Agosto. Setembro. Outubro/2008 Porte Pago DR/PB PTR/PB 270/93 INFORMATIVO DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DA PARAÍBA - CRM/PB João Pessoa . Agosto/Setembro/Outubro de 2008 . Nº 76 1 EDITORIAL Agosto . Setembro . Outubro/2008 EXPEDIENTE 50 anos de Conselho de Medicina da Paraíba: orgulho – rref ef le xão efle lexão Presidente Dalvélio de Paiva Madruga Vice-presidente Norberto José da Silva Neto 1º Secretário João Gonçalves de Medeiros Filho 2º Secretário Roberto Magliano de Morais Tesoureiro Fernando O. Serrano de Andrade Corregedor José Mário Espínola Diretor de Fiscalização Eurípedes S. Mendonça de Souza CONSELHEIROS DO CRM PB Alberto Luiz Duarte Marinho Carlos Roberto de Souza Oliveira Dalvélio de Paiva Madruga Deborah Rose Galvão Dantas Ednaldo Dantas de Almeida Eurípedes S. Mendonça de Souza Evandro Pinheiro do Egypto Fernando Antônio F. dos Santos Fernando Oliveira S de Andrade Francisco Marcelo B. de Carvalho Genário Alves Barbosa Geraldo de Almeida Cunha Filho Gilka Paiva Oliveira Costa Hidelberto Evangelista de Brito João Alberto Morais Pessoa João Gonçalves de Medeiros Filho João Modesto Filho José Mário Espínola José Paulo de Sá Sarmento José Ruberval Farias Maciel Lautônio Loureiro Cavalcante Manoel Jaime Xavier Filho Manoel Nogueira Neto Maria das Neves G. C. Bezerra Maria do Rosário B. de Oliveira Maria José Claudino de Pontes Mário Toscano de Brito Filho Norberto José da Silva Neto Orlando Xavier de Figueiredo Paulo Roberto Dantas da Nóbrega Otávio Sérgio Lopes Pedro Félix Filho Remo Soares de Castro Ricardo Antônio Rosado Maia Roberto Magliano de Morais Ronivaldo de Oliveira Barros Rosalina Jenner Rosas Rozevânia Árabe Rimá Ussânio Mororó Meira Vladimir Gomes de Oliveira Walter Fernandes de Azevedo Wilberto Silva Trigueiro Delegacia de Campina Grande Delegado Basílio Serrano S. Filho 1º secretário Milton Antonio G. de Oliveira 2º secretário Hermano José Souto Maior Suplentes Ademir Costa Wanderley Teresa Cristina Ventura Conselho editorial do Jornal CRM-Paraíba Dalvélio Madruga Eurípedes Mendonça (Editor) João Gonçalves de Medeiros Filho José Mário Espínola CRM-PB Av. Dom Pedro II 1335 - Centro - João Pessoa - PB Cep: 58040-440 . Fone: (83) 2108-7200 . Fax. (83) 2108-7215 E-mail - [email protected] Site: www.crmpb.org.br Gráfica Santa Marta 20 de agosto de 2008 Redação e Edição 2 Formato Assessoria de Comunicação Rua Rodrigues de Aquino, 672, Jaguaribe Fone: (83) 8831-1556/8815.7887 [email protected] Jornalistas Responsáveis: Luciana Oliveira - DRT/DF 1.849/97 Kaylle Vieira - DRT/PB 0279/03-59 Foto Capa: Ricardo Junqueira Com orgulho comemoramos o cinqüentenário do Conselho Regional de Medicina da Paraíba. Uma conquista de antigos companheiros, que tem suas raízes vincadas na criação dos Conselhos de Medicina nos idos de 50. Institucionalizada a medicina no país, passava a se sentir, com o surgimento dos novos profissionais formados, a necessidade de se regulamentar a profissão médica. Funcionando como órgãos de defesa da sociedade, os Conselhos têm, como é do conhecimento de todos, por obrigação precípua, normatizar, disciplinar e fiscalizar a profissão médica, assegurando desse modo, por um lado, o exercício de uma medicina ética, regida, sobretudo por um forte espírito humanitário e por outro a fiscalização daqueles que vierem a infringir essa ética, denegrindo com seu comportamento a classe a que pertence. Assim agindo, estaremos, ao mesmo tempo, contribuindo para o bem-estar do ser humano, para a defesa dos direitos do cidadão e garantindo o prestígio, o conceito e a dignidade do médico. Logo após a regulamentação da Lei 3.628, efetivada pelo decreto 44.045 de 19 de julho de 1958, por iniciativa de um grupo de médicos que aqui na Paraíba exerciam a sua profissão, embora tenham se formado fora do Estado, uma vez que a Faculdade de Medicina só começou a funcionar em 1951, nasce, o nosso Conselho Regional. Em 20 de julho de 1958, na sede do Conselho, instalada na Praça 1817, nº 58, foi realizada a primeira eleição. Da primeira diretoria provisória fizeram parte os doutores Antonio Dias dos Santos, Orlando Farias, Everaldo Soares Ferreira, Clóvis Beltrão de Albuquerque e João Coelho da Silva. Do início até os dias de hoje, estiveram à frente do Conselho onze colegas. Foram os doutores: Antônio Dias dos Santos, Antônio Batista Ramos; Everaldo Ferreira Soares; Genival Veloso de França; Hermano José Souto Maior; João Modesto Filho; José Eymard Moraes de Medeiros; Humberto dos Santos Gouvêa; José Mário Espínola; Norberto José da Silva Neto e o autor deste texto. Desses todos, apenas três, não compartilham hoje dos nossos festejos, por já terem deixado o convívio terrestre, mas certamente de onde se encontram, estão vibrando conosco pela continuidade da obra para a qual tanto contribuíram. Como se vê, o esforço dos pioneiros não tem sofrido solução de continuidade, de modo que podemos comemorar com alegria esses cinqüenta anos do nosso Conselho, pois apesar das lutas travadas, das pedras surgidas no meio do caminho, mas corajosamente removidas, dos sonhos ainda não realizados, podemos dizer que somos vitoriosos. Como o poeta Thiago de Mello, afirmamos: “Não somos nem melhores nem piores. Somos iguais. Melhor é a nossa causa.” E a nossa causa foi, é e será sempre o fortalecimento, o crescimento, a projeção cada vez maior do nosso Conselho Regional de Medicina. Que nos próximos cinqüenta anos, os nossos pósteros tenham como nós muito a comemorar e mais e mais avanços permeiem os tempos vindouros! Dalvélio de Paiva Madruga Presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba ELEIÇÕES Agosto. Setembro. Outubro/2008 Médicos ele gem conselheir os e dir etoria do CRM/PB eleg conselheiros diretoria será definida em outubro Os médicos da Paraíba elegeram no último dia 7 de agosto a chapa "Competência, Responsabilidade e Maturidade", com 20 conselheiros e 20 suplentes, que irão compor a diretoria do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM/PB). A