Administração de Materiais e
Recursos Patrimoniais
Prof. Clebson Wilson Espíndola do Nascimento, M.Sc.
Tel: 8404-4559 e [email protected]
Introdução

Recursos
Escassos
 Limitados




Tipos



Tecnológicos
Humanos
de Capital ($)
Materiais
Patrimoniais
Leia: MARTINS, Petrônio G.; ALT, Paulo Renata C. Administração de Materiais e Recursos
Patrimoniais. 3 ed. Rev. São Paulo: Saraiva, 2009. Bibliografia Básica do plano de ensino
O que é Recurso
“ é tudo que gera ou tem a capacidade de gerar
riqueza” (MARTINS & ALT; 2009, p. 5)

Fatores de Produção
Recursos Clássicos: Natureza, Capital e
trabalho.
O que está faltando ?
“TECNOLOGIA”
Funções importantes na área




Gestão de compras
Administração de Materiais
Administração Patrimonial
Logística
Gestão de Compras
Gestão de Compras
Estratégia
Organizacional
Gestão de
Compras
Gestão de Compras



Gestão da aquisição ou função de compras
É um centro de despesa ou de Lucro?
Participação na Receita Bruta: 50% a 80%
(compra de insumos para produtos)
Melhor produtividade na função = melhora
significativa no lucro.
Cenário
Antes da primeira Guerra Mundial – Papel
essencialmente burocrático
 Após 1970 – Crise do petróleo, redução
da oferta de varias matérias-primas
enquanto seu preço aumentava.
Nessa hora, saber o que, quanto, quando e
como comprar começa a decidir quem
sobreviverá a crise

Hoje
Do tradicional compras voltada apenas
para as transações em si.
Preço, Prazo e Qualidade
 Para parte integrante do processo de
logística da empresa denominado de
gerenciamento da cadeia de suprimentos
Controlador do nível de estoque

Do Sistema Tradicional ao Moderno
Necessidade de adequação aos sistemas just-intime
 Procurement
- Alem da relação puramente comercial de
compra e venda
Pesquisa e desenvolvimento de relacionamentos
comerciais com os fornecedores
- Qualificação e suporte técnico
- Negociação de preços com os fornecedores
Como é hoje


MATRIZ O escritório central acessa todos
os sistemas de dados da matriz utilizando
serviços de telecomunicações, como os
oferecidos pela Embratel.
CLIENTES Acessam as bases de dados da
empresa para consultar informações sobre
estoques, notas, pedidos, crédito e
faturamento.
TRANSPORTADORAS
A fim de agilizar a comunicação, a empresa está
conectada via modem às transportadoras,
controlando todo o manejo de cargas e notas
fiscais.


⦁
LIGAÇÕES À DISTÂNCIA
Servidores mantém a empresa ligada on-line às filiais,
fábricas, transportadoras, vendedores e
fornecedores.
VENDEDORES
Munidos de notebooks equipados com modem, os
vendedores conectam-se à empresa para tirar
pedidos on-line, acessar o correio eletrônico e
obter informações sobre estoque, faturamento,
situação de crédito e carteira de clientes.


UNIDADES DE VENDAS E REPRESENTANTES
Acessam todo o sistema da matriz


FÁBRICAS = As várias unidades ligam-se à matriz
para ter acesso a correio eletrônico e compartilhar
de dados gerenciais e financeiros, como resultados,
pedidos e faturamento.
FORNECEDORES = Estão todos ligados à
empresa. Utilizando o padrão EDI, têm acesso a
várias informações, como os pedidos de compras.
Vende
dores
Client
e
Filiais
Matriz
Forne
cedor
es
Trans
porta
dores
Função Compras




Influência em relação à imagem institucional da
empresa
Objetivos devem estar alinhados aos objetivos
estratégicos da empresa como um todo
Tecnologias cada vez mais sofisticadas: EDI (electronic data
interchange) , internet, cartões de crédito, leilões
eletrônicos.
Interação com as demais áreas da empresa
Interface : Compras com as
outras Áreas da Empresa
IN PUT
Área de
Suprimentos
OUT PUT
Interface : Compras com as
outras Áreas da Empresa

⦁
Jurídico
- Entradas: contratos assinados, pareceres sobre
processos de compra, assessoria jurídica;
- Saídas: solicitações de pareceres, informações de
campo sobre fornecedores.
Interface : Compras com as
outras Áreas da Empresa

