UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ TELEMETRIA APLICADA EM EQUIPAMENTOS REMOTOS ALEXANDRO XAVIER DE MATOS CARLOS EDUARDO FONSECA PEREIRA MÁRCIO LUÍS FERREIRA DA COSTA MAURO SERGIO ROVETTA RIO DE JANEIRO 2013 870 ALEXANDRO XAVIER DE MATOS CARLOS EDUARDO FONSECA PEREIRA MÁRCIO LUÍS FERREIRA DA COSTA MAURO SERGIO ROVETTA TELEMETRIA APLICADA EM EQUIPAMENTOS REMOTOS Trabalho de conclusão de curso de especialização apresentado à Universidade Estácio de Sá como requisito final para a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Elétrica. Orientador: Prof. MSc. José Fernando da Cruz Nunes RIO DE JANEIRO 2013 871 X000x Matos, Alexandro Xavier. Telemetria Aplicada em equipamentos remotos / Carlos Eduardo Fonseca; Mauro Sergio Rovetta. Márcio Luís Ferreira da Costa; Alexandro Xavier de Matos. Rio de Janeiro: UNESA, 2013. xi, 000f. : il.; 31 cm Orientador: José Fernando da Cruz Nunes Trabalho de conclusão de curso (Curso de Engenharia Elétrica) – Universidade Estácio de Sá - UNESA Referências Bibliográficas: f. 51 1. Telemonitoramento. 2.Gsm. I. Nunes, José Fernando. II Título. UNESA / RJ 000:000 CDU - 872 ALEXANDRO XAVIER DE MATOS CARLOS EDUARDO FONSECA PEREIRA MÁRCIO LUÍS FERREIRA DA COSTA MAURO SERGIO ROVETTA TELEMETRIA APLICADA EM EQUIPAMENTOS REMOTOS Trabalho de conclusão de curso de especialização apresentado à Universidade Estácio de Sá como requisito final para a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Elétrica. Aprovado em 25 de maio de 2013. BANCA EXAMINADORA ____________________________________________________ Professor Orientador: MSc. José Fernando da Cruz Nunes Universidade Estácio de Sá ____________________________________________________ Professor da Disciplina: Dr. João Clavio Salari Filho Universidade Estácio de Sá 873 ____________________________________________________ Professor Coordenador: MSc. Jorge Luiz Bitencourt da Rocha Universidade Estácio de Sá _____________________________________________________ Professor Convidado: MSc. Newton Norat Siqueira Universidade Estácio de Sá _____________________________________________________ Professor Convidado: MSc. Gilberto Rufino de Santana Universidade Estácio de Sá 874 AGRADECIMENTOS Agradecimentos do Alexandro Primeiramente agradeço a Deus, a minha esposa e meus filhos, louvo a Deus por ter o privilegio de ter ao meu lado três pessoas tão especiais Ilcarla, Mateus e Amanda, pela compreensão da ausência durante este período, aos meus pais que são um exemplo para os filhos e netos, aos meus colegas do curso, e aos professores que sempre nos estimularam a ir mais. Alexandro Xavier de Matos Agradecimentos do Carlos Agradeço primeiramente a Deus, pela graça deste momento, aos meus familiares e amigos que através do incentivo e compreensão me encorajaram a seguir este caminho, em especial a melhor mãe, Rosane, que nunca duvidou e sempre acreditou nos meus projetos e aos meus filhos amados, Yan e Giovana, pelo amor dispensado mesmo na minha ausência e falta de tempo. Tudo o que passei foi e sempre será por vocês e para vocês. Obrigado pela confiança e credibilidade de todos, sem isto jamais chegaria até aqui. Carlos Eduardo Fonseca Pereira Agradecimentos do Márcio Agradecimento todo especial a Deus, a minha esposa Carla por não deixar desanimar e acreditar sempre mesmo nos momentos difíceis, aos meus filhos Caio e Geovanna por entender os momentos de ausência. Aos meus pais Odail e Alaide, sem eles não estaria aqui, aos meus irmãos e toda família que sempre acreditaram no meu sonho. Márcio Luís Ferreira da Costa Agradecimentos do Mauro Agradeço primeiramente a Deus que nos permitiu a criação e conclusão deste trabalho. A minha esposa que amo muito e sempre acreditou em meus projetos como marido e profissional. Ao meu Pai que criou os alicerces para que pudesse chegar aonde cheguei. A minha mãe, embora falecida, também teve seu papel de importância na formação de meu caráter, estando a me proteger e me guiar. Mauro Sergio Rovetta 875 Agradecimentos dos autores Os autores desejam expressar seus agradecimentos ao amigo e Professor José Fernando da Cruz Nunes, orientador desta dissertação, pela experiência e responsabilidade empenhadas no direcionamento deste trabalho. Estende os agradecimentos à Universidade Estácio de Sá, exemplo de instituição de ensino e berço de nossa formação acadêmica, aos demais professores deste curso, pelo conhecimento transmitido, além dos colegas, pelo convívio agradável neste período. Finalmente, gostaríamos de demonstrar nossa gratidão a todos àqueles que, direta ou indiretamente, colaboraram de maneira construtiva no desenvolvimento desta obra que busca contribuir no engrandecimento do conhecimento técnico. 876 “A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê.” (Arthur Schopenhauser) 877 RESUMO Este trabalho tem como objetivo utilizar o telemonitoramento para analisar a qualidade do ar medicinal destinado aos pacientes e o funcionamento de centrais de ar medicinais on site de operação automática 24 horas por dia, 7 dias por semana, instaladas em diversos hospitais, em equipamentos instalados distantes da central de atendimento, fazendo com que um eventual problema o técnico seja avisado antes de comprometer a qualidade do ar e o fornecimento, empregando os parâmetros determinados pela NBR12.188. Utilizando a rede de telefonia celular com a tecnologia GSM enviando SMS ao técnico e a central de controle, permitindo também comandar remotamente os equipamentos com a possibilidade de solução de defeitos a distancia. PALAVRAS-CHAVE: Telemonitoramento, Telefonia celular, Rede GSM, SMS, NBR 12188. 878 ABSTRACT This work aims to use telemonitoring to analyze the quality of medical air for the patients and operation of central air medical automatic operation on site 24 hours a day, 7 days a week, working at various hospitals distant of the call center, making in a possible problem the technician is warned before it affects the air quality and the supply, using the parameters determined by NBR 12188. Using the cellular network with GSM technology by sending an SMS to the technician, and the control center, also allowing control devices remotely with the possibility of resolving defects in the distance. KEY WORDS: Telemonitoring, NBR 12188, cellular network, GSM, SMS. 879 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 14 2. OBJETIVO...... ................................................................................................................. 14 3. ESTRUTURA DO TRABALHO ..................................................................................... 15 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................... 15 4.1 Sistemas de Ar Medicinal Hospitalar ....................................................................... 16 4.1.1 Padrão de Qualidade do Ar..................................................................... 16 4.1.2 Sistema de Tratamento de Ar .................................................................. 17 4.1.3 Cálculo de Dimensionamento da Vazão .................................................. 20 4.1.4 Calculo de Dimensionamento Elétrico .................................................... 23 4.1.5 Dispositivos de Segurança de Uma Central de Ar e Suas Funções ......... 24 4.1.6 Secagem com Adsorção .......................................................................... 25 4.2 Aparelhos de Análise Contínua da Qualidade do Ar, Filtros e Equipamentos de Controle e Acionamento do Sistema ........................................................................................ 28 4.2.1 Central Telecomando GSM .................................................................... 28 4.2.2 Pressostato ............................................................................................... 29 4.2.3 Contador .................................................................................................. 30 4.2.4 Relé de Tempo ......................................................................................... 31 4.2.5 Analisador de Ponto de Orvalho .............................................................. 31 4.2.6 Analisador de CO2 .................................................................................. 32 4.2.7 Fonte de Alimentação ............................................................................. 33 4.2.8 Analisador de CO .................................................................................... 34 4.2.9 Controlador Novus N1100 ...................................................................... 