chapa, coordenada pelo atual presidente Dalvélio Madruga, teve 86% dos votos válidos. Dos 2.665 médicos que votaram, 2.296 escolheram a chapa 1. Também foram escolhidos os membros da Primeira Delegacia Regional de Campina Grande, composta por três conselheiros e dois suplentes. A posse dos conselheiros e suplentes será no dia 1º de outubro. Nessa data, na primeira plenária do CRM/PB, os 20 conselheiros efetivos irão escolher o presidente da entidade. Este, por sua vez, nomeia o restante da diretoria. Na capital, as eleições foram realizadas na sede do CRM, localizada na Avenida Pedro II, 1.335, no Centro. Já em Campina Grande , os médicos compareceram à Delegacia Regional de Medicina, situada na Rua Desembargador Trindade, 173, no Centro da cidade. Os médicos residentes nas demais cidades do Estado votaram por correspondência, que foi remetida para a sede do Conselho, conforme recomendado na circular que acompanha o material necessário ao exercício do voto. As eleições no CRM/PB acontecem Médicos comparecem às eleições do Conselho a cada cinco anos. Portanto a chapa eleita, ficará à frente da Na eleição deste ano, foi inscrita apenas uma entidade de outubro de 2008 a outubro de 2013. chapa. Confira os médicos eleitos para o Conselho e seus suplentes Efetivos Suplentes 1. Alberto Luiz Duarte Marinho 1.Ana de Lourdes Vieira Fernandes 2. Carlos Roberto de Souza 2.Aurélio José Gonsalves de Melo Ventura 3. Dalvélio de Paiva Madruga 3.Cláudio Orestes Britto Filho 4. Eurípedes Sebastião Mendonça de Souza 4.Débora Eugênia Braga Nóbrega Cavalcanti 5. Fernando Oliveira Serrano de Andrade 5.Francisco Marcelo Braga de Carvalho 6. Genário Alves Barbosa 6.Flawber Antônio Cruz 7. Gilka Paiva Oliveira Costa 7.Gesira Soares de Assis Florentino 8. João Alberto Morais Pessoa 8.Giovannini César Abrantes L. Figueiredo 9. João Gonçalves de Medeiros Filho 9.Manoel Nogueira Neto 10. João Modesto Filho 10.Marco Aurélio Smith Filgueiras 11. José Mário Espínola 11.Márcia Brandeburski de Farias 12. Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes 12.Mário Toscano de Brito Filho 13. Norberto José da Silva Neto 13.Maria de Fátima Oliveira dos Santos 14. Otávio Sérgio Lopes 14.Maria do Socorro Adriano de Oliveira 15. Paulo Roberto Dantas da Nóbrega 15.Maria Teresa Nascimento Silva 16. Pedro Félix Filho 16.Ronivaldo de Oliveira Barros 17. Remo Soares de Castro 17.Suely Carmem Araújo Cartaxo Alves 18. Roberto Magliano de Morais 18.Tatiana Viana Fragoso Vieira 19. Walter Fernandes de Azevedo 19.Thiago Pereira Alencar 20. Wilberto Silva Trigueiro 20. Uytamira Veloso Castelo Branco Membros da Primeira Delegacia de Campina Grande Membros da chapa "Competência, Responsabilidade e Maturidade" participam de votação realizada no dia 7 agosto na sede do CRM/PB, em João Pessoa, e na Delegacia Regional de Medicina, em Campina Grande Efetivos 1.Basílio Serrano de Souza Filho 2.Teresa Cristina Mayer Ventura da Nóbrega 3.Vladimir Gomes de Oliveira Suplentes 1. Alana Abrantes Nogueira 2. Márcio Rossani Farias de Brito 3 GERAIS Agosto . Setembro . Outubro/2008 Um é bom, dois pode ser muito muito,, e três demais Marco Aurelio Smith Filgueiras (CRM/PB -1368) Quem não conhece o ditado: "Um é pouco, dois é bom, três é demais"? Acredito que todos já ouviram ou já o viram em algum momento. Podemos não saber seu significado, nem como e porque surgiu. Segundo Marcio Cotrim, colunista do Correio Brasiliense: "A expressão ficou famosa no Brasil a partir de 1928 com o sucesso da canção Casa de Caboclo, do compositor alagoano Heckel Tavares. Nela, o refrão que ganhou popularidade, dizia assim: Numa casa de caboclo/um é pouco/dois é bom/três é demais. Mas sua origem vem de muito longe. Dois livros sagrados e multimilenares, a Bíblia e o Talmude, já registravam em suas páginas que a reunião de três pessoas era grupo grande demais para a discussão de assuntos íntimos (...)". Acreditamos que já sentimos a necessidade de usar essa sábia citação em alguma ocasião de nossa vida. Aqui vamos empregá-la visando o tratamento medico com relação ao uso de medicamentos, mas tivemos que modificá-la para adaptá-la ao nosso objetivo. De acordo com o titulo acima, pretendemos chamar atenção dos colegas que para a maioria dos nossos pacientes "um medicamento é bom, dois pode ser muito e três demais". Todos entendem que usar um fármaco, ou seja, praticar a monofarmacoterapia deve estar sempre em nossa mente em vez da polifarmacoterapia que poderá ser danosa. Reconhecemos que às vezes, mas só às vezes, temos que lançar mão desta última, em moléstias associadas, como exemplo, paciente diabético com polineuropatia, hipo ou hipertiroidismo, nefropatia e cardiopatia. Quando prescrevemos um medicamento subentende-se que é do nosso conhecimento seus efeitos farmacodinâmicos, o que ele faz no nosso organismo e seus efeitos farmacocinéticos, o que o organismo faz com ele. Mesmo que desconheçamos esses efeitos é só consultarmos o livro de Farmacologia ou mesmo o Dicionário de Especialidades Farmacêuticas (DEF), aliás, este procedimento deveria transformar-se num hábito nosso de cada dia, mesmo na hora da consulta ou do atendimento. Não somos obrigados a saber de tudo sobre Farmacologia e Terapêutica. Creia, o paciente e seus familiares adoram essa conduta do médico, porque sentem que ele esta interessado no seu caso. O medico não deve envergonhar-se em reconhecer seus limites, em "saber" que não sabe. Portanto, quando usamos um fármaco podemos monitorá-lo e acompanhar seus efeitos bons (favoráveis) ou maus (adversos) no organismo. Quando acrescentamos um segundo, entra em ação a temida interação medicamentosa (infelizmente muito esquecida da classe médica) e podemos perder aquele controle. Imaginemos então com três, quatro ou até muito mais. Quem não conhece ou pelo menos já ouviu falar de pacientes que tomam até dez ou mais diferentes remédios desnecessariamente? Porque e para que tantos medicamentos? Só para tratar