Impresso Especial 991218260/2007-DR/BSB PMDB www.pmdb.org.br Brasília, Distrito Federal, 18 de Novembro de 2015, número 246. PMDB e Fundação Ulysses realizam Congresso Nacional Wendel Lopes/PMDB Programa “Uma Ponte para o Futuro” é tema de debate no Congresso da Fundação” TSE divulga calendário para as eleições de 2016 Comissão Mista de Orçamento aprova LDO para 2016 Wendel Lopes/PMDB Peemedebistas discutem sobre o Estatuto do PMDB Senador Blairo Maggi filia-se ao PMDB Wendel Lopes/PMDB SENADO CÂMARA Kátia Abreu relata anteprojeto da Lei de Licitações SENADO Henrique Alves cria comissão sobre Orçamento Impositivo 2 CÂMARA Sérgio Souza é autor de texto sobre Política de Biocombustíveis 2 PMDB Manoel Júnior propõe alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal 2 Partido reúne 2 mil militantes em encontro regional no Ceará 2 4 1 Congresso Nacional CÂMARA SENADO Aprovado substitutivo de Manoel Júnior sobre regularização de dinheiro no exterior Comissão Mista aprova lei que orienta Orçamento de 2016 O texto do deputado Manoel Junior (PB), substitutivo ao Projeto de Lei 2960/2015, foi aprovado na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (11). O PL, elaborado pelo Executivo, cria um regime especial de regularização de recursos de origem lícita ainda não declarados e mantidos no exterior, e fixa um tributo único para a legalização desse patrimônio. As pessoas físicas ou jurídicas que aderirem ao regime terão 210 dias para declarar recursos ou bens de sua propriedade em períodos anteriores a 31 de dezembro de 2014. O prazo começa a contar quando a lei do regime entrar em vigor. A matéria ainda depende de apreciação no Senado. Para regularizar a situação, o contribuinte deverá pagar Imposto de Renda, com alíquota de 15%, mais uma multa de igual percentual, totalizando 30% sobre o valor do bem ou recurso declarado. Se a adesão for aprovada, o declarante será anistiado dos crimes de sonegação fiscal ou descaminho, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O texto do relator inclui mais crimes na lista de anistia da proposta: uso de documento falso, associação criminosa, contabilidade paralela, funcionamento irregular de instituição financeira e falsa identidade a terceiro para operação de câmbio. Para obter a anistia, o contribuinte não poderá ter condenação definitiva na Justiça, em relação a esses crimes, até o início da vigência da lei, mesmo que a ação não se refira ao bem a ser repatriado. A lei que vai orientar a elaboração da proposta orçamentária de 2016 – Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – foi aprovada na última quinta-feira (12) na Comissão Mista de Orçamento (CMO), que é presidida pela senadora Rose de Freitas (ES). O texto foi encaminhado para análise no Plenário do Congresso Nacional. Um acordo que envolveu todos os partidos decidiu pela retirada do redutor da meta de superávit primário para o próximo ano. Superávit primário é uma poupança que o governo faz para controlar a expansão da dívida pública federal. Conforme o texto, a meta de superávit primário de 2016 ficou então em R$ 43,8 bilhões para o setor público (União, estados, Distrito Federal e municípios), o equivalente a 0,7% do PIB, como foi defendido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Para a União, o superávit será de R$ 34,4 bilhões (0,55% do PIB). Para os demais entes federados, a meta de superávit será de R$ 9,4 bilhões (0,15% do PIB). SENADO Projeto de Sandra Braga para aumentar disponibilidade de água à população é aprovado no Senado CÂMARA Aprovado relatório de Lelo Coimbra sobre a MP que autoriza venda de terrenos da União A Comissão Mista destinada a apreciar a MP 691/2015, que autoriza e regulamenta a venda de imóveis da União em áreas de terrenos de marinha, aprovou na última quarta-feira (11), relatório do deputado Lelo Coimbra (ES). O texto, na forma de Projeto de Lei de Conversão (PLV), segue agora para votação nos Plenários da Câmara e do Senado. O documento traz avanços e cria mecanismos de proteção aos moradores dessas áreas. Lelo incluiu na proposta a garantia de que os interessados em comprar os terrenos paguem menos do que o governo queria cobrar, ou seja, que pague apenas