FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
ORTOPEDIA E
TRAUMATOLOGIA
Hospital São Lucas
Santa Casa
Dr. Larsen
FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
INTRODUÇÃO
1.  Anatomia e fisiopatologia
2.  Neurologia
3. Biomecânica
4. Diagnóstico por imagem
5. Classificação
6. Avaliação inicial
7. Tratamento farmacológico
8. Fraturas despercebidas da coluna
9. Estabilidade
10. Tratamento
Dr. Larsen
FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
INTRODUÇÃO
Lesão neurológica em 40% dos pctes com fratura
cervical e em 15% a 20% com fratura
toracolombar
Causa mais frequente de lesão da coluna vertebral:
45% acidente automobilístico
20% quedas
15% esportes
15% atos de violência
Obs.: em idosos (>75anos), 60% são por queda.
Incidência: 4 homens : 1 mulher.
Dr. Larsen
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ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA
Conhecimento básico de estruturas ósseas e
neurológicas
Conhecimento do padrão da fratura possibilita
avaliar a estabilidade, risco de lesão neurológica e
tratamento específico
Dr. Larsen
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ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA
Medula Espinhal
Preenche 35% do canal ao nível do atlas (C1) e
50% nos outros níveis. O restante do canal é
preenchido por LCR, gordura epidural e
duramáter.
Raízes:
C1-C7 saem acima da vértebra correspondente
C8 sai entre C7 e T1
T1 abaixo, saem abaixo da vértebra correspondente
Dr. Larsen
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ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA
Medula Espinhal
Motor: os neurônios motores superiores originam-se
no córtex cerebral, cruzam para o lado oposto,
descem no trato corticoespinhal lateral para fazer
sinapse com os seus respectivos neurônios motores
inferiores no corno anterior na substância cinzenta.
Dr. Larsen
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ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA
Medula Espinhal
Sensitivo: entrada ascendente no corno posterior da
substância cinzenta passando por diferentes áreas
da medula, dependendo do tipo de sensibilidade.
Dr. Larsen
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ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA
Dr. Larsen
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ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA
Cauda Eqüina
Raízes motoras e sensitivas abaixo do cone medular.
Tendem a ser menos traumatizadas, porque dispõem
de mais espaço no canal e não estão fixadas no
mesmo grau que a medula espinhal.
Dr. Larsen
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ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA
Arco Reflexo
Via sensitivo motora simples capaz de funcionar sem
axônios ascendentes ou descendentes, logo, se o
nível do arco reflexo estiver intacto, o reflexo
funcionará mesmo com lesão espinhal em nível
superior.
Dr. Larsen
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ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA
Choque Espinhal
Disfunção do tecido nervoso da medula espinhal
baseada em interrupção fisiológica e não estrutural.
O choque espinhal resolve-se quando os arcos
reflexos abaixo do nível de lesão voltam a funcionar,
como por exemplo o reflexo bulbocavernoso, que
retorna em até 24h em 99% dos pacientes.
Dr. Larsen
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ANATOMIA E FISIOPATOLOGIA
Choque Neurogênico
Hipotensão vascular + bradicardia como resultado
de traumatismo espinhal.
Os primeiros poucos minutos após a lesão
medular associam-se com hipertensão e
taquicardia, com uma subseqüente diminuição da
PA e do pulso.
É atribuído à interrupção
traumática da eferência simpática T1-L2 e ao
tônus vagal sem oposição.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
As lesões podem ser:
Primárias (ocorrem no momento do trauma):
Contusão: principal mecanismo, por absorção de
energia cinética, com morte neuronal e hemorragia.
Compressão
Estiramento
Laceração
Secundárias (isquemia e edema), que resultam de
processos reacionais.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Lembrar sempre que a compressão vista no
momento do diagnóstico pode não ser a mesma do
momento do trauma (luxações instáveis).
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Padrões de lesão neurológica:
Distinguir inicialmente entre:
Lesões Completas
Lesões Incompletas
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Padrões de lesão neurológica:
Lesões completas: se manifestam por perda motora e
sensitiva total, distalmente à lesão, com reflexo
bulbocavernoso presente.
