A METODOLOGIA DA AÇÃO DOCENTE NO PROCESSO DE ENSINO E
APRENDIZAGEM: CONTRIBUIÇÕES PARA A PRÁTICA EDUCATIVA
Greice Cristina da Silva Dorta 1
RESUMO
Procurando compreender os critérios necessários para exercer a metodologia da ação
docente no contexto educacional resultando uma aprendizagem significativa para os
alunos, partiu-se em busca de fundamentação teórica que embasasse este trabalho.
Primeiramente uniram-se idéias de diferentes autores que discorreram sobre a
responsabilidade da prática educativa e sua relevância na educação. A partir destas
contribuições percebeu-se que a motivação do aluno é um fator fundamental para a
aprendizagem e a relação entre professor e a aluno contribuem para que esta
aprendizagem se torne mais eficaz. Buscou-se na prática informações e sugestões dos
envolvidos em escolas públicas e particulares, a fim de obter resultados concretos para
validar ainda mais as informações. O presente trabalho proporciona uma reflexão aos
profissionais da Educação, para que desenvolvam um trabalho pedagógico prazeroso
através de uma metodologia diferenciada.
Palavras-Chaves: Prática Metodológica. Ensino. Aprendizagem.
ABSTRAT
Trying to understand the criteria necessary to exercise the methodology of teaching
activities in the educational context to a significant learning for students, sought to in
search of theoretical basis that embasasse this work. First came together ideas from
different authors who wrote about the responsibility of educational practice and its
relevance in education. From these contributions was realized that student motivation is
a key factor for learning and the relationship between teacher and student to contribute
to this learning to become more effective. We sought in the practical information and
suggestions of those involved in public and private schools in order to achieve concrete
results to further validate the information. This work provides a reflection on education
professionals, to develop a pleasant pedagogical work through a different methodology.
Keywords: Methodological practice. Education. Learning
1 INTRODUÇÃO
Dentro do universo escolar, encontra-se alguns elementos essenciais
para o processo de desenvolvimento que fazem parte do dia-a-dia do aluno. Neste
ambiente são percebidos alguns desafios que levam os professores a ministrarem suas
1
Graduada em Pedagogia na Faculdade Catuai.
aulas. Neste percurso não há apenas a participação do aluno, e sim, uma relação entre
aluno e professor favorecendo que o processo de ensino e aprendizagem realize-se com
sucesso.
São muitos os problemas que os alunos levam de casa, com isso,
muitas vezes esses acontecimentos podem repercutir no desenvolvimento dos mesmos.
Para compreender os critérios que os levam a se interessar pelos estudos, gostarem da
escola e consequentemente aprenderem, deve-se analisar quais são os procedimentos
escolares, processos com o ensino e, relação entre ensino e o interesse de aprender. E é
neste contexto que entra o fator da motivação.
Dentre a importância deste elemento, percebe-se que a motivação do
aluno não depende inteiramente do professor, mas é um processo psicológico intrínseco
ou extrínseco que remete às particularidades do sujeito envolvido. No entanto, a
metodologia de aula também pode contribuir para que ela aconteça de uma forma
melhor. O professor precisa conhecer sobre os procedimentos de ensino que dizem
respeito à prática pedagógica.
Na medida em que o professor conhecer sobre os fatores que agregam
a prática educativa e busque exercer da melhor forma, ele poderá contribuir para que
haja uma aula mais diferenciada e que desperte ainda mais o interesse do aluno, isto não
quer dizer que este esquecerá dos problemas que levou até a escola, no entanto, poderá
participar melhor, desde que se sinta motivado para isso.
O objetivo deste trabalho é analisar mediante o conhecimento de
alguns autores a importância e os benefícios da prática educacional no processo de
ensino e aprendizagem. Procura-se compreender as situações ou acontecimentos que
podem fortalecer o rendimento do aluno em sala de aula. Pretendeu-se apresentar
maneiras de construir um caminho, buscando a prática pedagógica de forma
desafiadora, dialógica e investigativa.
Participaram da pesquisa quatro professores de 4ª série sendo escolas
de rede pública e de rede privada da cidade de Londrina, os alunos pesquisados são da
mesma sala de aula que os professores. Acredita-se que esta pesquisa poderá apresentar
estratégias para possíveis mudanças na prática educativa, diante da ação metodológica
docente, visando que seja contribuinte para o processo de aprendizagem dos alunos,
atingindo melhores resultados.
2 A METODOLOGIA DOCENTE E A APRENDIZAGEM DOS ALUNOS
Para que sejam alcançados melhores resultados mediante a prática
pedagógica, fazendo a diferença no processo de ensino escolar e exercitando uma
metodologia que se fundamente na construção dos saberes, é necessário um estudo que
aborde os conhecimentos dos docentes, para que a prática seja aprimorada, e que a
transmissão dos conhecimentos sejam para os educandos interessantes e não rotineiros.
