FOTO JTM
José Rocha Dinis
Em Liège
Confraria da Gastronomia premiada pela excelência
Administrador José Rocha Dinis • Director Sérgio Terra • Nº 4632 • Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
Pág. 11
10 PATACAS
Lionel Leong e Wong Sio Chak
vão liderar Economia e Segurança
Francis Tam e Cheong Kuoc Vá serão substituídos por
Lionel Leong e Wong Sio Chak na liderança das tutelas
da Economia e Finanças e da Segurança, respectivamente, apurou o JORNAL TRIBUNA DE MACAU. André
Cheong, actual director dos Serviços de Assuntos de Jus-
Centrais
China e EUA alargam
combate à corrupção
ao anel do Pacifico
FOTO JTM
Os azulelos do IACM e
a avenida a pedir limpeza
Os azulejos que afinal são autocolantes na entrada do IACM
e a degradação da calçada da
Avenida do Lago Nam Van são
alguns dos destaques em “De
Fonte Limpa”.
Págs. 2 e 3
UM avalia contratação
vitalícia de professores
A Universidade de Macau está
a considerar implementar um
regime de contratação vitalícia
de professores. A ideia foi sugerida pelo deputado Ng Kuok
Cheong.
Pág. 7
RAEM é central na
difusão do Português
O papel da RAEM na difusão
da Língua Portuguesa na Ásia
foi ontem enaltecido numa conferência no Instituto Politécnico
de Macau.
Pág. 9
Última
ESTUDO ENCOMENDADO PELO GOVERNO
Reformas antecipadas em Macau
são das mais generosas
Pág. 5
O empenhamento dos países
do anel do Pacifico no combate
comum à corrupção ficará consagrado na cimeira anual da
APEC (Cooperação Económica
Ásia-Pacífico), que decorre até
terça-feira em Pequim, anunciou
ontem um responsável da organização. De acordo com uma
proposta conjunta da China e
dos Estados Unidos da América
(EUA), entre os documentos a
aprovar na reunião está incluída
uma “Declaração Anti-Corrupção de Pequim”, segundo o director-executivo do secretariado
da APEC, Alan Bollard. A declaração resultará depois no estabelecimento de “um organismo
que reunirá as agências especializadas no combate à corrupção”
dos 21 países e regiões-membros
da APEC, um fórum de diálogo
fundado em 1989, que representa mais de metade do produto
económico mundial e cerca de
metade do comércio global.
PUB
Amália César de Sá,
memórias de
uma vida invulgar
tiça, será o próximo Comissário contra a Corrupção, enquanto que Sam Hou Fai, Ho Veng On e Choi Lai Hang
devem manter-se na lista dos principais titulares dos cargos públicos, sem mudança de funções.
02 JTM | LOCAL
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
Azulejos autocolantes - I
Macau como “Centro de Turismo e Lazer”
tem muitos pontos de interesse e pequenos
detalhes que fascinam os visitantes, como são
os casos das casas antigas de estilo europeu,
com os seus recantos e varandas, a sinalização
em português e chinês, a calçada portuguesa
ou os azulejos.
Azulejos autocolantes - II
Câmaras em testes há mais de um mês – I
De Fonte Limpa
A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) instalou, em Setembro, um sistema de
videovigilância na zona do Largo do Senado, mas mais de um mês depois ainda não se encontra
em funcionamento. Segundo o organismo governamental, o sistema está ainda a ser “ajustado” e só
mais tarde deverá entrar em funcionamento.
Câmaras em testes há mais de um mês – II
As câmaras de videovigilância foram instaladas no âmbito do sistema de controlo de tráfego da
DSAT, que disponibiliza imagens em tempo real da situação do trânsito através do website da DSAT
(m.dsat.gov.mo/cam.aspx) e de uma aplicação móvel.
Os azulejos são aliás uma imagem de destaque
à entrada do Instituto para os Assuntos Cívicos
e Municipais (IACM), devido ao contraste com a
pedra e as paredes brancas. No entanto, afinal,
parte das duas paredes do edifício não estão
revestidas de azulejos, mas sim de autocolantes
com a mesma imagem.
Azulejos autocolantes - III
A autenticidade perdeu para o pragmatismo, muito
provavelmente para que naquele local pudessem
ser instaladas máquinas de ar condicionado.
Desiludam-se os turistas que esperam encontrar
apenas pedaços de história imaculados...
Câmaras em testes há mais de um mês – III
“Tendo em conta que a Avenida de Almeida Ribeiro é muito congestionada e o fluxo de veículos e
pessoas tem vindo a aumentar, a DSAT instalou este sistema de videovigilância para melhor gerir o
trânsito”, referiu o organismo a “De Fonte Limpa”.
Câmaras em testes há mais de um mês – IV
A instalação de câmaras em vias públicas por parte da DSAT começou em 2009 e desde então foram
colocadas em 17 locais do território, sobretudo nas vias principais e mais congestionadas.
Alerta religioso contra perigos do Jogo - I
Quase diariamente a associação cristã “Blessed Journey” (Macau) tem vindo a distribuir
um “kit” com vários panfletos e até um porta-chaves na tentativa de alertar os turistas
para os perigos do Jogo, bem como espalhar a mensagem de Jesus. Não são poucos os
que, tentados a receber os souvenirs do território, se aproximam para receber os sacos
verdes com várias inscrições em chinês e uma em inglês: “Jesus Loves You”.
Alerta religioso contra perigos do Jogo - II
O local escolhido pela associação, que agora também distribui sacos roxos, com o
mesmo objectivo dos anteriores, é as Ruínas de São Paulo. No meio do aglomerado
de turistas, são oferecidos “packs” que também incluem informações sobre as várias
igrejas no Interior da China, na esperança de que aquele ponto cénico de Macau possa
estimular a fé das pessoas.
• • • DO BAÚ DE RECORDAÇÕES
Do nosso Baú de Recordações retirámos hoje esta foto datada de 10
de Novembro de 1994, para recordar uma visita efectuada ao Hospital Kiang Wu pelo ministro da
Saúde de Portugal, Paulo Meno.
Entre outros responsáveis, acompanharam o ministro a secretária-adjunta para a Saúde e Assuntos
Sociais, Ana Perez, e o director dos
Serviços de Saúde, Larguito Claro.
JORNAL TRIBUNA DE MACAU
Propriedade: Tribuna de Macau, Empresa Jor­na­lística e Editorial, S.A.R.L. • Administrador: José Rocha Dinis • Director: Sérgio Terra • Grande Repórter: Fátima Almeida • Redacção: André Jegundo e Pedro André Santos (Editores), Liane Ferreira e
Viviana Chan • Correspondentes: Helder Almeida (Portugal), João Pimenta (Pequim) e Rogério P. D. Luz (Brasil) Colaboradores: Helder Fernando, Raquel Carvalho e Vitor Rebelo • Colunistas: Albano Martins, Carlos Frota, Daniel Carlier, Francisco
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Xinhua e Rádio ONU • Impressão: Tipografia Welfare, Ltd • Administração, Direcção e Redacção: Calçada do Tronco Velho, Edifício Dr. Caetano Soares, Nos4, 4A, 4B - Macau • Caixa Postal (P.O. Box): 3003 • Telefone: (853) 28378057 • Fax: (853)
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Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
JTM | LOCAL
Panorâmica
com lixo – I
Uma leitora enviou-nos estas imagens que
mostram o aspecto degradado do passeio em
frente ao McDonalds, na Avenida Panorâmica
do Lago Nam Van. A situação terá sido
provocada pelos contentores de lixo.
Panorâmica
com lixo – II
Macau visto do céu atrai a Bloomberg - I
A companhia “Spontaneous Combustion Productions” (www.hotreels.tv), baseada em Hong Kong, é especialista
em cinematografia aérea e voltou recentemente a Macau onde tem desenvolvido vários trabalhos. Desta feita, os
drones da empresa foram utilizados num documentário da Bloomberg TV onde as imagens aéreas do COTAI e da
Torre de Macau estiveram em destaque.
Macau visto do céu atrai a Bloomberg - II
Peritos em captar imagens de cortar a respiração com perspectivas originais, a empresa já participou também na
produção de filmes em Macau e Hong Kong, para além de ter colaborado na produção de um “spot” comercial
para o Turismo de Macau.
Macau visto do céu atrai a Bloomberg - III
Na produção, as câmaras captaram sobretudo a arquitectura do Centro Histórico e o brilho e o “glamour”
nocturno dos casinos. Seguem-se outros trabalhos, desta feita ligados à industria cinematográfica de
Hollywood.
Macau visto do céu atrai a Bloomberg - IV
“SCP Aerials” é o nome da divisão da empresa que se dedica exclusivamente à cinematografia aérea, através de
veículos controlados à distância. Há três anos que a companhia se lançou neste campo trabalhando hoje em
parceria com a DJI, um dos maiores fabricantes mundiais de aparelhos aéreos não tripulados.
Banco Luso Internacional
apagou 40 velas - I
“Encontro” inesperado
em Hong Kong - I
O Banco Luso Internacional
(LIB, na sigla inglesa) celebrou
em grande estilo 40 anos de
“esplêndida” actividade no
território numa cerimónia
que juntou mais de 400
convidados no MGM Macau,
incluindo o actual Chefe do
Executivo e o seu antecessor,
respectivamente Chui Sai
On e Edmund Ho, o director
do Gabinete de Ligação do
Governo Central na RAEM, Li Gang, e o comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros
da China no território, Hu Zhengyue.
Bill Chou, antigo académico da Universidade de Macau,
tem visitado frequentemente a zona Admiralty, uma dos
principais pontos de concentração dos manifestantes
pró-democracia. Na semana passada, tirou uma fotografia
com uma figura em papelão do Presidente da República
Popular da China, Xi Jinping.
Banco Luso Internacional
apagou 40 velas - II
A principal prenda acabou por ser oferecida pela instituição aniversariante, que doou 400
mil patacas à Associação de Beneficência Tung Sin Tong e igual montante à Associação
de Beneficência do Hospital Kiang Wu. O banco justificou o donativo com o empenho em
assumir “responsabilidades sociais” e “contribuir para a prosperidade e desenvolvimento
económico de Macau”.
Banco Luso Internacional
apagou 40 velas - III
Fundado em Macau em 1974, o Banco Luso Internacional é controlado desde 1985 pelo
grupo Xiamen International Bank Co. Ltd, considerado o segundo maior da província de
Fujian e o 13º da China Continental no segmento dos bancos comerciais municipais. Em
Janeiro de 2014, o LIB tornou-se no primeiro banco de Macau a instalar um escritório na Ilha
da Montanha, ao abrigo do acordo CEPA.
“Encontro” inesperado
em Hong Kong - II
A imagem de Xi Jinping de chapéu amarelo na mão – um
dos símbolos do movimento “Occupy Central” – tornouse viral e tem sido alvo das mais variadas montagens por
parte dos activistas de Hong Kong. Bill Chou, soube-se
esta semana, foi contratado por uma instituição de ensino
de Hong Kong, que o docente preferiu não identificar por
recear que seja alvo de “pressões”.
De Fonte Limpa
A situação tem vindo a agravar-se, com a
destruição dos ladrilhos a começar a notarse desde há duas semanas. Nas imagens é
possível ver o chão bastante sujo, bem como
algumas partes do passeio já soltas.
03
04 JTM | LOCAL
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
CASINOS INTERESSADOS NO MERCADO LABORAL BIRMANÊS
Porta aberta à mão-de-obra de Myanmar
FOTO JTM
As operadoras de jogo já se mostraram interessadas na contratação de mão-de-obra birmanesa, tendo já contactado a Federação de Agências
de Recursos Humanos Macau-Myanmar, entidade que pretende facilitar o processo de recrutamento de trabalhadores daquele país. Apesar de
apoiar a Federação, Pereira Coutinho apelou a uma aposta na formação em áreas técnicas, para colmatar as lacunas do mercado interno
Liane Ferreira
A
proveitando a abertura do mercado laboral
de Myanmar e o crescimento das necessidades de recursos humanos de Macau, foi
criada a Federação de Agências
de Recursos Humanos Macau-Myanmar. Numa conferência
de imprensa realizada ontem,
Tim Wong, director executivo
da Federação, apresentou algumas características daquele
mercado de trabalho, enquanto
que Pereira Coutinho, deputado
e presidente da Associação dos
Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), surgiu
em defesa das profissões técnicas e do seu ensino nas escolas
do território, ao advertir que a
falta de profissionais técnicos
tem motivado o recurso à contratação no exterior.
Em declarações ao JORNAL
TRIBUNA DE MACAU, Pereira Coutinho salientou que a
ATFPM tem sido procurada por
organismos como a federação,
que solicitam apoio e outras
opiniões na área dos recursos
humanos.
“Querem que o Governo
faça mais, através da nossa participação na Assembleia Legislativa e em segundo lugar, que o
Gabinete para os Recursos Humanos arranje soluções intermédias para tentar ter pessoal qua-
lificado nessas áreas”, declarou
o deputado, acrescentando que
“muitas das pessoas que vêm do
Laos, Vietname e China tem profissões que Macau precisa com
muita urgência, mas de que há
falta, nomeadamente, electricistas, canalizadores, pessoal especializado em ar condicionado”.
Neste sentido, destacou que
o “ensino secundário e universitário deve estar em estreita
colaboração com a sociedade e
com a estrutura económica” em
desenvolvimento. Além disso,
considerou que o Instituto Politécnico “tem de desenvolver
e melhorar o ensino nas áreas
vocacionais, não apenas passar
licenciaturas”.
Por seu lado, Tim Wong,
TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE
JUÍZO CÍVEL
ANÚNCIO
Habilitação (Apenso) nº CV1-14-0039-CEO-A
1° Juízo Cível
Requerente: BANCO NACIONAL ULTRAMARINO, S.A., com
sede em Macau, na Avenida Almeida Ribeiro, nº 22.
Requeridos:
(1) LAM KOU KAN, pai do falecido LAM WAI MAN;
(2) KAM IOK PENG, mão do falecido LAM WAI MAN;
(3) HERDEIROS INCERTOS do falecido LAM WAI MAN.
FAZ-SE SABER que pelo 1º Juízo do Tribunal Judicial de Base
da R.A.E.M., correm éditos de TRINTA DIAS contados a partir da
2ª e última publicação deste anúncio, citando 3º requerido-herdeiros
incertos do falecido LAM WAI MAN, supra identificado, para no
prazo de DEZ DIAS, findo o dos éditos, deduzir oposição à presente
habilitação, nos termos dos artigos 301º e 302º do Código de Processo
Civil, com advertência de que a falta de contestação não importa a
confissão dos factos articulados pelo requerente, e ainda que é
obrigatória a constituição de advogado (nos termos do artigo 74º do
C.P.C.), caso contestem, tudo como melhor consta do requerimento
inicial, cujos duplicados se encontram nesta Secrtetaria à sua
disposição.
Mais fica citado de que deve fornecer a identificação e o endereço
de contacto de outros herdeiros, caso se tenha.
R.A.E.M., aos 27 de Outubro de 2014.
A Juiz,
Cheong Weng Tong
O Escrivão Judicial Auxiliar,
Loi Wa Chon
2ª Vez
“JTM” - 7 de Novembro de 2014
director-executivo da Federação, revelou que o Governo de
Myanmar levou a cabo uma
política de abertura do mercado
de trabalho e está a emitir um
“cartão inteligente” para os cidadãos que pretendem trabalhar
no estrangeiro. Apesar deste cartão não interferir com o requerimento do bilhete de trabalhador
não-residente da RAEM, torna
o processo de contratação mais
seguro.
“Já fomos abordados por
dois departamentos de recursos
humanos de casinos, que mostraram interesse em Myanmar”,
afirmou Tim Wong. “Estamos a
prever que as unidades hoteleiras irão precisar entre 40 a 80 mil
pessoas nos próximos anos, pelo
que tendo em conta que Myanmar acaba de abrir o seu mercado de trabalho, é uma boa altura
para importar mão-de-obra de
lá”, sustentou.
O mesmo responsável sublinhou que as áreas do F&B (comidas e bebidas), restauração,
segurança e ainda recepção são
aquelas que registam mais oferta.
Tim Wong destacou que a
importação de mão-de-obra de
Myanmar não é uma novidade,
visto que o Dubai, Singapura e
Malásia são já países receptores,
e aos quais se juntaram, nos últimos anos, Japão e Taiwan.
De acordo com o responsável
da Federação, a prioridade na
selecção de candidatos será dada
TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE
JUÍZO CÍVEL
ANÚNCIO
Acção Ordinária nº CV3-14-0033-CAO
O Juiz de Direito,
Chan Chi Weng
O Escrivão Judicial Adjunto,
Sun Kuan Pok
2ª Vez
TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE
JUÍZO CÍVEL
ANÚNCIO
3° Juízo Cível
Autor: SOI MAN KEI, masculino, residente em Macau na Rua de Santo
António nº 4, Edifíco Nga Keng, 13º andar C.
Réus:
HERDEIROS INCERTOS DO SOI CHEONG, SHUI YUET WAH, SHUI
SAU CHUN, SUI HUNG KEE, SUI WAH KEE, SUI CHI CHING, SOI
PUI LAN, SOI SU KEI e DEMAIS INTERESADOS INCERTOS.
