Universidade Camilo Castelo Branco
Instituto de Engenharia Biomédica
AREOLINO PENA MATOS
AVALIAÇÃO DOS EFEITOS IMEDIATOS DA FOTOTERAPIA LED
(638NM) SOBRE A FORÇA E FADIGA MUSCULAR EM IDOSAS:
ESTUDO CONTROLADO DUPLO-CEGO.
ASSESMENT OF IMMEDIATE EFFECTS OF 638 NM LED PHOTOTHERAPY ON
MUSCLE STRENGTH AND FATIGUE IN ELDERLY WOMEN: A DOUBLE-BLIND
CONTROLLED STUDY
São José dos Campos, SP
2015.
II
Areolino Pena Matos
AVALIAÇÃO DOS EFEITOS IMEDIATOS DA FOTOTERAPIA LED
(638NM) SOBRE A FORÇA E FADIGA MUSCULAR EM IDOSAS:
ESTUDO CONTROLADO DUPLO-CEGO.
Orientador: Prof. Dr. Antonio Guillermo Jose Balbin Villaverde
Co-orientador: Prof. Dr. Ricardo Scarparo Navarro
Tese de Doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia
Biomédica da Universidade Camilo Castelo Branco, como complementação dos créditos
para obtenção do título de doutor em Engenharia Biomédica
São José dos Campos, SP
2015.
III
IV
V
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho aos meus pais, Areolino e Marivalda, por terem me dado a
base de um caráter sólido e me ensinado a reconhecer o valor de cada conquista.
Dedico à minha esposa Natália Ferraz Matos, que me apóia, me inspira e também
vive meus sonhos como se dela fossem.
Dedico à Mariana, que mesmo tão pequena me ensinou o sentido da vida.
VI
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por me permitir estudar e ajudar pessoas por meio de
minha profissão, agradeço aos meus pais, Areolino e Marivalda, meus irmãos
Alessandro e Alan e minha esposa Natália pelo amor e apoio incondicional;
Agradeço ao meu Pai, à Tia Neide e minha vó Esmeralda (in memorian) que
investiram no meu sonho de voar mais longe. Espero ter orgulhado vocês;
Agradeço ao meu orientador Prof. Dr. Antonio Guillermo Jose Balbin
Villaverde, pelo auxílio valioso nos meus momentos de inexperiência, pela riqueza
de conhecimento e simplicidade com que ensina, natural dos grandes mestres;
Agradeço ao Prof. Dr. Ricardo Navarro que mais do que um professor
competente e criativo, uma pessoa simples e que me honra com sua confiança em
trabalharmos juntos, se tornou um verdadeiro amigo;
Agradeço ao Professor e estimado amigo Império Lombardi Jr., que pra mim
segue como exemplo de profissional, ético, correto, dedicado e me inspira como
Fisioterapeuta e Professor;
Agradeço aos amigos da Unicastelo São Paulo e Unitau que me auxiliaram de
variadas maneiras nesta atribulada e recompensadora jornada, Elizabeth Tang,
Cleber Oliveira, Pâmela Fonseca, Marcos Melo, Miguel Alves, Rodrigo Oliveira,
Renato e Alex Sandra Soares, Luciana Camargo, Felipe Fagundes, obrigado pela
preciosa ajuda;
Agradeço aos professores da Unicastelo São José dos Campos, em especial
ao Prof. Dr. Egberto Munin e Profa. Dra. Adriana Barrinha que inspiram a mim e
muitos outros a desenvolver nosso país por meio da educação de alta qualidade;
Agradeço às minhas pacientes que se dispuseram a colaborar com a
pesquisa e agregaram experiências ricas à minha vida profissional e pessoal.
VII
AVALIAÇÃO DOS EFEITOS IMEDIATOS DA FOTOTERAPIA LED
(638NM) SOBRE A FORÇA E FADIGA MUSCULAR EM IDOSAS:
ESTUDO CONTROLADO DUPLO-CEGO
RESUMO
O aumento progressivo da expectativa de vida no Brasil, aumentará a proporção de
idosos com um ou mais problemas de incapacidade física no país, especialmente
em mulheres. A perda de força muscular é um dos problemas mais prevalentes
entre pessoas idosas e apresenta relação com dificuldades básicas nas atividades
de vida diária. Diodos emissores de luz (LED) têm sido usados em humanos como
alternativa de baixo custo ao laser de baixa potência (LBP) e apresentam potencial
terapêutico para manter a força e minimizar a fadiga muscular. Este estudo objetivou
avaliar os efeitos imediatos da fototerapia LED sobre a força de preensão e fadiga
muscular em mulheres idosas. Vinte e nove voluntárias participaram de um ensaio
controlado, duplo-cego, distribuídas em dois grupos: Grupo Placebo (GP; n=14) e
Grupo LED (GLED; n=15, que utilizou um diodo em 638 nm, 150 mW, 4,5 J/ponto,
18 J total). Quatro pontos equidistantes no ventre dos músculos flexores de punho
foram irradiados antes da indução da fadiga por exercício usando 75% de uma
repetição máxima (1RM). A força de preensão, o número de repetições de flexão de
punho até a fadiga, a creatinina e a Creatino Kinase (CK) sérica foram medidas. As
voluntárias do GLED realizaram número de repetições 22,03 % maior que as do GP
(27,36  6,68 contra 21,33  3,17; p = 0,011); não se observou diferença na força em
kgf pós-fadiga nas idosas irradiadas(de 22,19  3,53 para 21,39  3,56; p = 0,063)
comparada a diminuição no GP (de 20,69  2,30 para 18,45  2,25; p  0,001);
nas idosas do GP houve um aumento significativo dos níveis de CK pós-fadiga
(p = 0,003); enquanto no GLED não observou-se diferença (p = 0,972); não houve
diferença na creatinina em ambos os grupos (p = 0,593 GLED; p = 0,302 Placebo).
Conclui-se que as voluntárias irradiadas mantiveram a força de preensão pós-fadiga
muscular induzida, contrastando com a diminuição de força no GP; apresentaram
menor fadiga muscular e menor dano às fibras musculares medido por CK
sanguínea.
VIII
Palavras-chave: Idoso, fadiga muscular, força muscular, fototerapia.
IX
ASSESMENT OF IMMEDIATE EFFECTS OF 638 NM LED
PHOTOTHERAPY ON MUSCLE STRENGTH AND FATIGUE IN
ELDERLY WOMEN: A DOUBLE-BLIND CONTROLLED STUDY
ABSTRACT
The progressive increase in life expectancy in Brazil will increase the proportion of
elderly people with one or more disability issues, especially in women. The muscle
strength loss is one of the most prevalent problems among older people and is
associated with basic activities of daily living difficulties. Light emitting diodes (LEDs)
have been used in humans as a low cost alternative to the low level laser (LLL) and
have therapeutic potential to maintain strength and reduce muscle fatigue. This study
aimed to evaluate the immediate effects of LED phototherapy on grip strength and
muscle fatigue in older women. Twenty-nine volunteers participated in a double-blind
placebo-controlled trial and were divided into two groups: LED-irradiated group
(LEDG; n=15, irradiated by a LED in 638 nm, 150 mW, 4.5 J/point, 18 J total) and
placebo group (PG; n=14). Four equidistant points in the belly of wrist flexor muscles
were irradiated before induction of exercise fatigue by using 75% of one maximum
repetition (1MR). Grip strength, the number of repetitions of wrist flexion up to
fatigue, creatinine and Creatine Kinase (CK) levels were measured. The LEDG
volunteers performed a number of repetitions 22.03 % higher than the PG (27.36 
6.68 vs. 21.33  3.17; p = 0.011); there was no difference in Grip Strength in LEDG
(pre 22.19  3,53 to post 21.39  3,56; p = 0.063) compared to significant decrease
of PG (pre 20.69  2,30 to post 18.45  2,25; p  0.001). It was found a significative
increase in CK levels of PG for all post fatigue times (p = 0.003), while in LEDG no
difference was observed; there was no difference in creatinine levels in both groups
(p = 0.593 LED; Placebo p = 0.302). We concluded that the irradiated volunteers kept
the grip strength after induced muscle fatigue, in contrast to the decrease of strength
in the PG, presented less muscle fatigue and less damage to the muscle fibers
measured by blood CK.
Key-Words: Elderly, muscle fatigue, muscle strenght, phototherapy
X
LISTA DE FIGURAS
Figura 1:
Os dois padrões fundamentais de preensão da mão, pegada de
precisão (A) e pegada de força (B)................................................
19
Figura 2:
Dinamômetro hidráulico JAMAR® .................................................
23
Figura 3:
Diagrama de um típico LED da nova geração. O chip
semicondutor é montado diretamente sobre o refletor parabólico
que é parte do cátodo e é ligado à fonte do ânodo por um
fio.................................................................................................... 26
Figura 4:
Espectro de radiação de um LED com emissão no vermelho em
comparação ao espectro do laser.................................................
27
Figura 5:
Posicionamento das voluntárias para receber a irradiação LED...
31
Figura 6:
Localização da alça móvel do dinamômetro na segunda posição
(destaque) da empunhadura.......................................................... 34
Figura 7:
Posição recomendada para coleta de força de preensão palmar.. 35
Figura 8:
Unidade emissora de LED.............................................................
Figura 9:
Pontos anatômicos irradiados com LED na região anterior do
antebraço das voluntárias..............................................................
Figura 10:
37
Posicionamento do punho e mão para o protocolo de indução da
fadiga
muscular
e
contagem
do
número
de
repetições.......................................................................................
Figura 11:
36
38
Comparação das médias da força de preensão entre o GP e
GLED pré e pós-fadiga................................................................... 41
Figura 12:
Médias do número de contrações isotônicas resistidas dos
flexores de punho até a fadiga após tratamento com placebo e
com LED......................................................................................... 42
Figura 13:
Médias dos níveis séricos de CK antes da irradiação com LED
ou Placebo e para os diferentes tempos pós-indução da fadiga
muscular......................................................................................... 43
Figura 14:
Médias dos níveis séricos de creatinina antes e para os
diferentes tempos pós-indução da fadiga muscular dos grupos
LED e Placebo...............................................................................
44
XI
LISTA DE TABELAS
Tabela 1:
Fluxograma representativo da distribuição da amostra e fases da
pesquisa...........................................................................................
32
Tabela 2:
Parâmetros da irradiação com LED.................................................
36
Tabela 3:
Dados antropométricos e RM das voluntárias com média e desvio
padrão..............................................................................................
Tabela 4:
Mediana e 1º e 3º quartis da variação da força de preensão entre
os grupos (kgf).................................................................................
Tabela 5:
40
41
Variação percentual (aumento ou diminuição) dos níveis de CK
entre os grupos, para os diferentes tempos pós-fadiga em
comparação à pré-fadiga.................................................................