Neste sentido, é necessário compreender que a didática do professor
só terá sentido se o objetivo for à aprendizagem dos alunos, de forma que aula seja
baseada em um procedimento que desperte o interesse e a participação dos mesmos. No
que tratam os autores desta pesquisa percebe-se que dentre o fazer pedagógico, existem
técnicas que fazem com que o ensino seja priorizado
Scarpato (2004) esclarece que para se ensinar, deve-se levar em
consideração o lado cognitivo da aprendizagem, mas sem desconsiderar o lado afetivo e
motor. Para que o processo de ensino-aprendizagem aconteça é preciso que o professor
e o aluno estejam conectados. A partir do momento em que os educadores ensinam, eles
partem do pressuposto de que querem que os alunos aprendam, sendo assim, é
necessário que o professor analise sua prática e elabore as estratégias de como o
aprendizado será transmitido. Nesse sentido, “o processo de ensino e aprendizado gera
um vínculo entre quem ensina e o aprendiz”. (SCARPATO, 2004, p. 18).
A autora ressalta ainda que esta relação de professor e aluno propicia a
troca de conhecimentos, é interativa e dialógica. No entanto, cada aluno possui suas
particularidades de aprendizagem e características individuais, sendo que se aprende de
diferentes maneiras e em tempos diferentes. Nesta mesma perspectiva, Davis e Oliveira
(apud SCARPATO, 2004), vêm contribuir sobre a aprendizagem no contexto
educacional com o seguinte dizer:
[...] para garantir a todas as crianças uma efetiva igualdade de
oportunidade para aprender, a escola que se quer democrática deve
atender a diversificação da sua clientela. Para tanto, ela deve
considerar em seu trabalho as experiências de vida e as características
psicológicas e sócio-culturais dos alunos que atende, buscando uma
adequação pedagógico-didática á sua clientela, tornando possível um
processo de aprendizagem realmente significativo. (DAVIS;
OLIVEIRA apud SCARPATO, 2004, 11).
Assim, quanto maior for a busca dos professores pelos conhecimentos
escolares, maiores são as chances deste profissional melhorar sua prática.
2.1 A Didática e a Busca de Alternativas para a Prática
Para Masetto (1997, p. 13) a Didática “é o estudo do processo de
ensino e aprendizagem em sala de aula e de seus resultados”, assim, a Didática enquanto
reflexão sistemática pode ser aplicada no cotidiano escolar afim de buscar alcançar bons
resultados. Dessa forma, o objetivo da mesma não é ficar apenas na teoria, mas buscar
soluções para os problemas do dia-a-dia nas escolas.
O autor coloca algumas indagações a respeito do trabalho docente:
Como fazer com que os alunos se interessem pela matéria? Como motivar os alunos
para que eles estudem? Como resolver os casos dos alunos indisciplinados ou
descontes? Como despertar e manter sua atenção? Como avaliar os alunos? Como nos
comunicar para que eles nos entendam? O que fazer para que eles aprendam? Como
preparar bem uma aula?
Sobre as questões didáticas e metodológicas, a proposta de ensino
construtivista propõe a participação dos alunos na construção do conhecimento diante
da busca de novidades e da vivência de novas de experiências e não apenas de repetição.
Deste modo, o construtivismo segundo Carretero (1997) pode ser
considerado como um fator que faz com que o indivíduo construa seus conhecimentos
na maneira em que vai se desenvolvendo a partir dos aspectos sociais e cognitivos do
comportamento como nos afetivos, ou seja, é uma produção própria que se constrói no
dia-a-dia. Assim, “segundo a posição construtivista, o conhecimento não é uma cópia da
realidade, mas sim, uma construção do ser humano”. (CARRETERO, 1997, p. 10).
Nesse intuito, o conhecimento da criança será construído a partir de descobertas,
estando em contato com o mundo.
Para Fosnot (apud CARRETERO, 1997, p. 9), “construtivismo não é
uma teoria sobre ensino. É uma teoria sobre conhecimento e aprendizagem [...]. No
entanto, “[...] embora não seja uma teoria de ensino, o construtivismo está vindo como
base para muitas das reformas na educação [...]”.
Em concordância com Carretero e Fosnot (apud CARRETERO,
1997), Jackson (apud CARRETERO, 1997) defende a proposta construtivista dizendo
que os alunos precisam entender que eles próprios são os responsáveis sobre sua
aprendizagem. A autora complementa que os educadores devem começar a fazer a
diferença e motivar os alunos com encorajamento através da relação aluno e aluno. As
atividades que proporcionarão o conhecimento devem ser cooperativas, estabelecendo
assim uma aproximação do aluno ao contexto interdisciplinar.
Compreende-se que a escola pode e deve facilitar a construção do
conhecimento e assim proporcionar com que neste ambiente os estudantes busquem o
entendimento, apreciem as dúvidas e participem da construção do seu conhecimento.
“No enfoque construtivista, nós não buscamos o que os estudantes podem repetir, mas o
que podem criar, demonstrar e mostrar”. (CARRETERO, 1997, p. 30).
Outro aspecto importante que Masetto (1997) coloca e deve ser
ressaltado sobre a Didática, é que os profissionais precisam que seu trabalho seja
gratificante e prazeroso, e assim adquiram resultados positivos diante desta dedicação.
A didática pode colaborar para que o trabalho docente não seja considerado como um
castigo, um ritmo pesado e cansativo.
Muitas pessoas possuem a opinião do senso comum e frisam que a
escola serve para aprender a ler e escrever, disciplinar as crianças, ensinar os
conhecimentos básicos para a vida, etc. A escola é mais que isso, ao contrário do que
muitos pensam é um lugar de convivência entre professores e alunos. Quando este
grupo estiver reunido os membros estarão proporcionando condições para que ocorra o
desenvolvimento em diferentes áreas.