FAZ-SE SABER que pelo 3º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base
da RAEM, correm éditos de TRINTA DIAS, contados a partir da segunda e
última publicação do anúncio, citando os HERDEIROS INCERTOS DO SOI
CHEONG e DEMAIS INTERESSADOS INCERTOS, para no prazo de
TRINTA DIAS, findo o dos éditos, contestar a petição inicial dos autos, de
ACÇÃO ORDINÁRIA acima identificados, apresentada pelo autor, na qual
pede que deve a presente acção ser julgada procedente, por provada, e em
consequência declara que: o Autor é um possuidor público, pacífico e de boa fé,
uma vez que começou em Abril de 1990 a ter a posse do imóvel (fracção A2,
3º andar) cujo proprietário SOI CHEONG e descrito na Conservatória do
Registo Predial de Macau sob o nº 10507, bem como declara que o Autor é o
único proprietário deste imóvel. Nestes termos, ordene à Conservatória do
Registo Predial de Macau que inscreva no registo predial o facto de que o
Autor adquiriu o direito do imóvel (fracção A2, 3º andar) cujo proprietário
SOI CHEONG e descrito na Conservatória do Registo Predial de Macau sob o
nº 10507, por meio de usucapião. Além do mais, ordene ainda à mesma
Conservatória que efectue o cancelamento a inscrição nº 48640 do Livro G40
da Conservatória, sendo obrigatória a constitutição de advogado (artº 74º
C.P.Civil), tudo como melhor consta da petição inicial, cujos duplicados se
encontram nesta Secretaria à sua disposição.
R.A.E.M., 24 de Outubro de 2014.
“JTM” - 7 de Novembro de 2014
àqueles com habilitações ao nível do ensino secundário e universitário. Afirmou ainda que os
recursos humanos de Myanmar
apresentam algumas vantagens,
uma vez que, devido à localização do país, com fronteira a
norte e nordeste com a China,
há muitas pessoas que sabem falar chinês. Por outro, lado como
existem muitos cidadãos com
experiência de trabalho fora de
Myanmar, outra parcela já sabe
falar inglês.
O organismo conta já com
20 agências locais e uma grande
agência no Myanmar, que reúne
sob a sua alçada cerca de 200 outras empresas.
Tendo em conta que os potenciais trabalhadores não dominam o cantonense, a Federação pretende efectuar cursos de
língua e de cultura, para que os
recém-chegados se adaptem rapidamente.
Tim Wong avançou que,
actualmente, existem 700 nacionais do Myanmar, na sua
maioria mulheres, a trabalhar na
RAEM e que não têm apresentado problemas.
Para o período compreendido entre 24 e 28 de Novembro
está programada uma visita ao
Myanmar, com o objectivo de
conhecer as agências locais, visitar um centro de formação, pertencente a um delas, e fazer uma
avaliação “in-loco” da situação
do mercado laboral em geral.
Proc. Divisão de Coisa Comum nº CV1-13-0188-CPE
1° Juízo Cível
Requerente: HO KA LOK, solteiro, maior, titular do BIRM nº 511xxx9(6), residente na
Ilha de Taipa, R.A.E.M., na Avenida Dr. Sun Yat Sen, nº 623, Edifício Hoi Yee Garden, 12º
andar “L”.
Requeridos:
AO SOK FONG, solteiro, maior, titular do BIRM nº 514xxx4(7), residente em Macau, na
Rua da Prainha, Edifício Man Heng, 5º andar “B”; e
BANCO OCBC WENG HANG, S.A., com sede em Macau, na Avenida de Almeida Ribeiro,
nº 221 a 241.
FAZ-SE SABER, que no dia 26 de Novembro de 2014, pelas 15:00 horas, no local de
arrematação deste Tribunal e no processo acima indicado, a venda por meio de propostas em
carta fechada, do seguinte:
IMÓVEL
Denominação: Edifício “Hoi Yee Fa Yuen”, 12º andar, Moradia L12.
Localização: Taipa, Rua de Hong Chau Nº 52 - 82; Rua de Lagos Nºs 51 - 91; Avenida
Dr. Sun Yat Sem (Taipa) Nº 583 - 659
Finalidade: Habitação.
Número de matriz: 40701.
Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21875 a fls.105 do Livro B-120A.
Número de inscrição da propriedade horizontal: --O valor base da venda: Seis Milhões, Seiscentas e Setenta e Quatro Mil, Quatrocentas
Patacas (MOP6.674.400,00).
São convidados todos os interessados na compra daquele bem a entregar na Secretaria deste
Tribunal, as suas propostas, até ao dia 26 de Novembro de 2014, pelas 15:00 horas, e o preço
das propostas devem ser superior ao valor acima indicado devendo o envelope da proposta,
conter, a indicação de “PROPOSTA EM CARTA FECHADA” bem como o “NÚMERO DO
PROCESSO CV1-13-0188-CPE”.
No dia abertura das propostas, podendo os proponentes assistir ao acto.
Durante o prazo dos editais e anúncios, são os interessados/comproprietários obrigado a
mostrar os bens a quem pretenda examiná-los.
Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação do bem supra referido, podem,
querendo, exercer o seu direito no próprio acto da abertura das propostas, se alguma proposta
for aceite, nos termos do artº 787º do C.P.C.M..
R.A.E.M., 16 de Outubro de 2014.
A Juiz,
Ana Meireles
O Escrivão Judicial Principal,
Cheang U Wai
2ª Vez
“JTM” - 7 de Novembro de 2014
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
JTM | LOCAL
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ESTUDO SUGERE REDUÇÃO DAS PERCENTAGENS
RAEM muito generosa com pensão antecipada
FOTO ARQUIVO
Um estudo encomendado pelo Governo à consultora “Towers Watson” mostra que a percentagem sobre o valor total da pensão recebida
pelos pensionistas que pedem a reforma antecipada é mais elevada do que noutros países e regiões e sugere, por isso, uma diminuição para
que as contas sejam mais científicas. Porém, o presidente do Fundo de Segurança Social diz que, para já, será mantido o actual sistema para
não causar conflitos e evitar que a população tenha que se adaptar
Fátima Almeida
P
edir a reforma antecipada em
Macau, ou seja, entre os 60 e os
65 anos, garante mais benefícios
do que noutros países ou regiões que
têm um sistema parecido ao da RAEM,
conclui um relatório actuarial pedido
pelo Governo à consultora “Towers
Watson”. Não só a percentagem de
perda em relação ao montante total é
menor – 25% enquanto em outras regiões é de 30% -, como o território também garante que depois dos 80 anos
os idosos possam começar a receber o
valor total da pensão, o mesmo que é
atribuído a quem se aposenta depois
dos 65 anos.
A empresa, que realizou o estudo e
comparou Macau com os casos do Japão, Estados Unidos e Canadá, descreveu como sendo “raro” o mecanismo
de pensão antecipada introduzido em
Macau - a partir de 2008 devido à crise
financeira. Concluindo que “as percentagens actualmente adoptadas [para o
cálculo da pensão sobre o valor total]
são superiores às actuariais” e por isso
menos científicas, a “Towers Watson”
sugeriu ao Executivo que “pondere”
continuar ou não a permitir a escolha
pelos beneficiários da pensão para idosos antecipada, ou que introduza uma
medida de incentivo sobre o adiamento
da pensão para idosos”.
Por exemplo, actualmente uma pessoa que peça para se aposentar ao completar 60 anos irá receber 75% do valor
total da pensão de velhice, enquanto
que o estudo actuarial indica uma percentagem inferior em três pontos per-
centuais.
O presidente do Fundo de Segurança Social, Ip Peng Kin, que ontem deu a
conhecer o estudo, disse concordar com
as sugestões da consultora, mas para já,
o Governo não vai fazer alterações ao
actual regime, temendo que “as grandes
mudanças” causem conflitos na sociedade. “Sempre que a forma de cálculo
seja alterada, pode causar repercussões
sociais e discussão, o público terá que
se adaptar sucessivamente ao novo método de cálculo. Deste modo, depois de
consideração suficiente das opiniões do
relatório (...) o Governo acha que nesta
fase, mantêm-se as percentagens existente de modo a assegurar a estabilidade do regime, evitando confusão ao
público”.
As mudanças poderão, contudo,
ocorrer num futuro que Ip Peng Kin,
não consegue ainda prever. O presiden-
te do Fundo de Segurança Social concorda também que se deve caminhar no
sentido de introduzir um mecanismo
regular e automático da pensão para
idosos, que contenha elementos no índice de preços de consumidor geral do
território, uma das sugestões elencadas
pela “Towers Watson”.
“De facto, o Governo concorda bastante com as opiniões da empresa de
consultadoria ou seja, no futuro, deve
estabelecer-se um mecanismo complexo de ajustamento relativo à atribuição
da pensão para idosos, introduzindo
os diversos parâmetros, além da taxa
de inflação e da taxa de desconto, pode
tomar-se como referência a experiência
prática e outros países e regiões”.
Mas, para já, e defendendo a manutenção das actuais medidas, nomeadamente as percentagens, acima da média, Ip Peng King sublinhou que Macau
tem as suas especificidades, pelo que o
FSS não se pode basear apenas em pressupostos matemáticos. De acordo com
os dados avançados na conferência de
imprensa, as contribuições para o FSS
atingem os 15 milhões por mês, enquanto que as despesas se fixam nos 24
milhões de patacas. A pensão de idosos
custa cerca de 130 milhões, sendo que o
dinheiro gasto por ano pode rondar os
2,6 mil milhões.
Actualmente 57% dos pensionistas
recebem a pensão antecipada, sendo
que 17% daqueles continuam a “trabalhar para a sociedade”.
Para que no futuro haja um maior
equilíbrio e sustentabilidade do Fundo,
o relatório também sugere que o valor
das contribuições – actualmente nas 45
patacas – seja aumentado. O Governo
já encetou as discussões entre a parte
laboral e patronal no sentido de definir
um montante mais elevado de contribuição, tendo havido algumas discussões em sede de Concertação Social.
Porém, até agora, ainda não foi tomada
uma decisão sobre o valor a aplicar.
O Governo encomendou este estudo
actuarial para aferir o funcionamento
do sistema de pensão antecipada, que
leva alguns pensionistas a considerar
que são prejudicados por terem um
menor valor no final do mês. Contudo,
o estudo mostra que Macau é mais “generoso” que outras regiões.
O estudo fez uma análise a 11 países e regiões sobre a forma de antecipação da pensão acabando por comparar
Macau com o Japão, Estados Unidos,
Canada por terem alguns detalhes semelhantes. No campo dos benefícios
Macau providencia algumas regalias
“relativamente superiores”.
Quebra no Jogo penaliza operadoras na Bolsa
O impacto das descidas nas receitas do jogo também se reflecte nas acções das operadoras cotadas na Bolsa de Hong Kong. A Sociedade de Jogos
de Macau tem sido a mais penalizada
A
queda das receitas dos casinos de Macau está a
influenciar a cotação das operadoras na Bolsa de
Hong Kong, com o mercado a reagir em baixa e
as perdas a variarem entre os 13 e os 33%.
De acordo com um analista do sector financeiro de
Macau, que pediu à agência Lusa o anonimato, desde o
final do ano passado, os operadores de jogo em casino de
Macau estão a registar fortes quedas - entre 26 e 41% -,
mas as maiores descidas começaram em Junho, mês que
ficou marcado pela primeira baixa homóloga das receitas desde o início da década.
Para o mesmo analista, os casinos estão “a sofrer”
várias condicionantes, desde logo o “maior controlo por
parte das autoridades chinesas à saída de capitais”, limitada a 20.000 yuan diários, um valor baixo para os milhões apostados nas mesas de jogo de Macau.
Por outro lado, acrescentou a fonte, a “recuperação
económica mundial não é uma realidade e os próprios
números do crescimento chinês estão a ser revistos em
baixa, o que contrai os investidores e, em certa medida,
também afasta jogadores”.
A mesma fonte explicou ainda que a conquista de
peso nas receitas dos casinos do mercado de massas
“está a ser afectada pela crise política em Hong Kong”.
“O mercado de massas está a conquistar peso na receita
global do jogo e a crise em Hong Kong está a afastar visitantes que faziam, muitas vezes, uma deslocação a Hong
Kong e depois a Macau”, vincou.
Apesar das quedas, a fonte explicou que as contas dos operadores “não estão em risco”, embora “vão
apresentar menos lucros”. “Haverá menos lucros, como
haverá menos impostos para Macau, mas nem as operadoras estão em risco de passarem a ter prejuízos, nem o
Governo gasta a totalidade das suas receitas e possui um
confortável saldo orçamental positivo que lhe permite
manter o nível da despesa”, afirmou.
Por outro lado, disse também, a “base de comparação
de 2014 é muito alta depois das receitas do sector do jogo
em 2013 terem atingido um recorde de cerca de 360.000
milhões de patacas.
Mesmo em crise, o analista lembrou ainda que os lucros das operadoras estarão condicionados pelo aumento de capacidade de mão-de-obra em 30 a 40% nos próximos 18 meses e de 100% nos próximos três anos, tudo
numa “conjuntura de queda de receitas”.
“Implicará também, com certeza, resultados inferiores a reportar pelos operadores”, afirmou.
Desde Dezembro de 2013 que o valor das acções dos
operadores de jogo na Bolsa de Hong Kong registou fortes quedas, com a Sociedade de Jogos de Macau (SJM)
a liderar, com uma diminuição de valor de 41,18%, de
25,638 dólares de Hong Kong, no final do ano passado,
para 15,08 dólares de Hong Kong. Já desde Junho, a queda da SJM foi de 22,34%.
Entre os restantes operadores, a Galaxy Resorts
caiu 27,22% desde Dezembro e 19,28% desde Junho,
enquanto a Melco Crown registou uma diminuição
de valor de 37,49% face a Dezembro e de 33,19%
contra Junho.
A Sands China perdeu 30,49% sobre o valor de Dezembro do ano passado e de 25,78% sobre Junho, enquanto a Wynn Resorts registou perdas de 26,88% face a
Dezembro e de 15,46% face a Junho e a MGM Macau de
27,53% comparativamente a Dezembro e 13,56%, contra
Junho.
JTM com Lusa
06 JTM | LOCAL
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
FISCAIS VÃO VERIFICAR SE TÁXIS AMARELOS CONTINUAM EM SERVIÇO
Impacto na população será “inevitável”
Os táxis amarelos deixaram, à meia-noite, de poder transportar passageiros, cujo impacto na população
será “inevitável”, segundo o Executivo. Che Wai, subdirector da DSAT, garante que fiscais vão estar na rua
a garantir o cumprimento da decisão do Governo
Ho Ion Sang lembrou que a frequência
das partidas dos autocarros foi definida
com base nos dados obtidos entre 2007 a
2008, o que, na sua opinião, já não consegue acompanhar o crescimento do
número dos passageiros em Macau. O
deputado considera que o contrato da
concessão dos serviços dos transportes
públicos já foi assinado há alguns anos,
mas não foi alterado consoante as mudanças actuais. Ho Ion Sang referiu que
a Direcção dos Serviços para os Assuntos
de Tráfego (DSAT) pediu uma maior frequência das partidas dos autocarros durante os feriados, mas o departamento financeiro do Governo rejeitou pagar uma
tarifa extra dos serviços às companhias,
considerando que o pagamento “não
corresponde ao caderno de encargos”.
Dessa forma, as companhias podem não
disponibilizar mais autocarros. O deputado reconhece, por um lado, que o erário público deve ser bem utilizado, mas,
por outro, os serviços públicos também
devem ser assegurados. Através de uma
interpelação escrita, Ho Ion Song apontou que o caderno de encargos, definido
há seis anos, pode conduzir a uma descoordenação do funcionamento actual.
O deputado questionou ainda como é
que as autoridades podem concretizar a
ideia de dar prioridade aos transportes
públicos nestas circunstâncias.
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Ho Ion Sang preocupado
com atraso nas exigências
dos autocarros
prazo de validade das 100 licenças especiais de táxis da
Vang Iek caducou na última
meia-noite, não sendo já possível recorrer ao serviço telefónico habitual.
Os cidadãos podem, no entanto, telefonar para os números 28939939
ou 28283283 para pedir o serviço de
transporte por chamada telefónica de
táxis normais.
Apesar de “não ser muito grande o
número dos serviços especiais de táxis
prestados pela Vang Iek”, o Governo
“compreende que é inevitável causar
impacto à utilização dos respectivos
serviços por parte dos passageiros”
depois das licenças terem caducado.
Com a aclaração do pedido da renovação das licenças especiais de táxis e, tendo em conta que a prestação
dos serviços especiais exclusivamente
por chamada telefónica às zonas onde
faltam serviços de táxis e aos deficientes “corresponde às solicitações
que o público manifesta desde há longo tempo”, o Governo prorrogou em
Fevereiro as 100 licenças especiais da
Vang Iek, estabelecendo um período
de nove meses para transição, “permitindo à companhia exercer as suas
actividades com 60% dos serviços por
chamada telefónica e 40% de forma
mista e transitar gradualmente para
os serviços de táxis exclusivamente
por chamada telefónica”, refere um
comunicado da Direcção dos Serviços
para os Assuntos de Tráfego (DSAT).
Entre Fevereiro e Setembro, a taxa
de sucesso da chamada e a taxa de
atendimento telefónico rondavam os
40%, podendo apenas disponibilizar
20 táxis para os serviços em questão,
Serviço dos táxis amarelos já não está em funcionamento
durante as horas de ponta, “muito
aquém do número das suas licenças,
razão por que não corresponde ao
exigido para o efeito de renovação”,
apontou a DSAT.