-
-
Informática
Entradas: informações sobre novas tecnologias,
assessoria na utilização de EDI, e-mail,intranets,
extranets, softwares de compras;
Saídas: informações sobre fornecedores, cópias de
solicitações de compras e de pedidos de compra,
cópias de contratos de fornecimento de serviços.
Interface : Compras com as
outras Áreas da Empresa

Marketing e Vendas
- Entrada: condições do mercado de compradores,
novos concorrentes, novos produtos, novas
tecnologias de produtos e processos.
- Saídas: condições do mercado fornecedor.
Interface : Compras com as
outras Áreas da Empresa

-
-
Contabilidade e Finanças
Entrada: custos das compras, disponibilidade de
caixa, assessoria nas negociações sobre condições
de pagamento.
Saídas: orçamentos de compras, compromissos de
pagamentos, custos dos itens comprados,
informações para subsidiar estudos da relação
benefícios sobre custos.
Interface : Compras com as
outras Áreas da Empresa

-
-
Engenharia de Produto e de Processos
Entradas: especificações de novos materiais,
produtos a serem pesquisados e comprados,
solicitações de levantamentos preliminares sobre
fornecedores e preços;
Saídas: informações sobre fornecedores, preços e
condições de fornecimento.
Interface : Compras com as
outras Áreas da Empresa

Fabricação ou Produção
- Entradas:necessidades de materiais e/ou
componentes do processo produtivo, informações
sobre estoque disponíveis;
- Saídas:prazos de entrega dos pedidos,
recebimentos previstos.
Interface : Compras com as
outras Áreas da Empresa

-
-
Qualidade
Entrada: informações sobre qualidade,
especificações de produtos a serem
comprados
Saídas: histórico sobre a qualidade dos
fornecimentos.
Novas Formas de Comprar
a) Compras globalizadas
(global sourcing) – Mercado
global.
Ex. Grupo Pão de açúcar: falta de
produtos caiu de 25% para 4%.
b)EDI – eletronic data
interchange
Vantagens:
 facilita a transmissão de dados
eletronicamente
 rapidez, segurança e precisão do fluxo de
informações; redução dos custos; e
sedimentação do conceito de parcerias.
 Necessita de Computador, modem, linha
telefônica e o Software específico
Um distribuidor que levava até dois dias
para concretizar seu pedido, agora pode
fazer automaticamente.
 Economia de ligações interurbanas;
 Ordens ou pedidos de compra, entre
outros, são enviados automaticamente
conforme documento padrão

c) E-commerce
“ O e-commerce envolve a realização de uma ampla
variedade de processos empresariais para apoiar a compra e a
venda eletrônicas de bens e serviços” (O`BRIEN; 2009, p. 244)
Vantagens do EDI em relação ao e-commerce
–Maior segurança nas comunicações e parceiros;
–Dispõe de um formato padrão para as transações, com um
completo conjunto de mensagens;
–Maior rapidez quando se tem um alto volume de transações
Leia: O`BRIEN, James. Sistema de informação e as decisões gerenciais na era da internet.
2. ed. São Paulo: Saraiva, 2004.
Vantagens do e-commerce em relação
ao EDI
Investimento inicial em tecnologia é bem
mais baixo
Atinge praticamente a todos na cadeia de
suprimentos
Pode ser operada praticamente em tempo
real
Permite tanto a transação máquinamáquina como também homem-máquina
Maior flexibilidade nos tipos de transações
Cont. novas formas de comprar
d) Cartões de Crédito, Cartão empresa ou cartão
empresarial.
Ex.: Compra de MP e Materiais auxiliares entre empresas.
Vantagens:
Diminuição no número de transações financeiras, cheques e
maior controle
e) Leilões
Empresa disponibiliza via internet ou editais suas necessidades
de compras
Informar que a seleção do fornecedor será por meio de leilão
público
Fornecedores farão suas ofertas de preços e prazos de entrega.
Cabe ao comprador fazer a melhor oferta.
Vantagens:
Transparência no processo de compras
Estratégias de Aquisição
Independência
Mais Foco do atividade
Estratégias de Aquisição:
Verticalização
Tentar ou Produzir internamente tudo o que for
necessário.
Vantagens
- Independência de
terceiros
–Maiores lucros
–Maior autonomia
–Domínio sobre
tecnologia própria

