GGE RESPONDE - VESTIBULAR – IME 2010 (MATEMÁTICA)
MATEMÁTICA
x F2 yF2 4y F 4 4 4
x F2 ( yF 2)2 8
01. Sejam os conjuntos P1, P2, S1 e S2 tais que (P2 S1) P1,
(P1 S2) P2 e (S1 S2) (P1 P2). Demonstre que
(S1 S2) (P1 P2).
Circunferência centro (0, -2) e raio 2 2 , interseção com a reta
que passa por (-1, -1) e (-4, 2) dada por
RESOLUÇÃO:
Seja x S1 S2
Como S1 S2 P1 P2 , então
x P1 ou x P2
pela simetria do problema podemos supor (sem perda de
generalidade) que x P1, como x P1 S2 P2 ,
então x P2
logo x P1 P2
como queríam os demonstrar.
3
1 (coef . angular)
m
3
y -x k
- 1 -(-1) k k -2
y -x - 2
ey>-4
02. Três dados iguais, honestos e com seis faces numeradas de
um a seis são lançados simultaneamente. Determine a
probabilidade de que a soma dos resultados de dois quaisquer
deles ser igual ao resultado do terceiro dado.
RESOLUÇÃO:
Soma 2: 1 1 2
2,1 3 !
P
3
3 2! 1!
Soma 3: 2 1 3
P3 3 ! 6
Soma 4: 2 2 4 ou 3 1 4
2,1
P 3 P3 3 ! 6
3
Total = 9
04. Seja x o valor do m aior lado de um paralelogramo ABCD. A
diagonal AC divide  em dois ângulos, iguais a 30° a 15°. A
projeção de cada um dos quatro vértices sobre a reta suporte da
diagonal que não o contém forma o quadrilátero A’B’C’D’. Calcule
o perímetro de A’B’C’D’.
Soma 5: 4 1 5 ou 2 3 5
P3 3 ! 6 P3 3 ! 6
Primeiramente notamos que os quadriláteros AA’B’B, AA’DD’,
CB’BC’, CDD’C’ são inscritíveis. De fato, analizemos AA’DD’.
Sendo AD diâmetro de uma circunferência, A’ e D’ pertencem a
mesma pois AA’D = 90° e AD’D = 90° (os outros casos são
análogos).
Assim concluímos que
B’A’B = CAB = B’AB = 15°
(pelo quadrilátero A’ABB’)
Analogamente
DA’D’ = DAD’ = 30°
(pelo quadrilátero A’AD’D)
Analogamente
AB’A’ = ABA’ =
(pelo quadrilátero AA’B’B)
Total = 12
Soma 6: 5 1 6 ou 3 3 6 ou 2 4 6
2,1
3!
P3 3! 6
P
3 P3 3 ! 6
3
2 ! 1!
Total = 15
Total de casos favoráveis: 45
nº de casos favoráveis
nº de casos totais
Logo Probabilidade =
A’
Onde casos totais = 6 x 6 x 6 = 216
45 15
5
P
216 72 24
D
30°
15°
C
15°
30°
B’
03. Considere as hipérboles que passam
pelos pontos (-4, 2) e
(-1, -1) e apresentam diretriz na reta y = - 4. Determine a equação
do lugar geométrico formado pelos focos dessas hipérboles,
associados a esta diretriz, e represente o mesmo no plano
cartesiano.
( x F 4) ( y F 2)
6
15°
60°
A
RESOLUÇÃO:
2
D’
30°
B
2
2
e
x F2 8x F 16 y F2 4 yF 4
x F2 2x F 1 y F2 2y F 1
( x F 1) ( y F 1)
3
C’
2
, logo:
Assim provamos que os quadriláteros ABCD e A’B’C’D’ são
semelhantes.
36
4
9
x F2 8 xF 20 y F2 4 y F 4( x F2 2x F 2 y F2 2y F )
3 x F2 3 y F2 12 y F 12 0 3
xF2 yF2 4 yF 4 0
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1
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1. Perímetro de ABCD
D
C
15°
x
B
y
y
xy
tg 15
y
xy
x 3 x
p' x 2
3 1
2
2
p' x 2 6 2
05.
