UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS GRADUAÇÃO "LATO SENSU" PROJETO VEZ DO MESTRE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO TRABALHO Por Míriam José Alves Orientador: Vilson Sérgio de Carvalho Rio de Janeiro 2004 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS GRADUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO VEZ DO MESTRE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO TRABALHO OBJETIVO: Mostrar às pessoas que todo ser humano tem de perceber e gerenciar suas emoções nas suas relações com outras pessoas, no dia-a-dia. Os profissionais mais bem sucedidos não são os que apresentam maior grau de acadêmico. inteligência ou conhecimento Mais do que o QI ou o conhecimento especializado, hoje o que determina o êxito no trabalho é a inteligência emocional. 3 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho à minha mãe que tanto colaborou para a confecção e aperfeiçoamento desse trabalho. 4 AGRADECIMENTOS À minha mãe que participou e colaborou para que e eu pudesse concretizar a minha vontade em fazer este curso. E a todas as pessoas indiretamente, que contribuíram confecção desse trabalho. RESUMO direta para ou a 5 O presente estudo se propõe a enfocar a questão da Inteligência Emocional no campo do trabalho e suas implicações para o desenvolvimento pessoal e profissional. Nos dias de hoje, devida à Globalização e ao grande aumento da competitividade, as empresas podem disputar entre si, de forma equivalente no que diz respeito à tecnologia. No entanto, o que fará a diferença e traçará o rumo de uma empresa, será a existência de profissionais bem preparados emocionalmente e motivados que nela atuam. SUMÁRIO 6 INTRODUÇÃO CAPÍTULO I O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL? CAPÍTULO II APLICANDO IE NO AMBIENTE DE TRABALHO CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA ÍNDICE INTRODUÇÃO Até pouco tempo atrás o sucesso de uma pessoa era avaliado pelo raciocínio lógico e habilidades matemáticas espaciais (QI). Mas o psicólogo 7 Daniel Goleman, 2001, PhD, com seu livro "Inteligência Emocional" retoma uma nova discussão sobre o assunto. Ele traz o conceito da Inteligência Emocional como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas. A maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas. Desta forma pessoas com qualidade de relacionamento, como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter sucesso. Hoje a importância das empresas trabalharem a Inteligência Emocional se deve ao fato de estarmos na era da mudança constante. O atual mercado de trabalho, com sua estrutura menos hierarquizada e posições menos estanques, impôs novos parâmetros de avaliação. Mais do que nunca, iniciativa e empatia, capacidade de trabalho em equipe, flexibilidade e liderança são qualidades fundamentais no currículo de um profissional de primeira linha. Todo executivo moderno, por exemplo, deve desenvolver habilidades como motivar a si mesmo e persistir mediante frustrações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar e estimular a motivação, motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seu talento, e conseguir seu engajamento aos objetivos de interesses comuns. Uma empresa identifica que precisa trabalhar a Inteligência Emocional das equipes quando fica claro que o ambiente não está mais valorizando a diversidade existente e sim fazendo com que as diferenças sejam vistas como um "problema" ao invés de ser parte da solução. Ao contrário do QI, que se mantém estável ao longo da vida, a Inteligência Emocional é algo que se pode aprender e aprimorar. elementos positivos Temos que assumir nossas diferenças, torná-las de diferenciação e passar a conduzir nossos relacionamentos com maior habilidade e sensibilidade. Não só as exigências do mercado têm mudado cada vez com mais freqüência, mas também o perfil dos profissionais de Recursos Humanos tem exigido mudanças. Continua sendo o nosso papel cuidar dos benefícios, 8 treinamento, transporte, salários do nosso pessoal, mas só isso não basta. O que será crucial para podermos nos destacar e ganhar mercado em relação aos nossos concorrentes, será o desenvolvimento da Inteligência Emocional de nossos colaboradores. E nós como Gestores de Pessoas, temos a obrigação de desenvolvê-la. O empregado de uma empresa não é somente um colaborador, mas sim um ser humano que tem sentimentos, percepções, opiniões próprias, de fato, é que há de mais importante e valioso dentro de qualquer empresa. Precisamos saber motivá-los, precisamos garantir que nossos profissionais estejam satisfeitos com sua carreira. A Inteligência Emocional que consiste na habilidade de enfrentar e resolver uma situação emocionalmente instável com sucesso, ou seja, é aprender a controlar as emoções, para que elas trabalhem a meu favor e não deixar com que elas dominem meus atos e pensamentos, fazendo com que eu tome decisões inadequadas ou irracionais. Assim sendo com base no