43
XII
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ADP: Adenosina Difosfato
ASHT: American Society of Hand Therapists
ATP: Adenosina Trifosfato
AVDs: Atividades de Vida Diária
CK: Creatino kinase
ERO: Espécies Reativas de Oxigênio
FPD: Flexor profundo dos dedos
FRC: Flexor radial do carpo
FSC: Flexor superficial dos dedos
FUC: Flexor ulnar do carpo
FWHM: Full Width at Half Maximum
IFD: Interfalangeana Distal
IFP: Interfalangeana proximal
LASER: Light Amplification by Stimulatted Emition of Radiation
LBI: Laser de Baixa Intensidade
LDH: Lactato desidrogenase
LED: Light Emitting Diode
LLLI: Low level laser intensity
MCP: metacarpo falangeana
RM: Repetição máxima
ROS: Reactive oxigen species
SNC: Sistema nervoso central
XIII
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO................................................................................................ 15
1.1. Objetivo Geral.........................................................................................
17
1.2. Objetivos Específicos..............................................................................
17
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA...........................................................................
18
2.1. Músculos da preensão palmar................................................................
18
2.2 Sarcopenia e dinapenia............................................................................ 20
2.3. Fadiga muscular......................................................................................
21
2.4. Dinamometria de preensão palmar.........................................................
22
2.5. Monitoramento de dano muscular e marcadores séricos.......................
24
2.6. Terapia com LED (Light Emitting Diode).................................................
25
3. MATERIAIS E MÉTODOS..............................................................................
30
3.1. Aspectos éticos.......................................................................................
29
3.2. Tipo de estudo......................................................................................... 29
3.3. Casuística...............................................................................................
29
3.3.1. Critérios de inclusão............................................................................
29
3.3.2. Critérios de exclusão...........................................................................
30
3.4. Local da pesquisa e coleta dos dados....................................................
30
3.5. Métodos................................................................................................... 30
3.5.1. Distribuição aleatória da amostra e procedimentos de cegamento.....
30
3.6. Procedimentos........................................................................................
32
3.6.1. Teste de Repetição Máxima (RM).......................................................
32
3.6.2. Dinamometria de preensão e amostras sanguíneas ........................... 33
3.6.3. Terapia com Diodo Emissor de Luz (LEDT)........................................
35
XIV
3.6.4. Indução da fadiga muscular.................................................................
37
3.7. Análise estatística...................................................................................
38
4. RESULTADOS...............................................................................................
40
5. DISCUSSÃO................................................................................................... 45
6. CONCLUSÃO.................................................................................................
53
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................
54
ANEXO A - Aprovação do Comitê de Ética........................................................
61
ANEXO B - Termo de consentimento livre e esclarecido – TCLE.....................
64
ANEXO C – Credenciamento da Clínica de Ortopedia do Curso de
Fisioterapia junto ao CEP UNICASTELO....................................... 68
15
1. INTRODUÇÃO
No Brasil, o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010,
calcula aproximadamente 21 milhões de habitantes acima dos 60 anos de idade,
dentre estes a maioria de mulheres (55,8%). O levantamento mostra ainda que
aumentou o número de idosos que declaram ter grande dificuldade em caminhar
100 m, de 12,2 % para 13,6 %. Considerando o aumento da expectativa de vida da
população do país, a proporção de idosos com um ou mais problemas de saúde
relacionados à incapacidade física aumentará no Brasil (IBGE, 2010).
O aumento dos fatores de riscos dos idosos se tornarem funcionalmente
dependentes e a incapacidade física diminuir gravemente as atividades de vida
diária estão intimamente relacionados à perda de massa muscular nos idosos, o que
é conhecido como sarcopenia (KATSIARAS et al., 2005). Esta condição juntamente
com a dinapenia, que é a perda de força muscular em idosos (MANINI; CLARK,
2010),
contribui
para
um
aumento
dos
casos
de
quedas,
atrapalha
o
desenvolvimento das Atividades de Vida Diária (AVDs) e aumenta o número de
limitações funcionais severas de pessoas nesta faixa etária. A dinapenia, de acordo
com achados epidemiológicos recentes de estudos longitudinais está altamente
associada à mortalidade e incapacidade física e pode afetar, dependendo da
população estudada, entre 5 e 45% dos indivíduos após os 60 anos (ABELLAN van
KAN, 2009).
A perda de força muscular relacionada ao envelhecimento é amplamente
associada à disfunção no idoso (RANTANEN et al., 1999) e tem surgido como um
dos problemas mais prevalentes entre pessoas após os 60 anos (MANINI; CLARK,
2012). Pesquisas já confirmaram a associação entre a perda de força relacionada à
idade e dificuldades básicas em AVDs (BRILL et al., 2000; ISHIZAKI et al., 2000).
A dinamometria de preensão palmar é uma medida usada como indicador da
força global do idoso (BAUTMANS et al., 2007; SUGIURA et al., 2013), sendo uma
ferramenta de fácil uso, custo baixo, válida e confiável quando comparada à
instrumentos isocinéticos (STARK et al., 2011) e pode ser utilizada na avaliação da
fadiga muscular esquelética, que é o declínio na capacidade do músculo de gerar
força, repetidas vezes, ao longo do tempo ou de manter a contração isométrica e é
uma propriedade do músculo inversamente proporcional à resistência muscular
16
(GANDEVIA, 2001). A fadiga normalmente possui natureza multifatorial e apresentase no idoso geralmente associada à outras manifestações relacionadas ao processo
de envelhecimento (POLURI et al., 2005). A fadiga pode sofrer influência da idade,
do nível de exercício físico realizado durante a vida e até mesmo do gênero
(ALLMAN; RICE, 2002; HURLEY, 1995).
Os níveis de Creatino Kinase (CK) têm sido utilizados como parâmetros para
prevenir o treinamento excessivo (HOUMARD et al., 1990) e monitorar o nível de
lesão da fibra muscular em diversas condições que envolvem esforço muscular
aumentado. Estes níveis variam com o gênero, o nível de treinamento e com a
idade. Atletas tem níveis mais altos de CK em repouso, contudo exibem aumentos
menores desses níveis pós-exercício (FALLON et al., 1999; FEHRENBACH et al.,
2000). É aceitável, portanto, que em indivíduos idosos não treinados, possa-se
observar variações significativas nos valores de CK após indução de fadiga
muscular por exercícios.
Diante do aumento da expectativa de vida mundial, é fundamental encontrar
alternativas terapêuticas viáveis que auxiliem na preservação da força muscular e
reduzam as consequências da sarcopenia em pessoas idosas. Como variável
fundamental para a preservação da função física na terceira idade, é pertinente
avaliar a força muscular do idoso e seu declínio, como preditor de outras
comorbidades e quais alternativas terapêuticas podem melhorar sua condição.
Alguns estudos têm sido conduzidos investigando os efeitos da fototerapia
principalmente com Laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation Amplificação da Luz pela Emissão Estimulada de Radiação) em 660 nm, 808 nm,
810 nm, 830 nm ou LEDs (Light Emitting Diode - Diodos Emissores de Luz) em 850
nm, sobre a força e fadiga muscular esquelética em adultos ativos saudáveis
(BARONI et al., 2010; De MARCHI et al., 2012; FERRARESI et al., 2011) e também
em jovens atletas (LEAL JUNIOR et al., 2009a; LEAL JUNIOR et al., 2010b). Tais
investigações tem mostrado que a fototerapia aplicada antes do exercício pode
reduzir os níveis de CK, acelerar a recuperação muscular e retardar ou reduzir
fadiga em jovens (LEAL JUNIOR et al., 2009b; LEAL JUNIOR et al., 2010a). Porém,
existe uma variação nos comprimentos de onda e densidades de energia usados
para a finalidade de prevenir fadiga induzida por exercício e uma repetição de
resultados observados sobre a fibra muscular de jovens.
17
Desta forma, se faz necessário investigar quais os parâmetros são seguros,
mais eficazes e quais os efetivos mecanismos de ação desta modalidade de
fototerapia sobre a fibra muscular de idosos.
Nossa hipótese é de que a fototerapia com Diodo Emissor de Luz - Light
Emitting Diode (LED) possa apresentar resultados consistentes em relação à
melhora da força e diminuição da fadiga muscular, isto resultaria na prática clínica
em menor tempo de recuperação do músculo após o exercício, melhora da
capacidade funcional do idoso e indiretamente uma diminuição no risco de lesões
músculo-esqueléticas que são tão frequentes nesta faixa de idade. A possibilidade
de
recuperação
pós-fadiga
acontecer
mais
rapidamente
pode
influenciar
positivamente a assistência de saúde aos idosos, traduzindo-se em menor tempo de
tratamento, diminuição de custos e retorno mais rápido ao trabalho e convívio
familiar.
1.1. Objetivo Geral
Avaliar os efeitos imediatos da fototerapia LED (638nm) sobre a força de preensão e
fadiga muscular em idosas.
1.2. Objetivos Específicos
 Avaliar e comparar quantitativamente a força muscular dos flexores de punho
e dedos por dinamometria de preensão palmar antes e após terapia com LED
e placebo pós-indução de fadiga muscular;
 Quantificar e comparar o número de repetições realizadas de movimentos de
flexão e extensão de punho com 75% da RM entre idosas que foram
irradiadas com LED e placebo, antes e após a fadiga muscular induzida;
 Avaliar e comparar quantitativamente os níveis de Creatino Kinase (CK)
séricos de idosas que receberam LED e placebo, antes e após indução de
fadiga muscular;
 Avaliar e comparar quantitativamente os níveis plasmáticos de creatinina das
idosas do grupo LED e placebo, antes e após indução da fadiga muscular.
18
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1. Músculos da preensão palmar
O músculo esquelético ou estriado é o tecido mais abundante no corpo humano,
contando com 40 a 45% do peso corporal total. A unidade estrutural do músculo é a
fibra muscular, célula cilíndrica longa com muitas centenas de núcleos. Uma fibra
consiste de muitas centenas de miofibrilas que são envolvidas por uma membrana
delicada de plasma chamada sarcolema. Por sua vez as miofibrilas são compostas
por sarcômeros que contêm filamentos de actina e miosina, que são a porção
contrátil das miofibrilas (STROMER, 1998).
