RELAÇÃO ENTRE SATISFAÇÃO NO TRABALHO E RESULTADO OPERACIONAL NOS CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO DOMICILIAR DA DR/RS “UM ESTUDO DE CASO DA ECT” ÁLVARO DA SILVA Alvorada 2012/1 RELAÇÃO ENTRE SATISFAÇÃO NO TRABALHO E RESULTADO OPERACIONAL NOS CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO DOMICILIAR DA DR/RS “UM ESTUDO DE CASO DA ECT” ÁLVARO DA SILVA Artigo Científico como requisito para obtenção do título de Bacharel em Administração pela Faculdade Luterana São Marcos Professor orientador: Rafael Boucinha Alvorada, junho, 2012 SATISFAÇÃO NO TRABALHO NA GESTÃO DOS CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO DOMICILIAR: UM ESTUDO DE CASO NA ECT – DR/RS Álvaro da Silva Resumo É crescente o número de empresas que pesquisam a opinião de seus colaboradores sobre fatores relacionados ao trabalho e que influem na percepção sobre a qualidade dos seus ambientes profissionais e nos resultados operacionais. O presente estudo tem por objetivo a análise de quais as relações existente entre os resultados da pesquisa de satisfação no trabalho e desempenho operacional, ou seja, se há alguma correlação entre a satisfação no trabalho e os resultados dos indicadores operacionais. Alguns estudiosos como: Bispo, Siqueira e Dutra entendem que é possível através de instrumentos científicos medirmos o relacionamento entre os funcionários e a empresa, bem como medir o nível de satisfação no trabalho do empregado, e o alinhamento com o desempenho organizacional. Para isto, foi utilizado o instrumento de Siqueira (Escala de Satisfação no Trabalho – EST), num universo de 630 colaboradores dos quinze Centros de Distribuição Domiciliar de Porto Alegre/RS, que resultou numa amostra válida de 215 questionários. Palavras-chave: Satisfação no Trabalho. Gestão de Pessoas. Avaliação de desempenho. INTRODUÇÃO No âmbito da ECT, na Diretoria Regional do Rio Grande do Sul – DR/RS vem se consolidado ao longo dos anos um conjunto de ações, de práticas de gestão, de avaliação de indicadores e de pesquisas de Clima Organizacional. Como resultado desse processo, observamos uma série de medidas na direção de melhoria de processos administrativos, bem estar do empregado e da qualidade dos serviços prestados. Nesta linha pode-se explicitar a oferta de ambiente de trabalho seguro e saudável, a capacidade de promover a inserção de sugestões e inovações no processo de planejamento, o estabelecimento de prioridades e metas, a partir de estratégia definidas pelo Plano de Trabalho Regional – PTR, afim de elaboração de planos para melhoria do desempenho dos Centros de Distribuição Domiciliar – CDD, e por fim garantir a aproximação nas relações de trabalho entre empresa/empregado. Na busca do cumprimento desses objetivos estratégicos, as ações direcionadas para a Gestão do Desempenho Organizacional, Gestão do Clima Organizacional, Satisfação no Trabalho e a Avaliação dos Indicadores Operacionais, ganham evidências e passam a ser operacionalizadas de maneira cada vez mais sistemática dentro da DR/RS. 4 Logo, ações no sentido de implementação de metodologias que permitem identificar e/ou analisar os principais aspectos que interferem na obtenção de bons resultados operacionais no âmbito da Diretoria Regional do Rio Grande do Sul, dentre elas a “satisfação do cliente interno” com o seu ambiente de trabalho, são várias vezes questionados, pois se percebe que não há um casamento entre eles. A problemática esta em perceber se há significativa discrepância nos resultados dos indicadores de desempenho operacional, dentre os CDDs objeto de pesquisa, que possuem o mesmo padrão de processos, recursos e equipamentos, e mesmo assim estes CDDs conseguem resultados diferentes em situação semelhantes. Salientamos que, durante todos esses anos de realização de pesquisa de clima no âmbito da ECT, nunca houve um cruzamento desta relevância. A pergunta que se faz é: Como a ECT/RS poderá identificar as razões de resultados operacionais diferentes em unidades de distribuição que “em tese” apresentam as mesmas condições de trabalho como: Clima Organizacional, Recursos e Absenteísmo. Historicamente a DR/RS sempre esteve entres as melhores Regionais, porém nos últimos anos (2) vem enfrentando dificuldades, como diferentes resultados nos índices de qualidade nos Centros de Distribuição Domiciliar. No primeiro momento, o fator preponderante dos maus resultados é o fator “atuação da Chefia” (Até agora são percepções). Estes indicadores são traçados no Plano Estratégico da ECT, distribuídos as Diretorias Regionais através do Plano de Trabalho Corporativo – PTC. O PTC são políticas que visam o atingimento de padrões de qualidade estabelecidos no plano, a fim de assegurar a prospecção e o aporte tecnológico, fortalecendo a sua atuação competitiva e o seu modelo de gestão. Algumas recomendações da estratégia corporativa estabelecem o mapeamento dos principais processos organizacionais para conhecer os seus clientes e fornecedores, seus requisitos e as atividades que agregam valor na busca do atendimento a esses requisitos, programas de redução de custos dos processos, trabalhar de forma equilibrada o atendimento e a distribuição domiciliária, etc. Seguindo a lógica acima, o desdobramento do PTC nas Diretorias Regionais deveria garantir que a aplicação de tecnologia promova o aumento da produtividade, geração de valor ao negócio, integração de processos e que o aporte tecnológico promova o aprendizado, o conhecimento, a segurança e a satisfação das pessoas, mas na maioria das ocasiões elas não conduzem suas equipes de forma apropriada, pois cobram apenas os resultados sem fornecer subsídios ou o devido suporte característico de sua função, parece até não possuir uma cultura focada nas pessoas, mais tão somente em resultados. Tais resultados que na maioria das vezes não atendem as expectativas da Área de Operação. Neste viés, a situação problema a ser estudado é a oportunidade da Área de Operação da DR/RS investigar e/ou verificar se o fator atuação de chefia tem relação com os maus resultados, bem como se há relação entre as dimensões da satisfação no trabalho. Cogitamos que a atuação do gestor é fator crítico de sucesso para o desempenho da unidade, o trabalho poderá ajudar a comprovar ou desmistificar esta hipótese. A fim de entender os resultados operacionais e sua relação no ambiente organizacional, nos Centros de Distribuição Domiciliar na jurisdição da Gerência de Atividades Externas 1 – GERAE 1 define-se como objetivo principal: 5 • • • • • Analisar a relação entre a satisfação do trabalho e os resultados operacionais nas quinze unidades de distribuição de Porto Alegre. Como objetivos específicos, pretende-se: Identificar os resultados das unidades (CDD), objeto da pesquisa; Avaliar a Satisfação no Trabalho nas unidades objeto da pesquisa; Comparar os resultados operacionais obtidos, com as avaliações da satisfação no trabalho, nas unidades objeto de pesquisa; Propor ações no modelo de gestão para manter o equilíbrio dos resultados. 