Reflexo bulbocavernoso presente (S3/S4), choque
espinhal ausente.
A recuperação é vista em apenas 3% nas
primeiras 24 horas, e virtualmente nunca após 24
a 48 horas.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Padrões de lesão neurológica:
Lesões Incompletas: lesões em que alguma função
motora ou sensitiva é preservada distalmente à
lesão medular, tem um bom prognóstico pelo
menos para alguma recuperação motora
funcional.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Escala de FRANKEL dos déficits neurológicos em
pacientes com trauma raquimedular :
A. 
B. 
C. 
D. 
E. 
Função motora e sensitiva ausentes
Sensibilidade presente, e Função Motora ausente
Sensibilidade presente, e FM presente mas não útil (graus 2 ou 3)
Sensibilidade presente, e FM ativa e útil (graus 4 e 5)
Sensibilidade presente, e FM normal.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
ASIA
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Sd. da Medula Espinhal:
 Sínd. Medular Central
É a lesão medular incompleta mais comum
Consiste da destruição da área central da medula espinhal, incluindo
tanto a substância cinzenta, quanto a branca.
Afeta mais comumente os tratos responsáveis pelos MMSS, poupando
as pernas, causando uma quadriparesia envolvendo principalmente as
extremidades superiores.
A preservação sensitiva é variável, mas geralmente há preservação da
sensação sacral à aplicação de um alfinete.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Sd. da Medula Espinhal:
 Sínd. Medular Central
Normalmente os pacientes exibem recuperação imediata quando
postos em tração.
O prognóstico é variável mas mais de 50% retomam o controle vesical
e intestinal, voltam a andar e melhoram a função da mão.
Esta síndrome geralmente ocorre em pessoas mais idosas com
osteoartrose, por um mecanismo de hiperextensão, sendo que a
medula fica imprensada entre o corpo vertebral anteriormente e o
ligamento amarelo deformado posteriormente.
Também pode ocorrer em jovens por lesões em flexão.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Sd. da Medula Espinhal:
 Sínd. de Brown-Séquard
Lesão de qualquer das metades da medula espinhal, sendo comumente
o resultado de uma fratura laminar ou pedicular unilateral, lesão
penetrante ou rotacional resultante de uma subluxação.
Se caracteriza por debilidade motora no lado da lesão e perda
contralateral da sensação de dor e temperatura.
O prognóstico é bom, com significativa melhora neurológica.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Sd. da Medula Espinhal:
 Sínd. Medular Anterior
Causada por lesões em hiperflexão, os fragmentos ósseos comprimem
a medula e a artéria espinhal anterior.
Perda motora completa, e perda da discriminação da dor e da
temperatura abaixo do nível de lesão.
As colunas posteriores são poupadas em graus variáveis o que explica
a preservação do tato profundo, sentido de posição e sensação
vibratória.
O prognóstico é sombrio.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Sd. da Medula Espinhal:
 Sínd. Medular Posterior
Envolve as colunas dorsais e produz uma perda do sentido vibratório e
de propriocepção, enquanto que as outras funções motoras e sensitivas
estão normais.
É rara e comumente associada a lesões em extensão.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Sd. da Medula Espinhal:
 Sínd. Mista
É uma combinação não classificável de várias síndromes.
Descreve a pequena percentagem de lesões incompletas da medula
espinhal que não se enquadram em nenhuma síndrome acima descrita.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Sd. da Medula Espinhal:
 Sínd. do Cone Medular
Lesão da raízes e nervos lombares no interior do canal espinhal, resulta
em arreflexia da bexiga, intestino e extremidades inferiores.
Ocorrem entre T11 e L2, resultando em uma paralisia flácida no
períneo e na perda de controle de toda a musculatura perianal e da
bexiga.
A natureza irreverssível desta lesão fica comprovada pela ausência do
reflexo bulbocavernoso, e do reflexo perianal.
