Informativo Diocesano Semanal
DIOCESE DE EREXIM
SECRETARIADO DIOCESANO DE PASTORAL
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Ano 20 – nº. 1.006– 05 de julho de 2015
Agenda do Bispo: - Neste domingo, às 09h, encontro com lideranças das paróquias da
Área de Erechim nas dependências da sede paroquial São Cristóvão, para estudo do
documento da CNBB, Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia.
Agenda Pastoral: Segunda-feira, às 09h, reunião dos representantes paroquiais do Apostolado da
Oração, Centro Diocesano; à tarde, encontro de estudo sobre o Dízimo para os
Presbíteros e membros do Conselho Econômico das Paróquias, no Seminário de
Fátima.
- Terça-feira, às 08h30, reunião da equipe de Pastoral da educação, no Centro
Diocesano.
- Quarta-feira, reunião de assessores de juventude das 4 Arquidioceses e 18
Dioceses do Sul 3 da CNBB, em Porto Alegre.
- Sábado, das14h às 18h, e domingo, das 08h30 às 11h30, na Catedral, preparação ao casamento, (a
cargo paróquia N. Sra. Aparecida).
- Domingo, curso para jovens “Nas trilhas da animação da Juventude” da Área de Aratiba, em Aratiba.
Dom José realiza transferência de dois padres: Depois de ter consultado o Conselho de Presbíteros,
segunda-feira, o Bispo diocesano de Erexim transferiu o Pe. Edinaldo dos Santos
Bruno de Pároco da Paróquia São Cristóvão, do Bairro do mesmo nome de
Erechim, para pároco da Paróquia São Roque de Itatiba do Sul, que está vivendo o
seu jubileu de ouro de criação. Ao mesmo tempo, nomeou o Pe. Cleberton Luís
Piotrowski Administrador paroquial da Paróquia São
Cristóvão de Erechim, transferindo-o da Paróquia São
Roque de Itatiba do Sul. Os dois assumirão suas novas
funções no dia 12 deste mês de julho. Pe. Edinaldo dos
Santos Bruno nasceu em Valença, BA, no dia 02 de julho de 1972, mas se criou
em Tancredo Neves, também na BA. Foi seminarista e ordenado padre na
congregação dos missionários saletinos, tendo passado para a Diocese de Erexim
no final de 2012. Foi membro da equipe missionária saletina e Pároco de
Marcelino Ramos. Desde o início do ano passado, é pároco da Paróquia São
Cristóvão de Erechim. Pe. Cleberton Piotrowski nasceu no dia 4 de fevereiro de 1983. É natural de
Centenário. Estudou no Seminário de Fátima e no Itepa. Foi ordenado presbítero no dia 03 de janeiro de
2009, em Centenário. Foi Vigário Paroquial de Estação (2009-2010) e da Catedral (2011-2012); Desde
2013, é Pároco de Itatiba do Sul.
Conselho Diocesano encaminha próximo Plano de Pastoral: Dom José presidiu a reunião semestral
do Conselho Diocesano de Pastoral, na manhã do dia 27 último, no Seminário de Fátima, com a
participação do bispo emérito, dos padres, de
representantes das paróquias, setores diocesanos e
movimentos leigos, num total de mais de 100
pessoas. A maior parte do tempo foi dedicada aos
encaminhamentos para a organização do novo
Plano Diocesano da Ação Evangelizadora, a
vigorar de 2016 a 2019. Ele estará em sintonia com
as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, lançadas pela CNBB em sua
assembleia em abril passado e com as linhas de ação da Igreja no Rio Grande do Sul. No processo de
formulação do novo Plano Diocesano, segundo o coordenador de pastoral, Pe. Valtuir Bolzan, haverá
uma assembleia diocesana, a ser realizada nos dias 22 e 23 de abril do próximo ano. Em preparação dela,
haverá um roteiro de avaliação do atual plano, em vigor desde 2012, a ser refletido nas paróquias e
setores nos meses de julho a outubro, com relatório a ser entregue à coordenação de pastoral. Pe. Valtuir
falou também da natureza, método, participantes e outros aspectos da assembleia diocesana.
Diocese de Erexim organiza sua 64ª Romaria de Fátima: Desde maio, as equipes de infraestrutura e
de liturgia da Romaria vêm realizando reuniões para os encaminhamentos de suas competências. A
equipe de liturgia apresentou diversas sugestões ao Conselho
Diocesano de Pastoral, no dia 27 passado. Depois de analisadas,
foram aprovados os seguintes pontos: Tema: Fátima, uma
mensagem de Paz. Lema: Vivei em paz uns com os outros (Mc
9,50). Intenções: Para que, vivendo a justiça e a solidariedade,
sejamos promotores da paz; Para que as famílias e as
comunidades sejam fonte de permanente Iniciação à Vida Cristã e
de vocações; Para que Maria, Rainha da paz, interceda saúde aos
doentes e aos idosos e a nós o necessário cuidado fraterno com
eles. Enfoques para a novena: Maria, missionária da paz; família, casa da paz; jovens, protagonistas da
paz; exigências para a paz: verdade, justiça, caridade e liberdade; oração, fonte de paz; solidariedade,
caminho para a paz; misericórdia e perdão, condições para a paz; Vida Consagrada, presença de paz. No
terceiro dia da novena, 04 de outubro, dia de São Francisco, conforme sugestão da CNBB para o Ano da
Paz no Brasil, haverá uma caminhada pela paz. No sétimo dia, 08 de outubro, haverá destaque para o dia
do nascituro e será realizada a coleta de alimentos. A última missa no dia da Romaria será às 16h, não
mais às 17h. Às 14h, haverá terço meditado na parte externa do Santuário, precedendo a bênção com o
Santíssimo, da saúde e dos objetos religiosos das 14h30. A Romaria da Criança será dia 10h, com
procissão às 09h, participada de modo especial pelo grupo de combate ao câncer infantil.
Organizadores e missionários das romarias saletinas
reunidos em Marcelino Ramos: O Conselho Provincial
e a Equipe Missionária dos saletinos realizou o 16º
encontro de Romarias e Santuários, iniciativa de
formação e partilha para padres, religiosos e religiosas,
lideranças leigas e encarregados pela coordenação e
animação de romarias dedicadas a N. Sra. da Salette em
diversos Estados do País e até do Paraguai, do dia 25 a 28
de junho, no Seminário de Marcelino Ramos. O tema do
encontro foi “Romarias, espaço para a „alegria do
Evangelho‟”. Segundo os organizadores, tratou-se de
alegria presente na Igreja-povo de Deus, na Vida Religiosa Consagrada e nos animadores de Romarias e
Santuários. O encontro teve mais de 70 participantes.
Sede Paroquial de Viadutos renova e intensifica capelinhas de Nossa Senhora: Por iniciativa do
Pároco, Pe. Waldemar Zapelini, a sede paroquial de Viadutos conta com capelinhas com novo formato,
menores e mais leves, e novo esquema de visita às famílias. Agora, cada capelinha circula numa quadra
e percorre 25 lares. Isto exigiu identificar mais zeladoras e zeladores, que chegam a 40. Cada zeladora é
acompanhada por um casal. Para organizar a nova modalidade, de novembro passado a abril último,
dezesseis ministros e ministras visitaram todas as famílias para informar
sobre o novo projeto, com a escolha das zeladoras e dos zeladores e dos
40 casais para acompanhá-las. Estes casais têm a missão de estar
próximos às famílias da respectiva capelinha, partilhando dos
acontecimentos bons e das dificuldades, acolhendo eventual família que
chega e manifestando solidariedade à que se transferir para outro lugar.
Depois de várias reuniões com as zeladoras e zeladores e com os casais
acompanhantes, no dia primeiro de maio, foi celebrada uma “missa de envio” de todos com a bênção das
capelinhas.
Papa Francisco em três países da América Latina: Neste domingo, Papa Francisco inicia sua 9ª
viagem internacional que se estenderá até o dia 13 próximo, visitando o
Equador, a Bolívia e o Paraguai. Permanecerá 48 horas em cada país, com 22
discursos previstos em espanhol. Segundo o diretor da Sala de Imprensa do
Vaticano, Pe. Federico Lombardi, o programa do Papa terá os olhos voltados
para as periferias e com um único tema: „A alegria do anúncio do Evangelho‟.
Os três países não são os maiores nem os primeiros na geopolítica
internacional, mas estão na lógica do Papa de atenção às periferias do mundo.
A história desses desses três países, feita de conflitos e ditaduras, será um
elemento importante para entender as mensagens que o Papa irá proferir,
disse Pe. Lombardi. Ele também chamou atenção para a extensão e a
variedade geográfica desta viagem, entre a Cordilheira dos Andes, o Oceano
Atlântico e o Rio de la Plata, com mudanças de altitude e temperaturas em
somente 7 dias. O percurso passará dos 4.000 metros de altitude da Bolívia ao
nível do mar, no Paraguai. O quadro étnico-cultural será muito grande e isso terá destaque especial nos
encontros e celebrações, como também o tema da pobreza. Os documentos importantes para essa viagem
são o de Aparecida e a Evangelii Gaudium, expressa nos logotipos e lemas dos países. A vista ao
Equador tem como lema “Evangelizar com alegria”; a da Bolívia “Com Francisco, anunciamos a alegria
do Evangelho”; e a do Paraguai “Mensageiro da alegria e da paz”.
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A América Latina que Francisco vai encontrar, segundo Card. Parolin
Às vésperas da segunda viagem do Papa Francisco à América Latina, que terá
início no próximo domingo (5/7), o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin,
concedeu uma entrevista ao Centro Televisivo Vaticano, onde tratou dos principais temas
que deverão guiar a viagem do Papa ao Equador, Bolívia e Paraguai.
Ao responder às perguntas de Barbara Castelli, o Cardeal Parolin retomou as
palavras pronunciadas por Francisco na Basílica de São Pedro, em 12 de dezembro
passado, na Solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe. Citando a conhecida expressão
do predecessor João Paulo II, que definia a América Latina o continente da esperança,
Francisco explicou que dela “se esperam novos modelos de desenvolvimento que
conjuguem tradição cristã e progresso civil, justiça e equidade com reconciliação,
progresso científico e tecnológico com sabedoria humana, sofrimento fecundo com
alegria esperançosa”. E nestes elementos o Secretário de Estado – que foi Núncio
apostólico na Venezuela – identificou aquela que define “a fisionomia da América
Latina” em geral e, em particular, também dos três países que o Papa visita.
Interpelado pela jornalista sobre o papel que esta parte do mundo pode
desempenhar na Igreja e que impulsos pode oferecer à política internacional, o purpurado
respondeu descrevendo um “continente em movimento”, no qual são evidentes
“transformações a todos os níveis: cultural, económico e político. Durante estes decênios
– observou – ele pôde usufruir de uma fase muito positiva, que permitiu que as pessoas
emergissem da pobreza extrema, se emancipassem da miséria e se incorporassem
progressivamente na classe média”. O purpurado citou ainda “os acentuados fenômenos
de urbanização” que deram origem “às megalópoles da América Latina” e a “outros
fenômenos ligados à globalização, que se sente de modo evidente também nesta parte do
mundo”. Precisamente diante destes novos cenários, “que levam também a uma
secularização da sociedade latino-americana, mesmo se em formas que não são
homologáveis com o mundo ocidental, a Igreja escolheu o caminho da conversão
pastoral, da missionariedade, do compromisso missionário. E neste sentido pode tornar-se
paradigmática para muitas outras partes do mundo”. De resto, o próprio magistério do
Papa aprofunda as suas raízes no documento de Aparecida, que com as suas referências à
primazia da graça, à misericórdia e à coragem apostólica é proposto com Francisco a toda
a Igreja universal.
No tocante aos aspectos políticos, o purpurado comparou a América Latina a “um
laboratório no qual se estão experimentando novos modelos de participação e formas
mais representativas”, para dar “voz às camadas de população que até agora não foram
ouvidas o suficiente. Trata-se da busca de um próprio caminho para a democracia, que
tenha em consideração as peculiaridades daqueles países; que saiba conjugar a
participação de todos – por conseguinte o pluralismo – com as liberdades fundamentais e
com o respeito dos direitos humanos”. (Osservatore Romano)
Fonte: Rádio Vaticano
Francisco, quarto Pontífice a visitar a América Latina
O Papa Francisco será o quarto pontífice a realizar viagem pastoral à América
Latina, após Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI. Para o argentino Bergoglio, será a
segunda viagem ao continente onde nasceu, após a JMJ realizada no Rio de Janeiro em
2013, poucos meses após sua eleição à Cátedra de Pedro.
Paulo VI
As viagens dos Pontífices ao continente latino-americano foram inauguradas por
Paulo VI em 1968, ao visitar a Colômbia, para abrir em Bogotá, em agosto, a II
Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caribe (CELAM).
João Paulo II
João Paulo II, seu sucessor, esteve em 18 oportunidades na América Latina,
visitando praticamente todos os países do continente. "A América Latina - disse o Papa
Wojtyla - é um continente jovem e cheio de esperança, no qual não faltam gritantes
contrastes que impõe aos setores menos favorecidos da população o preço de intoleráveis
custos sociais". Em 1998, esteve em Cuba como “Mensageiro da Verdade e da
Esperança”.
Em três destas oportunidades, o Papa polonês esteve no Brasil. A primeira foi em
1980, quando percorreu 13 cidades em 12 dias. A segunda, entre 12 e 21 de outubro de
1991, quando visitou 10 capitais e beatificou Madre Paulina. Por fim, em outubro de
1997, quando permaneceu quatro dias no Rio de Janeiro para participar do II Encontro
Mundial das Famílias. Sua última viagem ao continente latino-americano foi em 2002,
três anos antes de sua morte.
Bento XVI
Bento XVI, por sua vez, realizou duas viagens ao continente com o maior número
de católicos, sendo a primeira em 2007, ao Brasil, dois anos após ser eleito Pontífice.
México e Cuba foram os destinos da segunda e última viagem, realizada entre 23 e 28 de
março de 2012. Ratzinger foi a Cuba como "Peregrino da Caridade". Encontrou Fidel
Castro, deixou mensagens em defesa da liberdade, pediu maior espaço para a Igreja e
condenou o embargo estadunidense à Ilha. "Que Cuba seja a casa de todos e para todos os
cubanos", afirmou em seu discurso ao despedir-se de Havana.
Francisco
Como primeiro latino-americano a guiar a Igreja Católica, o Papa Francisco
considerou sua viagem ao Brasil, entre 22 e 29 de julho de 2013, como "um grande
presente" de Bento XVI, que havia apresentado sua demissão em 11 de fevereiro e era
esperado para presidir a JMJ. Em sua visita de sete dias, o Papa celebrou no Santuário
Nacional de Aparecida, visitou favelas, encontrou o episcopado latino americano e
milhares de jovens de todo o mundo nas areias de Copacabana. No "continente da
esperança", Bergoglio fez um chamado à Igreja para ser "agente de mudança social para
um novo mundo".
Nesta sua segunda viagem à América Latina, o Papa Francisco visitará Equador,
Bolívia e Paraguai, países que buscam um caminho de desenvolvimento que supere as
enormes desigualdades existentes na região. (JE)
Fonte: Rádio Vaticano
Francisco, uma nova esperança para a América Latina
O Papa Francisco suscita "expectativas e grandes esperanças" na América Latina,
diz o Vice-Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, Guzmán Carriquiry,
o que confere grande importância a visita ao Equador, Bolívia e Paraguai, que terá início
no próximo domingo, 5 de julho. O primeiro leigo a ocupar um cargo de chefia em um
dicastério vaticano, acompanhará o Papa nesta sua segunda viagem ao continente com o
maior número de católicos.
Francisco suscita transformação na Igreja latino-americana
Carriquiry explicou à Agência Efe que "Francisco está tendo um efeito
impressionante na América Latina. Muito mais do que possamos ver em um primeiro
olhar". "Está suscitando algo que poderia ser considerado superficial, porém não o é, que
é carinho, expectativas e esperanças enormes em todos os povos latino-americanos e
mesmo superando os confins da Igreja Católica".
Para o Vice-Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, Francisco
está "provocando uma profunda revisão na vida da Igreja latino-americana" e "não
somente convidando à conversão pastoral dos bispos e sacerdotes", mas também "a
conversão pessoal de cada batizado". "Nestes dois anos de pontificado - explicou - ficou
comprovado que mais pessoas frequentam o templo, acorrem aos confess ionários, e as
estatísticas comprovam como um maior número de pessoas peregrina aos grandes
Santuários como Aparecida, Guadalupe e outros".
Periferias oferecem melhor “olhar de conjunto!
O primeiro "número dois leigo" de um dicastério da Cúria Romana, explicou que
esta, na realidade, será a primeira viagem pastoral à América Latina do Papa Francisco,
visto que sua presença no Rio de Janeiro em 2013 foi por ocasião de um evento mundial,
enquanto este será a primeira viagem por três países sul-americanos, numa escolha que
reafirma sua ideia de viajar às periferias, "a partir de onde se tem uma melhor visão de
conjunto".
"Quando alguém pensa em América Latina, lhe vem em mente um triângulo cujos
vértices são México, Brasil e Argentina. Porém estes países são as periferias emergentes,
que viveram em 10,15 anos processos de crescimento enormes, de transformações
profundas não somente econômicas, mas também políticas e culturais", observou. O que
Francisco encontrará - precisou - são países que estavam "imobilizados em suas tradições
rurais, com os setores indígenas e campesinos petrificados, porém nos últimos 10 anos
colocaram-se em movimento e viveram uma transformação de modernidade e os setores
populares passaram a ser protagonistas".
Evangelii Gaudium e Laudato Si
Ajuda aos pobres, proteção do meio-ambiente e a misericórdia são três mensagens
que Bergoglio levará à América Latina, afirmou Carriquiry. "Em uma mão levará sua
Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, onde falará de uma Igreja que deve ser
missionária, misericordiosa e solidária. Uma Igreja que deve ser para e com os pobres".
Na outra, Francisco terá sua primeira Encíclica, a Laudato Si, "que fala da interligação
poderosa que significa vincular a ecologia ambiental e a ecologia social e a ecologia
natural à humana".
Meio-ambiente e misericórdia
O Papa deverá se pronunciar reiteradas vezes sobre o meio-ambiente, afirma
Carriquiry, pois nestes países existem grandes problemas sobre os quais Francisco faz
referência na Encíclica. Não deverá faltar, também, menções ao Jubileu da Misericórdia,
que terá início em 8 de dezembro, estendendo-se até novembro de 2016, como demonstra
o desejo do Papa de visitar o Santuário da Misericórdia em Guayaquil, Equador.
O Papa e os Presidentes latino-americanos
A presença de um Papa latino-americano na Cátedra de Pedro acabou por
transformar a agenda pontifícia, como bem recordou o Vice-Presidente da Pontifícia
Comissão para a América Latina. "Nunca se viu antes, que em apenas dois anos, todos os
Presidentes da América Latina tenham vindo encontrar o Papa. E alguns, até várias
vezes". " O Santo Padre recebe os presidentes com uma grande cordialidade e trata de
estabelecer com eles uma relação pessoa, de coração a coração", assegurou. "E ainda que
falem dos grandes problemas de ordem nacional, latino-americana e mundial, penso que,
o que o Papa quer, é que se estabeleça uma relação pessoal de transparência, de
sinceridade, para partilhar o mais profundamente possível, as preocupações", acrescentou,
para concluir que "não tem presidente latino-americano que não tenha sido tocado
profunda e intimamente, após de um encontro com o Papa". (JE/EFE)
Fonte: Rádio Vaticano
Paraguai: um artesão, dois Papas
A cadeira em que o Papa Francisco irá se sentar durante a celebração eucarística
que presidirá no Santuário em Caacupé, no Paraguai, foi feita à mão pelo marceneiro
Isabelino Maidana, originário da antiga cidade de Atyrà, Cordilheira de Altos, distante 61
km da capital Assunção e hoje conhecida como a capital ecológica do Paraguai.
João Paulo II
Maidana havia feito também a cadeira pontifícia usada por João Paulo II quando,
em 1998, celebrou a Santa Missa justamente no mesmo local, o Santuário de Caacupé.
Mas não foi somente à cadeira pontifícia que o marceneiro se dedicou. Ele fez outras
quatro destinadas aos bispos que concelebrarão com Francisco. Elas são praticamente
idênticas, diferindo apenas no tamanho.
