UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS GRADUAÇÃO "LATO SENSU"
PROJETO VEZ DO MESTRE
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO TRABALHO
Por Míriam José Alves
Orientador: Vilson Sérgio de Carvalho
Rio de Janeiro
2004
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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
PROJETO VEZ DO MESTRE
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO TRABALHO
OBJETIVO:
Mostrar às pessoas que todo ser humano
tem de perceber e gerenciar suas emoções
nas suas relações com outras pessoas, no
dia-a-dia.
Os
profissionais
mais
bem
sucedidos não são os que apresentam maior
grau
de
acadêmico.
inteligência
ou
conhecimento
Mais do que o QI ou o
conhecimento especializado, hoje o que
determina o êxito no trabalho é a inteligência
emocional.
3
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho à minha mãe que
tanto colaborou para a confecção e
aperfeiçoamento desse trabalho.
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AGRADECIMENTOS
À minha mãe que participou e colaborou
para que e eu pudesse concretizar a
minha vontade em fazer este curso. E a
todas
as
pessoas
indiretamente,
que
contribuíram
confecção desse trabalho.
RESUMO
direta
para
ou
a
5
O presente estudo se propõe a enfocar a questão da Inteligência Emocional
no campo do trabalho e suas implicações para o desenvolvimento pessoal e
profissional. Nos dias de hoje, devida à Globalização e ao grande aumento da
competitividade, as empresas podem disputar entre si, de forma equivalente no
que diz respeito à tecnologia. No entanto, o que fará a diferença e traçará o
rumo de uma empresa, será a existência de profissionais bem preparados
emocionalmente e motivados que nela atuam.
SUMÁRIO
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INTRODUÇÃO
CAPÍTULO I
O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?
CAPÍTULO II
APLICANDO IE NO AMBIENTE DE TRABALHO
CONCLUSÃO
BIBLIOGRAFIA
ÍNDICE
INTRODUÇÃO
Até pouco tempo atrás o sucesso de uma pessoa era avaliado pelo
raciocínio lógico e habilidades matemáticas espaciais (QI). Mas o psicólogo
7
Daniel Goleman, 2001, PhD, com seu livro "Inteligência Emocional" retoma uma
nova discussão sobre o assunto. Ele traz o conceito da Inteligência Emocional
como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas. A maioria
das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas.
Desta forma pessoas com qualidade de relacionamento, como afabilidade,
compreensão e gentileza têm mais chances de obter sucesso.
Hoje a importância das empresas trabalharem a Inteligência Emocional se
deve ao fato de estarmos na era da mudança constante. O atual mercado de
trabalho, com sua estrutura menos hierarquizada e posições menos estanques,
impôs novos parâmetros de avaliação. Mais do que nunca, iniciativa e empatia,
capacidade de trabalho em equipe, flexibilidade e liderança são qualidades
fundamentais no currículo de um profissional de primeira linha. Todo executivo
moderno, por exemplo, deve desenvolver habilidades como motivar a si mesmo
e persistir mediante frustrações; controlar impulsos, canalizando emoções para
situações apropriadas; praticar e estimular a motivação, motivar pessoas,
ajudando-as a liberarem seu talento, e conseguir seu engajamento aos
objetivos de interesses comuns.
Uma empresa identifica que precisa trabalhar a Inteligência Emocional das
equipes quando fica claro que o ambiente não está mais valorizando a
diversidade existente e sim fazendo com que as diferenças sejam vistas como
um "problema" ao invés de ser parte da solução. Ao contrário do QI, que se
mantém estável ao longo da vida, a Inteligência Emocional é algo que se pode
aprender e aprimorar.
elementos
positivos
Temos que assumir nossas diferenças, torná-las
de
diferenciação
e
passar
a
conduzir
nossos
relacionamentos com maior habilidade e sensibilidade.
Não só as exigências do mercado têm mudado cada vez com mais
freqüência, mas também o perfil dos profissionais de Recursos Humanos tem
exigido mudanças.
Continua sendo o nosso papel cuidar dos benefícios,
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treinamento, transporte, salários do nosso pessoal, mas só isso não basta. O
que será crucial para podermos nos destacar e ganhar mercado em relação aos
nossos concorrentes, será o desenvolvimento da Inteligência Emocional de
nossos colaboradores. E nós como Gestores de Pessoas, temos a obrigação
de desenvolvê-la.
O empregado de uma empresa não é somente um colaborador, mas sim
um ser humano que tem sentimentos, percepções, opiniões próprias, de fato, é
que há de mais importante e valioso dentro de qualquer empresa. Precisamos
saber motivá-los, precisamos garantir que nossos profissionais estejam
satisfeitos com sua carreira.
A Inteligência Emocional que consiste na habilidade de enfrentar e resolver
uma situação emocionalmente instável com sucesso, ou seja, é aprender a
controlar as emoções, para que elas trabalhem a meu favor e não deixar com
que elas dominem meus atos e pensamentos, fazendo com que eu tome
decisões inadequadas ou irracionais.