Os músculos flexores extrínsecos superficiais de punho e dedos se localizam
no compartimento anterior do antebraço. Os responsáveis pelo movimento de flexão
do punho são: o flexor radial do carpo (FRC), que auxilia no desvio radial do punho,
o flexor ulnar do carpo (FUC), que ajuda no desvio ulnar do punho e o músculo
palmar longo. A flexão dos dedos apresenta como músculos responsáveis: flexor
profundo dos dedos (FPD), que realiza a flexão da articulações interfalangeanas
distais (IFD), interfalangeanas proximais (IFP) e metacarpofalangeanas (MCP); o
flexor superficial dos dedos (FSD), que realiza flexão de IFP e MCF e o flexor longo
do polegar, que realiza flexão da interfalangeana e MCF do polegar. Os músculos
lumbricias, realizam a flexão das articulações MCF e do 2 0 e 50 dedos, os
interósseos realizam a extensão da articulações IFP e IFD e também a flexão das
MCF. Os músculos tenares abdutor curto, flexor curto e oponente do polegar
realizam a abdução, flexão e rotação do 1 0 metacarpiano em direção à região
palmar respectivamente, na região hipotenar temos o músculos abdutor do quinto
dedo, com a ação de abduzir o 50 dedo e extender as IFP e IFD, o flexor curto do
quinto dedo fletindo a falange proximal do dedo mínimo e adutor do polegar
realizando adução do 10 dedo da mão (DUTTON, 2010). (Ilustrações disponíveis em:
https://www.kenhub.com/en/atlas/forearm-flexor-muscles)
Estes músculos flexores, com excessão da cabeça radial do FSD, se originam
no epicôndilo medial do úmero e na superfície medial e ventral da ulna proximal e
agem conjuntamente com os músculos intrínsecos e também com os extensores de
19
punho para produzir a preensão.A mão possui muitas funções importantes que nos
permite interagir com os outros e com o ambiente. Além da riqueza de informação
sensorial ela nos permite segurar objetos, o que se conhece como preensão manual
(DUTTON, 2010).
Os movimentos de preensão da mão são aqueles em que um objeto é pego e
mantido, parcial ou totalmente, dentro do compasso da mão. Estes movimentos são
empregados em uma ampla faixa de atividades propositais que envolvem o
manuseio de objetos de vários fomatos e tamanhos. A preensão é em geral dividida
em estágios: 1) abrir a mão; 2) posicionar e fechar os dedos para pegar o objeto e
adaptar-se a sua forma; 3) abordagem controlada e fechamento intencional dos
dedos e/ou da palma; 4) manutenção e estabilização da preensão (essa fase não é
usada em tarefas de precisão) e 5) liberação do objeto (NORDIN; FRANKEL, 2003).
Dois padrões distintos de movimento de preensão são identificados na mão
normal: a pegada de força e a pegada de precisão (Figura 1). A pegada de força, ou
aperto vigoroso, é um ato forçado realizado com os dedos flexionados em todas as
três juntas, de modo que o objeto seja mantido entre os dedos e a palma da mão,
com o polegar posicionado no lado palmar do objeto para forçá-lo seguramente para
dentro de região palmar (YOUNG, 2003).
A
B
Figura 1: Os dois padrões fundamentais de preensão da mão, pegada de precisão (A) e pegada de
força (B).
Fonte: Acervo próprio.
20
A pegada de precisão envolve a manipulação de pequenos objetos entre o
polegar e as faces flexoras dos dedos de uma maneira delicadamente controlada,
em geral os dedos ficam em posição semifletida, sendo que o polegar mostra
abdução e oponência (NORDIN; FRANKEL, 2003).
2.2. Sarcopenia e dinapenia
A perda de massa muscular e função relacionada à idade, conhecida como
sarcopenia, é fator de risco bem conhecido para morbidades como fragilidade,
incapacidade, institucionalização e morte (VISSER; SCHAAP, 2011). Este fenômeno
está associado ao avanço da idade e é considerado uma síndrome complexa que
pode ocorrer perda da massa muscular isolada ou acompanhada de aumento de
massa gorda (EVANS et al., 2010).
Após os trinta anos de idade já se observa uma diminuição da área
transversal
dos
músculos
e
maior
conteúdo
gorduroso
intramuscular.
Histologicamente observa-se uma atrofia muscular às custas de uma perda
gradativa e seletiva das fibras esqueléticas. Estas alterações são mais pronunciadas
na mulher do que no homem (ROSSI; SADER, 2002).
As causas são multifatoriais e incluem desuso, disfunção endócrina, doenças
crônicas, inflamação e deficiências nutricionais. Os músculos são reservatórios de
proteína e energia que podem ser usadas em períodos de estresse extremo ou má
nutrição e as funções fisiológicas que ocorrem dentro do tecido muscular tem efeitos
críticos sobre o metabolismo humano e no desenvolvimento da sarcopenia (EVANS
et al., 2010).
Os mecanismos responsáveis pela sarcopenia citados na literatura são
muitos e variados: fatores externos como deficiências de nutrição e sedentarismo,
mudanças intrínsecas bioquímicas e físicas levando a atrofia, redução na
estimulação neuronal devido à redução do número e função dos motoneurônios ,
lesão oxidativa do DNA mitocondrial com acúmulo de mutações que reduziriam a
produção de energia (McKENZIE et al., 2002), e aumento do conteúdo lipídico
intramuscular (DELMONICO et al., 2007).
A taxa de perda de massa muscular varia entre os indivíduos e é influenciada
por fatores que modulam o equilíbrio entre processos catabólicos e anabólicos. De
21
fato, a fraqueza muscular é um forte preditor de mortalidade, independente de outros
fatores de risco (EVANS et al., 2010).
Em 2010, o Grupo de Trabalho Europeu em Sarcopenia nos Idosos propôs
uma avaliação clínica para sarcopenia, que inclui os seguintes parâmetros: redução
da massa muscular; redução da força muscular e/ou baixa performance física.
O termo dinapenia, surgiu pela primeira vez em 2008, Manini e Clark a
definiram como a perda de força muscular relacionada com o avanço da idade. Os
mesmos
argumentam
que
a
perda
de
massa
(sarcopenia)
não
explica
completamente a perda de força no idoso e outros mecanismos como alterações na
quantidade de músculo, qualidade contrátil e ativação neural estariam envolvidos e
contribuiriam em conjunto para a fraqueza muscular no idoso (MANINI; CLARK,
2010).
2.3. Fadiga muscular
A fadiga muscular pode ser definida como a redução, induzida pelo exercício, da
capacidade do sistema neuromuscular em gerar força, trabalho ou potência. Sua
instalação
pode
estar
relacionada
a
fatores
neurológicos,
metabólicos,
eletrofisiológicos, mecânicos, subjetivos entre outros, os quais interferem no
funcionamento sincronizado entre o sistema nervoso central (SNC) e as vias
periféricas (SILVA et al., 2011). Trata-se de um sintoma inespecífico associado à
problemas crônicos de saúde e à piora funcional. É um fenômeno de natureza
complexa e multifatorial e apresenta-se no idoso normalmente associada à outras
manifestações relacionadas ao processo de envelhecimento (POLURI et al., 2005).
A fadiga muscular, também pode ser descrita como a diminuição gradual da
capacidade de força muscular ou o ponto final de uma atividade sustentada, que
pode ser medida pela diminuição da força muscular, uma mudança na atividade
eletromiográfica ou um esgotamento da função contrátil (ENOKA; DUCHATEAU,
2008).
Está bem estabelecido que a idade avançada é acompanhada por mudanças
no sistema neuromuscular, incluindo um declínio no tamanho e na força do músculo
(KENT-BRAUN et al., 2000). Sem dúvida existe uma importante associação entre a
força muscular e a performance de atividades de vida diária para os idosos (BRACH;
VanSWEARINGEN, 2002). Para estas atividades também é importante a
22
capacidade do idoso em realizar tarefas repetidas vezes ou por longos períodos de
tempo, o que requer capacidade de resistir à fadiga muscular (CHRISTIE; SNOOK;
KENT-BRAUN, 2011).
O estudo da fadiga muscular tem importância crítica para a população idosa
quando consideramos o grau de limitação e incapacidades a ela relacionadas.
Entretanto, os ensaios em seres humanos disponíveis na literatura avaliaram a
performance muscular com maior ênfase em jovens.
Recentemente, pesquisadores tem se preocupado em avaliar os efeitos da
fototerapia com lasers e LEDs como participantes na prevenção ou redução da
fadiga muscular esquelética (LEAL JUNIOR et al., 2009b; LEAL JUNIOR et al.,
2010b) no aumento da função contrátil do músculo e sua recuperação pós esforço.
Isto significaria, especialmente para os idosos, uma diminuição significativa no
número de restrições físicas, dependência, quedas, fraturas graves e internações.
Adicionalmente, poderiam melhorar a função física e qualidade de vida de indivíduos
nesta faixa etária.
2.4. Dinamometria de preensão palmar
O envelhecimento está associado à perda de volume e força muscular levando o
idoso a apresentar dificuldades em suas atividades de vida diária. Porém, a
diminuição do volume muscular e fraqueza muscular podem afetar os grupos
musculares de maneira diferente e devem ser avaliadas separadamente. Manini e
Clark (2010) alertam que o declínio da força pode exceder o do volume com o
avanço da idade.
É essencial, portanto, que instrumentos de avaliação, incluindo os que se
dedicam a medir força muscular sejam confiáveis, pois estes permitem ao
profissional atingir conclusões que sejam minimamente afetadas por fatores
externos, diminuindo as chances de erros de aferição.
Existem opções de instrumental para avaliar a força de preensão palmar,
tanto em jovens quanto em idosos. Contudo, o mais citado na literatura e
considerado o padrão ouro é o dinamômetro JAMAR®. É também o que apresenta
maior quantidade de dados normativos (ROBERTS et al., 2011).
O Dinamômetro JAMAR® é recomendado pela Sociedade Americana de
Terapeutas da Mão, American Society of Hand Therapists (ASHT, www.asht.org),
23
para medir força de preensão, a utilização do equipamento é simples e de fácil
administração (BELLACE et al., 2000).
Este instrumento, que foi reportado na década de 1950, possui duas alças
paralelas, sendo uma fixa e outra móvel que pode ser ajustada em cinco posições
diferentes, propiciando um ajuste ao tamanho da mão do paciente. Este aparelho
contém um sistema hidráulico fechado que mede a quantidade de força produzida
por uma contração isométrica aplicada sobre as alças e a força de preensão da mão
é registrada em quilogramas ou libras (FIGUEIREDO et al., 2007) (Figura 2).
®
Figura 2: Dinamômetro hidráulico JAMAR .
Fonte: Acervo próprio.
Para a avaliação da força de preensão a ASHT recomenda que o paciente
deve estar confortavelmente sentado, posicionado com o ombro aduzido, o cotovelo
fletido a 900, o antebraço em posição neutra e, por fim, a posição do punho pode
variar de 00 (neutro) a 300 de extensão do punho.
Bohannon (1998) e Macaniff e Bohannon (2002) demonstraram a validade do
aparelho para mensurar força de preensão e documentar déficits na força de
pacientes internados e também dos tratados domiciliarmente. Sua confiabilidade foi
testada e encontrou-se níveis de correlação elevada, (r0,97) para inter-
24
examinadores e (r0,80) para a confiabilidade teste-reteste (MATHIOWETZ et al.,
1984; PEOLSSON; HEDLUNG; OBERG, 2001). Estas pesquisas asseguram que o
dinamômetro JAMAR® é confiável para ser operado por examinadores diferentes,
como também em momentos distintos, garantindo uma documentação objetiva dos
resultados das intervenções clínicas.