A cadeira papal de madeira entalhada e dourada, tem incrustações de ouro na sua
parte superior, emoldurando uma imagem de Nossa Senhora de Caacupé, realizada em
porcelana pela artista Graciela Mena.O Coordenador Executivo da Comissão nacional
para a visita do Papa, Ceferino Valdèz, explicou que as dimensões da cadeira superaram
as normas estabelecidas pelo Vaticano, segundo as quais, deveria ter 66,5 cm de largura
na parte superior e 68 cm na parte do assento.
O trabalho do marceneiro paraguaio foi apresentada em 13 de junho passado no
santuário mariano de Caacupé. (JE)
Fonte: Rádio Vaticano
Bispos dos EUA aprovam leis de abertura à Cuba
Em cartas enviadas no final de junho ao Senado e à Câmara de Representantes dos
EUA, o bispo de Las Cruces (estado do Novo México) e Presidente do Comitê de Justiça
Internacional e Paz da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unido s (USCCB),
Dom Oscar Cantú, manifestou o seu apoio às propostas legislativas “Liberdade de
exportação para Cuba 2015” (Freedom to Export to Cuba Act 2015) e “Liberdade de
viajar para Cuba 2015” (Freedom to travel to Cuba Act 2015).
“Consideramos que o caminho para promover a liberdade religiosa e os direitos
humanos em Cuba passe pelo diálogo e a reconciliação entre Estados Unidos e Cuba, e
dentro da sociedade cubana. Para se chegar lá, o embargo comercial e das viagens deve
ser levantado”, acrescenta.
“Esses projetos de lei – destaca o Presidente do Comitê de Justiça e Paz da USCCB
– estão em linha com os recentes acontecimentos: a eliminação da designação de Cuba
como um Estado patrocinador do terrorismo e o progresso nas relações diplomáticas,
incluindo a abertura de embaixadas”.
O bispo de Las Cruces conclui expressando satisfação pelo papel desempenhado
pela Santa Sé na mediação do acordo anunciado no dia 17 de dezembro de 2014 e adianta
que "a histórica visita do Papa Francisco a Cuba e os Estados Unido s em setembro
inspirará ainda mais a reconciliação e o diálogo".
Fonte: Rádio Vaticano
Situação de emergência humanitária no Iêmen
A situação no Iêmen está cada dia mais insustentável. Cerca de 20 milhões de
pessoas (80% da população do país), tem necessidade de assistência humanitária urgente,
segundo organizações internacionais. Os missionários salesianos, que optaram em
permanecer e prestar auxílio à população, informam que “falta eletricidade, somente em
alguns dias se consegue a ter 3 ou 4 horas de energia, a infraestrutura foi destruída pelos
bombardeios, faltam remédios, água, comida..”
Cidades devastadas e risco de epidemias
Cidades como Aden e Taiz – reporta a agência salesiana Ans – foram devastadas e
a situação é realmente muito complicada. “Em Aden ocorrem pesados combates e existe
uma grande carência das coisas mais elementares. A vida alí, está realmente miserável”,
afirmam os missionários. E para piorar a situação já catastrófica, “parece existir uma
epidemia de dengue que já atingiu mais de cinco mil pessoas. Alguns morreram”. A falta
de limpeza, a água contaminada, os cadáveres que permanecem por dias pelas ruas,
poderiam ser a causa.
Igrejas saqueadas e destruídas. Danos físicos e psicológicos às crianças
Em Aden, duas das três igrejas animadas pelos salesianos foram saqueadas e
parcialmente destruídas. “Quebraram as imagens e pegaram o que era de valor, mas estes
são somente construções. Temos a peito as pessoas que estão procurando sobreviver”,
revelaram os missionários à Procuradoria Salesiana de Madrid. “Milhares de pessoas
vivem em modo miserável, continuamente no medo de bombardeios. Muitos foram
mutilados ou são vítimas de graves ferimentos. Além disto, o dano psicológico nas
crianças e jovens é impossível de ser calculado”. Não obstante os esforços internacionais,
os colóquios de paz em Genebra faliram, enquanto os bombardeios continuam.
A ONU declarou esta quinta-feira o mais alto nível de emergência humanitária no
país, medida que vale por um período de seis meses, com revisão planejada para
setembro. Desde a escalada da violência no país, em março, mais de 2,8 mil pessoas
morreram. (JE)
Fonte: Rádio Vaticano
Um olhar muçulmano sobre a Laudato Si
Transcrevemos a seguir o artigo "Um novo terreno comum", de Abdullah
Hamidaddin, publicado na edição do L'Osservatore Romano de 1º de julho. A partir de
uma "perspectiva muçulmana" o autor lança um olhar sobre a Encíclica Laudato Si.
"Devo agradecer ao Twitter por muitas coisas, entre estas a Encíclica do Papa
Francisco 'Laudato si, sobre o cuidado da casa comum'. Há uma semana não tinha sequer
consciência da palavra "encíclica". E sobre o Twitter que me defrontei com ela, seguindo
o Papa e os seus tweeets, que na última semana diziam respeito, entre várias questões
sociais, ao ambiente.
Como muçulmano, ouvi falar muito do Islã como religião, quer da vida após a
morte como desta vida. E de como cada aspecto de nossa vida tenha uma dimensão
religiosa. Esta ideia em si, poderia levar a resultados diversos, mas o que prevalece no
mundo muçulmano é a necessidade de implementar a shari'a.
Assim, quando iniciei a ler a encíclica pensei "sentir-me em casa, mas num tipo de
casa diferente". Ainda estou procurando cristalizar o significado, mas estava claro de que
não se tratava de um convite para aplicar leis religiosas. Aqui o Papa estava discutindo
questões que nos dizem respeito como seres humanos com o acréscimo de uma dimensão
espiritual. Estava espiritualizando a nossa busca de soluções para os principais problemas
que afligem a humanidade.
As ideias expressas na Laudato Si não são uma novidade, nem exclusivas do Papa.
Mas a carga espiritual dada por elas é fonte de inspiração, ao menos para mim, também
nos casos em que não estava de acordo com ele, como por exemplo sobre o controle dos
nascimentos. Me agradou a abordagem, a maneira com que a espiritualidade foi
incorporada na minha vida, sem nenhuma menção à legislação.
A Encíclica suscitou muitas polêmicas e debates, e continuará a fazê-lo nos países
e nas comunidades com uma herança católica ou cristã. O cuidado com o nosso mundo, a
fé na justiça social, a empatia com as preocupações dos pobres e dos oprimidos, além das
consequências da tecnologia, não são questões fáceis. São complicadas e profundamente
entrecruzadas com o poder e os interesses. Além disto, não são questões na espera de
serem reconhecidas ou suscitadas por uma autoridade religiosa. Espiritualizar estes
problemas pode ter um forte impacto sobre a individualização e a concretização de
soluções.
Nós somos seres racionais, podemos, de fato, discutir as preocupações da
humanidade fazendo uma análise custo-benefício; mas somos também morais e portanto
podemos discutir as dificuldades dos outros e as obrigações que aqueles que estão melhor
têm para com os menos privilegiados. Somos porém, também seres espirituais, ou ao
menos muitos de nós acreditam. E é aqui que a autoridade religiosa é importante, porque
acrescenta uma dimensão espiritual às discussões sobre seres humanos e o bem estar da
humanidade.
O Papa, a meu ver, falou como um racionalista, apresentando as conclusões a que
chegou com base em seu pensamento racional, mas falou também como um moralista,
sublinhando as obrigações que temos para com o outro e pela terra na qual vivemos.
Além disto, falou como autoridade religiosa, insistindo no fato de que as grandes
questões da nossa vida devem fazer parte do nosso caminho espiritual.
Estava dizendo que abrir os nossos corações a Deus não diz respeito somente aos
rituais, mas é uma questão de empatia, cuidado e salvaguarda das bênçãos que Deus nos
deu.
Como muçulmano, acho a sua declaração extremamente confortante. Não importa
se partilha a minha fé. Nem me importa se estou de acordo com todas as suas conclusões.
O que conta para mim é que o Papa criou um novo terreno comum, a nível espiritual,
entre os seguidores de todas as religiões.
Tudo isto poderia parecer um sonho de olhos abertos para muitos. A violência e o
terror afligem a nossa vida a tal ponto, que alguns de nós agora acreditam que este seja o
nosso destino. Mas existem muitos outros que rejeitam render-se ao terrorismo, que
rejeitam uma atitude fatalista sobre o futuro da humanidade, que insistem no querer
esperar e celebrar todos os esforços para que entre as pessoas exista paz e empatia pelo
outro. Acredito que a Encíclica do Papa seja um destes esforços que deveria ser celebrado
e abraçado por pessoas de todas as crenças, e até mesmo por quem não crê".
Fonte: Rádio Vaticano
O Papa na América Latina
Neste domingo o Papa inicia sua viagem pela América Latina. Passará pelo
Equador, pela Bolívia e pelo Paraguai. Com tantos países desejando contar com a
presença do Papa Francisco, necessita explicação a escolha destes três países.
É característica deste papa ressaltar o simbolismo daquilo que ele faz ou deixa de
fazer. Também suas viagens se inscrevem nesta intenção de universalizar os seus gestos,
destacando o significado de suas iniciativas.
Neste contexto, parece evidente que o Papa fez uma escolha proposital. Ele
privilegiou os três países mais pobres da América Latina. Outras visitas ficam para
depois.
“Primeiro os pobres”! Este o recado que logo deixa para a p olítica, para a
economia, e para a Igreja também.
Mais que geograficamente, esta viagem se situa na sequência da definição de um
surpreendente pontificado.
Lembramos a primeira de todas as viagens do Papa Francisco, poucos meses
depois de eleito. Foi o memorável encontro mundial da juventude, no Rio de Janeiro.
Aquela viagem já estava agendada, por Bento 16, e precisou ser assumida pelo novo
papa, como primeiro grande desafio para a sua missão de “bispo de Roma”, como ele
insistia em se identificar. Superou o teste, surpreendendo a todos pela sua simplicidade, e
ao mesmo tempo pela desenvoltura ao enfrentar os variados compromissos que tinham
sido colocados em sua agenda.
Depois do Rio, todos esperavam por Buenos Aires, imaginando que o Papa
retornasse ao seu país, de onde tinha saído como Cardeal, e não tinha mais voltado para
casa.
Mas, não! Até hoje não está marcada a viagem para o seu país, a Argentina. Ele
deixa bem claro que a prioridade absoluta é cumprir sua missão, relativizando seu
compreensível desejo de se reencontrar com seus compatriotas. Tanto mais eles o
receberão com respeito e admiração, que ele decidir visitar seu país, não mais como
Cardeal, mas como Papa.
Voltando agora para a viagem desta semana, percebemos uma agenda muito
carregada de compromissos, que se refletem nos mais de vinte pronunciamentos já
marcados. Repartidos de tal modo que sejam destinados aos interlocutores diretos que ele
terá pela frente, e ao mesmo tempo válidos para os três países visitados, para os outros
países da América Latina, e afinal para toda a Igreja.
Entre os diversos encontros já previstos, alguns se destacam, pela evidente intenção
de ampliar seus destinatários.
Na Bolívia, por exemplo, o Papa terá um encontro com os diversos movimentos
sociais, dando seguimento ao encontro já realizado em Roma, tempos atrás, com alguns
representantes desses movimentos, que pela primeira vez recebiam um apoio tão explícito
da parte da Igreja. Desta vez, na Bolívia, a presença será certamente muito mais ampla.
Diante da crescente autoridade moral do Papa Francisco, o mundo acompanhará
com muito interesse os passos que o levarão nesta semana ao encontro dos povos do
Equador, da Bolívia e do Paraguai.
Desde a noite em que apareceu como novo Papa na sacada da Basílica de São
Pedro, ele continua pedindo orações. Que Deus o acompanhe nesta viagem, e que suas
mensagens sejam bem acolhidas por todos.
Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales (SP)
Fonte: Rádio Vaticano
Evo Morales pede unidade e generosidade na visita do Papa
O Presidente da Bolívia, Evo Morales, fez um chamado à unidade, poucos dias
antes da visita do Papa Francisco ao país, prevista para a próxima semana. Morales pediu
aos bolivianos “hospitalidade” aos milhares de visitantes que chegarão com o Pontífice.
“Só quero dizer, irmãs e irmãos, que devemos esperar todos unidos, organizados,
mobilizados com o Papa Francisco e que nossos irmãos políticos não se aproveitem desta
visita para condicionar ou „chantagear‟”, acrescentou.
Morales disse que a população “deve se esquecer de seus problemas e demostrar
que existe unidade e respeito, apesar de algumas diferenças internas com setores sociais”,
já que com a visita do Pontífice, “a Bolívia estará sob os holofotes do mundo”.
“É obrigação de todos demostrar hospitalidade e generosidade aos visitantes.
Temos que nos unir para demostrar carinho ao hóspede, expressar-lhe a nossa admiração
e expor uma boa imagem da Bolívia”, declarou à agência ABI.
O Papa Francisco chegará à Bolívia em 8 de julho e visitará inicialmente as cidades
de El Alto e La Paz, onde se reunirá com o Presidente Evo Morales. Posteriormente,
viajará à cidade de Santa Cruz para descansar e entre 9 e 10 de julho celebrará uma missa,
visitará o cárcere de Palmasola e participará de uma Cúpula Internacional de Movimentos
Sociais e Populares.
Fonte: Rádio Vaticano
Terra Santa: ameaças terroristas aos cristãos de Jerusalém
O autodenominado "Emirado de Jerusalém" distribuiu folhetos no bairro de
Beit Hanina com ameaças aos cristãos da Cidade Santa
Uma nova ameaça paira sobre a Terra Santa. É o autodenominado "Emirado de
Jerusalém", que espalhou folhetos no bairro de Beit Hanina com ameaças aos cristãos da
Cidade Santa. Conforme relatado pela Rádio Vaticano, o texto repete intimidações já
contidas em panfletos semelhantes distribuídos na semana passada, ameaçando a
expulsão de todos os cristãos da Cidade Santa até o fim do Ramadã.
Diante de tais ameaças, as autoridades palestinas reagiram com declarações
cautelosas. Em entrevista à emissora Al Arabiya, o presidente da Autoridade Palestina,
Mahmud Abbas, disse que os folhetos foram encontrados "em áreas controladas por
Israel" e fez menção aos comentários sobre milicianos feridos no conflito sírio e tratados
em estruturas de saúde israelenses.
Disse Abbas: "Quando sabemos que membros desse grupo (a facção islamita Al
Nusra) são tratados em Israel, como esta situação deve ser interpretada?". O governo da
Autoridade Palestina, em comunicado oficial, chamou de "dúbio" o conteúdo do panfleto,
"que tenta prejudicar a unidade do povo e fomentar o conflito na Cidade Santa".
Fonte: Zenit
Sobre a Europa sombra do contágio grego
Faltando três dias ao referendo convocado por Tsipras temem-se sérios
problemas de crise nos Países mais fracos
Não só polêmicas políticas e manobras de palácio. A crise grega pode ter um
impacto desastroso sobre a solidez da economia do velho continente.
No caso que prevalecesse o “não” no referendo de domingo próximo, os
especialistas falam da possibilidade de um “contágio” de enormes dimensões por causa
dos reflexos da divida grega nas Bolsas, nos títulos de Estado e no setor bancário. A
opinião da maioria dos analistas é que a saída da Grécia da moeda única – situação por
enquanto totalmente nova – já é um fato e, aliás, já começou: trata-se agora só de
direcioná-la para evitar o contágio. Para fazer isso é preciso, porém, aceleração o
processo de integração e de continuar a atividade de reformas estruturais nos Estados sob
pressão. No olho do furacão encontram-se, sobretudo, os Países mais fracos como
Espanha e Portugal, estes que receberam um programa de ajuda europeu e que só nos
últimos meses estão experimentando certa retomada da economia. No plano político, no
entanto, a negociação está paralisada. Ontem o presidente da Comissão Ue, Jean-Claude
Juncker, e a chanceler alemã, Angela Merkel, determinam a linha a ser seguida:
negociações congeladas até o resultado do referendo proclamado pelo Governo helênico
de Alexis Tsipras para este domingo 5 de julho. A linha Merkel-Juncker foi também
aprovada pelo Eurogrupo.
Fonte: Catolicos.
Índia: Violência anticristã em Kerala
Os cristãos na Índia continuam sofrendo agressões dos grupos fundamentalistas
hinduístas. Conforme comunicado à Fides enviado pela Evangelical Fellowship of India
(EFI), um novo episódio de violência anticristã ocorreu no domingo 14 de junho, em
Kerala: um grupo de fiéis foi agredido durante uma celebração na igreja protestante na
localidade de Attingal.
Mais de 200 militantes de organizações radicais hinduístas entraram na sala do
culto gritando slogans como “Bharat Mathaki Jai” (“Ave mãe Índia”). Os agressores
iniciaram a maltratar o pastor e os fiéis que fugiram aterrorizados. Vários foram
espancados e ficaram feridos. Os militantes devastaram a igreja quebrando o altar e os
paramentos litúrgicos. A polícia, que chegou depois de meia hora, somente constatou os
danos.
Liberdade religiosa
Nos dias sucessivos, o ministro do Interior do Kerala visitou a comunidade atingida
condenando a violência e prometendo entregar os agressores à justiça. Os cristãos de
Attingal organizaram uma manifestação pacífica na cidade, invocando a harmonia e
liberdade religiosa.
Por sua vez, em outra manifestação pública, os radicais hinduístas gritavam slogans
anticristãos e proferiam ameaças. Em Kerala, um dos Estados do sul da Índia, os cristãos
representam mais de 40% da população total do Estado. (SP)
Fonte: Rádio Vaticano
Papa encontrará Cuba e EUA com relações retomadas
Durante a Viagem Apostólica a Cuba e aos Estados Unidos, em setembro próximo,
o Papa Francisco encontrará já reabertas as embaixadas dos respectivos países em Havana
e Washington, previstas para 20 de julho.
O anúncio da concreta retomada das relações diplomáticas entre Cuba e EUA,
rompidas em 1961, foi feito contemporaneamente pelos dois Presidentes neste 1° de
julho. "Um histórico passo em frente", afirmou Obama, que dirigiu um apelo ao
Congresso para por fim ao embargo econômico à Ilha, passo sucessivo à retomada de
relações. "Até o final do verão o Secretário de Estado John Kerry, estará formalmente em
Cuba para içar com orgulho a bandeira americana em nossa embaixada", afirmou o
Presidente estadunidense.
O último passo para a retomada das relações foi o anúncio do Departamento de
Estado americano, em 29 de maio passado, da retirada de Cuba da lista de países que
apoiam o terrorismo.
Barack Obama visitou o Papa no Vaticano em março do ano passado e, na ocasião,
teria informado Francisco sobre uma comissão que, em 2013, teria dado início ao
processo de reaproximação entre os dois países.
O Pontífice, então, desempenhou um papel fundamental no processo de
normalização das relações entre os dois países, como reconheceram Obama e o
Presidente cubano, Raúl Castro, ao anunciar, em dezembro passado, o acordo histórico
para a restauração das relações diplomáticas bilaterais.
Em um histórico discurso transmitido ao vivo pela TV cubana, também em
dezembro, Raúl Castro anunciou o descongelamento das relações com Washington 55
anos após a revolução. Castro agradeceu “ao Vaticano, e em particular ao Papa Francisco,
pelo apoio dado às negociações” que levaram à reaproximação com os Estados Unidos.
(RB)
Fonte: Rádio Vaticano
Síria: mulheres acusadas de bruxaria são decapitadas
O autodenominado Estado Islâmico (EI) decapitou nesta última terça-feira na Síria
duas mulheres, acusadas de bruxaria, junto com seus maridos, enquanto bombas do
regime mataram 30 pessoas naquele país.
É a "primeira vez" que a organização extremista sunita, que multiplica as
atrocidades cometidas nas zonas sob seu controle no Iraque e na Síria, executa desta
maneira duas mulheres, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH),
indicando que o grupo já fez isso com duas combatentes curdas mortas previamente em
combate.
As execuções ocorreram no domingo e segunda-feira em Mayadin, na província de
Deir Ezzor (leste), diante de uma multidão, segundo o OSDH, que informou que as
mulheres e seus maridos foram condenados por acusações de "feitiçaria e magia", ambos
pecados no Islã.