Fiscais no terreno
Os táxis amarelos deixaram de
poder transportar passageiros a partir da meia-noite. Questionado sobre a possibilidade de alguns veículos poderem continuar na estrada, o
subdirector da DSAT referiu que os
fiscais vão estar na rua para garantir
o cumprimento da decisão do Governo. “Deixam de poder transportar
passageiros hoje [ontem], à meia-noite, porque o contrato termina
exactamente a essa hora (...) temos os
nossos colegas da DSAT e também já
pedimos a respectiva colaboração dos
agentes policiais. Se não cumprirem,
aplicaremos então sanções de acordo
com a lei do trânsito rodoviário”, disse Che Wai, à margem de uma conferência de imprensa sobre as medidas
de trânsito relativas ao Grande Prémio de Macau.
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
JTM | LOCAL
07
SEGUNDO O GABINETE DE APOIO AO ENSINO SUPERIOR
UM pondera contratação vitalícia de professores
FOTO ARQUIVO
A Universidade de Macau está a considerar um regime de contratação vitalícia de professores. A ideia foi sugerida pelo deputado Ng
Kuok Cheong, que pretende reforçar a garantia ao direito laboral dos docentes
Viviana Chan
O
Gabinete de Apoio ao
Ensino Superior (GAES)
citou uma resposta da
Universidade de Macau (UM)
afirmando que a instituição está
a estudar um regime de contratação vitalícia de professores,
uma iniciativa que serviria para
assegurar os interesses dos docentes.
A medida havia sido sugerida por Ng Kuok Cheong através
de uma interpelação escrita. De
acordo com o deputado, existem
casos de despedimento de professores no território sem justa
causa, mostrando falhas nas
garantias laborais dos mesmos.
Desta forma, deveria ser aplicado um regime de contratação
dos docentes de forma vitalícia
para garantir os direitos previstos na lei das relações laborais,
que refere que nenhum trabalhador pode ser injustamente
prejudicado de qualquer direito
ou qualquer dever sem razão,
incluindo as suas convicções políticas e ideológicas.
Em reposta ao deputado,
a coordenadora substituta do
GAES, Sílvia Ribeira Osório Ho,
salientou que “as instituições de
ensino superior gozam de autonomia académica, financeira e
administrativa” respeitada pelo
Governo”, e, por isso, “nunca interferimos nos assuntos internos
das universidades”.
As explicações surgiram após
o despedimento de Bill Chou da
Universidade de Macau. Segundo o reitor da instituição, Zhao
Wei, as razões invocadas prenderam-se com o facto de o académico não conseguir manter
as suas convicções políticas de
Estudante de Hong Kong junta-se
a debate sobre democracia na RAEM
Frank Chio, da Federação de Estudantes de Hong Kong, participou ontem num debate sobre o
movimento pró-democracia em Macau, em que defendeu que o território tem ainda de decidir
“qual é o seu ideal de sociedade”
M
acau precisa de tempo,
acho que um movimento
de grande de dimensão não
podia acontecer aqui, agora”, disse à
agência Lusa o estudante da Universidade Chinesa de Hong Kong.
Frank Chio foi convidado pela
Novo Macau, a maior associação pró-democracia do território, para integrar um painel de cinco pessoas, com
o objectivo de debater se o movimento em Hong Kong pode servir de inspiração à cidade vizinha.
“Quando me convidaram para
debater a ‘Revolução dos guarda-chuvas’ achei que era minha responsabilidade explicar aos meus colegas o
que se está a passar em Hong Kong”,
afirmou o estudante, originalmente
de Macau.
A discussão decorreu no novo
campus da Universidade de Macau,
na Ilha da Montanha, e contou também com a participação do deputado
Ng Kuok Cheong e do presidente da
Novo Macau, Sulu Sou.
“Acho que Macau precisa de discutir mais qual é o seu ideal de sociedade. Não são só as necessidades bási-
cas que são importantes, mas também
o espírito democrático. Isto tem de ser
mais discutido em Macau, já que está
na base de qualquer movimento”, explicou.
Uma audiência de cerca de 40 pessoas assistiu ao debate, incluindo algumas personalidades ligadas ao campo
pró-democrático, como o deputado
Au Kam San, o ex-deputado Chan Wai
Chi e o antigo presidente da Associação Novo Macau Jason Chao. Alguns
membros da audiência levaram chapéus-de-chuva amarelos, o símbolo do
movimento em Hong Kong.
Frank Chio considera que as pes-
soas de Macau estão atentas ao que se
passa em Hong Kong, mas têm uma
opinião “tendenciosa devido à televisão e aos jornais” locais.
“Acho que estão interessados sobre a forma como o movimento cresceu e sobre o que leva os estudantes a
serem tão corajosos, pondo-se à frente
da polícia, sem medo do gás lacrimogéneo”, indicou.
No entanto, Frank Chio acredita
que a população de Macau está dividida no apoio aos estudantes de Hong
Kong. “No que toca à democracia
acho que as pessoas apoiam, é senso
comum. Mas muitos não concordam
com a desobediência civil. Espero que
se promova mais discussão sobre o
que é a desobediência civil e porque
é que a usamos para lutar pela democracia”, sublinhou.
A Federação de Estudantes é uma
das organizações que lidera os protestos em Hong Kong. De acordo
com um inquérito do Programa de
Opinião Pública da Universidade de
Hong Kong, a federação é actualmente a organização política com mais
apoio popular. JTM/Lusa
forma neutra, suspeitando-se de
violação do código deontológico.
A coordenadora substituta
do GAES recorda a concretização das acções governativas
com o intuito de “promover a
prosperidade de Macau através
da educação”. Nesse sentido,
revelou que “o Governo está a
avançar nos trabalhos de revisão do regime jurídico do ensino superior, melhorando a autonomia e flexibilidade do ensino
das instituições do ensino superior do território”.
A responsável referiu ainda que o Executivo contratou
uma entidade profissional de
Hong Kong para definir as instruções para a avaliação do ensino superior de Macau. Após
a respectiva consulta pública, o
Governo prevê que os trabalhos
preparatórios para o teste piloto
da “avaliação dos novos cursos” possam arrancar até afinal
do ano. Além disso, o GAES irá
ainda definir um “indicador de
competência e de qualidade”
para avaliar a competência dos
alunos licenciados, mestrados e
doutoramentos.
FIMM vendeu 97 por cento
dos bilhetes para espectáculos
O XXVIII Festival Internacional de Música de
Macau (FIMM) preencheu o mês de Outubro
com 25 produções que registaram uma grande
procura de bilhetes, tendo o volume das vendas atingido os 97%, um “resultado extremamente satisfatório”, segundo um comunicado
da organização, “que permite proporcionar ao
público um evento musical anual de partilha
da beleza da música”. Esta edição do FIMM incluiu actuações de ópera, música sinfónica, de
fusão, jazz e tradicional, entre outros géneros
e estilos, tendo inúmeros espectáculos esgotado no primeiro dia abertura das bilheteiras, no
qual foram vendidos 9.000 bilhetes. O Festival
iniciou-se com Norma – Ópera em 2 Actos de
Vincenzo Bellini, pelo Teatro Regio Torino (Itália), oferecendo ao público um enredo dramático recheado de melodias. Hairspray – O Musical, de Bronowsky Productions Ltd. (Reino
Unido), fechou a cortina do FIMM com música
e dança, “conquistando aplausos calorosos do
público”. Como forma de retribuir o apoio do
público, foram acrescentadas actuações extra
ao intermezzo de Giovanni Battista Martini Il
Don Chisciotte, pelo Teatro Coumunale di Bologna (Itália) e a Hairspray – O Musical, bem
como sessões adicionais das visitas aos bastidores da ópera Norma e do musical Hairspray.
08 JTM | LOCAL
FOTO ARQUIVO
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
Comissão do Grande Prémio de Macau
Horário de encerramento das barreiras do
Grande Prémio
O 61º Grande Prémio de Macau realiza-se entre os dias 13 a 16 do corrente mês. Este evento
dedicado ao desporto motorizado atrai anualmente milhares de visitantes, sendo particularmente
importante para promover e desenvolver a indústria do turismo local, bem como para elevar a
imagem de Macau como cidade internacional. Em grande parte, o sucesso do Grande Prémio
deve-se ao apoio e colaboração da população de Macau.
Para minimizar os inconvenientes ao trânsito devido ao encerramento de algumas vias, a
organização aumentou este ano o número de portões ao longo do circuito, para um total de 127.
Contudo, devido a certos constrangimentos, algumas vias vão manter-se encerradas durante
todo o evento. A Comissão do Grande Prémio solicita a melhor compreensão dos condutores e
apela à atenção ao horário de encerramento das barreiras, bem como ao respeito pela sinalização
provisória e às instruções da Brigada de Trânsito.
10 de Novembro (Segunda -feira)
Hora
Arruamentos
Local
Saída das garagens do Cheng Pek Kok
Est. de Cacilhas
10:00
Acesso
(Approx.60m)
Saída das garagens dos Edifício Seng Vo e do
Av. da Amizade
Detida trabalhava no templo de Fok Tak
Acesso
condicionado
Edifício Jubilee Court
(Approx.110m)
Av. da Amizade
15:00
Saída da garagem do Hotel Grand Lapa
Entrada e Saída do Edf. World Trade Center
Est. de Cacilhas
Depósito de Pólvora
Est. D. Maria II
Saída da garagem dos Correios de Macau
Rua dos
Pescadores
Local da obra em curso
Acesso
fechado
Saída da Macau Water
Esquina junto ao Casino Oceanus
Av. da Amizade
Entrada na estação de gasolina de Mobil
Saída da garagem do Edf. Chong Tou San Chong
Est. de Cacilhas
Acesso
condicionado
Viaduto da Est. do Reservatório até ao
Edf. Hoi Fu Garden
11 de Novembro (Terça -feira)
Hora
Arruamentos
Est. dos Parses
Local
Acesso
Saída da garagem da
Acesso
fechado
Autoridade Monetária de Macau
Rua de Nagasaki (PJ)
15:00
Av. da Amizade
Av. Ramal
dos Mouros
20:00
Av. Ramal
dos Mouros
Esquina junto ao Hotel Landmark Plaza
(Av. da Amizade- Alameda Dr. Carlos d’Assumpção)
Estabelecimento de automóveis
Hora
10:00
Arruamentos
Av. da Amizade
Est. de
S. Francisco
Acesso
condicionado
(no topo da calçada atrás da Escola Hou Kong)
12 de Novembro (Quarta -feira)
Saída da “Work shop”
Acesso
fechado
Local
Acesso
Ponte da Amizade – saída para a Av. de Amizade
(100m)
Saída da garagem da Direcção dos
Acesso
fechado
Serviços das Forças de Segurança de Macau
Acesso
15:00
Av. Ramal dos
Mouros
Saída do viaduto na Estrada do Reservatório
junto ao Baguio Court
condicionado
19:00
Est. D. Maria II
Porta principal do Edf. CEM
Est. de Cacilhas
Cruzamento para acesso à Seaview Garden
Acesso
20:00
fechado
Horário e Locais de fecho dos portões de barreiras metálicas entre os dias 13 a 16 de Novembro:
➢
Nem as divindades ajudaram
A denúncia foi anónima e levou à detenção de uma empregada da
limpeza, que se encontrava ilegalmente no território, bem como do
empregador, por suspeitas de acolhimento. O caso teve como cenário
um templo
Liane Ferreira
(Av. da Amizade - Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues)
Saída do Casino Macau Palace (Antigo)
TRABALHADORA ILEGAL APANHADA EM TEMPLO
Os portões de barreiras metálicas serão encerrados a partir das 03h00, permanecendo
fechados até ao final das corridas de cada dia.
A Comissão do Grande Prémio solicita a todos os condutores a melhor compreensão por eventuais
transtornos causados, bem como o respeito pela sinalização provisória instalada e as instruções da
Brigada de Trânsito. Para informações, é favor de ligar para o número de telefone: 2872 8482.
A
Polícia de Segurança Pública
(PSP) interceptou uma mulher
de 49 anos da China Continental, que trabalhava ilegalmente no Templo de Fok Tak, na Rua Henrique de
Macedo.
Segundo as autoridades, para além
de identificar o local de trabalho da
suspeita, a denúncia anónima também
avançou dados concretos quanto à idade e nacionalidade da mulher.
Chegados ao templo, os agentes
encontraram a suspeita a recolher produtos destinados à bênção divina, pelo
que pediram os documentos de identificação. A trabalhadora era portadora de
um salvo conduto de viagem que tinha
expirado a 17 de Janeiro do ano passado. A própria mulher admitiu à polícia
que não possuía uma autorização de
trabalho na RAEM.
Um homem de 60 anos, residente local, foi entretanto detido, por suspeitas
de acolhimento e emprego ilegal, já que
terá sido o responsável pela contratação
da suspeita.
Noutro caso, um casal, oriundo da
Indonésia foi separado pelas autoridades policiais, pois a esposa de 28 anos
tinha ultrapassado o período de permanência.
De acordo com a PSP, o alerta foi
dado por uma unidade hospitalar. No
local, a PSP encontrou o casal, tendo
a suspeita confirmado que, apesar do
prazo de permanência ter terminado a
23 de Agosto, decidiu continuar no território com o marido.
O cônjuge de 24 anos é empregado
de mesa e portador de “blue card”, podendo vir a ser acusado de acolhimento
ilegal.
Perseguiu ladrão no casino
Noutro caso, a Polícia Judiciária (PJ)
deteve um homem de 38 anos suspeito
de roubar fichas de jogo mesmo “debaixo do nariz” da vítima.
Segundo as autoridades policiais,
por volta das seis da tarde de terça-feira, o suspeito perdeu 50.000 dólares de
Hong Kong nas mesas de bacará de um
casino na zona do NAPE.
Entretanto, reparou que a mulher ao
seu lado tinha 80.800 dólares de Hong
Kong em fichas, em cima da mesa, por
isso esticou o braço, agarrou as fichas e
fugiu.
No entanto, o gesto não passou
despercebido à lesada, de 41 anos de
idade e oriunda da China Continental,
que gritou e desatou a correr atrás do
ladrão, no meio do casino.
A equipa de segurança do casino
interceptou-o à saída e entregou-o à PJ.
Apanhado com faca e a incomodar hóspedes
No início da manhã de terça-feira, a PSP deteve um jovem de 22 anos, oriundo do
Continente Chinês, pelo facto do indivíduo estar na posse de uma faca de cortar fruta
com 23 centímetros. A equipa de segurança de um hotel situado na Avenida 24 de Junho
pediu a intervenção das autoridades policiais, porque o suspeito andava a incomodar
os hóspedes de quartos vizinhos, oferecendo a companhia de raparigas. Quando os
agentes chegaram ao local, efectuaram uma revista e encontraram a dita arma branca.
O indivíduo não apresentou qualquer tipo de justificação para estar na posse da faca
nem deu informações sobre o local onde a obteve.
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
JTM | LOCAL
09
LUSOFONIA DEBATIDA NO INSTITUTO POLITÉCNICO
Macau “importantíssimo” na difusão do Português
Decorreram ontem no Instituto Politécnico de Macau (IPM) duas palestras nas quais foi discutido o papel da lusofonia na actualidade. Isabel
Pires de Lima, ex-ministra da Cultura de Portugal, enalteceu o papel de Macau na difusão da língua portuguesa na Ásia
FOTO JTM
I
lização, no coração da Ásia, sendo uma
porta de entrada para a China, o país
mais povoado do mundo”, explicou Isabel Pires de Lima, ao salientar o papel do
território na promoção do português.
Destacou ainda a acção do Centro Pedagógico e Científico da Língua
Portuguesa do Instituto Politécnico de
Macau, ao formar professores de português que são depois enviados para a
China Continental.
A criação de políticas comuns para
que a língua seja incluída no currículo do
ensino secundário nalguns países como
os Estados Unidos que, não sendo de
língua oficial portuguesa, possuem uma
grande comunidade lusófona, foi uma
John Lo vai erguer
hotel em Bissau
O empresário John Lo pretende iniciar em 2015 a construção de
um hotel de quatro estrelas na Guiné-Bissau, país para o qual
exerce funções de cônsul honorário em Macau
J
ohn Lo, empresário e cônsul honorário da Guiné-Bissau na RAEM desde
2000, vai construir um hotel de quatro estrelas na principal avenida de Bissau, no âmbito de um plano de investimento que diz ter para o país, anunciou
o próprio.
Citado pela Agência Noticiosa da
Guiné-Bissau, a quem deu uma extensa
entrevista, na qualidade de investidor
e cônsul honorário do país africano em
Macau, John Lo anunciou que a construção do hotel deverá arrancar já em
2015.
O empresário não adiantou o numero de quartos que o hotel terá, mas
afirmou que dará emprego a pelo menos 150 guineenses, terá dois restaurantes, um dos quais para servir comida chinesa.
Nas contas de John Lo, a construção
do hotel na capital da Guiné-Bissau custará cerca de 300 milhões de patacas.
O empresário de Macau prometeu
ainda enviar, até final deste ano, para o
parlamento guineense 200 computadores e respectivos acessórios, respondendo a um pedido nesse sentido do presidente do órgão, Cipriano Cassamá.
