AU
TO
RA
L
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
EG
ID
O
PE
LA
LE
I
DE
DI
R
EI
TO
AVM FACULDADE INTEGRADA
DO
CU
M
EN
TO
PR
OT
JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Por: Adélia Pereira do Nascimento
Orientador: Profª. Msc. Maria da Conceição Maggioni Poppe
São João D’Aliança – Goiás
2013
1
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
AVM FACULDADE INTEGRADA
JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Apresentação de monografia a AVM Faculdade
Integrada – Universidade Candido Mendes como
requisito
parcial
para
obtenção
especialista em Educação Infantil
Por: Adélia Pereira do Nascimento
do
grau
de
2
AGRADECIMENTOS
Agradeço
presentes
a
todos
em
que
estiveram
minha
trajetória
acadêmica e a todos que contribuíram
com sua força, conselhos, ajuda e
colaborações.
3
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho primeiramente a
Deus, por ser essencial em minha vida,
autor de meu destino, aos meus filhos,
Jessica e Thiago, e ao meu marido Iris,
que iluminaram e me ajudaram no meu
caminho.
4
RESUMO
O presente estudo teve como objetivo analisar a importância da atividade
lúdica, na Educação Infantil, uma vez que tem ocupado um importante papel no
contexto escolar, como uma prática prazerosa de auxilio ao estimulo do
aprendizado, surpreendendo positivamente as pessoas que de modo geral tem
para si o pensamento formado sobre jogos, brinquedos e brincadeiras e que
nem sempre veem ou encaram essas modalidades como meios de
aprendizagem. A partir de uma pesquisa de campo realizada numa creche
pública Municipal, onde aconteceram as observações necessárias do cotidiano
da instituição, sendo a coleta dos dados feito por meio de entrevistas com os
educadores, pôde- se presenciar como se realiza o processo lúdico na escola,
bem como conferiu- se o quanto é importante que o lúdico tenha lugar em sala
de aula como parte integrante da vida das crianças na instituição de ensino.
Todas estas inquietações impulsionaram a realizar este estudo, no propósito de
que educador e educando procurem superações diante das exigências
impostas pelo contexto social. Nesse sentido é exigido do profissional da
educação ser um sujeito capaz de romper barreiras, almejando construir novos
sentidos, a partir de suas propostas inovadoras e posturas perante a sala de
aula e os educando. Tendo em vista que ensinar exige compreender que a
educação é uma forma de intervenção no mundo, foi utilizada a pesquisa
qualitativa, procurando outros caminhos para ação e as transformações da
educação na educação infantil, respaldada por expressivos referenciais
teóricos, a proposta de trabalho apresentada permite afirmar a existência de
jogos e brincadeiras infantis, que se bem aplicadas, certamente contribuirão no
desenvolvimento da educação psicomotora e consequentemente, no processo
escolar.
Palavras-Chaves: Educação Infantil; Atividades lúdicas; Concepções pedagógicas;
Jogos; Aprendizagem.
5
METODOLOGIA
Para o desenvolvimento desse trabalho foi feito uma pesquisa na Creche
Municipal Padre Roque através de questionários com os educadores e alguns
pais de alunos respondendo sobre o que sabem e entendem a respeito do uso
de jogos como instrumento na promoção do saber, sua finalidade e os seus
benefícios para o aluno da Educação Infantil, também aconteceu uma
entrevista com o pedagogo responsável pela instituição tratando dos seus
conhecimentos sobre a utilização do jogo como instrumento educativo. Em
seguida após a coleta de dados foi feita uma análise das respostas. Tiradas as
devidas conclusões, após perceber na realidade escolar a problemática
educativa, um estudo bibliográfico se fez necessário para buscar informações
concretas e o melhor entendimento de como educar através dos jogos. Nesse
pensamento autores importantes foram consultados, entre eles destaco
Santos, Rau e Miranda, os quais tratam da importante contribuição do jogo
como recurso pedagógico na educação em geral e aqui bem aceitas no
processo de execução da presente pesquisa, por responderem com eficiências
as questões abordadas em campo. Através da observação do espaço escolar,
entrevista e pesquisa exploratória com o uso de questionário, análise dos
dados e eventuais questionamentos foram buscados na fundamentação teórica
elementos positivos para a utilização do lúdico (jogos e brincadeiras) na
Educação Infantil, percebendo e analisando toda sua funcionalidade e como
nos esclarecem vários autores, que os jogos quando bem utilizados além de
tornar as aulas mais agradáveis para a criança ajudam também a diminuir ou
mesmo resolver problemas de introversão e baixa autoestima nas crianças.
Veremos que os jogos, como também as brincadeiras promovem maior
interatividade entre educando e educadores, despertam a criatividade e o
raciocínio.
Além do estudo teórico teremos uma proposta de trabalho com jogos em
sala de aula, contaremos com a tese do psicanalista inglês Donald Woods
Winicott (1896 -1971) que afirma: “que o jogo é um elemento motivador que
6
favorece a aquisição do conhecimento”. Como fechamento dessa produção
monográfica teremos a apresentação do projeto “jogos” que servirá como
comprovação na prática o que é descrito na teoria, através do projeto aplicado
poderemos relacionar teoria e prática.
7
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
08
CAPÍTULO 1 - Os Jogos na pratica docente
10
1.1 - Jogos Agradam por serem dinâmicos
13
1.2 - A funcionalidade do jogo na Educação Infantil
05
CAPÍTULO 2 - Os jogos e a saúde física e mental da criança
20
2.1 - Enquanto se diverte a criança aprende
21
2.2 - Durante os jogos com quê se preocupar?
22
2.3 - Construindo e reconstruindo através dos jogos
23
CAPÍTULO 3 – Diferentes tipos de Jogos
27
3.1 - Trabalhando com jogo uma boa atitude pedagógica
28
CONCLUSÃO
32
BIBLIOGRAFIA
37
ANEXOS
39
8
INTRODUÇÃO
A presente pesquisa tem como principal objetivo investigar e analisar como
a ludicidade pode contribuir construtivamente para a prática docente e no
processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança, da Creche Municipal
Padre Roque de São João D’Aliança.
Saber aliar o jogo na pratica educativa é fazer da escola um ambiente alegre
e receptivo assim como compreender os principais fatores positivos, relativos
aos mecanismos proporcionados a partir da ludicidade e sua contribuição para
a educação infantil, permeando-se os objetivos específicos, procurando
identificar a importância do trabalho lúdico e seus reflexos na aprendizagem,
bem como investigar as diversas maneiras de aplicar metodologias que
abordem a ludicidade no contexto educacional, analisar as metodologias que
priorizam o desenvolvimento do trabalho lúdico na sala de aula e por fim
conhecer o resultado obtido pelos educadores que utilizam métodos
relacionados ao lúdico no ensino. O jogo na fase infantil tem grande
contribuição no processo de ensino-aprendizagem alem de ampliar o
conhecimento sociocultural do aluno. Com o desejo de se obter uma educação
que contribua de forma positiva para a melhoria da Educação Infantil, essa
pesquisa qualifica os jogos, com subsídios teóricos de forma aplicada, pois,
existe uma diferença entre o jogo ou brincadeira que é elaborada pela criança e
o jogo com finalidade pedagógica, que requer planejamento, compreensão,
métodos de aplicação e previsão de etapas por parte do educador para que
desenvolva a memória e a relação corpo, mente e afetividade.
A relevância desse estudo pauta acessão de que o propósito de pesquisar
sobre esta forma ou metodologia de ensino que atualmente tem enfoque
principal na maneira de expor conteúdos de forma descontraída, porém sem
9
perder a essência do ensinar/aprender, uma vez que aproxima o educando de
situações concretas e de acordo com sua realidade. A partir do anseio de
aprofundar o conhecimento acerca dessa temática, uma vez que a pretensão
de atuar no ramo educacional como docente fortaleceu o ideal de investigar
métodos diversificados e eficazes tanto para os docentes quanto para os
discentes. Dessa maneira é essencial para sua melhor condução na formação
como educador que conduzam ações pedagógicas capazes de enfatizar as
situações lúdicas enfocando o desenvolvimento cognitivo e mental, além de
estimular o pensamento e o raciocínio do aluno, evidenciando suas principais
habilidades de acordo com as competências investigadas.
No Capítulo -1 trata-se das formulações acerca da importância do trabalho
lúdico e seus reflexos para uma aprendizagem de qualidade, as novas
concepções pedagógicas e o papel do professor, bem como as metodologias,
os quais questionam as práticas dos educadores, contestando o ensino pronto
e acabado impossibilitando a solidificação de um ensino construtivista e uma
aprendizagem significativa.