Assim sendo com base no escrito acima, o trabalho foi estruturado da
seguinte maneira: no capítulo I veremos a definição de Inteligência Emocional;
e, no capítulo II como a Inteligência Emocional pode ser aplicada no ambiente
de trabalho.
Conceitos-Chave
O QI contribui somente 20% para o sucesso na vida – o restante é
proveniente da Inteligência Emocional (IE);
Inteligência Emocional é dividida em cinco áreas: auto-consciência, controle
emocional, motivação, empatia, administração dos relacionamentos;
Os seres humanos têm o equivalente a duas mentes, uma para razão, outra
para os sentimentos;
9
As duas seções do cérebro operam independentemente;
As emoções mais fortes interferem no pensar mais racional;
O objetivo é encontrar um contrapeso inteligente estre a razão e emoção;
Aprimorar a Inteligência Emocional é um imperativo para um gerenciamento
mais efetivo;
O feedback é uma necessidade no gerenciamento da Inteligência
Emocional;
O sucesso de um grupo não é determindao pelo seu Quociente da
Inteligência (QI) mas pela sua Inteligência Emocional.
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CAPÍTULO I
O que é Inteligência Emocional?
"O
acreditar
torna-se
algo
palpável
porque surge de uma realidade que cada
um pode modificar - e da prova mais
concreta que temos, que é o corpo"
(Cobra, 2003, página 47).
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1.1 - Definição
A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades tais como motivar a
si mesmo e persistir mediante frustrações; controlar impulsos, canalizando
emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar
pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos e conseguir seu
engajamento a objetivos de interesses comuns.
Nossa inteligência funciona de uma forma integrada, porém nosso cérebro é
composto por duas partes: o lado esquerdo, que trata da capacidade do
raciocínio lógico, conhecido também como Q.I. (quoeficiente intelectual), e o lado
direito, no qual é responsável por nossas emoções e que conhecemos como
Q.E. (quoeficiente emocional)). Acontece que somente um elevado nível de Q.I.
não garante nosso sucesso profissional, nem tão pouco pessoal.
Além do
conhecimento técnico, idiomas, formação escolar, o profissional de sucesso terá
que saber lidar com o ser humano e respeitá-lo.
Todos podem desenvolver sua própria Inteligência Emocional.
Para que
possamos desenvolvê-la, é preciso aprender e treinar as aptidões que a
compõe, dentre elas:
Autoconsciência: a autoconsciência é o grande alicerce da Inteligência
Emocional. Um profissional com um elevado nível de autoconsciência tem
condições de se monitorar em ação, saber de tudo que está acontecendo
com as pessoas e ao seu redor. A Inteligência Emocional só passa a existir
quando nossas informações e atitudes estiverem no sistema perceptivo.
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Controle das emoções: uma vez tendo consciência sobre o que está
acontecendo ao meu redor, terei condições de perceber que alguma situação
está me irritando ou aborrecendo podendo, assim controlar e dominar minhas
atitudes, agindo de forma inteligente e respeitosa.
Como se motivar: é fácil entender porque a motivação é um atributo tão
desejável no trabalho. Um profissional motivado requer menos controle, tem
menos período de baixa produtividade e maiores probabilidades de ser
criativo.
Como fazer e receber uma crítica: a crítica construtiva é algo que só tem a
agregar em nossas vidas.
É através dela que podemos identificar
oportunidades de melhorias e nos tornar cada vez melhores. As empresas
que souberem lidar com críticas de forma construtiva, terão uma poderosa
arma para garantir a evolução constante e com isso o sucesso.
Saber lidar com mudanças: hoje em dia, saber lidar com mudança não é só
uma questão de sucesso, mas sim de sobrevivência. Temos que ter o olho
esquerdo no mercado para que possamos estar preparados para eventuais
mudanças que possam ocorrer em nossas vidas.
Ser um Mentor Emocional: ser um mentor Emocional significa ser um
exemplo de comportamentos e atitudes. É aquela pessoa que é procurada
pelos colegas de trabalho sempre que há um problema para ser resolvido.
Daniel Goleman (2002), em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco
áreas de habilidades:
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Auto-Conhecimento Emocional: Se não for capaz de avaliar a qualidade e
intensidade dos próprios sentimentos o indivíduo não poderá definir até que
pontos estes sentimentos o estão influenciando e às pessoas que o cercam.
Controle Emocional: habilidade de lidar com seus próprios sentimentos,
adequando-os para a situação.
Ter controle sobre as próprias emoções
significa ser capaz de expressar adequadamente o que está sentindo,
evitando expressões emocionais ofensivas e improdutivas, além de ser capaz
de adiar a expressão das mesmas até um momento.
Auto Motivação: dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para
manter-se caminhando sempre em busca.
Empatia: capacidade de sentir como o outro, de perceber as emoções do
outro como se estivéssemos no lugar dele.
Ter esta capacidade é
fundamental para estabelecermos relacionamentos bem sucedidos, seja na
família ou no trabalho.