pelo terreno, excluindo do cálculo as benfeitorias construídas ao longo dos anos pelos moradores dessas áreas. Outro ponto importante foi garantir o parcelamento do pagamento em até 120 meses para quem optar por comprar o terreno da União. Mas para quem tem renda familiar de até 5 salários mínimos o parcelamento pode ser feito em até 320 meses. Além disso, o peemedebista garantiu no texto da MP 691 que as pessoas que não têm condições de comprarem os terrenos agora também sejam beneficiadas com a diminuição das taxas de marinha. Para isso, foram incluídos no parecer a redução de 5% para 2% no valor da taxa anual e a exclusão Deputado Lelo Coimbra (ES) Senadora Sandra Braga (AM) Foto: Wendel Lopes/PMDB Foto: Wendel Lopes/PMDB das benfeitorias dos imóveis do cálculo da taxa de 5% do laudêmio, o que diminui em cerca de 70% o valor pago atualmente. A transferência de 20% do total arrecadado com as taxas para os municípios onde estão localizados os imóveis e a liberação de capitais que sejam ilhas costeiras, como Vitória, do pagamento de taxas de marinha também são avanços incluídos na proposta. Somente no Espírito Santo mais de 50 mil famílias vivem em área de terreno de marinha. Ao todo, 17 Estados são impactados pela taxa instituída no século XIX. “Fizemos um amplo diálogo para aprimorar e avançar nas lacunas onde a população é prejudicada, beneficiando a definição e a qualificação dos procedimentos que favoreçam aos proprietários dos imóveis ditos como terrenos de marinha”, destacou Lelo. A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou na última quarta-feira (11), em cará- CÂMARA SENADO Câmara aprova MP que compensa hidrelétricas por déficit de energia Comissão de Infraestrutura vai debater consequências do desastre de Mariana/MG O Plenário da Câmara aprovou o PLV 23/2015, proveniente da Medida Provisória (MP) 2 ter terminativo, Projeto de Lei (PL 505/2015) da senadora Sandra Braga (AM) que institui a Política de Criação e de Operação de Reservatórios de Acumulação de Recursos Hídricos, em rios de domínio da União e dos Estados. O projeto segue para análise da Câmara dos Deputados. A acumulação de recursos hídricos é essencial para regularizar as vazões naturais das bacias hidrográficas, tornando-as menos dependentes do regime de chuvas, algo fundamental, especialmente nestes tempos em que a disponibilidade de água para usos múltiplos está ameaçada. Sandra Braga argumentou que os reservatórios ajudarão a evitar que se repitam dificuldades enfrentadas em diversas cidades em 2014, por conta da estiagem prolongada. “Regularizar a vazão dos rios é o caminho para atender a necessidade de água de populações que sofrem com os longos períodos de estiagem”, explicou a senadora. A nova política de criação e operação de reservatórios é necessária porque, segundo a Aneel, do total de 42 hidrelétricas leiloadas entre 2000 e 2012, apenas dez possuem reservatórios para acumulação de água. “Só assim, independentemente das chuvas, estaremos preparados para suprir as necessidades de água destinada ao abastecimento humano e industrial, à irrigação, ao funcionamento de hidrovias e à produção de eletricidade”, concluiu a senadora. 688/2015, que transfere ao consumidor final o risco hidrológico (pela falta de chuvas) na geração hidrelétrica de energia e prorroga os contratos das usinas ou as suas concessões para compensar os prejuízos de 2015 com a geração menor. O texto aprovado é o que foi elaborado pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), que acolheu as sugestões apresentadas pelo setor, e incorporou emendas apresentadas pelos deputados e senadores. A matéria consta da pauta da Ordem do Dia do Plenário do Senado. O risco hidrológico ficará com uma conta que centraliza os custos adicionais de geração de todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), a das bandeiras tarifárias. Assim, a partir de 2016, se o regime de chuvas for favorável, o custo a ser repassado ao consumidor final por meio das bandeiras tarifárias poderá ser menor, mas se chover menos que o esperado, o preço desse risco será transferido ao consumidor com o aumento da parcela da bandeira tarifária incidente na fatura mensal. O governo federal