escrito acima, o trabalho foi estruturado da seguinte maneira: no capítulo I veremos a definição de Inteligência Emocional; e, no capítulo II como a Inteligência Emocional pode ser aplicada no ambiente de trabalho. Conceitos-Chave O QI contribui somente 20% para o sucesso na vida – o restante é proveniente da Inteligência Emocional (IE); Inteligência Emocional é dividida em cinco áreas: auto-consciência, controle emocional, motivação, empatia, administração dos relacionamentos; Os seres humanos têm o equivalente a duas mentes, uma para razão, outra para os sentimentos; 9 As duas seções do cérebro operam independentemente; As emoções mais fortes interferem no pensar mais racional; O objetivo é encontrar um contrapeso inteligente estre a razão e emoção; Aprimorar a Inteligência Emocional é um imperativo para um gerenciamento mais efetivo; O feedback é uma necessidade no gerenciamento da Inteligência Emocional; O sucesso de um grupo não é determindao pelo seu Quociente da Inteligência (QI) mas pela sua Inteligência Emocional. 10 CAPÍTULO I O que é Inteligência Emocional? "O acreditar torna-se algo palpável porque surge de uma realidade que cada um pode modificar - e da prova mais concreta que temos, que é o corpo" (Cobra, 2003, página 47). 11 1.1 - Definição A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades tais como motivar a si mesmo e persistir mediante frustrações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns. Nossa inteligência funciona de uma forma integrada, porém nosso cérebro é composto por duas partes: o lado esquerdo, que trata da capacidade do raciocínio lógico, conhecido também como Q.I. (quoeficiente intelectual), e o lado direito, no qual é responsável por nossas emoções e que conhecemos como Q.E. (quoeficiente emocional)). Acontece que somente um elevado nível de Q.I. não garante nosso sucesso profissional, nem tão pouco pessoal. Além do conhecimento técnico, idiomas, formação escolar, o profissional de sucesso terá que saber lidar com o ser humano e respeitá-lo. Todos podem desenvolver sua própria Inteligência Emocional. Para que possamos desenvolvê-la, é preciso aprender e treinar as aptidões que a compõe, dentre elas: Autoconsciência: a autoconsciência é o grande alicerce da Inteligência Emocional. Um profissional com um elevado nível de autoconsciência tem condições de se monitorar em ação, saber de tudo que está acontecendo com as pessoas e ao seu redor. A Inteligência Emocional só passa a existir quando nossas informações e atitudes estiverem no sistema perceptivo. 12 Controle das emoções: uma vez tendo consciência sobre o que está acontecendo ao meu redor, terei condições de perceber que alguma situação está me irritando ou aborrecendo podendo, assim controlar e dominar minhas atitudes, agindo de forma inteligente e respeitosa. Como se motivar: é fácil entender porque a motivação é um atributo tão desejável no trabalho. Um profissional motivado requer menos controle, tem menos período de baixa produtividade e maiores probabilidades de ser criativo. Como fazer e receber uma crítica: a crítica construtiva é algo que só tem a agregar em nossas vidas. É através dela que podemos identificar oportunidades de melhorias e nos tornar cada vez melhores. As empresas que souberem lidar com críticas de forma construtiva, terão uma poderosa arma para garantir a evolução constante e com isso o sucesso. Saber lidar com mudanças: hoje em dia, saber lidar com mudança não é só uma questão de sucesso, mas sim de sobrevivência. Temos que ter o olho esquerdo no mercado para que possamos estar preparados para eventuais mudanças que possam ocorrer em nossas vidas. Ser um Mentor Emocional: ser um mentor Emocional significa ser um exemplo de comportamentos e atitudes. É aquela pessoa que é procurada pelos colegas de trabalho sempre que há um problema para ser resolvido. Daniel Goleman (2002), em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades: 13 Auto-Conhecimento Emocional: Se não for capaz de avaliar a qualidade e intensidade dos próprios sentimentos o indivíduo não poderá definir até que pontos estes sentimentos o estão influenciando e às pessoas que o cercam. Controle Emocional: habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação. Ter controle sobre as próprias emoções significa ser capaz de expressar adequadamente o que está sentindo, evitando expressões emocionais ofensivas e improdutivas, além de ser capaz de adiar a expressão das mesmas até um momento. Auto Motivação: dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca. Empatia: capacidade de sentir como o outro, de perceber as emoções do outro como se estivéssemos no lugar dele. Ter esta capacidade é fundamental para estabelecermos relacionamentos bem sucedidos, seja na família ou no trabalho. Habilidade em relacionamentos interpessoais: é a habilidade de estar consciente do próprio estado emocional, ao mesmo tempo em que se está em sintonia com o estado emocional daqueles que o cercam, e ser capaz de interagir eficazmente com eles. As três primeiras acima referem-se à Inteligência Intra-Pessoal. As duas últimas à Inteligência Inter-Pessoal. Inteligência Inter-Pessoal: é a habilidade de entender outras pessoas: o que as motiva, como trabalham e como trabalhar cooperativamente com elas. Inteligência Intra-Pessoal: é a mesma habilidade voltada para si mesmo. É a capacidade de formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usálo de forma efetiva e construtiva. 