1 GT015 – Trabalho e Tecnologia
Flexibilização do Trabalho: uma análise das atividades de professores
de instituições de ensino superior públicas do Paraná
Fernanda Landolfi Maia, Mestre, Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Sociologia da
Universidade Federal do Paraná. Pesquisadora do GETS - Grupo de Estudos Trabalho e Sociedade desde
2010. E-mail: [email protected]
Benilde Maria Lenzi Motim, Doutora, Socióloga, Doutora em História. Coordenadora do GETS Grupo de Estudos Trabalho e Sociedade. Professora do Departamento de Ciências Sociais e do Programa
de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná. E-mail: [email protected]
RESUMO
Este ensaio tem por finalidade apresentar uma pesquisa em fase inicial, que resultará em
tese de doutorado do Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade
Federal do Paraná. Pretende investigar a flexibilização do trabalho por meio de análise
das atividades de docentes em instituições de ensino superior públicas do estado do
Paraná. Objetiva discutir a categoria trabalho imaterial, segundo teóricos clássicos e
contemporâneos, pensando no trabalho do professor; caracterizar o trabalho docente nas
IES pesquisadas e comparar o trabalho dos professores em Instituições de Ensino
Superior Estaduais e Federais do Paraná verificando a visão dos docentes acerca das
atividades desenvolvidas nas respectivas instituições de ensino; levantar os softwares
educacionais utilizados e suas implicações na intensificação e no desempenho das
atividades docentes; finalmente identificar a visão do sindicato frente às novas
exigências do mundo do trabalho, no que se refere ao trabalho docente.
Palavras-chave: flexibilização do trabalho, tecnologia, docente do ensino superior.
ABSTRACT
This essay aims to present a research on it`s initial phase, that will result in a doctorate
tesis of the Postgraduate Program in Sociology of the Federal University of Parana.It
intends to investigate the flexibilization of the work through the analysis of the docents's
activities in Public Superior Institutions of the state of Parana.The objective is to discuss
the category of imaterial work,based in classic and comtemporary authors ,thinking in
the work of the teacher;to characterize the work of the docent in the researched
institutions and to compare the work of the teachers in Intrastate and Federal
Institutions verifying the vision of the docents about the developed activities in the
respective educational Institutions;to investigate the educational softwares that were
used and its implications on the intensification and in the perfomance of the docent`s
activities;finally to identify the vision of the syndicate about the new demands of labor
world in what refers to docent's labor.
Keywords: flexible working, technology, higher-education teaching.
2 1 INTRODUÇÃO E PROBLEMA DA PESQUISA
Esta pesquisa, ainda em fase inicial, resultará em tese de doutorado do Programa
de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná. A pesquisa será
concluída até 2014 e a escolha do tema teve a intenção de dar continuidade às análises
realizadas durante o mestrado, que contemplaram as condições de trabalho de docentes
de instituições de ensino superior privadas do município de Curitiba.
Vale ressaltar que os estudos e discussões realizados durante o ano de 2010, no
âmbito do GETS – Grupo de Estudos Trabalho e Sociedade, do Programa de Pósgraduação em Sociologia da UFPR, permitiram efetuar a revisão bibliográfica, no que
se refere aos autores da Sociologia do Trabalho, dando suporte teórico para a análise. A
intenção de estudar as configurações e a flexibilização do trabalho no âmbito da carreira
docente, em instituições de ensino superior públicas do Paraná, se deu em virtude da
autora do projeto fazer parte, desde novembro de 2009, do quadro de docentes do Setor
de Educação Profissional e Tecnológica - SEPT da UFPR. Com os estudos realizados
com a contribuição da orientadora e demais integrantes do GETS/UFPR, foi possível
contextualizar o objeto da pesquisa e perceber que as transformações ocorridas tiveram
como pano de fundo a revolução tecnológica e suas implicações no mundo do trabalho,
por um lado e, alterações na regulação do trabalho, processos de precarização e a
emergência do trabalho flexível, por outro. Estas mudanças implicaram a
reconfiguração do trabalho, novas institucionalidades, novos desafios aos sindicatos –
tendo em vista as implicações na ação coletiva – as novas exigências no trabalho e
quanto à qualificação dos trabalhadores, entre outros fatores que compõem este cenário.
