Programa de Sucessão alcança novas áreas da companhia pág. 16 recursos jornal humanos Edição nº 28 • janeiro/ fevereiro de 2010 o jornal de quem faz a petrobras Capacitação Conheça as iniciativas para formação e capacitação de mão de obra na indústria de petróleo e gás, dentro e fora da companhia. pág. 4 e 5 Entrevista: a consultora Vera Lúcia de Souza apresenta todo o processo de desdobramento de metas. pág. 6 a 9 Parceria Petrobras Mitsui é reeditada pág. 3 pág. 03 VIII Encontro Nacional de GD pág. pág.1010e 11 INSTITUCIONAL Editorial QUANTOS SOMOS AMS em números Duzentos mil trabalhadores. Esse é o número de pessoas que serão atendidas por iniciativas da companhia ou em parceirias, com o objetivo de qualificar a mão de obra para o mercado de Petróleo e Gás. Em nossa matéria de capa você vai saber como é que a Petrobras, mais uma vez, se mostra decisiva no processo de desenvolvimento do Brasil. Outros destaques desta edição Enquanto a companhia cresce e expande suas atividades, mais empregados são admitidos e passam a contar com os benefícios oferecidos pela Petrobras, entre eles a AMS. O aumento do alcance deste benefício pode ser verificado especialmente nos últimos anos. Em 2003, eram 233.899 beneficiários e três anos depois, 254.812. Já em 2009, este número subiu para 267.919. Além do acréscimo no número de beneficiários, a relação entre empregados e dependentes e aposentados e dependentes também vem aumentando com o tempo. Em 2003, empregados e seus dependentes somavam 119.716 beneficiários, enquanto hoje somam 165.514. Por outro lado, o número de beneficiários aposentados e seus dependentes caiu de 114.183 para 102.405 do Jornal RH são a entrevista de Vera Lucia de Souza sobre desdobramento de metas e a busca da companhia pela melhoria da quali- Evolução dos beneficiários da AMS dade do processo de gerenciamento de desempenho. Mas a Petrobras não está sozinha 233.899 236.739 248.571 254.812 262.671 263.044 267.919 em nossas páginas. Você vai saber como a Transpetro está conversando com o RH e conhecer o novo site sobre diversidade que a Petrobras 109.045 106.657 105.317 102.405 111.197 114.183 112.371 137.374 145.767 157.727 165.514 124.368 156.014 119.716 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Distribuidora lançou em uma ação da 3ª edição do programa Pró-Equidade de Gênero. E mais: renovação do programa de intercâmbio com a Mitsui, Cine Ambiência na área Internacional, programa de sucessão, além da tradicional dica de leitura e da seção Aposentados e dependentes Empregados e dependentes Quem Somos. Boa leitura. Fonte: RH/AMS; 2009. Jornal Recursos Humanos é editado pela Gerência Executiva de Recursos Humanos da Petróleo Brasileiro S.A Av. República do Chile, 65 - sala 702 - CEP 20031-912 - Rio de Janeiro - RJ. Gerente Executivo de RH: Diego Hernandes. Gerente de Ambiência: Regina Valle. Coordenador de Comunicação: Mauricio Lopes Ferreira. Jornalista Responsável: Ana Carolina Souto (Mtb 27451/RJ). 2 Reportagens: Gustavo Sirelli, Rafael Oliveira, Gabriel Mattos, Ana Carolina Souto. Edição de arte: Marcos David. Versão on-line: Débora Pinheiro e Jefferson Paes. Contatos com a redação tel: (21) 3224-0843 / e-mail: [email protected]. Marcos David/ Comunicação RH O programa de intercâmbio de recursos humanos com a empresa do japão volta a promover conhecimento e facilitar parcerias INTERCÂMBIO Programa Petrobras–Mitsui tem sua segunda edição as premissas das relações estabelecidas, em 2005, pelo Conselho BrasilJapão para o Século XXI. O que muda desta vez é a duração do programa e a quantidade de empregados participantes. Na edição anterior, a duração era de duas semanas simultaneamente no Brasil e no O diretor Almir Barbassa e Diego Hernandes celebram programa de intercâmbio com os diretores da Mitsui. epois do sucesso em 2007 e 2008, a Petrobras e a empresa japonesa Mitsui formalizaram, em dezembro, a nova edição do Programa de Intercâmbio Petrobras-Mitsui (PIPM), com a assinatura de um memorando de entendimentos