O capítulo - 2 trata os jogos e a saúde física e mental da criança baseada na
afirmação do inglês Winnicoott (1896 -1971) que o “brincar é um sinal de
saúde, pois dificilmente uma criança que esta bem se nega a entrar numa
atividade lúdica”.
No capítulo - 3 apresentaram os diferentes tipos de jogos onde serão
estudados os aspectos e promoção física, mental e social da criança e
aprimorar o equilíbrio, os órgãos sensoriais entre outros, portanto trabalhar o
lúdico é uma boa atitude pedagógica de construção e não um mero instrumento
utilizado para ocupar o tempo sem propósito.
Essa pesquisa levara os educadores da Educação Infantil a ter um novo
olhar sobre Educação.
10
CAPÍTULO 1
OS JOGOS NA PRATICA DOCENTE
Hoje em dia ao pararmos e analisarmos as crianças constatamos que elas
estão cada vez mais ansiosas e questionadoras, mesmo as menores, a
impressão que se tem é que elas já na infância desejam algo novo que as
tranquilize ou que as façam felizes, esse comportamento exige do educador
uma mudança de atitude e estratégias no processo de ensino aprendizagem,
há a necessidade de aulas mais dinâmicas, mais alegres que transmitam à
criança aquilo que ela deseja, então a busca por novas metodologias se faz
necessário entre os profissionais da Educação Infantil e demais envolvidos no
processo de ensino-aprendizagem.
As pessoas em geral compreendem o jogo apenas como lazer, por não
conhecerem suas funcionalidades, essa questão de funcionalidade nos é
explicada por Kishimoto ( 1994):
“A
divergências
em
existência
torno
do
de
jogo
educativo, que estaria relacionado concomitantemente a
duas funções: a função lúdica do jogo, expressa na ideia
de que sua vivencia propicia a diversão, o prazer quando
escolhido voluntariamente pela criança e sua função
educativa, quando a pratica do jogo leva o seu jeito a
desenvolver seu saber”.
( Kishimoto,1994, p. )
Nessa
perspectiva
podemos
analisar
refletir
e
constatar
que
a
funcionalidade do jogo leva ao alcance de grandes conquistas na criança, isso
acontecera conforme a forma em que se da à utilização do jogo, como é feita a
interação da criança com o jogo, o momento, a intenção e o espaço.
Considerando tais aspectos de modo, tempo e espaço o educador pode nortear
11
significativamente o trabalho com jogos em sala de aula, portanto é o professor
quem vai definir se o jogo exercerá uma função de entretenimento ou se
acontecera uma ação pedagógica com a utilização deste ou daquele jogo. É
interessante ao educador procurar entender que a pratica escolar com a
utilização do jogo, da brincadeira tende em favorecer potencialmente o
aprendizado da criança, pois tais recursos promovem na criança uma formação
bastante completa, pois brincando ela desenvolve muitas habilidades, se
descobre, se socializa melhor, aprimora o raciocínio, ativa a memória e pode
ainda se libertar de problemas de origem emocional, ou seja, o educador pode
promover uma formação integral do seu docente, pois estará trabalhando sem
forçar a criança, o cognitivo e o afetivo.
Os jogos e as brincadeiras devem ser escolhidos com rigor, pois precisa ser
útil ao aluno e ao professor como sugere Kishimoto (1994), alguns critérios
para uma escolha adequada de brinquedos no uso escolar, segundo ele “a
seleção do jogo precisa considerar: o valor experimental; o valor da
estruturação; o valor da relação e o valor lúdico”. Então o professor precisa
buscar conhecer o jogo ou o brinquedo que ira utilizar, assim terá todo suporte
e preparo para a realização de um trabalho que permita a exploração do objeto
em uso, e que permita a construção da personalidade da criança, que permita
a criança buscar sabores novos, entende-los e aplicá-los e que ainda leve essa
criança a se conhecer ou se reconhecer nessa interatividade.
Segundo Friedmann (1996), é necessário entender que a utilização do
lúdico como recurso pedagógico na sala de aula pode aparecer como um
caminho possível para ir ao encontro da formação integral das crianças e do
atendimento de suas necessidades. Nota-se o valor dada a essa modalidade
como objeto de trabalho do professor e a preocupação em suprir as
necessidades das crianças, este fato serve para reafirmar os cuidados na
escolha do jogo a ser trabalhado em classe, pois este deve estar articulado à
realidade sociocultural do educando. Outro cuidado com a escolha do jogo é
verificar se ele está apropriado à faixa etária da criança, se o seu manuseio
trará satisfação para a criança.
12
Outro aspecto no trabalho com jogos aparece na figura do professor, este
por sua vez necessita buscar a formação lúdica, uma vez que o lúdico
envolvendo o jogo na prática escolar tende a despertar e valorizar a
criatividade, a afetividade e a coletividade.
Para Santos (1997), quanto mais o adulto vivenciar sua ludicidade maior
será a chance de este profissional trabalhar com a criança de forma prazerosa.
Nesse aspecto o professor que brinca ou joga tem maior facilidade em
desenvolver essas atividades.
Sabemos que a criança enquanto brinca reproduz a realidade isso é fato e
acontece devido à interpretação que ela faz do meio em que vive e das
relações que mantém com ele, brincar leva a criança a explorar seu imaginário,
nesse momento ela coloca para fora seus sentimentos e o próprio pensamento
sobre a própria realidade, jogar para ela traz satisfação e em muitos casos ou
situações promove equilíbrio mental ou mesmo físico, isso ira acontecer com a
escolha certa do jogo e do processo de motivação que estiver inserida.
13
1.1 - Jogos agradam por serem dinâmicos
Segundo Le Boulch (1987)
“O jogo, atividade próprio à criança, que toma
diferentes formas de acordo com a idade esta centradas
no prazer proporcionado por sua prática, ao mesmo
tempo em que se constituiu no motor essencial de seu
desenvolvimento”.
(Le Boulch, 1987, p.)
O jogo promove uma participação seja individual ou coletiva, é uma atividade
coletiva, é uma atividade objetiva e acontece de varias formas, isso leva a
criança a sentir-se num determinado meio, nesse espaço age comprovado à
ativação do seu motor cognitivo ou mesmo afetivo, mas relações que mantém
durante o jogo.
Mesmo na Educação Infantil que atende crianças de faixas etárias
deferentes e diferentes níveis de aprendizagem a relação com o outro se
mantém atuante e viabiliza uma abertura sistêmica para o reconhecimento de
conhecimentos prévio bem como com os a que vem adquirir, a compreensão
sobre si própria e o que o meio lhe proporciona é que faz a criança um ser
notável a descobertas que venham lhe promover bem estar ou não, nesse
contexto é que os jogos e brincadeiras são importantes, pois é através deles
que a criança ira apreciar melhor na sua vivência aquilo que lhe seja favorável
no cumprimento de suas relações sociais, afetivas e de grupo.
Piaget (1976) em seus estudos sobre desenvolvimento e aprendizagem
Educação Infantil destaca que
“o ser humano possui um impulso para o jogo e
verificou este impulso lúdico já mos primeiros meses de
vida, na forma do chamado jogo de exercício sensório-
14
motor; do segundo ao sexto ano de vida, esse impulso
lúdico predomina sobe a forma de jogo simbólico para se
manifestar, a partir da etapa seguinte, através da pratica
do jogo de regras”.
(Piaget, 1976, p.)
Isso caracteriza que conforme a criança evolui; ou seja, conforme ela
cresce e desenvolvem os jogos se enquadram nessa dimensão de evolução,
para cada idade ou nível intelectual e recomendado um tipo de jogo, por
exemplo, no jogo de exercício sensório motor se constitui na repetição de
gestos e movimentos simples, esse procedimento pode ser valorizado com
crianças, pequenas entre 04 e 06 meses de idade, reaparecidas após os dois
anos, e depois retorna aos 05 ou 06 anos, nessa fase a criança pula, salta dois
ou mais degraus, aos 10 ou 12 anos, tenta andar de bicicleta. O jogo simbólico
se manifesta sob a forma de ficção, jogo simbólico, imaginação e imitação no
período de 2 a 6 anos.
Os jogos de regras manifestam-se por volta dos cinco anos, mas se
desenvolve dos sete aos 12, os jogos de regras se caracterizam por
assegurarem reciprocidade dos meios empolgados.
