistente dos métodos contraceptivos. Exemplos: como saber
sobre os métodos; como negociar com o parceiro; onde consegui-los; onde conseguir o
dinheiro para comprar; como esconder da família que está usando.
Vale reforçar que o preservativo além de evitar uma gravidez ainda previne infecções
sexualmente transmissíveis, o HIV e a aids.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 9 –
Diagrama dos métodos contraceptivos8
Objetivos
Favorecer a apreensão sobre os
métodos contraceptivos
Duração
1 hora
Materiais
Cópias do diagrama para todos,
lápis.
existentes.
Passo a passo
q Copie o diagrama e as definições dos métodos contraceptivos para todos os
participantes.
q Explique que eles têm que ler a descrição de diferentes métodos e escrever nas linhas
pontilhadas.
q Informe que, ao final, eles irão descobrir qual é o único método que serve para evitar
uma gravidez e prevenir a infecção pelas DST e pelo HIV/Aids.
Ideias principais9
Os métodos contraceptivos são utilizados por pessoas que têm vida sexual ativa e
querem evitar uma gravidez.
Há vários tipos de métodos contraceptivos disponíveis no mercado, como a
camisinha masculina, camisinha feminina, o DIU (dispositivo intrauterino), contracepção
hormonal injetável, contracepção hormonal oral (pílula anticoncepcional), implantes,
espermicida, abstinência periódica, laqueadura, vasectomia, contracepção de
emergência, entre outros.
Dentre tantos métodos disponíveis, torna-se necessário o auxílio de um médico para
definir a escolha de qual método utilizar, pois ele levará em consideração a idade da
pessoa, a frequência com que mantém as relações sexuais, necessidades reprodutivas,
saúde etc.
8 ARRUDA, Silvani. CORREIA, Vania. Cá entre nós: Guia de Educação Integral em sexualidade. Disponível em:
http://unesdoc.unesco.org/images/0021/002170/217096por.pdf. Acesso em 23 de outubro de 2012.
9 Métodos contraceptivos. Disponível em: http://www.brasilescola.com/biologia/anticoncepcionais.htm. Acesso
em 17 de outubro de 2012.
31
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Leia as definições e, no quadro abaixo, preencha os espaços com os nomes de cada
método contraceptivo.
Definições
1. Secreção vaginal mais grossa que aparece na calcinha possibilitando identificar o
período fértil. Não é considerado um bom método anticoncepcional nem previne as
DST e a aids.
2. Espécie de concha de borracha que a mulher coloca na vagina para cobrir o colo do
útero e que precisa ser usado junto com um gel espermicida. É um bom método,
mas não previne nem as DST nem o HIV.
3. Retirar o pênis da vagina antes de ejacular. É um péssimo método contraceptivo
pois vive falhando.
4. Pequeno objeto de plástico e cobre, com um fio de nylon na ponta, que é colocado
no interior do útero. Não é um método indicado para adolescentes nem previne das
DST e aids.
5. Cremes ou geleias feitos com substâncias químicas colocadas dentro da vagina que
matam ou imobilizam os espermatozoides. Quando usado sozinho, falha muito.
6. Comprimido feito com hormônios e que deve ser tomado todos os dias mais ou
menos na mesma hora. É um bom método, mas precisa de acompanhamento
médico e também não previne das DST nem da aids.
7. Método que permite conhecer o ciclo menstrual e saber quais os dias férteis. Não
é recomendado para adolescentes porque o ciclo menstrual ainda é irregular e,
mesmo quando é, falha muito.
8. Não transar.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Diagrama
1
2
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5
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-
6
7
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H
8
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_
_
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_
$-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 10 - Mitos e verdades sobre a contracepção
Objetivos
Desconstruir ideias equivocadas
sobre a contracepção.
Duração
1h30
Materiais
Folha de mitos e verdades
para todos.
Passo a passo
q Divida os participantes em 2 grupos e proponha um jogo chamado Mitos
e Verdades sobre a contracepção.
q Peça que cada grupo sorteie um cartão com um mito e que, em conjunto, responda a
questão.
q Leia a pergunta sorteada e, em seguida, peça que o grupo diga se a afirmação é um
mito ou é verdadeira.
q Caso um dos grupos opte por não responder, o outro grupo pode responder em seu
lugar.
q Após a resposta dos grupos, dê as respostas corretas justificando porque cada uma
das afirmações é MITO ou VERDADE.