14 1.2 – Importância das Emoções em nossas vidas: Quando investigam por que a evolução da espécie humana deu à emoção um papel tão essencial em nosso psiquismo, os sociobiólogos verificam que, em momentos decisivos, ocorreu uma ascendência do coração sobre a razão. São as nossas emoções que nos orientam quando diante de um impasse e quando temos de tomar providências importantes demais para que sejam deixadas a cargo unicamente do intelecto – em situações de perigo, na experimentação da dor causada por uma perda, na necessidade de não perder a perspectiva apesar dos percalços, na ligação com um companheiro, na formação de uma família. Cada tipo de emoções que vivemos nos predispõe para uma ação imediata; cada uma sinaliza para uma direção que, nos recorrentes desafios enfrentados pelo ser humano, provou ser a mais acertada. Cada emoção desempenha uma função específica: No medo, o sangue vai para as mãos, estimulando a pessoa a bater, atirar. Os batimentos cardíacos aceleram, os hormônios (como a adrenalina) aumentam, gerando ação vigorosa. Na ocorrência do medo, os centros emocionais disparam hormônios, o sangue vai para os músculos do esqueleto, impulsionando-o a correr, fugir. Muitas vezes, o corpo imobiliza-se. A felicidade inibe os sentimentos negativos, silencia os pensamentos de preocupação. Neste estado emocional não se observa qualquer mudança particular na fisiologia. A pessoa experimenta a tranqüilidade, o repouso, o entusiasmo e mostra disposição para tarefas imediatas, para marchar rumo às metas. amor se exprime através de sentimentos afetuosos, de relaxamento, calma e satisfação, facilitando especialmente a cooperação. 15 A surpresa é um estado emocional que permite ver mais, aumentando a quantidade de luz na retina. Assim, a pessoa pode perceber mais o que acontece, conceber melhor um plano de ação. A tristeza reduz a velocidade metabólica, gerando queda de energia, de entusiasmo. Ela contribui para que a pessoa se ajuste diante de uma perda significativa ou das decepções. As emoções são importantes para: ♦ Sobrevivência: Nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução. Como resultado, nossas emoções possuem o potencial de nos servir como sofisticado e delicado sistema interno de orientação, nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. Por exemplo, quando nos sentimos sós, nossa necessidade é encontrar outras pessoas. Quando nos sentimos receosos, nossa necessidade é por segurança. Quando nos sentimos rejeitados, nossa necessidade é por aceitação. ♦ Tomadas de Decisão: Nossas emoções são uma fonte valiosa da informação, elas nos ajudam a tomar decisões. Os estudos mostram que quando as conexões emocionais de uma pessoa estão danificadas no cérebro, ela não pode tomar nem mesmo as decisões mais simples. ♦ Ajuste de Limites: Quando nos sentimos incomodados comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam. com o Se nós aprendemos a confiar em nossas emoções e sensações isto nos ajudará a ajustar nossos limites que são necessários para proteger nossa saúde física e mental. ♦ Comunicação: Nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros. Nossas expressões faciais, por exemplo, podem demonstrar uma quantidade de emoções. Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda. Se formos também verbalmente hábeis, juntamente com nossas expressões teremos uma possibilidade maior de melhor expressar nossas emoções. 16 Também é necessário que nós sejamos eficazes para escutar e entender os problemas dos outros. ♦ União: Nossas emoções são talvez a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas, cultural e política não permitem isto, apesar das emoções serem universais. 1.3 – Como expandir nossa Inteligência Emocional? Nossas emoções podem oferecer informações valiosas – sobre nós mesmos, sobre outras pessoas e sobre diversas situações. Uma explosão de raiva dirigida a uma colega de trabalho pode alertá-lo para o fato de você estar se sentindo sobrecarregado pelo excesso de trabalho; uma sensação de ansiedade a respeito de uma apresentação pode informá-lo de que precisa estar mais bem preparado com fatos e números; a frustração com um cliente pode lhe sugerir a necessidade de encontrar outros meios de se comunicar com ele. Utilizando as informações que nossas emoções nos oferecem podemos alterar nosso comportamento e raciocínio de modo a reverter situações: no caso da explosão de raiva, por exemplo, precisamos procurar meios de