ESTUDO DOS EFEITOS INDUZIDOS POR UM PROTOCOLO UTILIZANDO EXERCÍCIOS FÍSICOS ESPECÍFICOS, NA DENSIDADE MINERAL ÓSSEA, EM MULHERES PORTADORAS DE OSTEOPENIA OU OSTEOPOROSE PÓS-MENOPÁUSICA OSLEI DE MATOS PORTO-2007 ESTUDO DOS EFEITOS INDUZIDOS POR UM PROTOCOLO UTILIZANDO EXERCÍCIOS FÍSICOS ESPECÍFICOS, NA DENSIDADE MINERAL ÓSSEA, EM MULHERES PORTADORAS DE OSTEOPENIA OU OSTEOPOROSE PÓS-MENOPÁUSICA Dissertação apresentada à Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, com vista à obtenção do grau de Doutor em Ciência do Desporto - (Decreto – Lei nº 216/92, de 13 de Outubro). Orientador: Professor Doutor José Martinez Oliveira Co-orientador: Professor Doutor Domingos José Lopes da Silva OSLEI DE MATOS PORTO-2007 Matos, O. (2007). Estudo dos efeitos induzidos por um protocolo utilizando exercícios físicos específicos, na densidade mineral óssea, em mulheres portadoras de osteopenia ou osteoporose pós-menopáusica. Porto: O. Matos. Dissertação de Doutoramento apresentada à Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. PALAVRAS-CHAVE: OSTEOPOROSE; OSTEOPENIA; PÓS-MENOPAUSA; DENSIDADE MINERAL ÓSSEA; FORÇAS LONGITUDINAIS. DEDICATÓRIA Aos meus Pais, que são o melhor exemplo de que não se deve desistir frente às dificuldades da vida. iii AGRADECIMENTOS À Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, através do seu Presidente Professor Doutor Jorge Olímpio Bento, pelo apoio concedido, sem o qual não seria possível a realização desta pesquisa; Ao Professor Doutor José Martinez Oliveira, que antes mesmo de ser Orientador, já delineava os passos do projecto com a alma e sabedoria de poucos; Ao Professor Doutor Domingos Silva, que em todos os momentos da pesquisa esteve presente como Orientador, Amigo e Mestre, alimentandome de motivação e confiança; Ao Dr. Joaquim Barbosa, pela mão amiga pela qual amparou o aluno desconhecido que batia à porta do seu Centro de Saúde em busca de apoio; Ao Gabinete de radiologia de Espinho, pelo auxílio fundamental na realização dos exames; A UPN que através do Sr. Domingos Lemos e Abel Fernandes, possibilitou não somente a realização de um projecto, como também a concretização de um sonho; As Professoras Patrícia Lobo e Sandra Oliveira, professoras do programa, que foram as principais responsáveis pelo bom andamento do projecto; Ao Professor Doutor Rui Garganta, pelo grande apoio concedido durante toda a fase da pesquisa; v Ao Professor Ronaldo Filardo pelo apoio e amizade dedicada durante o desenvolvimento da pesquisa; As Senhoras que participaram do grupo de estudo, pela dedicação e empenho durante o projecto e pela confiança depositada na equipa de trabalho. vi ÍNDICE GERAL DEDICATÓRIA III AGRADECIMENTOS V ÍNDICE GERAL VII ÍNDICE DE FIGURAS X ÍNDICE DE QUADROS XI ÍNDICE DE ANEXOS XII RESUMO XIII ABSTRACT XV RÉSUMÉ XVII ABREVIATURA E SÍMBOLOS XIX 1.1- INTRODUÇÃO 1 1.2- ESTRUTURA DO TRABALHO 7 2- REVISÃO DA LITERATURA 11 2.1- ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO ÓSSEA 11 2.2- OSTEOPOROSE: ASPECTOS CLÍNICOS E FISIOLÓGICOS 14 2.2.1- Etiopatogenia 14 2.2.2- Osteoporose em mulheres 19 2.2.3- As fracturas 24 2.3- BASES DIAGNÓSTICAS PARA OSTEOPOROSE 2.3.1- Exames por imagem 28 30 2.3.1.1- Radiográfico 30 2.3.1.2- Absorciometria radiológica de energia única 31 2.3.1.3- Densitometria computadorizada por absorciometria radiológica de dupla energia 31 2.3.1.4- Tomografia computadoriza quantitativa 34 2.3.1.5- Ultra-som quantitativo 34 vii 2.3.1.6- Ultra-sonometria 35 2.4- TRATAMENTOS PARA OSTEOPOROSE 35 2.4.1- Terapêutica hormonal de substituição 35 2.4.2- Outros recursos farmacológicos 39 2.4.2.1- Bifosfonatos 39 2.4.2.2- Moduladores seletivos de receptores de estrogénios 41 2.4.2.3- Calcitonina 42 2.4.2.4- Androgénicos 43 2.4.2.5- Flúor 43 2.4.2.6- GH e IGF-1 44 2.4.2.7- Estatinas 44 2.4.2.8- Ranelato de Estrôncio 45 2.4.3- Aspectos nutricionais 45 2.5- APLICAÇÃO DOS EXERCÍCIOS FÍSICOS NA MASSA ÓSSEA 50 2.5.1- Exercícios aeróbios e massa óssea 58 2.5.2- Exercícios de fortalecimento muscular e massa óssea 59 2.5.3- Exercícios em cadeia cinética fechada e massa óssea 60 2.5.4- Lesões na prática de exercícios 61 2.5.5- Aplicação biomecânica 63 2.5.6- Principais leis biomecânicas e estructura óssea 67 2.5.7- Efeito Piezoeléctrico 68 2.5.8- Programas de treino de musculação 69 2.5.9- Equilíbrio Motor 71 3- MATERIAL E MÉTODOS 77 3.1- CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA 77 3.2- CRITÉRIOS DE SELECÇÃO AMOSTRAL 77 3.3- PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 79 viii 3.4- VARIÁVEIS DO ESTUDO 83 3.6- INSTRUMENTOS 83 3.6- MÉTODO DE AVALIAÇÃO DA DENSITOMETRIA ÓSSEA 84 3.7- SALA DE AVALIAÇÃO 85 3.7.1- Meios informáticos e digitais 85 3.7.2- Espaço físico 86 3.8- PROCEDIMENTOS ESTATÍSTICOS 4- RESULTADOS 87 91 4.1- AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO MOTOR 91 4.2- COMPARAÇÃO DA DMO DE AMBOS OS GRUPOS NOS DIFERENTES MOMENTOS DE AVALIAÇÃO NA ANÁLISE INTRA-GRUPO 92 4.3- COMPARAÇÃO DA DMO DE AMBOS OS GRUPOS NOS DIFERENTES MOMENTOS DE AVALIAÇÃO NA ANÁLISE INTER-GRUPOS 94 4.4- RESULTADOS COMPARATIVOS DO GRUPO DE ESTUDO E THS 95 5- DISCUSSÃO 99 5.1- TESTE DE EQUILÍBRIO CORPORAL 5.2- DISCUSSÃO DA METODOLOGIA 99 103 5.2.1- Limitações do estudo 110 5.3- DISCUSSÃO DOS RESULTADOS COMPARATIVOS DMO INTRA-GRUPO 111 5.4- DISCUSSÃO DOS RESULTADOS COMPARATIVOS DMO INTER-GRUPOS 114 5.5- DISCUSSÃO DOS RESULTADOS COMPARATIVOS DE DMO E THS NO GRUPO DE ESTUDO 118 6- CONCLUSÃO 123 7- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 127 8- ANEXOS XXI ix ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 Comparativo da massa óssea, faixa etária e sexo 20 Figura 2 Figura representativa das alterações estructurais 67 Figura 3 Figura representativa da acção biomecânica sobre as metáfises 68 x ÍNDICE DE QUADROS Quadro 1 Factores estimuladores e inibidores ósseos 13 Quadro 2 Factores de risco para osteoporose 15 Quadro 3 Necessidade diária de cálcio 46 Quadro 4 Conteúdo de cálcio e gordura dos alimentos 47 Quadro 5 Periodização do programa de treino 81 Quadro 6 Periodização dos exercícios cardiorespiratórios 82 Quadro 7 Classificação diagnóstica da osteoporose 84 Quadro 8 Estatística descritiva para o teste de equilíbrio 91 Quadro 9 Estatística descritiva da análise intra-grupo 933 Quadro 10 Estatística descritiva da análise inter-grupos 94 Quadro 11 Estatística descritiva da análise de terapêutica 96 hormonal de substituição xi ÍNDICE DE ANEXOS Anexo 1: Ficha Anamnese e dados clínicos xxi Anexo 2: Ficha Avaliação física xxii Anexo3: Publicidade xxiii Anexo 4: Densitometria óssea xxiv Anexo 5: Declaração para utilização de imagem xxv Anexo 6: Equipamentos utilizados xxvii Anexo 7: Ficha Escala de Equilíbrio de Berg xxix Anexo 8: Carta de Permissão dos sujeitos xxxiv Anexo 9: Descrição dos exercícios xxxvi Anexo 10: Ficha dos resultados finais lvii xii RESUMO A osteoporose é uma doença osteometabólica caracterizada pela fragilidade dos ossos e aumento da incidência de fracturas. Sabe-se que a musculação exerce uma influência positiva nos valores de densidade mineral óssea em mulheres pósmenopáusicas. O objectivo principal deste estudo foi analisar o efeito de um protocolo de exercícios específicos de musculação, nos valores de densidade mineral óssea da coluna lombar e fémur, em mulheres portadoras de osteopenia ou osteoporose pósmenopáusica. A amostra foi composta de 60 mulheres portuguesas, pós-menopáusicas e portadoras de osteoporose ou osteopenia na faixa etária de 45 a 65 anos (57,1±4,9 anos). Os indivíduos foram divididos em dois grupos: grupo de estudo (n=30, idade=57,5±5,1 anos) e grupo controlo (n=30, idade=56,6±4,6 anos). Para o grupo de estudo o protocolo de musculação teve duração de 12 meses e foi constituído por exercícios com incidência de forças longitudinais em cadeia cinética fechada. Para o grupo de controlo não houve, no mesmo período, intervenção com aplicação de exercícios. A densidade mineral óssea foi avaliada no primeiro e segundo momentos, em ambos os grupos, por um aparelho de densitometria computadorizada por absorciometria radiológica de dupla energia modelo Hologic QDR-4500. Para análise dos dados foi utilizada a estatistica descritiva, o teste t para medidas repetidas e o teste t de medidas independentes. Os cálculos foram realizados no software SPSS 12.0 e o nível de significância foi estabelecido em 5%. Não foram verificadas diferenças estatisticamente significativas nos valores médios da densidade mineral óssea da coluna lombar e fémur, entre o primeiro e segundo momentos de avaliação em ambos os grupos. Contudo, se analisado em termos percentuais, na região coluna lombar o grupo de estudo obteve uma melhora de 1,17%, comparada a uma diminuição de 1,99% do grupo de controlo. Quanto a variável fémur, os valores percentuais apresentaram uma diminuição similar em ambos os grupos (grupo de estudo= -0,76%; grupo de controlo= -0,80%). Conclui-se que o protocolo de exercícios aplicado, não foi suficiente para melhorar a densidade mineral óssea em ambas as regiões analisadas em mulheres portadoras de osteopenia ou osteoporose pós-meopáusica. PALAVRAS-CHAVE: OSTEOPOROSE, DENSIDADE MINERAL ÓSSEA, OSTEOPENIA, FORÇAS LONGITUDINAIS. xiii PÓS-MENOPAUSA, ABSTRACT Osteoporosis is an osteometabolic disease characterized by bone fragility and the increase of incidence of fractures. The evidences in the literature show that weight training positively influences bone mineral density in postmenopausal women. The major objective of this study was to analyse the effect of a specific weight training exercise protocol in the values of bone mineral density in lumbar spine and hip in women with osteopenia or osteoporosis postmenopausal. The sample consisted of sixty 45-65 years old (57.1±4.9) portuguese postmenopausal women with osteoporosis or osteopenia. The subjects were divided in two groups: the study group (n=30; 57.5± 5.1 years) and the control group (n=30; 56.6±4.6 years). For the study group the weight training exercise protocol was applied during a period of 12 months and it was constituted by exercises with incidence of longitudinal forces in closed kinetic chain. For the control group no weight training exercise protocol was applied at all. Bone mineral density was evaluated in first and second moments in the both groups, through an dual energy x-ray absorptiometry equipment model Hologic QDR-4500. In order to analyse the data a descriptive statistics, a t-test for repeated measures and an independent t-test were used. The analysis of the coded data were completed with the use of the SPSS 12.0 software package. The level of significance was established as 5%. The results showed no significant statistical differences between the average values in bone mineral density for lumbar spine and hip, between the first and the second moments of the evaluation in both groups. However, the percentage analysis of the study group showed an increase in the lumbar spine region of 1.17% compared to a decrease of 1.99% in the control group. In relation to the hip variable, the percentage values showed a similar decrease in both groups (study group -0.76% and control group -0.80%). In conclusion, the weight training exercise protocol was not sufficient to improve bone mineral density in both regions (lumbar and hip) in postmenopausal women with osteopenia or osteoporosis. KEY WORDS: OSTEOPOROSIS, OSTEOPENIA, POSTMENOPAUSAL, BONE MINERAL DENSITY, LONGITUDINAL FORCES. xv RÉSUMÉ Ostéoporose est une maladie osteo-metabolique caractérisée par la faiblesse des os et de l'augmentation de l'incidence des ruptures. On sait que le musculation exerce-t-il une influence positive en valeurs de densité minérale osseuse en femmes après la ménopause. L'objectif principal de cette étude était d'analyser l'effet d'un protocole des exercices spécifiques de musculation, en valeurs de la densité minérale osseuse de la colonne lombaires et du fémur, en femmes portantes de l'ostéopénie ou de l'ostéoporose après la menopause. L'échantillon s'est composé de 60 femmes portugaises, après-menopauses et de porteurs d'ostéoporose ou d'ostéopénie entre la bande d'etária de 45 les 65 ans (57,1±4,9 ans). Les personnes avaient été divises dans deux groupes: groupe d'études (n=30, âge=57,5±5,1 ans) et groupe contrôle (n=30, âge=56,6±4,6 ans). Pour le groupe d’étude le protocole de musculation a eu la durée de 12 mois et a été constitué par des exercices avec l'incidence des forces longitudinales en chaîne cinétique fermée. Pour le groupe contrôle il n'a pas eu, dans la même période, intervention avec l'application des exercices. La densité minérale osseuse a été évaluée dans le premier et deuxième moments, dans les deux groupes, par un dispositif de densitometrie informatisée pour absortiometrie radiologique de double énergie modèle Hologic QDR4500. Pour l’analyse des données a été employé la statistique descriptif, essai t pour des mesures répétées et essai t de mesures indépendantes. Les calculs avaient été exécutés dans le logiciel SPSS12.0 et le niveau d'importance a été maintenu dans 5%. Différences significatives statistiquement en valeurs moyennes de la densité minérale osseuse de la colonne lombaires et du fémur n'avait pas été vérifié, entre le premier et le deuxième moments d'évaluation dans les deux groupes. Cependant, si analysé en termes du percentile, dans la région de la colonne lombaire le groupe de l'étude a obtenu une amélioration de 1,17%, comparée à une réduction de 1,99% du groupe de contrôle. Au sujet de la variable fêmur, les valeurs du percentile avaient présenté à une réduction semblable les des deux groupes (groupe d'étude= -0.76%; groupe contrôle= -0.80%). On conclut que le protocole des exercices appliqué, n'était pas assez pour améliorer la densité minérale osseuse dans les deux régions analysées dans les femmes portantes de l'osteopenie ou de l'ostéoporose après-menopause. MOTS-CLÉS: OSTÉOPOROSE, OSTÉOPÉNIA, APRÉS-MENOPAUSE, DENSITÉ MINÉRALE ÓSSEUSE, FORCES LONGITUDINALES. xvii ABREVIATURAS E SÍMBOLOS ACSM American College of Sports Medicine AUBA Atenuação de ultra som de banda larga AVD Actividade de vida diária BORG Escala de percepção de esforço CMO Conteúdo mineral ósseo DEXA Densitometria computadorizada por absorciometria radiológica de dupla energia DMO Densidade mineral óssea DR Densitometria radiográfica EC Ecografia quantitativa EEB Escala de equilíbrio de Berg FSH Hormona folículo estimulante GC Grupo de controlo GE Grupo de estudo HDL Lipoproteína de alta densidade LDL Lipoproteína de baixa densidade LH Hormona luteinizante OMS Organização Mundial da Saúde PTH Paratormônio Rpm Rotações por minuto 1RM Uma repetição máxima SERMs Moduladores selectivos de receptores de estrogénio SPA Absorciometria radiológica de energia única TCQ Tomografia computadorizada quantitativa TCQp Tomografia computadorizada quantitativa periférica THS Terapêutica hormonal de substituição ou terapia de reposição UPN Universidade Profissional do Norte US Ultra-sonometria UTAM Unidade de tratamentos alternativos naturais URO Unidade de remodelamento óssea xix _______________________________________________________________ 1- INTRODUÇÃO ____________________________________________________________Introdução 1.1- INTRODUÇÃO A evolução da humanidade nos últimos 100 anos, tem sido acompanhada por modificações nos hábitos e necessidades da sociedade que procura se adaptar às transformações tecnológicas. Transformações essas que se evidenciaram principalmente a partir da Revolução Industrial que gerou um importante impacto na qualidade de vida e na longevidade da população, mas principalmente nas taxas e na distribuição da morbimortalidade; ao passo que, a redução dos niveis de actividade física, por consequência o sedentarismo, acaba por exigir diferentes respostas em cada sociedade para seus problemas de saúde. Por sua vez, o sedentarismo surge como uma grave ameaça para o ser humano provocando uma séria deterioração das funções corporais e como consequência, necessidades de adaptações a um estilo de vida inactivo ou inadequado a manutenção da saúde; o que pode gerar problemas clínicos graves e comuns, como coronariopatias, hipertensão, obesidade, ansiedade e principalmente a osteoporose. Naturalmente, com o aumento da incidência dessas patologias nas sociedades contemporâneas, essas doenças tornam-se endêmicas, o que requer atenção redobrada, pois endemias custam caro aos cofres públicos e estes gastos são maiores com a osteoporose, por ser uma doença de dispendioso e difícil tratamento. Vestígios das deformidades causadas pela osteoporose em dados de 990 a 970 a.C. e até mesmo em esqueletos da idade do bronze foram relatados por Dislman, Washburn e Heath (2004). Ao passo que, a osteoporose representa hoje uma das patologias que mais preocupa a saúde pública em todo o mundo, pois a nível mundial, Johnell (1998), estimou que a incidência até 2050 de fracturas de quadril causadas por osteoporose passarão anualmente de 1,7 para 6,3 milhões de casos, ou seja, a incidência praticamente será quatro vezes maior. Ainda, para Johnell (1998), a União Europeia em 2004 gastou cerca de 4,8 mil milhões somente em assistência hospitalar relacionada a fracturas osteoporóticas. Um levantamento realizado pelo U.S. Department of Health and Human Services (USDHHS, 2004), 1 ____________________________________________________________Introdução estimou que somente nos Estados Unidos, cerca de 10 milhões de americanos acima de 50 anos apresentem osteoporose e mais de 34 milhões possuem osteopenia. A previsão para 2010 é de 12 milhões com osteoporose e 40 milhões com osteopenia e para 2020, a estimativa é de haver um salto para 14 milhões de portadores de osteoporose e de cerca de 47 milhões com osteopenia. Dados fornecidos por Ford, Bass, Turner, Mauromoustakos e Graves (2004), mostraram a existência de 25 milhões de afectados por osteoporose na Europa, sendo que destes, 80% eram mulheres. Somente em um ano, dentre 16 milhões de mulheres com mais de 55 anos, 4,5 milhões poderão desenvolver osteoporose, número este que representa milhões em gastos para a saúde pública, que por sua vez, necessita de uma forma mais eficaz para combater o avanço desenfreado desta patologia. Dessa maneira, a USDHHS (2004), relatou que esta é a doença óssea mais comum, sendo definida como uma desordem esquelética caracterizada pelo comprometimento da força óssea e da sua microarquitectura, predispondo ao aumento do risco de fracturas. Quanto a classificação da osteoporose, Petranick e Berg (1997) e o USDHHS (2004), descreveram que esta doença pode ser primária, sub-dividida em pós-menopáusica (tipo I) ou senil (tipo II) e sub-classificadas de involutivas; e secundária, caracterizada por perdas ósseas relacionadas aos problemas endócrinos, uso de medicamentos, doenças crónicas e carências alimentares. Para Iannetta (2006), a osteoporose não deve ser classificada primariamente como desequilíbrio específico dos componentes da matriz óssea inorgânica, e sim como um transtorno de ordem orgânica por comprometimento primário da matriz mesenquimal protéica que é formada principalmente por colágeno tipo I. Mesmo assim, esta patologia pode ser proveniente de várias causas, tais como doenças gastrointestinais, dieta pobre em cálcio, idade avançada, sedentarismo, hábitos tabágicos, excesso de bebidas alcoólicas, baixo peso corporal e outras doenças que afectam directa ou indirectamente a saúde óssea (Seeley, Stephens e Tate, 2005). Esta problemática agrava-se perante uma alimentação inadequada e pela falta de conhecimento da 2 ____________________________________________________________Introdução população, além da ausência de um trabalho mais objectivo de prevenção e informação sobre a doença por parte das autoridades em saúde pública. Segundo a The North American Menopause Society (2006), outra causa importante que pode levar à osteoporose é a menopausa. Notadamente a menopausa ocorre entre 45 e 60 anos de idade, sendo caracterizada pela redução de estrogénio circulante e associada, segundo Davison e Davis (2003), com o risco para doença isquémica cardíaca e doença cerebrovascular. Esse fenómeno é muito importante na biologia feminina, pois divide o ciclo vital em fase pré e pós menopausa; principalmente ao considerar que a média de idade das mulheres pode estar próxima dos 80 anos, o que torna esse fenómeno um advento fisiológico que deve ser encarado de forma natural. Ao passo que, para Kamel (2003) e Cesari et al. (2005), a menopausa potencializa a perda óssea (osteopenia) e muscular (sarcopenia). As mulheres no período da menopausa, desenvolvem uma perda progressiva da densidade mineral óssea (DMO), pela perda da protecção das hormonas provocada pela baixa de estrogénio ovariano; processo este que ocorre pelo aumento da renovação (“turnover”) e diminuição da formação óssea (maior reabsorção) em cada unidade de remodelação, o que conduz a uma perda de massa óssea (rarefação óssea). Segundo Lohman et al. (2001) e Bonaiuti et al. (2005), a menopausa acarreta diversas alterações corporais em virtude das oscilações abruptas resultantes das variações das taxas hormonais. Uma das formas encontradas para minimizar estes efeitos e suprir a carência hormonal é fazê-la de forma sintética através da terapêutica hormonal de substituição (THS) que ainda não apresenta consenso na literatura. Alguns estudos, tais como Villareal et al. (2003) e Bluming (2005), sugerem benefícios e outras pesquisas (Beck e Snow, 2003; Chilibeck , 2004; e Uusi-Rasi, Sievanon, Heinonen, Beck e Vuori, 2005), não demonstraram efeitos positivos da THS para minizar as perdas ósseas. Para o diagnóstico da osteoporose, a Organização Mundial da Saúde (OMS, 1994) preconiza a utilização da Densitometria computadorizada por absorciometria radiológica de dupla energia (DEXA) como o método padrão na 3 ____________________________________________________________Introdução definição do grau de desmineralização óssea, sendo esse método mais popular e preciso para a mensuração da DMO. Dessa maneira, a DMO pode ser medida em qualquer região do esqueleto, mas preconiza-se que as medidas sejam realizadas nos sítios coluna lombar e femoral, por serem as duas principais regiões de acometimento desta patologia. Portanto, embora baixos valores de DMO de uma região possam aumentar o risco de fratura de outra região do esqueleto, as melhores correlações se fazem entre valores de DMO e risco de fracturas de um mesmo sítio. Para se ter uma idéia da importância da prevenção através da análise densitométrica, Dislman, Washburn e Heath (2004), relataram que o desviopadrão abaixo dos índices considerados adequados, aumenta em 300% o risco de fractura do colo femoral. Num estudo longitudinal de dez anos, Melton, Atkinson e O’Fallon (1993), relataram que perdas de DMO de um desviopadrão, duplicam ou até triplicam o risco relactivo de fracturas na mesma região examinada. As fracturas, que na maioria das vezes são provocadas por quedas, representam os gastos referentes à osteoporose, e segundo Kronhed, Möller, Olsson e M. Möller (2001), as quedas são relativamente comuns entre a população idosa e ocorrem normalmente durante a execução de tarefas rotineiras, sendo o risco de quedas aumentado com a idade. Desta forma, prevenir quedas é considerado tão importante quanto a prevenção da perda de massa óssea, ao passo que, o risco de queda esta directamente relacionado ao equilibrio motor. Para Bouchard e Shephard (1994), numa perspectiva da aptidão física relacionada à saúde, uma das facetas que integram o componente motor é o equilibrio, que contribue para a aptidão física e fisiológica numa perspectiva de saúde, com a possivel exceção da prevenção de quedas e acidentes, particularmente em pessoas idosas. A actividade física pode ser uma ferramenta importante, pois reduz os riscos de fracturas não apenas por conter a perda óssea, mas também por aumentar a capacidade neuromuscular, melhorando o equilíbrio motor, que desta forma, ajuda a prevenir as quedas ou reduzir o impacto com que estas ocorrem. Neto e Fernandes (2001) relataram que com um programa de exercícios de fortalecimento de grupos musculares posturais e propriocepção 4 ____________________________________________________________Introdução após somente um mês de programa demonstravam melhoras significativas no equilíbrio motor de mulheres osteoporóticas com comprometimento postural (Neto e Fernandes, 2001; Sinaki e Lynn, 2002). Por sua vez, Swanenburg, Mulder, De Bruin e Uebelhart (2003) e Kontulainen et al. (2004), relatam a importância da prescrição de exercícios que utilizam-se da manutenção do peso corporal como factor determinante do ganho de DMO, mas que não diferenciam os equipamentos e a metodologia pela qual deve ser aplicada as actividades fisicas. Quanto a utilização da musculação no tratamento da osteoporose, os estudos conduzidos por Petranick e Berg (1997), Layne e Nelson (1999), Lohman et al. (2001) e Modlesky e Lewis (2002), possuem uma preocupação muito grande com a subjectividade relacionada ao número de repetições e o percentual de carga a ser aplicado, mas desconsideram o trabalho das diferentes incidências de forças que agem na microarquitectura óssea sob efeito de estresse mecânico. Existe realmente uma grande lacuna sobre a metodologia mais adequada de aplicação de um programa de musculação em ser mais eficaz na prevenção e tratamento da osteoporose. No entanto, sabese que o impacto pode ser uma incidência de força importante na obtenção da DMO, mas este, também pode ser foco de fracturas por sobrecargas, se for considerado que o mesmo possa ser aplicado a um sujeito que já apresenta rarefação óssea. Por sua vez, a aplicação de forças longitudinais utilizando-se de exercícios em cadeia cinética fechada, podem ser baseadas nos mesmos pressupostos de um programa de exercícios com alto impacto, mas sem acarretar as mesmas sobrecargas ósseas e articulares exercidas pelo mesmo. Ao passo que, a literatura referente à acção de forças longitudinais e seus efeitos na estrutura óssea é rara e sua padronização na musculação, na demonstração da aplicação do mesmo em termos específicos de metodologia no tratamento auxiliar de mulheres portadoras de osteopenia ou osteoporose pós-menopáusica é inexistente. Este facto evidencia a originalidade da pesquisa e a urgente necessidade de maiores investigações a objectivar a exploração de tais efeitos nesta população. 5 ____________________________________________________________Introdução Para Thompson (2002) os exercícios de cadeia cinética fechada envolvem exemplos de movimentos funcionais, onde existe suporte de peso com contracção de grupos musculares agonistas e antagonistas como o agachamento, prensa e levantamentos. Assim, em relação as formas de tratamento e prevenção da osteoporose, muitas lacunas ainda são encontradas, mas o certo é que apesar do avanço tecnológico e do grande investimento em pesquisas, a incidência da patologia continua a assumir índices alarmantes e provocando cada vez mais aumento nas taxas de morbidade e mortalidade. Até porque, a literatura actual generaliza a osteoporose e seus tratamentos, como também não padroniza um programa de exercícios a ser seguido, somente relata as modalidades mais indicadas e seus benefícios gerais. Dessa maneira, em pesquisa realizada na base de dados da MedLine com as palavras-chave: osteoporose (osteoporosis), tratamento da osteoporose (osteoporosis treatment), exercício no tratamento da osteoporose (exercise osteoporosis treatment), tratamento fisioterápico da osteoporose (physiotherapy osteoporosis treatment), osteoporose e sustentação de peso (osteoporosis and weight bearing), osteoporose e força (osteoporosis and strength), força longitudinal (longitudinal strenght) - foram encontradas mais de 68.000 citações com esses termos. Contudo, até o momento, foi detectado a ausência de pesquisas com aplicação de protocolo de exercícios físicos de musculação com incidência de forças longitudinais em cadeia cinética fechada em mulheres portadoras de osteopenia ou osteoporose pós-menopáusica. A presente pesquisa é percorrida por um objectivo: Avaliar o efeito de um programa de exercícios de musculação com a aplicação de forças longitudinais em cadeia cinética fechada na DMO de mulheres portadoras de osteopenia ou osteoporose pós-menopáusica; Este objectivo gera as seguintes hipóteses: H1: O treino de musculação, em cadeia cinética fechada, induz uma melhoria da DMO em mulheres portadoras de osteopenia ou osteoporose pósmenopáusica; 6 ____________________________________________________________Introdução H2: Os valores da DMO apresentados após a realização do programa de musculação, são independentes da utilização da terapêutica hormonal de substituição (THS). 1.2- ESTRUTURA DO TRABALHO Considerando que o objectivo principal deste estudo, que foi analisar o efeito de um programa de exercícios de musculação com a aplicação de forças longitudinais em cadeia cinética fechada na DMO de mulheres portadoras de osteopenia ou osteoporose pós-menopáusica, e afim de distribuir didácticamente cada segmento da Dissertação, seguiu-se a seguinte ordenação e descrição: No Capítulo 1 descreve-se toda a base do projecto de pesquisa, com suas hipóteses, pressupostos e objectivos, procurando deixar claro as lacunas e intenções científicas com as quais definiram-se os passos metodológicos da investigação. No Capítulo 2 realizou-se a descrição detalhada dos aspectos anatomofisiológicos das estruturas ósseas, interligando com as principais características da osteoporose em suas várias facetas, dando ênfase somente à osteoporose primária do tipo I, seus mecanismos de fractura e formas diagnósticas. Esta revisão da literatura foi directa, mas objectivamente relacionou a importância da actividade física no tratamento auxiliar no combate à enfermidade, com citações recentes das principais pesquisas investigadas que corroboram com os dados observados. No Capítulo 3 relata-se os materiais e métodos utilizados na investigação, juntamente com a definição dos caminhos traçados para a análise mais correcta dos dados colectados e dos respectivos procedimentos estatísticos. A forma e o objectivo de cada periodização de treino foram destacados neste capítulo para reafirmar a manutenção dos ideais projectados no início da investigação. 7 ____________________________________________________________Introdução No Capítulo 4 apresenta-se de forma didáctica a descrição dos resultados conduzidos de grupo geral até uma descrição intra-grupos de controlo e de estudo nas variáveis estudadas. No Capítulo 5 descreve-se uma discussão com a análise e interpretação dos dados em relação a literatura consultada, evidenciando comparações em relação a estudos com diferentes designes ou com abordagens generalizadas em relação aos pressupostos e objectivos do presente estudo. No Capítulo 6 concretiza-se a análise de todo o processo com a conclusão final e directa do estudo, visando responder aos objectivos propostos. No Capítulo 7 relata-se a base científica da investigação, através da referência bibliográfica consultada e referenciada no contexto do projecto, que alinhavou e direccionou os caminhos e ensinamentos de bases fidedignas e actualizadas sobre os assuntos que permeiam o tema da pesquisa. 