34 4.2.10 Fonte de Alimentação .............................................................................. 35 4.3 Processamento e Transmissão de Dados .................................................................. 37 4.3.1 Tecnologia GSM ...................................................................................... 37 4.3.2 Tecnologia SMS ....................................................................................... 39 4.3.3 Princípio de Funcionamento .................................................................... 41 4.3.4 Análise de Falhas ...................................................................................... 42 5. IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA............................................................................... 43 5.1 Montagem do Protótipo ............................................................................................ 43 5.2 Instalação e Integração do Sistema ........................................................................... 45 5.3 Custo....... .................................................................................................................. 46 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................... 47 6.1 Vantagens do Projeto ................................................................................................ 47 6.2 Teste de Desempenho ............................................................................................... 48 7. PROPOSTA DE ACESSÓRIO DE REDUNDÂNCIA ................................................... 49 8. CONCLUSÃO .................................................................................................................. 50 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................. 51 LISTA DE FIGURAS Figura 01 - Esquemático do Sistema de secagem do Ar .......................................................... 17 Figura 02 - Esquema de Instalação de Ar Comprimido Medicinal. ......................................... 19 Figura 03 - Secadora de Ar ....................................................................................................... 25 Figura 04 - Fluxograma Operacional de um Sistema de Secadoras de Ar ............................... 27 Figura 05 - Equipamento de Telemetria ................................................................................... 29 Figura 06 - Pressostato ............................................................................................................. 30 Figura 07 - Contator ................................................................................................................. 30 Figura 08 - Rele Temporizador ................................................................................................ 31 Figura 09 - Analisador e Sensor de PO .................................................................................... 32 Figura 10 - Sensor de CO2 ....................................................................................................... 32 Figura 11 - Fonte de Alimentação ............................................................................................ 33 Figura 12 - Sensor de Monóxido de Carbono .......................................................................... 34 Figura 13 - Controlador Novus N1100 ..................................................................................... 35 Figura 14 - Fonte de Alimentação, Carregador de Baterias e Inversor (Nobreak) ................... 37 Figura 15 - Primeiros Aparelhos com a Tecnologia GSM (1991) ........................................... 39 Figura 16 - Esquema de Envio de SMS.................................................................................... 40 Figura 17 - Funcionamento do Sistema de Telemonitoramento............................................... 41 Figura 18 - Esquema Básico de ligação do Sistema de Telemonitoramento............................ 42 Figura 19 - Telas de Programação ............................................................................................ 44 Figura 20 - Cronograma de Implementação do Sistema .......................................................... 45 Figura 21 - Discadora Sinal ...................................................................................................... 49 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Fatores de Simultaneidade e Demanda por Postos de Utilização (%) por Área.....20 Tabela 2 – Cálculo de Consumo de Uma Unidade Hospitalar Selecionada.............................21 Tabela 3 – Determinação da Capacidade do Compressor.........................................................22 Tabela 4 – Complementação do Fluxograma da Secadora.......................................................28 Tabela 5 – Sinais Monitorados..................................................................................................42 Tabela 6 – Custo de Instalação do Telemonitoramento............................................................46 Tabela 7 – Custo de Deslocamento...........................................................................................48 Tabela 8 – Testes de Performance ...........................................................................................48 LISTA DE SIGLAS GSM Global System Mobile SMS Short Message Service NBR Norma Brasileira Regulamentadora RDC Resolução da Diretoria Colegiada CO Monóxido de Carbono CO2 Dióxido de Carbono PO Ponto de Orvalho 1. INTRODUÇÃO Este trabalho visa demonstrar a viabilidade do telemonitoramento de equipamentos à distância a baixo custo. Através da instalação de um painel elétrico no cliente que permite a aquisição de dados, onde uma central de gestão de pessoal é provida de informações e, consequentemente, é capaz de atuar sobre o equipamento de maneira a minimizar os impactos gerados por eventuais falhas no mesmo. Para efetuar um estudo de caso foi projetado a instalação em um equipamento medicinal instalado em cliente distante da base da empresa, utilizando o telemonitoramento recebendo a condição real da qualidade do ar enviado aos pacientes seguindo a NBR 12188 que rege o assunto, além do monitoramento será efetuado a adequação a NBR. Com a revolução industrial que se iniciou no Reino Unido no meado do século XVIII também conhecida como a primeira revolução o homem iniciou um processo continuo de melhora da qualidade e quantidade produzida deixando os produtos ser fabricados manufaturadamente e passando a ser fabricados em série com uma pessoa responsável por cada parte da fabricação e não da peça como um todo como eram construídos pelos artesões; com a popularização da eletricidade e do petróleo se obteve a chamada segunda revolução industrial passando além do motor a vapor que foi o ícone da revolução industrial outros tipos de motores a serem utilizados aumentando a autonomia e a variedade e a possibilidade de criar equipamentos; com o advento do silício temos a chamada terceira revolução industrial onde a informática e a telefonia estão em processo continuo e acelerado de transformação com isso barateando os custos e passando a ser acessível a população em geral. 2. OBJETIVO Com o projeto existe a possibilidade de controle de sistemas e equipamentos e receber o status do que esta ocorrendo em tempo real possibilitando a atuação a distancia com a total interação no sistema a ser controlado com total segurança sem a necessidade de um PC dedicado a isso ou internet, mas com um telefone pré-cadastrado existe a possibilidade de controle a distancia, permitindo com a flexibilidade do sistema a instalação muito ampla desde caixas de distribuidoras de energia e subestações subterrâneas até sistema de tratamento de ar hospitalar com a finalidade de manter a qualidade do ar fornecido aos pacientes 14 enviando uma mensagem ao técnico antes que os valores cheguem aos que foram determinados pela ANVISA. ESTRUTURA DO TRABALHO 3. O capítulo 4 mostra a fundamentação teórica do trabalho, incluindo automação propriamente dita, os instrumentos de análise da qualidade ar, transmissão de dados via celular utilizando SMS com tecnologia GSM utilizando a rede das operadoras e cálculos de dimensionamento do sistema. O capítulo 5 descreve todo o processo de implementação do sistema, com os custos de implementação, montagem do protótipo e a implementação do sistema propriamente dito. O capítulo 6 apresenta as considerações finais sobre o projeto com as vantagens, relação custo beneficio e os testes de performance do protótipo construído, onde são mostradas algumas rotinas em detalhes para melhor compreensão da especificação. Por fim é dado um exemplo prático de uso do sistema seguido das conclusões e comentários sobre a implementação. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4. Neste capitulo trataremos dos principais assuntos referidos ao projeto no auxilio da compreensão do mesmo, sendo divididos em subtópicos: Sistema de ar medicinal hospitalar Padrão de qualidade do ar. Sistema de tratamento de ar. Aparelhos de analise continua da qualidade do ar e equipamentos de controle e acionamento do sistema. Processamento e transmissão de dados via GSM e analise de falhas. 15 4.1 Sistemas de Ar Medicinal Hospitalar O uso do ar comprimido em hospitais é amplo e se dá, entre outras maneiras, no transporte de substâncias medicamentosas para pacientes por via respiratória, como fração gasosa na ventilação mecânica, na movimentação dos equipamentos, como agente de secagem e limpeza. O ar deve ter sua qualidade assegurada e ser isento de micro-organismos patogênicos, substâncias oleosas, água, poeira e outros elementos que não fazem parte da sua composição. Para que isso ocorra, é necessária a montagem correta e a manutenção adequada da central de ar comprimido, além de uma monitorização constante destes parâmetros. Na instalação básica, devem ser utilizados, no mínimo, dois compressores, um reservatório, um sistema de filtragem e desumidificação e um programa de manutenção preventiva adequada à central, à rede e aos dispositivos relativos ao processo [1]. 4.1.1 Padrão de Qualidade do Ar O trabalho se baseia nas duas normas principais que regem o ambiente hospitalar a NBR 12188 e a RDC 50 que tem como o pilar de sua sustentação a NBR que indica a qualidade do ar medicinal de fornecimento primário fornecido aos pacientes deve respeitar as seguintes características indicados no item 4.4.4 da NBR 12188: N 2 : balanço; O 2 : 19,5% a 23,5% v/v de oxigênio; CO: 5 ppm máx. v/v; CO 2 : 300 ppm máx. v/v; SO 2:1 ppm máx. v/v; NOx: 2 ppm máx. v/v; Óleos e partículas sólidas: 0,1 mg/m³ máx. v/v; Vapor de água: 67 ppm máx. v/v(Ponto de orvalho -45º, referindo a pressão atmosférica). Todo o equipamento deve ser construído segundo o conceito fail-safe (segurança contra falha), com o bloqueio da operação do equipamento em caso de algum parâmetro sair da especificação de acordo com o item 4.5.4. 16 Onde: Ponto de orvalho designa a temperatura à qual o vapor de água presente no ar ambiente passa ao estado líquido na forma de pequenas gotas por via da condensação, o chamado orvalho. É o ponto onde ocorre a saturação do ar pelo decréscimo de temperatura, reduzindo, assim, a capacidade do ar atmosférico para conter o vapor d’água. O ar presente no ambiente é composto por vários tipos de gases, partículas em suspensão e também água no estado gasoso. A quantidade de água que um metro cúbico de ar contém define a umidade absoluta. Se for introduzida umidade numa determinada massa de ar a sua umidade absoluta vai aumentando. CO e o CO2- Se tratando de monóxido de carbono e dióxido de carbono, são nocivos a saúde quando ingeridos em concentrações altas, trazendo diversos males dentre eles a embolia pulmonar. 4.1.2 Sistema de Tratamento de Ar Seguindo as normas NBR 12188 e RDC 50, em caso de utilização de compressores lubrificados a óleo, é necessário um sistema de tratamento para retirada do óleo, e de odores do ar comprimido. Figura 1- Esquemático do Sistema de secagem do Ar A central de suprimento deve conter no mínimo um compressor e um suprimento reserva com outros compressores, secador de ar e filtros equivalentes ao primeiro, ou cilindros. No caso de central com suprimento reserva de compressores, cada compressor deve 17 ter capacidade de 100% do consumo máximo provável com possibilidade de funcionar automaticamente ou manualmente, de forma alternada ou em paralelo em caso de emergência. Pressupõe, portanto, a existência de suprimento de energia elétrica de emergência. No caso de central de suprimento reserva de cilindros, devem ser instalados no mínimo dois cilindros, e seu dimensionamento é função do consumo e frequência do fornecimento. A sucção dos compressores de ar medicinal deve estar localizada do lado de fora da edificação, captando ar atmosférico livre de qualquer contaminação proveniente de sistema de exaustão, tais como fornos, motores de combustão, descarga de vácuo hospitalar, remoção de resíduos, etc. O ponto de captação de ar deve estar localizado a uma distância mínima de 3 metros de qualquer porta, janela entrada de edificação ou outro ponto de acesso. O ponto de captação de ar deve também, localizado a uma distância mínima de 16 metros de qualquer exaustão de ventilação, descarga de bomba vácuo ou exaustão de banheiro, mantendo ainda uma distância de 6 metros acima do solo. A extremidade do local de entrada de ar deve ser protegida por tela e voltada para baixo. Um dispositivo automático deve ser instalado de forma a evitar o fluxo reverso através dos compressores fora de serviço. O ar comprimido medicinal é obtido a partir da seguinte mistura: Oxigênio (21%) e nitrogênio líquido (79%). Com os valores estipulados pela norma é necessária a criação de um sistema de tratamento de ar, onde o sistema de uma forma geral funciona da seguinte forma: Dois compressores de ar onde cada um tem o sistema de tratamento com 05 (cinco) modelos de filtros diferentes onde se retira partículas solidas, óleo, umidade, odor e bacteriológico um sistema de secadores de ar por adsorção, pois com este sistema se obtém um ponto de orvalho mais baixo diferente do sistema de secador por refrigeração onde o P.O. se obtém um valor mínimo de 3º,bem distante do -45º exigido por norma, cada compressor tem o seu sistema de tratamento diferenciado com a capacidade de fornecimento de 100% do hospital[3]. 18 Ar Ambiente Filtro de aspiração Reservatório de ar Compressor de ar Conjunto de filtros Sistema de regulação de pressão Secador por absorção Serviço de saúde Ponto de tomada de analise. Figura 2 - Esquema de Instalação de Ar Comprimido Medicinal. Com a possibilidade de receber os dados reais da qualidade do ar, ajustando os equipamentos de controle acima do limite estipulado pela norma, poderemos deslocar um técnico para atender o hospital, antes que a qualidade do ar cheguem a valores fora do padrão estipulado pela ANVISA com a possibilidade de manutenção a distancia desligando ou "resetando" parte do sistema para a solução do problema. Além da possibilidade da manutenção do equipamento e manter a qualidade do ar existe com a analise dos dados recebidos via SMS se tem a prova da qualidade do serviço que o técnico emprega nos equipamentos é verificado em tempo real mesmo que a distancia temse o conhecimento da qualidade dos serviços empregados, devido à reincidência de corretivas ou o desgaste natural do equipamento, picos de consumo etc.. Determinadas aplicações de ar comprimido requerem um teor de umidade muito baixo (ponto de orvalho negativo entre –5 a – 70°C aproximadamente), não sendo atendidos pelos sistemas de secagem por refrigeração (ponto de orvalho +3°C). Neste caso deveremos utilizar o secador que opera pelo princípio da adsorção. A adsorção é um processo físico que leva à fixação de certas moléculas de gás (no nosso caso o vapor d'água) na superfície de produtos sólidos chamados materiais de adsorção, adsorventes ou adsorvedores. Este processo é de elevado rendimento, visto que os materiais de adsorção são facilmente regenerados depois de alcançada sua saturação (a quente ou a frio)[2]. 19 4.1.3 Cálculo de Dimensionamento da Vazão Como subsidio para os cálculos de dimensionamento de um sistema de tratamento de ar, serão apresentadas abaixo as tabelas para o cálculo de dimensionamento de um sistema para um hospital tanto de vazão do ar quanto o dimensionamento elétrico do sistema. Fator de simultaneidade: Percentual médio em relação à quantidade total de postos em um determinado local de uma área de um serviço de saúde, conforme ilustrado na tabela abaixo [4]. Tabela 1 - Fatores de Simultaneidade e Demanda por Postos de Utilização (%) por Área FATOR DE LOCAL SIMULTANEIDADE AR MEDICINAL Sala de inalação 100 Consultório de Odontologia 100 Sala de suturas e curativos - Sala de isolamento de emergência 15 Sala de observação de emergência 15 Sala de procedimentos invasivos da emergência 80 Sala de emergência 80 Quarto/enfermaria de geriatria 15 Quarto/enfermaria de obstetrícia 10 Quarto/enfermaria de cardiologia 15 Quarto/enfermaria de oncologia 15 Quarto/enfermaria de pneumologia 25 Quarto/enfermaria das demais especialidades 10 Sala de exames e curativos internação 10 Sala de exames e curativos 50 queimados/balneoterapia Área de cuidados e higienização de RN 10 20 Berçário de cuidados intermediários 10 Berçário de cuidados intensivos UTI neonatal 80 Quarto/área coletiva de UTI 80 Sala de raios- X intervencionista 25 Sala de raios- X em geral - Sala hemodinâmica 25 Sala de exames de tomografia, RMN. 60 Sala de ultrassonografia - Sala de exames de medicina nuclear - Sala de exames endoscópicos 10 Sala de indução e recuperação pós-anestésica 70 Sala de preparo anestésico - Sala de cirurgia 100 Sala pré-parto 100 Sala de parto 100 Sala de aplicação de quimioterápicos 10 Tabela 2 – Calculo de Consumo de uma Unidade Hospitalar Selecionada Demanda Qtde Demanda Postos m³/h. Centro Cirúrgico 4 2,40 9,6 Exames Complementares, Centro de diagnósticos. 