Agosto. Setembro. Outubro/2008
Porte Pago
DR/PB
PTR/PB 270/93
INFORMATIVO DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DA PARAÍBA - CRM/PB
João Pessoa . Agosto/Setembro/Outubro de 2008 . Nº 76
1
EDITORIAL
Agosto . Setembro . Outubro/2008
EXPEDIENTE
50 anos de Conselho de
Medicina da Paraíba:
orgulho – rref
ef
le
xão
efle
lexão
Presidente
Dalvélio de Paiva Madruga
Vice-presidente
Norberto José da Silva Neto
1º Secretário
João Gonçalves de Medeiros Filho
2º Secretário
Roberto Magliano de Morais
Tesoureiro
Fernando O. Serrano de Andrade
Corregedor
José Mário Espínola
Diretor de Fiscalização
Eurípedes S. Mendonça de Souza
CONSELHEIROS DO CRM PB
Alberto Luiz Duarte Marinho
Carlos Roberto de Souza Oliveira
Dalvélio de Paiva Madruga
Deborah Rose Galvão Dantas
Ednaldo Dantas de Almeida
Eurípedes S. Mendonça de Souza
Evandro Pinheiro do Egypto
Fernando Antônio F. dos Santos
Fernando Oliveira S de Andrade
Francisco Marcelo B. de Carvalho
Genário Alves Barbosa
Geraldo de Almeida Cunha Filho
Gilka Paiva Oliveira Costa
Hidelberto Evangelista de Brito
João Alberto Morais Pessoa
João Gonçalves de Medeiros Filho
João Modesto Filho
José Mário Espínola
José Paulo de Sá Sarmento
José Ruberval Farias Maciel
Lautônio Loureiro Cavalcante
Manoel Jaime Xavier Filho
Manoel Nogueira Neto
Maria das Neves G. C. Bezerra
Maria do Rosário B. de Oliveira
Maria José Claudino de Pontes
Mário Toscano de Brito Filho
Norberto José da Silva Neto
Orlando Xavier de Figueiredo
Paulo Roberto Dantas da Nóbrega
Otávio Sérgio Lopes
Pedro Félix Filho
Remo Soares de Castro
Ricardo Antônio Rosado Maia
Roberto Magliano de Morais
Ronivaldo de Oliveira Barros
Rosalina Jenner Rosas
Rozevânia Árabe Rimá
Ussânio Mororó Meira
Vladimir Gomes de Oliveira
Walter Fernandes de Azevedo
Wilberto Silva Trigueiro
Delegacia de Campina Grande
Delegado
Basílio Serrano S. Filho
1º secretário
Milton Antonio G. de Oliveira
2º secretário
Hermano José Souto Maior
Suplentes
Ademir Costa Wanderley
Teresa Cristina Ventura
Conselho editorial do Jornal CRM-Paraíba
Dalvélio Madruga
Eurípedes Mendonça (Editor)
João Gonçalves de Medeiros Filho
José Mário Espínola
CRM-PB
Av. Dom Pedro II 1335 - Centro - João Pessoa - PB
Cep: 58040-440 . Fone: (83) 2108-7200 . Fax. (83) 2108-7215
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Site: www.crmpb.org.br
Gráfica Santa Marta
20 de agosto de 2008
Redação e Edição
2
Formato Assessoria de Comunicação
Rua Rodrigues de Aquino, 672, Jaguaribe
Fone: (83) 8831-1556/8815.7887
[email protected]
Jornalistas Responsáveis:
Luciana Oliveira - DRT/DF 1.849/97
Kaylle Vieira - DRT/PB 0279/03-59
Foto Capa: Ricardo Junqueira
Com orgulho comemoramos o cinqüentenário do
Conselho Regional de Medicina da Paraíba. Uma conquista de
antigos companheiros, que tem suas raízes vincadas na criação
dos Conselhos de Medicina nos idos de 50.
Institucionalizada a medicina no país, passava a se sentir,
com o surgimento dos novos profissionais formados, a
necessidade de se regulamentar a profissão médica.
Funcionando como órgãos de defesa da sociedade, os
Conselhos têm, como é do conhecimento de todos, por obrigação
precípua, normatizar, disciplinar e fiscalizar a profissão médica,
assegurando desse modo, por um lado, o exercício de uma
medicina ética, regida, sobretudo por um forte espírito humanitário
e por outro a fiscalização daqueles que vierem a infringir essa
ética, denegrindo com seu comportamento a classe a que
pertence. Assim agindo, estaremos, ao mesmo tempo,
contribuindo para o bem-estar do ser humano, para a defesa
dos direitos do cidadão e garantindo o prestígio, o conceito e a
dignidade do médico.
Logo após a regulamentação da Lei 3.628, efetivada pelo
decreto 44.045 de 19 de julho de 1958, por iniciativa de um grupo
de médicos que aqui na Paraíba exerciam a sua profissão,
embora tenham se formado fora do Estado, uma vez que a
Faculdade de Medicina só começou a funcionar em 1951, nasce,
o nosso Conselho Regional. Em 20 de julho de 1958, na sede
do Conselho, instalada na Praça 1817, nº 58, foi realizada a
primeira eleição. Da primeira diretoria provisória fizeram parte os
doutores Antonio Dias dos Santos, Orlando Farias, Everaldo
Soares Ferreira, Clóvis Beltrão de Albuquerque e João Coelho
da Silva. Do início até os dias de hoje, estiveram à frente do
Conselho onze colegas. Foram os doutores: Antônio Dias dos
Santos, Antônio Batista Ramos; Everaldo Ferreira Soares; Genival
Veloso de França; Hermano José Souto Maior; João Modesto
Filho; José Eymard Moraes de Medeiros; Humberto dos Santos
Gouvêa; José Mário Espínola; Norberto José da Silva Neto e o
autor deste texto. Desses todos, apenas três, não compartilham
hoje dos nossos festejos, por já terem deixado o convívio terrestre,
mas certamente de onde se encontram, estão vibrando conosco
pela continuidade da obra para a qual tanto contribuíram.
Como se vê, o esforço dos pioneiros não tem sofrido
solução de continuidade, de modo que podemos comemorar com
alegria esses cinqüenta anos do nosso Conselho, pois apesar
das lutas travadas, das pedras surgidas no meio do caminho,
mas corajosamente removidas, dos sonhos ainda não realizados,
podemos dizer que somos vitoriosos. Como o poeta Thiago de
Mello, afirmamos: “Não somos nem melhores nem piores. Somos
iguais. Melhor é a nossa causa.” E a nossa causa foi, é e será
sempre o fortalecimento, o crescimento, a projeção cada vez
maior do nosso Conselho Regional de Medicina. Que nos
próximos cinqüenta anos, os nossos pósteros tenham como
nós muito a comemorar e mais e mais avanços permeiem os
tempos vindouros!