Em relatório, o Grupo de Trabalho Europeu para Sarcopenia em Idosos,
define um consenso sobre o diagnóstico da sarcopenia caracterizado por baixa força
e massa muscular. Dentre os vários instrumentos utilizados para medir força, a única
técnica de avaliação recomendada pelo grupo foi a força de preensão e também
considerada a mais simples para medir função muscular na prática clínica diária
(CRUZ-JENTOFT et al., 2010).
Entende-se, portanto, que a variável força muscular, inclusive a de preensão,
deve ser priorizada em relação à massa na avaliação e correlação com o estado
funcional dos idosos. O dinamômetro de preensão JAMAR® é ferramenta largamente
citada e aplicada na literatura científica especializada e portanto é adequada para tal
aferição.
2.5. Monitoramento de dano muscular e marcadores séricos
A Creatino Fosfoquinase (CK) é uma proteína globular dimérica que consiste em
duas subunidades com uma massa molecular de 43 kDa. Ela absorve ATP celular e
concentrações de ADP por catalisar a troca reversível de ligações de fosfato de alta
energia entre fosfato e ADP produzido durante a contração. Há pelo menos cinco
isoformas da CK, a CK-MM está especificamente limitada a linha-M do sarcômero, é
encontrada na fibra muscular em que o consumo de ATP é elevado e é um
marcador da injúria muscular. Portanto, os níveis elevados de CK dependem do
dano sarcomérico, elevando-se seja por exercício extenuante ou por patologia
muscular (BRANCACCIO; MAFFULLI; LIMONGELLI, 2007).
A verificação direta do dano muscular em seres humanos é possível usando
biópsia ou imagens de ressonância. Contudo, enquanto a biópsia pode superestimar
ou subestimar o dano real, já que os resultados de uma fração pequena são
extrapolados para todo o músculo, a avaliação por imagem da ressonância gera
controvérsias relacionadas ao método de análise da imagem para determinar o dano
ao músculo (CLARKSON; HUBAL, 2002).
25
A maioria, portanto, das pesquisas que buscam investigar o dano muscular
utiliza marcadores indiretos como dolorido muscular tardio, os níveis de CK
sanguíneos e a avaliação da força muscular, que é considerado uma das melhores
maneiras de medir a magnitude da lesão (WARREN; LOWE; ARMSTRONG, 1999).
O nível sérico de enzimas musculares é um marcador do estado funcional do
tecido muscular tanto em condições fisiológicas como em patológicas. Um aumento
dessas enzimas pode significar algum grau de necrose celular e lesão tecidual, seja
por
lesões
musculares
agudas
ou
crônicas
(BRANCACCIO;
MAFFULLI;
LIMONGELLI, 2007).
A enzima CK permanece como o exame laboratorial mais específico e
provavelmente mais sensível para a avaliação de dano muscular. Os outros
marcadores
musculares
(aldolase,
transaminases,
enolase
e
LDH)
têm
especificidade e sensibilidade menores e sua utilidade clínica é limitada se
considerarmos seus valores de maneira isolada (PICARRELI; KAISER; MUHLEN,
2004).
Pesquisas realizadas em animais e também em seres humanos têm utilizado
a CK como biomarcador para caracterizar e de modo indireto, avaliar o dano
muscular induzido por exercício, bem como inflamação tecidual (BARONI et al.,
2010; De MARCHI et al., 2012; LEAL-JUNIOR et al., 2010a; LEAL-JUNIOR et al.,
2010b; SUSSAI et al., 2010)
2.6. Terapia com LED (Light Emitting Diode)
O termo LED é um acrônimo de Light Emitting Diode (Diodo Emissor de Luz), tratase de um diodo baseado em junções p-n (positivo – negativo) que quando
energizado emite luz. Desde 2001 a Food and Drug Administration (FDA) aprovou
testes clínicos com aplicação do LED para cicatrização de feridas em humanos,
devido seu baixo risco de provocar lesões na pele (WHELAN et al., 2001).
A fototerapia com lasers e LEDs é usada por vários profissionais como:
fisioterapeutas para tratar uma grande variedade de dores e lesões agudas e
crônicas, por dentistas para tratar tecidos bucais inflamados e cicatrizar úlceras, por
médicos dermatologistas para tratar edema, úlceras, queimaduras e dermatites, por
26
médicos reumatologistas para aliviar a dor, tratar inflamações crônicas e doenças
auto-imune (KARU, 2007).
O termo fototerapia é seguramente mais abrangente do que cirurgia laser ou
Laserterapia e passou a ser utilizado para agregar todas as fontes de luz que
recentemente passaram a ser utilizadas, não apenas os lasers baseados em diodos
(CALDERHEAD, 2007).
Um LED típico é totalmente no estado sólido, sem filamentos, de gases ou
lâmpadas de flash. Esta construção em estado sólido também confere uma
eficiência muito alta na geração do fóton, o que significa que muito menos energia
para o LED é necessária para gerar uma boa potência de saída, e portanto,
intensidade de fótons com mínima geração de calor no próprio LED (Figura 3)
(CALDERHEAD, 2007).
Figura 3: Diagrama de um típico LED da nova geração. O chip semicondutor é montado diretamente
sobre o refletor parabólico que é parte do cátodo e é ligado a fonte do ânodo por um fio.
Fonte: Calderhead (2007).
O uso do LED nas investigações clínicas vem crescendo rapidamente nos
últimos anos, possivelmente por configurar uma alternativa ao uso do laser. Uma
análise dos resultados clínicos publicados, do ponto de vista dos vários tipos de
fontes de radiação levam a conclusão de que lasers não tem um potencial
terapêutico maior que os LEDs (KARU, 2007). A autora ainda infere que o aumento
da atividade celular, tanto em divisão como em síntese, têm sido relacionados ao
comprimento de onda do fóton e com a dose, e não especificamente à fonte de luz.
O cromóforo é responsável pela absorção luminosa, quando ocorre a absorção de
27
fótons por um cromóforo um estado molecular eletronicamente excitado se
estabelece, resultando na atividade celular.
A despeito de indicar efeitos semelhantes aos da fototerapia com laser de
baixa potência, o LED apresenta algumas diferenças em relação ao laser como a
emissão de luz não coerente e não colimada (CORAZZA, 2005). Os LEDs
apresentam um custo menor do que outras fontes de fototerapia, isto é
especialmente relevante nesta época de crescentes custos de saúde, pode, se
necessário, ser utilizado sem o uso das mãos do aplicador durante a terapia, são
muito mais eficientes em termos de energia e tem potencial para um melhor
desenvolvimeto da qualidade óptica.
O espectro da luz emitida pelo LED é mais amplo em relação ao Laser
(Figura 4).
Figura 4: Espectro de radiação de um LED com emissão no vermelho em comparação ao espectro
do laser.
Fonte: Corazza (2005), http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/82/82131/tde-25072006-095614/ptbr.php
28
Na última década, com a introdução de equipamentos comerciais de LED,
houve um grande empenho de pesquisadores em mostrar sua aplicabilidade e
analisar seus efeitos fotobiomodulatórios em estudos com animais e humanos
(CALDERHEAD, 2007), incluindo cicatrização de feridas, lesões dermatológicas,
dores agudas e crônicas, lesões no esporte e performance muscular (LEE et al.,
2007).
Não há dúvidas de que a fototerapia com LED, quando usada respeitando
preceitos fotobiológicos sólidos, comprimento de onda adequado, tecido alvo e
intensidade correta é uma modalidade segura, flexível e relativamente barata, o que
é bem vindo em época de custos crescentes para terapeutas e pacientes
(CALDERHEAD, 2007).
29
3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1. Aspectos éticos
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unicastelo sob o
número 261.600 (Anexo A). Todas as participantes foram selecionadas da lista de
espera da clínica de Fisioterapia da Unicastelo São Paulo e depois de informadas
sobre os procedimentos da pesquisa e aceitarem participar, assinaram um Termo de
consentimento livre e esclarecido (TCLE) (Anexo B).
3.2. Tipo de estudo
Estudo clínico intervencional, duplo-cego, com distribuição aleatória, controlado com
placebo.
3.3. Casuística
Para o estudo foram selecionadas 29 idosas, seguindo os critérios de inclusão
previamente estabelecidos, da lista de espera da clínica de Fisioterapia da
Unicastelo Campus São Paulo, SP. Mulheres idosas foram selecionadas devido à
característica demográfica da população idosa e pelas mulheres sofrerem maior
perda de força devido ação hormonal na faixa etária entre 60 e 70 anos.
3.3.1. Critérios de inclusão
Foram incluídas mulheres, com idade entre 60 e 70 anos, capazes de ler o TCLE,
não atletas, com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 18,5 e 29,99 kg/m2 que
voluntariamente aceitaram participar da pesquisa, após assinatura do TCLE do
projeto, aprovado pelo CEP da Unicastelo.
30
3.3.2. Critérios de exclusão
 Idosas que realizaram procedimento cirúrgico prévio no membro superior a
qualquer tempo;
 doenças da coluna cervical;
 doenças sistêmicas degenerativas, imunossupressoras;
 idosas que faziam uso de medicamentos relaxantes musculares e/ou
estatinas de modo regular ou ao menos três dias antes do teste;
 idosas com rabdomiólise, doença neuromuscular, miastenia gravis e
polimiosite;
 idosas com diagnóstico clínico de doença articular inflamatória ou doença
articular degenerativa assintomática nas mãos, punhos e cotovelos;
 idosas com diagnóstico há menos de quatro meses de tendinite ou
tenossinovite de tendões extensores ou flexores de punho e dedos.
3.4. Local da pesquisa e coleta dos dados
Todos os procedimentos realizados com as voluntárias, incluindo as coletas e
intervenções, aconteceram na clínica de Fisioterapia da Unicastelo Campus São
Paulo, SP, credenciada pelo CEP da Unicastelo (0019/2011) (Anexo C).
3.5. Métodos
3.5.1. Distribuição aleatória da amostra e procedimentos de cegamento
A amostra foi aleatoriamente distribuída em grupos Placebo (GP) e grupo LED
(GLED). Um sorteio foi realizado por um assistente cego no estudo, usando
envelopes fechados, selados e opacos, contendo as inscrições A (GP) e B (GLED),
que determinavam qual grupo receberia LED ou seu Placebo. O GLED incluiu
voluntárias que receberam LED ativo (n=15) enquanto o GP incluiu voluntárias que
receberam LED placebo (n=14). O protocolo experimental está apresentado na
Tabela 1. O assistente, único a saber da distribuição dos grupos, além de
responsável por definir o tratamento LED ativo ou placebo de acordo com o sujeito,
31
foi orientado a não comunicar ao pesquisador que aplicou a fototerapia e ao
avaliador da força de preensão o tipo de terapia dada aos pacientes.