sintomas? E a etiologia? Vocês já fizeram esses questionamentos para si mesmos? Se fosse com você próprio, arriscaria em tomá-los? Pensem bem antes de medicar, anotem na suas fichas ou no seu banco de dados os fármacos que porventura seu consulente já venha usando com sua dosagem e horário e reflita sobre os riscos e benefícios daquela medicação que tenciona prescrever a mais ao seu cliente. Não medique só por medicar. Vamos acabar com essa mania, com esse vicio. Alguns colegas acreditam que se não prescrever pelo menos um "medicamentozinho", um diazepanzinho, uma dipironazinha, uma carbamazepinazinha, um hipotensorzinho, um diureticozinho, um hipolipemiantezinho, e assim vai, perderá aquele paciente. Alertamos a vocês com a nossa experiência da prática de consultório: está em andamento uma mudança, um novo comportamento, estão surgindo pessoas que detestam remédio mais do que aquelas que adoram ou até mesmo se automedicam. Dalvélio Madruga é recebido em audiência pelo prefeito de Campina Grande O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, recebeu, em audiência, realizada em julho, o presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga. Na ocasião, foi discutida a excessiva demanda de pacientes atendidos no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em virtude do encaminhamento dos Postos do Programa Saúde da Família. Para contornar a situação, Dalvélio Madruga solicitou ao prefeito que fossem disponibilizados mais médicos para o quadro do hospital. Ainda na audiência, o prefeito Veneziano Vital se comprometeu em apoiar o curso de educação médica continuada em Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia, realizado pelo CRM em Campina Grande. Atendimento de urgência móvel é tema de rreunião eunião com di ver sas div ersas entidades CRM/PB e SES fazem parceria para aprimorar pr eenc himento de dec laração de óbito preenc eenchimento declaração 4 A pedido da Secretaria Estadual de Saúde, o CRM/PB será um dos colaboradores para o aperfeiçoamento do preenchimento das declarações de óbito em toda a Paraíba. De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização do CRM/PB, Eurípedes Mendonça, representantes da SES da área epidemiológica realizaram uma palestra em uma plenária do CRM com o objetivo de apresentar os dados da mortalidade na PB nos 12 núcleos regionais e sugeriram parceria com o Conselho. Ele explicou que, até 2001, a Paraíba tinha um dos piores índices de declaração de óbito por morte mal definidas/ desconhecidas, chegando à marca dos 50%. Plenária foi realizada na sede do CRM/PB Atualmente, este percentual é de 8%. Para iniciar a parceria, ficou definido que os técnicos da SES participarão do último módulo do curso de Clínica Médica, em que será abordada a ética médica, e apresentarão os procedimentos para o preenchimento correto da declaração de óbito. Já o CRM/PB foi convidado para participar de treinamentos da SES. O CRM/PB participou, na sede do Samu, em João Pessoa, de uma reunião com o objetivo de organizar o atendimento de urgência pré-hospitalar móvel na grande João Pessoa. Participaram ainda da reunião, representantes da PRF, Samu, Bombeiros, Ciope, Coren e Agevisa. Na ocasião, foi elaborado um protocolo de conduta para estabelecer o papel de cada entidade no resgate de pacientes e determinado que será firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) intermediado pelo Ministério Público. Agosto. Setembro. Outubro/2008 PARCERIAS CRM/PB e MP fir mam par ceria para eevitar vitar uso da firmam parceria medicina com fins eleitoreiros A Assessoria Jurídica e o Departamento de Fiscalização do CRM/PB estão elaborando uma cartilha educativa que vai orientar a conduta dos médicos que pretendem disputar as eleições municipais para prefeito e vereador no Estado. O documento, que já está em fase final de elaboração, irá fazer parte das ações do CRM/PB em parceria com a Procuradoria Regional Eleitoral da Paraíba. No último dia 17 de julho, o procurador regional eleitoral José Guilherme Ferraz da Costa se reuniu com o presidente do CRM/PB, Dalvélio de Paiva Madruga, para firmar parceria com o objetivo de desenvolver um trabalho educativo, em cidades pólo do estado, alertando candidatos médicos em relação às conseqüências do exercício da profissão com fins eleitoreiros. Na ocasião, estiveram presentes ainda o assessor jurídico do conselho, Rodrigo Farias, e o secretário da Procuradoria Regional Eleitoral, Paulo Lacerda. Com o trabalho educativo, o CRM/PB e o Ministério Público pretendem estimular a população a denunciar o uso eleitoreiro da profissão médica por candidatos, bem como divulgar que, se ao longo do processo eleitoral ficar constatada esta prática, o político pode perder o mandato, ser multado, declarado inelegível e, eventualmente, ser processado criminalmente por corrupção eleitoral Durante a reunião, outro ponto de discussão foi a realização de atendimento gratuito no período do processo eleitoral, indicando, de acordo com José Guilherme Ferraz, a intenção de obter um vínculo de gratidão dos eleitores, com Em reunião, são definidas estratégias de ação do CRM/PB e do MP repercussão no voto. Segundo o presidente do CRM-PB, o atendimento gratuito em consultório médico por situações anteriores, já comprovou a candidato que disputa cargo eletivo, no período ocorrência de captação ilícita de votos, uso eleitoral, contraria principalmente o artigo 65 do promocional da distribuição gratuita de serviços Código de Ética Médica, porquanto angaria médicos, por parte de candidatos médicos, que dividendos políticos. chegaram a atender eleitores em hospitais O procurador regional eleitoral públicos durante o período de campanha argumentou ainda que a Justiça, em diversas eleitoral. CRM/PB apóia Con gresso Re gional de Colopr octolo gia Cong Regional Coloproctolo octologia O XXV Congresso Regional Norte-Nordeste de Coloproctologia foi realizado em João Pessoa, de 17 a 19 de julho deste ano, no Hotel Tambaú. Esta