Dalvélio de Paiva Madruga
Presidente do Conselho Regional
de Medicina da Paraíba
ELEIÇÕES
Agosto. Setembro. Outubro/2008
Médicos ele
gem conselheir
os e dir
etoria do CRM/PB
eleg
conselheiros
diretoria
será definida em outubro
Os médicos da Paraíba elegeram no
último dia 7 de agosto a chapa "Competência,
Responsabilidade e Maturidade", com 20
conselheiros e 20 suplentes, que irão compor
a diretoria do Conselho Regional de Medicina
da Paraíba (CRM/PB). A chapa, coordenada
pelo atual presidente Dalvélio Madruga, teve
86% dos votos válidos.
Dos 2.665 médicos que votaram,
2.296 escolheram a chapa 1. Também foram
escolhidos os membros da Primeira Delegacia
Regional de Campina Grande, composta por
três conselheiros e dois suplentes.
A posse dos conselheiros e suplentes
será no dia 1º de outubro. Nessa data, na
primeira plenária do CRM/PB, os 20
conselheiros efetivos irão escolher o
presidente da entidade. Este, por sua vez,
nomeia o restante da diretoria.
Na capital, as eleições foram realizadas
na sede do CRM, localizada na Avenida Pedro
II, 1.335, no Centro. Já em Campina Grande ,
os médicos compareceram à Delegacia
Regional de Medicina,
situada
na
Rua
Desembargador Trindade, 173, no Centro da
cidade. Os médicos
residentes nas demais
cidades do Estado
votaram por correspondência, que foi
remetida para a sede do
Conselho, conforme
recomendado na circular
que acompanha o
material necessário ao
exercício do voto.
As eleições
no CRM/PB acontecem Médicos comparecem às eleições do Conselho
a cada cinco anos.
Portanto a chapa eleita, ficará à frente da
Na eleição deste ano, foi inscrita apenas uma
entidade de outubro de 2008 a outubro de 2013.
chapa.
Confira os médicos eleitos para o Conselho e seus suplentes
Efetivos
Suplentes
1. Alberto Luiz Duarte Marinho
1.Ana de Lourdes Vieira Fernandes
2. Carlos Roberto de Souza
2.Aurélio José Gonsalves de Melo Ventura
3. Dalvélio de Paiva Madruga
3.Cláudio Orestes Britto Filho
4. Eurípedes Sebastião Mendonça de Souza
4.Débora Eugênia Braga Nóbrega Cavalcanti
5. Fernando Oliveira Serrano de Andrade
5.Francisco Marcelo Braga de Carvalho
6. Genário Alves Barbosa
6.Flawber Antônio Cruz
7. Gilka Paiva Oliveira Costa
7.Gesira Soares de Assis Florentino
8. João Alberto Morais Pessoa
8.Giovannini César Abrantes L. Figueiredo
9. João Gonçalves de Medeiros Filho
9.Manoel Nogueira Neto
10. João Modesto Filho
10.Marco Aurélio Smith Filgueiras
11. José Mário Espínola
11.Márcia Brandeburski de Farias
12. Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes
12.Mário Toscano de Brito Filho
13. Norberto José da Silva Neto
13.Maria de Fátima Oliveira dos Santos
14. Otávio Sérgio Lopes
14.Maria do Socorro Adriano de Oliveira
15. Paulo Roberto Dantas da Nóbrega
15.Maria Teresa Nascimento Silva
16. Pedro Félix Filho
16.Ronivaldo de Oliveira Barros
17. Remo Soares de Castro
17.Suely Carmem Araújo Cartaxo Alves
18. Roberto Magliano de Morais
18.Tatiana Viana Fragoso Vieira
19. Walter Fernandes de Azevedo
19.Thiago Pereira Alencar
20. Wilberto Silva Trigueiro
20. Uytamira Veloso Castelo Branco
Membros da Primeira Delegacia de Campina Grande
Membros da chapa "Competência,
Responsabilidade e Maturidade" participam
de votação realizada no dia 7 agosto na sede
do CRM/PB, em João Pessoa, e na Delegacia
Regional de Medicina, em Campina Grande
Efetivos
1.Basílio Serrano de Souza Filho
2.Teresa Cristina Mayer Ventura da Nóbrega
3.Vladimir Gomes de Oliveira
Suplentes
1. Alana Abrantes Nogueira
2. Márcio Rossani Farias de Brito
3
GERAIS
Agosto . Setembro . Outubro/2008
Um é bom, dois pode ser muito
muito,, e três demais
Marco Aurelio Smith Filgueiras
(CRM/PB -1368)
Quem não conhece o ditado: "Um é pouco, dois é bom, três é
demais"? Acredito que todos já ouviram ou já o viram em algum
momento. Podemos não saber seu significado, nem como e porque
surgiu. Segundo Marcio Cotrim, colunista do Correio Brasiliense: "A
expressão ficou famosa no Brasil a partir de 1928 com o sucesso da
canção Casa de Caboclo, do compositor alagoano Heckel Tavares.
Nela, o refrão que ganhou popularidade, dizia assim: Numa casa de
caboclo/um é pouco/dois é bom/três é demais. Mas sua origem vem
de muito longe. Dois livros sagrados e multimilenares, a Bíblia e o
Talmude, já registravam em suas páginas que a reunião de três pessoas
era grupo grande demais para a discussão de assuntos íntimos (...)".
Acreditamos que já sentimos a necessidade de usar essa sábia
citação em alguma ocasião de nossa vida. Aqui vamos empregá-la
visando o tratamento medico com relação ao uso de medicamentos,
mas tivemos que modificá-la para adaptá-la ao nosso objetivo. De acordo
com o titulo acima, pretendemos chamar atenção dos colegas que para
a maioria dos nossos pacientes "um medicamento é bom, dois pode ser
muito e três demais". Todos entendem que usar um fármaco, ou seja,
praticar a monofarmacoterapia deve estar sempre em nossa mente em
vez da polifarmacoterapia que poderá ser danosa. Reconhecemos que
às vezes, mas só às vezes, temos que lançar mão desta última, em
moléstias associadas, como exemplo, paciente diabético com
polineuropatia, hipo ou hipertiroidismo, nefropatia e cardiopatia.