2 2,40 0,48 Laboratório, patologia 2 1,20 1,44 Apartamento e enfermaria adulto 2 1,20 0,36 Ortopedia, salas de gesso, traumatologia 2 2,40 0,72 pediatria 2 2,40 0,72 Pronto Socorro (consultórios) 2 1,20 1,92 AMBIENTE/SETOR Real m3/h Apartamento e enfermaria pediátrica, consultório 21 Radiologia 2 1,20 1,44 Berçário 2 1,20 0,24 Ressonância 1 1,20 0,72 Sala de Observação 1 1,20 0,18 Sala de Partos 2 1,20 1,44 Sala de Reanimação, pós- operatório, RPO 1 1,20 0,72 Tomografia 1 1,20 0,72 UTI coronária 2 1,20 1,44 Urgências (Pequenas Cirurgias), Emergências 4 2,40 1,44 UTI Adulto 2 3,60 5,76 UTI Neonatal 2 3,60 5,76 Consultório de odontologia 2 3,60 7,2 Posto de inalação 2 1,20 2,4 40 37,20 44,70 TOTAL RESULTADO CMP - Consumo Máximo Provável (m3/h) CAPACIDADE DO COMPRESSOR A SER 45 m³/h UTILIZADO Tabela 3 – Determinação da Capacidade do Compressor CMP DE 28 m³/h 45m³/h 60m³/h 90m³/h 140m³/h 180m³/h AR (M³/H) 01 a 37 38 a 50 51 a 70 71 a 104 105 a 148 149 a 218 X X X X X X 22 Neste estudo de capacidade e em conformidade com a norma NBR 12.188 é para aplicação com dois compressores em linha baseado nos cálculos acima encontramos: 02 motores compressores de 7,5 CV ( SCHULZ SRP 3008 – 10 Bar) com vazão 46 nm³/h. 4.1.4 Cálculo de Dimensionamento Elétrico Cálculo das contatoras e cabos para o acionamento de cada compressor Compressor ( partida direta) Potência 5600W Tensão 220V I(K1)≥ In; K1 = 32A / 220V Corrente 25.45A Disjuntor C1/C2 ≥ 25,45A Cabos PP de 4 x 4,0 mm² (28A) Cálculo dos cabos para o módulo e disjuntor geral, incluindo cargas de 1 lâmpada de 2 x 40 W fluorescente e 10 solenoides de 60 VA, cos 0,9 + 2 programadores e contatores ± 120 VA. Lâmpada: 44,45 VA x 02 = 89 VA Cabos de 1,0 mm² (12A) para as lâmpadas Solenoide: 60 VA x 10 = 600 VA Cabos de 1,0 mm² (12A) para os Solenoides Prog e Contac: 120 VA x 2 = 240 VA Cabos de 1,5 mm² (15A) para os programadores Cálculo dos Cabos de alimentação do Nobreak Nobreak 600VA Cabos de 1,0 mm² (12A) para os Solenoides Cálculo do Disjuntor Geral P= V * I I = 12577,5/ 220 = 57.17 A Cabos do Disjuntor Geral = 16 mm² ( 60A) Disjuntor Geral Trifásico ≥ 56,23A ( Valor comercial imediatamente acima). 23 4.1.5 Dispositivos de Segurança de uma Central de Ar e sua Funções. Em uma central de ar comprimido, existem vários dispositivos de controle de segurança: pressostato, válvula de segurança, alarme de baixa e alta pressão, pré-filtro, desumidificador e filtros. • Pressostato — é responsável por ligar e desligar o compressor, acionado e desacionado quando a pressão no interior do reservatório atinge o valor crítico inferior e superior, respectivamente; • Válvula de segurança — trata-se de um dispositivo que deve ser instalado no reservatório central de ar comprimido. Esta válvula se abre em determinado valor de pressão (pressão de abertura), maior que o regulado para o desacionamento através do pressostato. Devido à abertura, o dispositivo permite o fluxo de ar do reservatório para o ambiente até que a pressão em seu interior atinja valor menor do que a pressão de abertura. A partir deste ponto, a válvula se fecha automaticamente. É aconselhável a instalação de um alarme simultaneamente à abertura da válvula, para indicar um possível erro de funcionamento no controle do sistema. • Alarme de baixa e alta pressão — este é outro dispositivo de segurança que alerta para a manutenção em caso de algum defeito na central. Este alarme é acionado quando a pressão do reservatório está menor do que o valor crítico inferior. Isso pode indicar duas situações: o pressostato não enviou sinal para acionar o compressor ou há problemas no acionamento do mesmo, devido a falhas na alimentação elétrica, no motor, na transmissão motor-compressor, ou no próprio compressor; • Pré-filtro — este dispositivo é colocado no ponto de admissão de ar do compressor com a função de promover o primeiro ataque aos agentes contaminantes da atmosfera; • Desumidificador — A função do desumidificador é retirar a água contida no ar. Ele é instalado após o reservatório, podendo ser mecânico (pela ação da filtragem da água), químico ou por processo de refrigeração; • Filtros — Um sistema de filtragem adequado para o ar comprimido medicinal é aquele que é capaz de reter micro-organismos de tamanho maior ou igual a 0,3µ — condição normatizada para a obtenção do ar filtrado estéril. 24 Os filtros com esta característica são denominados absolutos, e podem ser instalados logo após o desumidificador, ou em locais onde se exige ar de melhor qualidade (como é o caso das unidades hospitalares críticas)[1]. 4.1.6 Secagem com Adsorção Com relação ao ar comprimido, o sistema de adsorção permite eliminar radicalmente o vapor d'água presente na mistura. Com este sistema é possível atualmente obter pontos de orvalho próximos de -100°C. Os adsorventes são produtos extremamente porosos, sendo comum possuírem superfícies específicas de 500 a 1.000 m² por grama. E é esta imensa superfície que cria a condição essencial ao fenômeno de adsorção (que é comparável ao conhecido fenômeno da condensação) e que vem a ser, em ultima análise, um fenômeno de superfície. A regeneração (também chamada de reativação) dos materiais de adsorção é a eliminação ou evaporação da água que os mesmos adsorveram do ar comprimido. Esta regeneração pode ser realizada através da "lavagem" do material de adsorção saturado e seus respectivos secadores, sendo estes aplicados em suas referidas aplicações com ar comprimido seco e aquecido, ou com ar frio e seco pressurizado. Diversas configurações de filtros acoplados ao secador garantem um tratamento completo do ar comprimido (remoção de água / óleo e partículas sólidas) e remoção de odores, vírus e bactérias. Construído de acordo com a norma ASME sec. VIII- div. 1 / NR 13 obedecendo aos critérios em curso. Os secadores possuem suas particularidades de fabricação com os seguintes materiais de adsorção: sílica gel modificada, alumina ativada ou peneira. Figura 3 – Secadora de Ar 25 O princípio de funcionamento e como opera o secador por adsorção estão descritos abaixo: Ciclo de operação: O ar comprimido passa por 3 etapas distintas durante o processo de secagem e filtração : • Em primeiro lugar passa por um filtro coalescente para a remoção do óleo e água condensada provenientes do compressor. Este filtro remove também as partículas sólidas (ferrugem/corrosão) arrastadas da tubulação pelo ar comprimido com uma eficiência de até 99,999%. Opcionalmente o secador é fornecido com um separador de condensado na entrada (caso o compressor seja isento de óleo). • Em seguida o ar comprimido passa por uma das colunas de adsorção, onde o vapor d'água é retirado por adsorção (ao mesmo tempo a outra coluna é reativada) até os valores de projeto. • Na ultima etapa o ar comprimido já seco passa por um filtro de saída que remove eventuais partículas sólidas provenientes do material de absorção. Ciclo de reativação: Para a recuperação da coluna de adsorção que está saturada, utilizamos uma pequena porcentagem de ar seco que é aquecido. • Para esta reativação (também conhecida como recuperação ou regeneração) do material de adsorção, utilizamos cerca de 5-15% (dependendo do modelo e do ponto de orvalho) do ar comprimido seco e filtrado que, ao sair do secador, é desviado para uma linha secundária passando pelo aquecedor e a seguir atravessa a coluna de adsorção que está saturada em contra fluxo, removendo assim a umidade, que então é eliminada para a atmosfera. • Esta reativação confere aos materiais de adsorção uma levada vida útil (2 a 6 anos operação aproximadamente). Pré e pós-filtragem: O complemento indispensável para o secador Pré-filtro: o filtro de entrada (do tipo coalescente) garante a remoção da água condensada e do óleo do fluxo do ar comprimido, garantindo assim um perfeito desempenho das colunas de adsorção. Em casos de elevada contaminação de óleo, recomendamos a instalação de 2 filtros de entrada para garantir um ar isento de óleo. Pós-filtro: o filtro de saída (do tipo papel ou sintetizado) garante que as eventuais partículas de material de adsorção desprendidas não sejam carregadas para a instalação, evitando assim que a sua abrasividade possa comprometer o funcionamento dos componentes pneumáticos do sistema. 