foi a segunda vez que a Capital paraibana organizou o evento. Neste ano, o congresso contou com 16 especialistas de outros estados brasileiros, além dos profissionais paraibanos. A médica Angelita H. Gama, referência em coloproctologia, também participou do evento. Houve apresentações, palestras e debates de grande importância para o aperfeiçoamento dos médicos. O Conselho Regional de Medicina da Paraíba foi uma das entidades que apoiou o congresso e teve membros da diretoria participando ativamente. O CRM/ PB também esteve presente na ala dos estandes, apresentando obras editadas pelo Conselho. No dia 18, o presidente do CRM, Dalvélio Madruga, presidiu o Angelita Gama e Dalvélio Madruga Curtas XIII Congresso Paraibano de Cardiologia Médicos de todo o Estado participaram entre os dias 14 e 16 de agosto do XIII Congresso Paraibano de Cardiologia, no Espaço Cultural do Unipê. O evento foi aberto pelo presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia - seção Paraíba, João Alfredo Falcão da Cunha Lima, e pelo presidente do Congresso, Marco Antônio de Vivo Barros. No dia 14 de agosto é comemorado o Dia do Cardiologista. Título de Cidadão Pessoense O cardiologista Ítalo Kumamoto recebeu o título de cidadão pessoense, na Câmara Municipal de João Pessoa, no dia 15 de agosto. O presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga, prestigiou o evento. Assembléia O CRM/PB realizou, no dia 30 de junho, Assembléia Geral com o objetivo de reunir os médicos da Paraíba para a apresentação do relatório, por exigência da legislação eleitoral. painel "Dilemas em CA Colorretal" e no dia 19, presidiu a conferência "Consentimento Informado", que teve como secretário o tesoureiro do CRM, Fernando Serrano. Fernando também presidiu o painel "Constipação Intestinal", no dia 18 de julho. O congresso foi organizado pela Sociedade Paraibana de Coloproctologia e contou com a participação de grande número de médicos e estudantes paraibanos. "A realização do XXV Congresso aqui em João Pessoa foi de grande importância para o nosso Estado. Tivemos a presença de diversos colegas experientes, que vieram trocar idéias e promover debates com os profissionais da nossa região. Isso favorece o avanço dos profissionais e, conseqüentemente, da população paraibana", ressaltou a presidente do congresso, Cristina Rique. Fórum Ética e Pesquisa / Revisão da Declaração de Helsinki O CFM e a AMB organizarão nos dias 19 e 20 de agosto, em SP, o Fórum Ética e Pesquisa/ Revisão da Declaração de Helsinki. O presidente do CRM/PB participou do evento que debateu temas como a pesquisa em seres humanos, a situação atual da Declaração de Helsinki, particularmente o uso de placebo, pesquisa em crianças. Foi a primeira vez que um país da América Latina sediou reuniões para revisão do texto. 5 CAPA Agosto . Setembro . Outubro/2008 CRM/PB completa 50 anos e comem Os 50 anos de fundação do Conselho Regional de Medicina da Paraíba foram comemorados no dia 29 de agosto, com uma programação que privilegiou o resgate da história da entidade. Para organizar o evento do Cinqüentenário, o presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga, delegou uma Comissão Organizadora, composta pelos médicos João Gonçalves de Medeiros Filho, Manoel Jaime Xavier e Francisco Orniudo Fernandes. "Comemoramos com orgulho o cinqüentenário do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, uma conquista de antigos companheiros, que tem suas raízes vincadas na criação dos Conselhos de Medicina nos idos de 50", destacou Dalvélio Madruga. Para marcar a data foi editada uma revista, na qual foram registrados fatos significativos da história do conselho, e que contou com a colaboração dos ex-presidentes da entidade, assim como de médicos e funcionários do conselho que foram testemunhas da história. Complementam também as festividades do Jubileu de Ouro, a obliteração de um selo comemorativo, o plantio de uma muda de Plátano (árvore originária da Ilha de Cós, na Grécia, onde Hipócrates iniciava os discípulos na arte médica) no pátio interno da sede, e ainda a criação do Museu da Imagem e do Som. 6 "Esperamos, com isso, estar contribuindo para o resgate da história do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, além de homenagear aqueles que, por delegação de seus colegas, abriram caminhos, honraram e dignificaram esta Casa", ressaltou o presidente da Comissão Organizadora, João Medeiros Filho. Reunião dos ex-presidentes com a comissão organizadora do Julibeu de Ouro Em 1958, um grupo de médicos se reuniu em seu consultório para traçar as diretrizes do Conselho. Portanto, o sergipano Dr Dias, foi um dos fundadores do CRM/PB e tinha a inscrição de nº 01 da entidade. Foi presidente do CRM/PB por dois mandatos, ficando de 1958 até 1968. Ele teve grande atuação também no Ensino da Medicina e nos aspectos educacionais e esteve presente na instalação da Faculdade de Medicina da Paraíba no Teatro Santa Roza, em março de 1952. Em 1971 tomou posse como diretor da Faculdade de Medicina da UFPB. Com seu falecimento em 31 de agosto de 1992, a UFPB e o Hospital Universitário o homenagearam dando ao bloco de assistência médica ambulatorial a denominação “Ambulatório Prof Dr Antônio Dias dos Santos”. Foi presidente do CRM/PB por dois mandatos, ficando de 1968 a 1978. Uma de suas primeiras providências foi sediar o Conselho nas dependências da Sociedade de Medicina e Cirurgia da Paraíba. Durante sua gestão, foram seguidos os passos da administração anterior, procurando melhorar o relacionamento do Conselho com o médico. Ainda no primeiro mandato, foram contratados funcionários para o setor administrativo. Alguns ainda continuam em plena atividade no atual conselho: Maria do Socorro Dias, Maria do Desterro Gomes e Jonas do Nascimento Paiva. Com a inscrição de novos profissionais, houve a aquisição de uma sede, com auxílio financeiro do CFM. Foi comprada uma sala no Edifício Cinco de Agosto, na rua Duque de Caxias. Depois foram