Planejamento Agregado: na ótica do PCP e da Administração da
Produção
Henrique Holowka1 (EPA, DEP/FECILCAM) – [email protected]
Isabela Korczovei Lemes2 (EPA, DEP/FECILCAM) – [email protected]
Lorena Saviani Trentin3 (EPA, DEP/FECILCAM) – [email protected]
Resumo: O Planejamento Agregado garante que recursos básicos para produção estejam
disponíveis em quantidades adequadas, assim como, quando e quantos produtos serão
processados. Este artigo tem como objetivo, apresentar as definições e conceitos sobre o
Planejamento Agregado sob a ótica do PCP e da Administração da Produção, bem como,
analisar os diferentes modelos teóricos no sentindo de identificar diferenças e semelhanças
do Planejamento Agregado proposto em cada um desses modelos. O estudo proporcionou
uma visão mais didática sobre Planejamento Agregado facilitando o entendimento do mesmo
para os estudantes de engenharia de produção e administração.
Palavras-chave: PCP; Administração da Produção; Plano Agregado.
1. Introdução
O Planejamento Agregado (PA) garante que recursos básicos para produção estejam
disponíveis em quantidades adequadas, assim como, quando e quantos produtos serão
produzidos. Além de ser um planejamento de longo prazo (LUSTOSA, et. al, 2008).
Arruda (2006), defini PA como “sendo a determinação dos níveis de produção, mãode-obra e estoque sobre um horizonte de tempo finito”.
Na empresa o Planejamento Agregado cria um elo entre os outros setores, como
marketing, vendas, finanças, produção, entre outros (SINGHAL e SINGHAL, 2007 apud
DONATO et. al, 2008).
Como é visto as definições para PA são muitas dependendo da ideologia adotada pelo
autor tal como a sua percepção. Existe divergencias relacionadas ao horizonte, funções,
características e ferramentas utilizadas no Planejamento Agregado.
1
Graduando em Engenharia de Produção Agroindustrial, do Departamento de Engenharia de Produção
Agroindustrial pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão.
2
Graduanda em Engenharia de Produção Agroindustrial, do Departamento de Engenharia de Produção
Agroindustrial pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão.
3
Graduanda em Engenharia de Produção Agroindustrial, do Departamento de Engenharia de Produção
Agroindustrial pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão.
E apesar de Planejamento e Controle da Produção (PCP) e Administração da Produção
serem óticas que apresentam semelhança a sua realidade é outra, por isso justifica-se essa
pesquisa. Para conseguir apresentar as diferenças no Planejamento Agregado sobre
ideologias distintas.
Dessa forma, este trabalho tem como objetivo, apresentar as definições e conceitos
sobre o Planejamento Agregado sob a ótica do PCP e da Administração da Produção, bem
como, analisar os diferentes modelos teóricos no sentindo de identificar as diferenças e
semelhanças do Planejamento Agregado proposto em cada um desses modelos.
O artigo está estruturado em: i) Introdução que apresenta o objetivo do presente
trabalho e a justificativa da importância da realização do mesmo; ii) Metodologia que
apresenta a forma de elaboração do artigo, como este foi desenvido e os meios de pesquisa
que foram utilizado para o desenvolvimento deste; iii) Fundamentação Teórica, onde é
definido Planejamento Agregado e como é feita a elaboração deste sobre a ótica do PCP; iv)
Revisão de Literatura, onde foi levantado trabalhos para que pudesse se analisar quais os
autores mais utilizados nos trabalhos; v) Resultados e discussões onde é discutido as
divergências e as relações do Planejamento Agregado sobre a ótica do PCP e da
Administração da Produção e as; iv) Considerações Finais, onde foi esboçado a importância
da realização do trabalho e as sugestões da utilização do Planejamento Agregado; por fim é
apresentado as Referências.
2. Metodologia
Para a elaboração do artigo foi utilizado o método qualitativo, o estudo caracteriza-se
quanto aos fins como descritivo e quanto aos meios comparativo e teórico.
O levantamento das informações foi feito através de livros que abordam Planejamento
Agregado sob a ótica do Planejamento e Controle da Produção e da Administração da
Produção.
Além de livros a pesquisa bibliográfica também foi estendida a artigos, encontrados
em sites de eventos como: Simpósio de Administração da Produção, Logistica e Operações
Internacionais (SIMPOI), Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia (SEGeT),
Simpósio de Engenharia de Produção (SIMPEP), abordando trabalhos que tratem do
Planejamento Agregado segundo o Planejamento e Controle da Produção e a Administração
da Produção, com auxílio do Google Acadêmico, e em portais como o Scielo. A pesquisa
abordará os artigos publicados a partir de 2005 em nível nacional.