De acordo com um vídeo recebido por esta ONG, o carrasco, mascarado e vestido
com uma longa túnica, fez uma oração antes de decapitar com um golpe de espada um
dos dois casais, ajoelhado. Em uma busca na casa das condenadas, os jihadistas
encontraram amuletos e um papel escrito e costurado em um tecido, o que é considerado
bruxaria.
O uso desses objetos é comum em áreas rurais para resolver problemas conjugais
ou para afastar o mau olhado, explicou um ativista local.
Acusado de crimes contra a humanidade pelas Nações Unidas, o EI já decapitou
muitos homens em execuções em massa, apedrejou mulheres suspeitas de adultério e
infligiu mortes atrozes a homossexuais.
Desde a proclamação de seu "califado" há um ano nos territórios que controla na
Síria e no Iraque, o EI executou mais de 3 mil pessoas na Síria, dos quais 1,8 mil civis e
74 crianças, de acordo com a ONG. (SP)
Fonte: Rádio Vaticano
Laudato Si‟: "Um convite para recuperar a unidade contra a fragmentação
das finanças"
Organizado em parceria pela Caritas, arquidiocese e Universidade Católica do
Sagrado Coração, encontro em Milão apresenta e comenta o documento papal
"De finanças, o cidadão médio não entende nada e eu penso que isto acontece
porque não nos contam tudo. A tentação das finanças é a de brincar com as pessoas, como
nos dias de hoje na Grécia. O papa entra nestas questões, organicamente, e nos convida a
não separar as emoções do pensamento", declarou o arcebispo de Milão, cardeal Angelo
Scola, ao comentar a encíclica "Laudato Si‟" no encontro organizado pela Caritas, pela
arquidiocese e pela Universidade Católica do Sagrado Coração.
"A genialidade científico-cultural da encíclica é a unificação do pensamento
ecológico, partindo da crise ambiental para chegar à crise econômica e à ecologia da vida
quotidiana, pessoal e social, inserindo neste contexto a questão da pobreza, do descarte,
do mais fraco, desde o recém-concebido até o idoso", disse o cardeal Scola. "A vida
humana não atinge o seu objetivo, que é a felicidade, se as pessoas não mantêm um
relacionamento apropriado consigo mesmas, com a criação e com Deus. A perspectiva da
unidade das pessoas entre si e com Deus é a única perspectiva que pode superar o desafio
do Terceiro Milênio. Essa é a luta contra a fragmentação que temos de travar todos os
dias, porque as ciências técnicas e as finanças nos forçam a ficar dentro desta
fragmentação".
Segundo o purpurado, "o individualismo dos tempos modernos está virando
narcisismo nesta era pós-moderna. A consequência é que a própria liberdade se inverte:
em vez de nos dar energia para fortalecer os laços, ela se torna um fator de ruptura,
seguindo um conceito de autodeterminação falso e não-relacional. Esta encíclica pode ter
uma força incrível nos próximos anos, contribuindo para a civilização".
O reitor da Universidade Católica, Franco Anelli, observou que “a pedra angular da
encíclica é a responsabilidade que nasce da ideia de que a natureza é criação. A
interpretação da natureza como um presente é um pré-requisito para pôr fim ao mito
moderno do desenvolvimento ilimitado, mas também para alicerçar a inteligência do
homem”.
O diretor da Caritas inglesa, Neil Thorns, disse que "os grandes líderes são aqueles
que conseguem pensar nos interesses das gerações futuras. Os pobres são os primeiros e
mais duramente atingidos pela mudança climática", acrescentou, ressaltando que "esta
encíclica nos diz que a solução não é a tecnologia, mas a relação entre o homem e a
natureza".
"A leitura da encíclica não é fácil para quem trabalha no mundo do crédito e das
finanças, porque o critério é o Evangelho. Para nós, crentes, este texto não pode ser visto
como um ressurgimento do terceiro-mundismo ou uma carta que chega fora de hora da
América Latina: a encíclica nos confronta com a incapacidade do nosso sistema de
resolver os problemas que afetam uma ampla gama da humanidade", disse em seguida
Carlo Fratta Pasini, presidente do Banco Popolare.
Para a professora Laura Palazzani, a questão da responsabilidade é crucial no
documento papal: ele fala dos elementos naturais, vegetais e animais, de todos os seres
humanos nas diversas fases de desenvolvimento e em todas as situações da vida, e o
conceito de casa comum indica que todos são interdependentes e, portanto, responsáveis.
"Se somos interdependentes, temos responsabilidade ecológica em relação às plantas e
animais e responsabilidade social em relação aos indivíduos mais vulneráveis", afirmou
Palazzani, para quem a questão dos cuidados também é muito interessante por expressar
um conceito relacional: "O cuidado é um sinal de responsabilidade para com os fracos e
frágeis, na lógica do dom e da generosidade. Em cada página há conceitos de microética,
que afetam as nossas ações diárias".
O professor Pier Sandro Cocconcelli constatou que a pesquisa e a ciência estão no
centro das reflexões desta encíclica: "Fiquei agradavelmente surpreso ao notar que a
estrutura desta encíclica adota a de um trabalho científico e cita uma série de dados
científicos. Sabemos que existem problemas, como as pesquisas orientadas pelos
financiadores; as mesmas ferramentas podem produzir o bem comum ou a destruição. A
ética deve guiar a nossa mão".
Fonte: Zenit
Roma: 17 ONGs católicas apresentam congresso sobre o clima
"As pessoas e o planeta em primeiro lugar: o imperativo de mudar de rumo" é o
tema do evento
“As pessoas e o planeta em primeiro lugar: o imperativo de mudar de rumo”. Este
é o tema escolhido para o encontro a ser realizado nesta quinta-feira e sexta-feira na
Universidade Augustinianum em Roma, organizado pelo Pontifício Conselho Justiça e
Paz e pela Aliança Internacional de Organizações Católicas para o Desenvolvimento
(CIDSE), uma rede formada por 17 ONGs atuantes especialmente na Europa e nos
Estados Unidos.
Para apresentar o evento estiveram esta manhã na sala de imprensa da Santa Sé, a
secretária do mencionado dicastério, Flaminia Giovanelli; a escritora e jornalista Naomi
Klein; o professor Ottmar Edenhofer, vice-presidente do Intergovernmental Panel on
Climate Change (IPCC) e o secretário-geral da CIDSE, Bernd Nilles.
Estava previsto a presença do Cardeal Peter Turkson, mas devido a uma viagem a
Sra Giovanelli pronunciou o discurso em seu nome. Assim, destacou-se a questão central
do Santo Padre na encíclica Laudato Si: Que tipo de mundo vamos deixar para aqueles
que virão depois de nós, as crianças que estão crescendo? “Não pode ser um ambiente
incapaz de sustentar a vida, ou um lugar de intermináveis conflitos entre os povos",
explicou.
O programa da conferência será centrado nas mudanças climáticas. Por isso,
fazendo referência a recente encíclica do Papa recordou-se que "ele reconhece um
consenso científico muito sólido sobre o forte aquecimento do sistema climático". Isto é,
principalmente, o resultado da atividade humana, ou seja, o uso intenso e crescente de
combustíveis fósseis. Em geral, sublinhou a secretária, “a mudança climática é um
problema global com espectro de consequências graves: ambiental, social, econômica e
política".
Além disso, a Sra Giovanelli afirmou que a Conferência sobre Mudança Climática
COP21, que acontecerá em Paris de 30 de novembro a 11 de dezembro, será crucial na
identificação de soluções para a mudança climática. Para concluir, ela ressaltou que a
dimensão política deve restabelecer o controle democrático sobre a economia e as
finanças, ou seja, sobre as opções fundamentais feitas pela sociedade humana.
Por sua parte o professor Ottmar Edenhofer, vice-presidente do Intergovernmental
Panel on Climate Change comentou a encíclica Laudato Si em sete pontos.
1- O encíclica indica as mudanças climáticas, a pobreza e a desigualdade como as
principais mudanças éticas no século XXI. Por isso, é inapropriado reduzir a encíclica ao
"ambientalismo" ou a um encíclica climática.
2- A encíclica se refere a atmosfera como propriedade comum da humanidade, um
bem comum de todos e para todos.
3- O Papa Francisco argumenta que a pobreza e a mudança climática só podem ser
resolvidas em conjunto, e se não conseguirmos resolver um destes dois pontos o outro
falhará.
4- É fundamental um esforço global das classes altas e médias de parar de usar
produtos com gases que danificam a atmosfera. As alterações climáticas terão efeitos que
causam danos principalmente às classes pobres e, no futuro, a desigualdade será
agravada.
5- Taxação da utilização de carvão para financiar o desenvolvimento sustentável.
6- A encíclica sugere que a solução para esta crise global pode ser encontrada
através da cooperação internacional, envolvendo nações, estados, autoridades locais,
famílias e todos individualmente.
7- A encíclica convida com urgência a um diálogo entre ciência, política,
economia e religião.
Fonte: Zenit
"A Europa deve ajudar os imigrantes sem egoísmo ou hipocrisia”
Na reunião dos bispos responsáveis pela Pastoral dos Migrantes na Europa, o
Cardeal Josip Bozanic recorda que acolher também significa integrar
Diante do fenômeno cada vez maior da migração e da emergência para com os
refugiados, "vemos uma Europa muito confusa, que parece privada de uma verdadeira
cultura de acolhimento e de uma verdadeira solidariedade entre os países que a
acompanham". Afirmou o cardeal Josip Bozanic, arcebispo de Zagreb, responsável pela
seção das migrações da Comissão Conferências Episcopais da Europa (CCEE) Caritas in
Veritate, na abertura da reunião dos bispos e responsáveis pelo setor das migrações,
realizada em Vilnius na Lituânia. O encontro promovido pelo CCEE reúne 40 delegados
de 21 conferências episcopais do continente até quinta-feira, 2 de julho.
Conforme artigo publicado pela Rádio Vaticano, o cardeal disse que "não podemos
parar de lembrar aos nossos responsáveis e governantes que a política deve encontrar
soluções que facilitem o acolhimento responsável das pessoas, assim como a política
europeia deve se comprometer a ajudar sem egoísmo e hipocrisia a resolver situações de
guerra e de pobreza que estão em nossas portas".
Por outro lado, "o desafio espiritual do acolhimento está ligado à responsabilidade
que cada um tem ao pronunciar seu sim a quem chega" – continuou o arcebispo - e
"somente aquele que não perde o valor infinito da pessoa é capaz de gestos de
acolhimento".
Ele também disse que "em um mundo onde o individualismo tende a fechar cada
um em seu próprio bunker" o acolhimento é obrigatório porque não acolhemos
“problemas”, mas "um ser humano que traz consigo um valor e uma dignidade
inalienável".
Assim, o cardeal afirmou que "a questão do acolhimento não deve ser uma questão
debatida de forma ideológica, mas acima de tudo uma atitude existencial vivida tanto pelo
indivíduo como pela comunidade”.
Para o Arcebispo, o acolhimento também significa reciprocidade, porque não se
trata apenas de oferecer algo a alguém em dificuldade, mas também "dar espaço para o
encontro".
O acolhimento é, portanto, um "encontro que gera um novo relacionamento". Por
fim, o cardeal Bozanic destacou a necessidade da educação para o acolhimento também
das comunidades cristãs porque acolher também significa integrar, e "exprime o desejo de
dar estabilidade àqueles que chegam".
Fonte: Zenit
Oração para visita do Papa Francisco ao Paraguai
A Conferência Episcopal Paraguaia (CEP), apresentou a oração por ocasião da
visita do Papa Francisco, a ser realizada entre os dias 10 e 12 de julho deste ano.
“A Conferência Episcopal Paraguaia aguarda a visita do Santo Padre Francisco em
julho”, afirmou o Episcopado, que exortou aos fiéis a se “preparar para este
acontecimento, que será a maior festa religiosa deste ano, em nosso país”.
Nesse sentido, convidou aos paraguaios a rezarem cada dia o Pai Nosso, a Ave
Maria e a seguinte oração:
Senhor e Pai Nosso, te damos graças
porque o Papa Francisco, seu servidor e sucessor do Apóstolo Pedro,
nos visitará como mensageiro do Evangelho da alegria e da paz.
Obrigado, Senhor, porque o Papa vem nos confirmar na fé, na esperança e no amor.
Que sua presença nos anime e guie a iniciar uma nova etapa evangelizadora,
por um Paraguai renovado, mais humano e cristão, defensor e promotor da vida
em todas suas expressões, onde brilhem a justiça, a honestidade,
o perdão, a fraternidade, a unidade e a paz, frutos do Amor.
Nos envie seu Espírito Santo para que possamos receber
a mensagem do Santo Padre e testemunhar seus ensinamentos
com um coração aberto, crente e solidário.
Protege e abençoa sempre a sua Igreja junto com o Papa Francisco.
Olhai-nos com misericórdia neste tempo da sua presença entre nós.
Pedimos especialmente seus favores divinos para que muitos afastados da fé
possam
experimentar a plenitude da esperança e a alegria; que com nossos irmãos e irmãs
que habitam nas diferentes periferias humanas, recebam a luz do Evangelho no
encontro com seu Filho Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.
Por intercessão de Maria Santíssima, derrama, Senhor, o dom do seu Amor sobre
nosso país,
nossas famílias e sobre cada um de nós, seus filhos e filhas,
pelo Espírito Santo que recebemos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Amém.
Santa Maria, Mãe da Igreja e nossa Mãe, rogai por nós.
São Torre González da Santa Cruz e companheiros mártires, roguem por nós.
Oração pela visita do Papa Francisco à Bolívia
Esta é a oração difundida pela Conferência Episcopal Boliviana para a preparação
da esperada visita do Papa Francisco ao país do dia 8 a 10 de julho:
Abençoa, Senhor,
o Papa Francisco, o Pastor que nos visita,
para que seja, em nosso meio,
o profeta que Te indica.
Que a sua palavra nos guie,
suas mãos nos abençoe.
Seu olhar nos acaricie,
para que nos sintamos
parte do seu povo, Senhor.
Nos traga paz às nossas casas,
calor de lar às nossas famílias
e a alegria do Evangelho,
a toda Bolívia.
Que a Sua passagem pela nossa terra,
seja como a brisa que nos alivia.
E o pão da Eucaristia,
partido para a vida do mundo,
seja seu Reino que se antecipa.
Que o Deus da vida,
Jesus, sua imagem viva,
e o Espírito Santo,
acompanhem seu caminho,
por estas terras,
abençoadas com sua vinda.
Amém.
Oração pela visita do Papa Francisco ao Equador
A Conferência Episcopal Equatoriana divulgou a oração para que os católicos do
país rezem na preparação da próxima visita do Papa Francisco ao país, a ser realizada no
mês de julho.
Esta é a oração completa:
Oh Deus Pai, a notícia da visita de seu servidor, o Papa Francisco,
fortaleceu em nossos corações a alegria de sermos cristãos,
discípulos do seu Filho Jesus Cristo e filhos da sua Igreja, nossa Mãe.
Enquanto imploramos que este propósito com esperança
do Santo Padre seja realidade, rogamos-lhe, Senhor,
que durante este tempo de espera, nossas famílias se preparem
sendo verdadeiras Igrejas domésticas, abençoadas e fortalecidas
pelo Sacramento do Matrimônio.
Nossas comunidades cristãs encontrem novo vigor
no testemunho alegre do Evangelho.
Nossas Paróquias sejam verdadeiros lugares de encontro
e de serviço aos pobres e indefesos.
Nossas Igrejas particulares sejam signos de comunhão e fraternidade.
Assim, formaremos a grande família dos seus filhos, Pai,
que com o Filho e o Espírito Santo vive e reina, pelos séculos dos séculos.
Santa Maria, Estrela da evangelização,
Rogai por nós.
Amém.
Fonte: ACIDigital.
Papa reafirma as raízes hebraicas de todos os cristãos
O Papa recebeu nesta terça-feira (30/06), uma delegação do Conselho Internacional
dos Cristãos e Judeus que reúne 40 organizações que promovem o diálogo entre as duas
tradições de fé no mundo inteiro.
Ao recordar que em Roma encontra-se a mais antiga comunidade hebraica da
Europa ocidental, Francisco destacou que, nestes quase 2 mil anos, a convivência entre
cristãos e hebreus na cidade não foi, contudo, priva de tensões.
Porém, neste ano em que se celebram os 50 anos da Declaração conciliar Nostra
aetate, o Papa afirmou que este documento foi o “„sim‟ definitivo às raízes hebraicas do
cristianismo e o „não‟ irrevogável ao antissemitismo”.
“Podemos ver os ricos frutos que este documento produziu e fazer, com gratidão,
um balanço do diálogo hebraico-católico. Não somos mais estranhos, mas amigos e
irmãos”, disse o Papa.
Raízes
“Os cristãos, todos os cristãos, têm raízes hebraicas”, prosseguiu Francisco,
distinguindo contudo que as confissões cristãs encontram a sua unidade em Cristo,
enquanto o hebraísmo a encontra na Torá.
“Os cristãos creem que Jesus Cristo é a Palavra de Deus que se fez carne no
mundo; para os hebreus a Palavra de Deus está presente sobretudo na Torá. Ambas as
tradições de fé têm fundamento no Deus único, no Deus da Aliança, que se revela aos
homens por meio da sua Palavra. Na procura de um correto comportamento diante de
Deus, os cristãos se volta a Cristo como fonte de vida nova, os hebreus ao ensinamento
da Torá”, explicou o Papa.
Por fim, Francisco afirmou que a Santa Sé seguem com “grande interesse” as
atividades do Conselho, principalmente os resultados do encontro mundial, que
“proporcionam notáveis contribuições ao diálogo hebraico-cristão”. (RB)
Fonte: Rádio Vaticano
Presidente do Quênia abre as portas do País a Francisco
“O Vaticano contatou formalmente o governo sobre uma visita ao Quênia em
novembro. O governo respondeu de forma positiva. Esperamos por esta visita histórica
do Santo Padre”, disse o porta-voz do Presidente Uhuru Kenyatta, Manoah Esipisu, refere
o serviço de informação católica para a África.
“Havia rumores de que o Papa viria... Agora foi confirmado que Francisco passará
pelo Quênia durante sua viagem à África”, declarou o Arcebispo de Nyeri, Peter Kairo.
Francisco na África
A primeira viagem apostólica do Papa à África deverá acontecer no mês de
novembro. Em 12 de junho, durante o retiro mundial de sacerdotes, Francisco confirmou
suas intenções de visitar o continente africano.
“Em novembro estarei na África: primeiro na República Centro-Africana e depois,
Uganda. Talvez uma terceira parada no Quênia, mas isso depende de alguns „detalhes
organizacionais no momento‟”, disse o Pontífice.
Anteriormente, o Papa já havia anunciado a probabilidade de visitar a África
durante a coletiva de imprensa a bordo do avião que trouxe Francisco de volta a Roma
depois de visitar o Sri Lanka e as Filipinas, no início do ano. (RB)
Fonte: Rádio Vaticano
Bispos cubanos: Francisco virá como “Missionário da Misericórdia”
Por ocasião da viagem apostólica do Papa a Cuba de 19 a 22 de setembro, os
bispos cubanos publicaram nesta segunda-feira (29/06), uma nota na qual afirmam que,
também graças à mediação de Francisco, hoje “se respiram ares de esperança no País
pelas novas possibilidades de diálogo que estão acontecendo entre Cuba e os Estados
Unidos”.
Os bispos cubanos recordaram ainda que Francisco será o terceiro pontífice a
visitar a ilha caribenha nos últimos 17 anos. “Seremos, junto com o Brasil, os únicos
países que terão o privilégio de ter sido visitados por três pontífices”, comemoram.
Três Papas, três carismas
A nota refere-se ainda ao gesto inesquecível da coroação de Nossa Senhora da
Caridade por João Paulo II, que foi a Cuba como “Mensageiro da Verdade e da
Esperança”. Sobre a visita de Bento XVI, os bispos recordaram que o Papa emérito foi
“Peregrino da Caridade” ao participar das celebrações dos 400 anos de evangelização em
Cuba. E, agora, afirmam os bispos cubanos, o País se prepara para receber Francisco,
“Missionário da Misericórdia”.