Na mesma entrevista, John Lo também fez votos para que o ambiente político de acalmia continue a reinar na Guiné-Bissau, por forma a que empresários
chineses possam investir no país nos
sectores de pesca, exportação de madeira transformada no país, entre outros.
Há cerca de três anos, em entrevista
ao JORNAL TRIBUNA DE MACAU, já
tinha anunciado também a existência de
um projecto para a construção de dois
edifícios para habitação e escritórios,
com 13 fracções, num investimento de
cerca de 55 milhões de patacas. “Isto é
só o início. É uma experiência piloto,
para vermos como vai correr”, disse na
altura o empresário, ao vincar a sua confiança no investimento em Bissau.
JTM com Lusa
medida sugerida pela antiga governante
para reforçar a importância da lusofonia.
Foi ainda frisada a importância
dos contactos culturais, que Isabel
Pires Lima crê serem essenciais. “Em
Macau devia haver a possibilidade de
ouvir música brasileira, de ler obras
de um escritor africano, de ir a exposições de pintores lusófonos e de ver
cinema português”, afirmou, acrescentando que a língua “tem conteúdos
e se esses conteúdos forem culturais,
é mais fácil fazermos alguém aproximar-se, gostar, e querer aprender o
português”.
Existem, no entanto, limitações à criação de uma lusofonia mais sólida que, na
opinião da mesma responsável, passam
pelo facto de “os países que recentemente se emanciparam terem ainda algum
ressentimento colonial que dificulta o
diálogo” .
Outro dos entraves apontados foi
a existência de “dificuldades que decorrem de um desequilíbrio demográfico”, que resulta na tendência de países maiores, como o Brasil “que tem
200 milhões de falantes, querer ter
uma voz mais audível que os países
mais pequenos”.
Por sua vez, Izabel Margato, docente na Universidade Católica do
Rio de Janeiro veio ao território falar
sobre os “traços da língua portuguesa” que perduram em vários países.
No caso de Macau, confessou ser
“curioso ver o nome das ruas ainda
em português, as características portuguesas da construção de algumas
casas e o traçado das ruas”.
Com recurso ao conto “A cidade
Inventada” de José Cardoso Pires, a
docente disse que “não só a língua
mas o império que ela cria, podem inventar cidades”.
Izabel Margato deu o exemplo do
Sri Lanka, que teve uma presença portuguesa seguida da inglesa e onde “é
possível ver como essas duas fases se interligam e formam marcas nas cidades”.
As palestras foram acompanhadas
por cerca de três dezenas de estudantes do IPM, que uma semana antes das
sessões tiveram acesso aos textos dos
diversos autores lusófonos.
I.A.
Palestra recorda referência
da cultura cabo-verdiana
A Associação de Divulgação da Cultura Caboverdiana promove
hoje, no IPOR, uma conferência sobre Eugénio Tavares, figura que se
destacou como jornalista, escritor e poeta, entre outras facetas
A
vida e obra de Eugénio Tavares
estará em destaque hoje, pelas
18:30, no Café Oriente do IPOR,
durante uma conferência proferida por
Alexandra Domingues, docente de Língua Portuguesa da EPM, numa iniciativa
organizada pela Associação de Divulgação da Cultura Caboverdiana (ADCC).
O evento insere-se no âmbito das comemorações do Dia da Cultura de Cabo
Verde, recentemente se assinalado.
Natural da ilha Brava, onde nasceu
em 1867, “Eugénio Tavares constitui
uma referência para a cultura cabo-verdiana, cuja especificidade foi, aliás, dos
primeiros a reivindicar e a expressar na
música, na literatura, no jornalismo”, sublinha um comunicado da ADCC.
“Exímio compositor, conferiu grande
impulso à morna como género mor da
música cabo-verdiana e à poesia como
expressão do lirismo crioulo, língua que,
a par do português, cultivou e estudou”,
recorda ainda a associação, ao salientar a
figura do “humanista, republicano e crítico do abandono das ilhas”, que esteve
FOTO ARQUIVO
sabel Pires de Lima, professora catedrática aposentada da Universidade do Porto e antiga ministra da
Cultura de Portugal, e Izabel Margato,
professora da Universidade Católica
do Rio de Janeiro, foram as oradoras
que conduziram as palestras sobre “As
culturas da lusofonia no mundo contemporâneo” e “Lisboa e identidade
lusófona, a partir de um conto de José
Cardoso Pires”, respectivamente.
Para Isabel Pires de Lima, a lusofonia desempenha um papel com “muita
relevância para a internacionalização
do português como uma das línguas
mais faladas no mundo”.
Em declarações ao JORNAL TRIBUNA DE MACAU, a antiga ministra
da Cultura explicou que “é importante
que se consiga congregar os países onde
o português é falado para se criar uma
plataforma de intervenção no sentido
de (...) fazer valer a língua portuguesa
nos organismos internacionais”.
Como medidas para a promoção da
língua, Isabel Pires de Lima sugeriu a inclusão de um maior número de conteúdos na internet escritos em português e a
sua utilização como “língua da ciência”.
A professora referiu ainda que a
lusofonia “pode corresponder a um
conceito geo-económico, se os países
de língua portuguesa se juntarem para
criar uma plataforma no sentido de
funcionarem como um contraponto à
globalização e à economia mundial”.
“Macau tem um papel importantíssimo a meu ver, não porque a língua seja
muito falada, mas antes pela sua loca-
exilado nos Estados Unidos, onde consolidou uma carreira jornalística e ensaísta
que manteve em Cabo Verde, após o regresso em 1917.
Estes temas serão desenvolvidos por
Alexandra Domingues numa conferência que conta com o apoio do IPOR e será
complementada com a declamação de
poemas de Eugénio Tavares por alunos
cabo-verdianos.
Com esta nova iniciativa, a ADCC
pretende “consolidar os laços que unem
a comunidade cabo-verdiana em Macau
e, sobretudo, pela cultura, reforçar o seu
diálogo com a RAEM e as suas comunidades”.
10 JTM | LOCAL
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
• • • BREVES
EXPOSIÇÃO NO LOU LIM IOC E AREIA PRETA
O director da Associação de Engenharia e
Construção de Macau fez ontem um apelo
ao Governo para que seja implementado
um “mecanismo de arbitragem” para mediar conflitos laborais no sector da construção. De acordo com o Canal Macau, Tang
Hong Cheong referiu que, nos últimos dois
anos, num projecto de construção privada
foram contabilizadas dezenas de disputas,
frequentemente causadas por atrasos.
Biblioteca Central
lançou agenda gratuita
A Biblioteca Central de Macau lançou uma
nova agenda cultural que vai ser distribuída por locais como bibliotecas e instituições
de ensino superior. O primeiro volume da
publicação, para além de anunciar a realização de eventos, inclui histórias sobre defensores de bibliotecas em todo o mundo,
referências ao trabalho de defesa da Biblioteca Central, bem como uma partilha de experiências e recensões críticas de escritores.
Prolongada exposição
sobre arcos decorados
O Instituto Cultural prolongou até 30 de
Novembro a mostra comemorativa dos 15
anos da RAEM “Uma exposição retrospectiva de arcos decorados de Macau”, que
está patente na Praça do Tap Seac. A exposição inclui 30 pinturas de antigos designers
“pailou” (arco decorado) e de membros
da Associação dos Artistas de Macau bem
como fotografias e modelos de arcos ornamentados do Dia Nacional da China.
Flores juntam-se a bonsais
para celebrar beleza natural
A mostra de bonsais que visa celebrar o 15º aniversário da RAEM começa no dia 14. Pela primeira
vez, vão ser exibidas flores que complementam as árvores em miniatura
O
s jardins de Lou Lim Ioc e da
Areia Preta vão receber entre
os dias 14 e 30 de Novembro
a exposição “Arte de Bonsais de Crisântemo”. A mostra acontece anualmente em celebração do aniversário
da RAEM, mas desta vez acrescenta
flores às habituais duas espécies de
bonsais.
A inclusão das flores teve por base
uma “vontade crescente de celebrar a
paisagem da região”, explicou Leong
Kun Fong, membro do Conselho
de Administração do Instituto para
os Assuntos Cívicos e Municipais
(IACM).
Em declarações ao JORNAL TRIBUNA DE MACAU, o responsável
recordou ainda que os bonsais são
uma árvore em ponto pequeno e, portanto, “uma miniatura da natureza”,
para além de um importante vector
ligado “à arte e cultura da China”.
Em exibição vão estar três tipos
de bonsais: árvores em miniatura, os
bonsais em flor e uma mistura de ambos.
A acompanhar as espécies vegetais, nos jardins vão ser colocados vá-
Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes
EDITAL
Edital nº:
38/E-BC/2014
Processo nº: 254/BC/2014/F
Assunto:
Início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do
Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI)
Local:
Rua da Praia do Manduco n.º 57, Edf. Wan Seng (Bloco 1), corredor comum do
1.º andar que dá acesso às fracções A, B, C e D, Macau.
Chan Pou Ha, subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT),
no uso das competências delegadas pela alínea 7) do nº 1 do Despacho nº 003/SOTDIR/2013, publicado no
Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 46, II Série, de 13 de Novembro
de 2013, faz saber por este meio ao proprietário e ao dono da obra ou seus mandatários, cujas identidades
se desconhecem, da obra existente no local acima indicado, o seguinte:
1. O agente de fiscalização desta DSSOPT constatou no local acima identificado a realização de obra sem
licença, cuja descrição e situação é a seguinte:
1.1
Obra
Instalação de portão metálico
no corredor comum.
Situação da obra
Concluída
Infracção ao RSCI e motivo da demolição
Infracção ao nº 4 do artigo 10º, obstrução
do caminho de evacuação.
2. Sendo as escadas e corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem
os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no
nº 4 do artigo 10º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei nº 24/95/M, de 9 de Junho. As alterações
introduzidas pelo infractor nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a
função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em
caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização pelo que terá necessariamente
de ser determinada pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada.
3. Nos termos do nº 3 do artigo 87º do RSCI, a infracção ao disposto no nº 4 do artigo 10º é sancionável com
multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o nº 4 do mesmo artigo, em caso de
pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços
de administração ou segurança do edifício.
4. Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo,
pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco)
dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares
e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no nº 1 do artigo 95º do RSCI.
5. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização
do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, nº 33, 15º andar,
Macau (telefones nºs 85977154 e 85977227).
Aos 28 de Outubro de 2014
Pelo Director dos Serviços
A Subdirectora - Engª Chan Pou Ha
rios poemas sobre a arte dos bonsais.
O jardim do Lou Lim Ioc vai também ser palco de uma palestra no dia
23 de Novembro, pelas 16:00, subordinada ao tema “técnicas de cultivo
dos bonsais”.
No mesmo local decorrerá nos
dias 14, 15 e 23 deste mês, pelas 14:30,
um “workshop” de trabalhos manuais em papel e flores de açúcar.
Após a exposição será promovido um concurso de fotografia sobre
o mesmo tema, em que os residentes
de Macau, amadores ou profissionais,
são convidados a captar imagens da
espécie vegetal.
Para Leong Kun Fong, o concurso
é importante “porque o que vamos
exibir é uma arte muito bonita e era
interessante ver os fotógrafos a interessarem-se pelo tema e de que forma
o representariam”.
O IACM terá um representante
na mesa do júri, onde se vão sentar
ainda membros de várias associações
ligadas à fotografia para avaliar as
imagens recolhidas e entregar quatro prémios monetários, que variam
entre 300 para o quarto classificado e
FOTO ARQUIVO
Associação de Engenharia
quer mecanismo de arbitragem
2.500 patacas para o vencedor.
Tendo em conta edições anteriores, o responsável do IACM acredita
que a exposição poderá receber cerca
de 10 mil visitantes nos dois locais.
Quanto ao concurso de fotografia, espera a participação de “pelo menos 20
profissionais”.
Na sessão de apresentação da exposição estiveram ainda presentes
Lok Chi Kam, subdirector da Associação de Bonsais de Macau, e Ung Sio
Wai, subdirector dos Serviços de Jardins e Zonas Verdes do IACM.
I.A.
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
JTM | LOCAL
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XII CONGRESSO EUROPEU COMEÇA AMANHÃ
Confraria da Gastronomia vai receber
Prémio “Aurum Europa Excellent”
A Confraria da Gastronomia Macaense vai receber o Prémio “Aurum Europa Excellent” no decurso do XII Congresso das Confrarias de Gastronomia
Europeia que se inicia amanhã em Liège - Bélgica, soube o JORNAL TRIBUNA DE MACAU junto da organização
FOTO JTM
José Rocha Dinis*
Em Liège
D
e acordo com a decisão do Conselho Europeu o prémio foi conferido pelo trabalho da Confraria de Macau na manutenção da cultura
gastronómica de origem portuguesa no
seu encontro com a gastronomia do sul
da China. Um trabalho que, na opinião
do CEUCO – Conselho Europeu das
Confrarias Enogastronómicas “representa um valor patrimonial histórico
incomensurável”. É a primeira vez que
a RAEM, ou qualquer instituição de
Macau recebe este prémio “Aurum Europa Excellence” que anteriormente foi
ganho por Confrarias e restaurantes de
França, Itália e Portugal.
O Palácio dos Congressos de Liège,
onde o sol apareceu na quarta-feira depois de um dia de chuva miudinha, espera mais de meio milhar de congressistas, representando uma dezena de países
e territórios para este XII Congresso em
que se insiste no reforço da componente
patrimonial da gastronomia.
Para combater o “jet lag” os congressistas de Macau tomaram contacto com a gastronomia do norte da Bélgica
Representantes de Espanha, França,
Itália, Grécia, Hungria, Macau e uma
vasta delegação da anfitriã - Bélgica,
reúnem-se sob os princípios “Amicitia,
Confraternitas, Fidelitas” (amizade, irmandade e fidelidade) na manutenção e
maior divulgação das respectivas gastronomias, associadas a tradições mais ou
menos seculares.
Mas não apenas gastronomia. O
CEUCO, criado no ano de 2005, tem em
vista “criar um espaço de promoção de
produtos e localidades e ainda reforçar os laços de amizade duradouros,
trocando experiências que servem de
aprendizagem para todos”.
Neste XII Congresso está em cima
da mesa a extensão do Conselho a países africanos de expressão portuguesa, com Cabo Verde e Moçambique na
linha da frente, em face do interesse
apresentado pelas associações gastronómicas aí existentes.
A RAEM, que apoia esta extensão
aos PALOP’s, está em Liège com uma
delegação de 25 confrades e confreiras,
dos quais 21 vindos de Macau e o resto
de Portugal. Florita Morais Alves, Rita
Cabral e Carlos Cabral vão divulgar
o famoso “minchi” e a “capela”, cozinhando para mais de meio milhar de
pessoas.
*O Administrador do JTM está na
Bélgica na sua qualidade de confrade da
Gastronomia Macaense desde a sua criação.
12 JTM | LOCAL
Sexta-feira, 07 de N
FAMÍLIA CÉSAR DE SÁ REÚNE HISTÓRIAS DA MATRIARCA EM LIVRO
Amália, a eterna força de uma mulher
Acompanhou o pai até África onde também casou. Mas a vida desta mulher não se resume a episódios triviais. Amélia César de Sá foi artista de teatro
daquele continente. Os episódios de uma jornada “agitada” e interessante são tantos que a família decidiu agrupar as memórias de Amália, de 93 ano
uma voz firme de quem sabe narrar a sua história como se fosse uma epopeia escrita em prosa
Fátima Almeida
A
A sua história é descrita capítulo a capítulo
no livro “Simplesmente, Amália”, escrito pelo
jornalista Hélder Beja, que passou alguns meses
a conhecer os pormenores desta longa jornada.
A ideia de reunir numa publicação as memórias
da mulher que lhes deu vida partiu dos familiares. Amália voou para Macau, onde o filho
Gonçalo César de Sá se estabeleceu e olha para
a família com orgulho. Os netos crescidos são
para ela príncipes e princesas, que lhe retocam
o olhar com cores mais vivas.
“São fora-de-série comigo, mas agora têm a
sua vida e eu respeito”, diz sobre os netos, enquanto olha para a capa do livro que espelha a
imagem da sua juventude: cabelo armado, agora com ondas escuras, e um olhar infinito. Mas
há semelhança: ainda usa colar e tem os lábios
brilhantes. “O Hélder Beja orientou isto muito
bem”, elogia Amália, enquanto vai desfolhando
os diferentes capítulos e vê os retratos da sua
vida em palavras e imagens.
FOTO JTM
vida de Amália já deu um livro, mas
poderia dar mais. Aos 93 anos os capítulos da sua jornada pelo mundo continuam-lhe vivos na memória. Quando olha
para o passado, às vezes faz uma pausa para
respirar no presente - olha em volta, sorri para
a família, dá vida aos objectos que decoram a
casa (os quadros, os animais também têm uma
história) - mas depressa retoma a narrativa com
firmeza. Paramos em Cabo Verde, onde acompanhou o pai ainda adolescente, em Moçambique, como se Amália nos fizesse viajar mesmo
do sofá onde agora passa as tardes em Macau.
Quando batemos à porta, e nos recebe para
a entrevista, a sua voz é o primeiro sinal de
quão ávida pode ser a narração. Resistente ao
ponto de nos fazer lembrar, de imediato, dos
seus espectáculos em África. Foi também actriz, até a chamarem de Beatriz Costa, levando à cena alguns dos episódios caricatos des-
nários quando geria uma oficina de taxidermia. Uma vez - lembra-se bem do Roque que
era como um neto - até lhe pediu para levar a
mulher ao hospital, num domingo, que ela estava “para ter a criança”.