Habilidade em relacionamentos interpessoais: é a habilidade de estar
consciente do próprio estado emocional, ao mesmo tempo em que se está
em sintonia com o estado emocional daqueles que o cercam, e ser capaz de
interagir eficazmente com eles.
As três primeiras acima referem-se à Inteligência Intra-Pessoal. As duas últimas
à Inteligência Inter-Pessoal.
Inteligência Inter-Pessoal: é a habilidade de entender outras pessoas: o
que as motiva, como trabalham e como trabalhar cooperativamente com elas.
Inteligência Intra-Pessoal: é a mesma habilidade voltada para si mesmo. É
a capacidade de formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usálo de forma efetiva e construtiva.
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1.2 – Importância das Emoções em nossas vidas:
Quando investigam por que a evolução da espécie humana deu à emoção
um papel tão essencial em nosso psiquismo, os sociobiólogos verificam que, em
momentos decisivos, ocorreu uma ascendência do coração sobre a razão. São
as nossas emoções que nos orientam quando diante de um impasse e quando
temos de tomar providências importantes demais para que sejam deixadas a
cargo unicamente do intelecto – em situações de perigo, na experimentação da
dor causada por uma perda, na necessidade de não perder a perspectiva apesar
dos percalços, na ligação com um companheiro, na formação de uma família.
Cada tipo de emoções que vivemos nos predispõe para uma ação imediata;
cada uma sinaliza para uma direção que, nos recorrentes desafios enfrentados
pelo ser humano, provou ser a mais acertada.
Cada emoção desempenha uma função específica:
No medo, o sangue vai para as mãos, estimulando a pessoa a bater, atirar.
Os batimentos cardíacos aceleram, os hormônios (como a adrenalina)
aumentam, gerando ação vigorosa.
Na ocorrência do medo, os centros emocionais disparam hormônios, o
sangue vai para os músculos do esqueleto, impulsionando-o a correr, fugir.
Muitas vezes, o corpo imobiliza-se.
A felicidade inibe os sentimentos negativos, silencia os pensamentos de
preocupação. Neste estado emocional não se observa qualquer mudança
particular na fisiologia. A pessoa experimenta a tranqüilidade, o repouso, o
entusiasmo e mostra disposição para tarefas imediatas, para marchar rumo
às metas.
amor se exprime através de sentimentos afetuosos, de relaxamento, calma e
satisfação, facilitando especialmente a cooperação.
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A surpresa é um estado emocional que permite ver mais, aumentando a
quantidade de luz na retina. Assim, a pessoa pode perceber mais o que
acontece, conceber melhor um plano de ação.
A tristeza reduz a velocidade metabólica, gerando queda de energia, de
entusiasmo. Ela contribui para que a pessoa se ajuste diante de uma perda
significativa ou das decepções.
As emoções são importantes para:
♦ Sobrevivência: Nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através
de milhões de anos de evolução.
Como resultado, nossas emoções
possuem o potencial de nos servir como sofisticado e delicado sistema
interno de orientação, nos alertam quando as necessidades humanas
naturais não são encontradas.
Por exemplo, quando nos sentimos sós,
nossa necessidade é encontrar outras pessoas.
Quando nos sentimos
receosos, nossa necessidade é por segurança.
Quando nos sentimos
rejeitados, nossa necessidade é por aceitação.
♦ Tomadas de Decisão: Nossas emoções são uma fonte valiosa da
informação, elas nos ajudam a tomar decisões. Os estudos mostram que
quando as conexões emocionais de uma pessoa estão danificadas no
cérebro, ela não pode tomar nem mesmo as decisões mais simples.
♦ Ajuste
de
Limites:
Quando
nos
sentimos
incomodados
comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam.
com
o
Se nós
aprendemos a confiar em nossas emoções e sensações isto nos ajudará a
ajustar nossos limites que são necessários para proteger nossa saúde física
e mental.
♦ Comunicação: Nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros.
Nossas expressões faciais, por exemplo, podem demonstrar uma quantidade
de emoções. Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda. Se
formos também verbalmente hábeis, juntamente com nossas expressões
teremos uma possibilidade maior de melhor expressar nossas emoções.
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Também é necessário que nós sejamos eficazes para escutar e entender os
problemas dos outros.
♦ União: Nossas emoções são talvez a maior fonte potencial capaz de unir
todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas,
cultural e política não permitem isto, apesar das emoções serem universais.
1.3 – Como expandir nossa Inteligência Emocional?
Nossas emoções podem oferecer informações valiosas – sobre nós
mesmos, sobre outras pessoas e sobre diversas situações. Uma explosão de
raiva dirigida a uma colega de trabalho pode alertá-lo para o fato de você estar
se sentindo sobrecarregado pelo excesso de trabalho; uma sensação de
ansiedade a respeito de uma apresentação pode informá-lo de que precisa estar
mais bem preparado com fatos e números; a frustração com um cliente pode lhe
sugerir a necessidade de encontrar outros meios de se comunicar com ele.