Neste sentido, os bispos pedem que os cubanos sejam misericordiosos diante
daquele que parece ser um “mundo sem coração”. “A misericórdia – lê-se ainda – não é
outra coisa senão “lançar nosso coração aos outros, não uma pedra, um insulto ou um
golpe”. Com a visita, concluem os bispos cubanos “o Papa Francisco, Missionário da
Misericórdia, quer nos convidar para que não nos cansemos de praticar a misericórdia”.
(RB)
Fonte: Rádio Vaticano
Correa diz que Papa conhecerá 'o paraíso' que é o Equador
O Presidente equatoriano, Rafael Correa deu nesta segunda-feira (29) ao Papa
Francisco as boas-vindas ao Equador, país descrito por ele como o "paraíso", e onde o
Santo Padre chegará no próximo domingo, dia 5. “Certamente o Papa é argentino;
provavelmente Deus é brasileiro, mas o paraíso é equatoriano. E você não precisa morrer,
já está no paraíso”, disse o presidente sorrindo durante uma conferência internacional
sobre desenvolvimento sustentável em Quito.
No encontro, na sede da União de Nações Sul-americanas (Unasul), Correa
lembrou aos participantes que Francisco visitará o Equador de 5 a 8 de julho, em sua
primeira escala de uma viagem pela América do Sul que incluirá Bolívia e Paraguai.
O governante equatoriano acrescentou que “os argentinos, muito orgulhosos,
dizem: o Papa é argentino” e que sua colega brasileira, Dilma Rousseff, “quando soube
que o Papa era argentino disse: bom, o Papa será argentino, mas Deus é brasileiro”. “Os
equatorianos não têm nenhum problema com aquilo”, brincou Correa, enfatizando que o
Equador é o paraíso e ofereceu as boas-vindas a “este belíssimo país”.
O Santo Padre celebrará duas missas campais, uma no porto de Guayaquil
(sudoeste do país) e outra em Quito, no âmbito de uma agenda intensa que inclui um
encontro com o Presidente Correa. As autoridades esperam que ao menos 1 milhão e
meio de pessoas acompanhem cada um dos atos litúrgicos. (SP-AFP)
Fonte: Rádio Vaticano
Cresce a mortalidade infantil entre os indígenas, diz CIMI
O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) divulgou recentemente na sede da
CNBB, em Brasília, o Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil em
2014, que revela um aumento dos casos de violência e violações perpetradas contra os
povos indígenas.
Além disso, o documento destaca o aumento da mortalidade infantil entre os
indígenas. Os dados indicam 785 mortes de crianças entre 0 e 5 anos. A população dos
Xavantes, no Mato Grosso, registrou o maior número de crianças mortas em 2014, 116 no
total.
“A mortalidade infantil e os suicídios estão acabando com os jovens indígenas.
Estamos diante de uma situação muito grave”, disse a assistente antropóloga do CIMI e
coordenadora do Relatório, Lucia Helena Rangel.
Fonte: Rádio Vaticano
Em Quito, estudantes ultimam trabalhos em igreja para receber o Papa
Um grupo de quinze estudantes universitários se apressam nestes dias em dar os
últimos retoques no trabalho de restauração de painéis, quadros, esculturas e molduras da
Igreja de São Francisco, uma pérola da arquitetura colonial de Quito, que será visitada
pelo Papa Francisco no dia 6 de julho, durante sua visita ao Equador.
O templo está junto ao Convento de São Francisco, na praça de mesmo nome e é
um dos locais mais visitados do centro histórico de Quito, cidade declarada Patrimônio da
Humanidade pela UNESCO em 1978. Milhares de pessoas são esperadas no dia 6, para
ver a chegada do Papa Bergoglio à Igreja.
Com os rostos cobertos com máscaras e munidos de pinceis, os jovens trabalham
para eliminar as partículas de pó, um elemento que ao longo dos anos colaborou para a
deterioração deste conjunto patrimonial da Ordem dos Franciscanos. O estado de
conservação do templo é considerado “grave” e está sendo submetido a um trabalho de
restauração para salvá-lo, que envolve a UNESCO, o Instituto Nacional de Patrimônio
Cultural, Instituto Metropolitano de Patrimonio, os Franciscanos, entre outras
instituições.
A unidade e as mudanças de temperatura na cidade, muito quente ao meio-dia e fria
na madrugada, aceleram o processo de deterioração das obras e do templo. As pinturas se
oxidam com mais facilidade e também são afetadas pela incidência de radiação
ultravioleta, dado que Quito está em um ponto do planeta conhecido como “metade do
mundo”, onde os raios de sol incidem de forma perpendicular sobre a cidade, e isto a
uma altitude de 2.850 metros acima do nível do mar.
Os jovens também usam aspiradores para recolher todo o pó levantado pelo
trabalho dos pincéis e entranhado ao longo dos anos nas colunas, pedestais das esculturas,
painéis e molduras dos quadros. Sobre os andaimes, um grupo de quatro restauradores
por turno dedicam várias horas a um meticuloso trabalho que pretender devolver o
esplendor original ao local, mas mais imediatamente, deixá-lo ao menos com melhor
aparência para a visita do primeiro pontífice latino-americano. (JE/EFE)
Fonte: Rádio Vaticano
João Paulo II terá homenagem no Aeroporto de Assunção
Uma placa em homenagem a João Paulo II, o primeiro Pontífice a visitar o
Paraguai, será descerrada no Aeroporto Internacional de Assunção no dia 10 de julho, na
chegada do Papa Francisco, informou a autoridade aeroportuária.
A placa, que terá o brasão do Vaticano, será fixada no piso da zona de embarque de
passageiros, no mesmo local onde esteve João Paulo II em 1988, quando de sua chegada
ao Paraguai, informou o administrador do Aeroporto, Rubén Aguilar. Ele acrescentou que
o Papa polonês buscou refúgio neste local – que também levará o seu nome - ao se
proteger de uma forte chuva que caía sobre a capital paraguaia.
A esperança é de que a placa seja abençoada pelo Papa Francisco após aterrissar no
aeroporto, o que marcará o início da visita de três dias em terra paraguaias.
A agenda do Papa se concentrará principalmente na Grande Assunção, onde
celebrará uma missa para milhares de pessoas no Parque Ñu Guasú, o maior da área
metropolitana. A celebração terá um grande painel desenhado pelo artista paraguaio Koki
Ruiz e preenchido com frutas, sementes e 32 mil espigas de milho. A obra, que representa
a arte popular paraguaia e a religiosidade herdada as missões jesuíticas guaranis, sairá no
domingo da localidade de San Ignacio, onde foi confeccionado, e será carregado por
vários caminhões até o parque da celebração.
O programa da visita de Francisco ao Paraguai inclui ainda a visita à “capital
mariana do Paraguai”, o Santuário de Caacupé, localizado a 55 km de Assunção. A
Conferência Episcopal paraguaia estima que cerca de um milhão de pessoas participarão
da celebração. (JE/EFE)
Fonte: Rádio Vaticano
Civilização pré-incaica inspira decoração no avião papal
O avião que levará o Papa Francisco do Equador até a Bolívia será decorado com
motivos inspirados na civilização pré-incaica de Tiahuanaco, cujo sítio arqueológico
localiza-se no altiplano boliviano, a 90 km de La Paz, informaram fontes locais. Um dos
ícones desta civilização, desaparecida antes da chegada dos espanhóis, é a Porta do Sol,
um monolito de pedra que se destaca em meio às ruínas.
O almoço e as bebidas servidas a bordo serão elaboradas c om produtos típicos
bolivianos. As louças, os assentos e os uniformes da tripulação terão seus desenhos
inspirados na civilização de Tiahuanaco. O voo da estatal 'Boliviana de Aviación' (BOA),
segundo o portal de informação católica Infodecom, foi batizado de “Boliviana Pastoral
930” e será realizado por um Boeing 737-700 de nova geração, com capacidade para 138
passageiros. A aeronave partirá do Aeroporto de Quito ao meio-dia do dia 8 de julho,
devendo aterrissar no Aeroporto de El Alto às 16h15, hora local. O Papa Francisco
permanecerá algumas horas em El Alto, a 4 mil metros de altura e próximo à La Paz,
devendo viajar na noite do mesmo dia para Santa Cruz de la Sierra, onde cumprirá a
maior parte de sua agenda.
Santa Cruz de la Sierra, a 400 metros acima do nível do mar, é a entrada principal
da Chiquitania, região da Bolívia com uma grande riqueza patrimonial barroca em suas
igrejas, o que testemunha o trabalho evangelizador de diversas Ordens católicas, a
Companhia de Jesus.
Entre as atividades confirmadas do Santo Padre em Santa Cruz, destaca-se a
celebração de uma missa, a visita à prisão de Palmasola, com uma das maiores
populações carcerárias do país, o encerramento do Encontro dos Movimentos Sociais e o
encontro com representantes da Igreja Católica boliviana.
Francisco permanecerá na Bolívia até 10 de julho, quando partirá para o Paraguai,
última etapa desta segunda viagem à América Latina. (JE/EFE)
Fonte: Rádio Vaticano
Unesco: crianças em zonas de conflito fora da escola
As cerca de 34 milhões de crianças que estão fora da escola em países atingidos
por conflitos precisam de 2,3 bilhões de dólares para que consigam ser escolarizadas, dez
vezes o total que recebem atualmente em ajuda para a educação: foi o que afirmou nesta
segunda-feira, (29) a agência das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura,
Unesco.
Retornar à escola
“Retornar à escola pode ser a única centelha de esperança e de normalidade para
muitas crianças e jovens em países mergulhados em crises”, disse a Diretora-geral da
Unesco, Irina Bokova. “A educação deve ser vista como parte da primeira resposta
quando a crise chega”. A meta sugerida em vigor desde 2011 é que 4 por cento da ajuda
humanitária seja direcionada para a educação, mas a educação no ano passado recebeu
apenas 2 por cento do valor total, de acordo com um comunicado da Unesco.
“As metas atuais são imensamente insuficientes e desviam a atenção das
verdadeiras necessidades das crianças e jovens em suas regiões”, afirmou Aaron Benavot,
Diretor para o Relatório de Monitoramento Global (RMG), na Unesco.
Países afetados por conflitos
Crianças e adolescentes em países afetados por conflitos, particularmente as
meninas, são muito mais propensas a ficar fora da escola do que as de outros países,
assinalou o RMG no comunicado. De acordo com a Unesco, mesmo que a meta de 4 por
cento fosse alcançada em 2013, 15,5 milhões de crianças e jovens ainda teriam ficado
sem receber ajuda humanitária para a educação.
Apenas 4 por cento dos apelos feitos por ajuda à educação em todo o mundo
receberam metade de todo o financiamento humanitário para o setor, observa o relatório,
sendo que o Chade e o Congo se saíram particularmente mal. Já o Haiti, o Sudão e os
países afetados pelo tsunami asiático 2005 foram mais bem-sucedidos. (SP-Reuters)
Fonte: Rádio Vaticano
Santuário de Aparecida acolhe Encontro Nacional das Equipes de Nossa
Senhora
O Santuário Nacional de Aparecida (SP) acolhe, entre hoje, 30, e sexta-feira, 3 de
julho, o Encontro Nacional das Equipes de Nossa Senhora (ENS). O evento reúne cerca
de 7 mil pessoas acontece no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida e no
Santuário Nacional. Tem como tema: "Matrimônio Cristão, festa da alegria e do amor
conjugal".
Segundo Vanderlei Testa, coordenador de comunicação, o encontro acontece a
cada seis anos, e tem o objetivo aprofundar a formação da espiritualidade conjugal, que é
o carisma das ENS. A reunião também procura fortalecer a união entre as milhares
Equipes espalhadas pelo Brasil, além de proporcionar um momento de congraçamento
entre os participantes.
O encontro é composto por celebrações, conferências, testemunhos e reflexões.
Estarão presentes 400 padres de todo o Brasil que exercem o papel de conselheiros
espirituais e que acompanharão as atividades dos casais. A abertura está prevista para as
18h e contará com a presença do Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo
Damasceno Assis, e do Bispo auxiliar, Dom Darci José Nicioli.
Também estarão presentes os representantes da coordenação das Equipes de Nossa
Senhora, como o casal português Maria Berta e José Moura Soares, responsáveis pelo
movimento internacional, o padre Jacinto Faria, conselheiro espiritual internacional, além
de Ermelinda e Arturo Zamperlini, o casal responsável pelas atividades nacionais e que
participou da Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família no ano
passado.
A história das Equipes de Nossa Senhora teve início em 1938, quando um jovem
padre de Paris, Henri Caffarel, recebeu a visita de uma pessoa que desejava lhe falar
sobre sua vida espiritual. Alguns dias depois, ela voltou acompanhada do marido. Em
seguida, esse casal apresentou o Padre Caffarel a outros três casais. Repletos de amor e
cristãos convictos pediram a ele que os guiasse em busca de viver o seu amor à luz da fé.
Durante a II Guerra Mundial, muitos outros grupos de casais se formaram. A
reflexão em equipe se expandiu e se aprofundou. Ao final da guerra, a formação de casais
em equipes era muito intensa. Com isso, surgiu a necessidade de unidade e de uma
estrutura concreta.
Então, Padre Caffarel e os responsáveis pelo Movimento elaboram um documento
fundador, chamado "Carta das Equipes de Nossa Senhora", mais conhecido por
"Estatutos". O documento continha, os pontos essenciais que cada casal, membro das
ENS, deveria seguir: além da obrigatoriedade da Reunião Mensal, devendo buscar seu
aperfeiçoamento através da Oração Conjugal, Dever de Sentar-se, Regra de Vida, Leitura
da Palavra e participação em Retiro Espiritual pelo menos uma vez por ano.
Aos poucos o movimento cresceu e hoje está presente em mais de 70 países.
Fonte: ACIDigital.
Estado Islâmico bombardeia cidade síria e gera novo êxodo de centenas de
cristãos
O último ataque à cidade de Hassake aconteceu durante a madrugada da quartafeira, 24 de junho, no qual alguns terroristas muçulmanos do Estado Islâmico provocaram
uma nova emergência humanitária na província síria, localizada ao nordeste de Jazeera.
Centenas de famílias foram obrigadas a abandonarem seus lares, provocando
assim o aumento da massa de refugiados internos presentes nesta região. “Os milicianos
do Daesh (Estado Islâmico) bombardearam durante a madrugada todas as zonas da
cidade”, declarou o Bispo caldeu Dom Antoine Audo, presidente de Cáritas Síria, à
agência Fides.
“Logo, na madrugada da quinta-feira, 25, começou o êxodo massivo, entre eles
havia centenas de famílias cristãs. Somente entre os caldeus partiram sessenta famílias a
Qamishli, junto ao pároco Nidal, enquanto outras dez famílias chegaram à Paróquia de alMalikiyah. E agora estão esperando para ver como continua a situação nesta região”.
Durante as últimas semanas, Hassake havia sido um lugar atacado pela tropa do
Estado Islâmico, até então sempre rejeitada pelo exército do governo e pela milícia curda.
Agora, Dom Audo percebe neste ataque jihadista uma tentativa de pressionar as
forças armadas, principalmente as curdas, pois durante os últimos dias pareciam ganhar
terreno na província de al-Raqqa, onde está localizada a fortaleza de Daesh na Síria.
O Bispo explicou à Fides: “A situação parece confusa. No campo de batalha estão
os curdos, os jihadistas e o exército governamental e nunca se entende bem a estratégia
que tem cada uma das forças em combate”.
A Cáritas Síria está responsável por enviar alimentos, medicamentos e artigos de
primeira necessidade para ajudar os novos refugiados.
“Todos os dias – explicou o Prelado – surgem novas emergências, inclusive
naquelas zonas que até então não tinham sofrido em consequência do conflito. As pessoas
estão cansadas, nervosas e com medo. Veem muitas armas”.
“Qualquer incidente pequeno aumenta o clima de tensão e provoca violência,
inclusive dentro das próprias aldeias. Nosso dever é permanecer aqui e tentar ajudar nesta
situação. Mas não é fácil”, concluiu Dom Antoine Audo.
Fonte: ACIDigital.
#Rota300: uma juventude protagonista na Igreja e na sociedade
A quase um ano de celebrarmos outra Jornada Mundial da Juventude, agora na
Polônia, a Igreja do Brasil ainda colhe frutos da JMJ Rio 2013 e o projeto Rota 300 é um
deles.
A preparação dos 300 anos do encontro de Nossa Senhora Aparecida a ser
celebrada em 2017 se encontrou fortemente com os projetos da CNBB para a juventude
no país e o bispo referencial para a Comissão da Juventude, Dom Vilson Basso conta
como nasceu a inspiração:
“A experiência da visita da cruz na JMJ com os jovens gerou um espírito
missionário muito grande e nós pensamos então em unir este projeto do Santuário
Nacional e dar um enfoque juvenil. Mesmo estilo a juventude levando a imagem de
Nossa Senhora Aparecida. Porque nós acreditamos na força da mãe, acreditamos na força
da peregrinação e acreditamos acima de tudo no potencial missionário e evangelizador
dos nossos jovens”.
Sobre o Rota 300, o bispo explica que possui um enfoque muito grande na ação
pastoral da Igreja para com a juventude. “O projeto foca a missão e tem um enfoque
muito grande também na formação de assessores. Precisamos de pessoas adultas que
acreditem na juventude, que apoiem e caminhem junto com a juventude”.
Além desses objetivos, o projeto também procura favorecer a organização do Setor
Diocesano da Juventude por todo o Brasil. “Queremos favorecer as diferentes expressões
juvenis. Fazer com que todo esse potencial de jovens, possa caminhar junto num projeto
de Igreja para levar evangelização e participação social e eclesial à nossa juventude”,
afirmou o bispo.
Dom Vilson ainda ressaltou que a Igreja acredita no estilo de Jesus que estende a
mão aos necessitados e que este também é o papel da juventude católica: “estender a mão
e dizer aos outros jovens: „nós estamos aqui para acolher vocês, para caminhar com
vocês‟. Para mostrar que há muita coisa bonita a ser feita nesse país e na Igreja. A
juventude deve ser protagonista crendo em Jesus Cristo e querendo uma vida digna para
todos”.
Maioridade penal – Os deputados votam hoje em Brasília a PEC que prevê a
redução da maioridade penal. Sobre o assunto, Dom Vilson Basso reafirmou o
posicionamento contrário da Igreja: “A palavra da CNBB é clara que a Igreja é contra a
redução da maioridade penal, porque diz que esta não é a solução. Não é só pegar o
adolescente e o jovem e jogá-los na prisão. Nós precisamos de políticas públicas,
precisamos de educação em tempo integral, de inclusão de jovens em atividades em
projetos municipais, estaduais e federais que deem a eles, oportunidade, esperança e uma
perspectiva de presente e de futuro. Assim, o jovem não vai se desviar por outros
caminhos. A Igreja também quer estender a mão à juventude e vê nela um grande
potencial, tanto para a Igreja, quanto para a sociedade".
Fonte: Catolicos.
Argentina: Encerrada a Semana Social
Terminou neste domingo 28 de junho, na cidade de Mar Del Plata, a sudeste de
Buenos Aires, a Semana Social da Igreja católica argentina, com o compromisso de
“reduzir os desequilíbrios sociais”, como se lê da declaração que encerrou os trabalhos,
iniciados no último dia 26 de junho. Tema da Semana social era “Globalização da
indiferença ou globalização da solidariedade?”. “Nossa intenção – lê-se sempre na
mensagem final – foi o de promover um espaço de diálogo para fazer crescer a concórdia
social e para aprofundar nossa vocação ao serviço do bem comum, começando pelo valor
da solidariedade”. Nos três dias de intensos trabalhos não faltaram as palavras de peritos,
líderes políticos, sindicalistas e empresários, bem como de organizações sociais.
“Comprometemo-nos – continua a mensagem – a promover não o paternalismo, que
mantém uma atitude de desânimo, mas a promoção humana fruto da fraternidade e da
igualdade”. Entre os temas tratados durante a Semana social destaca-se o da luta contra o
narcotráfico, que foi tratado na sexta-feira. A mensagem final conclui: “O próximo ano
celebraremos os 200 anos da Independência e renovamos o desejo de trabalhar para
reduzir os desequilíbrios sociais, sobretudo, em favor dos mais pobres e a crescer na
justiça e na solidariedade”.