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3.1. O que é Desempenho Organizacional? Uma das características fundamentais para uma organização líder é a capacidade para efetuar com sucesso a medição do seu desempenho. A realização sistemática deste processo dá-lhe, não só uma melhor visão interior, como permite a avaliação contínua da eficácia e eficiência da sua estrutura, e dos seus programas, processos e pessoas. No entanto, estas organizações não deverão se limitar a recolher e a analisar dados sobre seu desempenho, elas usam estas métricas para promover melhorias efetivas na transformação da sua estratégia em iniciativas concretas. Por outras palavras, utilizam a medição do desempenho na sua gestão corrente. Cada organização é um caso particular e, certamente, executará alguma medição do seu desempenho, nem que seja só a nível financeiro. Porém para uma resposta concreta e fundamentada exigirá uma análise profunda da sua organização. A Gestão do Desempenho Organizacional é a prática de avaliação de desempenho individual ou grupal dos membros da organização, e deve ter por objetivo geral e principal, promover o desenvolvimento pessoal e profissional dos indivíduos, bem como uma maior produtividade e melhor desempenho organizacional. O objetivo principal da Gestão do Desempenho Organizacional nos remete a criação de indicadores de desempenho organizacional que nos possibilitem a obtenção de avaliações mais confiáveis. Todavia, a melhoria das avaliações internas para obtenção de dados de desempenho organizacional que sejam confiáveis e que demonstrem se as empresas estão tendo o desempenho desejado, tem sido uma das grandes preocupações das organizações modernas. O aumento da competitividade trazido pela globalização, às transformações econômicas, sociais, culturais, políticas e o desenvolvimento tecnológico, em particular da internet, fez com que as empresas que antigamente não dispunham de dados e informações por estarem distantes dos grandes centros comerciais, sejam no nível global como em menores escalas, passassem a obter dados à distância e a apresentar novidades ao mercado, como consequência das exigências dos consumidores. Essas transformações também exigiram e exigem das empresas mudanças de paradigmas e uma reflexão sobre os modelos e técnicas administrativas 6 adotadas. Dessa maneira, as organizações começam a se preocupar com os seus ativos intangíveis (os recursos humanos), preocupação essa voltada para o ambiente de trabalho adequado, seguro, higienizado e crescimento pessoal e profissional do funcionário. As organizações hoje estão mais sensíveis ás demandas da natureza, percebendo que só assim poderão motivar seus funcionários a atingirem os objetivos organizacionais. Esta nova realidade organizacional trouxe a necessidade de que as tomadas de decisões estratégicas, que antes podiam ser feitas em um ritmo mais lento, fossem aceleradas. A partir desta necessidade, algumas empresas passaram a adotar diferentes métodos que permitissem acelerar a obtenção de dados sobre o desempenho organizacional, de modo que, os administradores pudessem corrigir rumos e planejar mudanças. Portanto, o gerenciamento do Desempenho Organizacional deve garantir que a organização, e todos os seus subsistemas (processos, departamentos, times, funcionários) estejam trabalhando juntos em um modelo ótimo para atingimento dos resultados desejados. Segundo McNamara (2002), o gerenciamento do desempenho serve para nos lembrar de que “estar ocupado” não é gerar resultados. Todas estas atividades sozinhas não significam resultados. O gerenciamento do desempenho tem como foco produzir resultados e redirecionar os esforços da organização do “estar ocupado” para a efetividade. Para tanto, todos os desempenhos de processos, funcionais, individuais devem estar alinhados apropriadamente, de modo que influenciem positivamente os resultados de desempenho global (grupal). Não é incomum vermos organizações com excelentes resultados e desempenho para os indicadores de processo, de desempenho de seus funcionários, de treinamento, terem desempenhos globais pobres e comprometedores para a sua sobrevivência e enriquecimento. 3.2. A Gestão do Clima Organizacional A gestão do clima organizacional está alinhada com o Planejamento Estratégico e contribui para que o objetivo definido pela empresa no sentido de desenvolver e estruturar políticas que assegurem a valorização das pessoas e otimizem sua atuação na empresa e na sociedade para que os resultados possam ser alcançados. 3.2.1. O que é Clima Organizacional? O clima organizacional é a atmosfera coletiva do ambiente de trabalho, decorrentes das percepções, das atitudes e dinâmicas que afetam o comportamento dos empregados durante a realização de suas atividades. O clima reflete a percepção coletiva dos empregados sobre a empresa. É constituído ao longo do tempo. As alterações são também de longo prazo e exigem um esforço constante nessa direção. Em linhas gerais, o clima organizacional é uma ferramenta utilizada para compreender as necessidades, preocupações e percepções dos empregados em relação a sua empresa. 7 A literatura apresenta várias definições sobre o assunto: De acordo com Eisenberg e Huntington (1986), o clima organizacional é o “apoio organizacional percebido”. Segundo Coda (1993), Clima organizacional é o indicador do grau de satisfação dos membros de uma empresa, em relação a diferentes aspectos da cultura ou realidade aparente da organização. Para Fleury e Sampaio (2002) refere-se “à percepção das pessoas sobre a organização que trabalham”. Segundo Glick (1985), clima organizacional é o grau de similaridade entre as expectativas da organização e as dos empregados. Para Payne e Mansfield (1973), Clima organizacional é considerado como o elo conceitual de ligação entre o nível individual e o nível organizacional. Segundo Chiavenatto (2003), Clima organizacional envolve uma visão mais ampla e flexível da influência do ambiente de trabalho sobre a motivação. A pesquisa de clima organizacional é uma ferramenta objetiva e segura, isenta de comprometimento com a situação atual, em busca de problemas reais na gestão dos Recursos Humanos. A análise, os diagnósticos e as sugestões, proporcionados pela pesquisa, são valiosos instrumentos para o sucesso de programas voltados para a melhoria da qualidade, aumento da produtividade e adoção de políticas internas. Dizia Ulrich (2002) Os gestores em geral exercem importante função na busca da concretização e operacionalização dessa parceria, por isso, devem assumir uma postura proativa no sentido de utilizar ferramenta que permitam a tomada de decisões coerentes com esse propósito. E a pesquisa de clima organizacional pode ser esta ferramenta. 