Apresentação:
Rosária Costa Baptista
Diretora do Departamento de Negociações Internacionais
Secretaria de Comércio Exterior
INTEGRAÇÃO REGIONAL
Comércio intraMERCOSUL
MERCOSUL representa um processo em curso
intraMERCOSUL
Fluxo de comércio do Brasil em relação ao MERCOSUL:
Exportação (milhões de US$)
Argentina
Paraguai
Uruguai
Total
Importação (milhões de US$)
2005
2006
2007
Total
2005
10.649
12.564
15.719
38.932
6.779
1.044
1.323
1.822
4.189
912
1.113
1.404
12.605
15.000
18.945
2006
2007
Total
Saldo
8.726
11.538
27.043
11.889
345
325
512
1.182
3.007
3.429
543
674
872
2.089
1.340
46.550
7.667
9.725
12.922
30.314
16.236
intraMERCOSUL
Fluxo de comércio do Brasil em relação ao MERCOSUL:
Importação Brasil
Uruguai
2007 (US$)
Paraguai
2006 (US$)
2005 (US$)
Argentina
-
2.000
4.000
6.000
8.000
Milhões de US$
10.000
12.000
14.000
intraMERCOSUL
Fluxo de comércio do Brasil em relação ao MERCOSUL:
Exportação Brasil
Uruguai
2007 (US$)
Paraguai
2006 (US$)
2005 (US$)
Argentina
-
2.000
4.000
6.000
8.000
10.000
Milhões de US$
12.000
14.000
16.000
18.000
intraMERCOSUL
Aperfeiçoamento da Integração Regional:
Livre circulação de bens que cumpram com a
política tarifária comum
Livre Circulação
Decisão CMC Nº 54/04
(Eliminação da Dupla Cobrança da TEC e Distribuição da Renda
Aduaneira)
intraMERCOSUL – livre circulação
A Decisão CMC Nº 54/04, de dezembro de 2004,
estabelece um programa de trabalho definindo
duas etapas para que os bens importados de
terceiros por um dos países do MERCOSUL, que
cumpram com a política tarifária comum, recebam
o tratamento de bens originários.
intraMERCOSUL – livre circulação
Decisão CMC Nº 54/04
Na 1ª etapa (já regulamentada e em aplicação pela Decisão
CMC Nº 37/05) receberão o tratamento de bens originários
os bens importados de terceiros países aos quais:
i) se aplique uma TEC de 0% em todos os Estados Partes, e
ii) os Estados Partes apliquem, de forma quadripartite e
simultânea, 100% de preferência tarifária no âmbito dos
acordos assinados pelo MERCOSUL, quando os mesmos
forem originários e procedentes do país ou grupo de países
aos quais se outorga tal preferência.
intraMERCOSUL – livre circulação
Decisão CMC Nº 54/04
Para a implementar a 2ª etapa (bens cuja TEC seja maior
que 0%) deverá ser aprovado, não além de 2008:
a) o Código Aduaneiro do MERCOSUL;
b) a interconexão, em linha, dos sistemas informáticos de
gestão aduaneira existentes nos Estados Partes do
MERCOSUL; e
c) um mecanismo, com definição de modalidades e
procedimentos, para a distribuição da renda aduaneira.
intraMERCOSUL – livre circulação
Decisão CMC Nº 54/04
A definição de um mecanismo para distribuição da
renda aduaneira é, entre os temas referidos, o de maior
complexidade técnica.
A interconexão informática vem sendo implementada
com o desenvolvimento do sistema de Intercâmbio de
Informação dos Registros Aduaneiros (INDIRA), que
visa a permitir a troca, on-line, de informações entre as
autoridades aduaneiras dos Estados Partes.
intraMERCOSUL – livre circulação
Código Aduaneiro do MERCOSUL
A redação do Código Aduaneiro, por sua vez, encontra-se em etapa
avançada no respectivo Grupo Ad Hoc.