8 _______________________________________________________________ 2- REVISÃO DA LITERATURA ____________________________________________________Revisão da Literatura 2- REVISÃO DA LITERATURA 2.1- ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO ÓSSEA O corpo humano, é sustentado por 206 ossos que representam a base de toda uma arquitectura formada para resistir e se adaptar às constantes evoluções humanas. Esta arquitectura possui funções complexas e muitas vezes antagónicas. Como por exemplo, permitir a mobilidade corporal através das articulações, que são representadas pelo contacto de dois ou mais ossos, ao mesmo tempo que permite esta movimentação, sendo as articulações de maior mobilidade as mais propensas às lesões. Segundo Tortora (2000) e USDHHS (2004), outras funções importantes dos ossos e do esqueleto como um todo, são a função hematopoiética e sustentação de partes moles, como as pélvicas e o encéfalo, protegidos por um arcabouço ósseo representados pela pelve e cránio, respectivamente. Para Junqueira e Carneiro (1987), as células ósseas são representadas pelos: osteoclastos, que são células grandes de revestimento, multinucleadas de origem hematopoiética, derivadas dos macrófagos; os osteoblastos que são células de revestimento, responsáveis pelos constituintes da matriz orgânica, derivados do mesênquima e localizados na medula óssea e revestindo uma camada de matriz ainda não calcificada. Segundo Gray (1988) e Khan et al. (2001), as células ósseas possuem retículo endoplasmático rugoso em grande número juntamente com um avantajado aparelho de Golgi, que contribuem para a síntese de substâncias para a formação da matriz; e osteócitos, que são células achatadas localizadas no interior da matriz e essencial para a manutenção da mesma. Por sua vez, Modlesky e Lewis (2002), descreveram o osso como um tecido dinámico em constante construção durante os anos de crescimento até se alcançar a meia idade, onde ocorre inevitavelmente sua deterioração ao longo dos demais estágios da vida. A remodelação óssea é chamada de unidade de remodelamento ósseo (URO), as quais determinam uma padronização das diferentes fases que 11 ____________________________________________________Revisão da Literatura tornam o nosso esqueleto sempre renovado. A estas fases foram dadas, segundo Petranick e Berg (1997), Queiroz (1998b), Khan et al. (2001) e Rauch e Glorieux (2004), o nome de URO de Frost, sendo as mesmas descritas como: 1a Activação das unidades funcionais básicas; 2 a Actividade reabsortiva por parte dos osteoclastos; 3 a Substituição dos osteoclastos pelos osteoblastos; 4 a Actividade de formação óssea dos osteoblastos; 5a Mineralização da matriz protéica. Estas fases compreendem a acção absortiva dos osteoclastos, que realizam verdadeiras cavidades alargadas entre as lamelas ósseas, conhecidas como lacunas de Howship. Nestes locais, os osteoblastos refazem a arquitectura destruída que posteriormente se mineraliza para dar novamente à estrutura óssea a característica sólida e resistente (Seeley, Stephens e Tate, 2005). Segundo Everts et al. (2002), a activação e a reabsorção são acompanhados de uma breve fase reversa, durante a qual a superfície óssea é preparada para uma subsequente fase de formação, produzindo adelgaçamento da camada para proteínas ricas em açúcar chamado de linha de cimento que vai ajudar na formação de forte elo entre o osso velho e o neoformado. Guyton (1992), relata sobre os aspectos anteriormente abordados que a deposição e a reabsorção ósseas contínuas desempenham algumas funções fisiológicas importantes, sendo as principais: 1) a adaptação da sua força ao grau de estresse, ocorrendo espeçamento do osso quando submetido a cargas pesadas; 2) a forma do osso poder sofrer modificações de acordo com a solicitação de estresse mecânico; 3) a constante renovação de tecido ósseo que o mantém sempre rígido. Quanto maior a velocidade de renovação e mais organizada, menor a propensão para fracturas (Hauge, Qvesel, Eriksen, Mosekilde e Melsen, 2001 e Partiff, 2001). Segundo Khan et al. (2001), o remodelamento ósseo melhora o fortalecimento do mesmo não apenas por adicionar massa óssea, mas também 12 ____________________________________________________Revisão da Literatura por expansão dos diâmetros periostal e endocortical. Todavia, outros processos de formação também ocorrem através da medula óssea (na passagem de células indiferenciadas para a forma de blastemas, que depois viram osteoblastos), e o crescimento que ocorre na chamada Lei de Wolffambos muito visíveis na regeneração de fracturas (Becker, 1985). Já, Smith (1996), acrescenta que a acção osteogénica ou reabsortiva são específicas e proporcionais à tensão sobre as células mecanosensoras da superfície da membrana óssea. Por sua vez Brooks, Fahey, White e Baldwin (1999), referem que a formação óssea e o seu pico são atingidos por volta dos 20 anos, sendo que após este período, existe uma fase de equilíbrio entre formação e reabsorção. Quase 50% da massa óssea é adquirida nessa fase, pois o acúmulo de cálcio é triplicado. Contudo, a idade em que o pico de formação óssea ocorre, permanece controverso na literatura (Burke, 1994). Para Queiroz (1998a), as substâncias que possuem acção tanto nos osteoblastos como nos osteoclastos são apresentadas no Quadro 1. Quadro 1 – Factores estimuladores e inibidores das células ósseas OSTEOCLASTOS OSTEOBLASTOS ESTIMULAM PTH 1-25 dihidrocolecalciferol Exercício físico Sais de flúor Factor activador de osteoclastos Esteróides anabolizantes Interleucinas 1 e 2 Hormona de crescimento Prostaglandina e2 Corticoesteróides Interleucina 2 DEPRIMEM Estrogénios Calcitonina Imobilização 1-25 dihidrocolecalciferol Bifosfonatos PTH Cálcio e Vitamina D Corticoesteróides Bifosfonatos Prostaglandina e2 13 ____________________________________________________Revisão da Literatura A estrutura cortical começa a diminuir após os 40 anos e entre os cinco a 10 anos após a menopausa. A fragilidade da arquitectura mais externa do osso, leva à uma maior predisposição a fracturas do fémur e do punho e sofre uma acção maior de reabsorção nos casos de desequilíbrios hormonais. Já a arquitectura interna, representada pelo osso trabecular, apresenta reabsorção mais precoce, logo após os 30 anos, ocorrendo o adelgaçamento das lamelas ósseas acompanhada de fragmentação das trabéculas. Sobre a reabsorção trabecular, Dislman, Washburn e Heath (2004), relatam que o osso trabecular, por este motivo é mais susceptível à osteoporose. Isto acontece porque com a idade, a eficiência dos osteoblastos declina, resultando em inabilidade de completar a reposição do volume do osso reabsorvido (Skinner, 1993). 2.2- OSTEOPOROSE: ASPECTOS CLÍNICOS E FISIOLÓGICOS 2.2.1- Etiopatogenia A doença é caracterizada por um distúrbio osteometabólico provocado por um desequilíbrio orgânico e inorgânico que atinge a acção formadora e reabsortiva dos ossos, dificultando a sua neo-formação. Desta forma, o osso torna-se mais poroso e enfraquecido pela deterioração da sua microestrutura com adelgaçamento trabecular, o que proporciona uma maior incidência às fracturas. A definição de LaFontaine (1999), acrescenta a sua acção sistémica e a maior prevalência em mulheres do que em homens. Para West (1998), Brooks, Fahey, White e Baldwin (1999), LaFontaine (1999) e Patrick (1999), a osteoporose é definida como patologia multifactorial, por estar muitas vezes associada a outros factores, como: doenças gastroenterológicas, dieta pobre em cálcio, idade avançada, sedentarismo, tabagismo, excesso de álcool, baixo peso corporal, imobilizações, sexo feminino, caucasiano, história familiar da doença, menopausa precoce, prolongada dismenorréia ou amenorréia, nuliparidade e falta de vitamina D. Segundo Alem et al. (2000), Saag (2003) e Orstavik et al. (2004), os 14 ____________________________________________________Revisão da Literatura glicocorticóides utilizados no tratamento de condições inflamatórias como artrite reumática, asma, enfisema, e demais doenças pulmonares crónicas podem causar profunda redução na formação e aumento da reabsorção óssea. Heap, Murray, Miller, Jalili e Moyer-Mileur (2004) e Syein e Shane (2004), encontraram forte relação entre a diabetes e o aumento da incidência de osteoporose. Ainda sobre doenças associadas, Bernstein, Blanchard, Leslie, Wajda e Yu (2000), descrevem a importância da verificação de doenças gastrointestinais, como doença de Crohn e úlceras cólicas como causa primária de osteoporose. Já Thomas e Doherty (2003) e Brown et al. (2004), destacam a associação de HIV com a osteoporose, pela deficiência geral orgánica que a mesma acarreta. Quanto as questões genéticas, ainda necessitam de maiores esclarecimentos; para Ferrari et al. (2004) e Klein et al. (2004), o gene para uma enzima chamada lipoxygenase foi recentemente identificada como factor interferente na massa óssea em ratos. Os factores determinantes para o desenvolvimento da osteoporose serão apresentados no quadro a seguir. Quadro 2- Factores de risco individuais para a osteoporose (Neto e Fernandes, 2001). FACTORES MAIORES FACTORES MENORES Sexo feminino Sedentarismo Raça caucasóide Tabagismo Hipoestrogenismo precoce Etilismo Baixo índice de massa corpórea Nuliparidade Menor massa muscular Estresse emocional Antecedentes de fractura por Ingestão diminuída de cálcio osteoporose na família (abaixo de 1g/dia) DMO diminuída Quanto aos factores de risco menores, o tabagismo tem sido realmente classificado como factor que pode reduzir a massa óssea. Para a USDHHS (2004), a nicotina e o cádmio encontrado no tabaco podem ser as toxinas que 15 ____________________________________________________Revisão da Literatura interferem na função das células ósseas, além de afectar a absorção de vitamina D e o metabolismo do estrogénio. Numa recente meta-análise realizada por Kanis et al. (2004), onde se utilizou dados de 10 diferentes estudos, foi encontrado associação do tabaco com o aumento de risco de fracturas de fémur e de outros sítios tanto em homens como em mulheres. Quanto ao álcool, as pesquisas de Sampson (2002), descrevem que o mesmo, possui efeito negativo nos ossos, mas o consumo moderado em mulheres, demonstrou efeito positivo na DMO. Este efeito pode estar relacionado à acção sobre a glândula supra-renal estimulando a produção de androgénio e estrogénio; pode também em excesso interferir no metabolismo da vitamina D (USDHHS, 2004). Segundo Duque et al. (2007), qualquer sujeito que permaneça acamado por período longo de tempo, apresentará potencial risco de fracturas osteoporóticas, sendo importante a acção de tratamento completo com exercícios, tratamento farmacológico e suplementação alimentar. Na mulher, além dos problemas da menopausa a gestação pode ser factor primário de osteoporose. Reed et al. (2003), salienta que a DMO da gestante diminui nos úlitmos meses de gestação pelo devido suporte nutricional desviado para o bebé. Realmente o maior factor de risco para a osteoporose é a menopausa. As mulheres quando entram na menopausa, além de vários outros distúrbios orgánicos, desenvolvem uma perda progressiva da DMO, pela perda da protecção hormonal provocada pela baixa de estrogénio ovariano. Segundo as estimativas citadas por Dislman, Washburn e Heath (2004), cerca de 10 milhões de pessoas são diagnosticadas anualmente nos Estados Unidos com osteoporose, sendo que destas, 80% são mulheres. Robergs e Scott (1996) e USDHHS (2004), afirmam que a estimativa fica entre 15 e 20 milhões de americanos. Já Brooks, Fahey, White e Baldwin (1999) ampliam este quadro para cerca de 25 milhões de pessoas, mantendo a proporcionalidade de 80% serem mulheres. Para a National Osteoporosis Foundation- NOF (2002), a estimativa é ainda pior para as mulheres Americanas sem ter ascendência hispânica com mais de 50 anos de idade, 16 ____________________________________________________Revisão da Literatura sendo que destas, cerca de 20% desenvolverão osteoporose e 35% osteopenia. Outros cálculos referem-se à preocupação com os gastos ao governo, aos quais serão retirados 1000 milhões de dólares para tratar anualmente cerca de 300.000 fracturas de fémur, 250.000 de punho (rádio), 700.000 coluna e 300.000 outros locais anatómicos. Para Burge, King, Balda e Worley (2003) para cada década os custos aumentarão cerca de duas a três vezes. A classificação mais utilizada para se definir a osteoporose depende da mesma estar ou não associada a factores interferentes de outras patologias. Para a USDHHS (2004) a osteoporose ocorre como consequência da pósmenopausa (tipo I) e senil (tipo II), todas classificadas como primárias; sendo consideradas de involutivas; as perdas ósseas relacionadas aos problemas endócrinos, uso de medicamentos, doenças crónicas, imobilizações, carências alimentares, são classificadas de osteoporose secundária. Queiroz (1998b) destaca ainda, que a osteoporose é clinicamente traduzida por dores, quase sempre raquialgias com ritmo mecânico, deformações da coluna vertebral com frequente diminuição da estatura, e fracturas induzidas por traumatismos mínimos e afectando sobretudo as vértebras, colo do fémur e a extremidade distal do rádio. Neto e Fernandes (2001) descrevem que as diferentes etiologias reflectem diferentes efeitos na reabsorção do tecido ósseo, representando acções localizadas ou generalizadas características, sendo que estas diferenciações ocorrem porque o esqueleto apresenta distribuição diferenciada das estruturas dos ossos. Segundo Gray (1988), os ossos são formados por uma camada externa chamada de cortical e uma camada mais interna chamada de trabecular, tendo a reabsorção destas estruturas a ocorrer de forma assimétrica e desproporcional, pela diferenciação de densidade e formação das mesmas, sendo que o osso trabecular, de característica esponjosa, é mais facilmente reabsorvido. Isto ocorre inversamente ao osso cortical, que é mais compacto e representa cerca de 80 a 85% do tecido ósseo total do organismo. Araújo (1998) e Meunier, Roux e Seeman (2004), descrevem que a maior actividade metabólica do osso trabecular faz com que 17 ____________________________________________________Revisão da Literatura cerca de 25% seja totalmente remodelado anualmente, em relação a somente 2% do osso cortical, sendo o motivo principal que faz com que áreas de maior predomínio de osso trabecular sofram maior incidéncia de fracturas. LaFontaine (1999) e Campos (2001) citam que a perda de osso cortical é de cerca de 0,3 a 0,5% por ano dos 40 anos até a menopausa e cerca de 2 a 3% por ano nos oito anos pós-menopausa, enquanto que a perda de osso trabecular é mais linear e representa 1 a 2% por ano a partir dos 30 anos de idade. Neto e Fernandes (2001) e Iannetta (2006) sobre a arquitectura óssea, descrevem que a mesma, responde às exigências do desenvolvimento do nosso dia a dia. Desta maneira, o esqueleto responde às sobrecargas de tracção e compressão formando mais osso, sendo que quando as acções são diminuídas, reduz-se também a sua estructura. Apesar da osteoporose estabelecer-se em sítios mais específicos, a mesma acomete de forma generalizada a estruturação óssea, não somente nos pontos em que foi medida. Dislman, Washburn e Heath (2004) e Slawta e Ross (2004), citam que as mulheres perdem a uma razão de 1 a 2% por volta dos 35 anos; durante os primeiros seis meses de amamentação chega aos 7% voltando aos índices normais após esta fase. Quanto aos índices pós menopáusicos os mesmos autores descrevem que a perda nos primeiros cinco a sete anos chega a 20%, sendo que 75% ou mais da perda ocorre nas mulheres durante os primeiros 15 anos pós-menopausa. No homem, de acordo com Dislman, Washburn e Heath (2004), a perda óssea começa em média dos 40 a 45 anos e perde-se a uma razão de cerca de 0,5% ao ano, aumentando entre os 60 e 90 anos. Esta relação entre o metabolismo masculino e feminino pode explicar a afirmação de Balsamo e Simão (2005), de que o processo de perda óssea pelo envelhecimento está associada a sarcopenia. Na verdade se a mesma não está associada, pelo menos pode-se afirmar que ambas caminham juntas. 18 ____________________________________________________Revisão da Literatura 2.2.2- Osteoporose em mulheres A incidência de osteoporose em homens é bem inferior à das mulheres. Isto ocorre em uma proporção de cerca de 6:1 entre o sexo feminino e o masculino, quando ambos chegam próximo dos 50 anos, mas esta proporção cai significativamente quando a idade aumenta para 70 anos, alcançando a relação 2:1. Esta diferenciação ocorre por vários aspectos. Entre eles estaria como maior referência o efeito hormonal entre homens e mulheres nas diferentes faixas etárias (Araújo, 1998; Toigo, Beatrici, Azevedo e Roubuste, 2002). Tortora (2000), descreve que os homens possuem a sua testosterona que regula o metabolismo por mais tempo que o estrogénio na mulher. Além disso, o declínio da testosterona ocorre de forma gradual enquanto que na mulher, com a chegada da menopausa, o estrogénio decresce de forma abrupta, causando todos os transtornos conhecidos desta fase. LaFontaine (1999) e Ford, Bass, Turner, Mauromoustakos e Graves (2004), destacam que a osteoporose é rara em mulheres jovens, mas a osteopenia não, bastando não atingir o pico de DMO para aumentar o risco de desenvolvimento da doença. Segundo Neto e Fernandes (2001), as hormonas representam tão bem esta diferenciação entre homens e mulheres que até mesmo a distribuição de gordura corporal, é definida através da acção destas substâncias, que dão os contornos e os padrões de biótipo corporal típico de cada elemento, tendo a mulher o padrão ginóide, com depósito periférico de gordura concentrado principalmente nas regiões glútea e femural, sendo que o estrogénio facilita a deposição nestas regiões por activar a lipase lipoproteica e lipólise abdominal; enquanto que no homem, a testosterona dá um padrão mais andróide, com gordura centralizada na região abdominal (visceral). Segundo Queiroz (1998b) quando a mulher atinge a menopausa, ocorrem modificações nas taxas hormonais, o que acarreta uma alteração também da distribuição e metabolismo destas gorduras corporais, fazendo com que a gordura passe a ser centralizada profundamente na região abdominal, 19 ____________________________________________________Revisão da Literatura levando à hipercolesterolemia e hipertensão, aumentando o risco de patologias cárdio-circulatórias. A figura abaixo relaciona as influências das hormonas nas variáveis idade e massa óssea de homens e mulheres. Figura 1- Comparativo da massa óssea, faixa etária e sexo Neto e Fernandes (2001). Guyton (1992), cita que de alguma forma durante toda a fase de desenvolvimento do homem, o mesmo beneficia das suas hormonas adquirindo um aumento no metabolismo das proteínas, o que lhe concede uma maior arquitectura muscular e uma maior e mais potente estrutura óssea. Já a mulher, com sua massa muscular e estrutura menores, apresenta ossos menos resistentes e maior susceptibilidade às alterações estructurais. As citações de Seeley, Stephens e Tate (2005) expressam que o homem possui a densidade óssea maior do que a mulher, por isso tem mais osso a ser perdido. Mas, estas alterações são minimizadas pela acção protectora do estrogénio, que de alguma forma agem nos osteoclastos de maneira a evitar uma aceleração desenfreada de reabsorção dos ossos. 20 ____________________________________________________Revisão da Literatura Lee, Jessop, Suswillo, Zaman e Lanyon (2003) relatam que os mecanismos aos quais o estrogénio realiza esta função não estão bem esclarecidos pelos pesquisadores, que encontraram receptores de estrogénio tanto em osteoclastos como em osteoblastos, concluindo que a acção tanto pode ser directa pela inibição da acção osteoclástica, como indirecta, por alguma forma de acção bloqueadora dos osteoblastos. A definição de Dislman, Washburn e Heath (2004) a este respeito, consideram que, o estrogénio aumenta o factor de crescimento ósseo (IGF-I e II) estimulando a síntese de calcitonina, inibindo a reabsorção óssea e aumentando os receptores osteoblásticos para a vitamina D. Chilibeck (2004), sustenta que os factores da influência dos estrogénios podem realmente incidir sobre as duas perspectivas, que são as estimulações osteoblásticas, que representam a formação óssea, e a acção frenadora osteoclástica que representa menor reabsorção do tecido. Craig (2002), Águas (2004) e Dormire e Becker (2007), referem-se à menopausa como sendo a mudança de idade que ocorre por volta dos cinqüenta anos e manifesta-se principalmente pelo cessar da menstruação. Guyton (1992), descreve a menopausa como sendo a exaustão dos ovários, que ocorre entre os 40 e 50 anos, onde poucos são os folículos primordiais que ainda são estimulados pelo FSH e LH, diminuindo à mesma medida a produção de estrogénios. Além da perda óssea, a mulher menopáusica poderá apresentar outras alterações fisiológicas, como as citadas por Stuhr (2002): Aumento do colesterol, triglicerídeos e LDL e diminuição de HDL; Aumento dos níveis de fibrinogênio; Sarcopenia (perda muscular); Aumento da tendência à incontinência urinária; Diminuição da lubrificação vaginal; Dores articulares e perda de flexibilidade mio-articular; Afinamento e perda do cabelo; Diminuição da tonalidade da pele e aumento de rugas; 21 ____________________________________________________Revisão da Literatura Aumento da labilidade emocional (alterações de humor, melancolia e depressão); Diminuição da memória; Neto e Fernandes (2001), referem que na pós-menopausa, o processo dominante no ciclo de remodelação óssea é a reabsorção tecidual, sendo que há evidências de que a formação esteja aumentada nesse período, provavelmente em resposta ao aumento da actividade reabsortiva do que primariamente por um efeito directo nas células formadoras de osso. Petranick e Berg (1997), Craig (2002) e Riggs, Khosla e Melton (2002), corroboram com estes dados acrescentando que, este processo acarreta redução de 4% na DMO por ano imediatamente à fase pré-menopáusica. Concluem ainda, que é a mais prevalente condição patológica da pós-menopausa, sendo que o efeito do declínio é mais acelerado nos primeiros dois a cinco anos, sendo menos acentuado nos anos seguintes. Tannenbaum et al. (2002) e Iannetta (2006), descrevem que as alterações hormonais não se restringem somente ao estrogénio, pois outras hormonas também aparecem alteradas na fase pós menopausa, entre elas a calcitonina, prostaglandinas e o PTH. Estas substâncias agem no equilíbrio da acção formadora e reabsortiva dos ossos, sendo que juntamente com as alterações das hormonas, factores como os genéticos são determinantes como factores de risco para a osteoporose. Para Abe et al. (2003), as alterações das hormonas tireoidianas como o TSH podem provocar perda de densidade mineral. Já Canalis e Delany (2002) lembram que hormonas voltadas ao estresse, como o cortisol, podem comprometer a saúde óssea. Vários factores estão envolvidados no desenvolvimento da osteoporose, mas segundo Haugeberg, Orstavik e Kvien (2003), a associação de pós-menopausa com doenças crónicas e consequentemente longos anos de administração de esteróides, acarretam um grande factor de risco. Quanto aos factores endócrinos, Aloia (1989) e Stewart (2002) explicam que quando o nível de cálcio no sangue diminui, o PTH aumenta e quando o 22 ____________________________________________________Revisão da Literatura cálcio na corrente sangüínea volta a aumentar, a secreção de PTH diminui, sendo que o PTH é a maior razão para o aumento da reabsorção óssea. Para Khan et al. (2001) e Stewart (2002), o PTH é formado por 84 aminoácidos; age de formas distintas, agindo directamente em células ósseas pré existentes promovendo a absorção de cálcio e fósforo, como também na proliferação osteoclástica seguida por aumento da reabsorção óssea, provocando ainda o aumento da excreção de fósforo na urina e aumento da reabsorção renal de cálcio. Sosa-Henriquez e Díez-Pérez (2007), descrevem que apesar dos grandes benefícios na microarquitectura óssea, o uso de PTH não é recomendado por mais de 18 meses para a teriparatida e 24 meses para PTH 1-84. Quanto aos efeitos associados à menopausa, Stuhr (2002), descreve que estudos mostraram que mulheres fisicamente activas podem ter menos e suaves sintomas vasomotores comparados à mulheres sedentárias; cita ainda que a doença coronariana é a primeira causa de morte feminina nos Estados Unidos, resultando em 250.000 mortes a cada ano, em que o homem apresenta 2,5% a 4,5% maior risco de desenvolver a doença que a mulher. Porém, 10 anos após a menopausa, homens e mulheres são igualmente vulneráveis, sendo que as mulheres estão duas vezes mais expostas ao risco de morte dentro do primeiro ano após o ataque cardíaco. Douchi et al. (2003) relatam na conclusão do seu grupo de pesquisa que ao comparar a diferença de DMO, massa magra, massa gorda, peso, altura, distribuição de gordura corporal em mulheres menopáusicas e pósmenopáusicas, que somente a DMO obteve diferença significativamente menor em mulheres pós-menopáusicas, mas os demais itens avaliados não indicaram mudanças significativas com o passar dos anos pós menopáusicos. Estudos revelaram que existe um aumento na incidência de fracturas do fémur de cerca de 10 a 20% em mulheres que são fumadoras, assim como, reduzem a absorção intestinal de cálcio e a taxa circulante de estrogénio. Aloia (1989), descreve que o tabaco é tóxico para os folículos pelo que destruindo-os encurta o processo de evolução para a menopausa. 23 ____________________________________________________Revisão da Literatura Beck e Snow (2003), destacam que a redução de estrogénio que acompanha a menopausa representa um poderoso factor para os estudos dos efeitos dos exercícios na saúde óssea pós menopáusica. Além destes factores hormonais, pesquisas recentes descritas por Boyden et al. (2002) e Little et al. (2002), verificaram o envolvimento de um sistema celular lipoproteico chamado Proteína 5, onde pacientes com a activação desta possui ossos mais fortes, sendo que os mesmos não foram encontrados em pacientes com osteoporose. O facto de um indivíduo apresentar osteoporose em fase pósmenopáusica, significa uma crescente, acentuada e importante perda da estrutura óssea, pois é nesta fase que se encontram os maiores índices de perdas densitométricas. Desta forma, considera-se que a osteoporose merece sempre maior atenção, pois significa estar em risco para as fracturas ósseas (Kamel, 2006). Jarupanich (2007), ratifica a importância da monitoração dos factores intervenientes associados à menopausa para efeito de avaliação e tratamento da osteoporose pós-menopáusica. 2.2.3- As Fracturas Fala-se muito que a osteoporose é uma “doença silenciosa”, o que não é totalmente verdadeiro, sendo que a osteoporose definida pela existência de fracturas é por isso sintomática, enquanto que a osteopenia e a osteoporose como referências de DMO essas são silenciosas. Para Ianneta (2006), o facto de se chamar a osteoporose de doença silenciosa, se deve ao facto dos métodos diagnósticos quantitativos serem grosseiros em suas avaliações. Segundo este autor, atualmente existem formas diagnósticas mais fidedignas, que avaliam a qualidade óssea determinando um diagnóstico precoce, evitando que a enfermidade tome dimensões irreversíveis. Segundo Kamel, Hussain, Tariq, Perry e Morley (2000), Kiebzak et al. (2002), Andrade et al. (2003), Feldstein et al. (2003) e Solomon, Finkelstein, Katz, Mogun e Avorn (2003), existe falta de um diagnóstico mais preciso em idosos que apresentam fracturas osteoporóticas. 24 ____________________________________________________Revisão da Literatura Segundo Campos (2001), as fracturas por compressão das vértebras toráccicas resultam na perda de altura e cifose toráccica progressiva, com as costelas inferiores eventualmente aproximando-se das cristas ilíacas, aumentando a pressão nas vísceras causando distensão abdominal. Para McDonnell, McHugh e O’ Mahoney (2007), a fractura vertebral devido à osteoporose é comum e afecta uma em cada três mulheres e um a cada 10 homens. Ettinger, Ray, Pressman e Gluck (2003), Haentjens et al. (2003), Silva (2003) e Magaziner et al. (2003), mencionam que a osteoporose só é importante porque o osso osteoporótico fractura com maior facilidade levando a consequências graves. Só por esta razão faz sentido dedicar tempo a esta doença. Esta afirmação deixa clara a ideia de que a prevenção das fracturas determina a eficácia e a valorização de qualquer nova forma terapêutica. Para prevenir as fracturas é importante que seja analisada toda a etiologia da osteoporose. Tortora (2000) e Raisz e Rodan (2002), definem que além da desmineralização óssea, outro efeito do envelhecimento, é a redução na velocidade de formação de proteínas, que resulta em uma capacidade diminuida de produzir a porção orgânica da matriz óssea, e consequentemente, o osso acumula menos matriz orgânica e mais matriz inorgânica; sendo que em alguns indivíduos idosos este processo faz seus ossos tornarem-se quebradiços e mais susceptíveis à fracturas. Os riscos de fracturas aumentam com o aumento do risco de quedas, sendo que estas ocorrem por: deficiência neurológica, défice de visão, medicamentos sedativos, défice de equilíbrio e diminuição da velocidade de reacção (Skinner, 1993 e Arnold, Busch, Schachter, Harrison e Olszynski, 2005), sendo que dos quatro parâmetros parâmetros citados apenas o segundo não está envolvido no risco de queda por dificuldades de equilibrio. A este propósito Amadio e Duarte (1996) citam a visão como o sentido responsável por cerca de 50% da estabilidade postural em adultos, sendo uma das principais alterações sensoriais que ocorrem com o envelhecimento e consequentemente um dos factores mais predisponentes a desequilíbrios e desta forma às quedas. Para Crawford, Kam, Donaghy, Mc Caughan (2003), as 25 ____________________________________________________Revisão da Literatura fracturas osteoporóticas são mais frequentes em pacientes com cirrose hepática, pelo provável aumento de risco de quedas provocadas pelo etilismo. Slawta e Ross (2004) acrescentam que cerca de 90% das fracturas de fémur e 50% das fracturas de coluna são devido às quedas, sendo que os outros 50% das fracturas das vértebras acontecem espontaneamente com simples actividades da vida diária, como levantar-se ou aspirar a casa. Petranick e Berg (1997) acrescentam que a fractura de Colles (fractura do terço distal do rádio) é a mais comum fractura não traumática da osteoporose, enquanto Bonner, Francis, Chesnut, Fitzsimmons e Lindsay, Marcus e Recker (1997), chamam a atenção para o facto de que embora a maior prevalência destas fracturas seja em mulheres activas saudáveis, pode ser o primeiro sinal de um problema de fundo. Salkeld et al. (2000), determinou que, diferentes fracturas apresentam diferentes efeitos, sendo que as fracturas de punho ocorrem em mulheres próximo dos 50 anos e acarretam pouco impacto; as fracturas de coluna ocorrem em idade mais avançada e acarretam maior morbidade, enquanto que fracturas de fémur acometem idosos acima de 80 anos e apresentam grande grau de morbidade e mortalidade. Segundo Petranick e Berg (1997) e LaFontaine (1999), as fracturas representadas por estas alterações, localizam-se com mais frequência nas vértebras, costelas, punho e fémur, sendo esta região a mais preocupante pelas consequências funcionais. Frazão e Naveira (2006) ratificam estes dados afirmando que embora qualquer fractura possa ter um impacto dramático, as fracturas de fémur são as principais fontes de morbidade e mortalidade, o que parece ser mais coerente, já que as fracturas de fémur são mais frequentes e exigem um período de acamamento mais longo. Johnell (1998) e Beck e Snow (2003), acrescentam que por esta razão, a prevenção das quedas deve ser objectivada nos programas de exercícios para pessoas de risco. Salkeld et al. (2000), Leibson, Tosteson, Gabriel, Ransom e Melton (2002) e Silva (2003), complementam que, as fracturas acarretam considerável sofrimento individual e marcado aumento da mortalidade, com redução significativa da longevidade, apesar de ocorrerem principalmente em idosos. Para Richmond, Aharonoff, Zuckerman e Koval (2003) o risco de 26 ____________________________________________________Revisão da Literatura mortalidade é de 2,8 a quatro vezes maior até três meses após a fractura de fémur que em outros pacientes de mesma idade que não apresentam fracturas. Vujasinovic-Stupar, Radunovic e Smailji (2005) corroboram a afirmar que em suas pesquisas concluíram que pacientes com fractura vertebral possuem uma significativa perda de qualidade de vida comparada à pacientes sem história de fracturas vertebrais. Para Nordin (1989), estas fracturas podem comprometer a actividade de vida diária de um indivíduo ao ponto de limitá-lo da deambulação até mesmo levá-lo à morte por problemas orgânicos associados. Para corroborar com estes dados, Johnell (1998), Dislman, Washburn e Heath (2004) e Ford, Bass, Turner, Mauromoustakos e Graves (2004), referem que cerca de 20% dos pacientes com fractura osteoporótica do fémur, morrem em um ano após a mesma, e cerca de 50% tornam-se dependentes da ajuda de terceiros. São muitos as características morfológicas que podem aumentar o risco de fracturas, sendo que Lindsay, Marcus e Recker (1997), descrevem estudos onde inexplicavelmente a estatura elevada aos 25 anos parece aumentar o risco de fractura, e relacionam isto ao facto de que quanto mais alto maior a probabilidade de quedas e quanto maior a distância entre o fémur e a anca maior a probalidade de fracturas. Bonner, Francis, Chesnut, Fitzsimmons e Lindsay, Marcus e Recker (1997), acrescentam que os índices de fracturas intertrocantéricas e do colo femoral ocorrem em número semelhante, constituindo cerca de 90% das fracturas do fémur. Meunier, Roux e Seeman (2004), relatam que as fracturas ocorrem mais frequentemente nos meses de inverno, em ambos os hemisférios, sendo que, as quedas ocorrem em uma proporção maior dentro das casas. Quanto à prevenção das fracturas que ocorrem na menopausa, Aloia (1989) refere que a prevenção ocorre adoptando e mantendo um estilo de vida mais saudável, identificando e reduzindo os factores de risco da menopausa, e minimizando os riscos dos idosos de quedas com prejuízos graves na coluna. A melhor forma de se identificar os factores de risco é inicialmente realizar a densitometria óssea. Para se ter uma idéia da importância da prevenção através da análise densitométrica, Dislman, Washburn e Heath 27 ____________________________________________________Revisão da Literatura (2004), relataram que o desvio-padrão abaixo dos índices normais, aumenta em 300% o risco de fractura do colo femoral, sendo que para Kado, Browner, Blackwell, Gore e Cummings (2000) e Mussolino, Madans e Gillum (2003), a cada desvio-padrão abaixo para pessoas com osteoporose, aumenta em 10 a 40% a possibilidade de morte. Apesar de algumas formas de prevenção, Lindsay, Marcus e Recker (1997) relacionam doentes que na sua juventude não adquiriram pico de DMO adequado, podem apresentar um elevado risco de fractura, ainda que consigam não perder posteriormente mais massa óssea. Dentre estes factores podem estar os distúrbios menstruais, as carências alimentares severas, as imobilizações, a anorexia nervosa. Os recursos utilizados hoje para a prevenção e tratamento das fracturas osteoporóticas incluem até mesmo a colocação de próteses flexíveis que proporcionam um complemento seguro para as terapias em pacientes com osteoporose (Fink, Kalpakcioglu, Karst e Bernateck, 2007). Além destes cuidados, o tratamento da sintomatologia dolorosa é fundamental para o tratamento da osteoporose e suas consequências, e neste aspecto a intervenção da fisioterapia é fundamental para a fase de dor aguda, sendo que a actividade física também pode ser utilizada como ferramenta na fase de terapia analgésica, como relatam Lange, Teichmann e Uhlemann (2005), que definem que um padrão de programa de exercícios para estimular as funções biológicas por adaptação, estimulação e regeneração, minimiza a percepção da dor. 2.3- BASES DIAGNÓSTICAS PARA OSTEOPOROSE A melhor forma de se evitar doenças previsíveis é a prevenção das mesmas. A população ocidental culturalmente preocupou-se em ir em busca da cura das doenças ao invés de evitá-las; contrariamente a população oriental, que através de uma vida mais preocupada com a saúde, prefere evitar as doenças. Como vive-se de curar, a identificação de características de grupos 28 ____________________________________________________Revisão da Literatura de risco e o constante acompanhamento destes grupos assume importância para a prevenção da osteoporose. Para Bonner, Francis, Chesnut, Fitzsimmons e Lindsay, Marcus e Recker (1997), o diagnóstico não depende de ter ocorrido uma fractura, mas sim, identificar através de exames laboratoriais ou clínicos o risco da mesma ocorrer. Segundo Iannetta (2006), com o advento da osteo-sonometria e a osteo-sonografia, pode-se realizar precocemente o diagnóstico evitando uma maior deterioração da microarquitectura, definindo mais objectivamente o tratamento. Já para Araújo (1998), o exame físico e uma boa anamnese, pode direccionar o clínico à intervenção preventiva do tratamento, sendo que o levantamento dos dados pessoais, os antecedentes clínicos, familiares e nutricionais são relevantes. A sintomatologia dolorosa em região específica deve ser criteriosamente investigada, do mesmo modo que fracturas e imobilizações prolongadas. As actividades de vida diária (AVD) devem ser exploradas, como: profissão sedentária, consumo de café, consumo de tabaco, álcool, ou a não exposição solar. Para Neto e Fernandes (2001), deve-se lembrar também que o uso excessivo de alguns fármacos como os glicocorticóides, os anticonvulsivantes e os benzodiazepínicos, podem aumentar o risco de desenvolvimento de perda de massa óssea; no exame físico, o peso e a estatura devem ser conciliados, lembrando que as discrepâncias são prejudiciais à estrutura óssea; a palpação em pontos ósseos, análise da marcha e o exame postural devem ser prioridade na consulta. Para Arnold, Busch, Schachter, Harrison e Olszynski (2005), a avaliação postural deve ser valorizada principalmente para a detecção de cifose patológica, que compromete o agravamento da osteoporose senil. A ideia principal é relacionar aspectos morfológicos e funcionais que possam direccionar os resultados clínicos com o perfil de desenvolvimento da patologia. 