A função motora das extremidades inferiores entre L1 e L4 poderá
estar presente, se as raízes nervosas estiverem presentes.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Sd. da Medula Espinhal:
 Sínd. da Cauda Eqüina
Lesão entre o cone e as raízes dos nervos lombosacrais no interior do
canal espinhal, também resulta na arreflexia da bexiga, intestino e
MMII.
Diante de uma lesão incompleta da cauda eqüina todos os nervos
periféricos para a bexiga, intestinos, área perianal e extremidades
inferiores perdem sua função, os reflexos bulbocavernoso e anal, além
de toda atividade reflexa dos MMII estará ausente, indicando a
ausência de função da cauda eqüina.
Geralmente ela se apresenta como uma lesão neurologicamente
incompleta.
Dr. Larsen
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A=B
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Sinais de bom prognóstico nas lesões medulares :
1)  Preservação de algum movimento voluntário, incluindo
movimentos dos dedos ou contração voluntária do esfíncter
anal
2) Preservação da sensação perineal indica que as raízes sacrais
estão poupadas e a melhora neurológica é possível.
Dr. Larsen
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NEUROLOGIA
Sinais de mau prognóstico nas lesões medulares:
1) 
2) 
3) 
4)
Reflexo bulbocavernoso
Reflexo superficial anal
Flexão lenta dos dedos e extensão na estimulação plantar;
Presença de priapismo.
Dr. Larsen
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BIOMECÂNICA
Compreender a biomecânica é importante para interpretar o
mecanismo de fratura e um programa eficaz de tratamento.
Movimentos da coluna:
Flexão extensão no plano sagital
Angulação
Flexão lateral no plano frontal
Rotação em torno do eixo craniocaudal
Ântero posterior no plano sagital
Translação
Médio lateral no plano frontal
Alongamento ou encurtamento do eixo craniocaudal por
translação vertical
O movimento principal é por angulação.
Dr. Larsen
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BIOMECÂNICA
Dr. Larsen
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BIOMECÂNICA
A maioria das lesões ocorrem nesta área de transição
toracolombar, em que há modificação da
orientação das facetas no plano coronal para
sagital, e modificação da cifose torácica para
lordose lombar.
A junção toracolombar é a 1ª zona móvel distal à
influência estabilizadora da caixa costal, atuando
como fulcro de movimento para o tórax. Dr. Larsen
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BIOMECÂNICA
Forças:
Os corpos vertebrais e os discos funcionam
principalmente para suportar cargas
compressivas, e os processos espinhosos para
resistir à tração.
Dr. Larsen
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BIOMECÂNICA
Conceito das Colunas de Denis:
A coluna anterior: ligamento longitudinal anterior, a porção
anterior do disco, e a metade anterior do corpo vertebral
A coluna média: ligamento longitudinal posterior, a parte
posterior do disco e a metade posterior do corpo vertebral.
A coluna posterior: pedículo, facetas, lâminas e o complexo
ligamentar posterior (ligamento supra-espinhal, infra-espinhal,
amarelo, e cápsula das articulações facetárias).
Dr. Larsen
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BIOMECÂNICA
Conceito das Colunas de Denis:
Dr. Larsen
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DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
O estudo radiográfico permite localizar o nível da
lesão, sugerir lesões de partes moles e fornece as
informações necessárias para determinar a
estabilidade da lesão.
Dr. Larsen
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DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
Rx: determinar a fratura e sua localização.
- AP: presença de hematoma paraespinhal pode ser evidenciado
pelo alargamento da linha paraespinhal na coluna torácica e
pela modificação da sombra do psoas na área lombar.
- Perfil: colapsos vertebrais, exagero na lordose lombar pode ser
evidência de fratura-luxação. A distância aumentada entre os
processos espinhosos adjacentes pode ser evidência indireta de
lesão ligamentar. O desalinhamento ou rotação das apófises
espinhosas, num paciente não escoliótico, pode ser evidência de
dano no arco neural ou complexo ligamentar posterior.
Dr. Larsen
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DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
TAC:
é o exame ideal para complementar os achados
radiográficos, fornecendo informações sobre a
coluna média e os elementos posteriores.
Demonstra com precisão o estreitamento do canal
raquidiano, e a presença de fragmentos dentro
dele.