Estão sendo tratados, entre outros, os seguintes temas:
– Sujeitos
– Importação/Ingresso da Mercadoria
– Exportação/Egresso da Mercadoria
– Disposições Comuns à Importação e Exportação
– Regimes Especiais
– Proibições Econômicas e Não-Econômicas
– Tributos Aduaneiros
– Estímulos à Exportação
– Áreas com Tratamento Aduaneiro Especial
intraMERCOSUL – FOCEM
Fundo para a Convergência Estrutural do MERCOSUL
(FOCEM)
Passados menos de dois anos desde sua criação, o
FOCEM apresenta carteira de dezoito projetos em
fase de execução: além dos oito em benefício do
Paraguai, há seis do Uruguai, três da Secretaria do
MERCOSUL e um projeto pluriestatal ("Programa
MERCOSUL Livre de Febre Aftosa"). Parte desses
projetos já recebeu recursos totais de US$ 4,7
milhões.
Fonte: Carta de Montevidéu n.° 5, de maio de 2008.
intraMERCOSUL – FOCEM
Fundo para a Convergência Estrutural do MERCOSUL
(FOCEM)
- Criado pela Decisão CMC Nº 45/04
- Regulamentado pela Decisão CMC Nº 24/05
- Objetivos: financiar programas para promover a
convergência
estrutural,
desenvolver
a
competitividade, em particular das economias
menores e das regiões menos desenvolvidas e
apoiar o fortalecimento do processo de integração.
intraMERCOSUL – FOCEM
Fundo para a Convergência Estrutural do MERCOSUL
(FOCEM)
Conformação do FOCEM:
- Aportes dos Estados Partes anuais, efetuados em quotas semestrais
- Contribuições não reembolsáveis
- Montante anual: 100 milhões de dólares, integrado conforme as
porcentagens abaixo tendo em vista a média histórica do PIB dos
países:
- Argentina – 27%
- Brasil – 70%
- Paraguai – 1%
- Uruguai – 2%
intraMERCOSUL - Fundo PMEs
Fundo Mercosul de Apoio a Pequenas e Médias Empresas
(Decisão CMC Nº 22/07)
Proposta brasileira:
Objetivo:
Apoio a pequenas e médias empresas do Mercosul que
participem de iniciativas de integração produtiva.
Tipo de Concessão:
O Fundo ofereceria garantias em apoio a bancos
credenciados que concedessem empréstimos a pequenas e
médias empresas.
intraMERCOSUL - Fundo PMEs
Fundo Mercosul de Apoio a Pequenas e Médias Empresas
(Decisão CMC nº 22/07)
Capital do Fundo e Origem dos Recursos:
- Seriam definidos numa fase mais avançada dos trabalhos.
Conselho de Administração do Fundo:
Poderia ser criado um Conselho de Administração do
Fundo composto por representantes dos Estados Partes do
Mercosul.
O Conselho definiria o Regulamento do Fundo, receberia os
relatórios do gestor do Fundo, definiria os níveis máximos
de inadimplência e alavancagem das operações do Fundo
em relação a seu Capital Total.
intraMERCOSUL - Fundo PMEs
Fundo Mercosul de Apoio a Pequenas e Médias Empresas
(Decisão CMC nº 22/07)
Gestão do Fundo:
Poderia ser desempenhado por estrutura técnica a ser
criada na Secretaria do Mercosul ou criar uma estrutura
descentralizada, composta por representantes dos Estados
Partes ou contratar serviços especializados de gestão.
Agentes Financeiros:
Cada Estado Parte indicaria um ou mais bancos que
serviriam como agentes financeiros.
intraMERCOSUL - Fundo PMEs
Fundo Mercosul de Apoio a Pequenas e Médias Empresas
(Decisão CMC nº 22/07)
Modalidade de empréstimo:
- operações de importação e exportação
- proposta de investimento
- financiamento de capital de giro
Procedimentos para aprovação de financiamentos:
Os procedimentos para aprovação dos financiamentos
seriam definidos pelo gestor em conjunto com os bancos
credenciados.
intraMERCOSUL - SML
Transações comerciais em moeda local
O Sistema de Pagamento em Moeda Local (SML) criado
para permitir trocas comerciais no âmbito do Mercosul
com uso de dinheiro nacional em substituição ao dólar.
O Banco Central do Brasil com o Banco Central da
Argentina já terminaram o software para operacionalizar
o novo Sistema que vai permitir a liquidação das
operações no intuito de facilitar o comércio entre os dois
países.