Utilizando as informações que nossas emoções nos oferecem podemos alterar
nosso comportamento e raciocínio de modo a reverter situações: no caso da
explosão de raiva, por exemplo, precisamos procurar meios de reduzir nossa
carga de trabalho ou facilitar nosso processo de trabalho.
As emoções desempenham um papel importante em nosso local de trabalho.
Da raiva à euforia, da frustração ao contentamento, todos os dias no escritório
nos defrontamos com emoções – nossas e alheias.
O segredo é usar nossas emoções de maneira inteligente – ou seja, aquilo
que definimos por inteligência emocional: fazer intencionalmente com que
nossas emoções trabalhem em nosso benefício, usando-as para ajudar-mos a
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orientar nosso comportamento e raciocínio de maneira a obter melhores
resultados.
A Inteligência Emocional pode ser nutrida, desenvolvida e ampliada – não
se trata de uma característica impossível de adquirir. A maneira de expandir
nossa Inteligência Emocional é aprender e praticar técnicas e aptidões que a
compõem – entre elas, a autoconsciência, o controle emocional e a motivação.
.
1.4 – Inteligência Emocional Aplicada
Gerenciamento
A arrogância de alguns chefes e a baixa moral que provocam nos seus
empregados diminui a produtividade e afasta os dirigentes de seus
sobordinados.
A aplicação da IE transforma-se num método efetivamente eficaz numa
gerência organizacional. Uma “moeda corrente”, básica na IE Gerencial é o
feedback. Os gerentes têm que aprender a dar feedback a seus comandados
sobre suas ações, mas não é só isto, aceitar o feedback de seus pares e
analisar este retorno é um ato inteligente.
Deve-se ter cuidado para não
confudir feedback com críticas não construtivas, como o ataque pessoal. Uma
crítica cosntrutiva deve ser dada cara-a-cara, com empatia, incluindo um elogio,
e se for uma crítica para melhorar algo, deve ser dada com foco numa solução
e não simplesmente uma crítica vazia. Aqueles que recebem a crítica devem
recebê-la bem, ouvi-la como uma informação valiosa e aprender com este
feedback.
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Em uma Economia dominada por trabalhadores do conhecimento, o
conceito de Quociente Emocional do grupo é crítico. A habilidade de trabalhar
em harmonia e tirar proveito dos talentos individuais dos membros, fornecem a
base para um grupo de trabalho bem sucedido.
Casamento e Medicina
A Inteligência Emocional pode ajudar neutralizar as tensões sociais e
pessoais que separam uniões.
Os homens e as mulheres aprendem
habilidades emocionais diferentes quando crianças. Um sinal de advertência
chave do problema em uma união é o criticismo áspero. É importante criticar
uma atitude sem atacar a pessoas.
Os ataques pessoais mexem com os
sentimentos das pessoas, deixando-as envergonhadas e defensivas e, podem
provocar uma resposta do confronto ou afastamento.
O cérebro emocional é amarrado ao sistema imune. O stress deixa as
pessoas mais suscetíveis às doenças infecciosas.
A hostilidade tem sido
associada, há muito tempo, com doenças do coração, mas todas as emoções
negativas intensas podem ter o mesmo efeito. Exercícios de relaxamento são
boas contramedidas. São as “auto-confissões”. Falar sobre problemas reforça
o sistema de imunidade.
Os médicos devem aprender que lidar com os
sentimentos é uma forma de prevenção da doença e que os pacientes
melhoram quando suas necessidades psicológicas são atendidas.
Alfabetização Emocional
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Estudos em crianças mostram um declínio das condições emocionais
através do mundo industrializado. Esta tendência é refletida por ansiedade e
por depressão, por distúrbios de atenção e pelo comportamento delinqüente.
As crianças e os adultos devem ser treinados nas cinco habilidades emocionais
chaves da inteligência. A palavra concreta para estas habilidades é carárter.
Por de lado o foco e impulsos individualistas abre o caminho para a empatia,
compreendendo e aceitando diferentes perspectivas na vida.
20
CAPÍTULO II
Inteligência Emocional no Ambiente de Trabalho
21
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO AMBIENTE
DE TRABALHO
Nos últimos quatro anos, muitas pesquisas foram feitas no campo da
Inteligência Emocional, abrangendo, entre outras áreas, a identificação de
métodos para medir a Inteligência Emocional, determinar a importância do
desenvolvimento das técnicas da IE para a eficiência pessoal e aplicar e
integrar a IE em ambientes variados – inclusive nas salas de aula.
Na seleção
de mão-de-obra de grandes empresas nacionais e
multinacionais, alguns critérios inovadores estão sendo aplicados.
Além da
capacitação técnica do candidato avalia-se também a estrutura emocional e
psicológica: a capacidade de resolver rapidamente um problema, ou vários
problemas diferentes; a facilidade de rápida adaptação a mudanças (de cargo,
de função, de local, de trabalho, etc.); o dinamismo, o poder de inovação, a
ousadia, a criatividade, e, sobretudo a capacidade de lidar com problemas
pessoais e com suas próprias emoções no dia-a-dia, de maneira a não torná-los
fontes de angústia permanente.