Ideias principais
1. Mito. Durante a relação sexual, o pênis do homem se lubrifica com um líquido
que contém espermatozóides e isto ocorre muito antes da ejaculação. Além de
inseguro, o tirar fora é muito chato porque sempre dá medo de que não dê tempo e
a gravidez role.
2. Mito. Não existe esse perigo. No fundo da vagina está o colo do útero que impede
que isso aconteça.
3. Mito. A tabelinha é um método contraceptivo que consiste em a mulher identificar
o seu período fértil a partir da observação dos dias em que sua menstruação ocorre.
Se a menstruação for regular, é possível prever mais ou menos quando ela estará
no período fértil. Só que tem muitas adolescentes que tem o ciclo menstrual muito
irregular e aí fica difícil saber quando será esse período. Nos dois casos, é melhor não
arriscar.
34
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
4. Mito. A pílula anticoncepcional evita uma gravidez enquanto a mulher a estiver
usando. Se ela parar de tomar a pílula, ela volta a ovular normalmente e poderá
engravidar normalmente.
5. Mito. Existem camisinhas de diferentes tamanhos. Caso o menino tenha um pênis
muito grande e grosso, ele também pode utilizar a camisinha feminina em vez da
masculina. Quanto ao prazer, atualmente as camisinhas são muito fininhas e não
interferem na sensibilidade.
6. Verdade. A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas
doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis.
Além disso, evita a gravidez. O preservativo masculino é distribuído gratuitamente
em toda a rede pública de saúde.
Cartões
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------1. O coito interrompido, também conhecido como tirar fora, é um método seguro para
não engravidar. Mito ou verdade?
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------2. A camisinha pode desaparecer dentro do corpo da mulher. Mito ou verdade?
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------3. A tabelinha é um método seguro para evitar a gravidez. Mito ou verdade?
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------4. Quando se toma a pílula anticoncepcional por muito tempo ela causa infertilidade.
Mito ou verdade?
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------5. A camisinha masculina aperta e tira o prazer. Mito ou verdade?
$ --------------------------------------------------------------------------------------------------------------6. A camisinha – masculina e feminina – é o único método contraceptivo que evita a
gravidez e previne as doenças sexualmente transmissíveis.
$ --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 11 - Estou grávido!
Objetivos
Vivenciar a situação de uma
Duração
1 hora
gravidez na adolescência.
Materiais
Sala ampla e confortável,
roteiros para os grupos.
Passo a passo
q Divida o grupo em três subgrupos e distribua um dos três roteiros abaixo para cada
um deles.
q Solicite que montem uma cena apresentando a situação e propondo uma solução
para a história. Informe que terão 30 minutos para criarem a cena e 10 minutos para a
apresentação.
q Uma vez apresentadas as cenas, abra a discussão explorando as semelhanças e
diferenças entre elas e os encaminhamentos que foram sugeridos para cada caso.
q Esclareça que muitas vezes os meninos, por desconhecimento ou por
despreocupação, não participam da escolha do método contraceptivo. As meninas, por
sua vez, por desconhecimento ou por temor de abordar o assunto com seu namorado,
também deixam de se proteger.
q Aprofunde o debate a partir das questões:
1. Quais as opções que uma menina tem quando descobre que está grávida? E o menino
quando se descobre grávido?
2. O que é ser pai?
3. O que é ser mãe?
4. Existe diferença entre a gravidez que acontece numa relação duradoura e uma gravidez
que acontece numa transa eventual? Se existe, quais são elas? Por quê?
5. Toda gravidez que acontece na adolescência é indesejada?
6. O que muda na vida de uma menina adolescente que tem um filho?
7. O que muda na vida de um menino que tem um filho na adolescência?
8. De quem é a responsabilidade na hora de cuidar de um filho?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Ideias principais10
A gravidez na adolescência, em nosso contexto sociocultural, tem sido vista e tratada
como uma questão exclusiva do universo feminino. Podemos detectar isto ao identificar
como são poucas as publicações que relatam experiências de pais adolescentes. Sabemos pouco dessa realidade, a não ser que, via de regra, nessa história, o menino é um
personagem com pouca presença e voz e com parco poder de decisão.
Roteiros
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Roteiro 1
Irma e Marcelo se conheceram numa festa e rapidamente já se entrosaram. Parecia
que se conheciam há anos. Conversaram sobre os gostos, música, lazer, o que queriam
da vida e quando perceberam estavam aos beijos. Foi amor à primeira vista! Nessa
mesma noite transaram e o pior: bobearam... Não usaram camisinha! Depois dessa noite
não se viram mais e Irma descobriu que está grávida!