Fonte: Catolicos.
Dom Romero reconhecido "Meritíssimo Filho de El Salvador"
A Assembleia legislativa de El Salvador atribuiu uma distinção de honra de
"Meritíssimo Filho de El Salvador" post mortem ao Beato Oscar Arnulfo Romero, pelo
seu importante trabalho social e pastoral no país. Participaram da cerimônia os irmãos do
Beato, Gaspar e Tibério, que receberam o reconhecimento, e representantes da Igreja
católica, como o bispo auxiliar da capital, Dom Gregório Rosa Chavez e Dom Ricardo
Urioste, que presidirá a Fundação Romero. O Bispo mártir, conhecido como “a voz dos
sem voz” foi morto por um franco-atrirador em 24 de março de 1980 enquanto celebrava
Missa na capela de um pequeno hospital para doentes terminais. Depois de 35 anos de seu
martírio, foi reconhecido que foi morto em odium fidei. Romero foi beatificado em 23 de
maio em uma cerimônia multitudinária na capital salvadorenha.
Fonte: Catolicos.
Papa: a Igreja é de Cristo, nenhum Herodes apagará sua luz
“Ensinar a oração, orando; anunciar a fé, acreditando; testemunhar, vivendo!” Foi o
que pediu Francisco aos Arcebispos Metropolitanos que na Solenidade dos Santos
Apóstolos Pedro e Paulo receberam o pálio das mãos do Papa. A missa foi celebrada na
manhã desta segunda-feira (29/06), na Basílica Vaticana.
Concelebraram com o Pontífice mais de 40 Arcebispos, de todo o mundo, entre os
quais o Arcebispo de Curitiba, no Paraná, Dom José Antônio Peruzzo. Estava presente
também a delegação do Patriarcado Ortodoxo de Constantinopla, que o Papa saudou logo
no início da cerimônia.
Novidade
A celebração deste ano teve uma novidade: a faixa de lã branca foi entregue e não
colocada pelo Santo Padre. A imposição do Pálio será feita pelo Núncio Apostólico, nas
respectivas Arquidioceses de origem. O significado desta alteração é colocar em maior
evidência a relação dos Arcebispos com a sua Igreja local e, assim, dar também a
possibilidade a mais fiéis de estarem presentes neste rito.
Homilia
Em sua homilia, comentando as leituras do dia, o Papa destacou a coragem dos
Apóstolos e da primeira comunidade cristã de levar avante a obra de evangelização, sem
medo da morte nem do martírio. Esta coragem, frisou Francisco, é um forte apelo à
oração, à fé e ao testemunho.
Apelo à oração
“A comunidade de Pedro e Paulo ensina-nos que uma Igreja em oração é uma
Igreja de pé, sólida, em caminho!”, disse. Na verdade, um cristão que reza é um cristão
protegido, mas sobretudo não está sozinho. “Nenhuma comunidade cristã pode prosseguir
sem o apoio da oração perseverante! A oração é o encontro com Deus, que jamais
desilude.”
A primeira leitura fala do aparecimento de um anjo que inunda a masmorra de
Pedro de luz. “Quantos anjos coloca Ele no nosso caminho, mas nós, dominados pelo
medo ou a incredulidade ou então pela euforia, deixamo-los fora da porta”, acrescentou o
Papa.
Apelo à fé
o Pontífice prosseguiu dizendo que Deus não tira os seus filhos do mundo ou do
mal, mas dá-lhes a força para vencê-los. E falou das forças que tentaram – e ainda tentam
– aniquilar a Igreja com inúmeras tempestades e os nossos muitos pecados. Não obstante,
a Igreja permanece viva e fecunda. “Inexplicavelmente, permanece firme.”
Tudo passa, só Deus resta. “Na verdade, passaram reinos, povos, culturas, nações,
ideologias, mas a Igreja, fundada sobre Cristo, permanece fiel ao depósito da fé, porque a
Igreja não é dos Papas, dos Bispos, dos padres e nem mesmo dos fiéis; é só e unicamente
de Cristo.”
Apelo ao testemunho
Por fim, o Papa faz um apelo ao testemunho, a exemplo de Pedro e Paulo.
“Uma Igreja ou um cristão sem testemunho é estéril; um morto que pensa estar
vivo; uma árvore ressequida que não dá fruto; um poço seco que não dá água! A Igreja
venceu o mal, através do testemunho corajoso, concreto e humilde dos seus filhos.”
Apelo aos Arcebispos
“Amados Arcebispos que hoje recebestes o pálio! Este é o sinal que representa a
ovelha que o pastor carrega aos seus ombros como Cristo, Bom Pastor”, disse o Papa,
sublinhando o que a Igreja quer deles:
“A Igreja quer-vos homens de oração, mestres de oração”: que ensinam ao povo
que a libertação de todas as prisões é apenas obra de Deus e fruto da oração; que Deus, no
momento oportuno, envia o seu anjo para nos salvar das muitas escravidões e das
inúmeras cadeias mundanas. "E sede vós também, para os mais necessitados, anjos e
mensageiros da caridade!"
“A Igreja quer-vos homens de fé, mestres de fé: que ensinem os fiéis a não terem
medo de tantos Herodes que afligem com perseguições, com cruzes de todo o gênero.
Nenhum Herodes é capaz de apagar a luz da esperança daquele que crê em Cristo!”
“A Igreja quer-vos homens de testemunho: Não há testemunho sem uma vida
coerente! Hoje sente-se necessidade não tanto de mestres, mas de testemunhas corajosas,
que não se envergonham do Nome de Cristo e da sua Cruz perante as potências deste
mundo.”
O motivo é muito simples, disse Francisco: “O testemunho mais eficaz e mais
autêntico é aquele que não contradiz, com o comportamento e a vida, aquilo que se prega
com a palavra. Ensinar a oração, orando; anunciar a fé, acreditando; testemunhar,
vivendo!”
Fonte: Rádio Vaticano
Primeira consultoria feminina ganha vida no Vaticano
O Pontifício Conselho para a Cultura promoveu uma Consultoria Permanente
formada somente por mulheres. O organismo reuniu-se pela primeira vez na última terçafeira. Nossa colega do Programa alemão, Gudrun Sailer, entrevistou o Cardeal
Gianfranco Ravasi sobre os objetivos da nova e inédita iniciativa.
“Os objetivos são, substancialmente, de dois gêneros: por um lado – e este é o
fundamental – convidar as mulheres a oferecer, com o seu olhar e interpretação pessoal,
um juízo sobre todas as atividades do dicastério. Portanto, não se trata de uma consultoria
decorativa. A segunda dimensão a que nós queremos chegar é a de ter, por meio das
mulheres, a sugestão de levar-nos além, em terras incógnitas, isto é, em novos
horizontes... Pois, aqui somos todos homens, não temos um oficial que seja mulher e as
mulheres têm somente funções do tipo administrativo e de secretaria. Justamente por este
motivo, queremos pedir às mulheres para indicar também percursos que nunca tenhamos
percorrido”.
RV: Então, se poderia dizer que seja realmente inovadora a instituição de uma
consultoria voltada ao feminino...
“É inovadora justamente neste sentido, porque não quer simplesmente ter também
vozes femininas. Eu sou substancialmente cético sobre a tese da 'cor rosa'. Estou mais
convencido de que seja absolutamente necessária uma presença, e uma presença
relevante, que não somente dê vagamente uma cor, mas que entre, pelo contrário, no
mérito das questões, também com a sua capacidade crítica”.
RV: Vimos este núcleo, este primeiro núcleo que reuniu-se pela primeira vez aqui
na sede do dicastério. Quais são os passos seguintes?
“Eu gostaria um pouco de descrever esta primeira reunião, que ocorreu
naturalmente a partir de uma manifestação de todas as mulheres presentes, que –
justamente por meio desta apresentação, não meramente biográfica – já deram uma
mexida em nós que assistíamos, mas também nelas mesmas, pois cada uma se recontou,
não somente do ponto de vista profissional, mas também do ponto de vista humano.
Portanto, esta já é uma contribuição também para nós: ouvir, isto é, as experiências
existenciais. Eu propus um exemplo a partir do qual se poderia iniciar. Eu tenho ao
menos sete, oito atividades dentro de meu dicastério que gostaria que fossem julgadas,
interpretadas, apoiadas pelas mulheres. Uma destas, a primeira, é talvez, aparentemente,
somente aparentemente, marginal: a do esporte. O esporte, de fato, tornou-se uma espécie
de „esperanto dos povos‟ e é também um dos fenômenos nos quais mais se reflete a figura
do homem e da mulher, do bem no jogo, na riqueza, na fantasia, mas também na
degeneração. Pensemos o que é o doping, a corrupção, a violência nos estádios, o racismo
e assim por diante. Este, portanto, foi o primeiro exemplo. Nós gostaríamos agora de
continuar, de etapa em etapa, com dois percursos: de um lado, ampliar este grupo, e de
outro, solicitar o juízo delas sobre uma série de outros temas que temos já prontos”.
RV: As componente do grupo devem ser todas católicas?
“Atualmente a totalidade, acredito, seja de mulheres católicas. Na verdade,
justamente o tema, que apareceu de imediato, foi não somente o da dimensão ecumênica,
mas também o da dimensão inter-religiosa. E eu coloquei uma terceira dimensão: não
somente os fieis, os diversamente crentes, mas também os não-crentes. Eu tenho intenção,
portanto, de introduzir também mulheres que não tenham nenhuma fé religiosa explícita”.
RV: Seria pensável formar grupos deste gênero, de consultoria feminina, em outros
dicastérios da Cúria romana?
“Isto eu pensaria como um desejo, porque o Papa Francisco insistiu sobre isto, fez
frequentes declarações nesta linha, reconhecendo que a presença das mulheres na Cúria
vaticana é ainda muito exígua. Isto deve ocorrer, na minha opinião – como disse uma vez
o Papa Francisco – não somente na via funcional, isto é, não segundo a mentalidade
clerical, para a qual a presença é somente se tu consegues ter uma função do tipo
sacerdotal, do tipo dicasterial, ou seja, funções que sejam substancialmente ainda aquelas
que foram codificadas pelos homens. Seria preciso ter grande criatividade e eu espero que
sejam criados ministérios, funções, responsabilidades que sejam primorosamente
femininas. Devemos recordar também, como frequentemente citado pelo Papa Francisco,
que a figura de Maria é mais relevante do que aquela dos Cardeais e aquela dos próprios
bispos. Por este motivo, eu acredito que deva vir uma revolução, uma evolução em nível
teórico, antes de tudo, isto é, de mentalidade, de teologia e, em nível prático, certamente,
tendo presente, porém, sempre esta observação: que não devemos considerar o modelo
masculino, que até agora construiu, também legitimamente, as funções, os ministérios
dentro da Igreja, como o modelo a ser imitado, o único exclusivo”. (JE)
Fonte: Rádio Vaticano
Falece sacerdote italiano recém-ordenado devido à doença terminal
A história de um seminarista de 38 anos de idade, portador de uma doença terminal
e com o firme propósito de tornar-se sacerdote, teve seu final – ao menos terreno – no dia
em que a Igreja celebra São Pedro e São Paulo. Falecido esta segunda-feira (29/06), o
sacerdote italiano Salvatore Mellone comoveu muitas pessoas, incluindo o Papa
Francisco, que lhe concedeu por meio da Congregação para o Clero uma permissão
especial para ser ordenado sacerdote, sem completar os estudos exigidos para tal, em 17
de maio passado.
O próprio Papa Bergoglio havia telefonado ao seminarista pedindo para que o
abençoasse na missa de ordenação, celebrada em sua casa. “A proximidade do Santo
Padre – comentou o neo-sacerdote, logo após a ordenação – me dá força e me dá força a
proximidade de tantas pessoas que se unem na oração. Esta é a coisa mais bonita: que se
reze e se reze e se continue a rezar, para que possam surgir vocações e possam acontecer
também coisas bonitas na vida das pessoas”.
Acometido por uma doença incurável e em fase terminal, sua história comoveu a
muitos. O agravamento do quadro clínico não o impediu de realizar o maior desejo de sua
vida: tornar-se sacerdote. Natural de Barletta, sul da Itália, e impossibilitado de
locomover-se, recebeu a ordenação sacerdotal em 17 de maio em sua casa, na presença de
sacerdotes, familiares e conhecidos. Outras pessoas haviam acompanhado a celebração
através de um telão instalado na Igreja. A ordenação foi possível em tempo extremamente
rápido por desejo do arcebispo local, Dom Giovanni Batista Pichierri, que obteve o
beneplácito da Congregação para o Clero. (JE/Agi)
Fonte: Rádio Vaticano
Contagem regressiva JMJ: brasileiros já “invadiram” Cracóvia
A Rádio Vaticano segue com as reportagens especiais sobre a contagem regressiva
para a JMJ de Cracóvia, no ano que vem. A partir do dia 26 de julho, faltará um ano para
o maior evento jovem católico do mundo.
Neste especial, entrevistamos a polonesa Aleksandra Szymczak. Ela que, após
trabalhar no comitê organizador da JMJ do Rio, agora é a Coordenadora de Comunicação
da Jornada de Cracóvia. Aleksandra fala sobre as campanhas especiais que serão feitas
por ocasião do início da contagem regressiva, dos brasileiros que, segundo ela, são os
mais interessados na Jornada e como a cidade de 700 mil habitantes se prepara para
receber mais de 2 milhões de peregrinos.
365 dias
Estamos pensando em preparar um pouco a cidade de Cracóvia para receber tantos
peregrinos de fora. Organizaremos missas no dia 26 de julho nas línguas oficiais da JMJ
para já avisar essas pessoas que são estrangeiras e que moram em Cracóvia que teremos
as missas que geralmente não tem na línguas deles, e mostrar também para as pessoas da
Cracóvia que, daqui a pouco, vai ter um montem de gente que falam outras línguas, que
são de outras culturas, mas que tem os mesmos valores que a gente. Além disso, estamos
pensando em várias campanhas nas redes sociais, com vídeos promovendo esse 1 ano
para a JMJ.
“Invasão brasileira”
Durante a JMJ com certeza terão catequeses em português. Com certeza, os atos
centrais serão traduzidos ao português. O que posso dizer sobre os bras ileiros é que são o
grupo mais interessado na JMJ, claro, por causa da ultima JMJ no Rio. Recebo bastante
e-mails e bastante ligações dos brasileiros que perguntam como será. Os brasileiros eram
que mais esperava o site em português para poder se informar melhor. O interessante é
também que já temos bastante voluntários que chegaram por contra própria até antes do
que a gente esperava. São pessoas que se doam totalmente à JMJ com seus próprios
recursos, e são brasileiros. Os primeiros voluntários que nós temos aqui, os primeiros
estrangeiros, são brasileiros, e são vários já. Isso também marca a força que a Jornada e
como ela muda a vida das pessoas. A comunidade brasileira vai ser grande. A distância
dificultará um pouco a chegada, mas acredito que teremos bastante brasileiros mesmo
assim.
Preparando Cracóvia
Estes trabalhos estão acontecendo praticamente desde o início quando a JMJ foi
anunciada lá no Rio de Janeiro. E agora estão se intensificando na logística, que é muito
importante para acolher todos os peregrinos, para que o transporte funcione bem. E para
que possamos recebê-los bem, temos inclusive a construção de novos espaços. Cracóvia é
“bem” pequena, e a expectativa de chegada de peregrinos é grande: esperamos mais de 2
milhões de pessoas, enquanto Cracóvia tem 700 mil habitantes. Portanto, teremos muito
mais pessoas do que a população habitual. Essa colaboração (com o governo) para que as
questões de logística já acontece em um nível muito intenso. (RB)
Fonte: Rádio Vaticano
Card. Turkson defende na ONU controle democrático da economia
“A política deve restabelecer o controle democrático sobre a economia e as
finanças”, defendeu o Cardeal Peter Turkson, diante das máximas autoridades da ONU e
dos líderes dos países membros, na reunião de alto nível sobre mudanças climáticas
realizada nesta segunda-feira (29/06), em Nova York.
Laudato Si
“O clima é um bem comum, de todos e para todos”, mas “se a tendência atual
continuar, este século poderá ser testemunha de mudanças climáticas até então
desconhecidas e de uma destruição sem precedentes nos ecossistemas, com graves
consequências para todos nós”, afirmou o Presidente do Pontifício Conselho para a
Justiça e a Paz, fazendo eco à Encíclica do Papa Francisco, Laudato Si, na qual fica
evidenciada a íntima ligação entre “pobreza e a fragilidade do planeta”.
Ser humano no centro
Mais de 20 anos após o Encontro de Cúpula sobre a Terra realizado no Rio de
Janeiro em 1992 – observou o purpurado – quando já se afirmava a centralidade dos seres
humanos nas questões inerentes ao desenvolvimento sustentável, o Papa – na Carta
dedicada ao “cuidado da casa comum” – encoraja os governos do mundo a abraçarem a
ecologia integral como abordagem necessária para tal desenvolvimento, inclusivo de
todos e protetor da terra”.
Neste sentido, o Cardeal Turkson desejou que os estudos conduzidos no âmbito da
ONU, pelos melhores especialistas do grupo inter-governamental sobre mudanças
climáticas, possam “tocar-nos em profundidade”, para “ver e sentir como os pobres
sofrem e como a Terra é maltratada”.
Outro modelo de desenvolvimento
Para superar a pobreza e reduzir a degradação ambiental – afirmou o Presidente do
Pontifício Conselho para a Justiça e a Paz - será necessário que “a comunidade humana
revise seriamente o modelo dominante de desenvolvimento, produção, comércio e
consumo. Todavia, o maior desafio não é científico e tecnológico, mas está nas nossas
mentes e nossos corações”. “A mesma lógica – escreve o Papa Francisco – que torna
difícil tomar decisões radicais para inverter a tendência ao aquecimento global, é a que
não permite realizar o objetivo de erradicar a pobreza”.
Uma revisão corajosa desta lógica acontecerá somente se escutarmos o convite
lançado pelo Papa de procurar outros modos de entender o progresso, observou Turkson.
“A política deve restabelecer o controle democrático sobre a economia e as finanças”,
alertou o cardeal ganense. Este é o caminho a ser percorrido em direção a Paris, onde em
novembro será realizada a próxima Conferência da ONU sobre o ambiente. (JE)
Fonte: Rádio Vaticano
Dalai Lama apoia Laudato Si
O Dalai Lama declarou seu apoio à Encíclica Laudato Si do Papa Francisco e
exortou os líderes religiosos a “envolverem-se nos assuntos de atualidade que afetam o
futuro da humanidade”. Para comemorar seus 80 anos, completados nesta segunda-feira
(29/06), o líder espiritual dos budistas participou do último dia do Festival de
Glastonbury, Inglaterra, dividindo o palco com Patti Smith, Lionel Ritchie e The Who.
Antes de falar à multidão, o Dalai Lama participou de uma mesa redonda com o
escritor George Monbiot e com a Diretora do The Guardian, Ktaharin Vine, durante a
apresentação de uma campanha pelo “desinvestimento” por parte de instituições de
caridade aos combustíveis fósseis, empreendida pelo diário britânico.
O líder budista festejou o conteúdo da Laudato Si, que convida a uma mudança no
estilo de vida, uma conversão para as energias renováveis e uma reviravolta humano ecológica na economia. O Dalai Lama assegurou que o dever dos cidadãos é redobrar os
esforços de pressão sobre os políticos, o que inclui “mais manifestações nas ruas”.
Tenzin Gyatso também destacou a necessidade de pressionar os governos, as
corporações e as instituições internacionais, para “colocar fim ao uso generalizado de
combustíveis fósseis, para investir mais em energia limpa e acabar com o desmatamento
massivo”. Ele evitou falar de “luta contra as mudanças climáticas”, pois “o conceito de
guerra é obsoleto”, afirmou. “Não devemos combater nada. O que temos que fazer é
alinhar os interesses nacionais com os interesse internacionais, porque a proteção do
meio-ambiente é um assunto global”.