Uma dessas áreas é o desenvolvimento cognitivo, onde o educando
estará adquirindo novos conhecimentos. Sua imaginação e criatividade serão
desenvolvidas, além da capacidade de pensar e das habilidades artísticas.
Além disso, há também o desenvolvimento afetivo-emocional que diz
respeito ao trabalho das diferentes emoções do aluno como “alegria, sofrimento, raiva,
ódio, amor, agressão, autodefesa, atenção, respeito, cooperação, competitividade,
solidariedade”. (MASETTO, 1997, p. 21). Assim, o educando poderá superar suas
inseguranças e sentir-se valorizado diante de suas características.
O terceiro trata-se do motor onde se relaciona com as atividades
físicas, auxiliando os educandos a desenvolverem a coordenação motora, praticar
esportes, entre outros.
No desenvolvimento social cita-se a importância do aluno se
desenvolver socialmente com os colegas de sala, professores e comunidade em geral.
Assim, poderá aprender sobre seus dados pessoais como idade, sociedade em que vive e
a se localizar no espaço. De maneira geral, a partir deste desenvolvimento poderá se
relacionar com as pessoas e participar das descobertas da ciência.
Por fim o desenvolvimento profissional, onde o aluno poderá
compreender sobre o trabalho como forma de ação do homem na construção do mundo.
Além disso, vivenciará experiências de trabalho dentro da escola como por exemplo a
relação de professor e aluno, permitindo que este compreenda a importância que o
trabalho venha ter na sociedade.
3 A MOTIVAÇÃO NO CONTEXTO ESCOLAR
Considerando que a motivação é um fator importante na
aprendizagem dos alunos podendo ser incluída na metodologia do professor, analisamos
quais são as situações fortalecedoras neste processo e como o professor pode contribuir
para o desenvolvimento do aluno.
Segundo Bzuneck (apud BORUCHOVITCH, 2004), a motivação tem
sido entendida ora como um conjunto de fatores psicológicos e ora como um processo.
Sendo assim, este termo assumiu atualmente conceituação diversa sobre os quesitos que
levam o indivíduo ao porque de suas escolhas e esforço.
Nesse sentido, os efeitos imediatos da motivação do aluno consistem
no envolvimento ativo nas tarefas ao processo de aprendizagem. Assim, este
envolvimento acontece na aplicação de esforço no processo de aprender. Pode ser
denominado desmotivado o aluno que não aplicar seu esforço ou desistir facilmente das
tarefas quando estas parecerem ser mais exigentes.
Considerando o aspecto de aceitar ou desistir de tarefas, Carretero
(1997) complementa o que Bzuneck afirma. No ambiente escolar, é perceptível por
muitas vezes alunos com motivação baixa em diferentes tarefas, além disso, também há
alunos com alta motivação. Dessa forma, a motivação é vista como uma característica
interna das pessoas [...]. “Contudo, isto não é literalmente certo, já que todas as pessoas
possuem um potencial motivador que, de qualquer forma, é considerável. A diferença
firma-se mais no estilo motivacional que têm”. (CARRETERO, 1997, p. 56).
Carretero (1997) coloca que alguns indivíduos possuem expectativas
muito pessimistas diante das coisas que pode vir a realizar. Isso leva a perceber que o
esforço para realizar uma tarefa terá que ser muito grande. Outros são muito otimistas
diante de suas expectativas e acreditam que não será necessário muito esforço para
realizar uma determinada tarefa. Assim, os primeiros acreditarão que não conseguirão
realizar uma tarefa e não enfrentarão por considerá-la complicada ou apresentarão
dificuldades ao realizá-la. No caso daqueles otimistas, realizarão mais atividades do que
são capazes, já que buscaram o esforço necessário a ser utilizado.
Para Bzuneeck (apud BORUCHOVITCH 2004, p. 13), “os alunos
desmotivados estudam muito pouco ou nada e, conseqüentemente, aprendem muito
pouco”. Assim, verifica-se a importância deste processo para o campo educacional,
onde há a necessidade do desenvolvimento potencial de cada indivíduo.
No período de desmotivação o aluno é o portador e o mais
prejudicado, no entanto, isto não quer dizer que ele seja o responsável por esta situação.
Estes acontecimentos são relacionados a determinadas condições ambientais, sobretudo
resultam de determinados fatores que ocorrem na sala de aula.
Carretero (1997) ressalta que as teorias condutistas de antigamente
demonstravam que recompensas como bens materiais e gratificações sociais
conseguiam mudar o comportamento dos indivíduos, dessa forma, considerava-se essa
teoria como se ela dependesse dos condicionantes externos para motivar. No entanto
atualmente, existem três tipos de princípios motivacionais. São elas: poder, associação e
lucro.
Para exemplificar, pode-se dizer que os seres humanos tendem a
buscar pela satisfação das necessidades e dessa forma buscam controlar o
comportamento dos outros, isto está relacionado com o princípio de poder, também há
uma necessidade de sentir-se membro de algum grupo, este é o fator de associação, e é
preciso alcançar bens materiais, sendo considerado como o princípio do lucro. Dessa
forma, sabendo que a aprendizagem se produz mediante um contexto social, os
professores devem compreender que o estado motivacional dos alunos variam,
dependendo da situação do grupo que estes indivíduos estão inseridos.