3.2.1.1 O Clima organizacional e seus impactos sobre a qualidade dos serviços Para um funcionário prestar um bom serviço é preciso: que saiba, que possa e que queira fazê-lo. Saber Fazer: é uma questão que exige conhecimento, habilidade, atitude e envolvimento, logo uma questão de capacitação e treinamento do funcionário, - o aprendizado organizacional. Poder Fazer: é uma questão de dispor e poder utilizar os recursos necessários; Querer Fazer: é uma questão voluntária que depende da satisfação das pessoas quando realizam seu trabalho, logo está associado ao Clima organizacional. Logo, ações de treinamento e desenvolvimento da área operacional, devem objetivar o uso do conceito de competência, o famoso CHA, ou seja, Competência, Habilidade e Atitude. Os empregados desenvolvem suas percepções sobre o funcionamento da empresa, ou seja, os negócios são conduzidos no dia-a-dia, e como as coisas são por aqui (REICHERS; SCHNEIDER, 1990), e não na fala da alta administração ou na documentação oficial, por exemplo. É a partir dos comportamentos e das ações pelas quais os empregados recebem reconhecimento e apoio que eles desenvolvem a resposta para a pergunta “o que é importante aqui?” Essa resposta representa o clima da organização (SCHNEIDER; WHITE, 2004). Muitas empresas criam canais de comunicação com seus clientes externos (SAC), mas se esquecem de fazer o mesmo com relação aos seus clientes internos. 8 Esquecem que a satisfação dos clientes externos, passa antes pela satisfação dos clientes internos (qualidade do produto ou serviço). As empresas investem pesado na melhoria dos seus produtos, mas não são tão cuidadosos com relação aos seus serviços, tanto os prestados internamente como aos oferecidos ao consumidor final. Além de ouvir seus funcionários sobre o que pensam em relação a essas variáveis internas, as empresas devem conhecem a realidade familiar, social e econômica em que os mesmos vivem. Por isso, a análise de clima organizacional é um fator preponderante dentro da empresa, pois a percepção da direção da empresa difere da visão dos empregados gerando, assim, impactos na qualidade dos serviços prestados. 3.3. Histórico dos Modelos Os estudos sobre clima organizacional teve, início nos anos de 1960, nos Estados Unidos, a luz dos trabalhos de Forehand e Gilmer sobre o comportamento organizacional, chamado pela Administração de movimento “Comportamentalismo”. O movimento do comportamentalismo envidou esforços no sentido de humanização nas condições de trabalho e consequentemente com vista à melhoria da produção, utilizando principalmente da psicologia, as ferramentas necessárias para alcançar os objetivos prementes. Os estudos de Forehand e Gilmer levantaram alguns conceitos e indicadores iniciais do clima organizacional a partir de alguns estudos sobre o comportamento individual realizado na Psicologia. Logo após (1968), aproveitando os estudos, Litwin e Stringer realizaram experiências em três diferentes organizações americanas. Os resultados desta experiência demonstrou que cada uma das organizações apresentou um resultado distinto em termos de satisfação e desempenho no trabalho. Estes resultados serviram para alavancar os estudos sobre o clima organizacional nas empresas, auxiliando outros estudos do movimento Comportamentalista. Já no Brasil, foi alavancada e aplicada com Souza (1977, 1978, 1980, 1982, 1983), que realizou diversos trabalhos em empresas privadas e órgãos públicos, adaptando o modelo de Litwin & Stringer. E é por meio da pesquisa de clima organizacional que é possível se medir o nível de relacionamento entre os funcionários e a empresa. Os recentes estudos acadêmicos de Luz (2001), Rizatti (2002) e Pereira (2003), apresentam-se os três modelos desenvolvidos especificamente para a pesquisa de clima organizacional para serem aplicados em empresas genericamente. Cabe ressaltar que existem outros modelos desenvolvidos para empresas e órgãos específicos, bem como modelos mais específicos da Psicologia. Abaixo os três modelos para organizações genéricas: 3.3.1. Modelo de Litwin e Stringer O modelo de Litwin e Stringer (1968) utiliza um questionário baseado em nove fatores/indicadores: • Estrutura – sentimento dos trabalhadores sobre as restrições em seu trabalho: muitas regras, regulamentos, procedimentos e outras limitações enfrentadas no desenvolver do trabalho; 9 • Responsabilidade – sentimento de autonomia para tomada de decisões relacionadas ao trabalho e a não dependência quando desempenha suas funções; • Desafio – sentimento de risco na tomada de decisões e no desempenho das suas funções; • Recompensa – sentimento de ser recompensado por um trabalho bem feito; ênfase em incentivos positivos e não em punições; sentimento sobre a justiça da política de promoção e remuneração; • Relacionamento – sentimento de boa camaradagem geral e da ajuda mútua que prevalece na organização; • Cooperação - percepção de espírito de ajuda e mútuo apoio vindo de cima (gestores) e de baixo (subordinados); • Conflito – sentimento de que a administração não teme opiniões discrepantes e a forma mediadora utilizada para a solução dos problemas; • Identidade – sentimento de pertencer à organização, como elemento importante e valioso dentro do grupo de trabalho, em geral, a sensação de compartilhar objetivos pessoais com os objetivos organizacionais; • Padrões – é o grau em que a organização enfatiza normas e processos. 3.3.2. Modelo de Kolb O modelo de Kolb (Kolb et al.,1986) utiliza-se de escala com sete fatores/indicadores. Além de responsabilidade, padrões e recompensas, já vistos no modelo de Litwin e Stringer, há os seguintes: • Conformismo – sentimento de que existem muitas limitações extremamente impostas na organização; o grau em que os membros sentem que há inúmeras regras, procedimentos, políticas e práticas às quais devem-se amoldar ao invés de serem capazes de fazer seu trabalho como gostariam de fazê-lo; • Clareza Organizacional - sentimento de que as coisas são bem organizadas e os objetivos claramente definidos, ao invés de serem desordenados, confusos ou caóticos; • Calor e Apoio – sentimento de que a amizade é uma forma valorizada na organização, onde os membros confiam uns nos outros e oferecem apoio mútuo. O sentimento de que boas relações prevalecem no ambiente de trabalho; • Liderança – disposição dos membros da organização para aceitar a liderança e a direção de outros qualificados; quando surgem oportunidades de liderança, os membros sentem-se livres para assumi-la e são recompensados por uma liderança 10 bem-sucedida; a organização não é dominada por uma ou duas pessoas ou depende delas. 3.3.3. Modelo de Sbragia Num estudo experimental sobre o clima organizacional em instituição de pesquisa de natureza governamental, Sbragia (1983), utiliza-se do modelo contendo vinte fatores/indicadores. Além da conformidade, estrutura, recompensas, cooperação, padrões, conflitos e identidade, há os seguintes fatores/indicadores: • Estado de Tensão – descreve o quanto as ações das pessoas são dominadas por lógica e racionalidade antes do que por emoções; • Ênfase na Participação – descreve o quanto as pessoas são consultadas e envolvidas nas decisões; o quanto suas ideias e sugestões são aceitas; • Proximidade da Supervisão – descreve quanto à administração deixa de praticar um controle cerrado sobre as pessoas; o quanto as pessoas têm liberdade para fixar seus métodos e trabalho; o quanto as pessoas têm possibilidade de exercitar a iniciativa; • Considerações Humanas – descreve o quanto às pessoas são tratadas como seres humanos; o quanto recebem de atenção em termos humanos; • Autonomia Presente – descreve o quanto as pessoas se sentem como seus próprios patrões; o quanto não precisa ter suas decisões verificadas; • Prestígio Obtido – descreve a percepção das pessoas sobre sua imagem no