pelo gerente executivo de Recursos Humanos da Petrobras, Diego Hernandes, e o diretor executivo da Mitsui de Tóquio, Takao Omae. D O Programa O programa é coordenado pela Gerência de Planejamento e Avaliação do RH, com o apoio de uma Comissão Gestora composta por representantes das unidades e empresas do Sistema: Abastecimento, Cenpes, Serviços Compartilhados, Comunicação, Contabilidade, Gás&Energia, Jurídico, Plafin, RH, Transpetro e PBio. Dentre outras atribuições, a comissão é responsável pela seleção das áreas que integram os grupos de intercâmbio. Para participação do primeiro grupo desta edição foram selecionadas as áreas: Abastecimento, Cenpes, Contabilidade, Finanças e Gás & Energia. Além da troca de conhecimentos e do fortalecimento dos laços BrasilJapão, um dos principais objetivos do programa é promover melhor entendimento dos mercados para identificação de oportunidades. “É um programa para fortalecimento da parceria entre as duas empresas, voltado para os negócios”, explica Marlene Matos, responsável pelo PIPM. “Logo, o público-alvo do programa são os empregados que tenham conhecimento das áreas de interesse das duas empresas, envolvimento com as atividades e negócios a serem abordados, com os negócios que interessem desenvolver parcerias, bem como negócios em andamento que poderão ser alavancados”, completa. O PIPM, que terá vigência de dois anos (2010-2011), surgiu em 2007 de uma demanda da área financeira da companhia e foi formatado seguindo Japão para cada grupo constituído por quatro participantes de cada empresa por vez. Nesta edição, a duração continuará duas semanas para os nossos empregados no Japão e, para os empregados da Mitsui no Brasil, três semanas. O número de participantes aumentou para cinco empregados por grupo de cada empresa. “Essa foi uma demanda dos japoneses, que consideraram a experiência excelente”, ressalta Marlene. Para dar cumprimento aos objetivos do programa, será elaborada uma agenda com palestras sobre as unidades de negócio e as áreas corporativas da Petrobras e da Mitsui, visitas técnicas às suas instalações, eventos para expansão de relacionamento e programas culturais. Critérios de Seleção Os critérios de escolha dos empregados próprios para o programa incluem experiência de 5 anos ou mais na companhia; conhecimento das áreas de interesse da Mitsui e da Petrobras; inglês fluente e excelente desempenho profissional comprovado no sistema GD. O processo de seleção é composto de análise de currículo; indicação do gerente executivo da unidade de lotação do empregado e aprovação do diretor de contato. 3 Foto: André Valentim / Banco de imagens Petrobras CAPA Mutirão para qualificar 200 mil trabalhadores DIVERSAS INICIATIVAS PROMOVIDAS PELA PETROBRAS OU QUE TÊM A PARCERIA DA COMPANHIA ESTÃO SENDO DESENVOLVIDAS PARA FOMENTAR A FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA A INDÚSTRIA DE PETRÓLEO, GÁS, ENERGIA E BIOCOMBUSTÍVEIS. s descobertas de petróleo na camada do pré-sal e os investimentos da Petrobras – cerca de US$ 174,4 bilhões entre 2009 e 2013 – exigem do país a qualificação de aproximadamente 207 mil trabalhadores para a indústria de petróleo, gás, energia e biocombustíveis. O diagnóstico feito pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) tem levado a um verdadeiro mutirão por parte do governo federal, Petrobras, Agência Nacional do Petróleo (ANP), iniciativa privada e entidades da sociedade civil para vencer a barreira da falta de mão de obra a fim de implementar todos os empreendimentos previstos. O desafio vem sendo cumprido. Somente o Prominp, através do Plano Nacional de Qualificação Nacional, iniciado em 2006 e que tem A 4 participação expressiva da Petrobras, terá qualificado, até o final de março de 2010, 78 mil trabalhadores. Cerca de 40 mil alunos de nível médio e superior tiveram seus cursos concluídos, e outros 38 mil estão em treinamento. Promovido em 17 estados, o programa é executado por aproximadamente 80 instituições de ensino profissionalizante do