29 ____________________________________________________Revisão da Literatura 2.3.1- Exames por imagem A quantificação da densidade óssea direcciona o clínico aos aspectos relevantes à instalação de fracturas, sendo que as mesmas aumentam na mesma proporção em que a massa óssea diminui. O importante é classificar o paciente como estando ou não num grupo de risco, e através dos exames prévios, poder evitar que o mesmo chegue ao comprometimento mais avançado, que levaria às fracturas (Grampp, Steiner e Imhof, 1997). Após a primeira fractura o risco relactivo de uma segunda aumenta quase cinco vezes, independente da massa óssea. Sendo que quando estão relacionadas, o risco se eleva quase 25 vezes. Para prevenir esta associação deverá seguir os exames mais utilizados para detecção da quantificação óssea (Neto e Fernandes, 2001). 2.3.1.1- Radiográfico A utilização dos exames radiológicos, apesar de inúmeras outras técnicas mais eficientes, continua a ser utilizado, devido ser acessível para grande parte da população. Uma das limitações deste exame é o facto de se observarem as alterações ósseas somente quando estas já afectaram cerca de 20 a 40% da massa óssea (Aloia, 1989 e Iannetta, 2006). Apesar destas considerações, Grampp et al. (1997) apontam a importância da radiologia para a avaliação de estudos epidemiológicos. As alterações que podem ser visualizadas referem-se às regiões endostal, intracortical e periostal. Estes dados podem ser identificados nas vértebras, como estriações verticais com aspecto de moldura por perda acentuada de osso trabecular, sendo utilizado para tal técnica o Raios-X (RX) de perfil de coluna dorsolombar. O RX de perfil, verifica-se também nos casos de osteoporose, o acunhamento das vértebras, geralmente acompanhando e acentuando a cifose fisiológica dorsal, comprimindo a região anterior dos corpos. Este acunhamento é descrito por Grampp (1997), como possuindo padrões de classificação por diferença da deformidade entre as vértebras que 30 ____________________________________________________Revisão da Literatura varia de zero a três na progressão dos desníveis anteriores dos corpos vertebrais. De acordo com Araújo (1998) nos que nos ossos longos dos membros, a reabsorção endostal com dilatação do conduto medular e adelgaçamento cortical, são constantes em osteoporose pós-menopáusica. Na osteomalácia, os resultados radiológicos incluem osteopenia com trabéculas engrossadas e indefinidas, deformidades e fracturas por debilidade ou amolecimento dos ossos. É impróprio diagnosticar osteoporose apenas pela observação radiológica, a não ser que sejam observadas deformidades nas vértebras que indiquem a presença de fractura. 2.3.1.2- Absorciometria radiológica de energia simples (SPA) A Absorciometria radiológica de energia única (SPA), foi a primeira técnica de densitometria desenvolvida na década de 60, através da qual um fóton proveniente de uma fonte radioactiva ionizante atravessa um osso periférico. Por utilizar apenas um fóton, essa técnica não permite a separação da atenuação produzida pelo tecido ósseo dos demais tecidos moles. Em decorrência disso, essa técnica não invasiva é empregada em locais onde o tecido ósseo seja predominante, como no calcanhar e rádio (Ibáñez, 2003). 2.3.1.3- Densitometria computadorizada por absorciometria radiológica de dupla energia (DEXA) A Densitometria computadorizada por absorciometria radiológica de dupla energia (DEXA), colocada no mercado em 1987, permite a medida de pequenas variações da massa óssea. Dislman, Washburn e Heath (2004) relatam que o DEXA é o método mais popular e preciso para a mensuração da DMO com o mínimo de exposição à radiação. Pode ser medida em qualquer região do esqueleto, mas preconiza-se que as duas principais regiões de acometimento desta patologia, são a coluna lombar e o fémur proximal. Para 31 ____________________________________________________Revisão da Literatura Kanis (2002), o cálculo que determina o diagnóstico por dexa se define da seguinte forma: DMO paciente – DMO (média normal) DP (média de jovem normal) Graves e Franklin (2001) afirmam que a radiação emitida pela DEXA é somente um décimo da emitida pelo RX tradicional. Para a avaliação, o paciente é colocado em supino na mesa quando a coluna lombar é o ponto a ser examinado, tendo a anca e os joelhos flectidos sobre um suporte para rectificar a curva lombar e assentar a coluna na mesa, sendo que para a leitura do colo femoral a perna não é dada importância à rotação, usando uma posição padrão para evitar diferentes posições que podem levar a erros significativos na mensuração. Para Neto e Fernandes (2001) a precisão na mensuração da coluna é de 0,5 a 2%, mas considera-se 1%, sendo a do fémur proximal entre 1 e 5% dependendo da região (colo, trocanter, área de Ward’s). Para o antebraço, o paciente é colocado numa cadeira próxima ao scanner com o braço a repousar sobre a mesa com a mão pronada; com o software apropriado pode-se realizar a leitura da composição corporal. Vale lembrar que os dados densitométricos são comparados aos índices de DMO de pico de um adulto jovem, diferenciando e dando maior valor à osteopenia e classificando proporcionalmente a osteoporose. As conclusões de Adams (1997) e Lenchik, Kiebzak e Blunt (2002), apontam o DEXA como um importante e não-invasivo método de densitometria óssea para a mensuração da DMO principalmente para a obtenção de dados que podem identificar factores de risco para a osteoporose. Segundo estimativas de Johnell (1998), as últimas análises sobre a confiabilidade dos dados do DEXA, revelaram que há uma discrepância na habilidade de previsão do teste, porque em indivíduos mais jovens uma 32 ____________________________________________________Revisão da Literatura determinada redução na DMO se equipara a um maior aumento no risco de fracturas que a redução equivalente em idosos. Apesar de não ser uma diferença enorme, deve ser considerada. Estok, Sedlak, Doheny e Hall (2007) em suas pesquisas também detectaram diferenças de afinidade do equipamento em diferentes grupos estudados. Porque a densidade dos ossos se modifica a cada ponto, a DMO depende da localização onde a mesma foi mensurada. De acordo com os dados citados por Dambacher e Shacht (1998) e Neto e Fernandes (2001), a medida para ser considerada significativamente alterada, deve se mostrar igual ou superior a 2,8 vezes o coeficiente de variação (CV) do aparelho utilizado, sendo que para a avaliação da coluna, o DEXA tem um CV de 1,5 a 2%, sendo portanto necessária uma alteração de 4,2 a 5,6% entre duas medidas para que a variação possa ser valorizada. Para o colo do fémur o CV é de 2 a 3% com alteração significativa entre 5,6 e 8,4%. Para Dambacher e Schacht (1998) e Kaleta e Wronski (2001), se a perda óssea patológica for diferenciada da perda óssea normal dentro de um período de um ano, a técnica de medição utilizada deve ter uma precisão maior do que 1%. A precisão de 2 ou 3% é útil para o propósito de pesquisa (se um conjunto de grupos são comparadas), mas é de pequeno valor na avaliação individual do paciente em termos do curso de tempo da perda óssea ou a eficácia da terapia. No que se refere à qualidade da análise do equipamento, Iannetta (2006) e Estok, Sedlak, Doheny e Hall (2007) , descrevem que o DEXA não possui capacidade de avaliar qualitativamente a estructura óssea, além de ser aplicado indevidamente para todas as faixas etárias; sendo que o exame poderia ter melhor acuracidade em pessoas com idade superior a 60 anos. Passariello, Albanese e Kvasnová (1997), definem que a escolha da área a ser realizada a densitometria, depende do contexto clínico, sendo nos idosos o do fémur proximal a mais favorável, enquanto que na população pósmenopáusica os sítios são a coluna, o fémur e o punho. Desta forma, além de avaliar a massa óssea, os densitômetros podem avaliar também o percentual de massa gorda e magra, para dar dados 33 ____________________________________________________Revisão da Literatura objectivos de composição corporal. Para Balzini et al. (2003), o aumento da incidência de fracturas está também relacionada à diminuição da massa muscular que causa má postura. As medidas densitométricas envolvem os demais aparelhos e técnicas, como é referido por Adams (1997): 2.3.1.4- Tomografia computadorizada quantitativa (TCQ) Para a USDHHS (2004), o equipamento é considerado padrão para análise tomográfica. Promove uma mensuração volumétrica (g/cm3) fidedigna da densidade do osso trabecular e cortical isoladamente (Brunader e Shelton, 2002 e Bouxsein, 2005). Segundo Carpenter, Beaupré, Lange, Orlowoll e Carter (2005), o equipamento estima a resistência do colo femoral em forças axiais e momentos de inclinação. A TCQ também é capaz de aferir a densidade de ossos axiais, sendo mais comumente usada para avaliar a densidade da coluna. Uma característica peculiar a esse método se refere à alta sensibilidade na diferenciação de tecidos, detectando diferentes densidades entre os tecidos (Bontrager, 2003). Embora seja bastante difundida no mundo, é uma técnica menos acurada (CV: 5-15%), mais demorada, mais cara e menos segura que a DEXA (Eddy et al., 1998). 2.3.1.5- Ultra-som quantitativo Utiliza-se de ondas ultrasônicas para avaliar a massa óssea e não possui radiação. Pode avaliar a densidade óssea em vários pontos do corpo, como calcanhar, tíbia, radio e falanges. Para a USDHHS (2004) a capacidade de prever fracturas, as tentativas de comparação da sensibilidade do ultra-som com a da DEXA, para a coluna e fémur, indicam que o ultra-som é menos sensível. Também o risco relativo de fratura ajustado por idade associado a um decréscimo no valor do parâmetro é menor na densitometria por ultra-som do que na densitometria por DEXA. 34 ____________________________________________________Revisão da Literatura 2.3.1.6- Ultra-sonometria (US) Segundo Iannetta (2006), este equipamento possui sistema de ultra-som power bean. O processo de análise que essa tecnologia de ponta possibilita a criação de curvas inócuas para estudo, tanto em fase de formação óssea como para a avaliação da fase de reabsorção óssea, por meio da análise do perfil biofísico ósseo (perfil osteossonográfico). Permite rastreamento precoce e possui reduzidos gastos para utilização. Para Castro, Pinheiro e Szejnfeld (2000), a US pode ser realizada na patela, composta de osso trabecular, calcâneo (trabecular), tíbia (cortical) e falanges (cortical e trabecular), sendo o calcâneo o local mais utilizado pela grande quantidade de osso trabecular. Estes autores relatam ainda que, as técnicas avançaram muito na última década, ampliando as perspectivas diagnósticas das doenças osteometabólicas. Entretanto, algumas dificuldades técnicas ainda não totalmente resolvidos limitam a utilização do método. 2.4- TRATAMENTOS PARA OSTEOPOROSE 2.4.1- Terapêutica Hormonal de Substituição Em relação às diferentes terapêuticas utilizadas para o tratamento da osteoporose, Rocha, Lunet, Costa e Barros (2006), descrevem que em Portugal existe uma grande tendência de consumo de fármacos para o tratamento da osteoporose, sendo que o mesmo, é semelhante a qualquer outro país. Porém, pela magnitude e desproporções regionais encontradas, devido às diferenças sociais e econômicas de cada região, sugerem a necessidade de melhor diagnóstico e maiores cuidados no tratamento da enfermidade. Segundo Lohman et al. (2001), a menopausa acarreta diversas alterações corporais em virtude das oscilações abruptas resultantes das variações das taxas hormonais. Contudo uma das formas encontradas para 35 ____________________________________________________Revisão da Literatura minimizar estes efeitos e suprir em parte esta carência hormonal, é fazê-la de forma sintética através da terapêutica hormonal de substituição (THS). A estrogenioterapia, reactiva a actividade lipoprotéica na região pélvica e a lipólise na região abdominal, controlando o aumento da possibilidade de obesidade e de elevadas taxas lipídicas sanguíneas, além de reduzir a tendência aos riscos de doenças metabólicas. Segundo Aloia (1989), o estrogénio aumenta as taxas de HDL no sangue, removendo o colesterol e desta forma protegendo contra a aterosclerose. Entre estas doenças metabólicas, está a osteoporose, que através da THS, consegue-se diminuir a evolução rápida reabsortiva dos ossos. A THS não precisa esperar a chegada da menopausa, podendo ser iniciada na perimenopausa, prevenindo os efeitos das alterações estrogénicas persistentes desta fase, como: depressão, insónia, aumento de temperatura corporal, diminuição da libido, sendo indicada também nos casos de histerectomia total ou ooforectomia bilateral, que a mulher perde seus órgãos responsáveis pela produção natural (Neto e Fernandes, 2001). Para Águas (2004), a THS é utilizada para aliviar os sintomas relacionados com a menopausa e também para prevenir alguns problemas que surgem alguns anos após o início da mesma. De acordo com Chilibeck (2004) apesar da THS apresentar benefícios gerais nesta fase, algumas mulheres possuem contra-indicação para a mesma, como mulheres com história pregressa de cancro da mama ou do cólon uterino, diabetes mellitus descompensada ou doenças em grandes vísceras (rins, fígado, pulmões), devem ser analisadas e investigadas mais criteriosamente. Lindsay, Marcus e Recker (1997) citam que o medo de desenvolver cancro de mama inibe algumas mulheres de realizar THS, apesar de que, se houver realmente esse risco, é tido como menor do que os factores como a idade, história familiar e outros. A este respeito, Petranick e Berg (1997) acreditam que a THS por longo período de tempo previne a perda óssea e as fracturas, mas realmente potencia a ocorrência de doenças, tais como o cancro. 36 ____________________________________________________Revisão da Literatura Talvez o maior dos problemas encontrados na THS, é que os ganhos obtidos através da terapia, são rapidamente perdidos com o cessamento da administração dos medicamentos; contudo a THS deve ser mantida, juntamente com os demais cuidados, de forma mais prolongada possível. Neto e Fernandes (2001) e Wells et al. (2002), descrevem que o efeito da THS sobre a massa óssea, é o de ajustar os desníveis causados pelo hipoestrogenismo, com a aceleração da reabsorção sendo muito maior do que a velocidade de formação, que é a causa da perda da estrutura óssea, que apresenta um balanço negativo entre formação e reabsorção. Gambacciani et al. (1997) descrevem que a THS aumenta o peso corporal e preve a mudança mais central da gordura corporal que provoca o padrão andróide normalmente observado em mulheres em todo o período pós menopáusico. Os resultados finais mostraram um aumento do peso e gordura corporal paralelo à mudança da distribuição da gordura para região central. É realmente muito discutido acerca dos prós e contras das THS. Lindsay, Marcus e Recker (1997) e Bluming (2005), relatam vários artigos sobre o tema. Destes, destaca-se uma revisão da literatura de 1993, onde pode-se verificar que a utilização da THS, estrogénio isolado para mulheres histerectomizadas e estrogénios-progestagénios para mulheres não histerectomizadas, resultou em uma diminuição de 50% no risco de doença cardíaca aterosclerótica; diminuição de 50% no risco de fractura osteoporótica do fémur e uma diminuição do risco de morte por cancro da mama. Dislman, Washburn e Heath (2004), descreveram a associação de THS com 34% de diminuição no risco de cancro do cólon e de 20 a 60% no risco de doença de Alzheimer, sendo que os valores referentes à redução de 50% no risco de fracturas. Chilibeck (2004) reafirma o aumento da incidência de cancro de mama, mas a proporção entre o risco e os benefícios não descartam a utilização de estrogénio com progesterona para a saúde da mulher pós-menopáusica. Segundo Lindsay, Marcus e Recker (1997), o tempo ideal de utilização seria logo nos primeiros cinco anos de menopausa e deveriam durar cerca de 10 a 15 anos. 37 ____________________________________________________Revisão da Literatura A Women’s Health Initiative (WHI) tem demonstrado que a THS aumenta o risco de doenças cardiovasculares por aumento das taxas sanguíneas de triglicerídeos (via oral). Em contraste a isso, existe a indicação de que a administração via dérmica ou baixa dose oral possui efeito protector (Wakatsuki, 2007). Para Ohta (2007), a THS ainda tem muito a oferecer como opção terapêutica quando prescrita apropriadamente. Segundo a WHI, relata que o uso de estrogénio como tratamento da osteoporose e osteopenia é limitada, mas possui seus benefícios quando administrada apropriadamente (Taniguchi, Higuchi e Mizunuma, 2007). Chilibeck (2004), descreve que pesquisas actuais apontam para uma terapia de substituição sem os temores de aumento da incidência de cancro, é a utilização de fitoestrogénios, hormonas naturais principalmente à base de grãos de soja, que simulam o estradiol, têm apresentado as mesmas respostas celulares, demonstrando em pesquisas recentes o efeito positivo na densidade óssea. Platen (2001) coloca que muitos estudos recentes apresentaram que, mulheres pós-menopáusicas fisicamente activas tiveram aumento da DMO do fémur comparado à mulheres inactivas da mesma faixa etária, mas a resposta a THS foi maior nas mulheres fisicamente menos activas. Actualmente surgiu no mercado outro fármaco importante para a saúde óssea, a tibolona. A tibolona não é uma THS convencional, mas na medida em que dois dos metabolitos da tibolona têm acção estrogénica, este fármaco tem indicação para ser usado no tratamento dos sintomas da menopausa e na prevenção da osteoporose. Segundo Notelovitz (2007), a mesma é análoga a progesterona, sendo estimulante dos receptores celulares e enzimas que influenciam a síntese e metabolismo de estrogénio, progesterona e androgénio endógenos. Para Ettinger (2007), 1,25mg de tibolona é suficiente e adequado para a manutenção da DMO e redução do risco de fracturas. 38 ____________________________________________________Revisão da Literatura 2.4.2- Outros recursos Farmacológicos 2.4.2.1- Bifosfonatos Segundo Araújo (1998), Levine (2006) e Keen (2007), os bifosfonatos, são considerados como dispositivos farmacológicos mais eficazes para o tratamento da osteoporose, apesar da maioria dos relatos terem ocorrido pela utilização isolada dos bifosfonatos não associados à THS. São substâncias derivadas do ácido Pirofosfórico, agindo como agente bloqueador da acção reabsortiva; estão ligados à um átomo de carbono dois grupos fosforados; as moléculas bifosfonatos utilizadas para o tratamento da osteoporose incluem o etidronato, o risedronato, o alendronato, o ibandronato, o pamidronato e o toludronato, tendo o alendronato e o risedronato sua eficiência comprovada nos casos de manutenção de massa óssea. Para Lindsay, Marcus e Recker (1997) e Levine (2006) o alendronato é mais apropriado para mulheres que não possam ou não queiram fazer uso de estrogénios, e que tenham baixa massa óssea, e neste caso o que se modifica, é a quantidade empregue do fármaco no tratamento. Segundo Fleisch (2002) os bifosfonatos (alendronato e risedronato) demonstraram eficácia na prevenção de fracturas vertebrais e não vertebrais, incluindo as de fémur, sendo que o raloxifeno e com menor evidência a calcitonina podem prevenir as fracturas vertebrais. Levine (2006), descreve como novo fármaco do mercado como grande estimulador da formação óssea, o teriparatida, em oposição às terapêuticas inibitórias da reabsorção óssea disponíveis, sendo que a administração intermitente diária por via subcutânea na dose de 20 µg, demonstrou eficácia e segurança na prevenção de novas fracturas e de fracturas não vertebrais na osteoporose pós-menopáusica grave submetidas a esta terapêutica por um período médio de 18 meses. Para Shane et al. (2004) e Sunyecz e Derman (2007), o bifosfonato melhorou a DMO com a diminuição do turnover ósseo, com a utilização de bifosfonatos em mulheres com osteoporose pós-menopáusica. Borges e 39 ____________________________________________________Revisão da Literatura Bilezikian (2006) e Shoback (2007), obtiveram os mesmos resultados e acrescentam que os resultados superaram as terapêuticas que utilizaram somente suplementação de cálcio e vitamina D. A comparação entre os efeitos de alendronato com exercícios são realizadas tanto em seres humanos quanto em laboratórios, como os relatados por Widrick, Fuchs, Madallozzo, Marley e Snow (2007). Os autores encontraram aumento somente de massa muscular em ratas ovariectomizadas com a utilização de treino de endurance na água, enquanto que as ratas que utilizaram-se somente de alendronato aumentaram a força óssea. Tonino et al. (2000) e Cranney et al. (2002), também concordam que o alendronato possui resultados importantes na melhoria da DMO. Relatos de Shoback (2007), consideram que para a manutenção da saúde óssea, deva ser utilizado alendronato com a metade da dose indicada no tratamento da osteoporose para pessoas saudáveis, dado as pesquisas terem apresentado bons resultados. Segundo Strampel, Emkey e Civitelli (2007), o ibandronato corresponde à última geração de bifosfonatos e tem apresentado uma melhor segurança em relação à toxidade renal, podendo apresentar sintomas transitórios como febre, fadiga, mialgia e artralgia. A osteonecrose de maxilar também tem sido associada ao tratamento intra-venoso de alguns bifosfonato, particularmente em pacientes tratados com altas doses. Esta osteonecrose de maxilar é de difícil tratamento e frequentemente está associada à pobre higiene oral e procedimentos dentários. Outro bifosfonato considerado de última geração e de bastante controvérsia científica é o zoledronato. Trump (2007), relata que o zoledronato aumentou significativamente a DMO, e anualmente pode ser convenientemente efectivo como estratégia preventiva para evitar a perda óssea em homens e mulheres com hipogonadismo. Segundo Black et al. (2007) , a infusão simples intra-venoso de zoledronato diminuiu o turnover ósseo e melhorou a densidade óssea em 12 meses de tratamento em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose, sendo que após três anos de tratamento apresentaram redução significativa no risco de fractura vertebral, anca e em outros sítios. Geusens e 40 ____________________________________________________Revisão da Literatura Lews (2007), também relataram ganhos semelhantes na utilização de mesma dosagem, mas chamam a atenção para efeitos colaterais. Quanto ao toludronato, apresentou como o zoledronato, bons efeitos na estructura óssea. Miller (2005), relatou que em suas pesquisas, mesmo utilizando em intervalos mais longos (uma semana), o toludronato demonstrou redução do risco de fracturas, melhorou a DMO e diminui o turnover ósseo em mulheres com osteoporose pós-menopáusica. Já para Reginster et al. (2001), a administração em doses cíclicas intermitentes, não pode ser considerado tratamento apropriado para tratamento da osteoporose pós-menopáusica. Rohanizadeh et al. (2000), também relatou que em tratamento com este fármaco em um ano, não apresentou alteração na estructura óssea em ratos ovariectomizados. 2.4.2.2- Moduladores seletivos de receptores de estrogénios Segundo Neto e Fernandes (2001) e USDHHS (2004), os mais conhecidos e utilizados moduladores seletivos de receptores de estrogénios (SERMs) são: o tamoxifeno, o raloxifeno e o droloxifeno. Nozaki (2006) acrescenta ainda o Clomifeno e Toremifeno. O tamoxifeno age dependendo do tecido, como agonista ou antagonista, sendo relatado como importante na saúde óssea, mas com sua acção agonista sobre o útero pode aumentar a incidência de desenvolvimento de cancro de endométrio. Já para Maricic et al. (2002) e Haskell (2003) o raloxifeno é agonista importante na acção óssea, diminuindo consideravelmente o risco de fracturas, sendo amplamente utilizado para substituir a THS. Segundo Recker et al. (2007), um dos maiores estudos sobre os selectores estrogénicos foi chamado de estudo MORE (Multiple Outcomes of Raloxifene Evaluation). O protocolo original desta pesquisa acompanhou o tratamento de 3000 mulheres pós-menopáusicas com alendronato e raloxifeno. Após 312 dias de tratamento, foram verificados que 40 mulheres com alendronato e nove com raloxifeno apresentaram moderado ou severas fracturas vertebrais. 41 ____________________________________________________Revisão da Literatura Lindsay, Marcus e Recker (1997), descrevem que o tamoxifeno estimula de facto o endométrio, e desta forma, sua terapêutica deve ser limitada a um período de cinco anos; sendo que, após este período o risco de reacções adversas ultrapassa qualquer benefício. Borges e Bilezikian (2006), relatam a preocupação por novas pesquisas que evidenciem a acção sobre os demais tecidos da maioria dos SERMs do mercado. 2.4.2.3- Calcitonina Existe na região anterior do pescoço uma glândula endócrina chamada de tireóide. Ela apresenta-se com um formato de “H” com cerca de 30g de peso e cinco cm de comprimento, e produz três hormonas: triiodotironina e tiroxina, que agem no metabolismo corporal geral, e a calcitonina que age no metabolismo de cálcio (Tortora, 2000). Para Khan et al. (2001), a calcitonina é um pequeno polipeptídeo produzido pelas células parafoliculares que age de forma anti-reabsortiva, fazendo que diminua os níveis de cálcio circulantes e aumente a sua deposição nos ossos. Para Guyton (1992), a calcitonina diminui a actividade osteoclástica, aumentando a velocidade de reposição óssea; age também, diminuindo a produção de novos osteoclastos fazendo com que durante um longo período de tempo diminua não somente a acção osteoclástica como também osteoblástica. De acordo com Queiroz (1998b), a utilização da calcitonina deve ser acompanhada de suplementação cálcica, para que os seus efeitos sejam potenciados, diminuindo paralelamente a acção do paratormônio (PTH). A sua administração ou a sua hiperprodução elevam a acção osteoblástica como osteoclástica, aumentando as perdas ósseas, porque ao aumentar a osteogénese não consegue compensar o aumento proporcional da reabsorção. As informações relatadas por Lindsay, Marcus e Recker (1997) descrevem que a formulação nasal de calcitonina de salmão está especificamente rotulada para mulheres com baixa massa óssea, que tiveram a 42 ____________________________________________________Revisão da Literatura menopausa há mais de cinco anos e que não podem ou não querem a THS, sendo que a administração juntamente com cálcio e vitamina D, potencializa os efeitos benéficos desta medicação. A mais relevante pesquisa clínica na avaliação dos efeitos da calcitonina na prevenção de fracturas osteoporóticas foi a Prevent Recurrence of Osteoporotic Fractures (PROOF). Em cinco anos de intervenção mediamentosa com calcitonina de salmão nasal com dosagem de 200 UI/dia, apresentou diminuição de 33% no risco de fracturas vertebrais (Muñoz-Torres, Alonso e Raya (2004). Este resultado já havia sido relatado também por Body (2002), que com a mesma dosagem de calcitonina, obteve 1 a 2% de melhoria na DMO da coluna lombar em apenas um ano de tratamento. 2.4.2.4- Androgénicos Os esteróides anabolizantes são substâncias produzidas a partir da hormona masculina, a testosterona. Segundo Araújo (1998) e Falahati-Nini (2000), a acção das hormonas sexuais é comprovadamente a de actuar sobre o aumento da massa muscular e de forma activa na acção osteoblástica, além da libertação indirecta de outras hormonas, como a hormona de crescimento (GH) e o insulin-like growth factor I (IGF-1). Para Tortora (2000), a acção dos androgénicos nos ossos, além da acção agonista nos osteoblastos, agem também no aumento da absorção intestinal de cálcio, reduzindo simultaneamente sua excreção renal. 2.4.2.5- Flúor Quanto ao flúor, Neto e Fernandes (2001) descrevem que o mesmo é utilizado há muitos anos no tratamento da osteoporose, mas sem possuir uma comprovação satisfatória de sua eficácia, sendo que os derivados como o fluoreto, podem agir na liberação de factores de crescimento e no aumento da produção de osteoblastos. Além de actuar aumentando a resistência inorgânica dos ossos, pode ser no caso do derivado fluoreto de sódio, administrado via 43 ____________________________________________________Revisão da Literatura oral com doses de 30mg/dia, e não possui grandes efeitos colaterais, sendo minimizados estes efeitos ingerindo a cápsula junto a alimentação. Apesar de recomendado, Lindsay, Marcus e Recker (1997) alertam que o fluoreto é irritante para o aparelho gastrointestinal e pode causar úlceras. 