Após a elaboração da fundamentação teórica e da revisão de literatura, as quais
apresentam o Planejamento Agregado de uma maneira específica dentro de cada área, foi
elaborada uma tabela comparativa, a fim de ser observado a relação do Planejamento
Agregado a fim de saber quais metodologias possuem uma maior ambiguidade entre si.
3. Revisão de Literatura
No trabalho de Assi (2009) os principais autores utilizados que tratam sobre
Planejamento Agregado foram Lustosa et. al, (2008) e Slack et. al (1999), para definir e
conceituar Planejamento Agregado, o objetivo deste trabalho foi a elaboração de um modelo
de Planejamento Agregado e a aplicação do modelo para obtenção de um plano agregado que
atenda a demanda dos próximos 8 meses ao menor custo possível. Onde foi utilizado técnicas,
dividiram-se em dois métodos: o método grafico e o método da programação matemática, que
abordou a programação inteira.
2
Wantroba; Oliveira; Scandelari (2006) em seu trabalho utilizaram Corrêa (2001) e
Tubino (2000), para conceituar e modelar Planejamento Agregado, a fim de obter solução
para o problema de Planejamento Agregado de um moinho. A técnica utilizada foi à
programação linear.
Enquanto que Araújo (2010), em seu estudo sobre o processo de planejamento e
controle da produção, utiliza os autores Corrêa (2001), Slack et al (2002) e Tubino (2007),
para conceituar e definir todos os parâmetros do Planejamento e Controle da Produção, assim
com da Administração da Produção.
4. Planejamento Agregado da Produção sob a ótica do Planejamento e Controle da
Produção
A Fundamentação Teórica desse trabalho defini e explica o Planejamento Agregado
de forma geral nas abordagens de Planejamento e Controle da Produção (PCP).
4.1 Definição de Planejamento Agregado
O Planejamento Hierárquico de uma empresa considera três níveis: estratégico, tático
e operacional. Conforme esse reconhecimento segue-se duas linhas, quanto mais alto o nível
gerencial menos detalhada são as decisões e as informações. Ao diminuir o nível, as decisões
se tornam mais localizadas, detalhadas e com antecedência menor (LUSTOSA et. al, 2008).
O Planejamento Agregado recebe informações diretas do Planejamento Estratégico,
Marketing e Vendas e Financeiro.
Especialmente do PCP recebe a capacidade efetiva dos processos, produtividades,
rendimentos e custos. Marketing e Vendas conhecem as características da demanda futura,
além, do Marketing juntamente com a área de Engenharia do Produto, oferecerem as
especificações do produto. Financeiro auxilia opinando na viabilidade do plano, fornecendo
dados para um plano realista. Com esse fluxo de informação é montado o PA (LUSTOSA et.
al, 2008).
Esse fluxo fornece as políticas de estoque, de atendimento a demanda, de mão de obra
e de investimentos, além do perfil de recursos críticos e previsão da demanda (LUSTOSA et.
al, 2008; TUBINO, 2009).
Logo o Planejamento Agregado tem como definição: “o processo de planejar e
controlar os vários aspectos da produção com o objetivo de atingir as necessidades dos
clientes da empresa” (FREELAND; LANDEL, 1984, apud. FERNANDES e FILHO, 2010)
O PA tem como função produzir a médio prazo ligando a taxa da produção com a de
demanda (FERNANDES e FILHO, 2010).
4.2 Plano Agregado
É o PA que desenvolve o Plano de Produção Agregado, o qual é a base do
Planejamento Mestre da Produção (PMP).
Tubino (2009) relata Plano de Produção como um plano intermediário entre o plano
estratégico e o plano mestre da produção. Esse último serve para embasar os níveis de
produção e compras, estoques, recursos humanos, máquinas e instalações para atender a
previsão da demanda.
O Planejamento Agregado serve de base para o plano anual de produção, ou,
Planejamento de Vendas e Operações (PVO) (LUSTOSA et. al, 2008). Para alguns autores
esses três planejamentos são os mesmos, porém isso depende da abordagem de cada um.
3
Trabalhando com as informações agregadas de vendas e produções, garantem que os
recursos básicos da produção estejam disponíveis na quantidade adequada. Isso é realizado
normalmente para família de produtos e afins (LUSTOSA et. al, 2008; TUBINO, 2009).