adquiridas as outras salas do mesmo andar, onde foi possível instalar presidência, secretaria, tesouraria e plenário. Obstet vasto coleg presid e 19 divu part Facu era professor e vi Conselho como órgão voltado ao exercício da Medicina. Amigo do Dr decisivamente na organização do C Conquistou a confiança da classe eleito Conselheiro Federal, contrib cumprisse sua missão em defesa Seu mandato foi marcado pelo característica marcante de sua perso por colegas como um intelectual a Agosto. Setembro. Outubro/2008 CAPA memora data com resgate da história O início: do consultório do Dr. Dias à moderna sede na Pedro II Reunidos em uma das salas do consultório do Dr. Antônio Dias dos Santos, na avenida Visconde de Pelotas, no Centro de João Pessoa, em 1958, um grupo de médicos traçou as diretrizes que transformariam uma comissão provisória no atual Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM/ PB). A nova entidade foi instalada definitivamente em 25 de agosto de 1958 e, após ganhar nova dimensão, passou a desenvolver suas atividades de acordo com as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina e pela lei nº 3.268/57, regulamentada pelo decreto nº 44.045/58. Capa da revista em comemoração ao Jubileu de Ouro do CRM/PB Após sua oficialização como órgão fiscalizador e supervisor da ética médica, o CRM/PB sediou-se Edifício Enterprise, no Centro, onde permaneceu até 2006. Neste ano, na Sociedade de Medicina e Cirurgia, hoje Associação Médica da foi transferido para as modernas instalações na avenida Pedro II , Paraíba. Em 1972, adquiriu sua primeira sede própria, na rua Duque de atendendo a demanda crescente da instituição, dos médicos e da Caxias, no Edifício Cinco de Agosto. No ano de 1993, mudou-se para o sociedade. Obstetra conceituado e com um vasto relacionamento com os colegas, Everaldo Soares presidiu o CRM/PB entre 1978 e 1982. Em sua gestão, divulgou na universidade, particularmente na Faculdade de Medicina, onde professor e vice-diretor, a atuação do voltado ao aprimoramento ético do Amigo do Dr Antônio Dias, colaborou anização do Conselho, no seu início. a da classe médica e foi indicado e deral, contribuindo para que o CFM o em defesa de uma medicina ética. arcado pelo cavalheirismo, uma e de sua personalidade. É considerado intelectual a serviço da medicina. Assumiu a presidência do CRM/ PB entre 1º de outubro de 1983 e 30 de setembro de 1988, após ser disputada a primeira eleição com mais de uma chapa. Uma das primeiras providências foi promover a função fiscalizadora do Conselho, em ações conjuntas com órgãos públicos, para avaliar as unidades de saúde do Estado. Em sua gestão, foi elaborado e aprovado o regimento interno. Em 1984, foram iniciadas sindicâncias e instaurações de processos ético-disciplinares. Em 14 de fevereiro de 1986, licenciou-se do Conselho para disputar eleição à Assembléia Constituinte. Em janeiro de 1987 reassumiu suas funções no CRM/PB. O ano de 1987 foi marcado pela participação do CRM/PB na I Conferência Nacional de Ética Médica e pelo início da informatização do Conselho. Em 1998, foram realizadas Jornadas em João Pessoa, Sousa, Patos e Campina Grande. Como vice-presidente, assumiu o CRM/PB em função do afastamento do presidente Genival Veloso de França, que candidatou-se ao pleito eleitoral. Foi o primeiro conselheiro a assumir a presidência do CRM/ PB residindo no interior do Estado, em Campina Grande. Neste período, estava também na direção do Sindicato dos Médicos de Campina Grande. Esta época foi marcada pela criação e instalação de uma Comissão de Ética Hospitalar, que foi presidida pelo conselheiro José Eymard. Participou ainda de questões relativas ao projeto de lei do deputado Clarence Pires, relacionado com drogarias e farmácias, com o intuito de transformá-las em postos de medicamentos. Em março de 1986, após vários debates, foi normatizada a emissão de atestados médicos pelos profissionais vinculados a Assembléia Legislativa e às Câmaras Municipais. 7 CAPA Agosto . Setembro . Outubro/2008 CRM/PB: compromisso com a classe médica e a sociedade civil Durantes seus 50 anos de existência, as diversas diretorias do Conselho entenderam que não poderiam limitar sua atuação a aspectos cartoriais e de fiscalização, ficando à margem de questões de maior relevância, que envolvem diretamente o ato médico, como condições de trabalho, remuneração justa, qualificação profissional. Dessa forma, a instituição começou a ajustar-se aos anseios da classe médica, mudando sua atuação de forma significativa na busca do aprimoramento da relação médicopaciente, qualificação permanente e de melhores condições de trabalho, que se traduzem em segurança, dignidade profissional e resposta às necessidades da sociedade. "A população está cada vez mais carente de uma medicina que corresponda às suas demandas, frente a uma política de saúde caótica, desconexa com as diversas diferenças regionais, que não respeita o médico, o cidadão e nem sequer assegura condições adequadas para a realização do ato médico", ressalta Orniudo Fernandes. "Nesse contexto, o Conselho tem sido um guardião incansável, denunciando junto aos órgãos públicos as precárias condições de trabalho, detectadas pelo seu Departamento de Fiscalização e apontando soluções que resgatem o respeito e a dignidade profissional, tão vilipendiada pelo pouco caso das autoridades", completa Manoel Jaime. 