A área da superfície lateral de uma pirâmide quadrangular
regular SABCD é duas vezes maior do que a área de sua base
ABCD. Nas faces SAD e SDC traçam-se as medianas AQ e DP.
Calcule o ângulo entre estas medianas.
x 3 1
2
x 3 1
p 2x 2 2
2
5. Perímetro do quadrilátero A’B’C’D’
3 1 3 1
4. Razão de semelhança
x
2 3 1
B' D' 2
k
BD
x 3 1
3 1
3 1
y 3 1 x 3 x y 3 y
y
x 2 ( 3 1)
2
2
k
2
y 3 1 x y 3 1
y
D' B'
p 2x 2y 2
tg 15
x
( 6 2)
2
y
Y 2
A
D' B'
p x2 6 2
RESOLUÇÃO:
k
k
2. Calculo da menor diagonal do paralelogramo ABCD
k
k
Lei dos cossenos
x 2 2( 3 1)2
z2
4
2 2 4 .
2
x 2 2 x 2 ( 3 1) 2
2
2
.h
h (altura do lado)
2
k 2 2
x 2 (3 2 3 1)
z
x 2 x 2 ( 3 1)
2
2
k
z 2 x 2 ( 2 3 ) x 2 x 2 ( 3 1)
2
5
k
aresta lateral
4
2
2
z 2 x 2 (4 2 3 )
z x ( 4 2 3 ) x( 3 1)
BD x( 3 1)
5
2
H
3. Calculo da menor diagonal do paralelogramo A’B’C’D’
2
2
y 2
y 2
H2
6 2
AB' x cos 15º x
4
AD' y 2 cos 30 º
y 6
x 6 ( 3 1)
2
4
D’B’ = AB’ – AD’
x
D' B' ( 2 6 2 2 )
4
2 2
5 2
3
3
H2
H
4
4
4
2
(altura da pirâmide)
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x
2
x
y
y
x 2 2y 2 (1 cos )
5 2
13 2
2
1 cos
4
16
Simplificando, obtemos que
Obs.: Vista superior - colocando-se outra pirâmide do lado.
Assim observa-se que os pontos A, B e C estão no mesmo plano
paralelo à base.
x 2 2
2
5
x
4
2
3
arc cos
13
y 2 z2
xy
xz
xy
x2 z2
yz , onde
xz
yz
x2 y2
x, y, z IN, pode ser escrita como o quadrado de uma matriz
simétrica, com traço igual a zero, cujos elementos pertencem ao
conjunto dos números naturais.
x
06. Demonstre que a matriz
y
y
10
3
10 3
cos 1
13 13
1 cos
(ângulo procurado)
Obs.: Traço de uma matriz é a soma dos elementos de sua
diagonal principal.
RESOLUÇÃO
0 b c 0 b c b 2 c 2
cd
bd
b 2 d2
bc
b 0 d b 0 d cd
c d 0 c d 0 bd
cb
c 2 d2
3
2
P
3
N 4
y2 z2
xy
xz
y
2
4
2
4
M
xy
x 2 z2
yz
x2 y2
xz
yz
O
Basta fazer:
b = z, c = y e d = x
2
4
Logo,
0 z y 0 z y x 2 z 2
z 0 x z 0 x xy
y x 0 y x 0 xz
2
2
N
2
4
Z
M
xy
x2 y2
xz
x2 z2
yz
yz
O
07.
45º ( isóceles)
Aplicando Lei dos cossenos (MNO)
Z2 2
5 2
2
2
2
9 2 2
5 2
2
Z2
16 8
4
2
8
2
8
8
Seja o subconjunto U E / E no qual 1 . Determine:
a) Os elementos do conjunto U.
b) Dois elem entos pertencente ao conjunto Y = E - U tais que o
produto seja um número primo.