país, entre elas, universidades públicas federais, Cefets, institutos federais de educação, escolas técnicas, Senai, entre tantas outras entidades. Ensino técnico e universitário Outras iniciativas, diretamente alavancadas pela companhia, também integram esse esforço. Recentemente, a empresa deu início ao Programa Petrobras de Formação de Recursos Humanos de Nível Técnico, com a assinatura de dois convênios com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IF-RN). Um total de 1.468 bolsas de estudo serão oferecidas através desses convênios. Novas parcerias deverão ser firmadas pela Petrobras ainda em 2010. “Não se trata apenas de estímulo à educação, mas à indústria. Esse é um projeto revolucionário porque assegura que alunos que passam por muitas dificuldades possam concluir seus estudos e chegar ao mercado de trabalho”, destacou o gerente executivo de Recursos Humanos, Diego Hernandes, em janeiro deste ano, na cerimônia de assinatura dos convênios. Segundo ele, cada aluno deverá receber uma bolsa no valor de R$ 350 para estudar. O reitor do IF-RN, Belchior de Iniciativa para filhos de empregados Outra iniciativa criada para fomentar a mão de obra para a indústria foi a implantação, a partir de janeiro deste ano, do Programa Jovem Universitário, voltado para jovens com até 24 anos de idade, filhos de empregados da companhia. Além de atender aos interesses dos empregados, com reembolso de mensalidade e matrículas ou material escolar em universidades de todo o país, o programa impulsiona profissões altamente demandadas pela companhia, seus parceiros e fornecedores. O Jovem Universitário, negociado no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), contempla cerca de 20 cursos diretamente relacionados ao setor de petróleo, gás, energia e biocombustíveis, entre eles 16 formações em Engenharia, além de Geologia, Geofísica, Oceanografia e Química Industrial. INICIATIVAS PARA FOMENTO À MÃO DE OBRA PARA A INDÚSTRIA DE PETRÓLEO, GÁS, ENERGIA E BIOCOMBUSTÍVEIS P MIN rPRO de fo tiva a nos t u c e il al Exp m r 8 e7 perio ão d e su o i és v d maç mé atra ível 010 2 o e de n r d ve n arço o Go até m grama d ro ral. do p Fede PRO GRA MA FOR PET MAÇ DE ROB R ÃO Assi AS E natu PAR ra em vêni C ERIA os c jane om i ANP iro d nstit caçã e dois utos o pa confede ra ní Jane rais vel t iro e de e écni Rio c duo Gran do R de o de d io de utro o No com rte, além a UF RN. A AM GR O R P EM O JOV ÁRI enSIT R fom E o V I ê dos ev UN a pr lhos hia m fi a r e an od rog açã Op omp form os da c os a d to igad ega os l r s p r u em . 20 c etor em ao s PRO FISS ÕES D E FU O pro TUR jeto d O a unid sos H ade d uman e Rec os pr estud evê d urantes ivulg de en ar en esco sino las té tre médio cnica s as tunid e d e diver ades sas o de ca porrreira s liga à ind das ústria . Profissões de Futuro Também está em fase de planejamento na unidade de Recursos Humanos da companhia o Projeto Profissões de Futuro. Executado pela Universidade Petrobras, o objetivo é divulgar entre estudantes de ensino médio e de escolas técnicas o leque de carreiras ligadas à indústria de óleo e gás, bem como as oportunidades oferecidas nessas carreiras. Serão desenvolvidas ações de relacionamento a serem executadas junto às escolas para apresentar aos estudantes as reais oportunidades de crescimento profissional e pessoal no setor. Outro aspecto importante do projeto é valorizar as carreiras técnicas de nível médio, que muitas vezes são equivocadamente preteridas pelos estudantes em favor de cursos superiores. Alta atratividade na Petrobras Apesar da necessidade de qualificação de profissionais para a indústria, a Petrobras não tem sentido entraves quanto à atratividade de profissionais. As dificuldades se mostram mais entre os fornecedores e parceiros da companhia, principalmente quanto a engenheiros e técnicos de nível médio. Na Petrobras, é muito alto o número de candidatos inscritos nos processos seletivos. Em alguns deles, o índice foi superior a 120 candidatos por vaga. Para