PARECER TÉCNICO - MASSA ALIMENTÍCIA DE MILHO O milho é uma planta da família Graminae e da espécie Zea mays de origem americana. Comumente, o termo se refere à sua semente, um cereal de alto valor nutricional. Esse cereal é cultivado em diversas regiões do mundo. Os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais de milho. No Brasil, também um grande produtor e exportador do grão, São Paulo e Paraná são os Estados líderes na sua produção1,2. Pesquisas recentes sobre as potencialidades e os benefícios da utilização do milho na nutrição humana e sobre a aplicação dos seus derivados na indústria têm mostrado que o grão apresenta componentes nutricionais importantes para a dieta humana. Entre as substâncias identificadas estão carotenóides (luteína e zeaxantina), e alguns fitoquímicos (ácido fenólico, ácido ferúlico e flavonóides), além de fibras dietéticas. Além disso, o milho é uma excelente fonte energética e apresenta fácil digestibilidade3-6, por possuir isenção total do glúten. 1. CAROTENÓIDES: A massa alimentícia de milho da linha Tivva apresenta conteúdo de fibras, que associado a uma alimentação saudável pode favorecer a regularidade dos hábitos intestinais, retardar a absorção de glicose e lipídios, aumentar a sensibilidade à insulina e provocar sensação de saciedade. Além disso, possui outros nutrientes, como carotenóides (zeaxantina) importantes para a manutenção da ótima acuidade visual e saúde da pele. Estudo mostrou que o milho e seus derivados são importantes fontes de carotenóides, principalmente luteína e zeaxantina5. No centro da retina é possível a visualização de uma mancha amarela chamada mácula. Sua cor amarela explica-se justamente pela presença de luteína e zeaxantina, os dois únicos carotenóides presentes nos olhos em quantidades inclusive muito maiores que em qualquer outro tecido humano. Nos últimos anos, essas substâncias têm se destacado, pois estudos têm associado seu consumo com o menor risco de desenvolver doenças oculares (degeneração macular relacionada à idade e catarata)7-10. KOWLURU e colaboradores11 estudaram o papel da zeaxantina no dano oxidativo da retina e para tanto avaliaram um grupo de ratos que foi dividido para receber uma dieta normal ou uma dieta suplementada com 0,02% ou 0.1% de zeaxantina após indução de diabetes. Observou-se que a zeaxantina inibiu significantemente o dano oxidativo da retina e elevou o fator de crescimento endotelial vascular e concluiu-se que a zeaxantina tem potencial para inibir o desenvolvimento de retinopatia diabética. Outro estudo avaliou os efeitos dos carotenóides luteína e zeaxantina sobre a catarata nuclear. Um total de 1802 mulheres com idade entre 50 e 79 anos participaram do estudo. Após ingestão desses carotenóides, verificou-se que a prevalência de catarata nuclear nas mulheres diminuiu em 23%12. Alguns estudiosos explicam os mecanismos que podem estar relacionados à ação desses carotenóides sobre a retina e relatam que essas substâncias são capazes de filtrar a luz azul que poderia causar danos aos fotorreceptores da retina e atuam neutralizando os radicais livres13,14. Além disso, essas substâncias estimulam o sistema imunológico e agem como antioxidantes, protegendo a pele dos efeitos dos raios ultravioletas15-17. Segundo Astner18, a luteína e a zeaxantina protegem a pele do fotoenvelhecimento e da fotocarcinogenese induzidos pelos raios UVB. 2. FITOQUÍMICOS: As propriedades funcionais do milho são reforçadas também pela presença de fitoquímicos com ação antioxidante, sendo os mais abundantes o ácido fenólico, o ácido ferúlico e os flavonóides. O ácido ferúlico, que representa 3,1% do peso seco do farelo de milho, possui alta atividade antioxidante, estando associado à redução dos danos em células neurais e à redução da lesão pré-cancerosa de câncer de cólon19-22. Estudo avaliou as ações do ácido ferúlico e da vitamina E na prevenção de hipercolesterolemia e formação de lesões aterogênicas em ratos deficientes em apolipoproteína E. Observou-se que a administração dessas duas substâncias é benéfica para prevenção da hipercolesterolemia e aterogênese. Em particular, o ácido ferúlico exibiu propriedade