Desvantagens
- Maior investimento
–Menos flexibilidade
–Perda de foco

Estratégias de Aquisição:
Horizontalização
Comprar de terceiros o máximo possível dos
itens necessários
 Desvantagens:
 Vantagens:
–Menor controle
–Redução de custos
tecnológico
–Maior flexibilidade e
–Deixa de auferir o lucro do
eficiência
fornecedor
–Incorporação de novas
tecnologias
–Foco no negócio principal
da empresa
Binômio Clássico
OU
Comprar versus Fabricar


Análise Financeira: Custo-benefício e VPL.
Conceito de Custo Total: CT = CF + CV x q
CT = custo total
CF = custo fixo
•CV = custo variável
•q = quantidade envolvida
Exemplos


Empresa veloz
Empresa de limpeza
Exemplo

O chefe do setor de limpeza de uma
cidade deseja saber se estende a coleta
de lixo em um novo bairro com 300 casas
ou se subcontrata o serviço com
terceiros a um preço anual por casa de
$150. Se decidir realizar o serviço,
incorrerá em custos fixos anuais de
$10.000. Os custos variáveis da coleta são
estimados em $80/casa.ano. Qual a
melhor solução para o chefe da limpeza ?
Locação (Arrendamento
Mercantil) ou comprar





Vantagens:
Mais fácil fazer um leasing
do que conseguir
empréstimo;
Não exige grande
desembolso inicial;
Risco de obsolescência é do
arrendador;
Os pagamentos efetuados
são dedutíveis como
despesa do exercício, com
reflexos no lucro tributável.




Desvantagens:
O arrendatário não pode
depreciar o bem;
devolução do bem ao fim do
arrendamento (se o
contrato o exigir);
ter de obter aprovação do
arrendatário para introduzir
modificações no bem
arrendado;
Não pode usar o valor
residual que normalmente, o
bem tem ao término, do
contrato.
Ferramentas de análises


Fluxo de Caixa Descontado
CAE – Matemática Financeira
Ética em Compras
“Quando o
presente tem um
maior valor,
maior será a
obrigação de
retribuir”
“Ninguém é
subornado por
acidente”
Cont. Ética em compras
“Lembranças”,
“presentes”,
“brindes”,
“comissão”, “
agrados”
O que fazer ?
Fixar limites Legal e moral
Por exemplo: Código de conduta ética
 Legislação específica para o setor público
 Códigos de ética de compras

Diretrizes Éticas
Desencorajar o recebimento de “presentes” de fornecedores
Definir valor monetário adequado tanto para ser oferecido por vendas
como para ser recebido por compras
Informar aos funcionários sobre o impacto dos materiais promocionais
de valor mais elevado e o sentimento de obrigação que ele acaba criando
Pagamento bilateral para os almoços de negócios.
Manuseio de informações dos outros fornecedores
Cont. Exemplos de código de ética

Exemplo: Código de ética da MIT
Ex.1

O comprador dá fábrica de componentes
de computador Pontual, Está analisando
as propostas de fornecedores de um
espaçador utilizado nas embalagens. Ele
necessita de um pedido de 10.000
espaçadores, que poderão ser produzidos
internamente ou comprados do
fornecedor com a melhor proposta. Com
base nos dados a seguir, o que Márcio
deverá fazer?
(MARTINS & ALT, 2009, p.111)
Aquisição de Recursos Materiais
Aquisição de
Recursos Materiais
Recursos Materiais
• São os itens ou componentes que uma empresa
utiliza nas suas operações do dia a
dia, na elaboração do seu produto final ou na
consecução do seu objeto social.
• Podem ser:
– Produtivos
– Não-produtivos
⦁ – Itens de revenda

Recursos Materiais em Estoque
Materiais
auxiliares
não se incorporam
ao produto final
Matéria-prima
se incorporam ao
produto final,
inclusive
embalagens
Produtos em
processo
estão em processo
de fabricação
Produtos
acabados
prontos para
serem
comercializados ou
entregues, inclusive
os itens de revenda
Organização da Área de Compras
Pequena e média empresa: compras é
atribuição de um dos sócios-gerentes.
 Empresa de porte médio: compras é
diretamente vinculado à diretoria da empresa.