o cargo de Engenheiro de Petróleo, por exemplo, houve 134 candidatos por vaga; para Engenheiro de Equipamentos, 169; e para Técnico de Perfuração e Poços, 207. Não por acaso, a Petrobras tem sido apontada em pesquisa realizada com mais de 30 mil jovens universitários e recémformados de todo o Brasil pela Cia de Talentos, já há cinco anos consecutivos, como a “Empresa dos Sonhos dos Jovens”. CAPA Oliveira Rocha, se disse emocionado. “Apostamos no desenvolvimento profissional para dar suporte ao desenvolvimento econômico do estado e do país. Em muitos casos, essa bolsa não será apenas uma bolsa de estudo, mas uma bolsa de sustentação da família”, salientou, remetendo às dificuldades encontradas pelos alunos de nível técnico, muitas vezes oriundos das camadas de baixa renda. No mesmo evento, a Petrobras também fortaleceu sua participação no Programa de Formação de Recursos Humanos da ANP, quando assinou o primeiro convênio para repasse de recursos nesse sentido a uma instituição de nível superior: a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “Somente através desse convênio poderemos conceder 137 bolsas de graduação, mestrado e doutorado”, informou o gerente executivo de RH. “Para que o Brasil possa se tornar um país exportador de energia, dependemos da cabeça do povo; a Petrobras não seria o que é hoje se não tivesse investido no desenvolvimento de recursos humanos”, exaltou durante a cerimônia o superintendente de Planejamento e Pesquisa da ANP, Florival Rodrigues de Carvalho. 5 ENTREVISTA Realização de sonhos Vera Lúcia de Souza apresenta o processo de desdobramento de metas, sua relação com a estratégia e indica um novo perfil de gestor: o parceiro. O que é e como se constrói uma meta? A meta nasce com as estratégias empresariais. A empresa tem uma visão que é, na verdade, um sonho que precisa ser concretizado. As estratégias têm o papel de concretizar a visão. As metas são formas de intervir na realidade para fazer acontecer as estratégias. E como se constrói uma meta? Existem dois aspectos críticos, conteúdo e texto. O primeiro nasce da estratégia e quanto maior a aderência entre a estratégia e o conteúdo da meta, maior a eficácia da organização. Esse é um aspecto fundamental. O texto da meta pra você “conhecer fotografia”, é muito vago. O que é “conhecer”? Para tornar minha meta mensurável, eu transformo dizendo o seguinte: “descrever o mecanismo de abertura do diafragma”. Assim, quando você responde, eu tenho certeza que você sabe. Mas não é só isso... A meta também precisa ser específica, não se pode falar de modo geral. Por exemplo, “coordenar assessoria”. O que é isso? É geral demais! Então, digo “gerar relatórios gerenciais informatizados, mensais, sobre a produção de petróleo”. É possível cobrar se os relatórios foram feitos, se são informatizados, se são referentes às refinarias A, B e C que nós acordamos previamente, se foram enviados mensalmente... As estratégias pretendem concretizar a visão. As metas são formas de intervir na realidade para fazer acontecer as estratégias. 6 Em um exemplo real, quando a Petrobras constrói o Plano Estratégico 2020... ...Isso é a visão, a Petrobras quer ser uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo. Quais estratégias ela vai usar para que isso aconteça? Ela traça objetivos de longo prazo, que precisam de passos menores. Isso é a meta. tem alguns princípios: ela precisa ser mensurável, porque é preciso ter critérios para saber se a meta foi realmente alcançada. Por isso o verbo é tão importante. Por exemplo, eu não posso dizer Fotos: Marcos David/ Comunicação RH ENTREVISTA Não existe uma organização se o processo de gerenciamento de desempenho dela não acontecer indicadores: índice de reclamação é um deles. A questão é que parâmetro usar para qualquer trabalho, o que eu preciso fazer para isso acontecer? É assim que se conhece a razão de uma meta. E como se desdobra uma meta até as funções mais simples de uma organização? Vamos falar de quem varre o chão. preciso que o meu escritório esteja em condições de limpeza para receber qualquer pessoa a qualquer hora. Se eu reclamar dessa pessoa sistematicamente, se eu chego e a sala está suja... Veja os Mas como é que o empregado percebe que aquela meta, a mais simples, faz parte da estratégia? Eu conto a história da meta, digo porque e para quê é preciso fazer o trabalho. Por exemplo, essa entrevista. Alguém deve ter dito porque e para quê. Mas há pessoas, gestores, que talvez não dissessem nada, “vai lá e conversa com a Vera sobre desdobramento de meta”. Poderíamos ficar uma semana falando sobre o tema e você voltar com uma matéria sem os aspectos centrais que esperam de você. Então, para atribuir uma meta a primeira coisa a fazer é contar a história da meta. Como começa o gerenciamento de desempenho e qual a sua importância na construção de uma organização? Não existe uma organização se o processo de gestão de desempenho dela não acontecer. Porque esse processo nasce no ambiente externo, no mercado. É o mercado que diz quais são os desafios que aquela empresa vai enfrentar, quais são as oportunidades que essa empresa vai encontrar, quais são as ameaças, forças, fraquezas... E o processo funciona em ciclos? Exatamente. Começa no planejamento, que é o desdobramento de metas. A meta tem dois componentes: o que é pra ser feito e os indicadores. Esses indicadores são usados na próxima eta- 7 ENTREVISTA pa, acompanhando se o trabalho está no prazo previsto, com o custo que se imaginou, com a qualidade que se precisa, na quantidade desejada. Até o momento de avaliar se o que foi negociado foi concretizado, se alcançou, superou, não superou... Essas informações serão utilizadas na tomada de decisão. Então, há uma relação clara entre o desdobramento de metas o ciclo de desempenho? O ciclo de desempenho planeja, acompanha, avalia e toma decisão, e todo cuidado é pouco. Se o desdobramento de metas for inadequado, as informações geradas para a tomada de decisão não servem pra nada. E qual a importância da fase de acompanhamento? As abordagens contemporâneas de gestão têm um intuito muito claro: “eu não quero correr o risco de, seis meses depois, perguntar se você fez e você me dizer que não”. Estamos em um mundo muito competitivo, só há espaço para quem é muito bom. E o acompanhamento assume um papel fundamental. E isso fez surgir um novo líder, o coach, que acompanha a construção do resultado: “não sou seu chefe, sou seu parceiro”. Falando em parceria, uma boa meta precisa ser negociada? Claro! Porque, se não, aquela meta é sua, não é minha. E eu, gerente, preciso fazer com que você deseje alcançar aquela meta. As estratégias são participação e transparência. 8 Mas há limites, a organização precisa de algumas coisas. Até onde se pode ou deve negociar? O limite aparece no diálogo. A negociação de metas é um acordo construído de modo compartilhado: eu ganho, você ganha e a companhia ganha. Quando a meta é imposta, a companhia perde a sua motivação, o seu comprometimento. E o melhor de você – se você não se sentir totalmente envolvido, não vestindo a camisa – não se transforma em resultado, você não tem um bom desempenho. E o que é o desempenho? É a transformação da competência em resultado.O que é perfil de competências? Os conhecimentos que você tem, habilidades, suas atitudes. Quando devidamente mobilizadas, suas competências se transformam em resultados úteis à estratégia. Então não é possível falar de gerenciamento de desempenho sem falar em gestão de competência? Se o desempenho é a transformação de competência em resultado, na verdade, o que você gerencia são competências. Quando gerencio, preciso saber se você tem os conhecimentos necessários para realizar o seu trabalho, se as suas habilidades são aquelas que a companhia precisa para as competências organi- zacionais e se as suas atitudes estão adequadas. Então, gestão de competências é a base. Também não se pode falar de desempenho sem lembrar de reconhecimento e recompensa. Qual a relação do resultado com o reconhecimento? Reconhecimento não é, necessariamente, valorização financeira. Há um princípio básico da gestão de desempenho: as recompensas devem ser de acordo com as contribuições. Por exemplo, um MBA. É caro e é preciso pensar por que é que estou dando esse MBA pra essa pessoa e não para aquela outra? Mas a pessoa que vai fazer esse curso tem que perceber que é uma forma de reconhecimento e tem que estar motivado para aceitar isso. Aí entra o papel do gerente de verdade. Qual é o mantra organizacional hoje? Você é o desempenho que você tem. Então, se o meu desempenho ajuda mais a estratégia, essa é a regra do Mas o relacionamento interpessoal é uma competência e toda recompensa responde a critérios objetivos organizacionais e a critérios pessoais do gestor. É necessário ter relações de parceria, mas não se pode jogar fora os critérios institucionais. O gestor precisa ter uma relação saudável, amigável, capaz de criar o desejo do empregado em vir trabalhar, de se manter nessa equipe. Os critérios devem ser seguidos. E aí você pode até ficar triste, mas não vai dizer que há injustiça nem vai danificar o crédito no processo. É impossível falar em estratégia e não lembrar do BSC (Balanced Scorecard). Como traduzir esse ‘mapa’? O BSC é uma régua que faz o alinhamento entre o desempenho humano e o organizacional. Na forma tradicional de avaliar, a única preocupação era o resultado financeiro. Dois autores, Robert Kaplan e David Norton, sacaram uma coisa fantástica: o lucro é fundamental, mas – para acontecer – é preciso ter um olhar mais amplo. Quem sabe nós tenhamos de nos preocupar se nós es- Você pode falar da profundidade do termo ‘recursos humanos’? Antigamente éramos um conjunto de braços e pernas, ou seja, recurso material e financeiro. Hoje, temos um nome melhor, capital humano. Porque a organização é o que eu sou. A natureza do trabalho mudou. Tanto é que o desafio das organizações, gerenciando pessoas, é reter quem agrega valor, aquela pessoa cuja contribuição reduz o custo, gera inovação e atende em um tempo cada vez menor. Capital humano é isso. Se a empresa não tratar adequadamente o seu capital, que é humano, ela não se mantém no mercado. Daí a importância do comprometimento, da negociação, de manter você sentindo que faz parte da empresa. ENTREVISTA jogo, da justiça organizacional. Porque se você superou as metas, se tem os níveis de competências esperados e não for recompensado, você vai perceber que não tem valor, um sentimento de menos valia. E o que acontece com o processo de gestão de desempenho? Fica desacreditado. A negociação de metas é um acordo construído de modo compartilhado: eu ganho, você ganha e a companhia ganha tamos ou não atendendo as necessidades do cliente, se os nossos processos estão funcionando de modo adequado com a eficiência necessária? Será que nós estamos nos preocupando com a tal aprendizagem contínua? Na verdade, como todo mundo, nós ficamos obsoletos o tempo todo. Essas são as quatro perspectivas do BSC. Mas como se aplica, na prática? Vamos supor que a nossa preocupação é captar clientes. Nossas estratégias e metas residirão na captação de clientes. Estratégias e metas têm natureza e isso é chamado de mapa estratégico. Quando um plano empresarial tem muitas metas desvinculadas das estratégias, a empresa está jogando recurso fora. E qual o papel da função RH em uma empresa como a Petrobras? É fundamental que a função RH abandone o papel operacional. A função RH será, cada vez mais, de consultoria interna. Por isso a importância em assessorar os gestores nesse papel de gestão de desempenho e, sobretudo, nessa etapa que é o ponto de partida do GD, que é o desdobramento de metas. Perfil do entrevistado Vera Lúcia de Souza é psicóloga, mestre em Psicologia e Administração, Doutora em Engenharia de Produção, especialista em dinâmica de grupo e em Psiconeuroimunologia, autora do livro Gestão de desempenho: julgamento ou diálogo? (FGV: 2002) e coordenadora e co-autora dos livros Gestão de desempenho (FGV: 2005) e Gestão com pessoas em saúde (FGV:2009). “Me apaixonei por gestão de desempenho e descobri que GD não é só entender que ele nasce de uma estratégia. Eu descobri que por trás do resultado há gente, ou seja, eu preciso gerenciar os aspectos emocionais. Então, minha história é essa: uma psicóloga que acredita em resultado, uma administradora que acredita em gente. Não dá pra separar as duas coisas.” 