ambiente externo pelo fato de pertencerem à organização; • Tolerância Existente – descreve o grau com que os erros das pessoas são tratados de forma suportável e construtiva antes do que punitiva; • Clareza Percebida – descreve o grau de conhecimento das pessoas relativamente aos assuntos que lhe dizem respeito; o quanto a organização informa às pessoas sobre as formas e condições de progresso; • Justiça Predominante – descreve o grau que predomina nos critérios de decisão; as habilidades e desempenhos antes dos aspectos políticos, pessoais ou credenciais; • Condições de Progresso – descreve a ênfase com que a organização provê a seus membros oportunidades de crescimento e avanço profissional; o quanto a organização atende suas aspirações e expectativas de progresso; • Apoio Logístico Proporcionado – descreve o quanto a organização provê às pessoas as condições e os instrumentos de trabalho necessários para um bom desempenho; o quanto organização facilita seus trabalhos principais; 11 • Reconhecimento Proporcionado – descreve o quanto à organização valoriza um desempenho ou uma atuação acima do padrão por parte de seus membros; o quanto os esforços individuais diferenciados são reconhecidos; • Forma de Controle – descreve o quanto a organização usa custos, produtividade e outros dados de controle para efeito de auto-orientação e solução de problemas antes do policiamento e do castigo. 3.3.4. Outros Modelos Apresentamos abaixo outros modelos que constituem importantes estudos a respeito de pesquisa de clima organizacional, todos com ênfase específica em alguma categoria de organização. • Modelo de Coda - Roberto Coda (CODA 1997) desenvolveu seu estudo sobre motivação e liderança organizacional em cinco diferentes organizações brasileiras de grande porte do setor público e privado. • Modelo de Kozlowski – Steve Kozlowski e Mary Doherty criaram estudo específico para avaliação da relação existente entre o clima organizacional e a liderança • Modelo de Levering – Robert Levering criou um modelo de avaliação com a correlação entre o desempenho econômico/financeiro das empresas e o nível de satisfação dos empregados com as mesmas. • Modelo de Rizatti - Gerson Rizatti, em sua dissertação de mestrado apresentou análise específica referente o clima organizacional da Universidade Federal de Santa Catarina, aperfeiçoada em sua tese de doutorado, ampliando seus estudos em universidades federais da Região Sul do Brasil. 3.4. O que é Satisfação no Trabalho? A satisfação no trabalho é um tema que tem mobilizado a atenção de pesquisadores do comportamento organizacional e de gestores empresariais desde as primeiras décadas do século XX. Nos primórdios, esta busca de compreensão do sentimento de satisfação com as atividades laborais, foi associada com motivação no trabalho, neste período satisfação e motivação no trabalho caminharam juntas, nas teorias, tais como: teoria de motivação-higiene (Herzberg, Mausner e Snyderman, 1959), teoria de satisfação de necessidades (Vroom, 1964) e teoria de expectativas e instrumentalidade (Hackman e Porter, 1971). Eles diziam: Satisfação no trabalho é um componente de motivação que levava trabalhadores a apresentarem indicadores de comportamentos de trabalho importantes para os interesses empresariais, tais como aumento do desempenho e da produtividade, permanência na empresa e redução de faltas ao trabalho. Diante disso, a satisfação no trabalho foi estudada como uma “causa” de comportamentos de trabalho. Doravante, nas décadas de 70 e 80, no qual o conceito atitude tomou conta dos pensamentos dos estudiosos do comportamento humano, satisfação no trabalho passou a ser tratado como uma atitude, ou seja, uma força interna que delinearia o 12 comportamento dos trabalhadores no que tange produção, turnover (pedido de demissão) e absenteísmo. A segunda vertente de estudos sobre a satisfação no trabalho está imbricada nos pressupostos humanistas e sociais que cobram das empresas maiores responsabilidades sociais. Neste sentido, os especialistas consideram que aferir níveis de satisfação dos trabalhadores poderia ser uma estratégia para monitorar o quanto as empresas conseguem, ou não, promover e proteger a saúde e o bemestar daqueles que com elas contribuem como força de trabalho (Siqueira e Gomide Jr, 2004). A partir dos anos 90, o interesse dos pesquisadores por emoções que emergem no contexto de trabalho reduziu o status abrangente de satisfação e tiveram grande impulso, investigações acerca de outros conceitos afetivos, tais como afetos positivos e negativos, estado de ânimo e emoções discretas que abarcam as experiências emocionais no contexto de trabalho e que se tornaram importantes para a compreensão de fenômenos como estresse, burnout, sofrimento e saúde mental dos trabalhadores (Brief e Weiss, 2002; Gondim e Siqueira, 2004). Satisfação no trabalho adentra o século XXI como um dos múltiplos conceitos que abordam a afetividade no ambiente de trabalho ou, mais especificamente, como um vínculo afetivo do indivíduo com o seu trabalho (Siqueira e Gomide Jr., 2004). Passa a ser compreendida como um resultado (output) do ambiente organizacional sobre a saúde do trabalhador e é apontada como um dos três componentes psicossociais do conceito de bem-estar no trabalho, ao lado de envolvimento com o trabalho e comprometimento organizacional afetivo (Siqueira e Padovam, s/d). Apesar de transpor mais de 80 anos de sua existência, sofrendo mutações em sua concepção, ora entendida como um aspecto motivacional, ora compreendida como atitude e, contemporaneamente, sendo apontada como um conceito de abarca afetividade, satisfação no trabalho não sofreu grandes alterações em suas dimensões constitutivas. Desde os primeiros anos de sua concepção já existiam proposições, defendidas por diversos estudiosos (Herzberg, Mausner e Snyderman, 1959; Smith, Kendall e Hulin, 1969) de ser satisfação no trabalho um conceito integrado por várias dimensões. As que conseguiram manter-se ao longo de décadas foram cinco: satisfação com salário, como os colegas de trabalho, com a chefia, com as promoções e com o próprio trabalho. Logo, a expressão “satisfação no trabalho” representa a totalização do quanto o indivíduo que trabalha vivencia experiências prazerosas no contexto das organizações. Assim sendo, cada uma das cinco dimensões de satisfação no trabalho compreende um foco, uma fonte ou origem de tais experiências prazerosas sendo, portanto, utilizadas as expressões “satisfação com...” (salário, os colegas, a chefia, as promoções e o próprio trabalho). Investigar satisfação no trabalho significa avaliar o quanto os retornos ofertados pela empresa em forma de salários e promoção, o quanto a convivência com os colegas e as chefias e o quanto a realização das tarefas propiciam ao empregado sentimentos gratificantes ou prazerosos. 