Saúde Mental
no Parque
Guia de
Resumos
Trabalhos
1. Estruturação da Linha de Cuidado em álcool e outras drogas: O cuidado que eu preciso.
SES – Rio Grande do Sul
2. Projeto Cuidados Primários em Saúde Mental- Distrito Rincão.
Unidade de Saúde Primavera - Novo Hamburgo
3. Liberdade
FASE – Porto Alegre
4. Oficina Terapêutica de Saúde Mental: Inovando a Vida
Unidade Básica de Saúde – Bom Retiro do Sul
5. Apoio matricial: dispositivo para trabalho em rede
CAPS Bem Estar – Sapucaia do Sul
6. Oficina de dança: significação para os usuários
CAPS II – Novo Hamburgo
7. Oficina de artes: a possibilidade de uma (re)construção
CAPS II – Novo Hamburgo
8. Arte e Mo(vi)mentos como dispositivos em Oficinas de Saúde
CAPS Bem Estar – Sapucaia do Sul
9. Oficinas de Fanzine no território
Serviços de Saúde de Sapucaia do Sul
10. Gruplantão – uma nova perspectiva de escuta.
CAPS II – Sapucaia do Sul
11. Simples assim: oficina de expressão
CAPS Centro – Novo Hamburgo
12. (Re) Conhecendo o território: uma experiência do CAPS AD Passarela
CAPS Ad Passarela – Sapucaia do Sul
13. Projeto de Extensão "Memórias da Vila Dique": memória coletiva e subjetividade em um
processo de reassentamento urbano
GHC – UFRGS – Porto Alegre
14. Grupo terapêutico na Atenção Básica
Residentes ESP/RS – Porto Alegre
15. A Parada Gaúcha do Orgulho Louco
Rede de Saúde - Alegrete
16. Oficinas de Saúde Mental Coletiva na UBS Vila do Passo Novo
UBS Vila do Passo Novo - Alegrete
Estruturação da Linha de Cuidado em álcool e outras drogas:
O cuidado que eu preciso
Ana Carolina Rios Simoni,
André Luis Leite,
Assuncion Costa Capputi Filha,
Carolina Port,
Jactiane Anzanello,
Jaqueline da Rosa Monteiro,
Jorge Abib Cury,
Károl Veiga Cabral,
Larissa França Negrão,
Magali Catarina Giorgis Lannes
Paula Emília Adamy
Tatiana Santana Gil,
Simone Alves de Almeida
Vanessa Bettiol de Oliveira
[email protected]
Através da Política Estadual de Saúde Mental do Estado do Rio Grande do Sul, e com o
objetivo de fortalecer a saúde mental e a atenção básica, estruturou-se a “Linha de
cuidado em saúde mental, álcool e outras drogas: O cuidado que eu preciso”.
Compreende-se que linha de cuidado é o trabalho integrado entre serviços e recursos de
uma rede, onde é realizado o acompanhamento do usuário tendo o Projeto Terapêutico
Singular como fio condutor e o usuário como o elemento estruturante da rede e da gestão
do cuidado, e é organizada a partir da necessidade do usuário e não da oferta de serviços.
Na linha de cuidado a aproximação entre trabalhadores da saúde e gestores junto aos
usuários é fundamental, para compreender suas condições de vida e trabalho, suas
concepções sobre saúde e doença e os fatores que prejudicam ou beneficiam sua saúde,
sem perder de vista que esses processos são singulares. As estratégias são pensadas a
partir da demanda de cuidado do usuário, baseado em uma avaliação de risco,
reorganizando o processo de trabalho, com objetivo de facilitar o acesso do usuário às
Unidades e Serviços aos quais necessita, e tem a atenção básica como ordenadora. Em
consonância com a Reforma Psiquiátrica em andamento no Brasil, a Linha de Cuidado
destaca a intersetorialidade e o trabalho em rede para superar os desafios do cotidiano.