Quando prescrevemos um medicamento subentende-se que é
do nosso conhecimento seus efeitos farmacodinâmicos, o que ele faz
no nosso organismo e seus efeitos farmacocinéticos, o que o organismo
faz com ele. Mesmo que desconheçamos esses efeitos é só consultarmos
o livro de Farmacologia ou mesmo o Dicionário de Especialidades
Farmacêuticas (DEF), aliás, este procedimento deveria transformar-se
num hábito nosso de cada dia, mesmo na hora da consulta ou do
atendimento. Não somos obrigados a saber de tudo sobre Farmacologia
e Terapêutica. Creia, o paciente e seus familiares adoram essa conduta
do médico, porque sentem que ele esta interessado no seu caso. O
medico não deve envergonhar-se em reconhecer seus limites, em "saber"
que não sabe.
Portanto, quando usamos um fármaco podemos monitorá-lo e
acompanhar seus efeitos bons (favoráveis) ou maus (adversos) no
organismo. Quando acrescentamos um segundo, entra em ação a
temida interação medicamentosa (infelizmente muito esquecida da
classe médica) e podemos perder aquele controle. Imaginemos então
com três, quatro ou até muito mais. Quem não conhece ou pelo menos
já ouviu falar de pacientes que tomam até dez ou mais diferentes
remédios desnecessariamente? Porque e para que tantos
medicamentos? Só para tratar sintomas? E a etiologia? Vocês já
fizeram esses questionamentos para si mesmos? Se fosse com você
próprio, arriscaria em tomá-los?
Pensem bem antes de medicar, anotem na suas fichas ou no
seu banco de dados os fármacos que porventura seu consulente já
venha usando com sua dosagem e horário e reflita sobre os riscos e
benefícios daquela medicação que tenciona prescrever a mais ao seu
cliente. Não medique só por medicar. Vamos acabar com essa mania,
com esse vicio. Alguns colegas acreditam que se não prescrever pelo
menos um "medicamentozinho", um diazepanzinho, uma dipironazinha,
uma carbamazepinazinha, um hipotensorzinho, um diureticozinho, um
hipolipemiantezinho, e assim vai, perderá aquele paciente. Alertamos
a vocês com a nossa experiência da prática de consultório: está em
andamento uma mudança, um novo comportamento, estão surgindo
pessoas que detestam remédio mais do que aquelas que adoram ou
até mesmo se automedicam.
Dalvélio Madruga é recebido em audiência pelo
prefeito de Campina Grande
O prefeito de Campina Grande,
Veneziano Vital, recebeu, em audiência,
realizada em julho, o presidente do CRM/PB,
Dalvélio Madruga. Na ocasião, foi discutida a
excessiva demanda de pacientes atendidos
no Hospital Universitário Alcides Carneiro
(HUAC), em virtude do encaminhamento dos
Postos do Programa Saúde da Família.
Para contornar a situação, Dalvélio
Madruga solicitou ao prefeito que fossem
disponibilizados mais médicos para o quadro
do hospital. Ainda na audiência, o prefeito
Veneziano Vital se comprometeu em apoiar o
curso de educação médica continuada em
Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia, realizado
pelo CRM em Campina Grande.
Atendimento de
urgência móvel é tema
de rreunião
eunião com di
ver
sas
div
ersas
entidades
CRM/PB e SES fazem parceria para aprimorar
pr
eenc
himento de dec
laração de óbito
preenc
eenchimento
declaração
4
A pedido da Secretaria Estadual de Saúde,
o CRM/PB será um dos colaboradores para o
aperfeiçoamento do preenchimento das declarações
de óbito em toda a Paraíba. De acordo com o diretor
do Departamento de Fiscalização do CRM/PB,
Eurípedes Mendonça, representantes da SES da
área epidemiológica realizaram uma palestra em uma
plenária do CRM com o objetivo de apresentar os
dados da mortalidade na PB nos 12 núcleos regionais
e sugeriram parceria com o Conselho. Ele explicou
que, até 2001, a Paraíba tinha um dos piores índices
de declaração de óbito por morte mal definidas/
desconhecidas, chegando à marca dos 50%.
Plenária foi realizada na sede do CRM/PB
Atualmente, este percentual é de 8%. Para iniciar a
parceria, ficou definido que os técnicos da SES participarão do último módulo do curso de Clínica
Médica, em que será abordada a ética médica, e apresentarão os procedimentos para o preenchimento
correto da declaração de óbito. Já o CRM/PB foi convidado para participar de treinamentos da SES.
O CRM/PB participou, na sede do Samu,
em João Pessoa, de uma reunião com o
objetivo de organizar o atendimento de
urgência pré-hospitalar móvel na grande João
Pessoa. Participaram ainda da reunião,
representantes da PRF, Samu, Bombeiros,
Ciope, Coren e Agevisa. Na ocasião, foi
elaborado um protocolo de conduta para
estabelecer o papel de cada entidade no
resgate de pacientes e determinado que
será firmado um Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC) intermediado pelo Ministério
Público.
Agosto. Setembro. Outubro/2008
PARCERIAS
CRM/PB e MP fir
mam par
ceria para eevitar
vitar uso da
firmam
parceria
medicina com fins eleitoreiros
A Assessoria Jurídica e o
Departamento de Fiscalização do CRM/PB
estão elaborando uma cartilha educativa que
vai orientar a conduta dos médicos que
pretendem disputar as eleições municipais para
prefeito e vereador no Estado. O documento,
que já está em fase final de elaboração, irá fazer
parte das ações do CRM/PB em parceria com
a Procuradoria Regional Eleitoral da Paraíba.
No último dia 17 de julho, o procurador
regional eleitoral José Guilherme Ferraz da Costa
se reuniu com o presidente do CRM/PB, Dalvélio
de Paiva Madruga, para firmar parceria com o
objetivo de desenvolver um trabalho educativo,
em cidades pólo do estado, alertando
candidatos médicos em relação às
conseqüências do exercício da profissão com
fins eleitoreiros. Na ocasião, estiveram
presentes ainda o assessor jurídico do conselho,
Rodrigo Farias, e o secretário da Procuradoria
Regional Eleitoral, Paulo Lacerda.
Com o trabalho educativo, o CRM/PB e
o Ministério Público pretendem estimular a
população a denunciar o uso eleitoreiro da
profissão médica por candidatos, bem como
divulgar que, se ao longo do
processo eleitoral ficar
constatada esta prática, o
político pode perder o mandato,
ser multado, declarado inelegível
e, eventualmente, ser
processado criminalmente por
corrupção eleitoral
Durante a reunião,
outro ponto de discussão foi a
realização de atendimento
gratuito no período do processo
eleitoral, indicando, de acordo
com José Guilherme Ferraz, a
intenção de obter um vínculo de
gratidão dos eleitores, com
Em reunião, são definidas estratégias de ação do CRM/PB e do MP
repercussão no voto. Segundo
o presidente do CRM-PB, o
atendimento gratuito em consultório médico por
situações anteriores, já comprovou a
candidato que disputa cargo eletivo, no período
ocorrência de captação ilícita de votos, uso
eleitoral, contraria principalmente o artigo 65 do
promocional da distribuição gratuita de serviços
Código de Ética Médica, porquanto angaria
médicos, por parte de candidatos médicos, que
dividendos políticos.
chegaram a atender eleitores em hospitais
O procurador regional eleitoral
públicos durante o período de campanha
argumentou ainda que a Justiça, em diversas
eleitoral.