3.4.1 A Avaliação do Desempenho Organizacional Solucionar um problema, não significa apenas melhorar o resultado indesejável ou padrão de desempenho inadequado. Solucionar um problema é conhecer a melhor maneira de atingir os resultados e padrões de qualidade da 13 organização, utilizando-se de métodos científicos e de suas ferramentas, e através deste, serem analisados e aplicados sobre a causa do problema. Porém, para identificar um problema, um gestor tem que estar insatisfeito com a situação atual. Gestores que estão completamente satisfeitos com a situação existente, jamais pensarão a respeito de melhorias nos resultados e desempenhos, ou seja, o “verdadeiro problema é pensar que não há problemas.” Para isso, é necessários medir pessoas, medir tarefas e dar retorno. As medições constituem uma parte fundamental de nosso modo de vida. Medimos tudo: nossas vidas em segundos, minutos, horas, dias e meses. Somos medidos desde o nascimento pelos médicos e enfermeiros, para sabermos se somos saudáveis. As avaliações entram em nossas vidas na infância, nos bancos escolares, quando são medidos e avaliados nossos desempenhos nas provas, testes e trabalhos. Sendo assim, toda obra humana está sujeita a medição e/ou avaliação. Avaliar significa estar estabelecendo a valia ou o mérito de algo; no caso que aqui interessa, a valia ou o mérito de algumas estruturas sócio/técnica, como uma organização, por exemplo. Fazemos isto cotidianamente. Avaliamos e medimos através de indicadores de qualidade os níveis de desenvolvimento sustentável de um projeto industrial, o desempenho de empresas e ONGs, aprendizagem de alunos, os resultados alcançados por um governo, etc. A avaliação de desempenho já é considerada um processo constante e trivial em nosso cotidiano, e o mesmo ocorre nas organizações, pois há a necessidade premente de avaliar os mais diversos desempenhos: financeiro, operacional, técnico e em vendas. E, principalmente, como está o desempenho humano (funcionários). Afinal, são eles que dão vida e sustentação à organização. Atualmente, não é mais aceitável um desempenho irregular ou abaixo da média. O desempenho humano precisa ser excelente em todas as fases para que a organização tenha competitividade para atuar e sair-se bem no mundo globalizado. Chiavenato (2004, p. 223) dizia que: a avaliação de desempenho é uma apreciação sistemática do desempenho de cada pessoa, em função das atividades que ela desempenha, das metas e resultados a serem alcançados e do seu potencial de desenvolvimento. A avaliação desempenho é um processo que serve pra julgar ou estimar valor, a excelência e as qualidades de uma pessoa e, sobretudo, qual é a sua contribuição para o negócio da organização. Nestes termos, a avaliação de desempenho é um processo dinâmico, no qual envolve o indivíduo (operador) e seu gestor e representa uma técnica de direção imprescindível na atividade administrativa da gestão moderna. 3.4.2. Por que Avaliar? Toda pessoa necessita receber retorno a respeito de seu desempenho, a fim de conhecer como está executando suas tarefas e atividades, sem um retorno, as pessoas não sabem como melhorar e/ou onde estão errando. Além disso, a empresa poderá ter uma visão do potencial de cada funcionário. Atualmente, as organizações dispõem de diversos sistemas gerenciais de medições confiáveis, que são utilizadas na avaliação de desempenho. As principais razões pelas quais as organizações estão preocupadas em avaliar o desempenho de seus funcionários são: 14 a) A avaliação de desempenho propícia um entendimento sistemático para fundamentar aumentos salariais, promoções, transferências e, muitas vezes, demissões de funcionários; b) Através dela pode-se comunicar aos funcionários como estão se saindo no seu trabalho, orientando as necessidades de aperfeiçoamento e melhoria em atitudes e comportamentos, bem como a busca de conhecimentos; c) A avaliação permite que os funcionários conheçam como o seu chefe os percebe, serve como base para condução do plano de trabalho e aconselhamento aos funcionários a respeito do seu desempenho. Sendo assim, a avaliação de desempenho deverá proporcionar benefícios para ambas às partes (organização e as pessoas). Portanto a avaliação de desempenho não se resume apenas em cobrar o desempenho do cargo ocupado, mas também o alcance de metas e objetivos, ou seja, desempenho e objetivos são peças inseparáveis numa avaliação de desempenho. Desta forma, deve ser empregada para melhoria da produtividade do funcionário dentro da organização. 3.4.3. A Responsabilidade de Avaliar o Desempenho A avaliação de desempenho ajuda a redução da incerteza e, ao mesmo tempo, ajuda na busca de harmonização. A avaliação de desempenho reduz a incerteza do funcionário ao receber feed back sobre o seu desempenho. Busca harmonia na medida em que, proporciona a troca de ideias e conciliação entre conceitos dos funcionários e chefes, neste sentido a avaliação de desempenho demonstra ao funcionário o que as pessoas pensam a respeito de suas tarefas e atividades e da sua contribuição à organização, sempre visando um processo contínuo de melhoria e entendimento mútuo. Na maioria das organizações, compete ao gerente (gestores) a responsabilidade pela avaliação de desempenho dos seus subordinados e pela constante avaliação e informação dos resultados atingidos. A aproximação das partes é determinante para que o processo de gerenciamento do desempenho tenha êxito. O gerente deverá funcionar como orientador, enquanto que o funcionário o depositário das informações passadas pelo gerente e através disso gera o desempenho e os resultados, porém cobra os recursos indispensáveis para a execução da tarefa. Quem quer que faça a avaliação de desempenho deve ser bem treinado, estar bem informado e utilizar critérios documentados. 4. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS Segundo Vergara (2010, p.1), a ciência é um processo, é uma das formas de buscar o conhecimento e a verdade de sinalização sistemática de erros e correções, predominantemente racional, ou seja, a atividade básica da ciência é a pesquisa. Claro que existem outras formas de adquirir o conhecimento que são: a filosofia, a mitologia, a religião, a arte e o senso comum. Porém para aplicar a ciência deve-se: deixar de lado as crenças, valores e paradigmas e utilizar-se da neutralidade científica. Portanto classificamos o método científico em dois critérios: quantos aos fins e quanto aos meios. Esta pesquisa caracteriza-se como uma pesquisa de investigação descritiva, explicativa e aplicada. Descritiva por que irá descrever os fenômenos e o 15 detalhamento da satisfação no trabalho, comparando os dados de pesquisa e sua relação com os indicadores operacionais, podendo em sua essência fornecer e esclarecer dúvidas sobre os resultados diferentes de desempenhos e duas variáveis, abrindo caminho para aplicação de ação eficiente em relação ao método atual utilizado. Investigação explicativa, pois visa esclarecer quais os fatores, que contribuem de alguma forma, para o atingimento de resultados satisfatórios entre ST e IQ, ou seja, esclarecer os fatores que afetam de alguma forma o fenômeno de diferentes desempenhos. E método de investigação aplicada, pois foi motivada pela necessidade premente da Gerência de Atividades Externas 1 – GERAE, em resolver um problema concreto e de grande relevância para empresa. O presente estudo utilizará a pesquisa de campo e estudo de caso. Pesquisa de campo por que será investigada nos CDDs através da aplicação da pesquisa de satisfação no trabalho. Estudo de