tem interesse em aprovar a matéria antes do próximo dia 25, data do leilão de 29 concessões de hidrelétricas, que pode render R$ 17 bilhões aos cofres públicos até meados de 2016. Os prejuízos acumulados até o segundo semestre de 2015 pelas usinas estão em torno de R$ 13 bilhões. Esse valor não será repassado aos consumidores devido à prorrogação temporária dos contratos ou das concessões pelo tempo necessário à amortização do valor. A adesão das empresas geradoras a essa sistemática será voluntária. As consequências e medidas para minimizar um dos piores desastres ambientais do país: o rompimento de barragens de rejeitos de mineração da empresa Samarco, em Fundão e Santarém, localizadas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais, será tema de audiência pública na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado. O senador Ricardo Ferraço (ES) anunciou em Plenário na última semana que irá apresentar um requerimento para a realização do debate. O peemedebista ressaltou que a tragédia tirou vidas humanas e causou elevados prejuízos aos recursos naturais nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Ferraço alertou que o país tem várias barragens que podem estar em risco, já que as barragens de Fundão e Santarém eram caracterizadas pelos órgãos competentes como barragens de baixo risco. “Quantas tragédias nós precisaremos assistir até que o setor público, em todos os níveis, possa adotar as medidas necessárias de modo a impedir que esse tipo de tragédia continue ceifando vidas e trazendo elevados prejuízos aos nossos recursos naturais do nosso Vale do Rio Doce?”, questionou. Serão convidados dirigentes da mineradora Samarco, representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral, da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais, da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília. Congresso Nacional / PMDB CONGRESSO PMDB debate propostas para o Brasil e mudanças no estatuto do Partido Líderes do PMDB de todo o país se reuniram nesta terça-feira (17), em Brasília, para debaterem o Programa “Uma Ponte para o Futuro”, documento que contém propostas de peemedebistas para tirar o Brasil da crise. O senador Romero Jucá (RR) foi indicado para relatar os trabalhos e elaborar a proposta que será encaminhada a Executiva Nacional do PMDB. Participaram centenas de peemedebistas, entre ministros, senadores, deputados, prefeitos e vereadores, além de presidentes regionais da Fundação Ulysses Guimarães e militantes do Partido. O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, disse que o documento é também “uma colaboração do PMDB ao governo, que poderá usá-lo se quiser”. Segundo Michel Temer, o Programa contém uma proposta do PMDB “para o país retomar o caminho do crescimento, da justiça social e da estabilidade institucional”. Para ele, os momentos de crise econômica “permitem e exigem propostas inovadoras e ousadas. Estamos construindo uma grande ponte, como sempre o fizemos em nossos 50 anos de existência (do PMDB)”. O presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco (RJ), disse que o PMDB irá discutir um programa que possa unir e representar a vontade da maioria da sociedade brasileira, para que se possa garantir o cresci- Programa do PMDB recebe contribuições e debate prossegue até a Convenção do Partido O Programa “Uma Ponte para o Futuro” foi debatido durante o Congresso da Fundação Ulysses Guimarães e do PMDB, nesta terça-feira (17), em Brasília. O debate foi conduzido pelo senador Romero Jucá (RR), que foi escolhido relator dos trabalhos e terá dez dias para apresentar um novo documento, considerando as sugestões e os debates que prosseguem até a Convenção do Partido, em março de 2016. Os peemedebistas debateram cada item mento econômico com justiça social. “Esta Ponte para o Futuro é o testemunho da sua luta e da nossa luta. É a fala de um partido que tem voz e não tem dono. É a prova de que o nosso Partido não tem medo da verdade”, afirmou Moreira. O senador Romero Jucá informou que o Programa “Uma Ponte para o Futuro” é integrado por dois documentos, que são os fundamentos econômicos e sociais, mas será elaborado um único roteiro que dará origem ao