antiaterosclerótica, e este efeito foi sinergicamente aumentado com o suplemento de vitamina E23. Barone e colaboradores24 afirmam que o ácido ferúlico apresenta efeitos benéficos à saúde devido sua habilidade em remover os radicais livres e induzir a resposta celular por meio da up-regulation de enzimas citoprotetoras como a heme oxigenase-1 e Akt. Outros estudos avaliaram o efeito da suplementação com ácido ferúlico na fotoproteção da pele. Experimentos com os melanócitos em humanos irradiados com raios ultravioletas (UVB) mostraram que o tratamento com ácido ferúlico reduziu a geração de espécies reativas de oxigênio, com diminuição da oxidação de proteína, o que confirmou seu importante papel na redução de danos na pele induzidos pelos raios UVB25,26. O consumo de ácidos fenólicos contém importantes propriedades farmacológicas, algumas das quais mostrou ser efetiva na prevenção do câncer. Um grupo de pesquisadores investigou os efeitos moduladores dos ácidos fenólicos em um sistema antioxidante em ratos Sprague-Dawley. Os ratos receberam oralmente uma dosagem de 100mg/Kg de peso corporal de ácido gálico, ácido ferúlico, ácido gentísico e ácido p-cumárico por 14 dias consecutivos. Nessas doses, as atividades da superóxido dismutase hepática (SOD), glutationa peroxidase (GPx), e catalase foram melhores após administração desses quatro ácidos fenólicos comparado com o grupo controle. As atividades dessas enzimas no intestino delgado também foram significantemente melhores após consumo de ácido p-cumárico e ácido gálico comparado com os controles. As alterações na CuZnSOD, GPx e níveis de catalase mRNA induzidas pelos ácidos fenólicos foram semelhantes daquelas notadas nas atividades enzimáticas. Esses experimentos mostraram que a modulação da atividade dessas enzimas antioxidantes e do estado oxidativo no fígado pelos ácidos fenólicos podem desempenhar um importante papel na proteção contra os efeitos adversos relacionados à metagênese e dano oxidativo27. Segundo Moon e colaboradores28, os flavonóides têm sido descritos como promotores da saúde, suplementos alimentares para prevenção de doenças e têm atividade como agente preventivo de câncer. Adicionalmente, eles são extremamente seguros e associados com baixa toxicidade. Os flavonóides também podem interagir com drogas quimioterapêuticas usadas no tratamento de câncer por meio da indução ou inibição do seu metabolismo. 3. FIBRAS DIETÉTICAS: As fibras resultantes do processamento do milho também possuem efeitos benéficos à saúde humana. As fibras alimentares formam um conjunto de substâncias derivadas de vegetais resistentes à ação das enzimas digestivas humanas. Podem ser classificadas em fibras solúveis e fibras insolúveis, de acordo com a solubilidade de seus componentes em água29. As fibras solúveis aumentam o tempo de trânsito intestinal, diminuem a velocidade de esvaziamento gástrico e reduzem a glicemia pós-prandial, são altamente fermentáveis, contribuindo para a produção de ácidos graxos de cadeia curta no lúmen intestinal; enquanto as fibras insolúveis diminuem o tempo de trânsito intestinal, aumentam o volume fecal e reduzem a absorção de glicose30-33. Os efeitos fisiológicos das fibras dietéticas também têm sido foco de atenção na prevenção da síndrome metabólica, devido promover a perda de peso, diminuir o risco de obesidade e de doenças cardiovasculares e prevenir o diabetes tipo 2; fatores esses relacionados ao quadro da síndrome metabólica34,35. Estudo avaliou a relação entre a ingestão de fibras dietéticas com alterações na adiposidade. Observou-se uma relação inversa entre o consumo de fibras e a redução da adiposidade visceral e adiposidade subcutânea abdominal36. Outro estudo prospectivo com 36787 homens e mulheres com idade entre 40 e 69 anos sem o diagnóstico de diabetes tipo 2, realizado com o objetivo de examinar as associações entre o diabetes tipo 2, a carga glicêmica, o índice glicêmico dietético e o consumo de alimentos ricos em fibras e com baixo índice glicêmico, verificou que a ingestão de uma dieta rica em fibras pode reduzir o risco de diabetes tipo 237. He e colaboradores38 demonstraram resultados favoráveis com relação à