Outro fator importante é o de motivação intrínseca e motivação
extrínseca. Estes conceitos estão muito ligados à motivação de lucro, estabelecendo
assim, a ideia de que os indivíduos são condicionados aos critérios externos ou internos.
Carretero (1997) complementa que algumas pessoas pensam que os resultados de uma
tarefa se devem às razões externas, ou seja, que não é possível controlar essa situação.
Já outros, pensam que os resultados são próprios de causas internas, dependendo de seu
esforço.
Na motivação intrínseca, o indivíduo se esforça para realizar uma
tarefa por seu próprio interesse, buscando melhor sua competência e não porque há uma
obrigação externa. Já na forma extrínseca, há o desejo de ter a valorização e aprovação
de outras pessoas e a necessidade de recompensas imediatamente após ter realizado
alguma tarefa, como por exemplo, o professor elogiar o aluno ou lhe dar algo material.
Dessa maneira, os alunos com motivação intrínseca realizarão as tarefas através de seus
esforços internos, enquanto aqueles que possuem uma motivação extrínseca
necessitarão de incentivos externos, ou seja, materiais ou sociais.
Segundo Scarpato (2004), na prática de muitos professores percebemse a recompensa aos alunos que obtiveram as melhores notas em provas e concursos,
com essa estratégia o professor acaba superestimando o resultado final, desmerecendo o
esforço daqueles que ficaram em desvantagem. No entanto, é necessário que seja
estabelecido relações entre professor e aluno, como por exemplo, regras de convivência.
É muito importante que estratégias de reconhecimento e valorização sejam utilizadas
pelo professor para motivar seus alunos.
3.1 A Importância de uma Metodologia Motivadora para a Aprendizagem dos
Alunos
Os educadores diante de sua função na escola precisam importar-se
com o compromisso com a educação, tratando-se de alunos nos quais há uma
necessidade de mudar uma situação que não está compatível com a aprendizagem, como
por exemplo, aquele aluno que leva de casa sua desmotivação e consequentemente não
se interessa pelos estudos. Dessa forma, Bzuneck (apud BORUCHOVITCH, 2004)
ressalta que existem algumas estratégias de ensino destinadas a promoção da motivação
dos alunos.
A primeira delas é de caráter remediador, que consiste na recuperação
dos alunos que já estão desmotivados por algum motivo causador. A segunda remete-se
a função preventiva, e esta por sua vez é destinada a todos os alunos da classe durante o
ano letivo, que possui por objetivo o cumprimento otimista da motivação para aprender.
Muitos educadores desconsideram o ritmo individual dos alunos na
aprendizagem e as experiências do meio em que vivem, então repetem sua prática
pedagógica durante anos sem analisarem os resultados obtidos, isto é o que nos diz
Scarpato (2004).
Diante disso a autora coloca que não será somente ao resolver os
exercícios de uma prova ou de uma aula baseada em decorar textos e realizar cálculos
que o aluno estará demonstrando que aprendeu. Na aprendizagem integral, o aluno será
ensinado a ser um cidadão e este ensinamento terá repercussão em sua vida e no meio
em que vive. “A concepção de visão integral do ser humano existe há muitos séculos e
foi uma preocupação de vários pesquisadores da área de educação como Rousseau,
Pestalozzi, Froebel, Freinet, etc”. (SCARPATO, 2004, p.19).
Nessa mesma perspectiva, a autora ressalta que o professor ao
organizar o planejamento de ensino de uma classe deve levar em conta o conhecimento
prévio dos alunos e a realidade da qual estão inseridos, ou seja, quem são estes alunos,
qual a experiência que trazem de casa, como eles aprendem, o que esperam das aulas,
em que região moram, entre outros. Esta prática pode repercutir de forma positiva para
os alunos, onde trarão para a sala de aula as experiências de suas vidas.
A boa aula depende da compreensão, por parte dos atores do processo
educativo, de que ensino e aprendizagem são processos interdependentes e intencionais
e, para tanto, requerem organização e direção, participação e compromisso. (CARLINI
ALDA apud SCARPATO, 2004, p.126).
Sendo
assim,
é
necessário
que
o
professor
atente-se
aos
acontecimentos vivenciados de acordo com a realidade em que trabalha, percebendo as
dificuldades de seus alunos e apoiando-os de maneira conjunta a superá-las. Dessa
forma, o aluno perceberá que seu professor importa-se com ele e sua aula terá um
objetivo mais amplo e a ação educativa terá um caráter mais responsável.
No que diz respeito à aprendizagem McConnel (apud PILETTI, 1999,
p. 32), ressalta que “é a progressiva mudança do comportamento que está ligada, de um
lado, a sucessivas apresentações de uma situação e, de outro, a repetidos esforços dos
indivíduos para enfrentá-la de maneira eficiente”. Piletti (1999) complementa que a
aprendizagem passa a acontecer quando há mudança de comportamento.
Carretero (1997) complementa que a motivação é essencial para os
resultados positivos da aprendizagem escolar. Sem que ocorra a motivação, o aluno não
sentirá vontade de realizar determinadas atitudes, nem aprender um determinado
conceito e consequentemente resolver problemas similares aos aprendidos.