Portanto, podemos entender o jogo como um recurso de estimulo,
apropriado para desenvolver, reconstruído na criança habilidades e aptidões
que permearão um convívio social seguro, por essa criança na sua fase de
amadurecimento psicomotor aprender a reconhece enquanto ser social que
contribui ativa interage favoravelmente dentro de uma comunidade ou grupo
social.
15
1.2- A funcionalidade do jogo na Educação Infantil
O jogo na Educação Infantil é importante por favorecer o desenvolvimento
social e intelectual da criança, podendo ser utilizado nas diversas áreas de
estudo. O educador que utiliza os jogos em sua pratica consegue modificar o
modelo se prende a conceitos teóricos encontrados nos livros didáticos. O
trabalho com jogos traz um aspecto novo ao cotidiano da sala de aula, a
estadia da criança na escola tornasse menos cansativa e mais interessante,
enquanto como também desenvolve a linguagem, aprende a trabalhar em
equipe, torna-se mais atenta e investigativa, passa a buscar suposições além
de refletir sobre sua própria pratica.
Ao jogar a criança aprende a resolver problemas, investigar e descobrir a
melhor jogada, aprende a raciocinar lógico.
Os jogos na aula de matemática, por exemplo, são úteis por motivarem o
aluno a observarem, analisarem, a tomarem decisões, resolver problemas, a
argumentarem e tirarem conclusões significativas daquilo e sobre aquilo em
que está inserido, nesse momento, o jogo. Quando o professor trabalha com
o lúdico ele promove a interação entre os alunos, nessa interação acabam
ocorrendo outras situações importantes no processo ensino-aprendizagem a
cooperação e o respeito pelo outro. Smole (2007) afirma que “jogo tem a
função de promover seu potencial de participação, cooperação, respeito
mútuo e critico”, nessa concepção podemos analisar e perceber que a função
do jogo na escola ultrapassa a ideia de divertimento ou ocupação, ele
acontece significativamente e leva a criança a pensar com criticidade sobre
suas próprias ideias, passa a procurar e entender melhor a opinião do outro
construindo, portanto em si a capacidade de coordenar seu modo individual
de ver o mundo e as pessoas, passando a manter uma reação mais social e
lógica com todos os elementos do meio em que vive ou atua socialmente, em
consequência sua aprendizagem acontecera mais naturalmente e sua mente
questionadora estará sempre alerta para receber e interpretar novas
informações. Assim como afirma Smole (2007):
16
“...que, sem interação a interação pessoal, a lógica de
uma pessoa não se desenvolveria plenamente, porque,
porque é nas
situações interpessoais que ela se sente
obrigada a ser coerente. Sozinha poderá dizer e fazer o
que quiser pelo prazer e pela contingência do momento;
porém em grupo, diante de outras pessoas, sentira a
necessidade de pensar naquilo que dirá ou que fará, para
que possa ser compreendida”.
(Smole,2007,p. )
Observando a fala da autora concluímos que o jogo funciona muito bem na
educação de crianças pequenas, pois nesse momento é que ela se coloca a
disposição para a descoberta, e é nas relações sociais, de grupo que esse
mecanismo se desenvolve, enquanto joga ou brinca a criança vai trocando
ideias, daí a sua necessidade de investigação.
Os jogos e as brincadeiras têm a vantagem de poderem ser utilizados em
grupo ou individualmente, a criança precisa sentir vontade de jogar e para isso
o professor deve conhecer bem o jogo que ira trabalhar, os objetivos que
poderá alcançar como também prender a atenção do aluno.
Na escola, o jogo deve ter função pedagógica, pois, eles são importantes no
desenvolvimento da memória, e leva a criança a adquirir noções de tempo e
espaço, também ajuda a criança ser mais corajosa e faz do erro uma
necessidade de querer acertar mais, favorece ainda o desenvolvimento da
relação entre corpo e afeto, porem para esse alcance da criança o professor
deve e precisa ser dinâmico, alegre, participativo e estar orientando
adequadamente a criança e cuidar do espaço a fim de estruturá-lo conforme o
nível da turma e a atividade escolhida. Enquanto joga ou brinca a criança cria,
recria e da mais atenção aos objetos. Nesse momento o brinquedo é a peça
chave que irá do contexto ao jogo.
Segundo Levin (2007),
“para as crianças, brincar é certamente imaginar, evocar
e pensar. Nunca é uma banalidade, mas sim um ato
estrutural que cria a experiência infantil originaria, aquela
17
que
suscita
mais
questionamentos
no
mundo
contemporâneo. Enquanto joga ou brinca a criança se
torna mais entusiasmada, então o desenvolvimento de
suas habilidades acontece de forma espontânea e ajuda
seu processo maturativo”.
(Levin, 2007, p. )
O jogo como função maturativa tem como característica principal a
promoção do equilíbrio que ajudarão a amenizar problemas afetivos,
emocionais e cognitivos. O imaginário é uma riqueza que também é te
matizada pela funcionalidade do jogo, onde o qual atua na abertura de
oportunidades as quais despertarão a criatividade, dando a criança vontade de
aprender mais, essa criação desperta o interesse, a curiosidade, o desejo pelo
novo, durante o jogo a criança fica envolvida numa situação de exploração,
trocas, de raciocínios ela consegue se desligar dos conflitos externos sente em
si mesmo o seu interior ativando o sistema cognitivo como também o do
sistema psico-afetivo. Em analise da função do jogo na Educação Infantil
podemos nos remeter a comprovada ideia de funcionalidade dinâmica por agir
diretamente na criança, e esta se despertará e tirará de suas vivencias as
conclusões
necessárias
e
evoluindo
intelectualmente
e
adquirindo
autoconfiança, autodomínio que certamente atuaram satisfatoriamente na
promoção da autoestima dessa criança, além de facilitar a aquisição de
conceitos ou informações transformando-os em aprendizagem.
“A criança precisa brincar, inventar, jogar, criar para crescer e manter seu
equilíbrio psicossocial e afetivo”(Sanseverino, 2002), certamente o uso do jogo
na sala de aula como recurso pedagógico só tende a beneficiar toda a ação
docente na Educação Infantil e é claro o papel das interações promovidas pelo
jogo como o beneficio que traz na maturação psicológica da criança, as
atividades educativas inseridas através de atividades lúdicas como jogos e
brincadeiras promovem um elo entre prazer e aprendizagem.
Quando a criança se sente bem e feliz no espaço escolar, ela estabelece
confiança, manifesta carinho e compreensão, tais formações se constituem
18
mais rapidamente quando a proposta pedagógica esta voltada em atender os
anseios dos seus educando, dessa forma consegue através do lúdico promover
tal conforto e o prazer da criança em aprender e querer estar na escola, pois
conseguem interiorizar através do jogo a iniciativa da ação.
“... muitos aspectos podem ser trabalhados por meio da
confecção e da aplicação de jogos selecionados, com
objetivos como: aprender a lidar com a ansiedade; refletir
sobre limites; estimular a autonomia; desenvolver e
aprimorar a função neuro sensório motor; desenvolver a
atenção e a concentração; ampliar a elaboração de
estratégias; estimular o raciocínio lógico e a criatividade”.
( Rau, 2007,p.)
Assim, aspectos referentes a coespaço e aos materiais característicos de
cada jogo são elementos que podem ajudar a definir qual o jogo mais
adequado para a ação educativa a que o professor se propõe”. Aqui então nos
certificamos que os jogos também têm a função de estimular o equilíbrio mental
tanto no aluno, quanto no educador e este segundo com a tarefa de orientar a
criança na produção, seleção e aplicação dos jogos motivando-a na busca dos
objetivos predeterminados.
Os trabalhos com jogos e brincadeiras promovem entre outras modalidades
o desenvolvimento psicomotor que vai auxiliar no melhoramento da criança que
tem dificuldade em copiar do quadro, ficar quieta, a que apresenta dificuldade
de lateralidade e equilíbrio. Le Boulch (1987) afirma que “a psicomotrocidade é
o controle mental sobre a expressão motora, que objetiva obter uma
organização que pode atender, de forma consciente o constante, as
necessidades do corpo”, portanto o lúdico também pode desenvolver funções
psicomotoras na criança, que quando bem explorada alcança o afetivo do
aluno e vai proporcionar através da expressão corporal, do jogo, da brincadeira
na sua relação com o meio e o próprio corpo a ampliação de sua autoimagem.