programa para ser discutido com os estados e será levado à Convenção do PMDB em março de 2016. Jucá defendeu a necessidade de buscar bandeiras nacionais e regionais claras. “É preciso que o Partido, ao comemorar 50 anos, tenha claro para a sociedade o que o Partido pensa e o que vai defender para a população”. O debate sobre o Estatuto do Partido será coordenado pelo deputado Baleia Rossi (SP), para quem o estatuto precisa ser modernizado. “Temos duas pré-propostas de novo Estatuto e vamos colher a opinião de cada estado e isso será fundamental para chegarmos a um documento que será levado à Convenção do Partido em março do próximo ano”, disse. O presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), afirmou que o PMDB diz não à inércia e ao pessimismo, e diz sim ao país que tem vocação para o crescimento. O PMDB demonstra que é necessário dizer sim à democracia. Para Renan, “é preciso que o PMDB faça as mudanças estruturais e transforme as alianças conjunturais em alianças programáticas. Assim, o PMDB se transformará no grande trunfo para o país no futuro”. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), disse que o PMDB está dando um grande passo. Para ele, a discussão sobre um programa é o principal, pois o Partido não pode se apresentar à sociedade sem uma proposta para o Brasil sair da crise e sair do imobilismo que se encontra. Cunha afirmou que “não há mais dúvida de que o PMDB terá candidato a presidente em 2018”. Para ele, “o Partido não tem compromisso com o programa do atual governo, porque não participou das suas discussões”. O ex-presidente José Sarney (MA), considerou que o dia foi importante para o PMDB e disse que o Partido inicia a sua modernização. O ex-senador falou sobre a história do PMDB, responsável pela redemocratização do país. “Criamos uma sociedade democrática no Brasil. Só se pensava na área econômica e nunca na parte social, que nunca foi colocada como prioridade. O PMDB tomou a bandeira do crescimento, mas com justiça social”, afirmou. do Programa e apontaram alternativas. Diretórios do PMDB de vários estados e núcleos do Partido entregaram documentos com suas contribuições. O PMDB Sindical manifestou a preocupação com o salário mínimo e as aposentadorias. O deputado Darcísio Perondi (RS) disse que um grupo de parlamentares analisou o documento e ficaram preocupados com os temas da previdência social pública e privada, e as aposentadorias.”É preciso coragem para fazer as mudanças necessárias”, disse Perondi. Falando em nome do PMDB de Santa Catarina, o deputado Valdir Colatto (SC) ressaltou a importância da Fundação ter apresentado uma proposta que dê início às discussões de um programa para o Brasil. O deputado defendeu uma auditoria na dívida pública, que segundo ele consome 47% do orçamento, a juros de 14% ao ano. Ele disse que está preocupado com os agricultores e reclamou que o país tenha ado- tado política econômica favorável aos bancos. Valdir Colatto disse que o país tem urgência e considerou muito longo o prazo de discussão do documento. “Temos de tirar uma proposta desse Congresso e desembarcar do governo”, afirmou. O deputado estadual Requião Filho (PR) falou em nome do PMDB do Paraná e apresentou um contraponto ao documento, com o título de “Esperança e Mudança”. Ele criticou o Programa “Uma Ponte para o Futuro” por considerar que o mesmo “reduz a Constituição Federal e agrada apenas o mercado”. “Precisamos de propostas econômicas, mas com a cara do PMDB”, disse Requião Filho. Ele defendeu o ajuste, mas disse que tem de ser feito sem arrocho. “Somos o Partido das massas e temos que apresentar um programa condizente com a história de 50 anos do PMDB”. Para o deputado paranaense, o PMDB “deve ter um rompimento programático com o atual governo”. O senador Romero Jucá esclareceu que o documento do PMDB busca a valorização do salário mínimo e não a desindexação das aposentadorias. “O que está no documento é que ao indexar a outros salários, o salário mínimo perde a sua força. Se vincular todos os salários, isso tira a capacidade de valorizarmos o salário mínimo”, explicou. Segundo Jucá, essa preocupação é legítima, pois existe um projeto nesse sentido (indexação dos