No que refere-se à Carretero e Piletti, percebe-se que ambos possuem
a mesma ideia com relação à aprendizagem escolar e motivação. Piletti (1999), também
considera que a motivação é considerada como fator fundamental da aprendizagem,
sendo assim, para que o aluno aprenda é necessário que ele se interesse e decida isso.
O autor afirma que “motivar significa predispor o indivíduo para certo
comportamento desejável naquele momento [...]”. (PILETTI, 1999, p. 64). Então, o
aluno estará disposto a aprender quando se sentir motivado e interessado no assunto.
Sugere ainda que o professor ressalte verbalmente a participação dos alunos nas
atividades propostas como forma de elogio. Este comportamento torna-se oposto a
outros que concebem o valor das notas como o diferencial em forma de competições
entre os alunos. Estas comparações utilizadas uns aos outros, faz com que alguns se
sintam incapazes e se distanciem da meta de aprender.
Sendo assim, para se estabelecer uma adoção da meta de
aprendizagem, o professor deve diariamente avaliar e valorizar, sobretudo o esforço dos
alunos. Neste contexto acadêmico, o aluno se sentirá motivado ao estar envolvido nas
atividades de forma que acredite que, com seus conhecimentos próprios poderá adquirir
novos conhecimentos e melhorar suas habilidades. “Com fortes crenças de autoeficácia, o esforço se fará presente desde o início e ao longo de todo o processo, de
maneira persistente, mesmo que sobrevenham dificuldades e revezes”. (BZUNEECK,
2004, p. 118).
Assim, o ensinar é indissociável do aprender, visto que um se define
em função do outro. No entanto, a aprendizagem só acontecerá se for significativa para
o aluno e se estiver relacionada ao mundo deste indivíduo.
Trata-se de um processo que permita ao aluno relacionar o que está
aprendendo com conhecimentos e experiências que já possui; que o incentive a
perguntar e apresentar questões que o envolvam. Além disso, que lhe permita entrar em
contato com as situações concretas de sua vida fora da escola. Por fim, que lhe
possibilite transferir o que aprendeu na escola para outras circunstâncias e situações de
sua vida (MASETTO, 1997, p. 46).
Contudo, a figura do professor no processo de ensino é o de
estimulador, orientador e facilitador da aprendizagem de seus alunos. Em nenhuma
circunstância deve ser o transmissor de informações, mas sim aquele que ajudará o
aluno a aprender.
4 VIVÊNCIA E PESQUISA DE CAMPO
No intuito de melhor desenvolver nosso trabalho, nos apropriamos de
um instrumento investigativo que foi a aplicação de questionários auto-respondíveis.
Utilizamo-nos de quatro escolas da cidade de Londrina, sendo duas de rede pública e
duas de rede particular. Desse modo, objetiva-se verificar se há alguma diferença entre
as duas realidades de ensino pela forma em que a prática de ensino é desenvolvida.
Esta metodologia possui caráter qualitativo, tratando-se de perguntas
que referem-se à opinião dos professores e dos alunos, analisando-as posteriormente de
acordo com o que foi apresentado pelos autores.
Os questionários foram respondidos por todos os alunos presentes e
pelas professoras regentes, caracterizando assim um total de sessenta alunos e quatro
professoras. Este instrumento é composto por dez perguntas direcionadas aos docentes e
oito aos alunos. Dessa forma, possui perguntas que estão relacionadas às metodologias
de aula, para verificação das preferências didáticas de professores e alunos, fazendo
relação com o que o aluno pensa e maneira que o professor age.
Diante dos dados obtidos pelos questionários inicia-se a análise pelas
respostas dos docentes.
De acordo com as idades apresentadas, notamos que nos apropriamos
de relatos de profissionais que possuem um tempo hábil para a busca de aprimoramento
profissional, sendo que 3 das entrevistadas estão entre a idade de 39 e 50 anos e a menor
em 24 anos. Um fator que nos chamou a atenção é que as professoras de idade menor
são das escolas de rede privada, fazendo-nos perceber que neste caso, as professoras que
tem a faixa etária mais alta foram contratadas mediante concursos públicos Municipais e
Estaduais.
Conforme analisamos sobre o tempo de atuação de cada professora,
percebemos que pelo fato da maioria ter uma ampla experiência, já tiveram
oportunidade de renovar suas metodologias quando necessário.
Esta experiência adquirida através da prática proporciona com que as
professoras tornem-se ainda melhores no que fazem. Isto nos faz refletir sobre a
responsabilidade de não somente mediar os conhecimentos, mas também, aconselhar,
motivar e conhecer os alunos, como já relatado neste trabalho. Somente agindo assim,
que os professores terão oportunidade de transformá-los em cidadãos críticos e
preparados para o dia de amanhã.
Quando questionadas sobre a aprendizagem dos alunos na maioria das
respostas, as professoras relataram que a individualidade e conhecimentos prévios dos
alunos devem ser respeitados.Com isso podemos identificar que as professoras têm
conhecimento sobre os fatores que devem ser considerados para uma aprendizagem
significativa.
Ao perguntarmos se acreditam na metodologia de aula motivadora,
100% (cem por cento) das pesquisadas afirmaram que acreditam em uma metodologia
de aula motivadora.