O Sinal da Demanda
 Forma sob a qual a informação chega
à área de compras para desencadear
o processo de aquisição de bem
material ou patrimonial.
Solicitação de compras
 MRP
 Just-in-time
 Reposição periódica

Ponto de pedido
 Caixeiro viajante
 Contratos de
fornecimento

Solicitação de Compras



Ou requisição de compras
Unidade organizacional ou colaborador
manifesta a sua necessidade de comprar um
item para uso em benefício da empresa
Área de compras providencia,
seguindo procedimentos estabelecidos , a
compra do material
Planejamento das Necessidades de
Materiais (Materials Requirement
Planning) - MRP


Permite determinar as necessidades de
compra dos materiais que serão utilizados na
fabricação do produto
Baseado na lista de materiais, obtida:
– Estrutura analítica do produto, ou árvore do
produto ou explosão do produto
SISTEMA JIT


Método de produção com o objetivo de
disponibilizar os materiais requeridos pela
manufatura apenas quando forem necessários
para que o custo de estoque seja menor
Um cartão ou um conjunto de cartões
kanban pode dar início ao processo de
compras.
Sistema de Reposição Periódica
Intervalo padrão pré - fixado – depois de
decorrido este intervalo, um novo pedido de
compra para um certo item de estoque é
emitido
• Quantidade a ser pedida:
Q = estoque máximo - estoque atual

Sistema do Ponto de Pedido
Sistema de Reposição Contínua ou lote
padrão.
 Lote padrão de compra pré definido, quando
o estoque de um item atinge um nível
previamente determinado
• Ponto de pedido calculado:
PP = consumo médio x tempo de
reposição (atendimento)

Caixeiro Viajante


Visita de vendedor in loco para captar pedido
dos clientes.
Sistema em extinção
Contratos de Fornecimento

Há um contrato entre cliente e fornecedor e,
quando há necessidade do bem, o
computador automaticamente emite e envia
ordem de compra via EDI.
Procedimento de Compras

1. Unidade organizacional envia solicitação de compra

2. Análise da solicitação de compras, quanto aos
limites de autoridade do solicitante e valor de
compras
3. Setor de compras efetua cotações com pelo
menos 3 fornecedores
4. Setor de compras recebe as propostas, analisa-as,
julga qual a melhor e negocia preço e condições de
pagamento
5. Emissão do pedido de compras
6. Inspeção e recebimento da mercadoria
7. Pagamento ao fornecedor





Parcerias





Abordagem comum: fornecedor como
adversário
Abordagem atual: Confiança mútua
Parceria ganha-ganha
COMAKERSHIP – parceria com elevado
grau de evolução
Relacionamento empresa / fornecedor:
tendência à horizontalização
Evolução do Relacionamento




Abordagem convencional - preço
Melhoria de qualidade – qualidade do produto
Integração operacional - participação do
fornecedor no projeto do produto e do
processo, investimentos comuns em P&D
Integração estratégica - Parceria real nos
negócios = comakership.
Comakership

“É a forma mais desenvolvida de
relacionamento entre clientes e fornecedores.
Estabelece-se uma parceria entre eles de
forma a gerenciar os produtos, processos,
qualidade e pesquisas e desenvolvimentos. O
objetivo é obter uma vantagem competitiva
através de um fornecimento sincronizado e
qualidade assegurada.” (WIKIPÉDIA)
Cont.





Grau de entendimento e confiança mútua
Gerenciamento comum dos
procedimentos dos negócios
Desenvolvimento de produtos e
processos
Engenharia simultânea
Fornecimentos sincronizados e qualidade
assegurada.
Avaliação de Fornecedores




Custo
Qualidade
Pontualidade
Inovação





Flexibilidade
Produtividade
Instalações
Capacitação
gerencial e
financeira
Desenvolvimento de
Fornecedores




Avaliação prévia
Diretrizes para programa de melhoria
Treinamento e acompanhamento
Interações constantes para melhoria de
processos
Negociação

O contrato deve materializar todos os avanços e
novos conceitos atingidos até então, entre eles:
– Exclusividade de fornecimento;
– Compromisso de abertura de planilhas;
– Repasse de ganhos com melhoria do processo;
– Penalidades decorrentes de não cumprimento de
prazos;
– Formas de comunicação a serem utilizadas.
Aquisição de Recursos Patrimoniais
Recursos Patrimoniais