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Roteiro 2
Paulo e Raquel já estavam desejando ter um filho. Um dia Raquel começou a se sentir
estranha e a enjoar. Correu no laboratório e fez o exame para saber se estava grávida, ou
não. Resultado: positivo.
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Roteiro 3
Ana e Dalton namoram faz dois anos e são superapaixonados. Planejam ingressar
na faculdade e curtir muito a vida! Eles sempre falam: “Filhos, nem pensar...!” Porém, não
andam se cuidando e vez ou outra é que usam camisinha nas transas. Resultado: Ana
está com a menstruação atrasada faz mais de 40 dias. Ela procura o médico e descobre
que está grávida. Conta para Dalton e agora eles não sabem o que fazer...
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------CAVASIN, Sylvia. ARRUDA, Silvani. Gravidez na adolescência: desejo ou subversão? Em http://bvsms.saude.
gov.br/bvs/publicacoes/156_04PGM2.pdf. Acessado em 06/12/08.
10
37
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 12 – Ser mãe é ... 11
Objetivos
Duração Refletir sobre as diferentes formas de
1 hora
ser mãe e as expectativas sociais e
Materiais
Sala ampla e confortável,
roteiros para os grupos.
culturais relacionadas à maternidade.
Passo a passo
q Divida as participantes em dois grupos.
q Peça a cada grupo que construa a história de uma mãe. Enfatize que a única
informação que receberão é de que a personagem é mãe. Todo o resto sobre a vida da
personagem deve ser criado e discutido pelo grupo. Distribua as perguntas abaixo para
ajudar na discussão.
q Peça a cada grupo que apresente a história para o outro grupo. Elas podem escrevêla e ler em voz alta ou representá-la.
q Após a apresentação das histórias, use as questões abaixo para facilitar a discussão.
1. As mães das histórias existem na realidade?
2. Toda mulher tem que ser mãe para se sentir realizada? Por quê? Qual a reação das pessoas
em relação às mulheres que não querem ter filhos?
3. Os homens deveriam estar envolvidos nas decisões sobre ter ou não ter filhos? Como?
4. Quando uma mulher se torna mãe, o que a sociedade espera dela?
5. As expectativas sobre o que é ser mãe são diferentes do que se espera sobre o que é ser pai?
Como? O que você pensa sobre isso?
Ideias principais
Historicamente, os papéis sociais rígidos e a inexistência ou falta de acesso aos
métodos contraceptivos fizeram com que as mulheres tivessem pouco poder de decidir
se queriam ter filhos, quando e quantos. Atualmente, a opção das mulheres pela
maternidade mudou significativamente. Aumenta cada vez mais o número de mulheres
SALUD Y GÉNERO/INSTITUTO PROMUNDO/INSTITUTO PAPAI/ECOS/WORLD EDUCATION. Trabalhando com
Mulheres Jovens. Disponível em http://www.promundo.org.br/wp-content/uploads/2010/03/trabalhandocom-mulheres-jovens.pdf. Acesso em 23 de outubro de 2012.
11
38
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
que compatibilizam o cuidado com os filhos e o trabalho remunerado e espera-se que o
homem também se comprometa com a decisão de ter ou não ter filhos.
Perguntas
$ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------1. Qual é o nome? E a idade?
2. Onde ela mora?
3. Com quem ela parece?
4. O que ela gosta de fazer?
5. Ela planejava ser mãe?
6. Ela tem outros filhos?
7. Ela estuda ou trabalha fora?
8. Ela mora com um companheiro?
9. O que ela fará nos próximos 5 anos? E em 20 anos?
10. O que ela sente sendo mãe?
$ --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
39
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 13 - Mural egípcio: a gravidez na adolescência12
Objetivos
Dialogar sobre as implicações de
Duração
1 hora
Materiais
Uma sala com paredes nuas.
uma gravidez para a vida de um
jovem e de uma jovem.