salários) tramitando no Congresso Nacional. Romero Jucá afirmou ainda que no documento do PMDB “não há ideia de se retirar direitos dos trabalhadores. O que foi mencionado é uma proposta que tramita na Câmara dos Deputados para dar condição do empregado negociar com o patrão para se adaptar a uma peculiaridade de momento da economia”, afirmou. Michel Temer discursa no Congresso da Fundação Foto: Wendel Lopes/PMDB Proposta de alteração do Estatuto Partidário do PMDB é debatida no Congresso da FUG Durante o Congresso da Fundação Ulysses Guimarães, foi aprovado por unanimidade, o encaminhamento da criação de um Grupo de Estudos sobre o Estatuto Partidário, onde cada estado deverá indicar um representante, e ainda terá um representante da Câmara Federal, do Senado Federal e dos núcleos (Mulher, Juventude, Afro e Sindical) para apresentar ao Diretório Nacional do PMDB e a Fundação Ulysses Guimarães uma proposta mais ampla e de mudanças do Estatuto adequada a realidade atual. As mudanças só ocorrerão se houver aprovação na Convenção Nacional do Partido, a ser realizada em março do ano que vem. O ex-deputado federal e membro do Conselho Nacional e do Conselho Curador da Fundação, Genebaldo Correia (BA) em sua explanação elogiou o trabalho da instituição de promover essa discussão do Programa de Governo e dos estatutos. “Será que nós precisamos realmente alterar os nossos estatutos? Eu acho que sim. Vem de muitos anos já que ele sofreu alterações mais profundas. Porém é preciso ter a plena consciência de que o Partido não vai mal por causa dos estatutos. Se ele fosse aplicado nós não teríamos a dificuldade que estamos tendo de não ser aplicado. Não se ouve as instâncias partidárias”, pontuou. Genebaldo afirmou também que o PMDB hoje é um Partido absolutamente congressual. “O que passa para a opinião pública brasileira é o que fazem os deputados e os senadores. Muitas vezes não se entendem porque a Câmara tem uma posição e o Senado tem outra”, observou. O presidente do PMDB em São Paulo e deputado federal Baleia Rossi (SP), que coordenou os debates afirmou que o PMDB neste momento tem que se diferenciar e que o Estatuto do PMDB, que é a nossa Constituição precisa ser modernizado. “Mudar a Constituição não é fácil, precisa ser debatido sempre com a base, com os Diretórios Municipais, Diretórios Estaduais e com a Fundação Ulysses Guimarães”, destacou. Em quase duas hora de debates foram apresentadas mais de cem propostas de alterações do Estatuto. Baleia Rossi disse que espera a colaboração e a ajuda de cada militante do PMDB para que “possamos fazer uma Constituição do Partido melhor, mais moderna e que atenda as expectativas dos nossos companheiros para que o PMDB fique cada vez mais forte”, acrescentou. O presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco disse que após as contribuições o coordenador, deputado Baleia Rossi, terá um prazo de 10 a 15 dias para apresentar uma versão “para que nós possamos devolver a militância do Partido e o debate continuar e ao mesmo tempo estaremos encaminhando a Comissão Executiva nacional para as deliberações necessárias”, explicou. O deputado federal João Arruda (PR) destacou que essa discussão deveria ser feita no Congresso do PMDB com a participação de todos os filiados. “É algo que cresça também a partir dos Diretórios municipais, passando pelos estaduais e no final uma decisão através do Diretório Nacional”. O deputado Darcísio Perondi (RS) apresentou a proposta de criação de um Grupo de Trabalho para a atualização do programa e Estatuto do Partido incorporando o compromisso do PMDB com o sistema parlamentarista de governo. O integrante da FUG/ES, Diego Nascimento, apresentou a proposta de que “não se faça a distinção dos núcleos do Partido e que os núcleos sejam reconhecidos como órgãos. O Partido tem que ser forte nas suas bases”. Regina Perondi, presidente do PMDB Mulher/RS disse que “nós acreditamos que o patamar básico da militância do PMDB é a juventude e as mulheres. Os outros temas, inclusive o movimento Afro nós defendemos que sejam grupos de trabalhos técnicos.Assim como é o sindical, a segurança, lá no meu estado tem o tradicionalista. Mas isso a gente deve analisar e avaliar