Segundo Vygotsky (2007) “o jogo infantil atesta que, na situação de
brincadeira, a criança imita papéis exercidos pelos adultos e ensaia futuros
papéis e valores”. Para o autor, ao brincar, a criança começa a desenvolver a
19
motivação, as habilidades e as atitudes que serão necessárias para sua
participação social, então fica entendido que os jogos ou mesmo as
brincadeiras permitem à criança a interpretar, compreender o meio, portanto a
função do jogo na Educação Infantil é o de promover a capacidade do desafio,
surpresa, possibilidade de fazer de novo, em resumo o jogo é um grande objeto
didático que promove lazer numa estruturação sincronizada permitindo a
socialização e a aprendizagem.
.
20
CAPÍTULO 2
Os jogos e a saúde física e mental da criança
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil diz que os jogos e
as brincadeiras propiciam a ampliação dos conhecimentos infantis por meio da
atividade lúdica. De conhecimento de tal informação, é relevante que a escola
veja no jogo um instrumento importante para o desenvolvimento do aprender
na criança, portanto deve ser incluído no currículo escolar.
O jogo é uma atividade que requer planejamento, ele traz consigo um
procedimento altamente possível de exploração e aceitação, é uma atividade
competitiva, com regras e podem ser usados em diversas situações, para se
alcançar diversos objetivos e ainda tornar o ensino mais prazeroso para a
criança.
Brincar além de promover aprendizagem promove saúde, o psicanalista
inglês Winnicott (1896-1971) afirma que “brincar é sinal de saúde, pois
dificilmente uma criança que esta bem se nega a entrar em uma atividade
lúdica”.
Os jogos e as brincadeiras servem até para observação das crianças, pois
durante as atividades lúdicas elas expressam seus sentimentos, e ai é o
momento de o professor observar para reconhecer para tentar resolver
problemas que envolvem hostilidade, agressividade, medo, solidão e tristeza.
Durante os jogos e as brincadeiras professores e alunos acabam por se
comunicarem melhor, a criança durante uma atividade que envolve jogos,
brinquedos e brincadeiras consegue dramatizar situações de sua vivencia
familiar ou social e pode vencer seus próprios conflitos ou traumas que
impedem sua socialização ou que tornaram essa criança pouco motivada,
arredia, com autoestima baixa. Enquanto se diverte o aluno em sua inteiração
com o jogo se descobre, libera energia, relaxa, manifesta seu anseio, medo,
duvida, quando a criança consegue aliviar suas tensões passa a um estado de
calmaria que é claro fundamental para sua saúde.
21
2.1 - Enquanto se diverte a criança aprende
Durante as atividades a criança corre, agacha e levanta aperfeiçoando o
movimento desenvolve a agilidade corporal, a coordenação motora, a atenção,
o ritmo, a coordenação aeróbica por isso jogar e brincar e tão importante e
necessário na pratica escola, mas esse trabalho não deve acontecer de
qualquer jeito ele precisa ser bem escolhido, observado, orientado e dirigido
pelo professor, pois as regras precisam aparecer e serem respeitas, os
objetivos devem existir para obter resultados positivos que caracterizem de fato
uma aprendizagem.
Uma boa brincadeira, que pode ser caracterizado como jogo é a dança das
cadeiras essa atividade é apropriada para mostrar e ensinar as crianças o que
são regras, outro jogo bom para ensinar regras e limites é o “jogo de percurso”,
nesse jogo o aluno desenvolve o calculo, o conceito de correspondência e a
paciência. Os jogos ainda ensinam a meninada a planejar e a corrigir, a
esperar sua vez, desenvolve a capacidade de estratégias, aprendem as
grandezas numéricas, a se relacionarem com o meio, ampliam o vocabulário e
a aprendem a ser mais cooperativas, tolerantes devidos aos inúmeros
trabalhos coletivos e em grupos.
A criança deve ser estimula para entrar um contato com o jogo: A falta de
atividades pode acarretar um déficit motor, já que essas atividades são
fundamentais para a aquisição das habilidades. O fator principal do jogo é
melhorar ou adquirir suas habilidades, suas potencialidades e estimular seu
desenvolvimento psicomotor. E nessa colocação entendesse que o jogo no
espaço sala de aula ou fora dele devem ser utilizados com a finalidade de
promover aprendizagem, então esse rico objeto chega para a prática escolar
não como um meio de ocupar o aluno, mas sim como uma ferramenta sempre
útil, portanto precisa ser precisa, coerente e atrativa.
22
2.2- Durante os jogos com quê se preocupar
Para que a pratica com jogos possa ser bem aproveitada, o professor
precisa ter alguns cuidados como preocupar-se com o espaço, que não
incomodem outras pessoas e estar atento durante o jogo, pois é nesse
momento que terá para observar o comportamento de seu aluno; o professor
precisa estar disposto e mesmo jogar com as crianças, assim ele promovera
confiança no grupo; cuidar da linguagem (ela não deve ser padroniza ou
formal) esse momento é de descontração, incentivar a coletividade e o
coleguismo, ou seja, um ajudando o outro; registrar o processo de
aprendizagem da criança, ter sempre sugestões variadas para trabalhar.
Segundo Raul (2007) “o jogo para ser utilizado como recurso pedagógico,
precisa ser contextualizado significativamente para o aluno por meio da
utilização de materiais concretos e da atenção a sua historicidade”. Nesse
contexto ao professor a preocupação com a sua tarefa de conhecer-se explorar
e descobrir seus limites, para que possa ter uma visão bastante objetiva sobre
o jogo com o qual ira trabalhar e com os possíveis ou constatados durante sua
pratica, como também entender e explorar o brinquedo o jogo e a brincadeira
na vida da criança.
O professor deve entender que através do jogo a criança coloca sua
imaginação em ação, enquanto joga se diverte, em quanto se diverte aprende,
por isso a definição dos objetivos é um cuidado a ser tomado, outro cuidado é
perceber o contexto que envolve a criança durante a prática pedagógica do
jogo, envolver-se no envolvimento de suas habilidades, como criatividade,
autonomia, liderança e criatividade.
23
2.3 - Construindo e reconstruindo através dos jogos
Não podemos nos esquecer de que a criança gosta de brincar, brincando ela
aprende a construir e reconstruir, portanto jogos no processo educativo são
riquíssimas estratégias de ensino que estimulam a cooperação coletiva e
diminui comportamentos agitados, rebeldes, agressivos das crianças.
A escola em suas áreas de conhecimento pode e deve incluir os jogos
cooperativos em seu currículo, com essa modalidade de jogo a criança
aprende a cooperar ao invés de apenas competir, ela passa a perceber-se
como peça importante para o sucesso do grupo e isso a estimula a querer
sempre melhorar sua atuação.
“A cooperação na educação vai muito além dos jogos cooperativos” Brown
(1995). Para Coreia, é necessário ao educador e a sociedade entender que
cooperar não e competir, cooperar seriam tornar menos dolorida as diversas
situações cotidianas como injustiças, desigualdades e preconceito.
É sabido que a criança quando chega à escola, traz consigo sua própria
bagagem chega à escola com problemas emocionais, afetivos, de convivência
que as levam a introversão ou a indisciplina, em muitos casos são constatadas
situações de desprezo, agressões e outras como vitimas de preconceito e há
aqueles filhos de pais alcoólatras, usuários de drogas ou baixa renda. Esses
aspectos acabam influenciando na formação psicológica da criança. Portanto o
papel da escola é fundamental, para a promoção cognitiva e afetiva de seus
alunos a resignação, a conformação e a subserviência. Ao contrario, o papel do
educador, trabalhando com jogos cooperativos, é o de despertar o senso critico
para questões sociais (Brown, 1995).
Os diferentes tipos de jogos oferecem tanto ao educador tanto para a criança
a oportunidade de superar dificuldades, como também agem na promoção da
autoestima, durante as atividades com jogos a criança fica mais feliz, mais
satisfeita e tendem a se interessar mais pelas aulas teóricas, por se sentirem
mais à vontade elas adquirem autoconfiança, desenvolvem devido a troca de
experiências e cooperação o pensamento reflexivo, ficam mais atentas e
integradas socialmente, e é nesse momento que a ação docente se privilégia.
24
“(...)
devemos
trabalhar
para
mudar
o
sistema
seus
próprios
comportamentos e comecem a se considerar membros cooperativos da família
humana, Orlick, T (1989)”.
Assim o educador ao utilizar os jogos na sua
docência estará construindo e reconstruindo na criança valores afetivos,
religiosos, morais, familiares e morais, pois ao aprender a cooperar e a
trabalhar em grupo estar-se prontificando a recuperação de seus próprios
anseios, traumas, com isso suas revelações sociais dentro e fora da escola se
farão de uma maneira mais prazerosa. Educa-se uma criança para a
sociedade, portanto ensiná-la a conviver harmoniosamente em grupo é
fundamental.