26 Acessórios: Indicador visual de saturação do elemento filtrante ou manômetro diferencial de pressão, dreno manual ou automático (tipo boia ou eletrônico temporizado). Opcionais: Filtro de carvão ativo para remoção de odores de óleo e hidrocarbonetos (aplicações alimentícias), filtro esterilizante para remoção de vírus e bactérias (aplicações farmacêuticas). Dependendo da configuração de filtros utilizada é possível a remoção de óleo/água condensada até 0,008 ppm e particulados até 0,01 mícron, além da remoção de odores de óleo, vírus e bactérias[2]. Abaixo seguem o fluxograma operacional de um sistema de secadoras de ar e a tabela explicativa do mesmo. 2 Ar SECO 3 9 7 6 5 5 4 AR ÚMIDO 1 Figura 4 - Fluxograma Operacional de um Sistema de Secadoras de Ar 27 Tabela 4 – Complementação do Fluxograma da Secadora. 1 Entrada ar comprimido ( vem do filtro de entrada ) 2 Saída de ar comprimido ( vai para o filtro de saída ) 3 Válvula direcional tipo solenoide/retenção – entrada /saída ar comprimido 4 Válvula solenoide – saída ar comprimido purga 5 Silenciador – purga de ar de regeneração 6 Coluna de adsorção direita 7 Coluna de adsorção esquerda 8 Válvula de regulagem de vazão de ar de regeneração 4.2 Aparelhos de Análise Contínua da Qualidade do Ar, Filtros e Equipamentos de Controle e Acionamento do Sistema Por determinação da NBR 12188 item 4.5.3 é necessário o monitoramento continuo do ar para que o sistema desligue quando os valores chegarem ao limite estabelecido pela norma. 4.2.1 Central Telecomando GSM Opera como anunciador de alarmes, controle de nível, acionamento de equipamentos remotos, sinalização de estados de funcionamentos de máquinas e equipamentos, dentre outras aplicações, envia e recebe SMS. Continuamente as unidades de telecomando verificam suas entradas e quando há alteração nas mesmas enviam mensagem SMS para a outra unidade programada acionando ou desacionando a saída especificada. Também é possível configurar as saídas para serem acionadas através de uma mensagem de texto enviada através de telefone celular ou configurar as entradas para enviar uma mensagem de texto para algum telefone específico na ocorrência de alguma alteração no seu estado[6]. 28 Especificações técnicas do equipamento telecomando GSM: Tecnologia GSM Quadri Band; Comunicação bidirecional permite acionamento e sinalizações em qualquer unidade; Permite envio de SMS’s para até três números cadastrados, criando topologias ponto a ponto e ponto multi ponto; Oito entradas digitais e oito saídas à relé; Envia SMS para todo Telecomando realizando acionamentos ou para qualquer telefone celular; Recebe SMS para ligar/desligar as saídas; Não necessita de infraestrutura para antenas como postes, torres, e apontamento de antenas; Com o uso de planos corporativos das operadoras de telefonia celular o envio de SMS fica bem satisfatório; Programação através do Infisoft; - Hardware desenvolvido para diversas aplicações; Figura 5 - Equipamento de Telemetria 4.2.2 Pressostato Pressostato é um instrumento de medição de pressão utilizado como componente do sistema de proteção de equipamento ou processos industriais. Sua função básica é de proteger a integridade de equipamentos contra sobre pressão ou subpressão aplicada aos mesmos durante o seu funcionamento. É constituído em geral por um sensor, um mecanismo de ajuste 29 de set-point e uma chave de duas posições (aberto ou fechado). Como mecanismo de ajuste de set-point utiliza-se na maioria das aplicações uma mola com faixa de ajuste selecionada conforme pressão de trabalho e ajuste, e em oposição à pressão aplicada. O mecanismo de mudança de estado mais utilizado é o micro interruptor, podendo ser utilizado também ampola de vidro com mercúrio fechando ou abrindo o contato que pode ser do tipo normal aberto ou normal fechado[7]. Figura 6 - Pressostato 4.2.3 Contatora Contator é um dispositivo eletromecânico que a partir de um circuito de comando efetua o controle de cargas num circuito de potência. Essas cargas podem ser de qualquer tipo, desde tensões diferentes do circuito de comando, até conter múltiplas fases respeitando as características do fabricante. Contatora AC para manobra de motores É constituído por uma bobina que produz um campo magnético que conjuntamente a uma parte fixa proporciona movimento a um eixo. Este move os contatos associados que podem estar abertos e fecha-los, os que estão fechados, abri-los. Estes contatos podem ser de dois tipos, os de potência ou auxiliares [8]. Figura 7 – Contator 30 4.2.4 Relé de Tempo O relé temporizado é usado para provocar uma ação atrasada por um breve período após outra ação. Não se deve confundir relé temporizado termal com temporizadores, contadores e programadores de altíssima precisão. Os relés temporizados são similares aos outros relés de controle em que eles usam uma bobina para controlar a operação dos contatos. A diferença entre um relé de controle e um relé de atraso é que os contatos do relé temporizado demoram um determinado tempo ajustável para alterar seus contatos quando a bobina é energizada ou desenergizada. Os relés temporizados ou relés de atraso de tempo podem ser classificados em relé de on-delay ou de off-delay. On-delay - Quando a bobina de um relé temporizado on-delay é energizada, os contatos mudam os estados depois de um tempo pré-determinado. Off-delay - Quando a bobina de um relé temporizado off-delay é energizada, os contatos mudam imediatamente os estados e depois de um tempo pré determinado voltam para a posição original [9]. Figura 8 - Rele Temporizador 4.2.5 Analisador Ponto de Orvalho O GR-DEW é um analisador de umidade baseado nas leis da termodinâmica e psicrometria. A quantidade e a pressão do vapor de água no ambiente analisado são calculadas por um micro controlador com um conversor analógico digital, fazendo a leitura dos sensores de temperatura e umidade relativa, em seguida apresenta o valor do ponto de orvalho e visualiza graficamente a sua variação das últimas duas horas num histograma [10]. Sensor de umidade relativa tipo capacitivo. 31 Sensor de temperatura de precisão Pressão máxima de operação: 300 Bar Faixa de temperatura para operação: 0 a 40ºC Faixa de leitura do ponto de orvalho: -99 a +20ºCpo Precisão da leitura:+/-2°Cpo a -45°Cpo referido à pressão atmosférica. Resolução: 1ºCpo Conexão para o ar comprimido: porca e bico para mangueira Saída de corrente 4-20mA configurável, RL < 500R Dupla saída de alarme: alto e baixo opcionais Alimentação: 110/220VAC +/- 10%. Figura 9 - Analisador e Sensor de PO 4.2.6 Analisador de CO2 O GuardCard oferece amostragem contínua com qualidade próxima à de analisador e mede concentrações de gás CO2. Empregando componentes eletrônicos e ópticos semelhantes ao Guardian Plus e apropriado para uma grande variedade de aplicações, estes sensores de gás podem detectar concentrações de gás CO2 de 0 – 3000ppm a 0 – 100%[11]. Figura 10 - Sensor de CO2 32 4.2.7 Fonte de Alimentação Uma fonte de alimentação é um aparelho ou dispositivo eletrônico constituído por 4 blocos de componentes elétricos: um transformador de força (que aumenta ou reduz a tensão), um circuito retificador, um filtro capacitivo e/ou indutivo e um regulador de tensão. Uma fonte de alimentação é usada para transformar a energia elétrica sob a forma de corrente alternada (CA) da rede em uma energia elétrica de corrente contínua, mais adequada para alimentar cargas que precisem de energia CC. Numa fonte de alimentação do tipo linear, a tensão alternada da rede elétrica é aumentada ou reduzida por um transformador, retificada por diodos ou ponte de diodos retificadores para que somente os ciclos positivos ou os negativos possam ser usados, a seguir estes são filtrados para reduzir o ripple (ondulação) e finalmente regulados pelo circuito regulador de tensão. Outro tipo de fonte de alimentação é a chamada fonte chaveada, onde se alimenta com tensão CA uma etapa