1018 SEXUALIDADE APÓS A MENOPAUSA: SITUAÇÕES VIVENCIADAS PELA MULHER SEXUALITY AFTER MENOPAUSE: SITUATIONS EXPERIENCED BY THE WOMEN Tatiana Bertoldo da Silva Enfermeira. Graduada pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste. [email protected] Maria Marta Marques de Castro Borges Enfermeira. Mestre em Gerontologia pela Universidade Católica de Brasília. Docente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste. [email protected] RESUMO A mulher, durante o processo de transição menopáusica pode apresentar dificuldades quanto a sua sexualidade devido às mudanças físicas, psíquicas e sociais, características dessa fase. Assim, o estudo, de abordagem qualitativa e descritiva, objetivou compreender como as mulheres vivenciam sua sexualidade após a menopausa. Participaram do estudo 24 mulheres na faixa etária de 45 a 55 anos, usuárias da Unidade de Saúde da Família de Coronel Fabriciano-MG, que haviam apresentado menopausa há 12 meses ou mais. Os dados foram coletados através de um roteiro de entrevista estruturada, utilizando-se a técnica de análise de conteúdo para interpretá-los. A maioria das participantes da pesquisa mencionou vivência positiva da sexualidade, ainda que apresentassem alguma dificuldade. As dificuldades apresentadas foram relacionadas à dispareunia e diminuição do interesse sexual. Percebeu-se que os fatores que interferem no exercício da sexualidade não se restringem às alterações fisiológicas ocasionadas pelo climatério, evidenciando-se que problemas no relacionamento com o companheiro, o ritmo intenso de trabalho e as oscilações emocionais apresentadas por algumas mulheres são fatores que podem contribuir para a vivência negativa da sexualidade. Nessa fase, a mulher sente falta de carinho, diálogo e compreensão. Portanto, o enfermeiro precisa ter conhecimento e estar preparado para esclarecer dúvidas e desmistificar as crenças que ainda estão associadas ao climatério, entre elas, as que englobam a esfera sexual, pois dificuldades nesse âmbito interferem diretamente no processo do viver feminino. PALAVRAS- CHAVE: Sexualidade. Menopausa. Enfermagem. ABSTRACT During the transition period of the menopause, the woman can present difficulties with her sexuality because of physical, mental and social changes, being characteristic of this phase. So, this present study, with a qualitative and descriptive approach, aims at analyzing the way how women experience their sexuality after the menopause. Twenty-four women who use the Unit of Family Health of Coronel Fabriciano, M.G. and who had presented menopause 12 months or more ago, in the age group of 45 to 55, participated in this study. Data were collected through a structured questionnaire, using a technique of contents analysis to interpret them. Most of the survey participants mentioned positive experience of sexuality, though with some difficulties. The difficulties presented were related to disparity and reduction of sexual interest. It was noticed that the factors that interfere with sexual practice are not limited to physical alterations caused by the menopausal change; it became evident that problems related to the partner, intense rhythm of work and the emotional changes presented by some women, are factors that can contribute to a negative experience of sexuality. In this phase, the woman feels lack of affection, dialogue and understanding. Therefore, the nurse needs to have Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1019 knowledge and has to be prepared to explain doubts and demystify the beliefs that are still associated to menopausal change, among them those that include the sexual sphere, since difficulties in this area interfere directly in the process of female experience KEY- WORDS: Sexuality. Menopause. Nursing. INTRODUÇÃO Com o aumento da expectativa de vida feminina, estima-se que as mulheres passem cerca de um terço de suas vidas após a menopausa, o que denota a importância de um acolhimento nos serviços de saúde que atenda às suas necessidades (BRASIL, 2008). A menopausa corresponde ao último ciclo menstrual e ocorre em média aos 49 anos, mas só é reconhecida depois de 12 meses de amenorréia. Trata-se de um marco do climatério, período caracterizado pela passagem da fase reprodutiva para a não reprodutiva. Durante o climatério ocorre esgotamento da função ovariana e redução na produção de estrogênio (HALBE et al., 2000; SMELTZER; BARE, 2005). Nessa fase, muitas funções orgânicas podem apresentar-se alteradas, surgindo