Dr. Larsen
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DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
RNM:
lesões intramedulares, extramedulares, e radiculares
são mais precisamente diagnosticadas.
Dr. Larsen
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DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
Mielografia:
Raramente usada em trauma agudo.
Principal indicação em lesão aguda lesão incompleta
causada por material não ósseo, tal como hérnia
de disco ou hematoma.
Dr. Larsen
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CLASSIFICAÇÃO
-  Holdsworth: baseado em duas colunas
-  Fergusson e Allen
-  AO
-  Denis: maior aceitação, teoria das três colunas
(que podem falhar individualmente ou em
combinação).
Dr. Larsen
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CLASSIFICAÇÃO
AO
Dr. Larsen
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CLASSIFICAÇÃO - DENIS
Tipo da Fratura
Compressão
Explosão
Cinto de
segurança
Fratura Luxação
Mecanismo
Anterior
Flexão anterior
Lateral
Flexão lateral
A
Carga axial
B
Carga axial mais flexão
C
Carga axial mais flexão
D
Carga axial mais rotação
E
Carga axial mais flexão lateral
Tipo Chance (osso)
Flexão distração
Através de Tec. Moles
Flexão distração
Flexão rotação
Flexão rotação
Flexão distração
Flexão distração
Cisalhamento
Cisalhamento (AP ou PA)
Dr. Larsen
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CLASSIFICAÇÃO - DENIS
Col. Anterior
Col. Média
Col. Posterior
Compressão
Compressão
Nenhum
Nenhum ou distração
(em lesões graves)
Explosão
Compressão
Compressão
Nenhum ou distração
Distração
Nenhum ou
compressão
Distração
Distração
Fratura
Luxação
Compressão e/ou
rotação, cisalhamento
Distração e/ou
rotação,
cisalhamento
Distração e/ou
rotação, cisalhamento
Dr. Larsen
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ESTUDOS RADIOGRÁFICOS
Fratura Compressão:
Rx: a altura anterior do corpo vertebral está
diminuída, altura posterior permanece normal.
Normalmente são estáveis e raramente envolvem
comprometimento neurológico.
Dr. Larsen
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ESTUDOS RADIOGRÁFICOS
Fraturas de Explosão:
Uma queda de altura de pé é o mecanismo típico desta fratura.
Rx perfil: diminuição da altura do corpo vertebral.
Rx AP: aumento da distância interpedicular. Coluna posterior
habitualmente está poupada, porém quando há associação com
angulação anterior pode haver lesão do complexo ligamentar
posterior criando uma fratura explosão instável.
São descritos 5 tipos:
Dr. Larsen
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ESTUDOS RADIOGRÁFICOS
Fraturas de Explosão:
A – afeta ambas as placas terminais
B – apenas a placa terminal superior
C – placa terminal inferior
D – envolve rotação
E – encunhamento lateral do corpo vertebral
Dr. Larsen
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ESTUDOS RADIOGRÁFICOS
Fraturas por Flexão Distração:
O mecanismo típico é uma colisão frontal de veículo a motor
enquanto usando um cinto de segurança subabdominal.
A ruptura das 3 colunas pode comprometer principalmente
osso (Fratura tipo Chance) ou ligamentos e pode estender-se a
mais de um nível espinhal.
Dr. Larsen
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ESTUDOS RADIOGRÁFICOS
Fraturas por Flexão Distração:
Rx AP: distância aumentada entre as apófises espinhosas.
Rx perfil: aparece aumentada a altura posterior.
Raramente se associam com lesões neurológicas, a não ser que uma quantidade
importante de translação seja observada no perfil, mas aí se estará lidando
com uma fratura-luxação.
Dr. Larsen
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ESTUDOS RADIOGRÁFICOS
Fratura–Luxação:
Ruptura das 3 colunas por uma
combinação de compressão,
tensão, rotação e/ou
cisalhamento.
Por flexão-rotação, a coluna
anterior falha por compressão
e rotação, enquanto a coluna
média falha principalmente
em rotação.