Passo a passo
q Divida os participantes em grupos A e B.
q Explique que o grupo A representará a vida de Eduardo e que o grupo B representará
a vida de Mônica.
q Solicite que cada grupo crie uma história sobre a trajetória de vida de cada
personagem, do nascimento até os 30 anos, seguindo a seguinte instrução:
1. cada grupo escolhe uma parede da sala;
2. cada história deverá ser montada como um mural egípcio, estática, encostado na
parede, em silêncio total;
3. um participante do Grupo A faz uma pose que ilustre uma fase qualquer do início da
vida de Mônica, encostando pelo menos uma das partes do corpo na parede, como uma
estátua;
4. em seguida, outro membro do mesmo grupo coloca-se ao lado direito do primeiro
participante, ilustrando um momento seguinte da vida da personagem. O participante
deve manter no mínimo uma parte do corpo (mão, pé, barriga, costas etc.) em contato
com a parede e outra em contato com o participante anterior;
5. um a um, todos os membros do Grupo A encostam-se na parede até Mônica
completar 30 anos;
6. ao final, um dos membros que ficou fora do mural, narra a história para os outros
participantes, interpretando as “estátuas” e contando a história da personagem;
7. o grupo B procede da mesma forma em relação a Eduardo.
q Depois que os dois grupos tiverem apresentado suas histórias, desfaça os murais e
INSTITUTO PROMUNDO/INSTITUTO PAPAI/ECOS/SALUD Y GÉNERO. Paternidade e Cuidado. Série Trabalhando
com Mulheres Jovens. Disponível em http://www.promundo.org.br/wp-content/uploads/2010/04/
PaternidadeeCuidado.pdf
12
40
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
intervenha perguntando sobre como seria se Mônica ficasse grávida na adolescência. O
Grupo A deve remontar o mural a partir da gravidez.
q Em seguida, pergunte: como seria se Eduardo fosse pai na adolescência? O Grupo B
deve remontar o mural a partir da paternidade.
q Abra para o debate a partir das seguintes questões:
1. Que idade escolheriam para a gravidez de Mônica? Por que?
2. Que idade escolheriam para Eduardo ser pai? Por que?
3. Qual a idade do parceiro, quando ela engravidou?
4. O que estava fazendo Mônica quando engravidou? Algo mudou em sua vida? O que?
5. O que estava fazendo Eduardo quando se tornou pai? Algo mudou em sua vida? O que?
6. Que perspectivas de trabalho os dois tinham quando ela engravidou?
7. Que perspectivas de estudo os dois tinham quando ela engravidou?
8. Que tipo de apoio poderia ser dado a ele?
9. Que tipo de apoio poderia ser dado a ela?
Ideias principais13
Os direitos reprodutivos referem-se ao direito das pessoas de decidirem, de forma
livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que
momento de suas vidas, além de direito às informações, meios, métodos e técnicas
para ter ou não ter filhos e direito de exercer a sexualidade e a reprodução livre de
discriminação, imposição e violência.
Da mesma forma que os adultos, adolescentes e jovens têm direito de ter acesso a
informações e educação em sexualidade e de acesso a meios e métodos que os auxiliem
a evitar uma gravidez e a prevenir-se contra as doenças sexualmente transmissíveis, o
HIV e a aids.
Para o pleno desenvolvimento de homens e mulheres de todas as idades, é
importante a construção de parcerias igualitárias, baseadas no respeito entre os
parceiros e em responsabilidades compartilhadas.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas
Estratégicas. Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais / Ministério da Saúde,
Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Brasília : Ministério da
Saúde, 2006.Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/cartilha_direitos_sexuais_2006.pdf.
Acesso em 23 de outubro de 2012.
13
41
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 14 – A história de Joaquim e Manuela
Objetivos
Discutir uma situação de gravidez
Duração
1h30
Materiais
Cópia da história para todos.
na adolescência a partir do ponto de
vista de um menino e uma menina,
enfatizando a importância de
envolver também os homens na
contracepção.
Passo a passo
q Forme dois grupos e peça que cada um deles escolha alguém para coordená-los.
q Informe que a metade dos grupos receberá uma história sobre gravidez na
adolescência do ponto de vista de uma menina e que a outra metade receberá a do
ponto de vista de um menino.
q Explique que o coordenador distribuirá a primeira parte do estudo de caso, para
que todos leiam e respondam às questões ao final de cada capítulo e que quando
terminarem esta discussão distribuirá a segunda parte. Deve fazer o mesmo com a
terceira parte. Reforce que só se passa para a parte seguinte da história depois de
discutidas as questões.
q Explique, ainda, que será função do coordenador favorecer a participação de todos e
anotar as respostas em uma folha de papel em branco.
q Após o término das histórias, peça que o coordenador apresente as respostas de seu
grupo.
q Abra para o debate a partir das seguintes questões:
1. Que opções tem um casal quando se descobre “grávido”?
2. Qual é a reação da jovem quando ela descobre que está grávida?
3. Qual é a reação do jovem quando ele descobre que está grávido?
4. E se for uma jovem com quem o menino só saiu uma vez? É diferente? Por quê?
5. Como é que se sente uma jovem quando descobre que vai ser mãe? O que isso muda em
sua vida?