2.4.2.6- GH e IGF-1 Segundo Gray (1988), o GH é produzido pela adeno-hipófise (parte anterior) da glândula hipófise ou pituitária. Age no metabolismo corporal e é metabolizada no fígado sintetizando o IGF-1, essencial para a aquisição e manutenção da massa óssea. Yakar e Rosen (2003), não deixam de relatar a acção destas hormonas em seu contexto, colocando que a IGF-1 tem na matriz óssea a sua 2ª fonte, logo a seguir à hepática e é libertada no processo de remodelação, a promover de forma acoplada a proliferação e diferenciação osteoblástica, que tem sido foco de investigação na área do tratamento da osteoporose. Wang, Zhou, Cheng, Kopechiek e Bondy (2004), descrevem que no indivíduo não deficitário de GH (rhGH) aumenta a remodelação óssea, diminui a DMO e é mal-tolerado no idoso, tendo nos análogos GH-libertadores, embora melhor tolerados, apresentam nos pequenos estudos disponíveis, resultados contraditórios. 2.4.2.7- Estatinas As estatinas são substâncias utilizadas para o combate a doenças de fóro circulatório e cardíaco, além de serem óptimas como propriedades antiinflamatórias. Para Araújo (1998), apesar de não estar amplamente divulgado sobre seus potenciais efeitos em outras patologias, são administradas como recurso farmacológico no tratamento redutor do risco de fracturas osteoporóticas. Neves (2004), refere que investigadores holandeses relacionaram a utilização prolongada de estatinas com a diminuição de fracturas vertebrais e 44 ____________________________________________________Revisão da Literatura concluiram que, pelas estatinas reagirem metabolicamente na mesma via onde os bifosfonatos agem (via metabólica do mevalonato), obtém boa resposta óssea, sendo que nos resultados finais destes pesquisadores as estatinas reduziram em 36% o risco das fracturas vertebrais. 2.4.2.8- Ranelato de Estrôncio É a mais recente descrição de tratamento farmacológico para a prevenção e tratamento da osteoporose. Actua nos osteoclastos, diminuindo sua produção e aumentando sua apoptose; aumenta a proliferação e actividade dos osteoblastos. Para Meunier, Roux e Seeman (2004), além de ser eficaz na prevenção de fracturas pós-menopáusicas, apresentou diminuição de 39% do risco relactivo de fracturas vertebrais. Age de forma a preservar e aumentar a estrutura trabecular e cortical sem danificar a microarquitectura óssea. O’Donnell, Cranney, Wells, Adachi e Reginster (2006), verificaram o aumento da DMO em mulheres pós-menopáusicas com ou sem osteoporose, sendo que para Keen (2007), o ranelato de estrôncio pode ser utilizado como opção terapêutica ao alendronato. Halil et al. (2007), em pesquisa realizada com estrôncio, utilizando a terapia por somente dois meses, encontraram respostas positivas no tratamento com ranelato em mulheres com osteoporose, mas descrevem que é necessário um programa mais longo de utilização do fármaco para melhor análise. Para Reginster (2007), o ranelato de estrôncio é o único modo de acção que combina a inibição da reabsorção com a estimulação da formação. 2.4.3- Aspectos nutricionais Segundo Ward, Piekarz e Fonseca (2007), a nutrição adequada é essencial para o desenvolvimento e manutenção da saúde óssea. Embora a osteoporose tenha a etiologia complexa, o desenvolvimento desta patologia pode ser minimizado proporcionando nutrientes adequados em períodos 45 ____________________________________________________Revisão da Literatura apropriados durante o ciclo vital. Para Mahan e Stump (2003), é necessária a previsão de nutrientes que constroem ossos, até mesmo depois do início da osteoporose. Os benefícios de ingestões adequadas de cálcio e outros nutrientes durante a vida adulta e período de velhice permanecem tão significativos como durante o período de desenvolvimento e crescimento ósseo do início da vida. Os ossos são a nossa principal reserva de cálcio. Para Khan et al. (2001), 98% deste mineral está nos ossos e apenas cerca de 2% é circulante, e desta forma, o cálcio é um dos itens mais importantes deste quadro. Para Christiansen (1990), Tortora (2000) e Wright, Wang, Kennedy-Stevenson e Ervin (2003), além de importante na manutenção da saúde óssea, é um mineral importante para a contracção muscular e cardíaca, tornando-se um dos principais elementos desta suplementação. Contudo, segundo Guyton (1992), o excesso de cálcio diminui a conversão da vitamina D nos rins e do fósforo nos intestinos. No quadro a seguir descreve-se a indicação nutricional de cálcio para as diversas faixas etárias. Quadro 3 – Necessidades diárias de cálcio na dieta (Neto e Fernandes, 2001). FAIXA ETÁRIA 1 a 10 11 a 18 18 a 50 Acima de 50 (pós-menopausa) Acima de 50 (pós-menopausa em uso de THS) CÁLCIO (mg/dia) 800 1200 1000 1500 1000 Quanto ao aspecto da sua ingestão necessária, devemos lembrar que esta não representa linearmente a absorção. Guyton (1992) e Heaney e Abrams (2004), relembram que cerca de nove décimos da ingestão diária de cálcio são excretados pelas fezes enquanto que outro décimo é eliminado pela urina. Acrescenta ainda que, como 2/3 do cálcio é reabsorvido pelos túbulos 46 ____________________________________________________Revisão da Literatura renais e a excreção depende da concentração de cálcio no sangue, quase não ocorre perda na urina. Seeman (2003), publicou um artigo sobre os efeitos da administração de proteínas e a perda óssea em mulheres idosas na pós-menopausa. Na investigação que durou três anos concluiu que no grupo que utilizou uma dieta com 72g/dia de proteína, obteve aumento da DMO em mulheres idosas, apenas quando na dieta foi acrescido acima de 408 mg/dia de cálcio; foram pesquisadas 485 mulheres entre 65 e 77 anos com um grupo de controlo (GC) utilizando placebo, sendo que não houve provas de que a dieta de proteína esteja directamente ligada à perda óssea. Já para Dawson-Hughes (2003), dieta rica em proteína aumentam a liberação de IGF-1, diminuindo a absorção de cálcio. Segundo Keller, Lanon e Barnard (2002), boa fonte de cálcio inclui cereais, leite magro e cálcio fortalecido com suco de laranja de concentrado congelado, e para os que possuem intolerância à lactose, Jarvis e Miller (2002), indicam produtos à base de soja, yogurte com lactobacilos vivos, queijo com cheddar, suíço e parmesão. Obermayer-Pietsch et al. (2004), descrevem forte relação entre pacientes portadores de intolerância à lactose com diminuição de massa óssea e aumento de incidência de fracturas. O Quadro 4, apresenta uma sugestão nutricional à base de cálcio em diversos alimentos. Quadro 4- Conteúdo de cálcio e gordura dos alimentos (Silva, 2003). ALIMENTO QUANTIDADE CÁLCIO (mg) GORDURA (g) Leite magro Leite gordo Iogurte natural Queijo cheddar Queijo mussarelo Queijo cottage 200ml 200ml 100g 100g 100g 100g 300 240 120 720 710 60 0,9 7 2,4 35 18 3,5 Queijo camembert Manteiga Sorvete Pão Laranja Ovos Sardinha (com ossos) 100g 100g 100g 60g 500 22 120 35 50 25 300 22 81,5 10,8 0,5 0,2 7,2 9 47 ____________________________________________________Revisão da Literatura Em relação à vitamina D, Khan et al. (2001), Harrington, Broy, Derosa, Licata e Shewmon (2002) e Norman, Okamura, Bishop e Henry (2002), relatam que a mesma é importante para a saúde óssea e pode ser obtida na dieta rica em óleo de peixe, leite e fígado, ou através da produção da 1,25 Dihidroxivitamina D através da exposição à luz solar, que provoca um aumento na absorção intestinal de cálcio. Deve-se ter em mente, segundo Guyton (1992), Khan et al. (2001) e Ringe, Dorst, Faber e Ibach (2004), que a vitamina D não é um produto activo, e que para tornar-se, deve ser metabolizado no fígado, para ser transformado em 25-hidroxicalciferol e depois passar pelos rins para ser metabolizado em 1,25 diidroxicolecalciferol. Este age no intestino aumentando a absorção de cálcio e auxilia na calcificação óssea aumentando a permeabilidade das membranas celulares dos osteoblastos ou osteoclastos. Os estrogénios também aumentam os receptores de vitamina D nos osteoblastos, podendo ser este o mecanismo através do qual modulam a actividade da vitamina D nos ossos, ou, mediante a acção do calcitriol, que corresponde ao principal produto metabólico da vitamina D, pela sua possível integração com o PTH, assumindo função na manutenção na integridade da massa óssea (Neto e Fernandes, 2001). Segundo citações de Guyton (1992), o PTH regula a conversão do 25-hidroxicolecalciferol em 1,25- diidroxicolecalciferol, sendo que na sua ausência a conversão é nula ou quase nula. Para Dislman, Washburn e Heath (2004), a dose recomendada é de 400 a 800 UI/dia de vitamina D. Guyton (1992) afirma que a absorção de cálcio nos intestinos é regulada pela acção da vitamina D3, e age com controlo de feedback negativo, e acrescenta que a vitamina D fica circulante durante poucas semanas, mas pode ficar armazenada no fígado por vários meses. Pesquisas também bastante relaccionadas com a vitamina D, foram descritas por LeBoff et al. (1999) e Ruohola, et al. (2006), que encontraram forte associação entre défice de vitamina D com aumento da incidência de 48 ____________________________________________________Revisão da Literatura fracturas. Güler et al. (2007) complementam afirmando que a falta de vitamina D é o mais importante factor de risco para o desenvolvimento da osteoporose. Desta maneira, Heaney e Weaver (2003), indicam aumento desta vitamina para os idosos como forma preventiva. Quanto à exposição solar, pessoas que conseguem se expor nos meses quentes de sol, produzem vitamina D para o ano todo. É importante a exposição solar no mínimo em 15% da área corporal pelo menos 10 a 15 minutos por dia (USDHHS, 2004). Bakos e Mikó (2007), afirmam que muitas pessoas necessitam de vitamina D pela dieta, porque não possuem adequada exposição ao sol. Isto ocorre em pessoas que vivem em regiões que obriga-as a ficarem mais enclausuradas ou com muita vestimenta. Algumas destas regiões, no inverno, o sol é filtrado e não é suficiente para a síntese de vitamina D pela pele. Quanto à alimentação, não há dúvidas que uma dieta saudável, é importante para a manutenção da sáude óssea. Para Tylavsky et al. (2004), sua pesquisa demonstrou forte associação entre dieta rica em vegetais e frutas e aumento de DMO em jovens. Estudos apresentados por Salomon et al. (2002), Andrade et al. (2003) e Feldstein et al. (2003), documentaram a falta de identificação e tratamento dos factores de risco para fracturas ou demais disordens ósseas. Os dados apresentados por Harrington, Broy, Derosa, Licata e Shewmon (2002), considerou que 1/4 dos pacientes verificados em sua pesquisa que tiveram fracturas de fémur, já haviam realizado a densitometria óssea; 1/4 utilizavam cálcio e vitamina D; 1/10 utilizavam fármacos antireabsortivos. Ou seja, estes factores ou não apresentaram efeito ou foram mal controlados. Em resumo, a inadequada dieta de vitamina D é hoje considerada uma pandemia em adultos e é causa primária de osteopenia e exacerba a osteoporose (Holick, 2006). 49 ____________________________________________________Revisão da Literatura 2.5- APLICAÇÃO DOS EXERCÍCIOS FÍSICOS NA MASSA ÓSSEA A saúde e a aptidão física são qualidades positivas que estão relacionadas com a prevenção da maioria das doenças, sendo que a aptidão física enfatiza o vigor e a energia para realizar trabalho físico e exercícios (Nieman, 1999). Segundo Leite (1990), todo ser humano necessita de um mínimo de aptidão física geral para se adaptar às várias tarefas físicas que o dia-a-dia nos impõe, sendo que este mínimo proporciona alterações fisiológicas e morfológicas no nosso organismo que, por sua vez, promove adaptações sociais e psicológicas para as rotinas físicas. Para Dad’ová et al. (2007), o aumento do exercício físico tem sido enfatizado pela saúde pública, pela notória diminuição da prática de exercícios que ocorre com o passar da idade, sendo necessário cada vez mais o conhecimento pelos profissionais da saúde sobre a aplicação específica dos exercícios em condições especiais. A saúde física inclui o sistema musculo-esquelético, que consiste de três componentes: força muscular, endurance e flexibilidade. A força muscular é definida como a força máxima do músculo ou grupo muscular gerada com velocidade específica ou estaticamente; endurance é a habilidade do grupo muscular de manter repetidas contracções contra uma resistência por período prolongado de tempo; flexibilidade é a habilidade para adaptar-se prontamente a mudanças na posição ou alinhamento segmentar, e possui dois componentes: dinâmica e estática, sendo a dinâmica a oposição ou resistência ao movimento (Kell, Bell e Quinney, 2001). Os efeitos do exercício físico especificamente sobre a estrutura óssea, é relatada por Turner e Robling (2003), como o caminho mais efectivo para o fortalecimento ósseo, particularmente durante a infância e adolescência, sendo que o efeito positivo somente ocorre com constantes estímulos para a maximização dos ganhos. Modlesky e Lewis (2002), descrevem que a prática do exercício físico tem sido detectada em uma série de patologias, como a principal acção dentro de uma prevenção como de um tratamento. O que se verifica nas diversas 50 ____________________________________________________Revisão da Literatura patologias é que os indivíduos na sua grande maioria não realizavam nenhum exercício físico de forma frequente e orientada antes do surgimento de alteração importante da sua saúde. Isto acontece também nos casos de osteoporose. Independente da classificação de osteoporose ou de faixa etária, os indivíduos apresentam um padrão único de comportamento, o de não manterem hábitos de exercitação físico-motora. Segundo Pfeilschifter (2005), para o tratamento não farmacológico, inclui-se melhoria da força muscular e coordenação, tratamento e modificações das causas de quedas, dieta rica em cálcio e vitamina D, sendo que a avaliação dos factores de risco com a medição da DMO pode identificar as pessoas com alto risco de fracturas. Certos factores, como actividade física, imobilizações ou modificações na dieta, podem afectar profundamente a qualidade e a quantidade de tecidos conjuntivos responsáveis pela sustentação das cargas. No que se refere às imobilizações, o mesmo efeito é percebido em pessoas com lesão medular, onde Jiang, Dai e L.S. Jiang (2006), descrevem que em lesões acima da linha da anca as maiores perdas de DMO e consequentemente de fracturas ocorrem em membros inferiores. Estes dados tomam consistência pelos relatos de Lange, Teichmann, Strunk, Mueller-Landner e Uhlemann (2005), que definem que pacientes com lesão medular podem perder até 40% de massa óssea em apenas um ano. Infelizmente nas pesquisa de Chen et al. (2005), onde na comparação de resultados de aplicação de electroterapia em 15 lesados medulares durante seis meses e analisados nos seis meses seguintes ao cessamento do programa, concluíram que houve melhoria da DMO nos sítios analisados, mas os mesmos foram perdidos gradativamente nos 6 meses seguintes ao término do programa. Pesquisas mais recentes como as de Giangregorio e McCartney (2006) e Clark et al. (2007) também realizaram experimentos na área de electroestimulação em lesados medulares, mas suas conclusões não elucidaram as reais respostas da estimulação eléctrica muscular e seu reflexo na DMO de indivíduos com lesão medular. Já para a aplicação de exercícios físicos para o mesmo objectivo, Shimizu, Ishizaki e Nakamura (2002), 51 ____________________________________________________Revisão da Literatura concluiram que até a realização da pesquisa, não existia estudos na literatura que demonstrasse o efeito dos exercícios na reversão da osteoporose em extremidades superiores em pessoas com desordens neurológicas. Não são somente os exercícios resistidos que estão chamando a atenção dos pesquisadores nos últimos anos, sendo que outra técnica actualmente pesquisada para a obtenção da força muscular e óssea é a acção vibracional. A mesma foi descrita nas pesquisas de Rubin, Recker, Cullen, Ryaby e McCabe (2004) e Verschueren et al. (2004) que investigaram o efeito vibratório como forma terapêutica na melhoria da DMO em portadores de osteoporose, e descreveram ganhos tanto de força muscular como de DMO em mulheres pós-menopáusicas, sendo que, com a técnica vibracional de alta frequência, obtiveram maiores ganhos comparados à grupos de controlo que realizaram programas de resistência. Cardinale e Wakeling (2005), também aplicaram a técnica onde demonstram o efeito de um programa de acções vibracionais como proposta de geração de aumento de força em membros inferiores; justificaram que o método incide pela combinação dos efeitos neuromusculares e endócrinos como resposta às vibrações e apresentaram resultados preliminares que recomendam a terapêutica como apropriada para casos de sarcopenia e possivelmente para osteoporose. A relação entre exercício físico e densidade mineral, é relatada por Brooks, Fahey, White e Baldwin (1999), definindo que os ossos respondem ao estresse aumentando ou diminuindo a sua densidade nas áreas onde os mesmos são solicitados. O aumento da densidade é chamado de esclerose enquanto que o decréscimo da densidade é chamado de rarefação. A esclerose resulta do aumento do depósito de osso com reabsorção normal e pode ocorrer pelo exercício induzindo à hipertrofia do osso, ou degenerativa causada por osteoartrite, infecções, neoplasias ou osteopetrose. Já a rarefação, resulta em osteopenia, com a qual a densidade do osso decresce. Segundo Venth (2002), os objectivos das terapias para a saúde óssea passam por construção da estructura tecidual, aumento da absorção óssea, alívio das dores e profilaxia das quedas; e para tal, são necessários vários 52 ____________________________________________________Revisão da Literatura anos de exercício físico, sendo que para os idosos, são necessários exercícios adicionais para contrapor as perdas naturais de DMO. Para Craig (2002), resultados preliminares sugeriram que exercícios de baixa intensidade podem aumentar o crescimento ósseo e a função muscular se realizados com critério e por longo período de tempo. As questões abordadas sobre a actividade física e saúde são diversas, sendo até abordado o facto de que o exercício físico sempre foi vista no sentido da valorização da forma física e não tanto como fins terapêuticos. Esta afirmação é também relatada por Kirchengast, Peterson, Hauser e Knogler (2001), onde descrevem nas conclusões do seu grupo de pesquisa que para a nossa cultura sempre se valorizam mais a forma física, mas vários estudos publicados recentemente concluíram que o aumento do peso e da massa gorda estão associados positivamente com a DMO em pessoas de meia idade e idosos, e apresentaram ainda, um estudo onde fundamentaram a associação entre o peso, massa muscular e massa gorda, mostrando não existir associação significativa entre a DMO e o índice de distribuição de gordura. Contudo, Kirchengast, Peterson, Hauser e Knogler (2001) sobre a composição corporal, observaram diferenças entre os sexos, onde nas mulheres, a massa gorda e a massa magra apresentaram associação significativamente positiva com a DMO e a estatura, mas em homens a relação ocorreu somente com a massa magra. Por sua vez, Nguyen, Pongchaiyakul, Center, Eisman e T.V. Nguyen (2005), citam que há muito se sabe que o peso corporal e a gordura total são preditores significativos do risco de fracturas de fémur em mulheres, contudo não está totalmente clara a associação com a DMO, sendo que o estudo concluiu que existe a relação entre a diminuição da gordura abdominal e a prevenção de fracturas de fémur em mulheres, mas não possui o mesmo significado para os homens. Pesquisa recente tem abordado aspectos mais citológicos para explicar a influência da composição corporal na massa óssea. A pesquisa apresentada por Friebe e Peters (2005), indicou que a interleucina-6 pode ser o mais importante predictor da perda óssea em fémur proximal, pois adipócitos 53 ____________________________________________________Revisão da Literatura produzindo citoquinas inflamatórias é a ligação entre obesidade e os distúrbios metabólicos. Para estes pesquisadores, os diferentes componentes da síndrome metabólica estabelecem ao mesmo tempo um factor de risco para a osteoporose, sendo que, o exercício, perda de peso e dieta mediterrânea, todos comprovam a diminuição dos efeitos das citoquinas, pois ao contrário da massa muscular, o tecido adiposo não parece contribuir directamente na preservação óssea. Quanto aos estímulos formadores da estructura óssea, Gonçalves (2000) refere que, embora o osso inicie seu desenvolvimento por acção de impulsos hereditários, a completa formação, arquitectura e morfologia externa, são mantidas por factores mecánicos, e por esse motivo, os exercícios físicos são importantes para a correcta morfologia do esqueleto, sendo que quando adequados, doseados e orientados, favorecem o desenvolvimento, e quando mal aplicados, podem causar deformações ósseas. Estes relatos vão de encontro ao descrito por Specker e Binkley (2003), que encontraram alterações no metabolismo de cálcio e resposta na formação óssea em crianças de três a cinco anos que realizaram exercícios e suplementação. O exercício físico reduz os riscos de fracturas não apenas por conter a perda óssea, mas também por aumentar a capacidade neuromuscular que pode ajudar a evitar as quedas e reduzir o impacto com que a mesma ocorre (Skinner, 1993). Em pesquisa realizado por Neto e Fernandes (2001), é descrito que estudos epidemiológicos consistentes, referem menos fracturas de fémur em mulheres fisicamente activas do que em grupos que praticam menos exercícios. Este achado se deve provavelmente a benefícios gerais, como a melhoria da postura, do equilíbrio e do tônus muscular, até porque, não foram citadas as actividades físicas que foram utilizadas. Frontera, Dawson e Slovik (2001), acrescentam que um achado realmente conclusivo, refere-se ao facto da prática de uma determinada modalidade física determinar os pontos de maior densidade óssea, sendo observado por exemplo, que em crianças que realizavam actividades com cargas tinham mais massa óssea no fémur do que os nadadores, mas em 54 ____________________________________________________Revisão da Literatura outros locais do corpo, não havia diferença significativa. Isto ocorre também como efeito em actividades homolaterais que acabam determinando assimetrias nestes hemídios quanto à sua estruturação. No que se refere à especificidade dos ganhos, Modlesky e Lewis (2002), descrevem que tenistas que iniciaram a prática antes da menarca possuem grandes diferenças no conteúdo mineral ósseo (CMO) entre o braço dominante e o não dominante, juntamente com o aumento da DMO observada nas atletas que praticam precocemente a modalidade. Layne e Nelson (1999), descrevem que os ganhos tópicos de DMO de acordo com o desporto practicado, são representativos, sendo um factor determinante nas diferentes modalidades desportivas. Verificou-se o aumento da DMO em levantadores de peso superiores às demais modalidades desportivas, mas não houve controlo na utilização de esteróides anabolizantes, que podem ter influência directa da DMO. Quanto a ganhos tópicos, a meta-análise descrita por Kelley, K.S. Kelley e Trans (2000), concluiram que os exercícios físicos podem melhorar e manter a DMO em homens idosos, mas na conclusão final, apesar dos efeitos positivos encontrados, não é suficiente a recomendação isolada de exercício físico, sem o acompanhamento farmacológico para tal objectivo. Toigo, Beatrici, Azevedo e Roubuste (2002), concluiram pelos levantamentos bibliográficos, que o remodelamento ósseo é melhor induzido por cargas que são aplicadas de forma intermitente ao invés de aplicadas de forma contínua. Definem através da aplicação prática da sua pesquisa, que apesar dos estudos anteriores sugerirem que exercícios de maior impacto são mais osteogénicos que actividades menos impactantes, não se pode ignorar que para pessoas acometidas de osteoporose, o risco de fracturas aumenta drasticamente conforme se incrementam as cargas compressivas. Os atletas não podem ser comparados com não atletas, até porque a realidade do desporto de competição é completamente diferente da realidade de um trabalhador ou estudante que consegue a muito custo, realizar algum exercício físico com fins de manutenção da saúde. O atleta de competição, pode reflectir os problemas das sobrecargas de treino até mesmo na saúde óssea, como relata Zanker, Cooke, Truscott, Oldroyd e Jacobs (2004), que 55 ____________________________________________________Revisão da Literatura definiram o estudo sobre atletas amenorréicas que apresentavam perda de peso acompanhada por diminuição da DMO, mas que recuperavam proporcionalmente os patamares ao retornarem ao peso ideal. Em relação a exercícios pliométricos, Slawta e Ross (2004), descrevem que o ganho de DMO persiste por vários meses através de actividade de saltos e que sustentem cargas, e poderão desta forma, provavelmente acumular mais osso quando entrarem na fase adulta. Para Ouriques e Fernandes (1997), existem cuidados relativamente simples quanto a saúde óssea, a se referir a importância da exposição solar e dieta rica em cálcio, juntamente com exercícios físicos de intensidade moderada, como sendo o tratamento mais simples, económico e natural, principalmente para as pessoas com história familiar de osteoporose. Uma pesquisa similar ao padrão metodológico utilizado pelo actual estudo, foi desenvolvido pela Health and Physical Education Department at Southern Oregon University, de acordo com Slawta e Ross (2004), onde foi realizada pesquisa com grupo de 24 participantes, sendo 23 mulheres pósmenopáusicas e um homem com 83 anos de idade, sendo analisada a DMO por DEXA, onde o protocolo de exercícios envolvia subida de degraus, sentar e levantar, avanços, saltos, e agachamentos. A frequência foi de três vezes por semana durante 12 meses; o follow-up apresentou perda não significativa no fémur e na coluna, sendo 1,3% no fémur e 1% na coluna lombar; a pesquisa lembra que apesar dos ganhos pouco significativos, as mulheres pósmenopáusicas perdem tipicamente 2 a 3% de osso por ano. O USDHHS (2004), descreve que todos os tipos de exercícios físicos podem contribuir para a saúde óssea, sendo que as mais indicadas são as que exigem suporte de peso ou alto impacto, a ser útil por aumentar ou manter a massa óssea, apesar dos exercícios físicos que não suportam peso corporal e baixo impacto ajudarem a melhorar o equilíbrio, a coordenação, manter a massa muscular e possivelmente prevenir as quedas. Platen (2001), Asikainen, Kukkonen-Harjula e Miilumpalo (2004), Shirado, Watanabe e Kawase (2005) e Karinkanta et al. (2007), citam alguns factores importantes a serem considerados no programa de exercícios para o tratamento da osteoporose 56 ____________________________________________________Revisão da Literatura pós-menopáusica, como: promoção da flexibilidade, melhora da motricidade, fortalecimento dos musculos posturais, redução das dores. As pesquisas geralmente são apresentadas com combinações de exercícios, como as apresentados por Englund, Littbrand, Sondell, Petterson e Bucht (2005), onde durante 12 meses, 48 mulheres pós-menopáusicas com idade compreendida entre 66 e 87 anos, realizaram duas vezes por semana programa de exercícios com pesos, aeróbios, equilíbrio e coordenação, sendo que no final do programa apresentaram ganhos significativos na DMO quando comparados à GC sem actividade específica no mesmo período. Batashki, Topalovska, Milchev e Markova (2006), indicam a importância das técnicas cinesiológicas como forma preventiva para a osteoporose. As considerações da USDHHS (2004), sobre a aplicação e acção do exercício físico e osteoporose foram: O exercício físico melhora a DMO somente nos sítios de sustentação da carga imposta; Os ganhos variam com a idade, não sendo coerente comparar os ganhos de exercícios em jovens com os efeitos nos idosos; Os benefícios são perdidos quando do cessamento do exercício; Os benefícios aparecem mais rapidamente nos sedentários. Segundo Lamichhane (2005), é necessário um planejamento estratégico para a prevenção e tratamento da osteoporose para controlar adequadamente suas variáveis. Para Daly (2007), talvez o mais importante é saber que tipo de exercício e em que grau o mesmo pode produzir alteracções na massa óssea e mantê-las com a idade, quando as fracturas são mais evidentes. Para Shipp (2006), a única necessidade do osso é ter maiores estímulos para sua constante reacção, sendo que maior quantidade de exercícios não é sempre o mais indicado, mas ainda não se pode afirmar com segurança, como e quanto é o ideal. 57 ____________________________________________________Revisão da Literatura 2.5.1- Exercícios aeróbios e massa óssea Heinrich et al. (1990), descrevem o significativo aumento na DMO em atletas jovens do sexo feminino, que realizaram treino de resistência comparado a não-atletas, nadadoras e corredoras. Contudo, dois estudos citados por Maughan e Shirreffs (1996), descrevem que com mulheres pósmenopáusicas, o treino de resistência aumentou a DMO da coluna, mas não no calcâneo, fémur e antebraço. Frontera, Dawson e Slovik (2001), citam a análise de 59 atletas finlandesas representando três desportos com diferentes cargas esqueléticas (dançarinas aeróbicas, jogadoras de squash, patinadoras de velocidade). Os maiores valores de DMO registam-se nos locais que recebiam o maior impacto, apoiando o conceito de que altos índices de esforço mecânico são mais eficazes para aumentar a formação óssea do que as repetições de baixa intensidade. O exercício físico deve ser mantida, como qualquer terapia a longo prazo, sendo que, considera-se que o exercício não vai substituir um tratamento, mas sim auxiliá-lo. Esta afirmação é corroborada por Campos (2001), citando a eficácia dos exercícios de resistência na osteogénese e a sua perda proporcional no retorno à vida sedentária. Layne e Nelson (1999), referem que o treino de resistência possui efeitos localizados de acordo com a especificidade dos movimentos. Dislman, Washburn e Heath (2004) descrevem que estudos dos efeitos do treino de resistência comprovaram diminuir em cerca de 1 a 2% em média a perda da densidade óssea em mulheres pós-menopáusicas nas regiões da coluna e do fémur. Beck e Snow (2003), concordam e descrevem que, actividades de baixa intensidade como andar possui ganhos reduzidos, consequentemente se realizadas isoladamente, não trarão benefícios na prevenção de osteoporose em mulheres pós-menopáusicas. Sobre o treino de endurance, Whipple et al. (2004), descrevem a conclusão do estudo que indica que o treino de resistência aeróbia moderado reduz a reabsorção óssea direccionando o favorecimento do turnover por um 58 ____________________________________________________Revisão da Literatura mínimo de oito horas após exercício em homens jovens não atletas, mas que existe a necessidade de maiores pesquisas para se determinar a consistência destes benefícios. Sob este prisma, Beck e Snow (2003), citam que treinos de exercícios aeróbios em mulheres pós-menopáusicas estão geralmente associados com o aumento e manutenção da DMO comparado com GC, apesar de que alguns relatos não serem consistentes. 2.5.2- Exercícios de fortalecimento muscular e massa óssea Segundo Gonçalves (2000), os músculos alteram a distribuição das cargas nos ossos, diminuindo ou eliminando o estresse tênsil por produzir força compressiva que o neutraliza parcial ou totalmente. Estudos apresentados por Graves (2001), descrevem diversas metodologias comuns e uma diversidade de aparelhos e exercícios de fortalecimento de grandes grupos musculares unilateralmente, onde os ganhos foram significativos quando comparados ao lado oposto do corpo, ao qual não foram aplicados os exercício. Já a relação entre a suplementação com cálcio e os exercícios de força, foram descritos por Cussler et al. (2005), que acompanharam um programa de musculação progressiva com 167 mulheres com idade média de 56 anos, que realizaram exercícios, três vezes por semana com 70-80% de 1RM durante quatro anos. Os resultados apresentados confirmaram ganhos importantes em DMO e forte associação entre os exercícios e a suplementação de cálcio no grupo estudado. Referente a acção muscular no fortalecimento ósseo, Neto e Fernandes (2001), relatam que as maiores cargas sobre os ossos vêm da acção dos músculos e não do peso corporal, portanto a força muscular afecta de forma significativa a massa muscular e sua resistência. Outra pesquisa sobre exercícios e osteoporose é descrita por LaFontaine (1999), através de pesquisa realizada com 40 mulheres pós-menopáusicas, entre 50 e 70 anos, às quais foram prescritos musculação de alta intensidade. Os exercícios prescritos foram: extensão de perna, extensão de coxa, extensão de tronco, pulley costas 59 ____________________________________________________Revisão da Literatura e abdominais; três séries de oito repetições com 84% de 1RM, durante um ano. A densitometria óssea indicou aumento significativo da DMO no fémur e na coluna. Segundo Vainionpaa et al. (2007), a aplicação de exercícios de musculação pode apresentar efeitos benéficos variados, sendo que em sua pesquisa, a musculação de intensidade moderada melhorou além da massa óssea as condições cardiovasculares de mulheres entre 35 e 40 anos. Kemmler, Engelke, Weineck, Hensen e Kalender (2003) que analisaram um grupo de mulheres pós-menopáusicas que realizaram exercícios de fortalecimento muscular utilizando de exercícios isométricos e dinâmicos, encontraram ganhos significativos de DMO em coluna e fémur. 