Keller, D. - Estratégias de design em música ubíqua - XV SEMPEM – Goiânia, GO
Mini-curso: Estratégias de design em música ubíqua
Damián Keller
Núcleo Amazônico de Pesquisa Musical – NAP (UFAC-IFAC)
XV SEMPEM, Goiânia, GO
Setembro 2015
Descrição: aplicação de conceitos de música ubíqua em atividades criativas colaborativas, com foco nos ambientes
cotidianos.
A música ubíqua emerge como área de pesquisa em 2007, quando dois grupos brasileiros – o Núcleo Amazônico de
Pesquisa Musical e o Laboratório de Computação Musical (UFRGS) se unem para formar o g-ubimus (Grupo de
Música Ubíqua). Nos primeiros cinco anos, o g-ubimus ajuda a consolidar a produção em música ubíqua através de
publicações em revistas e eventos internacionais (Journal of New Music Research, Journal of Music Technology and
Education, Sonic Ideas, ICMC, ISME, EVA-London, xCoAx) fechando o ciclo inicial com a publicação do primeiro
livro de referência na área: Ubiquitous Music (Springer Press). Atualmente, o g-ubimus congrega pesquisadores da
Irlanda (Maynooth University), Suécia (Linnaeus University), Austrália (Griffith University) e de múltiplas
universidades brasileiras (UFES, UFSJ, UNILA, USP, UFMG, UEMG). No Grupo de Música Ubíqua também atuam
pesquisadores vinculados a instituições de ensino técnico (IFRS, IFAC) e de ensino médio (CAp-UFRGS). O g-ubimus
vem organizando encontros periódicos no Brasil e na Europa, o Workshop em Música Ubíqua. O próximo evento
acontecerá na cidade de Foz do Iguaçu, entre o 5 e o 8 de setembro de 2016.
Objetivos
O objetivo do mini-curso Estratégias de design em música ubíqua é fornecer uma experiência de primeira mão do tipo
de pesquisa que está sendo desenvolvida dentro do g-ubimus. Uma das contribuições metodológicas das propostas de
ubimus é o suporte a atividades exploratórias como forma de incentivo à criatividade musical cotidiana. Essa
modalidade criativa abrange ambientes não projetados para o fazer musical e permite a participação de não músicos em
atividades criativas. Nesses contextos, os sistemas musicais simbólicos e as interfaces que emulam instrumentos
musicais acústicos apresentam múltiplas limitações. Durante o curso aplicaremos algumas das metáforas de interação
que têm mostrado bom resultados nos experimentos realizados no NAP. Os participantes terão acesso a dois protótipos
em desenvolvimento: o mixDroid 2G – ferramenta de mixagem com suporte para linguagem Csound para dispositivos
portáteis com sistema operacional Android 2.2 ou superior; e o SoundSphere 1.2 – sequenciador de amostras sonoras
para dispositivos móveis ou estacionários com suporte para navegadores web. No entanto, atendendo aos princípios da
pesquisa em música ubíqua, o foco não será técnico. Portanto os participantes poderão utilizar outras ferramentas.
Atividades
Para um bom aproveitamento das seis horas de atividades do curso, sugerimos que todos preparem seus ambientes de
trabalho previamente ao início das atividades, de acordo com os seguintes procedimentos:
1. Cadastro no ISE (ferramenta de coleta de dados do NAP). Feito o cadastro será liberado o acesso às ferramentas;
2. Instalação do protótipo mixDroid 2G em um telefone celular ou tablet Android (sistema 2.2. ou superior), com fone
de ouvido de boa qualidade. Os dispositivos podem ser compartilhados por até 3 participantes;
3. Instalação do protótipo SoundSphere 1.2 no computador portátil ou tablet, com fone de ouvido de boa qualidade. O
software roda na maioria dos navegadores. Porém, recomenda-se o uso do navegador Chrome em versão recente;
4. Coleta de materiais sonoros em formato WAVE, estéreo, 44.1 kHz, 16 bits. Não há limitação no número ou duração
das amostras. Levando em conta o tempo disponível, recomenda-se usar amostras que não ultrapassem 1 ou 2 minutos
de duração. Entre 50 e 100 amostras são suficientes para todas as atividades. Sugere-se o uso de Dropbox para
compartilhamento;
5. Leitura dos materiais teóricos e dos exemplos dos procedimentos experimentais. A familiaridade com os conceitos e
com os procedimentos facilitará atingir resultados efetivos nas atividades práticas.
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Keller, D. - Estratégias de design em música ubíqua - XV SEMPEM – Goiânia, GO
Sessão 1:
- organização das equipes de trabalho;
- ferramentas;
- discussão de propostas de design e de procedimentos criativos;
- compartilhamento e discussão de materiais e resultados;
Sessão 2:
- procedimentos de coleta de dados durante as atividades;
- análise e discussão de resultados;
- discussão de propostas de design;
- coleta de dados dos resultados criativos;
Sessão 3:
- apresentação dos projetos;
- discussão dos conceitos ubimus;
- discussão das implicações das propostas: criatividade musical cotidiana, criatividade musical profissional, design de
metáforas de suporte para criatividade, ambientes educacionais.
Referências e materiais online
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