Pretende-se ainda contemplar estratégias para enfrentar esses novos desafios da Reforma
Psiquiátrica, ou mesmo resgatar seus princípios de que não basta fechar os hospitais
psiquiátricos e criar novos serviços, mas fortalecer a rede de atenção e principalmente
incidir sobre o olhar da sociedade.
Projeto Cuidados Primários em Saúde Mental- Distrito Rincão
Andrea Christello Mileski
Fábio A. Moraes
Gilmar Brando
[email protected]
Novo Hamburgo
A Saúde Mental no município de Novo Hamburgo teve seu início em meados da década de
80, através de inúmeras ações desenvolvidas nos vários bairros da cidade, principalmente
naqueles mais populosos e com precárias condições sociais. Logo, antes da constituição
de serviços especializados, a saúde mental em Novo Hamburgo deu seus primeiros passos
no campo da saúde geral, implementando atividades de cunho comunitário e preventivo
junto aos grupos vulneráveis-gestantes, crianças desnutridas, egressos de hospitais
psiquiátricos. O trabalho no Distrito Rincão iniciou, a partir de 2000, com o atendimento
psiquiátrico, e em meados de 2007 foi ampliado com o ingresso da psicologia. Uma série
de atividades foi organizada na UBS Primavera, como acolhimento, grupo de convivência,
grupos terapêuticos e visitas domiciliares. Essa iniciativa deveria estar referenciada aos
serviços de maior complexidade, principalmente aos CAPS adulto e infantil, o que nem
sempre foi possível, considerando as dificuldades de articulação da atenção básica com os
níveis de maior complexidade.
Reconhecemos a importância dos estabelecimentos especializados de saúde mental,
considerando que o sofrimento mental ganha dimensões epidêmicas na
contemporaneidade. Entretanto, existe claramente a necessidade de maior investimento
na atenção primária. Em 2010 os serviços de saúde mental especializados passaram para
a administração da Fundação de Saúde de Novo Hamburgo. Um grupo de profissionais
estatutários optou em desenvolver as suas atividades junto às unidades da rede básica
que permaneceriam sendo administradas pela Secretaria de Saúde (SMS). Com isto, surge
a oportunidade para intensificar o projeto de saúde mental na comunidade ou de cuidados
primários de saúde mental, particularmente o situado na UBS Primavera. Essas ações
devem estar fundamentadas nos princípios do SUS e nos princípios da Reforma
Psiquiátrica. Assim, destacamos os aspectos fundamentais e organizadores de todas as
ações: noção de território; organização da atenção em rede;intersetorialidade; reabilitação
psicossocial; multiprofissionalidade/interdisciplinaridade; deinstitucionalização; promoção
da cidadania e construção da autonomia. Assim visamos planejar e desenvolver ações
territoriais e comunitárias dentro do distrito Rincão, que compreende os bairros
Primavera,Rincão,Roselândia,Boa Saúde e Petrópolis,perfazendo um total de 38.562
habitantes(2008).Neste Distrito, encontramos quatro unidades de saúde: duas UBS
administradas pela SMS (Primavera e Rincão) e duas UBS/ESF administradas pela
Fundação de Saúde (Boa Saúde e Roselândia).A proposta tem quatro eixos organizadores
das ações: 1.Atenção primária em saúde mental,2.Apoio Matricial,3.Ensino, capacitação e
educação continuada e 4.Centro de Convivência. Nesta primeira etapa do trabalho, a
equipe de saúde mental estará constituída por terapeuta ocupacional ,técnico em
enfermagem,psicólogo e estagiários.
Liberdade
Nelise Regina Mansan
Simone Fernandes
Rosane Ayala Rodrigues
Dinara Cardoso Turkienicz
Sérgio Augusto Rodrigues Prates
[email protected]
Porto Alegre
FASE-RS
1
O presente trabalho acontece dentro de uma unidade de adolescentes infratores privados
de liberdade e cumprindo medida sócio-educativa, no CASEPOA-II da FASE-RS.