CRM/PB apóia Con
gresso Re
gional de Colopr
octolo
gia
Cong
Regional
Coloproctolo
octologia
O XXV Congresso Regional Norte-Nordeste de
Coloproctologia foi realizado em João Pessoa, de 17 a
19 de julho deste ano, no Hotel Tambaú. Esta foi a
segunda vez que a Capital paraibana organizou o
evento. Neste ano, o congresso contou com 16
especialistas de outros estados brasileiros, além dos
profissionais paraibanos. A médica Angelita H. Gama,
referência em coloproctologia, também participou do
evento. Houve apresentações, palestras e debates de
grande importância para o aperfeiçoamento dos
médicos.
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba
foi uma das entidades que apoiou o congresso e teve
membros da diretoria participando ativamente. O CRM/
PB também esteve presente na ala dos estandes,
apresentando obras editadas pelo Conselho. No dia 18,
o presidente do CRM, Dalvélio Madruga, presidiu o
Angelita Gama e Dalvélio Madruga
Curtas
XIII Congresso Paraibano de
Cardiologia
Médicos de todo o Estado participaram
entre os dias 14 e 16 de agosto do XIII
Congresso Paraibano de Cardiologia, no
Espaço Cultural do Unipê. O evento foi aberto
pelo presidente da Sociedade Brasileira de
Cardiologia - seção Paraíba, João Alfredo
Falcão da Cunha Lima, e pelo presidente
do Congresso, Marco Antônio de Vivo
Barros. No dia 14 de agosto é comemorado
o Dia do Cardiologista.
Título de Cidadão Pessoense
O cardiologista Ítalo Kumamoto recebeu o título
de cidadão pessoense, na Câmara Municipal
de João Pessoa, no dia 15 de agosto. O
presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga,
prestigiou o evento.
Assembléia
O CRM/PB realizou, no dia 30 de junho,
Assembléia Geral com o objetivo de reunir os
médicos da Paraíba para a apresentação do
relatório, por exigência da legislação eleitoral.
painel "Dilemas em CA Colorretal" e no dia 19,
presidiu a conferência "Consentimento Informado",
que teve como secretário o tesoureiro do CRM,
Fernando Serrano. Fernando também presidiu o
painel "Constipação Intestinal", no dia 18 de julho.
O congresso foi organizado pela Sociedade
Paraibana de Coloproctologia e contou com a
participação de grande número de médicos e
estudantes paraibanos.
"A realização do XXV Congresso aqui em João
Pessoa foi de grande importância para o nosso
Estado. Tivemos a presença de diversos colegas
experientes, que vieram trocar idéias e promover
debates com os profissionais da nossa região. Isso
favorece o avanço dos profissionais e,
conseqüentemente, da população paraibana",
ressaltou a presidente do congresso, Cristina Rique.
Fórum Ética e Pesquisa /
Revisão da Declaração de
Helsinki
O CFM e a AMB organizarão nos dias 19 e 20
de agosto, em SP, o Fórum Ética e Pesquisa/
Revisão da Declaração de Helsinki. O
presidente do CRM/PB participou do evento
que debateu temas como a pesquisa em seres
humanos, a situação atual da Declaração de
Helsinki, particularmente o uso de placebo,
pesquisa em crianças. Foi a primeira vez que
um país da América Latina sediou reuniões
para revisão do texto.
5
CAPA
Agosto . Setembro . Outubro/2008
CRM/PB completa 50 anos e comem
Os 50 anos de fundação do Conselho
Regional de Medicina da Paraíba foram
comemorados no dia 29 de agosto, com uma
programação que privilegiou o resgate da
história da entidade. Para organizar o evento
do Cinqüentenário, o presidente do CRM/PB,
Dalvélio Madruga, delegou uma Comissão
Organizadora, composta pelos médicos João
Gonçalves de Medeiros Filho, Manoel Jaime
Xavier e Francisco Orniudo Fernandes.
"Comemoramos com orgulho o
cinqüentenário do Conselho Regional de
Medicina da Paraíba, uma conquista de antigos
companheiros, que tem suas raízes vincadas
na criação dos Conselhos de Medicina nos
idos de 50", destacou Dalvélio Madruga.
Para marcar a data foi editada uma
revista, na qual foram registrados fatos
significativos da história do conselho, e que
contou com a colaboração dos ex-presidentes
da entidade, assim como de médicos e
funcionários do conselho que foram
testemunhas da história.
Complementam
também
as
festividades do Jubileu de Ouro, a obliteração
de um selo comemorativo, o plantio de uma
muda de Plátano (árvore originária da Ilha de
Cós, na Grécia, onde Hipócrates iniciava os
discípulos na arte médica) no pátio interno da
sede, e ainda a criação do Museu da Imagem
e do Som.
6
"Esperamos, com isso, estar
contribuindo para o resgate da história do
Conselho Regional de Medicina da Paraíba,
além de homenagear aqueles que, por
delegação de seus colegas, abriram caminhos,
honraram e dignificaram esta Casa", ressaltou
o presidente da Comissão Organizadora, João
Medeiros Filho.
Reunião dos ex-presidentes com a comissão organizadora do Julibeu de Ouro
Em 1958, um grupo de
médicos se reuniu em seu
consultório para traçar as
diretrizes do Conselho.
Portanto, o sergipano Dr
Dias, foi um dos fundadores
do CRM/PB e tinha a
inscrição de nº 01 da
entidade. Foi presidente do CRM/PB por
dois mandatos, ficando de 1958 até 1968. Ele teve grande
atuação também no Ensino da Medicina e nos aspectos
educacionais e esteve presente na instalação da
Faculdade de Medicina da Paraíba no Teatro Santa Roza,
em março de 1952. Em 1971 tomou posse como diretor
da Faculdade de Medicina da UFPB. Com seu falecimento
em 31 de agosto de 1992, a UFPB e o Hospital Universitário
o homenagearam dando ao bloco de assistência médica
ambulatorial a denominação “Ambulatório Prof Dr Antônio
Dias dos Santos”.