6. Como é que se sente um jovem quando descobre que vai ser pai? O que isso muda em sua vida?
7. Qual costuma ser a reação dos pais da menina? E dos pais do menino?
42
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Ideias principais
Mesmo nestes novos tempos, as expectativas que se tem sobre o exercício da
maternidade e da paternidade continuam bem diferentes. Exige-se da mulher um
ótimo desempenho no plano afetivo. Já para o homem, a cobrança fica mais no plano
financeiro e econômico.
Se no passado a divisão tradicional das atribuições das tarefas e responsabilidade
familiares estavam claras e definidas, vivemos hoje em um momento de transição. E
como transição sempre traz consigo conflitos e angústias é fundamental que a escola
desenvolva ações e atividades voltadas para o questionamento de certas concepções
que não condizem nem com os avanços da ciência e muito menos com a igualdade
entre os gêneros. Uma delas é que a responsabilidade de se evitar uma gravidez é
somente da mulher.
A história de Manuela e de Joaquim.
$ --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
A história de Manuela - Parte 1
Manuela é uma menina de 15 anos que mora no interior do Estado de São Paulo. Ela
gosta muito de estudar e de participar de projetos voltados para adolescentes e jovens.
No período das férias, sempre passa uns dias com sua tia Jurema em uma praia do litoral
paulista. É lá que ela se dedica ao que mais gosta de fazer: desenhar.
Um dia, estava a desenhar quando se aproximou dela Joaquim, um jovem pescador
de 16 anos. Ele sentou-se ao seu lado e perguntou o que ela estava fazendo. Seu
sorriso era lindo e, imediatamente, Manuela sentiu um calor percorrendo o seu corpo.
Conversaram por um longo tempo e, antes de ir-se, Joaquim convidou Manuela para
tomar um sorvete no dia seguinte. Enquanto o pescador se distanciava, Manuela
percebeu-se sentindo emoções que lhe eram totalmente novas. Como nas histórias de
fadas, Manuela sentiu que havia encontrado o amor.
O que sente uma menina quando está apaixonada?
O que ela espera que aconteça nos próximos encontros?
Joaquim sentiu a mesma emoção que Manuela?
Como continua esta história?
43
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
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A história de Manuela - Parte 2
Manuela e Joaquim se encontravam praticamente todos os dias e, nos momentos
em que estavam separados, sentiam-se saudosos um do outro. Ao se encontrarem,
conversavam o tempo todo, trocavam beijos e juras de amor eterno.
Um dia, Joaquim convidou Manuela a visitar sua casa. Seus pais foram visitar uma
tia enferma e só voltariam à noite. Manuela ficou em dúvida se deveria ou não aceitar o
convite. Tinha medo de que sua tia ficasse sabendo disso e que a mandasse de volta para
sua cidade antes de suas férias terminarem. No entanto, acabou concordando. Trocaram
carícias, beijos e tiveram uma relação sexual.
Quem é que tem que pensar em contracepção? Manuela ou Joaquim?
E na prevenção das DST, HIV/Aids?
Manuela e Joaquim se protegeram? Por quê?
Como continua essa história?
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A história de Manuela - Parte 3
A relação sexual entre os dois foi doce e amorosa. Foi a primeira vez dos dois.
Joaquim levou Manuela até a casa de sua tia e se despediram com um beijo. Eles
continuaram a se encontrar, mas não tiveram mais nenhuma relação sexual. Quando as
férias terminaram, Manuela teve que partir, Joaquim ficou muito triste e prometeu que
telefonaria para ela todos os dias.
Passado dois meses, Manuela percebeu que estava grávida: sua menstruação não
chegava, seus seios estavam inchados e estava sempre com enjoo. Manuela entrou em
pânico. Não sabia o que fazer.
Por que eles tiveram uma relação sexual sem usar o preservativo ou algum outro
método contraceptivo?
O que sentiu Manuela ao saber que estava grávida? Que opções ela tinha?
O que ela esperava que Joaquim falasse ou fizesse?
Se eles optassem em ter o filho, o que isso mudaria na vida de Manuela? E na de Joaquim?