Essa família de produtos é composta por produtos similares, ou seja, que tenham as
mesmas características, por isso o nome agregado (FERNANDES e FILHO, X).
Ao fazer a agregação considera-se a demanda e os recursos de todos os produtos como
se fossem um só. Essa informação é proveniente da área funcional da empresa. Junto com o
Planejamento Agregado é elaborado um plano anual de investimentos, assim, é detalhado o
que está previsto incluindo investimentos menores na produtividade do processo. A essência
dessa agregação é diminuir o erro em termos de produção. (LUSTOSA et. al, 2008).
4.3 Construção e etapas do Plano Agregado
Ao começar a desenvolver um PA é preciso conhecer os objetivos da empresa, como
maximizar o lucro e reduzir os custos, além de outros aspectos dos objetivos estratégicos que
devem ser considerados. Alguns exemplos são: bom atendimento ao cliente, melhoria da
qualidade dos produtos, responsabilidades sociais e bom relacionamento com os fornecedores
(LUSTOSA et. al, 2008).
Para elaborar o modelo de PA será utilizado um fluxograma indicando quais são os
passos utilizados e suas funções.
4
Níveis de
Agregação da
demanda
Medidas da
capacidade
Agregação e
Medidas
Obtenção
de dados
ERP
Objetivos e
critérios de
avaliação
Capacidade
Operacional de
equipamentos e
mão de obra
Maximizar Lucro
Minimizar Custo
Produtividade
Restrição de Fluxo
Restrições
Políticas da empresa
Custo de horas normais
de trabalho e horas
extras
Custo de Contratação e
demissão
Custos
Custo de mão-de-obra
terceirizada ou
temporária
Custo de manutenção
de estoques
Premissas
Outros
Fatores
Terceirização
em períodos de
falta de
capacidade
Rotatividade de
mão de obra
Inclusão de
período de
férias
Figura 1: Passos de elaboração do Planejamento agregado.
Fonte: Elaborado pelos autores.
O primeiro passo é a Agregação e Medidas onde se encontra os níveis agregados da
demanda, da capacidade e também medidas de capacidade (output e input). Assim, são
coletados os dados, através da gestão ERP (Enterprise Resources Planning), que auxilia
muito nesse processo. Ao se definir os objetivos e critérios de avaliação os principais são
maximizar o lucro e minimizar os custos (LUSTOSA et. al, 2008).
5
O quarto passo, a produtividade deve-se observar a capacidade operacional tanto dos
equipamentos quanto da mão de obra. Seguindo o fluxograma, tem-se as restrições, a mais
comum é a continuidade dos estoques no tempo (restrição de fluxo), outra restrição seria
também as políticas da empresa (LUSTOSA et. al, 2008).
4.4 Estratégia do Planejamento Agregado
As técnicas utilizadas para a solução do Planejamento Agregado podem ser
classificadas em duas categorias.
De acordo com Lustosa et. al. (2008) as técnicas são:
a) Intuitiva e gráfica – utilizam planilhas de cálculo para auxiliar a elaboração
manual do plano;
b) Programação matemática – técnica de solução ótima, através de minimização
ou maximização de uma função-objetivo;
c) Regra da decisão linear – utiliza funções de custo quadráticas.
As mais utilizadas são as técnicas de planilhas, baseadas em pesquisa operacional, as
quais são mais flexíveis e que dependem do tempo e da criatividade da pessoa que executará
(FERNANDES e FILHO, X).
O foco do PA é trabalhar com estratégias voltadas a produção, mas também tem a
possibilidade de se trabalhar com a demanda, através da Figura 2 é possível observar as
estratégias do Planejamento Agregado que se encontram nas seguintes categorias de produção
e de demanda.
Não suprir a
demanda em
períodos de pico
Alocar a demanda
dos períodos de
pico para os sem
pico
Produzir gama de
produtos com
picos em
diferentes
períodos
Usar a capacidade
de reserva
DEMANDA
Planejamento agregado
PRODUÇÃO
Produção
acompanhando
a demanda
Trabalho
constante
premitindo faltas
Trabalho
constante não
permitindo faltas
Trabalho
constante
utilizando horas
extras
Trabalho
constante
utilizando
subcontratação
Combinação de
outras
estratégias
6
Figura 2: Estratégias utilizadas pelo Planejamento agregado para as linhas de produção e demanda.
4.5 Variáveis envolvidas no Plano Agregado
Os custos levantados são utilizados na modelagem do PA. É importante esclarecer as
premissas, já que as mesmas servem para elaborar o PA e também avaliar os planos gerados.