RESOLUÇÃO
a)
P
2
E = {a + b} onde a, b Z e = e 3
U = { E / E no qual = 1}
y
3
4
N
Considere o conjunto de números complexos E a b ,
onde a e b são inteiros e cis2 / 3 .
z
0
y2 z2
y2
13 2
16
3 2 5 2 3 2
16
8
16
i
Determine
a) Os elementos do conjunto U.
Seja U então E e existe E tal que = 1.
2
Como E então = a + b com a, b Z e = e 3
2
Como E então = c + d com c, d Z e = e 3
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i
i
3
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Observe que:
. = 4 + 2( + ) +
= 4 + 2(-1) + 1
=3
2
i
2
2
a b a be 3 a b cos
bi sen
3
b
3
a
bi
2
2
;
3
08. Seja equação pn + 144 = q2, onde n e q são números inteiros
de maneira análoga
positivos e p é um número primo. Determine os possíveis valores
de n, p e q.
d
3
c
di
2
2
Assim
2
2
2
b
3
b
3
| |2 a
b | |2 a b2
2
2
2
4
2
2
2
d
3
d
3
| |2 c
b | |2 c d2
2
2
2
4
Deste modo,
2
| |2 c 2 dc
d2 3 2
d c 2 dc d2 Z
4
4
Como,
1, temos que | | 1 | || | 1 e portanto
| |2| |2 1 (a2 ab b2 )(c 2 dc d2 ) 1 , logo
a 2 ab b2 1 e c 2 dc d2 1.
2
Mas
2
2
2
| | a ab b 1 , por outro lado | | . 1
Mas = 1, assim
. 1 ; logo .
2
Como p é primo, pelo teorema fundamental da aritmética temos:
s
n–s
q – 12 = p e q + 12 = p
em que s N s < n – s
subtraindo as expressões anteriores, obtemos:
n–s
s
s n – 2s
24 = p
– p = p (p
– 1)
Novamente, pelo teorema fundamental da aritmética:
(i) s = 0
n
p = 25
p=5en=2
(n, p, q) = (2, 5, 13)
b2 3 2
| | a ab
b a2 ab b2 Z
4
4
2
RESOLUÇÃO
n, q Z+ p Z+ primo
n
2
p = q – 144
n
(q – 12)(q + 12) = p
(ii) s > 0 e p = 2
s {1, 2, 3}
donde obtemos
s = 3 q = 20 n = 8
(n, p, q) = (8, 2, 20)
(iii) s > 0 e p = 3
s = {1}
donde obtemos
s = 1 q = 15 n = 4
(n, p, q) = (4, 3, 15)
2
Resolvendo a - ab +b = 1
2
b b
b2
a 2a
b2
1 (completando quadrado)
2
4
4
2
2
tg( x ) tg(y z) a
tg(z x) b , onde a, b, c, x, y, z IR.
tg( z ) tg(x y) c
09. Seja o sistema tg( y)
b
3b2
a
1
2
4
Determine as condições que a, b e c devem satisfazer para que o
sistema admita pelo menos uma solução.
(2a b)2 3b2 4
RESOLUÇÃO
tgx tg(y z) a
tgy tg(z x) b
tgz tg(x y) c
O sistema acima é equivalente a:
sen x sen( y z)
a
cos x cos( y z )
sen x sen(y - z) a cos x cos (y - z)
sen y sen( z x )
b sen y sen(z - x) b cos y cos(z - x)
cos y cos( z x )
sen z sen(x - y) c cos z cos(x - y)
sen z sen( x y )
c
cos z cos( x y )
1) caso:
2
b = 0 4a = 4 a = ± 1.