2.5.3- Exercícios em cadeia cinética fechada e massa óssea Cadeia cinética sugere que o corpo humano pode funcionar como uma cadeia constituída por uma série de segmentos rígidos conectados por articulações, sendo que quando o pé ou a mão encontram resistência, o recrutamento muscular e a acção articular ocorrem de forma diferente do que quando o movimento é realizado com as extremidades livres (Rivera, 1994). Segundo Palmitier, An e Scott (1991) e Wilk, Escamilla e Fleisig (1996), um exercício de cadeia cinética fechada existe quando o segmento terminal ou distal está fixo, tal como levantar-se de uma cadeira ou abaixar-se. Na cadeia cinética aberta o segmento distal está livre como no movimento de extensão do joelho, de acenar com a mão ou durante a fase de balanço da marcha. A aplicação destes conceitos permitiu a diversos autores desenvolver exercícios e técnicas, utilizando a cadeia cinética. Estas definições de tomada de peso são definida por Thompson (2002), como sendo exercícios que envolvem movimentos funcionais, onde há suporte de peso com contracção de musculatura agonista e antagonista, sendo exemplos o agachamento, prensa ou levantamentos. Já a cadeia cinética aberta é a actividade onde não há suporte de peso, como exemplo a extensão 60 ____________________________________________________Revisão da Literatura e flexão de perna. Para Fehr, Cliquet, Cacho e Miranda (2006), para a cadeia cinética fechada deve-se evitar ângulos acima de 45 graus de flexão de joelho, apesar de aumento de estabilidade articular, aumenta também a força compressiva. Na cadeia cinética aberta que favorece o fortalecimento muscular, deve-se evitar últimos graus de extensão de joelho pelo menor contacto articular e aumento da pressão femoropatelar. LaFontaine (1999) descreve que o efeito da gravidade é tão fundamental no meio ambiente, que os atletas de natação, desporto que envolve um grande volume de actividade muscular, mas sem forças gravitacionais, possuem menor DMO quando comparados com atletas de modalidades que envolvem suporte de peso e carga mecânica. Exercícios envolvendo compressões através de suporte de peso foram aplicados por Cussler et al. (2003), em exercícios de levantamento de peso e caminhada com sustentação de peso apresentaram ganhos de DMO com diferenças significativas. Para Specker e Vukovich (2007), actuais evidências sugerem que exercícios de suporte de peso e adequada administração de cálcio (cerca de 1000 mg/dia) pode optimizar a saúde óssea, sendo que o exercício age de forma directa enquanto a nutrição age de forma indirecta. 2.5.4- Lesões na prática de exercícios A prática desportiva é reconhecida como uma das melhores aplicações para a manutenção da saúde geral, mas a mesma também pode ser a causa de muitas lesões, principalmente quando não existe uma aplicação específica e dosificação do treino. Para Jacobs, Uhl, Mattacola, Shapiro e Ravens (2007), descrevem que deve-se prestar atenção às diferenças de sexo e aplicação de exercícios, sendo que foram encontradas variações dos efeitos de cada programa de exercícios entre ambos os sexos; especificamente foram destacadas maiores sobrecargas articulares em mulheres em movimentos de saltos, pela tendência de joelho valgo nas mesmas. 61 ____________________________________________________Revisão da Literatura A comparação entre efeitos dos exercícios em atletas e pessoas comuns, levam consigo não somente os benefícios, como também os efeitos dos processos de adaptação do organismo ao estresse. Esta abordagem vem de encontro às pesquisas que envolvem as lesões comuns em diversos desportos, como descrevem por exemplo Milner, Hamill e Davis (2007), que concluiram que cargas verticais promovem aumento de fracturas tibiais por estresse em corredores. Castinel, Adam e Prat (2007), concluiram que as forças compressivas em coluna vertebral em jogadores de rugby, aumentam a incidência de fracturas na mesma região. Para jogadores de ténis, Maquirriain e Ghisi (2006), encontraram aumento de risco de fracturas por estresse nos jogadores que treinam a mais de dois anos. Muitos são os exercícios que podem prejudicar de alguma forma os componentes articulares e musculares. Para Krolo et al. (2007), em suas investigações sobre o acometimento do tendão calcanear e exercícios, definiram que em 33% dos jovens atletas tiveram algum tipo de acometimento no tendão calcanear, enquanto que somente 14% dos jovens não atletas apresentaram as mesmas afecções. Entre os idosos atletas e não atletas, 64% dos idosos atletas e 26% de não atletas apresentaram algum tipo de lesão no tendão calcanear. Stephens e Beutler (2007), relatam que existem poucos artigos científicos que realmente direccionem a promoção da saúde na participação e prevenção de lesões na prática de exercícios. A pesquisa que realmente está direccionada à osteoporose e lesões, foi descrita por Ofluoglu, O. Ofluoglu e Okyyuz (2006), que encontraram forte relação das fracturas por estresse em tíbia em homens acima de 30 anos que apresentavam hipercalciúria por osteoporose. Segundo Jones (2006), é mais comum as lesões por estresse em membros superiores que em membros inferiores, sendo que as fracturas por estresse e fadiga muscular podem ser prevenidas por melhor condicionamento físico e treino mais apropriado. Além das características de cada modalidade de desporto e exercícios, Zifchock, Davis e Hamill (2006) ainda referem que as assimetrias de membros e dominância motora aumenta as possibilidades de lesões e fracturas. 62 ____________________________________________________Revisão da Literatura Para Lugo-Larcheveque, Pescatello, Dugdale, Vetri e Roberts (2006), as vezes não é fácil a utilização dos recursos de exercícios para a recuperação de algumas lesões. Os autores relatam que em sua pesquisa sobre a acção dos exercícios no fortalecimento de grupamentos musculares estabilizadores dos membros inferiores em mulheres corredoras, obteve pouca eficácia com a utilização de exercícios tradicionais, sendo que para tal finalidade, os melhores resultados somente foram verificados através de programa de Pilates com tempo mínimo de um ano. Numa pesquisa sobre a acção do exercício físico no estresse apresentada por Heiden et al. (2007), concluiram que houve pouca diferença nos efeitos cognitivos entre os pacientes com estresse que realizaram exercícios regulares e os que não realizaram. Deve-se lembrar que a estructura óssea sofre acção também dos factores genéticos e não somente de factores ambientais (Akkus, Yeni e Wasserman, 2004). 2.5.5- Aplicação biomecânica Para que se possa falar de exercícios e suas implicações orgânicas e estruturais, devemos saber primeiro que o organismo reage de forma reflexa aos estímulos externos, e para analisarmos melhor os movimentos corporais será fundamental que alguns destes tópicos mais importantes sejam abordados e entendidos. Segundo Maughan e Shirreffs (1996), os factores biomecânicos afectam a homeostase óssea, influindo na qualidade e quantidade dos ossos. Para Whiting e Zernicke (2001), durante a vida inteira ocorrem mudanças e constantes adaptações no osso, na cartilagem, no tendão, no ligamento e no músculo. Sobre as estruturas ósseas, foram referidos os dois tipos de revestimentos ósseos que são o osso cortical (externo e compacto) e o osso trabecular (esponjoso e interno), sendo que para Toigo, Beatrici, Azevedo e Roubuste (2002) estes ossos possuem forma e estrutura diferentes, como 63 ____________________________________________________Revisão da Literatura também reagem diferentemente ao mesmo estímulo, justificando as suas configurações. Hall (2000) relata que se a porosidade do volume do osso ocupado por tecido não mineralizado é baixa (5 a 30%), o tecido é cortical. Se a porosidade for acima de 30 ou 90% o osso é classificado de esponjoso. Descreve também que a capacidade de estresse suportado pelo osso esponjoso chega a 75% (pelo armazenamento de energia), enquanto que a do osso cortical não passa de 2%. As forças aplicadas sobre o osso vão determinar a geometria, microarquitectura e composição final dos mesmos, sendo que a intensidade desta força é mais importante do que a sua duração como estímulo à formação da massa óssea. Quando um estímulo se mantém acima do habitual, alguns mecanismos de modificação óssea agem na arquitectura do osso para aumentar a sua resistência e reduzir a deformação do ponto que sofre o estresse. Este efeito em crianças estimula o fortalecimento e crescimento dos ossos, enquanto que em adultos ocorre o reforço das estruturas corticais, não ocorrendo somente o efeito de crescimento longitudinal. Todas estas afirmações são corroboradas com as leis de Wolff citadas por Gonçalves (2000), que menciona que a forma dos ossos é determinada pela função, ou seja, o estresse mecânico aplicado a um osso causa mudanças em sua arquitectura, tendo num osso curvo maiores depósitos de novo osso sobre seu lado côncavo e reabsorção no seu lado convexo. Layne e Nelson (1999), definem que o estresse mecânico de carga aplicado ao osso via tendão ou músculo, possui efeito directo na formação e remodelação óssea. Massada (1987) e Gonçalves (2000), destacam os vários aspectos das diferentes partes dos ossos, definindo que isto ocorra provavelmente pelas diferentes funções exercidas por cada uma delas. Na diáfise o tecido dispõe-se sob forma de lamelas concêntricas chamadas osteomas ou sistema de Havers. Para Junqueira e Carneiro (1987), as construções em lamelas concêntricas permite que as mesmas deslizem umas sobre as outras, o que permite ao osso suportar melhor as forças a que está 64 ____________________________________________________Revisão da Literatura submetido. Já nas epífises, os osteomas são submetidos por sistema de lamelas que se entrecruzam em diversas direcções, deixando entre si pequenas cavidades, que caracterizam o tecido esponjoso. Quanto ao tecido esponjoso, Khan et al. (2001), descrevem que o alinhamento das trabéculas que ocorre dentro dos ossos esponjosos em resposta à cargas irregulares é chamada de minimodelação. Este processo corresponde apenas à orientação das trabéculas, não influenciando na mineralização óssea do local. A aparência arquitetónica do colo femoral é exemplo de minimodelação. Segundo Frontera, Dawson e Slovik (2001), embora os mecanismos fisiológicos sejam desconhecidos, o osso adapta-se às cargas físicas e mecánicas alterando sua massa e a sua força. Gonçalves (2000) e Frontera, Dawson e Slovik (2001), definem que o tecido ósseo é também elástico, isto é, quando submetido à acção de uma força, sofre uma deformação, mas cessando essa força, volta ao seu estado inicial, ao contrário dos corpos plásticos. É esta propriedade elástica que permite ao osso suportar até certo ponto, forças de compressão e de tracção sem sofrer fractura. Neto e Fernandes (2001) descrevem que estas acções reflexas de cargas e respostas orgánicas são provenientes de receptores específicos determinados geneticamente, mas que respondem também ao ambiente e à realidade de cada indivíduo. Isto significa que o indivíduo pode sofrer modificações nas respostas destes receptores, de acordo com o meio e com as vivências orgânicas somatizadas que o mesmo sofre, sendo este o mecanismo chamado de mecanostato. Segundo Khan et al. (2001), quando o sensor celular detecta substancial deformação que requer aumento do fortalecimento ósseo, a resposta torna-se muito específica. As forças que agem sobre os ossos, segundo Hall (2000) são: A compressão: tende a diminuir o cumprimento dos osso e alargá-lo; quanto maior a compressão mais tecido deve ter o osso para suportá-la; 65 ____________________________________________________Revisão da Literatura A tracção: tende a aumentar o comprimento do osso; actua no sentido contrário da compressão; A flexão: actua através de um momento de força que age num plano contendo o eixo longitudinal do osso; provoca um estresse compressivo em numa extremidade e de tensão na outra (Ex. acção muscular sobre os ossos longos); Forças de torção: ocorrem através de forças perpendiculares ao eixo longitudinal através de mecanismo rotacional de um ponto do segmento. Para Hall (2000) as regiões ósseas responsáveis pela sustentação de grandes cargas longitudinais, apresentam um reforço de trabéculas transversais e que aumentam a resistência frente às cargas verticais. Estas trabéculas são encontradas preferencialmente nas vértebras e no fémur, e apresentam-se alteradas na fase pós-menopáusica, o que predispõe ao maior índice de fracturas na região vertebral. Gonçalves (2000) defende a mesma ideia, relatando que as trabéculas do tecido esponjoso distribuem-se de acordo com as forças que o osso suporta e com a função que têm, ou seja, as trabéculas ósseas dispõem-se segundo as direcções que correspondem às linhas de força que o osso suporta, sendo que algumas destas linhas são encontradas na anca e no fémur. Já com a coluna vertebral, segundo Tribastone (1998), com o passar do tempo, as curvas fisiológicas que aumentavam a dissipação das cargas, perdem os suportes musculares por debilidade e permitem que as cargas assimétricas incidam sobre as vértebras, favorecendo as microlesões e deformidades. Um factor importante levantado por Gonçalves (2000), relaciona a biomecánica à geometria dos ossos, que fazem com que todos os tipos de sobrecargas sejam proporcionais à área de secção transversal do osso. Sendo que um factor que influencia a força e a dureza dos ossos é o comprimento, logo quanto mais longo, maior é a magnitude do momento de flexão e maiores o estresse tênsil e compressivo. 66 ____________________________________________________Revisão da Literatura 2.5.6- Principais leis biomecânicas que agem sobre a estructura óssea As citações de Khan et al. (2001), indicam que observações da resposta óssea aos estímulos do exercício físico são mencionados desde 1638 por Galileo. Já Turner (1999) propõe que, as células ósseas reagem fortemente às mudanças no seu meio ambiente, mas eventualmente ocorrerá acomodação ocasionada por sinais que as levam a uma melhora de equilíbrio corporal. As acções mecánicas exercidas sobre os ossos são citadas por Khan et al. (2001) como sendo principalmente o estresse, que é a força aplicada por unidade de área e pode ser classificada em tênsil ou compressiva. O estresse, é medido por unidade de Newtons por metro quadrado (N/m2) ou Pascal (Pa); ocorre deformação do material, respectivamente nas suas dimensões estudadas (comprimento, largura ou angulação), e é calculado pelo quociente da mudança da dimensão do osso pela dimensão original do mesmo, sendo expresso por fracção ou percentagem. De acordo com Fraccaroli (1988): algumas das principais leis de biomecânica que agem sobre a estruturação e remodelação ósseo, são: a- PRINCÍPIO DE WOLFF Maior pressão criando uma maior condensação trabecular e cortical e uma calcificação mais rápida, com o osso respondendo e modelando-se de acordo com as exigências que o mesmo é solicitado. Figura 2- Figura representativa das alterações estructurais b- PRINCÍPIO DE HEUTER-VOLKMANN Pressão igual sobre as epífises, crescem igualmente; na região de maior pressão o crescimento é mais lento e incompleto comparado a região de menor pressão. 67 ____________________________________________________Revisão da Literatura c- LEI DE DELPECH Lei de crescimento ósseo, onde no ponto de menor pressão ocorre uma activação do crescimento e nos pontos de maior pressão o crescimento é moderado. Figura 3- Figura representativa da acção biomecânica sobre as metáfises d- LEI DE HOOKE Segundo Whiting e Zernicke (2001), esta lei representa a proporcionalidade entre as forças aplicadas e as deformações produzidas, sendo que a força aumentada pode chegar ao ponto de rotura do tecido. A inclinação dessa região linear está relacionada à rigidez de dobramento do osso, que é uma medida da resistência ao encurvamento. Quanto à competência mecânica dos ossos, Hall (2000), descreve que esta é reflexo das propriedades dos materiais intrínsecos (massa, densidade, dureza e força) e das características geométricas (tamanho, forma, espessura cortical, área de secção transversal e arquitectura trabecular. 2.5.7- Efeito piezoeléctrico Para Toigo, Beatrici, Azevedo e Roubuste (2002), os ossos possuem a capacidade de responder a um estímulo, e a esta capacidade chamamos de efeito Piezoeléctrico, o qual representa, pela acção de forças mecânicas, variações electrostáticas que promovem modificações celulares e bioquímicas 68 ____________________________________________________Revisão da Literatura com efeito na formação da massa óssea. Este efeito responde melhor às acções de compressão do que de tensão, provavelmente pelo facto das forças de compressão serem mais constantes que as de tensão. O efeito piezoeléctrico, segundo Becker (1985), Enoka (2000) e Gonçalves (2000), corresponde a um potencial eléctrico negativo desenvolvido no local da compressão e um positivo nos outros pontos do osso. Pequenas quantidades de corrente fluindo no osso causam actividades osteoblástica na extremidade negativa da corrente, o que poderia explicar o aumento da deposição óssea nos locais de compressão, e o contrário ocorreria com a acção dos osteoclastos, realizando reabsorção nos locais de tensão (Guyton, 1992). A equipa de trabalho de Toigo, Beatrici, Azevedo e Roubuste (2002), que pesquisou os efeitos piezoeléctricos em osso seco dissecado, definiu que após submetido a cargas mecánicas, o tecido ósseo gera um potencial eléctrico, mesmo com forças de compressão extremamente pequenas. Esta definição é baseada nas descrições de Guyton (1992) que declara que mesmo em pequenas voltagens, o potencial eléctrico consegue estimular a acção osteoblástica. Khan et al. (2001), sobre este processo, relatam que usamos o termo mecanostato para referirmos ao conceito dos ossos regularem-se de acordo com certos limiar de estímulo, enquanto que, Mecanotransdução seria o processo fisiológico que permite que o esqueleto ajuste a sua estrutura de acordo com a demanda imposta. 2.5.8- Programas de treino de musculação A indicação de exercícios no ginásio, e especialmente os de musculação, devem sofrer um processo bem estruturado de periodização, com etapas bem definidas e objectivos bem traçados. Para tal, é importante que sejam analisados alguns dos aspectos mais relevantes. As principais características dos treinos, segundo Fleck e Kraemer (1987), são: 69 ____________________________________________________Revisão da Literatura a- Treino de força É caracterizado por alta resistência, ou seja, cargas elevadas, perto do limiar máximo da capacidade de contracção muscular; baixo número de repetições; período de repouso total entre as séries; a intensidade do treino é alta. Bompa (2000), descreve que um treino de força objectiva o aumento da força muscular máxima e é realizado com um número de repetições baixas (uma a sete repetições). b- Treino de hipertrofia Maior número de repetições que o treino de força, entre seis e 12; velocidade de execução e intensidade relativamente moderadas. Para o treino de hipertrofia, Bompa (2000), descreve que o principal objectivo é o ganho de volume muscular c- Endurance Envolve a componente aeróbia; utiliza a contracção muscular sub-máxima; grande número de repetições com pouco tempo de recuperação entre as séries; é caracterizada pela baixa resistência e alto volume de treino. Bompa (2000), cita que o treino de endurance na musculação objectiva a definição muscular, e é realizado com 30 ou mais repetições. O volume de treino, independente do objectivo, sendo calculado multiplicando-se o número de séries pelo número de repetições e pela carga; o resultado é o volume total de treino para cada grupo muscular. Ex.: 2 x 10 x 50kg = 1000 kg. A intensidade de treino é, segundo Fleck e Kraemer (1987), o volume máximo de contracção muscular. A intensidade pode ser aumentada pelo aumento da resistência ou pelo aumento da velocidade de execução. d- Motivação Segundo Pauletto (1991), a motivação rege o empenho e a performance da pessoa, sendo que uma boa forma de motivar o indivíduo, será sempre manter uma constante adaptação do programa de treino e o acompanhamento de perto, das dificuldades e necessidades da mesma. Para Bompa (2000), um 70 ____________________________________________________Revisão da Literatura programa de treino deve realizar adaptações constantes no planejamento dos exercícios, sendo que o melhor remédio para evitar a monotonia do treino é a variabilidade, a qual aumenta o bem estar psicológico e a resposta ao treino. e- Organização do programa Segundo Baechle e Groves (1992), o corpo adapta-se ao estresse do treino com pesos. Desta forma, existe a necessidade de constante adaptações dos graus de dificuldade e cargas. Bompa (2000), cita alguns aspectos fundamentais na organização de um programa de treino: Escolher diferentes exercícios para cada parte do corpo e variar a sequência de execução dos mesmos; Incorporar a variação ao sistema de cargas de forma progressiva; Variar as formas de execução, utilizando de contracções concêntricas e excêntricas separadamente; Variar a velocidade de contracção (lenta, média e rápida); Variar os equipamentos entre máquinas e pesos livres. 2.5.9- Equilíbrio Motor Para Enoka (2000), o envelhecimento está acompanhado da redução do controlo postural e da marcha, sendo que estes efeitos estão representados na alteração da forma de andar e no desenvolvimento das atividades de vida diária dos idosos. As adaptações envolvidas nestas atividades são complexas e envolvem componentes motores e sensoriais; sendo que as alterações no controlo da postura são significativas porque influenciam na estabilidade do indivíduo, aumentando a probabilidade a quedas e lesões acidentais. Desta forma, segundo Sambrook et al. (2007), é fundamental a avaliação do equilíbrio corporal juntamente com a DMO, já que estas variáveis estão intimamente relacionadas. Segundo Palmieri, Ingersoll, Stone e Krause (2002), equilíbrio é um termo genérico que descreve a dinámica postural do corpo na prevenção de 71 ____________________________________________________Revisão da Literatura quedas e depende da capacidade de manter uma posição, mantendo a estabilidade durante as actividades voluntárias e reagir às perturbações externas. Já para Tortora (2000) o equilíbrio é um estado de igualdade entre forças oponentes a existir dois tipos de equilíbrio: o equilíbrio estático refere-se ao equilíbrio e à postura do corpo (principalmente da cabeça) quando o corpo não está em movimento e o equilíbrio dinâmico, que refere-se ao equilíbrio e à postura do corpo (principalmente da cabeça) em resposta aos movimentos de rotação. Os órgãos receptores do equilíbrio estão na orelha interna e são referidos como aparelho vestibular, sendo que o equilíbrio estático está relacionado ao sáculo e utrículo da região vestibular, enquanto que o equilíbrio dinâmico está relacionado aos canais semicirculares da orelha interna (Gray, 1988). Horak, Shupert e Mirka (1989), descrevem que a capacidade de manter o centro de gravidade dentro dos limites da base de sustentação durante movimentos voluntários e em resposta a perturbações externas, é uma definição da qualidade do controlo postural. Mazo, Lopes e Benedetti (2001), relacionam a postura com o bom equilíbrio, afirmando que a manutenção do mesmo promove segurança na locomoção, facilitando o desempenho das actividades quotidianas. Quanto à perda de equilíbrio, Kronhed, Möller, Olsson e M. Möller (2001) descrevem que as quedas são relativamente comuns entre a população idosa e ocorrem normalmente durante a execução de uma tarefa rotineira, sendo importante a prevenção nas circunstâncias em que as mesmas ocorrem. As quedas estão mais relaccionadas com a terceira idade, mas de acordo com as afirmações de Pu e Nelson (2001), a medida mais comum que indica o envelhecimento é a idade cronológica. Esta mede a quantidade de vida de uma pessoa e embora as mudanças fisiológicas mais sutís relaccionadas com a idade comecem na terceira idade, a taxa e extensão do declínio variam muito, tanto por factores genéticos como ambientais. As fracturas ósseas estão associadas a traumas leves e ao aumento da incidência de quedas. Com os ossos mais fracos e menor velocidade de reacção, as pessoas com osteoporose fracturam os ossos com maior facilidade 72 ____________________________________________________Revisão da Literatura que as pessoas com densidade óssea normal. Desta forma, Schulman et al. (2007), destacam a importância das orientações para as modificações dos hábitos de vida como forma preventiva das quedas e fracturas. Segundo Tinetti (2003), um terço das pessoas acima de 65 anos caem anualmente. Destas, 50% caem novamente, sendo que uma em cada dez quedas magoam seriamente. Pesquisas realizadas por Sinaki, Brey, Hughes, Larson e Kaufman (2005), comprovam a importância do fortalecimento muscular e propriocepção da cadeia posterior, para a melhoria da postura e do equilíbrio. Tinetti (2003), descreve que os principais factores de risco de quedas são: idade, artrite, depressão, queda de tensão arterial, pobre cognição, diminuição da visão, diminuição do equilíbrio, pouco cuidado nas actividades domésticas e administração de fármacos. 73 _______________________________________________________________ 3- MATERIAL E MÉTODOS ______________________________________________________Material e Métodos 3- MATERIAL E MÉTODOS Este estudo caracteriza-se por uma pesquisa do tipo quase-experimental que, para Thomas e Nelson (2002), é aplicada quando o delineamento experimental não é possível, e é definido pelo estudo de casos ou grupo de casos, sendo uma aproximação do experimento verdadeiro. Contudo, a escolha da amostra não é aleatória e a variável independente apesar de ter sido manipulada não é ocasional. 3.1- CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA A amostra foi composta de 60 mulheres portuguesas, pós-menopáusicas e portadoras de osteoporose (31,7%) ou osteopenia (68,3%) na faixa etária de 45 a 65 anos de idade (57,1±4,9 anos). Os indivíduos foram divididos em dois grupos: grupo de estudo (GE) (n=30, idade=57,5±5,1 anos, 36,8% com osteoporose), e grupo controlo (GC) (n=30, idade = 56,6±4,6 anos, 63,2% com osteoporose). A caracterização do GE foi realizada a partir do voluntariado das mulheres em participar do programa de exercícios. O GC foi constituído pelas mulheres que recusaram a participação no programa. 3.2- CRITÉRIOS DE SELECÇÃO AMOSTRAL Para a execução da pesquisa, foi realizada uma campanha publicitária, que envolveu divulgação televisiva e escrita. A publicidade televisiva constou de entrevista em rede nacional, no qual foi exposto a problemática da patologia, bem como os objetivos e metodologia da pesquisa a ser realizada. Quanto a publicidade escrita (ANEXO 3), a mesma foi realizada em jornal de circulação nacional, com breve abordagem acerca da patologia, convite para a visita à instituição promotora do programa e esclarecimento básico sobre a 77 ______________________________________________________Material e Métodos gratuidade do tratamento e limite de idade. Em ambos os meios de divulgação foi exposto sobre procedimentos do programa e benefícios gerais e específicos promovidos pelo protocolo de exercícios. Através dos dados fornecidos via publicidade, os interessados em participar, deslocaram-se até o local determinado para a realização de avaliação. Os sujeitos que procuravam a Clínica de exercícios da Universidade Profissonal do Norte (UPN) para uma avaliação física inicial, que continha anamnese e dados antropométricos (massa corporal e estatura), eram entrevistados para levantamento de dados pessoais e análise da densitometria óssea actual (ANEXOS 1 e 2). Na ocasião conheciam a clínica onde ocorreria a intervenção e eram expostos aos objectivos e metodologia da pesquisa. A explanação dos objectivos foi realizada com linguagem simples e objectiva, de maneira a esclarecer todos os procedimentos, benefícios para a saúde geral, objectivos específicos da intervenção adoptada. A partir deste momento, caso desejassem participaram do estudo, os indivíduos assinavam o termo de consentimento livre e esclarecido, segundo a Declaração de Helsinki (ANEXO 8), que especificava todos os detalhes do programa. Como critérios de inclusão as mulheres deveriam ser portuguesas, caucasianas, possuindo diagnóstico por DEXA de osteopenia ou osteoporose na coluna ou no fémur. Também não poderiam apresentar doenças associadas que caracterizasse a osteoporose secundária ou que interferisse na execução dos exercícios (tais como artrose de joelho, coluna lombar ou hérnias discais) ou apresentassem motivos para não participação da intervenção. Os critérios de exclusão foram especificados nos seguintes procedimentos de conduta para os sujeitos do GE: 1) as mulheres deveriam ter no mínimo 80% de participação de um total de 144 sessões, o que corresponde à presença mínima de 115 sessões; 2) ter pelo menos 10 sessões mensais para a mudança do programa; 3) faltar mais que 30 dias seguidos, independentemente da justificação. Esses critérios foram adoptados por comprometerem a base científica do programa e a sua própria terapêutica de recuperação. 78 ______________________________________________________Material e Métodos A terapêutica procurou ser fiél às reais condições ambientais necessárias para uma actividade normal de ginásio. Por esta razão, numa rotina normal de frequência de qualquer actividade de ginásio ou tratamentos a longo prazo, como o presente estudo, as pessoas tem necessidade por vezes faltarem a algumas sessões no decorrer do programa. Ressalta-se que, os principais motivos relatados pelas voluntárias foram as limitações relaccionadas a disponibilidade de tempo para a prática (pois o programa de exercícios era ofertado somente para o período da tarde), como também a dificuldade de deslocamento (afinal muitas mulheres eram pacientes de Centros de Saúde afastados da cidade do Porto). Entretanto, das que se apresentavam para a entrevista inicial, não haviam entendido que o programa era baseado em exercícios físicos. Desta maneira, algumas alegaram não gostar de praticar exercícios, e mesmo sendo exposto a importância dos mesmos, preferiram não iniciar o programa. Destas, muitas não possuiam diagnóstico de osteoporose, e portanto, foram orientadas a retornar ao Centro de Saúde de sua região ou ao seu médico de família. 