caso por que está delimitado o grupo de unidades de distribuição que serão objeto de pesquisa para a coleta de dados. A amostra não probabilística, em virtude da acessibilidade dos dados. Segundo Vergara (2010) entenda-se aqui por população não o número de habitantes de um local, como é largamente conhecido o termo, mas um conjunto de elementos (empresas, produtos, pessoas, por exemplo), que possuem as características que serão o objeto de estudo. População amostral ou amostra é uma parte do universo (população) escolhida segundo algum critério de representatividade. Serão pesquisados os funcionários de 15 Centros de Distribuição Domiciliar da Região de Porto Alegre, através do questionário ou instrumento Escala de Satisfação no Trabalho – EST, de autoria de Siqueira (1995). A EST é uma medida multidimensional, construída e validada como o objetivo de avaliar o grau de contentamento do trabalhador frente a cinco dimensões do seu trabalho: satisfação com o salário (cinco itens), satisfação com os colegas de trabalho (cinco itens), satisfação com a chefia (cinco itens), satisfação com as promoções (cinco itens) e satisfação com a natureza do trabalho (cinco itens). Embora todos os esforços para que o trabalho científico tenha êxito em sua essência, o método escolhido para o estudo apresenta certas limitações, como: • Pela abrangência da pesquisa, não serão pesquisadas muitas unidades de distribuição, por ser uma amostra não probabilística selecionamos as unidades pela facilidade de acesso; • Em função do tempo disponível para a aplicação e análise dos dados; • Limitações que tange as respostas dos envolvidos, embora o questionário possua significância, conteúdo e características de confiabilidade, muitos poderão sentir se constrangidos em responder as questões com sinceridade, receando retaliações; • Por representatividade, considerar que, há possibilidade que os Centros selecionados para realização da entrevista não tenham sido os mais representativos no universo estudado, com relação ao objetivo do estudo, ou seja, não são as unidades que “em tese” apresentam o problema de satisfação no trabalho e resultados operacionais, porém esse é um risco de qualquer processo de investigação. 16 Todavia, as limitações citadas não prejudicarão o resultado da pesquisa, pois conforme explicitado durante o projeto, nunca houve um estudo nestes moldes dentro dos Correios. Portanto será informado aos funcionários quanto à confidencialidade e integridade das respostas, sendo garantia de que todas as informações tratadas serão de cunho e/ou consumo interno e exclusividade de pessoas especificamente autorizada, mantidas sob sigilo e íntegras, sem quaisquer modificações. 5. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS A proposta desta pesquisa era Analisar a relação entre a satisfação do trabalho e os resultados operacionais nas quinze unidades de distribuição de Porto Alegre. No entanto o retorno dos questionários foi de 12 unidades, visto que 3 unidades de distribuição não retornaram nenhum questionário. Identificadas aqui de B, L e N. A justificativa apresentada pelos gerentes das unidades B e N é de que não houve adesão ao chamamento, pois, todos os questionários foram entregues ao efetivo presente. Deve ser salientado que todos os gestores receberam orientação da Área de Operação sobre a importância da pesquisa, porém a participação na pesquisa é pessoal e voluntária, assim, quem não quiser participar não é obrigado a responder. Registra-se aqui que quanto mais funcionários responderem, ampliava o cenário, a fim de corrigir eventuais problemas na relação empregado/empresa/empregado. Quanto à unidade “L” o questionário não foi aplicado, devido mudança na gestão da unidade, no período da aplicação da pesquisa, o que impediu prejudicando o retorno dos questionários. Salientado que foram distribuídos 510 questionários e obtivemos o retorno 225 questionário. Excluímos um total de 10 questionários em razão dos seguintes critérios: 1) Questionários onde a EST não foi preenchida na íntegra e 2) Questionários nos quais os respondentes deixaram mais de três perguntas dos dados de identificação sem preenchimento. A Tabela 1 demonstra o número de questionários enviados para cada unidade (um para cada empregado), o número de questionários que retornaram e o total de questionários válidos. Tabela 1 – Total de Questionários UNIDADE Questionários Enviados Questionários Recebidos % Questionários Válidos % A B C D E F G H I J L 46 30 50 65 42 2 28 35 48 31 35 23 0 17 35 8 11 16 33 13 7 0 50,0 0,0 34,0 53,8 19,0 44,0 57,1 94,3 27,1 22,6 0,0 21 0 17 34 7 11 15 31 13 6 0 45,7 0,0 34,0 52,3 16,7 44,0 53,6 88,6 27,1 19,4 0,0 17 M N O P TOTAL SUBTOTAL 45 55 45 50 630 510 6 0 23 33 225 225 13,3 0,0 51,1 66,0 35,71 44,12 6 0 22 32 215 215 13,3 0,0 48,9 64,0 34,13 42,16 Fonte: O Autor. 5.1. Perfil da Amostra A Tabela 2 apresenta o perfil dos empregados, que participaram deste estudo, num total de 215 questionários. Tabela 2 – Perfil da Amostra % CARACTERÍSTICA DA AMOSTRA CARGO SEXO QUANT Carteiros Operador de Triagem e Transbordo (OTT) 192 Outros 13 Masculino 159 Feminino 53 Sim 24 89,30 4,65 10 6,05 73,95 26,05 11,16 FUNÇÃO CHEFIA 88,84 Não FORMAÇÃO 191 Fundamental Incompleto 4 1,86 Fundamental completo 9 4,19 Médio Incompleto 6 2,79 Médio Completo 122 56,74 Superior Incompleto 53 24,65 Superior Completo 17 7,91 Pós-Graduação 4 1,86 Fonte: O autor. 5.2. Satisfação no Trabalho Conforme Siqueira, M.M.M. (1995), a EST é uma medida multidimensional, construída e validada com o objetivo de avaliar o grau de contentamento do trabalhador frente a cinco dimensões do seu trabalho. O Quadro abaixo apresenta os resultados obtidos na EST. 18 Índice Dimensões Definições atingido Satisfação com os Contentamento com a colegas colaboração, a amizade, a confiança e o relacionamento 4,72 mantido com os colegas de trabalho. Satisfação com o Contentamento com o que recebe salário como salário se comparado com o quanto o indivíduo trabalha, com 3,50 sua capacidade profissional, com o custo de vida e com os esforços feitos na realização do trabalho. Satisfação com a Contentamento com a chefia organização e capacidade profissional do chefe, com seu 4,94 interesse pelo trabalho dos subordinados e entendimento entres eles. Satisfação com a Contentamento com o interesse natureza do despertado pelas tarefas, com a trabalho capacidade de elas absorverem o 4,69 trabalhador e com a variedade das mesmas. Satisfação com as Contentamento com o número de promoções vezes que já recebeu promoções, com as garantias oferecidas a 3,54 quem é promovido, com a maneira de a empresa realizar promoções e com o tempo de espera pela promoção. Resultado Indiferença Insatisfação Indiferença Indiferença Insatisfação Quadro 1 – Resultado Geral da Escala de Satisfação no Trabalho. Fonte: O Autor O Quadro 1apresenta os valores obtidos, a partir da forma completa da EST, ou seja, computados os cinco escores médios, calculamos cada escore médio mais a soma dos valores assinalados pelos colaboradores dos Centros de Distribuição Domiciliar, para cada item que integra cada dimensão e dividimos por cinco. Entenda-se que, os valores entre 5 e 7 tendem a indicar satisfação, Por outro lado, valores entre 1 e 3,9 tendem a sinalizar insatisfação, enquanto que valores entre 4 e 4,9 indicam um estado de indiferença, ou seja, nem satisfeitos, nem insatisfeitos. Portanto, pode-se verificar nos resultados apresentados que as dimensões: satisfação com os colegas, satisfação com a chefia e natureza do trabalho são considerados pelos respondentes como indiferente. Observamos que os empregados estão insatisfeitos no que se refere a satisfação com o salário e satisfação com as promoções A Tabela 3, a seguir, apresenta a comparação entre os resultados da EST – Escala de Satisfação no Trabalho e o IDO - Indicador de Desempenho Operacional dividido por unidade. 