então ≠ ±1
2) caso: b = 1
2
2
(2a – 1) + 3 = 4 (2a – 1) = 1 2a – 1 = 1 ou 2a – 1 = -1
a = 1 ou
a=0
deste modo,
= 1 + ou =
3) caso: b = -1
2
2
(2a + 1) + 3 = 4 (2a + 1) = 1 2a + 1 = 1 ou 2a + 1 = -1
a = 0 ou
a = -1
deste modo,
= - ou = -1 –
4) caso: |b| ≥ 2
2
b ≥4
2
3b ≥12
2
2
2
(2a - b) + 3b ≥ (2+(2a - b) ≥ 12
4 ≥ 12
ABSURDO
Assim os elementos de U são:
{1, -1, , - , 1 + , -1 – }
Usando as transformações de soma em produto
pq
p q
cos p cos q 2cos
cos 2
2
pq
pq
cos p - cos q -2 sen
sen
2
2
Vemos que, o sistema pode ser escrito da seguinte maneira
(1 a) cos (x - y z) - (1 a) cos (x y - z) 0
(1 - b) cos (y - z x) - (1 b) cos (y z - x) 0
(1 - c) cos (z - x y) - (1 c) cos (z x - y) 0
Tomando = cos (x – y + z), = cos(y – z + x); = cos(z – x + y)
Portanto, o sistema pode ser escrito da seguinte maneira.
b)
=2+
=2+
(1 a) (1 a) 0
(1 b) (1 b) 0
(1 c ) (1 c ) 0
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Escrevendo na forma matricial, obtem os
(1 a)
0 0
1 a
1 b
(1 b) 0
0
(1 c )
0
1 c 0
10.
Considere
a
1 1 1 11
, a3
2 2 2 22
a2
sequência:
a1
1 11
,
2 22
1 1 1 1 1 11
, ......
2 2 2 2 2 22
Determine o produto dos 20 primeiros termos desta sequência.
1º caso
0
1 a 1 a
Se det 0
1 b 1 b 0
1 c)
0
1 c
RESOLUÇÃO
1 1 1
.
2 2 2
a1
O sistema será possível e determinado possuindo (0, 0, 0) como
Para n ≥ 2
única solução
x y z m
2
cos (x - y z) 0
cos (x y - z) 0 x y z n , com m, n, s z,
2
cos (z - x y) 0
x y z s
2
Somando, obtemos x y z
3
(m n s)
2
Assim temos
ns
y
2 2
ms
z
2 2
mn
x
2 2
1
1 1
an 1 logo, é fácil perceber que a n cos
. .
2 2
2n 1 6
an
Com efeito, o resultado vale para a1 e se supusermos, por
1
indução, que an1 cos
. .
n2 6
2
Então an
1 1
an 1
2 2
1
1 1
cos
.
n 2 6
2 2
2
1
. como queríam os demonstrar.
Assim a n cos
2n 1 6
.
O
produtório
6
Pn cos( ). cos , ... cos
.
2
2n 1
Definamos
Pela condição de existência da tangente devemos ter n + s, m + s
e m + n ímpares 2(m + n + s) é ímpar. Absurdo.
2º caso:
Se
1 a
det 0
1 c
3
3
cos
4
2
6
1 a
0
1 b 1 b 0
0
1 c
O sistema será possível e indeterminado possuindo assim infinitas
desejado
é
Multiplicando ambos os membros por 2 sen
obtemos:
2n 1
2 sen n1 .Pn cos( ). cos , ....,
2
2
cos n2 . 2.sen n1 . cos n1
2
2
2
2 sen n1 .Pn Pn1.sen n2
2
2
Seja,
soluções
cos( x y z ) s1t
cos( x y z ) s 2t
cos( z x y ) s t
3
X n Pn . sen
n 1
2
t R
Escolhendo t suficientemente pequeno obtemos
x y z 1
2
1, 2, 3 R
i 0
x y z 2
2
i 1, 2, 3
x y z 3
2
3 1
3
X1 P1 . sen
.
0
2
2
4
2
2 Xn Xn 1
Tomando o produto telescópico, obtemos:
2n 1. X n X1
Pn
2
Obtemos solução única para x, y, z distintas de
. (para cada
2
escolha de 1 , 2, 3, conforme indicados).
ou seja
1
3
2n 1 . Pn . sen
.
n 1 6
4
2
n 1
3
em particular
1
. sen n 1 .
6
2
3
P20
2
Assim, a condição necessária e suficiente para que tal sistema
admita solução é:
21
sen
20
32
(1-a)(1-b)(1-c) = (1+a)(1+b)(1+c)
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