Instalações utilizadas nas operações do dia-adia da empresa, adquiridas esporadicamente,
como prédios, equipamentos e veículos das
empresas.
Principais características de um
empreendimento









Ter um objetivo bem definido
Especificações técnicas
Prazo (início e fim definidos)
Orçamento
Organização
Planejamento e controle centralizados
Execução descentralizada
Não são repetitivos
Tem certo grau de irreversibilidade
A natureza do Ativo Imobilizado



Ter natureza relativamente permanente
Ser utilizado na operação do negócio
Não ser destinado a venda
FRANCISCHINI, P. G; GURGEL, F. A. Administração de Materiais e do Patrimônio. São Paulo:
Pioneira Thomson, 2002.
Classificação de Bens Patrimoniais









•Equipamentos
–máquinas
–caldeiras, reatores
–ferramentas especiais, veículos, computadores, móveis
•Prédios, terrenos e jazidas
•Empreendimentos (gestão de projetos)
–Barragem
–Novo prédio a ser construído
–Nova fábrica
Classificação
Suprimentos

Todas as atividades necessárias para
identificar,selecionar,
negociar,
comprar,
acompanhar, Transportar, inspecionar, dispor
internamente, resgatar (de sinistros) os
insumos necessários à fabricação de um bem
ou à prestação de um serviço.
As Fases da Função Suprimentos
Identificação de insumos necessários
•Identificar fornecedores potenciais
•Examinar documentação
•Seleção
•Convite
•Negociação (figura pg 154)

As Fases da Função Suprimentos
Contratação
 Acompanhamento (follow-up)
 Transporte e seguro (3% a 5% s/ CT)
 Inspeção em todo o processo
 Resgate de Sinistros (incêndios, inundações,
roubos e furtos)
 Disposição (condicionamento interno)

Função Suprimentos
Importância fundamental no bom andamento
dos negócios da empresa
 Requer planejamento detalhado
 Fases ocorrem simultaneamente quando há
vários processos em andamento
 Há sobreposição entre as fases.

Sinal da Demanda e Contratos

Para bens patrimoniais (Planejamento MP e
LP; P.ex: construção
Contratos:
–Em aberto ou guarda-chuva (preços e condições definidas no
contrato) – Ordem de Serviço
–Por cotas de fornecimento ou entrega P.ex: 100 und/mês
–Fornecimento em conta corrente: Pequenos valores, pouca
quantidade e alta frequência
–Fornecimento de serviços. P. ex. Serviços especializados
–Intenção de compra. P.ex. Compra de aviões (novo modelo)

Aquisição de Equipamentos
Equipamentos de
catálogo ou
padronizados
– Características são
previamente
especificadas pelo
fabricante
– Comprador tem
pouca ou nenhuma
margem de mudança

Equipamentos de
projeto especial
– Projetados e
construídos para
atender
especificamente às
necessidades de um
comprador
– Adaptado às
circunstâncias do
ambiente do cliente

Processo de Compra desses
equipamentos
Deve-se observar:
 Especificações
 Proposta de preço e demais condições de
fornecimento
 Avaliação pela equipe
 Negociação

O que dever ser observado no Contrato
de Fornecimento
Condições de pagamento
 Responsabilidade por transporte e instalação
 Prazo p/ atingir desempenho especificado
 Garantia
 Peças sobressalentes
 Manutenção e serviço pós venda

cont. Contrato de Fornecimento
Obtenção de licença de funcionamento
 Manuais de operação
 Treinamento
 Penalidades
 Seguros

Estoques
Reguladores do fluxo de produção e de vendas
Recurso produtivo que no final da cadeia de
suprimentos criará valor para o consumidor final
 É necessário pois a velocidade com que as
mercadorias são recebidas é usualmente diferente da
velocidade com que são utilizadas
 O objetivo e desafio da filosofia just-in-time é ter
estoques nulos


Cont. estoque

Figura 7.1 p. 168
V(t) X t > v(t) X t
V(t) X t < v(t) X t
V(t) X t = v(t) X t
E (aumenta)
E (diminui)
E (inalterado)
Tipos de Demanda
Independente
 Demanda independente: são itens que
dependem, em sua maioria, dos pedidos de
clientes externos, como, por exemplo,
produtos acabados em geral.
 •Constituem exceções, itens como peças de
reposição para manutenção e materiais de
escritório.