Segundo Rau (2007), a ludicidade na educação é uma atitude pedagógica
com o jogo as crianças não estão apenas brincando livremente, pois há
objetivos didáticos em questão. Nesse caso, o professor trona-se um mediador
entre as crianças e os objetivos a conhecer, organizando espaços e situações
de aprendizagem que articulem os conhecimentos trazidos pelas crianças com
aqueles que a escola deseja construir.
Uma boa parcela de professores entrevistados, ao falarem de suas praticas
dizem ter muita dificuldade em trabalhar com jogos, se justifica dizendo não ter
formação adequada, aponta o comportamento do aluno, dizem que os recursos
são insuficientes. Certamente bem justificadas a fala dos professores, porém
existem diferentes formas de se adquirir conhecimento e entre elas esta hábito
de ler e pesquisar sobre o assunto, os materiais não será insuficiente a partir
de uma atitude inovadora desse professor e em relação ao comportamento
decente, a atitude e tolerância, planejamento e persistência do educador. Rau,
(2007) “complementa dizendo” é preciso refletir sobre por que na pratica de
jogos os alunos teriam que sincronizada mente estabelecer relações com a
aprendizagem, tendo inicio, meio e fim, sem considerar o processo.
Com a prática de jogos na Educação Infantil, é dada a criança a liberdade de
construir para si e para o outro partindo de sua vivência no espaço, nas
relações que mantém no grupo social do qual participa e com os objetos de
meio e de uso o controle do esquema corporal, ela parte do concreto para o
abstrato, do simples para o complexo, desenvolvendo sua autoimagem. Os
25
jogos e as brincadeiras ainda ajudam na construção ou mesmo reconstrução
de representações mentais, o equilíbrio interior, a harmonia e as emoções de
forma progressivamente positivas na promoção da aprendizagem de um modo
em qual nas diversas áreas do conhecimento.
Correia (2006) afirma “ao permitir a participação das crianças, o professor
coloca-se em condição de igualdade e abre caminho para a partilha, a troca, a
cooperação, o diálogo, o aprendizado recíproco e a busca de convergências,
ou seja, desenvolve os princípios dos jogos cooperativos”.
É brincando que o corpo da criança reconhece o prazer, ajustando-se a
gestos e palavras que de acordo ao momento ou ao conjunto de experiências
da criança e construindo e reconstruindo valores afetivos, religiosos, morais,
familiares e morais, pois ao aprender a cooperar e a trabalhar em grupo estará
se prontificando à superação de seus próprios anseios, traumas, com isso suas
revelações sociais dentro e fora da escola se farão de uma maneira mais
prazerosa. Educa-se uma criança para a sociedade, portanto ensiná-la a
conviver harmoniza mente em grupo e fundamental.
Correia (2006) resalta a importância de o educador ser objetivo e ainda
aconselha que seja necessário um conhecimento prévio de psicologia infantil e
sobre jogo, nos seus vários aspectos. Os jogos de regras são apropriados para
reforçar o saberes, a resistência e o caráter da criança por isso adequado
como diagnostico, pelo psicopedagogo, que pode ser bastante esclarecedores
a respeito do comportamento infantil.
Os jogos recreativos podem ser classificados como jogo cooperativo, nessa
modalidade não existe perdedores, apenas vencedores, nesses jogos as
crianças cooperam e ganham, jogando uns com os outros, e não uns contra os
outros.
Os jogos de faz de conta promovem a livre expressão da criança enquanto
brincam as crianças dão asas ao imaginário nesse momento elas imitam o
cotidiano é nesse momento que o professor consegue entender a
personalidade de seus alunos.
E nos jogos de faz de conta que a criança aprende a criar símbolos,
auxiliam no controle emocional da criança, revelam sentimentos, bloqueios,
26
frustrações e aos poucos a criança adquire autoconfiança, aprende a cooperar
e estimula a autonomia e a socialização, torna-se apta para a o convívio social
capaz manter uma relação sustentável com o mundo que a rodeia.
Os jogos tradicionais são utilizados como alternativas metodológicas que
busca instrumentalizar com fins educacionais, o resgate do seu valor
inestimável relevante suas sensações, apropriando-se onde constroem e
reconstroem seus valores num mesmo cooperativista, de interação social que a
pratica do jogo e da brincadeira oferece.
Quando no espaço escolar a criança é motivada a movimentar-se, a tomar
decisões, passa a explorar melhor todo o espaço ao qual esta inserida e ela
acaba levando essa experiência para os demais ambientes por onde passar
pois, quando isso acontece ela tem a sensação de equilíbrio e suas reações
ao meio passam a ser menos automáticas e dão origem as atividades motoras
voluntárias. Os jogos e as brincadeiras promovem no educando a construção
do seu processo minorativo que vai ocorrer ao longo das atividades e promove
a habilidade de criar, negociar, de estabelecer relações cada vez mais
complexas.
27
CAPÍTULO 3
Diferentes tipos de Jogos
Os jogos educativos são aqueles utilizados como recurso pedagógico que
visam à aquisição de um conhecimento, esse tipo de jogo geralmente transmite
algum saber relacionado a conteúdos culturais é aplicado de forma a tornar o
ensino mais prazeroso, favorecendo o desenvolvimento infantil, pois é nessa
fase em que a criança ingressa na pré-escola e a partir das relações que
mantém e de suas explorações que vai aprimorar e desenvolver as suas áreas
cognitiva, afetiva, corporal e social.
O jogo de regras tem a função de desenvolver aspectos físicos, mentais e
sócias da criança, aprimora o equilíbrio, os órgãos sensores e os músculos,
aperfeiçoam a atenção, a imaginação, a memória, o raciocínio, o espírito de
cooperação e o senso social.
28
3.1 - Trabalhando com jogos uma boa atitude pedagógica
Enquanto brinca a criança expressa seus sentimentos, tanto de alegria como
de angustia, uma criança necessita sentir-se bem para o desenvolvimento de
suas potencialidades. No manuseio de brinquedos da escola ou trazidos de
casa aguçam a imaginação e se tornam hábeis na percepção do ambiente, os
jogos lhe dão a autonomia da escolha e ainda promovem a capacidade da
atenção, do esperar, do refletir, do compreender o outro.
Nos jogos cooperativos trocam o sentido da disputa pelo cooperar com o
grupo para que o sucesso seja igualitário, desenvolvem para si e para o outro o
conceito de ganhar e perder.
Os jogos também promovem a inclusão social de portadores de
necessidades especiais psicomotoras ou de aprendizagem. Toda criança
precisa brincar seja na escola ou fora dela, independente da sua idade,
condição socioeconômica, física ou mental, pois a brincadeira está presente
em todas as fases do desenvolvimento humano. Se pararmos para analisar a
realidade veremos que as pessoas em geral que brincam são mais felizes.
Através dos jogos e das brincadeiras na educação infantil a criança desde
os primeiros meses de vida vai familiarizando-se com a ideia de ser um ser que
mantém inúmeras relações com o meio, com as pessoas, com os objetos e a
partir daí formula saberes e os transforma em aprendizagem.
Alguns brinquedos não deveriam faltar nas unidades de ensino da educação
infantil, como chocalho, por exemplo, esse brinquedo ajuda o bebê a
compreender e identificar os sons ajuda a conhecer e entender seu corpo e o
ambiente, esse brinquedo pode ser colocado no berço do bebê ou em local de
fácil acesso para que ele possa vê-lo, senti-lo e segui-lo ou o educador segura
o chocalho diante do bebê e chama a sua atenção, desloca-o para a esquerda
e direita incentivando-o a acompanhar com os olhos, balançar os chocalhos na
frente do bebê para que o som atraia sua atenção e ele estenda a mão para
29
agarra-los, dar chocalhos para o bebê, um de cada vez, para que ele explore,
brinque, bata um no outro, sentindo sua forma, textura e som.
O jogo do “gira gira” é realizado em duplas ou em grupos de 4 crianças,
entre 4
e 5 anos, esse jogo promove na criança a capacidade de
concentração, reconhecimento de formas gramáticas, textura, tamanho e
forma, ganha aquele que conseguir juntar o maior numero de figuras.
Outro jogo é o “colchão voador”, esse jogo e realizado com grupos de sete
crianças, colocando três de cada lado do colchão e um deitado no meio dele, o
jogo se desenvolve: segurando o colchão firmemente, suspendê-lo do chão e
fazer “voar” o colega deitado, sem deixa-lo cair. Revezando até que todos
tenham “voados”, nessa modalidade é desenvolvida confiança no outro,
cooperatividade.