A Inteligência Emocional pode fazer diferença para fatores cruciais do
sucesso de uma carreira ou de uma empresa, incluindo-se:
Tomada de decisão
Liderança
Aproveitamento dos talentos e capacidade de iniciativa de cada um no local
de trabalho
Comunicação aberta e honesta
Descontentamento construtivo
Criatividade e inovação
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Relacionamento na base da confiança e trabalho em equipe
Compromisso, lealdade e responsabilidade
Gerenciamento da mudança
Inovações estratégicas e técnicas
2.1 - Como se Motivar?
Todos nós já vimos dezenas de ofertas de emprego em que uma das
qualificações exigidas é a motivação. O anúncio pode dizer “Exige-se iniciativa”
ou “Precisa saber trabalhar sozinho”: isso significa que a pessoa deve ser
capaz de iniciar uma tarefa, persistir nela, progredir nela e ultrapassar
quaisquer obstáculos – em outras palavras, a pessoa precisa estar motivada. É
fácil entender por que a motivação é um atributo tão desejável no trabalho: um
emprego motivado requer monos controle, tem menos períodos de baixa
produtividade e maiores probabilidades de ser esforçado e criativo.
Segundo Weisinger, 2001, tecnicamente, a motivação é aquilo que leva o
indivíduo a distender energia numa direção específica com um propósito
específico; no contexto da inteligência emocional, motivar-se significa usar seu
sistema emocional para catalisar todo esse processo e mantê-lo em
andamento. Suponhamos que tenhamos que redigir um relatório mas estamos
com muita dificuldade em iniciá-lo; telefonamos para nossa mãe para bater um
papo, vamos à Cantina para beber nossa sexta xícara de café, espanamos pela
décima vez a poeira de nosso computador.
Sendo
uma
pessoa
emocionalmente
inteligente,
em
primeiro
reconheceríamos o que está faltando nessa situação é a motivação.
lugar,
Assim,
provavelmente faria a si mesmo algumas afirmações motivadoras: “Já fiz muitos
relatórios. Consigo fazer este de olhos fechados. Posso fazer tudo que for
necessário para aprontá-lo.” Você poderia caminhar em passos firmes até a
recepção para energizar-se , mesmo não precisando ir até lá; poderia executar
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pequenas tarefas ligadas ao relatório a fazer, tais como reunir todas as suas
anotações e a documentação necessária; se ainda assim lhe faltasse
motivação, você poderia aconselhar-se com um colega que lhe desse apoio,
como forma de ajuda para você retomar o curso; poderia até evocar sua
mentora emocional – Eleanor Roosevelt – em busca de inspiração; talvez
contemplasse os objetos motivadores que você colocou em sua sala. Então
não vai demorar a perceber que sua confiança e seu entusiasmo estão
voltando: você consegue sentar-se diante do seu computador
- muito bem
espanado – e começar a escrever. E, incrivelmente, o relatório parece fluir de
nossos dedos.
Às vezes precisamos enfrentar situações muito mais drásticas – um projeto
cancelado, a perda de uma promoção ou do emprego, por exemplo -, que
provocam um grande estrago na nossa motivação, portanto vamos aprender a
enfrentar os retrocessos e criar retomadas.
A maneira de utilizar essas fontes de motivação e lidar com os retrocessos
pode diferir de um indivíduo para outro, mas os elementos da motivação são
comuns a todos nós: confiança, otimismo, tenacidade, entusiasmo e resistência.
É a confiança que nos permite crer que temos a capacidade de executar uma
tarefa, é o otimismo que nos dá a esperança de que o desfecho será uma
solução positiva, é a tenacidade que nos mantém concentrados na tarefa, é o
entusiasmo que nos permite ter prazer no trabalho e é a resistência que nos
permite começar tudo de novo. Cada um deste elementos é sustentado pelas
quatro fontes de motivação, e que é quando esses elementos estão
funcionando em plena forma que nossa motivação é suficiente para que o
trabalho seja executado.
A Inteligência Emocional emerge não das cogitações de intelectos
refinados, mas das ações do coração humano. O QE não trata de truques de
vendas ou de como conseguir uma posição, nem de como dar uma boa
aparência às coisas ou da psicologia do controle, da exploração ou da
manipulação.
É a Inteligência Emocional que nos motiva a buscar nosso
24
propósito e potencial únicos e ativa nossas aspirações e valores mais
profundos, que deixam de ser algo a respeito de que pensamos e passam a ser
vividos.
As emoções constituem a fonte mais poderosa de orientação, autenticidade
e energia humana e podem oferecer sabedoria intuitiva. Os sentimentos nos
proporcionam uma informação vital e potencialmente proveitosa em cada
minuto do dia.
É esse flashback que acende o gênio criativo, o mantém
honesto consigo mesmo, molda relacionamentos na base da confiança,
proporciona uma bússola interna para a sua vida e sua carreira, orientando-se
para possibilidades inesperadas.