19 Tabela 3 – Resultado Geral Dimensões por Unidade, EST e IDO. Dimensã Dimensã Dimensão o o Satisfaçã Satisfaçã Satisfaç UNIDADE o com os o com o ão com a Colegas Salário Chefia A C D E F G H I J M O P 4,17 5,21 4,70 3,30 4,33 5,06 4,41 4,95 4,71 4,07 4,93 5,10 Fonte: O Autor. 3,18 3,13 3,23 2,65 3,13 4,45 3,35 3,25 3,77 2,83 4,27 3,70 4,95 4,89 4,51 3,75 4,89 5,54 4,56 5,23 4,86 4,93 5,17 5,21 Dimensão Dimensã Satisfaçã o o com a Satisfaçã Natureza o com as do Promoçõ Trabalho es 4,63 3,56 4,85 3,47 4,46 3,38 4,35 2,40 4,73 2,78 5,03 4,24 3,98 3,02 4,91 3,57 4,74 4,03 4,47 2,77 5,03 4,31 4,90 3,71 Média EST Por Unidad e IDO2011 (%) 4,10 4,31 4,06 3,29 3,97 4,86 3,86 4,38 4,42 3,81 4,74 4,52 90,66% 94,49% 93,10% 90,46% 95,60% 94,88% 93,96% 92,90% 93,19% 94,39% 93,75% 93,42% Com o objetivo de compreender a correlação entre as variáveis relacionadas no presente estudo, foi realizado correlação de Pearson para avaliar as correlações entre as variáveis de razão e correlação de Spearman para avaliação de correlação entre as variáveis ordinais expressas através de escala Likert. A planilha a seguir apresenta os resultados do Teste de Correlação de Spearman, obtido através do Software Statistics Open For All – SOFA, para as dimensões de Satisfação no Trabalho versus Indicador de Desempenho Operacional – IDO. Tabela 4 – Teste de Correlação de Spearman por dimensão versus IDO. Correlação Entre os Fatores Satisfação com os Colegas x IDO Satisfação com o Salário x IDO Satisfação com a Chefia x IDO Satisfação com a Natureza do Trabalho x IDO Satisfação com as Promoções x IDO EST - GERAL x IDO Fonte: O Autor. Teste Spearman p valor 0,185 0,084 0,064 0,001 0,003 0,069 0,007 0,221 0,349 0,993 0,967 0,313 Dentro do intervalo de confiança de 95% a única correlação verificada foi a do IDO e Satisfação com os colegas de trabalho. De acordo com a orientação de Hair et al 2005, podemos considerar uma correlação de 0,185 como uma correlação leve, quase imperceptível. 20 A Figura 1 explica as regras propostas por Hair el al, (2005) para interpretação dos resultados das correlações. : Figura 1 – Regras práticas sobre o valor do coeficiente de correlação Fonte: HAIR et al (2005, p. 312) Para verificar a relação entre o perfil dos empregados e o Desempenho realizamos a correlação de Pearson entre as variáveis: idade, salário e tempo de empresa. Neste caso a única correlação encontrada foi uma relação leve, quase imperceptível entre a idade e IDO. Verificamos que com o aumento da idade o Desempenho tende a diminuir. Com intuito de analisarmos a relação entre o perfil do empregado e a sua satisfação no trabalho, foi realizada a correlação de Spearman entre as variáveis: idade, salário e tempo de empresa. Os resultados demonstram uma leve relação inversamente proporcional entre o tempo de empresa e a satisfação no trabalho. Quanto maior o tempo de empresa mais insatisfeitos os empregados demonstraram estar com o trabalho. Tabela 5 - Teste de Correlação de Pearson e Spearman Correlação Entre os Fatores Idade Salário Tempo de Empresa Pearso Spearma p valor p valor n (IDO) n (EST) -0,179 0,095 -0,121 0,009 0,164 0,080 -0,078 0,005 -0,196 0,257 0,946 0,004 Fonte: O autor. A partir das correlações encontradas, realizamos o teste entre: tempo de empresa e cada dimensão específica da EST, afim de, precisar a natureza da insatisfação dos empregados mais antigos. Verificamos uma correlação definida inversamente proporcional entre tempo de empresa e Satisfação com os colegas de trabalho e uma correlação leve inversamente proporcional com a Satisfação com as Promoções. Desta forma entendemos que os empregados com mais tempo na empresa estão insatisfeitos com os colegas de trabalho e com o Plano de Cargos, explicável, visto que na ECT não existe possibilidades de promoções, sendo necessário um novo concurso público para mudança de cargo. A Tabela 6, a seguir demonstra esta correlação. 21 Tabela 6 – Teste de Correlação de Spearman. Correlação Entre os Fatores Spearman (Dimensão) p valor Tempo de Empresa X Promoções Tempo de Empresa X Colegas -0,196 -0,244 0,004 0,001 Fonte: O autor. A respeito da correlação entre os fatores “tempo de empresa versus promoções”, cabe salientar que atualmente a ECT oferta apenas: a) promoção por antiguidade; b) promoção por mérito. Estas promoções seguem regras definidas pelo PCCS 2008 (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) orientados pelos órgãos de controle, que autorizam a ECT a utilizar 1% da folha de pagamento para este fim. Porém, pela regra o empregado pode receber um tipo de promoção por ano, ou seja, o empregado que recebeu a promoção por antiguidade em um ano, não pode receber a promoção por mérito no mesmo ano. Todavia numa empresa com mais de 110 mil funcionários, 1% da folha salarial dividido entre os elegíveis, os valores tornam-se irrisórios. Fato este confirmado na primeira aplicação do método, ciclo 2009/2011. Apresentado abaixo os critérios de promoções na ECT. DETALHES SOBRE OS CRITÉRIOS DE PROMOÇÕES Antiguidade Ter 24 meses de efetivo exercício, da data de admissão ou da última promoção por antiguidade, a partir de sua aplicação. Ter GCR com conceito mínimo "Qualificado" nas duas últimas avaliações - Gerenciamento de Competências e Resultados Ter 24 meses de empresa Mérito Ter intervalo de 24 meses contados da data da concessão da última promoção por mérito Não ter sofrido nenhuma suspensão disciplinar e não ter faltas injustificadas nos últimos 12 meses que antecedem a aplicação da promoção. Quadro 2 – Critérios de promoções Fonte: O autor 22 6. Considerações finais A pesquisa buscou identificar o nível de Satisfação no Trabalho e interpretar sua relação com os indicadores operacionais. Observado que as dimensões satisfação com salários e promoções estão no campo de insatisfação, e por isso, deve ser acompanhado pela alta gestão. O resultado do estudo não identificou nenhuma relação: nem direta, nem inversamente proporcional, de que a gestão seja o foco dos maus resultados, mas inferimos que, é obrigação dos gestores saber a importância da “Satisfação do Colaborador” para o bom desempenho da empresa no mercado, adaptando a melhor forma de trabalhar na busca do atingimento dos indicadores operacionais. Todavia, concluímos que existem vários fatores que influenciam para a Satisfação no Trabalho. Considerando que a Satisfação no Trabalho é pessoal e motivada pelo momento vivido no ambiente de trabalho. Logo, a pesquisa identificou que as oportunidades de promoções não