3.3- PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Os sujeitos seleccionados para o GE realizaram os testes de equilíbrio, utilizando-se da Escala de Equilíbrio de Berg (EEB); sendo que, deste momento em diante as voluntárias poderiam iniciar a qualquer momento o programa de exercícios físicos, devendo apenas apresentar-se com vestuário apropriado para a prática desportiva e dirigir-se directamente ao ginásio. A elaboração e aplicação do programa de exercícios foi realizada com o auxílio de duas Professoras Licenciadas em Educação Física e que foram orientadas de como deveriam actuar na intervenção pelo responsável da pesquisa. Após o término do programa ocorria o encaminhamento para a realização de nova densitometria óssea, nomeadamente no mesmo local de realização da primeira e a orientação de retorno à UPN após receberem o laudo densitométrico. De posse dos laudos do primeiro e segundo momentos 79 ______________________________________________________Material e Métodos de avaliação, juntamente com o diagnóstico final era realizada a indicação da continuidade ou adaptação do programa de treino. Para encerrar os sujeitos recebiam a ficha final, conforme ANEXO 10, que era composta de toda a sistematização utilizada no programa e demais indicações de treino, para no caso das mesmas que optarem pela continuidade de exercícios físicos, poderem com tal fidelidade reproduzir a metodologia em qualquer ginásio ou clube. Quanto ao protocolo de intervenção por exercícios físicos longitudinais em cadeia cinética fechada, a metodologia de aplicação do protocolo de exercícios foi desenvolvida baseada no que é aplicado hoje na maioria dos ginásios, com as devidas adaptações às condições sedentárias e cuidados gerais de sobrecarga osteo-mio-articular. A metodologia buscou uma aplicação directa das cargas de compressão longitudinal com exercícios de cadeia cinética fechada, através da selecção dos equipamentos de musculação que promoviam uma força compressiva sobre o esqueleto axial e apendicular, que são focos principais das rarefações ósseas. Logo, a intervenção seguiu os preceitos gerais da musculação clássica, com o devido cuidado de em cada sessão ter um momento de aquecimento e exercícios aeróbios, execução dos exercícios de musculação nos aparelhos ou com halteres (duração de aproximadamente 30 a 40 minutos) e relaxamento (alongamentos finais) que duravam aproximadamente cinco minutos. Destacase que, os alongamentos eram realizados de forma activa, procurando alongar e relaxar os principais grupos musculares com orientação para que não houvesse força além dos limites mio-articulares, e evitar em casos de pacientes portadores de osteoporose fracturas de um segmento por avulsão (tracção muscular). Quanto a periodização dos exercícios de musculação, esta obedeceu a quatro fases com duração de três meses cada, totalizando a intervenção em 12 meses, sendo que a cada fase eram modificados os exercícios. Segundo Bompa (2000), periodização é um conceito de treino que permite alcançar os objectivos pela aplicação de fases específicas. Desta forma, decidiu-se por desenvolver um modelo de aplicação de quatro fases: Fase 1- fase de 80 ______________________________________________________Material e Métodos adaptação anatômica e específica; Fase 2 e 3- Fase específica de forças longitudinais com aumento do grau de dificuldade de execução, e Fase 4- fase específica de maior intensidade. Quanto a variação da intensidade, em relação ao número de repetições, estas foram gradativamente aumentadas a cada mês, de acordo com o Quadro 5, exceptuando-se para a Fase 4, que não sofreu alterações no número de repetições em momento algum. Quanto ao ajuste de cargas, estas foram incrementada somente a partir da fase dois (quarto mês da intervenção), somente mediante a capacidade de adaptação de cada sujeito, sendo mantida inalterada para aqueles sujeitos que apresentavam dificuldade de execução do exercício com o aumento do peso, mesmo com o reajuste no padrão mínimo de cada aparelho, que variava em relação a bateria de cargas dos mesmos, pelo facto de que em variações percentuais apresentaram grandes diferenças de pesos, como por exemplo, 5kg, enquanto que os halteres apresentaram variação de 0,5 ou 1kg. Cada fase foi composta de três séries de cada exercícios com intervalo de um minuto entre as séries; ao passo que, as repetições retornavam a 10 ao primeiro mês de cada fase, ou seja, nos meses 4º e 7º; nos próximos meses (2º, 5º e 8º) em número de 12 repetições e nos 3º, 6º, 9º e 12º meses em número de 15 repetições; sendo que na Fase 4 (três meses finais), as repetições permaneciam durante toda a fase em número de quinze. Quadro 5- Periodização do programa de treino SÉRIES REPETIÇÕES INTERVALO FASE 1 3 10-12-15 1min FASE 2 3 10-12-15 1min FASE 3 3 10-12-15 1min FASE 4 3 15 1min A descrição detalhada das fases do protocolo de exercícios encontramse no Anexo 9. 81 ______________________________________________________Material e Métodos Além dos exercícios de musculação, os cardiorespiratórios (Quadro 6) também respeitaram a periodização em quatro fases, seguindo os mesmos critérios especificados para os exercícios resistidos. Quadro 6 – Periodização dos exercícios cardiorespiratórios PROGRAMA 1 Entre o 1° e 3° mês Meses Tempo Velocidade Carga* PROGRAMA 2 Entre o 4° e 6° mês Meses Tempo Velocidade Carga PROGRAMA 3 Entre o 7° e 9° mês Meses Tempo Velocidade Carga PROGRAMA 4 Entre o 10° e 12° mês Meses Tempo Velocidade Carga BICICLETA1 1º 2º 3º 10 15 20 45-55 1 BICICLETA 4º 5º 6º 10 10 10 45-55 2 BICICLETA 7º 8º 9º 5 5 5 45-55 3 TAPETE 10º 11º 12º 15 15 15 5-6 0 TAPETE2 4º 5º 6º 10 15 20 4-5 0 TAPETE STEPPER3 7º 8º 9º 7º 8º 9º 10 10 10 5 10 15 5-6 45-55 0 2 STEPPER 10º 11º 12º 15 15 15 45-55 4 1 velocidade para bicicleta em rotações por minuto (rpm), velocidade para tapete em quilômetros por hora (km/h), 3 velocidade para o stepper em passos por minuto (steps/min) e * cargas todas em quilograma (kg) 2 Para o programa 1, foi prescrito somente a bicicleta ergométrica, pela mesma oferecer maior estabilidade e menor esforço, tendo a mesma somente variado o tempo a cada mês da fase. Para o programa 2 foi mantida a bicicleta com aumento de carga (2kg) e diminuição do tempo para 10 minutos, sendo acrescentado o tapete ergométrico, pois o mesmo necessita maior estabilidade corporal e resistência; o tempo do tapete foi a única alteração para os meses seguintes deste programa. Para o programa 3, foram diminuidos os tempos da bicicleta para cinco minutos e aumentado a carga da mesma para 3 kg, diminuído o tempo do tapete para 10 minutos e acrescido o aparelho Stepper, que iniciou com cinco minutos; desta vez, somente o tempo do Stepper variou 82 ______________________________________________________Material e Métodos nos meses seguintes desta fase. Para o programa 4, foi retirada a bicicleta e mantidos os tempos do Tapete e Stepper por 15 minutos nos três meses do programa. Com isso, procurou-se manter uma periodização que aumentasse progressivamente o grau de dificuldade de execução dos exercícios, sem comprometer o programa de exercícios subsequente. Apesar da função de aquecimento e condicionamento físico geral dos mesmos, estes aparelhos favoreciam as cargas de pressão longitudinais durante suas execuções, por esta razão foram seleccionados. 3.4- VARIÁVEIS DO ESTUDO Variável dependente Densidade mineral óssea (DMO) Variável independente Programa de exercícios de forças longitudinais em cadeia cinética fechada 3.5- INSTRUMENTOS Escala de Equilíbrio de Berg (Berg Balance Scale) Desenvolvida e validada por Berg, Wood-Daquphinee, William e Maki (1992) e adaptado transculturalmente para sua aplicação portuguesa, possui o objectivo de avaliar o equilíbrio em idosos e monitorizar, ao longo do tempo, as mudanças relactivas a esta capacidade. É indicada sua aplicação em individuos idosos, com acidente vascular cerebral (AVC), doença de Parkinson e demais indivíduos com patologias que condicionem défice de equilíbrio. No presente estudo, sua finalidade foi a de verificar as reais condições de equilíbrio postural do GE, para a avaliação de factor de risco de quedas e subsequentemente de fracturas osteoporóticas. 83 ______________________________________________________Material e Métodos Segundo Berg e Norman (1996), a pontuação da escala também foi capaz de agrupar os pacientes de acordo com o tipo de auxílio utilizado para locomoção (maiores pontos para os que não necessitam de auxílio e menores pontos para os que utilizam bengalas e andadores). 3.6- MÉTODO DE AVALIAÇÃO DA DENSITOMETRIA ÓSSEA As mulheres encaminhadas para o Programa de exercícios, foram orientadas a estar munidas de densitometria óssea por DEXA, realizados em mesmo equipamento e solicitadas por seus respectivos médicos, sendo as classificações (Quadro 7) adoptadas, definidas por desvios-padrão e pelo critério adoptado pela (OMS, 1994), ou seja, pelo score T (que corresponde ao desvio-padrão comparado a um adulto jovem de mesma cor e sexo) e pelo score Z (que corresponde ao desvio padrão comparado a uma pessoa da mesma faixa etária), scores esses que pelo desvio-padrão caracterizam a perda óssea. Quadro 7- Classificação diagnóstica da osteoporose por DEXA (OMS, 1994) Categoria Critérios Normal Score T > - 1 Osteopenia Score T = - 1 > - 2,5 Osteoporose Score T = - 2,5 Osteoporose grave Score T = - 2,5 e presença de fracturas De acordo com os dados citados por Dambacher e Shacht (1998) e Neto e Fernandes (2001), a medida para ser considerada significativamente alterada, deve se mostrar igual ou superior a 2,8 vezes o coeficiente de variação do aparelho utilizado. Para a avaliação da coluna, o DEXA apresenta um coeficiente de variação de 1,5 a 2%, sendo portanto necessária uma 84 ______________________________________________________Material e Métodos alteração de 4,2 a 5,6% entre duas medidas para que a variação possa ser valorizada; para o colo do fémur é de 2 a 3% com alteração significativa entre 5,6 e 8,4%. 3.7- SALA DE AVALIAÇÃO Na sala de avaliação foram utilizados os seguintes recursos e materiais: Fichas de avaliação Lápis dermográfico Adipómetro tipo CESCORF científico Fita métrica marca Seca Monitor portátil de tensão arterial e frequência cardíaca marca Omron Estadiómetro marca Seca Balança marca Seca Software Arquimedes de avaliação física 3.7.1- Meios informáticos e digitais Computador Benq FP531 Impressora hp officejet 5510 Máquina fotográfica Digital Hp Photosmart M 307 Microsoft Word 2002 Microsoft Excel 2002 85 ______________________________________________________Material e Métodos 3.7.2- Espaço físico Quanto a estructura física utilizada, esta foi de aproximadamente 90 m2, que foi ocupada pelo equipamento de cárdio-fitness e musculação (marca Pannata equipamentos), a saber: 1 tapete 1 bicicleta horizontal 1 bicicleta vertical 1 stepper 1 cadeira extensora 1 cadeira flectora 1 cadeira aductora 1 cadeira abdutora 1 multifunções para ombros e peitoral 1 peck deck 1 multifunções com pulley alto, remada baixa, polia para tríceps, e polia inferior 1 banco hiperextensão 1 banco com regulação para exercícios 1 espaldar 1 conjunto de halteres de 1 a 10kg 1 suporte para halteres 1 banco step 3 colchonetes 1 body extension 1 prensa deitada 1 gravitron 1 aparelho para desenvolvimento sentado No Anexo 6 estão as imagens dos aparelhos utilizados. 86 ______________________________________________________Material e Métodos 3.8- PROCEDIMENTOS ESTATÍSTICOS Para a descrição dos grupos utilizou-se os procedimentos estatisticos de média, desvio-padrão, mínimo e máximo; além do coeficiente de variação1 nos testes de equilibrio. Para testar a normalidade das distribuições utilizou-se o teste de Shapiro-Wilk. Para a comparação da DMO entre o primeiro e segundo momentos de avaliação da análise intra-grupo, foi utilizado o teste t de medidas repetidas. Para a comparação inter-grupos, foi utilizado o teste t de medidas independentes. O nível de significância foi mantido em 5% (p<0,05). Os cálculos foram realizados no software SPSS 12.0. 1 A classificação, segundo Pestana e Gageiro (2005), utilizada para a verificação do coeficiente de variação (CV=[desvio-padrão/média] x 100), foi: Fraca: CV = 15%, Média : CV 15,1- 30%, e Elevado: CV > 31%. 87 _______________________________________________________________ 4- RESULTADOS _____________________________________________________________Resultados 4- RESULTADOS Neste capítulo serão apresentados os resultados referentes a avaliação do equilíbrio motor aplicado somente no GE, os resultados da DMO do GE e GC, e a relação da THS com os resultados densitométricos do GE. 4.1- AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO MOTOR A avaliação do equilíbrio motor foi realizada individualmente e aplicada somente ao GE. Os resultados apresentados no Quadro 8, referem-se aos valores atingidos pelos sujeitos nos 14 testes aplicados. Quadro 8 - Valores médios ( x ), desvio padrão (dp), valores mínimos (mín) e máximos (máx), coeficiente de variação (CV) dos testes de equilíbrio para o grupo de estudo. Testes x dp CV MIN MAX 1 3,98 0,098 2,45 3,5 4 2 3,98 0,098 2,45 3,5 4 3 4 0 0 4 4 4 3,98 0,098 2,45 3,5 4 5 3,98 0,098 2,45 3,5 4 6 3,98 0,098 2,45 3,5 4 7 3,98 0,098 2,45 3,5 4 8 3,46 0,770 22,90 2 4 9 3,94 0,163 4,20 3,5 4 10 3,8 0,419 11 3 4 11 3,44 0,723 21,15 1,5 4 12 4 0 0 4 4 13 3,48 1,032 29,95 1 4 14 3,74 0,504 13,50 3 4 média 3,84 1,016 8,39 3,05 4 91 _____________________________________________________________Resultados Quanto à análise de cada teste, a maioria deles obteve valores médios altos (próximos de quatro), sendo que o teste 11 apresentou o valor médio mais baixo (3,44 pontos). Este teste exigia que o sujeito deveria girar 360° para ambos os lados com a base em ambos os pés, analisando a capacidade de reflexo labiríntico e cervical de rectificação, que é importante em movimentos da actividade da vida diária, tanto do lar como no ambiente de trabalho. Este movimento envolve uma série de factores associados que podem interferir no equilíbrio e é de difícil definição específica no caso dos grupos pesquisados. O teste 11, desta forma, apresentou valores baixos, o que define que mesmo, em movimentos simples como o facto de girar, pode afectar e ser um mecanismo de lesão importante para os portadores de enfermidades ósseas. Quanto aos testes três e 12, foram onde todos obtiveram valores máximos e consequentemente capacidade máxima de execução. O teste três representou a capacidade de sentar com os braços cruzados em cadeira sem encosto durante dois minutos. Quanto ao teste 12, o sujeito deveria colocar cada pé alternadamente sobre um degrau baixo, quatro vezes, em tempo máximo de 20 segundos. Este movimento representa a subida de degraus com alternância de apoios, o que evidencia um grande mecanismo de quedas. Referente aos resultados estatísticos da aplicação dos testes da avaliação do equilíbrio corporal, denotou similaridade nesta componente motora em todo o grupo, independentemente do seu grau de desmineralização ósseo. De maneira geral, registou-se uma fraca dispersão. Todavia, os testes com maior CV de valores foram o teste oito (CV=22,9), 11 (CV=21,15) e 13 (29,95). A descrição detalhada dos testes encontra-se no Anexo 7. 4.2- COMPARAÇÃO DA DMO DE AMBOS OS GRUPOS NOS DIFERENTES MOMENTOS DE AVALIAÇÃO NA ANÁLISE INTRA-GRUPO O Quadro 9 apresenta a descrição das variáveis dos grupos estudo e controlo, com média, desvio-padrão, variação e o valor de significância da comparação intra-grupos. Os valores apresentados correspondem à variação 92 _____________________________________________________________Resultados em gramas e T-score do primeiro e segundo momentos de avaliação. Os valores de T-score representam um desvio-padrão de valores comparacionais, e desta forma, possuem uma variação maior em seus índices, comparados com valores exactos de DMO. Para efeito estatístico, os valores em DMO representam os reais resultados da pesquisa. Foi observado que o GE obteve um aumento da DMO da coluna vertebral, que foram demonstradas pelo aumento percentual de 1,17%. Apesar deste aumento, os valores positivos não apresentam diferenças significativas (p>0,05), nas variáveis do primeiro para o segundo momento de avaliação densitométrica realizada após aplicação do protocolo de exercícios. Estes ganhos de densidade mineral para a coluna foram reflectidos com valores de diminuição de T-score de 3,38%. Quadro 9- Estatistica descritiva para fémur e coluna vertebral dos grupos de estudo (GE) e controlo (GC) para a DMO e T-score. O p do grau de significância refere-se à análise intragrupo apresentada verticalmente. DMO COLUNA PRÉ PÓS DIF. ABS. DIF. REL. p T-SCORE FEMUR COLUNA FEMUR GE GC GE GC GE GC GE GC x 0,845 0,795 0,838 0,832 -2,15 -2,27 -1,07 -0,92 Dp 0,095 0,086 0,115 0,102 0,62 0,78 0,92 0,85 Min 0,671 0,613 0,665 0,670 -3,40 -3,95 -2,50 -2,23 Máx 1,078 0,966 1,186 1,105 -0,90 -0,70 1,50 1,34 x 0,855 0,780 0,832 0,825 -2,08 -2,42 -1,12 -0,97 Dp 0,090 0,082 0,115 0,100 0,62 0,74 0,90 0,83 Min 0,681 0,582 0,649 0,630 -3,30 -4,23 -2,40 -2,55 Máx 1,075 0,907 1,161 1,104 -0,90 -1,30 1,30 1,33 g/cm 0,010 -0,015 -0,006 -0,007 0,07 -0,15 -0,05 -0,05 % 1,17% -1,99% -0,76% -0,80% 3,38% -6,10% -4,28% -4,59% 0,219 0,051 0,261 0,282 0,285 0,044* 0,345 0,360 * Diferença estatisticamente significativa (p<0,05). Já em relação ao fémur os valores representam perda de DMO de 0,80% acompanhados pelo aumento do T-score de -4,28%. Esta diminuição 93 _____________________________________________________________Resultados não demonstrou diferença estatisticamente significativa para esta variável (p=0,282), sendo que a mesma, representou valores abaixo dos índices esperados para esta população especial. Quanto aos resultados do GC, ainda no Quadro 9, apresenta as perdas de DMO na coluna vertebral, demonstradas com índices percentuais de -1,99% (p=0,051). Este percentual indicou a existência de diferença marginalmente significativa, representada por perdas de 16 gramas. Estes valores reflectiram um T- score com valores médios que pela OMS (1994), quase elevam o quadro geral de osteopenia para osteoporose (-2,27 para -2,42 Dp). Para a variável fémur, o GC apresentou perdas menos acentuadas que a coluna vertebral, com valores médios de DMO de -0,76%, representadas por um aumento médio de T-score de -4,59. Este resultado é reflexo dos valores iniciais apresentados pelo GC, que em média não apresentam osteopenia (-0,92 para -0,97), mas coloca o mesmo com valores bem próximos. 4.3- COMPARAÇÃO DA DMO DE AMBOS OS GRUPOS NOS DIFERENTES MOMENTOS DE AVALIAÇÃO NA ANÁLISE INTER-GRUPOS Os resultados apresentados no Quadro 10, referem-se aos valores de DMO (g/cm2) das regiões coluna lombar e fémur dos GE e GC e sua estatística inter-grupos. Quadro 10- Estatística inter-grupos das variáveis coluna e fémur com valores apresentados em gramas e o p do grau de significância apresentada verticalmente. COLPRÉ COLPÓS FEPRÉ FEPÓS ESTUDO 0,845 0,855 0,838 0,832 CONTROLO 0,795 0,780 0,832 0,825 p 0,038* 0,001* 0,817 0,827 * Diferença estatisticamente significativa (p<0,05). 94 _____________________________________________________________Resultados Os valores apresentados pela variável coluna no primeiro momento de avaliação dos grupos de estudo (0,845) e controlo (0,795), demonstraram diferença significativa (p<0,05). Os valores referentes ao segundo momento da avaliação mantiveram um comportamento similar à primeira avaliação, demonstrando diferença significativa na comparação entre os grupos (estudo=0,855 e controlo=0,780 sendo p=0,001). Quanto aos valores apresentados pela variável fémur, estes foram similares e não apresentaram diferença estatisticamente significativa (p>0,05). Os resultados da primeira avaliação densitométrica de ambos os grupos apresentaram valores iniciais muito próximos (0,838 estudo e 0,832 controlo), sendo que os valores finais (segundo momento de avaliação), definiram as respostas próximas dos grupos de estudo e controlo (0,832 estudo e 0,825 controlo). Ambos os grupos apresentaram valores mais baixos no segundo momento de avaliação para a variável fémur. 4.4- RESULTADOS COMPARATIVOS DO GRUPO DE ESTUDO E THS O GE foi composto por 30 sujeitos, que para a análise estatística foi subdividido em dois sub-grupos, compostos de sujeitos que utilizavam (n=11) e que não utilizavam THS (n=19). A comparação das diferenças percentuais de alteração da coluna e do fémur intra-grupo (Quadro 11), não apresentou diferença estatisticamente significativa, sendo que para o grupo com THS obteve valores de p=0,956 para coluna e p=0,889 para o fémur); para o grupo sem THS os valores do grau de significância foram de p=0,657 para a coluna e p=0,855 para o fémur. 95 _____________________________________________________________Resultados Quadro 11 – Valores médios, desvio-padrão, valores mínimo e máximo e valor p da significância entre os momentos da comparação intra-grupo quanto à utilização da THS. COM THS COLUNA SEM THS FEMUR COLUNA FEMUR PRE PÓS PRE PÓS PRE PÓS PRE PÓS x 0,838 0,840 0,801 0,795 0,849 0,863 0,860 0,852 Dp 0,090 0,068 0,082 0,087 0,100 0,102 0,128 0,125 MÍN. 0,671 0,681 0,665 0,649 0,689 0,737 0,673 0,694 MÁX. DIF. ABS. DIF. REL. p 0,988 0,955 0,927 0,922 1,078 1,075 1,186 1,161 0,002 -0,005 0,015 -0,008 0,23% -0,64% 1,69% -0,89% 0,956 0,889 0,657 0,855 Para o fémur, as diferenças percentuais para o grupo com THS foi de -0,64% enquanto que para o grupo sem THS foi de -0,89%, representando a proximidade dos resultados intra-grupo. Os sujeitos, independentes da utilização de THS apresentaram valores percentuais positivos para a coluna e negativos para o fémur. 96 _______________________________________________________________ 5- DISCUSSÃO ______________________________________________________________Discussão 5- DISCUSSÃO A abordagem preventiva e curativa da osteoporose passa por factores interdisciplinares importantes que actuam, não somente na melhoria da DMO, mas em aspectos importantes da AVD dos sujeitos acometidos ou com predisposição para o desenvolvimento desta enfermidade. O exercício físico é considerado como uma das principais ferramentos na prevenção e combate à osteoporose, mas está atrelado aos demais serviços e profissionais da saúde pública, pois o tratamento mais eficaz pode ser o controlo dos factores envolvidos na doença. Muitos são os recursos de exercícios físicos utilizados para a prevenção e tratamento da osteoporose, sendo encontrado todos os tipos de aplicações de exercícios para tal finalidade, com diversos equipamentos e abordagens. Neste capítulo serão abordados e analisados os resultados dos testes de equilíbrio corporal, diferenças entre o primeiro e segundo momentos de avaliação dos grupos de estudo e controlo quanto às variáveis DMO, T-score e a relação entre os resultados do GE e a THS. 5.1- TESTE DE EQUILÍBRIO CORPORAL O programa estabelecido pelo protocolo de Berg et al. (1992), verifica em 14 estações, características da actividade da vida diária, a qual está directamente ligada ao mecanismo de queda apresentado como factor primordial de fracturas osteoporóticas. Este protocolo é utilizado e validado em vários países, como relataram Arnold, Busch, Schchter, Harrison e Olszynski (2005), afirmando que muitos estudos têm encontrado associação entre os resultados do teste de equilíbrio de Berg e a predisposição às quedas; relataram que a pontuação do protocolo de Berg na amplitude de 56 a 54, cada ponto a menos é associado a um aumento de 3 a 4% abaixo do risco de quedas, de 54 a 46 a alteração de cada 99 ______________________________________________________________Discussão ponto é associado a um aumento de 6 a 8% de chances e que uma pontuação abaixo de 36 pontos o risco de quedas é próxima de 100%. Dessa maneira, a análise inicial do grau de equilíbrio corporal dos sujeitos que realizaram o protocolo de exercícios foi fundamental para uma possível adaptação dos exercícios do presente estudo para minimizar o agravante da falta de equilíbrio. A bateria de testes de Berg, Wood-Daquphinee, William e Maki (1992) foi realizada com o objectivo de verificar através de simulação de movimentos com momentos da actividade da vida diária, a análise de equilíbrio corporal em mulheres pós-menopáusicas e o seu nível de comprometimento para potenciais quedas, pois as mesmas correspondem ao principal mecanismo de fracturas osteoporóticas; sendo que a avaliação do equilíbrio motor pela Escala de Berg foi realizada individualmente e aplicada somente ao GE, como explicitado na metodologia. Para tanto, o teste de equilíbrio motor foi aplicado no início do programa para verificação do grau de estabilidade corporal em posição estática e dinâmica, sendo considerada uma variável de controlo do presente estudo. A análise do equilibrio motor foi necessária para a possível intervenção de programa de treino, visando a manutenção ou melhoria do mesmo se os sujeitos tivessem apresentado défice de equilíbrio corporal, de acordo com os critérios de Berg, Wood-Daquphinee, William e Maki (1992). A avaliação pela Escala de Berg não objectivou relacionar os efeitos do programa de exercícios com o nível de equilíbrio motor dos sujeitos, mas antes, a detecção de um das principais causas de fracturas, sendo esta a justificativa do porque o mesmo foi avaliado somente previamente ao desenvolvimento do programa de exercícios. Com os resultados obtidos no presente estudo, definiu-se a não necessidade de maior intervenção de exercícios posturais para a melhoria desta capacidade. Os resultados de um bom equilíbrio motor por parte dos sujeitos, obtidos pela Escala de Berg (Quadro 9), são de fundamental importância. Basta lembrar a citação de Beck e Snow (2003) ao relatar que cerca de 90% das fracturas de quadril e 50% das fracturas de fémur, ocorrem por quedas; que 100 ______________________________________________________________Discussão para Arnold, Busch, Schchter, Harrison e Olszynski (2005), essas alterações posturais e a mudança do centro de gravidade são causas da perda de equilíbrio em mulheres com osteoporose e por consequência maior disposição a quedas. Quanto a amostra de estudo do presente trabalho, foi observado similaridade nas características físicas e fisiológicas, por estarem todos numa mesma fase orgânica (pós-menopausa) e na faixa etária, sendo esperado que houvesse uma resposta homogênea nos testes de equilíbrio, pois considera-se que a perda de equilíbrio está mais envolvida com a perda das capacidades sensório-motoras e alterações posturais que surgem com o envelhecimento. Segundo Gillespie et al. (2003), cerca de 40% das pessoas com 65 anos ou mais, caem todos os anos em consequência da inatividade ou alterações neurológicas, sendo que para Laughton, Slavin e Katdare (2003), estas alterações estariam relacionadas à diminuição da força muscular e de velocidade de condução nervosa associados aos declínios fisiológicos. Para Peterka (2000), em idosos ocorre o aumento da oscilação na postura erecta estática, sendo que este processo ocorre pela diminuição dos torques correctivos gerados para controlar a oscilação e velocidade do corpo pelo aumento do tempo para sentir, transmitir, processar e activar a musculatura. As quedas estão mais relacionadas com a terceira idade, mas de acordo com as afirmações de Pu e Nelson (2001), a medida mais comum que indica o envelhecimento é a idade cronológica, que mede a quantidade de vida de uma pessoa e embora as mudanças fisiológicas mais sutís relacionadas com a idade comecem na terceira idade, a taxa e extensão do declínio variam muito, tanto por factores genéticos como ambientais. Portanto, deve-se lembrar que o grupo pesquisado, por se encontrar na faixa etária compreendida entre os 45 e 65 anos, não se enquadra, cronologicamente na terceira idade e consequentemente com suas características fisiopatológicas. Para Swanenburg, Mulder, De Bruin e Uebelhart (2003), um programa bem elaborado pode reduzir o redução do risco de quedas, o que significa diminuição do índice de fracturas, sendo que os programas de força muscular 101 ______________________________________________________________Discussão para a melhoria do equilíbrio, diminuição da dor, aumento da mobilidade, diminuem a incidência de novas fracturas e melhora a saúde óssea. Programas específicos de propriocepção e fortalecimento muscular para a prevenção de quedas foram pesquisados por Sinaki e Lynn (2002) e Sinaki, Brey, Hughes, Larson e Kaufman (2005), que utilizando programas de exercícios posturais com duração de um mês em mulheres osteoporóticas com cifose postural relataram diferenças significativas na avaliação do equilíbrio corporal; mas estes dados também indicam a rápida resposta sensorial aos estímulos proprioceptivos aplicados na atitude postural e consequentemente no equilíbrio motor. Na verdade, pode-se afirmar pelas pesquisas apresentadas por Asikainen, Kukkonen-Harjula e Miilumpalo (2004), Lange, Teichmann, Strunk, Mueller-Landner e Uhlemann (2005) e Babic-Naglic (2006), a importância dos exercícios de fortalecimento muscular para a melhoria do equilíbrio motor, pois esses pesquisadores acrescentaram que a especificidade do programa com exercícios posturais e proprioceptivos é relevante para obtenção de melhores resultados. Mesmo assim, essas indicações também foram corroboradas por inúmeros outros estudos (Gardner, Robertson e Campbell, 2000; Davis, Donaldson, Ashe e Khan, 2004; Chang et al., 2004), que além dos exercícios específicos, indicam a dança como actividade física importante não somente para o ganho de equilíbrio como para a melhoria do condicionamento físico geral. Os bons resultados obtidos por programas de propriocepção e fortalecimento muscular específicos, foram também relatados por Madureira et al. (2007) e Mansfield, Peters, Liu e Maki (2007), os quais foram obtidos através de escala de Berg e demais testes específicos. Para os exercícios físicos, estes podem promover o fortalecimento específico dos principais grupamentos musculares envolvidos na postura através de reforço dinâmico e estático, já que os músculos da manutenção postural são essencialmente formados de fibras tónicas, ao mesmo tempo que outros exercícios podem agir de forma simultânea no fortalecimento ósseo. 102 ______________________________________________________________Discussão Com os resultados a indicar que os sujeitos avaliados não apresentaram perda de equilíbrio motor, possivelmente as mulheres na fase pósmenopáusica do presente estudo não apresentam grande risco de fracturas osteoporóticas. Dessa maneira, principalmente pelos resultados apresentados não indicarem a necessidade de maiores cuidados, o protocolo de exercícios manteve-se inalterado como concebido inicialmente no projeto. 