Ainda hoje é assim. Amiga. Há coisas que
os anos só amadurecem. “Não ligo nenhuma.
Só gosto daquilo que me dá satisfação: conviver. Mas não suporto a sociedade. Em África
era convidada para aquelas grandes festas,
porque eu cantava, e diziam-me ‘Amália, a senhora fica’. Eu sou do Porto, e as pessoas do
Porto são abertas”, recorda-nos.
Apesar da riqueza da história, Amália
não imaginava que as passagens da sua vida
se transformassem em capítulos de um livro.
“Nunca pensei que a minha vida dava um livro, porque isto vem de há muitos anos e eu
passei muito: a minha mãe morrer, o meu pai
estava mal, e isso tudo mexe connosco. Fiquei
sozinha depois a enfrentar aquela vida toda de
África, com 20 e tal homens na oficina e eu que
nunca tinha pensado... Fui até convidada para
Amália sente-se grata por cada dia que passa
ta personagem. Pedimos que nos trate por tu,
mas sugere-nos tempo. “Por enquanto ainda
não, porque pode não gostar de mim”, brinca
com um sorriso que lhe realça os lábios. O som
vem de dentro. “Sabe de onde sou? Eu sou do
Porto, e com as pessoas do Porto não se brinca”, disse-nos, descaindo um riso.
A conversa decorre sempre assim: entre
aventuras com sentido de humor em que a tragédia também ocupa algumas páginas. A idade
engradece a graça de Amália César de Sá, com
o seu cabelo grisalho armado em pequenas ondas, que parecem coroas, ainda que ela tenha
sempre afastado os tronos que lhe pertenciam.
Nem os palcos a envaideceram ao ponto de
alguma vez querer ser, o que à época, e ainda
hoje, se chamavam “senhoras da sociedade”. O
talento bastava. A vida preferia partilhá-la com
o povo, com as crianças de África que lhe pediam para as levar a dar uma volta a cavalo,
para a bondade que tinha com os seus funcio-
África do Sul para organizar o museu. Até em
Portugal me convidaram e eu dizia assim: ‘Oh
meu Deus, mas para quê?’. Eu posso fazer as
coisas mas não é para me fazerem festinhas. Eu
sou pão pão, queijo queijo”.
A vida é assim: pura e dura. “Não sou uma
mulher rica, sou rica porque não se metem
comigo apesar dos meus 92 anos”, diz com o
seu humor incomparável. “A minha vida foi
sempre muito agitada. E até foi interessante.
Atirei-me de cabeça, logo ao princípio, quando
foram essas coisas de teatro, rádio, e a última
taxidermia foi fora-de-série”, refere enquanto
deixa marinar as memórias e olha para os quadros que lhe decoram a casa. “Este está farto
de viajar eu trouxe-o para o meu filho, mas ele
disse deixa estar aí. Eu gosto muito de apreciar
a arte dos outros, aquele quadro, aquele ali,
muitos dos quadros quando vim embora dei
ao meu pai. Aquele lá de cima é do Gonçalo ele
é que pintou”, indica.
Um pai que foi mestre
e a educou como um homem
Um dos capítulos mais marcantes para
Amália conta os episódios que partilha com
pai. “Quando fomos pela primeira vez para
Cabo Verde, eu tinha oito anos. Fomos com a
minha mãe e a minha irmã. O meu pai ficava
entretido e às vezes ia ao pé dele, gostava muito
do trabalho. Ela trabalhava na Marconi, eram
as casas dos engenheiros era quase uma aldeia
toda protegida com estacas de ferro e arame
farpado”, repara.
Um dia o pai perguntou-lhes se queriam ir
ao batoque a Santa Catarina e a resposta foi:
“sim senhora”. O que exigiu trabalhos de mecânica. “No domingo vamos a Santa Catarina e
tu tiras o prato debaixo do carro, que estava na
garagem, tiras os pitons, tira os segmentos e depois limpas e lavas aquilo tudo, pões em tabuleiros, pedia-me o meu pai e a minha mãe ficava
horrorizada”, conta. Depois ele dizia: “Manda
fazer um fato de macaco para a tua filha que
ela não pode estar assim”, e pai e filha começavam a limpar as velas, a montar o carro e desde
esse tempo que Amália sabe guiar. Mas só mais
tarde, em Lourenço Marques, hoje chamada de
Maputo, teve sorte de ter carro.
A vida tornou-se mais amarga quando chegou a notícia da morte da mãe. A tristeza que
invadiu Amália foi-se tentando distrair com os
gestos bonitos de pai para filha. “Fiquei muito
chocada e então eu ia para um jardim que havia
lá e ficava a olhar para o mar. Uma vez o meu
pai chamou-me”, e Amália, conhecida desde
que nasceu como Ruca, recorda-se da história
quase sempre em discurso directo:
- “Oh Ruca, Ruca”;
- “O que foi papa?”,
- “Vais por aqui fora e vai ver o que está lá
ao fundo para ti”.
Os olhos de Amália ainda hoje não contêm
a emoção que a surpresa do pai lhe trouxe. Era
o “Tom Mix. Aquele cavalo... ele passeava pela
Achada, que é uma aldeia perto da cidade”. E
depressa a eles se uniram novas amizades.
“Uma vez ia a cavalo e levava um miúdo comigo, pela Achada, e os outros meninos
disseram-me logo assim: “’Hey, olha a menina
Ruca’. Chegavam ali e perguntavam: ‘Menina
Ruca, leva-me’, em crioulo, eu apanhava um
miúdo colocava-o no dorso do cavalo e dava
uma voltinha. “Eles adoravam. Quando eles
diziam: ‘Olha a menina Ruca’, as mães ficavam
malucas à procura dos filhos, que estavam todos à volta do meu cavalo. Nunca me armei em
pessoa importante, que eu nunca frequentei a
sociedade, não gosto, sou franca”, refere não se
esquecendo, no entanto
as pessoas com que sem
lhe dedicaram. “Fizeram
to bonita”, conta em for
do os tons do crioulo na
Era uma alegria a f
numa época de difere
àquelas aldeias e eles co
[como lhes chama cuida
conheciam e chamavam
tinha mais de 70 ou 80
pé de mim e eu estend
-lhes ‘assim é que se c
ia ter com uma velhota
de uma palhota, não po
pobres, e ela ficava ali a
ros, quando lhe dava u
-me a mão e eu beijavacoitada, lambia-me a m
As saudades
Tal como conta no
Amália”, foi no auge d
que viu o pai ser nova
outra estação da Marco
renço Marques, e decid
1944 é pedida em cas
tirou a liberdade de se
foi, forte em convicções
“Quando casei não es
quero dizer não pensav
to, o meu marido era u
era funcionário da co
nhos de Ferro e foi semp
dade, mas muito simp
bem, sem problemas, ti
tava a minha casa já em
que ele morreu em 196
só tenho agora o Gonça
Apesar de não pen
com voz de artista de te
da hoje conserva, já tinh
Mas as suas raízes por
mesmo noutro continen
com ela. “Este [indica n
pregado da Marconi e a
rante anos, a ver se nam
não suportava aquele h
chato. Às vezes estava
Novembro de 2014
JTM | LOCAL
13
r
s da Natureza
o livro “Simplesmente,
da sua carreira de actriz
amente transferido para
oni, desta vez em Loudiu partiu com ele. Em
samento, mas nada lhe
er a mulher que sempre
s e sobretudo em acções.
stava muito preparada,
va em casar, mas de facum homem formidável,
ontabilidade dos Camipre um senhor da sociepático, vivemos sempre
ivemos filhos. Eu orienm Lourenço Marques, só
69, deixou-me os filhos,
alo”, recorda.
nsar em casar, Amália,
eatro e da rádio, que ainha outros pretendentes.
rtuenses mantiveram-se
nte e ninguém brincava
nas folhas] era um emandou atrás de mim dumorava com ele, mas eu
homem. Era uma rapaz
entretida a fazer as coi-
Com o filho e netos e bisnetos em Macau
sas na loja e aparecia a dizer ‘Amalinha’, e eu
dizia-lhe ‘Eu sou Amália’, e depois passava a
vida a sacudi-lo”, recorda deixando-lhes com
um sorriso nos lábios.
Enfrentou vários desafios, e a morte do homem com quem casou chegou tão de repente como o golpe de uma farpa num hospital.
Disseram-lhe “o seu marido morreu”, e ao
ouvir aquelas palavras tão duras que nem se
quebrariam ao cair no chão, se fossem pedras,
teve vontade de por os enfermeiros nos eixos.
“Até me apeteceu dar-lhe um murro. Eu não
sei como é que o Gonçalo, [o filho] aguentou.
Coitado. Encostado à parede, foi deslizando.
Uma notícia daquelas não se dá assim. Podiam
dizer ‘o senhor não se está a sentir bem, vão
esperando...’, preparar uma pessoa”, conta no
livro.
Se lhe falamos em saudades, lembra-se do
convívio com a natureza, os negros, as florestas e os seus habitantes a fugirem. Ainda hoje
quando vê televisão se compadece com os traços da natureza. “O meu marido atirava bem,
ainda tenho ali um pata de elefante que ele matou, mas matar é que custa muito, porque se a
gente for a ver, por exemplo, os leões também
têm os leões pequeninos. Apareceu, noutro dia
na televisão - e eu fiquei louca com aquilo – um
caçador, não sei se era em Moçambique, mas
esse fulano encontrou um leão que ia para se
atirar a ele. Depois falou com o leão como se
fosse uma pessoa ‘Hey Hey, calma, calma’. O
homem sentou-se numa pedra e o leão ficou à
espera para se atirar a ele, mas ele começou a
ver que o leão não tinha força e foi-se aproximando e acabou por se sentar ao pé dele, fazer-lhe festa na cabeça, coçou-lhe as orelhas e o
leão nunca mais o largou, parecia um cachorro. O leão deitava-se para dormir e o homem
deitava-se e punha a cabeça no peito do leão.
Eram dois amigos fantásticos. E eu disse para
comigo mesma: Oh meu Deus que felicidade a deste homem, com uma fera daquelas. E
depois uma pessoa pensa, matá-los para quê?
Para tirar a pele. Mas a vida é assim”.
A companhia do fumo
Depois de quase uma hora de conversa,
Amália tira um cigarro. O fumo arranha a
gosta de estar, apesar de compreender que os
netos vão ganhando asas. Em Macau prefere
ficar entretida nos seus afazeres. Às vezes com
as suas artes. Tem um altar também onde pode
conversar, em silêncio, fazer as suas preces ou
simplesmente, como gosta, mostrar a gratidão
por mais um dia. E que eles se continuem a
multiplicar, já que ainda há muito que pode
observar, imaginar, reinventar.
“Nunca tive medo da solidão, porque quando me sinto pesada tenho o cigarrinho e quando não posso fumar - porque já fumei muito - e
ainda é de dia, desço as escadas e vou andar,
preciso mesmo de andar, porque 90 e tal anos
é muito”. E quando fechamos a porta, a voz de
Amália acompanha-nos, e persiste, com a força
que a idade não rompe.
FOTO CEDIDA PELA FAMÍLIA
garganta, mas é nele que encontra uma companhia. O seu pensamento é capaz de voar, à
medida que aquelas massas de ar cinzento esbranquiçado se vão diluindo. Às vezes parecem nuvens onde sopra as suas cismas. “Isto
não há nada como um cigarro. O cigarro é um
grande amigo quando estou sozinha e às vezes
a pensar em certas coisas, fumo quase cigarros
uns atrás dos outros, não sei se me dá inspiração, se me concentra”, refere.
Desde os 18 anos que tem este ritual. “Só
deixei de fumar quando engravidava e quando amamentava e mesmo assim só fiquei com
um filho, os outros foram. Ainda tenho uma
cicatriz na barriga da cesariana, foi o último,
tive aí umas quatro ou cinco gravidezes que se
foram”, recorda, e o fumo já começa a desmanchar-se em linhas soltas.
Quando pegou num cigarro pela primeira
vez foi movida pela curiosidade. Encontrou-o
no carro do pai, que lhe disse: “tu não vás fumar que é o pior que te vais fazer”, mas acabou
por fumar e passados alguns meses estavam os
dois sentados a fumar.
“Acho que isso também vem da parte da
mãe da minha mãe, que era espanhola. Ela
e o marido refugiaram-se em Portugal. Era
professora de música, daqueles bailados espanhóis, era uma mulher fantástica, e a minha avó fumava muito e quando ela ficou a
viver em Portugal o meu pai levava-me a vê-la, e ela dizia ‘então Ruquinha como é que
vais? O que é que tens ai atrás das costas?’ e
eu respondia: ‘Não sei avó é uma coisa muito
esquisita’. E ela dizia-me “Então dá cá”. “Não
sou capaz de tirar”, explicava-lhe porque eu
tinha os maços de cigarros agarrados como
se fosse um cinto largo, ela adorava-me. E eu
apanhei muito sangue dela”. ‘Vá, Ruca dança
lá’, pedia-me e ela batia palmas. Eu dançava,
era uma risota fantástica, porque eu nem sabia
dançar, era uma garotinha. Sempre fui muito
brincalhona com a família”.
E assim continua, Amália. Com os olhos brilhantes a cada visita da família. É com eles que
Amália também foi artista de teatro e rádio
FOTO CEDIDA PELA FAMÍLIA
o, das homenagens que
mpre gostou de conviver
m-me uma morna muirma de canção recordana perfeição.
forma como conviviam,
enças. “Depois chegava
onheciam-me. Os pretos
adosamente] de lá já me
m os outros. De repente
0 pretos ali, vinham ao
dia-lhes a mão e diziacumprimenta’. Também
sempre sentada à porta
odiam fazer nada, eram
assim e eu leva-lhe cigarum maço ela agarrava-lhe os dedos todos. Ah
mão, ela ficava louca”.
FOTO CEDIDA PELA FAMÍLIA
o e de rádio, encantou nos palcos e fora deles, quando levava as crianças a passear no seu cavalo ou partilhava, de coração aberto, com os povos
os, num livro, escrito pelo jornalista Hélder Beja. O JORNAL TRIBUNA DE MACAU também falou com a estrela desta obra que nos abriu a porta com
Com o pessoal da oficina de taxidermia em Lourenço Marques
14 JTM | LOCAL
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
ORGANIZAÇÃO DO GRANDE PRÉMIO PREVÊ CASA CHEIA
Bilhetes para bancada principal já esgotaram
FOTO GCS
Os bilhetes para a edição deste ano do Grande Prémio de Macau estão perto de esgotar, já que os limites de capacidade dos ‘stands’ estão perto
da sua capacidade máxima. Na bancada principal já não existem lugares disponíveis, revelou ontem o coordenador da Comissão do Grande
Prémio, João Manuel Costa Antunes
Pedro André Santos
O
s amantes dos desportos motorizados que queiram presenciar
mais uma edição do Grande
Prémio de Macau (GPM) e ainda não
tenham bilhete terão que se apressar.
Quando falta cerca de uma semana para
o arranque de mais uma edição existem
já poucos bilhetes disponíveis, sendo que
na bancada principal já não cabem mais
pessoas, adiantou a organização.
“Há zonas que já estão suspensas, no
‘grand stand’ [bancada principal] já não
temos mais bilhetes para venda, temos
poucos na curva do Lisboa e alguns no
reservatório”, disse o coordenador da
Comissão do Grande Prémio, Costa Antunes, referindo-se aos locais para onde
são vendidos os bilhetes.
Em declarações à imprensa, o responsável referiu ainda que já foram obtidos
melhores resultados neste sentido comparativamente à edição de há dois anos.
“Estamos a atingir os limites de capacidade dos ‘stands’, e já ultrapassámos em
muito a estimativa prevista inicialmente.
Não quero avançar números finais porque ainda não fechámos, mas a estimativa, comparada com a receita de há dois
Organização explicou ontem medidas de trânsito durante o Grande Prémio de Macau
anos, já está 20% acima. Globalmente
penso que, se tivermos bom tempo, vamos ter um Grande Prémio com muitos
participantes no circuito e a assistir também”, considerou.
Costa Antunes falou à margem de
uma conferência de imprensa sobre medidas de trânsito relacionadas com o
evento, mostrando-se satisfeito com o
progresso dos trabalhos que têm vindo a
ser realizados. “Temos um programa que
estamos a cumprir ao dia. A complexidade da instalação de um circuito urbano
tem por vezes a necessidade de se verificar alguns pontos de forma mais detalhada. Tivemos a necessidade de verificar uma zona de pavimentação que não
estava a ser utilizada e num local quase
escondido, impedindo-nos a visualização
correcta, mas esta noite [ontem] fica tudo
feito”, observou.
Os trabalhos de repavimentação fo-
ram realizados durante o período do Verão, com alguns dos troços a terem obras
feitas durante a noite ou fins-de-semana,
de forma a minimizar o impacto à população. Algumas das obras envolveram o uso de gruas e guindastes, que
ocupavam grande parte das vias, tendo
sido feitas os trabalhos entre as 20:00 e as
06:00, algumas delas apenas aos fins-de-semana ou feriados, da parte da manhã.