Organizadas por agentes sócioeducadores, as oficinas de arte e expresssão buscam dar
sentido de autonomia, dignidade, bem-estar e liberdade para estes adolescentes que
necessitam ressignificação de sua identidade e uma inserção social digna.
Oficina Terapêutica de Saúde Mental: Inovando a Vida
Cintia Carolini da Rocha Eckhardt
Carmen Regina de Oliveira
Gildete de Quadros
[email protected]
Bom Retiro do sul
UBS
Justificativa: A proposta desta criação, de uma oficina terapêutica se justifica na medida
em que, no município de Bom Retiro do Sul, os atendimentos em Saúde Mental são
realizados, geralmente, na Unidade Básica de Saúde. Avalia-se a necessidade de modificar
este modelo tradicional de tratamento em saúde mental centralizado, em atendimentos
psicológicos, médico, de enfermagem e agentes de saúde, que acontecem quase sempre
dentro de espaços físicos fechados ou através de encaminhamentos para internações.
Com a oficina terapêutica poderemos oferecer um novo espaço de acolhida e
acompanhamento aos usuários, assim como co-responsabilizar os demais profissionais
envolvidos com o cuidado. Objetivo: Proporcionar um espaço de socialização,
desenvolvendo uma oficina terapêutica, onde as pessoas com sofrimento psíquico
consigam trabalhar com as plantas, com foco no paisagismo produtivo, investindo na
segurança alimentar, auxiliando no desenvolvimento da autonomia e autoestima destes
usuários. Conclusão: Concluímos que quando um trabalho é realizado com dedicação,
visando os objetivos propostos, não importa qual o profissional e que ferramentas lhe são
oferecidas, o que prevalece é o vínculo e o respeito que se cria em um ambiente de
trabalho, e que estes novos espaços de acolhida, sejam para trazer “VIDA” e humanidade
para todo aquele que necessite se “INOVAR
Apoio matricial: dispositivo para trabalho em rede
Ana Lua Sarmento Rauber
Michele dos Santos Ramos Lewis
Raquel Gonsalves Ritter
Verônica de Campos Magalhães
[email protected]
Sapucaia do Sul
Centro de Atenção Psicossocial Bem Estar
O apoio matricial em saúde mental é uma das funções estratégicas do Centro de Atenção
Psicossocial – CAPS que se constitui em um serviço com articulação territorial e
funcionamento em rede. Neste sentido, o Centro de Saúde Mental de Sapucaia do Sul-RS
vem utilizando este dispositivo como estratégia prioritária para o processo de transição
para CAPS II. Estas ações efetivam-se, sistematicamente, na perspectiva de transformação
da lógica manicomial para o cuidado em saúde mental no território. Com o apoio matricial,
potencializa-se tal cuidado pelas equipes da atenção básica e se constrói coresponsabilidade dos casos, estabelecendo um cuidado compartilhado. O município é
organizado em quatro regiões de saúde, sendo que organizamos micro-equipes de
profissionais de referência do CAPS para apoio às equipes. Construímos o trabalho de
maneira singular conforme a demanda das equipes; os encontros acontecem durante
reuniões com a atenção básica, nas quais discutimos e desenhamos projetos terapêuticos
singulares. Estamos estreitando laços com a atenção básica para que encaminhamentos
ao CAPS ocorram de maneira implicada e que estes sejam de sofrimento psíquico grave e
persistente. O apoio matricial revela-se como um dispositivo fundamental para
transformação da lógica manicomial. A rede de atenção básica constitui-se lugar
privilegiado de construção de novas lógicas de atendimento e de relação com o sofrimento
psíquico, visto que é no território das pessoas que a vida acontece, os preconceitos se
estabelecem e/ou se desconstroem.