retificadora (de alta ou baixa tensão), filtra-se através de capacitores e a tensão resultante é "chaveada" ou comutada (transformada em tensão CA de alta frequência) utilizando-se transistores de potência. Essa energia "chaveada" é passada por um transformador (para elevar ou reduzir a tensão) e finalmente retificada e filtrada. A regulação ocorre devido a um circuito de controle com realimentação que de acordo com a tensão de saída altera o ciclo de condução do sinal de chaveamento, ajustando a tensão de saída para um valor desejado e pré-definido. A vantagem é que o rendimento de potência é maior e a perda por geração de calor bem menor do que nas fontes lineares. Além disso, necessita de transformadores menores e mais leves. A desvantagem é a emissão de ruídos e radiação de alta frequência devido à alta frequência de chaveamento [12]. Figura 11- Fonte de Alimentação 33 4.2.8 Analisador de Monóxido de Carbono São instalados devido à possibilidade de emanação de monóxido de carbono (CO) devido ao grande risco de asfixia por ser este um gás inodoro e invisível permitindo a analise constante. [13]. Figura 12 - Sensor de Monóxido de Carbono 4.2.9 Controlador Novus N 1100 Entrada universal: J, K, T, N, R, S, Pt100, 4-20 mA, 0-50 mV, 0-5 Vcc sem alterar hardware. Saída de controle: relé SPST 3 A / 250 Vca, mais saída programável linear 4 20 mA ou pulso lógico para relés de estado sólido. Saídas para aquecimento ou refrigeração (modelo HC). Alarmes: 2 relés SPST 3 A / 250 Vca (se saída de controle for 4-20 mA ou pulso lógico para relés de estado sólido). Até 2 alarmes temporizados de 0 a 6500 s. Resolução na medida: 12000 níveis Alimentação: 100-240 Vca/cc Retransmissão da PV ou SP em 4 a 20 mA. Função Automático/Manual "bumpless". Entrada de SetPoint Remoto (4 a 20 mA) Soft start programável (0 a 9999 seg.) 34 Rampas e Patamares: 7 programas de 7 segmentos cada, podendo ser concatenados para formar um programa de até 49 segmentos. A todos os segmentos podem ser associados eventos. Auto sintonia dos parâmetros PID. Teclas em silicone Painel frontal: IP65, Policarbonato UL94 V-2. Caixa: IP20, ABS + PC UL94 V-0. Formato 48 x 48 x 110 mm. Opcionais: Alimentação: 24 Vcc/ca. Terceiro relé (SPDT) ou I/O digital. Comunicação Serial RS-485, protocolo MODBUS-RTU. Detector de resistência aberta (não disponível na versão N1100-HC). Figura 13 - Controlador Novus N1100 4.2.10 Fonte de Alimentação, Carregador de Baterias e Inversor (Nobreak) Três em um, Fonte de alimentação 24Vcc, Carregador de baterias seladas em serie de 12Vcc / 7Ah com sistema de flutuação de carga e inversor de tensão nobreak com uma saída 110/220Vac. Na falta de energia a inversão da tensão é amortecida em 20ms através do circuito intermediário utilizando as baterias de 24V CC/AC 110/220V. As construções elétricas e mecânicas foram desenvolvidas de forma a garantir a isolação por utilizar uma caixa de metal robusta[15]. 35 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS Fonte Alimentação: Tensão de entrada: 110/220V AC -60 Hz Frequência de rede: 60 Hz Tensão de saída: 24 Vcc Corrente de saída: 3 A Construção: Caixa em Alumínio Conexão: Terminais Led de indicação de energizado Regulação: Menor que 1% Proteção: Na saída contra curto circuito e sobre Corrente Nobreak 600VA, Inversor e Carregador de Baterias: Tensão de entrada: 115/220 v ac - 60 Hz - Bivolt Tensão de saída: 115 V Estabilizador interno Número de fase: Bifásico Frequência de rede: 60Hz Flutuante em carga de baterias Controle de recarga de baterias automática Tensão de flutuantes e equalização ajustáveis Forma de onda na saída: sensorial por aproximação Tempo de comutação: Menor que 1,0 ms Duas baterias seladas: 12 VDC / 7 Ah Autonomia: 60 minutos Recarga automática das baterias Partida pela bateria Led indica: modo rede, modo bateria, final de autonomia, carga baixa Alarme visual: para queda de rede elétrica e final de tempo de autonomia Proteção: contra sub/sobretensão de rede; contra sobrecarga e contra curto; e contra descarga total da bateria IP 20 36 Figura 14 - Fonte de Alimentação, Carregador de Baterias e Inversor (Nobreak) 4.3 Processamento e Transmissão de Dados Todos os dados serão recebidos de falha dos equipamentos serão enviados eletricamente a um Telecomando GSM da Infinum que já pré-programado enviará os SMS aos telefones cadastrados informando em tempo real a condição do sistema, utilizando a rede GSM, permitindo ao técnico tomar as devidas providencias dependendo do defeito do equipamento a manutenção a distancia, o desligamento parcial do equipamento ou o deslocamento ao local para a resolução do problema. 4.3.1 Tecnologia GSM Global System for Mobile Communications, ou Sistema Global para Comunicações Móveis (GSM: originalmente, Groupe Special Mobile) é uma tecnologia móvel e o padrão mais popular para telefones celulares do mundo. Telefones GSM são usados por mais de um bilhão de pessoas em mais de 200 países. A onipresença do sistema GSM faz com que o roaming internacional seja muito comum através de "acordos de roaming" entre operadoras de telefonia móvel. O GSM diferencia-se muito de seus antecessores sendo que o sinal e os canais de voz são digitais, o que significa que o GSM é visto como um sistema de telefone celular de segunda geração (2G). Este fato também significa que a comunicação de dados foi acoplada ao sistema logo no início. O GSM é um padrão aberto desenvolvido pela 3GPP. O GSM possui uma série de características que o distinguem dentro do universo das comunicações móveis. Nascido nos anos 80 e fruto de uma cooperação sem precedentes dentro da Europa, o sistema partilha elementos comuns com outras tecnologias utilizadas em 37 telemóveis, como a transmissão ser feita de forma digital e a utilizar células (como funciona um telemóvel). Este artigo irá apresentar as características fundamentais do sistema, assim como as suas capacidades. Do ponto de vista do consumidor, a vantagem-chave do GSM são os serviços novos com baixos custos. Por exemplo, a troca de mensagens de texto foi originalmente desenvolvida para o GSM. A vantagem para as operadoras tem sido o baixo custo de infraestrutura causada por competição aberta. A principal desvantagem é que o sistema GSM é baseado na rede TDMA, que é considerada menos avançada que a concorrente CDMA. A performance dos celulares é muito similar, mas apesar disso o sistema GSM tem mantido compatibilidade com os telefones GSM originais. No mesmo tempo, o sistema GSM continua a desenvolver-se com o lançamento do sistema GPRS. Além disso, a transmissão de dados em alta velocidade foi adicionada no novo esquema de modulação EDGE. A versão de 1999 do padrão introduziu índices relativamente altos de transmissão de dados, e é normalmente referida como 3G. O sistema GSM 900 utiliza dois conjuntos de frequências na banda dos 900 MHz: o primeiro nos 890-915MHz, utilizado para as transmissões do terminal, e o segundo nos 935960MHZ, para as transmissões da rede. O método utilizado pelo GSM para gerir as frequências é uma combinação de duas tecnologias: o TDMA (Time Division Multiple Access) e o FDMA (Frequency Division Multiple Access). O FDMA divide os 25 MHz disponíveis de frequência em 124 canais com uma largura de 200 kHz e uma capacidade de transmissão de dados na ordem dos 270 Kbps. Uma ou mais destas frequências é atribuída a cada estação-base e dividida novamente, em termos de tempo, utilizando o TDMA, em oito espaços de tempo (timeslots). O terminal utiliza um timeslot para recepção e outro para emissão. Eles encontram-se separados temporalmente para que o telemóvel não se encontre a receber e transmitir ao mesmo tempo. Esta divisão de tempo também é chamada de full rate. As redes também podem dividir as frequências em 16 espaços, processo designado como half-rate, mas a qualidade da transmissão é inferior. A voz é codificada de uma forma complexa, de forma que erros na transmissão possam ser detectados e corrigidos. Em seguida, a codificação digital da voz é enviada nos timeslots, cada um com uma duração de 577 milisegundos e uma capacidade de 116 bits codificados. Cada terminal deve possuir uma agilidade de frequência, podendo deslocar-se 38 entre os timeslots utilizados para envio, recepção e controle dentro de um frame completo. Ao mesmo tempo, um telemóvel verifica outros canais para determinar se o sinal é mais forte e mandar a transmissão para eles, caso a resposta seja afirmativa [16]. Figura 15 - Primeiros Aparelhos com a Tecnologia GSM (1991) 4.3.2 Tecnologia SMS SMS, em inglês, é a sigla de