O congestionamento das estradas
durante o evento foi também uma questão abordada por Che Wai, subdirector
da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), que garantiu
a conclusão das obras para breve. “O
Governo já está a acelerar 16 obras que
estão a ser realizadas em vias, que inclui
zonas como a Avenida Sidónio Pais, a
Avenida Horta e Costa, a Rua da Praia
Grande, entre outras. Prevemos que dia
10 de Novembro estarão concluídas todas essas obras. Outras vão ser suspensas durante os dias do evento”, referiu
Che Wai, deixando ainda um apelo à
população para deixar os veículos nas
garagens durante o GPM.
Nos dias do evento, agendado entre
13 e 16 de Novembro, o circuito estará
fechado a partir das 03:00, sendo todas
as vias abertas após as corridas do dia.
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
JTM | LOCAL
15
JOGA NO DOMINGO PARA OS OITAVOS-DE-FINAL
Casa de Portugal quer chegar longe
no campeonato da “bolinha” da II Divisão
A equipa de Pelé eliminou os Spartans e vai agora defrontar o Nam Ut Pui Ieng, tentando a presença nos últimos oito da competição. A
Casa de Portugal participa este mês num torneio na Tailândia
F
oram dois anos a integrar, sem grande sucesso, a
I Divisão da “bolinha” de Macau e agora, corpo
técnico e jogadores querem regressar pela “porta grande”, para que no futuro o clube possa estabilizar entre os melhores desta categoria do futebol da
RAEM.
São estas as ambições do conjunto de matriz portuguesa, numa altura em que a prova secundária da variante de sete entre numa fase de afirmação dos principais candidatos às três vagas de acesso ao primeiro
escalão da próxima temporada.
A Casa de Portugal é o único sobrevivente de todos os clubes de esmagadora maioria de jogadores
portugueses, que têm actuado ao longo de todos estes
jogos, começando pela fase de muitos grupos e passando depois para as eliminatórias.
Ainda no decorrer desta semana, concretamente na noite de segunda-feira, no D. Bosco, a Casa de
Portugal conseguiu passar mais um adversário, construindo um resultado de 2-0 face aos Spartans, que
haviam ultrapassado anteriormente uma outra equipa lusa, o Papatudo.
Sem Nicholas,
mas com Peres
Nessa partida os golos foram apontados por
Jean Peres, avançado que está agora de “pedra e
cal” no ataque da formação de Pelé. “Só agora temos quase todo o plantel disponível, ainda que um
dos nossos melhores elementos, o francês Nicholas
Friedman se encontra lesionado, nas costas, o que é
uma baixa importante. No entanto, com o regresso
de férias de jogadores como Jean Peres, Tiago Barros e Ricardo Pinheiro, a equipa tem correspondido
bastante bem. Temos um fio de jogo definido, com
o Jean lá na frente, o que nos dá um outro modelo e
nos permite encarar com optimismo o futuro deste
campeonato de bolinha”, salienta Pelé, que, como
se sabe, ainda cumpre castigo associativo e por isso
tem de orientar da bancada, mas sempre perto do
banco de suplentes.
Para o desafio de domingo, agendado para as
20:15 no sintético do D. Bosco, o treinador já tem a
táctica definida. “Vamos cair em cima deles, tentando impor a nossa condição física e capacidade técnica,
para procurar assim marcar um golo, que na ‘bolinha’
é muito importante. Eu vi jogar este nosso adversário
dos oitavos-de-final e penso que está ao nosso alcance, ainda que tenhamos de ter cautelas, porque eles
são experientes, com três ou quatro veteranos na equipa, que sabem estar em campo”.
Benefícios de sorteio
A campanha da Casa de Portugal tem superado de
alguma forma as expectativas, isto porque neste escalão há vários clubes que apostam muito mais forte,
com investimentos financeiros elevados.
Para além da qualidade de um plantel homogéneo, a Casa de Portugal tem beneficiado da “linha
de escalonamento” de jogos, que colocou noutra
direcção, até pelo menos aos quartos-de-final, equipas como Chau Pak Kei, Kei Lun, Chong Wa, Tong
Kuok Kei Lam, que se defrontam entre si nesta fase
da competição.
“Nós terminámos em primeiro no nosso grupo e
graças ao sorteio ficámos isentos da primeira eliminatória, o que nos desviou do caminho de vários dos clubes candidatos, pelo menos até aos quartos-de-final. A
partir daí logo se verá, mas julgo que temos hipóteses
de atingir as meias-finais e aí tentar a passagem à final
e a garantia de subida ou então tentar o terceiro lugar
através do play-off”.
Necessidade de organização
Também os jogadores mostram optimismo, para
um campeonato onde ainda não perderam e sofreram
apenas um golo. Carlos Vilar é um dos que está há
mais tempo no plantel, sendo este o quarto ano em
que joga a “bolinha”.
“A II Divisão é muito exigente, com muitas equipas que possuem jogadores profissionais. Daí que o
nosso nível de dificuldade é maior. Ainda falta muito
para tentarmos chegar ao escalão principal, onde já
estivemos, mas na realidade acreditamos que podemos atingir pelo menos o terceiro lugar. O grupo está
este ano com elevada auto-confiança, que antes não
tínhamos, é como que o regresso ao ciclo da bonan-
ça, depois de também termos feito uma grande época,
sem derrotas, no futebol de onze”.
Sobre o adversário de domingo, Vilar coloca algumas reservas: “É uma formação experiente, vimos que
sabe jogar e tem como líder em campo, o capitão, Choi
Kin Keong, que foi o treinador do Táxi Chi Iao na I Divisão deste ano. Poderá estar ao nosso alcance, só que
temos de entrar organizados, sem erros defensivos. O
problema é marcar o primeiro golo, porque às vezes
na bolinha é complicado”.
Torneio na Tailândia
O jogador está assim confiante na continuidade na
bolinha, mas para neste mês ele e os seus companheiros têm outra competição para disputar, o que acontece pela segunda vez consecutiva, o Torneio Internacional de Phuket.
O treinador Pelé confirma a deslocação à Tailândia. “Sim, já confirmámos que vamos estar presentes,
mesmo que a equipa atinja a final da ‘bolinha’, que
está marcada para 21 deste mês de Novembro. Temos
bilhetes de avião para nessa mesma noite seguirmos
para a Tailândia”.
O torneio é tipo bolinha, explicou. “Sim, é de futebol de sete, mas com balizas de onze, num campo
ligeiramente maior do que o D. Bosco. Já lá estivemos
em 2013 e queremos desta feita ir à fase final com as
melhores equipas, depois de termos ganho o torneio
de consolação, disputado entre os segundos lugares
de cada um dos grupos da fase inicial.”
Equipas de bom nível
De referir que há equipas (semi-profissionais) de
vários países, como Austrália, Singapura, França,
Rússia, Alemanha, Inglaterra, para além de várias formações tailandesas.
A prova já se realiza há sete anos e tem lugar
num campo de piso sintético no centro da cidade de
Phuket, a cerca de trinta minutos das zonas de praia
em Patong.
“O ano passado vimos lá jogadores de excelente
nível, que tinham lugar nas melhores equipas do futebol de Macau”, rematou Pelé, o grande dinamizador
de todas as actividades relacionadas com o futebol da
Casa de Portugal, nos seus vários escalões.
FOTO BESSA ALMEIDA
Vítor Rebelo
16 JTM | DESPORTO
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
LIGA DOS CAMPEÕES
Porto garante “oitavos”, Sporting entra na luta
O FC Porto, ao vencer por 2-0 em casa do Athletic Bilbau, garantiu a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões de futebol, a exemplo
de Bayern de Munique, Paris Saint-Germain e Barcelona. O Sporting “vingou” a derrota na Alemanha e reentrou na luta pelo apuramento
D
epois da vitória do Benfica, na
terça-feira, e ao mesmo tempo
que os “dragões” ganhavam no
País Basco, o Sporting recebia e batia o
Schalke 04, com todo o mérito, acreditando também, de novo, que pode seguir em frente na prova.
Com um domínio bastante eficaz, o
FC Porto “calou” San Mamés e ganhou
por 2-0, com golos de Jackson Martinez
(55) e Brahimi (73). A vitória do “dragão” até podia ser mais intensa, já que o
goleador colombiano falhou uma grande penalidade. No outro jogo do grupo
H, o Shakhtar Donetsk goleou o BATE
Borisov por 5-0 (“hat-trick” de Luiz
Adriano) e está também quase apurado
(falta-lhe um ponto apenas).
O FC Porto lidera, com 10 pontos, seguido dos ucranianos, que têm oito. O
BATE, com um “impensável” saldo negativo de 17 golos, ainda é terceiro, com
três pontos, e hipóteses matemáticas de
apuramento - o Bilbau, com um ponto,
fica pelo caminho.
Em Lisboa, o Sporting “vingou” em
grande nível da polémica derrota de
Gelsenkirchen, dominou e construiu
um resultado folgado (4-2), com golos
de Naby Sarr, Jefferson, Nani e Slimani curiosamente o argelino fez também um
autogolo a favor dos alemães, que também “facturaram” por Aogo.
O Chelsea ainda domina no grupo,
FC Porto confirmou passagem aos oitavos-de-final depois de vencer o Athletic Bilbau
mas sem ter o apuramento garantido. Os
eslovenos travaram o Chelsea em casa
(1-1) e neste momento todas as formações têm condições para chegar aos oitavos-de-final. Com os londrinos na frente
com 8 pontos, o segundo lugar do grupo
está separado por apenas dois pontos (o
Schalke tem 5, o Sporting 4 e o Maribor
3). Tendo em conta que os “leões” terão
na última jornada o encontro teorica-
mente mais complicado (deslocação a
Stamford Bridge), idealmente o Sporting
tem de vencer o Maribor em Alvalade e
esperar que os alemães percam pontos
em casa frente ao Chelsea.
Ainda assim, com o Schalke 04 favorito a vencer na última jornada em Maribor, os pupilos de Marco Silva poderão
ter de ganhar pontos em Londres, pelo
que não há lugar para qualquer deslize.
A passagem aos “oitavos” está definida no grupo F, com “Barça” e Paris SG
a seguirem em frente.
Os catalães ganharam por 2-0 em
Amesterdão e ambos os golos marcados
ao Ajax foram “assinados” por Messi,
que assim chega aos 71 na prova, tantos
quantos apontou Raul e mais um do que
os conseguidos por Cristiano Ronaldo.
Com 71-70 na contabilidade pessoal
entre Messi e CR7 e ambos os “colossos” espanhóis em prova, a luta promete ser intensa nos próximos tempos, já
que ambos têm garantidos, pelo menos,
mais quatro jogos esta época.
No Parque dos Príncipes, o Paris
Saint-Germain assegurou os três pontos
em disputa com um tangencial 1-0 sobre o APOEL e mantém o primeiro lugar, com 10 pontos, mais um do que o
“Barça”. O Ajax, com dois pontos, e os
cipriotas, com um, vão dirimir quem segue para a Liga Europa.
O Bayern, campeão há duas épocas,
sabe que vai ganhar o grupo E, quaisquer que sejam os resultados dos últimos jogos. Desta vez bateu a Roma por
2-0, no que foi o quarto triunfo consecutivo.
Mais atrás, tudo ficou mais baralhado depois do CSKA de Moscovo ganhar
por 2-1 em Manchester - russos e romanos estão com quatro pontos e o City,
que ainda não ganhou, apenas dois.
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
JTM | DESPORTO
17
LIGA PORTUGUESA
Liderança em risco na Choupana
O Benfica tem uma deslocação complicada à Madeira para defrontar o Nacional, numa altura em que tem apenas um ponto de vantagem
sobre o segundo classificado, o FC Porto, que joga no mesmo dia no terreno do Estoril. O Sporting recebe o surpreendente Paços de Ferreira
Pedro André Santos
O
conjunto encarnado há várias
jornadas que segura o primeiro
lugar, e esta semana tem mais
um duro teste às suas capacidades para
tentar manter a liderança na liga portuguesa. O Nacional, apesar de não andar
a apresentar o fulgor de outras temporadas, é sempre uma equipa complicada de derrotar, sobretudo quando joga
no seu estádio, contando com um treinador experiente e um leque de jogadores que costumam aproveitar estes
grandes desafios para se evidenciarem.
Moralizadas pela vitória a meio da
semana na “Champions”, as “águias”
vão agora procurar conservar o primeiro lugar num estádio onde somaram
duas derrotas e um empate nas últimas
seis temporadas. Um aviso para Jorge Jesus que já vai poder contar com
o brasileiro Jonas, que não defrontou
o Mónaco a meio da semana por não
estar inscrito nas provas europeias, e,
por isso, poderá ser aposta do técnico
encarnado para a equipa inicial.
Interessado nesta partida está o FC
Porto, que tenta alcançar o primeiro
lugar, apenas à distância de um ponto.
Os “dragões”, contudo, também não
deverão ter vida fácil esta jornada, com
uma viagem ao Estoril, formação que
está confortavelmente a meio da tabela
e que já esteve perto de surpreender o
Benfica nesta temporada.
Depois de confirmarem a passagem
aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, o FC Porto pode agora concentrar-se apenas no campeonato, pelo menos durante esta fase da “Champions”.
Apesar de não ter ainda convencido
na totalidade os adeptos, Juan Lopetegui
tem “dado cartas” nas competições europeias, e no campeonato poderá alcançar
já nesta jornada o primeiro lugar. Isto, claro está, se vencer a sua partida e os encarnados “tropeçarem” na Choupana.
No entanto, não são apenas os “dragões” que podem ascender à liderança
nesta ronda. O Vitória de Guimarães
venceu, de forma surpreendente, o
Sporting na jornada anterior e está a
dois pontos do Benfica. A formação vimaranense desloca-se hoje ao campo do
Arouca, no encontro de abertura da 10ª
jornada da liga portuguesa de futebol.
Em caso de vitória será líder, embora de
forma provisória.
O Sporting “tombou” em Guimarães e procura agora “levantar-se”
frente ao sensacional Paços de Ferreira,
que segue na quarta posição da liga. Os
“castores” voltaram a contar com Paulo Fonseca esta temporada e parece um
“casamento” perfeito, dado que, após
a saída deste para o FC Porto, o Paços
de Ferreira esteve perto de descer de
divisão. Este ano, com o seu regresso,
BARÓMETRO DA LIGA
O campeonato das previsões do JORNAL
TRIBUNA DE MACAU tem novo líder, com
Marques da Silva a ascender ao primeiro
lugar em detrimento de Lúcia Santos,
que “dominava” o “Barómetro” desde
praticamente a primeira jornada. No entanto, a diferença é de apenas um ponto,
com os restantes concorrentes a estarem
muito perto do topo da classificação. O
novo líder teve palpites “arrojados” para
esta jornada, ao apostar em empates
de Sporting e FC Porto, ao contrário dos
seus mais directos adversários. De resto
os palpites são, de forma geral, coincidentes, embora Helena Brandão e João
D’Assumpção acreditem que o Benfica
vai perder pontos na Madeira.
a equipa está novamente nos lugares
europeus, tendo agora um duro teste às
suas capacidades.
Os “leões” estiveram em grande na
“Champions” e procuram nesta ronda
não perder o “comboio” da frente, mas
para isso vão ter que suar para levar a
melhor sobre este Paços de Ferreira.
Interessado também nos lugares europeus está o Sporting de Braga, actualmente na sétima posição da tabela. Os
arsenalistas recebem o “lanterna vermelha” Gil Vicente, a única equipa que
ainda não venceu esta temporada.
Nacional
vs Benfica
Sporting
vs P. Ferreira
Estoril
vs FC Porto
Sp. Braga
vs Gil Vicente
1-2
1-1
1-1
3-0
1-2
1-0
1-2
2-0
1-2
3-2
1-3
2-0
34
1-2
1-0
0-2
3-0
33
0-2
2-0
0-1
2-0
30
1-1
3-1
1-2
2-0
30
1-2
2-1
1-2
2-1
1-2
1-0
0-2
1-0
1-1
2-1
1-3
3-0
Classificação
37
NOVO LÍDER
Benfica desloca-se domingo ao terreno do Nacional da Madeira
Marques
da Silva
36
Lúcia
Santos
35
Sérgio
Perez
Sandra
Bártolo
Palpite
JTM
Helena
Brandão
Victor
Marreiros
29
Nair
Cardoso
17
João
D’Assumpção
18 JTM | ROTEIRO
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
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PINTO 03:14 Água de Mar 04:00 Telejornal-Directo 05:00 Sexta às 9-Directo 05:42 Agora Nós
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GALAXY
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Annabele- 17:50
THEATER VÁRIOS
Fury - 15:30 • 17:30 • 18:15 • 19:35 • 20:40 • 21:00 • 22:15
THEATER VÁRIOS
The Giver- 13:15 • 13:45 • 21:20
THEATER VÁRIOS
Dracula Untold- 15:10 • 16:10
THEATER VÁRIOS
Let’s Be Cops - 13:30 • 16:15• 17:00 • 19:00 • 20:15
THEATER VÁRIOS
Gone Girl- 13:15 • 16:15 • 20:20
THEATER VÁRIOS
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Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
JTM | ACTUAL
19
TIMOR-LESTE
Xanana fala em desobediência e “erros inadmissíveis”
O Conselho Superior da Magistratura timorense “não compreendeu” a resolução que determinou a suspensão dos contratos e realização de
uma auditoria ao sector judicial, disse Xanana Gusmão, ao justificar a expulsão de magistrados do país
FOTO ARQUIVO
O
Primeiro-Ministro de Timor-Leste disse ontem
que decidiu expulsar magistrados porque os
responsáveis pelo sector judicial não acataram
a resolução que determinava a suspensão dos contratos
e a realização de uma auditoria ao sector. “Não compreenderam”, afirmou Xanana Gusmão, em entrevista
à agência Lusa, admitindo que a decisão de expulsar os
magistrados foi tomada depois do Conselho Superior
de Magistratura timorense não ter acatado a resolução
e ter ordenado aos magistrados que se mantivessem em
funções.