Analisando as respostas podemos dizer que as professoras sabem da
importância de uma metodologia motivadora nas aulas, no entanto algumas das
respostas remetem-se aos recursos utilizados, porém as professoras não descreveram
quais são estes e de que formam os utilizam.
É importante ressaltar que no cotidiano escolar existem ações que
podem fortalecer ou prejudicar a motivação dos alunos. Agir com autoritarismo, fazer
comparações com as diferenças e buscar a competência através de notas, podem
desmotivá-los, fazendo com que este sintam-se inferiores e incapazes em relação aos
outros.
A metodologia torna-se motivadora quando o professor respeita as
particularidades e conhecimentos prévios dos alunos, a partir disso desenvolve suas
aulas mediante à participação dos mesmos, proporcionando que estes se interessem pela
aula e desenvolvam sua autonomia.
Ao serem questionadas se utilizam recursos metodológicos e/ou
metodologia diferenciada para uma melhor assimilação do conteúdo científico além do
caderno e livro didático, 100% (cem por cento) disseram que sim, citando como
exemplo disso: Vídeo, aula de campo, cartazes, Jogos, cruzadinhas, caça-palavras,
gincanas, dramatizações, paródias, maquetes, etc.
Elaboramos esta pergunta, pois o professor não pode deixar que
apenas os cadernos e livros didáticos sejam seus instrumentos de trabalho, existem
muitos recursos que são interessantes e estimulam o interesse e a participação dos
alunos.
Quando os professores utilizam-se de recursos diferentes, os alunos
podem aprender de várias formas os novos conhecimentos e até mesmo diante da
realidade mais próxima de sua vida que é o lúdico como, por exemplo: ao fazer uma
maquete. Assim, a aula torna-se mais divertida e vai contra a idéia de rotina na escola
que desinteressa o aluno.
Muitas vezes o professor não recorre ao hábito de propor atividades
lúdicas por acreditarem que alunos já passaram dessa fase e que brincar o é apenas na
Educação Infantil. No entanto estas atividades devem estar inclusas nos planejamentos
dos professores. Observa-se que nenhuma das professoras proporão músicas e/ou
contação de histórias que foram os recursos mais solicitados nos questionários
respondidos pelas crianças.
Os recursos que as professoras descreveram são interessantes, no
entanto, não sabemos com que freqüência os mesmos são utilizados.
A prática educativa deve ter por objetivo principal a aprendizagem
significativa dos alunos, ou seja, os alunos não precisam aprender porque os professores
querem ou simplesmente para passar de ano, mas esta aprendizagem dever estar
direcionada à vida deste aluno e as contribuições futuras que ele poderá obter. Dessa
forma, para que o processo de ensino e aprendizagem aconteça, professores e alunos
devem estar conectados, sendo que um aprende com o outro. Scarpato (2004, p. 18)
relata que “o processo de ensino e aprendizado gera um vínculo entre quem ensina e o
aprendiz”.
Dentre o fazer pedagógico, existem técnicas que fazem com que as
aulas sejam mais interessantes para os alunos, e é nesse sentido que a prática educativa
terá grande importância. O professor que busca ser criativo estará sempre buscando
formas para inovar sua prática.
Quando questionadas se consideram importante os profissionais da
educação estudar sobre a metodologia da ação docente e prática educativa, tivemos
100% (cem por cento) das respostas dizendo que consideram importantes.
Ao analisarmos as respostas desta questão, verificamos que as
professoras percebem a necessidade de atualizar suas metodologias. Assim como diz
Masetto (1997), a metodologia deve ter uma reflexão sistemática para as ações
educativas de modo que busque atingir bons resultados, no entanto, o objetivo da
mesma não pode ser de ficar apenas na teoria mas buscar soluções para os problemas do
dia-a-dia.
Na segunda etapa da análise, nos apropriamos da coleta de dados de
sessenta alunos de quarta série, variando entre as idades de 8 a 13 anos.
Quando questionados “Por que você vem à escola?” as respostas
foram variadas: “Para aprender”, “Para brincar”, “Para futuramente ter uma profissão”,
“Para aprender a ler e escrever”, “Para ficar inteligente”, “Para encontrar os amigos”,
“Para fazer novas amizades”,“Porque é divertido”, “Porque gosto de aprender coisas
novas”, “Para tirar boas notas”, “Para entrar na faculdade”, “Aprender para ensinar
quem não sabe”, “Para obedecer”, “Porque estudar é importante”, “Para fazer
atividades”, “Para fazer prova”, “Para passar de ano”
Através das respostas percebemos que a maioria dos alunos vão a
escola para aprender, este “aprender” é visto por eles de uma forma geral ao ato de ir à
escola, e pode estar relacionado a aprender novos conteúdos. No entanto, se estes
buscam pela aprendizagem, ela deve ser significativa para os mesmos.
Masetto (1997, p. 45) coloca que o fator ensinar é o ato de “instruir,
fazer saber, comunicar conhecimentos, mostrar, guiar, orientar, dirigir, desenvolver
habilidades”, dessa forma, no processo de ensino, o professor com seus conhecimentos
tem o papel de estimulador, orientador e facilitador da aprendizagem e em nenhuma
circunstância deve ser o transmissor de informações, mas sim aquele que ajudará o
aluno aprender.