Oficina de dança: significação para os usuários
Karen Costa Carvalho
Gilmar Brando
[email protected]
Fundação de Saúde Pública de NH-RS
CAPS II Centro
As oficinas terapêuticas representam umas das principais formas de tratamento em saúde
mental, permitindo ao usuário a valorização do seu potencial criativo e expressivo.
Apresentamos a Oficina de Dança, atividade que é coordenada por uma enfermeira, que
atua no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e por um técnico de enfermagem, cuja
atuação é em uma unidade básica de saúde do território. Com o objetivo de conhecer a
percepção dos usuários sobre a oficina de dança, foi solicitado aos mesmos que
desenhassem ou escrevessem em uma folha de papel sulfite o que representava a referida
oficina para o tratamento. Os usuários destacaram a importância da oficina por
representar um dispositivo que propicia a interação social e a aprendizagem, e como um
espaço produtor de bem-estar físico e mental.
Palavras-chave: Saúde mental, enfermagem psiquiátrica, terapia pela dança
Arte e Mo(vi)mentos como dispositivos em Oficinas de Saúde
Eva Lucia da Costa Oliveira
Elídia Machado
Isinha Marmor Marques
[email protected]
Sapucaia do Sul
CAPS II Bem Estar
Este projeto, pioneiro no CAPS II de Sapucaia do Sul/RS, surgiu da parceria entre
psicologia e educação física. A proposta foi criar um espaço que reunisse saberes e
possibilitasse ao usuário experienciar diferentes formas de expressão (lúdica, questões
corporais e emocionais), com o intuito de facilitar processos de crescimento. Possibilita
que o grupo vivencie em ambiente acolhedor, experiências de saúde através de
movimentos, expressão corporal, artística e verbal, estimula a criatividade através da
conexão entre exercícios corporais e expressões criativas, promove bem-estar físico e
mental. Inicialmente, o usuário é estimulado a movimentar-se através de jogos motores,
rítmicos, sensoriais, de relaxamento ou alongamento e reconhecer em si sensações
corporais. Em um segundo momento, é proposto que expresse livremente sensações e
sentimentos, através da pintura, escrita, poesia ou outras manifestações artísticas,
suscitadas pelo próprio processo. Com isso abre-se um leque de possibilidades criativas
que estimulam a conexão – corpo, mente e sentidos – e facilitam para que suas
habilidades transcendam os limites do corpo envolvendo também seus sentimentos e
espaços relacionais. O coletivo grupal potencializa este processo. Temos percebido que a
possibilidade de expressar-se de múltiplas formas: corporal, artística e verbalmente é
inclusiva e facilita a socialização; contempla e revela diferentes potencialidades, nem
sempre reconhecidas pelo usuário, mas que têm sido vivenciadas neste espaço.
Oficinas de Fanzine no território
Dulce Bedin
Luciana Bisio Mattos
Marcia Mendes
Ana Paula Guadagnin
Suelen Griguc Carvalho
Raquel Ritter
Isinha Marques
Filipe Furlan
Giordano Laranjeiras
Cristiane Weck
Marina Sanes
Verônica Campos.
[email protected]
Sapucaia do Sul
Caps, NASF, Caps AD e SMS
"A luta antimanicomial é reconhecida como a luta pela humanização do atendimento em
Saúde Mental. Concomitante a isso, o Sistema único de Saúde (SUS) propõe que o
cuidado em saúde seja descentralizado, o mais próximo do território de vida das pessoas.
No Município de Sapucaia do Sul, a ampliação da rede de serviços, uma gestão
compartilhada, a construção de linhas de cuidado e a atenção no território tem sido
prioridade
desde
2009.
