O rumo certo para a sua gestão financeira Com uma colher de conhecimento e uma pitada de boa administração, você prepara o sucesso financeiro do seu restaurante Alan B anas V ocê realmente concorda com aquele ditado de que dinheiro não traz felicidade? Bem, se aplicado à vida pessoal, esse ditado muitas vezes faz sentido para os mais supersticiosos. Agora, se aplicado ao setor de alimentação fora do lar, você, leitor, concordará que, em “partes”, o dinheiro pode trazer a felicidade do seu empreendimento. Afinal, abrir um restaurante ou manter o já existente exige um investimento constante e um fluxo de caixa positivo. Nessas próximas páginas, vamos, juntos, desmembrar a gestão financeira do seu restaurante e verificar se o que você está fazendo é o correto, e se não, qual o caminho certo para a boa administração financeira. Antes de tudo, é importante lembrar que, além dos conhecimentos da área e do bom resultado comercial, é importante monitorar o capital do restaurante. E a isso, chamamos de controle. Inúmeras vezes, por achar que temos o talento de administrar ou o dom de cozinhar, acreditamos que é o suficiente para abrir e gerir um restaurante. Errado! Porque, além desses conhecimentos, é necessário ter o capital inicial de investimento. “Só o conhecimento técnico não é o suficiente. Existe um estudo do Sebrae, em que 25% de todas as empresas que fecham são por falta de capital”, explica Eduardo Alves, consultor financeiro e gerente de controladoria. São praticamente duas as perguntas que o empreendedor se faz no início do projeto: “De quanto preciso para iniciar o meu empreendimento?” e “Como será o resultado do restaurante?”. Para as duas perguntas, montar um Plano de Negócios com o que se pretende atingir é o correto. Colocar no papel os custos iniciais de equipamento, aluguel, reforma, mão-de-obra etc. Somente assim terá a possibilidade de saber qual será o custo inicial e de quanto vai precisar para tornar esse sonho uma realidade. É importante que o gestor se foque nas dificuldades financeiras, resultantes do investimento e dos custos operacionais da instalação. Investimento inicial No momento de iniciar a vida do restaurante, o gestor se depara com inúmeros investimentos: fixos, pré-operacionais e outros. Os investimentos fixos estão ligados diretamente ao padrão do restaurante que se quer montar e o quanto em dinheiro se tem para investir. Produtos duráveis como equipamentos, enxoval, móveis, veículos, ferramentas, instalações etc. são os que podem ser adquiridos de acordo com o preço, ou comprados de acordo com a necessidade do restaurante. Existem também os investimentos pré-operacionais, que englobam os custos necessários antes da abertura do empreendimento, tais como projetos arquitetônicos, pesquisa para entender o mercado, projeto de marca e identidade visual, taxa de registro, contratos de aluguel etc. Para isso, o gestor não deve empregar todo o capital na montagem do negócio. Não esquecendo de que mais adiante precisará de dinheiro para a manutenção de estoque, do pagamento de despesas pré-operacionais, pagamento de salários, luz, água, e dos pagamentos a prazo que, provavelmente, os clientes irão fazer. No decorrer dos meses, a falta de dinheiro pode acarretar uma necessidade de financiamento que, geralmente, vem munido de elevadas taxas de juros. Para o contador, Tanael Gonçalves, da empresa Diferencial Contábil, existem alguns cuidados no momento do investimento: “O maior cuidado, sem sombra de dúvidas, é a escolha do ponto, e isso inclui analisar as condições técnicas e legais das instalações do futuro estabelecimento, a afinidade com o setor e, por fim, a escolha de bons profissionais para assessorá-lo, isso tudo de nada vale se não houver planejamento e controle de gastos”. Taxas e impostos Fazendo parte dos investimentos iniciais, as taxas e impostos pagos na abertura do restaurante também devem entrar no planejamento. Para se ter uma idéia, em São Paulo, é necessário pagar para a Prefeitura uma taxa para registro do contrato, com o objetivo de iniciar o processo de alvará de funcionamento. “Na continuidade de abertura do restaurante, o gestor deve decidir qual o ca- minho a seguir: SIMPLES, Lucro Presumido ou Lucro Real”, destaca Tanael. Ele ainda explica a diferença entre