As voluntárias e aplicador do LED usaram óculos de proteção para o
comprimento de onda do LED. A mesa que apoiava o antebraço dominante trazia
uma divisória em papel escuro fixa em seu tampo, com orifício na parte inferior por
onde passava apenas o antebraço do indivíduo até cinco centímetros acima do
cotovelo, evitando assim que sujeito e pesquisador aplicador se vissem,
contribuindo, assim como os óculos de proteção, para o cegamento das pacientes
(Figura 5).
Figura 5. Posicionamento das voluntárias para receber a irradiação LED.
Fonte: Acervo próprio.
Durante a coleta de força o pesquisador que aplicou a terapia não esteve
presente e o pesquisador avaliador da força acessava a sala de exames apenas
para a medida de força e se retirava.
32
Tabela 1: Fluxograma representativo da distribuição da amostra e fases da pesquisa.
Distribuição aleatória da amostra em 2 grupos
Placebo n=14
Sequencia temporal (s)
1a amostra de sangue
LED n=15
1a amostra de sangue
 120 s
Teste de força pré Fadiga
Teste de força pré Fadiga
 60 s
Placebo (não irradiado)
Irradiação com LED
 120 s
Protocolo de Fadiga
Protocolo de Fadiga
 60 s
Amostras de sangue em
1, 5, 10 e 15 min
Amostras de sangue em
1, 5, 10 e 15 min
 60 s
Teste força pós fadiga
Teste força pós fadiga
3.6. Procedimentos
Os testes de força de preensão e coletas de sangue foram realizados na clínica de
Fisioterapia da UNICASTELO–SP, respectivamente por Fisioterapeuta e Enfermeira
treinados e experientes. As amostras de sangue foram analisadas no laboratório de
análises clínicas do Curso de Farmácia da própria universidade por Farmacêutico
experiente.
3.6.1. Teste de Repetição Máxima (RM)
Oito dias antes das coletas de força e sangue, as idosas realizaram exercícios
padronizados de flexão e extensão do punho (4 a 5 repetições com carga leve, com
um halter de 200 g) e preensão palmar (três a quatro contrações utilizando o
dinamômetro com força submáxima) este procedimento foi usado para as
participantes se familiarizarem com o equipamento e com o movimento. Com o
antebraço apoiado e fixo por tiras de velcro e o punho e mão para fora da mesa, as
33
voluntárias foram orientadas a realizar o movimento de flexo-extensão de punho, do
lado dominante, com a máxima força de contração. Esta medida é conhecida como
1 Repetição Máxima (1RM) que é definido como a quantidade máxima de peso
levantado em esforço máximo, onde o indivíduo completa todo o movimento que não
poderá ser repetido uma segunda vez (CLARKE, 1973).
Halteres de 5000, 1000, 500, 250 e 100 g adicionados progressivamente de
acordo com a força de cada voluntária, foram utilizados para determinar a Repetição
Máxima que cada idosa era capaz de erguer, com seu lado dominante, em uma
única repetição do movimento de flexão de punho contra-resistido. Do valor obtido,
utilizou-se 75% para ser usado no protocolo de fadiga. As participantes foram
orientadas a não executar qualquer tipo de exercício físico extenuante ao menos
uma semana antes da data do exame. Os exames ocorreram todos pela manhã,
entre as 8:00 e 10:00 horas, para diminuir variações do ciclo circadiano. A
padronização na execução dos exercícios foi uma preocupação do estudo.
3.6.2 Dinamometria de preensão e amostras sanguíneas
Logo à chegada na clínica as voluntárias foram orientadas a permanecer sentadas
aguardando início do protocolo de pesquisa. Dois minutos antes da primeira
avaliação de força, foi coletada a primeira amostra de sangue para analisar CK e
creatinina das idosas. Após antisepssia da superfície ventral do braço nãodominante, uma enfermeira cega no estudo coletou 5 mL de sangue na fossa
antecubital (Kits específicos da Labest Diagnóstica SA, MG, Brasil, CPK ANVISA –
10009010019 e Creatinina Enzimática ANVISA - 10009010237). A avaliação da
força de preensão utilizou um dinamômetro hidráulico calibrado JAMAR® (Sammons
Preston Rolyan, IL, EUA), com a alça móvel posicionada na segunda posição da
empunhadura como recomenda a ASHT (Figura 6).
34
Figura 6. Localização da alça móvel do dinamômetro na segunda posição (destaque) da
empunhadura.
Fonte: Acervo próprio.
A voluntária segurava com a mão dominante o equipamento, após comando
verbal dado pelo avaliador, a participante apertou o dispositivo com a força máxima,
por três vezes, cada uma durante três a cinco segundos e utilizou-se a média das
três medidas, seguindo as recomendações da ASHT (FESS, 1992). O equipamento
utiliza escalas em libras (0-200) e também kilograma-força (kgf) adotada neste
estudo, com uma amplitude operacional de zero a 90 kg de força isométrica máxima
(BALDWIN; PARATZ; BERSTEN, 2013).
As voluntárias adotaram a posição sentada em uma cadeira sem apoio para
os braços, com o tronco ereto encostado à cadeira, orientadas a manter os joelhos
fletidos a 900, o membro superior a ser testado em adução e rotação de ombro
neutra, 900 de flexão de cotovelo, antebraço em meia pronação e punho neutro,
podendo mover-lo até 300 de extensão (Figura 7).
35
Figura 7: Posição recomendada para coleta de força de preensão palmar.
Fonte: Acervo próprio.
As outras amostras de sangue foram colhidas 1, 5, 10 e 15 min após a
indução da fadiga muscular para determinar CK e creatinina. Todos os
procedimentos de biossegurança para manusear as amostras foram seguidos de
acordo com as normas do fabricante. As amostras foram congeladas e analisadas
usando fotômetro com cubeta termostatizada, capaz de medir com exatidão a
absorbância em 340 nm (LEAL JUNIOR et al., 2010b). A segunda medida da força
ocorreu 60 s após a última coleta de sangue.
3.6.3 Terapia com Diodo Emissor de Luz (LEDT)
Um minuto após a dinamometria, os grupos receberam aplicação com LED ou
placebo (638 nm, Bios Therapy II, BIOS, São José dos Campos, SP, Brasil)
Equipamento aprovado pela ANVISA sob número 80745679001 (Figura 8).
36
Figura 8: Unidade emissora de LED.
Fonte: BIOS Therapy II, www.biosind.com.br
O feixe de luz foi conduzido por uma ponteira de fibra óptica e o equipamento
foi calibrado antes e após o experimento. Parâmetros resumidos são mostrados
na Tabela 2. As voluntárias foram orientadas a sentar em uma cadeira e apoiar
toda face posterior do braço (lado dominante) em uma mesa, com altura ao nível
dos mamilos.
Tabela 2: Parâmetros da irradiação com LED.
LED com banda de emissão centrada em 638 nm e largura
de banda 22 nm (FWHM)
Modo de emissão: contínuo
Potência média: 150 mW
Diâmetro da ponteira: 7 mm
Área: 0,385 cm2
Densidade de energia por ponto: 11,7 J/cm2
Energia por ponto: 4,5 J
Tempo de irradiação: 30 s
Número de pontos: quatro
Total de energia entregue ao tecido: 18 J
Modo de aplicação: contato direto da ponteira com a
superfície da pele em ângulo de 90° com leve pressão.
37
Foram irradiados quatro pontos equidistantes 4 cm um do outro na face
ventral do antebraço dominante, definidos e demarcados antes da irradiação sempre
pelo mesmo assistente na pesquisa, formando um quadrilátero cujo centro
localizava-se em um ponto a cinco centímetros abaixo da linha do cotovelo sobre a
superfície medial e proximal do antebraço (Figura 9). Nesta área concentra-se o
tendão comum, que reúne parte da fixação proximal dos principais flexores de punho
e dedos (HOUGLUM; BERTOTI, 2014).
O modo de aplicação executado foi com contato direto da ponteira com a
superfície da pele, com discreta pressão em ângulo de 90 em cada um dos quatro
pontos de aplicação. O GP realizou os mesmos procedimentos descritos
anteriormente, porém a passagem da luz do equipamento foi bloqueada, com um
pequeno anteparo colocado na ponta da ponteira do equipamento.
Figura 9: Pontos anatômicos irradiados com LED na região anterior do antebraço das voluntárias.
Fonte: Acervo próprio.
3.6.4. Indução da fadiga muscular
Dois minutos após aplicação de LED ou placebo as idosas, ainda sentadas,
iniciaram movimentos de flexão e extensão de punho do lado dominante. Foram
todas orientadas a realizar o máximo de repetições com ADM completas utilizando
carga de 75% de uma RM calculada previamente. O movimento de flexão de punho,
além da carga imposta, foi executado contra a ação da gravidade. As participantes
foram instruídas a executar o exercício com o máximo de intensidade e receberam
incentivo verbal durante todo o procedimento. Uma régua alinhada à mesa auxiliou a
38
acompanhar se cada a flexão de punho realizada atingia a posição neutra do punho
(Figura 10). O número de repetições foi conferido pelo pesquisador. Considerou-se
fadiga atingida quando a voluntária flexionando o punho não foi mais capaz de
atingir a posição neutra da articulação do punho (00).
Figura 10. Posicionamento do punho e mão para o protocolo de indução da fadiga
muscular e contagem do números de repetições.
Fonte: Acervo próprio.
3.7 Análise estatística
Os dados foram analisados pelo software SPSS v.17® e Minitab 16® e os gráficos
construídos pelo GraphPad 5.0®. As medidas de força e CK foram expressas em
médias e desvios padrão e as medidas da variação (pós fadiga – pré fadiga) em
medianas e quartis (25% – 75%), devido à distribuição fortemente não normal das
diferenças percentuais. O teste de Shapiro-Wilk analisou a normalidade. A
comparação das médias de força pré e pós-fadiga utilizou o teste T de Student
pareado e para análise das variações na força muscular pré e pós-fadiga  (pós –
pré =) entre os grupos e variações de CK utilizou-se a teste T de Student
unicaudal. A ANOVA foi usada para analisar o número de repetições, e ANOVA com
medidas repetidas para CK e creatinina, com o Pós Teste Comparação múltipla de
Tukey. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05). Para detectar diferenças
39
de 2 kgf na força muscular, foram necessários um mínimo 14 pacientes para cada
grupo
40
4. RESULTADOS
A Tabela 3 exibe as características antropométricas e RM de flexão de punho das
voluntárias: idade, IMC, raça e lado dominante. Os resultados mostram que na linha
de base não houve diferença entre os grupos nas variáveis: idade (p=0,62); IMC
(p = 0,67); e RM inicial (p = 0,90).
Tabela 3: Dados antropométricos e RM das voluntárias com média e desvio padrão.