“Nós pensamos que as pessoas podiam ter compreendido a resolução do Parlamento nacional, que não
foi um documento de três frases. Foi longa o suficiente para as pessoas compreenderem as preocupações do
Estado timorense”, disse, sublinhando que as pessoas
“bem-intencionadas” teriam percebido a gravidade da
situação.
Os motivos de “força maior” e de “interesse nacional” invocados pelas autoridades timorenses nas resoluções referem-se a 51 processos no tribunal no valor de
378 milhões de dólares de impostos e deduções ilícitas
que as empresas petrolíferas devem ao país, acrescentou. “Em 16 casos já julgados, o Estado perdeu todos”,
disse Xanana Gusmão, explicando que foram perdidos
35 milhões de dólares.
“É que verificámos erros inadmissíveis. E aqui coloca-se o problema das competências. Se tivéssemos tido
uma cooperação, dizem sempre que os tribunais são
independentes, estão acima da lua, as coisas não se tinham levantado tanto assim”, explicou, ressalvando
que a resolução do Parlamento não visava todos os internacionais, apenas os que pegaram nos casos com as
petrolíferas.
“Os erros foram tantos, foram tão inadmissíveis que
paramos para não influenciar o processo, porque estamos em recurso para recuperarmos o dinheiro que é
nosso”, afirmou. “Eu aceitaria se perdêssemos porque
não apresentámos bem os factos ou não temos visão.
Não aceito por irregularidades, negligência e, talvez
diga má-fé, por parte de alguns actores, que nos fazem
perder os processos”, afirmou.
Na entrevista, lamentou que em Portugal tenham
pensado que as suas decisões tivessem sido relacionadas
com uma onda “anti-Portugal” e salientou que só tomou
aquelas medidas porque o tempo escasseia e não queria
que os processos em causa ou ainda em andamento viessem “a ser contaminados”. “Houve sete casos assinados
por um magistrado, que eram ‘copy paste’ só havia diferença na quantia de dinheiro e depois outros dois assinados por timorenses também. Porque era o processo
de ensino que se estava a fazer. Fazem uma cópia, não
vêem factos”, disse.
“Não permitiremos que a nossa soberania seja violada. Entendam que não é nada contra Portugal, não é
nada contra os portugueses que estão aqui e não só portugueses, porque não são só portugueses” os visados.
Xanana Gusmão garantiu também que não há “intenção nenhuma de esfriar as relações com Portugal” e
lembrou que todos têm problemas e que às vezes é preciso tomar decisões.
Por outro lado, justificou o pedido que fez ao Parlamento para que não seja levantada a imunidade aos
membros do seu Governo até final do mandato com a
necessidade de proteger os interesses do país e não evitar que se faça justiça. “Não levantar a imunidade não é
pedir ao tribunal para arquivar o processo”, vincou.
Questionado sobre se este pedido estava relacionado
com o julgamento da actual ministra das Finanças, Emília Pires, que está a ser investigada pelo Ministério Público por alegada participação económica em negócio,
Xanana Gusmão respondeu que não tem de defender a
ministra.
“Amigos, amigos... negócios à parte”, diz Passos
Ministros suspeitos de favorecer familiares
Passos Coelho lamentou o facto do governo timorense ter expulsado os
magistrados portugueses do país e, embora continue a ver o país com
afecto, avisou que há limites que têm de ser cumpridos. O PrimeiroMinistro português referiu que existe a possibilidade de retomar a
cooperação com Timor-Leste na área judiciária, “mas para que isso
aconteça ainda muita água vai ter de correr debaixo das pontes”.
As investigações desenvolvidas pelos sete magistrados portugueses expulsos de Díli revelaram que
pelo menos oito ministros timorenses estariam a favorecer empresas de familiares seus em ajustes
directos para obras públicas, avançou ontem o Diário de Notícias, citando fontes conhecedoras do
processo. As mesmas identificam a situação como uma enorme teia de ligações de onde se extraíram
suspeitas, ao mais alto nível, de crimes como corrupção, abuso de poder, participação económica em
negócio e peculato (apropriação indevida de fundos e bens públicos).
CHINA/PORTUGAL
Diplomacia lusa com agenda cheia na China
A actual dinâmica das relações económicas luso-chinesas reflecte-se na agenda diplomática das próximas semanas, com sete governantes
portugueses a visitarem a China
D
ois ministros e cinco secretários
de Estado de Portugal deverão
visitar a China nas próximas três
semanas, numa invulgar coincidência de
agendas, que evidencia o desenvolvimento das relações bilaterais, disseram ontem
à agência Lusa fontes diplomáticas.
A série de visitas começa em Xangai
no dia 11 de Novembro com a ministra da
Agricultura e do Mar, Assunção Cristas,
culminando com o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território, e Energia,
Jorge Moreira da Silva, esperado em Pequim na última semana do mês.
Estes contactos “traduzem um saudável acompanhamento por parte do governo da actual dinâmica das relações económicas luso-chinesas e das perspectivas
abertas com a visita do Presidente da República (em Maio passado)”, comentou à
agência Lusa o embaixador português na
China, Jorge Torres-Pereira.
As referidas visitas coincidem também com um bom momento das exportações portuguesas para a China. Pelas contas chinesas, nos primeiros nove meses de
2014, as exportações portuguesas cresceram 27% em relação a igual período do
ano passado, somando 1,28 mil milhões
de dólares (cerca de 10 mil milhões de patacas). Mas o saldo da balança comercial
bilateral, no valor de 10,5 mil milhões de
patacas, mantém-se largamente favorável
à China, indiciam os números da Administração-Geral das Alfândegas Chinesas
divulgados há uma semana.
A ministra da Agricultura participará
em Xangai numa grande feira internacional de vinhos e produtos alimentares,
sector considerado muito promissor para
as exportações portuguesas. Cerca de 50
empresas portuguesas estarão representadas no certame.
Assunção Cristas irá também a Hangzhou, acompanhado pelo secretário de
Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu,
viajando a seguir para Pequim, para uma
visita de 24 horas.
O secretário de estado do Turismo,
Adolfo Mesquita Nunes, é esperado em
Xangai a 13 de Novembro, no mesmo dia
em que a secretária de estado do Tesouro,
Isabel Castelo Branco, chegará a Pequim.
O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, visitará a China de 14 a
19 de Novembro, seguindo-se o ministro
Jorge Moreira da Silva, de 26 a 30 de Novembro, e o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, de 28 Novembro a 2
de Dezembro.
“A nossa relação com a China é tão
importante e economicamente relevante
que há necessidade de manter este ritmo
de contactos”, realçou o embaixador Jorge Torres-Pereira.
A China foi um dos principais investidores em Portugal nos últimos três anos,
nomeadamente no sector da energia,
onde já investiu mais de 3.000 milhões de
euros.
No plano político, as relações são consideradas excelentes e a transferência de
Macau para a administração chinesa, em
1999, é vista como uma “história de sucesso” pelos governos dos dois países.
Portugal e China estão também ligados por um acordo de “parceria estratégica global”, assinado em Dezembro de
2005.
“O aprofundamento das relações com
a China é importante para o nosso crescimento económico e para resolver alguns
problemas como seja o desemprego”, disse o Presidente Cavaco Silva em Maio, no
final da sua última visita à China. “Dada
a dimensão deste país, conquistar uma
quota de mercado, mesmo que seja de décimas, terá um grande impacto em Portugal”, acrescentou.
Na altura, o Presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a China estava “disposta a trabalhar de mãos dadas com Portugal” para promover “uma nova etapa”
nas relações bilaterais e “encarar novas
oportunidades de desenvolvimento”.
“Concordámos manter os contactos
de alto nível, aprofundar a confiança mútua e intensificar a comunicação sobre
importantes temas regionais e internacionais, fundando uma base política cada
vez mais sólida para o relacionamento bilateral”, disse Xi Jinping após o encontro
com o homólogo português.
JTM/Lusa
20 JTM | OPINIÃO
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
Táxis há muitos...
1
. Os taxistas são uma classe à parte na sociedade de Macau. Eles e o
pessoal do imobiliário. Fazem o que
querem, “empocham” o máximo que
podem à custa da população.
Para o efeito, gozam de impunidade,
imunidade e o apoio discreto do governo ou das autoridades que tudo permitem.
São parte integrante do núcleo forte
e do eixo do mal que estão a dar cabo
do tecido económico das famílias de
Macau, sob a prosperidade e desenvolvimento acelerado do território.
Frequento pouco os táxis, mas o que
ouço dizer e leio por aí é aterrador, apesar dos avisos oficiais contra os excessos
dos senhores taxistas numa cidade internacional como a nossa em que o serviço
de táxis deveria ser irrepreensível e não
o é.
Para agravar a situação, diz quem
sabe do assunto, o governo resolveu
cortar, supostamente, o mal pela raiz ao
suspender as operações dos táxis amarelos.
Uma má cena, diz-se, porque os amarelos estariam a fazer melhor serviço do
que os malfadados táxis pretos, esses,
sim, responsáveis pelo descalabro do
sector.
O Executivo afirma que tem uma solução para o problema - licenciar mais
táxis pretos nas ruas de Macau.
Será esta a solução? O problema com
os taxistas é o seu comportamento arbitrário com os clientes, no serviço prestado e a forma como é cobrado.
UM OUTRO OLHAR
Jorge Silva*
Para que a RAEM tenha táxis impecáveis, o governo tem de actuar no terreno metendo os taxistas na ordem. Não
se percebe como ainda não o fez, nem se
sabe se tem a vontade política para executar essa tarefa.
Uma tarefa urgente para benefício
da população e dos turistas que nos visitam.
2
. Pelo quinto mês consecutivo e pela
primeira vez desde 2005, as receitas
do jogo desceram mais de 20 por
cento.
Os números começam a ser alarmantes, porque a tendência para a quebra
parece que veio para ficar. As razões
apontadas são três - a campanha anti-corrupção decretada por Pequim, o movimento Occupy Central em Hong Kong
e, finalmente, a proibição de fumo nos
casinos.
Não sabemos ao certo. A única certeza é essa descida constante das receitas
do jogo, a principal indústria de Macau,
totalmente dependente dos casinos, sublinhe-se.
Por isso, uma leve constipação no
sector do jogo pode originar uma gripe
de proporções significativas na econo-
Para que a RAEM tenha táxis impecáveis, o
governo tem de actuar no terreno metendo os
taxistas na ordem. Não se percebe como ainda
não o fez, nem se sabe se tem a vontade política para executar essa tarefa
mia de Macau.
O reverso seria o controlo da inflação e do preço do imobiliário face a um
eventual fim do sobreaquecimento da
indústria de fortuna e azar, afirmam os
mais cínicos.
Seja como for, o jogo em Macau é
demasiado importante, quer queiramos
quer não, para assobiarmos para o lado
enquanto pequenos focos de incêndio
começam a eclodir...
* Jornalista
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
JTM | OPINIÃO
Projecto de Lei de Protecção de Animais
- Parte II, onde andou o legislador?
O
s ingleses, aquela malta fixe do
lado de lá, no outro oceano, que
deixou por perto das nossas
bandas as laws da Commonwealth com as
suas ordinances todas bem direitinhas,
acham, e eu acho também, que o melhor é centrar o espírito e as preocupações do legislador em redor do conceito
de crueldade. Na Anima não se levou
oito anos a investigar o óbvio, porque
a Anima não dispõe de tanto tempo assim, que as urgências são diárias, mesmo aos Sábados e Domingos, que para
a Anima não há fins-de-semana como
no Canil, maltratado que é esta Instituição que nem pessoal tem para recolher
os corpos dos animais ou socorrer um
pobre diabo preso num elevador num
fim-de-semana, claro que não me refiro
a animal humano. O seu pessoal tem
de descansar, nós não, estamos sempre
acordados, eles têm pessoal suficiente
(viram o que disse a administradora do
IACM, alto e em bom som, que tinham
pessoal suficiente para investigar e apanhar esses malandros todos, mas que se
não tivessem pediam ajuda à polícia?),
nós não, andamos constantemente a
pedinchar ao GRH por mais um gato
pingado, que é como quem diz, um filipino, que essa malta dos recursos humanos é muito sovina e muito pouco
patriota, que não nos dão chineses do
Continente, percebo que tenham medo
que os nossos animais possam desaparecer todos na calada da noite!
Uma chatice, ao que nos deixou Ao
Man Long! Toda a gente tem medo.
Para nós bastou apenas uma noite
a investigar, claro não para um lei mas
para um regulamento administrativo
que estancasse de imediato os vírus da
crueldade, permitindo aos juristas estudar profundamente esta realidade tão
complicada, e lá conseguimos juntar
dois tipos de crueldade, uma involuntária ou não intencionada a que se chamámos de passiva e outra voluntária que
é como quem diz mal-intencionada, a
que chamámos de activa. Rapidamente
usando a mesma técnica do copy-paste
que as autoridades usaram para este
projecto de lei de 2014, lá conseguimos
tipificar quase todo o tipo de crueldade
para com os animais. A malha ficou,
parece-me, bastante mais estreita. Pouca gente iria conseguir escapar-se através dela. Mas os nossos legisladores de
2014, embora bebendo de algumas das
nossas sugestões, fizeram ouvidos de
mercador nas principais! Uma enorme
frustração bateu-nos à porta, acreditem!
Nesta moderna lei de Macau, exceptuando as mortes que a lei acha, algumas vezes mal, que podem ser autorizadas, quem mata um animal, é punido
e vai, e bem, para a prisão, mas quem
manda matar, não. Quem come cão ou
gato vai para a prisão, mas quem os dá
a comer, não. Quem vende para comer
é punido mas quem compra para comer não, a não ser provavelmente que
se prove que já o terá comido ou é apanhado em flagrante!.
Enfim, quem passeia um animal na
rua sem trela é punido, e bem, por não
trazer trela, mas se passear um animal
no Altinho de Ká-Ho, por exemplo, com
tráfego intenso nos dois sentidos e o animal morrer todo escavacado por um carro, é punido por o animal estar sem trela
mas não por o animal ter morrido atropelado, que isso não entra no conceito
OS DESATINADOS
Albano Martins*
de maus tratos das Autoridades embora
entre no “nosso” conceito de crueldade.
Como aconteceu, por acaso, há dois Sábados! E como se farta de acontecer um
pouco por toda a cidade de Macau e
ilhas, basta irem ao nosso facebook!
Os deputados vão ter de dar ao litro, mas acredito que com a imaginação
e sentido do dever que deles conhecemos, com o interesse colectivo a nortear
sempre o seu douto pensamento, vão
conseguir pôr as politiquices de lado.
Os malfeitores vão lixar-se que os legisladores vão apertar as malhas da lei
proposta pelo Governo!
Tenho de acreditar para não chorar.
Tantos anos se passaram já!
Andamos nisso há 10 anos!
Não vou dizer que quem mandou
fazer a lei ou quem a fez é naive como
eu, que isso é característica que não gosto de partilhar, mas para quem anda tão
preocupado com a saúde pública, o documento parece um passador.
Mas não o era na versão de 2008, que
na altura alguém deve ter lido o que já
dizíamos. Os gatos também apanham
raiva, mas esses senhores ou essas senhoras não são obrigados a saber disso!
A raiva é endémica na China e embora
muita gente diga, e mal, que há mais
cães do que gatos nesta terra do fim da
China, a verdade é que estão redondamente enganados.
Ora, se um bichano desses ficar
infectado e andar por aí a dar umas
mordidelas aos velhotes de casa ou aos
vizinhos da rua, essa malta pode ficar
toda infectada e pode esticar o pernil,
que a raiva pode matar. Claro que custa
algum dinheiro vacinar tantos animais
tão pequenos, mas cuidadosas que são
as nossas autoridades a dizimar aves
que não têm doença alguma só por prevenção, não estão a ser tão naíves como
eu que acreditava piamente que o que
eles queriam era apenas proteger a saúde pública?
Se um surto de raiva por cá acontecer, seria uma complicação dos diabos e
a tal estabilidade da ordem social entraria num caos. A China não iria gostar de
nada disso! Será que os três ou quatro
supostos veterinários do Canil (que não
estão credenciados por ninguém, porque a profissão não está simplesmente
regulada) iriam andar à caça dos gatos
por Macau inteiro, incluindo habitações
das nossas gentes, para os dizimar todos como prevenção, usando meios
humanitários? Ou a paulada, em emergência, seria justificável?
A revolução instalar-se-ia no burgo e
a China que só gosta da de 49, não iria
achar piada alguma a tanto naivismo!
Não brinquem com coisas sérias!
Claro que o IACM está cheio de pessoal. Claro, acredito na sua administradora, ou iria a senhora ousar aldrabar
os deputados, o poder instituído das
nossas cortes, os homens com rosto que
protegem os nossos interesses colectivos contra os lobbies da construção, dos
senhorios, da economia livre...?