Como ela comunicaria essa notícia à sua família?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
A História de Joaquim - Parte 1
Joaquim é um jovem de 16 anos que trabalha como pescador e que reside
no litoral do Estado de São Paulo. Um dia, quando se dirigia para sua casa depois de
um dia de trabalho viu uma menina a desenhar. A menina era tão graciosa que Joaquim
resolveu aproximar-se. Sentou-se ao lado dela e perguntou o que ela estava fazendo.
Manuela tinha os olhos mais lindos do mundo e Joaquim, sentiu um calor percorrendo
o seu corpo.
Conversaram por um longo tempo e Manuela contou que tinha 15 anos e que
morava no interior. Joaquim convidou Manuela para tomar um sorvete no dia seguinte.
Manuela concordou e Joaquim se sentiu o homem mais feliz do mundo. Se apaixonara
perdidamente por Manuela.
O que sente um menino quando está apaixonado?
O que ele espera que aconteça nos próximos encontros?
Manuela sentiu a mesma emoção que Joaquim?
Como continua essa história?
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A História de Joaquim - Parte 2
Joaquim e Manuela se encontravam praticamente todos os dias e, nos momentos
em que estavam separados, sentiam-se saudosos um do outro. Ao se encontrarem,
conversavam o tempo todo, trocavam beijos e juras de amor eterno. Um dia, os pais de
Joaquim foram visitar uma tia enferma e o menino convidou Manuela para conhecer sua
casa. Joaquim percebeu que a menina tinha dúvidas se devia ou não aceitar o convite,
mas ela acabou concordando. Trocaram muitas carícias, muitos beijos e tiveram uma
relação sexual.
Quem é que tem que pensar em contracepção? Joaquim ou Manuela?
E na prevenção das DST e do HIV/Aids?
Joaquim ou Manuela se protegeram? Por quê?
Como continua essa história?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
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A História de Joaquim - Parte 3
A relação sexual entre os dois foi doce e amorosa. Foi a primeira vez de Joaquim e
de Manuela. Mais tarde, Joaquim levou Manuela até a casa de sua tia e se despediram
com um beijo. Eles continuaram a encontrar-se, mas não tiveram mais nenhuma relação
sexual. Quando as férias terminaram, Joaquim ficou muito triste com a partida de
Manuela. Prometeu que telefonaria para ela todos os dias.
Passado dois meses e meio, Manuela telefonou para Joaquim dizendo que
estava grávida.
Joaquim entrou em pânico. Não sabia o que fazer.
Por que eles tiveram uma relação sexual sem usar o preservativo ou algum outro
método contraceptivo?
O que sentiu Joaquim ao saber que estava grávido? Que opções ele tinha?
O que ele esperava que Manuela falasse ou fizesse?
Se eles optassem em ter o filho, o que isso mudaria na vida de Joaquim?
E na de Manuela?
Como ele comunicaria essa notícia à sua família?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Atividade 15–
Agência de publicidade
Objetivos
Reforçar a importância dos
Duração
1 hora
adolescentes e jovens do sexo
Materiais
Cartolina, réguas, revistas,
canetas coloridas.
masculino se perceberem como
responsáveis pela contracepção.
Passo a passo
q Explique para os participantes que você é o diretor de uma escola e que está muito
preocupado porque os alunos do sexo masculino não se preocupam em evitar filhos.
q Peça que se dividam em quatro subgrupos e informe que, de agora em diante,
cada grupo será uma agência de publicidade. Cada agência deve preparar um cartaz
direcionado para meninos, informando que eles podem ser pais a qualquer momento
(já que o homem é fértil todos os dias) e que eles também podem escolher se querem
ter filhos, com quem querem e quando querem. E, se não quiserem, precisam usar o
preservativo sempre.
q Distribua folhas de cartolina, réguas, revistas, canetas coloridas para todas as agências
de publicidade. Quando os grupos terminarem, peça que cada grupo apresente seu
cartaz. Após a apresentação, sugira que os cartazes sejam colocados em alguns lugares
estratégicos da escola para todo mundo ver.
Ideias principais14
Partindo-se do pressuposto que a masculinidade é uma construção de nossa sociedade
e cultura, os homens não são educados para se preocupar com a reprodução. Assim,
abordar o tema da paternidade na adolescência e juventude significa discutir e
desconstruir preconceitos fortemente presentes ao nosso cotidiano. Dentre eles, o de
que a contracepção é uma responsabilidade exclusiva da mulher ou que cabe somente
ao homem prover financeiramente a família.