As primeiras transações comerciais entre Brasil e
Argentina em moeda local devem começar a ser feitas
este ano.
intraMERCOSUL – BNDES
Banco do Brasil e BNDES em Montevidéu
Os Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Tabaré
Vázquez, do Uruguai, anunciaram, em 18 de dezembro,
a futura instalação, em Montevidéu, de escritórios de
representação do Banco do Brasil e do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O do BNDES buscará intensificar relações com órgãos
governamentais e o setor privado dos Estados Partes do
MERCOSUL. Trata-se da primeira representação
internacional do BNDES desde o fechamento do
escritório em Washington, no final da década de 80.
Acesso do Brasil aos mercados da
América Latina
Acesso do Brasil aos mercados da América
ALADI
Segundo Hugo Saguier, novo Secretário-Geral da ALADI, a análise das
estatísticas de comércio exterior dos países-membros da ALADI indica que:
– 18% de seu comércio total está voltado para a região latino-americana.
– Aproximadamente 75% desse comércio se beneficia de preferência
tarifária como instrumento de facilitação do acesso a mercados intraregionais.
– Atualmente, desse universo, 54% já se beneficia com 100% de
preferência tarifária, isto é, seu comércio já está totalmente liberalizado.
Esses indicadores são bastante significativos.
Fonte: Carta de Montevidéu n.° 5, de maio de 2008.
ACE nº 35 Mercosul – Chile
Fluxo de comércio do Brasil em relação ao Chile (US$):
2005
2006
2007
Exportação
3.986.788.559
4.280.299.770
4.615.242.770
Importação
1.920.882.553
3.158.060.358
3.760.367.316
Saldo
Fonte:AliceWeb
2.065.906.006
1.122.239.412
854.875.454
ACE nº 35 Mercosul – Chile
Temas cobertos no Acordo assinado em 1996:
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
Programa de Liberalização Comercial
Regime de Origem (Anexo: Regime de Origem )
Tratamento em Matéria de Tributos Internos
Práticas Desleais do Comércio Internacional
Defesa da Concorrência e do Consumidor
Salvaguardas
Solução de Controvérsias (Anexo: Regime de Solução de Controvérsias)
Valoração Aduaneira
Normas, Regulamentos Técnicos e Avaliação da Conformidade
Incentivos às Exportações
Integração Física
Serviços
Transporte
Investimentos
Dupla Tributação
Propriedade Intelectual
Cooperação Científica e Tecnológica
ACE nº 35 Mercosul – Chile
Recentes discussões:
• Texto consolidado do Regime de Origem
• Certificação de origem digital
• Aprofundamento das preferências tarifárias
• Zonas Francas
• Criação do Comitê de Micro, Pequenas e Médias Empresas.
• Comércio de Serviços
Micro, Pequenas e Médias Empresas
Proposta de criação do Comitê de Micro, Pequenas e Médias
Empresas no âmbito do ACE 35 – Mercosul/ Chile
Proposta apresentada pelo Chile
Objetivo - promoção do comércio mediante a criação de
um fórum que permita um diálogo amplo e aberto para
trocas de experiências e informações, aproveitando as
oportunidades do ACE 35
Micro, Pequenas e Médias Empresas
Exemplos de ações previstas na proposta:
Intercâmbio de informações
Incremento de cooperação na promoção das MPMEs
Realização de missões comerciais
Promoção de tarefas conjuntas entre as associações
empresariais de MPMEs
Fomento tecnológico das MPMs
ACE nº 36 Mercosul – Bolívia
Fluxo de comércio do Brasil em relação à Bolívia (US$):
2005
2006
2007
Exportação
639.528.993
773.467.571
928.692.972
Importação
1.080.930.850
1.564.564.228
1.772.513.332
(441.401.857)
(791.096.657)
(843.820.360)
Saldo
Fonte: AliceWeb
ACE nº 36 Mercosul – Bolívia
O Acordo tem por objetivo a conformação de
uma área de livre comércio. Desde 2006, parte
substancial das trocas comerciais entre as
Partes está desgravada, restando apenas 205
itens a serem totalmente liberalizados pelo
Brasil em 2011, contra 529 itens por parte da
Bolívia em 2011 e 28 itens em 2014.
México
ACE nº 53 Brasil e México
ACE nº 54 MERCOSUL e México
ACE nº 55 MERCOSUL e México (automotivo)
Fluxo de comércio do Brasil em relação ao México (US$):
2005
2006
2007
Exportação
4.433.149.200
4.808.873.337
4.623.041.257
Importação
920.374.103
1.389.781.814
2.203.959.968
Saldo
3.512.775.097
3.419.091.523
2.419.081.289
Fonte: AliceWeb
ACE nº 55 MERCOSUL e México (automotivo)
No Brasil, o ACE nº 55 foi posto em execução a
partir do dia 15 de janeiro de 2003 (Decreto nº
4.458 de 6/11/2002).