as três opções: se optar pelo sistema SIMPLES, os encargos são, como o próprio nome diz, simples e variam de 4% (piso) a 11,62% (teto) sob o faturamento global. Se a opção for pelo Lucro Presumido, os impostos federais, que são IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, serão de 5,93% em seu total e mais o imposto estadual (ICMS), que varia de acordo com cada Estado. Em São Paulo, o ICMS pode ter alíquota única de 3,20%. E, por fim, se optar por Lucro Real, deve-se somar todas as receitas e excluir todas as despesas (permitidas) e no resultado ou ganho líquido aplicar as alíquotas dos impostos federais de 15% de IRPJ, 9% de CSLL, 7,60% de COFINS e 1,65% de PIS. O ICMS/SP também pode ser tributado direto a 3,20%. Para o SIMPLES, não há tributação direta na folha de pagamento, para os outros dois tipos, há uma despesa de 26,8% a 28,8% sob a folha de pagamentos dos salários. Dra Lucky gon / “Em função da qualidade, tenho de ser mais fiel ao meu fornecedor. Às vezes, é necessário suportar uma alta momentânea de um determinado produto”, José Orlando Paulilo (Bolinha), sócio-proprietário do restaurante Bolinha O restaurante Bolinha, que fica na cidade de São Paulo, é administrado pelos irmãos Paulo e José Orlando Paulilo. “Bolinha”, como é chamado José Orlando, considera a cobrança do ICMS injusta. “Hoje, com o que você tem com pagamento de imposto de ICMS antecipado, você onerou o produto. Isso é um problema. O último exemplo claro é em relação às bebidas. Vinhos, por exemplo”. Para o proprietário do restaurante Esquina Mineira, do Distrito Federal, Clayton Faria Machado, os encargos e tributos contribuem para o déficit do restaurante. “Com a carga tributária e encargos trabalhistas que temos, o governo é o nosso sócio sem nenhum risco”, relata Clayton. Os proprietários Bolinha e Clayton sabem da necessidade de se ter alguém competente para a gestão financeira do restaurante. E quem seria a pessoa mais indicada para essa função? O próprio gestor ou alguém contratado especialmente para esse cargo? O mais indicado para essa função é contratar alguém capacitado para realizar os serviços financeiros. “O ideal é a pessoa ser de fora porque nesse caso não se envolve emocionalmente. Pode ser que o proprietário seja da área contábil ou de finanças. Aí, ele vai ter um critério satisfatório. Não sendo dessas áreas, ele se deixará envolver”, explica Eduardo. Geralmente, em restaurantes de pequeno porte, a administração financeira fica por conta do proprietário e, nos restaurantes de fluxo de caixa mais elevado, é feita a contratação de um administrador. Mas essa regra pode mudar de acordo com a percepção de cada proprietário. Nos restaurantes Bolinha e Esquina Mineira são os donos do negócio que tocam a área financeira do empreendimento. khz / fotolia.com 24 Cozinha Profissional 106 | www.cozinhaprofissional.com.br www.cozinhaprofissional.com.br | Cozinha Profissional 106 .com fotolia Responsável pela gestão Izilda França CAPA 25 Izilda França Paulo Affonso Paulillo, sócio proprietário do restaurante Bolinha Izilda França Bar – restaurante Bolinha Para esse tipo de situação, é aconselhável também a contratação de uma consultoria externa, que possa avaliar o andamento do departamento de finanças. Mostrar caminhos, evitar falhas e alertar sobre possíveis erros. Uma visão competente e profissional de como estão gerindo o dinheiro da empresa. Até aqui, falamos do administrador financeiro que lida com a gestão no dia-a-dia e do consultor que avalia os erros e acertos. Agora, colocamos nesse bate-papo a função importante daquele que é responsável por contabilizar os números e dados, condensar ou resumir, checar se essas informações são verídicas, além de analisar e mostrar o que esses números significam para a organização. Papel específico do contador. Existem aqueles que ainda acreditam que o papel do contador é sinônimo de burocracia, de pagamentos de tributos ou de obrigações legais. “Antigamente, o contador era visto apenas como um guarda-livros, uma obrigação necessária à empresa. Com a mudança econômica e estabilidade geral dos preços na era do real, esta mentalidade vem mudando drasticamente, pois agora há a necessidade de melhor desempenho e quase tudo ficou voltado para os controles, ganhos de