Essas mudanças são inerentes ao capitalismo que se consolidou desde a
Revolução Industrial num movimento histórico-dialético que, ainda hoje, se configura e
move os atores sociais, no presente contexto. Essas transformações, manifestas e
latentes, que ocorrem no mundo trabalho atingem em maior ou menor grau, os
trabalhadores de todos os setores da economia. As discussões acerca deste contexto,
tendo como aporte teórico a Sociologia do Trabalho, cresceram de maneira significativa
nos últimos anos. Assim, esta pesquisa propõe discutir algumas características da atual
crise do trabalho, especialmente a difusão das formas recentes de flexibilização, com
3 ênfase às que se referem ao trabalho docente em instituições de ensino superior públicas
do Estado do Paraná.
A relevância desta análise se revela frente a um cenário de mudanças políticas
no País e, mais especificamente, no setor educacional que inclui programas voltados à
ampliação de vagas nos diversos níveis de ensino, melhoria da qualidade da educação,
combate ao analfabetismo e à evasão escolar, além de diversos programas de
acompanhamento e avaliação do sistema de ensino, políticas de inserção e
financiamento da educação – conjuntura analisada por Abreu (2010). O rumo destas
mudanças e a implantação, efetivação e continuidade destas políticas de democratização
do acesso e melhoria da qualidade do ensino, implicam entre outras coisas, a
necessidade de ampliação de vagas para docentes e melhoria da formação dos
professores nos diversos níveis de ensino. Assim, dependendo das condições e do
contexto em que se processam, tais mudanças podem levar à intensificação do trabalho,
multiplicidade de tarefas, sobrecarga e maior responsabilização dos docentes – a
pesquisa contribuirá para desenhar e revelar este cenário.
Esta pesquisa objetiva: analisar o trabalho do docente em instituições de ensino
superior públicas do Paraná frente as novas exigências do mundo do trabalho –
processos de flexibilização, novas tecnologias, políticas educacionais; discutir a
categoria trabalho imaterial, segundo teóricos clássicos e contemporâneos, pensando no
trabalho do professor; caracterizar o trabalho docente nas IES pesquisadas e comparar o
trabalho dos professores em Instituições de Ensino Superior Estaduais e Federais do
Paraná verificando a visão dos docentes acerca das atividades desenvolvidas nas
respectivas instituições de ensino; levantar os softwares educacionais utilizados e suas
implicações na intensificação e no desempenho das atividades docentes; finalmente,
identificar a visão do sindicato frente às novas exigências do mundo do trabalho, no que
se refere ao trabalho docente.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
A relação do homem com o trabalho, ao logo da história, sempre foi intensa e
complexa e, por este motivo, a sociologia procura, desde seus teóricos clássicos aos
contemporâneos explicá-la e interpretá-la. Max Weber (1967) indicou que, por meio de
uma ética religiosa e, durante o desenvolvimento do capitalismo industrial, o trabalho
4 que antes era desprezado, foi aos poucos valorizado, enquanto meio de vida. Assim, o
referido autor procurou, analisar o sentido ético do trabalho, compreendendo a
tendência de racionalização que leva à acumulação de riquezas como “espírito do
capitalismo”. Para Émile Durkheim (1973), por meio da teoria da divisão do trabalho
social, a sociedade é vista como um organismo constituído de partes identificáveis, com
relações bem definidas entre estas partes dando um funcionamento harmônico a este
organismo e, desta forma, o trabalho tem como função primeira a integração da
sociedade. Karl Marx (1975) faz uma critica a divisão social do trabalho entendendo
que esta divisão além de promover desigualdade social, fragmenta o trabalho, tornando
o trabalhador parcial, reduzido a uma peça de máquina, alienado. O trabalho
assalariado, incorporando valor à mercadoria, contribui de maneira decisiva para o
desenvolvimento das forças produtivas constituindo, juntamente com a ciência, a
tecnologia e as matérias primas, os principais fatores de produção, na sociedade
capitalista.