Variáveis
Grupo placebo (n=14)
Grupo LED (n=15)
Idade (anos)
64,92  2,52
64,57  2,56
IMC (kg/m2)
27,92  2,45
26,45  2,70
RM de flexão punho (kg)
9,53  2,81
9,4  2,66
12 ; 2
12 ; 3
Raça: C ; N
Lado dominante
27 destros - 2 sinistros
C = Caucasiano e N = Negro.
Os resultados da força de preensão são mostrados na Figura 11, exibindo a
comparação entre os momentos pré e pós-fadiga para o GP e GLED. Na
comparação dos valores de força de preensão pré-fadiga não havia diferença entre
os grupos (p = 0,093). Houve uma diminuição estatisticamente significativa da força
de preensão no GP (de 20,69  2,30 para 18,45  2,25, p  0,001). No GLED não
houve diminuição significativa da força, observada quando se comparou as médias
de força de preensão nos momentos pré com pós-fadiga (de 22,19  3,53 para 21,39
 3,56, p = 0,063).
41
Figura 11: Comparação das médias da força de preensão entre o GP e GLED pré e pós fadiga
(*p=0,001).
A variação de força de preensão (), que é a força pós-fadiga menos a força
pré-fadiga, nos dois grupos também foi comparada e o GP apresentou maior queda
na força (-1,7) que o GLED (-0,7) (p = 0,009), Tabela 4.
Tabela 4: Medianas e 1º e 3º quartis da variação da força de preensão entre os grupos (kgf).
Variação de
Força
Mediana
1º Quartil
3º Quartil
GP
-1,7
-2,23
-1,48
GLED
-0,7
-1,85
0,0
0,009
Os resultados do número de repetições isotônicas resistidas para o GP e
GLED estão apresentados na Figura 12. O número médio de repetições para o
GLED (27,36  6,68) foi 22,03 % maior do que a média do GP (21,33  3,17)
atingindo diferença significativa (p = 0,011).
42
Repetições (n)
40
*
30
20
10
0
Placebo
LED
Figura 12: Médias do número de contrações isotônicas resistidas dos flexores de punho até a fadiga
após tratamento com placebo e com LED (*p = 0,011).
Os níveis séricos de CK pré-fadiga e sua evolução ao longo do tempo pósfadiga para o GP e GLED são apresentados na Figura 13. Na comparação dos
níveis de CK pré-fadiga os grupos eram semelhantes GLED (135,60  52,18 U/L) e
GP (137,57  43,32 U/L) (p = 0.926). O GP apresentou aumento significativo da CK
em todos os tempos pós-fadiga (1, 5, 10 e 15 min) comparados à medida pré-fadiga
(p = 0,003). No GLED, os níveis de CK pós-fadiga não variaram significativamente
ao longo do tempo registrado (p = 0,972) em comparação à média pré-fadiga.
43
Figura 13: Médias dos níveis séricos de CK antes da irradiação com LED ou Placebo e para os
X
diferentes tempos pós-indução da fadiga muscular. Diferença entre 1 min (p = 0,001); 5 min
(p = 0,009); 10 min (p = 0,001) e 15 min (p  0,001) todos comparados ao nível pré-fadiga.
As variações percentuais nos níveis de CK, expressas como:
[(CK de cada tempo - CK pré-fadiga) / CK pré-fadiga] x 100
também foram comparadas entre os grupos (Tabela 5). No primeiro minuto
observou-se uma queda significativa da CK no grupo irradiado com LED, nos demais
tempos houve uma manutenção dos níveis de CK no GLED contrastando com o
progressivo aumento de seus níveis no GP.
Tabela 5 Variação percentual (aumento ou diminuição) dos níveis de CK entre os grupos, para os
diferentes tempos pós-fadiga em comparação à pré-fadiga.
Mediana
(%)
1º Quartil
(%)
3º Quartil
(%)
GP
10,99
7,9
12,79
GLED
-3,57
-8,83
0,53
GP
9,8
6,62
12,85
GLED
0,00
-3,78
1,72
GP
12,81
6,92
17,27
GLED
0,00
-4,84
2,35
GP
GLED
16,21
6,19
20,85
0,00
-3,17
2,35
Variação de CK
1 min – pré
5 min – pré
10 min – pré
15min – pré
p
0,0026
0,0498
0,0133
0,0015
44
Os níveis séricos de creatinina foram analisados nos momentos pré-fadiga e
nos tempos 1, 5, 10 e 15 min pós-fadiga induzida para o GLED e GP e seu
comportamento está apresentado na Figura 14. Não houve variação significativa da
creatinina ao longo do tempo registrado em nenhum dos grupos quando
comparados à média pré-fadiga, GLED (p = 0,593) e GP (p = 0,302).
Figura 14: Médias dos níveis séricos de creatinina antes e para os diferentes tempos pós-indução da
fadiga muscular dos grupos LED e Placebo.
45
5. DISCUSSÃO
Este estudo avaliou os efeitos imediatos da fototerapia LED sobre a força e fadiga
muscular em idosas, irradiando pela primeira vez os músculos de preensão palmar,
usando teste de força e marcador bioquímico de lesão muscular. Pesquisas recentes
reportadas na literatura investigaram o efeito do LED sobre a fadiga em atletas
jovens (BARONI et al., 2010; LEAL JUNIOR et al., 2009c; LEAL JUNIOR et al.,
2010b) e mulheres menopausadas (PAOLILLO et al., 2011). Porém, nenhuma delas
apresentou número de amostra tão numerosa quanto do presente ensaio (total de
29). O maior número encontrado em estudo análogo foi de 20 e não considerou a
pigmentação da pele dos indivíduos (PAOLILLO et al., 2011).
Os achados do presente estudo mostram que no GLED não houve diferença
significativa na força de preensão entre os momentos pré e pós-fadiga. O GP, em
média, apresentou queda significativamente maior para a força de preensão que o
GLED. Isto sugere que a aplicação de LED, antes da indução da fadiga é capaz de
manter a força de preensão palmar isométrica após exercício voluntário em fibras
musculares em idosas. Os parâmetros do LED deste estudo foram escolhidos
baseados em estudos anteriores que usaram laser de baixa potência com média de
energia entre 3 e 7 J por ponto (ALMEIDA et al., 2012; KELENCZ et al., 2010; TOMA
et al., 2013).
Nos músculos de idosos existe um estado pró-inflamatório caracterizado por
altos níveis de citocinas (Fator de Crescimento Tumoral-; TNF-, Interleucina-6; IL6 e Interleucina-1; IL-1) e uma baixa produção de proteínas musculares que tem sido
correlacionado ao desenvolvimento da sarcopenia (EVANS et al., 2010). No tecido
muscular esquelético, o envelhecimento é acompanhado por uma redução na
capacidade de fluxo sanguíneo (DONATO et al., 2006) e um comprometimento da
vasodilatação endotelio-dependente, em parte, devido à sinalização alterada das
espécies reativas de oxigênio (ERO) e diminuição na biodisponibilidade do óxido
nítrico (ON) (MULLER-DELP et al., 2002).
Os resultados do presente estudo mostram que no GLED não houve
diferença na força de preensão pós-fadiga, enquanto no GP houve diminuição nos
valores médios de força. Isto sugere que a irradiação LED, antes da indução da
46
fadiga é capaz de manter a performance isométrica após exercício voluntário dos
músculos de idosas, atuando via mecanismos já conhecidos como aumento do fluxo
sanguíneo no local (LARKIN et al., 2012), aumento na microcirculação intramuscular
(BARONI et al., 2010), na angiogênese e neovascularização (SOUSA et al., 2012).
Outro possível mecanismo para a conservação da força, seria que o LED gera um
aumento
agudo
na
concentração
de
ON
intravascular,
provocando
uma
vasodilatação, aumentando a temperatura e oxigenação do tecido com consequente
aumento da neurotransmissão, já que o mesmo (ON) é um neurotransmissor,
potencializando assim a contração da fibra muscular (MITCHELL; MACK, 2013).
Resultados semelhantes já foram observados por Baroni et al. (2010) e Ferraresi et
al. (2011) que obtiveram respectivamente aumento de força usando laser
infravermelho (IV) (808 nm) e conservação da mesma com LED vermelho e IV (660
e 850 nm). De acordo com pesquisa anterior, investigando se havia um comprimento
de onda mais efetivo sobre a função muscular, concluiu-se que tanto radiação no
vermelho como infravermelho são efetivas no aumento da performance muscular
(ALMEIDA et al., 2012).
O tamanho da área irradiada e número de pontos indica ter influência nos
efeitos da fototerapia sobre a performance muscular. Investigação anterior,
avaliando grandes grupos musculares, com número muito pequeno de voluntários
(5), com o mesmo número de pontos irradiados e doses maiores de energia do que
a empregada nesta pesquisa, não encontraram diferenças na força final (GORGEY
et al., 2008).
Estudos futuros poderiam avaliar a fototerapia LED irradiando tanto músculos
flexores como extensores de punho com a articulação do punho em discreta
extensão e possivelmente produzir efeitos mais significativos sobre a força de
preensão. Pois, embora mais fraco, o grupo muscular extensor participa de forma
importante durante o movimento, suas fibras são ativadas para estender levemente
o punho e assim aumentar a tensão funcional dos seus antagonistas (flexores).
Biomecanicamente a extensão de punho próxima de 20 o apresenta maior força da
pegada comparada à outras angulações como 40º de extensão, 20o e 40o de flexão
e posição neutra, usada neste ensaio (NORDIN; FRANKEL, 2003).
Em estudo meta-analítico, Christie, Snook e Kent-Braun (2011) concluíram
que idosos são geralmente mais fadigáveis quando os protocolos envolvem
contrações dinâmicas, não-isométricas, e em geral, são menos fadigáveis quando os
47
mesmos incluem contrações isométricas. Considerando estes achados, a fadiga
induzida nos músculos de preensão nesta pesquisa, utilizou exercícios isotônicos e
um dinamômetro isométrico de preensão, equipamento que não foi usado em
nenhum estudo prévio envolvendo a fototerapia sobre a fadiga.
O dinamômetro JAMAR® é o instrumento mais amplamente usado com
estabelecida confiabilidade teste-reteste, intra e inter-avaliador (ROBERTS et al.,
2011). A facilidade de uso, rapidez, baixo custo, confiabilidade, portabilidade e
utilidade para avaliação aproximada da força global do corpo, o tornam
especialmente adequado para os sistemas de saúde públicos e influenciaram
fortemente nossa escolha pelo instrumento de avaliação.
Embora idosos não apresentem maior fadigabilidade que jovens (ALLMAN;
RICE, 2002) e serem considerados por alguns autores até mais resistentes à fadiga
(KENT-BRAUN et al., 2002), eles são obrigados a usar maior porcentagem da sua já
reduzida força máxima para AVDs, o que compromete a taxa e aumenta o tempo de
recuperação do músculo.