diversas mudanças metabólicas, emocionais, físicas ou sociais (FERNANDEZ; GIR; HAYASHIDA, 2005; SILVA; ARAÚJO; SILVA, 2003; SMELTZER; BARE, 2005). Os sintomas do climatério podem ou não repercutirem na vivência da sexualidade da mulher, mas devido à falta de conhecimento, muitas pessoas tendem em associar as modificações que ocorrem no corpo e nas relações sexuais, exclusivamente à menopausa, sem considerar outros aspectos que possam interferir na vivência deste momento (BRASIL, 2008; GONÇALVES; MERIGHI, 2009). O que se percebe é que a sexualidade da mulher após a menopausa, ainda nos dias de hoje, é rodeada de muitos mitos, tabus e preconceitos, pois, algumas culturas, que tanto valorizam a beleza física centrada na jovialidade, favorecem a concepção errônea de que à medida que o corpo envelhece, o exercício da sexualidade se finda (BASTOS, 2001; BRASIL, 2008). Pelo fato de, atualmente, a sexualidade ser reconhecida como um dos aspectos que reflete na qualidade de vida da pessoa, se modificando e assumindo características peculiares em cada fase da vida, é fundamental conhecer as necessidades e dificuldades femininas durante o climatério para a promoção de seu bem-estar ao longo de seu processo de envelhecimento, mediante ações que contemplem o ser integral (BRASIL, 2008; DE LORENZI et al., 2009; DE LORENZI, SACILOTO, 2006; FERNANDES, GIR, HAYASHIDA, 2005; GIR, NOGUEIRA, PELÁ, 2000). Assim, a pesquisa questiona acerca da forma como as mulheres estariam vivenciando sua sexualidade após a menopausa. A realização deste estudo permite a ampliação do conhecimento sobre a sexualidade da mulher após a menopausa, contribuindo para a identificação das condições referentes a este aspecto que requerem maior atenção para serem abordadas pelos profissionais da saúde, a fim de se alcançar a integralidade da assistência e possibilitar respostas positivas nesta fase. O estudo pretende sensibilizar o enfermeiro quanto às situações vivenciadas por mulheres menopausadas. Espera-se que este, na condição de agente atuante Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1020 em saúde pública, discuta estratégias que atendam a mulher de forma integral, incluindo a dimensão sexual. O estudo tem como objetivo compreender como as mulheres vivenciam sua sexualidade após a menopausa. METODOLOGIA Trata-se de um estudo qualitativo com abordagem descritiva. A pesquisa foi realizada no período de maio a junho de 2010, na Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro São Domingos, no município de Coronel Fabriciano-MG, localizado no Vale do Aço, região leste do estado de Minas Gerais. As participantes desta pesquisa foram mulheres na faixa etária de 45 a 55 anos, por serem estes os limites para a ocorrência da menopausa, conforme Smeltzer e Bare (2005); usuárias da USF do bairro São Domingos, que declararam 12 meses ou mais de amenorréia e que apresentavam vida sexual ativa. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Coronel Fabriciano, 378 mulheres na faixa etária de 40 a 59 anos são usuárias da USF do bairro São Domingos. O estudo teve uma amostra por conveniência de 24 mulheres, que atenderam aos critérios de inclusão e aceitaram participar da pesquisa no período estabelecido pela pesquisadora. Foi solicitada a autorização do secretário municipal de saúde de Coronel Fabriciano para a realização da pesquisa, por meio da assinatura do Termo de Autorização. Para a realização da coleta de dados foi utilizado um roteiro de entrevista estruturada contendo perguntas referentes à sexualidade após a menopausa que englobava como vivencia, aspectos em que percebe alterações, dificuldades e necessidades, modificações no relacionamento com o companheiro e visão sobre si mesma, além de dados pessoais e clínicos para conhecimento das características da mulher nessa fase. As mulheres que estavam aguardando atendimento na unidade foram convidadas a participar da pesquisa, e ao concordarem, foram direcionadas a uma sala reservada da USF. Para garantir a privacidade das participantes, na sala havia a presença somente da pesquisadora e da mulher entrevistada. As mulheres foram esclarecidas quanto aos objetivos da pesquisa, procedimentos, bem como sobre a manutenção do sigilo, anonimato e do direito de recusar a participação na pesquisa. As participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido em duas vias, sendo que uma ficou com as participantes e a outra com a pesquisadora. Todas as entrevistadas foram identificadas através da letra “E”, numerada sequencialmente. As entrevistas foram gravadas em um dispositivo de áudio digital e cada uma teve duração média de 20 minutos. Depois de lidas repetidas vezes, foram retirados os vícios de linguagem. Na análise dos dados, as falas foram organizadas segundo os temas que emergiram, comparando-se as informações dos sujeitos da pesquisa com a literatura referente a esta temática. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais Unileste, protocolo n. 33.196.10 e contemplou a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde que regulamenta pesquisas com seres humanos (BRASIL, 1996). Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1021 RESULTADOS E DISCUSSÃO As mulheres participantes deste estudo eram predominantemente casadas, com nível de escolaridade de 1º grau incompleto, idade média de 51 anos e do lar. Nenhuma fazia uso de terapia hormonal. Os resultados apresentados na análise de dados estão relacionados aos três temas gerados a partir da análise dos depoimentos das participantes: vivência da sexualidade, necessidades femininas e visão sobre si mesma. Vivência da sexualidade Quanto à vivência da sexualidade após a menopausa, percebeu-se que a mulher evidencia oscilações emocionais, a diminuição da libido e a influência de fatores externos, como o ritmo intenso de trabalho neste aspecto, conforme os seguintes depoimentos: [...] Eu acho que é muito difícil. Eu acho [...] que eu tô muito irritada, muito nervosa [...]. Às vezes a gente briga por pouca coisa [...]. Também por causa da gente não [...] ter o inibido (libido) que a gente gostaria de ter [...] a vontade de fazer sexo que a gente gostaria de ter, que a gente tinha e não tem [...]. (E10) É um pouquinho complicado [...]. Muda um pouco. Não é igual antes não. [...] cada mulher reage de uma maneira. [...] hoje em dia a vida nossa é muito corrida. Às vezes, cansativa, às vezes na hora que cê vai deitar pra descansar, aí cê tá tão cansada que num [...]. É o corre-corre nosso do diaa-dia [...]. A gente anda muito estressado ultimamente [...] com as problemada da vida. Então isso tudo ajuda, atrapalha com certeza [...]. (E15) [...] Antes era bem bão, [...] mas agora tá de uma brochura que [...] é incontestável. Não sei se é devido a muitos anos de relacionamento, que já perdeu a pimenta [...]. Não sei se eu trabalho demais também. Tanto trabalho em casa, como trabalho na rua. [...] Não sei se essa dupla jornada [...] eu sei que [...] não tá legal não. (E20) Os resultados corroboram com estudos realizados por Trindade e Ferreira (2008) em uma unidade de saúde do Espírito Santo e Valadares et al. (2008) com um grupo de mulheres de Belo Horizonte. Nessa fase, a mulher pode apresentar menor tolerância e maior irritabilidade diante de situações que antes, eram enfrentadas com tranqüilidade (PEREIRA; SILVA; SIQUEIRA, 2008). Para Bastos (2001) as queixas físicas e emocionais apresentadas por algumas mulheres durante o climatério podem ser resultado do acúmulo de papéis que a mulher moderna tem que desempenhar: preocupações no trabalho, os afazeres domésticos, a responsabilidade de ser mãe e esposa presente; fatores estes que, por vezes, acarretam cansaço e estresse, afetando negativamente a sexualidade. Fatores socioculturais e psicológicos influenciam na intensidade com que os sintomas do climatério se manifestam (BERNI; LUZ; KOHLRAUSCH, 2007; COSTA; GUALDA, 2008; DE LORENZI et al., 2006; PEREIRA; SILVA; SIQUEIRA, 2008). Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1022 Assim, ambiente familiar e de trabalho, crenças, valores, hábitos de vida e a história pessoal influenciarão nas mudanças físicas, psicológicas, sociais e espirituais da mulher (PEREIRA; SILVA; SIQUEIRA, 2008). Em relação às queixas sexuais apresentadas, 16 mulheres mencionaram ressecamento vaginal e dor à penetração, 14 mencionaram diminuição do interesse sexual, 12 mencionaram ardência à penetração e 6 mencionaram eliminação involuntária de urina durante as relações sexuais. As queixas de dor à penetração e de diminuição do interesse sexual após a menopausa foram as principais dificuldades percebidas pelas mulheres, conforme os relatos: [...] Agora é mais difícil [...]. Antes, parece que era mais cômodo [...]. Agora, mais dificuldade. Sobre assim, ressecamento. [...] uma coisa que cê num sente dor, cê sente melhor. Se ocê tá sentindo [...] às vezes costuma ferir por causa do ressecamento, aí que é o problema. (E14) A minha necessidade que eu sinto é voltar [...] porque é bom a gente fazer amor. [...] gostoso, alivia, extravasa, e quando isso não acontece, quando você não tem vontade nenhuma [...] pode pintar um clima, mas não rola mais nada [...]