serviço de mensagens curtas. Basicamente, é um método de comunicação que envia texto entre telefones celulares, ou de um PC ou palmtop para um celular. Quando finalmente nos acostumamos a ver todo mundo falando o tempo inteiro em telefones celulares, parece que as pessoas decidiram parar de falar. Agora, elas ficam digitando nos teclados, usando os celulares para enviar mensagens: os torpedos. O SMS, ou mensagem de texto, trocou as conversas de telefone por uma nova geração de usuários: os "torpedeiros". Princípio Básico de Funcionamento Mesmo quando você não está falando ao celular, ele continua enviando e recebendo informações constantemente. Ele está falando com a torre celular por um caminho chamado canal de controle. O motivo deste bate-papo é manter o sistema de telefonia celular ciente de qual célula o telefone faz parte e serve também para que o telefone possa mudar de células conforme o usuário vai para outros lugares. Então, de vez em quando, o telefone e a torre trocam um pacote de dados para que ambos saibam que está tudo bem. Além disso, o telefone também usa o canal de controle para configurar chamadas. Quando uma pessoa tenta ligar para outra, a torre envia uma mensagem para o telefone pelo 39 canal de controle, mandando-o tocar o tom de que está recebendo uma chamada e também dá um par de frequências de canal de voz para o telefone usar naquela chamada. Além de tudo isso, é o canal de controle que fornece um caminho para as mensagens SMS também. Assim, quando um amigo lhe envia um torpedo, a mensagem passa pelo Centro de SMS, vai para a torre e a torre envia a mensagem ao seu telefone na forma de um pequeno pacote de dados no canal de controle. Da mesma forma, quando você envia uma mensagem, o seu telefone a envia para a torre no canal de controle, de onde ela segue para o Centro de SMS e é redirecionada para o destinatário. Figura 16 - Esquema de Envio de SMS Existem diversos benefícios na utilização de mensagens de texto via SMS como canal de comunicação no setor de tecnologia como automação de processos, alertas de monitoramento, releases de versões de sistema e etc. Através dos aplicativos inteligentes e a plataforma mais moderna do mundo de mobilidade sua empresa pode melhorar significativamente a comunicação, funcionalidades dos seus sistemas, processos administrativos, sinergia com seus funcionários, parceiros, fornecedores e clientes. Abaixo se encontram algumas aplicabilidades e sugestões específicas para o segmento de tecnologia que desenvolvemos a partir de estudos de caso já realizados [17]. Aplicabilidades do SMS no setor de tecnologia: Monitoramento e alertas via SMS de sistemas ERP, CRM, BI, Supply Chain e etc. 40 Alertas e monitoramento via SMS de IP, websites, e-commerce e sistemas web em geral. Alertas aos clientes de processos de gestão empresarial através de integração via SMS Monitoramento via SMS de redes e equipamentos de hardware Avisos via SMS de releases de novas versões, service packs e novos sistemas Automação de suporte técnico e call center com confirmação de respostas via SMS OTP (envio de password/senha) via SMS para validação de login e acesso a sistemas locais e web Lembretes de cobrança bancária e atrasos de pagamento via SMS Comunicação com o público-alvo através de campanhas de SMS Marketing 4.3.3 Principio de Funcionamento Continuamente as unidades de telecomando verificam suas entradas e quando há alteração nas mesmas enviam uma mensagem SMS é possível configurar as saídas para serem acionadas através de uma mensagem de texto enviada através de telefone celular ou configurar as entradas para enviar uma mensagem de texto para algum telefone específico na ocorrência de alguma alteração no seu estado. Figura 17 – Funcionamento do Sistema de Telemonitoramento 41 Figura 18 - Esquema Básico de ligação do Sistema de Telemonitoramento 4.3.4 Análise de Falhas Com a implementação do sistema, tem-se o controle a distancia das principais falhas dos equipamentos. A analise local é apresentada com um sinaleiro na porta do painel indicando a existência de um problema e remotamente com SMS recebido indicando qual o problema, que no nosso caso, 8 (oito) variáveis de controle são monitoradas e as falhas enviadas via SMS permitindo ao técnico ir ao local tendo a real noção da situação e providencias a serem tomadas. As variáveis monitoradas são: Tabela 5 - Sinais Monitorados Sinal Acionado por 1 Compressor 01 parado Pressostato 2 Compressor 02 parado Pressostato 3 Pressão baixa na rede do hospital Pressostato 4 Ponto de orvalho alto Analisador de Ponto de orvalho 5 Monóxido de carbono alto Analisador de monóxido de carbono 6 Dióxido de carbono alto Analisador de dióxido de carbono 7 Oscilação de energia Rele de sub-sobre tensão e falta de fase 8 Alarme de incêndio Sensor de fumaça 42 5. IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA Todo o sistema tem o propósito de ter o controle de custos e gerenciamento da equipe e equipamentos, mas no estudo de caso é aumentar a confiabilidade do sistema e principal manter a qualidade do ar fornecido aos pacientes em equipamentos instalados em diferentes hospitais, reduzindo o custo da manutenção e riscos de acidentes. Com o telemonitoramento instalado em todos os equipamentos o técnico efetuará as preventivas programadas e atenderá as corretivas com a certeza da existência da mesma, existindo a possibilidade de intervenção a distancia como já existe o monitoramento in loco nos equipamentos, permitindo que o técnico efetue a manutenção quando for ao local este também será avisado de qualquer anormalidade á distancia junto com uma central que receberá e-mails provenientes dos equipamentos permitindo a qualidade das preventivas de cada funcionário ser avaliado a distancia com a quantidade de corretivas de cada equipamento. O principio de funcionamento é do monitoramento em tempo real dos dados essenciais do equipamento onde existem sensores de monitoramento continuo de PO, CO, CO2 e dos principais sistemas de funcionamento como pressostato, rele de sub-sobre tensão e falta de fase onde qualquer variação para os valores próximos aos normatizados ou abaixo do funcionamento normal sempre um contato será acionado, seja somente para registro onde um histórico de todos os equipamentos e falhas é gerado permitindo o envio da equipe de manutenção no próximo dia, ou o envio três SMS's um ao técnico, outro de registro e um terceiro ao coordenador sendo necessário o deslocamento de um técnico imediatamente, caso seja durante o horário de expediente, ao ser acionado o supervisor consultará o GPS dos carros e com isso deslocará o profissional que estiver mais próximo do equipamento, se o acionamento for fora do horário de expediente o técnico que estiver de plantão irá efetuar a manutenção. 5.1 Montagem do Protótipo A montagem de um protótipo se constitui em um painel que simulará todas as funções do equipamento onde este poderá ser levado á diversos clientes testando a rede GSM da localidade descobrindo assim qual a melhor operadora a ser utilizada naquela região, além disto, é possível simular as falhas e verificar o tempo de resposta do equipamento. 43 Realizamos a monitoração dos sistemas onde as principais grandezas serão monitoradas tendo assim a certeza da qualidade do ar e a sua continuidade em face da necessidade vital para os pacientes que estão tendo suporte à vida através do ar medicinal. Porem para o efeito de testes como a norma obriga a instalação de monitoramento de PO, CO, CO2, alarme de incêndio e da pressão baixa da rede estamos somente transmitindo para o técnico onde quer que ele esteja a real situação do equipamento permitindo assim ele tomar decisões que podem ser vitais aos pacientes. Para a redução de custos do simulador todos os sinais digitais como pressostato, rele de sub-sobre tensão e falta de fase e alarme de incêndio foi utilizado chaves para a simulação dos mesmos, e quanto aos sinais analógicos de PO, CO, CO2 utilizamos um controlador Novus N 1100 com um potenciômetro de 10KΩ com um resistor em série de 1KΩ para limitar a corrente em 24mA sendo assim utilizando o padrão de 4-20mA para os teste, permitindo assim a visualização do monitoramento de um sinal analógico. Toda a programação do sistema de telemonitoramento é realizada com o programa Infisoft Config permite a programação dos telefones a serem acionados em caso de falha e estes mesmos telefones possuem a permissão de enviar um SMS para acionar uma saída a distancia, conforme figuras abaixo. Figura 19 - Telas de Programação 44 5.2 Instalação