são bem aceitas ou inexiste na visão dos respondentes, descobriu, por exemplo, que das doze unidades, nove delas (75%) estão insatisfeitas com a dimensão: satisfação com as promoções. As unidades G, J e O consideram esta dimensão indiferente. Na pesquisa a dimensão satisfação com o salário também identificou insatisfação fato este que considero comum, porém não podemos negligenciar, pois das doze unidades 10 delas (83,33%) estão insatisfeitas com o salário. A pesquisa trouxe o conhecimento de fatores como idade, salário, tempo de empresa, política de promoções e relação com colegas, tem correlação significativa com a EST, e também com o IDO, mesmo que leve. E que, o resultado geral da EST não é favorável à organização, em virtude de que, nenhuma das dimensões obteve o nível de satisfação. Com base nos dados coletados e analisados e, para que se possamos diminuir as inferências e incertezas do presente estudo, que sejam realizados novos estudos, visando: a) Ampliação da Amostra: Embora a amostra pesquisada traduza certa relevância, é sabido que quanto maior a representatividade de uma amostra, bem como quanto menor o coeficiente de variação (CV), mas próximos chegaremos de um resultado concreto e significativo. b) IDO para Colaborador: Concomitantemente a ampliação da amostra, importante também, a individualização do IDO por colaborador. Sugiro utilizar o SGDO ou GCR para os cruzamentos, pois, através destas ferramentas, podemos focar com maior precisão as correlações. c) Estudo sobre novo método de promoções: Resgatar o GQP (extinto em 2001 devido à similaridade com a PLR, segundo avaliação dos órgãos de controle), pois no passado era motivo de expectativas por parte dos colaboradores, visto que os valores eram distribuídos trimestralmente, a luz dos resultados apresentados, nas Regionais, nas Unidades e pelo desempenho dos colaboradores. d) Programa de formação de liderança: Embora a pesquisa não possa afirmar que a gestão teve alguma ligação direta com nos resultados. É importante avaliar os resultados da EST, na dimensão com a chefia, em virtude de ficarem no nível de indiferença. Portanto, a criação de um programa de formação de liderança, ao qual não desvie suas 23 atenções, tão somente nos resultados, mas também na satisfação do trabalho. Todo o estudo que envolve pessoas é depositário de grandes expectativas por parte das organizações e visa estimular fatores que intensifique positiva e diretamente o comportamento delas (gestores e não gestores), sendo imprescindível que todos estejam satisfeitos com as respectivas diretrizes operacionais, assim como, com as possíveis recompensas. A análise e/ou avaliação que deve ser feita, a partir daqui, é se há condições que permita conciliar as necessidades dos colaboradores das unidades objeto de pesquisa, de modo a gerar satisfação no trabalho e melhor desempenho profissional, ou seja, de que forma à ECT – DR/RS através de sua Gerência de Operações buscará estimular o desenvolvimento dos profissionais, motivando-os e comprometendo-os. É sabido que, entender o comportamento humano é um forte meio de resolver problemas de desempenho, de melhoria da qualidade e do ambiente organizacional. Desta forma, o aprofundamento do tema e ampliação amostral, mesmo que dentro das próprias unidades pesquisadas, torna-se necessário, uma vez que os resultados da EST não foram satisfatórios. 24 REFERÊNCIAS BISPO, C. A. F. Um novo modelo de pesquisa de clima organizacional. Produção, v. 16, n. 2, p.258-273, Maio/Ago.2006. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da Administração. 3. ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1983. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 – 4ª Reimpressão. DAVIS, K. E NEWSTROM, J. W. Comportamento humano no trabalho – Uma abordagem psicológica. São Paulo: Pioneira, 1992. ETZIONI, A. Organizações Modernas. São Paulo: Pioneira, 1992. FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o trabalho científico: elaboração e formatação. 14 ed. Porto Alegre: [S. Ed], 2005. GACEZ, Claudia. Satisfação no Trabalho: Desafios enfrentados por Organizações Transformadoras. 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Qual?_______________________________________________________ Esta ocupando cargo de chefia: ( ) Sim ( ) Não Idade: _____ Tempo de empresa: _______ Sexo: Masculino ( ) Feminino ( ) Salário Bruto: R$ _________ ____________________Renda Familiar: R$ _________________________ Número de pessoas que dependem desta renda? ______ Jornada de trabalho: ________ horas/semanais Possui filhos: ( ) Não ( ) Sim. Quantos têm menos de 24 anos? _______ Estado civil: ( ) Casado(a) ( ) Separado(a) Judicialmente ( ) Divorciado(a) ( ) Viúvo(a) ( ) Solteiro(a) Escolaridade: ( ) Ensino Fundamental Incompleto ( ) Fundamental Completo ( ) Ensino Médio Incompleto ( ) Médio Completo ( ) Ensino Superior Incompleto ( ) Superior Completo ( ) Pós-graduação Atualmente está frequentando escola ou faculdade : ( ) Sim ( ) Não O domicílio que reside é: ( ) Próprio – já pago ( ) Próprio – ainda pagando ( ) Alugado ( ) Outra condição Possui veículo próprio: ( ) Sim ( ) Não Exerce alguma outra atividade remunerada? ( ) Sim ( ) Não 26 ANEXO II - ESCALA DE SATISFAÇÃO NO TRABALHO – EST As frases abaixo falam a respeito de alguns aspectos do seu trabalho atual. Indique o quanto você se sente satisfeito ou insatisfeito com cada uma deles. Dê suas respostas anotando, nos parênteses que antecedem cada frase, aquele número (de 1 a 7) que melhor representa sua resposta. 1 – Totalmente Insatisfeito 2 – Muito Insatisfeito 3 – Insatisfeito 4 – Indiferente 5 – Satisfeito 6 – Muito Satisfeito 7 – Totalmente satisfeito No meu trabalho atual sinto-me... ( ) Com o espírito de colaboração dos meus colegas de trabalho. ( ) Com o modo como meu chefe organiza o trabalho do meu setor. ( ) Com o número de vezes que já fui promovido nesta empresa. ( ) Com as garantias que a empresa oferece a quem é promovido. ( ) Com o meu salário comparado com o quanto trabalho. ( ) Com o tipo de amizade que meus colegas demonstram por mim. ( ) Com o grau de interesse que minhas tarefas me despertam. ( ) Com o meu salário comparado à minha capacidade profissional. ( ) Com o interesse de meu chefe pelo meu trabalho. ( ) Com a maneira como esta empresa realiza promoções de seu pessoal. ( ) Com a capacidade de meu trabalho absorver-me. ( ) Com o meu salário comparado ao custo de vida. ( ) Com a oportunidade de fazer o tipo de trabalho que faço. ( ) Com a maneira como me relaciono com os meus colegas de trabalho. ( ) Com a quantia em dinheiro que eu recebo desta empresa ao final de cada mês. ( ) Com as oportunidades de ser promovido nesta empresa. ( ) Com a quantidade de amigos que eu tenho entre meus colegas de trabalho. ( ) Com as preocupações exigidas pelo meu trabalho. ( ) Com o entendimento entre eu e meu chefe. ( ) Com o tempo que eu tenho de esperar para receber uma promoção nesta empresa. ( ) Com meu salário comparado aos meus esforços no trabalho. ( ) Com a maneira como meu chefe me trata. ( ) Com a variedade de tarefas que realizo. ( ) Com a confiança que eu posso ter em meus colegas de trabalho. ( ) Com a capacidade profissional do meu chefe.