para onde vai essa questão”, apontou. O presidente do PMDB Afro, Vanderlei Lourenço (MG) lembrou que o PMDB Afro está presente em 17 estados e solicitou a inserção dos núcleos no estatuto considerando como órgão de apoio e colaboração partidária. “Hoje no nosso estatuto não há nenhum núcleo inserido. O nosso estatuto ele faz referência a órgãos de apoio e cooperação partidária”, citou. Bruno Gabriel, presidente estadual da JPMDB-SP defendeu que com ideias propostas possam se desenvolver cada vez mais essa juventude. “Formar cada vez mais quadros para o PMDB, esse Partido que sobrevive e vive foi responsável por tantas mudanças. E por meio dessa juventude possa continuar crescendo e ampliando os seus espaços. E que este debate seja ampliado para os estados e para os municípios. Para que isso seja algo contínuo, um estudo, toda essa discussão para que o PMDB possa se fortalecer cada vez mais”, defendeu. Já o presidente do PMDB Sindical, Washington Santos (Maradona) ressaltou a importância dos núcleos terem reconhecimento no Estatuto do Partido que já é uma luta de todos os núcleos. “Está sendo dada a oportunidade para o Partido, para o PMDB realmente se posicionar como deve, com a grandeza que tem, com a representação que tem, com o histórico de conquistas para os trabalhadores”, lembrou. 3 PMDB e Fundação Ulysses Guimarães Formação política é destacada no Congresso do PMDB Blairo Maggi e Dona Terezinha filiam-se ao PMDB Eliseu Padilha apresenta o curso preparatório para candidatos em 2016 “Saber para Vencer” Foto: Wendel Lopes/PMDB Todos os candidatos do PMDB nas eleições municipais de 2016 terão que fazer um curso de capacitação política. O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (RS), que é vice-presidente de Formação Política da Fundação Ulysses Guimarães, disse que o curso “Eleições Municipais: Saber para Vencer” é obrigatório para os candidatos a vereador, prefeito e vice-prefeito. O curso foi apresentado na tarde do Congresso da Fundação e do PMDB, nesta terçafeira (17), em Brasília, reunindo todas as coordenações estaduais da Fundação. É o primeiro curso que a Fundação realiza inteiramente à distância, com recursos de áudio, vídeo e bibliografias. Foi criado um ambiente especial com videoaulas, textos de apoio aos alunos e exercícios. Serão 120 horas de aula, dividas em sete módulos. Durante a apresentação do curso, cada filial estadual da Fundação Ulysses Guimarães apresentou relatório sobre os trabalhos locais, e sugestões aos programas da FUG. O ministro Padilha garantiu que o curso será aberto a todos os interessados. “Todos os núcleos do PMDB, mulheres, negros, sindical e a juventude, incluindo aí a diversidade que houver, todos poderão fazer o curso e não haverá interesse local que possa impedir”, garantiu o ministro. “Precisamos de todos, não podemos abrir mão de ninguém. Todos os movimentos estão aptos a fazer o processo de formação política da Fundação Ulysses Guimarães”, completou. A gerente nacional do núcleo de formação política da FUG, Elisiane da Silva, disse que a partir de agora o curso estará disponível, totalmente on-line. O conteúdo programático é o seguinte: Movimentos sociais, cidadania e sociedade brasileira (Módulo I), Orientações jurídicas (Módulo II), Aspectos contábeis e financeiros das campanhas eleitorais (Módulo III), Marketing de campanha eleitoral (Modulo IV), Planejamento da campanha (Módulo V), Implementação da campanha (Módulo VI), e Comunicação e oratória para candidatos (Módulo VII). Calendário das eleições de 2016 traz prazo para filiação de candidatos Os interessados em se candidatar nas eleições municipais de 2016 deverão se filiar ao Partido até o dia 2 de abril de 2016. Com a reforma eleitoral, o tempo de filiação foi reduzido de um ano para seis meses antes da data das eleições. A data limite foi detalhada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Calendário Eleitoral das Eleições Municipais, aprovado no último dia 10 de novembro. A eleição ocorrerá no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, nos casos de segundo turno. O calendário contém as datas do processo eleitoral a serem respeitadas por partidos políticos, candidatos, eleitores e