reduzir nossa carga de trabalho ou facilitar nosso processo de trabalho. As emoções desempenham um papel importante em nosso local de trabalho. Da raiva à euforia, da frustração ao contentamento, todos os dias no escritório nos defrontamos com emoções – nossas e alheias. O segredo é usar nossas emoções de maneira inteligente – ou seja, aquilo que definimos por inteligência emocional: fazer intencionalmente com que nossas emoções trabalhem em nosso benefício, usando-as para ajudar-mos a 17 orientar nosso comportamento e raciocínio de maneira a obter melhores resultados. A Inteligência Emocional pode ser nutrida, desenvolvida e ampliada – não se trata de uma característica impossível de adquirir. A maneira de expandir nossa Inteligência Emocional é aprender e praticar técnicas e aptidões que a compõem – entre elas, a autoconsciência, o controle emocional e a motivação. . 1.4 – Inteligência Emocional Aplicada Gerenciamento A arrogância de alguns chefes e a baixa moral que provocam nos seus empregados diminui a produtividade e afasta os dirigentes de seus sobordinados. A aplicação da IE transforma-se num método efetivamente eficaz numa gerência organizacional. Uma “moeda corrente”, básica na IE Gerencial é o feedback. Os gerentes têm que aprender a dar feedback a seus comandados sobre suas ações, mas não é só isto, aceitar o feedback de seus pares e analisar este retorno é um ato inteligente. Deve-se ter cuidado para não confudir feedback com críticas não construtivas, como o ataque pessoal. Uma crítica cosntrutiva deve ser dada cara-a-cara, com empatia, incluindo um elogio, e se for uma crítica para melhorar algo, deve ser dada com foco numa solução e não simplesmente uma crítica vazia. Aqueles que recebem a crítica devem recebê-la bem, ouvi-la como uma informação valiosa e aprender com este feedback. 18 Em uma Economia dominada por trabalhadores do conhecimento, o conceito de Quociente Emocional do grupo é crítico. A habilidade de trabalhar em harmonia e tirar proveito dos talentos individuais dos membros, fornecem a base para um grupo de trabalho bem sucedido. Casamento e Medicina A Inteligência Emocional pode ajudar neutralizar as tensões sociais e pessoais que separam uniões. Os homens e as mulheres aprendem habilidades emocionais diferentes quando crianças. Um sinal de advertência chave do problema em uma união é o criticismo áspero. É importante criticar uma atitude sem atacar a pessoas. Os ataques pessoais mexem com os sentimentos das pessoas, deixando-as envergonhadas e defensivas e, podem provocar uma resposta do confronto ou afastamento. O cérebro emocional é amarrado ao sistema imune. O stress deixa as pessoas mais suscetíveis às doenças infecciosas. A hostilidade tem sido associada, há muito tempo, com doenças do coração, mas todas as emoções negativas intensas podem ter o mesmo efeito. Exercícios de relaxamento são boas contramedidas. São as “auto-confissões”. Falar sobre problemas reforça o sistema de imunidade. Os médicos devem aprender que lidar com os sentimentos é uma forma de prevenção da doença e que os pacientes melhoram quando suas necessidades psicológicas são atendidas. Alfabetização Emocional 19 Estudos em crianças mostram um declínio das condições emocionais através do mundo industrializado. Esta tendência é refletida por ansiedade e por depressão, por distúrbios de atenção e pelo comportamento delinqüente. As crianças e os adultos devem ser treinados nas cinco habilidades emocionais chaves da inteligência. A palavra concreta para estas habilidades é carárter. Por de lado o foco e impulsos individualistas abre o caminho para a empatia, compreendendo e aceitando diferentes perspectivas na vida. 20 CAPÍTULO II Inteligência Emocional no Ambiente de Trabalho 21 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO AMBIENTE DE TRABALHO Nos últimos quatro anos, muitas pesquisas foram feitas no campo da Inteligência Emocional, abrangendo, entre outras áreas, a identificação de métodos para medir a Inteligência Emocional, determinar a importância do desenvolvimento das técnicas da IE para a eficiência pessoal e aplicar e integrar a IE em ambientes variados – inclusive nas salas de aula. Na seleção de mão-de-obra de grandes empresas nacionais e multinacionais, alguns critérios inovadores estão sendo aplicados. Além da capacitação técnica do candidato avalia-se também a estrutura emocional e psicológica: a capacidade de resolver rapidamente um problema, ou vários problemas diferentes; a facilidade de rápida adaptação a mudanças (de cargo, de função, de local, de trabalho, etc.); o dinamismo, o poder de inovação, a ousadia, a criatividade, e, sobretudo a capacidade de lidar com problemas pessoais e com suas próprias emoções no dia-a-dia, de maneira a não torná-los fontes de angústia permanente. A Inteligência Emocional pode fazer diferença para fatores cruciais do sucesso de uma carreira ou de uma empresa, incluindo-se: Tomada de decisão Liderança