Dentre as grandes transformações sofridas pelo trabalho pode-se ressaltar que,
nas primeiras décadas do século XX, o chamado “regime fordista” apresenta como pano
de fundo o seguinte cenário: de um lado custos e preços cadentes e, de outro, a elevação
da produtividade. Ainda, em uma proporção menor, ocorre a elevação dos salários. Este
contexto implicou em maior capacidade de compra, maiores lucros, mais investimentos,
mais empregos promovendo uma dinâmica econômica mais vigorosa Tauile (2001). O
fordismo configurou um tipo de “contrato” de trabalho social com as seguintes
características “os trabalhadores abriam mão de qualquer controle sobre o processo de
trabalho em si.” (Tauile, 2001, p.101).
Na década de 19701 uma crise de acumulação capitalista segundo Harvey (1993)
resulta nas transformações estruturais sofridas no interior deste sistema verificando-se
alterações constantes no mundo do trabalho - emergência da flexibilização da produção
e das relações de trabalho. Esta crise – que se iniciou no plano econômico e
posteriormente atingiu outras esferas sociais: o trabalho, a cultura e a política - implicou
1
A crise econômica da década de 1970 foi o fator determinante para a reestruturação capitalista, que para
garantir a lucratividade desmantelou o estado keynesiano, flexibilizou a produção, desvalorizou a força de
trabalho, interligou a economia e os mercados globalmente. Tudo isto dependeu/foi intermediado pelas
novas tecnologias da informação.
5 em exigências instauradas pelo paradigma de produção enxuta resultando em uma nova
configuração de emprego flexível, precário e desregulamentado que se estende até hoje.
A partir ainda desta década, a clássica divisão do trabalho internacional sofre intensas
modificações tendo como contexto a aceleração do processo de internacionalização da
economia ou globalização possibilitada pelas novas tecnologias. Essas transformações
fizeram emergir o termo “sociedade da informação”, para designar uma revolução
tecnológica na qual a velocidade das informações era visivelmente inédita. No último
quartel do século XX, a Revolução Tecnológica cria um novo sistema econômico.
Partindo da idéia de que conhecimento e informação foram sempre fulcrais para o
crescimento da economia o que ocorre agora é que “... estamos testemunhando um
processo de descontinuidade histórica. A emergência de um novo paradigma
tecnológico organizado em torno de novas tecnologias da informação, mais flexíveis e
poderosas, possibilita que a própria informação se torne produto do processo produtivo”
Castells (1999, p.87).
No Brasil, no final dos anos 1980 e década de 1990, as políticas econômicas e
industriais adotadas pelos governos neoliberais implicaram num cenário alarmante:
crescimento dos níveis de desemprego para a indústria e serviços provocando
precarização das condições de trabalho, bem como a deterioração do perfil do emprego,
com diminuição dos empregos de qualidade. Em parte, estes processos resultam das
ações das empresas no que se refere a proporção de adoção de subcontratação e
terceirização como estratégia para redução dos gastos. Essas transformações permitem
revelar o que vem ocorrendo com o mundo do trabalho: “Alvin Toffler acha que vamos
para o trabalho intelectual, embalados na terceira onda; Domenico Demasi nos acena
com um agradável ócio ativo, Manuel Castells mostra as perspectivas do trabalho em
rede, Pierre Levy aponta para um universo coletivo de inteligência compartilhada; Guy
Aznar, para menos trabalho; Jeremy Rifkin, para o fim do trabalho” conforme Dowbor
(2006, p.12). Para Antunes (2005) é por meio de estudo aprofundado das dualidades:
trabalho produtivo e improdutivo, manual e intelectual, material e imaterial e, das
análises sobre a divisão sexual do trabalho e da nova configuração da classe
trabalhadora que se poderá dar concretude à tese da centralidade da categoria trabalho.