“Não é suficiente oferecer somente nossa visão sobre o tema”, acrescentou o Dalai
Lama. “É necessário implementar um calendário de ação urgentemente, pois a mudança
que necessitamos deve ocorrer nos próximos dois ou quatro anos”. “Em nível individual
todos temos uma responsabilidade pelo planeta”, concluiu. (JE/El Mondo)
Fonte: Rádio Vaticano
Uma cultura para um novo humanismo
As conclusões do XII Simpósio Internacional de Professores
Com um tema que recordou o evento jubilar do ano 2000, "A universidade por um
novo humanismo", o XII Simpósio Internacional de Professores se colocou a serviço do
congresso eclesial italiano a ser realizada em Florença, no mês de novembro, com o tema
"Em Jesus Cristo, o novo humanismo".
O primeiro convite da Igreja a notarmos o surgimento de um novo humanismo está
no documento conciliar Gaudium et Spes, no parágrafo 55: "... Testemunhamos o
nascimento de um novo humanismo, no qual o homem se define acima de tudo pela sua
responsabilidade para com seus irmãos e para com a história".
Com palavras eficazes, o papa Francisco parafraseou a reflexão concilitar
reiterando que estamos "numa mudança de época e não numa época de mudança" (22 de
setembro de 2013).
Suas palavras destacam que o adjetivo "novo" é o centro da reflexão: por que este
humanismo é "novo"?
Não se trata de uma novidade sociológica, mas histórica: estamos numa mudança
de época; existe realmente algo que marca uma profunda diferença entre esta época e as
anteriores.
Que novidade é esta? É o fato de que o homem pode realmente ser mais (PP 19,
CV 29), pode fazer-se na história (faciendum), pode experimentar a superação dos seus
limites "naturais" e enfrentar o risco de "imanentizar-se na história", como lembra o papa
Francisco na Evangelii Gaudium (94).
Todas as expectativas e aspirações do ser humano nesta sociedade são
manifestações do desejo do homem de ser mais, um desejo que já estava no plano original
de Deus: o homem é sujeito histórico (cf. Gn 2-3).
O discernimento desta mudança de época é muito desafiador. Primeiro, porque por
trás do humano existe a realidade histórica. Segundo, porque, sem conhecer a mudança de
época, não se entendem as expectativas do homem contemporâneo. Terceiro, porque há
um grande risco de que a fé cristã perca a sua especificidade, repropondo uma
antropologia abstrata e antirrealista, tanto no âmbito filosófico quanto no teológico. Em
Aparecida (28 de julho de 2013), o papa Francisco destacou as tentações antirrealistas da
filosofia e da teologia com sérias repercussões na vida cristã e na ação evangelizadora da
Igreja.
O "novo" É novo porque a sociedade é nova: ela vive a transição do estático para o
dinâmico; é novo porque a existência humana não é mais animada pela ética; é novo
porque a identidade, a estabilidade e a eternidade do homem não são mais garantidas, mas
devem ser promovidas.
A contribuição da fé cristã
A vida em Cristo é ser mais; a vida em Cristo é garantia da identidade, estabilidade
e eternidade do homem; a vida em Cristo é participação na construção da realidade
histórica eclesial.
É oportuno reler o parágrafo 22 da Gaudium et Spes não só em sentido
personalista, mas também histórico, da presença na história do Verbo-Logos, primeiro na
pessoa de Jesus de Nazaré e depois na realidade histórica que é a nova criação, isto é, a
Igreja.
Por que não emerge esta novidade da vida cristã? Porque a sociedade estático sacral tem obscurecido a novidade do cristianismo. O cristianismo serviu durante séculos
à sociedade correndo o perigo de perder a sua identidade.
A nova criação
A novidade cristã está na nova criação, sem a qual o cristianismo hoje se tornaria
um fenômeno religioso em fase de extinção. Daí a distinção entre geração, manifestação
da maternidade da Igreja e agregação (manifestação de um fenômeno religioso).
Descobrir a nova criação é condição prévia não só para promover o "novo
humanismo", que na Igreja não é (ou não deveria ser) novo, mas que é "novo" em sentido
temporal na sociedade pela mudança de época. Em outras palavras, é a sociedade que
segue a Igreja e não o contrário, porque a Igreja sempre foi histórico-dinâmica. A
sociedade vive a mudança de época e pergunta se o cristianismo pode ajudá-la a
compreender a si mesma. A novidade está na sociedade. Na Igreja, a novidade é
permanente.
O batizado, "homem novo"
A pessoa batizada tem uma existência real nova, que a torna capaz de construir a
Igreja promovendo a sua identidade, estabilidade e eternidade.
A vida nova é uma vida de participação para construir a realidade histórica que é a
Igreja. Ao construir a Igreja, o batizado constrói a si mesmo e realiza a sua plenitude
histórica.
O cristianismo conhece a sociedade contemporânea porque a nova criação é vida
histórico-dinâmica, como aquela que, a partir da revolução industrial, vai emergindo na
sociedade.
Não é questão de cumprir novas "profecias", mas de oferecer o que o próprio
cristianismo já tem, que não é um patrimônio religioso ou cultural, mas a presença do
Verbo-Logos na história, tanto como Salvador quanto como forma da sociedade.
O cristianismo deve oferecer esta forma social que pode garantir ao homem a sua
identidade, estabilidade e eternidade. É o primeiro e decisivo ato de caridade para com a
humanidade.
Após os acontecimentos de 1989, 2001 e 2008, o novo humanismo é decisivo: os
três pilares do humanismo são animados por práticas sociais que não são capazes de
garanti-los. É o que a Evangelii Gaudium chama de "imanentismo antropocêntrico" (EG
94). É um humanismo que se apresenta como novo porque pode permear a sociedade que
se tornou dinâmica, mas que é destrutivo para a convivência humana. É o imanentismo
antropocêntrico que promove a orfandade na sociedade e na Igreja.
Novo humanismo e cultura: da cultura-civilização à cultura-conhecimento
Para elaborar um humanismo que satisfaça as expectativas do "novo", é preciso
entender a transição de uma cultura alicerçada na civilização para uma cultura alicerçada
no conhecimento. Isto não significa que a cultura-civilização não contivesse
conhecimento. A diferença é que a cultura-conhecimento não está a serviço da
conservação, mas do projeto. Sem a cultura-conhecimento, não é possível projetar e
construir a sociedade.
É tempo de síntese, não de análise.
O papel da Universidade
Por vocação, a Universidade é lugar de síntese, onde as várias disciplinas
convergem na busca da realidade. A referência ao novo humanismo é uma grande
oportunidade não só para redescobrir a originalidade da universidade, mas também para
finalizar a convergência das disciplinas acadêmicas a fim de desenvolver um projeto
capaz de promover o homem todo e todos os homens. Este foi o grande desafio do XII
Simpósio Internacional de Professores.
Rumo ao Jubileu da Misericórdia
O conhecimento não é marginal à misericórdia. Pelo contrário, é a chave
interpretativa da novidade do Evangelho da misericórdia. A misericórdia supera o
assistencialismo. O caminho que aguarda os professores universitários é o compromisso
da transição da misericórdia-assistencialismo para a misericórdia-projeto.
Fonte: Zenit
O desafio do Islã hoje
Entrevista ao reitor do Pontifício Instituto Oriental sobre o Islã, Ramadã,
religião, paz e violência
Estamos no mês do Ramadã para os muçulmanos. Para entender melhor o que
significa esta festa no contexto muçulmano e dos cristãos orientais, entrevistamos o Pe.
Samir Khalil Samir, SJ, pró-reitor e interim do Pontifício Instituto Oriental, que explicou
aos leitores de ZENIT o que publicamos abaixo.
***
ZENIT: O que é o Ramadã?
- Padre Samir: o Ramadã é um mês de jejum e oração que os muçulmanos fazem
todos os anos, durante um mês lunar como nos antigos calendários. Jejua-se desde o
amanhecer, pelas 5hs da manhã, até o anoitecer.
ZENIT: É como o jejum quaresmal?
- Padre Samir: Exatamente como os cristãos orientais fazem o jejum hoje, não só
os monges, mas também as famílias. No Egito, na Igreja Copta, os cristãos não colocam
nada na boca, nem de comer nem de beber, a partir da meia-noite até as duas da tarde, e
os monges até o anoitecer. E depois fazem um jantar muito leve, e nada de carne, nem
manteiga ou queijo, nada produzido com animais. Para os cristãos a quaresma são uns 47
dias, porque o domingo não conta como jejum.
ZENIT: Então, existe um significado muito semelhante?
- Padre Samir: Sim, é muito parecido, uma penitência que é feita para purificar-se,
e normalmente a tradição espiritual muçulmana convida os fieis a utilizar a noite para
meditar o Corão. Na verdade poucas pessoas do povo o fazem, só alguns ímãs sufis, que
correspondem aos místicos.
Para os muçulmanos e os cristãos, mas também para os judeus e outras religiões, é
um tempo para estar cada vez mais perto dos pobres e dos sofredores. A diferença com o
jejum cristão é que no Ramadã come-se mais do que em qualquer outro período do ano, e
é um período festivo. Em certo sentido, pode-se dizer que de tarde se recupera o que não
se pode comer durante o dia, também quando vai dormir ou meia noite ou às duas da
manhã. Este é o costume normal dos muçulmanos nos países árabes que conheço.
ZENIT: Os Muçulmanos veem a religião como uma mensagem de paz?
- Padre Samir: No Alcorão existem fragmentos que falam de paz e outros que
falam de guerra, contra os inimigos da fé. Contra os incrédulos, o Alcorão diz: sejam
rápidos e matem-nos onde os encontrarem” "(Alcorão 4, 89) e"sejam rápidos e matemnos no local onde os encontrem” (Alcorão 4, 91).
Segundo a tradição, na segunda parte de sua vida, entre 622 e 632, data de sua
morte, Maomé fez uns sessenta ataques contra as caravanas, de saques (a palavra vem do
árabe Ghazwa) por várias razões. O Alcorão também diz aos muçulmanos: "Vocês têm
no Mensageiro de deus um modelo perfeito (Uswatun hasanatun)" (33,21).
A razão para essa violência é variada: de um lado pode ser a de garantir a
sobrevivência, ou roubar, ou para comprar escravos e escravas, etc. Em uma palavra: pela
pilhagem. Portanto, foi „revelado‟ a Maomé o capítulo 8, chamado de "A pilhagem” (alAnfal), pelo qual Deus revela ao Seu mensageiro que tem direito ao quinto de todo o
espólio na primeira eleição! (Alcorão 8, 41). Os ataques podem ser destinado s à
conversão das tribos árabes que não acreditaram no único Deus.
Temos duas biografias muçulmanas de Maomé escritas por volta do 750: uma se
intitula a biografia do Profeta (al-Sīrah al-Nabawiyyah) de Ibn Ishaq, e a outra O Livro
dos saques (Kitab al-Maghazi) de al-Waqidi, onde descreve uns sessenta. Não é possível
dizer que o Islã não conheça a guerra e não convide para a guerra. Mas não é possível
dizer que o Islã seja somente guerra. Existe um e outro, de acordo com o momento da
vida de Maomé.
E este é um dos grandes problemas dos nossos irmãos muçulmanos. Porque é fácil
para alguns dizer que o Islã é uma religião de guerra, para converter todos para a única e
verdadeira religião dentre as três reveladas (judaísmo, cristianismo e islamismo) e fazer a
guerra em nome disso. Infelizmente vemos com o ISIS, com o Boko Haram, com o AlQaeda, e com muitos outros.
ZENIT: Mas o que a maioria dos muçulmanos acha?
- Padre Samir: Eu acho que a maioria dos muçulmanos não concorda com esta
guerra. Não que excluam qualquer guerra; alguns dirão que pode se fazer somente uma
guerra preventiva. Nunca os textos propõem também guerras agressivas. De fato, o califa
Abu Bakr, o primeiro sucessor de Maomé, logo após sua morte, decidiu fazer as guerras
que nós chamamos em Árabe «ḥurūb ar-riddah», as guerras para trazer de volta aqueles
que tinham se distanciado do pacto com os muçulmanos dentro do Islã
Portanto, isso cria problemas, porque cada um pode reivindicar uma citação
baseada tanto no Alcorão, como nos fatos de Maomé, ou nos provérbios (i Hadith) de
Maomé.
ZENIT: Então?
- Padre Samir. O Islã precisa de uma reforma profunda, e isso é dito por muitos
muçulmanos. Recentemente, o presidente do Egito, Abd al-Fattah al-Sissi, em seu famoso
discurso do 28 de dezembro de 2014, retomado mais fortemente o 11 de janeiro de 2015,
no Cairo, pronunciou na frente de centenas de ímãs da universidade islâmica mais famosa
do mundo, Al-Azhar, disse:: "Devemos fazer uma revolução no Islã para interpretar
corretamente o Corão e a tradição".
ZENIT: Ou seja, dar o contexto histórico ...
- Padre Samir. A guerra não resolverá nada, porque amanhã virão outros para fazêla. O problema é repensar o Islã e dizer: é verdade que o profeta fez guerras, é verdade
que o Corão tem passagens que são, não só defensivas, mas também agressivas, é verdade
que o Alcorão convida a fazer a guerra contra aqueles que não acreditam no Deus
verdadeiro. Mas isso foi no século VII, em uma tradição beduína, onde os ataques a
caravanas e as guerras estavam muito generalizadas.
ZENIT: Para nós serve com a Bíblia...
- Padre Samir: No Antigo Testamento temos passagens nas quais Deus incita a
guerra através de Moisés, seu profeta, (Deuteronômio 20, 10-14) ou a terrível passagem
da conquista da Terra Santa, em Josué 11, 16- 20. Mas a maioria de nossos irmãos judeus
não vê isso como ipsis litteris, e dizem "este é um fato histórico de três mil anos atrás".
E Cristo, não só não retomou esses discursos bélicos, mas mandou o contrário:
“Ouvistes que foi dito: 'Amarás o seu próximo' e odiarás seu inimigo. Mas eu vos digo:
Amai os vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem; assim sereis filhos do Pai que
está nos céus; porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre
justos e injustos. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa mereceis?
Não fazem o mesmo os publicanos? E se cumprimentais somente os vossos irmãos, o que
fazeis de extraordinário? Não fazem o mesmo os pagãos? Portanto, sede perfeitos como é
perfeito o Pai que está no céu”. (Mateus 5, 43-48).
Ou: " Digo-vos a vós que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que
vos odeiam, abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam. Ao que te ferir
numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tirar a capa, não impeças de levar
também a túnica.
Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames. O que
quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles."(Lucas 6: 27-31). Existem
dezenas de outros textos que convidam não apenas para a violência, mas a destruir a
violência aceitando-a.
ZENIT: Nota-se intenções de mudanças ou as declarações contra as violências
são de ocasião?
- Padre Samir: Muitos muçulmanos enxergam e fazem um apelo em favor dessa
mudança profunda de atitude. Muitos dos intelectuais o dizem abertamente, mas são
vistos como influenciados pelo ocidente. Eu estou convencido de que muitos
muçulmanos são a favor de não usar a violência em nome de Deus, mas não se atrevem a
dizê-lo e os ímãs estão quase bloqueados, não se atrevem a dizer uma palavra c orajosa.
ZENIT: E nesta situação de violência e guerra no Oriente Médio?
- Padre Samir: Esta guerra horrenda é fundada sobre o fanatismo religioso, e é
apoiada e mantida graças aos petrodólares da Arábia e às armas ocidentais. O dinheiro
vem principalmente da Arábia Saudita e do Qatar. As armas da Europa e dos Estados
Unidos (e para os xiitas do Irã), passando pela Turquia. O dinheiro é usado para adquirir
armas e para pagar e incentivar os jihadistas. Afinal de contas, muitas nações estão se
aproveitando dessa guerra que está destruindo o Oriente Médio e, acima de tudo, estas
guerras estão matando dezenas de milhares de famílias.
A causa disso tudo é ideológica, uma forma ideológica islâmica, radical, que
decreta que quem não pensa e praica um certo tipo de islâmico deve ser eliminado. Em
árabe, se denomina takfir, ou seja, declarar que o outro é kafir, incrédulo. Com base na
tradição islâmica (incluindo o Alcorão), o kafir deve ser eliminado. Este pensamento
remonta a 14 séculos atrás e tornou-se cada vez mais generalizado em certos ambientes
ao longo dos últimos 40 -50 anos (mesmo que remonte a antes), tomando como modelo o
pensamento da Arábia do século VII.
ZENIT: Qual ponto importante deveriam enfatizar?
- Padre Samir: Que os muçulmanos são nossos irmãos, como os judeus, como os
ateus ou descrentes. Todos, cada ser humano é meu irmão, mesmo que eu não
compartilhe sua visão. Vimos nos jornais estes dias que o ISIS atacou uma mesquita do
Iêmen do sul, onde morreram umas trinta pessoas. Se matam também entre si, porque
consideram que quem não pensa como eles é um descrente e deve ser assassinado.
A única resposta a esta ideologia é a do Evangelho, a da fraternidade universal, em
termos leigos, a do humanismo.
ZENIT: A oração organizada pelo Papa Francisco no Vaticano teve um
impacto?
- Padre Samir: Teve essa finalidade, embora foi manipulada pelo ímã que veio de
Jerusalém e recitou um versículo do Alcorão interpretado como um verso agressivo, que
não estava previsto no texto.
Mahmoud Abbas e o presidente Shimon Peres, que estavam presentes, certamente
buscam a paz como muitas pessoas, tanto em Israel e quanto no mundo árabe.
É hora de deixar a idéia de vingança e de guerra. A prova é que a guerra e a
violência não resolvem os problemas, mas, pelo contrário, criam mais problemas e são
fonte de novas violências.
Fonte: Zenit
Card. Puljić: «Sobre Medjugorje, Papa tomará decisão boa e justa»
É “inaceitável interpretar como ponto final” a frase do Papa sobre Medjugorje,
“como fizeram alguns meios de comunicação com muita rapidez... Acredito que
Francisco tomará, em relação a Medjugorje, uma decisão justa e boa”. É o que afirmou o
cardeal-arcebispo de Sarajevo Vinko Puljić, membro da comissão Ruini que avaliou o
caso das aparições na localidade da Herzegovina, em entrevista ao jornal semanal
políticos croata «7 Dnevno».
Puljić, primeiramente, comenta o significado da visita realizada na capital da
Bósnia no último dia 06 de junho pelo Papa Francisco. “Em Saravejo, o Papa destacou a
cada momento, em particular, que, para a sobrevivência de todos os povos na BósniaHerzegovina, a coisa mais importante é a promoção dos direitos humanos, da tolerância e
da igualdade de direitos. Nós queremos sobreviver e continuar em nossos lares, e muito
nos ajusta nisto o nosso Santo Padre”.
“Interpretando as declarações do Papa sobre Medjugorje – acrescentou o cardeal,
referindo-se à entrevista no voo de volta a Roma bem como às palavras utilizada pelo
Pontífice durante a homilia em Santa Marta nos dias seguintes -, os meios de
comunicação atiçaram os ânimos dos fiéis, dos peregrinos e dos sacerdo tes envolvidos
com aquele lugar de peregrinação”.
“Fico muito triste – afirmou ainda Puljić – que os meios de comunicação tenham
dado maior atenção e, também de maneira errada, a algumas declarações do Papa sobre
Medjugorje, em relação às suas mensagens mais fortes ligadas a outras problemáticas da
Bósnia-Herzegovina. Para ser mais claro, eles desvirtuaram e manipularam algumas suas
declarações sobre Medjugorje, sobre as aparições de Nossa Senhora e sobre fatos
relacionados com elas. O Papa no entanto, só quis afirmar a alguns videntes que não
podem fazer daquilo que vivem e de suas experiências um show mediático com Nossa
Senhora e a anunciar como e a que hora irá se manifestar aqui ou ali”.
“É, portanto, inaceitável – comentou ainda o purpurado – interpretar como ponto
final essa declaração do Papa, o que determinados meios de comunicação fizeram com
muita rapidez, evidentemente no desejo de destruir as boas relações existentes entre os
fiéis que visitam Medjugorje e frequenta há anos a localidade e o próprio Papa que,
acredito, em relação a Medjugorje, uma decisão justa e boa. Sinceramente, devo dizer que
tenho uma ligação com Medjugorje e fiz parte da comissão que examinou todo o caso das
aparições. Apresentamos as nossas conclusões e o que levantamos à Congregação para a
Doutrina da Fé, que agora deve preparar um relatório e apresentá-lo ao Santo Padre.
Quando as pessoas me perguntam como penso de tudo isso, eu respondo: rezar não é
pecado, confessar-se não é pecado, e esta é coisa mais importante”.