Ordem no barco, nesse jogo o professor conta uma historia pedindo que os
alunos imaginem que estão em um barco, sujeitos ao imprevisto de um
naufrágio em um rio ou no mar, incorporados esses espíritos navegadores o
professor, a cada imprevisto (tempestade, casco furado etc.), pede que façam
algumas arrumações para evitar o naufrágio e que ninguém caia do barco.
Para essas arrumações, os alunos podem juntar-se por sexo, time de futebol,
signo, idade, estatura, inicial do nome e etc. O barco pode ser improvisado com
cadeiras, um banco ou demarcado uma linha no chão. Esse jogo promove a
cooperação, a socialização e a atenção a comandos.
Perna pra que te quero jogo realizado em circulo e as crianças ficam
sentadas no chão com as pernas esticadas, elas recebem uma de cada vez
bolas coloridas de diversos tamanhos. O professor entrega uma das bolas para
fazê-la circular por todo o grupo, utilizando as pernas, sem usar as mãos, nem
deixá-las cair no chão com as pernas esticadas, elas recebem uma de cada
vez, bolas coloridas de diversos tamanhos. O professor entrega uma das bolas
para fazê-la circular por todo o grupo, utilizando as pernas, sem usar as mãos,
nem deixa-las cair no chão. À medida que forem conseguindo, ir substituindo
as bolas. Com essa modalidade de jogo a criança aprender a trabalhar em
grupo, promove o reconhecimento corporal e espacial, desenvolve a percepção
tátil, equilíbrio e autoconfiança.
30
Outro jogo interessante para a criança é a bandeirinha, o campo é dividido
por uma linha central, e ao fundo, são colocadas duas bandeirinhas (galhos de
árvores, camisa, etc.), uma de cada lado. Cada equipe deve pegar a
bandeirinha no lado adversário e leva-la ate seu próprio lado. Se isso ocorrer, o
time que conseguir vence. Para evitar que a bandeirinha seja levada, os
participantes podem pegar o adversário tocando em qualquer parte do corpo
(“colar”). Sendo tocado, ele deve ficar parado ate que outro companheiro de
time o toque (“descolar”). Esse jogo desenvolve ate que algum jogador pegue a
bandeira do adversário e consiga leva-la até seu próprio campo sem ser
“colado”.
Os tipos de jogos aqui apresentados sugeridos por Miranda têm muito a
colaborar para o bom desempenho das atividades psicomotoras das crianças
na pré-escola, educação básica e infantil, porém para o bom desenvolvimento
dessas atividades e para que se possam alcançar os objetivos previstos é
preciso que o educador assuma o papel de animador e o faça com
responsabilidade, com planejamento e disposição.
O papel do animador é triplo e compreende o bom desenvolvimento do jogo
dentro do respeito às regras, papel de arbitragem.
Segundo Boulch (1987) no inicio, o bom andamento depende do animador,
responsável pelo regulamento. Não se exclui que, no decorrer de um jogo livre,
um líder organize e arbitre, neste caso, o animador intervera com prudência se
esta direção se torna demasiado rigorista, as regras do jogo, terão dois
caracteres:
- Algumas delas serão intocáveis (nós o determinaremos a cada jogo).
- Outras serão modificáveis em função da evolução e dos adiantamentos.
É importante efetuar esta distinção. Progressivamente, será possível confiar
a arbitragem às crianças, neste caso, o animador (professor) deverá depois
fazer com que o grupo de crianças proceda a uma analise dessa arbitragem. O
papel regulador consiste em detectar os elementos socioafetivos que possam
frear a marcha do grupo, agir para atenuá-los e, eventualmente, fazer com que
as crianças tomem consciência desses elementos. Detectá-los através a
dificuldades psicomotoras após um jogo que devera ser previsto em um
31
programa de trabalho e destreza, de coordenação, de percepção do espaço,
que será mais bem aceito pelas crianças se tiverem realizado antes a
conscientização. “Estes elementos de trabalho serão integrados as sessões
psicomotoras.”
Segundo Levin (2007), para as crianças, brincar é certamente imaginar,
evocar e pensar. Enquanto joga ou brinca a criança se torna mais
entusiasmada, então o desenvolvimento de suas habilidades acontece de
forma espontânea e ajuda seu processo maturativo.
Com a análise qualitativa e quantitativa a presente pesquisa foi baseada em
vários autores, como Friedman, Kishimoto, Levin, Piaget, Rau, Vygotsky, e Le
Bolch que me fez compreender que, através dos jogos, a criança aprender de
forma mais significativa e prazerosa.
32
CONCLUSÃO
Com a construção dessa pesquisa monográfica discutindo a temática e
a funcionalidade do uso de jogos na Educação Infantil, chegasse à conclusão
de que no exercício da pratica escolar jogos, brinquedos e brincadeiras são
muito uteis e sem duvida ricos instrumentos de aprendizagem.
Durante os jogos a criança entra em contato com um universo lúdico,
colorido, alegre, dinâmico, onde ela consegue brincando e jogando desenvolver
sua aprendizagem.
Competições ensinam a criança a ganhar ou perder, a atividade que
envolve disputa ou desafio é sucesso garantido. Além de estimular o raciocínio
e a concentração, os jogos ajudam a compreender as regras, importantes na
escola da vida.
O presente trabalho teve o objetivo de investigar, analisar e pesquisar
na realidade escolar as interações, os benefícios e como são ou podem ser
aplicados em classes da Educação Infantil da creche Municipal Padre Roque
as diversas modalidades e tipos de jogos, nessa intenção de analise
importantes autores foram estudados. Esses renomados autores contribuíram
com seus estudos para uma maior compreensão da importância dos jogos na
educação de crianças.
Nessa fundamentação teórica contando com a contribuição de Le
Boulch, Uygotsky, Rau, Miranda e outros, pude enquanto pesquisadora
perceber que os brinquedos, os jogos e as brincadeiras dizem muito sobre o
tempo, a cultura, e as características de um povo, com objetos simples as
crianças se divertem e acabam aprendendo muito umas com as outras, elas
viajam para o mundo do imaginário, se socializam, trocam experiências e
aprimoram conhecimentos.
Com os jogos aplicados respeitando a faixa etária, o nível psicomotor
o professor consegue identificar problemas emocionais, afetivo e cognitivo na
criança e pode ajuda-la a superar seus limites e conflitos de maneira a construir
33
no educando a consciência de cooperação e trocas que ao longo do processo
educativo se reconstrói e promove autoestima autoconfiança e segurança.
A prática de atividades dinâmicas agradam mesmo as crianças, pois
percebi que o jogo faz parte do processo de maturação do ser humano e este
acaba por perceber se enquanto ser social que ocupa um lugar no espaço.
Os jogos sejam eles cooperativos, de atenção ou de competição
com ou sem regras encantam e causam prazer e satisfação nas crianças, o
professor que ensina com jogos desenvolve a expressão oral, corporal e
motora de seu aluno.
Nessa proposta teórica com a intenção de aplica-la no cotidiano
escolar permitiu analisar teoria e pratica de ensino e aprendizagem com jogos
e brincadeiras, que o brincar é para a criança uma possibilidade de ter um
espaço em que a ação ali praticada é de seu domínio, isto é, ela é seu próprio
guia, age em função de sua própria iniciativa. A criança toma a decisão por si
mesma para si, isso lhe da à chance de experimentar sua autonomia perante o
mundo.
Entendi que a criança precisa de estímulos e cuidados das pessoas
adultas com as quais convive, e é importante que o jogo seja atrativo para o
aluno desejar aprender e enfrentar com tranquilidade novos desafios, as
informações são extraídas através da brincadeira de cada aluno e assim o
professor pode proceder em cada um deles de forma adequada e própria.
Hoje, diante as tantas questões sócias, econômicas, familiares e
culturais que acabam por afetarem as crianças muito cedo em muitos casos as
tornam muito mais ansiosas, em ansiedade pode ser trabalhada e amenizada
através do trabalho com jogos, portanto todas as escolas da Educação Infantil
precisam acrescentar a seu projeto político pedagógico, ao currículo escolar o
lúdico como objeto de trabalho docente. O educador nessa proposta também
se favorece e trabalha de forma descontraída, alegre, motivado para continuar
investindo na promoção da aprendizagem de seu aluno.
Em geral o jogo é entendido como forma de lazer, porem ao analisar
as questões pesquisadas ficou para eu esclarecer que o jogo pode divertir e
educar, em sua função lúdica expressa a ideia de que enquanto brincamos
34
podemos aprender a refletir, compreender e interpretar nós, os outros e o meio.