Em linha com outros estudos, cuja amostra era constituída por jovens (LEAL
JUNIOR et al., 2008; LEAL JUNIOR et al., 2009a) irradiando o músculo bíceps com
laser e um único estudo em idosas irradiando com laser o músculo reto femoral
(TOMA et al., 2013), na presente pesquisa a irradiação LED antes da fadiga dos
músculos de preensão contribuiu para uma média maior de contrações resistidas
dos flexores de punho no GLED comparadas ao GP, sugerindo aumento da
resistência muscular no grupo tratado. Este achado é relevante, pois sabe-se que
uma menor resistência muscular em idosos limita sensivelmente as AVDs, colabora
para um descondicionamento geral e uma piora da qualidade de vida, especialmente
em mulheres.
A fototerapia laser já foi testada na fadiga muscular em modelos
experimentais animais e conseguiu diminuir a produção de espécies reativas de
oxigênio, reduziu a influência da fadiga sobre a força muscular e restaurou a função
mitocondrial (FILLIPIN et al., 2005; LOPES MARTINS et al., 2006; XU et al., 2008).
Ferraresi et al. (2011) e Toma et al. (2013) defendem que o laser (808nm) aumenta
a performance muscular pela fusão de mitocôndrias ou formação de organelas com
maior tamanho que aumentariam a síntese de ATP e os níveis de energia para a
célula. Estes mecanismos talvez não se apliquem à músculos de idosos, pois uma
revisão sistemática recente defende hipótese contrária quando se trata de idosos, a
48
de que mitocôndrias aumentadas em seu tamanho são o resultado de um desarranjo
no mecanismo de fusão e fisão mitocondrial que geralmente ocorre em músculos
idosos.
Esta
hiperfusão
em
grandes
redes,
pode
significar
disfunção
e
impossibilidade de remoção de partes lesadas da mitocôndria, manifestado
clinicamente por perda progressiva de performance e até atrofia muscular
(MARZETTI et al., 2013). Ambas proposições ainda não foram totalmente
esclarecidas e a discussão acerca do mecanismo responsável pela melhor
performance muscular na fibra idosa permanece pertinente e inacabada.
O fato de, nesta pesquisa terem sido irradiados quatro pontos em um
quadrilátero pequeno na superfície proximal e medial do antebraço (16 cm 2)
comparado à grandes áreas musculares irradiadas em pesquisas anteriores como o
músculo reto femoral (TOMA et al., 2013); quadríceps, isquiotibiais e panturrilha (De
MARCHI et al., 2012); e bíceps (LEAL JUNIOR et al., 2010b), pode ter influenciado
positivamente no aproveitamento da radiação LED pelo tecido e seus efeitos
biomodulatórios. Salientamos que neste estudo a irradiação ocorreu em um pequeno
grupo de músculos tônicos, não significando necessariamente que outros grupos
musculares senis terão a mesma performance.
Leal Junior et al. (2008) usaram um laser de 655 nm (500 J/cm 2, 5 J/ponto em
4 pontos no bíceps) para estudar o efeito sobre a fadiga em atletas, posteriormente
empregaram LEDs em 660 e 850 nm (6 J/cm 2) com a mesma finalidade (LEAL
JUNIOR et al., 2009c) e relataram aumento do número de contrações musculares
pós irradiação com ambos. Os autores observaram retardo na percepção do início
da fadiga muscular e exaustão, o que reforçaria a hipótese de que a atividade da CK
pode ser diminuída tanto por laser como por LED. Indicando também efeito protetor
sobre a isquemia muscular via redução na liberação de oxigênio reativo (ROS) e na
atividade da CK.
Na presente pesquisa os resultados revelam, com exceção ao primeiro
minuto que exibiu queda, uma manutenção dos níveis de CK pós-fadiga,
comparados ao valor pré-fadiga para o GLED. Ao contrário, o GP apresentou um
aumento significativo na CK nos tempos registrados pós indução da fadiga, com
aumento progressivo das médias em 1, 10 e 15 min, sugerindo que o pico
enzimático ainda não havia sido atingido. Também se observou, que em média o
aumento dos níveis de CK foi significativamente maior que no GLED. Indicando que
em indivíduos idosos submetidos a irradiação LED, houve uma menor incidência de
49
danos aos músculos de preensão induzidos por exercício dinâmico. De Marchi et al.
(2012) e Leal Junior et al. (2010b) usando laser (810nm), ambos com mais energia
(30 J/ponto), observaram uma queda substancial no nível de CK no grupo tratado. O
que sugere que os efeitos terapêuticos da fototerapia LED dependem também
intimamente da dose selecionada.
Diferente dos jovens a fadiga em adultos idosos possui causas centrais,
energéticas e de fatores contráteis (KENT-BRAUN et al., 2002). Ainda assim, o
comportamento da CK pós-fadiga, neste estudo com idosas irradiadas com LED,
antes da fadiga por exercício, se assemelha aos registrados em pesquisas com
atletas jovens que tem melhor potencial de recuperação da célula muscular que os
idosos. Portanto, é plausível que o dano muscular, indiretamente medido pela CK,
possa ser reduzido em indivíduos na terceira idade. A ação de mecanismos locais
como a melhora do fluxo sanguíneo, aumentaria o aporte de oxigênio para o tecido
muscular reduzindo o acúmulo de danos oxidativos característicos do músculo senil
(MARZETTI et al., 2013). A redução do estresse oxidativo e redução na liberação de
ERO (De MARCHI et al., 2012; LEAL JUNIOR et al., 2010b), auxiliam na explicação
destes achados, reforçando o conceito de que os efeitos positivos da fototerapia
aplicada previamente aos exercícios parecem não apenas melhorar o desempenho
muscular como também prevenir lesões devido à fadiga muscular e acelerar a
recuperação pós-exercício (LEAL JUNIOR et al., 2013).
A creatinina é um produto da degradação da fosfocreatina, um composto que
armazena energia encontrada principalmente no músculo. Sua produção e
degradação são relativamente constantes, por isso os níveis de creatinina
plasmáticos variam pouco (SILVERTHORN, 2010). A dosagem de creatinina no
sangue é amplamente utilizada para avaliar o funcionamento dos rins, sua medida
serve na prática clínica para estimar a Taxa de Filtração Glomerular (TFG) que é a
capacidade renal de depurar uma substânica a partir do sangue e é expressa como
volume de plasma que pode ser completamente depurado na unidade de tempo.
Como a creatinina é excretada pelos rins, normalmente os altos níveis de
creatinina séricos indicam um mal funcionamento crônico destes órgãos. Em
algumas situações como lesões musculares graves, esmagamento por exemplo, a
creatinina pode se apresentar temporariamente aumentada pois a TFG não
consegue depurar toda a quantidade de creatinina excedente no sangue.
50
Os resultados deste estudo mostram que não houve variação significativa nos
níveis de creatinina sérica pós-fadiga por exercício em ambos os grupos, ao
contrário, as médias se mantiveram dentro dos intervalos de referência considerados
normais para mulheres 0,55 a 1,02 mg/dL (CERIOTTI et al., 2008). Clarkson et al.
(2006) investigaram a correlação entre indicadores de dano muscular e insuficiência
renal avaliando CK e medidas da função renal, entre elas a creatinina e observaram
que em adultos saudáveis submetidos à exercícios excêntricos de contração
máxima, a creatinina não acompanhou o aumento da CK. No estudo supracitado, a
CK atingiu no seu pico (96 h) níveis 65 vezes acima da média antes da série de
exercícios extenuantes (25 contrações excêntricas máximas do bíceps braquial) e
apesar de a lesão muscular liberar creatina, o que poderia aumentar a creatinina
plasmática, não houve variação em seus níveis e nenhum comprometimento renal
foi observado. Interpreta-se portanto, que a creatinina plasmática configura-se como
uma medida não adequada para atuar como indicativo de lesões do tecido muscular.
Entende-se que a escolha do marcador bioquímico creatinina provavelmente
não foi a mais indicada para a medida indireta da injúria muscular aguda, objetivo
deste estudo, visto que, em indivíduos sem doença renal e que não apresentem
graves destruições de tecido muscular, como as pacientes desta amostra, os rins
conseguem depurar adequadamente toda a creatinina, consequentemente não
alterando seus níveis no sangue.
Existem diferenças e limitações metodológicas nos estudos que avaliam
fadiga muscular em seres humanos, que podem explicar os resultados distintos, por
exemplo a ampla variedade de protocolos usados para estudar a fadigabilidade em
jovens e idosos (ALLMAN; RICE, 2002). Além de características como idade, gênero
e nível de atividade física rotineira, destaca-se como fatores que podem influenciar
os resultados da fadiga em idosos: a intensidade da contração (máxima ou submáxima); a modalidade da contração escolhida (isométrica, isotônica ou isocinética);
o tipo de contração muscular (voluntária ou estimulada); o ciclo de contrações
(intermitente ou sustentada); o que utilizar como índice de fadiga (número de
contrações, perda de força, perda de potência, queda na atividade eletromiográfica,
tempo de resistência, marcadores bioquímicos) e grupo muscular fadigado (tônicos
ou fásicos).
Ainda assim, as perspectivas indicam ser promissoras nesta área de
pesquisa, Borsa, Larkin e True (2013) concluíram que a fototerapia aplicada em
51
jovens, antes do exercício de resistência tem mostrado benefícios ergogênicos e
profiláticos consistentes ao músculo esquelético, melhorando a performance física
por retardar o início da fadiga, reduzir a resposta à fadiga, melhorar a recuperação
pós-exercício e proteger as células da lesão induzida.
Em recente revisão sistemática com meta-análise Leal Junior et al. (2013),
investigaram os efeitos da fototerapia antes, durante e após os exercícios. A análise
mostrou resultados significativos a favor da fototerapia tanto com laser como com
LED para os principais desfechos. Os resultados mais significativos foram atingidos
irradiando-se o músculo antes do exercício (92% dos estudos), com potências
médias de saída entre 100 e 200 mW e doses de energia entre 5 e 41,7 J/ponto.
Estes resultados da pesquisa supracitada tornaram-se públicos após a coleta
completa dos dados do presente estudo. Ainda assim, utilizou-se parâmetros
semelhantes como a irradiação prévia à fadiga induzida por exercício, uma dose de
energia discretamente abaixo da faixa citada (4,5 J/ ponto) e potência de saída
exatamente na média (150 mW).
Dentre os 13 ensaios controlados aleatorizados que preencheram os critérios
de inclusão do estudo e atingiram mínima qualidade metodológica, nenhum incluía
pessoas idosas, observa-se também muita repetição de características das
amostras, casuísticas pequenas e superposição de dados de pesquisadores
(BARONI et al., 2010; De MARCHI et al., 2012; LEAL JUNIOR et al., 2008; LEAL
JUNIOR et al., 2009a; LEAL JUNIOR et al., 2009b; LEAL JUNIOR et al., 2009c;
LEAL JUNIOR et al., 2009d; LEAL JUNIOR et al., 2010b), o que pode atuar como
limitador para a generalização dos resultados da pesquisa. Ainda assim, acredita-se
que os resultados deste estudo refletem o comportamento que tem sido observado
na literatura específica da área.