Aproveitamento dos talentos e capacidade de iniciativa de cada um no local de trabalho Comunicação aberta e honesta Descontentamento construtivo Criatividade e inovação 22 Relacionamento na base da confiança e trabalho em equipe Compromisso, lealdade e responsabilidade Gerenciamento da mudança Inovações estratégicas e técnicas 2.1 - Como se Motivar? Todos nós já vimos dezenas de ofertas de emprego em que uma das qualificações exigidas é a motivação. O anúncio pode dizer “Exige-se iniciativa” ou “Precisa saber trabalhar sozinho”: isso significa que a pessoa deve ser capaz de iniciar uma tarefa, persistir nela, progredir nela e ultrapassar quaisquer obstáculos – em outras palavras, a pessoa precisa estar motivada. É fácil entender por que a motivação é um atributo tão desejável no trabalho: um emprego motivado requer monos controle, tem menos períodos de baixa produtividade e maiores probabilidades de ser esforçado e criativo. Segundo Weisinger, 2001, tecnicamente, a motivação é aquilo que leva o indivíduo a distender energia numa direção específica com um propósito específico; no contexto da inteligência emocional, motivar-se significa usar seu sistema emocional para catalisar todo esse processo e mantê-lo em andamento. Suponhamos que tenhamos que redigir um relatório mas estamos com muita dificuldade em iniciá-lo; telefonamos para nossa mãe para bater um papo, vamos à Cantina para beber nossa sexta xícara de café, espanamos pela décima vez a poeira de nosso computador. Sendo uma pessoa emocionalmente inteligente, em primeiro reconheceríamos o que está faltando nessa situação é a motivação. lugar, Assim, provavelmente faria a si mesmo algumas afirmações motivadoras: “Já fiz muitos relatórios. Consigo fazer este de olhos fechados. Posso fazer tudo que for necessário para aprontá-lo.” Você poderia caminhar em passos firmes até a recepção para energizar-se , mesmo não precisando ir até lá; poderia executar 23 pequenas tarefas ligadas ao relatório a fazer, tais como reunir todas as suas anotações e a documentação necessária; se ainda assim lhe faltasse motivação, você poderia aconselhar-se com um colega que lhe desse apoio, como forma de ajuda para você retomar o curso; poderia até evocar sua mentora emocional – Eleanor Roosevelt – em busca de inspiração; talvez contemplasse os objetos motivadores que você colocou em sua sala. Então não vai demorar a perceber que sua confiança e seu entusiasmo estão voltando: você consegue sentar-se diante do seu computador - muito bem espanado – e começar a escrever. E, incrivelmente, o relatório parece fluir de nossos dedos. Às vezes precisamos enfrentar situações muito mais drásticas – um projeto cancelado, a perda de uma promoção ou do emprego, por exemplo -, que provocam um grande estrago na nossa motivação, portanto vamos aprender a enfrentar os retrocessos e criar retomadas. A maneira de utilizar essas fontes de motivação e lidar com os retrocessos pode diferir de um indivíduo para outro, mas os elementos da motivação são comuns a todos nós: confiança, otimismo, tenacidade, entusiasmo e resistência. É a confiança que nos permite crer que temos a capacidade de executar uma tarefa, é o otimismo que nos dá a esperança de que o desfecho será uma solução positiva, é a tenacidade que nos mantém concentrados na tarefa, é o entusiasmo que nos permite ter prazer no trabalho e é a resistência que nos permite começar tudo de novo. Cada um deste elementos é sustentado pelas quatro fontes de motivação, e que é quando esses elementos estão funcionando em plena forma que nossa motivação é suficiente para que o trabalho seja executado. A Inteligência Emocional emerge não das cogitações de intelectos refinados, mas das ações do coração humano. O QE não trata de truques de vendas ou de como conseguir uma posição, nem de como dar uma boa aparência às coisas ou da psicologia do controle, da exploração ou da manipulação. É a Inteligência Emocional que nos motiva a buscar nosso 24 propósito e potencial únicos e ativa nossas aspirações e valores mais profundos, que deixam de ser algo a respeito de que pensamos e passam a ser vividos. As emoções constituem a fonte mais poderosa de orientação, autenticidade e energia humana e podem oferecer sabedoria intuitiva. Os sentimentos nos proporcionam uma informação vital e potencialmente proveitosa em cada minuto do dia. É esse flashback que acende o gênio criativo, o mantém honesto consigo mesmo, molda relacionamentos na base da confiança, proporciona uma bússola interna para a sua vida e sua carreira, orientando-se para possibilidades inesperadas. 