Em 2007 houve o estabelecimento do livre
comércio para automóveis e veículos comerciais
leves, estando em discussão fórmulas de incluir no
esquema de desgravação ônibus e caminhões de
forma a alcançar o livre comércio em 2020.
ACE nº 59 MERCOSUL e Comunidade Andina
(Colômbia, Venezuela e Equador)
Na última reunião da Comissão Administradora do ACE nº 59, examinaram-se
os seguintes projetos:
– estabelecimento modificações no programa de liberalização comercial e no
regime de origem;
– prorrogação dos requisitos de origem específicos de caráter bilateral;
– definição do tratamento a ser dado a produtos com duplo caráter de BK e
bens do setor automotivo;
– concessão de 100% de preferência tarifária a produtos equatorianos
exportados para o mercado brasileiro;
– prorrogação dos requisitos específicos de origem no setor siderúrgico; e
– concessão de 100% de preferência tarifária dentro da quota para produtos
automotivos brasileiros a serem exportados ao mercado equatoriano.
Fluxo de comércio do Brasil em relação à Comunidade Andina
(em US$)
Colômbia
2005
2006
2007
Exportação
1.523.550.696
2.384.916.988
2.533.330.039
Importação
165.127.741
272.359.102
458.555.186
Saldo
1.358.422.955
2.112.557.886
2.074.774.853
Equador
2005
2006
2007
Exportação
712.594.952
930.177.383
704.732.244
Importação
94.288.878
33.463.381
34.641.888
Saldo
618.306.074
896.714.002
670.090.356
Venezuela
2005
2006
2007
Exportação
2.439.045.616
3.908.517.609
5.040.929.030
Importação
293.063.517
628.419.402
380.960.259
Saldo
2.145.982.099
3.280.098.207
4.659.968.771
Negociações Extra-Regionais do MERCOSUL
Novas Oportunidades de Negócios
Negociações externas do MERCOSUL
MERCOSUL - Israel
O Mercosul e Israel assinaram no dia 18 de
dezembro de 2007, em Montevidéu, Acordo de
Livre Comércio (ALC), finalizando processo de
negociações iniciado em 2005.
É o primeiro acordo de livre comércio do Mercosul
com parceiro extra-regional, demonstrando o
interesse do MERCOSUL em
promover
oportunidades comerciais concretas também fora
da América do Sul.
Negociações externas do MERCOSUL
MERCOSUL - Israel
O Acordo cobre os seguintes temas: comércio de
bens, regras de origem, salvaguardas, cooperação
em normas técnicas, cooperação em normas
sanitárias e fitossanitárias, cooperação tecnológica
e técnica e cooperação aduaneira.
O Acordo tem cestas nas seguintes categorias: A
(desgravação imediata), B (4 anos), C (8 anos), D
(10 anos) e E (quotas ou margens de preferência).
Negociações externas do MERCOSUL
MERCOSUL - SACU
Em dezembro de 2004, em Belo Horizonte, foi
assinado Acordo entre o MERCOSUL e a SACU
(Southern African Custons Union – África do Sul,
Botsuana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia).
As Partes acordaram estabelecer margens de
preferências tarifárias fixas como um primeiro
passo para à criação de uma área de livre comércio
entre o MERCOSUL e a SACU.
Negociações externas do MERCOSUL
MERCOSUL - SACU
A XII Reunião Negociadora realizou-se em Buenos Aires,
em 17 e 18 de abril. Dados os avanços registrados no
encontro, espera-se que o Acordo possa vir a ser assinado
no próximo Conselho do Mercado Comum (CMC), em 30 de
junho.
Faltam apenas alguns ajustes quanto à nomenclatura e a
inclusão ou não de zonas francas.
A lista de ofertas do MERCOSUL conta com 1.076 códigos
e a oferta da SACU com 1.026 códigos.
Negociações externas do MERCOSUL
MERCOSUL - Índia
O Acordo foi assinado em Belo Horizonte, em
dezembro de 2004.
Foram realizadas 6 rodadas negociadoras.