Foi presidente do CRM/PB por
dois mandatos, ficando de 1968
a 1978. Uma de suas
primeiras providências foi
sediar o Conselho nas
dependências da Sociedade
de Medicina e Cirurgia da
Paraíba. Durante sua gestão,
foram seguidos os passos da administração
anterior, procurando melhorar o relacionamento do
Conselho com o médico. Ainda no primeiro mandato, foram
contratados funcionários para o setor administrativo. Alguns ainda
continuam em plena atividade no atual conselho: Maria do
Socorro Dias, Maria do Desterro Gomes e Jonas do Nascimento
Paiva. Com a inscrição de novos profissionais, houve a aquisição
de uma sede, com auxílio financeiro do CFM. Foi comprada uma
sala no Edifício Cinco de Agosto, na rua Duque de Caxias. Depois
foram adquiridas as outras salas do mesmo andar, onde foi
possível instalar presidência, secretaria, tesouraria e plenário.
Obstet
vasto
coleg
presid
e 19
divu
part
Facu
era professor e vi
Conselho como órgão voltado ao
exercício da Medicina. Amigo do Dr
decisivamente na organização do C
Conquistou a confiança da classe
eleito Conselheiro Federal, contrib
cumprisse sua missão em defesa
Seu mandato foi marcado pelo
característica marcante de sua perso
por colegas como um intelectual a
Agosto. Setembro. Outubro/2008
CAPA
memora data com resgate da história
O início: do
consultório do
Dr. Dias à
moderna sede na
Pedro II
Reunidos em uma das salas do
consultório do Dr. Antônio Dias dos
Santos, na avenida Visconde de
Pelotas, no Centro de João Pessoa, em
1958, um grupo de médicos traçou as
diretrizes que transformariam uma
comissão provisória no atual Conselho
Regional de Medicina da Paraíba (CRM/
PB). A nova entidade foi instalada
definitivamente em 25 de agosto de 1958
e, após ganhar nova dimensão, passou
a desenvolver suas atividades de acordo
com as normas estabelecidas pelo
Conselho Federal de Medicina e pela lei
nº 3.268/57, regulamentada pelo decreto
nº 44.045/58.
Capa da revista em comemoração ao Jubileu de Ouro do CRM/PB
Após sua oficialização como
órgão fiscalizador e supervisor da ética médica, o CRM/PB sediou-se
Edifício Enterprise, no Centro, onde permaneceu até 2006. Neste ano,
na Sociedade de Medicina e Cirurgia, hoje Associação Médica da
foi transferido para as modernas instalações na avenida Pedro II ,
Paraíba. Em 1972, adquiriu sua primeira sede própria, na rua Duque de
atendendo a demanda crescente da instituição, dos médicos e da
Caxias, no Edifício Cinco de Agosto. No ano de 1993, mudou-se para o
sociedade.
Obstetra conceituado e com um
vasto relacionamento com os
colegas, Everaldo Soares
presidiu o CRM/PB entre 1978
e 1982. Em sua gestão,
divulgou na universidade,
particularmente
na
Faculdade de Medicina, onde
professor e vice-diretor, a atuação do
voltado ao aprimoramento ético do
Amigo do Dr Antônio Dias, colaborou
anização do Conselho, no seu início.
a da classe médica e foi indicado e
deral, contribuindo para que o CFM
o em defesa de uma medicina ética.
arcado pelo cavalheirismo, uma
e de sua personalidade. É considerado
intelectual a serviço da medicina.
Assumiu a presidência do CRM/
PB entre 1º de outubro de 1983
e 30 de setembro de 1988, após
ser disputada a primeira
eleição com mais de uma
chapa. Uma das primeiras
providências foi promover a
função fiscalizadora do Conselho,
em ações conjuntas com órgãos públicos, para avaliar as
unidades de saúde do Estado. Em sua gestão, foi elaborado e
aprovado o regimento interno. Em 1984, foram iniciadas
sindicâncias e instaurações de processos ético-disciplinares.
Em 14 de fevereiro de 1986, licenciou-se do Conselho para
disputar eleição à Assembléia Constituinte. Em janeiro de 1987
reassumiu suas funções no CRM/PB. O ano de 1987 foi
marcado pela participação do CRM/PB na I Conferência
Nacional de Ética Médica e pelo início da informatização do
Conselho. Em 1998, foram realizadas Jornadas em João
Pessoa, Sousa, Patos e Campina Grande.
Como vice-presidente, assumiu o
CRM/PB
em
função
do
afastamento do presidente
Genival Veloso de França, que
candidatou-se ao pleito eleitoral.
Foi o primeiro conselheiro a
assumir a presidência do CRM/
PB residindo no interior do
Estado, em Campina Grande. Neste período, estava
também na direção do Sindicato dos Médicos de Campina
Grande. Esta época foi marcada pela criação e instalação de
uma Comissão de Ética Hospitalar, que foi presidida pelo
conselheiro José Eymard. Participou ainda de questões relativas
ao projeto de lei do deputado Clarence Pires, relacionado com
drogarias e farmácias, com o intuito de transformá-las em postos
de medicamentos. Em março de 1986, após vários debates, foi
normatizada a emissão de atestados médicos pelos
profissionais vinculados a Assembléia Legislativa e às Câmaras
Municipais.
7
CAPA
Agosto . Setembro . Outubro/2008
CRM/PB: compromisso com a classe médica e a sociedade civil
Durantes seus 50 anos de existência,
as diversas diretorias do Conselho entenderam
que não poderiam limitar sua atuação a
aspectos cartoriais e de fiscalização, ficando
à margem de questões de maior relevância,
que envolvem diretamente o ato médico, como
condições de trabalho, remuneração justa,
qualificação profissional.
Dessa forma, a instituição começou a
ajustar-se aos anseios da classe médica,
mudando sua atuação de forma significativa
na busca do aprimoramento da relação médicopaciente, qualificação permanente e de
melhores condições de trabalho, que se
traduzem em segurança, dignidade profissional
e resposta às necessidades da sociedade.
"A população está cada vez mais
carente de uma medicina que corresponda às
suas demandas, frente a uma política de saúde
caótica, desconexa com as diversas diferenças
regionais, que não respeita o médico, o
cidadão e nem sequer assegura condições
adequadas para a realização do ato médico",
ressalta Orniudo Fernandes.
"Nesse contexto, o Conselho tem sido
um guardião incansável, denunciando junto aos
órgãos públicos as precárias condições de
trabalho, detectadas pelo seu Departamento
de Fiscalização e apontando soluções que
resgatem o respeito e a dignidade profissional,
tão vilipendiada pelo pouco caso das
autoridades", completa Manoel Jaime.