produção, redução dos custos e aumento de qualidade”, relata Tanael. “Antigamente, o contador era visto apenas como um guarda-livros, uma obrigação necessária à empresa. Com a mudança econômica e estabilidade geral dos preços na era do real, esta mentalidade vem mudando drasticamente”, Fluxo de caixa A palavra “contar”, encontrada nos dicionários, apresenta alguns sentidos importantes, bem como mensurar algo em números, comunicar algo para uma pessoa ou confiar. No primeiro caso, é mensurado todo o número que se passa dentro da administração do restaurante, posteriormente, é confiada a função de checar os números e, por fim, comunicar os resultados ao proprietário. “Com este instrumento, é possível analisar o investimento de uma forma global, fazer investimentos seguros, visualizar e programar o futuro, corrigir falhas de desempenho e até mesmo analisar se o investimento é viável”, concluí Tanael. Como falamos no início da matéria, o controle é a forma mais adequada para uma boa gestão. É na área contábil que o gestor encontra certa dificuldade, pois deve adotar uma rotina minuciosa e, em muitas vezes, cansativa. Tudo deve ser controlado, contado, pesado e analisado, pois são diversos os produtos e cada qual com suas especificações. Todos os recebimentos e pagamentos devem ser conferidos também. “Hoje, com o recurso da informática, conseguimos ter bastante controle. Existem empresas que fabricam softwares específicos para restaurantes”, afirma Eduardo. O proprietário obrigatoriamente precisa ter controle do que se passa no restaurante, saber o movimento de comensais, quanto se gastou ou recebeu naquele dia, produtos usados, pratos servidos etc. Tudo é controle. E se, por ventura, houver qualquer perda ou desvio de faturamento, no mesmo momento, o gestor vai detectar onde e como aconteceu a perda. Essa ferramenta permite ao restaurante saber, também, quanto é preciso vender para não ficar no vermelho. Em finanças, quando falamos do fluxo de caixa, estamos nos referindo ao montante recebido e gasto por uma empresa durante um determinado período preestabelecido. Para criar os relatórios de caixa e bancos (Fluxo de Caixa), o gestor deve ter em mãos as previsões de despesas, em uma ordem cronológica de vencimento com base nos documentos existentes ou por estimativa, além das receitas de vendas e as possíveis cobranças do período. O controlador de fluxo de caixa obrigatoriamente deve estar ciente de todas as funções da empresa, como: pagamentos, recebimentos, compras de matéria-prima, compras de materiais secundários, salários e outros. Com os dados em mãos, é possível mapear os gastos da empresa como mostra a tabela a seguir: Atualizar diariamente o fluxo de caixa, com base no relatório “Pagamentos e Recebimentos do Dia” no qual serão registrados as operações do dia e os valores acumulados diariamente, durante o período mensal. Após o registro no relatório, os valores de cada conta serão deduzidos do valor das previsões que constam do demonstrativo do “Fluxo de Caixa”. O registro no formulário “Fluxo de Caixa” do valor das disponibilidades de caixa e bancos será feito pela posição efetiva ou real apurada diariamente, através do Demonstrativo de Disponibilidade de Caixa e Bancos. Esses procedimentos serão adotados diariamente, em todas as contas de despesas e receitas que forem movimentadas. Se não ocorrer movimentação (pagamento ou recebimento) em determinada conta, no formulário “Fluxo de Caixa” será registrado o mesmo valor/saldo do dia anterior. Quando o valor pago ou recebido em determinado dia for superior ao saldo da previsão, a diferença será registrada em negativo e entre parênteses (-). Para verificar a correção dos registros do dia e do saldo diário, deve-se tomar o saldo do dia e subtrair do saldo do dia anterior. O valor apurado deverá conferir com o valor recebido e pago no dia, do formulário “Pagamentos e Recebimentos do Dia”. Entretanto, se ocorrer saldo negativo (pagamento de valor superior ao saldo da previsão do dia anterior), para o fechamento, deverá ser somado Tanael Gonçalves, contador Salão – restaurante Bolinha ba m .co lia to / fo “Nunca misturar o seu empreendimento com a sua vida particular. A entidade restaurante tem de ter vida própria, com recursos próprios e se automanter”, Eduardo