. Tá difícil a penetração, [...] é uma coisa que te desgasta, aquela penetração difícil [...]. (E20) Percebe-se que dificuldades no âmbito sexual interferem intensamente na qualidade de vida da mulher. Assim, durante uma consulta ginecológica, estando a mulher no climatério ou já tendo passado pela experiência da menopausa, é necessário investigar peculiaridades referentes a esta fase, com atenção a aspectos sexuais. Através de uma escuta qualificada, é possível identificar problemas que, por vezes passariam despercebidos, pois a mulher nem sempre se sente à vontade em direcionar perguntas com este foco, sofrendo sozinha com dúvidas e dificuldades que poderiam ser superadas. Estudo realizado com mulheres participantes de um grupo de climatério de uma USF de Juiz de Fora-MG também evidenciou queixas de dor à penetração e de diminuição do interesse sexual (OLIVEIRA; JESUS; MERIGHI, 2008), corroborando com os resultados desta pesquisa. A diminuição da libido, evidenciada por algumas mulheres, pode ser atribuída às modificações anatômicas e funcionais decorrentes da redução estrogênica. Os tecidos vaginais tornam-se mais finos. Ocorre diminuição da elasticidade e da lubrificação. Com isso, as relações sexuais tornam-se desconfortáveis, desencadeando, em alguns casos, a diminuição do desejo sexual (PEREIRA; SILVA; SIQUEIRA, 2008; ROSENTHAL, 2001). Embora algumas mulheres mencionem a diminuição do desejo sexual após a menopausa, outras vivenciam sua sexualidade de forma plena. Nesta pesquisa, a maioria das participantes mencionou vivência positiva da sexualidade, conforme os relatos: Eu acho que eu tô na melhor fase da minha vida agora [...]. Eu acho que depende muito do companheiro também, lógico [...] porque quando o homem te enche de elogio na cama e tudo desde a hora do início do ato até terminar, elogios e mais elogios, então você se sente [...] uma super mulher. [...] já tenho [...] quase oito anos [...] que eu já fiz a menopausa. Então, não Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1023 sinto nada. [...] eu acho que isso tá na cabeça da pessoa. Eu me sinto gostosa [...]. (E8) Não tem nada de diferente não. [...] Aliás, depois que eu fiz [...] a menopausa eu sinto até mais vontade de fazer as coisas. [...] tem mulheres que falam que quando faz menopausa não sente mais nada, [...] não sente mais prazer, e eu [...] depois que eu fiz menopausa é que eu sinto mais vontade de fazer (sexo). [...] eu tenho mais vontade de ter uma relação, [...] mais prazer sexualmente. (E24) [...] Antes de 40 eu me achava bem fraquinha. Depois dos quarenta eu achei que foi bem [...] melhor. [...] Passou essa fase de menino também. [...] a melhor fase foi depois disso. Fiquei mais tranqüila pra ter relação. Porque até então, eu tinha um medo danado de menino ver. [...] Se fecha as portas do quarto chamava atenção mais ainda. Então eu acho [...] que eu vivi melhor foi depois dos 40 [...]. (E26) O bom relacionamento entre o casal é fator fundamental para que a sexualidade seja vivenciada de forma plena, influenciando de forma positiva na percepção que as mulheres têm sobre si. Desta forma, há uma adaptação às mudanças decorrentes do climatério sem comprometer a sexualidade e o casal mantem ou até mesmo melhora o seu relacionamento. Em estudo realizado com mulheres de Canoas e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a maioria das participantes afirmou não haver modificações quanto à sexualidade durante o climatério. Mencionaram melhora no relacionamento afetivosexual após a menopausa por não haver a possibilidade de uma gravidez. Das que mencionaram mudanças, estas foram relacionadas à freqüência das relações, encontrando-se diminuída ou aumentada (BERNI; LUZ; KOHLRAUSCH, 2007). A freqüência das relações pode ser menor do que antes devido às mudanças fisiológicas, mas isso não significa obrigatoriamente a diminuição do prazer. A lubrificação vaginal passa a ocorrer de forma mais lenta e menos intensa, mas por meio de estímulo adequado e utilização de lubrificantes artificiais, a resposta sexual é satisfatória (BRASIL, 2008). Com as experiências adquiridas ao longo da vida, a mulher pode fazer com que suas relações sejam até melhores do que antes, já que está mais madura e conhece melhor seu corpo (BASTOS, 2001). Esta fase costuma coincidir com o momento em que os filhos saem de casa, aumentando a liberdade sexual do casal. Além disso, os inconvenientes da menstruação e a preocupação com uma gravidez deixam de existir, o que faz com esta experiência se torne ainda mais tranquila (ROSENTHAL, 2001). O aumento da libido, mencionado por algumas mulheres, pode estar associado ao fato de que as relações sexuais nessa fase estão desvinculadas da reprodução, envolvendo meramente o contato e a intimidade com o outro (PEREIRA; SILVA; SIQUERA, 2008). Algumas mulheres apontam a influência do uso de medicações e problemas de virilidade percebidos no companheiro, conforme os relatos: Ficou normal [...]