Em 2012, como comemoração ao Dia da Luta Antimanicomial pensou-se um dispositivo
capaz de trazer a discussão da Reforma Psiquiátrica para junto dos territórios do
município. O Grupo de trabalho da Linha de Cuidado em Saúde Mental propôs a quatro
equipes da Atenção Básica a realização de oficinas de produção de Fanzines com o tema
“Que espaços você ocupa na cidade?” propiciando conversas sobre saúde, qualidade de
vida e saúde mental no território da cidade. Além disso, levou as equipes da atenção
básica mais uma ferramenta para grupos e oficinas que realizam na sua unidade. A
produção da oficina foi distribuída pelo calçadão da cidade no dia em que
comemorávamos o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
GRUPLANTÃO – UMA NOVA PERSPECTIVA DE ESCUTA
Ana Lua Sarmento Rauber
Eva Lúcia da Costa Oliveira
[email protected]
Sapucaia do Sul
CAPS II 1
O GRUPLANTÃO é uma modalidade de atendimento que nasceu durante um Fórum
Brasileiro da Abordagem Centrada na Pessoa. No CAPS II de Sapucaia do Sul/RS, uma
dupla de trabalhadores (multiprofissionais) disponibiliza-se semanalmente, durante
1h30min, para ouvir quem chegar e da forma que chegar. É um grupo aberto, que pode
ser conclusivo em um único encontro, conforme necessidade do usuário. População
envolvida: adultos, antigos ou recém acolhidos no CAPS II, predominantemente em
sofrimento psíquico intenso, que se beneficiem de uma escuta mais imediata. Sobre o
processo: Um espaço terapêutico potente – onde a liberdade de escolher se desejam e
como desejam estar e a aceitação da expressão das suas necessidades conforme seus
ritmos e possibilidades – promove vida. Este espaço nos convoca a repensar o fazer em
saúde mental coletiva e a capacidade de nos disponibilizarmos para “estar com” –
aceitando o ritmo de cada um, sem ter que dar conta, sem ser invasivo.
Simples assim: oficina de expressão
Eleonora Valenzuela Graebin
Leticia Alves Mendes
[email protected]
Novo Hamburgo
UFRGS
Oficina do CAPS Centro Novo Hamburgo desenvolvida no território, utilizando a estrutura
do Centro Municipal de Cultura. Nomeamos a atividade de Simples assim pois é construída
por propostas de atividades lúdicas e abertas ao desejo dos usuários frequentadores.
Trabalhamos em zonas de sensibilidade expressiva, com livre trânsito entre a expressão
corporal, improvisação teatral, artes visuais e a escrita. A cada encontro forma-se uma
nova construção a partir de momentos de conversa onde vai-se escutando desejos e
contribuições dos usuários.
A oficina de expressão Simples assim busca desenvolver a amplitude das dimensões da
saúde a partir do trabalho corporal em suas possibilidades expressivas e sensíveis.
Entendendo que o corpo é instrumento e potência de vida, a sua expressão sensível
reflete na constituição de sujeitos empoderados.
(RE) CONHECENDO O TERRITÓRIO: UMA EXPERIÊNCIA DO CAPS AD
PASSARELA
Márcia Fernanda de Méllo Mendes
Dayane Almeida Martins
Fernanda Maurente Machado
[email protected]
Sapucaia do Sul
Caps Ad passarela 1
Este trabalho relata a experiência da oficina Promoção de Saúde do Caps ad Passarela em
Sapucaia do Sul. A proposta de intervenção teve por objetivo identificar, mapear e discutir
com os usuários do Caps os espaços de lazer existentes na cidade com o intuito de
promover a reinserção social e a apropriação destes espaços por parte dos usuários do
Caps. A condução da atividade foi iniciada a partir de duas questões: Que locais a cidade
de Sapucaia do Sul oferece para a prática de lazer? E, que tipo de atividades podemos
praticar nesses locais? A partir dessas questões surgiram informações de locais como
praças, ginásios, biblioteca e centro esportivo, e, atividades como caminhada, boliche,
futebol, bocha, leitura e churrasco. Também houve a problematização dos fatores que
dificultavam a utilização destes espaços. Para a representação gráfica construiu-se um
informativo chamado de Guia de Espaços de Lazer – Sapucaia do Sul. Esta experiência faz
refletir a importância de outros olhares nas intervenções de saúde. O lazer pode ser
considerado uma ferramenta potente proporcionando o bem estar individual e a ampliação
das relações sociais através da atividade física, da cultura e da arte.