2.2 - Estratégias para aumentar o desempenho
humano individual e coletivo:
Senso de interesse genuíno ou oportunidade
Pausas estratégicas de dez a sessenta segundos
Dois minutos de interrupções do trabalho no meio da manhã e
no meio da tarde
Atividade física freqüente ao longo do dia
Refeições e lanches ricos em nutrientes
Entusiasmo e bom humor
Válvulas de escape para aumentar a produtividade
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Sono profundo
Para elevar e expandir sua capacidade intuitiva e emocional para que você
possa sentir o mais amplo leque de possibilidades, leve em consideração o
seguinte:
Faça questão de ser surpreendido por algo novo todos os dias: se você ficar
parado em um só lugar, jamais sentirá a riqueza de possibilidades que o cerca.
Defenda a heterodoxia criativa: muitas descobertas vitais e lucrativas foram
feitas por métodos apaixonados e heterodoxos.
Mantenha um "diário de possibilidades": você pode começar
com um
registro, todo fim de tarde, da experiência mais surpreendente do ponto de vista
emocional que sucedeu durante o dia, e como você reagiu a ela. Após uma
semana, você pode reler seus escritos e observar padrões de interesse
capazes de apontar o caminho para novas idéias e buscas no futuro.
Remova as "travas mentais" que inibem o processo criativo:
podemos
auxiliar o fluxo natural de inovação gerada pela Inteligência Emocional se
removermos a maior quantidade possível de barreiras.
Tire vantagem da relação exercício-QE-inovação: você pode se surpreender
ao saber que os exercícios podem aumentar o senso de oportunidade e gerar
surtos de criatividade no local de trabalho.
Interaja com pessoas altamente criativas: avalie seu próprio ambiente. Ele
lhe permite tirar o máximo de seus talentos e interesses?
Que mudanças
significativas você poderia fazer pessoalmente em sua atmosfera de trabalho ou
ambiente?
Diversifique
sua
abordagem:
comece
por
esboçar
uma
lista
de
oportunidades ao alcance atual ou futuro, seu e de sua empresa. Exiba-a em
local de destaque.
Imagine suas bênçãos: faça por escrito breves descrições de dez graças
específicas alcançadas em sua vida. Uma vez por dia sente-se relaxado num
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lugar tranqüilo e imagine de maneira vivida e sinta com profundidade cinco das
graças de sua lista por pelo menos dez segundos.
Segundo Gilberto Vitor, 1999, há três tipos de pessoas de acordo com sua
capacidade de reagir aos fatos:
1. Mecânicos: são as pessoas que dizem "eu sou assim e ninguém me muda".
Mecânicas porque apresentam comportamento semelhante a um robot. Estas
pessoas desconhecem as mudanças do contexto, repetem um único
comportamento, apresentam alta probabilidade de erro, incapacidade de se
adaptar.
2. Re-Ativas: são pessoas que percebem as mudanças, mas apenas reagem,
não interagem com o ambiente. estas pessoas captam estímulos do contexto
(positivos ou negativos), reagem com um de dois tipos de respostas, adaptamse ao meio, mas não o mudam, não interagem, não contribuem.
3. Pro-Ativas: sabem captar o estímulo e processá-lo, e em seguida agir de
forma mais adequada.
São as pessoas que identificam uma mudança,
processam as informações, e interagem de forma a obter os melhores
resultados, dando a sua contribuição mudando o ambiente.
Estas pessoas
captam mudanças no ambiente, podem emitir três ou mais tipos de respostas,
de acordo com seu objetivo, tem grande capacidade de adaptação e de mudar
o ambiente, ou de contribuir com ele.
Tanto gerentes como funcionários emocionalmente educados desenvolvem
modos mais bem sucedidos de criar e manter relações de confiança entre si e
com os clientes internos e externos da organização levando a uma maior
eficácia e qualidade com economia de tempo, recursos e ganhos na
produtividade.
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Em uma empresa, o profissional que pretende ser auto-suficiente,
desprezando valores de companheiros e subordinados, que pretende trabalhar
sozinho não terá sucesso profissional, além e causar problemas. Informações
que antes eram irrelevantes, como se o candidato mantém amigos antigos,
atualmente são considerados importantes. Esta informação indica no candidato
qualidades de relacionamento humano - afabilidade, compreensão e gentileza.
normalmente o profissional aceita cursos de aperfeiçoamento intelectual e
rejeita mudanças em nível comportamental-emocional.
Muitas vezes as relações em uma organização são destruídas pela falta de
autenticidade, manipulações, desinformação e outros fatores disruptores que
despersonalizam as pessoas e levam a uma deterioração do ambiente de
trabalho. A Inteligência Emocional é capaz de mudar este contexto.
Empresas privadas e instituições públicas interessadas em promover a
qualidade de vida e de trabalho de seus recursos humanos afim de alcançar
níveis mais altos de satisfação no trabalho, produtividade e satisfação do
consumidor, aumentando assim as chances de sobrevivência, sucesso e
crescimento da organização podem implantar o Programa de Treinamento em
Inteligência Emocional no trabalho.
