4 Cidades - [email protected] O Estado do Maranhão - São Luís, 16 de maio de 2012 - quarta-feira Sedihc firma parcerias para coibir viagem clandestina de menores em trem da Vale Para conhecer a realidade do transporte irregular de crianças e adolescentes, uma equipe da Secretaria de Estado de Direitos Humanos fez o trajeto do trem de carga Arquivo A secretária de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Cidadania, Luiza Oliveira, firmou parcerias para combater o transporte irregular de crianças e adolescentes no trem de cargas da mineradora Vale. Uma das propostas foi a realização de palestras de conscientização para as famílias em parceria com o poder público e comunidades. Essas palestras devem ser realizadas em escolas, centros comunitários e estações de trem. Uma comitiva da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Cidadania (Sedihc), liderada pela secretária, viajou no trem da Vale, na semana passada, para conhecer a situação do transporte irregular de crianças e adolescentes. De acordo com denúncias, as crianças e os adolescentes embarcam de forma clandestina e se alojam nas composições de carga de Marabá (PA) para municípios no estado do Maranhão. Segundo Luiza Oliveira, a viagem serviu para fazer uma análise situacional dos municípios onde o trem faz parada. “Verificamos a realidade das cidades e conhecemos, também, a rede de proteção e garantia dos direitos dessas crianças e adolescentes. A própria Vale também é parceira nesse combate”, informou a secretária. Para Luiza Oliveira, o objetivo da Sedihc é firmar parcerias no combate a essas ilegalidades. Para isso, prefeituras e secretarias municipais, além de organizações não governamentais, são indispensáveis para a realização do trabalho. Viagem - Na primeira parada da viagem, no município de Arari, a secretária Luiza Oliveira se reuniu com o prefeito do município, Leão Santos Neto, e com outras Viagem clandestina no trem de carga da Vale atrai crianças e adolescentes, preocupando a Sedihc autoridades para uma reunião pautada na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. Na ocasião, o coordenador do programa da Vale, Estação Conhecimento, Frederik Teixeira, mostrou a importância da ação. “O objetivo da estação é contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades, cujo público é de crianças e adolescentes de 6 a 18 anos”, garantiu. Outra parada do trem foi em Vitória do Mearim. Dessa vez, a comitiva da Sedihc foi recebida pela rede social do município, formada por uma equipe de pedagogos, assistente sociais, psicóloga e educadores esportivos. De acordo com as informações levantadas, são poucos os casos de crianças e adolescentes caroneiros. Os locais de saída dessas crianças para pegar carona no trem são Parauapebas e Marabá, no Pará, além de Alto Alegre do Pindaré, no Maranhão. O trem percorreu ainda a cidade de Santa Inês, onde Luiza Oliveira se reuniu com a rede social e secretarias municipais de Educação e Desenvolvimento Social. As secretárias municipais informaram que, em 2011, foram registrados 197 casos de crianças e adolescentes que pegaram carona no cargueiro da Vale até a cidade. Em 2012, até agora, nove casos foram registrados. Abusos - Em Santa Inês, há casos, também, de abuso e exploração sexual, identificados pelos conselheiros tutelares. O município lançou com uma campanha contra o abuso e exploração sexual que começou em 18 de abril e vai até 18 de maio na Praça da Matriz, na cidade. Os conselheiros tutelares devem enviar relatórios para Sedihc com levantamento do diagnóstico situacional das famílias dos municípios por onde o trem da Vale passa para que, por meio desses relatórios, a secretaria proponha ações em futuras viagens aos municípios. A Vale dispõe de vagões com sistema de áudio e vídeo e se disponibilizou para a divulgação das campanhas da Sedihc. Rosário terá Comunidades de matriz unidades de africana são fortalecidas capacitação com novas ações da Seir profissional ROSÁRIO -O município de Rosário ganhará duas escolas de qualificação profissional, que serão construídas por meio de parcerias estabelecidas entre o Governo do Estado, Federação da Indústria do Maranhão (Fiema) e Prefeitura. O anúncio da construção das duas unidades de ensino que serão coordenadas pelo Serviço Nacional da Indústria (Senai) foi feito pelo Presidente da Fiema, Edílson Baldez, e pelo secretário de Estado da Indústria e Comércio, Maurício Macêdo. A reunião de trabalho contou ainda com a presença do prefeito Marconi Bimba, de secretários municipais, assessores, vereadores, além de técnicos e membros da diretoria da federação e da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio. Qualificação - Durante a reunião, Edílson Baldez falou das atividades que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) já desenvolvem nas cidades de Bacabeira e Santa Rita, por meio dos cursos de qualificação profissional. Na mesma reunião, Maurício Macêdo apresentou o mapa onde as escolas serão construídas e onde será implantado o Distrito Industrial de Rosário. Após o término da reunião, a comitiva visitou a área das unidades de ensino. Foi assinado termo de cooperação técnica com a Rede Nacional de Religiões Afro e Saúde A Secretaria de Estado de Igualdade Racial (Seir) e a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde - Núcleo Maranhão já assinaram o termo de cooperação técnica para pactuar ações conjuntas. O