. Ele também já tá assim com idade. Tem vez que tá assim muito cansado, aí ele fica querendo e não consegue [...]. Então tem hora que eu penso que é de mim mesma, mas eu penso assim que ele já tá de idade [...]. (E1) Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1024 Pelo tempo e a data que estamos juntos tá normal. Não é [...] como antes [...] porque antes era com mais freqüência. Agora não, já dá um espaço aí, uns quinze dias. Às vezes até mais porque, pelos medicamentos também que ele toma. (E2) Os resultados apontam para a necessidade de se considerar que o homem, ao longo de seu processo de envelhecimento, também sofre mudanças. Por vezes, desenvolve patologias e faz uso de medicações que podem comprometer sua sexualidade (GONÇALVES; MERIGHI, 2009). Portanto, é importante que o casal tenha compreensão mútua e liberdade para conversarem sobre as dificuldades que apresentam, buscando superar juntos, as limitações. Necessidades femininas Em relação às necessidades femininas após a menopausa, percebe-se que as principais carências sentidas pelas mulheres, e que, segundo estas, interferem na sexualidade, estão ligadas à monotonia dos relacionamentos e à falta de diálogo, carinho e compreensão por parte dos companheiros, conforme os seguintes depoimentos: A única coisa que eu acho que falta mais seria da parte de ambos, um diálogo melhor e um tempo maior pra nós dois, porque a gente [...] nunca que tira esse tempo [...]. Chega um final de semana, um dia de folga e a gente fica só em casa, trabalha a semana inteira. A gente tem que sair, fazer um programa de índio só nós dois, esquecer que tem casa [...] mas a gente nunca que faz [...]. Então eu sinto falta e ele também. [...] não pode ficar só assim não [...]. Tem que viajar [...]. (E2) [...] Eu sinto falta das coisas que eu nunca tive [...]. Eu sou uma pessoa muito carinhosa, [...] amorosa [...] e meu esposo já é mais largado [...]. Ele não me espera. Ele é rápido, [...] num dá carinho, num dá nada. Então [...] é muito difícil pra mim, porque ele é totalmente diferente de mim [...]. Num sinto carinho [...]. Ele só quer receber de mim, mas nada em troca. É vaptvupt e pronto! (E18) [...] Eu não sei por quê, se talvez ele sentasse, eu pudesse sentar com ele, explicar ele direitinho do jeito que a doutora [...] me explicou, mas ele nunca quis saber. [...] me chamando de nome feio, [...] mas não sabendo que eu tava com um problema de saúde, que isso é um problema de saúde, que com o tempo, acaba, [...] mas ele não soube entender esse lado meu. (E23) Muitos problemas podem ser decorrentes da dificuldade que o casal tem para manter uma comunicação efetiva um com o outro. Sabe-se que a sexualidade humana envolve uma multiplicidade de fatores inter-relacionados, sendo influenciada por fatores psicológicos, sociais e culturais. Assim, quando algum aspecto, seja físico ou emocional se encontra em desarmonia, a sexualidade também é afetada (BRASIL, 2008; GIR, NOGUEIRA, PELÁ, 2000). Problemas no relacionamento conjugal e no trabalho, por exemplo, resultam em comprometimento do interesse e da resposta sexual (BRASIL, 2008). Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1025 Para Rosenthal (2001), nos relacionamentos de longa duração é importante que o casal esteja atento à forma como trata um ao outro e busque sempre inovar para que o relacionamento não se torne rotina. É necessário planejar coisas novas, programar férias, passeios a dois, compartilhar momentos que valorizam a presença do outro. A alma feminina é desejosa de carinho e atenção, por isso, a forma como o companheiro percebe a mulher afetará a vivência deste momento. Estudos mostraram que as mulheres valorizam o romantismo, o diálogo, a compreensão, demonstrações de afeto e elogios. Consideram importante o companheiro demonstrar que se preocupa com o seu bem-estar no cotidiano (FERNANDEZ, GIR; HAYASHIDA, 