BRASIL. Sexualidades e Saúde Reprodutiva. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
Disponível em; http://www.unfpa.org.br/Arquivos/guia_sexualidade.pdf. Acesso em 17 de outubro de 2012.
14
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Romeu e Julieta – Direção
Baz Luhrmann (1996)
Sinopse: Adaptação nada
convencional do clássico
romântico da obra de William
Shakespeare. Leonardo
Di Caprio e Claire Danes
interpretam Romeu e Julieta, o casal de jovens
predestinados à tragédia, como no passado.
Mas o cenário mudou de suas origens elisabetanas para
um lugar urbano e futurístico, chamado Verona Beach.
Pro dia nascer feliz – Direção João Jardim (2006)
Documentário sobre as diferentes situações que adolescentes de 14 a
17 anos, ricos e pobres, enfrentam dentro da escola: a precariedade, o
preconceito, a violência. Mostra também as esperanças desses e dessas
adolescentes que frequentam escolas da periferia de São Paulo, Rio de
Janeiro e Pernambuco.
Juno – Direção Jason Reitman (2007)
Sinopse: Com 16 anos, a adolescente Juno está grávida de seu vizinho,
Paulie Bleeker. O que era para ser apenas uma tarde de divertimento
entre os dois amigos se tornou um problema que a garota julga ser
incapaz de lidar sozinha, já que se sente muito imatura para ser mãe.
Para isso, ela pensa na forma mais fácil de resolver isto sem muitos
transtornos. Eliminando a possibilidade de um aborto, a jovem decide
procurar um casal para adoção.
49
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
As melhores coisas do mundo – Direção Laís Bodansky (2010)
Sinopse: Mano é um adolescente de 15 anos. Ele está
aprendendo a tocar guitarra com Marcelo, pois deseja chamar
a atenção de uma garota. Seus pais, Camila e Horácio , estão
se separando, o que afeta tanto ele quanto seu irmão mais
velho, Pedro. Sua melhor amiga e confidente é Carol, que está
apaixonada pelo professor Artur. Em meio a estas situações,
Mano precisa lidar com os colegas de escola em momentos de
diversão e também sérios, típicos da adolescência nos dias atuais.
Desenrola – Direção Rosane Svartman (2011)
Sinopse: Priscila tem 16 anos e se acha uma garota normal
demais, principalmente, quando repara em suas amigas. Quando
sua mãe viaja a trabalho e ela fica sozinha em casa, decide que
vai dar um jeito na sua caretice e vai fundo nessa ideia. Entre
as muitas mudanças que pretende promover na sua vida, a
virgindade parece ser uma das prioridades, mas será que a
hora certa é agora? Embora esteja decidida em investir no mais
galinha da turma para viver sua primeira experiência sexual, um trabalho em grupo
na escola e uma viagem com amigos, podem mudar para sempre as suas expectativas
porque ela descobre que nem tudo é exatamente como dizem e a verdade pode ser
bem diferente da realidade.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Publicações e sites
disponíveis na Internet
Era uma vez outra Maria
Vídeo educativo que apresenta experiências comuns na vida de mulheres jovens e
aborda assuntos como saúde sexual e reprodutiva, violência, gravidez, maternidade
e trabalho. Pode ser usado com mulheres e homens jovens ou com profissionais
de saúde e educação que buscam novas formas para discutir a saúde e autonomia
das mulheres jovens. Este vídeo foi encaminhado pelo Projeto Prevenção Também se
Ensina para todas as escolas estaduais em 2009.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=6MEHlLL1EZg (parte 1) e http://
www.youtube.com/watch?v=wpw2GYaO-Bc (parte 2)
Minha Vida de João
Desenho animado, sem palavras, que conta a história de João, mostrando os desafios
que ele enfrenta ao longo de seu processo de crescimento para tornar-se homem em
nossa sociedade: o machismo, a violência familiar, a homofobia, as dúvidas em relação
à sexualidade, a primeira experiência sexual, a gravidez da namorada, uma doença
sexualmente transmissível e a paternidade. Este vídeo foi encaminhado pelo Projeto
Prevenção Também se Ensina para todas as escolas estaduais em 2009.