O autor acredita que o mundo do trabalho e suas configurações estão cada vez mais
transnacionais e há a necessidade dos envolvidos (empresas, trabalhadores, instituições
sindicais, Estado) se prepararem e acompanharem este movimento.
6 As novas configurações do trabalho, oriundas da revolução tecnológica atual
que, segundo Dawbor (2006, p.15) “não é mais de infra-estrutura, como a ferrovia ou o
telégrafo, ou de máquinas, como o automóvel e o torno, mas de sistemas de organização
do conhecimento”, permitem que o trabalho assuma novas formas, diferentes da
tradicional, como por exemplo, o trabalho flexível. Para Leite (2009) a expressão
flexibilização tomou um grande número de características como a flexibilização das
jornadas de trabalho, flexibilização na possibilidade de as empresas demitirem e
admitirem força de trabalho, flexibilização dos processos de trabalho com a integração
de diferentes parcelas do trabalho e também a flexibilização dos vínculos de emprego.
Para Martin (2001, p. 398) “O processo tem, ostensivamente, da perspectiva de seus
proponentes, um objetivo próprio: a promoção de um conjunto de práticas orgânicas,
adaptativas, autocorretivas e auto-reformadoras”.
Flexibilização, portanto, é um dos conceitos que envolvem o mundo do trabalho
e que dá suporte para analisar o trabalho do professor em IES públicas do Paraná. Outro
conceito, não tão recente, é o de trabalho imaterial que, para Cattani & Holzmann
(2006, p.327) significa “o conjunto de atividades corporais, intelectuais, criativas,
afetivas e comunicativas inerentes ao trabalhador atualmente valorizadas e demandadas
como uma imposição normatizadora de que o trabalhador se torne sujeito ativo do
trabalho como condição indispensável à produção”. Aparentemente, a intensificação do
trabalho docente tem se dado também, pelo acúmulo de trabalho imaterial incorporado
às rotinas das instituições de ensino superior.
Na presente pesquisa o conceito de trabalho imaterial refere-se a uma parte das
atividades que constituem o trabalho do professor, que contempla não só a elaboração
das aulas, mas também, a confecção de artigos, livros, participação em congressos,
gestão das atividades educacionais e outras atividades que nem sempre são
contabilizadas dentro da carga horária de trabalho do professor. Como mensurar o
tempo que o professor dispende para pensar determinado conteúdo que fará parte de sua
próxima obra? De que maneira o professor se relaciona com o seu trabalho, dentro das
inúmeras configurações assumidas nas últimas décadas – incluindo-se as novas
tecnologias da informação e o trabalho flexível? Como o sindicado percebe e reflete
sobre as mudanças ocorridas na carreira docente, principalmente no que se refere a
7 atuação no ensino superior público? Estas são algumas das questões norteadoras na
presente pesquisa.
3 PERCURSO METODOLÓGICO
A definição do objeto de estudo, sua problematização e definição de objetivos,
remeteu a uma abordagem qualitativa de pesquisa, modalidade estudo de caso,
trabalhando com a concepção de homem como um ser social e historicamente situado,
que se faz nas relações sociais transformando os contextos em que vive como:
econômico, político e cultural. Foi necessário aproximar-me do cenário que envolve o
sujeito em questão para compreendê-lo e contextualizar historicamente a trajetória do
objeto da pesquisa.
O problema sociológico que levou à definição do objeto de pesquisa e ao recorte
temático, passa pelos seguintes questionamentos: Como pensar a categoria trabalho
imaterial a partir de teóricos clássicos e contemporâneos, com vistas à análise do
trabalho do professor? Qual a caracterização do trabalho docente nas IES
pesquisadas? Qual a visão do docente acerca das atividades desenvolvidas nas
instituições de ensino? De que maneira os softwares educacionais e a intermediação de
sistemas informatizados utilizados trazem implicações ou afetam o desempenho das
atividades docentes? Qual a visão do sindicato frente às novas exigências do mundo do
trabalho, no que se refere ao trabalho docente?