Fonte: Catolicos.
Metropolita Hilarion: “Está na agenda encontro entre o Papa e o Patriarca”
Em entrevista com o jornalista Massino Franco, do jornal italiano de Milão,
Corriere della Sera, o metropolita ortodoxo russo Hilarion Alfeyev, que é uma espécie de
“ministro das Relações Exteriores” do Patriarcado de Moscou, afirmou que “está na
agenda dos trabalhos das duas Igrejas um encontro entre o Papa e o Patriarca de Moscou,
Kirill. E este encontro se insere no trabalho de pacificação entre catolicismo e ortodoxia.
“Não se fala de uma visita do papa Francisco a Moscou – afirmou -, mas sim de um
encontro entre o Patriarca Kiril e o Pontífice”. “Acredito – acrescentou o eclesiástico
russo – que isto deverá acontecer num País neutro, o que significa nem Moscou e nem
Roma. E já se adiantaram para receber esta visita vários Países Falo, por exemplo, da
Áustria e da Hungria. Mas não quero nem posso dizer que isso vai acontecer em 2015. A
minha esperança é que este Papa e este Patriarca deem um passo decisivo rumo à
reconciliação”.
Em sua entrevista o metropolita, 49 anos, que trabalha junto com o card. Koch para
aproximar o catolicismo e a ortodoxia, explicou o que une as duas confissões cristãs e o
que ainda as divide. Apresentou também uma análise da situação mundial que ressoa
como uma crítica radical ao “secularismo europeu” e à sua “indiferença” com relação à
tragédia dos cristãos do Médio Oriente. E alertou que o conflito na Ucrânia corre o risco
de “abrir as portas não a uma nova guerra fria, mas algo pior: uma terceira guerra
mundial”.
Fonte: Catolicos.
Desde as crianças de Harlem aos presos de Filadélfia: a viagem do Papa nos
EUA
Encontrará as crianças de uma escola primária de Harlem em Nova York, os
detentos de uma prisão de Filadélfia e os imigrantes mais pobres de Washington, aos
quais, talvez, servirá um jantar.
São estas as primeiras indicações sobre os eventos na agenda da histórica viagem
aos EUA de Papa Francisco em final do próximo mês de setembro, quando será o
primeiro líder religioso católico a falar ao Congresso norte-americano, reunido em sessão
solene.
O tema da imigração será o centro da visita e o Papa falará várias vezes em
espanhol, entrando assim em contato direto dos os hispânicos, que representam um terço
da Igreja católica nos EUA.
É o que publicou o jornal Washington Post, que, à espera do programa oficial,
indicou neste sinal de semana alguns pontos da agenda da visita que Francisco realizará a
partir de 22 de setembro a Washington, Nova York e Filadélfia.
O Papa chegará aos EUA vindo de Cuba, detalhe que destacará o papel por ele
assumido na reaproximação entre Washington e Havana. Visitará a Casa Branca, o
Congresso e as Nações Unidas. Celebrará missas no Independence Mall de Filad élfia e na
Saint Patrick Cathedral de Nova York, com a presença do governador e o prefeito de
Nova York, os católicos Andrew Cuomo e Bill De Blasio, e centenas de jovens.
Existe muita expectativa nos EUA pela presença de Francisco e pelo discurso que
pronunciará diante do Congresso, 55 anos após o primeiro presidente católico norteamericano, John Kennedy, ter garantido que não teria aceito ordens do papa.
O Pontífice não só teve um papel fundamental na aproximação entre Washington e
Cuba, reconhecido pelos presidentes Barack Obama e Raul Castro, mas aborda
frequentemente temas „políticos‟ com em sua última encíclica «Laudato sii».
Fonte: Catolicos.
Filipinas: Preparação para o 51º Congresso Eucarístico Internacional
Intensifica-se nas Filipinas a preparação para o 51º Congresso Eucarístico
Internacional, que acontecerá na Arquidiocese de Cebu, no centro das Filipinas, de 25 a
31 de janeiro de 2016. De 2 a 16 de julho, o “Símbolo do Peregrino”, que está visitando
todas as Dioceses do País, ficará para a veneração dos fiéis da catedral de Manila, capital
das Filipinas.
Trata-se da Cruz de Magalhães, escolhida pelo arcebispo de Cebu, dom José
Palma, para lembrar o papel histórico desta cruz na evangelização das Filipinas , cujo 5º
centenário será celebrado em 2021. A cruz trazida em Cebu em 1521 pelo explorador
português, comemora, de fato, a conversão ao cristianismo do Rajah Humabon, da rainha
Juana e de 400 outros filipinos.
O de Cebu Serpa o segundo Congresso Eucarístico Internacional que se celebra nas
Filipinas, após aquele de Manila em 1937, o 33º da série durante o pontificado de Pio XI.
O tema escolhido para o Congresso 2016, que segue o de Dublin de 2012, é “Cristo em
nós, esperança da glória”, da carta de São Paulo aos Colossenses. Através dele se quer
destacar a tensão escatológica presente na Eucaristia que dá um impulso ao caminho
histórico dos cristãos, colocando a semente da viva esperança no trabalho cotidiano de
cada um e incentivando a responsabilidade comum em relação à terra e à história de hoje.
E com o tema da esperança está sendo recuperado também o anúncio do dom de Deus aos
jovens, dos quais a Ásia é muito rica, e o compromisso em favor dos milhões de pobres
no continente.
Fonte: Catolicos.
Educação, prioridade da Conferência dos Jesuítas da Ásia Pacífico
Os Jesuítas da Ásia continuarão tendo como foco principal de suas atividades e
presença o serviço da educação: foi o que emergiu de um recente encontro da
Conferência dos Jesuítas da Ásia Pacífico (JCAP), realizada em Macau, que contou com
a participação de representantes de Hong Kong, Filipinas, Camboja, Japão, Indonésia,
Timor-Leste e Austrália.
No encontro foi destacado que o serviço promovido pelos jesuítas prossegue com
resultados significativos em todos os países. Conforme o que informou Pe. Roberto
Boholst SJ, o Colégio intitulado a Santo Inácio de Loyola em Timor-Leste é agora capaz
de acolher 105 estudantes a cada ano escolar. Também a construção Xavier Jesuit
Community School no Camboja está indo bem e seu diretor, Pe. Ashley Evans SJ,
forneceu detalhes sobre a nova escola. Se na Indonésia está em fase de finalização um
programa baseado no “modelo pedagógico Inaciano”, um fato significativo na Província
chinesa é que no próximo ano escolar todas as escolas terão diretores leigos. Outras boas
notícias chegam do Japão e das Filipinas.
Pe. Mark Raper SJ, presidente da Conferência, reiterou na sua mensagem que “a
formação é o motor da Conferência, oferecendo ao grupo três pontos a serem
considerados: um atento planejamento; a urgência de se concentrar nos pobres e
marginalizados; o valor indispensável da colaboração em toda a região”.
Fonte: Catolicos.
Egito: Cristãos organizam para muçulmanos “banquetes da unidade” no
Ramadã
Também este ano, como é tradição, paróquias e famílias cristãs no Egito organizam
espontaneamente, no fim do dia, os chamados “banquetes da unidade”, momentos de
convivência oferecidos aos vizinhos e compatriotas muçulmanos que nestas semanas
observam, desde o nascer até o por do sol, o jejum estabelecido no mês sagrado do
Ramadão.
Nas semanas passadas, representantes da Igreja copta ortodoxa deram a indicação
geral de utilizar os recursos destinados aos banquetes para financiar obras sociais e
assistenciais, começando pelas patrocinadas pelo Fundo “Viva o Egito”, lançado pelo
Presidente Abdel Fattah al-Sisi após ser eleito. Ao que parece, a solicitação foi seguida
capilarmente. Os sites ligados às comunidades coptas descrevem detalhadamente as
iniciativas promovidas, como a dos grupos de escoteiros que distribuem alimentos e
bebidas a seus vizinhos muçulmanos.
“A praxe de organizar banquetes e distribuir merendas – explicou Anba Antonios
Aziz Mina, Bispo copta-católico de Guizeh – é apenas um dos modos em que os cristãos
participam do Ramadão. Nos lugares de trabalho, os cristãos também jejuam, abstendo -se
dos alimentos e da água, em respeito e solidariedade por seus colegas muçulmanos”.
Fonte: Catolicos.
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Paquistão: Negado visto às irmãs missionárias: Igreja apresenta recurso
“Não sabemos o motivo porque a renovação do visto foi negada. Nosso trabalho é
sempre o mesmo, o ensino, pelo bem dos nossos jovens do Paquistão, de todas as
religiões. Para nós, é uma péssima surpresa, mas não podemos permanecer neste país se
somos consideradas ilegais”. É o que diz a filipina Irmã Delia Coyoca Rubio, reitora da
“Convent School” de Islamabad, revelando certa amargura à Agência Fides pela situação
que está vivendo.
Irmã Delia, com as Irmãs Miraflor Aclan Bahan e Elizabeth Umali Sequenza,
filipinas da congregação das “Religiosas da Virgem Maria”, fundada pela filipina Madre
Ignacia del Espiritu Santo, receberam uma “resposta negativa” do Ministério do Interior,
em relação à habitual solicitação de renovação do visto para viver e trabalhar no
Paquistão.
A razão do rechaço ao visto seria a de uma “mudança do trabalho” em relação ao
pedido feito e concedido no passado. Irmã Delia conta: “Nosso instituto de ensino foi
aberto em 1992. Eu estou aqui desde 2006 e nosso trabalho sempre foi o mesmo:
organizar a escola e ensinar. Temos 2.300 jovens em um campus, e 1.000 no segundo
instituto: jovens e crianças de todas as religiões e classes sociais. Nosso serviço é de
instrução, pelo bem comum do Paquistão”.
As religiosas apresentaram a demanda de renovação do visto bienal em abril. Em
junho, aguardavam ainda a resposta. O Ministério do Interior fez verificações e enviou
inspetores. Alguns dias atrás, chegou uma carta que informava o êxito negativo do
pedido. A Igreja de Islamabad está com as religiosas. O Bispo Rufin Anthony enviou
uma carta ao Ministério do Interior pedindo explicações e contestando a disposição. A
questão será examinada pela Alta Corte de Islamabad. Se as irmãs tiverem que deixar o
Paquistão, a Convent School de Islamabad, centro de excelência entre as escolas da
cidade, terá que ser totalmente organizado. Os professores são quase todos do país.
Fonte: Catolicos.
México: Igreja e governo, monitorar periodicamente situação dos migrantes,
Os Secretários dos Ministérios do Interior e Exterior, respectivamente Miguel
Angel Osorio Chong e Jose Antonio Meade, com outros funcionários e representantes de
instituições estatais, se encontraram no último dia 24 de junho, de forma privada, com
alguns Bispos de diversas Comissões pastorais da Conferência Episcopal Mexicana
(CEM), com a presença do Núncio Apostólico, o Arcebispo Christophe Pierre. O
encontro foi anunciado uma semana atrás pelo Secretário da CEM, Dom Eugenio Andrés
Lira Rugarcía, Auxiliar de Puebla de los Ángeles, que revelou também o tema da reunião:
o fenômeno da migração.
Depois do encontro, a CEM difundiu um breve comunicado, assinalando que “os
funcionários evidenciaram que a migração no México está em uma fase de grandes
mudanças e a política do Governo da República se concentra na tutela e no respeito dos
direitos humanos”.
O texto da CEM prossegue: “Decidiu-se instituir um mecanismo de monitoração
periódica entre o governo do México e a Conferência Episcopal para rever conjuntamente
os programas e protocolos para os migrantes, assim como os programas de formação para
os funcionários da imigração. O objetivo é tomar iniciativas comuns para reforçar a
participação dos cidadãos, inclusive do setor privado, dar assistência aos mexicanos que
retornam a seu país, a fim de garantir a sua plena integração, e prosseguir o controle de
ações que devem responder aos desafios surgidos com o tráfico de pessoas e a migração
de menores desacompanhados”.
Fonte: Catolicos.
Novo Dicastério da Cúria Romana: Secretaria para Comunicação
Com uma Carta Apostólica em forma de “Motu proprio”, o Papa Francisco institui
neste sábado (27/06) um novo Dicastério da Cúria Romana: a Secretaria para a
Comunicação.
Depois de examinar relatórios e de ouvir o parecer unânime do Conselho de
Cardeais, o Pontífice assim motivou a sua decisão: “O atual contexto comunicativo,
caracterizado pela presença e pelo desenvolvimento das mídias digitais, pelos fatores da
convergência e da interatividade, requer uma reformulação do sistema informativo da
Santa Sé e uma reorganização que proceda decididamente rumo a uma integração e
gestão unitária”.
Para melhor servir
Deste modo, o Papa considera que todas os organismos que até o momento se
ocuparam da comunicação sejam incorporadas num novo Dicastério da Cúria Romana,
para responder “sempre melhor às exigências da missão da Igreja”.
Integram o novo Dicastério os seguintes organismos: Pontifício Conselho das
Comunicações Sociais; Sala de Imprensa da Santa Sé; Serviço Internet Vaticano; Rádio
Vaticano; Centro Televisivo Vaticano; L‟Osservatore Romano; Tipografia Vaticana;
Serviço Fotográfico; Livraria Editora Vaticana.
Esses organismos prosseguem suas próprias atividades, seguindo as indicações
oferecidas pela Secretaria para a Comunicação, que a partir de agora assumirá também a
gestão do site institucional da Santa Sé e o serviço Twitter do Papa: @pontifex.
A Secretaria para a Comunicação iniciará suas funções no dia 29 de junho
próximo, tendo como sede provisória a Rádio Vaticano.
Responsáveis
O Papa nomeou como novo Prefeito da Secretaria o atual Diretor do Centro
Televisivo Vaticano, Mons. Dario Edoardo Viganò; e como Secretário o Responsável
pelo Serviço Internet Vaticano, Mons. Lucio Adrian Ruiz. O Diretor-Geral será Dr. Paolo
Nusiner, Responsável pelo jornal Avvenire; e o Vice-Diretor o Dr. Giacomo Ghisani,
Responsável pelas Relações Internacionais da Rádio Vaticano.
Fonte: Rádio Vaticano
150 anos da entrega do ícone de N. Sra. do Perpétuo Socorro aos
Redentoristas
Os Missionários Redentoristas iniciam, a partir de hoje (27/6), as celebrações
jubilares por ocasião dos 150 anos da entrega do ícone da Mãe do Perpétuo Socorro pelo
Vaticano.
Em 1866, o Papa Pio IX confiou à Congregação do Santíssimo Redentor,
conhecida como Missionários Redentoristas, a missão de tornar o ícone conhecido no
mundo inteiro. O mandato concedido pelo Pontífice é chamado também “Início da
Visitação Pública do Ícone”, que será celebrado em junho de 2016, com uma intensa
programação, que tem como lema: “Mãe do Perpétuo Socorro, Ícone do Amor”!
Por isso, o Superior Geral da Congregação, Padre Michael Brehl, convocou um
Ano Jubilar de 27 de junho de 2015 a 27 de junho de 2016.
Devoção em Curitiba
No Sul do Brasil, de modo particular em Curitiba (PR), além do início do Ano
Jubilar, o Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro comemora também 55 anos
do início das Novenas marianas na capital paranaense.
Em 1960, na Capela Nossa Senhora da Glória, com a chegada dos Missionários
Redentoristas em Curitiba, teve início a prática das Novenas. Devido ao grande
crescimento desta devoção mariana, a Congregação viu-se obrigada a construir uma
Igreja maior, hoje Santuário do Perpétuo Socorro, inaugurado em 1969.
Hoje, segundo a Arquidiocese de Curitiba, a Novena, em todas as quartas-feiras,
pode ser considerada patrimônio cultural da cidade, pois, todos os anos, o Santuário atrai
aproximadamente 2 milhões de pessoas. Todas as quartas-feiras, cerca de 35 mil pessoas
participam das 17 novenas realizadas, de hora em hora, três delas com a celebração da
Santa Missa. Na capital paranaense e na Região Metropolitana, a Novena se realiza
também em mais de 150 lugares, entre paróquias, capelas, hospitais, asilos.
Neste ano, a dupla comemoração, em Curitiba, teve início no último dia 18, com a
Festa e o Novenário, que tem por tema: “Mãe, eis aí o teu filho” (Jo 19,25), presididas
pelo Arcebispo local, Dom José Antonio Peruzzo. Hoje, dia 27, a programação inclui
carreata, procissão luminosa, novena e Missa solene, festa junina e Missa de
encerramento.
Ano Jubilar
O ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, entregue aos Redentoristas por Pio
IX, em 11 de dezembro de 1865, após passar por uma restauração, em 26 de abril de
1866, foi levado em procissão solene pelas ruas de Roma e entronizada na Igreja de Santo
Afonso, hoje Santuário Internacional desta devoção.
Ao convocar o Ano do Jubileu, o Superior Geral da Congregação destacou: “De
acordo com o que o Papa Pio IX nos exortou, os missionários Redentoristas, certamente,
a tornaram conhecida no mundo inteiro‟. Durante os últimos 150 anos, a devoção a Nossa
Senhora do Perpétuo Socorro acompanhou os missionários Redentoristas em todos os
lugares de missão”.
Padre Brehl lembrou ainda: “Durante este Ano Jubilar somos chamados a seguir o
exemplo do discípulo amado: acolher Maria, Mãe do Perpétuo Socorro, em nossa própria
casa, como a acolhemos na Igreja de Santo Afonso em Roma!”. (MT)
Fonte: Rádio Vaticano
Papa dedica próxima viagem às «vítimas da cultura do descarte»
O Papa Francisco enviou uma mensagem-vídeo para as comunidades do Equador,
Bolívia e Paraguai, os três países da América Latina vai visitar de 5 a 13 de julho, onde
manifestou “desejo” de estar com eles e partilhar “preocupações”.
“O meu desejo é estar com vocês, compartilhar suas preocupações, manifestar-lhes
o meu afeto e proximidade e alegrar-me também”, afirma o Papa no vídeo divulgado
pelas conferências episcopais dos três países.
Francisco revela que quer “ser testemunha da alegria do Evangelho” e levar às
pessoas do Equador, Bolívia e Paraguai a “ternura e carícia” de Deus, especialmente aos
“filhos mais necessitados” e específica: “Idosos; doentes; presos e pobres”.
“Aos que são vítimas da cultura do descarte”, acrescenta, convidando a descobrir o
rosto de Jesus em cada irmão e irmã, “basta aproximarem-se, fazerem-se próximo”.
O Papa recorda na mensagem que a “fé”, das “três nações irmãs” que vai visitar, é
“fonte de fraternidade e solidariedade”, constrói povos, forma família de famílias,
“fomenta a concórdia e alenta o desejo e o compromisso pela paz”.
No texto divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, Francisco deseja que os
povos do Equador, Bolívia e Paraguai “perseverem” na fé, que tenham o “fogo do amor”,
da caridade, e se mantenham firmes “na esperança que nunca defrauda”.
“Peço-lhes que unam suas orações às minhas, para que o anúncio do Evangelho
chegue às periferias mais distantes. Que Nossa Senhora, como Mãe da América, cuide d e
todos vocês”, conclui pedindo que “não se esqueçam de rezar” por ele.
Entre 5 a 13 de julho, durante nove dias, o programa oficial revela que o Papa vai
presidir a cinco Eucaristias, encontrar-se com os presidentes, bispos, a sociedade civil e
os consagrados dos três países latino-americanos, pronunciar 22 discursos.
No total, o Papa vai percorrer 24730 quilômetros (equivalente a mais de meia volta
ao mundo) em sete voos que totalizam cerca de 33 horas.
Fonte: Catolicos.
Com crescimento da Igreja no mundo seriam necessárias 75 mil novas
paróquias
O crescimento da povoação católica no mundo, em especial na África, faria
necessário que se edificasse 75 mil novas paróquias apenas para manter a densidade de
fiéis por paróquia, segundo os resultados do informativo Catolicismo Global: Tendências
e Previsões do Centro para a Investigação Aplicada ao Apostolado (CARA) da
Universidade de Georgetown, Estados Unidos.