Tipos de Demanda



Dependente
Demanda dependente é aquela de um item
cuja quantidade a ser utilizada depende da
demanda de um item de demanda
independente.
Exemplo: O item pneus em uma montadora é
dependente do número de veículos
demandados pelo público(5 pneus por
automóvel)
Tipos de Estoques
•Materiais: matérias-primas
 •Produtos em processo:já entraram no processo
produtivo, mas ainda não estão acabados (produtos no meio
da fábrica)
 •Produtos acabados: prontos para ser entregues aos
consumidores (produtos vistos no dia-a-dia)
 •Em trânsito: já foram despachados mas ainda não chegaram
a seu destino final (unidade fabril a outra)
 •Em consignação: continuam sendo propriedade do
fornecedor até que sejam vendidos (sem ônus na devolução)

Classificação de Materiais
Diretos: são os que se agregam ao produto
final.
P. ex: copo do liquidificador.
 Indiretos (não produtivos ou auxiliares):
utilizados no processo de fabricação mais não
se agregam ao produto final. Não saem com o
produto.
P.ex. óleo para lubrificar máquinas

Importância do estoque
Segundo Ballou(1978):
– melhorar o serviço ao cliente
– economia de escala
– proteção contra mudanças de preço em
épocas de inflação alta
–proteção contra incertezas na demanda e no
tempo de entrega
㏀ –proteção contra contingências

Importância dos estoques na
Composição do Custo Final





Componentes:
–Material direto (matéria-prima)
–Mão-de-obra direta
–Gastos indiretos de fabricação
Figura p.173
Conclusão da figura anterior
A participação relativa da matéria-prima vem
aumentando, e a dos outros componentes
diminuindo
 Importância crescente dos materiais diretos
na vida das empresas manufatureiras.

Gráficos de Estoques




São uma representação gráfica da variação do
estoque de um item (ou vários) em função do
tempo
Bastante utilizados pelas empresas
Muitas vezes são chamados de “dente de
serra”
Exemplo p.176
Custos dos Estoques

Estoque custa
São chamados custos de carregamento
–Custos de oportunidade
–Estocagem e manuseio do material
–Taxas e seguros
–Perdas e furtos
–Obsolescência
–Custo do capital investido
Tipos de custos de estoque
Custos diretamente proporcionais: os custos
crescem com o aumento da quantidade média
estocada. (veja custo de carregamento e custo de
capital investido)
 Custos inversamente proporcionais: os custos
ou os fatores de custos diminuem com o aumento
do estoque médio.
- Custo de obtenção ou custo de preparação (
conceito de Economia de escala)

Pressões para Baixo níveis de estoques

Redução de custos

Estoque é dinheiro investido ou imobilizado
Como reduzir ou amenizar o estoque
(baixos níveis de estoques)






Modelo Kanban e Just in time (JIT)
Gerenciamento por atividade método de custeio
ABC
Reengenharia de processos
Modelo 5 S`s
Comakership
Estoques de segurança mínimos e realista
Altos níveis de estoques
“eleva a probabilidade de pronto atendimento
ao cliente”
 “ o não-atendimento de um pedido, na
quantidade e prazo solicitado pelo cliente,
traz, certamente, prejuízo a empresa”

Mas quem cria esse excesso


 Área
de Marketing

Plano de venda
otimista.
Quando vende acima
da capacidade de
produção
Quando introduz
produtos novos sem
antes esgotar o
substituído
Cont.

Engenharia

Quando faz
modificações de
produto que levem
a criação de
materiais obsoletos
Cont.
 Controle
de
qualidade

Procedimentos de
verificação que levam a
uma frequência exagerada
interrupções

Não obter materiais
dentro das condições de
preço e qualidade
acertados.
Permitir entregas antes ou
em quantidades diferentes
ou aceitar prazos não
realistas dados por
fornecedores.