É muito complexo trabalhar a IE das pessoas dentro do universo corporativo
porque desempenhamos papéis muitas vezes não totalmente adequados ao
que realmente somos.
Quando nos sentimos incomodados com o
comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam.
Se nós
aprendermos a confiar em nossas emoções e sensações, isto nos ajudará a
ajustar nossos limites que são necessários para proteger nossa saúde física e
mental. Nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros. Nossas
expressões faciais, por exemplo, podem demostrar uma grande quantidade de
emoções.
Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda.
Se
28
formos também verbalmente hábeis, juntamente com nossas expressões
teremos uma possibilidade maior de melhor expressar nossas emoções.
Também é necessário que nós sejamos eficazes para escutar e entender os
problemas dos outros. Por isso, a Inteligência Emocional é complexa no mundo
corporativo.
processos
E é por essa razão que acabamos por ter que implementar
mais
sofisticados,
mas
que
acabam
gerando
resultados
impressionantes.
Nos dias de hoje, todos estariam aptos para trabalhar a Inteligência
Emocional no âmbito do organizacional. Porém, a área de RH adota o tema e
procura espaços e oportunidades para que isso aconteça. Nossas emoções
foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução.
Como resultado, nossas emoções possuem o potencial de nos servir como um
sofisticado e delicado sistema interno de orientação.
Nossas emoções nos
alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. A
área de RH está tão atenta e geralmente desempenha um papel fundamental
para o desenvolvimento das emoções no ambiente organizacional.
O papel do RH
neste contexto é de desenhar projetos, identificar
necessidades de desempenho dos profissionais, enfim, promover a discussão
prática deste tema na organização, como parte fundamental das estratégias de
seleção, retenção e desenvolvimento das pessoas. Qualquer organização seja
uma igreja, uma empresa ou um clube, por ser uma organismo vivo, é feita de
pessoas.
E pessoas têm crenças, valores, sentimentos, inteligência e
principalmente diferenças. Em qualquer ambiente encontramos pessoas com
habilidades diferentes, competências diferentes e aspectos motivadores
diferentes. A organização do século 21 é formada por equipes e redes de
equipes.
As mais modernas e mais preparadas para esse novo cenário
valorizam seus recursos humanos e lhes dão oportunidades para que possam
desenvolver conhecimento sobre sua Inteligência Emocional.
29
2.3 – Estudo de Caso
Recentemente em entrevista à revista VOCÊ S/A, um dos principais
dirigentes do Grupo Pão de Açúcar Abílio Diniz e sua irmã, mostraram que o
crescimento organizado que o grupo apresenta está baseado, principalmente,
no bem estar de seus colaboradores. As constantes mudanças ocorridas na
maneira de gerenciar os pontos de vendas são implantadas com extrema
facilidade pois à aproximação do setor gerencial com o quadro de funcionários
traz uma convivência estreita entre a base do empreendimento e a
administração. As constantes e periódicas (uma por semana) reuniões com
para tomar conhecimento dos problemas e soluções para os mesmos, tem a
finalidade de escutar as sugestões daqueles que lidam diariamente com o
cliente e desenvolver a aproximação entre os quadors da organização.
Também foi implantada diversas atividades e avaliações que melhorassem
a auto-estima dos funcionários tais como: atividades físicas como a prática de
corridas, ginásticas, etc., treinamentos e premiações que incentivassem melhor
a performance individual, acompanhamento constante das necessidades dos
funcionários com relação ao estado emocional e principalmente incentivar a
identidade com o grupo.
Como acima demostrado, a administração do grupo conseguiu aumentar a
responsabilidade individual, aproveitando a capacidade de cada um de modo
que foi formado um bloco coeso onde a harmonia e o cooperativismo
prevaleceram e fortaleceram o crescimento hoje alcançado.
30
CONCLUSÃO
Inteligência Emocioanal é a combinação de emoção, razão e cérebro.
Uma pessoa com a IE bem trabalhada pode render muito mais para seu
lado pessoal e profissional e alcançar o sucesso na vida, sendo a IE o fator
31
determinante deste sucesso e não o Quociente de Inteligência como sempre foi
crença firmada no mundo.
A IE pode ser desenvolvida e seu desenvolvimento deve ser o objetivo de
pais, professores, médicos, instrutores e principalmente da própria pessoa.
As organizações que queiram permanecer num mercado altamente
competitivo deverão possuir um quadro funcional reduzido e altamente
motivado
através
de
técnicas
comportamentais
onde
sobressaia
não
exclusivamente o Quociente Intelectual mas que este seja complementado com
o Quocientes Emocional onde a satisfação dos colaboradores seja a principal
meta para o crescimento das mesmas.
O conhecimento técnico está deixando de ser o principal critério de seleção
nas empresas e o poder de se expressar adequadamente e com facilidade
pode ser decisivo para o sucesso pessoal, ou seja, o candidato deve se
diferenciar dos demais demonstrando aptidões para enfrentar qualquer tipo de
problema, em um breve espaço de tempo, da forma mais rápida e criativa.