8 Presidiu o CRM/PB em três ocasiões. Em seu primeiro mandato, continuou com o processo de interiorização do Conselho, com os Encontros Ético-MédicoCientífico. Em 1993, foi adquirido um espaço maior para a sede do Conselho, no Edifício Enterprise. Em seu terceiro mandato, quando o CRM requeria novas acomodações, foi adquirido o terreno onde seria instalada a atual sede do conselho. Em sua primeira gestão, ficou temporariamente afastado e foi substituído por José Eymard e, posteriormente, por Humberto Gouvêa. Retornou em 2001, intensificou as ações de fiscalização e direcionou os trabalhos para outras funções, como a social e política. Foi realizado concurso para Médico Fiscal, criadas as Câmaras Técnicas em 17 especiali-dades médicas e participação no lançamento da CBHPM. Foram também iniciados os cursos de Educação Médica Continuada, em várias cidades do Estado. Em 2001, foi inaugurada a 1ª Delegacia do CRM. Em 2003, foi eleito para o terceiro mandato, deixando a presidência em abril de 2004. Entidade é referência tanto para a categoria médica quanto para a população quando o assunto envolve interesses profissionais e sociais relacionados à saúde e ao exercício da profissão Assumiu a presidência do CRM/PB por três vezes. A primeira vez foi em 1989, quando o presidente João Modesto Filho licenciou-se, passando o cargo para o vice, José Eymard. Em julho de 1989 foi eleito delegado titular para representar o CRM/ PB no plenário do CFM. Em 10 de abril de 1990, João Modesto reassumiu a presidência, mas se licenciou em julho de 1992, novamente. Neste ano, foi instalada a 1ª Delegacia do CRM/PB em Campina Grande. Em agosto de 1993, em nova eleição, José Eymard foi escolhido presidente. Durante este mandato, realizou várias ações: I Encontro dos Conselheiros do CRM/PB; V Encontro dos CRMs do Nordeste; integração com o interior do Estado; cobrança dos governantes estadual e federal de uma saúde que atendesse as necessidades dos usuários e dos médicos; fiscalização dos hospitais paraibanos; aprovação do “Colégio de Presidentes”; reforma gráfica do jornal do CRM/PB. Ocupou por dois mandatos a presidência do CRM/PB. Em novembro de 1996 o presidente José Eymard assumiu a Secretaria de Saúde de João Pessoa e os conselheiros elegeram o então secretário geral, Humberto dos Santos. Suas principais ações foram: criação da coordenadoria de fiscalização de serviços médicos; aperfeiçoamento do processo de convalidação de diplomas; luta contra fraudes nas transferências ex-officio de estudantes de medicina; engajamento na campanha “Natural é parto normal”; realização do XXII Encontro dos Conselhos Regionais de Medicina do Nordeste. Em 1998, houve eleição e a chapa encabeçada por Humberto foi vitoriosa. Ele ficou na função até 7 de fevereiro de 2001. Principais ações deste segundo mandato: aprimoramento do jornal informativo; realização do VII Seminário de Integração das atividades do CRM em Patos e Sousa; convênio entre CRM/PB e Ministério Público Estadual; parceria entre CRM/PB e Associação Médica; aquisição de veículo destinado à fiscalização. CAPA Agosto. Setembro. Outubro/2008 Criação dos Conselhos: necessidade de regulamentação da profissão A História da Medicina no Brasil remonta aos primeiros anos do século XIX, quando são ministradas, em Ouro Preto, Minas Gerais, as primeiras lições de Medicina. Mas foi na Bahia, em 18 de fevereiro de 1808, que o príncipe regente Dom João VI, criou oficialmente a primeira escola de Medicina do país. Institucionalizada a Medicina no país, houve a necessidade de se regulamentar a profissão médica. Nas primeiras décadas do século XX começam a ser implementadas ações nessa direção, no IV Congresso Sindicalista Brasileiro. Na oportunidade, constatou-se a necessidade de um órgão para fiscalizar e disciplinar o exercício da profissão. Em 30 de setembro de 1957, a lei foi sancionada pelo então presidente e médico Juscelino Kubitschek, que transforma os Conselhos em autarquias dotadas de personalidade jurídica, com autonomia financeira e administrativa, modelo institucional que continua existindo até hoje. Atualmente, os Conselhos Regionais de Medicina funcionam como órgãos de defesa da sociedade e têm por obrigação fiscalizar, normatizar e disciplinar a profissão médica, assegurando desse modo, por um lado, o exercício de uma medicina ética, regida por um forte espírito humanitário e, por outro lado, garantindo a punição daqueles que vierem a infringir a ética, denegrindo com seu comportamento a classe médica. "Agindo dessa forma, estamos, ao mesmo tempo, contribuindo para o bem estar do ser humano, para a defesa dos direitos do cidadão e garantindo o prestígio, o conceito e a dignidade da profissão", ressalta Dalvélio Madruga. Com seriedade e compromisso, o CRM/PB é o ponto de diálogo da categoria e a entidade responsável pela fiscalização do exercício ético profissional No fim de janeiro de 2001, com a renúncia de Humberto Gouvêa, os conselheiros reunidos decidiram pela eleição do vicepresidente, José Mário Espínola. Nesta época, o Conselho passava por um momento de disputas internas, que foram restauradas com o novo presidente, que tinha total apoio de grande parte dos conselheiros. Em seu mandato, pela primeira vez, o Conselho adotou a votação nominal aberta em um julgamento. Outras ações: foi promovida a transferência das instalações da 1ª Delegacia Regional de Medicina, em Campina Grande; reativado o jornal do CRM; participação ativa no Fórum dos Genéricos; participação na Reforma do Código de Processo Ético, no CFM; inauguração do quadro “Alegoria à Medicina”, do artista plástico Flávio Tavares. Deixou o cargo em 1º de abril de 2001. Em 2003, foi eleito como vicepresidente na c h a p a encabeçada por João Modesto. Em dezembro de 2003, foi inaugurada a sede da 1ª Delegacia de Campina Grande, cidade na qual residia Norberto. Em março de 2004, João Modesto renuncia à presidência e Norberto passa a ocupar o cargo. Durante o curto período em que foi presidente do conselho, deu seguimento à elaboração do plano de cargos e salários dos colaboradores do conselho e implantou a câmara técnica dos médicos do PSF. Por residir em Campina Grande e por motivos pessoais, declarou vacância do cargo de presidente e conduziu à eleição o atual presidente, Dalvélio Madruga. Atualmente, continua no cargo de vicepresidente. Iniciou sua gestão em 1º de junho de 2004, após o afastamento de João Modesto Filho. Estabeleceu como meta prioritária assegurar o perfeito desempenho ético da Medicina e a manutenção do prestígio e do bom conceito da profissão. Por isso, no ato de inscrição dos novos médicos, há uma solenidade na qual são feitas explanações acerca das obrigações e deveres dos novos profissionais. Em parceria com o CFM implantou o Projeto de Educação Médica Continuada. Além de Clínica Médica, contempla Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia. Abrange Sertão, Cariri, Brejo, João Pessoa e Campina Grande. Há também uma luta incessante contra a abertura indiscriminada de escolas médicas. Iniciou também uma mobilização em favor de um SUS forte, eficaz e respeitável. 