Na pratica docente o jogo surge como um rico instrumento pedagógico, por
promover na criança uma formação bastante completa.
O educador ao trabalhar com jogos proporciona em seu aluno o
desenvolvimento de muitas habilidades. Durante o processo a criança se
descobre, socializa, aprimora o raciocínio, ativa a memória e ainda aprende a
administrar seus próprios conflitos tornando-se mais carismático e carinhoso.
Kishemoto (1994) “comenta” (...) as crianças estão mais dispostas a
buscar novas combinações de ideias e de comportamento em situações do
jogo do que em outras atividades não recreativas. Toda criança gosta de
brincar, e a escola lhe parece mais atrativa quando em sua rotina encontra os
jogos e brincadeiras, assim a criança (aluno) se predispõe a realização das
atividades com maior alegria e prazer.
Aprendi que ao jogar as crianças aprendem a resolver problemas,
investigar e descobrir a melhor jogada, aprendem a respeitar regras e
desenvolvem o raciocínio lógico.
Vi também que a criança precisa brinca para desenvolver seu sentido
psicossocial, é no universo lúdico que a criança se sente bem e daí através das
relações que mantém que ela vai retirar elementos promovedores de sua
aprendizagem.
O jogo como recurso pedagógico tem muitas funções e entre elas o
desenvolvimento cognitivo, afetiva, psicomotor, oral, o imaginário, a maturação
psicológica é física entre outras.
O professor que ensina brincando é feliz, descansa mais, faz seu
aluno feliz e promove uma aprendizagem dinâmica de construção e
reconstrução de diversas funções nas crianças.
Os jogos sejam eles de regras, cooperativos, educativo, jogos de faz
de conta, dinâmicas de grupos são benéficos na maturação psicológica da
criança, promovendo um elo entre prazer e aprendizagem. Nesse contexto o
papel docente entra em cena, pois e ele quem vai mediar esse aprendizado
buscando conhecer as modalidades de jogos, suas funções e o momento certo
de aplica-los. Outro aspecto destinado ao papel do educador esta no cuidado
35
com a escolha do jogo e ver se uma determinada escolha atende as
necessidades mais imediatas da criança e se com ele alcançara os objetivos a
serem alcançados de forma satisfatória para todos os envolvidos no processo
educativo em sala de aula.
Durante a realização do projeto de pesquisa do momento
investigativo ate a produção dessa conclusão pude perceber que muitos
educadores conhecem a proposta de se trabalhar com jogos na sala de aula,
mas se diziam despreparados para tal competência. No entanto, percebo e
acredito que um bom estudo bibliográfico sobre o assunto, a troca de
experiência com outros professores seria um começo valido para tentar
modificar para melhor o procedimento docente.
O que nos resta é torcer para que cada vez mais educadores
regassem as mangas e busque no lúdico, uma oportunidade de resolver
grande parte das situações problemas vividas por alunos e educadores no
espaço escolar.
Rau (2007) deixa bem explicado que “Pesquisas tem evidenciado o
aluno como sujeito que apresenta um desenvolvimento intelectual, afetivo e
social precoce”. Isso se deve ao fato de ele estar inserido em um contexto
familiar e educacional diverso do observado em décadas anteriores. “Entao o
educador precisa ter um olhar mais atento para seu aluno para melhor
entende-lo”.
Nessa expectativa da ação docente em relação aos jogos, analisei a
escola, a metodologia, o ensino da criança e percebi que o educador fica
dividido entre currículo e as necessidades reais das crianças, porem como nos
orienta Rau (2007) a educação é possível e vejo que a função da escola é
promover tal transformação.
Observando o cotidiano pude diagnosticar como é proveitoso intercalar
de forma construtiva os conteúdos escolares aos jogos, isso faz com que a
criança se encante e de forma prazerosa sem se sentir pressionada. O
educador enquanto mediador aprende enquanto ensina e com os jogos acaba
mais feliz, menos tenso e disposto a buscar sempre mais.
36
A prática promove o desenvolvimento da autoestima, do equilíbrio, da
harmonia psíquica em professores e alunos independentemente de sua
condição física ou mental.
Também durante a realização da presente pesquisa vi como os jogos
podem ser usados na pratica docente, diferentes tipos de jogos e como os
mesmos agem na ação discente, e vi que o compromisso do educador é agir
em favor de seu aluno.
37
BIBLIOGRAFIA
A revista do professor Nova escola, Jogos e brincadeiras. Abril,São Paulo.
BROWN, G. (1995). Jogos cooperativos: Teoria e pratica em CORREIA,
Marcos Miranda. Trabalhando com jogos cooperativos: Em busca de novos
paradigmas na educação física. Campinas. São Paulo, Papirus 2006 (coleção
Papirus Educação).
CORREIA, Marcos Miranda Trabalhando jogos cooperativos: Em busca de
novos para dignos na educação física. Campinas. São Paulo Papirus 2006
(Coleção Papirus Educação).
DONALD, Woods Winnicott citado na “A revista do professor Nova escola,
Jogos e brincadeiras. Abril São Paulo”.
FRIEDMANN. A. Brincar: crescer e aprender: O resgate da cultura infantil.
São Paulo: Moderna, 1996.
KISHIMOTO, T.M.O jogo e a educação infantil. São Paulo. Pioneira, 1994.
LE BOULCH. Educação Psicomotora: A psicotécnica na idade escolar.
Artmed. Porto Alegre, 1987.
LEVIN, 2007 em Alves, Fátima. Educação Infantil e desenvolvimento,
Habilidades motoras na Educação Infantil. Instituto “A vez do mestre”.
ORLICK. T.(1989). Vencendo a competição. São Paulo: Circulo do Livro.
38
PIAGET, J. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo, imagem e
representação. Rio de Janeiro. Zabar, 1976.
RAU, Maria Cristina Trois Dorneles. A ludicidade na educação: uma atitude
pedagógica: Curitiba Ibpex, 2007.
SANSEVERINO,
2002
em
Alves
Fátima.
Educação
Infantil
e
desenvolvimento. Habilidades motoras na Educação Infantil. Instituto “A
vez do mestre”.
SANTOS, S. M. P dos (Org.). O lúdico na formação do educador. Petrópolis.
Vazes, 1997.
SMOLE, Katia Stocco. Jogos de matemática de 1° ao 5° ano- Porto AlegreArtmed, 2007.
VYGOTSKY, em Rau, Maria Cristina Trois Dornoles. A ludicidade na
educação: uma atitude pedagógica: Curitiba. Idpex, 2007.
VYGOTSKY. L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos
processos psiconologicos superiores, São Paulo. Maralins Fontes, 1984
citado por Rau, Maria Cristina Trois Doneles, 2007.
39
ANEXOS
Índice de anexos
Anexo 1 >> Uma experiência muito válida;
Anexo 2 >> Relatório de pesquisa;
Anexo 3 >> Fotos dos alunos em atividades lúdicas;
40
ANEXO 1
Uma experiência muito válida
•
Ao participar de brincadeiras com as crianças de três e quatro meses,
utilizando chocalho e blocos coloridos confeccionados com garrafas pet de
cores e tamanhos diferentes, pude observar que ao agitar o chocalho em
diferentes ritmos e locais da sala, as crianças acompanhavam com os olhos,
prestando muita atenção de onde vinha o barulho, observavam o 0bjeto e até
mesmo agarravam-nos quando colocava próximo as suas mãos, o barulho e as
cores chamavam a sua atenção. Com os blocos coloridos também foi muito
legal, coloquei uns sobre os outros e a criança ao tentar pegar derrubava-os,
às vezes conseguia segurá-los, de ambas as formas se sentiam felizes por
estarem participando das ações. Um em cima do outro e, de repente, todos no
chão.
Brinquedos simples, como o chocalho ou cubo, ajudam os bebês a
desenvolver os sentidos, a entender o mundo a sua volta, a conhecer o próprio
corpo e a interagir com os colegas.