termo foi assinado pela secretária da Igualdade Racial, Claudett Ribeiro, e pela coordenadora da Rede de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Luzimar Brandão. A parceria entre os órgãos visa fortalecer as comunidades tradicionais de matriz africana. Entre as ações propostas está a realização do Encontro Mulheres de Axé e do Encontro de Juventude de Terreiro, fazer o assessoramento técnico do Fórum Mulheres de Axé, realizar ações com vistas ao combate à intolerância religiosa e ainda desenvolver ações de fomento à sustentabilidade dessas comunidades. "O documento formaliza a parceria que já existe e que vem se concretizando em ações de fortalecimento das comunidades tradicionais de matrizes africanas. Com este ato, estamos reconhecendo a importância dos terreiros não apenas como espaços religiosos, mas também como espaços socioeducativos de manutenção e valorização da cultura afro-brasileira", afirmou Claudett Ribeiro. A assinatura do documento foi testemunhada pelas participantes da I Oficina Mulheres de Axé e pelas oficineiras Nilce Nascimento e Kátia Lopes, do terreiro Ilê Omolu Oxum, do Rio de Janeiro, que, além de casa de culto religioso, é também ponto de cultura reconhecido e apoiado financeira e institucionalmente pelo Ministério da Cultura. Oficina - A oficina foi realizada durante quatro dias e para as participantes foi como o início de novas possibilidades de geração de renda. "É a primeira vez que tenho oportunidade de fazer pintura em tecido e para mim está sendo extraordinário. Eu quero dar continuidade, aprender cada vez mais e multiplicar esse conhecimento na minha comunidade", disse Raimunda Aroucha Costa, presidente da Associação de Umbanda Terreiro Falansiê, do município de São Vicente Férrer. De acordo com a coordenadora da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde - Núcleo Maranhão, Luzimar Brandão, que coordenou a atividade, o saldo foi positivo e a expectativa é de realizar outras atividades de fortalecimento das mulheres de terreiro nos próximos meses. "Essas ações nos mostram que vale a pena realizar atividades que promovam a autossustentabilidade das mulheres de axé. Ainda este ano queremos fazer outras oficinas em outras áreas, como culinária por exemplo", disse Luzimar Brandão. Excepcionalmente a coluna “Diário de Caxias”, com Lorena Miranda, não foi publicada hoje “ o objetivo da Sedihc é firmar parcerias no combate a essas ilegalidades” Luiza Oliveira, Secretária de Estado Associação LGBTS fará atividades em defesa da paz O ponto alto das ações da Associação de Gays, Lésbicas e Profissionais do Sexo de Caxias será a 7ª Parada da Diversidade CAXIAS - A Associação de Gays, Lésbicas e Profissionais do Sexo de Caxias (Agleps) realizará diversas atividades este mês. O calendário da entidade está recheado de ações para debater e promover os direitos e a cidadania da população LGBT caxiense. As atividades ocorrerão de 21 a 27 e integram a 7ª Parada da Diversidade cujo tema será Basta! Queremos Paz. Para iniciar as reflexões sobre a Diversidade Sexual, a Agleps realizará dia 21 ato ecumênico para relembrar o espírito de solidariedade e fraternidade que norteiam todas as práticas religiosas, favorecendo, assim, a paz e a justiça entre os humanos. Segundo Edilson da Cohab, organizador da parada, o culto ecumênico expressa o respeito à dignidade da pessoa humana. O ativista destaca ainda que o sentido da espiritualidade humana é ser acolhedor das diversidades, como pessoas negras, mulheres, profissionais do sexo e deficientes. Ainda no clima de celebrar a diversidade e congregar os LGBTS caxienses, ocorrerá no dia 22 os Jogos da Diversidade. Atletismo, voleibol, futebol de salão e outras modalidades estarão entre as atividades esportivas do evento. Cultura - Para sensibilizar a população em geral quanto ao respeito e valorização da diversidade sexual, a organização da parada realizará no dia 23 o Dia Cultural da Diversidade, campanha massiva de distribuição de panfletos e boletins informativos sobre direitos LGBTS. Uma atividade de valor educativo, afetivo e simbólico será a confraternização com as mães de filhos LGBTS e profissionais do sexo. O evento ocorre no dia 24, no espaço Assunção Festas. A festa Noite das Estrelas, prevista para o dia 26, promete também ser um dos momentos de grande celebração e afirmação do orgulho LGBTS. Para contagiar os participantes, a apresentadora Stella Simpson e as performers Dandara Top, Selda Torres e Fernanda Golveia agitarão a noite com os DJs Gildenor, Naldo Morais e Valadares. No dia 27 será a vez da 7ª Parada da Diversidade. Saiba mais Apresentação Inicialmente, o termo mais comum era GLS, sendo a representação para gays, lésbicas e simpatizantes. Com o crescimento do movimento contra a homofobia e a livre expressão sexual, a sigla GLS foi alterada para GLBS, ou seja gays, lésbicas, bissexuais e simpatizantes, que logo foi mudada para GLBT e GLBTS com a inclusão da categoria dos transgêneros (travestis, transexuais, transformistas, crossdressers, bonecas e drag queens, entre outros). Sensibilidade A sigla GLBT ou GLBTS perdurou por pouco tempo, pois o movimento lésbico ganhou mais sensibilidade dentro do movimento homossexual e a sigla foi alterada para LGBTS. Apoio A inclusão do L na frente da sigla do movimento gay deu-se pelo grande crescimento do movimento lésbico e pelo apoio da comunidade gay às mulheres homossexuais.