8
Presidiu o CRM/PB em
três ocasiões. Em seu
primeiro mandato,
continuou com o processo de interiorização do Conselho,
com os Encontros
Ético-MédicoCientífico. Em 1993, foi adquirido um espaço maior
para a sede do Conselho, no Edifício Enterprise. Em
seu terceiro mandato, quando o CRM requeria novas
acomodações, foi adquirido o terreno onde seria
instalada a atual sede do conselho. Em sua primeira
gestão, ficou temporariamente afastado e foi substituído
por José Eymard e, posteriormente, por Humberto
Gouvêa. Retornou em 2001, intensificou as ações de
fiscalização e direcionou os trabalhos para outras
funções, como a social e política. Foi realizado concurso
para Médico Fiscal, criadas as Câmaras Técnicas em
17 especiali-dades médicas e participação no
lançamento da CBHPM. Foram também iniciados os
cursos de Educação Médica Continuada, em várias
cidades do Estado. Em 2001, foi inaugurada a 1ª
Delegacia do CRM. Em 2003, foi eleito para o terceiro
mandato, deixando a presidência em abril de 2004.
Entidade é referência tanto
para a categoria médica
quanto para a população
quando o assunto envolve
interesses profissionais e
sociais relacionados à
saúde e ao exercício da
profissão
Assumiu a presidência
do CRM/PB por três
vezes. A primeira vez foi
em 1989, quando o
presidente
João
Modesto
Filho
licenciou-se,
passando o cargo
para o vice, José
Eymard. Em julho de
1989 foi eleito delegado titular para representar o CRM/
PB no plenário do CFM. Em 10 de abril de 1990, João
Modesto reassumiu a presidência, mas se licenciou
em julho de 1992, novamente. Neste ano, foi instalada
a 1ª Delegacia do CRM/PB em Campina Grande. Em
agosto de 1993, em nova eleição, José Eymard foi
escolhido presidente. Durante este mandato, realizou
várias ações: I Encontro dos Conselheiros do CRM/PB;
V Encontro dos CRMs do Nordeste; integração com o
interior do Estado; cobrança dos governantes estadual
e federal de uma saúde que atendesse as
necessidades dos usuários e dos médicos; fiscalização
dos hospitais paraibanos; aprovação do “Colégio de
Presidentes”; reforma gráfica do jornal do CRM/PB.
Ocupou por dois mandatos a presidência do
CRM/PB. Em novembro
de 1996 o presidente
José Eymard assumiu
a Secretaria de Saúde
de João Pessoa e os
conselheiros
elegeram o então
secretário geral, Humberto dos Santos. Suas principais
ações foram: criação da coordenadoria de fiscalização
de serviços médicos; aperfeiçoamento do processo de
convalidação de diplomas; luta contra fraudes nas
transferências ex-officio de estudantes de medicina;
engajamento na campanha “Natural é parto normal”;
realização do XXII Encontro dos Conselhos Regionais
de Medicina do Nordeste. Em 1998, houve eleição e a
chapa encabeçada por Humberto foi vitoriosa. Ele ficou
na função até 7 de fevereiro de 2001. Principais ações
deste segundo mandato: aprimoramento do jornal
informativo; realização do VII Seminário de Integração
das atividades do CRM em Patos e Sousa; convênio
entre CRM/PB e Ministério Público Estadual; parceria
entre CRM/PB e Associação Médica; aquisição de veículo
destinado à fiscalização.
CAPA
Agosto. Setembro. Outubro/2008
Criação dos Conselhos:
necessidade de regulamentação da profissão
A História da Medicina no Brasil
remonta aos primeiros anos do século XIX,
quando são ministradas, em Ouro Preto, Minas
Gerais, as primeiras lições de Medicina. Mas
foi na Bahia, em 18 de fevereiro de 1808, que o
príncipe regente Dom João VI, criou
oficialmente a primeira escola de Medicina do
país. Institucionalizada a Medicina no país,
houve a necessidade de se regulamentar a
profissão médica.
Nas primeiras décadas do século XX
começam a ser implementadas ações nessa
direção, no IV Congresso Sindicalista
Brasileiro. Na oportunidade, constatou-se a
necessidade de um órgão para fiscalizar e
disciplinar o exercício da profissão. Em 30 de
setembro de 1957, a lei foi sancionada pelo
então presidente e médico Juscelino
Kubitschek, que transforma os Conselhos em
autarquias dotadas de personalidade jurídica,
com autonomia financeira e administrativa,
modelo institucional que continua existindo até
hoje.
Atualmente, os Conselhos Regionais
de Medicina funcionam como órgãos de defesa
da sociedade e têm por obrigação fiscalizar,
normatizar e disciplinar a profissão médica,
assegurando desse modo, por um lado, o
exercício de uma medicina ética, regida por
um forte espírito humanitário e, por outro lado,
garantindo a punição daqueles que vierem a
infringir a ética, denegrindo com seu
comportamento a classe médica.
"Agindo dessa forma, estamos, ao
mesmo tempo, contribuindo para o bem estar
do ser humano, para a defesa dos direitos do
cidadão e garantindo o prestígio, o conceito e
a dignidade da profissão", ressalta Dalvélio
Madruga.
Com seriedade e compromisso, o CRM/PB é o ponto de diálogo da categoria e a entidade responsável pela fiscalização do exercício ético profissional
No fim de janeiro de
2001, com a renúncia
de Humberto Gouvêa,
os
conselheiros
reunidos decidiram
pela eleição do vicepresidente,
José
Mário
Espínola.
Nesta época, o
Conselho passava
por um momento de disputas
internas, que foram restauradas com o novo
presidente, que tinha total apoio de grande parte
dos conselheiros. Em seu mandato, pela primeira
vez, o Conselho adotou a votação nominal aberta
em um julgamento. Outras ações: foi promovida a
transferência das instalações da 1ª Delegacia
Regional de Medicina, em Campina Grande;
reativado o jornal do CRM; participação ativa no
Fórum dos Genéricos; participação na Reforma do
Código de Processo Ético, no CFM; inauguração do
quadro “Alegoria à Medicina”, do artista plástico
Flávio Tavares. Deixou o cargo em 1º de abril de
2001.
Em 2003, foi eleito
como
vicepresidente
na
c h a p a
encabeçada por
João Modesto. Em
dezembro
de
2003,
foi
inaugurada a sede da 1ª Delegacia de Campina
Grande, cidade na qual residia Norberto. Em março
de 2004, João Modesto renuncia à presidência e
Norberto passa a ocupar o cargo. Durante o curto
período em que foi presidente do conselho, deu
seguimento à elaboração do plano de cargos e
salários dos colaboradores do conselho e
implantou a câmara técnica dos médicos do PSF.
Por residir em Campina Grande e por motivos
pessoais, declarou vacância do cargo de presidente
e conduziu à eleição o atual presidente, Dalvélio
Madruga. Atualmente, continua no cargo de vicepresidente.