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=LESrHIGGon8 (parte 1) e http://
www.youtube.com/watch?v=hQqNUIgaRho (parte 2)
Aproximações socioantropológicas sobre a gravidez na adolescência
Este artigo tem o objetivo de discutir a construção da gravidez na adolescência
enquanto um problema social. Visa também apresentar e analisar os dados da etapa
51
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
qualitativa da pesquisa Gravidez na Adolescência: Estudo Multicêntrico sobre Jovens,
Sexualidade e Reprodução no Brasil (Pesquisa GRAVAD), desenvolvida em três capitais
brasileiras: Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador. Os dados indicam o caráter
indissociável da articulação entre classe social e gênero na compreensão do fenômeno
da gravidez na adolescência. Entre as jovens de classes médias observa-se alterações na
condução dos projetos e trajetórias escolares, que, até então, se processavam de modo
linear. O mesmo não ocorre entre as jovens das classes populares, cuja irregularidade
das carreiras escolares independe da maternidade. Já entre os jovens homens não há
mudanças significativas, uma vez que aqueles dos estratos médios não interrompem
seus projetos e percursos educacionais, e os dos grupos populares ingressam
precocemente no mercado de trabalho, não sendo isto uma consequência direta
da paternidade adolescente.
Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0104-1832002000100002&script=sci_arttext
A adolescência “desprevenida” e a paternidade na adolescência:
uma abordagem geracional e de gênero
A proposta deste ensaio é fornecer subsídios para o campo de estudos e ações em
torno da temática saúde do adolescente e do jovem, focalizando o tema da gravidez
na adolescência, a partir da articulação entre duas dimensões interrelacionadas:
gênero e geração.
Disponível em: http://www.abmp.org.br/textos/449.htm
52
Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
Referências bibliográficas
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Disponível em: http://unesdoc.unesco.org/images/0021/002170/217096por.pdf. Acesso em 23 de
outubro de 2012.
BRASIL. Secretária de Atenção à Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher. Direitos sexuais,
direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais. Brasília, Ministério da Saúde, 2006,
Disponível em: <bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_direitos_sexuais_2006.pdf>, Acesso
em0 2 de outubro de 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Área Técnica de Saúde do Adolescente
e do Jovem. Política de Atenção Integral a Saúde do(a) adolescente e do(a) jovem. Brasília,
2006, mimeo.
BRASIL Ministério da Saúde. Ministério da Educação. Guia para a formação de profissionais de
saúde e educação Saúde e Prevenção nas Escolas. Brasília, 2006.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais. Brasília:
Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/cartilha_direitos_sexuais_2006.pdf. Acesso em 23 de outubro de 2012.
CAVASIN, Sylvia. ARRUDA. Silvani. Gravidez na adolescência: desejo ou subversão?. Disponível
em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/156_04pgm2.pdf. Acesso em 22 de outubro de
2012.
ECOS. Manual Sexo Sem Vergonha: uma metodologia de trabalho com Educação Sexual, São
Paulo, 2001.
INSTITUTO PROMUNDO (coord.). Trabalhando com Homens Jovens. Caderno Paternidade
e Cuidado. Disponível em http://www.promundo.org.br/wp-content/uploads/2010/04/
PaternidadeeCuidado.pdf. Acesso em 23 de outubro de 2012.
INSTITUTO PAPAI/UNFPA. Homens também Cuidam: Diálogos sobre direitos, saúde sexual
e reprodutiva, paternidade e relações de cuidado. Disponível em: http://www.unfpa.org.br/
Arquivos/homenstambemcuidam.pdf. Acesso em 23 de outubro de 2012.
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Estou preparada para ser mãe? Estou preparado para ser pai?
LYRA, Jorge - Paternidade adolescente: da investigação à intervenção. In: ARILHA, Margareth,
RIDENTI, Sandra e MEDRADO, Benedito (orgs). Homens e masculinidades: outras palavras. São
Paulo: ECOS/Ed. 34, 1998: 185-214.
LYRA, Jorge - Participação masculina na gravidez adolescente. In: VIEIRA, Elisabeth M.; FERNANDES,
Maria Eugênia L.; RAMIRES, Vera Regina. O exercício da paternidade hoje. São Paulo: Editora
Record, 1997
SALUD Y GÉNERO/INSTITUTO PROMUNDO/INSTITUTO PAPAI/ECOS/WORLD EDUCATION.
Trabalhando com Mulheres Jovens. Disponível em http://www.promundo.org.br/wp-content/
uploads/2010/03/trabalhando-com-mulheres-jovens.pdf. Acesso em 23 de outubro de 2012.
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Estou prEparada para sEr mãE ? Estou prEparado para sEr pai