 Suprimentos
Estrutura do seminário
Apresentação escrita: Segundo as normas
estabelecidas no manual de apresentação de
trabalhos acadêmicos do CEAP.(5 pts)
 Apresentação oral: individual e em
grupo.(individual 4pts e grupo 3pts)
 Participação: Frequência e Pontualidade = 2
pontos e no mínimo um questionamento por
apresentação de cada grupo (1 ponto)
 Data da entrega e início das apresentações:
29/03 e 05/04

Temas
1 - Modelo Kanban e Just in time (JIT) (Lidiane)
 2 - Reengenharia de processos (Deliane)
 3 - Modelo 5 S`s (Caio)
 4 – Comakership (Ênio)

Capítulo: Considerações finais - Análise critica sobre a
importância do tema para na redução de estoque
No mínimo 3 referências
Análise dos Estoques
Série de ações que permitem ao administrador
verificar se os estoques estão sendo bem
utilizados, bem localizados em relação aos
setores que deles se utilizam, bem manuseados e
bem controlados
1. Dimensionamento do estoque

“significa estabelecer os níveis de estoque
adequados ao abastecimento da produção
sem resvalar nos dois extremos de excessivo
estoque ou de estoque insuficiente” (CHIAVENATO, 2005, p.
72)
Leia: IDALBERTO, Chiavenato. Administração de Materiais: uma abordagem introdutória. 3
reimp.Rio de Janeiro: Campos, 2005.
Pressupostos
O quê: quais os materiais que devem permanecer
em estoque.
 Quais os itens de estoque
 Quanto: qual o volume de estoque que será
necessário para um determinado período.
 Qual o nível de estoque para cada item
 Reposição: quando os estoques devem ser
reabastecidos.
 Qual a periodicidade das compras

•
Saber quais materiais , quanto e quando
deverão estar disponíveis para abastecer a
produção, com a geração mínima de estoque é
o grande desafio da gestão de estoque
1.1. Algumas técnicas para calcular a
previsão de consumo



Método do consumo do último período
Método da média móvel
Método da média móvel ponderada
Revisando os conceitos
1)
2)
exercícios. Pg 96 a 98
IDALBERTO, Chiavenato.
Administração de Materiais: uma
abordagem introdutória. 3 reimp.Rio de
Janeiro: Campos, 2005.
Gestão de estoque

Série de ações que permitem ao
administrador verificar se os
estoques estão sendo bem
utilizados, bem localizados em
relação aos setores que deles se
utilizam, bem manuseados e bem
controlados
Indicadores de produtividade na análise e
controle de estoques
Diferenças entre o inventário físico e o
contábil
 Acurácia dos controles
 Nível de serviço (ou nível de atendimento)
 Giro de estoques
 Cobertura dos estoques

Inventário Físico
Contagem física dos itens de estoque
 Dois modos:
 –Periódico: em determinados períodos
faz-se a contagem física de todos os itens
do estoque
 –Rotativo: permanentemente se contam
os itens de estoque

Exemplo

Uma empresa tem em seu estoque
aproximadamente 10.000 itens diferentes. No
inventário do ano anterior, verificou-se que
havia, em média, 15 unidades de cada item.
Supondo que uma pessoa possa contar, em
média, 80 itens por minuto, quantas pessoas
serão necessárias para contar todos os itens em
dois dias de trabalho? Considere 8h/dia.
Pense!

Exemplo 2 da pg. 200
Acurácia dos Controles





Mede a porcentagem de itens corretos, tanto
em quantidade quanto em valor
Quanto a quantidade
- Acurácia = Número de itens com registros
corretos/ número total de itens.
Quanto em valor
- Acurácia = Valor de itens com registros
corretos / valor total de itens
Exemplo

Calcule a acurácia do controle, sabendose que no exemplo anterior, após os três
primeiros meses, foram encontradas as
seguintes divergências entre o número de
unidades contadas por item e o número
indicado elo controle
Clas N° de itens
se
no controle
N° de
itens em
em %
N° de itens Acurácia
corretos
(inventário)
A
4.910
B
9.125
4910/16. 4642
915 =
29,03%
8687
C
2.880
2825
TOTAL
16.915
4642/491
0=
0,9454
Nível de Serviço ou de Atendimento
Indicador de quão eficaz foi o estoque
para atender às solicitações dos usuários.
 Quanto mais requisições forem atendidas,
nas quantidades e especificações
solicitadas, tanto maior será o nível de
serviço.

Nível de serviço= (Número de requisições
atendidas / Número de requisições efetuadas)
 Ex. Nível de serviço: 4400 atendidas em 4500
solicitadas. Calcule o Nível de serviço ?
 Ex. 2 - Foram apresentadas 3100 requisições no
almoxarifado da empresa Zé, com um número
médio de 1,5 item por requisição. Foram
entregues 4.400 dos itens solicitados. Qual o
nível de atendimento do almoxarifado?