A análise da informação dos Annuarium Statisticum Ecclesiae de 1980, 1990,
2000, 2010 e 2012 (a edição mais recente) e dados do Anuário Pontifício permitem
afirmar que a povoação católica em todo o mundo aumentou em 57% desde 1980. África
é o continente de maior expansão, com um muito significativo 238%. A extensão da Fé a
novas regiões e a taxa de fertilidade justificam as diferenças com outros lugares como
Europa (que registra um crescimento de apenas 6%). América segue sendo o continente
com o maior número de fiéis, quase a metade da povoação católica mundial.
No entanto, o crescimento no número de paróquias ainda não acompanha o
crescimento da povoação. Na África, um aumento de 234% de fiéis se produziu com um
crescimento de 112% no número de paróquias até 2012 (15.217) e para esse ano o maior
número de paróquias no mundo (122.159) ainda se encontrava na Europa. Esse número
supera o dobro do número de paróquias na América, um continente com mais de 598
milhões de fiéis, enquanto que a Europa registra quase 287 milhões.
Espera-se que, se continuar a tendência atual, se registre 29% de crescimento
adicional para 2050, quando haveriam 372 milhões de novos católicos para um total de
1.64 mil milhões de crentes estimados. A densidade global de fiéis é de 5.541 crentes por
paróquia, o que requereria construir 75 mil adicionais para poder manter a concentração
atual para o ano de 2050.
Apesar do incremento de 57% da povoação católica, a cifra de sacerdotes se
mantêm praticamente estável, com incremento de apenas 713 presbíteros desde 1980.
Europa registra um sério declive, com uma perda de 56.830 sacerdotes neste período,
correspondente a 23 por cento do total do continente. África e Ásia registraram aumentos
no número de sacerdotes de 131% e 121% respectivamente, e estes continentes
"exportaram" sacerdotes a outras regiões como a América do Norte.
CARA realizou análises destes dados para cada região e avaliou outros fatores
como as estatísticas da educação católica e os registros sobre prática sacramental.
Fonte: Catolicos.
Card. Kasper: “Teologia realista do casamento encare fracasso e perdão”
O card. Walter Kasper pede uma “teologia realista do casamento”. O purpurado se
manifestou sobre os divorciados recasados num artigo para “Stimmen der Keit” (Vozes
do tempo), revista católica de cultura cristã, fundada em 1871, e atualmente a mais antiga
publicação alemã, de propriedade da Companhia de Jesus. O cardeal voltou a se
manifestar sobre o problema da admissão dos separados recasados ao sacramento da
Comunhão em casos específicos: uma “teologia realista do matrimônio deve contemplar
o fracasso, bem como a possibilidade do perdão”, escreveu em seu artigo, divulgado em
primeira mão no site “Stimmen der Zeit”.
Kasper se manifestou a favor da possibilidade da possibilidade de poder oferecer às
pessoas envolvidas de receber a Comunhão, em condições bem limitadas, após um
processo de penitência. Para isso, para o cardeal, deve haver “um juízo honesto da pessoa
envolvida diante de sua situação pessoal” e um parecer positivo do confess or; e “a
avaliação do processo deve ser de competência da diocese de pertença”. Não se trata de
exceções ao direito”, esclareceu Kasper, “mas de uma aplicação adequada e
misericordiosa do direito” “Cada situação deve ser avaliada com compreensão, discrição
e cuidado”, continuou.
“Podem existir só soluções de caso a caso não uma solução geral”, escreve Kasper
na contribuição a “Stimmen der Zeit”, que tem por título “Mais uma vez admitir aos
Sacramentos os divorciados recasados?”. Para o cardeal, presidente emérito do Pontifício
Conselho para a promoção da unidade dos cristãos, “uma tal evolução da praxe da
penitência dentro da Igreja” para os divorciados recasados não representa “uma ruptura
com a doutrina e a prática da Igreja”.
Kasper escreveu, atento ao diálogo em ato e considerando eventuais críticas, que
uma hermenêutica “corretamente entendida” da comunidade “não exclui, mas sim inclui
reformas práticas e consequentemente um momento de descontinuidade”, referindo-se
expressamente ao discurso de Papa Bento XVI ao Colégio dos Cardeais e aos membros
da Cúria de 22 de dezembro de 2005. Já por ocasião da reunião plenária do Colégio
cardinalício no Vaticano para o Consistório ordinário de fevereiro de 2014, encarregado
pelo Papa Francisco da relação de abertura, Kasper tinha-se manifestado a favor da
admissão à Eucaristia dos divorciados recasados, em casos particulares.
Fonte: Catolicos.
Igreja Católica abre novos espaços para atender imigrantes que chegam a SP
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Por Roseli Lara
Atendendo a um apelo do papa Francisco para que as estruturas da Igreja sejam
abertas aos imigrantes e refugiados e diante da chegada constante de imigrantes haitianos
e de outras nacionalidades (africanos, asiáticos, latino-americanos) organizações ligadas
às congregações religiosas e à arquidiocese de São Paulo, se articulam para oferecer
novas vagas de acolhida aos imigrantes, em espaços das suas próprias estruturas.
De acordo com o diretor do Centro de Estudos Migratórios (CEM), da Missão Paz,
dos Missionários Scalabrinianos, padre Paolo Parise (CS), além das 110 vagas
preenchidas na Casa do Migrante, mantida pela Missão, uma média de 100 imigrantes
haitianos têm sido acolhidos na estrutura da Igreja Nossa Senhora da Paz.
No ano passado, a Missão atendeu mais de 7 mil imigrantes, com serviços de
acolhimento (abrigo e alimentação), documentação, aulas de vários idiomas,
intermediação do trabalho, entre outros.
Em 2015, o fluxo permanece, com a diferença que os ônibus saídos do estado do
Acre, que estavam chegando com mais frequência até meados de maio, tiveram uma
temporária suspensão. Mesmo assim, os haitianos em busca de trabalho, têm chegado a
São Paulo, por outros meios. Apenas para São Paulo, está prevista a chegada de 920
haitianos nos próximos dias, com retomada do fretamento pelo governo.
Diante do drama humanitário que configura o rosto da imigração atual no Brasil, as
organizações da Igreja Católica estão abrindo novos espaços de acolhida. Segundo padre
Paolo Parise, juntos, os novos espaços de acolhida possibilitarão a abertura de 300 novas
vagas.
''Além da arquidiocese de São Paulo que deverá disponibilizar uma estrutura de
três andares para o atendimento, estão abrindo novos espaços: a Congregação das Irmãs
Scalabrinianas, com 150 novas vagas, dentro de 45 dias e a Congregação das Irmãs
Palotinas, com a ampliação da Casa da Mulher, de 40 para 80 vagas.
Nesta quarta-feira (24), próximo à Estação Armênia do metrô, um espaço da
Pastoral da Criança, foi cedido para atender 50 haitianos. Padre Paolo Parise observa que
diante da iniciativa da Igreja Católica, a prefeitura de São Paulo, assumiu o compromisso
de auxiliar com a alimentação dos imigrantes.
O missionário ressalta que a Missão Paz acompanha a tramitação do projeto da Lei
de Migração do país, que está no Congresso, cujo substitutivo foi aprovado recentemente
no Senado e diz que, as organizações de defesa dos imigrantes tentam reverter alguns
retrocessos na matéria, como o fortalecimento da figura da Polícia Federal, para continuar
cuidando de questões migratórias, já que "migração não é caso de polícia".
Fonte: Pontifícias Obras Missionárias
Encontro Regional de Catequese abordará a catequese na era digital
“A catequese na era digital” será o tema do Encontro Regional de Catequese,
preparado pela Comissão para a Animação Bíblico-catequética do regional Leste 2 da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento do regional, que abrange
os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, será realizado de 22 a 26 de julho, na Casa
de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG).
Em vista da preocupação com a geração da internet, a proposta do encontro é
refletir sobre a evangelização e a educação da fé no ambiente digital, compreendendo a
internet também como lugar para evangelização. Além disso, as possíveis e diversas
contribuições das redes sociais na transmissão da fé e a midiatização da religião, com seu
impacto na vivência espiritual, fazem parte das discussões previstas.
Na quinta-feira, 23, a jornalista e especialista nas áreas de Ciberteologia e
Cibercultura, Aline Amaro da Silva, será assessora do tema “A catequese na era digital, a
nova evangelização e geração net”. No dia 24, sexta-feira, a doutora em Comunicação e
autora de livros nesta área, irmã Joana Puntel, irá tratar sobre “Midiatização da Religião”
e “Redes Sociais e Catequese”.
Os outros dois dias, 25 e 26, serão dedicados a temas de atualização catequética.
“As novas diretrizes e a catequese” será o abordado pelo professor e mestre em Teologia,
Edward Guimarães, e a equipe de catequese do regional fará a apresentação do “Itinerário
catequético”, publicado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico catequética da CNBB.
O evento é voltado aos membros das equipes de coordenação diocesanas de
catequese, alunos do Instituto Regional de Pastoral Catequética (IRPAC) e pessoas com
experiência catequética. A expectativa da Comissão do regional é reunir o maior número
de lideranças da catequese das arquidioceses e dioceses de Minas Gerais e Espírito Santo
a fim de promover uma reflexão sobre os desafios e oportunidades da catequese na era
digital.
Fonte: CNBB
Papa pede valorização feminina ao receber grupo escotista
Em um mundo no qual se difundem ideologias contrárias à natureza e ao desenho
de Deus sobre a família e o matrimônio, “é muito importante que a mulher seja
adequadamente valorizada” para que “possa tomar plenamente o lugar que lhe cabe, seja
na Igreja assim como na sociedade”.
Palavras do Papa ao receber na manhã desta sexta-feira (26/06), representantes da
Conferência internacional católica de “guidismo” (escoteiras), em Roma para o encontro
mundial.
Recordando que as guias ocupam um lugar peculiar entre os movimentos
educativos, de longa tradição pedagógica amplamente experimentada, Francisco reiterou
que “a educação é um meio imprescindível para dar às meninas a possibilidade de se
transformarem em mulheres ativas e responsáveis, orgulhosas e felizes da sua fé em
Cristo”.
Abertura ao próximo
Ao destacar que é tradição no movimento católico das guias manter o encontro
com Cristo para se abrir com alegria e generosidade às necessidades do próximo, o
Pontífice convidou todas as presentes a “conservar e desenvolver ainda mais esta preciosa
herança”.
Educação à ecologia
Por fim, o Papa citou a sua recente Encíclica Laudato si, na qual afirmou que a
educação à ecologia é essencial para transformar as mentalidades e os hábitos para que se
superem os inquietantes desafios que se colocam à humanidade diante do ambiente.
Neste sentido, Francisco traçou um paralelo com o movimento cuja pedagogia
atribui um importante valor ao contato das meninas e jovens com a natureza. “Auspicio
que as guias continuem a estarem prontas para acolher a presença e a bondade do Criador
na beleza do mundo que as circunda”.
História
A Conferência internacional católica de “guidismo” nasce em 1965 por iniciativa
da Associação Mundial de Guias. Os primeiros encontros entre os responsáveis católicos
das bandeirantes em diversos países remontam ao ano de 1948. Em 1977 é adotada a
Carta católica do “guidismo”. Já reconhecida pela Santa Sé, a Conferência Internacional é
confirmada enquanto associação internacional de fiéis pelo Pontifício Conselho para os
Leigos em 2009. Na América do Sul, a associação está presente na Argentina e na
Colômbia. (RB)
Fonte: Rádio Vaticano
Santa Sé reconhece oficialmente o Estado da Palestina
O aguardado Acordo global entre a Santa Sé e o Estado da Palestina foi assinado
na manhã desta sexta-feira (26/06), no Vaticano. O reconhecimento da Santa Sé ao
Estado da Palestina é o resultado do Acordo Básico, assinado entre a Santa Sé e a
Organização para a Libertação da Palestina (OLP), datado de 15 de fevereiro de 2000, e
das negociações de uma Comissão bilateral, realizadas nos últimos anos.
O Acordo Global, constituído de um Preâmbulo e de 32 artigos, divididos em 8
capítulos, refere-se aos aspectos essenciais da vida e da atividade da Igreja, no Estado da
Palestina. Ao mesmo tempo, reafirma o apoio a uma solução negociada e pacífica da
situação na região. O Acordo Global entre a Santa Sé e o Estado da Palestina entrará em
vigor depois que ambos os Países informarem, por escrito, que os requisitos
constitucionais ou internos são satisfatórios.
Novidade
A novidade, além de refletir a evolução da situação naquela região é, sobretudo, a
liberdade reconhecida pela "Igreja católica, pelas pessoas jurídicas e canônicas e por
todos os católicos" (art.2 §3), interpretada e regulada com base nos padrões mais
reconhecidos do direito internacional na matéria.
O Preâmbulo do Acordo, redigido de acordo com a vigência do direito
internacional, traz alguns pontos-chave: a autodeterminação do povo palestino, o objetivo
da solução de dois Estados (Two-State solution), o significado não-simbólico de
Jerusalém, o caráter sagrado da cidade para hebreus, cristãos e muçulmanos e o seu valor
religioso universal e cultural como tesouro para toda a humanidade e os interesses da
Santa Sé na Terra Santa.
O Acordo foi assinado, por parte da Santa Sé, pelo Secretário para as Relações com
os Estados, Arcebispo Paul Richard Gallagher e pelo lado do Estado da Palestina, por
Riad Al-Malki, Ministro das Relações Exteriores. Participaram da assinatura, entre
outros, par parte da delegação da Santa Sé, o Núncio Apostólico em Jerusalém e
Palestina, Dom Antonio Franco, e o Patriarca de Jerusalém dos Latinos, Sua Beatitude
Fouad Twal; e por parte da delegação do Estado da Palestina, o vice-chefe do Alto
Comitê Presidencial para os Assuntos da Igreja na Palestina, Ramzi Khoury, e o
representante Do Estado da Palestina, junto à Santa Sé, Issa Kassissieh. (MT)
Fonte: Rádio Vaticano
Da Expo de Milão a caridade do Papa em prol da Jordânia
Por vontade do Papa Francisco os fundos arrecadados no pavilhão da Santa Sé na
Expo de Milão serão destinados para as necessidades das crianças e famílias refugiadas
na Jordânia, camadas mais vulneráveis afetadas pelo conflito no Oriente Médio.
A notícia foi divulgada nesta sexta-feira (26/06) pelo Pontifício Conselho para a
Cultura, referindo que a iniciativa foi realizada em colaboração com o Pontifício
Conselho Cor Unum.
Segundo dados recentes, a Jordânia acolhe cerca de setecentos mil refugiados que
abandonaram os seus países e suas casas. Os provenientes do Iraque, registrados
atualmente, são cerca de cinquenta mil, dos quais 34% são crianças.
A soma arrecadada será distribuída pela Igreja local nas áreas onde os refugiados
estão hospedados e será destinada ao financiamento de projetos no campo da educação e
apoio às necessidades imediatas das famílias.
Os visitantes do pavilhão da Santa Sé podem contribuir para esta obra de caridade
do Papa deixando uma oferta diretamente no final do percurso da exposição ou utilizando
as informações disponíveis nos sites www.expoholysee.org e www.corunumexpo.va.
(MJ)
Fonte: Rádio Vaticano
O Papa poderia visitar a França em 2018
Paris poderá sediar o próximo Encontro Mundial das Famílias: nesse caso,
Francisco também visitaria Lourdes e Marselha
Depois de Filadélfia, em setembro deste ano, provavelmente será Paris a cidadesede do IX Encontro Mundial das Famílias, em 2018. O próprio papa fará o anúncio
oficial no final do encontro de Filadélfia, em 27 de setembro.
Numa eventual viagem à França, o papa visitaria, além de Paris, o santuário de
Lourdes e a cidade de Marselha. No retorno da viagem a Sarejevo, em 6 de junho, ele
disse aos jornalistas a bordo do voo papal: "Tenho planos de ir à França. Prometi os
bispos". Antes ainda, em outubro de 2014, o pe. Federico Lombardi, porta-voz vaticano,
tinha assegurado, ao anunciar a breve viagem do papa Francisco a Estrasburgo, que "o
papa tem a intenção de fazer uma viagem apostólica à França", mas não naquela ocasião,
já que a visita a Estrasburgo tinha como foco o Parlamento Europeu e a Comissão
Europeia.
A Sala de Imprensa da Santa Sé chegou a informar que a viagem aconteceria em
2015, mas outros compromissos do papa levaram ao seu adiamento. É provável que ela
não aconteça nem mesmo no primeiro semestre de 2016, tendo em conta a Jornada
Mundial da Juventude agendada para Cracóvia, em julho.
Fonte: Zenit
Bispos dos EUA: Suprema Corte se equivoca ao aprovar o „matrimônio gay‟
como se equivocou ao aprovar aborto
O Presidente da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB),
Dom Joseph E. Kurtz, lamentou a falha da Suprema Corte quando pronunciou: “O
matrimônio gay é um „direito constitucional‟. Assim como há 40 anos se equivocou ao
abrir as portas ao aborto no país, hoje a Corte novamente se equivocou”.
Dom Joseph assegurou: “Sem dar importância ao que uma pequena maioria da
Suprema Corte possa declarar neste momento da história, a natureza da pessoa humana e
o matrimônio permanecem inalterada e inalterável”.
“Assim como a sentença da Suprema Corte no caso Roe vs. Wade em 1973 não
resolveu o tema do aborto há 40 anos, a decisão atual não resolve o problema do
matrimônio hoje”.
“Nem a decisão da Suprema Corte sobre o aborto nem esta sobre o matrimônio
estão enraizados na verdade, por isso ambos eventualmente fracassarão”, assinalou Dom
Joseph.
O Presidente da USCCB sublinhou também: “É profundamente imoral e injusto
que o governo declare que duas pessoas do mesmo sexo poderão constituir um
matrimônio”.
“O único significado de matrimônio como a união entre um homem e uma mulher
está inscrito em nossos corpos”, e indicou também que “defender isto é uma dimensão
crítica da „ecologia integral‟ que o Papa Francisco nos exortou a promover”.
“Ordenar uma redefinição do matrimônio em todo o país é um erro trágico que
danifica o bem comum e o mais vulnerável entre nós, especialmente as crianças”,
advertiu o Prelado.
Dom Kurtz indicou: “Jesus Cristo, com grande amor, ensinou inequivocamente que
desde o princípio o matrimônio é a união perpétua entre um homem e uma mulher. Como
bispos católicos, seguimos Nosso Senhor e continuaremos ensinando e atuando de acordo
a esta verdade”.
“Encorajo os católicos a avançar com fé, esperança e amor: Fé na verdade
inalterável do matrimônio, enraizado na imutável natureza da pessoa humana e
confirmada por revelação divina; esperança em que estas verdades novamente
prevaleçam em nossa sociedade, não só pela sua lógica, mas pela sua grande beleza e
manifestação do serviço ao bem comum; e amor por todos nossos vizinhos, inclusive
aqueles que nos odeiam ou nos castigariam por nossas convicções religiosas e morais”,
disse Dom Kurtz.
Antes de terminar sua mensagem, o Presidente da Conferência de Bispos Católicos
dos Estados Unidos chamou a todas as pessoas de boa vontade a unir-nos afim de que
proclamemos a bondade, a verdade e a beleza do matrimônio como foi corretamente
entendido durante milênios”.
“Peço a todos aqueles que estejam no poder e são autoridades para que respeitem a
liberdade dada por Deus para buscar, viver e dar testemunho da verdade”, concluiu Dom
Kurtz.
Dom Charles Chaput, Arcebispo de Filadélfia, que acolherá em setembro deste ano
o Encontro Mundial das Famílias no qual estará presente o Papa Francisco, assinalou:
“Não nos surpreende a sentença da Suprema Corte. (...) A surpresa chegará quando as
pessoas comuns começarem a experimentar, de primeira mão e penosamente, o impacto
da ação de hoje. Sobretudo os que pensavam que sabiam sobre o matrimônio, a vida
familiar, nossas leis e nossas instituições sociais”.
Dom Chaput também indicou: “Os erros da Corte Suprema não mudam nada em
relação a natureza de homens e mulheres, e a verdade da Obra de Deus”.
“Agora o nosso trabalho é formar ainda mais profundamente as nossas próprias
famílias no amor de Deus e reconstruir uma saudável cultura do matrimônio, um casal de
cada vez, dos escombros da decisão tomada hoje”, assegurou Dom Charles Chaput.
Fonte: ACIDigital
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