Iniciou sua gestão em
1º de junho de 2004,
após o afastamento
de João Modesto
Filho. Estabeleceu
como meta prioritária
assegurar o perfeito
desempenho ético
da Medicina e a
manutenção do prestígio e do
bom conceito da profissão. Por isso, no ato de
inscrição dos novos médicos, há uma solenidade
na qual são feitas explanações acerca das
obrigações e deveres dos novos profissionais. Em
parceria com o CFM implantou o Projeto de
Educação Médica Continuada. Além de Clínica
Médica, contempla Pediatria, Ginecologia e
Obstetrícia. Abrange Sertão, Cariri, Brejo, João
Pessoa e Campina Grande. Há também uma luta
incessante contra a abertura indiscriminada de
escolas médicas. Iniciou também uma mobilização
em favor de um SUS forte, eficaz e respeitável.
9
GERAL
Agosto . Setembro . Outubro/2008
Mo
vimento médico conse
gue bons rresultados
esultados e
Movimento
consegue
demonstra unidade da cate
goria
categ
Entre os dias 2 de junho e 23 de julho,
os médicos do quadro efetivo e que prestam
serviço à Prefeitura Municipal de João Pessoa
cruzaram os braços e encamparam uma
verdadeira luta com a Secretaria Municipal de
Saúde para garantir que a gratificação de
desempenho de produtividade tivesse um valor
fixo e contemplasse toda a categoria.
O movimento, que durou mais de 50
dias, demonstrou a força e organização do
grupo, que foi liderado pelo Sindicato dos
Médicos da Paraíba (Simed/PB). "Nosso
movimento sempre foi em defesa de um melhor
atendimento para a população. Conseguimos
acabar com a proposta de pagamento através
de produção e demonstramos que os médicos
não aceitam um PCCR sem discussão com a
categoria", garantiu Tarcisio Campos,
presidente do SIMED/PB.
Sobre o resultado do movimento,
Tarcísio Campos disse que para o sindicato, o
maior ganho foi político. "Colocamos o sindicato
como o grande defensor dos médicos. Justiça
seja feita, não conseguiríamos chegar onde
chegamos se não tivéssemos o apoio do CRM/
PB e da Associação Médica da Paraíba".
O Simed propôs ainda criação do Fórum
em Defesa do SUS, no qual toda a sociedade
e os gestores poderão debater e propor
alternativas para viabilizar esse importante
sistema de atenção à saúde.
Representantes de entidades médicas se reuniram no auditório do CRM/PB para discutir o movimento
ANS promove encontro sobre a TISS
Nos dias 13 e 14 de agosto, a Agência
Nacional de Saúde (ANS) promoveu um préencontro, em Salvador (BA), sobre a TISS (Troca
de Informação em Saúde Suplementar),
intitulado “Implantação, Avanços e
Perspectivas”. O presidente do CRM/PB,
Dalvélio Madruga, esteve presente no evento e
afirmou que há vários pontos polêmicos sobre
a TISS, que não foram abordados no encontro.
Segundo o presidente, só foram explorados os
pontos positivos da TISS.
CRM/PB participa de Fórum Mundial
de Direito Médico e Bioética
10
O presidente
do Conselho Regional
de Medicina da Paraíba,
Dalvélio Madruga, o
diretor do Departamento
de
Fiscalização,
Euripedes Mendonça, o
conselheiro Ronivaldo
Barros, e o assessor
jurídico Rodrigo Farias,
participaram entre os
dias 30 de julho e 02 de
agosto do Fórum
Mundial de Direito
Médico e Bioética, que
foi realizado em Recife. Rafael Vale e Reis (de Portugal), Eduardo Dantas (presidente do
O
evento Fórum), Dalvélio Madruga, Euripedes Mendonça e Genival Veloso
debateu, entre outros temas, "O direito médico e a interpretação jurisprudencial no Brasil; A
postura religiosa das Testemunhas de Jeová quanto a tratamento de saúde; Relação médico
- paciente: compromisso ético do profissional". O Fórum contou com a participação de diversos
pesquisadores da área, inclusive conferencistas de renome internacional, que fizeram
exposições sobre os mais importantes temas vinculados à área médica, com reflexos no
setor jurídico.
“No entanto, há vários pontos polêmicos,
principalmente os que dizem respeito ao sigilo
médico e à intimidade e privacidade do paciente,
que são direitos do cidadão, de acordo com a
Constituição Federal”, ressaltou Dalvélio. Ele
ainda acrescentou que para a implantação efetiva
da TISS ainda há muito a ser discutido e
modificado. Dalvélio ainda lembrou que o CRM/
PB já entrou com ação na Justiça Federal e
recurso na 5ª Região contra a implantação da
TISS da forma que vem sendo anunciada.
CREMEPE lança
li
vr
o na Assembléia
livr
vro
Le
gislati
va da PB
Legislati
gislativ
Como resultado de quatro anos da
Caravana do Cremepe (Conselho Regional de
Medicina de Pernambuco), foi lançado no dia 14
de agosto, na Assembléia Legislativa da Paraíba,
o livro “Severina, que vida é essa?”, de autoria
de mais de 100 pessoas que viajaram por todos
os municípios de Pernambuco. A obra traz de
forma detalhada um retrato da realidade das
condições desumanas que vivem milhares de
pernambucanos.
Na mesma ocasião, também foi lançado
o livro “Trabalho escravo contemporâneo no
Brasil”, de autoria do padre e professor, Ricardo
Rezende Filgueiras e colaboradores.
Participaram do evento o vice-presidente do
Cremepe, André Longo; o coordenador da
Caravana do Cremepe, Ricardo Paiva; o
presidente do CRM/PB, Dalvélio Madruga; a vicereitora da UFPB, Yara Matos; o deputado
estadual Rodrigo Soares; o juiz de direito Gustavo
Procópio; além de representantes da Comissão
de Direitos Humanos da OAB/PB, das pastorais
e da Igreja Católica.
Agosto. Setembro. Outubro/2008
MEMÓRIA
Dr
val Soar
es Londr
es
Dr.. Geni
Geniv
Soares
Londres
UM PARAIBANO GENIAL
Luiz Roberto Londres
Médico pela Faculdade Nacional de Medicina da
Universidade do Brasil (1965)
Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro (1988)
Um dia, prestes a viajar aos Estados
Unidos para estudar Engenharia, um jovem
idealista, nascido na Paraíba, fez uma visita a
Salvador que mudou o rumo de sua vida.
Conheceu a Faculdade de Medicina da Bahia
e descobriu ali sua vocação.
Genival Londres nasceu em João
Pessoa, em 10 de novembro de 1899, filho do
casal Manoel Soares Londres (farmacêutico)
e Virgília Borges Soares Londres. Começou a
cursar Medicina na Bahia, mas terminou os
estudos na Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro, em 1921, onde também fez doutorado.