O Acordo está assim formado:
Anexos I e II
(listas de produtos
negociados – 450
códigos NCM
ofertados pelo
MERCOSUL à
Índia, e 449
códigos em
nomenclatura
indiana ao
MERCOSUL)
Anexo III (Regras
de Origem
Anexo IV
(Salvaguardas)
Anexo V (Solução
de Controvérsias)
Negociações externas do MERCOSUL
MERCOSUL - Índia
As margens de preferências previstas no Acordo
estão concentradas na faixa de 10 e 20% (para
algumas linhas tarifárias, prevê-se margem de
100%).
No Brasil foi aprovado o Projeto de Decreto
Legislativo nº 2.368, de 2006, na Câmara dos
Deputados, em 15/5/2008. Agora a matéria vai ao
Senado Federal.
Negociações externas do MERCOSUL
MERCOSUL - Marrocos
O Acordo-Quadro, assinado em 26/11/2004, tem por objetivo
fortalecer as relações entre as Partes, promover a expansão
do comércio e estabelecer as condições e mecanismos para
negociar uma Área de Livre Comércio em conformidade com
as regras e disciplinas da OMC.
Como primeiro passo, as Partes acordaram concluir um
Acordo de Preferências Fixas, visando ao aumento dos
fluxos do comércio bilateral por meio da outorga de acesso
efetivo aos seus respectivos mercados.
Negociações externas do MERCOSUL
MERCOSUL - Marrocos
Em 19/01/2005, a SECEX publicou a Circular nº 04,
estabelecendo o início das negociações com o
Marrocos e solicitando o envio de pleitos do setor
privado brasileiro.
Até o presente momento, recebemos 950 pedidos
de inclusão no Acordo.
Negociações externas do MERCOSUL
MERCOSUL - ASEAN
Os países integrantes da ASEAN (Associação de Nações do
Sudeste Asiático) são os seguintes: Vietnã, Tailândia,
Cingapura, Filipinas, Mianmar, Malásia, Laos, Indonésia,
Camboja e Brunei.
Durante a presidência do Mercosul a cargo do Brasil, a partir
de julho de 2008, há o projeto de realização de uma reunião
ministerial para uma primeira aproximação entre as duas
regiões.
A ASEAN não é uma união aduaneira perfeita, por isso
haveria a possibilidade de negociação em separado com os
países.
Negociações externas do MERCOSUL
SGPC – Sistema Global de Preferenciais Comerciais
Negociação Sul-Sul entre 44 países em desenvolvimento.
Na última reunião da Unctad, em Gana (maio 2008), os países
decidiram estabelecer uma mesma margem de preferência para
praticamente todo o universo tarifário.
As negociações estão ocorrendo em Genebra, na Suíça, e não
há consenso quanto às exceções.
Sistema Geral de Preferências - SGP
O que é: Acordo Comercial Autônomo (diferente dos
Acordos Comerciais Contratuais);
Objetivo: facilitar a inserção dos países em
desenvolvimento na economia internacional e promover o
crescimento econômico desses países, por meio de
estímulo à exportação;
Como funciona: concessão de tratamento tarifário
preferencial (redução de tarifa alfandegária) a certos
produtos procedentes e originários de países beneficiários
– exceção à “Cláusula de Nação Mais Favorecida” por
meio da “Cláusula de Habilitação” (Rodada Tóquio, 1979);
Sistema Geral de Preferências - SGP
Quais são os países concedentes/outorgantes:
• 27 Estados-Membros da
União Européia,
• Japão,
• Estados Unidos (inclusive
Porto Rico),
• Turquia,
• Rússia e Bielorrússia,
• Canadá,
• Austrália (não beneficia o Brasil),
• Nova Zelândia;
Quais
são
os
países
• Suíça,
• Noruega,
beneficiários:
países
em
desenvolvimento e países menos desenvolvidos
Além da classificação do Banco Mundial, cada outorgante pode
adotar metodologia própria para identificar os beneficiários no âmbito
de seu esquema do SGP.
Sistema Geral de Preferências - SGP
Características do SGP:
• Unilateral;
• Não discriminatório, exceto em benefício dos países menos
desenvolvidos;
• Temporário; e
• Autônomo - cada outorgante define em seu esquema:
– Países beneficiários,
– Produtos elegíveis ao benefício,
– Redução da tarifa alfandegária,
– Regras para concessão da preferência (Regras de Origem),
– Medidas de ajuste, e
– Validade.