Ao procurar investigar estas questões, faz-se necessário um resgate crítico da
produção teórica ou do conhecimento já produzido no âmbito da sociologia do trabalho,
desde os clássicos aos autores contemporâneos, focando posteriormente as análises
sobre a atuação de docentes no ensino superior público, com objetivo de levantar o
estado da arte acerca desta temática. Com esse aporte acredita-se ser possível iniciar a
pesquisa de campo, que tem por finalidade descrever e analisar os fatores que se
relacionam às configurações do trabalho docente e, de que maneira os atores, objeto da
pesquisa, se posicionam frente a este cenário. Neste estudo de caso, selecionamos como
ambiente de pesquisa, algumas instituições de Ensino Superior Públicas do Paraná.
Procederemos a coleta de dados em duas IES do município de Curitiba e uma do
município Toledo. Destas, duas são IES Federais e uma IES Estadual.
8 Na escolha dos sujeitos da pesquisa, procurar-se-á escolher professores
doutores, com regime de trabalho de dedicação exclusiva, participantes de grupos de
pesquisa e estudo, com financiamento de bolsas, atuantes em sala de aula na graduação
e pós-graduação, que já tenham exercido função de gestão dentro da instituição.
Para realizar a coleta de dados, será utilizada a entrevista semi-estruturada. O
roteiro orientador da entrevista será testado na realização de uma entrevista piloto.
Pretende-se que o primeiro passo da entrevista seja um contato pessoal com os
professores, possibilitando que seja feita a apresentação e esclarecimento sobre a
finalidade da pesquisa.
A escolha desse instrumento de coleta de dados será decisiva para a
qualidade da pesquisa proposta, pois através da entrevista é possível conversar com
os professores, conhecer suas trajetórias, formação, dificuldades com a instituição,
bem como sua relação com as esferas com as quais tem contato. A esse respeito,
Lakatos (2001, p. 107) afirma que “a entrevista é uma conversação realizada face-aface, de maneira metódica, proporcionando ao pesquisador verbalmente a
informação necessária”. Além disso, permite verificar a importância da flexibilidade
desse instrumento de coleta de dados. A entrevista tem sido uma das principais técnicas
de trabalho dentro das pesquisas utilizadas nas Ciências Sociais.
Esse tipo de ferramenta desempenha fundamental papel nas atividades
científicas e também em várias outras atividades humanas. Uma vantagem identificada
em se utilizar a entrevista é que ela permite uma absorção imediata da informação que
se deseja. Se realizada de maneira correta, a entrevista pode permitir abordar assuntos
de “natureza estritamente pessoal e íntima, assim como temas de natureza complexa e
de escolhas nitidamente individuais” (Ludke e André, 1996).
Além das entrevistas será necessário utilizar outra ferramenta metodológica
que é a análise documental. Por meio deste instrumento, será possível verificar os
regimentos de cada instituição levantando as alterações sofridas e as implicações nas
atividades dos professores. Também, apontar de que maneira os professores foram
inclusos na construção deste documento e se houve reflexões coletivas sobre os itens
que o compõem.
9 4 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
A pesquisa está em fase inicial, até o presente momento a proposta foi discutida
em seminário metodológico com o suporte de professores doutores da área sociologia
do trabalho. Esta primeira etapa é composta pela revisão bibliográfica, estudo dos
processos de progressão dos professores das IES – Instituições de Ensino Superior, bem
como pela verificação, por meio do sindicato dos professores do ensino superior, dos
conteúdos pertinentes às reuniões realizadas com os professores, referentes às duas
últimas décadas, assim como a análise da legislação pertinente.
Esta análise contribuirá para a compreensão dos processos de flexibilização do
trabalho docente que, somados ao uso das tecnologias informacionais, implicam
alterações significativas nas rotinas de trabalho, repercutindo no ensino.
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