9 GERAL Agosto . Setembro . Outubro/2008 Mo vimento médico conse gue bons rresultados esultados e Movimento consegue demonstra unidade da cate goria categ Entre os dias 2 de junho e 23 de julho, os médicos do quadro efetivo e que prestam serviço à Prefeitura Municipal de João Pessoa cruzaram os braços e encamparam uma verdadeira luta com a Secretaria Municipal de Saúde para garantir que a gratificação de desempenho de produtividade tivesse um valor fixo e contemplasse toda a categoria. O movimento, que durou mais de 50 dias, demonstrou a força e organização do grupo, que foi liderado pelo Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed/PB). "Nosso movimento sempre foi em defesa de um melhor atendimento para a população. Conseguimos acabar com a proposta de pagamento através de produção e demonstramos que os médicos não aceitam um PCCR sem discussão com a categoria", garantiu Tarcisio Campos, presidente do SIMED/PB. Sobre o resultado do movimento, Tarcísio Campos disse que para o sindicato, o maior ganho foi político. "Colocamos o sindicato como o grande defensor dos médicos. Justiça seja feita, não conseguiríamos chegar onde chegamos se não tivéssemos o apoio do CRM/ PB e da Associação Médica da Paraíba". O Simed propôs ainda criação do Fórum em Defesa do SUS, no qual toda a sociedade e os gestores poderão debater e propor alternativas para viabilizar esse importante sistema de atenção à saúde. Representantes de entidades médicas se reuniram no auditório do CRM/PB para discutir o movimento ANS promove encontro sobre a TISS Nos dias 13 e 14 de agosto, a Agência Nacional de Saúde (ANS) promoveu um préencontro, em Salvador (BA), sobre a TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar), intitulado “Implantação, Avanços e Perspectivas”. O presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga, esteve presente no evento e afirmou que há vários pontos polêmicos sobre a TISS, que não foram abordados no encontro. Segundo o presidente, só foram explorados os pontos positivos da TISS. CRM/PB participa de Fórum Mundial de Direito Médico e Bioética 10 O presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, Dalvélio Madruga, o diretor do Departamento de Fiscalização, Euripedes Mendonça, o conselheiro Ronivaldo Barros, e o assessor jurídico Rodrigo Farias, participaram entre os dias 30 de julho e 02 de agosto do Fórum Mundial de Direito Médico e Bioética, que foi realizado em Recife. Rafael Vale e Reis (de Portugal), Eduardo Dantas (presidente do O evento Fórum), Dalvélio Madruga, Euripedes Mendonça e Genival Veloso debateu, entre outros temas, "O direito médico e a interpretação jurisprudencial no Brasil; A postura religiosa das Testemunhas de Jeová quanto a tratamento de saúde; Relação médico - paciente: compromisso ético do profissional". O Fórum contou com a participação de diversos pesquisadores da área, inclusive conferencistas de renome internacional, que fizeram exposições sobre os mais importantes temas vinculados à área médica, com reflexos no setor jurídico. “No entanto, há vários pontos polêmicos, principalmente os que dizem respeito ao sigilo médico e à intimidade e privacidade do paciente, que são direitos do cidadão, de acordo com a Constituição Federal”, ressaltou Dalvélio. Ele ainda acrescentou que para a implantação efetiva da TISS ainda há muito a ser discutido e modificado. Dalvélio ainda lembrou que o CRM/ PB já entrou com ação na Justiça Federal e recurso na 5ª Região contra a implantação da TISS da forma que vem sendo anunciada. CREMEPE lança li vr o na Assembléia livr vro Le gislati va da PB Legislati gislativ Como resultado de quatro anos da Caravana do Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco), foi lançado no dia 14 de agosto, na Assembléia Legislativa da Paraíba, o livro “Severina, que vida é essa?”, de autoria de mais de 100 pessoas que viajaram por todos os municípios de Pernambuco. A obra traz de forma detalhada um retrato da realidade das condições desumanas que vivem milhares de pernambucanos. Na mesma ocasião, também foi lançado o livro “Trabalho escravo contemporâneo no Brasil”, de autoria do padre e professor, Ricardo Rezende Filgueiras e colaboradores. Participaram do evento o vice-presidente do Cremepe, André Longo; o coordenador da Caravana do Cremepe, Ricardo Paiva; o presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga; a vicereitora da UFPB, Yara Matos; o deputado estadual Rodrigo Soares; o juiz de direito Gustavo Procópio; além de representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/PB, das pastorais e da Igreja Católica. Agosto. Setembro. Outubro/2008 MEMÓRIA Dr val Soar es Londr es Dr.. Geni Geniv Soares Londres UM PARAIBANO GENIAL Luiz Roberto Londres Médico pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (1965) Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1988) Um dia, prestes a viajar aos Estados Unidos para estudar Engenharia, um jovem idealista, nascido na Paraíba, fez uma visita a Salvador que mudou o rumo de sua vida. Conheceu a Faculdade de Medicina da Bahia e descobriu ali sua vocação. Genival Londres nasceu em João Pessoa, em 10 de novembro de 1899, filho do casal Manoel Soares Londres (farmacêutico) e Virgília Borges Soares Londres. Começou a cursar Medicina na Bahia, mas terminou os estudos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1921, onde também fez doutorado. Sua tese tinha por título "Semiótica e Semiogênese