Percebemos que dois alunos colocaram que vão a escola “porque é
divertido”, este fato remete-se as particularidades destes, que gostam do espaço escolar
e sentem-se motivados a ir à escola, no entanto este fato pode variar considerando que a
motivação é um processo psicológico que depende de fatores internos. Existe aqui um
diferencial para a aprendizagem, considerando o que Bzuneck (2004, p.13) afirma:
“alunos desmotivados estudam pouco ou nada e, consequentemente, aprendem muito
pouco”. Dessa forma, o fato destes alunos terem motivos para se divertirem na escola é
algo que contribui para o desenvolvimento dos mesmos.
Ainda tiveram alunos que relataram ir à escola para “tirar boas notas”,
“passar de ano”, “obedecer” ou “fazer provas”. Estes fatores são vistos pelos alunos
como um caminho doloroso e cansativo que deve ser seguido, mas como já relatado por
Paulo Freire (1996) existe sim a necessidade de que o professor cobre regras e prazos
estabelecendo uma disciplina, no entanto, fazer com que os alunos sintam-se
pressionados por estas ações é um modo autoritário e uma forma arrogante de fazer com
que eles sigam a vontade do professor.
Fazendo relação com o pensamento construtivista, é preciso que os
professores não busquem o que os alunos podem repetir, mas o que podem criar, diante
da participação de seu próprio conhecimento.
Quando questionados sobre o que é uma aula interessante, as respostas
foram: “As aulas de ciências são interessantes porque os alunos estudam sobre a vida e
o corpo humano” “Aulas de história e geografia para saber mais sobre o mundo”,
“Aulas com brincadeiras e jogos”, “Experimentos científicos”, “Aulas com professores
divertidos”, “Aulas de Educação física”, “Gosto quando posso dar minha opinião nas
aulas”, “Aulas de artes porque fazemos desenhos”,“Aulas com conteúdo novo”, “Gosto
quando a professora ajuda em minhas dificuldades das matérias”, “Aula de matemática
com bingo”, “Aula com filme”, “Todas as aulas”
A partir das respostas, percebe-se que tivemos as mais variadas
opiniões. A maioria dos alunos ressaltaram sobre as matérias de ciências e geografia.
Diante da preferência dos alunos pelas matérias, observa-se que os alunos gostam das
respectivas matérias por que trabalham sobre suas vidas e estão próximos de sua
realidade.
Outros alunos já relataram suas preferências para atividades como
“aulas fora da sala”, “professores divertidos”, “brincadeiras que façam relação com os
conteúdos estudados” e “experimentos científicos”. Assim como diz Masetto (1997), a
metodologia quando desenvolvida de forma não rotineira fará com que os alunos se
dediquem mais as atividades propostas e o espaço escolar trará lembranças positivas e
aspectos motivadores.
Na busca de compreender quais os fatores que influenciam na relação professor/aluno,
questionamos sobre quais as melhores lembranças que tem de um bom professor. Sendo
que responderam o seguinte: “Professores divertidos”, “Professores que faziam
brincadeiras nas aulas”, “Professores carinhosos e amorosos”, “Professores que me
elogiava”, “Professores pacientes”, “Professores que desenvolviam atividades com
músicas”, “Professores que contavam histórias”, “Professores que não brigavam quando
eu errava”, “Professor que me dava presentes”, “Professor que me ajudava nas
dificuldades”, “Professor que me ensinou a letra cursiva”, “Professor que trabalha com
atividades de leitura diariamente”, “Professor que se preocupava quando eu faltava na
escola”, “Professor que me deixava ser o ajudante do dia”
A maioria dos alunos relataram suas recordações pelos professores
que de alguma maneira estabeleceram um vínculo motivacional. Desse modo, verificase pela respostas a influência da afetividade para a relação positiva entre professor e
aluno. Assim como citado por Silva e Schnider (2007), a afetividade é um recurso na
educação podendo ser uma estratégia pedagógica.
Considerando que é na infância que ocorre o desenvolvimento
socioafetivo, percebe-se a importância desse aspecto para o desenvolvimento
emocional, socialização e aprendizagem das crianças. Dessa forma, o aluno que tiver
um professor afetivo sentir-se-á mais seguro e os bloqueios cognitivos e afetivos serão
evitados.
Marchand (1985, p. 106), relata que “o mestre presente não apenas na
classe, mas também no coração do aluno, torna-se um guia seguro que conduz para a
beleza e para a pureza sem necessidade de palavras”. Contudo, a afetividade é
indispensável na prática educativa e o professor que se utilizar desta estratégia estará
efetivando um processo qualitativo de ensino-aprendizagem.
Também buscamos compreender a situação de uma perspectiva
inversa, e para tanto questionamos os alunos sobre se lembravam de não gostar da aula
de algum professor e por que não gostava.
Para tanto obtivemos as seguintes respostas: Professores que
gritavam”,“Professores muito bravos”,“Todos os meus professores sempre foram
legais”,“Professores
que
não
proporcionavam
momentos
e
atividades
com
brincadeiras”, “Professor batia a carteira no chão para chamar a atenção dos alunos”,
“Professor não tinha paciência”, “Professor me agrediu fisicamente”, “Professor agia
com indiferença com relação aos alunos mais atrasados nos conteúdos”, “Professor não
me ajudava diante das dificuldades”, “Professor não respeitava meu ritmo lento nas
cópias de textos do quadro”
Neste caso, os alunos não relataram especificamente sobre a aula e
sim sobre as ações dos professores. Grande parte dos alunos relataram seus sentimentos
com relação às lembranças que tiveram de professores autoritários.