2005; GOZZO et al., 2000; ZAMPIERI et al., 2009). Para algumas mulheres, o climatério e a menopausa estão associados a perdas, já que a capacidade de reprodução se finda. Influenciadas pelo contexto social no qual estão inseridas, podem vincular a ocorrência deste evento a um processo de doença, quando na verdade é um acontecimento fisiológico e natural de toda mulher (BASTOS, 2001). Isso reforça a necessidade que a mulher tem de se sentir envolvida emocionalmente e fisicamente para tornar-se receptiva ao companheiro. Mágoas, ressentimentos do passado e desentendimentos recentes, caso aflorem durante o processo de transição menopáusica, podem interferir em sua sexualidade (ROSENTHAL, 2001). Assim, no atendimento à mulher que está no climatério, o enfermeiro exerce papel fundamental, principalmente na atenção básica, pelo fato de ter contato direto e a possibilidade de interagir constantemente com usuárias de diversas faixas etárias, devendo estar atento às necessidades de cada mulher (BERNI; LUZ; KOHLRAUSCH, 2007). O indivíduo precisa ser visto na sua totalidade, e quando se fala em atenção integral, é importante que se pense também em dimensões sexuais durante uma consulta de enfermagem, pois a sexualidade vivenciada de forma plena é um dos aspectos relacionados à saúde (GIR; NOGUEIRA; PELÁ, 2000; GOZZO et al., 2000; MANDÚ, 2004; TRINDADE; FERREIRA, 2008) Percebe-se, porém, que os profissionais de saúde adotam uma postura de indiferença quando a queixa apresentada pela mulher está relacionada a este aspecto, como se a sexualidade não fosse parte integrante do indivíduo. Com isso, muitas vezes o problema deixa de ser verbalizado (GOZZO et al., 2000; MANDÚ, 2005). Para Gonçalves e Merighi (2009) essa postura dos profissionais pode acontecer devido à falta de conhecimento sobre o assunto, ou porque falar sobre a sexualidade envolveria refletir sobre problemas e limitações pessoais, o que poderia gerar dificuldade. Dentre as mudanças percebidas no relacionamento após a menopausa, algumas mulheres mencionaram a incompreensão do companheiro e a falta de diálogo, conforme os relatos: Senti porque eu tenho menos interesse [...]. Tipo assim, às vezes vai me procurar e eu sempre dou uma desculpa [...] porque eu acho que diminuiu [...] a vontade [...]. (E5) Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1026 [...] Ele mudou. Mudou muito. Mudou demais até. Num compreende a gente. Num dá aquele carinho [...] porque a gente precisa [...]. O homem também tem que ter conhecimento dessas coisas. E não tem. Eu acho isso aí no caso, deveria [...] fazer uma entrevista com homens também. Não só com mulheres. (E9) [...] Ele mudou totalmente comigo. Ele não soube me entender. Eu expliquei várias vezes, mas ele [...] é muito machista [...]. Então a gente tá até mexendo com separação. Talvez venha até a calhar por isso mesmo [...], por ele ser [...] achar que mulher tem que tá ali prontinha. Ele quer, quer, mas não quer entender o lado da gente [...]. Então eu to até separando dele, não sei se é por causa disso, ou talvez por causa de motivo do passado também [...]. Juntou tudo. Aí não tem jeito mesmo [...] (chorando). (E23) Percebe-se o sentimento de decepção causado pela incompreensão do parceiro frente às dificuldades femininas enfrentadas nesta fase, assim como as consequências que os problemas na esfera sexual podem desencadear, culminando em casos extremos, no divórcio. Faz-se necessário considerar que somente uma mulher na pesquisa relatou esta situação. A incompreensão do companheiro e a falta de diálogo nos relacionamentos foram resultados encontrados nesta pesquisa que corroboram com estudo realizado com mulheres participantes de um grupo de climatério de Juiz em Fora-MG (OLIVEIRA; JESUS; MERIGHI, 2008). A mulher, quando não sente desejo pelo seu companheiro, se sentirá desconfortável durante as relações sexuais, tendendo algumas vezes a evitar esse tipo de contato. Por isso, desentendimentos no relacionamento conjugal podem ser manifestados (GOZZO et al., 2000; OLIVEIRA; JESUS; MERIGHI, 2008). Outras vezes, pode se submeter ao ato sexual mesmo contra sua vontade para evitar situações delicadas em seu relacionamento. O companheiro nem sempre consegue entender as mudanças que a mulher está passando durante o climatério, o que propicia a vivência negativa desta fase (PEREIRA; SIQUEIRA, 2009). Sabe-se que a redução estrogênica por si só, não compromete a sexualidade se o casal tinha uma boa convivência e se a história de vida pessoal de ambos