PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES O processo de globalização, patente na disseminação das novas tecnologias, na circulação de capitais, bens, serviços, informações e ideias entre países e entre continentes, tem tido um impacto desigual e provocado acentuadas disparidades, em termos de distribuição da riqueza nas diferentes partes do mundo. O aumento da magnitude e âmbito das migrações internacionais é um reflexo deste processo, havendo actualmente, segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de 200 milhões de migrantes internacionais em todo o mundo. Esta realidade está na base da reflexão ora em curso no quadro desta Organização, perspectivando a relação entre as migrações e o desenvolvimento à escala global. No específico âmbito da União Europeia tem sido adoptado um grande número de iniciativas nesta matéria, com especial destaque para a dimensão ligada à temática da segurança, cobrindo a gestão dos fluxos migratórios e o combate à imigração ilegal e ao tráfico de seres humanos. Em 2004, a Comissão Europeia deu um impulso relevante para a abordagem da questão da integração dos imigrantes legais nos países da União Europeia. Tal preocupação está bem patente no Programa de Haia que define os objectivos da União em matéria de política de imigração para os próximos cinco anos, bem como na adopção dos Princípios Básicos Comuns sobre a integração dos imigrantes ou no estabelecimento de uma Agenda Comum para a Integração, complementado pela consagração de 2007 como Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos e de 2008 como Ano Europeu do Diálogo Intercultural. 1 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES No nível nacional o êxito de qualquer política de imigração mede-se através do grau de sucesso da integração dos imigrantes na respectiva sociedade, sendo certo que a estabilidade e a coesão das nossas sociedades beneficiam com a integração de nacionais de países terceiros e dos seus descendentes. Contudo, e apesar das políticas com maior impacto na integração serem definidas primordialmente ao nível nacional, é no plano local que a integração se processa e onde mais decisivamente se joga o seu sucesso, sendo para tal imprescindível o envolvimento do poder local (Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia). Para o êxito das políticas de integração é essencial uma abordagem global que envolva as partes interessadas a todos os níveis, sendo que uma das partes interessadas é certamente a sociedade de acolhimento. As Fundações, quer aos níveis nacionais, quer através das suas redes internacionais têm tido aqui um papel especial de encorajamento e promoção da assumpção e aceitação pública do investimento em políticas de integração (a título de exemplo, destacamos o projecto EPIM - Programa Europeu para a Integração e a Migração - da Network of European Foundations). Em paralelo outras organizações da sociedade civil têm desempenhado papéis relevantes ao nível, designadamente, do acolhimento e do apoio à integração de imigrantes. Para contribuir para que em Portugal os objectivos de integração sejam alcançados é criada uma Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes, com 2 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES vista à promoção e divulgação dos Princípios Básicos Comuns para a integração de imigrantes, constantes do Anexo I, e à sua incorporação nas políticas e práticas seguidas. O núcleo fundador da Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes integra Fundações e outras Instituições ou Organizações da Sociedade Civil que têm vindo a desenvolver actividades ou a promover e a apoiar a investigação ou a reflexão em torno do tema imigração. Reconhecendo a relevância da acção das autarquias locais, a Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes encontra-se aberta a adesão das Câmaras Municipais que, comungando dos seus princípios e objectivos, com ela pretendam estabelecer uma relação de colaboração. Neste quadro, é determinação dos signatários da Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes: i) Reflectir em conjunto e articular esforços e actuações no âmbito da problemática da integração dos imigrantes na sociedade portuguesa, contribuindo de uma forma decisiva para que, neste quadro, a sociedade civil se organize, desenvolva capacidades e ganhe competências para melhor participar nos grandes debates e influenciar a definição das políticas nestas áreas; ii) Identificar, divulgar e promover actuações consideradas “boas-práticas”, levadas a cabo em matéria de integração de imigrantes; 3 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES iii) Sensibilizar a opinião pública para as questões da imigração dando visibilidade ao tema e às problemáticas a ele associadas; iv) Sensibilizar as instituições públicas ou privadas com competências em matérias relacionadas com a integração de imigrantes para a importância de terem presentes aqueles Princípios Básicos Comuns; v) Dialogar com a comunicação social relativamente à importância de realizar uma cobertura desta temática isenta, ou seja, emancipada de estigmas e preconceitos; vi) Criar uma distinção, a atribuir periodicamente, que constitua o reconhecimento público das Autarquias que através das suas actuações melhor interpretarem, promoverem e aplicarem os Princípios Básicos Comuns para a integração de imigrantes; vii) Mobilizar outras instituições ou organizações da sociedade civil para aderirem à Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes e participarem na implementação dos seus objectivos. Para prosseguir e concretizar os objectivos enunciados é criado um Grupo de Acompanhamento da Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes que integrará um representante designado por cada um dos signatários e que, na primeira fase, será presidido pelo representante da Fundação Calouste Gulbenkian. 4 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES O Grupo de Acompanhamento da Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes reunirá três vezes por ano e deverá: Monitorar e acompanhar a integração dos Princípios Básicos Comuns nas políticas e práticas nacionais e locais; Promover a realização de Fóruns de reflexão nestas matérias da imigração; Garantir a circulação entre os signatários da informação relevante relacionada com esta temática; Preparar o Regulamento do Instrumento de Reconhecimento de Boas Práticas; Avaliar as candidaturas das Autarquias ao Instrumento de Reconhecimento de Boas Práticas. O Grupo de Acompanhamento da Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes será apoiado por um Secretariado assegurado pela entidade signatária que presidir ao Grupo. O Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas integrará a Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes na qualidade de observador. Lisboa, assinado a 21 de Novembro/2006 5 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES Os signatários: Fundação Calouste Gulbenkian __________________________________________________________________ Emílio Rui Vilar Presidente do Conselho de Administração Fundação Aga-Khan Portugal __________________________________________________________________ Sikander Jamal Presidente do Conselho Nacional Fundação Luso-Americana __________________________________________________________________ Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete Presidente do Conselho Executivo 6 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES Fundação Luso-Brasileira __________________________________________________________________ Vasco Rocha Vieira Vice-Presidente do Conselho de Administração Fundação Oriente __________________________________________________________________ Carlos Pulido Valente Monjardino Presidente do Conselho de Administração Fundação Portugal África __________________________________________________________________ Francisco Carvalho Guerra Vice-Presidente do Conselho Administrativo Associação Empresarial de Portugal __________________________________________________________________ 7 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES Jorge Armindo Teixeira Vice-Presidente Associação Industrial Portuguesa __________________________________________________________________ António Alfaiate Administrador Executivo Comissão Episcopal para a Mobilidade Humana __________________________________________________________________ D. António Vitalino Fernandes Dantas Bispo de Beja e Presidente da Comissão Confederação dos Agricultores de Portugal __________________________________________________________________ João Pedro Gorjão Cyrillo Machado Presidente da Direcção 8 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES Confederação do Comércio e Serviços de Portugal __________________________________________________________________ José António Silva Presidente Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, Intersindical Nacional __________________________________________________________________ Manuel Carvalho da Silva Secretário-Geral Confederação da Indústria Portuguesa __________________________________________________________________ Heitor Flávio Fernandes Salgueiro Membro da Direcção 9 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES Confederação do Turismo Português __________________________________________________________________ Atílio Jorge Forte Presidente União Geral dos Trabalhadores __________________________________________________________________ João Proença Secretário-Geral 10 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES ANEXO I Princípios Básicos Comuns para a integração de imigrantes 1) A integração é um processo dinâmico e bidireccional de adaptação mútua de todos os imigrantes e residentes em Portugal. Para implementar este princípio sugerem-se as seguintes acções: i) Melhorar o conhecimento, a compreensão e a aceitação positiva da realidade dos movimentos migratórios que têm Portugal como destino e trânsito, designadamente através de campanhas de sensibilização, exposições e manifestações interculturais; ii) Incentivar a participação da sociedade civil e do sector privado na gestão da diversidade decorrente desses fluxos migratórios, numa perspectiva de salvaguarda da coesão e do convívio na sociedade de acolhimento como sociedade inclusiva; iii) Promover a confiança e as boas relações de vizinhança, por exemplo através de iniciativas de boas-vindas ou de tutoria; 11 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES iv) Cooperar na divulgação da realidade complexa e multifacetada da imigração, com especial destaque em colaboração com os meios de comunicação, por exemplo através de códigos de conduta voluntários para jornalistas de não discriminação em função da etnia, nacionalidade, religião ou situação documental. 2) O emprego é um elemento essencial no processo de integração, sendo fundamental para a realização pessoal e a participação cívica dos imigrantes, tendo em vista o contributo que prestam à sociedade de acolhimento e, para possibilitar um melhor conhecimento e tornar visível esse contributo. Para implementar este princípio sugerem-se as seguintes acções: i) Conceber abordagens inovadoras de prevenção da discriminação no mercado de trabalho; ii) Associar estreitamente os parceiros sociais à elaboração e aplicação das medidas de integração, muito em particular os sindicatos e as associações empresariais; iii) Estudar novas formas rigorosas e mais expeditas de reconhecimento das qualificações dos imigrantes, da formação e/ou experiência profissional dos recém-chegados, desenvolvendo a legislação existente e incentivando as difusão das melhores práticas; 12 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES iv) Apoiar a capacidade de formação das pequenas empresas, das organizações empresariais e dos sindicatos nos sectores da economia que empregam muitos imigrantes; v) Incentivar o emprego das mulheres imigrantes, garantindo designadamente que as restrições de acesso ao mercado trabalho sejam anuladas; vi) Apoiar o espírito empreendedor e as iniciativas empresariais dos imigrantes, por exemplo através da formação para pequenos negócios e da facilitação do acesso aos serviços bancários e de crédito. 3) O conhecimento básico da língua, da história e das instituições da sociedade de acolhimento é indispensável para o sucesso da integração; proporcionar aos imigrantes a possibilidade de adquirir esse conhecimento básico é essencial para lograr uma integração bem sucedida. Para implementar este princípio sugerem-se as seguintes acções: i) Organizar programas e actividades de acolhimento para os nacionais de países terceiros recém-chegados que lhes permitam adquirir conhecimentos básicos sobre a língua, a história, as instituições, as características socioeconómicas, a vida cultural e os valores e costumes fundamentais da sociedade de acolhimento; 13 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES ii) Reforçar os programas e actividades de acolhimento destinados aos familiares de imigrantes, designandamente, às mulheres, às crianças, aos idosos, aos analfabetos e às pessoas com deficiência; iii) Aumentar a flexibilidade dos programas de acolhimento, propondo cursos nocturnos e a tempo parcial, módulos intensivos e sistemas de ensino à distância e em rede; iv) Orientar as actividades de acolhimento para os jovens nacionais de países terceiros com problemas sociais e culturais específicos ligados a problemas de identidade, designadamente através de programas com tutória e modelos. 4) Os esforços na educação são cruciais para preparar os imigrantes, em especial os seus descendentes, para serem participantes mais activos e com maior êxito na sociedade. Para implementar este princípio sugerem-se as seguintes acções: i) Reflectir a diversidade nos programas escolares portugueses; ii) Atender aos problemas específicos dos imigrantes jovens no quadro das medidas de prevenção do insucesso escolar e do abandono escolar precoce; iii) Melhorar o acesso dos jovens imigrantes a todos os níveis de ensino. 14 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES 5) O acesso às instituições, aos bens e aos serviços públicos e privados, por parte dos imigrantes, numa base de igualdade face aos cidadãos nacionais e de forma não discriminatória, é um fundamento essencial para uma melhor integração. Para implementar este princípio sugerem-se as seguintes acções: i) Reforçar a capacidade de interacção dos prestadores de serviços públicos e privados com os nacionais de países terceiros através da interpretação e tradução interculturais, da tutoria, da mediação das comunidades imigrantes e de balcões de informação únicos; ii) Desenvolver instrumentos informativos de carácter global, como manuais, sítios Web e registos das competências do pessoal em matéria de diversidade; iii) Criar estruturas organizativas sustentáveis com vista à integração e à gestão da diversidade e desenvolver modos de cooperação entre os serviços administrativos interessados que permitam aos funcionários o intercâmbio de informações e a agregação de recursos; iv) Criar programas de recolha e análise de informações sobre as necessidades das várias categorias de nacionais de países terceiros a nível local e regional por intermédio de plataformas de consulta, do intercâmbio de informações entre as partes interessadas e de estudos sobre as comunidades imigrantes; v) Associar as empresas a debates sobre a integração e articular programas governamentais com programas sociais das empresas; 15 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES vi) Incluir competências interculturais nas políticas de recrutamento e formação. 6) A interacção frequente entre imigrantes e cidadãos dos países de acolhimento é um mecanismo fundamental para a integração. Os fóruns onde participem uns e outros, o diálogo intercultural, a formação sobre imigração e culturas imigrantes, assim como o fomento das condições de vida em ambientes urbanos incrementam as interacções entre imigrantes e cidadãos dos Estados-Membros. Para implementar este princípio sugerem-se as seguintes acções: i) Promover a utilização de espaços comuns e as actividades em que os imigrantes interagem com a sociedade de acolhimento; ii) Melhorar as condições de vida em termos de alojamento, cuidados de saúde, estruturas de acolhimento de crianças, segurança e acesso ao ensino nos bairros residenciais, trabalho voluntário e formação profissional, estado de conservação dos espaços públicos e existência de refúgios estimulantes para crianças e jovens. 7) A prática de diversas culturas e religiões é uma garantia da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia que deve ser salvaguardada, salvo em caso de incompatibilidade com a legislação nacional. 16 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES Para implementar este princípio sugerem-se as seguintes acções: i) Desenvolver um diálogo intercultural construtivo, bem como a reflexão pública sobre a realidade plural das nossas sociedades; ii) Promover plataformas de diálogo intra e intereligioso entre as comunidades religiosas e/ou entre as comunidades e os responsáveis políticos. 8) a participação de imigrantes na elaboração de políticas e medidas de integração, especialmente a nível local, apoia a sua integração. Para implementar este princípio sugerem-se as seguintes acções: i) Aumentar a participação cívica, cultural e política dos nacionais de países terceiros na sociedade de acolhimento, nos termos da lei, e melhorar o diálogo entre vários grupos de nacionais de países terceiros, o governo e a sociedade civil a fim de promover a sua cidadania activa; ii) Apoiar plataformas consultivas a vários níveis para consultas de nacionais de países terceiros; iii) Promover o diálogo e a partilha de experiências e boas práticas entre os grupos e gerações de imigrantes; 17 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES iv) Aumentar a participação dos nacionais de países terceiros nas eleições locais e no processo democrático de uma forma geral e promover uma representação equilibrada dos sexos através de campanhas informativas e de sensibilização e do reforço de capacidades dos imigrantes e suas associações; v) Facilitar a participação dos imigrantes em organizações bem implantadas, designadamente através do apoio a programas de voluntariado e a estágios; vi) Promover a participação dos nacionais de países terceiros nas respostas da sociedade à integração de imigrantes; vii) Apoiar a constituição de associações de imigrantes capazes de aconselhar os recém-chegados e associar os seus representantes aos programas de acolhimento na qualidade de formadores e de referências. 18 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES ANEXO II Acto de Adesão As Câmaras Municipais signatárias, responsáveis por áreas do território onde a população de origem imigrante é particularmente significativa, partilhando dos fundamentos e dos objectivos constantes da Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes, comprometem-se a contribuir para o seu desenvolvimento e aprofundamento e, por isso, manifestam a vontade de ter presentes os Princípios Básicos Comuns e a integrá-los nas suas actuações. Lisboa, 21 de Novembro de 2006 As autarquias signatárias: Câmara Municipal de Almada __________________________________________________________________ Maria Emília Neto de Sousa Presidente Câmara Municipal da Amadora __________________________________________________________________ Joaquim Moreira Raposo Presidente 19 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES Câmara Municipal de Faro __________________________________________________________________ José Apolinário Nunes Portada Presidente Câmara Municipal de Lisboa __________________________________________________________________ Sérgio Lipari Pinto Vereador da Acção Social Câmara Municipal de Loures __________________________________________________________________ António Francisco da Fonseca Pereira Vereador do Gabinete de Assuntos Religiosos e Sociais Específicos 20 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES Câmara Municipal da Moita __________________________________________________________________ Dr. João Manuel de Jesus Lobo Presidente Câmara Municipal de Oeiras __________________________________________________________________ Isaltino Afonso Morais Presidente Câmara Municipal do Porto __________________________________________________________________ António Monteiro Administrador Executivo da Fundação Porto Social 21 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES Câmara Municipal de Santa Maria da Feira __________________________________________________________________ Celestino Augusto Soares Portela Vereador da Administração e Finanças Câmara Municipal do Seixal __________________________________________________________________ Alfredo José Monteiro da Costa Presidente Câmara Municipal de Sintra __________________________________________________________________ Fernando Seara Presidente 22 PLATAFORMA SOBRE POLÍTICAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO DE IMIGRANTES Câmara Municipal de Vila do Conde __________________________________________________________________ Victor Costa Vereador da Juventude, Ambiente, Inovação e Tecnologia Câmara Municipal de Vila Franca de Xira __________________________________________________________________ Maria da Luz Gameiro Beja Ferreira Rosinha Presidente 23