Alves, consultor financeiro o saldo negativo. Exemplificando, com base no quadro / modelo apresentado ao final deste item (movimento do dia 27/02): Saldo a pagar (posição de 27/02): R$ 6.273,00 Saldo a pagar do dia anterior (26/02): R$ 6.377,00 Diferença (-): R$ 104,00 Esse valor deveria conferir com o total de pagamentos do dia de R$ 113,00. A diferença de R$ 9,00 (R$113,00 – R$104,00) corresponde à soma das contas que acusaram saldo negativo deste valor, que não devem ser computados, ou seja: Despesa bancária: (-) R$2,00 Despesas diversas: (-) R$7,00 Total: (-) R$9,00 Fonte: Instalação e Administração de Restaurantes – Zanella, Luiz Carlos Izilda França CAPA O valor negativo (R$9,00) somente será computado para efeito de fechamento do dia. No caso de saldo negativo, os valores negativos apurados não serão acumulados dia a dia. Falcon Foto / fotolia.com m ina 26 Cozinha Profissional 106 | www.cozinhaprofissional.com.br up sT ciu i Vin www.cozinhaprofissional.com.br | Cozinha Profissional 106 27 CAPA deixar para depois o que se pode pagar no ato. Mas nem sempre de bons ventos vivem os restaurantes. E, para isso, a compra a prazo é a forma mais indicada. vendas, crescimento de inadimplência, aumento de despesas e aumento de custos. Para Bolinha, o final de ano contribui para um baixo fluxo de caixa. “Existem épocas difíceis, como o fim de ano, que em alguns casos utilizamos o financiamento para suportar o 13º salário, encargos etc.” O que fazer nessa hora? Buscar recursos próprios ou de terceiros? “Primeiro ponto: obter capital de giro do próprio negócio com a perfeita administração dos seus custos. Segundo ponto: investimento dos próprios sócios. Terceiro: financiamentos que temos no mercado de maneira geral. O BNDES é um deles. Existem também os bancos privados”, explica Eduardo. Hoje, o BNDES oferece aos micros, pequenos e médios empresários o Cartão BNDES, com vantagens de crédito rotativo pré-aprovado, financiamento automático em até 36 meses, prestações fixas e taxas de juros atrativas. Para o uso desse cartão, a empresa precisa ter um faturamento bruto anual de até R$ 60 milhões. Como contador, Tanael acredita que o financiamento deve ser evitado ao máximo para não comprometer a saúde financeira do estabelecimento. “O ideal seria nunca recorrer a financiamentos, porém, se for para aumentar a capacidade produtiva do restaurante e tendo a possibilidade de pagar as parcelas do empréstimo, o ideal é que seja em forma de financiamento a longo prazo para bens duráveis onde a taxa fica em torno de 1,2% a.m. ou menos e com carência mínima de três meses para começar os pagamentos.” Ele ainda adverte: “Nunca, nunca mesmo, deve-se tomar empréstimos de pessoas ou empresas que não sejam instituições financeiras idôneas ou reconhecidas para este fim pelos órgãos governamentais”. Seja com recursos próprios ou por meio de financiamento, o importante é sempre manter o capital de giro para honrar com os compro- Capital de giro sxc.hu / ba nam upi sT com lia. foto “Com a carga tributária e encargos trabalhistas que temos, o governo é o nosso sócio sem nenhum risco”, Clayton Faria Machado, proprietário do restaurante Esquina Mineira de quatro fornecedores possibilita ao gestor negociar na hora da compra. Mas lembre-se: nunca colocar em risco a qualidade do seu produto. É pensando nisso que o proprietário do restaurante Bolinha realiza a aquisição da sua matéria-prima. “Em função da qualidade tenho de ser mais fiel ao meu fornecedor. Às vezes, é necessário suportar uma alta momentânea de um determinado produto, porque, se eu for privilegiar somente o preço, eu vou perder qualidade. Uma coisa está relacionada com a outra. Importante é saber comprar na hora certa e manter uma boa qualidade.” Importante também é negociar a forma de pagamento com o fornecedor. Se o fluxo de caixa apontar uma sobra naquele determinado mês, o ideal é efetivar a compra à vista, evitando iu inic V 28 O resultado de uma boa gestão financeira é avaliado ao final de cada dia. Concluído o ciclo de um mês faturando mais do que se gastou, podemos dizer que a empresa fechou no “azul”. Motivo para comemorar? Em partes, pois é o momento em que o proprietário deve tomar os devidos cuidados de aplicar corretamente o montante excedente. “O primordial