A tarefa de educar principalmente na rede pública de educação muitas
vezes torna-se difícil pela falta de estrutura nas escolas. As salas com grande quantidade
de alunos ou falta de recursos podem fazer com que o trabalho do professor seja
dificultado.
Freire (1996, p. 42) contribui dizendo que “ensinar exige reflexão
crítica sobre a prática”, mas não é somente pensando certo que a prática se fundamenta.
O pensar e o agir devem estar interligados, deste modo, é na ação com e posteriormente
diante dos resultados que os educadores poderão melhorar sua didática. Percebendo as
ações que não deram certo e que por algum motivo devem ser melhoradas, os
professores buscarão outras estratégias.
Além disso, “ensinar exige bom senso” (FREIRE,1996 p. 67), antes de
qualquer atitude rigorosa ou autoritária é necessário que os professores repensem em
suas ações. Este bom senso também relaciona-se ao aspecto da afetividade, tratando-se
das relações motivadoras que de alguma forma interferirão no ritmo de aprendizagem
dos alunos.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em todo processo de elaboração deste trabalho, demos ênfase à
maneira em que a metodologia da ação docente pudesse contribuir para o processo de
ensino e aprendizagem. Observamos que para ocorrer uma aprendizagem efetiva é
necessário ter em vista alguns pressupostos que fazem relação com as particularidades
dos alunos, ou seja, cada indivíduo aprende de diferentes maneiras e em tempos
diferentes.
Deste modo, percebemos que para alcançar qualidade nas ações da
docência é preciso que sejam seguidos alguns fundamentos. A motivação é um fator
psicológico e seus resultados intervêm na escola, por isso é importante que o professor
busque maneiras de motivar seus alunos, proporcionando formas diferentes de realizar
suas aulas, incentivando-os a participar e aprender. Entretanto, ao planejar uma aula o
professor deverá ser criativo.
Ao se tratar de prática educativa com qualidade não pudemos deixar
de relatar sobre as relações afetivas no ambiente escolar, sendo que esta é um recurso
motivacional, além de ser considerada como responsável pelo desenvolvimento
emocional, pela socialização e aprendizagem das crianças. A afetividade está ligada a
auto-estima, deste modo, efetiva-se as boas lembranças que o professor deixará nos
corações dos alunos.
É interessante que professores e alunos estejam conectados. O
professor não é aquele que sabe tudo, mas constrói um processo que leva a
aprendizagem juntamente com o aluno. Consideramos que é a partir desta troca que se
gera uma amizade, proporcionando a alegria em aprender e ensinar.
Dentro desta perspectiva, o educador precisa refletir sobre sua prática,
se lembrar que um dia também passou pela infância, para que assim possa entender as
crianças como um ser que precisa ser ouvido, observado, motivado, aconselhado, e
sempre esperará que o professor seja seu ombro amigo e alguém que o conduza para as
situações da vida.
Ao refletirmos sobre os dados colhidos através dos questionários,
buscamos proporcionar às professoras uma reflexão sobre sua prática. A partir dos
relatos houveram situações que nos deixaram muito felizes, ao saber que estas
profissionais reconhecem a importância e responsabilidade de suas ações.
As respostas dos alunos contribuíram significativamente para esta
pesquisa, pois é somente na prática que sabemos como as coisas acontecem
verdadeiramente. Deste modo, a partir das sugestões dos pesquisados pudemos verificar
quais são as melhores maneiras de desenvolver aulas a favor do interesse dos mesmos.
Esta pesquisa foi de grande valor para nós, futuros educadores, pois
nos deu a oportunidade de perceber um pouco sobre o processo metodológico de uma
forma geral. Refletimos sobre a real necessidade e responsabilidade da prática dos
professores para a Educação. Deixamos como sugestão um trabalho que oferece
contribuições para a prática educativa. Porém, esta só terá sentido se os educadores
estiverem dispostos dar de si o melhor, em busca de um ensino de qualidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BORUCHOVITCH, Evely; BZUNEECK, José Aluíseo (Org.). A Motivação do Aluno:
contribuições da psicologia contemporânea. São Paulo: Vozes, 2004.
CARRETERO, Mario. Construtivismo e Educação. Porto Alegre: Armed, 1997.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia : saberes necessários à prática educativa.
16. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
MARCHAND, Max. A Afetividade do educador. São Paulo: Summus, 1985.
MASETTO, Marcos. Didática: a aula como centro. 4. ed. São Paulo: FTD, 1997.
(Coleção Aprender e Ensinar).
PILETTI, Nelson. Psicologia Educacional. São Paulo: Ática, 1999.
SCARPATO, Marta. Procedimentos de Ensino: um ato de escolha na busca de uma
aprendizagem integral. São Paulo: Avercamp, 2004.
SILVA, Jamile Beatriz Carneiro e; SCHNEIDER, Ernani José. Aspectos Socioafetivos
do Processo de Ensino e Aprendizagem. Revista de Divulgação Técnico-Científica do
ICPG, v. 3, n. 11, p. 83-87, jul. 2007.
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