Sistema Geral de Preferências - SGP
Certificado de Origem Formulário A (Form A)
• Prova de origem do produto e documento necessário para
solicitar o tratamento preferencial (há exceções – EUA, Canadá e
Nova Zelândia, e remessas com valores baixos para CE, Suíça, Noruega,
Turquia e Japão);
• Emitido pelo Banco do Brasil (não são cobradas quaisquer tarifas
das microempresas e das empresas de pequeno porte, conforme Decreto
3.474/00 e Lei 9.841/99).
Informações detalhadas
http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=407
Sistema de Quotas Tarifárias da
Comunidade Européia - SQCE
Quotas com isenção de impostos de importação para:
• Produtos de juta e de fibra de coco
Exemplo: cordéis, cordas e cabos; revestimentos para pavimentos e para paredes,
tecidos e tapetes; fitas sem trama, de fios ou fibras paralelizados e colados; sacos para
embalagem, não usados.
• Certos produtos feitos à mão
Exemplo: malas, bolsas e estojos; obras de cestaria; artigos para animais; calçados;
pedras esculpidas; estatuetas e objetos de ornamentação; objetos de vidro; bijuterias;
obras de alumínio; pulseiras de relógios; móveis; aparelhos de iluminação; bonecos
decorativos com vestuário folclórico; brinquedos; instrumentos musicais; matérias de
entalhar; tecidos de teares manuais; tapetes e revestimentos, de matérias têxteis;
bordados; acessórios de vestuário; cortinados, sanefas; camas de rede.
• Produtos tecidos em teares manuais.
Exemplo: seda; crepes; tecidos em ponto de gaze; estampados à mão segundo o
processo "batik“; veludos e pelúcias; tecidos de floco e de gaze.
Sistema de Quotas Tarifárias da
Comunidade Européia - SQCE
São considerados feitos à mão:
• Os artesanatos totalmente confeccionados à mão;
• Os artesanatos que apresentem características de produtos
feitos à mão;
• Os artigos têxteis obtidos manualmente a partir de tecidos
fabricados em teares manuais.
São “teares manuais” os artefatos ou máquinas
destinados
à
fabricação
dos
tecidos,
movido
exclusivamente pelas mãos ou pelos pés.
Sistema de Quotas Tarifárias da
Comunidade Européia - SQCE
Normativa
• Circular SECEX nº 24, de 30 de abril de 2008.
Divulgação
• Folder sobre o SQCE;
• Site do MDIC:
http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=503&refr=406
• Apresentação sobre o SQCE – dia 24/06/2008, MDIC, sala 816.
Sistema Geral de Preferências - SGP
Administração do SGP no Brasil
Exercida pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, por meio do
Departamento de Negociações Internacionais, estando a seu cargo:
•
Elaboração das normas e dispositivos que irão reger o SGP no
Brasil, de acordo com as determinações dos países outorgantes,
mantendo a devida coerência com relação à legislação brasileira;
•
Divulgação e constante atualização das informações recebidas
dos países outorgantes, de interesse do público exportador e que
servem de material de apoio para o trabalho das agências
emissoras; e
•
Prestação de esclarecimentos às autoridades alfandegárias dos
países outorgantes, sobre dúvidas porventura surgidas quanto ao
atendimento às regras por eles determinadas.
Sistema Geral de Preferências - SGP
Percentual nas Exportações Brasileiras em 2007
US$ 20.736 milhões (SGP) / US$ 160.649 milhões (Total) = 13%
Outorgante
Exportações Totais US$ milhão (1)
Exportações sob o SGP US$ milhão (2)
% (2)/(1)
União Européia
40.428
12.928
32%
Estados Unidos
25.635
3.410
13%
Federação Russa
3.741
2.234
60%
Suíça
1.114
922
83%
Japão
4.321
598
14%
Canadá
2.362
271
11%
Turquia
693
258
37%
Noruega
651
99
15%
Nova Zelândia
72
15
20%
Belarus
16
2
10%
79.033
20.736
26%
Soma
Fonte: Nota Técnica DEINT nº 49, de 04/04/2008
Sugestões de Consulta
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
http://www.desenvolvimento.gov.br
Secretaria do MERCOSUL
http:// www.mercosur.org.uy
Secretaria Geral da ALADI
http://www.aladi.org