é você reinvestir no próprio restaurante. Hoje, o mercado financeiro não é um complemento de faturamento. Se você não tem nenhum projeto adiante e tem uma sobra em dinheiro, aí você aplica. Mas aplicar para não perder o valor”, explica Bolinha. Guardar o dinheiro como recurso para uma possível eventualidade é a forma mais correta de se precaver. E o porquê de não investir 100% do capital restante dentro da empresa que está lhe dando lucro? Para isso, finalizamos esta matéria com uma Palavras-chave para busca no site: Finanças – fluxo de caixa – capital de giro – dinheiro Nome dos entrevistados: Eduardo Alves [email protected] (11) 9997-6615 Tanael Gonçalves [email protected] (11) 5573-3370 Clayton Faria Machado [email protected] (61) 3273-7373 José Orlando Paulillo www.bolinha.com.br (11) 3061-2010 C M Y CM MY CY Cozinha Profissional 106 | www.cozinhaprofissional.com.br Aplicando o seu dinheiro dica do consultor financeiro Eduardo Alves, que acredita que empresa e vida particular não devem ser misturadas. “Nunca misturar o seu empreendimento com a sua vida particular. A entidade restaurante tem de ter vida própria, com recursos próprios e se automanter. E nós, entidade pessoa física, temos de ter nossos próprios recursos para nos manter. Claro, que esse restaurante em que você está trabalhando vai lhe pagar um salário. Você vai tirar um prólabore e não mais do que isso. Jamais gastar o dinheiro, voltar ao caixa e pegar mais, desequilibrando toda a estrutura do restaurante. Importante entender que o restaurante não é que vai lhe manter e nem você manter o restaurante. A entidade restaurante tem de se manter sozinha. Afinal você é dono do negócio, mas está trabalhando lá dentro e espera ser remunerado pelo seu trabalho. Não seguindo essa regra, quebra-se toda uma situação de fluxo de caixa, capital de giro e daqui a pouco o restaurante precisará desse dinheiro.” anuncio cozinha profissional tesPage 1 6/11/2007 11:58:18 sxc.hu Seguir as regras para se criar um relatório de fluxo de caixa pode não ser uma tarefa fácil, bem como mantê-lo afastado do “vermelho”. O proprietário deve sempre ficar atento aos gastos excessivos e desperdícios ocasionados por uma má gestão. Quando falamos em desperdícios, estamos falando desde o gasto exagerado de luz, água e gás até a um determinado prato do cardápio, que pode estar com o preço elevado ou bem abaixo do ideal. Ficar atento ao cardápio é um dos pontos-chave para evitar a queda em suas receitas. A criação de uma “Ficha Técnica” certamente auxiliará na determinação do preço de mercado. Gerir as finanças de um restaurante vai muito além do ato de pagar e receber. Saber comprar, unindo qualidade e bons preços são regras indispensáveis para se manter uma boa margem de lucro. Ter em mãos uma média Seja na hora de pagar os seus fornecedores, efetivar o pagamento de salário ou realizar qualquer reparo nas instalações do seu empreendimento, o restaurante precisará de dinheiro em caixa. Para isso, a empresa aciona o capital de giro, que nada mais é que o conjunto de valores necessários para fazer seus negócios acontecerem. O capital de giro deve ser aplicado no início do seu empreendimento e ser mantido durante toda a sua gestão. Em determinados momentos, algumas dificuldades aparecem e o capital de giro passa a não existir de fato – redução de missos financeiros. Cada vez mais, os comensais efetuam os pagamentos pelo cartão de crédito, resultando para o restaurante o recebimento do montante após 28 dias. “No ramo de restaurante, hoje, o cartão representa 70% do faturamento. Se você tem um fluxo de 70% do seu faturamento, em cartão de crédito, você possui imobilizado muito dinheiro. Nesse caso, você tem de deixar como previsão para poder trabalhar”, relata Bolinha. Dessa mesma visão compartilha Eduardo Alves. “Você precisa ter um capital de giro suficiente para cobrir pelo menos 1 mês. Se você percebe que 80% do seu faturamento é pago com cartão de crédito, você precisa manter um capital de giro de pelo menos 80%.” CMY K Pisos em MMA Resistência, higiene e segurança reunidos em um só piso Ideais para cozinhas e ambientes agressivos Tecnologia Alemã Perfeitos para obras novas. Ideais para reformas pois dentre outras vantagens curam em 2 horas!! www.miaki.com.br (11) 2164-4300