Projeto de Extensão "Memórias da Vila Dique": memória coletiva e
subjetividade em um processo de reassentamento urbano
Christiane Silveira Kammsetzer
Maria Amélia Mano
Magda de Mattos Oliveira
Almerinda Gambin
Carmem de Vargas Gil
Renata Soares Costa
Debora Wobeto Lourenço Teixeira
Naiara Müssnich Rotta Gomes de Assunção
Rafael Antunes
[email protected]
Porto Alegre-RS
GHC
O Projeto de Extensão "Memórias da Vila Dique" acontece em parceria entre a US
Santíssima Trindade (Serviço de Saúde Comunitária GHC) e UFRGS. Trata-se de uma
intervenção junto aos moradores da Vila Dique (que atualmente estão residindo no
conjunto habitacional Porto Novo), lhes acompanhando no processo de reassentamento
urbano que estão vivenciando desde 2009 devido à readequação da cidade para a Copa
do Mundo. Através de rodas de memórias, da realização de oficinas de fotografia, da
escuta de suas narrativas e do compartilhar experiências, propicia-se a construção coletiva
da passagem de um lugar a outro, em uma perspectiva de cuidado em saúde mental e
promoção de saúde. Em dezembro/2012 será lançado um relato dessa experiência no
formato de "álbum de memórias", que foi construído coletivamente entre as moradores, os
trabalhadores de saúde, os estudantes-bolsistas e os docentes. Gostaríamos de poder
contar um pouco dessa história...
Grupo terapêutico na Atenção Básica
Melissa de Azevedo;
Marisete Wieczorek;
Poala Vettorato;
Sibeli da Silva Diefenthaeler;
Vanessa Lora;
Juliana Raquel Tartari;
Eunice Fabiani Hilleshein
[email protected]
Porto Alegre
Residentes em Atenção Básica em Saúde Coletiva da Escola de Saúde Pública do Rio
Grande do Sul
1
Introdução: O desenvolvimento de grupos na atenção básica possui uma grande
potencialidade terapêutica, promove educação e saúde, articula conhecimentos técnicos e
populares, podendo também impactar na melhora de indicadores sociais e de saúde.
Nesse sentido, uma das estratégias de atendimento em saúde mental desenvolvidas na
Unidade de Saúde da Família (USF) Herdeiros é o desenvolvimento do grupo "Alto Astral",
assim denominado pelos usuários por entenderem que esse era um espaço de
convivência. Objetivo: Propiciar a convivência de usuários como espaço terapêutico de
trocas de saberes, de escuta, de experiências, de compartilhamento, de acolhimento de
demandas de saúde mental, de modo a fortalecer vínculos de confiança e de dinâmica do
grupo. Metodologia: O grupo, coordenado pelas residentes multidisciplinares da ESP, por
uma técnica de enfermagem e uma agente comunitária de saúde, ocorre mensalmente, no
turno da tarde, na primeira segunda-feira de cada mês na unidade. Nos encontros
realizam-se debates, discussões a partir de filmes, de casos trazidos pelo grupo, como
também passeios na cidade de Porto Alegre, tais como Bienal do Mercosul, Instituto
Embeleze, passeio guiado pela cidade de Porto Alegre e piquenique no parque da
Redenção. Resultados e considerações finais: O Grupo “Alto Astral”, que existe há mais de
um ano, vem demonstrando resultados satisfatórios à medida que se propõe atuar na
promoção de saúde e formação de espaço social de solidariedade e acolhimento. Dessa
maneira, esse espaço funciona como espaço na atenção básica para atendimento da
saúde mental local.
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Oficina Terapêutica de Saúde Mental