Os outros fatores finalizam o fluxo e são apresentados conforme Figura 1 (LUSTOSA et. al,
2008).
O PA considera algumas decisões importantes como o volume a ser produzido por
unidade de tempo, os níveis de estoques e o número de pessoas necessárias por período,
níveis de pedidos pendentes, horas extras, utilização de banco de horas e subcontratação
(FERNANDES e FILHO, 2010).
5. Planejamento Agregado da Produção sob a ótica da Administração da Produção
Na seção anterior deste trabalho, foram relatados e explicados pontos considerados
importantes ao Planejamento Agregado de acordo com o Planejamento e Controle da
Produção nesta seção será apresentado o Planejamento Agregado seguindo a visão da
Administração da Produção.
Na administração da produção, o Planejamento Agregado é chamado de Planejamento
da Capacidade Agregada (SLACK et. al, 2009). Ou até mesmo por Planejamento de Vendas e
Operações (PVO) como trás os autores Corrêa e Corrêa (2009).
De acordo com Slack et. al, (2009), o planejamento e controle da capacidade, visa
definir a capacidade em médio ou curto prazo, sem se preocupar com os detalhes do produto
individualmente, mas sim na forma agregada.
Para Corrêa e Corrêa (2009), o PVO, é o elo entre o planejamento estratégico e as
decisões gerenciais da produção, este deve também estabelecer um elo entre as diferentes
funções da empresa como marketing, finanças, manufatura entre outras, para que todos
busquem os mesmo objetivos e andem em sintonia.
“O planejamento usa previsões de demanda agregada; determina recursos de forma
agregada e tem os objetivos estabelecidos em grande parte em termos financeiros” (SLACK
et. al, 2009).
A empresa deve fornecer os dados agregados para o planejamento, pois quanto maior a
agregação das famílias de produtos mais fácil será o planejamento, além de a previsão de
vendas serem mais precisa (CORRÊA e CORRÊA, 2009).
O processo mensal do Planejamento de Vendas e Operações é constituído por cinco
etapas, o qual é apresentado pelo fluxograma.
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Levantamento de Dados
Planejamento de Demanda
Planejamento de Produção
Reunião Preliminar de PVO
Reunião Executiva de PVO
Desagregação para o PMP
FIGURA 3: Processo mensal do planejamento de vendas e operações.
Na primeira etapa Levantamento de Dados, devem se apresentar não somente o estado
atual da empresa, mas sim o desempenho passado quanto a estoque, vendas, produção,
carteira de pedidos entre outros (CORRÊA e CORRÊA, 2009).
Na etapa de Planejamento de demanda, deve ser apresentada a gestão de previsões
assim como deve ser feita a elaboração do plano de venda. Enquanto que no Planejamento de
Produção é apresentado o planejamento de materiais e de capacidade (CORRÊA e CORRÊA,
2009).
Na Reunião Preliminar de PVO, são envolvidos todos os setores da empresa, a fim de
analisar os planos e identificar possíveis problemas e encontrar alternativas que corrija os
mesmos (CORRÊA e CORRÊA, 2009).
Já na Reunião Executiva de PVO, somente a alta gerência participa, a qual valida os
planos (CORRÊA e CORRÊA, 2009).
Por fim, desagregam todo o plano, entrando em ação o Plano Mestre de Produção
(PMP).
Corrêa e Corrêa (2009, p. 499), apontam alguns exemplos de resultados esperados: a)
estabelecimento das metas mensais de faturamento; b) projeção de lucros; c) projeção de
estoques; d) fluxo de caixa projetado; e) determinação das quantidades mensais de produtos
para serem firmadas dentro do período de congelamento; f) estabelecimento de orçamentos de
compras e despesas de capital; g) definição de limites de tolerância para variações no Plano
Mestre de Produção (PMP).
Para que esses resultados sejam alcançados manufatura deve atingir o plano de
produção; finanças fornecer o orçamento e marketing e vendas devem seguir o plano de
vendas (CORRÊA e CORRÊA, 2009).
6. Resultados e discussões
O PA apresenta vários pontos importantes a serem seguidos, não somente sob a ótica
do PCP, mas também sob a ótica da Administração da Produção. Mesmo dentro do PCP
alguns autores seguem diferentes metodologias para se elaborar o PA, o mesmo ocorre com os
autores que defendem a elaboração do PA sob a ótica da Administração da Produção. O
Quadro 1 apresenta os modelos de PA sob a ótica do PCP e da Administração da Produção,
será a posteriori analisado a relação e a ambiguidade entre estas metodologias.
8
O Modelo 1 refere-se ao Lustosa et. al, o Modelo 2 ao Tubino, o Modelo 3 trata de
Fernandes e Filho, o Modelo 4 de Slack e por fim o Modelo 5 fazendo referencia ao Corrêa e
Corrêa.
QUADRO 1: Metodologias para elaboração do PA (continua).
Autores
Concepção de PA
Modelo 1
O PA recebe informações do: Planejamento
Estratégico, Marketing, Vendas, Finanças e
especialmente do PCP, que dá informações
sobre capacidade de processamento
produtividade, recebimentos e custos. O PA é
montado a partir deste fluxo de Informações. O
PA serve como base para o plano anual. Ao se
fazer o PA considera-se a demanda e os recursos
de todos os produtos como se fossem um só. É
fundamental se conhecer o Objetivo da empresa.
O PA é elaborado no longo prazo.
Ótica
PCP
Modelo 2
O PA é elaborado, considerando-se as politicas
de estoque, demanda, mão de obra,
investimentos e recursos críticos.
Modelo 3
Planeja e controlar os vários aspectos da
produção com o objetivo de atingir as
necessidades dos clientes da empresa. É
realizado a médio prazo. É feito sobre uma
família de produtos, que possuam similaridade e
mesma característica.
Modelo 4
Planejamento da Capacidade Agregada. Visa
definir a capacidade em médio ou curto prazo.
Não se preocupa com os detalhes do produto
individualmente, mas com a forma agregada. O
PA usa previsões de demanda agregada;
determina recursos de forma agregada e tem os
objetivos estabelecidos em grande parte em
termos financeiros.
Administração
da Produção
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QUADRO 1: Metodologias para elaboração do PA (fim).
Autores
Concepção de PA
Modelo 5
A empresa deve fornecer os dados agregados
para o planejamento. Elabora-se primeiramente
o Planejamento de Vendas e Operações .
Considera somente o estado atual da empresa.
Para o PA deve-se conter a gestão de previsões e
o plano de vendas. O fluxo de informações deve
estar interligado, com produção; finanças;
marketing e vendas.
Ótica
Fonte: Elaborado pelo autor.
Pode-se observar uma forte relação quanto às metodologias elaboradas pelos autores
que defendem a ótica do PCP, nesta todos consideram pontos relevantes como a previsão de
demanda políticas de estoques e neste contexto o PA é elaborado sobre uma família de
produtos.
As diferenças entre estes também são percebidas quanto a utilização de informações, o
Modelo 1 defende que o fluxo de informações deve agregar a empresa como um todo, ou seja,
os departamentos de PCP, Marketing, Finanças, Vendas e o Planejamento Estratégico, devem
subsidiar o PA, esta metodologia também é defendida dentro da Administração da Produção
pelo Modelo 5.
O Modelo 2 e o Modelo 3, são mais práticos, consideram apenas informações práticas
contrastando-se com Modelo 1 e o Modelo 5, que defendem informações mais estratégicas
para a elaboração do PA. Estes modelos, Modelo 2 e Modelo 3, tem uma visão de PA bastante
lincada com a visão do Modelo 4 que defende o PA sob a ótica da Administração da
Produção, estes modelos defendem o PA para um médio prazo dentro da empresa.
7. Considerações Finais
Com a realização do presente artigo observou-se que mesmo dentro da ótica do PCP
há uma ambiguidade em relação às metodologias abordadas pelos autores.
Foi possível perceber também a relação entre as metodologias utilizadas pelo PCP e
pela Administração da Produção. E que há entre alguns autores, que utilizam o Planejamento
Agregado sob estas duas óticas distintas, uma relação metodológica, facilitando assim a
compreensão e o entendimento do Planejamento Agregado de uma maneira mais ampla.
O PA defendido pelo PCP é extremamente detalhado contendo as informações
necessárias para aplicá-lo em uma empresa, quais são os passos, estratégias, modelos,
fórmulas que devem ser procedidas. Já o PA sob Administração da produção é definido de
forma ampla e geral dentro de outros planejamentos.
O estudo proporcionou uma visão mais didática sobre Planejamento Agregado
facilitando o entendimento do mesmo para os estudantes de Engenharia de Produção e
Administração.
Assim, pode-se perceber que a melhor área para estudar e conhecer o PA é a do PCP.
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11
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