Giro de Estoques
Mede quantas vezes, por unidade de
tempo, o estoque se renovou ou girou
 Giro de estoques= (Valor consumido no
período / Valor do estoque médio no
período)
 Exemplo pg 203

Cobertura de estoque

Por quanto tempo o estoque médio
atenderá a demanda
Continuando com os dados do exemplo anterior,
Demanda versus Consumo





Demanda:
É a vontade do consumidor em comprar ou
requisitar um produto necessário na fabricação
de um outro componente.
Essa vontade ou necessidade pode ou não ser
atendida plenamente
Se atendida plenamente –consumo igual à
demanda
Se não –demanda reprimida
Cont.

Backlog: cliente concorda em receber
em data futura o que solicitara (demanda)
hoje

Demanda perdida: cliente não aceita
receber posteriormente aquilo que
necessita
Localização dos Estoques



Forma de endereçamento dos itens estocados para que
eles possam ser facilmente localizados
Exemplo de endereçamento: AA.B.C.D.E
onde:
AA = código da área de armazenagem
 B = número da rua
 C = número da prateleira ou estante
 D = Posição vertical
 E = Posição horizontal dentro da posição vertical

Exemplo
Qual a localização correspondente ao
código de endereçamento 27.5.3.2.1?
 Material estocado no almoxarifado 27, na
rua 5, na prateleira 3, local vertical 2, no
primeiro boxe horizontal.

Análise ABC
Análise ABC
Forma usual de examinar estoques
 Consiste na verificação, em certo espaço de tempo, do
consumo (em valor monetário ou quantidade) dos itens
de estoque, para que eles possam ser classificados em
ordem decrescente de importância
 –Itens classe A: mais importantes de todos (10 a 20%)
 –Itens classe B: menos importantes (30 a 40%)
 –Itens classe C: menos importantes (50%)


Exemplo pg 211 a 215
Curva ABC

Logística: Avaliação exame final
Gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos
(Supply Chain Management)
Definição

“ ... conjunto de atividades que cria valor
competitivo, agregando serviços aos produtos
vendidos e, consequentemente, valor aos
clientes, contribuindo ainda para a otimização
dos custos operacionais e da produtividade,
melhores utilizações da capacidade produtiva e
dos recursos, reduzindo estoques ao longo das
cadeias produtiva e de suprimento, integrando,
de forma mais estreita, a empresa a seus
fornecedores e clientes.”
Supply Chain
Revolucionou a forma de comprar, a produção e
a distribuição de bens e serviços
 Administrar o sistema de logística integrada da
empresa para planejar e controlar uma
complexa rede de fatores visando produzir e
distribuir produtos e serviços para satisfazer o
cliente.
 Alto grau de integração entre fornecedor e
cliente. Obj. MAXIMIZAR DESEMPENHO
 Redução de custos ao longo da cadeia e tempo
médio de estocagem (10% e 30%)

Objetivos do gerente de
Supply Chain
Satisfazer rapidamente o cliente, criando um
diferencial com a concorrência
 Minimizar os custos financeiros e operacionais
 P. exemplo: Diminuir desperdícios e evitar ao
máximo tarefas que não agregam valor ao
produto (Esperas, Armazenamento,Transporte e
controle)

Fatores chave de Sucesso
Foco intenso no cliente
 Uso avançado de tecnologia de
informação. P.e. Sistema ERP
 Índices quantitativos de desempenho
 Times interfuncionais (engenharia
simultânea, equipes multifuncionais e
fornecedores preferenciais)

Gerenciamento do fator humano
 Flexibilidade na cadeia de suprimentos

Suprimento e Fornecedores
“Um gerenciamento excelente da cadeia
logística requer um reconhecimento mais
inteligente do fornecedor...”
 Exemplo: Prazo de 90 e 30 dias
 Fazer acordos para partilhar ganhos
recompensando cada um que contribui
para o aumenta da rentabilidade

Recebimento e Armazenagem
Espaço físico
 Recursos de informática
 Carga e descarga
 Pessoal qualificado
 Normalização de procedimentos
 Meios de armazenagem
 Equipamentos dedicados
 Layout

Movimentação Física
Lembre-se: “ o tempo e os custos
despendidos no transporte não agregam
valor ao produto final por isso devem ser
reduzidos ou eliminados”
 Redistribuição do layout

Download

Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais