Nº 42 Ano 6 Novembro/Dezembro 2010 www.br.com.br SOLUÇÕES BR – Nº 42 – Ano 6 – Novembro/Dezembro 2010 ENERGIA Geração na Ponta reduz custos em horário de pico GLP Liquigás aposta em gás ecológico MERcADO Bons negócios no Nordeste P A L A V R A B R A Petrobras Distribuidora decidiu, há alguns anos, avançar na ampliação do fornecimento de soluções para grandes consumidores. Tal decisão mostrou-se acertada quando assistimos ao sucesso do Projeto Geração na Ponta, considerado pelo mercado como uma solução ágil e eficaz que garante energia de menor custo aos mais diversos setores. A adesão de empresas de diferentes portes ao serviço desenvolvido pela Companhia confirma a tendência. No processo de diversificação, devemos ainda destacar nosso capital humano: as equipes das diversas áreas se empenham para garantir o mesmo padrão de excelência no atendimento aos clientes localizados em várias regiões do país. A partir dessa estratégia, nossa Regional Nordeste registrou o crescimento contínuo do número de clientes de seu portfólio, em 2010. Pois a expansão de negócios e da base de clientes pode ser verificada em todos os segmentos em que a BR atua. No mercado de químicos, por exemplo, a Companhia tem arrematado os mais significativos prêmios e troféus concedidos pelas empresas do setor, sendo apontada como a melhor fornecedora de soluções e produtos. Já no setor de aviação, a Petrobras Distribuidora demonstrou sua versatilidade ao atuar no segmento de operações especiais, quando garantiu o abastecimento de aeronaves no maior simulado de guerra realizado no país, o V Cruzex - evento que contou com a participação da força aérea de mais de 10 países, incluindo os Estados Unidos e a França. Por fim, mostrando que a inovação está no DNA da BR, nossa subsidiária Liquigás, líder no segmento de gás liquefeito de Petróleo (GLP), também está investindo em novos produtos e serviços para o mercado, como o Puro Gás, que possibilita à indústria de aerossóis usarem um insumo de menor impacto ao meio ambiente. Boa leitura! Foto Geraldo Falcão Versatilidade e segurança José Lima de Andrade Neto Presidente da Petrobras D istribuidora Entrevista Cassiano Vieira de Campos Filho 3 Química nos negócios .................................................................. Reportagem de Capa 9 energia para grandes consumidores .................................................................. Produtos P ublicação 16 lubrax oficialmente de cara nova da P etrobras d istribuidora s.a. .................................................................. PRESIDENTE Regional José Lima de Andrade Neto 19 Mercado nordestino em expansão .................................................................. Parceria DIRETOR DA REDE DE POSTOS DE SERVIÇO 26 Medalha para a Companhia .................................................................. Premiação DIRETOR FINANCEIRO 28 reconhecimento que vale ouro DIRETOR DE OPERAÇÕES E LOGÍSTICA José Zonis Produtos Químicos 30 a caminho da evolução 33 Br no pódio CONSELHO EDITORIAL .................................................................. Inovação 34 as cores da tecnologia sustentável .................................................................. Evento 38 Química perfeita .................................................................. Aviação 43 Cruzex V: Br, a força aliada 48 Maior exportadora de guarulhos .................................................................. Alex Messias Antônio Carlos Alves Caldeira Carlos Eduardo Duff da Motta Pereira Edson Chil Érica Saião Caputo Francelino da Silva Paes Gilce Oliveira de Sant’Anna Hévila Aparecida Arbex Lídia Pereira de Oliveira Almeida Luis Marcelo Freitas Marco Antonio de Oliveira do Couto Sandra Braga Nery GERENTE DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Sylvia Sampaio Lopo Foto arquivo Br Cultura Sumário Luiz Claudio Caseira Sanches Nestor Cuñat Cerveró .................................................................. Gerente de Planejamento de ComuniCação Luis Fernando Meinicke Farias GERENTE DE IMPRENSA E RECURSOS INFORMATIVOS Marcelo Siqueira Campos EDITORA Beatriz Cardoso PRODUTORA Fernanda Conde Novaes REPORTAGEM Cassiano Viana, Maria Fernanda Romero e Rodrigo Miguez REVISÃO FestiVal de esPetÁCulOs Mariflor Rocha 51 .................................................................. Corporativo 55 Mais além das fronteiras .................................................................. Marketing de Relacionamento 57 Parceiros na pole position .................................................................. GLP 59 Purogas: pioneirismo e qualidade no mercado de aerossóis .................................................................. BR em Boa Companhia 63 Parceria sólida 2 DIRETOR DE MERCADO CONSUMIDOR Andurte de Barros Duarte Filho PROJETO GRÁFICO Marcelo Pires Santana / Paula Barrene de Artagão DIAGRAMAÇÃO Trama Criações de Arte PRODUÇÃO GRÁFICA Sérgio Murilo Silva Gomes FOTOS Arquivo BR e Banco de Imagens Petrobras FOTO DE CAPA Arquivo BR Produzida Por trama Criações de arte ltda. TIRAGEM 9 mil exemplares ENTREVISTA Química nos negócios Cassiano Vieira de Campos Filho Foto Alexandre Loureiro Gerente de QUÍMICA FINA E AGRONEGÓCIOS Com 21 anos de carreira na Petrobras Distribuidora, o geógrafo Cassiano Vieira de Campos Filho, já atuou em diversas áreas da Companhia, inclusive na Brasil Supply, empresa na qual a BR tem participação acionária e que atua na prestação de serviço e atendimento às plataformas de petróleo. Foi essa a porta de entrada para a Gerência de Produtos Químicos (GPQ), na qual comanda, desde julho de 2009, a Gerência de Química Fina e Agronegócios (GQUIF). “Voltei a atuar na área comercial, uma atividade com a qual estou bastante familiarizado”, diz Cassiano, que sabe mapear com precisão as oportunidades de negócios na agroindústria e no mercado de química fina. 3 ENTREVISTA Soluções BR – Quais os principais segmentos atendidos pela GQUIF? Cassiano Vieira de Campos Filho – Na GQUIF atendemos a importantes grupos econômicos, principalmente de agronegócio, no qual se destacam os segmentos de esmagamento de grãos, usinas de açúcar e álcool, indústrias e formuladores de produtos agropecuários. Atuamos em todo o território nacional por meio da força de vendas que, de forma competente, mantém a expressiva participação da Companhia nesse mercado. Soluções BR – Quais as gerências diretamente relacionadas à sua dentro da GPQ? Cassiano – Temos muita proximidade com a Gerência de Planejamento de Químicos (GPLQ), em função dos principais eventos, feiras e atividades terem ações de marketing e publicidade que nos possibilitam consolidar uma grande interface. Os relatórios e dados de mercado, sempre atualizados pela equipe da GPLQ, também nos dão suporte na gestão de negócios, nas análises e ações de mercado, sempre em sintonia com os fatos e acontecimentos nacionais e mundiais. Destaco também as atividades ligadas ao desenvolvimento de material de propaganda e ações de marketing, que ao longo do período nos permitiram atualizar folders, banners e ainda inovar com recursos para divulgação dos produtos de nossa carteira. Soluções BR – Quais as outras com as quais vocês também têm interface? Cassiano – A Gerência de Desenvolvimento de Soluções Químicas 4 (GDSQ) tem grande interação com a GQUIF em função dos projetos relacionados ao agronegócio, principalmente pela presença de um corpo técnico qualificado e com formação acadêmica em agronomia capaz de atender às diversas demandas da equipe de vendas e dos clientes. Ressalto ainda a importante interface com a Gerência de Acompanhamento e Operacionalização de Químicos (GAOQ), que tem uma das mais importantes missões no processo de entrega dos produtos da GPQ, frente à restrição “Devido ao estreito relacionamento com as principais empresas do setor de esmagamento de grãos, hoje temos cerca de 70% de market share” de produção das refinarias nas regiões Sul e Sudeste, a distância geo gráfica entre os pontos de produção e de consumo e a necessidade de atender a toda carteira de clientes da GPQ (GQTAB e GQUIF). As constantes necessidades de ajustes no processo logístico têm sido conduzidas com profissionalismo por toda equipe da GAOQ. Soluções BR – Como é a relação com a Gerência de Químicos para Tintas, Adesivos e Borrachas (GQTAB)? Cassiano – Em função das características comerciais muito semelhantes à GQUIF, a interação com a GQTAB é quase diária. Ela tem sido uma grande parceira na adoção de políticas comerciais e de mercado com objetivo de atender satisfatoriamente às necessidades dos clientes e em consonância com as orientações corporativas e estratégicas da Companhia. O mesmo em relação às gerências de Químicos para Petróleo (GQPET) e de Supply House (GESH), sobretudo no apoio às ações junto aos principais fornecedores da área de petróleo e que, em várias situações, são clientes consumidores de produtos da GQUIF. Recentemente ajustamos o processo para desenvolver oportunidades na comercialização da ureia, utilizando e compartilhando áreas dos depósitos a fim de que a BR possa obter sucesso nessa nova missão comercial. Soluções BR – Como funciona a interação com as gerências fora da GPQ que também têm um importante papel nas operações da GQUIF? Cassiano – Temos uma forte relação com a GGC (Gerência de Grandes Consumidores), GOP (Gerência de Operações) e GEI (Gerência Industrial). Desenvolvemos, ao longo do ano, encontros e reuniões de trabalho com as principais gerências de vendas e gerências regionais da GGC, com o intuito de divulgar os produtos de nossa carteira, consolidar a sinergia entre nossas áreas e incrementar vendas e parcerias junto aos mais significativos clientes da Companhia, bem como aos principais segmentos de atuação da BR. Soluções BR – Quais as principais características de cada mercado em que sua gerência atua? Cassiano – Realizamos vendas regulares de Hexano, ao longo de todo ano, para o segmento de esmagamento de grãos. Devido aos contratos e um estreito relacionamento com as principais empresas do setor (Cargill, Bunge, Amaggi, Caramuru, Comigo, entre outras), hoje detemos cerca de 70% de participação nesse mercado. Também temos uma parte expressiva do mercado consumidor de parafina (em especial a indústria produtora de velas), que ao longo do ano adquire os produtos disponibilizados pelas refinarias da Petrobras – Reduc, em Duque de Caxias (RJ) e RLAM, em São Francisco do Conde (BA). Trata-se de produto com consumo muito regular ao longo do ano e picos de venda no segundo semestre. Soluções BR – A área de enxofre também é muito importante? Cassiano – Sim. Temos uma grande interface com os principais consumidores de enxofre, como revendedores exclusivos da Petrobras: ao longo do ano utilizamos nossa força de vendas para atender aos principais segmentos consumidores (formuladores, sulfúrico e indústrias). O enxofre tem significativa importância em termos de volume e lucro bruto na GQUIF, e possui característica diferenciada em função do considerável volume do insumo importado, que corresponde a 93% da necessidade do mercado nacional. Com isso, possuímos 7% do volume demandado pelo mercado e temos que manter estreito acompanhamento do mercado internacional, seus preços, variações de fretes, movimentos e peculiaridades que podem comprometer o escoamento das refinarias, bem como o processamento de outros derivados de petróleo. Soluções BR – É um mercado com forte sazonalidade? Cassiano – Sem dúvida, o enxofre é um produto muito sazonal, pois nossos principais clientes no mercado nacional são as usinas de açúcar e na entressafra há necessidade de promovermos ações de armazenagem, com estocagem em parceiros, para ensacar em big bags e comercializarmos quando se iniciar a próxima safra. A ureia fertilizante e a pecuária (Reforce N) também são produtos Foto Geraldo Falcão Juntamente com a ureia e o OPPA, o enxofre agrega valor à carteira de negócios da BR no segmento de agronegócios 5 ENTREVISTA muito sazonais e que requerem da equipe de vendas um planejamento e interação com clientes e demais órgãos da Companhia, com o intuito de realizarmos operações economicamente viáveis e logisticamente mais adequadas aos clientes e nossos depósitos. Soluções BR – E com as indústrias? Cassiano – Os clientes do setor industrial, em geral ligados ao segmento de química fina, são bem regulares ao longo do ano. Apenas no período de dezembro a fevereiro temos uma queda nas compras em função de redução natural do mercado consumidor. Soluções BR – Como tem sido a evolução desses segmentos em que a GQUIF atua: é cada vez mais significativa? Tem peso cada vez maior na GPQ? Cassiano – Sim. A cada ano temos conseguido aumentar nossa participação e manter importantes vínculos com os principais consumidores. No entanto, há uma limitação de produção nacional e em algumas oportunidades as paradas das refinarias ocasionam descompassos na gestão comercial, o que nos obriga a efetuar movimentos logísticos e, eventualmente, adequamos as condições comerciais para mantermos o suprimento e atendimento à importante carteira de clientes da Companhia. Soluções BR – Em qual segmento a GQUIF tem crescido mais expressivamente? Foto Geraldo Falcão Temos como principal meta, em 2011, incrementar nossas vendas de OPPA BR EC e continuar mantendo expressiva participação nas vendas de enxofre ao segmento de usinas de açúcar para produção de álcool Cassiano – No agronegócio. Em 2010 incorporamos a ureia à nossa carteira de produtos, que juntamente com o enxofre elementar e o OPPA (óleo de pulverização agrícola) nos auxiliarão nas negociações junto aos principais clientes consumidores. Este ano tivemos uma expressiva participação em feiras e eventos e adotamos inúmeras ações de marketing junto às revistas do segmento agrícola na divulgação dos produtos e reposicionamento da marca Petrobras perante o mercado de agronegócio em todo território nacional. Na química fina, os clientes (indústrias) são mais regulares e não há grandes elevações de produção. Porém temos forte participação e fidelização do segmento com produtos de qualidade e logística adequada às necessidades dos clientes. Soluções BR – Quais as vantagens competitivas da BR em cada um desses segmentos? Cassiano – No segmento de agronegócio, nossa presença nacional e interação com demais gerências da Companhia que atendem aos mercados com óleo diesel, lubrificantes e outros derivados de petróleo, nos dão uma posição privilegiada. Para química fina, destacamos a logística e confiabilidade na qualidade e assistência técnica da BR. Soluções BR – Quais os principais focos da GQUIF para ampliar a participação da BR em cada um dos segmentos em que atua? Cassiano – Participação em importantes feiras e eventos ligados ao segmento de agronegócios em conjunto com a GGC e demais 6 Foto agência Petrobras “aJustaMOs O PrOCessO Para desenVOlVer OPOrtunidades na COMerCializaçãO da ureia, utilizandO e COMPartilhandO Áreas dOs dePÓsitOs a FiM de Que a Br POssa OBter suCessO nessa nOVa MissãO COMerCial” 7 ENTREVISTA Foto arquivo Br áreas da Br, a fim de ampliar as oportunidades para a Companhia. Soluções BR – Quais os aspectos que você destacaria em sua gerência? Cassiano – O comprometimento de toda a força de trabalho da gQuiF na sede, que busca disponibilizar para as equipes de vendas (ponta da linha) espalhadas pelo país, as condições comerciais e técnicas necessárias para viabilizarmos, de maneira ágil e eficaz, as bases comerciais e logísticas que vão concorrer para a concretização dos negócios para a Companhia. igualmente eu destaco os assessores comerciais e a equipe de apoio a vendas, que atuam ao longo do território nacional e de forma independente e articulada promovem ações em busca das metas e resultados determinados. É uma equipe profissional que tem grande conhecimento do mercado local, gerenciando a carteira de clientes em sua região de atuação e elevando o nome da empresa junto aos principais consumidores e segmentos de mercado. sem dúvida contribuem para o sucesso dos negócios os engenheiros agrônomos que integram os quadros da gPQ: eles são de fundamental importância para as análises de mercado e aproximação com os principais clientes consumidores do segmento agrícola do país. Soluções BR – Quais as principais metas da gQuiF para 2011? Cassiano – temos como principal meta, em 2011, incrementar nossas vendas de OPPa-Br-eC e manter expressiva participação nas vendas de enxofre ao segmento de 8 usinas de açúcar através de nova modalidade de embalagem em (bags de 1.000 kg), com a qual pretendemos fidelizar o segmento e obter ganhos significativos para as demais áreas da Companhia, já que o enxofre é importante insumo para as usinas. Soluções BR – Quais os principais desafios para atingir tais metas? Cassiano – adequação das estruturas de armazenagem, estreita articulação com a gaOQ e gOP para ajustar instalações e contratação de caminhões de carga seca para atender ao mercado. Passaremos a dispor de vários produtos em embalagens diferenciadas: por exemplo, enxofre em big bag, ureia ensacada (25 kg) e OPPa-Br-eC em balde de 20 litros. de forma pioneira, a comercialização da ureia fertilizante em big bag no mercado gerou uma transformação e promoveu mudança na dinâmica de atuação dos concorrentes e na expedição das fábricas de fertilizantes. Soluções BR – Que ações concorreram para os bons resultados da gQuiF? Cassiano – tivemos a oportunidade de promover treinamentos para uma significativa parcela da equipe de vendas espalhada pelo território nacional, que gerou maior conhecimento dos produtos destinados ao segmento agrícola, com destaque especial para a atuação junto à carteira de novos produtos, como o reforce n. Com isso, conseguimos, em menos de seis meses, conquistar uma expressiva posição na comercialização do reforce n junto aos principais distribuidores e misturadores de produtos para o agronegócio. também foram relevantes as inúmeras ações de marketing implementadas pela equipe da gQuiF, a atualização dos folders dos principais produtos comercializados pela gerência, a divulgação de nossos produtos e serviços junto às principais revistas de circulação nacional, sites especializados e associações de classe. também participamos de inúmeras feiras e eventos, que mobilizaram a equipe comercial e técnica da gPQ, com o objetivo principal de divulgar os produtos e reforçar a marca. Soluções BR – Qual o balanço final de 2010? Cassiano – Foi um ano espetacular em termos de resultados e metas (volume de vendas, divulgação dos produtos e implementação de ações de marketing, entre outras) que nos levaram a atingir importantes marcas em curto espaço de tempo. um ano intenso, com muitas negociações, planejamentos, estratégias, inteligência de mercado, interação com as outras áreas e a certeza da missão cumprida. REPORTAGEM DE CAPA Energia para grandes CONSUMIDORES Petrobras Distribuidora fecha o maior contrato de geração na ponta – em volume de investimento – agregando mais um cliente à carteira da Gerência de Negócios em Energia (GNE), que disponibiliza uma solução alternativa sob medida para os horários de ponta, Foto Divulgação Eternit assegurando ainda a autossuficiência em apagões ou períodos de racionamento 9 REPORTAGEM DE CAPA S e depender da Petrobras Distribuidora, não vai faltar combustível e nem energia para o mercado consumidor, principalmente do setor industrial, onde a demanda é contínua e a linha de produção funciona 24 horas por dia. O projeto Geração na Ponta BR, desenvolvido pelas equipes da Gerência de Negócios em Energia (GNE), vem conquistando cada vez mais adeptos dessa solução disponibilizada pela Companhia, que implanta e opera centrais geradoras de energia. Além de gerar economia para as empresas, que podem utilizar energia própria durante os períodos de pico de consumo (horário de ponta), quando a tarifa das concessionárias é significativamente mais cara, o sistema de geração na ponta proporciona aos clientes autossuficiência energética em caso de apagão ou racionamento. Em 2010 foram contratados 67% a mais do que em todo o ano de 2009. “Nossa projeção era terminar o ano com 45 MW em novos executivo de Negócios de Energia (GNE) da BR Maior investimento Cada novo projeto revela o potencial de crescimento desse segmento de negócios. Em novembro, a Cooperativa Agroindustrial Lar fechou um contrato com a BR para a implantação de uma central geradora, com 10,8 MW de potência. Empreendimento que vai consumir R$ 12 milhões em investimentos (o maior feito até agora pela equipe do Geração na Ponta BR) e, em contrapartida, gerará uma economia anual de R$ 1,6 milhão nos gastos com energia. A usina será instalada na unidade de Matelândia (PR), onde funciona a principal unidade industrial da Cooperativa Agroindustrial Lar, uma das mais sólidas do país. Criada em 1964, no município de Missal (PR), a cooperativa conta com 8.300 associados e mais de 4.400 funcionários. Sua atuação se estende a 12 municípios do extremo oeste paranaense, industrializando soja, mandioca, “Com 30 centrais em operação e mais de 60 clientes sob contrato, o Geração na Ponta se consolidou no mercado, reforçando a posição da Petrobras Distribuidora tAmbém como provedora de soluções energéticas” contratos, meta já ousada, mas contratamos 55,5 MW, num total de 21 clientes. Em 2011, até início de fevereiro, já contratamos mais seis usinas, num total de 12,76 MW”, afirma Edson Chil, gerente 10 vegetais congelados e aves, e comercializando produtos e insumos agropecuários. Com 14 unidades de recepção e industrialização de produtos agropecuários e 13 pontos de venda de insumos, a cooperativa tem ainda uma rede de supermercados na região. “Com 32 centrais já em operação e mais 33 em implantação, o Geração na Ponta se consolidou no mercado, reforçando a posição da Petrobras Distribuidora também como provedora de soluções energéticas”, complementa o gerente de Comercialização de Negócios de Energia (GCNE), José Carlos Domingos de Oliveira. Ele afirma que um dos principais diferenciais do Geração na Ponta BR é o modelo dos projetos oferecidos. “As soluções propostas são customizadas, de acordo com o perfil e a demanda de cada cliente”, afirma. Outro atrativo é o atrelamento dos reajustes do pacote de serviços e do óleo diesel ao custo das tarifas das concessionárias de energia, garantindo a economia ao longo do contrato. Pesa ainda o fato de que todos os investimentos necessários ficam a cargo da BR: o cliente só começa a pagar a tarifa do serviço a partir da entrada em operação da central geradora. “Os clientes também contam com a expertise de engenharia da Companhia em projetos complexos e com a força da marca Petrobras, já que toda a implantação, além da operação e manutenção dos equipamentos e o ressarcimento em caso de falha da central (se comprovada a utilização da energia da concessionária) são de responsabilidade da BR”, complementa o titular da GCNE. Soluções customizadas O Geração na Ponta tem sido adotado por clientes dos mais distintos segmentos e setores da economia. Na carteira da GNE há desde metalúrgicas, como a Fundição Brasi- Fotos Divulgação Lar leira de Alumínio (FBA), ao setor de moda íntima, como a Du Loren. É extensa a lista de clientes que hoje têm central geradora em uma ou mais unidades. A Rádio e Televisão Bandeirantes, localizada no bairro de Morumbi, em São Paulo (SP), foi uma das primeiras a ter uma central implantada pela BR: a usina, inaugurada em 2007 com 2.040 kW de potência, foi ampliada em 2010 para 2.584 kW. A Nestlé também foi atraída pelos benefícios oferecidos pela Petrobras Distribuidora: as usinas geradoras de duas de suas unidades fa- No agronegócio está o maior investimento feito até agora em uma única usina de geração: a Cooperativa Agroindustrial lar terá uma unidade com 10,8 MW de potência instalada 11 Foto Divulgação Fibrasa REPORTAGEM DE CAPA A Fibrasa foi uma das primeiras a adotar o Geração na Ponta para suas unidades fabris Geração na Ponta já conta com seis shoppings, entre eles o Recreio Shopping, do grupo BR Malls, localizado no Rio de Janeiro. O Shopping, que possui uma usina de 1100 kW operando desde julho do ano passado, já assinou contrato para ampliação que deverá acontecer ainda este ano. O superintendente do Recreio Shopping, Sergio Guimarães, afir- Foto Arquivo BR bris, em Itabuna (BA) e Cordeirópolis (SP) já estão em fase final de implantação e deverão entrar em operação este ano. O shopping center é outro segmento com grande potencial para o Geração na Ponta, por se tratar de um setor que precisa de energia constante e de qualidade, e que vem expandindo muito no mercado. Em sua carteira, o ma que o Geração na Ponta trouxe grandes benefícios para a empresa, aumentando a eficiência, reduzindo custos e trazendo qualidade para seus clientes. “A BR trouxe uma solução eficaz para o nosso empreendimento, porque além de proporcionar a auto-suficiência, poderá nos ajudar a partir da segunda etapa de instalação do sistema, em uma eventual falta de energia”. Além deste, a BR está estudando diagnóstico de geração de energia para outros empreendimentos do grupo BR Malls. Uma das maiores empresas do setor de bebidas no país, responsável pela produção das cervejas Itaipava e Crystal, a Cervejaria Petrópolis, localizada no Rio de Janeiro, irá colocar em operação ainda este ano uma usina de 4.352 kW, que já começou a ser instalada pela Petrobras Distribuidora. Líder no mercado nacional na fabricação de telhas e caixas d’água de fibrocimento, a Eternit já instalou projetos de geração na ponta em três de suas quatro plantas. A primeira a entrar em operação, O Recreio Shopping também utiliza a solução oferecida pela Petrobras Distribuidora e já conta com uma usina de 1.100 kW operando desde julho de 2010 12 Foto Divulgação Eternit Líder na fabricação de telhas e caixas d’água de fibrocimento, a Eternit já instalou projetos de geração na ponta em três de suas quatro plantas em outubro de 2009, foi a da unidade de Colombo, no estado do Paraná, com capacidade instalada para 2.960 kW. Desde junho de 2010, a planta de Simões Filho, na Bahia, já dispõe de capacidade instalada de 1.480 kW. Em março de 2011 entra em operação a usina geradora da unidade carioca, com 1.524 kW de capacidade. “Nossa intenção é instalar uma central geradora também na planta de Goiânia (GO), com capacidade de 2.200 kW, para iniciar operação no início de setembro deste ano”, afirma Carlos Alberto Teixeira Ventura, gerente de Engenharia Industrial da Eternit. Segundo ele, além da redu- ção dos custos nos gastos com energia elétrica, a empresa pode utilizar os geradores em interrupções no fornecimento, que provocam a parada na linha de produção. “Isso tem um alto custo para a empresa, em função do produto que fabricamos. Reduzimos esse risco com a central geradora”, destaca Ventura. O gerente industrial da Eternit afirma que a empresa, antes de adotar essa solução BR, fez pesquisas de diversas alternativas para reduzir os custos de energia, analisando o mercado livre, entre outras possibilidades. “Através de contatos com outras empresas chegamos à solução oferecida pela BR”, revela, ressaltando que a Companhia, que já fornecia combustíveis e lubrificantes, reunia atributos essenciais como idoneidade, responsabilidade e compromisso. Projeto oportuno Com mais de 50 anos de atividades no Brasil, a centenária empresa suíça Firmenich, fundada em 1895 em Genebra, e que se constitui uma das três maiores companhias de aromas do mundo, também adotou essa solução para suas fábricas. Com uma estrutura completa para atender ao Brasil e ao mercado da América Latina, nos três segmentos em que atua (Bebidas, Alimentos Salgados 13 REPORTAGEM DE CAPA Em uma das duas unidades da Firmenich, em Cotia (SP), a usina atende à fábrica e aos escritórios,... e Doces), a Firmenich também adotou a solução de geração na ponta da BR para respaldar seu projeto de expansão. As duas plantas fabris, localizadas na Grande São Paulo, na cidade de Cotia, que somam mais de 70 mil metros quadrados de área, dispõem de uma central geradora. A primeira, com 1.320 kW de capacidade instalada, está em operação desde julho de 2009, enquanto a segunda, de 1.440 kW, entrou em operação em maio de 2010. 14 “Na primeira unidade, a usina atende à fábrica e aos escritórios, enquanto na segunda planta, a usina geradora assegura energia também para o nosso centro de desenvolvimento para a América Latina, que funciona no Brasil”, destaca Mauro Sérgio Kyriazi Campos, Facilities Management da Firmenich. ”Com essa solução, obtivemos uma redução dos custos com a energia fornecida pela concessionária, além de dispor de um excelente backup em caso de falta de energia na rede pública”. Segundo Mauro Campos, foi a Petrobras Distribuidora que ofereceu a solução à Firmenich. “A ideia foi trazida pela BR num momento oportuno”, afirma o executivo, destacando que a marca e a confiança que ela tem junto ao mercado foram decisivas para a escolha desse projeto. Outro importante cliente, que já conta com mais de 37 anos de tradição na produção de embalagens plásticas de polipropileno, é a Fibrasa que vem fazendo investimentos contínuos em novas tecnologias e soluções que assegurem a sus- Fotos Divulgação Firmenich ...enquanto que na segunda planta, assegura energia para o centro de desenvolvimento para a América Latina, localizado no Brasil tentabilidade de suas operações. A empresa foi uma das primeiras a adotar a solução oferecida pela BR, para garantir a energia das duas unidades fabris, no Espírito Santo e em Pernambuco, que atendem também aos mercados da América Latina. A primeira central geradora, de 1.100 kW, instalada na planta fabril localizada no município de Serra (ES), começou a operar em outubro de 2008. Diante do aquecimento da demanda, já contratou a expansão da capacidade da usina, que este ano agregará mais 500 kW, com capacidade instalada. A medida já havia sido implementada na fábrica de Abreu Lima (PE), mesmo município onde está sendo construída a nova refinaria da Petrobras, a RNEST: a usina, que entrou em operação no final de 2008, com 1.440 kW de potência, já está operando desde abril de 2010 com mais 480. CONTATO BR José Carlos Domingos de Oliveira [email protected] – (21) 3876-0406 EDSON CHIL é o titular da Gerência de Negócios de Energia, cujo objetivo é desenvolver a melhor resposta para a necessidade de energia de cada cliente. A unidade oferece produtos e serviços com alto grau de competitividade, qualidade e confiabilidade, dentro dos padrões adequados de rentabilidade. ([email protected]) 15 pRoDuToS OFiCialMente de Cara nOVa Fábrica de Lubrificantes da Gerência Industrial (GEI) inicia o envase das novas embalagens da linha Lubrax, criadas dentro de um grande projeto de revitalização da marca mais Foto mauro motta conhecida do setor e que já ultrapassou as fronteiras do país o presidente da Petrobras distribuidora, José Lima de andrade neto, e os diretores nestor Cerveró (dFin), José Zonis (dioL), Luiz Cláudio sanches (drPs) e o gerente executivo da Gei, Celso Pinho, na solenidade que marcou o início do envase de lubrificantes nas novas embalagens 16 Foto alexandre Brum A qualidade e a tecnologia já são conhecidas dos consumidores. Mas agora a marca – que nasceu em 1973 com apenas oito produtos e, hoje, é líder nacional em vendas e conta com 120 tipos diferentes de lubrificantes para as mais diversas aplicações nas áreas automotiva, industrial, ferroviária, marítima e de aviação – está totalmente repaginada. um novo capítulo dessa história começou justamente com o lançamento da marca renovada e agora entra na etapa das novas embalagens, com um visual moderno, atraente e sofisticado, refletindo toda a excelência e qualidade que caracterizam os produtos lubrax. tal mudança mereceu uma solenidade na Fábrica de lubrificantes da Petrobras distribuidora, em duque de Caxias (rJ), que reuniu o presidente José lima de andrade neto, os diretores de Operações e logística (diOl), José zonis, da rede de Postos de serviço (drPs), luiz Cláudio sanches, e Financeiro (dFin), nestor Cerveró. realizado no dia 10 de novembro, o evento, conduzido pelo gerente executivo da gei Celso Pinho e prestigiado também por parte da força de trabalho da fábrica, marcou o início do envase dos novos frascos de um litro do lubrax. “temos consciência de que este é um produto que carrega uma marca forte, que é ponta de lança no crescimento dos nossos resultados”, afirmou lima, destacando a importância dos lubrificantes para o negócio da Br. “Precisamos investir cada vez mais nesta unidade”, concluiu. MoMento hiStóRiCo O projeto de revitalização de toda a linha lubrax, incluindo a marca, é resultado de um amplo estudo do negócio de lubrificantes, envolvendo diversas áreas da Br. Confiança na marca, familiaridade, garantia de origem e modernidade são características que se tornam claras para o consumidor a partir desse trabalho. O projeto reorganizou os produtos de forma que ficasse mais fácil identificá-los e transmitir seus atributos. “este é um momento histórico não só para a Br, mas para a nossa fábrica, com projetos de ampliação e modernização que irão melhorar as condições de operação, aumentar o volume e a satisfação de todos”, comentou o diretor de Operações e logística, José zonis. Para o titular da drPs, luiz Cláudio sanches, a revitalização 17 pRoDuToS o pRojETo DE REVITAlIzAção DE ToDA A lINhA lubRAx, INcluINDo A mARcA, é RESulTADo DE um Amplo ESTuDo Do NEgócIo DE lubRIfIcANTES, ENVolVENDo DIVERSAS Foto alexandre Brum do lubrax terá impactos na rede de Postos Petrobras. “a campanha nacional a ser lançada no início de 2011 objetiva que os nossos consumidores conheçam essa novidade, além de estimular o público a experimentar o novo lubrificante e aumentar o nosso market share nesse mercado competitivo”. a meta dessa campanha é atingir, aos poucos, os principais públicos relacionados ao lubrax, como clientes, consumidores e força de vendas externa, de forma segmentada. a divulgação da nova linha e do novo posicionamento também incluirá ações publicitárias, entre fevereiro e março, e de sustentação ao longo de 2011. noS BaStidoReS “a revitalização exigiu grandes mudanças de equipamentos, testes de embalagens, envolvimento de equipes de manutenção, do laboratório de ensaio de materiais, além do grande trabalho da comunicação da Br e Petrobras, juntas, para dar ao lubrificante a cara do sistema Petrobras: vanguarda, design, qualidade”, explica o gerente executivo, Celso Pinho. 18 áREAS DA compANhIA todos os produtos passarão pela reformulação visual. inicialmente foram focados os produtos automotivos em embalagens plásticas, mas já há ações para mudanças nas embalagens para o segmento industrial com a fabricação dos novos baldes de 20 litros e tambores de 200 litros nas novas cores. a linha de lubrificantes é composta atualmente por 108 produtos, que envasados geram 648 itens para comercialização. as novas embalagens estão mais ricas em informações, para que o cliente Br possa conhecer e aproveitar ao máximo a qualidade da linha de lubrificantes. “a revitalização permitiu a padronização das informações nos rótulos e contrarrótulos, tornando mais fácil a identificação dos produtos em termos de aplicação e níveis de desempenho de qualidade”, explica Celso Pinho. segundo o gerente, não há como prever o tempo exato de saída dos produtos com embalagens antigas, pois são muitos pontos de venda e produtos com perfis de venda diferentes. “Como a mudança de imagem se iniciou pela linha automotiva, cujo giro de estoque é alto, acreditamos que em poucos meses todo o mercado já estará abastecido com as novas embalagens”, afirma. “Já estamos entregando produtos nas novas embalagens de 1 e 20 litros; em dezembro é a vez das embalagens de 500 ml e 200 litros e a partir do início de 2011, as de três litros”. É importante lembrar que a revitalização promoveu também mudanças na nomenclatura de alguns produtos, mas o conteúdo, em termos de qualidade e de desempenho, permanece o mesmo. Os pontos de venda e todos os canais de comunicação da Br (área de atendimento e saC técnico - 0800 78 9001) já estão a postos para prestar esclarecimentos e equacionar dúvidas sobre essa linha que é uma verdadeira bandeira do país. REgIoNAl MerCadO nOrdestinO eM exPansãO Gerência Regional de Consumidor do Nordeste da Petrobras Distribuidora acompanha crescimento econômico da região, fechando 2010 com a conquista de grandes negócios C Com um PiB em torno de r$ 400 milhões – crescimento de mais de 50% em relação a 1995 –, o nordeste vem ampliando as bases de sua economia e abrindo espaço para novos empreendimentos, como estaleiros, siderúrgicas, mineradoras, montadoras, térmicas, petroquímicas e químicas, entre outras atividades em expansão na região. sem contar o pioneirismo na produção de petróleo – afi- nal, foi em lobato, no recôncavo Baiano, que a indústria brasileira de óleo e gás deu os primeiros passos. “as principais características do nordeste são, sem dúvida alguma, a diversidade de mercados existentes e o nível de crescimento que tem registrado nos últimos anos”, confirma Mario luiz Cosenza, que em abril de 2010 assumiu a gerência regional de Consumidor nordeste Foto Juarez Cavalcanti om o aquecimento econômico nesta última década, acima da média nacional, o nordeste é a região que, de acordo com o instituto Brasileiro de geografia e estatística (iBge), mais ganhou participação no Produto interno Bruto (PiB) do país entre 1995 e 2008, passando de 12% para 13,1% e consolidando-se como um importante mercado para a Petrobras distribuidora. 19 Foto Arquivo BR REGIONAL Equipe de gerentes da GRCNE (da esquerda para a direita): Gilvan de Sá Barreto, Fausto Vicente Gomes Filho, Mario Luiz Cosenza e Vicentino Moreira de Andrade As principais características do Nordeste são, sem dúvida alguma, a diversidade de mercados e o nível de crescimento que a região tem registrado nos últimos anos (GRCNE), linha de frente da Petrobras Distribuidora nessa região. Sediada em Salvador, Bahia, com estrutura própria e uma Coordenação de Negócios, para atender ao mercado da Gerência Regional – nove estados, cerca de 1.700 municípios, e ainda clientes pontuais do Pará –, a GRCNE dispõe de três Gerências de Vendas 20 a Consumidores (GVC): Salvador (GVCSAL), Recife (GVCREC) e Fortaleza (GVCFOR). RESULTADOS POSITIVOS “Contamos com uma equipe de 60 colaboradores, entre gerentes, assessores comerciais, profissionais de vendas e de suporte técnico, apoio administra- tivo, contratados e estagiários”, contabiliza Cosenza, comemorando um ano de grandes negócios para a sua gerência. “Na comparação entre o realizado e o planejado, a GRCNE vem registrando um de seus melhores anos. Em outubro, batemos recorde em volume de biodiesel, quando atingimos a marca de 149,4 mil m³, bem superior ao marco anterior, de 136,0 mil m³, no mesmo mês de 2009”, revela o titular da GRCNE, acrescentando que o volume total de vendas, de 263,5 mil m³, em outubro, também superou a marca anterior, de 245,0 mil m³, registrada em outubro de 2008 (mês em que eclodiu Foto Agência Petrobras A construção de mais três refinarias no Nordeste, que até então tinha apenas duas unidades – RLAM (acima), e Lubnor CE – vão agregar valor às operações da GRCNE, que disporá de maior volume de derivados de petróleo para oferecer ao mercado consumidor da região a crise financeira mundial). “Não podemos deixar de mencionar a retomada das vendas de lubrificantes, que neste final de ano atingiram patamares próximos de 2 mil m³/mês”. O gerente regional observa que, entre os fatores que contribuíram para essas conquistas da GRCNE, além do próprio crescimento econômico do país, estão as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) executadas na Região Nordeste. “Além de garantir o suprimento de combustíveis e lubrificantes para o mercado, o grande desafio da GRCNE é manter o market share da BR em paralelo ao crescimento da Re- os bons resultados que a GRCNE vem obtendo se devem AOS em execução projetos no IMPLEMENTADOS nordeste, BEM COMO E O ENTROSAMENTO entre as três gerências de vendas JUNTO ao consumidor gião Nordeste, atuando como um agente que viabilize os diversos projetos que estão sendo implantados”, frisa Cosenza. Novas demandas Nos últimos anos a economia da Região Nordeste sofreu DA REGIÃO mudanças expressivas, que impuseram novas demandas a serem atendidas pela BR. Com a descentralização do processo de industrialização no país, e estimuladas também por incentivos fiscais, mais e mais indústrias têm se instalado em distintos pontos 21 Edson Curcino, assessor comercial lotado em São Luís/MA da região – sendo que boa parte delas utiliza mão de obra intensiva, como calçados e vestuário. Outro atrativo é a menor distância dos polos industriais do Nordeste em relação a alguns mercados prioritários de exportação, razão pela qual indústrias de transformação, como a petroquímica e de petróleo, vêm se expandindo. O Polo Petroquímico de Camaçari é um exemplo da primeira, enquanto a exploração de petróleo e seu processamento na Refinaria Landulfo Alves (RLAM), em Candeias (unidade da Petrobras que completou 60 anos em outubro), exemplificam a segunda. Sem mencionar que está em franca implantação o polo petroquímico e industrial de Foto Arquivo BR Foto Arquivo BR REGIONAL Os profissionais Francival e Cidrack, pertencentes a equipe da GVCFOR, em Fortaleza Suape, na região metropolitana de Recife (PE). Além de novos estaleiros de grande porte, o Nordeste ganhará, em menos de uma década, nada menos que três refinarias de petróleo da Petrobras: a Refinaria Abreu e Lima (RNEST) e as Refinarias Premium I e II. A primeira, em Pernambuco, estará operacional em 2013, com capacidade de processamento de 230 mil barris/dia. A segunda, no Maranhão, terá capacidade de processamento de 600 mil barris/ dia (em duas etapas) enquanto a terceira, no Ceará, processará 300 mil barris/dia. Foto Arquivo BR Diferenciais competitivos Equipe da GVCFOR (da esquerda para a direita): Ranon Nery Sena, Rafael Barbosa, Ana Virgínia Vieira Tavares, Cláudio Valadares, Mariana, Francisco Claudioberto e Abelardo Gifone 22 Todos esses fatores terão peso significativo nas operações da Petrobras Distribuidora, que, muitas vezes, chega antes mesmo da própria indústria, com o fornecimento de asfalto, combustíveis e derivados para as obras de instalação desses grandes empreendimentos. “O mercado atendido pelo regional é diversificado em relação aos seus segmentos econômicos: temos uma forte atuação e participação junto a empresas rela- Foto Arquivo BR Gerardo Fragoso, colaborador da GVCFOR cionadas à geração de energia emergencial, indústrias, transporte coletivo e de cargas, agronegócios, governo, TRR (transportador revendedor retalhista), entre outros”, detalha Cosenza. Para atender a clientes de áreas tão distintas e com demandas diversas, a BR tem como principais diferenciais de atuação na região uma estrutura logística composta de 20 terminais e bases, além de uma forte presença física da força de vendas e do nosso suporte técnico, espalhados por todo o território de abrangência da GRCNE. “Esses diferenciais garantem aos nossos clientes a segurança de suprimento necessária às suas atividades”, afirma o gerente regional. A estratégia vencedora, segundo ele, “é manter a força de vendas motivada e buscar a cada dia o melhor alinhamento entre os interesses comerciais e nossa estrutura operacional, maximizando nosso diferencial”. E para fidelizar e ampliar a carteira de clientes, frente às novas demandas que vêm acontecendo Foto Arquivo BR Foto Arquivo BR Equipe da GVCREC (da esquerda para a direita): Mario Burle, Renato Altino, Rodrigo Hazin, Marcela Almeida, Antonio Inocêncio, Rosângela Farias, Ricardo Plenas, Gilvan de Sá, Romero Vanderley, Munik de Carvalho, Emerson Lins, Janete Helena Tenório, André Amaral e Francisco Bezerra Isolda M. de Paula Ramirez, apoio administrativo da GVCFOR 23 Foto arquivo Br Foto arquivo Br REgIoNAl rosiane Brasileiro e Célio Franco, da GVCFor em teresina/Pi os profissionais da GVCFor em são Luís/ma Franklin Hatherly, Vicentino moreira, Paulo sérgio e thiago Guimarães além das belas praias do litoral, das cidades históricas e da rica cultura regional, o nordeste tem também grandes riquezas minerais, em que se destacam o petróleo e o gás natural, produzidos na Bahia, sergipe, rio grande do norte, alagoas e Ceará, no litoral e na plataforma continental. O rio grande do norte é o terceiro maior produtor de óleo do país, atrás do rio de Janeiro e do espírito santo, enquanto a Bahia ocupa essa posição na produção de gás, sendo superada apenas pelo rio e pelo amazonas. a região nordeste tem ainda jazidas de granito, pedras preciosas e semipreciosas, cobre, ouro, ferro, uma das maiores reservas de urânio do mundo, situada no Ceará e um polo de gesso em Pernambuco. 24 Foto Juarez Cavalcanti O riCO suBsOlO dO nOrdeste Unidade de Lubrificantes e derivados de Petróleo do nordeste – Fortaleza (Ce) Foto Arquivo BR Colaboradores das equipes da GRCNE e da GVCSAL na sede do escritório administrativo da BR, em Salvador/BA na região, a GRCNE tem buscado firmar compromissos contratuais que dão a garantia de fornecimento aos clientes. Qualidade assegurada Outra ferramenta utilizada para a fidelização dos clientes é o CTF BR (Controle Total de Frota da Petrobras Distribuidora), que dá os subsídios necessários aos empresários para que otimizem a gestão de suas frotas, com uma administração automática e eletrônica, sem nenhuma interferência humana. “Outro diferencial adicional é a qualidade dos produtos Petrobras, garantida e monitorada pelo Sistema de Garantia da Qualidade (SGQ/GD)”, acrescenta Cosenza, destacando ainda o programa de Auditoria das Instalações dos Clientes Consumidores, por meio do qual são registradas todas as visitas realizadas nos postos de abastecimento dos clientes e/ou garagens. “Esse programa tem como propósito adequar as instalações às normas ambientais, mitigando, quando necessário, alguns riscos que elas apresentem”, diz o titular da GRCNE. Graças a tudo isso, a GRCNE vem acumulando importan- tes conquistas, que vão além dos recordes de vendas. “O grande marco da Gerência Regional de Consumidores do Nordeste é a manutenção dos seus clientes em carteira, sempre com elevado grau de satisfação, bem como uma força de trabalho motivada e aguerrida na busca contínua para melhorar o atendimento, pois dessa forma estaremos fortalecendo a Petrobras Distribuidora, como um todo”, conclui Cosenza. CONTATO BR Mario Luiz Cosenza [email protected] – (71) 3340-2701 25 PARCERIA medalha Medalha para a companhia Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro entrega a maior condecoração da corporação Fotos Trama Criações à executivos da Petrobras Distribuidora em cerimônia de homenagem à Companhia O diretor Andurte de Barros Duarte Filho e o assessor comercial João Guidão, da Petrobras Distribuidora, receberam a medalha Ordem do Mérito Policial Militar A o completar 39 anos, a Petrobras Distribuidora comemora, além de inúmeros prêmios concedidos pelos diversos segmentos de mercado atendidos pela Companhia, uma homenagem muito especial: a medalha 26 Ordem do Mérito Policial Militar, a mais significativa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Em cerimônia solene realizada no dia 8 de dezembro, no histórico quartel-general da Polícia Mili- tar do Rio de Janeiro, o diretor de Mercado Consumidor (DMCO) da BR, Andurte de Barros Duarte Filho, e o assessor comercial sênior João Alves de Castro Guidão, da Gerência de Vendas a Consumidores do Rio de Janeiro (GVCRJ), receberam A solenidade de entrega da medalha Ordem do Mérito para diversos militares e civis, entre os quais o diretor da BR, Andurte Duarte (a direita) a medalha em reconhecimento à estreita e profícua relação de parceria que a Companhia tem com a corporação. “Há muito tempo que o relacionamento com a Petrobras Distribuidora deixou de ser meramente comercial para se constituir em uma relação efetiva de parceria”, afirmou o comandante da PM, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte. Mais de 300 pessoas, entre homenageados e convidados, civis e militares, além de outras autoridades, participaram da solenidade, na qual a banda da corporação apresentou-se com o tradicionalíssimo uniforme da Guarda Real, criado há cerca de 200 anos para a primeira força policial do país. Dever cumprido “Sempre buscamos, em todos esses anos de parceira, garantir à Polícia Militar o suprimento de produtos e serviços que são essenciais para o exercício de sua função, como guardiães da segu- rança pública”, destacou o diretor Andurte, lembrando que, em distintos momentos, principalmente em épocas de desabastecimento, assegurar esse fornecimento demandava uma verdadeira operação militar, tanto em termos de estratégia de fornecimento como de logística. “Essa medalha é a confirmação de que valeu a pena o esforço de toda a equipe da GVCRJ para entender e se antecipar às necessidades da PM, garantindo a satisfação total do cliente”, acrescentou o assessor comercial sênior João Alves de Castro Guidão, que acompanhou de perto um dos mais belos projetos dessa parceria entre a BR e a PM: o livro 200 anos: Polícia Militar do Rio de Janeiro, lançado no dia 13 de maio, durante a solenidade de entrega dos espadins aos novos alunos do 1° Ano do Curso de Formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar D. João VI. Patrocinado pela BR, e publicado pela Editora PUC-Rio, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, o livro relembra vários exemplos de intervenções positivas da corporação durante esses 200 anos de atuação. “A distribuição dessa edição para diversos órgãos (federais, estaduais e municipais), instituições de ensino, bibliotecas e principais casas de memória em todo o país, assim como organizações no exterior, reforça a nossa marca e reafirma o compromisso da BR com projetos culturais”, destacaram os dois homenageados. A medalha, criada em 1982, é concedida excepcionalmente a civis e militares, brasileiros ou estrangeiros, que tenham prestado destacados serviços à Polícia Militar, como a Petrobras Distribuidora, que, além de fornecer combustíveis e lubrificantes à corporação, tem apoiado também importantes iniciativas da PM. CONTATO BR João Alves de Castro Guidão [email protected] – (21) 3876-2526 27 Foto Marcio Bruno/Avatar Image PREMIAÇÃO O gerente Regional de Consumidor de São Paulo, Roberto Jorge de Souza Leão Rodrigues recebe o troféu Maiores e Melhores e, uma semana depois,... Reconhecimento que vale ouro Petrobras Distribuidora recebe homenagem em dose dupla no segmento de transporte: o NTC Fornecedores do Transporte e o prêmio Maiores & Melhores do Transporte e Logística 2010 P ara a Petrobras Distribuidora, o reconhecimento vale tanto quanto petróleo: é o ouro dos negócios. Daí a satisfação de todas as equipes da Gerência de Grandes Consumidores (GGC) da BR, envolvidas no atendimento das empresas de transporte e logística ao receberem, em menos de 10 dias, uma dupla distinção desse setor. 28 No dia 30 de novembro, o gerente Regional de Consumidor de São Paulo (GRCSP), Roberto Jorge de Souza Leão Rodrigues recebeu, em nome da BR, o prêmio “A Melhor Distribuidora de Combustíveis”, na 23ª edição do Maiores & Melhores do Transporte e Logística 2010, organizada pelas revistas Transporte Moderno e TechniBus. E no dia 7 de dezembro, ele foi receber tam- bém o troféu concedido à BR pela NTC & Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), no XIII Prêmio NTC Fornecedores do Transporte. “Receber essa distinção é a confirmação de que a Petrobras Distribuidora tem compreendido as necessidades do setor e atendido plenamente às expectativas do mercado. Esse é o nosso desafio Foto Paulo Mumia ...representou de novo a Petrobras Distribuidora na entrega do prêmio de melhor Fornecedor da NTC Logística, ganho mais uma vez pela Companhia permanente”, destacou Roberto Jorge de Souza Leão Rodrigues. “Os principais diferenciais competitivos da BR são a capacidade de entrega nos mais diversos pontos do país, com a qualidade e o valor da marca que acompanha todos os produtos da Companhia. A confiabilidade é peça-chave para nosso cliente”, concluiu o titular da GRCSP. As duas premiações avaliam a performance operacional e financeira da empresa, assim como as ações implementadas por ela para a evolução do setor de transporte e logística. Os critérios analisados pela OTM Editora, detentora de diversos títulos periódicos, entre os quais as revistas Transporte Moderno e a TechniBus, são: receita operacional líquida, patrimônio líquido, lucro operacional líquido, liquidez corrente, endividamento geral, rentabilidade da receita e do patrimônio líquido, produtividade do capital e crescimento da receita. Já a NTC Fornecedores do Transporte premia aqueles que, na opinião das empresas do setor, apresentaram, no último ano, o melhor desempenho no fornecimento de produtos e serviços - considerado um conjunto de atributos específicos para cada categoria. O resultado é obtido com base em pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha junto a aproximadamente 400 empresas de todo o país, selecionadas entre as 3.500 empresas associadas da entidade, que mantém uma extensa programação de seminários, fóruns, encontros e feiras, com destaque para o Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas e Fenatran – Salão Internacional do Transporte. “O prêmio é consagrado, pois atribui critérios de avaliação essenciais para o seu reconhecimento: pesquisa nacional e opinião dos empresários”, destacou Flávio Benatti, presidente da NTC & Logística. ANTONIO CARLOS ALVES CALDEIRA é o titular da Gerência de Grandes Consumidores, que tem como objetivo ser líder na comercialização de combustíveis e lubrificantes no mercado. A unidade destaca-se pela excelência na qualidade de produtos e serviços a clientes. A gerência tem como compromisso se antecipar às mudanças no perfil energético brasileiro e assegurar, de forma sustentável, um retorno adequado aos investimentos. ([email protected]) 29 PRODUTOS QUÍMICOS A caminho da evolução Maior evento científico do setor de tintas e adesivos na América Latina, o Latincoat 2010 contou com a presença da Petrobras Distribuidora e principais indústrias e fornecedores do Fotos Yuri Zoubaref segmento para debater inovações e tendências do mercado A Petrobras Distribuidora tem buscado apoiar e participar de eventos relacionados às áreas de negócios da Gerência de Produtos Químicos, como a Latincoat 30 V itrine da inovação e dos produtos e serviços que refletem a evolução do setor de tintas e adesivos, o Latincoat & Adhesives 2010, realizado entre os dias 26 a 28 de outubro, no Espaço Apas, em São Paulo (SP), consagrou-se como o evento que indica também os rumos do desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do segmento. Além de apresentar os benefícios e aplicações dos mais recentes produtos, serviços e tecnologia disponíveis no mercado, bem como mostrar o estágio atual de desenvolvimento mundial do setor, o Latincoat criou um ambiente para o debate sobre os desafios dessa indústria e tendências sustentáveis do mercado. A 5ª edição do Congresso e Exposição Latincoat/Adhesives, organizado pela Agnelo Editora, contou com a presença de representantes de toda a cadeia do mercado de tintas e adesivos: profissionais das indústrias, fornecedores de insumos e áreas afins ao mercado de tintas (industriais, gráficas e de revestimentos), químicos para construção, adesivos, colas e selantes. “Entendemos que participar do Latincoat 2010 é uma excelente oportunidade para potencializar negócios de alta rentabilidade”, destaca Mário Richa de Sá Barreto, gerente de Químicos para Tintas, Adesivos e Borracha (GQTAB) da Petrobras Distribuidora, que busca estar sempre presente nos diversos eventos do setor, bem como apoiar ações que promovam o desenvolvimento do mercado. No espaço de 300 metros quadrados destinado à exposição, as empresas apresentaram seus últimos lançamentos em matérias-primas, máquinas e equipamentos de produção, de aplicação e de labo- Estande da BR no Latincoat: clientes e parceiros tiveram a oportunidade de conhecer o portfólio da empresa 31 PRODUTOS QUÍMICOS O evento possibilitou o intercâmbio de ideias e reforçou o relacionamento entre os principais agentes da cadeia produtiva de tintas do país ratório. A BR apresentou as inovações da Companhia na produção e comercialização de solventes verdes e alternativos, que possam substituir os aromáticos, como tolueno, xileno e AB9. Entre as novas tendências, a BR destacou a consolidação de produtos oxigenados em seu portfólio de solventes e o desenvolvimento da linha de blendas Solbrax Neo Mix. Na plenária “A indústria de tintas, mercado, tendências e desafios para os próximos anos”, o consultor científico da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), Jorge Fazenda, afirmou que, do ponto de vista tecnológico, em todos os segmentos de mercado, o Brasil está praticamente no mesmo patamar que os países desen- volvidos. “Quando se pinta uma plataforma marítima no Brasil, são praticamente as mesmas tintas utilizadas nos países desenvolvidos. O mesmo acontece com outros setores como o de latas para bebidas e o mercado automotivo. Porém, é importante continuarmos atentos às modificações para manter essa competitividade em termos de tintas e revestimentos”, ressalta. O consultor destacou também o crescimento do setor no Brasil. “É um mercado que cresce a taxas expressivas, pois em 10 anos aumentou 50% em volume, e este ano a estimativa é chegar a 10% de crescimento, mas pode evoluir ainda mais. Atualmente, por exemplo, temos indústrias de tintas no Brasil inteiro. Elas não estão mais concentradas apenas em São Paulo”, conclui. CONTATO BR Na plenária foram discutidas as tendências e desafios do setor nos próximos anos 32 Mario Richa de Sá Barreto [email protected] – (19) 3735-6742 PRODUTOS QUÍMICOS BR NO PÓDIO Considerada o melhor fornecedor de solventes hidrocarbônicos, a Petrobras Distribuidora recebe prêmio do Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo A excelência da BR no atendimento à indústria de tintas, um dos segmentos que tem apresentado um forte crescimento no país nos últimos anos, foi confirmada pelo mercado, que concedeu à Companhia alguns dos mais importantes prêmios do setor. Mostrando que pretende continuar “pintando o sete” nesse mercado, que movimenta anualmente em torno de US$ 3,5 bilhões, a Gerência de Químicos para Tintas, Adesivos e Borracha (GQTAB) reforçou sua estratégia e colheu para a Gerência de Produtos Químicos (GPQ) bons frutos na safra 2010. A BR, que depois de dois anos seguidos na segunda posição, havia conquistado em 2009, pela primeira vez, o prêmio de melhor fornecedor de solventes, concedido pelo Departamento de MatériasPrimas do Sindicato do Sitivesp, manteve-se no pódio, sagrandose bicampeã. “Essa premiação é muito importante por se tratar de um prêmio concedido pela entidade que congrega as indústrias localizadas no território paulista, o maior mercado do país”, destacou Mário Richa de Sá Barreto, titular da GQTAB. Ele destaca ainda o fato de a Companhia amealhar mais e mais prêmios nesse setor, encerrando mais um ano de sucesso nas vendas no mercado de tintas: con- quistou pelo sexto ano, o prêmio de melhor fornecedor da Paint & Pintura e ainda, pela quarta vez, sagrou-se a campeã no ranking do Sindicato das Indústrias de Tintas e de Óleos Vegetais do Rio de Janeiro (Sintirj). Foto Trama Criações (Sitivesp) e conquista título de hexacampeão no 14º Paint & Pintura UM ANO BOM São grandes as expectativas dos negócios da BR no mercado de tintas e adesivos, ou seja, as oportunidades são muitas, na opinião de Mário Richa de Sá Barreto, gerente da GQTAB. A despeito da crise que explodiu no final de 2008, impactando o ano passado, o mercado já apresentou sinais sensíveis de melhoras. “Após um começo de ano lento, fruto do processo de recuperação da indústria química, bastante afetada pela crise de 2008/09, os resultados alcançados no segundo semestre foram bastante expressivos. Com isso, conseguimos atingir a meta de vendas estabelecida para 2010”, adiantou. Ele frisa que a presença da equipe comercial e suporte técnico em todo o território nacional tem contribuído decisivamente para a consolidação da liderança da BR na distribuição de solventes hidrocarbônicos no Brasil. “Prova disso é que detemos quase 40% de market share e continuamos a conquistar inúmeros prêmios concedidos por clientes e entidades de classe do segmento de tintas”. Mário Richa de Sá Barreto “A consolidação da liderança da BR no segmento de distribuição de solventes é fruto de um trabalho em equipe, não apenas no âmbito da GQTAB, mas de todas as gerências comerciais e de suporte da Gerência de Produtos Químicos, como também das várias áreas corporativas da BR (operações, logística, financeira, tributária, comunicação, jurídica, etc)”, diz o gerente. “Outro ponto importante é o trabalho de pesquisa e desenvolvimento de produtos, que vem sendo feito em conjunto com a Gerência de Desenvolvimento de Soluções Químicas (GDSQ), e que deverão ser lançados em 2011”, adianta Mário Richa. Portanto, já nesse ano que se inicia a BR terá novidades para o mercado. CONTATO BR Mario Richa de Sá Barreto [email protected] – (19) 3735-6742 33 INOVAÇÃO As cores da tecnologia sustentável Principal distinção do setor de tintas, o Prêmio Abrafati-Petrobras de Ciência em Tintas, que vem incentivando a inovação e o desenvolvimento tecnológico, é uma iniciativa T rês pesquisadores foram premiados por seus estudos, que trazem importante contribuição para o desenvolvimento tecnológico e para a sustentabilidade, na 12ª edição do Prêmio Abrafati-Petrobras de Ciência em Tintas. O objetivo da premiação é incentivar a pesquisa sobre tintas e revestimentos orgânicos realizada por profissionais do setor, pesquisadores acadêmicos e estudantes de graduação e pós-graduação. “É um prêmio muito importante, que está alinhado à vocação da Petrobras de incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de soluções inovadoras”, destacou Mario Richa de Sá Barreto, responsável pela Gerência de Químicos para Tintas, Adesivos e Borrachas (GQTAB) da Petrobras Distribuidora. Ele participou da solenidade de entrega do prêmio, realizada no dia 8 de dezembro em São Paulo, ao lado de Antonio Carlos de Oliveira, presidente do Conselho Diretivo da Abrafati, e Dilson Ferreira, presidente executivo da entidade. O primeiro lugar coube a Marcos Fernandes de Oliveira, quí- 34 Foto Divulgação Abrafati consolidada e reconhecida pela comunidade científica Os premiados Marcos Fernandes de Oliveira, do Laboratório Automotivo da DuPont do Brasil, Roberta Gonçalves Tavares, do Laboratório de Microbiologia e dos Laboratórios de Aplicação de Tintas da Basf, e Maurício de Barros, engenheiro metalurgista do Centro Multiplicador de Tecnologia Gemológica (CMTG) mico do Laboratório Automotivo da DuPont do Brasil, autor do trabalho “Estudo da ecotoxidade do zinco e sua substituição pelo óxido de magnésio como inibidor de corrosão ecológico”. Roberta Gonçalves Tavares, gerente do Laboratório de Microbiologia e dos Laboratórios de Aplicação de Tintas da Basf, ficou em segundo lugar com o estudo “Avaliação do crescimento de fungos em pinturas com diferentes teores de resina”. Em terceiro ficou o engenheiro Foto Rogério Reis metalurgista Maurício de Barros, do Centro Multiplicador de Tecnologia Gemológica (CMTG), com o estudo intitulado “Solocores – tintas de solo”. O prêmio foi criado em 1986 pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). Promovido a cada dois anos, desde 2004 tem o patrocínio da Petrobras Distribuidora. Em 12 edições já contemplou mais de duas dezenas de especialistas ligados às principais universidades, centros de pesquisa e empresas da cadeia de tintas, em função de trabalhos de alto nível, que representam uma contribuição efetiva para o desenvolvimento tecnológico do setor e do Brasil. Valor agregado “Percebemos que a associação da marca ao prêmio valorizou a importância do evento, tornandoo mais atraente e concorrido, revertendo os dividendos comerciais e institucionais (reforço de marca) para a Companhia, não apenas perante a nossa parceira Abrafati, mas, especialmente, perante à comunidade científica-tecnológica, universitária e empresarial, incluindo fabricantes de tintas, fornecedores e usuários”, destacou Mário Richa. “Também é igualmente impor tante o fato de o copatrocínio, além de integrar a comissão julgadora dos trabalhos técnicos, permite à Comp anhia, em articulação com os autores, apoiar e dar sequência ao desenvolvimento técnico comercial dos trabalhos relevantes para o negócio da BR”, pontuou Mário Richa, acrescentando que a Gerência de Planejamento e Marketing e Co mercialização da Petrobras (AB/ Em 12 edições, o prêmio já contemplou mais de duas dezenas de especialistas ligados às principais universidades, centros de pesquisa e empresas da cadeia de tintas, em função de trabalhos de alto nível, que representam uma contribuição efetiva para o desenvolvimento tecnológico do setor e do Brasil 35 INoVAção MC/Ma/PMCe) também é parceira dessa iniciativa. de acordo com Mário richa, essa parceria é importante pelo fato de reforçar a percepção do mercado de que a Br é uma empresa que investe e estimula a pesquisa e desenvolvimento no setor de tintas. “as empresas do segmento identificam tanto a Petrobras quanto a Br como empresas inovadoras e que, ao longo do tempo, vem investindo no pilar inovação, tecnologia e qualidade como forma de diferenciação”, frisa o titular da gQtaB. “exemplos dessa postura é o desenvolvimento e lançamento da gasolina Podium, do lubrax sintético, e mais recentemente do diesel s10, além de uma gama de novos solventes (oxigenados, ecológicos e blends), como é o caso da linha de acetatos Verdes, linha solbrax eco e solbrax neo Mix, voltados para a indústria química”. Mário richa lembra ainda que quando a Br decidiu copatrocinar essa premiação de caráter tecnológico, a Companhia buscava justamente vincular esse foco no incentivo à pesquisa e desenvolvimento, à qualidade, à sustentabilidade, à inovação e ao pioneirismo às iniciativas e pilares do sistema Petrobras. “Passados seis anos, ao longo dos quais co-patrocinamos quatro edições deste importante prêmio, estou certo de que a decisão foi acertada e conseguimos atingir os objetivos propostos”, afirma o titular da gQtaB. “hoje, a marca Petrobras é percebida claramente pela indústria de tintas como o grande fornecedor (Petrobras) e distribuidor (Br) de solventes hidrocarbônicos no país. de uma empresa que disponibiliza produtos de alta qualidade, alinhados com as melhores práticas de sustentabilidade e preocupação com o meio ambiente, além da capacidade produtiva para atender à demanda do mercado e a preços competitivos”. COntatO Br mario richa de sá Barreto [email protected] – (19) 3735-6742 três estudOs inOVadOres 1º lugar – “estudo da ecotoxicidade do zinco e sua substituição pelo óxido de magnésio como inibidor de corrosão ecológico”, teve como objetivo investigar as propriedades anticorrosivas do óxido de magnésio (MgO), que não apresenta ecotoxicidade, e compará-las com o fosfato de zinco. Foram avaliados dois tipos de óxidos de magnésio, utilizados na preparação de três grupos de revestimentos, sendo dois sistemas alquídicos (um curado ao ar e outro reticulado com resina melamínica) e um com resina epóxi reticulada com poliamida. Os revestimentos foram aplicados diretamente em aço-carbono lixado e fosfatizado. Os testes realizados mostraram que o MgO apresenta um melhor comportamento inibidor em aplicações diretas sobre o aço-carbono. Os reves- 36 timentos preparados com fosfato de zinco resultaram nas menores taxas de corrosão, mas têm como contrapartida negativa, em alguns casos, a formação de sais e sabões que prejudicam a aderência. 2º lugar – “avaliação do crescimento de fungos em pinturas com diferentes teores de resina” é um estudo no qual foi possível avaliar o efeito da concentração volumétrica de pigmentos (PVC) das tintas látex acrílicas com e sem biocida. tintas com PVC 30%, 35% e 50% foram aplicadas nos blocos de concreto celular autoclavados pré-tratados com selador acrílico e massa acrílica, que foram expostos aos climas equatorial, tropical e temperado, respectivamente nas regiões norte, sudeste e sul do Brasil e expostos às faces norte e sul. a análise dos dados coletados mostrou que o PVC e a presença de biocida foram fatores menos relevantes do que as condições ambientais para a colonização fúngica e a alteração de cor, o que fornece elementos importantes para a aplicação e a formulação de tintas. 3º lugar – “solocores – tintas de solo” é uma análise da fabricação de tintas de solos, a partir das características e dos atributos técnico-minerais dos solos coloridos encontrados em diversas regiões, e que podem ser usados como suporte mineral para sete cores de tintas, mais a cor branca. uma das conclusões é a de que esses solos coloridos, com suas cores naturais, não devem ser vistos apenas como ingredientes redutores de custo de uma tinta, mas principalmente valorizados pelas suas propriedades físico-químicas e mineralógicas. EVENTo QuÍMiCa PerFeita Gerência de Produtos Químicos (GPQ) reafirma o valor do relacionamento com seus clientes na sétima edição da premiação que destaca empresas dos diversos segmentos nos quais a BR atua V Fotos alexandre muniz Cunha alorizar os parceiros comerciais da Petrobras distribuidora no mercado de químicos é o grande objetivo do Prêmio Cliente nota dez, que chega à sétima edição como uma importante ação de relacionamento e incentivo ao setor. realizado no dia 10 de dezembro, em Campinas (sP), uma das principais cidades do interior de são Paulo, a premiação reuniu 38 clientes das gerências de Química Fina e agronegócios (gQuiF), de Químicos para tintas, adesivos e Borracha (gQtaB), e de supply house (gesh) e Químicos para a indústria do Petróleo (gQPet), que atendem à indústria petrolífera. O Cliente nota dez, além de estreitar e fortalecer as relações comerciais, é um reconhecimento dos parceiros que vêm contribuin- do para o desenvolvimento do mercado e da economia do país. tanto que neste ano, quando foram avaliados cerca de 600 clientes, a gerência de Produtos Químicos incluiu uma nova categoria, a de Maior Crescimento de Vendas, na qual foram premiadas as empresas syngenta (do segmento de defensivos agrícolas) e Pirelli Pneus (borracha). Criado em 2004, esse programa de avaliação de clientes segue critérios preestabelecidos: os resultados alcançados anualmente pelos clientes, no seu relacionamento com a BR, são analisados no aspecto comercial, financeiro e ainda em termos de tempo de parceria. “É uma forma de reconhecermos os parceiros que têm contribuído para manter a liderança da BR em todos os segmentos em que atua, além de incentivarmos a evolução do mercado”, observou o gerente executivo de Produtos Químicos, Luis Marcelo Motta de Assumpção Freitas. “Essa premiação também tem um papel importante no sentido de contribuir para a melhoria contínua dos resultados gerenciais dos parceiros – tanto da BR como das empresas clientes”. Os gerentes de Química Fina e Agronegócios, Cassiano Vieira de Campos Filho, de Químicos para Tintas, Adesivos e Borracha, Mario Richa de Sá Barreto, de Supply House, Klaus Nolte, e de Químicos para a Indústria do Petróleo, Paulo Cesar Toledo Meirelles, entregaram os troféus aos homenageados de suas respectivas áreas durante um jantar que se encerrou com um musical da Companhia Broadway Brasil. Destaques 2010 Saiba um pouco mais sobre os parceiros distinguidos na 7ª edição do Cliente Nota Dez, de acordo com cada segmento e gerência responsável pelo atendimento: Química Fina & Agronegócios Categoria: Defensivos Agrícolas Milenia Agrociências S/A Suas origens reportam 40 anos de história no agronegócio, po- Luis Marcelo Motta de Assumpção Freitas, gerente executivo de Produtos Químicos, na abertura da cerimônia sicionando a companhia como a sexta maior do setor no país, com 6% de participação no mercado de defensivos agrícolas no Brasil. Integrada à companhia israelense Makhteshim Agan, presente em mais de 100 países e uma das líderes no setor de química fina, a Milenia representa hoje 18,74% dos negócios do grupo. Com unidades industriais em Taquari (RS) e Londrina (PR), oferece ao mercado uma das mais completas linhas de produtos, tendo como principal negócio os defensivos agrícolas voltados para a proteção das culturas da soja, milho, trigo, algodão, cana-de-açúcar, hortifruti, cítricos, café, arroz, feijão e reflorestamento. Categoria: Esmagamento de grãos Amaggi Exportação e Importação Ltda. A empresa é líder do Grupo André Maggi e comercializa, armazena, processa, transporta, exporta e fomenta a produção de soja no Brasil, além de importar e comercializar fertilizantes e produzir sementes de qualidade. Exportadora de soja (farelo e óleo) para os principais centros de comercialização de soja no mundo, dispõe de 40 unidades armazenadoras, capazes de estocar mais de 2,5 milhões de toneladas e três unidades de esmagamento – Cuiabá (MT), Lucas do Rio Ver- O GPQ, Luis Marcelo sendo entrevistado no início do evento 39 EVENTO de (MT) e Itacoatiara (AM) –, com capacidade para processar 6,6 mil toneladas/dia de soja. A BR assegura a qualidade e o fornecimento de hexano (grau alimentício), utilizado no esmagamento da soja para produção de óleo e farelo. Da esquerda para a direita: Luis Marcelo Motta, titular da GPQ, Paulo Meirelles, gerente da GQPET, Douglas Rocha Mote, gerente setorial da unidade de serviço de apoio do E&P da Petrobras, Fabrício Alves Lemos Marcenes, gerente de contratos e Klaus Nolte, gerente de Supply House Da esquerda para a direita: Os assessores comerciais da GQUIF Luiz Fernando Cerqueira e Vanessa Cazzotti com os clientes da Syngenta Miguel Souza, José Roberto Nucci e Dario Arroyo ao lado do titular da GQUIF, Cassiano Vieira 40 Categoria: Formulador Bora Química Com forte presença nos diversos segmentos econômicos do país, a Bora Química atua na distribuição dos principais insumos e produtos químicos, nacionais e importados, para os mais distintos mercados, graças a uma estrutura logística eficiente, agilidade e capacidade de atendimento nos sete dias da semana. Destaca-se na parceria com a BR na aquisição de enxofre (sólido e líquido), para industrialização e distribuição do produto no mercado brasileiro, tendo demonstrado sua capacidade logística em operações exemplares, como a compra e retirada, em apenas 15 dias, de 7 mil toneladas de enxofre nas diversas refinarias da Petrobras no país. A expectativa é que essa parceria se estenda também a outros produtos da BR, entre os quais a ureia. Categoria: Maior crescimento de vendas Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. (defensivos agrícolas) Uma das líderes mundiais na área do agronegócio, ocupa o primeiro lugar no ranking de defensivos agrícolas e terceiro no mercado de sementes de alto valor agregado no Brasil, tendo entre suas principais marcas o óleo mineral Nimbus e o fungicida PrioriXtra. Com vendas mundiais em 2009 acima de US$ 11,0 bilhões, emprega mais de 20 mil pessoas em 90 países. Posiciona-se como um dos maiores clientes da BR no segmento de defensivos agrícolas, dentro de uma parceria comercial marcante no processo de logística integrada, suprimento e controle de estoque de óleo mineral – matéria-prima básica para produção do Nimbus. Químicos para Tintas, Adesivos e Borrachas Categoria: Tintas e vernizes Akzo Nobel (Tintas Coral) Empresa do grupo holandês Akzo Nobel, é a maior companhia global de tintas e revestimentos e um dos principais produtores de especialidades químicas. Está presente no Brasil desde 1974, a partir da aquisição da Tintas Wanda, tendo incorporado posteriormente, em 1987, também a Tintas Ypiranga. Em agosto de 2007 adquiriu os ativos globais da Inglesa ICI, que detinha a marca Tintas Coral no Brasil. Dessa forma, tem um relacionamento de mais de 30 anos com a BR, que fornece aguarrás para todas as unidades industriais da Akzo no Brasil. Categoria: Sabões e detergentes (domissanitários) Unilever Brasil Industrial Ltda. Uma das fornecedoras líderes de produtos de bens de consumo no mundo, a Unilever Brasil atua em três nichos de negócios: alimentos, higiene e beleza. Estabeleceu a parceria com a BR há quase 30 anos, com o início das atividades da unidade fabril de Indaiatuba (SP), em 1982, para a qual fornece enxofre líquido, necessário na produção de sabões e detergentes. A Unilever segue as diretrizes mundiais no cuidado com o meio ambiente, que incentivam a redução da poluição e a promoção da eficiência ecológica, por meio do fornecimento responsável em toda a cadeia de suprimentos, incluindo fornecedores e prestadores de serviços. Categoria: Adesivos Killing S/A Tintas e Adesivos Maior fabricante de adesivos para a indústria calçadista da América Latina, além de atuar em outros mercados, como o de colchões e moveleiro, e uma das grandes fabricantes de tintas no Brasil, a Killing foi As apresentadoras do evento Fernanda Ribeiro e Hevila Arbex fundada em 1962, em Novo Hamburgo (RS). A empresa gaúcha possui uma linha com mais de 3.500 itens de adesivos, texturas, massas, tintas, vernizes, solventes, aditivos e itens complementares, produzidos na matriz e nas fábricas em Pacatuba (CE) e Simões Filho (BA). Tem mais de duas décadas de relacionamento com a BR, da qual é parceira no lançamento de diversos produtos da companhia na Região Sul. Categoria: Borrachas Borrachas Vipal S/A Empresa do Grupo Vipal, com participação na Duroline (que produz lonas para freio), recentemente entrou pra o mercado de pneus após fechar uma parceria com a Fate, maior fabricante argentina. Com unidades de produção em Nova Prata (RS), Feira de Santana (BA) e Cabo de Santo Agostinho (PE), é uma das mais antigas clientes da BR, com a qual se relaciona desde a fundação da Vipal, há 35 anos, quando foi celebrado o primeiro contrato de fornecimento de produtos. “Trata-se de uma relação sólida e duradoura, que em muito contribui para o sucesso da nossa empresa. Esta é sexta vez que recebemos o prêmio Cliente Nota Dez, o que nos enche de orgulho. Somos um Cliente Nota Dez graças a um fornecedor Nota Dez. Obrigado!”, foi a resposta da empresa, ao saber da premiação. Categoria: Maior crescimento de vendas Pirelli Pneus (borrachas) Com 137 anos de tradição, a Pirelli é uma multinacional italiana consagrada na indústria de pneus, tendo no Brasil sete das 23 unidades industriais distribuídas em 12 países e atividades comerciais em 41 EVENTO mais de 160 países dos cinco continentes empregando mais de 27 mil pessoas no mundo, das quais 9 mil no Brasil. Na América Latina, possui sete unidades produtivas, cinco delas no Brasil, onde a empresa tem um dos seus Centros de Pesquisa e Desenvolvimento (Santo André, SP). O relacionamento comercial com a BR, iniciado em 1988, tem se intensificado na área de químicos, a partir do desenvolvimento e fornecimento da cera antiozonante (Parabrax Ozone) e, mais recentemente, no atendimento de 100% de suas necessidades de extrato aromático (NPA), com média mensal de 700 toneladas. Dentro dessa parceria também está sendo implementada a aprovação técnica do Fluibrax Euro 40, novo produto da carteira da BR que atende à legislação europeia para a produção de pneus cada vez mais ecologicamente corretos. Indústria do Petróleo Da esquerda para a direita: o assessor comercial Hugo dos Santos Junior e o apoio de vendas da GQTAB, Telma Aparecida com o cliente da Pirelli Pneus Rodrigo Salomão e o GQTAB, Mario Richa CLIENTE Hors-concours: Petrobras Com as descobertas e o início da produção de óleo e gás na região do pré-sal, principalmente na Bacia de Santos, a Petrobras começa uma nova era. As descobertas feitas até agora elevarão a empresa, ao longo dos próximos anos, a um novo patamar de reservas e também de produtividade, consolidando ainda mais suas posições como uma das quatro maiores companhias abertas de petróleo do mundo. Assegurando o combustível para o desenvolvimento sustentável do país, essas descobertas vão garantir a manutenção da autossuficiência petrolífera; gerar novos empregos diretos e indiretos; fortalecer o mercado interno e a economia brasileira; expandir os recursos para educação, cultura, inovação e pesquisa tecnológica e de meio ambiente. “A Petrobras Distribuidora, por meio de suas gerências de Supply House (GESH) e de Químicos para a Indústria do Petróleo (GQPET), busca garantir todos os produtos e serviços necessários à Petrobras, de forma a contribuir para o êxito de suas operações”, destacou o gerente executivo de Produtos Químicos, Luis Marcelo Motta de Assumpção Freitas. Ao lado dos titulares da GESH, Klaus Nolte, e GQPET, Paulo Meirelles, o executivo entregou o prêmio aos representantes da Petrobras, Douglas Rocha Mote, gerente setorial da Unidade de Serviço de Apoio do E&P, da Diretoria de Serviços, e Fabrício Alves Lemos Marsenes, gerente de Contratos. LUIS MARCELO FREITAS é o titular da Gerência de Produtos Químicos, cujo objetivo é distribuir e comercializar produtos químicos, insumos e serviços para a indústria química, petroquímica e de petróleo. A gerência está apta a desenvolver, fabricar ou buscar fontes alternativas de suprimento, quando isto se mostrar necessário. A GPQ tem como compromisso observar os melhores prazos de atendimento e especificações para os clientes, com níveis adequados de rentabilidade. ([email protected]) 42 AVIAÇÃO Cruzex V Foto Johnson Barros BR, a Força aliada 43 AVIAção BR Aviation abastece quase 100 aeronaves das forças aéreas de seis países no maior exercício de guerra aérea simulada na América Latina O ambiente real é de paz, mas prevaleceu um clima típico de guerra nos 23 dias da Operação Cruzeiro do sul (Cruzex), treinamento militar realizado a cada dois anos sob o comando da Força aérea Brasileira (FaB), com a participação de caças e militares de países convidados. realizada entre 28 de outubro e 19 de novembro de 2010, a V Cruzex contou com a participação de 92 aeronaves de 44 combate e mais de 3 mil militares das Forças armadas do Brasil, argentina, Chile, uruguai, França e estados unidos (que até então participava como observador), além de observadores da Bolívia, equador, Canadá, reino unido, Colômbia e Paraguai. a Petrobras distribuidora foi a grande força aliada do maior exercício de combate aéreo combinado da américa do sul. assegurou o abastecimento das aeronaves, entre as quais os caças rafale, da França, e os caças norte-americanos F-16, utilizados pelas forças aéreas de diversos países do mundo. seguindo a célebre frase do Comando da aeronáutica: “não perguntem se somos capazes, nos deem a missão”, a equipe da Br aviation cumpriu sua missão com mais de 110 abastecimentos e um volume de cerca de 300 mil litros diários sem nenhum incidente. “um grande desafio foi deslo- Foto elder delgado carmos equipamentos e equipes de várias partes do país com um cronograma seguido à risca para o sucesso da operação”, afirma o titular da gerência de Operações e Padrões de aviação, arthur rocco. “Como a V Cruzex dobrou o volume de abastecimento de alguns aeroportos envolvidos, também adquirimos com antecedência um reforço de equipamentos, alguns importados, para garantia do pleno desempenho da Br aviation na operação”, complementa. O combustível da Br aviation garantiu nada menos que quase 950 decolagens e aproximadamente 1.200 horas de voo dos aviões que participaram da V Cruzex, que teve como palco, mais uma vez, o nordeste brasileiro. as cidades de natal (rn), Fortaleza (Ce), recife (Pe), João Pessoa (PB), salvador (Ba), Patos (PB), Mossoró (rn) e Campina grande (PB) receberam as aeronaves, subordinadas por um só sistema de comunicação e controle que mostrou a capacidade brasileira de realizar grandes manobras militares. a logística de suprimento de querosene da aviação em quantidades bem acima das consumidas nos aeroportos envolvidos também foi um desafio à parte. “tivemos muita atenção com as alterações logísticas que a operação demandou e, nesse sen- 45 Foto Silva Lopes AVIAÇÃO Sob o comando da Aeronáutica, guerra simulada nos céus do sertão brasileiro reuniu aviões militares de vários países, entre os quais EUA e França a equipe da BR Aviation cumpriu sua missão com mais de 110 abastecimentos e um volume de cerca de 300 mil litros diários, sem nenhum incidente tido, o alinhamento com a área de operações da BR foi essencial para o sucesso obtido”, atesta o titular da Gerência do Aeroporto de Recife, Roberto de Oliveira, coordenador geral da operação pela BR Aviation. Guerra no sertão O conflito simulado nos céus do sertão, envolveu caças e helicópteros em missões bélicas complexas como o Combat-SAR 46 (significa a busca, o resgate e o salvamento de equipagens de aeronaves abatidas, ou de militares combatentes, que se encontrem isolados em território inimigo) e o combate aéreo além do alcance visual. Graças ao sistema integrado de defesa e controle do espaço aéreo, o exercício não provocou atrasos para a aviação comercial. Coordenado pelo Comando-Geral de Operações Aéreas (Comgar), a Cruzex envolveu as bases aéreas de três capitais nordestinas – Natal (BANT), Fortaleza (BAFZ) e Recife (BARF) –, além de três municípios da região – Quixadá (CE) e Mossoró e Maxaranguape (ambos no RN). O objetivo desse simulado é reforçar a interação e treinar as forças aéreas envolvidas no planejamento de operações combinadas com países aliados, nos mesmos moldes utilizados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em conflitos internacionais. A Base Aérea de Natal já sediou o exercício Cruzex em 2004 e 2008. A guerra aérea simulada aconteceu a partir de um conflito fictício decorrente da invasão do “país Fotos arquivo Br amarelo” pelas tropas do “país Vermelho” e a posterior intervenção de uma coalizão liderada pelo “país azul”. no mapa real, as cidades de natal (rn), recife (Pe) e Campina grande (PB) concentraram a maior parte das aeronaves envolvidas, enquanto as forças hostis operavam a partir da Base aérea de Fortaleza. em natal, das 66 aeronaves envolvidas no exercício, 31 eram de forças aéreas estrangeiras. na história fictícia, a força de coalizão assegurou a superioridade aérea e as aeronaves apoiaram a invasão terrestre simulada. Com a operação “Yellow Free”, as tropas vermelhas recuaram. abastecimento C17 Globe master para transporte de tropas da Us air ForCe desFile de aerOnaVes argentina (Faa): - a-4ar - KC-130 Brasil (FaB): - a-29 super tucano - aMx a-1 - r-99 a aeW - Mirage-2000 - F-5Br estadOs unidOs (usaF): - F-16C/d - KC-135r abastecimento do helicóptero HUH utilizado para serviços de salvamento e buscas Chile (FaCh): - F-16 C Block 50M - F-16 d Block 52+ - KC-135e França (arMeÉ de l’air): - dassault rafale - Mirage 2000-5F - KC-135Fr COntatOs Br arthur rocco [email protected] – (21) 3876-4492 roberto de oliveira [email protected] – (81) 3322-4630 Verdadeira força aliada, a Petrobras distribuidora garantiu o abastecimento das 92 aeronaves que participaram do Cruzex V, realizaram 950 decolagens e somaram mais de 1.200 horas de voo 47 AVIAÇÃO Maior exportadora de Guarulhos Vendas de combustíveis para aviação no aeropor to de Cumbica asseguram à Petrobras Distribuidora a posição de liderança em ranking com empresas do setor É no maior aeroporto do país que os negócios da BR Aviation vêm alçando voos cada vez mais longos e bem-sucedidos, assegurando à Petrobras Distribuidora o título inédito de maior exportadora de Guarulhos, município da Grande São Paulo. a cidade de O resultado da quarta edição dessa premiação foi anunciado em solenidade realizada no dia 30 de novembro, em Guarulhos, com a presença de mais de 500 empresários e autoridades municipais e estaduais. O evento faz parte de uma série de atividades Guarulhos abriga um dos principais polos industriais do país e cresce continuamente nas áreas de transportes e logística, com o comércio exterior que se desenvolve a partir do Aeroporto de Cumbica A BR, que aparece pela primeira vez no ranking anual “Quem é quem na economia de Guarulhos”, elaborado pelo Diário de Guarulhos, assumiu a liderança na categoria exportadora, respaldada principalmente no volume de combustíveis de aviação que a BR Aviation comercializou para as companhias aéreas estrangeiras que abasteceram no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos – Governador André Franco Montoro. 48 comemorativas dos 450 anos da cidade. O ranking valoriza e reconhece o esforço, o talento e a dedicação das empresas que colaboram para que Guarulhos – com mais de 1,2 milhão de habitantes – tenha hoje o segundo maior PIB do estado e o nono do Brasil. A cidade abriga um dos principais polos industriais do país, e cresce continuamente nas áreas de transportes e logística, com o comércio exterior que se desenvolve a partir do Aeroporto de Cumbica. Foram entregues prêmios para as cinco empresas que registraram os melhores resultados nos quesitos de Faturamento Líquido, Rentabilidade, Capital Nacional, Indústria, Comércio, Serviços, Entidades Beneficentes e Exportadoras, além das 10 que se destacaram por sua Excelência Financeira no ano de 2009. A consultoria Austin Asis respondeu pela avaliação de nove categorias da premiação. E o Núcleo de Excelência Operacional (Nexo) da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp Guarulhos) avaliou as empresas que se destacaram em Excelência Operacional. Nessa edição, seis empresas foram laureadas por suas práticas de gestão, relacionamento com empregados e com a comunidade e por programas de qualidade, além de critérios financeiros. Combustível garantido “O anuário já se tornou uma referência para quem busca oportunidades de negócios em Guarulhos. É uma ferramenta muito importante para a divulgação da economia da cidade, pois forma uma base de dados para investidores que podem fomentar novos mercados”, destaca Rogério Moreira de Sousa Leite, titular da Gerência de Aeroporto de CÉu de BrigadeirO (que cedeu área para o aeroporto) e a 25 quilômetros do centro da maior metrópole do país. O complexo aeroportuário mais movimentado do Brasil é também o principal hub da américa do sul (ou seja, aeroporto utilizado por uma companhia aérea como ponto de conexão para transferência de passageiros para o destino pretendido). É ainda o segundo maior da américa latina em voos internacionais, atrás apenas do aeroporto internacional de san Juan, em Porto rico, e o maior no transporte de carga. hoje Cumbica ocupa a 36ª posição entre os mais movimentados do mundo. Fotos acervo infraero O aeroporto conhecido popularmente como Cumbica (que, ironicamente, em tupi-guarani, significa “nuvem baixa” ou “neblina”), foi inaugurado em 1985, depois de cinco anos de obras e mais de 10 de polêmicas. localizado na cidade de guarulhos, no distrito de Cumbica, está próximo à Base aérea de são Paulo 49 AVIAÇÃO As operações da BR Aviation no Aeroporto de Cumbicas, em Guarulhos, atendendo a companhias aéreas nacionais e estrangeiras reforçam a economia local São Paulo (Gasp), da Petrobras Distribuidora. “Guarulhos é uma cidade industrial, com uma economia forte e que vem gerando novos empregos”, agrega o gerente, destacando que a venda de produtos de aviação foi decisiva para a conquista dessa liderança. “É que o abastecimento de aeronaves estrangeiras é caracterizado como produto exportado, entregue internamente”, explica. Os números do movimento de aeronaves, passageiros e cargas no aeroporto paulista dão uma ideia da dimensão desse consumo: de janeiro a outubro Cumbica recebeu mais de 206 mil aeronaves, mais de 22 milhões de passageiros (quase 22% do total registrado nos aeroportos do país) e 302 mil toneladas de carga (ficando Viracopos, em Campinas, com o segundo maior movimento de carga com quase 196 mil toneladas). “Guarulhos se desenvolveu muito desde a inauguração do aeroporto, em 1985, ampliando os horizontes da cidade. O aeroporto e seus voos internacionais deram um upgrade no perfil econômico da cidade”, diz o titular da Gasp. “Respondemos pela grande parte do volume de combustível exportado: temos um market share estimado de 55% dentro do aeroporto, incluindo voos nacionais e internacionais”, comemora o gerente. “Nosso maior cliente estrangeiro é a American Airlines, considerada a maior companhia aérea do mundo e que é atendida com exclusividade pela BR Aviation”, conta Rogério Moreira de Sousa Leite. “Mas o grande mérito é de toda a Gerência de Produtos de Aviação (GPA), responsável pela conquista dos contratos com as grandes companhias aéreas”. Como se já não bastasse ser o maior aeroporto do país, a partir do primeiro semestre de 2011, Guarulhos passará por grandes obras que vão desde a adequação de pistas até a construção de um novo terminal de passageiros. “A BR Aviation também participará deste esforço de modernização do aeroporto, atuando na ampliação do sistema interno de distribuição de querosene de aviação de modo coordenado com os investimentos gerenciados pela Infraero”, comenta Arthur Rocco, titular da Gerência de Operações e Padrões de Aviação (Gopa), responsável pelos investimentos da BR Aviation. CONTATOS BR Arthur Rocco [email protected] – (21) 3876-4492 Rogério Moreira de Sousa Leite [email protected] – (11) 2445-5915 FRANCELINO DA SILVA PAES é o titular da Gerência de Produtos de Aviação (GPA), cuja missão é distribuir produtos de aviação Petrobras, atuando nos serviços de abastecimento de aeronaves e atividades correlatas. A unidade tem como objetivo garantir a satisfação dos consumidores, com competitividade, rentabilidade e responsabilidade social. ([email protected]) 50 CULTURA Festival de espetáculos Segunda edição da maior seleção pública de peças teatrais, contemplada pela Petrobras Distribuidora, Foto Arquivo BR vai distribuir R$ 12 milhões em patrocínios para levaro teatro aos quatro cantos do país O espetáculo “Sassaricando” foi uma das obras que o Programa Petrobras Distribuidora de Cultura selecionou nessa segunda edição 51 CULTURA M Assim como na primeira edição, o programa conta com a parceria do Ministério da Cultura (MinC). Após a triagem administrativa e a análise da comissão de seleção, será feita a análise técnica referente aos quesitos da Lei Rouanet – lei federal que institui políticas públicas para a cultura nacional. Só serão encaminhados para avaliação final do Conselho Petrobras Distribuidora de Cultura aqueles que tiverem a aprovação do MinC. A edição anterior dessa ação possibilitou a circulação de nada menos que 43 espetáculos teatrais durante o biênio 2009/2010. Até o final de 2010, foram realizadas apresentações em todos os estados do país, atingindo público superior a 100 mil pessoas em mais de 500 apresentações, em cerca de 85 diferentes municípios brasileiros. Iniciativa reconhecida Aplaudido de pé pelo público e por todo o setor artístico, o programa representa um importante apoio a produtoras, diretores e atores já consagrados assim como a outros, ainda pouco conhecidos do grande público. Cria a oportunidade de assistir a peças estreladas por grandes artistas – como Marieta Severo, Andréa Beltrão, Thiago Lacerda, Fernanda Paes Leme, Marcelo Faria, Caio Blat, Guilherme Leme, Guilhermina Guinle, Marcelo Serrado e os humoristas Fernando Caruso e Marcelo Adnet, entre outros, a preços populares. Foto Arquivo BR aior seleção pública específica para circulação de peças teatrais no país, o Programa Petrobras Distribuidora de Cultura abriu, no início de novembro, as inscrições para sua segunda edição. Com R$ 12 milhões previstos para o biênio 2011/2012, a BR posiciona-se como uma grande incentivadora do teatro brasileiro, democratizando o acesso a peças por todo o país. O foco é a circulação de espetáculos teatrais, a preços populares, em diferentes cidades, facilitando o acesso do público e seduzindo novas plateias. A novidade deste ano é a inclusão de espetáculos para o público infantojuvenil, que terão um orçamento de R$ 2 milhões. Também foi estipulado que o preço máximo do ingresso será R$ 20. Sempre atual, e com inúmeras versões, também está entre as peças patrocinadas pelo programa a inesquecível “Dona Flor e seus Dois Maridos” 52 Foto João Caldas “O grande objetivo do programa é promover o teatro fora do eixo Rio-São Paulo e levá-lo a um número cada vez maior de espectadores, que não têm acesso a esse tipo de espetáculo” afirma Alena Aló de Santana Cabral, gerente de Patrocínio e Eventos Corporativos da Petrobras Distribuidora. “O resultado foi muito positivo para a BR, para a classe artística envolvida, mas principalmente para os espectadores de todo Brasil, que tiveram a oportunidade ímpar de assistir a espetáculos de qualidade em suas próprias cidades. Para a empresa é importante fazer o relacionamento em diversas praças”. Os resultados da seleção deverão ser divulgados em maio de 2011, o que significa que mais espetáculos vêm por aí. Nos palcos do Brasil Na primeira seleção pública do Programa BR de Cultura foram contempladas peças que se consagraram sucesso de crítica e de público como “As Centenárias” e “O Púcaro Búlgaro”, ambas de Aderbal Freire Filho, “Mordendo os Lábios”, de Hamilton Vaz Pereira, “Clandestinos”, de João Falcão – transformado em minissérie da TV Globo –, os musicais “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, de Pedro Vasconcelos, e “Tom e Vinicius”, de Daniel Herz, contando a história de amizade entre os compositores Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Também entraram na seleção a peça “O Estrangeiro”, adaptado da obra de Albert Camus e que marcou a estreia na direção de Vera Holtz, e o espetáculo teatral de improvisação “Z.É – Zenas Emprovisadas”, de Fernando Caruso. Outro destaque foi o musical “Ariano”, de Gustavo Paso, que O ator Thiago Lacerda, na nova versão de “Calígula”, patrocinada pela BR 53 Foto arquivo Br culTuRA presta homenagem ao poeta ariano suassuna e que contou com apresentações gratuitas no teatro alterosa, em Belo horizonte. O espetáculo reúne alguns dos personagens de maior destaque na obra de suassuna como João grilo e Chicó do “auto da Compadecida”, Clarabela, simão e nevinha, de “a Farsa da Boa Preguiça”, Caroba, de “O santo e a Porca”, além de Quaderna, Margarida e a Onça Caetana, personagens do “romance d’a Pedra do reino”. Os espetáculos rodaram o Brasil, percorrendo todas as capitais de norte a sul do país e cidades do interior, como santarém (Pa), Feira de santana, ilhéus, Canudos, itabuna e Vitória da Conquista (Ba), Juiz de Fora, Montes Claros, uberaba, uberlândia e ipatinga (Mg), anápolis (gO), Porto união, Jaraguá do sul e itajaí (sC). Alena Aló de Santana Cabral [email protected] – (21) 3876-4419 improvisação também é cultura, como mostrou o espetáculo “Z.é – Zenas emprovisadas”, de Fernando Caruso interCâMBiO Cultural O objetivo do Programa Petrobras distribuidora de Cultura é levar teatro de qualidade a diferentes cidades do país, por isso contempla também o Festival do teatro Brasileiro (FtB) na categoria projeto convidado. Criado em 1999, o festival tem como um dos seus objetivos divulgar a produção teatral brasileira no país e proporcionar o intercâmbio cultural entre os estados. a cada etapa, um estado tem a chance de conhecer o produto cultural de outro. em 2008 e 2009, com a realização da Cena Baiana 54 em recife e da Cena Pernambucana em sergipe e Bahia, o projeto contou com o patrocínio da Petrobras distribuidora, assim como em 2010, quando o FtB – Cena Cearense levou para Minas gerais (Belo horizonte) e espírito santo (Vitória), e mais dois municípios em cada estado, um painel da produção cênica do estado do Ceará. a possibilidade de mostrar um painel representativo de um estado para o público de outro é uma das singularidades do FtB, que se preocupa também em formar plateias e melhorar o acesso do público ao teatro, sem distinção de classe social. um dos principais compromissos do FtB é democratizar o acesso a bens culturais, a partir de apresentações em teatros, praças e feiras. e isso é realizado tanto de forma gratuita quanto com apresentações exclusivas para alunos da rede pública. a próxima edição do FtB será a Cena Mineira, a ser apresentada em Porto alegre, Curitiba e Campinas, com previsão de realização a partir de abril de 2011. CORPORATIVO MAIS além das FRONTEIRAS Termo de cooperação firmado entre a BR e a Petrobras formaliza uma parceria de quase uma década, que internacionalizou o portfólio de produtos e ser viços da Companhia voltados Fotos Márcio Rodrigues para a rede de postos de ser viços, lojas de conveniência e mercado consumidor O presidente da BR, José Lima de Andrade Neto, e o diretor da Área Internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada firmaram o acordo que reforça a sinergia entre as duas companhias N a rota da internacionalização, a BR deu mais um importante passo para con solidar-se no exterior, no qual há quase uma década a Petrobras vem atuando no mercado de distribuição de combustíveis na América Latina, respaldada na expertise consolidada pela subsidiária. A parceria bem-sucedida agora foi formalizada, com a assina- tura de um termo de cooperação entre as duas companhias, no dia 21 de dezembro, no Rio de Janeiro. O objetivo do acordo, firmado pelo presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, e pelo diretor da Área Internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada, é ampliar o intercâmbio de informações técnicas e recursos humanos, alinhar políticas de atuação por segmento de negócio e definir projetos comuns. O diretor da Rede de Postos de Serviços da BR, Luiz Claudio Sanches, também participou da solenidade. “Para termos ganhos de qualidade não podemos abrir mão da experiência da BR no mercado competitivo. É uma relação de mão dupla, e formalizamos hoje as bases que poderão nos levar 55 CORPORATIVO Da esquerda para a direita, executivos se reúnem na assinatura do acordo: o assistente Renato Oliveira, o diretor Luiz Claudio Sanches, o presidente da Petrobras Distribuidora José Lima de Andrade Neto, o diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada, o gerente Régis Marcelo Sawitzki e o gerente executivo Carlos Alberto Pereira de Oliveira à liderança na América do Sul”, destacou Jorge Zelada. “Intensificaremos uma cooperação que vem possibilitando a troca de experiências entre o mercado nacional e o internacional e abrindo espaço para novos negócios, tanto no Brasil como no exterior”, complementou Lima. O acordo proposto representa o amadurecimento do tema Distribuição no Sistema Petrobras e será evidenciado na primeira edição do Anuário de Distribuição do Sistema Petrobras 2010, cobrindo todos os negócios: postos de serviços e lojas de conveniência, lubrificantes, aviação, segmento marítimo, vendas à indústria, distribuição de GLP, entre outros. Presença latina Iniciada em 2000, a internacionalização da Petrobras, principalmente na América Latina, vem sendo acelerada pelas unidades 56 de negócio da companhia nos diversos segmentos de atuação. Hoje, a Rede de Postos da Petrobras já soma mais de 800 unidades em cinco países: Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai. Em 2010, foram comercializados em torno de 100 mil barris de petróleo em derivados nesses locais, onde a Companhia tem 130 lojas de conveniência Spacio 1 em operação, três plantas próprias de lubrificantes (na Argentina, no Chile e na Colômbia), além de atuar em 15 aeroportos. Lubrax A cooperação entre a BR e a Petrobras vem se intensificando nos últimos anos, de acordo com o gerente executivo de Suporte Técnico Internacional, Carlos Alberto de Oliveira. “Este trabalho conjunto aconteceu em várias frentes, contribuindo para o crescimento da distribuição no exterior”, afirmou, lembrando que, mais recentemente, as duas parceiras concluíram o projeto de revitalização da marca Lubrax, que começou a ser aplicada em rótulos, frascos e embalagens no exterior, em novembro de 2010. De acordo com o diretor Luiz Claudio Sanches, essa cooperação tem se dado tanto por meio do intercâmbio de pessoas e de tecnologia, como também na inspeção e validação das plantas de lubrificantes nos países latinos. A Petrobras Distribuidora contribui também, entre outras ações, na capacitação de pessoal para atuar nas estações de serviços e nos aeroportos. “O Termo de Cooperação representa o coroamento de uma aliança estratégica bem-sucedida e que tende a se tornar ainda mais forte com os seus desdobramentos em projetos e atividades conjuntas”, avalia o executivo. MARKETING DE RELACIONAMENTO PARCEIROS NA POLE POSITION Grande Prêmio Petrobras do Brasil de Fórmula 1 reforça relações comerciais nas arquibancadas Fotos Maurício Piffer temáticas da Petrobras Distribuidora, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo Representantes do setor elétrico confraternizam o encontro no GP de Fórmula 1 com o diretor de Mercado Consumidor, Andurte de Barros Duarte Filho, o gerente Regional de Consumidor do Norte, Marco Antonio Villela e com o gerente executivo de Grandes Consumidores, Antonio Carlos Alves Caldeira (respectivamente ao fundo, da direita para a esquerda) A Petrobras Distribuidora recebeu parceiros e clientes nas arquibancadas temáticas Pit Stop e Speed Lounge, espaços Vips criados especialmente para o Grande Prêmio Brasil Petrobras de Fórmula 1, no Autódromo de Interlagos. Dessa forma, a prova, assistida por mais de 72 mil pessoas, teve uma torcida que vestiu a camisa do Brasil e vibrou com o desempenho da Petrobras, que adquiriu os direitos de nomear a etapa brasileira da Fórmula 1. Todos ficaram emocionados com as homenagens prestadas ao bicampeão mundial Emerson Fittipaldi, no quadragésimo aniversário da primeira vitória brasileira na categoria. Além de receber uma placa comemorativa, colocada na reta de chegada de In terlagos, o piloto deu uma volta na pis- ta com a Lotus 72D, o lendário carro preto da equipe Lotus John Player Special, com a qual conquistou o primeiro título, em 1972. Valorização dA parceRIA “O evento segue a linha de buscar uma aproximação maior com nossos parceiros comerciais para fortalecer essa relação”, destacou o presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, enfatizando a importância de ações como a do GP Brasil para incentivar os negócios e o relacionamento comercial. O diretor Andurte de Barros Duarte Filho observou que as ações de relacionamento realizadas em espaços como o Autódromo de Interlagos, além de valorizar clientes e parceiros, contribuem para a troca de experiências e propiciam uma visão mais ampla dos negócios da Companhia. “Temos clientes de distintos seto res da economia reunidos em um mesmo local, conversando sobre seus negócios e conhecendo um pouco mais a amplitude da atuação da DMCO, que atende da agroindústria à mineração, da aviação às forças armadas, do setor de tintas ao segmento offshore de petróleo”, pontuou o executivo. “Essa proximidade com os clientes e parceiros, proporcionada pelas ações de relacionamento, além de nos dar um feedback sobre o nosso atendimento, abre espaço para novos negócios”, complementou o titular da DMCO. O diretor da Rede de Postos de Serviço (DRPS), Luiz Cláu- 57 MARKETING DE RELACIONAMENTO dio Caseira Sanches, e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli também assistiram à prova, além de principais executivos das áreas comerciais da BR. Oportunidade única “Excelente organização e contato direto com diretores e gerentes da BR e representantes de outras empresas”. Estes foram os aspectos destacados por Roner C. Chieppe, supervisor do Grupo Águia Branca, cliente da GGC que atua nos segmentos de transporte rodoviário de passageiros, fretamento (ambos pela Viação Águia Branca) e transporte aéreo (Trip), e consome mensalmente mais de 9 milhões de litros de diesel e gasolina. “A BR mantém uma parceria ética, saudável, e a tendência é que se perpetue”. Concorda com ele Heinz W. Kumm Jr., diretor executivo das viações 1001, Macaense e Catarinense, do Grupo JCA, outro parceiro da GGC do setor de transporte rodoviário. “Em eventos como esse você tem a oportunidade de conhecer melhor a diretoria da BR e os gerentes de distintas áreas, rever parceiros e fazer um excelente networking. Uma oportunidade muito positiva”, afirma o executivo do Grupo JCA, para o qual a BR fornece anualmente 40 milhões de litros de diesel, além de lubrificantes. Relação fortalecida “É muito interessante sair do ambiente formal de negócios, conhecer outras pessoas”, afirma Edmilson Narciso Flores, diretor corporativo da Unimetal, empresa do grupo Universal que atua nas áreas de siderurgia, fundição e cimento. O grupo tem um grande consumo de CVP (coque verde de 58 O gerente da GMCS (na ponta esquerda), Marcelo Bragança, o titular da GNE (terceiro da esquerda para a direita), Edson Chil e o diretor Andurte (quinto da esquerda para a direita) recebem os parceiros executivos da Samarco e da Transportadora Cerama petróleo), sendo um dos principais clientes da GNE. A ação de relacionamento é consi derada altamente positiva por Eduardo Moraes Ferreira, gerente geral de Suprimentos da Samarco, tradicional cliente da BR, que consome CVP, lubrificantes e gás natural. “Não tenho dúvida que fortalece a relação entre fornecedor (BR) e clientes”, afirma. Lembrando que o relacionamento com a BR, por meio da GPA, já completou 15 anos, Eduardo Busch, diretor Jurídico e de Novos Negócios da Passaredo Linhas Aéreas, endossou a palavra dos outros convidados. “A BR sempre garante excelência em tudo o que faz”, frisou o executivo da empresa sediada em Ribeirão Preto (SP), que opera linhas regionais para 19 cidades em 11 estados, consumindo mensalmente 4 milhões de