O governo está pobre, não porque
não tenha ideias - que já vimos que as
tem, podem não ser as melhores, mas
que as tem, tem - mas porque não tem
dinheiro para vacinar essa malta toda.
Não é trabalho fácil, claro, como não é
trabalho fácil convencer as nossas gentes a ir para as bichas do canil vacinar
contra a raiva os seus cães. Que estes
são obrigados, mas os gatinhos não. Elas
que já se torcem todas quando vão pagar uma licença de cão que é cinco vezes
mais cara do que em Singapura e Hong
Kong! Claro que podiam pagar com a
ajuda do cheque pecuniário, mas isso
seria pedir demasiado, não acham?
Os gatos têm beneficiado de um tratamento mais benéfico do que os cães por
parte das Autoridades, não porque haja
lá quem goste mais de gatos do que cães,
mas talvez por causa do seu tamanho,
que praticamente não geram ferimentos
aos condutores se atropelados, e porque
desempenham um papel muito importante no controlo do número de ratos que
proliferam por Macau. “Não incomodam” muito se estiverem nas ruas.
Por isso, raramente, são abatidos
pelo IACM. Só por isso.
E ainda bem que o não são.
Embora Macau precise de um quadro legislativo integrado no que respeita
a animais, que não há regulamentação
de veterinários, de lojas de animais, de
clínicas, de criadores de animais, só para
citar algumas, poder-se-ia aproveitar o
documento e obrigar-se também as lojas
de animais ou os criadores a venderem
apenas animais licenciados, mesmo que
depois houvesse regulamentação específica detalhada. Essa actividade comercial tem sido responsável pela injecção
de muitos animais no mercado e pelo
elevado abandono nas ruas de Macau.
Dever-se-ia restringir a sua abertura!
O mercado está cheio de animais!
Poder-se-ia igualmente exigir que as
condições de acomodação desses animais não se prolongassem em jaula indefinidamente que isso é traumatizante,
sendo considerado actualmente como
exemplo típico de acto de crueldade.
Mas em Macau há pessoas tão naíves
que acham que eles ficam melhor enjaulados toda a vida do que viver livre nas
ruas! Enfim, uma especificidade local!
Por outro lado, poder-se-ia igualmente aproveitar para garantir que os
animais, sendo acomodados temporariamente em jaulas, estas tivessem as especificações internacionais aconselhadas.
Em Macau, como a população está
constantemente a mudar de casa, deveria ser obrigatório que quem mudasse
de casa e tivesse animais licenciados fosse obrigado a informar o IACM no prazo
de um mês. A razão é simples, por esta
lei, se os donos dos animais não conseguirem ser contactados pelo IACM em
caso de extravio, os animais são abatidos
em sete dias úteis. Hoje são abatidos em
cerca de quatro dias! Houve progresso.
Finalmente, termino esta minha segunda parte com os primatas, não me
referindo a ninguém em espacial, mas
aos verdadeiros primatas: nunca deveria sequer ser permitido que esses nosso
parentes mais próximos pudessem estar
sujeitos a autorização do IACM para serem utilizados em experiências de laboratório. Pura e simplesmente tal hipótese nunca, mas nunca, deveria sequer ser
equacionada!
*Economista.
Escreve neste espaço às 6as-feiras.
21
• • • HÁ 20 ANOS
In “Jornal de Macau”
e “Tribuna de Macau”
07/11/1994
TERMINAL DO AEROPORTO
NÃO TERÁ CASINOS
A Administração reafirmou o propósito de não autorizar a instalação
de casino no terminal do aeroporto internacional do território, cuja
construção estará concluída em
Julho de 1995. “Mantém-se a decisão, tomada em Junho de 1993 e
devidamente comunicada à CAM
(Companhia do Aeroporto de Macau), de não se prever espaços para
a instalação de casinos no terminal
de passageiros do aeroporto”, disse
à agência Lusa o secretário-adjunto
para os Transportes e Obras Públicas, José Manuel Machado. O administrador-delegado da Sociedade
de Turismo e Diversões de Macau
(STDM), Stanley Ho, afirmou no
fim-de-semana que a concessionária dos jogos de fortuna e azar
no território pretende instalar um
casino no terminal do aeroporto.
“A STDM mantém o seu plano de
instalar um casino no terminal do
aeroporto”, disse Stanley Ho, que é,
simultaneamente, vice-presidente
do conselho de administração da
CAM. Stanley Ho referiu ainda que,
de acordo com o contrato de concessão do jogo válido até 2001, a STDM
tem o direito de instalar casinos em
locais aprovados pela Administração de Macau. José Manuel Machado admitiu que o projecto inicial do
terminal do aeroporto incluía dois
espaços reservados para a instalação de casinos, mas indicou que os
mesmos foram eliminados em 1993.
“Entendeu-se que um aeroporto internacional como o de Macau não
deveria ter casinos e essa decisão
mantém-se”, sublinhou o secretário-adjunto para os Transportes e
Obras Públicas. A directora executiva da CAM, Elsa Ferreira, escusou-se a comentar para a agência Lusa
as declarações de Stanley Ho remetendo o assunto para anteriores posições da empresa.
DIREITOS E DEVERES
DOS CIDADÃOS DE MACAU
O Gabinete para os Assuntos Legislativos (GAL) lançou o guia dos
Direitos e Deveres dos Residentes
de Macau, destinado a facilitar o
acesso dos cidadãos locais ao direito. De acordo com o coordenador do GAL, Jorge Oliveira, o Guia
condensa normativos legais em
textos de linguagem acessível ao
público, “de modo a facilitar mais
a sua apreensão e compreensão,
nomeadamente no que respeita aos
direitos e deveres dos cidadãos”.
Dito
(...) “O céu de Pequim continua lindo,
iluminado com a cor ‘azul de APEC’.
Mas pergunto-me: e depois da próxima terça-feira, a data em que encerra
a reunião?” (...)
Lou Shuo, in “Ponto Final”
Hugo Pinto, in “Hoje Macau”
22 JTM | LAZER
Amal Clooney disputa
título de mais elegante
Conhecida como a advogada mais sexy de Londres, Amal
Clooney, de 36 anos, foi nomeada pela primeira vez para os
“British Fashion Awards”, que distinguem anualmente as 10
mulheres e homens mais bem vestidos do Reino Unido. Amal,
que se casou com George Clooney em Setembro, disputa o
título de elegância com Keira Knightley, Kate Moss, Emma
Watson, Helen Mirren, Cara Delevingne, Rita Ora, FKA
Twigs, Kate Bush e Jourdan Dunn. A cerimónia de entrega dos
galardões está marcada para 1 de Dezembro. Halle Berry luta para reduzir
valor da pensão que dá à filha
Halle Berry, que divide a guarda da filha com o ex-namorado,
Gabriel Aubry, continua a lutar para reduzir a pensão mensal
destinada aos cuidados da pequena Nahla, de 6 anos.
Segundo documentos obtidos pelo site “TMZ”, a actriz paga
actualmente 16 mil dólares americanos por mês, mas quer que
o valor seja reduzido para 3.800. A actriz, de 48 anos, alega que
o ex-companheiro usa grande parte da pensão para si próprio
e não para a filha, aproveitando-se do dinheiro para não
trabalhar e desfrutar de uma vida de luxo. O casal separou-se em 2010 e, desde então, envolveuse em sucessivas disputas judiciais no que diz respeito à filha. Stevie Wonder vai ser pai de trigémeos
Stevie Wonder vai ser pai novamente, desta vez de
trigémeos. O cantor e a namorada, Tomeeka Robyn Bracy,
de 25 anos, tiveram o primeiro filho em conjunto no ano
passado. Segundo o jornal “The New York Post”, Stevie
Wonder está radiante por ver a sua família aumentar. O
cantor já tem oito filhos, contudo, nem todos os irmãos se
conhecem. O artista já foi casado duas vezes e tem filhos
de cinco mulheres. A sua filha mais velha, de 39 anos,
serviu de inspiração à conhecida música “Isn’t She Lovely.”
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
Diva do “wrestling”
Barbara Jean Blank não hesitou quando o seu agente de modelos
lhe perguntou se estaria interessada em dedicar-se ao “wrestling”.
Menos de um ano depois, tornou-se a “diva” mais jovem na história
da WWE, estreando-se com o nome Kelly Kelly. Conquistando
rapidamente inúmeros fãs, Kelly foi escolhida para participar numa
digressão da WWE pelo Iraque, onde mostrou os seus dotes de
lutadora. Nada mal para uma “ex-cheerleader”...
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
JTM | LAZER
O que falta em Macau?
R
esido em Macau há cerca de 6
anos e penso que a cidade mudou ligeiramente em pouco tempo, mas não creio que tenha sido algo
inesperado. Isto é, sendo Macau uma cidade reconhecida
internacionalmente, com uma presença tão marcante da
indústria do jogo, não é de estranhar que em pouco tempo
se tenha desenvolvido tanto. Contudo, isto também não
por
Aida Velasquez
quer dizer que seja algo positivo, pois parte dos problemas
actuais estão também relacionados com este desenvolvimento, que, para além de não ter sido equitativo, originou
uma grande instabilidade na sociedade. Um grande reflexo
desta premissa é precisamente a questão das rendas, completamente sobrevalorizadas. Depois existem ainda outras
questões, como os táxis e os seus condutores, que, aproveitando-se das lacunas da lei, tiram proveito dos outros. Os
Gente Gira
23
autocarros, ou a falta deles, também reflectem outro factor
problemático. Com este grande desenvolvimento é indispensável a criação de melhores infra-estruturas e serviços.
Portanto, a filosofia não pode ser apenas desenvolver. Tem
também que se planear e ter consciência dos recursos necessários. Os casinos podem ajudar muito a economia de
Macau, mas parece que quanto mais se investe no jogo,
mais problemas vêm ao de cima.
Envie as suas fotos para: [email protected]
Um presente
como
recompensa
O pequeno Rodrigo
portou-se bem e, por
isso, teve direito a um
miminho da mamã que
o deixou escolher uma
prenda! Rodi, como a
mãe Adelaide lhe chama,
provou que são estes
pequenos gestos que
fazem uma criança tão
feliz...
Dois modelos originais
No festival da Lusofonia, depois de ter bebido umas caipirinhas e umas sangrias, a
irmã da Rosalina (na fotografia), encontrou estes dois “modelos” pelo caminho. Como
eram muito engraçados e cheios de pinturas garridas, as irmãs decidiram registar o
momento para mais tarde relembrar.
Domingo
na “Lover’s
Road”
Durante o fim-desemana Aimee Lee foi
até Zhuhai para mudar
de ares! A jovem contou
ao GENTE GIRA que
passeou pela “Lover’s
Road”, onde andou de
bicicleta. Durante o
passeio, o último ponto
de paragem foi na
estátua “Fisher Girl” para
um bom almoço tardio!
Um local incrível
Amanda Kathapithak aproveitou o fim-de-semana prolongado para visitar a província de
Guilin com um grupo de amigos. Segundo explicou ao GENTE GIRA, os amigos visitaram o
rio Li, conhecido por estar presente nas notas de 20 renminbi…e não podia ter sido melhor
surpresa, uma vez que o local é muito bonito.
24 JTM | ÚLTIMA
Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014 • Fecho da Edição • 02:10 horas
ANDRÉ CHEONG SERÁ O NOVO COMISSÁRIO CONTRA A CORRUPÇÃO
Lionel Leong e Wong Sio Chak
entram na equipa de Secretários
FOTOS ARQUIVO
Francis Tam e Cheong Kuoc Vá vão ceder a liderança das tutelas da Economia e Finanças e da Segurança, respectivamente, a Lionel Leong
e Wong Sio Chak, apurou o JORNAL TRIBUNA DE MACAU. André Cheong, actual director dos Serviços de Assuntos de Justiça, será o próximo
Comissário contra a Corrupção
Sérgio Terra
L
ionel Leong Vai Tac, empresário e membro do
Conselho Executivo que tem seguido uma trajectória ascendente no panorama político local, vai
suceder a Francis Tam como Secretário para a Economia
e Finanças do Governo da RAEM, garantiu ao JORNAL
TRIBUNA DE MACAU fonte bem informada sobre o
processo. Por força das novas funções que irá desempenhar, Lionel Leong já foi mesmo substituído, a seu pedido, num cargo que ocupava numa conhecida associação
do território.
No final do mês passado, Lionel Leong escusou-se a
comentar o assunto, frisando no entanto que está disponível para qualquer cargo que “contribua” para o desenvolvimento de Macau.
De acordo com a mesma fonte, Wong Sio Chak também é um nome “100% confirmado” na nova equipa de
Secretários. O actual director da Polícia Judiciária passará a liderar a tutela da Segurança, assumida desde o
estabelecimento da RAEM por Cheong Kuoc Vá.
André Cheong será outra novidade na lista dos principais titulares dos cargos públicos, soube ainda este
jornal. Cheong vai deixar a direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça para receber o testemunho de Vasco
Fong como Comissário contra a Corrupção.
Por outro lado, é dada como certa a continuidade de
Sam Hou Fai, Ho Veng On e Choi Lai Hang, respectivamente, nos cargos de Presidente do Tribunal de Última
Instância, Comissário da Auditoria e Director-geral dos
Serviços de Alfândega, bem como a nomeação de Ma Io
Kun, comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública, como Comandante-geral dos Serviços de Política
Unitários, em substituição de José Proença Branco.
A pouco mais de um mês da tomada de posse do
quarto Executivo da RAEM, está a circular nas redes sociais uma lista que avança ainda os nomes de Song Man
Lei (juíza do Tribunal de Última Instância), Alexis Tam
Lionel Leong
(chefe do Gabinete do Chefe do Executivo e porta-voz
do Governo), e Raimundo Arrais do Rosário (director da
Delegação de Macau em Bruxelas) como próximos Secretários, respectivamente, da Administração e Justiça,
Assuntos Sociais e Cultura e Obras Públicas e Transportes. O JORNAL TRIBUNA DE MACAU não conseguiu
confirmar a eventual nomeação deste trio, admitindo-se
ainda assim como “provável” uma promoção de Alexis
Tam.
No caso de Song Man Lei, a mesma fonte considerou
que “faz sentido” entregar o lugar de Florinda Chan à
juíza que presidiu à Comissão de Assuntos Eleitorais do
China quer punir funcionários tibetanos
por apoio ao Dalai Lama
As autoridades chinesas pretendem punir de forma rígida os funcionários públicos tibetanos que manifestam apoio ao
Dalai Lama, o líder espiritual tibetano no
exílio, indicou a imprensa estatal. “Descobrimos que alguns funcionários locais
da região do Tibete estão envolvidos em
casos de corrupção graves. Alguns não conseguem manter posições
políticas firmes”, disse Ye Dongsong, um dos secretários responsáveis
pela disciplina no Partido Comunista Chinês, advertindo que “o Tibete não se livra da campanha anti-corrupção que envolve todo o país”.
Segundo o jornal “Global Times”, uma fonte do partido no Tibete avisou que os “funcionários que se comportam como discípulos do Dalai
Lama ou apoiam as teses separatistas serão severamente punidos”. O
Dalai Lama continua sendo venerado por muitos tibetanos, que denunciam uma política repressiva das autoridades chinesas.
Xi Jinping recebe enviado
do Presidente de Taiwan
O representante do Presidente de Taiwan
para a cimeira do Fórum de Cooperação Económica da Ásia-Pacífico (APEC),
o ex-vice-presidente Vincent Siew, vai
reunir-se com o Presidente da China, Xi
Jinping, no domingo. Vincent Siew e Xi
Jinping vão abordar as relações bilaterais,
incluindo a cooperação económica, e a integração regional, em conformidade com
o principal tema da cimeira, que decorre
nos dias 10 e 11, disse a vice-ministra do
Conselho de Assuntos da China Continental, Wu Mei-hung. “Esperamos que o
encontro agendado entre Siew e Xi consolide uma base sólida para futuras relações bilaterais positivas”, acrescentou.
Wong Sio Chak
Chefe do Executivo, mantendo-se assim uma mulher na
equipa governativa.
Igualmente por confirmar está a possível nomeação
de Lai Kin Hong, presidente do Tribunal de Segunda
Instância, que foi apontado como sucessor de Ho Chio
Meng no cargo de Procurador do Ministério Público.
Estas dúvidas só serão desfeitas depois de 11 de Novembro, porque, segundo apurámos, o Chefe do Executivo não irá fazer um anúncio oficial sobre a matéria
antes de se deslocar à Assembleia Legislativa nesse dia
para apresentação do balanço dos trabalhos do Governo
em 2014 e da preparação do Orçamento para 2015.
Universidade veta docentes
“fumadores, bebedores e gays”
Uma controversa universidade evangélica da
Coreia do Sul proibiu explicitamente os “fumadores, bebedores e homossexuais” de se inscreverem numa oferta de trabalho para professores
estrangeiros, o que gerou polémica naquele país
asiático. “Proibido beber, fumar e a homossexualidade”, refere o anúncio publicado em inglês em
várias páginas na Internet para contratar docentes para a Universidade Nazarena da Coreia em
Cheonan, cerca de 80 quilómetros a sul de Seul.
Um representante da universidade frisou que todos os professores têm de ser cristãos evangélicos
e assistirem à missa regularmente, para não perderem o emprego, e que os fumadores, bebedores
e homossexuais no ‘campus’, sejam docentes ou
não, seriam “expulsos de forma fulminante”.
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