Dr. Larsen
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ESTUDOS RADIOGRÁFICOS
Fratura–Luxação:
Por flexão-distração diferem das lesões
tipo Chance, pela presença de
translação importante, lesão esta
muito instável associada a
comprometimento neurológico,
lacerações durais e lesão intraabdominal, de órgãos
retroperitoneais
Dr. Larsen
FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
ESTUDOS RADIOGRÁFICOS
Fratura–Luxação:
Por cisalhamento:
todas as 3 colunas falham por
forças de cisalhamento, que
podem ser póstero-anterior,
ou ântero-posterior.
Nas PA os corpos vertebrais
permanecem intactos, porém
há múltiplas fraturas pelo
arco posterior, consequentemente a lâmina destaca-se do segmento do corpo vertebral desviado
anteriormente, resultando em uma lâmina flutuando livremente, e lacerações durais ocorrem
com freqüência. Nas lesões AP o arco posterior pode ser desviado posteriormente sem que a
faceta inferior limite o desvio, portanto nestes casos raramente ocorrem lacerações
durais.
Dr.
Larsen
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AVALIAÇÃO INICIAL
ADCDE
Decúbito dorsal sobre uma prancha com a coluna
cervical imobilizada.
Suspeitar em todos os pacientes politraumatizados,
especialmente aqueles que estão inconscientes,
intoxicados ou com lesões na cabeça e pescoço.
Dr. Larsen
FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
AVALIAÇÃO INICIAL
Externamente procuram-se sinais de deformidade
na coluna, escoriações e equimoses no dorso,
desnivelamento ou degraus nos processos
espinhosos vertebrais.
Com o paciente acordado testa-se a força motora,
e a sensibilidade.
Dr. Larsen
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AVALIAÇÃO INICIAL
Os principais reflexos a serem testados são:
- Plantar (Babinski, que significa a presença de extensão do hálux e os artelhos
se espalham, denotando lesão do neurônio motor superior);
- da Crista Tibial (Oppenheim, significado igual ao Babinski)
- Cremastérico (T12-L1) – provocado estimulando-se a face interna da coxa
proximal e avaliando-se a resposta da bolsa escrotal, anormal é quando não
há reação da bolsa;
- Piscadela anal (S2-S4) – estimulando-se a pele em torno do esfíncter anal,
anormal é a ausência de contração;
- Reflexo bulbocavernoso (S3-S4) – no homem envolve espremer a glande, e na
mulher pressão sobre o clítoris, e sentir o esfíncter anal contrair-se de
encontro a um dedo enluvado.
Dr. Larsen
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AVALIAÇÃO INICIAL
Reflexo Bulbocavernoso
Dr. Larsen
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AVALIAÇÃO INICIAL
Reflexo e
Tônus anal
Dr. Larsen
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AVALIAÇÃO INICIAL
Tratamento Farmacológico:
Glicocorticóides:
Corticosteróides:
Antagonistas dos opiáceos: hormônio liberador da tirotropina (TRH)
Antagonistas dos receptores dos opiáceos: naxolona
Iniciar metilpredinisolona (meticorten) nas primeiras 8h após o
trauma:
30mg/Kg IV em bolo por 15 min, e após 45 min (1h),
5,4mg/Kg por 23h
Dr. Larsen
FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
AVALIAÇÃO INICIAL
Fraturas Despercebidas de Coluna:
Retardo de diagnóstico no trauma de:
- coluna cervical é 22 a 33%
- coluna toracolombar cerca de 5%
A principal causa é o baixo índice de suspeição, intoxicação,
politraumatismos, nível diminuído de consciência, e fraturas
não contíguas de coluna (4% a 5%).
50% a 60% dos pacientes com lesão espinhal têm uma lesão não
espinhal associada.
Dr. Larsen
FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
AVALIAÇÃO INICIAL
Estabilidade das Fraturas:
Segundo White e Panjabi, instabilidade espinhal:
“é a perda da capacidade da coluna de, sob cargas
fisiológicas, manter as relações entre as vértebras
de tal maneira que não haja nem lesão nem
subsequente irritação da medula espinhal ou de
suas raízes, além disso não haja nenhum
desenvolvimento de deformidades ou dor
incapacitantes”.