Do ponto de vista da aplicabilidade clínica, a fototerapia LED como uma fonte
de luz portátil e de uso relativamente simples, poderia em ambientes ambulatoriais
preceder os protocolos de exercícios de fortalecimento para idosos, auxiliar na
recuperação de pacientes com perda de força decorrentes de pós-operatório de
cirugias ortopédicas, proporcionando menor desgaste, menor fadiga e uma
recuperação mais breve da fibra muscular.
A fototerapia LED é segura, não invasiva, apresenta custo relativamente
baixo e foi bem aceita por mulheres entre a sexta e sétima décadas de vida. A
preservação da força muscular e o atraso no surgimento da fadiga influenciam
52
diretamente no desempenho muscular, na prevenção, na recuperação pós-exercício
e conservação funcional do idoso, cujas AVDs e qualidade de vida são altamente
afetadas por obstáculos físicos. É fundamental, portanto, que novas pesquisas neste
campo de investigação identifiquem a amplitude de doses de energia mais efetivas
para aplicação do LED terapêutico e seus comprimentos de onda mais adequados.
A mesma busca convém para uma padronização dos protocolos de exercícios de
indução da fadiga muscular.
A presente pesquisa avaliou efeitos imediatos (15 min após fadiga muscular)
da fototerapia LED sobre a força e fadiga dos músculos de preensão. Assim sendo,
futuros estudos podem analisar seus efeitos a mais longo prazo, utilizar um desenho
metodológico do tipo cross-over que apresenta a vantagem de eliminar a variação
existente entre indivíduos em resposta a um tratamento, considerando que todos os
tratamentos são atribuídos a todos os indivíduos, podem incluir avaliação do lactato
sanguíneo como outro marcador do dano musclar e investigar a associação da luz
LED com exercícios sobre a função muscular.
53
6. CONCLUSÃO
Os resultados deste estudo efetivamente indicaram efeitos da fototerapia LED sobre
força e fadiga dos músculos de preensão de idosas.
As voluntárias irradiadas com LED mantiveram a força de preensão pósfadiga muscular induzida, contrastando com a diminuição de força no GP;
apresentaram menor fadiga muscular, demonstradas pelo número maior de
repetições de contrações de flexores de punho que o GP; apresentaram menor dano
às fibras musculares medido por CK no sangue, demonstrado pela manutenção dos
níveis de CK comparado à elevação observada no GP.
Não houve variação significativa nos níveis de creatinina sérica para ambos
os grupos.
54
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61
ANEXO A
Aprovação do Comitê de Ética
62
63
64
ANEXO B
Termo de consentimento livre e esclarecido - TCLE
I. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO DA PESQUISA
1. Dados de Identificação
Nome do Paciente............................................................................................
Documento de Identidade Nº :........................................................
Idade:.................... Data de Nascimento:............/............/...........
Endereço:...................................................................................................Nº:.......
Bairro:...................................................Cidade:...............................CEP:......................
Telefones:.................................................
II – DADOS SOBRE A PESQUISA
“Terapia (630nm) na fadiga muscular em idosos saudáveis”.
Pesquisador Responsável: Areolino Pena Matos RG 26749052-5
Sexo: ( X ) M ( )F
Cargo/Função: Fisioterapeuta, professor Mestre do curso de fisioterapia da
UNICASTELO e aluno do curso de pós graduação da UNICASTELO
Nº de inscrição no órgão de classe: CREFITO 24794-3.
Colaborador na pesquisa (orientador): Prof. Dr. Antonio Guillermo José Balbin
Vilaverde CPF: 775316478-34 Sexo: ( X ) M ( )F
Cargo/Função: Professor e orientador do Curso de Pós Graduação- Engenharia
Biomédica da UNICASTELO
Colaborador na pesquisa: Prof Dr. Ricardo S. Navarro
Documento de Identidade Nº 155506845 SSP/SP Sexo: ( X ) M ( )F
Cargo/Função: Professor e orientador do Curso de Pós Graduação- Engenharia
Biomédica da UNICASTELO
Departamento: Pós-Graduação Stricto Sensu UNICASTELO
Endereço do CEP ao qual o trabalho foi submetido: Comitê de Ética em Pesquisa da
UNICASTELO, Rua Carolina Fonseca, 584 – Vila Santana – Itaquera – São Paulo –
CEP 08230-030 – tel. (11) 2070-0092 – e-mail: [email protected]
Endereço dos Pesquisadores:
65
Areolino Pena Matos Contato: 11 98580 7251; Endereço: Rua Carolina Fonseca,
727, Itaquera, CEP 08230-030/ Clínica de Ortopedia 2070 0000 ramal 2194, email:
[email protected]
Antonio Guillermo José Balbin Vilaverde/ Ricardo S. Navarro (Centro de Engenharia
Biomédica– CEB UNICASTELO/ Parque Tecnológico de São José dos Campos;
Rod. Presidente Dutra Km 139 - São José dos Campos - SP - 12247-004 Brasil/ tel
12- 39054401)
III – REGISTRO DAS EXPLICAÇÕES DO PESQUISADOR AO SUJEITO DA
PESQUISA OU SEU RESPONSÁVEL
É importante e necessário que você leia atentamente as informações abaixo para
esclarecer e autorizar sua participação voluntária nesta pesquisa intitulada: “Terapia
LEDT (630nm) na fadiga muscular em idosos saudáveis”.
Primeiramente, deve esclarecer o seu direito de não querer participar ou de
interromper a sua participação nesta pesquisa a qualquer momento, sem perda dos
benefícios que esteja recebendo na unidade de saúde.
Objetivos:
Este estudo tem a finalidade de avaliar o efeito da terapia com a luz LED (Diodo
Emissor de Luz) sobre a força e a fadiga muscular de punho e dedos, em idosos.
Procedimentos:
Comparar a força produzida por contração isométrica da preensão manual entre
músculos flexores de punho e dedos irradiados com LEDT e placebo de LEDT;
Comparar a resistência muscular entre a musculatura flexora de punho e dedos
irradiada com LEDT e placebo de LEDT; Analisar os níveis dos marcadores séricos
Creatina fosfoquinase (CPK) e Creatinina enzimática em indivíduos submetidos à
fototerapia com LED e LED placebo antes e após indução de fadiga muscular.
Riscos e benefícios:
A pesquisa será desenvolvida em coerência com os aspectos legais da ética,
obedecendo, sempre, os princípios morais da autonomia e não-maleficência.
Os participantes passarão por coleta comum de sangue, feita por farmacêutico
experiente, retirado da região do braço, os riscos são mínimos e associados a toda e
qualquer coleta de sangue, o procedimento poderá ocasionar um pequeno
desconforto ou dor mínima no local da picada da agulha, que é rápida. Podendo ou
não ficar com coloração arroxeada no local da picada. Todo o material usado na
coleta de sangue é descartável e guardado em local adequado e seguro.
66
Os participantes ainda poderão ser submetidos à irradiação de luz vermelha na
região anterior do antebraço, por tempo inferior a quatro minutos, que terá como
fonte um diodo emissor de luz (LED) aparelho responsável pela produção desta luz.
Este procedimento será sempre realizado com uso de óculos protetores tanto pelo
voluntário como pelo pesquisador, sem riscos para nenhum dos envolvidos.
Os voluntários farão a medida da força do movimento de preensão manual, nesta
avaliação o indivíduo apertará com força um sensor posicionado na palma de sua
mão dominante. Este medirá a força gerada por seus músculos do antebraço,
procedimento seguro que não oferece risco.
Haverá como benefícios avaliação das condições de peso, altura e índice de massa
corpórea do cliente, avaliação da força de preensão manual que é indicativa das
alterações de força muscular de todo o indivíduo. Outro possível benefício é
diminuição no tempo de recuperação muscular local pós exercício físico extenuante.
IV – ESCLARECIMENTOS DADOS PELO PESQUISADOR SOBRE
GARANTIAS DO SUJEITO DA PESQUISA
O Projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Unicastelo
(CEP/UNICASTELO) que está disponível para qualquer queixa ou informação no
endereço www.unicastelo.br/cep , a autorização consta também na plataforma Brasil
sendo seu cadastro CAAE _____________________.
É garantido o acesso, a qualquer tempo, às informações sobre procedimentos,
riscos e benefícios relacionados à pesquisa, inclusive para tirar dúvidas através do
contato: Areolino Pena Matos Contato: 11 98580 7251; Endereço: Rua Carolina
Fonseca, 727, Itaquera, CEP 08230-030/ Clínica de Ortopedia 2070 0000 ramal
2194, email: [email protected]
Respeitando-se a autonomia do voluntário, a pesquisa será suspensa e encerrada
sempre que o indivíduo achar necessário, sendo soberana a sua opinião em
qualquer que seja a situação, mesmo que este tenha assinado o termo de
consentimento livre esclarecido.
É importante o relato de qualquer desconforto em decorrência do tratamento ou o
recebimento de algum outro tratamento durante o período da pesquisa.
Os questionários, fotografias, resultados de exames clínicos e laboratoriais, e
quaisquer outros documentos referentes ao tratamento, serão concedidos aos
pesquisadores e poderão ser divulgados (dentro das normas vigentes) em
67
congressos ou revistas científicas. As informações obtidas neste estudo serão
sigilosas e não serão utilizadas para divulgar a identidade das voluntárias.
Uma cópia do presente TCLE ficara em posse do responsável e outra com o
pesquisador.
Muito obrigado pela sua cooperação.
Atenciosamente,
Areolino Pena Matos
Contato: 11 98580 7251 / Clínica de Ortopedia 2070 0000 ramal 2194, email:
[email protected]
V- CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIDO
Declaro que li e entendi as informações contidas neste documento. E aceito a minha
participação na pesquisa por livre e espontânea vontade, sem qualquer despesa de
minha parte, e sem qualquer tipo de pagamento por esta participação; tenho a total
liberdade de retirar o consentimento quanto à participação em qualquer fase do
estudo, sem nenhuma penalização ou perda dos benefícios que esteja recebendo no
tratamento.
Caso ocorra qualquer desconforto em decorrência do tratamento ou o recebimento
de algum outro tratamento, ou ocorram problemas na minha saúde geral durante o
período da pesquisa os pesquisadores serão comunicados. O pesquisador e o
participante rubricarão todas as folhas anteriores deste documento.
NOME
________________________________________RG:_____________________,
201_________.
Assinatura : _________________________________________
Assinatura do pesquisador:_________________________________
68
ANEXO C
Credenciamento da Clínica de Ortopedia do Curso de Fisioterapia junto ao
CEP UNICASTELO
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Tese Areolino Pena Matos_protected