2.2 - Estratégias para aumentar o desempenho humano individual e coletivo: Senso de interesse genuíno ou oportunidade Pausas estratégicas de dez a sessenta segundos Dois minutos de interrupções do trabalho no meio da manhã e no meio da tarde Atividade física freqüente ao longo do dia Refeições e lanches ricos em nutrientes Entusiasmo e bom humor Válvulas de escape para aumentar a produtividade 25 Sono profundo Para elevar e expandir sua capacidade intuitiva e emocional para que você possa sentir o mais amplo leque de possibilidades, leve em consideração o seguinte: Faça questão de ser surpreendido por algo novo todos os dias: se você ficar parado em um só lugar, jamais sentirá a riqueza de possibilidades que o cerca. Defenda a heterodoxia criativa: muitas descobertas vitais e lucrativas foram feitas por métodos apaixonados e heterodoxos. Mantenha um "diário de possibilidades": você pode começar com um registro, todo fim de tarde, da experiência mais surpreendente do ponto de vista emocional que sucedeu durante o dia, e como você reagiu a ela. Após uma semana, você pode reler seus escritos e observar padrões de interesse capazes de apontar o caminho para novas idéias e buscas no futuro. Remova as "travas mentais" que inibem o processo criativo: podemos auxiliar o fluxo natural de inovação gerada pela Inteligência Emocional se removermos a maior quantidade possível de barreiras. Tire vantagem da relação exercício-QE-inovação: você pode se surpreender ao saber que os exercícios podem aumentar o senso de oportunidade e gerar surtos de criatividade no local de trabalho. Interaja com pessoas altamente criativas: avalie seu próprio ambiente. Ele lhe permite tirar o máximo de seus talentos e interesses? Que mudanças significativas você poderia fazer pessoalmente em sua atmosfera de trabalho ou ambiente? Diversifique sua abordagem: comece por esboçar uma lista de oportunidades ao alcance atual ou futuro, seu e de sua empresa. Exiba-a em local de destaque. Imagine suas bênçãos: faça por escrito breves descrições de dez graças específicas alcançadas em sua vida. Uma vez por dia sente-se relaxado num 26 lugar tranqüilo e imagine de maneira vivida e sinta com profundidade cinco das graças de sua lista por pelo menos dez segundos. Segundo Gilberto Vitor, 1999, há três tipos de pessoas de acordo com sua capacidade de reagir aos fatos: 1. Mecânicos: são as pessoas que dizem "eu sou assim e ninguém me muda". Mecânicas porque apresentam comportamento semelhante a um robot. Estas pessoas desconhecem as mudanças do contexto, repetem um único comportamento, apresentam alta probabilidade de erro, incapacidade de se adaptar. 2. Re-Ativas: são pessoas que percebem as mudanças, mas apenas reagem, não interagem com o ambiente. estas pessoas captam estímulos do contexto (positivos ou negativos), reagem com um de dois tipos de respostas, adaptamse ao meio, mas não o mudam, não interagem, não contribuem. 3. Pro-Ativas: sabem captar o estímulo e processá-lo, e em seguida agir de forma mais adequada. São as pessoas que identificam uma mudança, processam as informações, e interagem de forma a obter os melhores resultados, dando a sua contribuição mudando o ambiente. Estas pessoas captam mudanças no ambiente, podem emitir três ou mais tipos de respostas, de acordo com seu objetivo, tem grande capacidade de adaptação e de mudar o ambiente, ou de contribuir com ele. Tanto gerentes como funcionários emocionalmente educados desenvolvem modos mais bem sucedidos de criar e manter relações de confiança entre si e com os clientes internos e externos da organização levando a uma maior eficácia e qualidade com economia de tempo, recursos e ganhos na produtividade. 27 Em uma empresa, o profissional que pretende ser auto-suficiente, desprezando valores de companheiros e subordinados, que pretende trabalhar sozinho não terá sucesso profissional, além e causar problemas. Informações que antes eram irrelevantes, como se o candidato mantém amigos antigos, atualmente são considerados importantes. Esta informação indica no candidato qualidades de relacionamento humano - afabilidade, compreensão e gentileza. normalmente o profissional aceita cursos de aperfeiçoamento intelectual e rejeita mudanças em nível comportamental-emocional. Muitas vezes as relações em uma organização são destruídas pela falta de autenticidade, manipulações, desinformação e outros fatores disruptores que despersonalizam as pessoas e levam a uma deterioração do ambiente de trabalho. A Inteligência Emocional é capaz de mudar este contexto. Empresas privadas e instituições públicas interessadas em promover a qualidade de vida e de trabalho de seus recursos humanos afim de alcançar níveis mais altos de satisfação no trabalho, produtividade e satisfação do consumidor, aumentando assim as chances de sobrevivência, sucesso e crescimento da organização podem implantar o Programa de Treinamento em Inteligência Emocional no trabalho. É muito complexo trabalhar a IE das pessoas dentro do universo corporativo porque desempenhamos papéis muitas vezes não totalmente adequados ao que realmente somos. Quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam. Se nós aprendermos a confiar em nossas emoções e sensações, isto nos ajudará a ajustar nossos limites que são necessários para proteger nossa saúde física e mental. Nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros. Nossas expressões faciais, por exemplo, podem demostrar uma grande quantidade de emoções. Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda. Se 28 formos também verbalmente hábeis, juntamente com nossas expressões teremos uma possibilidade maior de melhor expressar nossas emoções. Também é necessário que nós sejamos eficazes para escutar e entender os problemas dos outros. Por isso, a Inteligência Emocional é complexa no mundo corporativo. processos E é por essa razão que acabamos por ter que implementar mais sofisticados, mas que acabam gerando resultados impressionantes. Nos dias de hoje, todos estariam aptos para trabalhar a Inteligência Emocional no âmbito do organizacional. Porém, a área de RH adota o tema e procura espaços e oportunidades para que isso aconteça. Nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução. Como resultado, nossas emoções possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. Nossas emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. A área de RH está tão atenta e geralmente desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento das emoções no ambiente organizacional. O papel do RH neste contexto é de desenhar projetos, identificar necessidades de desempenho dos profissionais, enfim, promover a discussão prática deste tema na organização, como parte fundamental das estratégias de seleção, retenção e desenvolvimento das pessoas. Qualquer organização seja uma igreja, uma empresa ou um clube, por ser uma organismo vivo, é feita de pessoas. E pessoas têm crenças, valores, sentimentos, inteligência e principalmente diferenças. Em qualquer ambiente encontramos pessoas com habilidades diferentes, competências diferentes e aspectos motivadores diferentes. A organização do século 21 é formada por equipes e redes de equipes. As mais modernas e mais preparadas para esse novo cenário valorizam seus recursos humanos e lhes dão oportunidades para que possam desenvolver conhecimento sobre sua Inteligência Emocional. 29 2.3 – Estudo de Caso Recentemente em entrevista à revista VOCÊ S/A, um dos principais dirigentes do Grupo Pão de Açúcar Abílio Diniz e sua irmã, mostraram que o crescimento organizado que o grupo apresenta está baseado, principalmente, no bem estar de seus colaboradores. As constantes mudanças ocorridas na maneira de gerenciar os pontos de vendas são implantadas com extrema facilidade pois à aproximação do setor gerencial com o quadro de funcionários traz uma convivência estreita entre a base do empreendimento e a administração. As constantes e periódicas (uma por semana) reuniões com para tomar conhecimento dos problemas e soluções para os mesmos, tem a finalidade de escutar as sugestões daqueles que lidam diariamente com o cliente e desenvolver a aproximação entre os quadors da organização. Também foi implantada diversas atividades e avaliações que melhorassem a auto-estima dos funcionários tais como: atividades físicas como a prática de corridas, ginásticas, etc., treinamentos e premiações que incentivassem melhor a performance individual, acompanhamento constante das necessidades dos funcionários com relação ao estado emocional e principalmente incentivar a identidade com o grupo. Como acima demostrado, a administração do grupo conseguiu aumentar a responsabilidade individual, aproveitando a capacidade de cada um de modo que foi formado um bloco coeso onde a harmonia e o cooperativismo prevaleceram e fortaleceram o crescimento hoje alcançado. 30 CONCLUSÃO Inteligência Emocioanal é a combinação de emoção, razão e cérebro. Uma pessoa com a IE bem trabalhada pode render muito mais para seu lado pessoal e profissional e alcançar o sucesso na vida, sendo a IE o fator 31 determinante deste sucesso e não o Quociente de Inteligência como sempre foi crença firmada no mundo. A IE pode ser desenvolvida e seu desenvolvimento deve ser o objetivo de pais, professores, médicos, instrutores e principalmente da própria pessoa. As organizações que queiram permanecer num mercado altamente competitivo deverão possuir um quadro funcional reduzido e altamente motivado através de técnicas comportamentais onde sobressaia não exclusivamente o Quociente Intelectual mas que este seja complementado com o Quocientes Emocional onde a satisfação dos colaboradores seja a principal meta para o crescimento das mesmas. O conhecimento técnico está deixando de ser o principal critério de seleção nas empresas e o poder de se expressar adequadamente e com facilidade pode ser decisivo para o sucesso pessoal, ou seja, o candidato deve se diferenciar dos demais demonstrando aptidões para enfrentar qualquer tipo de problema, em um breve espaço de tempo, da forma mais rápida e criativa. Avaliações são todas as diferentes impressões, interpretações, apreciações e expectativas que você tem de si próprio e das outras pessoas e situações. Elas são influenciadas pelos vários fatores que configuram sua personalidade (background familiar, experiências anteriores, talentos inatos, princípios religiosos), e geralmente têm a forma de pensamentos ou de um diálogo internos (“Esta apresentação vais er um desatre. Vou perder esse contrato.”). Tomando consciência das suas avaliações, você fica sabendo como seus pensamentos influenciam seus sentimentos, suas ações e reações, podendo assim alterá-los. No caso da apresentação, por exemplo, a impressão que você tem de si mesmo é de que não conseguirá lidar com a situação; a expectativa que tem do 32 desfecho é de um completo fiasco. Esta avaliação negativa poderia levar ao que chamamos de “profecia que age para se tornar realidade” (seus temores sobre a apresentação o deixam visivelmente nervoso, você parece não ter total domínio dos fatos ou da situação e acaba perdendo mesmo o contrato). Mas se identificar uma tendência negativa nas suas avaliações, você poderá tentar conferir uma propensão positiva ao seu diálogo internos (“Vou me sair bem, tenho todos os fatos à mão, está tudo em ordem.”). Isso lhe permitirá tranqüilizar-se, relaxar e fazer a apresentação de modo claro e eficiente. No Brasil, as Empresas têm mostrado preocupação em trabalhar a IE de seus funcionários. As melhores Empresas para se trabalhar já incluem o desenvolvimento da IE há alguns anos. Organizações como Bradesco, Gillette, Nazca, Inusys, Avon, dentre outras, têm buscado investir mais nesse tópico. Esta é, sem dúvida, uma tendência a ser seguida pelas demais Empresas. BIBLIOGRAFIA COOPER, R. Inteligência Emocional na Empresa. Rio de Janeiro, 1998. GOLEMAN, D. Inteligência Emocional. USA, 1992. ___________. Trabalhando com a Inteligência Emocional. Rio de Janeiro, 1998. 33 MARINELI, V. RH e o desenvolvimento da Inteligência Emocional. Brasil, 2003. SANTOS, M. Inteligência Emocional. Brasil, 2003. __________. Inteligência Emocional – Demanda para o futuro. Brasil, 2003. REVISTA VENCER. São Paulo, 1997. REVISTA VEJA. Inteligência Emocional. São Paulo, 1997. WEISINGER, H. Inteligência Emocional no Trabalho. USA, 2001. ÍNDICE INTRODUÇÃO.................................................................................... 7 Conceitos-Chave............................................................................9 CAPÍTULO I.......................................................................................10 1.1 – Definição...........................................................................................11 34 1.2 – Importância das Emoções em nossas Vidas.....................................14 1.3 – Como expandir nossa Inteligência Emocional.....................................16 1.4 – Inteligência Emocional Aplicada.......................................................17 CAPÍTULO II.....................................................................................20 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO AMBIENTE DE TRABALHO.......21 2.1 – Como se Motivar...............................................................................22 2.2 – Estratégias para aumentar o desempenho humano individual e coletivo..............................................................................................................24 2.3 – Estudo de Caso......................................................................29 CONCLUSÃO....................................................................................3 1 BIBLIOGRAFIA..................................................................................3 3 ÍNDICE...............................................................................................3 4 PROGRAMAS CULTURAIS 35 36 O CASO “PROJETO AMAZON DA FORD” A estratégia da Ford, para a América Latina, começou a mudar com a implantação do Programa Amazon – o mais moderno e ousado projeto de desenvolvimento de produtos da empresa americana no mundo. O objetivo é a criação de três plataformas de automóveis que vão ser comercializadas nos países da América Latina, Índia e Oriente. O Projeto Amazon inaugura um conceito inteiramente novo no processo de fabricação de carros, em que montadora e fornecedores ocupam uma mesma área, exercendo uma gestão compartilhada. A idéia é instalar uma cadeia produtiva completa e as equipes trabalharem virtualmente com liderança situacional, dependendo do programa de produção que está sendo realizado. Eles obrigatoriamente desenvolvem e 37 maximizam sua Inteligência Emocional, pois as equipes virtuais são compostas por colaboradores de diferentes organizações. Um plano de trabalho foi desenvolvido para divulgar uma cultura específica , com os fornecedores que também são investidores no empreendimento. Neste novo modelo empresarial, em que cultura e valores devem ser compartilhados, há condições para uma maior valorização da diversidade e do trabalho virtual. Os colaboradores passam a conviver no mesmo espaço industrial e em equipes multidisciplinares e virtuais – obtendo maior satisfação e mais produtividade.