da Hemoclasia". Em 1922, regressando ao seu estado natal, desenvolveu intensa atividade clínica, inclusive trabalhando denodadamente no serviço de profilaxia rural localizado no município de Rio Tinto(PB) e, em João Pessoa, junto ao Hospital Santa Isabel da Santa Casa de Misericórdia. Dos seus 4 irmãos, 3 se tornaram médicos, a saber, Adhemar, José e Ivan e um deles, Manoel, tornou-se farmacêutico como seu pai. Suas duas irmãs, Ivone e Eunice, casaram-se com médicos: Ivone com Silvino Nóbrega e Eunice com João Medeiros, estes com dois filhos médicos, Jacinto e João. Genival Londres dedicou-se à profissão em diversas frentes: foi médico do serviço público, professor, teve consultório particular e fundou em 1933, o Sanatório São Vicente, hoje Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro. Sua carreira docente iniciou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro com a tese "Das Dextrocardias", tendo trabalhado com mestres como Clementino Fraga, Miguel Couto e Aloysio de Castro. Como livre docente foi responsável pelo curso equiparado de clínica médica, cuja procura costumava superar os cursos oficiais. Foi membro fundador da Escola de Ciências Médicas, hoje Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O reconhecimento de seu trabalho abriulhe as portas da Academia Nacional de Medicina, onde ingressou e, em 1934, chegou à vice-presidência. Publicou diversos trabalhos e livros, sendo "Hipertensão arterial, patologia, clínica e terapêutica", o primeiro livro sobre distúrbios de pressão arterial publicado no Brasil, o mais conhecido e até hoje atual em seus postulados. Em meados da década de 30 em uma estação de águas, Caxambu, conheceu Stella Garcia Rosa com quem viria a se casar em janeiro de 1939. Ela filha de um sergipano, Leônidas e de uma piracicabana, Francisca, mesmo nome de seu avô, Francisco Londres, pai de Manoel. Tiveram três filhos, Maria Stella, Maria Cecília e Luiz Roberto que também se formou em Medicina. Em 1949 Genival Londres, proferindo célebre conferência na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, afirmava textualmente: "Não há tratamento para a hipertensão arterial." Foi membro fundador, inclusive junto com Manoel de Abreu, da Sociedade Brasileira de Radiologia e Eletrologia. Aliado a um grupo de médicos, ajudou a fundar, no início da década de 30, a Sociedade de Cardiologia e Hematologia, que tinha a proposta de divulgar pesquisas e publicações que ajudassem a reduzir os índices de mortalidade dos doentes do coração. Teve curta duração, mas foi a semente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, criada em 1943, tendo novamente Genival Londres entre seu fundadores. Foi ainda membro honorário do Sindicato Médico Brasileiro e membro correspondente da Sociedade Argentina de Cardiologia. Como católico devotado e preocupado em amenizar o estado psicológico do paciente em sua fase terminal, resolveu propor e obteve a aprovação do Concílio do Vaticano da mudança do uso da expressão "Extrema Unção" para "Santa Unção, sacramento dos enfermos". Por essa e muitas outras razões é que o saudoso professor Newton Nobre de Lacerda, seu colega de turma e afeiçoado amigo costuma chamá-lo de "Genial" termo por coincidência, muitos anos depois repetido pelo notável médico e escritor Pedro Nava Em 1954, seguindo o modelo americano, montou um ambulatório de Cardiologia para a rede pública de saúde, que deu origem ao Instituto de Cardiologia do Rio de Janeiro, hoje conhecido como Hospital Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro. Durante a década de 50, Genival Londres se especializou em Eletrocardiogramas e foi considerado o introdutor deste tipo de exame diagnóstico no Brasil, aplicado à prática clínica. Duas características que marcavam sua personalidade: um profundo interesse nas novas contribuições em todos os campos, o que o levou a estudar, muito antes de ser implantado no Brasil, o processo de xerografia, e uma conduta ética exemplar. Jamais permitiu que qualquer outro interesse estivesse à frente de seu compromisso em relação a seus pacientes. Genival Soares Londres faleceu na cidade de Rio de Janeiro, em 31 de Janeiro de 1977, tendo a imprensa nacional unanimemente registrado seu nome entre as grandes figuras da medicina brasileira no século. Na Academia Paraibana de Medicina o médico Genival Soares Londres é o Patrono da Cadeira de número dezessete, tendo como primeiro ocupante o Acad. Jacinto L. G. de Medeiros. 11 FISCALIZAÇÃO Agosto . Setembro . Outubro/2008 CRM/PB detecta falhas e boas soluções em hospitais paraibanos Ao longo dos últimos anos, o Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Medicina (CRM/PB) visitou 181 municípios paraibanos e destacou diversos pontos positivos e negativos encontrados nas unidades hospitalares. “Apesar de termos muitos problemas comuns em grande parte dos hospitais visitados, muitos deles encontraram soluções inteligentes e viáveis, que vêm melhorando o atendimento à população”, ressalta o diretor do Departamento de Fiscalização, Eurípedes Mendonça. De acordo com Eurípedes Mendonça, as fiscalizações do CRM são de ordem rotineira ou demandada por denúncias ou determinações do Ministério Público e outras instituições."O objetivo deste levantamento estatístico é contribuir para a melhoria da resolutividade das casas de saúde, enfatizando iniciativas pioneiras, inéditas, implementadas em algumas cidades de pequeno porte e que poderiam ser disseminadas por todo o território paraibano. Ao mesmo tempo, é reconhecido o esforço de alguns gestores de saúde na busca permanente da melhoria da oferta de seus serviços", destacou o diretor do Departamento de Fiscalização. A seguir, os pontos positivos observados pelo Departamento de Fiscalização nos hospitais do interior do Estado: Apesar de diversos pontos positivos, a maioria dos hospitais ainda apresenta diversos problemas. O Departamento de Fiscalização destacou 21 pontos negativos que devem ser corrigidos: 12