litros de QAV da BR Aviation. “Esse clima fortalece a relação fo ra do business, no dia-a-dia”, complementa Adalberto Bogsan, vice- presidente técnico da GOL, outro cliente do setor de aviação. “A BR se destaca pelo atendimento, segurança e presença praticamente no Brasil inteiro”, conclui o executivo, que não assistia ao vivo a um GP Brasil há 15 anos. Ação social A Petrobras Distribuidora também realizou mais uma ação social em eventos do esporte motor, levando 250 crianças entre sete e 12 anos para assistir aos treinos livres de sexta-feira. As crianças integram o projeto Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, que complementa a educação regular em áreas de maior vulnerabilidade social com atividades esportivas e culturais. Selecionadas por meio de um sorteio, elas vieram da periferia de Guarulhos (SP). O público mirim ganhou “kit torcedor” e lanche, além de realizar o sonho de ver de perto os carros de Fórmula 1. Na área de aviação, executivos e funcionários da Gol, Trip, Passaredo e revenda Recife Jet Service também foram recebidos pelo diretor Andurte (sexto da esquerda para a direita) e pelo titular da da GPA (quarto da direita para a esquerda), Francelino da Silva Paes junto com sua equipe GLP Purogas: pioneirismo e qualidade no mercado de aerossóis Na vanguarda do segmento de proprolentes, Liquigás inova ao construir planta industrial Fotos Acervo Liquigás para fornecer gás com elevado grau de pureza e qualidade C om o Purogas, a Liquigás buscou desenvolver um produto que atendesse ao mercado de propelentes no país, segmento pouco explorado pelas companhias distribuidoras de gás liquefeito de petróleo (GLP). Além disso, a oferta desse novo produto ao mercado, face ao seu padrão de qualidade, propiciará a redução da importação de aerossóis, tendo em vista que hoje parcela significativa dos produtos disponíveis no mercado é fabricada em outros países. “O projeto teve início há cerca de um ano”, conta Thomaz Lucchini Coutinho, diretor de GLP Gra- 59 glp nel da liquigás. “realizamos um estudo de mercado e identificamos o potencial do país em função da substituição das importações, levando em conta a tendência de crescimento no mercado interno diante da oferta de um produto de qualidade diferenciada. em meados do ano passado, iniciamos a construção da planta industrial, que entrou em produção no início de 2011”. segundo thomaz, esse é um produto inovador e alinhado com a proposta da Companhia de ser uma empresa de vanguarda. “havia, no Brasil, a necessidade de oferta de um produto de elevada qualidade e não existia no país uma planta capaz de fornecer o produto com o nível de pureza requerido pela indústria de aerossóis”, conta. “a construção desta planta demonstra para nossos clientes e a sociedade em geral o posicionamento da liquigás, de buscar sempre novos produtos e soluções para atender as necessidades do mercado”. O investimento realizado nessa primeira fase foi de r$ 4 milhões, sendo que existem estudos para implantação de uma nova fase, visando a duplicação da capacidade da planta, a qual deve exigir outros r$ 2 milhões. “a ampliação de nossa capacidade vai depender do crescimento do mercado, mas o importante é estarmos preparados para atendê-lo”, pondera o executivo. MeRCado PRoMiSSoR a perspectiva para as vendas do Purogas é bastante promissora, tendo em vista que o mercado de aerossóis está crescendo em ritmo acelerado, inclusive trazendo investimentos de empresas estrangeiras que veem no Brasil um franco crescimento e, em virtude disto estão instalando no país suas fábricas de envase de aerossóis. Por outro lado, empresas brasileiras que já atuam nesse segmento também estão nacionalizando o envase desses produtos, uma vez que os custos de envase e logística na argenti- na, na europa e nos estados unidos não permitiam um maior crescimento do uso de produtos aerossóis no mercado brasileiro. “as empresas de aerossóis necessitavam de um propelente para envase de seus produtos que fosse livre de quaisquer impurezas e odores, e com o Purogas, a liquigás passará a atender os clientes desse segmento com um gás totalmente purificado, livre do odor e da umidade característicos dos gases liquefeitos de petróleo”, afirma izabel gonçalves, gerente de Mercado granel são Paulo da liquigás. “a partir da utilização do Purogas nossos clientes poderão ter uma redução significativa de custos, pois estarão eliminando uma das etapas do processo de envase de aerossóis, já que receberão o produto purificado. O processo de purificação era realizado pelo envasador e agora ficará por conta da liquigás”, afirma izabel. O Purogas será comercializado em várias proporções de mistura PiOneirisMO BrasileirO hugo agustin Chaluleu, presidente da associação Brasileira de aerossóis (aBas), destaca o pioneirismo do Brasil na busca e utilização de alternativas ao clorofluorcarbono (CFC), apontado como um dos fatores que contribui para a redução da camada de ozônio, usado como aerossóis e gases para refrigeração, e atualmente proibido em vários países. “em 1978 os estados unidos e o Canadá iniciaram a restrição à produção de aerossóis com clorofluorcarbonos, os populares CFCs, que atacam a camada de ozônio. 60 O Brasil foi o terceiro país do mundo a aderir a essa iniciativa, em 1979. e também teve participação ativa no Protocolo de Montreal (acordo pela redução da produção mundial de CFC, assinado em 1987 no Canadá)”, pontua o dirigente. segundo Chaluleu, com o programa de substituição dos CFCs por butano e propano como propelentes, o setor teve que praticamente recomeçar do zero e mudar todos os equipamentos. “nessa época, propano e butano eram importados em volume mui- to grande, como gás liquefeito de petróleo (glP)”, conta. “depois, a Petrobras passou a produzí-los na refinaria Presidente Bernardes – Cubatão (rPBC)”. ele destaca que “levando em consideração o consumo recorde no Brasil de 545 milhões de unidades em 2009 e os vários segmentos de aplicação, que vão desde a higiene pessoal ao setor automotivo, passando por produtos medicinais e alimentícios, a instalação da unidade da liquigás e a viabilização do Purogas são fundamentais para a indústria de aerossóis no Brasil”. de propano e butano, de acordo com a pressão de vapor desejada pelo cliente em função de sua aplicação, tais como: desodorantes, cosméticos, desodorizadores de ambiente, inseticidas, medicamentos, produtos alimentícios e óleos, entre outros. “O fornecimento do gás desodorizado vem sendo prometido há muito tempo. graças à liquigás se tornou uma realidade”, afirma gabriel eduardo Kaminsky, da imã aerossóis. “acredito que a maior preocupação no Brasil ainda é o fator custo, além do impacto ambiental. então, se tiverem produto disponível e agilidade na entrega aliada a um custo competitivo, o potencial de mercado é muito grande. Veja o exemplo da argentina, onde o gás, além de ser fornecido por dutos, já vem tratado; lá o consumo per capita de aerossóis é altíssimo”. MaRCa “O trabalho desenvolvido pela liquigás em conjunto com a Petrobras buscou desenvolver uma marca que transmitisse pureza, que é o atributo principal do produto”, afirma o diretor de Planejamento e Mercado da liquigás, Celso da Frota Braga. Composta por um símbolo e seu logotipo, a marca está associada à forma de utilização do produto, em aerossóis. O símbolo sugere um spray, representado por partí partí- culas em dispersão, característica das substâncias gasosas. O verde aplicado em tons graduados transmite sensação de leveza, pureza e dissipação. O logotipo de forma simples e dinâmica, com aplicação de cores e contrastes, que garantem visibilidade, reforça o atributo do produto. “a campanha de divulgação do produto busca informar ao mercado mais uma solução da liquigás aos seus clientes da área de glP à granel, demonstrando que a empresa não mede esforços para inovar em todos os setores em que atua”, conclui o diretor. PRoCeSSo de PRodução e ContRole “O processo de obtenção do Purogas consiste basicamente da filtragem do propano e butano, visando a remoção de odor e umidade”, esclarece rodrigo Pazzini, gerente geral de instalações e Manutenção em Clientes. Posteriormente, o produto purificado é misturado de modo a atender a pressão de vapor requerida pelo cliente. “nesse ponto a liquigás está inovando e vai oferecer aos seus clientes a possibilidade de preparar as misturas no momento de entrega, o que será possível por meio da utilização de caminhões com tanques compartimentados, denominados Bi-VPg (veículo pequeno granel)”, destaca Pazzini. o fornecimento do gás purificado pela Liquigás agregará valor ao processo do cliente a planta industrial está localizada em Mauá (sP), no Centro Operativo da liquigás de Capuava e tem as seguintes capacidades: Purificação de 20.000 t/ano (Fase i) e 50.000 t/ano (Fase ii); armazenagem de Matéria Prima de 180 t e armazenagem de Purogas de 120 t. além disso, todo um sistema de controle de qualidade será utilizado, visando garantir a excelência e rastreabilidade do produto até o recebimento pelo cliente. “em linhas gerais, o Purogas proporcionará aos clientes o recebimento de um propelente livre de umidade e odor, garantindo a qualidade de seus produtos e capaz de otimizar o seu processo produtivo através da redução dos custos e ganhos de produtividade ”, explica. COntatOs liQuigÁs izabel Gonçalves [email protected] – (11) 3703-2750 rodrigo Pazzini [email protected] – (11) 3703-2071 61 glp reCOnheCiMentO eM dOse duPla liQuigÁs COnQuista duas iMPOrtantes PreMiações nO segundO seMestre: O PrêMiO Paulista de Qualidade da gestãO (PPQg) e O intangÍVeis Brasil 2010, nO Qual a PetrOBras distriBuidOra FiCOu eM PriMeirO lugar a sinergia entre a Petrobras distribuidora e liquigás é confirmada mais uma vez. as duas companhias ficaram com o primeiro e segundo lugar, respectivamente, no segmento de atacado/logística da categoria setores do Prêmio intangíveis Brasil 2010 (PiB 2010). ambas foram reconhecidas como as companhias que melhor gerenciam seus ativos intangíveis e agregam valor aos seus stakeholders. Já a Petróleo Brasileiro s.a. ficou em 1º lugar no segmento infraestrutura e também recebeu homenagem especial na categoria gestão integrada em ativos estratégicos de informação. “Figurar entre as melhores companhias que gerenciam seus ativos intangíveis é motivo de muita satisfação para a liquigás e demonstra que a Companhia está sendo reconhecida por investir em boas práticas de gestão”, afirma o presidente da liquigás, antonio rubens silva silvino. a premiação é coordenada pelo grupo Padrão/revista Consumidor Moderno, em parceria com a consultoria dOM strategy Partners. além do relatório do PiB, as empresas também foram avaliadas quanto às suas reputações corporativas pela dOM strategy Partners, com o estudo reputation index. no ranking geral das 100 empresas do reputation index 2010, que engloba diversas categorias, a liquigás figura na 57ª colocação, 29 postos acima de sua posição 62 no ano passado, e à frente das demais empresas do setor de glP. a liquigás distribuidora já havia recebido em outubro, a medalha de prata na 9ª edição do Prêmio Paulista de Qualidade da gestão (PPQg), iniciativa do instituto Paulista de excelência da gestão (ipeg), entidade sem fins lucrativos que promove a melhoria da gestão em organizações públicas e privadas paulistas. a cerimônia de entrega ocorreu no auditório ulysses guimarães, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. a premiação é um reconhecimento anual às organizações com os mais bem-sucedidos sistemas de gestão, avaliados por uma banca examinadora voluntária e independente do ipeg, que se baseia no modelo do Prêmio nacional de Qualidade (PnQ). a Fundação para o Prêmio nacional da Qualidade (FPnQ), além da Federação e Centro das indústrias do estado de são Paulo, apoia o PPQg. “esse prêmio consolida a gestão corporativa da liquigás e demonstra a correção de nossas ações, no sentido de fazer com que a empresa ganhe cada vez mais em qualidade, competitividade, produtividade e sustentabilidade”, afirma antonio rubens silva silvino. BR EM BOA COMPANHIA parceria Emílio Elesbão Sólida Uma das principais produtoras de concentrado de cobre do país, a Mineração Caraíba Fotos Acervo Mineração Caraíba conserva forte relacionamento com a Petrobras Distribuidora desde a década de 70 63 BR EM BOA COMPANHIA E m 1969, o industrial Francisco Pignatari iniciou os estudos de viabilidade do depósito da mina Caraíba, visando à implantação de um complexo mínero-metalúrgico. Em 1974, o empreendimento passou a ser controlado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES-PAR), sendo iniciada a sua exploração comercial. Em 1988, a então Caraíba Metais (hoje, Paranapanema), iniciou o processo de privatização que resultou na separação mina – metalurgia, sendo que a Mineração Caraíba continuou como empresa estatal até 1994, ano em que entrou no Programa Nacional de Privatização. Além da produção de concentrado de cobre, em 2006 a Mineração Caraíba iniciou a implantação da planta de lixiviação para processar o minério oxidado e estocado desde o início da exploração da mina a céu aberto. A empresa é pioneira no país nesse tipo de processo que utiliza a tecnologia de lixiviação, extração por solventes e eletrodeposição para o beneficiamento de sulfeto de cobre. A atual planta tem capacidade de produzir 5 mil toneladas de placas de catodo por ano, com teor de 99,99% de cobre. Novos projetos Com o objetivo de diversificar o portfólio de produtos e tornarse uma empresa polimetálica, nos últimos cinco anos a empresa passou a investir na implantação de novos projetos nos estados da Bahia e Pará (cobre) e Mato Grosso (ouro). Na Bahia, destacam-se a Mina Surubim, no município de Curaçá, que iniciou suas operações no 64 A Petrobras Distribuidora garante o fornecimento de mais de 500 mil litros mensais de diesel para a Caraíba mês de novembro de 2010, com capacidade prevista de produção de 1,15 milhão de toneladas de minério de cobre sulfetado. Também intensificou as pesquisas geológicas na área da mina de Vermelhos, localizada no município de Juazeiro, que tem previsão de entrada em operação no ano de 2012. Atualmente a empresa possui aproximadamente 1.200 funcionários próprios e cerca de 1.000 terceirizados somente na Mina Caraíba – Pilar/ Jaguarari-BA. Em seus 41 anos de história, a empresa tem construído parcerias de sucesso, como a que mantém com a Petrobras Distribuidora desde o final da década de 70. Esse relacionamento tornou-se mais sólido no ano de 2007, com a modernização dos postos de abastecimento na área da empresa. Identificamos a necessidade de modernizarmos e adequarmos nossos postos de abastecimento, melhorarmos o nível de serviço dos fornecedores e buscarmos oportunidades de redução de custos, e, obviamente, o aumento de demanda previsto para os projetos de expansão que desenhávamos na época. A empresa buscou no mercado um distribuidor que apoiasse a adequação dos postos, associando uma parceria a longo prazo e com ganhos para ambas as partes. Encontramos na BR um parceiro comercial em sinergia com nossos planos. Hoje, temos três postos de abastecimento em nossos empreendimentos na Bahia, que atendem às necessidades da nossa rotina e dos novos projetos da empresa. A média de consumo de diesel em 2008 era de aproximadamente 433 mil litros/mês. Esperamos fechar este ano com uma média de consumo perto de 546 mil litros/mês, somando um aumento de 26%, desde o início da parceria. Além do diesel, adquirimos óleo hidráulico, gasolina, graxas e lubrificantes diversos, utilizados no segmento de mineração. Combustível de uma sólida parceria. Emílio Elesbão Coordenador de Suprimentos da Mineração Caraíba