Avaliações são todas as diferentes impressões, interpretações, apreciações
e expectativas que você tem de si próprio e das outras pessoas e situações.
Elas são influenciadas pelos vários fatores que configuram sua personalidade
(background familiar, experiências anteriores, talentos inatos, princípios
religiosos), e geralmente têm a forma de pensamentos ou de um diálogo
internos (“Esta apresentação vais er um desatre. Vou perder esse contrato.”).
Tomando consciência das suas avaliações, você fica sabendo como seus
pensamentos influenciam seus sentimentos, suas ações e reações, podendo
assim alterá-los.
No caso da apresentação, por exemplo, a impressão que você tem de si
mesmo é de que não conseguirá lidar com a situação; a expectativa que tem do
32
desfecho é de um completo fiasco. Esta avaliação negativa poderia levar ao
que chamamos de “profecia que age para se tornar realidade” (seus temores
sobre a apresentação o deixam visivelmente nervoso, você parece não ter total
domínio dos fatos ou da situação e acaba perdendo mesmo o contrato). Mas
se identificar uma tendência negativa nas suas avaliações, você poderá tentar
conferir uma propensão positiva ao seu diálogo internos (“Vou me sair bem,
tenho todos os fatos à mão, está tudo em ordem.”).
Isso lhe permitirá
tranqüilizar-se, relaxar e fazer a apresentação de modo claro e eficiente.
No Brasil, as Empresas têm mostrado preocupação em trabalhar a IE de
seus funcionários.
As melhores Empresas para se trabalhar já incluem o
desenvolvimento da IE há alguns anos. Organizações como Bradesco, Gillette,
Nazca, Inusys, Avon, dentre outras, têm buscado investir mais nesse tópico.
Esta é, sem dúvida, uma tendência a ser seguida pelas demais Empresas.
BIBLIOGRAFIA
COOPER, R. Inteligência Emocional na Empresa. Rio de
Janeiro, 1998.
GOLEMAN, D. Inteligência Emocional. USA, 1992.
___________. Trabalhando com a Inteligência Emocional.
Rio de Janeiro, 1998.
33
MARINELI, V. RH e o desenvolvimento da Inteligência
Emocional. Brasil, 2003.
SANTOS, M. Inteligência Emocional. Brasil, 2003.
__________. Inteligência Emocional – Demanda para o
futuro. Brasil, 2003.
REVISTA VENCER. São Paulo, 1997.
REVISTA VEJA. Inteligência Emocional. São Paulo, 1997.
WEISINGER, H. Inteligência Emocional no Trabalho.
USA, 2001.
ÍNDICE
INTRODUÇÃO....................................................................................
7
Conceitos-Chave............................................................................9
CAPÍTULO I.......................................................................................10
1.1 – Definição...........................................................................................11
34
1.2 – Importância das Emoções em nossas Vidas.....................................14
1.3 – Como expandir nossa Inteligência Emocional.....................................16
1.4 – Inteligência Emocional Aplicada.......................................................17
CAPÍTULO
II.....................................................................................20
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO AMBIENTE DE
TRABALHO.......21
2.1 – Como se Motivar...............................................................................22
2.2 – Estratégias para aumentar o desempenho humano individual e
coletivo..............................................................................................................24
2.3 – Estudo de
Caso......................................................................29
CONCLUSÃO....................................................................................3
1
BIBLIOGRAFIA..................................................................................3
3
ÍNDICE...............................................................................................3
4
PROGRAMAS CULTURAIS
35
36
O CASO “PROJETO AMAZON DA
FORD”
A estratégia da Ford, para a América Latina, começou a mudar com a
implantação do Programa Amazon – o mais moderno e ousado projeto de
desenvolvimento de produtos da empresa americana no mundo. O objetivo é a
criação de três plataformas de automóveis que vão ser comercializadas nos
países da América Latina, Índia e Oriente. O Projeto Amazon inaugura um
conceito inteiramente novo no processo de fabricação de carros, em que
montadora e fornecedores ocupam uma mesma área, exercendo uma gestão
compartilhada. A idéia é instalar uma cadeia produtiva completa e as equipes
trabalharem virtualmente com liderança situacional, dependendo do programa
de produção que está sendo realizado. Eles obrigatoriamente desenvolvem e
37
maximizam sua Inteligência Emocional, pois as equipes virtuais são compostas
por colaboradores de diferentes organizações. Um plano de trabalho foi
desenvolvido para divulgar uma cultura específica , com os fornecedores que
também são investidores no empreendimento. Neste novo modelo
empresarial, em que cultura e valores devem ser compartilhados, há condições
para uma maior valorização da diversidade e do trabalho virtual. Os
colaboradores passam a conviver no mesmo espaço industrial e em equipes
multidisciplinares e virtuais – obtendo maior satisfação e mais produtividade.
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projeto vez do mestre inteligência emocional no trabalho