foi positiva, ou seja, é necessário considerar situações prévias ao surgimento da menopausa que podem influenciar no exercício da sexualidade (BRASIL, 2008; VALENÇA; NASCIMENTO FILHO; GERMANO, 2010; ZAMPIERI et al., 2009). Nesse sentido, o enfermeiro exerce papel importante em orientar sobre as opções existentes para minimizar e prevenir os desconfortos relacionados à sexualidade, assim como demais problemas físicos e psíquicos durante o climatério. De acordo com a complexidade das alterações detectadas, será necessária a atuação de uma equipe multiprofissional (GIR; NOGUEIRA; PELÁ, 2000; MANDÚ, 2004). O casal precisa estar ciente de que viver a sexualidade é algo que não se restringe ao ato sexual em si. Envolve uma infinidade de sentimentos, a troca de afetos, o conforto e o carinho proporcionado pela presença do outro e a partilha das situações cotidianas. Quando estes fatores estão presentes, as limitações físicas ocasionadas pelos sintomas do climatério são superadas e a sexualidade é exercida plenamente (GONÇALVES; MERIGHI, 2009). Visão sobre si mesma Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1027 Em relação à visão que as mulheres têm sobre si, algumas apontam sentimentos de inferioridade e de insatisfação com a ocorrência da menopausa, conforme os seguintes depoimentos: Eu me sinto infeliz, porque [...] não sou uma mulher assim, totalmente realizada [...]. Não é aquela mulher [...] igual a gente era antes. A gente se sente menosprezada, [...] então isso tudo atrapalha a gente. (E9) [...] Eu precisava de arrumar uma psicóloga pra mim [...]. Antes era melhor do que agora, [...] com certeza [...]. Eu me vejo diferente. Ultimamente [...] eu me vejo muito cansada, muito estressada [...]. (E15) [...] quando a gente é jovem a gente tem muito serviço e pouco dinheiro. E quando a gente tá no fim de vida a gente tem dinheiro e não tem tesão, que o mais importante na vida eu acho que seria o tesão [...] porque te dá ânimo pra viver, pra correr atrás, pra batalhar [...]. (E20) Percebe-se que a ocorrência da menopausa ainda é vista de forma negativa por algumas mulheres. Estas, por vezes, associam este evento à perda de sua feminilidade e de sua capacidade de exercer plenamente sua sexualidade. Em pesquisa realizada com um grupo de mulheres de Belo Horizonte, a menopausa foi relacionada somente a sentimentos de perdas (VALADARES et al., 2008). Pesquisa realizada com mulheres atendidas em um Serviço de Ginecologia e Obstetrícia de Ribeirão Preto-SP mostrou a insatisfação com a auto-imagem (FERNANDEZ; GIR; HAYASHIDA, 2005). Na cultura ocidental, a concepção de beleza está intimamente ligada à juventude. Com isso, a fase de transição menopáusica pode ser vivenciada de forma negativa, pois a mulher adquire maior consciência de seu processo de envelhecimento. Podem ser manifestados sentimentos de insegurança, baixa autoestima, distúrbios na auto-imagem e, muitas vezes, a desvalorização estética do corpo, afetando vários aspectos da vida da mulher, inclusive sua sexualidade (DE LORENZI et al., 2009; OLIVEIRA; JESUS; MERIGHI, 2008). A sexualidade durante o climatério é vivenciada de forma positiva quando a mulher se sente valorizada, capaz de despertar interesse no outro e de desempenhar normalmente suas atividades na sociedade (PEREIRA; SILVA; SIQUEIRA, 2008; SEIXAS, 1998). Neste estudo, a maioria das mulheres evidenciou percepção positiva sobre si mesma, conforme os relatos: [...] Eu me sinto bem. [...] na minha vida [...] material [...] graças a Deus eu trabalho. [...] me sinto realizada [...]. Pra mim eu continuo [...] espiritualmente nova [...]. A minha carne tá fraca, [...] tá cansada, [...] mas eu me sinto jovem. [...] me sinto muito bem comigo, com a vida (rindo). (E1) [...] eu acho que hoje [...] eu me conheço muito melhor, num todo [...]. Com o passar do tempo as pessoas aprendem a si valorizar e tudo mais. [...] eu me sinto [...] bem satisfeita com tudo na minha vida. [...] quando a gente vê os filhos se realizando a gente também fica mais feliz com o todo, [...] a sexualidade [...]. Uma coisa depende da outra e assim vai indo [...] (E19) [...] Antes eu não me enxergava como mulher, mas agora daqui pra frente eu tô me enxergando como mulher. Tô aprendendo a tomar decisões que eu não tinha coragem [...]. Voltei à escola que era o meu sonho. [...] eu sei Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1028 que eu tô realizando tudo os pouquinho. Fiz um curso de informática, [...] um curso de secretariado [...]