•
Com as crianças a partir de seis meses utilizei as brincadeiras, esconde-
esconde e encaixes. Ao brincar de esconde- esconde, escondi atrás da porta e
chamei um dos bebês pelo nome, observei que ele me procurava com o olhar,
apareci, e tornei a me esconder. Assim fiz com outras crianças também. Depois
fiz o mesmo procedimento com ursinhos de pelúcia que eles brincavam,
perguntei: - Cadê o ursinho? Onde esta?E eles ficavam procurando e eu
mostrava o objeto novamente. Essa atividade faz com que a criança crie
noções que as pessoas e os objetos continuam existindo mesmo quando saem
do campo de visão. Ajuda a criança compreender a ausência dos pais quando
eles saem, por exemplo, para trabalhar. A brincadeira “encaixes” foi
desenvolvida com potes plásticos de vários tamanhos e formatos, no decorrer
da brincadeira, fui colocando um pote dentro do outro, mostrando que o menor
cabe dentro do maior, virei os potinhos de ponta cabeça e coloquei um sobre o
outro até formar uma torre. Depois deix ei eles brincarem a vontade com os
41
potes e colocar as mãozinhas dentro deles. Ao praticar essa atividade, o bebê
aprende a ter noção do que é grande, pequeno, leve e pesado.
•
A atividade desenvolvida com crianças de um ano foi o túnel. Construí
um túnel com caixas grandes de papelão. Mostrei o túnel para as crianças,
andei junto com elas, lado a lado do túnel, por fora, do inicio ate o fim, depois
as incentivei a atravessar o túnel colocando brinquedos dentro dele e pedindo
para pegarem. No inicio ficaram com receio, mas depois se acostumaram com
a ideia e brincaram com prazer, atravessaram engatinhando ou arrastando. No
decorrer dessa atividade a criança desenvolve a coordenação motora e o
relacionamento social.
•
Com as crianças de dois anos trabalhei mímica, uma atividade que
desenvolve a criatividade, percepção da realidade e a coordenação motora.
Pedi que imitassem objetos em movimento, ficaram um pouco contraídos no
inicio, mas com exemplos, se empolgaram e começaram as imitações de
diversos objetos em movimento como: o carro, avião, barco, bicicleta, e bola.
Imitaram também animais e alguns de seus ruídos como: leão, onça, jacaré,
cobra, lagarta, gato, galo, galinha, macaco, e outros. Participei fazendo
imitações e incentivando-os a escolherem animais e objetos de suas
preferências, para imitarem. Pude observar o entusiasmo que cada criança
participava, se incorporavam no personagem, sendo objeto ou animal e
flutuavam com a imaginação naquele momento.
•
Atividade dança nas cadeiras, desenvolvida com as crianças de três
anos, foi interessante. Na prática desse jogo, todos participaram sem nenhum
receio inicial e com muita satisfação. Assim pude identificar melhor que os
alunos foram se adaptando a noções d espaço e tempo, atenção e
concentração, socialização, percepção de si próprio, conceito de regras e
compreensão de que é possível ganhar e perder.
•
Com os alunos de quatro anos desenvolvi a brincadeira cara e careta.
Atividade desenvolvida em frente ao espelho, a cada careta que eu fazia, pedia
a eles que imitassem e que falassem o significado de cada mímica, sério,
bravo, desprezo, raiva, alegre, triste e outros. Depois pedi que imitassem a
42
cobra colocando a língua pra fora e para dentro, em seguida um coelho
franzindo o nariz. As crianças gostaram bastante da atividade aplicada,
participaram com prazer. Essa brincadeira ajuda as crianças a identificar e
apresentar os sentimentos.
•
Com os alunos de cinco anos, desenvolvi atividades com dominó e
alfabeto móvel. Os dois jogos promoveram desafios, o jogo de dominó foi
desenvolvido em grupos de quatro crianças, assim venciam duplas.
Desenvolvendo correspondência entre quantidade e numero, respeito as regras
e socialização. O alfabeto móvel desenvolvendo a litura e escrita do próprio
nome, quantidade e agilidade, pois os vencedores eram os três que
terminassem primeiro de montar o nome e dizer quantas letras ele tinha.
•
Ao participar do recreio com as crianças, foram desenvolvidas varias
atividades com jogos e brincadeiras, como: pular corda, queimada, estatua,
vive-morto, amarelinha, cavalo de pau, pé de lata, caracol, dança das cadeiras
e mímica. Houve também danças de roda como: a barata, a canoa virou, a
galinha do vizinho, atirei o pau no gato, ciranda-cirandinha, marcha soldado, o
sapo não lava o pé, entre outras.
Os jogos e brincadeiras realizadas na hora do intervalo, mesmo sem ser
uma atividade planejada e muito importante, sem perceber, há uma
preservação de cultura na comunidade, as crianças estão se interagindo com
os demais colegas da escola, se socializando e desenvolvendo varias
habilidades interdisciplinares.
De acordo com a festa de São João Batista (padroeiro da cidade)
aproveitei para acompanhar esta festa cultural junto a Instituição de Educação
Infantil Creche Municipal Padre Roque, onde desenvolvemos a brincadeira de
quadrilha. A brincadeira ocorreu no dia 04 de junho de 2011 às 13 horas na
Instituição, com apresentação para os pais e convidados da comunidade.
Houve vários ensaios, e durante os mesmos pude perceber a empolgação e o
entusiasmo de cada criança em mostrar que tinha aprendido cada passo novo
ao ritmo da musica. De forma interdisciplinar, enquanto enfrentavam o desafio
de não perder o passo e o ritmo,também estavam se exercitando, trabalhando
43
no equilíbrio, a coordenação motora e a preservação da cultura popular e
regional (dos católicos).
Quando propiciamos as crianças e suas famílias o conhecimento, a
apropriação e a valorização de sua herança cultural estão ajudando essa
comunidade a usufruir desses bens e também favorecendo a conservação e a
produção de novos bens, ou seja, um processo contínuo de produção cultural.
44
ANEXO 2
Relatório de pesquisa
No ano de 2011, na Creche Municipal Padre Roque localizada a rua Olhos
d’água,no centro de São João d’ Aliança Goiás foi realizado com alunos e
professores uma entrevista sobre seus saberes e expectativa à respeito da
inclusão de jogos na sala de aula. As colocações foram surpreendentes.
Refletindo sobre o que foi falado, percebi que era preciso estudar, pesquisar e
analisar tal proposta teoricamente para então conhecer o assunto, aprender
refletir sobre o dia a dia na escola e encontrar nesse estudo teórico referências
que deixassem claras que o trabalho pedagógico envolvendo jogos e
brincadeira seria e é de grande utilidade para o desenvolvimento de
habilidades ou potencialidades nas crianças da Educação Infantil. Nesse
contexto foi perguntado aos alunos:
1)
Você gosta de brincar? Com quem? Como e onde?
2)
Você pratica algum exporte? Por quê?
3)
Você costuma jogar com seus colegas?
4)
Dentre os jogos que você conhece qual que você gostaria que tivesse na
sua escola?
5)
O quê você sente ao jogar ou brincar?
6)
Você convive bem com seus familiares?
7)
E com seus amigos da escola?
8)
Que tipo de professor escolheria pra você?
9)
Seu professor brinca ou joga com você?
10)
O que é cooperar, e ser feliz para você?
11)
Que recadinho mandaria para seu professor?
Após a pesquisa investigativa com as crianças e de ter analisado suas
respostas, perguntei aos professores:
45
1)
Quando era criança você brincava ou jogava?
2)
Quais jogos te faz lembrar a sua infância?
3)
Você conhece a proposta do lúdico na escola?
4)
Que dificuldade encontra para trabalhar com jogos na sua classe?
5)
Qual sua concepção de jogos?
6)
Conhece a função dos jogos? Como utiliza-los? Seus diferentes tipos e
atribuições?
7)
Por que você não brinca com seu aluno?
8)
Você acredita que brincando a criança aprende melhor?
9)
Você já leu algum livro sobre jogos e brincadeiras na sala de aula?
10)
O que você conseguiu colocar em prática?
Terminada a entrevista, as respostas foram analisadas e delas retiradas
os tópicos a serem estudados, partindo então para um estudo bibliográfico para
fundamentação teoria do projeto de pesquisa “Jogos na Educação Infantil”.
46
ANEXO 3
Fotos de alunos em atividades lúdicas
Alunos da Creche Municipal Padre Roque, dançando a quadrilha na festa de
São João Batista (festa popular).
Brincadeiras de roda.
47
Montando dominó de figuras.
Brincando de Cara e Careta
48
Brincando de esconde - esconde com os bebês
Brigando de montar objetos.
49
Brincadeira do Vivo e Morto.
Cavalo de pau.
50
FOLHA DE AVALIAÇÃO
Nome da Instituição: UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES
Título da Monografia: JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Autor: ADÉLIA PEREIRA DO NASCIMENTO
Orientador: Profª. Msc. Maria da Conceição Maggioni Poppe
Data da entrega:
Avaliado por:_________________________________
_________________________________
_________________________________
Conceito:
Download

documento protegido pela lei de direito autoral