5.2- DISCUSSÃO DA METODOLOGIA Como qualquer forma terapêutica, o tratamento deve seguir o padrão aplicado especificamente para cada diagnóstico, ao qual determina a abordagem mais eficaz; ou seja, não basta a aplicação de exercícios sem as devidas especificidades para as devidas causas e consequências. Essas observações tem maior importância principalmente quando insere-se um programa de treino com exercicios fisicos, pois as necessidades de mulheres com osteoporose pós-menopáusica não são as mesmas de sujeitos com osteoporose senil, aos quais além da fraqueza óssea, as alterações sensório motoras são mais evidentes. Para Brockie (2006), independente do tipo de exercício aplicado, o mesmo deve cumprir um objectivo prioritário, que é ser capaz de diminuir a velocidade das modificações ósseas ocasionadas pela menopausa, que para tal, deve ter duração, quantificação e intensidade apropriados para otimizar tais objetivos e consequentemente atingir tais resultados. Assim, a preocupação com uma dosagem adequada para o efeito desejado ou com a organização do programa de treino utilizado, foi relatado também por Kaptoge et al. (2003), que descreveram que os exercícios devem ser aumentados de intensidade para manter a massa óssea, sendo que as tensões biomecânicas devem ser exploradas para promover a acção de maiores forças sobre os ossos; sendo que Li et al. (2007), corroboraram afirmando que em suas pesquisas em laboratório utilizando-se de coelhos, a acção de alto impacto constante levou à fraqueza óssea, destacando que para se utilizar desta abordagem, deve-se ter 103 ______________________________________________________________Discussão mais critérios analisados e periodizar o programa para evitar as sobrecargas mecânicas. Dessa maneira, as observações mais importantes que levaram ao desenvolvimento da metodologia de exercícios de forças longitudinais utilizando-se de cadeia cinética fechada, referem-se ao facto de que, as metodologias actuais utilizam exercícios de acção generalizadas quanto à aplicação de forças e se baseiam em forças musculares para ganhos tópicos de DMO, como referidos por Frontera, Dawson e Slovik (2001), Going et al. (2003) e Iki, Saito, Kajita, Mishino e Kusaka (2006). Já os estudos de Kemmler et al. (2007) referem-se ao alto impacto como referência dos ganhos densitométricos ósseos, mas os mesmos são testados em mulheres saudáveis ou jovens, não sendo aplicados em sujeitos com rarefação óssea; ou ainda, referem-se apenas a esportes de sustentação de peso corporal e seus ganhos localizados e não generalizados (Modlesky e Lewis, 2002). Desta forma, a aplicação do protocolo de exercícios do presente estudo, objectivou a acção de forças especificamente sobre os ossos e indirectamente através do fortalecimento muscular. Para que a aplicação de um protocolo de forças longitudinais em cadeia cinética fechada objetivasse respostas ósseas relacionadas a aplicação de um programa de treino com efeitos directos sobre a estructura óssea foi necessário na aplicação prática desta metodologia, que outros exercícios fossem acrescidos, sendo fundamental a aplicação de exercícios de fortalecimento para grandes grupos musculares para a melhoria da qualidade de vida, pela manutenção da postura e estabilidade corporal. As forças longitudinais consequentes de exercícios em cadeia cinética fechada são referidas por Thompson (2002), como sendo exercícios que envolvem movimentos funcionais, onde há suporte de peso com contracção de musculatura agonista e antagonista, sendo exemplos o agachamento, prensa ou levantamentos; já a cadeia cinética aberta é a actividade onde não há suporte de peso, como exemplo a extensão e flexão de perna. Assim, o protocolo do presente estudo baseou-se em princípios posturais e sustentação de peso, mesmo em posição sentada, para que as 104 ______________________________________________________________Discussão cargas actuassem simetricamente nas estructuras ósseas para que as mesmas não sofressem pressões disproporcionais. Ainda, com relação ao presente estudo, o mesmo procurou seguir os mesmos padrões de aplicação dos demais protocolos de exercícios apresentados em pesquisas sobre o tema objectivando a melhoria de DMO através de fortalecimento ósseo, como especificado pelo USDHHS (2004), que acrescenta que de acordo com o Colégio Americano de Medicina do Esporte, o treino de força desenvolve e mantém as estruturas musculares e óssea, realizando-se de oito a 10 tipos de exercícios com oito a 12 repetições, duas a três vezes por semana. Além disso, o presente estudo, também seguiu um processo de adaptação anatômica e gradual de carga e intensidade para pessoas sedentárias, pois o GE apresentou tais características. Desta forma, além de não priorizar as cargas, mas o mecanismo com a qual as mesmas agem sobre os ossos (cadeia cinética fechada), o programa visou o fortalecimento ósseo e secundariamente de músculos estabilizadores e posturais. Ao passo que, em cada fase do programa, que continha seis exercícios específicos, foram acrescidos mais três exercícios para fortalecimento geral, que objectivou a manutenção da postura corporal. A mudança do programa a cada três meses foi utilizado como forma de variação de exercícios mantendo a mesma finalidade, sendo que alguns exercícios e aparelhos eram substituídos, mas mantinham a mesma acção agindo em outro segmento ósseo ou em outros grupos musculares ainda não trabalhados, e com isso, a acção do protocolo de exercícios longitudinais tornou-se mais generalizado. A importância da mudança periódica da rotina de treino para Bompa (2000), é para evitar a monotonia do treino, pois a variabilidade do programa aumenta o bem estar psicológico e a resposta ao treino adequado, devendo sofrer alterações constantes no planejamento dos exercícios. Em estudos com programas de fortalecimento para os músculos do tronco (flexores e extensores), como o de Iki, Saito, Kajita, Mishino e Kusaka (2006), que estudaram 143 mulheres japonesas pós-menopáusicas, estes autores verificaram que existiu forte relação entre o fortalecimento dos 105 ______________________________________________________________Discussão músculos do tronco com a manutenção ou aumento da DMO da coluna; o que pode ter demonstrado novamente os ganhos tópicos de DMO de acordo com o sítio estimulado, e realçar a necessidade de que qualquer programa de exercícios deve contemplar todas as áreas corporais com a mesma intensidade. Todavia, numa meta análise descrita por Kelley, K.S. Kelley e Trans (2001), foi relatado que houve diferenças significativas em todos os locais avaliados em relação ao GC, tendo a musculação efeitos positivos na DMO das mulheres; mesmo assim, a maioria das pesquisas, como a descrita anteriormente, aplicaram a musculação com os conceitos generalizados de força ou resistência muscular, não definindo as incidências de força de acção específica sobre a estrutura óssea. Bonaiuti et al. (2005), elaboraram programas para osteoporose pósmenopáusica e senil, no qual definiram como mais importante que os exercícios aeróbios com sustentação de peso e os exercícios de fortalecimento são os mais indicados para o tratamento, mais que exercícios de alto impacto devem ser indicados somente para practicantes de actividade física, enquanto que os de baixo impacto devem ser executados para o início de programas para sedentários; os exercícios de baixo e médio impacto como corrida e exercícios aeróbios, devem ser realizados para pessoas acima de 50 anos. Para Englund, Littbrand, Sondell, Petterson e Bucht (2005), ao pesquisarem a influência de programa de treino de musculação associado à programa aeróbio e de equilíbrio em mulheres idosas, foi demonstrado a redução da perda da DMO, melhora da força muscular e habilidade de deambulação, diminuindo o risco de fracturas. A relação de exercícios descrita pela equipo de Toigo, Beatrici, Azevedo e Roubuste (2002), concluiu pelos levantamentos bibliográficos sobre a questão, que o remodelamento ósseo é melhor induzido por cargas que são aplicadas de forma intermitente ao invés de aplicadas de forma contínua e definem através da aplicação prática da sua pesquisa que apesar dos estudos anteriores sugerirem que exercícios de maior impacto são mais osteogênicos do que actividades menos impactantes, não devendo ignorar que, para pessoas acometidas de osteoporose, 106 o risco de fracturas aumenta ______________________________________________________________Discussão drasticamente conforme se incrementa a carga compressiva; que para Nunes, Duarte e Ouriques (2001), também acreditam que para haver estímulo osteogênico é necessário que ocorram actividades físicas com sustentação de peso. Para Babic-Naglic (2006), o tratamento não farmacológico mais indicado da osteoporose é a associação de exercícios aeróbios, resistência e musculação, com o mínimo de 20 a 30 minutos por sessão em programas de três vezes semanais. No entanto, para Yamazaki, Ichimura, Iwamoto, Takeda e Toyama (2004), exercícios de caminhada durante um ano, quatro vezes por semana, uma hora por dia, demonstrou modestos ganhos de DMO na região lombar, a demonstrar não ser a melhor opção para a melhoria da densidade óssea em mulheres pós-menopáusicas com osteopenia e osteoporose. Os resultados da pesquisa de Albertazzi, Steel e Bertazzi (2005), que estudaram 37 mulheres pós-menopáusicas e realizaram um programa de compressão pneumática em membros inferiores, duas horas por dia durante seis meses; os resultados preliminares indicaram que a compressão em fémur pode prevenir a osteoporose pelos seus efeitos osteogênicos. Compressões pneumáticas, são realizadas envolvendo o segmento corporal e exercendo forças perpendiculares ao mesmo, como ocorre pela contracção muscular, ao passo que, as compressões ósseas directas ocorrem por forças longitudinais às quais independem da força muscular. Entretanto, ao contrário deste relato, as actividades mais osteogênicas são as que transferem altas cargas de peso para os ossos, principalmente quando iniciados precocemente (Beck e Snow, 2003; MacKelvie, Khan, Petit, Janssen e McKay, 2003). Sobre a melhor indicação de exercícios para a osteoporose, o USDHHS (2004) descreveu que todos os tipos de exercícios físicos podem contribuir para a saúde óssea, porém os mais indicados são aqueles que exigem suporte de peso ou com alto impacto, pois podem ser útil por aumentar ou manter a massa óssea, apesar de actividade físicas que não suportam o peso e possuem baixo impacto também ajudem a melhorar o equilíbrio e a coordenação, além de manter a massa muscular e possivelmente prevenir quedas. É claro que considera-se importante essa citação, lembrando que a 107 ______________________________________________________________Discussão musculação permite estes efeitos e ainda evita as possíveis lesões provocadas pelo alto impacto. Quanto à prescrição das actividades diárias e exercícios, Ashe e Khan (2004) citaram que a prescrição de exercícios voltados à saúde devem ser cuidadosamente definidos, tanto para as actividades de vida diária quanto para atletas, a considerar a fisiologia e o metabolismo energético, pois exercícios aeróbios e de força muscular específicos são importantes para programas de tratamento em pacientes com osteoporose. Várias são as metodologias de musculação aplicadas, como a utilização de força ou resistência, de contracções isométricas ou isotônicas, onde geralmente todas apresentam determinados ganhos, como as apresentadas por Kemmler et al. (2005) que analisaram um grupo de mulheres pósmenopáusicas que realizaram exercícios isométricos e dinâmicos e foram encontrados ganhos significativos de DMO em coluna e fémur. Contudo, como qualquer outra terapia, os ganhos podem ser perdidos após o cessamento do programa, mas parece que algumas pesquisas, encontraram dados que melhoram o prognóstico da aplicação dos exercícios, como a relatada por LiuAmbrose et al. (2005), que descreveram numa análise em 98 mulheres pósmenopáusicas entre 75 e 85 anos com diminuição da DMO, após um ano de cessamento dos exercícios, não obtiveram diminuição significativa da DMO. Pesquisa semelhante foi descrita por Kontulainen et al. (2004), que observaram a manutenção nos ganhos de DMO após cinco anos de cessamento de intervenção de programa de exercícios de alto impacto em mulheres prémenopáusicas. Através das observações às respostas ósseas à falta de gravidade e as evidências de aumento da DMO ao alto impacto, conclui-se que a compressão sobre os ossos, poderia ser a forma mais objectiva de melhorar a força e morfologia dos ossos em estado de rarefação acentuada, sem comprometer as estructuras articulares. Esta afirmação é corroborada pelas pesquisas de Torstveit (2002), que descrevem numa revisão de literatura, que exercícios de suporte de peso que envolve alta magnitude de carga pode manter ou aumentar a DMO em mulheres pré-menopáusicas, principalmente quando 108 ______________________________________________________________Discussão estas cargas forem para os ossos, sendo que treinos de baixa e moderada magnitude e sem sustentação de peso apresentaram menor ou nenhum efeito na DMO. Desta forma, a musculação apresenta as características mais eficazes para tal aplicação, pois a mesma permite através da selecção dos exercícios de pressões longitudinais, a aplicação localizada em qualquer sitio do corpo. A importância da aplicação de exercícios físicos como forma preventiva ou auxiliar no tratamento da rarefação óssea, não é o principal foco de discussão dos artigos publicados nos últimos cinco anos, mas sim, qual a melhor metodologia de aplicação dos mesmos. Contudo, os benefícios encontrados com a utilização dos mais variados exercícios e programas de treino, são actualmente indiscutíveis quanto à melhoria da saúde óssea. Desta forma, o exercício é apenas uma das várias ferramentas utilizadas para o tratamento da osteoporose, sendo impossível melhorar a saúde óssea sem controlar as demais variáveis interferentes. Percebe-se a preocupação com a associação das actividades físicas diárias com exercícios programados, mas fica claro a não coerência na indicação da população para tais actividades. A aplicação de forças compressivas em pessoas com rarefação óssea deve realmente seguir um programa apropriado para não acarretar maiores danos à estructura óssea; como as encontradas por Ofluoglu, O. Ofluoglu e Okyyuz (2006) que encontraram forte associação de fracturas por estresse em tíbia em homens acima de 30 anos que apresentavam hipercalciúria por osteoporose. Parece-nos importante a associação de exercícios para a obtenção dos benefícios à saúde óssea e geral, mas os resultados apresentados nas pesquisas não conseguem determinar qual realmente foi a acção efectiva nos determinados ganhos, pois deve-se determinar para efeito de pesquisa, que o isolamento das forças aplicadas e a especificidade da amostra são essenciais para a conclusão e selecção dos programas mais específicos. 109 ______________________________________________________________Discussão 5.2.1- LIMITAÇÕES DO ESTUDO Apesar do acompanhamento e supervisão das variáveis mais importantes, é extremamente difícil que ao longo de 12 meses de realização de um programa de treino, os sujeitos possuam a mesma motivação para o cumprimento do protocolo de exercícios, mesmo tendo consciência dos benefícios gerais que os mesmos trazem à saúde em geral e óssea em particular. Além disso, pelo facto de existirem muitas variáveis (utilização de medicamentos, estado psicológico, doenças orgânicas diversas, alimentação, motivação), estas influenciaram directamente os resultados finais; estas variáveis tornam-se limitações ao presente estudo, como era esperado, principalmente pelo longo tempo de aplicação de um programa de exercícios. Quanto ao GC, tornou-se limitada a supervisão da AVD dos sujeitos envolvidos, uma vez que os mesmos apenas tiveram um questionário inicial para confirmação do diagnóstico e relataram não ter interesse em participar do programa de exercícios, sendo em seguida encaminhados para a análise densitométrica. Além disso, ao final do 12º mês após a avaliação inicial, foi requisitado para que realizassem novamente a análise densitométrica, o que tornou difícil a monitorização do estado de saúde geral dos indivíduos, pelo facto dos sujeitos muitas vezes, não fazerem parte do mesmo Centro de Saúde ou o mesmo médico de família. Desta forma, inviabilizou a investigação mais apurada de factos que poderiam interferir diretamente nos dados densitométricos, restando para a equipa de pesquisa somente a confirmação dos resultados densitométricos. Entretanto, os programas de exercícios de acções longitudinais em cadeia cinética fechada, como o apresentado pelo protocolo exposto, não devem ser indicados para portadores de osteopenia ou osteoporose senil, considerando-se que pessoas em fase senil, na grande maioria das vezes apresentam comprometimentos articulares, e estes podem ser agravados pelas compressões articulares com cargas, factores esses que também foram limitações, pois naturalmente excluíram-se alguns individuos. 110 ______________________________________________________________Discussão 5.3- DISCUSSÃO DOS RESULTADOS COMPARATIVOS DE DMO INTRAGRUPO A discussão dos resultados intra-grupos de estudo e controlo, representa os principais valores analisados e definem os reais efeitos do programa de treino. Os valores foram analisados em g/cm2 sendo o T-score utilizado para ratificação das tendências da análise diagnóstica do grau de evolução ou involução da enfermidade, como demonstrado no Quadro 9. Os resultados referentes ao GE, demonstram que a coluna vertebral, foi a região que sofreu o maior efeito positivo (1,17%). Estes valores reflectiram na melhoria da DMO e em consequência a dimuição do T-score para a média analisada (3,38%). Os valores apresentados no Quadro 9, para a variável coluna no GE representaram como citaram Dislman, Washburn e Heath (2004) e Slawta e Ross (2004), uma inversão da tendência de perdas, pois as mesmas são de aproximadamente 2 a 3% para a idade e fase pósmenopáusica. Para a variável fémur, o GE apresentou perdas de menos de 1%, o que representa menores reduções do que o esperado para esta faixa etária, independente da aplicação de protocolo de exercícios, sendo que o fémur apesar de ter apresentado perdas, as mesmas não foram significativas. Nos resultados apresentados pelo T-score, os valores confirmaram a diminuição da variação média que foi -4,28%. O mesmo ocorreu nas pesquisas de (Kemmler, Engelke, Weineck, Hensen e Kalender, 2003), onde os resultados de DMO e Tscore para a coluna foram de 1,3 e 1% enquanto que para o fémur os valores foram de -0,8 e -0,3%, respectivamente. Para o GC, os resultados referentes à coluna vertebral representaram perdas de -1,99% na média de DMO, que reflectiu numa redução de 6,1%. Estes valores de T-score apresentaram diferença estatisticamente significativa (p=0,044) na comparação entre valores iniciais e finais, sendo que os valores de T-score da coluna que representavam osteopenia (-2,27) evoluiu para uma classificação muito próxima de osteoporose (-2,42). Estes dados são significativos, e definem não somente uma diferença estatística, como também 111 ______________________________________________________________Discussão a tendência de perdas importantes da DMO em fase pós-menopáusica na região avaliada pelo DEXA, apesar dos altos valores de perdas densitométricas estarem dentro das diferenças percentuais consideradas normais para diminuições anuais de densidade óssea para esta população. Os valores iniciais referentes ao fémur apresentaram índices densitométricos normais, mas para o segundo momento de avaliação, houve diminuição destes percentuais (-0,80%). Estes reflectem valores que em média não classificam o grupo como osteopénico, com T-score de (-0,92 para -0,97), mas coloca o mesmo com valores bem próximos. Mesmo assim, tanto para o GE como para o GC, estes valores não reflectiram em diferenças estatisticamente significativas quando comparados aos valores reais (DMO). Para Dambacher e Shacht (1998) e Neto e Fernandes (2001), ao descreverem que a medida para ser considerada significativamente alterada, deve se mostrar igual ou superior a 2,8 vezes o coeficiente de variação do aparelho utilizado. Para a avaliação da coluna, o DEXA tem um coeficiente de 1,5 a 2%, sendo portanto necessária uma alteração de 4,2 a 5,6% entre duas medidas para que a variação possa ser valorizada; para o colo do fémur é de 2 a 3% com alteração significativa entre 5,6 e 8,4%. Para a saúde pública em Portugal como em qualquer outro país do Mundo, os critérios dianósticos para a utilização do DEXA, apresentam tais limitações, tanto que é indicado que se realize a avaliação de densitometria óssea em intervalos de pelo menos dois anos, para que as diferenças percentuais possam definir as reais alterações densitométricas. As considerações supra-citadas podem tomar uma conotação importante no presente estudo, pois segundo Estok, Sedlak, Doheny e Hall (2007), a utilização do DEXA como forma diagnóstica não possuiu em suas pesquisas afinidade para detectar variações de densidade óssea em GE que utilizou de exercícios físicos, mas obteve eficácia em grupo que utilizou-se de terapias farmacológicas em mesmo período de aplicação. Ainda nesta linha de pesquisa, McDonnell, McHugh e O’ Mahoney (2007), relataram que o DEXA não possui a capacidade de medir a qualidade do osso trabecular, muito 112 ______________________________________________________________Discussão menos suas alterações microestructurais (estructura óssea primeiramente afectada em mulheres pós-menopáusicas). Portanto, sugere-se que as pesquisas deveriam ser melhor observadas do ponto de vista biológico e não somente por critérios estatísticos, pois na sua maioria apresentam resultados com valores reduzidos de ganhos e comparam os mesmos com perdas apresentados por grupos de controlo que não foram submetidos a nenhuma forma de intervenção. A associação inter-grupos para apresentar valores significativos, coloca os mesmos como forma de valorização de resultados pouco consistentes, além de não considerarem o alto coeficiente de variação do equipamento utilizado como forma diagnóstica. Esta consideração é corroborada por Lange, Teichmann, Strunk, Mueller-Landner e Uhlemann (2005), que acrescentam que muitas pesquisas contradizem a hipótese nula nos resultados sem rejeitar a mesma; como exemplo, pode-se relatar as conclusões de Kemmler et al. (2007), que após pesquisar durante 50 meses mulheres pós-menopáusicas, referiu os ganhos de 1% de DMO em coluna lombar e -0,3% em fémur, como relevantes resultados, ou ainda os resultados e conclusão de Verschueren et al. (2004), que após encontrar valores de DMO de 0,93% com DEXA, utilizando-se de terapia vibracional de alta frequência, concluiram que os mesmos foram importantes, além de ratificarem a importância da metodologia utilizada para mulheres com osteoporose pós-menopáusica. Quanto ao presente estudo, em seu protocolo de exercícios, o mesmo baseou-se na musculação como sendo o exercício capaz de aplicar acções de forças compressivas em qualquer segmento corporal, e portanto actuar na melhoria geral do esqueleto, mesmo assim, a pesquisa realizada foi capaz de inverter as tendências de desmineralização de coluna e minimizar as perdas percentuais de fémur. Estas considerações são importantes porque aumentam a necessidade de programas específicos e menos localizados, como relata Palombaro (2005), que numa meta-análise, concluiu que somente a caminhada não parece evitar a diminuição da DMO, sendo provavelmente necessária a complementação de outros programas de treino para apresentar melhores resultados gerais. 113 ______________________________________________________________Discussão Segundo Frontera, Dawson e Slovik (2001), a determinação dos efeitos do exercício em mulheres na pós-menopausa não tem sido simples, sendo apresentados resultados frequentemente contraditórios e difíceis de serem comparados devido às muitas variáveis envolvidas, incluindo as idades dos sujeitos, sua condição de saúde geral e nutricional. Para Suominen (2006), são necessárias mais pesquisas para responder de forma mais directa à verdadeira relação entre os diferentes tipos de exercícios como treino de alto impacto, treino de alta intensidade, força e sua relação directa com o fortalecimento ósseo. Vainionpaa, Korpelainen, Leppaluoto e Jamsa (2005), analisaram a resposta densitométrica em mulheres perimenopáusicas sem osteoporose entre 35 e 40 anos após aplicação de programa de exercícios de alto impacto, e descreveram ganhos importantes de DMO. O mesmo ocorreu com as pesquisas de Wallace e Cumming (2000) e Kelley, K.S. Kelley e Trans (2001), que aplicaram protocolos de exercícios com alto impacto em mulheres pré-menopáusicas e obtiveram resposta positiva, sendo as mesmas de aproximadamente 1%. Para Walker, Klentrou, Chow e Plyley (2000), a comparação entre um grupo de mulheres com osteoporose pós-menopáusica que realizaram exercícios em ginásio e um grupo de mulheres com as mesmas características, mas que realizaram exercícios em casa com halteres e movimentos naturais, ambas apresentaram ganhos de DMO na coluna lombar e diminuiram o risco de quedas, sendo que na comparação inter-grupos não apresentaram diferenças significativas. 5.4- DISCUSSÃO DOS RESULTADOS COMPARATIVOS DE DMO INTERGRUPOS Na análise dos resultados apresentados na comparação inter-grupos para a DMO, os valores expressos no quadro 10, para o primeiro e segundo momentos da avaliação em ambos os grupos, reflectiram em diferenças estatisticamente significativas apenas para a variável coluna lombar. 114 ______________________________________________________________Discussão Em relação a coluna lombar, os valores de DMO para o primeiro momento de avaliação do GE foram superiores ao do GC (0,845 versus 0,795; p=0,038). A amostra para ambos os grupos não foi aleatória, sendo que os sujeitos da pesquisa optaram em realizar ou não o programa de exercícios, caracterizando a não manipulação da amostra em questão. As diferenças apresentadas para o início da pesquisa, apresenta heterogeneidade das amostra, apesar das mesmas estarem caracterizadas nos mesmos critérios de inclusão do estudo, que foi o de possuírem DMO compatível com osteopenia ou osteoporose. Estes valores são corroborados pela pesquisa de Kemmler et al. (2005), que encontraram diferenças iniciais com valores maiores para o grupo de estudo, maiores diferenças no pós teste para o grupo de estudo e menores resultados na variável fémur. A justificativa para a diferença inicial dos valores densitométricos para a coluna vertebral, incidiu sobre o facto de que no GC, havia um número maior de sujeitos com osteoporose que o GE (estudo= 7; controlo= 12). O facto do mesmo não ocorrer no fémur, foi caracterizado pela não presença de osteoporose para esta região. As pesquisas realizadas com mulheres pré-menopáusicas ou pósmenopáusicas mais jovens, apresentam sempre maior número de osteopenia que osteoporose, pois a mesma é mais precoce, como demonstrado pela pesquisa de Kemmler, Engelke, Weineck, Hensen e Kalender (2003), que utilizaram grande número de mulheres que apresentavam somente osteopenia e estavam na faixa etária média de 55 anos. A provável explicação para o grande número de sujeitos com osteoporose sem intervenção, é o facto de que ainda existe grande preocupação por parte dos clínicos em encaminhar seus pacientes para a prática de exercícios como forma auxiliar no tratamento da osteoporose, como também pela falta de esclarecimento para a comunidade sobre os efeitos benéficos dos exercícios para a saúde óssea. Isto não ocorre somente em Portugal, mas em todo o mundo. 115 ______________________________________________________________Discussão Os valores apresentados pela coluna no segundo momento de avaliação para ambos os grupos, manteve o mesmo perfil diferencial dos valores de primeira avaliação, sendo que o GE novamente apresentou valores superiores ao GC (estudo=0,855; controlo=0,780). Estes valores apresentaram na análise inter-grupos, diferença estatisticamente significativa (p=0,001), representada pelo aumento na diferença de valores, por associar os maiores valores iniciais com a diferença apresentada pelo segundo momento de avaliação, que corresponde ao GE à resposta ao programa de treino, enquanto que para o GC, representa os índices avaliados após o mesmo período, mas sem qualquer tipo de intervenção. Para McDonnell, McHugh e O’Mahonev (2007), a fractura lombar é a mais comum fractura osteoporótica não traumática, e desta forma, a melhoria ocorrida para esta região deve ser considerada importante para a manutenção da saúde óssea. Esta análise inter-grupos para a coluna lombar, deixa clara a melhoria dos índices densitométricos apresentados pelo GE após a aplicação do programa de treino, principalmente quando estes valores são comparados aos valores apresentados pelo GC no segundo momento de avaliação para esta variável. Resultados similares foram descritos por Chien, Wu, Hsu, Yang e Lai (2000), onde após 24 semanas de aplicação de protocolo de exercícios aeróbios e localizados com subidas de escadas e banco, em mulheres com osteopenia, as mesmas aumentaram a DMO somente da coluna lombar em cerca de 2%. Slawta e Ross (2004) aplicaram exercícios de impacto e após 12 meses de actividades 3 vezes por semana, encontraram ganhos de 1,3% para o fémur e 1% para a coluna lombar e consideram que apesar dos ganhos não estatisticamente significativos, lembram que as perdas consideradas normais encontram-se entre 2 a 3%. No presente estudo, para região do fémur, os valores iniciais para ambos os grupos foram similares, não apresentando diferença estatisticamente significativa (p=0,817). Mesmo assim, para o primeiro momento da avaliação, o GE volta a ter maiores valores de DMO para o fémur (0,838) quando 116 ______________________________________________________________Discussão comparado ao GC (0,832). Estes índices densitométricos deixam ambos os grupos com médias que representam normalidade ou leve osteopenia. Para os valores apresentados no segundo momento de avaliação, os valores mantiveram-se similares (estudo=0,832; controlo=0,825), a representar pouca variação dos índices apresentados quando do primeiro momento de avaliação, não demonstrando diferença estatisticamente significativa (p=0,827). Esta similaridade também foi encontrada pelas pesquisas de Karinkanta et al. (2007), que também comparou GE com exercícios específicos com GC sem intervenção. Estes valores indicam que para a região do fémur, houve menor influência do programa de exercícios para o GE e de menor desmineralização para o GC, apesar da não realização de intervenção específica. Kemmler, Engelke, Weineck, Hensen e Kalender (2003), na comparação entre GE e controlo, o GE melhorou a DMO da coluna lombar, enquanto que o GC obteve diminuição de DMO para a mesma região; enquanto que para o fémur, houve diminuição da DMO para ambos os grupos. Estes dados representam a similaridade com os dados obtidos pela presente pesquisa. Na análise dos dados apresentados pelas variáveis coluna lombar e fémur, percebe-se que os valores que apresentaram maiores variações correspondem à coluna lombar. Esta maior variação representa a maior capacidade da coluna à responder aos efeitos biomecânicos que incidem sobre ela. Esta observação sobre os valores inferiores apresentados pelo fémur, estavam sempre associados aos graus de maior desmineralização da coluna lombar nos mesmos sujeitos. Isto foi representado pelos sujeitos que somente apresentaram osteoporose no fémur, quando também apresentavam na coluna lombar. Para tal conclusão, percebe-se que realmente a coluna lombar pode ser o sítio principal de rarefação, e desta forma, a mesma deve sofrer maior atenção. Pfeifer et al. (2004), definem que o fortalecimento de região específica como por exemplo a região lombar através da musculatura paravertebral, não podem isoladamente manter a DMO corporal, apesar de reduzir o risco de fracturas. A coluna por ser o principal eixo axial do corpo, se mantida estável, 117 ______________________________________________________________Discussão previnirá maiores desequilíbrios sobre o segmento apendicular, diminuindo o risco de quedas e consequentemente de fracturas. O programa de exercícios de cadeia fechada, não priorizou somente os exercícios que incidiam em cargas na coluna vertebral, mas houve preocupação quando da manutenção da postura erecta na execução de exercícios para os demais segmentos corporais, o que pode ter reflectido em maior incidência de forças longitudinais para a região lombar. 5.5- DISCUSSÃO DOS RESULTADOS COMPARATIVOS DE DMO E THS NO GRUPO DE ESTUDO A análise da relação entre o protocolo de exercícios e a THS foi em consequência da mesma estar presente em 11 dos 30 sujeitos. Os grupos foram separados apenas didacticamente para a análise estatística, não sendo realizado nenhum tipo de intervenção diferenciada (Quadro 11). Os dados densitométricos apresentados por ambos os grupos não demonstrou relação entre a utilização da THS com os resultados de DMO dos sujeitos que realizaram o programa de treino. Os sujeitos, independentes da utilização de THS apresentaram valores percentuais positivos para a coluna e negativos para o fémur. O tempo de administração da medicação não foi controlada, podendo ter interferido nos resultados, já que o período de utilização do fármaco associado ao tempo de menopausa, estão relacionados aos efeitos do mesmo como forma terapêutica para a osteoporose. Estes resultados também foram apontados por Beck e Snow (2003), Chilibeck (2004), que descrevem que não houve relação entre exercícios físicos e THS, nos ganhos de DMO. Já para Villareal et al. (2003), Uusi-Rasi, Sievanon, Heinonen, Beck e Vuori (2005) e Maddalozzo et al. (2007) em suas pesquisas relatam a importância da THS e descrevem ganhos de DMO em GE que utilizou a THS, mas não encontraram forte relação entre a utilização da THS com grupos que realizaram exercícios programados. Referente à associação de THS e exercícios, Miliken et al. (2003) relatam que em suas 118 ______________________________________________________________Discussão pesquisas foi concluído que a THS isoladamente melhorou a DMO em vários sítios, mas no grupo que associou THS com exercícios, os resultados foram bem superiores. Realmente o assunto é complexo e inconclusível até o momento, já que outras pesquisas apontam para o lado oposto. Para Lanzillotti et al. (2003), em suas pesquisas a THS foi colocada como o factor de risco de maior probabilidade de ocorrência da osteoporose em mulheres com osteopenia diagnosticada. Para Delaney (2006), mulheres sem THS ou após a retirada do tratamento, devem ser monitoradas mais frequentemente, pelo aumento do risco de fracturas. Apesar da maioria das indicações apontarem a importância da administração de THS na fase pós-menopáusica, Greenspan, Resnick e Parker (2005), concluiram que a utilização de THS em mulheres idosas não apresentou diferença estatisticamente significativa no equilíbrio motor ou na melhora das actividades físicas. Rohr, Clements e Sarkar (2006), concluiram em seus estudos, que em 142 mulheres pesquisadas, a grande maioria delas, após o diagnóstico de osteoporose, preferiram aumentar ou iniciar a terapêutica com cálcio que as demais alternativas terapêuticas, como exercícios, THS ou bifosfonatos. Estes dados vão de encontro à descrição feita por Gordon-Larsen, McMurray e Popkin (1999), Schiller, Coriaty-Nelson e Barnes (2004) e Kruger, Brown, Galuska e Buchner (2004), que denotam a ocorrência de diminuição da actividade física com o passar da idade tanto em homens como em mulheres, sendo que em mulheres a diminuição é mais precoce e acentuada. Sendo que Kruger, Brown, Galuska e Buchner (2004) ainda descrevem que apenas 12% dos americanos entre 65 e 74 anos e 10% acima de 75 anos, realizam pelo menos duas vezes por semana programa de exercícios. Esta afirmação representa a preocupação pelos profissionais da saúde em estimular a continuidade da actividade física e a adaptação da mesma à terceira idade e suas necessidades específicas. Para além dos problemas encontrados para adoptar um melhor programa de exercícios para as mulheres pós-menopáusicas, existe ainda o problema das mulheres que são impossibilitadas de utilizarem-se de THS. 119 ______________________________________________________________Discussão Pesquisa apresentada por Waltman et al. (2003), sugeriram um programa com múltiplos componentes para 21 mulheres pós-menopáusicas com histórico de cancro de mama, ao qual a THS é contra-indicada; o programa oferecia exercícios em casa, cinco a 18 mg/dia de alendronato, 1500 mg/dia de cálcio, 400 Ui de vitamina D e cuidados preventivos; a adesão à terapia com cálcio foi acima de 95%, exercícios em casa foi de 85%; após 12 meses de programa os participantes foram avaliados e apresentaram melhora no equilíbrio dinâmico, força muscular em flexão e extensão da perna e DMO do quadril e coluna lombar, sendo que somente em antebraço houve diminuição da DMO. 120 _______________________________________________________________ 6- CONCLUSÃO _____________________________________________________________Conclusão 6- CONCLUSÃO A pesquisa avaliou o efeito de um protocolo de exercícios de forças longitudinais em cadeia cinética fechada sobre a DMO, e comparou o mesmo a um GC que não realizou exercícios programados durante o mesmo período. Ao GE ainda foram avaliados o grau de equilíbrio motor e a relação entre a THS e os resultados do protocolo de exercícios. Quanto ao protocolo de Berg, aplicado somente ao GE, concluíu-se que os sujeitos não apresentam défice de equilíbrio motor, levantando a possibilidade, deste não ser o principal mecanismo de fracturas osteoporóticas para as mulheres em fase pós-menopáusica com idade compreendida entre 45 e 65 anos, devendo o mesmo, estar mais relacionado com os factores próprios da terceira idade. No que se refere à aplicação do protocolo de exercícios, apesar dos valores positivos apresentados para a coluna vertebral, concluiu-se que os mesmos não foram significativos. Para os resultados estatísticos conclusivos, tornou-se difícil afirmar os ganhos reais de densidade mineral óssea, sendo que a literatura especializada define que, pelo elevado coeficiente de variação do equipamento utilizado, são necessários valores superiores entre 5 e 8% em uma segunda avaliação para assegurar os valores reais de ganho. Concluiu-se que para este estudo, o protocolo em questão, não apresentou respostas importantes na DMO do grupo estudado, sendo negada a H1. Quanto à H2, a mesma foi confirmada, na qual não houve relação entre os ganhos de densidade mineral óssea pelo programa de exercícios e a utilização de THS, a concluir que os valores obtidos foram em consequência directa do programa realizado. Concluiu-se também que, o programa de exercícios, por possuir tempo de aplicação considerado curto para respostas significativas dos resultados densitométricos ósseos, assim como muitos recursos terapêuticos (12 meses), deve ser aplicada, mediante outra forma de avaliação densitométrica, que possua menor coeficiente de variação e maior acurácia. 123 _____________________________________________________________Conclusão O programa foi concebido para objectivar a acção de cargas sobre os ossos, mas na prática, devem ser associados aos demais exercícios de fortalecimento muscular geral, para beneficiar toda a estructura corporal, e desta forma, auxiliar em todos os aspectos na prevenção e tratamento da osteoporose. A estratégia para o tratamento da osteoporose involve principalmente a identificação dos factores de risco como a diminuição da DMO, estilo de vida, análise farmacológica das principais hormonas envolvidas no metabolismo ósseo, para posteriormente serem corrigidas as variáveis e normalizada a homeostase corporal. A osteoporose por ser uma doença multifactorial, deve ser tratada e prevenida por equipa multidisciplinar, para que todas as suas variáveis possam ser controladas. Somente desta forma pode-se ter sucesso no controlo desta enfermidade. Sugestões Sugere-se alargar o número de sujeitos da amostra; Utilizar método diagnóstico mais preciso para a análise de períodos curtos de aplicação de protocolo de tratamento; Comparar o grupo com intervenção de exercícios em cadeia cinética fechada, com grupo que realizou outro programa de exercícios; Ampliar o tempo de intervenção de exercícios; Ampliar o número de grupos com outros desportos para a análise da DMO. 124 _______________________________________________________________ 7- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ________________________________________________Referências Bibliográficas 7- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Abe, E., Marians, R.C., Yu, W.; Wu, X.B., Ando, T., Li, Y., et al. (2003). TSH is a negative regulator of skeletal remodeling. Cell, 115 (2), 151-62. Adams, A.E. (1997). Single and dual energy X-ray absorptiometry. Eur Radiol., 7 (Suppl.2), 20-31. Águas, F. (2004). Menopausa: mitos e realidade. Rev Saúde, 125, 06-17. Akkus, O., Yeni, Y.N. e Wasserman, N. (2004). 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( Contacto: 4- Profissão: 5- Cor: 7- Nacionalidade: ) sim ) sim ) sim ( ( ( ) não Quantos? _______ ) não Quanto tempo? _______ ) não Quanto tempo? _______ DADOS CLÍNICOS 1- Doença associada? ( ) sim ( ) não Qual?______________________ 2- Idade de início da Menopausa: _________ 3- Faz tratamento de Reposição Hormonal? ( ) sim ( ) não 4- Há quanto tempo?___________ 5- Já realizou ou realiza algum tipo de atividade física? Qual? ( ) sim ( ) não Qual?_____________________________ 6- História de fracturas: ( ) sim ( ) não Qual a região?_________________ Quantos anos tinha?___________ 7- História familiar de osteoporose: ( ) sim ( ) não 8- Gostaria de fazer atividade física específica para melhorar seu estado de osteoporose? ( ) sim ( ) não 9- Teria alguma dificuldade de deslocamento até a ( UPN) três vezes por semana? ( )sim ( )não Qual? ( ) financeira ( ) falta de tempo Outros: ________________________________ 10- Possui dificuldades de manter uma alimentação saudável? ( ) sim ( ) não 11- Grau de perda óssea? FÉMUR_____________DP COLUNA LOMBAR___________DP xxi ________________________________________________________________Anexos ANEXO 2 FICHA DE AVALIAÇÃO INICIAL Nome: Data Nascimento: Peso: Estatura: Circ. Cintura: Circ. Anca: RCA: Dobras Cutâneas DOBRAS 1ª MED 2ª MED BÍCEPS TRÍCEPS SUBSCAPULAR AXILAR MÉDIA SUPRAILÍACA ABDOMINAL COXA PANTURRILHA COLESTEROL: GLICEMIA: TENSÃO ARTERIAL: FCrepouso: xxii 3º MED IMC: ________________________________________________________________Anexos ANEXO 3 PUBLICIDADE xxiii ________________________________________________________________Anexos ANEXO 4 DENSITOMETRIA ÓSSEA DE PACIENTE COM OSTEOPOROSE DE COLUNA xxiv ________________________________________________________________Anexos DENSITOMETRIA ÓSSEA DE FÉMUR DE PACIENTE NORMAL xxv ________________________________________________________________Anexos ANEXO 5 xxvi ________________________________________________________________Anexos ANEXO 6 EQUIPAMENTOS DE CARDIOFITNESS BICICLETAS TAPETE STEPPER EQUIPAMENTOS DE EXERCÍCIOS RESISTIVOS MEMBROS INFERIORES CADEIRA ABDUTORA CADEIRA ADUCTORA CADEIRA FLECTORA xxvii CADEIRA EXTENSORA ________________________________________________________________Anexos MEMBROS SUPERIORES MULTI FUNÇÕES PECK DECK ESPALDAR PULLEY ALTO REMADA BAIXA CONJUNTO HALTERES xxviii BANCO MULTI-FUNÇÕES ________________________________________________________________Anexos ANEXO 7 xxix ________________________________________________________________Anexos xxx ________________________________________________________________Anexos xxxi ________________________________________________________________Anexos xxxii ________________________________________________________________Anexos xxxiii ________________________________________________________________Anexos ANEXO 8 Carta de Permissão dos Sujeitos TERMO DE CONSENTIMENTO O Objectivo principal desta pesquisa, é aplicar um programa de exercícios específicos para as mulheres portuguesas pós-menopáusicas, portadoras de Osteopenia ou Osteoporose. Sabendo que os exercícios auxiliam a saúde óssea, temos como meta, melhorar de forma objectiva e rápida a densidade mineral óssea das mulheres participantes do grupo de pesquisa num período de 12 meses ou no mínimo 115 sessões, a contar com a data de início de cada participante. A fase de exercícios deve ser mantida com uma frequência de 3 vezes por semana, para a obtenção dos benefícios desejados, sabendo que os ganhos dependem principalmente da disposição e objectividade de cada participante. A pesquisa restringe-se ao tratamento auxiliar da perda óssea, não sendo o Professor responsável pelo projecto ou a Instituição, responsáveis por demais patologias ou tratamentos. O programa de 12 meses e a avaliação física, são totalmente gratuitos, sendo que após o término do programa, o participante se pretender continuar o programa, poderá faze-lo desde que assuma os encargos impostos pela Instituição acolhedora. A responsabilidade do Mentor pelo projecto, restringe-se à permanência do utente nas Instalações da Instituição acolhedora no período de realização dos exercícios, não sendo o mesmo, responsável por acidentes ou intercorrências que por ventura ocorram fora deste espaço. xxxiv ________________________________________________________________Anexos Através deste, atesto estar ciente dos termos e objectivos da pesquisa e permito a exploração dos dados clínicos levantados, segundo a Declaração de Helsinki. NOME COMPLETO: ___________________________________ Assinatura Porto, de 2005. xxxv ________________________________________________________________Anexos ANEXO 9 Descrição do conjunto de exercícios cardiofitness (aeróbios) a- BICICLETA ERGOMÉTRICA O GE iniciou esta fase com a bicicleta ergométrica, num período de 10 minutos a baixa velocidade, relacionada apenas a condição cardiorespiratória de cada participante. A altura do banco da bicicleta foi colocado ao nível da crista ilíaca de cada sujeito, fazendo com que o pé esteja totalmente apoiado no pedal, mantendo um ângulo aproximado de 5 a 10° de flexão de joelho. Esta angulação além de permitir outros benefícios, manterá uma carga longitudinal maior nos membros inferiores pela curta dissipação de forças pela alavanca dos joelhos. As mulheres que apresentavam problemas posturais, foram direccionadas para a bicicleta horizontal. b- TAPETE Utilizado para ganho de resistência geral e como forma de aquecimento prévio ao trabalho de força. Este aparelho é também útil para ganho de equilíbrio dinâmico. O mesmo foi realizado a baixa velocidade a partir da segunda fase do programa. Reforça as cargas longitudinais sobre o fémur e a coluna. Simula a actividade básica de deambulação e consciência corporal e dissociação das cinturas pélvica e escapular. c- STEPPER Simula uma subida de degraus sem as sobrecargas articulares nos joelhos e quadril. O mesmo proporciona cargas longitudinais nos membros inferiores e na coluna, além do fortalecimento da musculatura quadricipital e glútea. Apesar das diversas posições, foi adoptada somente a posição alinhada para fortalecimento de quadríceps, para manter a postura corporal. xxxvi ________________________________________________________________Anexos Descrição do conjunto de exercícios de fortalecimento Programas de exercícios resistivos PROGRAMA 1 (1° ao 3° mês) ORDEM EXERCÍCIO 1 Supino inclinado com halter 2 3 Desenvolvimento sentado halter Agachamento com halter 4 CARGA SÉRIES RPT INT. REPO 1 3 10 4-5 1 min 1 3 10 4-5 1 min 1 3 10 4-5 1 min Supino recto fechado 5 3 10 4-5 1 min 5 Abdutora no aparelho 10 3 10 4-5 1 min 6 Adutora no aparelho 10 3 10 4-5 1 min 7 Gémeos no step - 3 10 4-5 1 min 8 Abdominal reniar - 3 10 4-5 1 min 9 Bíceps simultâneo com halter 1 3 10 4-5 1 min com 2º mês: 12 repetições 3º mês: 15 repetições Descrição dos exercícios – FASE 1 1- SUPINO INCLINADO COM HALTERES Utilizando-se um banco com inclinação aproximada de 45°, o movimento ocorre em elevação simultâneas dos membros superiores, partindo de uma flexão dos antebraços e abdução dos braços para uma extensão dos antebraços e adução à frente e acima dos braços; toma-se como referência o movimento na direcção dos olhos. Exercício para os peitorais e tríceps, mas objectivou cargas longitudinais nos membros superiores. xxxvii ________________________________________________________________Anexos 2- DESENVOLVIMENTO SENTADO COM HALTERES EM BANCO 90° Elevações com extensão de antebraço com os braços acima de cabeça com um halter de 1 kg em cada mão. A execução ocorre alternando-se as elevações; nos casos de acunhamento de vértebras torácicas, o sujeito poderia manter-se sentada na mesma posição. Exercício para fortalecimento do deltóide e trapézio superior, mas objectivou as cargas longitudinais dos membros superiores. 3- AGACHAMENTO COM HALTERES Com os pés paralelos na largura da anca e a coluna alinhada durante todo o arco de movimento. A flexão das pernas ocorre em ângulo curto com nádegas para baixo, evitando cargas divididas à coluna e glúteos. Os joelhos flexionam-se até cerca de 135°; os braços permanecem estendidos ao longo do corpo ou junto ao tórax. Apesar do exercício ter sido prescrito para o fortalecimento do quadríceps, o mesmo terá efeito significativo de cargas longitudinais nos membros inferiores e na coluna vertebral, a qual mantém a sobrecarga corporal durante todo arco de movimento. xxxviii ________________________________________________________________Anexos 4- SUPINO FECHADO NO APARELHO Foi também aplicado com os halteres nos casos dos sujeitos que não conseguiram realizar o movimento com a carga mínima. O objectivo é realizar elevações dos braços, mantendo-os no mesmo alinhamento do tronco, projectar a incidência de forças longitudinais por um período maior de tempo sobre os ossos dos membros superiores, deslocando grande parte da acção muscular para a musculatura tricipital e em menor percentual para o músculo peitoral maior. As mãos devem ser mantidas alinhadas em relação ao punho, enquanto que os cotovelos se dirigem para baixo alinhado com o tronco durante o retorno da carga. 5- ABDUTORA NO APARELHO Possui um objectivo diferenciado em relação aos demais exercícios. A opção pela cadeira abdutora tem a finalidade de fortalecer os glúteos médio e mínimo, para a melhoria da estabilidade pélvica, que é fundamental para os demais exercícios dos membros inferiores. Desta forma, o exercício não é analisado pela acção de forças aplicadas directamente aos ossos. xxxix ________________________________________________________________Anexos 6- ADUTORA NO APARELHO Da mesma forma que a abdutora, a adutora não possui a finalidade de exercer cargas longitudinais, mas antes servir de exercício complementar de apoio no fortalecimento de grupos importantes na estabilidade articular. Neste caso, os adutores estão sendo fortalecidos para a melhoria da estabilidade da anca e do joelho. 7- GÉMEOS NO STEP Utilizando-se o espaldar para a sustentação de tronco em pé, o sujeito realiza a plantiflexão mantendo os joelhos em extensão. Ao realizar este movimento, a carga passa longitudinalmente ao fémur e à coluna na sua totalidade. O fortalecimento ocorre em toda a musculatura posterior e lateral da perna. xl ________________________________________________________________Anexos 8- ABDOMINAL RENIAR (MÁQUINA) Para fortalecimento da musculatura abdominal, de forma adaptativa, sem esforço da musculatura do pescoço e/ou lombar. Exercício com objectivo de suporte muscular de estabilidade corporal. 9- BÍCEPS SIMULTÂNEO COM HALTERES Exercício de carga compressiva quando realizado de forma funcional (elevação dos braços simultaneamente à flexão de antebraço). Importante para a manutenção da actividades da vida diária e suporte para demais exercícios que utilizam os membros superiores. Fortalece o bíceps do braço, braquioradial e braquial, além dos flexores do punho. xli ________________________________________________________________Anexos PROGRAMA 2 (4° a 6° mês) ORDEM EXERCÍCIO CARGA SÉRIES RPT INT. REPO 1 Cadeira extensora 5 3 10 4-5 1 min 2 Remada alta na polia 5 3 10 4-5 1 min 3 Remada baixa inclinada 10 3 10 4-5 1 min 4 Afundo 2 3 10 4-5 1 min 5 Oblíquos na polia 10 3 10 4-5 1 min 6 Desenvolvimento em pé halteres Supino reto no aparelho 2 3 10 4-5 1 min 5 3 10 4-5 1 min 5 3 10 4-5 1 min 1 3 10 4-5 1 min 7 8 9 Peck deck com antebraço Abdominal livre com flexão de 2º mês: 12 repetições 3º mês: 15 repetições Descrição dos exercícios- FASE 2 1- CADEIRA EXTENSORA Exercício para fortalecimento do quadríceps, utilizado como exercício de suporte e estabilidade articular para joelho e anca. 2- REMADA ALTA NA POLIA Exercício de suporte e fortalecimento da musculatura do ombro. Apesar da postura em pé com as pernas afastadas ao nível dos ombros e joelhos levemente flectidos, mantém as cargas longitudinais sobre a coluna e xlii ________________________________________________________________Anexos membros inferiores pela contracção isométrica desta musculatura; os cotovelos ao flectirem devem chegar à altura dos ombros. 3- REMADA BAIXA INCLINADA Utilizando o aparelho de remada para musculatura posterior de tronco, adaptou-se a inclinação superior à 90° (cerca de 120°) para que as cargas longitudinais incidissem sobre a coluna e fémur durante toda a execução do exercício. O tronco mantém-se na posição inclinada (estaticamente) enquanto na execução, os antebraços se flectem e os braços partem para uma extensão junto ao tronco. 4- AFUNDO Utilizaram-no halteres com movimentos até 100° de flexão dos joelhos aproximadamente. O tronco permanece alinhado durante todo o arco de movimento. Exercício importante para incidir cargas longitudinais na coluna e fémur, além da percepção corporal e fortalecimento do quadríceps e glúteos. xliii ________________________________________________________________Anexos 5- OBLÍQUOS NA POLIA Exercício para fortalecimento da musculatura oblíqua do abdómen, possuíndo a função de estabilidade do tronco. Realiza-se a flexão lateral máxima do tronco no sentido oposto à polia após leve flexão no sentido oposto; os pés permanecem afastados na linha dos ombros paralelos ao aparelho. 6- DESENVOLVIMENTO EM PÉ COM HALTERES Realizado da mesma forma que na posição sentada; os pés devem ficar afastados no alinhamento dos ombros com os joelhos levemente flectidos; os halteres partem da altura dos ombros alinhados ao tronco; a execução ocorre com a elevação dos braços acima da cabeça e retorno à posição inicial, sem movimento rotacional; exercício para deltóide e trapézio superior, mas apresenta incidência importante em forças de compressão longitudinais no membro superior. xliv ________________________________________________________________Anexos 7- SUPINO RECTO NO APARELHO Aparelho importante para cargas longitudinais em membros superiores; é utilizado para fortalecimento do músculo peitoral maior e em menor incidência no tríceps braquial; as acções de força modificam-se do supino fechado pela angulação maior na pegada aberta, o que centraliza a força em adução do braço durante a elevação dos mesmos. 8- PECK-DECK O exercício para fortalecimento dos músculos peitorais tiveram adaptação da pegada para que as cargas pudessem incidir de forma de compressão sobre os membros superiores. A posição inicial original prevê a posição dos antebraços à 90° de flexão com o braço e o mesmo totalmente apoiado; na adaptação mantém-se a angulação do antebraço, mas o mesmo fica horizontal, mantendo somente a mão no suporte com o cotovelo dirigindose para trás e não para baixo. xlv ________________________________________________________________Anexos 9- ABDOMINAL LIVRE Mantendo-se as pernas apoiadas no sólo com flexão de coxa e perna; a execução da flexão do tronco deve ser de pequena amplitude e de forma lenta, acompanhando a expiração na subida e inspiração na descida do tronco. Exercício que objectiva a estabilidade do tronco pelo fortalecimento dos abdominais. xlvi ________________________________________________________________Anexos PROGRAMA 3 (7° a 9° mês) ORDEM EXERCÍCIO CARGA SÉRIES RPT INT. REPO 1 Tríceps na polia 5 3 10 5-6 1 min 2 Cadeira flectora 5 3 10 5-6 1 min 3 Glúteo máx com caneleira 2 3 10 5-6 1 min 4 Pulley frente 10 3 10 5-6 1 min 5 Agachamento com barra - 3 10 5-6 1 min 6 Gémeos em pé barra - 3 10 5-6 1 min 7 Desenvolvimento no aparelho 5 3 10 5-6 1 min 8 Supino inclinado aparelho 5 3 10 5-6 1 min 9 Abdominal livre - 3 10 5-6 1 min 2º mês: 12 repetições 3º mês: 15 repetições 3.8.4.3- Descrição dos exercícios- FASE 3 1- TRÍCEPS NA POLIA Exercício de acção localizada para a musculatura posterior do braço, mas que apresenta nos últimos graus de extensão do antebraço uma carga longitudinal sobre os ossos dos membros superiores pela tensão que a corda exerce no sentido superior. A execução ocorre mantendo-se os braços fixados juntos ao tronco enquanto os antebraços partem para uma extensão total. xlvii ________________________________________________________________Anexos 2- CADEIRA FLECTORA Exercício auxiliar com objectivo de fortalecimento muscular e estabilidade dos membros inferiores. A acção é centrada nos isquiotibiais, que realizam a flexão da perna com a coxa fixada no assento. 3- GLÚTEO MÁXIMO EM DECÚBITO VENTRAL Exercício importante para acções de compressão longitudinal, por substituir a falta de aparelhos importantes para esta função como as prensas e Smith. A posição inicial é a de quatro apoios com a utilização de caneleira; a execução é feita com uma das pernas apoiadas enquanto a outra realiza uma extensão da perna e da coxa para cima, limitando o movimento para que não ocorra o aumento da lordose lombar; o exercício foi prescrito para a análise das forças, mas corrobora para a estabilidade dos membros inferiores pelo fortalecimento do glúteo máximo. xlviii ________________________________________________________________Anexos 4- PULLEY FRENTE Exercício para suporte postural com objectivo de fortalecimento da musculatura posterior do tronco como, o trapézio médio e inferior, rombóides e grande dorsal; a realização ocorre pela frente do tronco para não sobrecarregar a região dos ombros por tracção exagerada no momento da puxada 5- AGACHAMENTO COM BARRA Os agachamentos correspondem aos principais exercícios de compressão longitudinal sobre a coluna e fémur, por isso, o alinhamento do tronco e a não projecção da nádega para trás durante a execução do exercício deve ser exaustivamente corrigidos; a utilização da barra no lugar dos halteres exige maior correcção do alinhamento do tronco, desta forma, maiores serão as dificuldades consequentemente as cargas. xlix ________________________________________________________________Anexos 6- GÉMEOS EM PÉ COM BARRA A barra à altura do peito; a utilização de um apoio no solo permite uma melhor execução de plantiflexão, porque os pés partem de uma dorsiflexão; os antepés ficam apoiados no calço enquanto que os calcanhares se elevam pela contracção dos músculos posteriores e laterais da perna. 7- DESENVOLVIMENTO NO APARELHO Utilizando-se do aparelho multifunções com banco a 90°, realiza-se a extensão dos antebraços com a elevação dos braços acima da cabeça; este exercício trabalha a musculatura de ombro e trapézio superior, mas é fundamental para cargas longitudinais para os membros superiores; a adaptação pode ser realizada com a utilização de barra. l ________________________________________________________________Anexos 8- SUPINO INCLINADO NO APARELHO Como o precedente, utiliza-se o aparelho de multifunções com encosto e aproximadamente 90° de inclinação, onde ocorre a elevação com adução dos braços à frente; exercício para peitoral maior, mas com grande função de compressão longitudinal sobre os membros superiores; adaptável também com barra para os sujeitos que apresentarem dificuldade de execução. 9- ABDOMINAL LIVRE Os exercícios abdominais já foram descritos anteriormente, com o objectivo de fortalecimento dos músculos abdominais como forma de suporte postural; Nesta fase ocorre um maior grau de dificuldade na execução, com a posição inicial mantendo as pernas e coxas a 90° de flexão em suspensão. li ________________________________________________________________Anexos PROGRAMA 4 (10° a 12° mês) ORDEM EXERCÍCIO CARGA SÉRIES RPT INT. REPO 1 Prensa horizontal 24 3 15 6-7 1 min 2 Gémeos na prensa 24 3 15 6-7 1 min 3 5 3 15 6-7 1 min 4 Remada para baixo na polia superior Leg press em pé no gravitron 15 3 15 6-7 1 min 5 Supino reto sentado 10 3 15 6-7 1 min 6 Body extension 15-20 3 15 6-7 1 min 7 5 3 15 6-7 1 min 8 Desenvolvimento alternado aparelho Subida no step com halteres 0-2 3 15 6-7 1 min 9 Abdominal no step --- 3 15 6-7 1 min no 2º mês: 15 repetições 3º mês: 15 repetições Descrição dos exercícios- FASE 4 1-PRENSA HORIZONTAL Com o apoio nos ombros, a prensa com regulagem para inclinação do encosto para alinhamento com o acento, permite uma tensão constante entre os membros inferiores e a coluna vertebral, mesmo que a tensão exercida seja pela flexão dos joelhos. Exercício específico para o programa. Deve-se evitar a extensão total dos joelhos, sendo que durante a flexão, a mesma não deverá passar dos 90° para não haver sobrecargas articulares. lii ________________________________________________________________Anexos 2- GÉMEOS NA PRENSA A posição básica é a mesma prensa citada anteriormente, mas agora o apoio dos pés ocorre no final da plataforma podal, sendo a execução a dorsiflexão seguida de plantiflexão. Os joelhos não devem estar totalmente estendidos. Da mesma forma que o exercício anterior, o efeito sobre os membros inferiores e tronco segue o mesmo critério. 3- REMADA PARA BAIXO NA POLIA SUPERIOR Este exercício foi também adaptado para dar ênfase em cargas compressivas. Para tal, com a utilização de uma barra curta, executa-se uma extensão dos antebraços com adução dos braços no sentido descendente, mantendo sempre os cotovelos para cima (movimento de esfregar a roupa) como uma remada com cargas no sentido contrário. liii ________________________________________________________________Anexos 4- LEG PRESS EM PÉ NO GRAVITRON Exercício adaptado para incidir cargas longitudinais nos membros inferiores unilateralmente. O apoio dos braços é feito na barra superior do aparelho com um dos pés de apoio no aparelho e o pé de execução sobre a plataforma móvel. A extensão da perna ocorre no sentido descendente, e retorna até 90° de flexão. Deve-se manter o alinhamento do corpo durante todo o arco de movimento. Este exercício também é específico para o programa. 5- SUPINO RETO SENTADO A aplicação do aparelho de supino sentado, proporciona uma boa estabilidade para a execução do movimento. A execução pode ocorrer simultânea ou alternadamente. Este exercício mantém cargas longitudinais aos membros superiores. liv ________________________________________________________________Anexos 6- BODY EXTENSION Equipamento que permite execução simultânea de extensão de tronco e de membros inferiores. Este posicionamento permite cargas longitudinais estáticas e dinâmicas durante toda a execução do movimento. Exercício de fácil realização e apropriado para a especificidade do programa. 7- DESENVOLVIMENTO ALTERNADO NO APARELHO Permite a execução alternada dos membros superiores em desenvolvimento anterior, com cargas longitudinais. Exercício que manteve-se em variações constantes durante outras fases do programa pela sua importância na densidade dos membros superiores. lv ________________________________________________________________Anexos 8- SUBIDA NO STEP COM HALTERES Subida e descida do step com passada alternada, segurando halteres ao longo do corpo, descendo de costas para o step, de forma lenta. Simula uma aula de step, aproveitando as cargas longitudinais na coluna e no fémur. Para prevenir o alto impacto, os movimentos devem ser lentos, evitando-se as batidas violentas no step e no solo. O objectivo é a carga longitudinal dos membros inferiores e do tronco. 9- ABDOMINAL NO STEP Todos os exercícios abdominais possuem a mesma finalidade, sendo que as diferentes execuções e aparelhos permitem uma maior adaptação à sobrecarga. lvi ________________________________________________________________Anexos ANEXO 10 RESULTADOS FINAIS DO PROGRAMA DE TREINO NOME: ABCD Os exercícios DATA: 21/04/2006 resistidos foram baseados essencialmente em forças longitudinais, sendo que da rotina de 9 exercícios por programa, 6 foram de forças longitudinais e os outros 3 valorizaram grandes grupos musculares estabilizadores. O objectivo do programa é de melhorar a densidade mineral óssea em pacientes portadores de Osteopenia ou Osteoporose Primária Pós menopáusica, ou como forma preventiva, não devendo ser aplicados em Osteoporose Senil ou Secundária sem prévia avaliação. O programa foi definido em 4 fases, que não necessitam ser seguidos em sua plenitude, desde que mantenha a base das cargas longitudinais. PROGRAMA CARDIOVASCULAR Não visa condicionamento cardio-respiratório, e sim melhorar o equilíbrio, coordenação e explorar forças longitudinais sobre todo o corpo. Tapete Melhora equilíbrio, postura e usa de forças longitudinais sobre coluna e fémur Bicicleta Banco à altura da anca, para usar das forças longitudinais sobre todo o membro inferior. Stepper Movimentos curtos para estimular forças longitudinais ao membro inferior e manter postura Demais cicloergómetros não foram utilizados para este Objectivo. O tempo variou de 20 a 30 minutos. Intensidade leve e moderada Cargas baixas e Tapete sem inclinação lvii ________________________________________________________________Anexos PROGRAMA EXERCÍCIOS Tempo total do programa 12 meses – 115 (80%) a 144 (100%) sessões Frequências semanal 3v dias alternados Séries 3 séries por exercício Repetições 10-12-15 rep. – para cada mês (3 meses) Carga Não fazer 1RM- cargas mínimas e progressivas Repouso 1 minuto Escala de Borg 4a6 Mudança de programa A cada 3 meses PRINCIPAIS APARELHOS PARA SEREM MANTIDOS NA ROTINA DOS PROGRAMAS Todos os tipos de Supinos (reto, inclinado, com halteres ou barras, no aparelho); Todos os tipos de prensa (preferencialmente as deitadas para manter as forças longitudinais também sobre a coluna); Desenvolvimento (sentado ou em pé, com barra ou halteres alternado)manter postura e descer a barra até o peito); pode-se variar com halteres com desenvolvimento frontal; Peck Deck (mantendo o apoio com as mãos não com o antebraço); Cross over unilateral ou simultâneo oblíquo; Body extension (no aparelho resistido não no banco 45º); Subida no banco Step (lentamente para não sobrecarregar os joelhos); Demais movimentos de cadeia fechada de acções longitudinais; Exercícios estabilizadores para: Anca, coluna e ombro. DENSIDADE MINERAL ÓSSEA REGIÃO (MÉDIA) COLUNA ANTES COLUNA DEPOIS FÉMUR ANTES FÉMUR DEPOIS DMO g/cm2 (MÉDIA) 0,830 0,797 0,759 0,739 DATA: 21 de Abril de 2006. DESVIO PADRÃO (MÉDIA) - 1,9 - 2,3 - 1,5 - 1,7 lviii DIFERENÇA PORCENTUAL - 4,14 % - 2,70 % ________________________________________________________________Anexos L1 L1 DIF L2 L2 DIF L3 L3 DIF L4 L4 DIF A D NE NE DIF TR TR DIF INT INT DIF WARD WARD DIF A D A D A D A D A D A D A D Coluna 0,715 0,747 4,47% 0,908 0,878 -3,3% 0,830 0,836 0,72% 0,853 0,817 -4,4% Fémur 0,702 0,740 5,13 0,569 0,576 1,23 0,887 0,838 -5,84 0,480 0,505 5,2 DIAGNÓSTICO ACTUAL: Apesar de haver diminuição média da densidade mineral óssea em fémur e coluna, houve uma considerável melhoria em 3 das 4 partes do fémur, tendo apenas a área intertrocanteriana sido a responsável pela diminuição da densidade média obtida. Quanto à coluna, somente foram verificados aumentos de densidade em L1 e L3, sendo que em L2 e L4 mantiveram valores de diminuição acentuados, com L2 atingindo índices pouco prováveis de Desmineralização globalizada. lix ________________________________________________________________Anexos DEFINIÇÃO DA OMS: T- Score igual ou superior a – 1,0 SD= Normal T- Score entre – 1,0 SD e – 2,5 SD= Osteopenia T- Score igual ou inferior a – 2,5 SD= Osteoporose T- Score igual ou inferior a – 2,5 SD com fractura= Osteoporose Grave PROFESSOR OSLEI DE MATOS Responsável pelo Projecto lx This document was created with Win2PDF available at http://www.win2pdf.com. The unregistered version of Win2PDF is for evaluation or non-commercial use only. This page will not be added after purchasing Win2PDF.