. Então eu acho que agora, depois da menopausa, eu tô me vendo melhor do que antes. Tô tendo mais coragem de enfrentar as coisas [...]. É muito difícil, [...] é difícil [...] mas agora eu tô tendo muita coragem de muita coisa que eu não tinha antes [...]. Me sinto melhor agora. (E23) É possível perceber que as realizações pessoais, assim como a concretização de sonhos, são aspectos que contribuem para a visão positiva que as mulheres têm sobre si após a ocorrência da menopausa. Isso mostra que esta pode ser uma fase rica, onde a mulher tem a oportunidade de fazer uma reavaliação sobre suas experiências e dar um novo significado a sua vida. A forma como cada mulher percebe a chegada da menopausa interfere diretamente na intensidade com que os sintomas se manifestam. É uma experiência natural e única, por isso, quando cria uma expectativa negativa pode manifestar sentimentos de ansiedade e insegurança. Em contrapartida, quando tem uma atitude positiva e encara a nova fase como natural do seu processo de viver, é capaz de descobrir as inúmeras possibilidades de relacionamento nesta fase e desfrutá-la de forma tranqüila (BASTOS, 2001). CONCLUSÃO O estudo teve como objetivo compreender como as mulheres vivenciam sua sexualidade após a menopausa. Constatou-se vivência positiva pela maioria das participantes, ainda que estas apresentassem alguma dificuldade decorrente da diminuição da lubrificação vaginal. As principais dificuldades apresentadas foram relacionadas à dispareunia e diminuição do interesse sexual. Os fatores que interferiram no exercício da sexualidade não se restringiram às alterações fisiológicas ocasionadas pelo climatério, pois no caso das mulheres que mantinham um bom relacionamento, as dificuldades foram superadas e a sexualidade vivenciada de forma plena. Os problemas no relacionamento com o companheiro, o ritmo intenso de trabalho e as oscilações emocionais apresentadas por algumas mulheres foram fatores que contribuíram para a vivência negativa da sexualidade. Após a menopausa, bem como em qualquer outro momento da vida, a mulher precisa se sentir envolvida física e emocionalmente. Assim, o carinho, o diálogo e a compreensão foram apontados como as principais necessidades femininas. O companheiro, por vezes, também se encontra em uma faixa etária em que pode apresentar comprometimento sexual. Destaca-se a necessidade de se pesquisar, durante uma consulta de enfermagem, sobre as relações familiares como um todo, visando a identificação das causas dos problemas e a minimização das queixas. O climatério e a menopausa trazem consigo modificações físicas, emocionais e sociais significantes para a mulher, sendo importante que os profissionais de saúde tenham conhecimento sobre estes assuntos para que possam auxiliá-la a entender e aceitar as modificações que ocorrem em seu corpo. Cabe ao enfermeiro aproveitar todas as oportunidades para realizar atividades de educação em saúde, mostrando-se preparado para esclarecer dúvidas e desmistificar as crenças que ainda estão associadas a esta fase, entre elas, as que englobam a esfera sexual, Revista Enfermagem Integrada – Ipatinga: Unileste, V.5 - N.2 - Nov./Dez. 2012. 1029 pois dificuldades nesse âmbito interferem diretamente no processo do viver feminino. A mulher deve encontrar junto à equipe de saúde, o apoio e as orientações que precisa para enfrentar as dificuldades que se apresentarem e passar por este momento de forma tranquila, o que resultará em uma maior qualidade de vida nesta fase. Sugere-se que novos estudos sejam realizados, nas diversas regiões brasileiras, considerando tanto os aspectos culturais, quanto os sociais, entre outros, que envolvem a sexualidade após a menopausa, ampliando o conhecimento sobre o tema. REFERÊNCIAS BASTOS, Maria Helena. Sorria, você está na menopausa: um manual de terapia natural para a mulher. São Paulo: Ground, 2001. BERNI, Neiva Iolanda de Oliveira; LUZ, Maria Hecker; KOHLRAUSCH, Sheila Cristina. Conhecimento, percepções e assistência à saúde da mulher no climatério. Rev. Bras. de Enferm., Brasília, v. 60, n. 3, p. 299-306, jun. 2007. Disponível em: <http:// <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003471672007000300010&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 24 ago. 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n. 196 de 10 de outubro de 1996. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Diário Oficial da União. Brasília, 16 out. 1996. BRASIL. 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