e Integração do Sistema A instalação do telemonitoramento em todos os clientes permitirá saber qual a real situação de cada equipamento, além da qualidade da assistência técnica efetuado pelo pessoal da manutenção, permitindo assim o controle total da gestão de pessoal e peças, além da quantidade real de corretivas em cada hospital e a reincidência das mesmas. No momento da instalação alguns cuidados terão que ser tomados como a fixação do painel, passagem dos cabos, instalação de um pressostato por vez para que a interligação definitiva do sistema seja efetuada no menor tempo possível devido à necessidade de fornecimento continuo aos pacientes e durante este momento de interligação o fornecimento será realizado através de cilindros, sendo indispensável se estimar o tempo de parada com o consumo do hospital para solicitar a quantidade necessária de cilindros para o fornecimento do hospital. Diante da realidade da instalação e da dificuldade da mesma foi montado um cronograma com a finalidade de se efetuar o controle da instalação desde a aprovação do pedido até o funcionamento e testes deste no sistema, conforme figura 12, baseado nestes dados de estimativa de tempo de instalação e do desligamento do sistema para a implementação e testes finais, tem-se a quantidade de cilindros necessária para a instalação com segurança. Figura 20 - Cronograma de Implementação do Sistema 45 5.3 Custo As peças para a montagem do painel ficou em R$ 2.035,00, o custo da montagem ficou R$ 850,00 e a implementação no local ficando em R$1.500,00 ficando o total em R$ 4.385,00 por equipamento. Tabela 6 - Custo de Instalação do Telemonitoramento Custo Projeto Telemonitoramento em R$ Descrição Valor Painel R$ 40,00 Infinium R$ 1.015,00 Cabos 1,00 mm² R$ 21,00 Rele R$ 225,00 Terminais R$ 6,00 Temporizador R$ 138 Pressostato 375 Fonte de alimentação Total 215 2.035 Montagem / Programação 1500 Instalação Total da implementação Impostos 850 4.385 350,80 46 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS A seguir faremos uma descrição das vantagens e dos testes e desempenho do projeto. 6.1 Vantagens do Projeto O primeiro é a confiabilidade do equipamento que ao ser vendido ou locado ao cliente é apresentado tudo que o equipamento oferece e a segurança que é passada devido ao monitoramento remoto 24hs sem o aumento do custo. Segundo o monitoramento da equipe de manutenção, com os SMS's recebidos de cada falha do equipamento teremos a informação instantânea do resultado da qualidade da manutenção individualizado por técnico e a fadiga de materiais com a incidência de quebras de um mesmo equipamento em diversos locais diferentes. Terceiro a redução do custo com o deslocamento (combustível) e H/H com a saída somente em caso de um defeito real não com suposições do cliente, além da proteção dos equipamentos de suporte a vida do hospital. A intenção deste projeto é a redução de custos e o melhor gerenciamento do corpo técnico, redução dos gastos de combustível ocorrido com o deslocamento desnecessário, e a melhor disposição da equipe técnica h/h e a proteção dos pacientes e equipamentos de suporte à vida onde o custo de um respirador novo gira em torno de R$ 60.000,00 e a manutenção em média de R$ 28.000,00 quando ocorre uma queima devido à água na rede sendo necessária a troca dos 03 transdutores de pressão sendo ele de oxigênio, ar e mistura válvula equalizadora, 02 reguladoras de pressão, circuito pneumático, sensores de oxigênio, filtros e válvulas de segurança. O custo de deslocamento h\h e a quilometragem rodada obtivemos uma média de custo de R$0,625/km rodado, sendo a hora do técnico em R$ 10,00 com um chamado falso em Campos, por exemplo, com 340km de distancia da base com um deslocamento total de 8 horas, ida e volta e atendimento teremos um custo de R$ 425,00 de deslocamento mais R$80,00 h/h somando um total de R$ 505,00 de um chamado falso se for em dia de semana podendo chegar a R$ 633,00 em um final de semana a noite. 47 Tabela 7 - Custo de Deslocamento Aquisição de Tempo de Seguro Manutenção Combustível Média Km veículo novo R$ depreciação meses anual R$ mensal R$ mensal R$ rodado mensal 30.000 48 80 650 2500 2.500 Custo total 48 meses R$ 30.000 Aquisição 10.000 Seguro 3.840 Manutenção 31.200 Combustível 75.040 Total 48 meses 1.553,33 Total mensal 0,625 6.2 Custo/km Teste de Desempenho Após a montagem do protótipo foram realizados diversos testes de desempenho em locais e operadoras diferentes no intuito de obter o melhor sinal e tempo de resposta de envio e recebimento de SMS's sendo os testes realizados em 03 locais diferentes nos bairros do Estácio, Bangu e na cidade de Araruama, onde os resultados estão apresentados abaixo, obtendo a melhor performance na operadora A, com o sinal mais estável e somente 03 SMS's passando de 60 segundos em todos os locais testados. Tabela 8 - Testes de Performance Testes com a operadora A com o envio de 10 SMS Locais Tempos em segundos Mínimo Máximo Média ponderada ESTÁCIO 6 383 58 BANGU 4 242 73 ARARUAMA 18 521 155 48 Testes com a operadora B com o envio de 10 SMS Locais Tempos em segundos Mínimo Máximo Média ponderada ESTÁCIO 10 480 83 BANGU 7 323 113 ARARUAMA 11 471 96 Testes com a operadora C com o envio de 10 SMS Locais Tempos em segundos Mínimo Máximo Média ponderada ESTÁCIO 11 234 101 BANGU 8 488 73 ARARUAMA 8 385 78 7. PROPOSTA DE ACESSÓRIO DE REDUNDÂNCIA. Com relação a redundâncias para associação aos sistemas podemos incluir outras tecnologias além do GSM proposto neste documento. Dentre elas a que pode se inserir com o menor impacto sobre o custo de aquisição e desenvolvimento é a inclusão de uma discadora que trabalha sobre a tradicional linha telefônica fixa (par trançado). O equipamento é de fácil instalação e custo agregado baixo. Esta opção permite até que em um local provido de central telefônica interna possa acionar a equipe local de manutenção para a primeira analise. Figura 21- Discadora Sinal 49 8. CONCLUSÃO Com o sistema de telemonitoramento instalado em todos os equipamentos da empresa permitirá o gerenciamento da equipe técnica verificando a qualidade do serviço realizado, as corretivas reincidentes, onde as peças e insumos utilizados passam a ter um controle unificado permitindo a verificação da qualidade com as trocas de fornecedores. Além do controle da qualidade das peças e equipe apresenta-se também o controle de gastos de combustível, com as intervenções de manutenção somente onde se tem o conhecimento real de um defeito através das mensagens recebidas, embora o custo inicial seja elevado dependendo da quantidade de equipamentos o retorno do capital investido é certo ao decorrer do tempo com a confiabilidade gerada e o acesso da qualidade da assistência técnica realizada. 50 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] < http://www.hospitalgeral.com.br/1_prof/adm_hosp/gases_med/ar.htm>Ultimo acesso 05.05.2013-11h45min [2] <http://www.fargon.com.br/catalogos/manual_tratamento_ar_comprimido_Fargon.pdf> Ultimo acesso 01.05.2013-16h28min [3] <http://www.lanair.com.br>Ultimo acesso 05.05.2013-09h45min [4] ABNT, Norma Técnica Brasileira NBR 12188: Sistemas Centralizados de Suprimento de Gases Medicinais, de Gases para dispositivos médicos e de vácuo para uso em serviços de saúde (Revisão Agosto 2012). [5] ANVISA, Resolução da Diretoria Colegiada, RDC 50. [6] <http://www.infiniumautomacao.com.br/arquivos/manual-telecomando-gsm-usb.pdf> > Ultimo acesso 06/05/13 16h04min [7] < http://pt.wikipedia.org/wiki/Pressostato> Ultimo acesso 06/05/13 16h11min [8] <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfd4QAA/relatorio-eletrotecnica> Ultimo acesso 06/05/13 16: 23hs [9] <http://pt.wikipedia.org/wiki/Temporizador> Ultimo acesso 06/05/13 16h28min [10] <http://www.kln-aut.com.br/gr-dew.html> Ultimo acesso 06/05/13 16h37min [11] <http://www.engezer.com.br/produto/guardcard-%E2%80%93-sensor-de-co2/493> Ultimo acesso 17/05/13 04h50min [12] <http://pt.wikipedia.org/wiki/Fonte_de_alimenta%C3%A7%C3%A3o> Ultimo acesso 06/05/13 16h50min [13] <http://br.vaisala.com/br/products/carbondioxide/Pages/GMM220.aspx> Ultimo acesso 17/05/13 04h15min [14]<http://www.novus.com.br/site/default.asp?TroncoID=621808&SecaoID=107460&Temp late=../catalogos/layout_produto.asp&ProdutoID=504417> Ultimo acesso 06/05/13 15h48min [15] <http://www.cardontec.com.br/produtosfonte.htm> Ultimo acesso 06/05/13 15h58min [16] <http://pt.wikipedia.org/wiki/GSM > Ultimo acesso 05/05/13 21h28min [17] <http://www.mobilepronto.org/tecnologia-sms.html> Ultimo acesso 05/05/13 21h57min 51