Sua tese tinha por título "Semiótica e
Semiogênese da Hemoclasia".
Em 1922, regressando ao seu estado
natal, desenvolveu intensa atividade clínica,
inclusive trabalhando denodadamente no
serviço de profilaxia rural localizado no
município de Rio Tinto(PB) e, em João
Pessoa, junto ao Hospital Santa Isabel da
Santa Casa de Misericórdia.
Dos seus 4 irmãos, 3 se tornaram
médicos, a saber, Adhemar, José e Ivan e um
deles, Manoel, tornou-se farmacêutico como
seu pai. Suas duas irmãs, Ivone e Eunice,
casaram-se com médicos: Ivone com Silvino
Nóbrega e Eunice com João Medeiros, estes
com dois filhos médicos, Jacinto e João.
Genival Londres dedicou-se à
profissão em diversas frentes: foi médico do
serviço público, professor, teve consultório
particular e fundou em 1933, o Sanatório São
Vicente, hoje Clínica São Vicente, no Rio
de Janeiro.
Sua carreira docente iniciou-se na
Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro com
a tese "Das Dextrocardias", tendo trabalhado
com mestres como Clementino Fraga, Miguel
Couto e Aloysio de Castro. Como livre docente
foi responsável pelo curso equiparado de clínica
médica, cuja procura costumava superar os
cursos oficiais. Foi membro fundador da Escola
de Ciências Médicas, hoje Faculdade de
Medicina da Universidade do Estado do Rio
de Janeiro.
O reconhecimento de seu trabalho abriulhe as portas da Academia Nacional de
Medicina, onde ingressou e, em 1934, chegou
à vice-presidência. Publicou diversos trabalhos
e livros, sendo "Hipertensão arterial, patologia,
clínica e terapêutica", o primeiro livro sobre
distúrbios de pressão arterial publicado no
Brasil, o mais conhecido e até hoje atual em
seus postulados.
Em meados da década de 30 em uma
estação de águas, Caxambu, conheceu Stella
Garcia Rosa com quem viria a se casar em
janeiro de 1939. Ela filha de um sergipano,
Leônidas e de uma piracicabana, Francisca,
mesmo nome de seu avô, Francisco Londres,
pai de Manoel. Tiveram três filhos, Maria Stella,
Maria Cecília e Luiz Roberto que também se
formou em Medicina.
Em 1949 Genival Londres, proferindo
célebre conferência na Academia Nacional de
Medicina, no Rio de Janeiro, afirmava
textualmente: "Não há tratamento para a
hipertensão arterial."
Foi membro fundador, inclusive junto
com Manoel de Abreu, da Sociedade Brasileira
de Radiologia e Eletrologia. Aliado a um grupo
de médicos, ajudou a fundar, no início da
década de 30, a Sociedade de Cardiologia e
Hematologia, que tinha a proposta de divulgar
pesquisas e publicações que ajudassem a
reduzir os índices de mortalidade dos doentes
do coração. Teve curta duração, mas foi a
semente da Sociedade Brasileira de
Cardiologia, criada em 1943, tendo novamente
Genival Londres entre seu fundadores. Foi
ainda membro honorário do Sindicato Médico
Brasileiro e membro correspondente da
Sociedade Argentina de Cardiologia.
Como católico devotado e preocupado
em amenizar o estado psicológico do paciente
em sua fase terminal, resolveu propor e obteve
a aprovação do Concílio do Vaticano da mudança
do uso da expressão "Extrema Unção" para
"Santa Unção, sacramento dos enfermos".
Por essa e muitas outras razões é que
o saudoso professor Newton Nobre de Lacerda,
seu colega de turma e afeiçoado amigo
costuma chamá-lo de "Genial" termo por
coincidência, muitos anos depois repetido pelo
notável médico e escritor Pedro Nava
Em 1954, seguindo o modelo
americano, montou um ambulatório de
Cardiologia para a rede pública de saúde, que
deu origem ao Instituto de Cardiologia do Rio
de Janeiro, hoje conhecido como Hospital
Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro.
Durante a década de 50, Genival Londres se
especializou em Eletrocardiogramas e foi
considerado o introdutor deste tipo de exame
diagnóstico no Brasil, aplicado à prática clínica.
Duas características que marcavam sua
personalidade: um profundo interesse nas
novas contribuições em todos os campos, o
que o levou a estudar, muito antes de ser
implantado no Brasil, o processo de xerografia,
e uma conduta ética exemplar. Jamais permitiu
que qualquer outro interesse estivesse à frente
de seu compromisso em relação a seus
pacientes.
Genival Soares Londres faleceu na
cidade de Rio de Janeiro, em 31 de Janeiro de
1977, tendo a imprensa nacional
unanimemente registrado seu nome entre as
grandes figuras da medicina brasileira no
século.
Na Academia Paraibana de Medicina o
médico Genival Soares Londres é o Patrono
da Cadeira de número dezessete, tendo como
primeiro ocupante o Acad. Jacinto L. G. de
Medeiros.
11
FISCALIZAÇÃO
Agosto . Setembro . Outubro/2008
CRM/PB detecta falhas e boas soluções em hospitais paraibanos
Ao longo dos últimos anos, o Departamento de Fiscalização do
Conselho Regional de Medicina (CRM/PB) visitou 181 municípios paraibanos
e destacou diversos pontos positivos e negativos encontrados nas unidades
hospitalares. “Apesar de termos muitos problemas comuns em grande
parte dos hospitais visitados, muitos deles encontraram soluções
inteligentes e viáveis, que vêm melhorando o atendimento à população”,
ressalta o diretor do Departamento de Fiscalização, Eurípedes Mendonça.
De acordo com Eurípedes Mendonça, as fiscalizações do CRM
são de ordem rotineira ou demandada por denúncias ou determinações do
Ministério Público e outras instituições."O objetivo deste levantamento
estatístico é contribuir para a melhoria da resolutividade das casas de
saúde, enfatizando iniciativas pioneiras, inéditas, implementadas em
algumas cidades de pequeno porte e que poderiam ser disseminadas por
todo o território paraibano. Ao mesmo tempo, é reconhecido o esforço de
alguns gestores de saúde na busca permanente da melhoria da oferta de
seus serviços", destacou o diretor do Departamento de Fiscalização.
A seguir, os pontos positivos observados pelo Departamento de
Fiscalização nos hospitais do interior do Estado:
Apesar de diversos pontos positivos, a maioria dos hospitais ainda apresenta diversos problemas. O Departamento de Fiscalização destacou 21 pontos
negativos que devem ser corrigidos:
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CRM/PB - Conselho Federal de Medicina