pela própria Justiça Eleitoral. Os eleitores vão eleger em 2016 os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros. Dentre as principais mudanças no Calendário, ficou definido que as convenções para a escolha dos candidatos devem ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto de 2016. A resolução do calendário das eleições de 2016 incorpora, ainda, outras alterações produzidas pela reforma eleitoral, como a redução da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, tendo início em 26 de agosto, em primeiro turno. Os pedidos de registro de candidatos devem ser apresentados pelos partidos políticos e coligações ao respectivo cartório eleitoral até as 19h do dia 15 de agosto de 2016. Expediente Jornalista Responsável: Thatiana Souza (DRT 3487/DF) Jornalistas: Eurico Batista, Paulo Marcial e Marcella Mota (Redes Sociais) Fotógrafo: Wendel Lopes Diagramação: Zoltar Design Tiragem: 1500 exemplares Periodicidade: Semanal Endereço: Câmara dos Deputados, Edifício Principal sala T6, Brasília - DF Fone: (61) 3223-7003 Email: [email protected] www.pmdb.org.br 4 Blairo Maggi (MT) filia-se ao PMDB Foto: Wendel Lopes/PMDB O senador Blairo Maggi (MT) é o mais novo integrante da bancada do PMDB no Senado. A cerimônia ocorreu nesta terça-feira (17), durante o Congresso da Fundação Ulysses Guimarães e sua ficha foi abonada pelo vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), pelo ex-senador José Sarney (AP) e pelo deputado Carlos Bezerra (MT), presidente do PMDB no estado. Também foi efetivada a ficha de filiação da esposa do senador, Dona Terezinha Maggi. Blairo disse que fez opção de filiar ao PMDB para buscar e resgatar o apoio que teve na juventude. “Quando estudante militei no antigo MDB no Paraná, fui também deputado federal pelo Paraná, fui eleitor do (Roberto) Requião e estou resgatando isso depois de mais de 20 anos na política e poder ingressar no antigo MDB, no PMDB fazendo aquilo que sempre tive o desejo de fazer e que em muitas oportunidades, não tive essa oportunidade de fazer”, disse. O senador também agradeceu ao deputado Carlos Bezerra, o qual disse que é o comandante do PMDB em Mato Grosso, o seu suplente de senador, Cidinho (PR-MT) e Rodrigo Palma, que também está se filiando ao PMDB. Por fim, Blairo disse que “o PMDB não tem dono! Mas tem a obrigação de levantar a voz!” QuinZapp: PMDB de Santa Catarina é o primeiro Partido do Brasil a lançar aplicativo próprio O PMDB de Santa Catarina está inaugurando uma nova fase de interação com a sociedade, usando as novas tecnologias para reconectar-se com o sentimento da população. Na última semana, o Partido inovou ao ser o primeiro do Brasil a lançar seu próprio aplicativo, o QuinzApp, apresentado ao público durante o horário eleitoral gratuito em todas as emissoras de TV e rádios do Estado. O QuinzApp é a maior ferramenta de participação popular digital de Santa Catarina, na qual você interage com amigos e lideranças, envia mensagens de texto, vídeos e áudios, discute problemas e bons exemplos de sua região, além de participar de grupos de discussão sobre temas importantes para o Estado. Até o fim do ano o aplicativo estará disponível em IOS e com novas funcionalidades. Atualmente pode ser baixado por plataformas Android. Mais informações no site: www.QuinZapp.com.br. Segundo o presidente do PMDB/SC, deputado federal Mauro Mariani, a ideia é que a população deixe de ser uma espectadora para interferir nas decisões. “Queremos que todos tenham condições para opinar sobre todos os temas municipais, estaduais ou nacionais. Hoje, 80% da população está na internet e nosso estado está acima da média. Portanto, existem condições para criar canais de interatividade muito fortes”, destacou ele, lembrando que o partido que não se reinventar irá desaparecer. Para o vice-governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira, o PMDB se renova ao ser o primeiro Partido do Brasil a lançar um aplicativo próprio. “É preciso falar a mesma linguagem dos novos eleitores. E eles estão nas redes sociais, usando as novas mídias. O Partido dá um importante passo na reconexão com a sociedade e no fortalecimento da democracia ao lançar o Quinzapp”, ressaltou ele.