ingestão de fibras e a diminuição da pressão arterial. Outro estudo mostrou que o alto consumo de fibras dietéticas foi significantemente associado com um menor risco de excesso de peso, razão cintura-quadril, pressão arterial, apolipoproteínas B, A-I, colesterol, triacilgliceróis e homocisteína, ou seja, com menor risco de doença cardiovascular em ambos os sexos. Os autores desse estudo recomendam ingestão de 25g de fibras dietéticas por dia39. De acordo com a recomendação de Lairon e colaboradores56, é possível afirmar que a massa alimentícia de milho da linha Tivva é um produto rico em fibras dietéticas, por conter em uma porção 12% das necessidades diárias do conteúdo de fibras. 4. ISENÇÃO DE GLÚTEN E SUAS VANTAGENS: As desordens relacionadas ao trigo são desencadeadas devido à presença de glúten. O glúten é uma proteína encontrada em diversos cereais (trigo, centeio, cevada e aveia) constituída por prolaminas e gluteninas. As prolaminas tóxicas encontram-se no trigo (gliadina), cevada (hordeina) e centeio (secalina), são resistentes à digestão pelas enzimas gástricas e pancreáticas e alcançam a lâmina própria do intestino delgado, possivelmente em consequência do aumento da permeabilidade intestinal40,41, ocasionando o surgimento de hipersensibilidades alimentares. A incidência de doenças alergênicas tem aumentado principalmente nos países industrializados. Atualmente essas doenças atingem cerca de 30% da população mundial. As reações alérgicas podem ocorrer em todos os grupos de faixa etária42. A Doença Celíaca (DC), por exemplo, é uma desordem crônica do sistema imune induzida pelas proteínas do glúten ingerido, caracterizada pelo comprometimento da mucosa do intestino delgado e pela má absorção de nutrientes e é dependente do processo imunológico que pode aparecer durante a infância ou na vida adulta43-45, acomete atualmente mais de 300.000 indivíduos no Brasil41. Além da doença celíaca e da alergia ao trigo, há evidências científicas de que o glúten pode ser responsável por outros problemas de saúde tão importantes quanto estes, tais como ataxia, eczema, síndrome do intestino irritável e neuropatias, porém mecanismos não foram totalmente esclarecidos46-50. De forma generalizada, divulga-se a restrição do glúten como possibilidade de tratamento para os distúrbios citados acima e outros, tais como síndrome da fadiga crônica, excesso de peso e de gordura corporal, alterações gastrintestinais, dores crônicas, distúrbios de tireóide e diabetes51-53. O cumprimento da dieta sem glúten não é uma tarefa fácil, pois depende de diversos aspectos, principalmente do acesso a alimentos alternativos52. Por faltarem produtos industrializados especiais sem glúten no mercado brasileiro, a maior parte das preparações do cardápio do paciente com hipersensibilidade ao glúten é caseira, demandando tempo e dedicação para o preparo54. Por essa razão, a Associação Fartura Alimentos busca alternativas para o desenvolvimento de produtos que não contenham glúten em sua composição, utilizando como principal ingrediente substituto do trigo, o milho; que deu origem à linha de produtos Tivva. A massa alimentícia a base de milho pode fazer parte de uma dieta saudável por possuir em sua composição carotenóides, fitoquímicos e fibras dietéticas, que favorecem a melhora na acuidade visual, na atividade antioxidante de enzimas fundamentais para o bom funcionamento do organismo, além de contribuir para a saúde intestinal, saciedade e modulação do metabolismo lipídico e da insulina, respectivamente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. PARIZI, A.R.C. Efeito de diferentes estratégias de irrigação sob as culturas de feijão (Phaseolus vulgaris L.) e milho (Zea mays L.) na região de Santiago, RS. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Santa Maria. Centro de Ciências Rurais. 2007. 2. AGRINNUAL. Anuário de Agricultura Brasileira. Instituto FNP, 2006. 504 pp. 3. PERRY, A.; RASMUSSEN, H.; JOHNSON, E.J. Xanthophyll (lutein, zeaxanthin) content in fruits, vegetables and corn and egg products. J Food Comp Anal; 22(1): 9-15, 2009. 4. IBRAHIM, K.E.; JUVIK, J.A. 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