Dr. Larsen
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AVALIAÇÃO INICIAL
Critérios de Instabilidade / White e Panjabi:
Ø  Fraturas com lesões neurológicas associadas, uma vez que a
coluna já falhou como estrutura protetora (exclui traumatismo
penetrante).
Ø  Falha de pelo menos 2 das 3 colunas de Denis.
Ø  Perda de 50% da altura do corpo vertebral
Ø  Angulação da junção toracolombar maior do que 20°.
Dr. Larsen
FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
TRATAMENTO NÃO OPERATÓRIO
Permanece sendo o padrão para as fraturas por compressão e
algumas por explosão brandas.
É importante não igualar instabilidade a tratamento
operatório (Ex.: fratura por compressão com perda de
mais de 50% da altura do corpo vertebral ou uma
angulação maior que 20º pode ser considerada instável,
mas ainda responderia bem ao tratamento em aparelho
gessado bem modelado em hiperextensão).
Dr. Larsen
FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
TRATAMENTOS ESPECÍFICOS
Fratura Compressão:
Geralmente são estáveis, raramente envolvem comprometimento
neurológico.
Na maior parte são tratadas sintomaticamente, a deambulação precoce é
incentivada com uma órtese, ou um gesso em hiperextensão.
Porém, quando há perda de mais de 50% da altura do corpo vertebral,
angulação de mais de 20º ou múltiplas fraturas por compressão
adjacentes, é considerada instável e exige tratamento em um aparelho
gessado em hiperextensão ou possivelmente uma redução aberta e
fixação interna usando-se instrumentação e artrodese posteriores,
dependendo da gravidade. posterior com artrodese instrumentada
dependendo da gravidade.
Dr. Larsen
FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
TRATAMENTOS ESPECÍFICOS
Fratura Explosão:
Ø 
Fratura estável, ausência de lesão neurológica:
aparelho gessado em hiperextensão.
Ø 
Lesão neurológica, perda de altura do corpo
vertebral maior que 50%, angulação maior que
20º ou comprometimento do canal maior que
30%: estabilização precoce posterior afim de
restaurar o alinhamento.
Dr. Larsen
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TRATAMENTOS ESPECÍFICOS
Fratura por Flexão Distração:
Ø  Fraturas tipo Chance (através do osso): aparelho
gessado em hiperextensão
Ø  Colunas anterior e média falham por ruptura
ligamentar: artrodese posterior da coluna com
sistema de compressão
Dr. Larsen
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TRATAMENTOS ESPECÍFICOS
Fratura Luxação:
Ø  Usualmente associadas a comprometimento neurológico
grave.
Ø  O objetivo é realinhar a coluna vertebral e fornecer
estabilização posterior de modo a possibilitar mobilização
precoce, que diminui a morbidade e a mortalidade e ao
mesmo tempo aumentando a capacidade do paciente de
retornar a um estilo de vida produtivo.
Dr. Larsen
FRATURAS DA COLUNA TORACOLOMBAR
TIPOS DE INSTRUMENTAÇÃO
ü  Hastes de Harrington: considerada “padrão ouro”.
Classicamente fixa três vértebras acima e duas abaixo da lesão.
ü  Hastes espinhais de ganchos travados (Hastes de Jacobs): mais
rígida, mais forte e demonstrou permitir mobilização mais
precoce do paciente, tempo mais curto de reabilitação, e mais
alta porcentagem de pacientes retornando a um estilo de vida
funcional quando comparada à Haste de Harrington.
Dr. Larsen
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TIPOS DE INSTRUMENTAÇÃO
ü  Hastes de Cotrel-Dubousset: bastante flexível, principalmente
para fraturas torácicas
ü  Hastes de Luque: não é adequada ao tratamento de fraturas
ü  Sistemas de parafusos pediculares podem ser divididos em:
Sistema de hastes-parafusos (mais versátil) e;
Sistema de placas-parafusos
Dr. Larsen
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