9 DESEMPENHO GD tem oportunidade de melhoria da qualidade A equipe do RH/GEF, responsável pelo processo de GD: José Gomes, Edna de Souza, Lairton Correa, Denise Camara e João Mizael de Brito F oi realizado nos dias 25 e 26 de gerenciamento de desempenho no cimento e Recompensa, Treinamento de janeiro, no Rio de Janei- mercado, além de outras palestras. e Desenvolvimento e o ISE (Índice de ro, o VIII Encontro Nacional Um dos destaques do encontro foi de GD. Com o objetivo de capacitar a apresentação de um estudo que re- Um dos resultados mais expres- os profissionais en- sivos deste estudo mostra volvidos no processo, que entre os empregados que o evento contou com concordam que o GD é feito a participação de 87 de forma negociada e estão representantes de GD de toda a companhia, que assistiram apresentações de algumas das melhores práticas adotadas na Petrobras, conversaram com a A razão para investir na capacitação dos representantes de GD é melhorar a qualidade do processo de gerenciamento de desempenho. consultora Vera Lúcia 10 Satisfação do Empregado). Lairton Corrêa satisfeitos com o acompanhamento periódico do GD, o índice de favorabilidade do fator Liderança chega a 93%. Já entre os insatisfeitos com o acompanhamento e que não concordam que o GD é feito de forma negociada, o índice de Souza sobre desdobramento de laciona os resultados do GD com al- metas e conheceram os resultados guns resultados da Pesquisa de Ambi- O gerente de Gestão do Efetivo da de uma pesquisa sobre o processo ência Organizacional, como Reconhe- Petrobras, Lairton Corrêa, explicou da Liderança é de apenas 32%. estudos e pesquisas tem a qualidade do processo de GD. “O gerencia- DESEMPENHO o objetivo de melhorar Fotos: Comunicação RH que a apresentação de mento de desempenho já está estabelecido na Petrobras, mas ainda há muito a melhorar. Nesse comparativo com a Pesquisa de Ambiência, comprovamos que um GD bem feito reflete diretamente no ambiente de trabalho e, consequentemente, nos resultados das equipes”. O VIII Encontro Nacional de GD foi realizado nas instalações da Universidade Petrobras do processo. Mas a Petrobras con- estratégia das organizações. No entan- tinua à frente. Entre as empresas to, um estudo realizado pelo RH/GEF Outro momento importante do pesquisadas, a companhia tem um mostra que 66% das metas inscritas no encontro foi a apresentação de número maior de participantes do GD 2008 foram inadequadas. uma pesquisa realizada com 51 processo e atinge todos os níveis. Foram consideradas três carac- empresas de perfil similar à Petro- Também temos índices melhores de terísticas para definir se uma meta é bras. Denise Camara, coordenadora resultados de metas atingidas”. adequada ou não: se as metas são Em sintonia com o mercado do processo de GD, explicou que, Entre os resultados, 80% dos en- mensuráveis, específicas e se per- “estamos absolutamente alinha- trevistados acreditam na eficácia do tenciam ao GD (temas que não de- dos com o mercado e, em geral, as processo de gerenciamento de desem- mandam conhecimento, habilidade oportunidades de melhoria são as penho e 95% acredita que as metas ou competência para realização das mesmas, relacionados à qualidade estão alinhadas ou muito alinhadas à ações, pois são de caráter legal ou comportamental, por exemplo). “Essa O que faz um representante de GD? é uma das razões porque é tão importante investir na capacitação dos O VIII Encontro Nacional de GD teve a presença de 87 representantes representantes de GD. Para melhorar de GD de toda a companhia e de empresas controladas. Além de atuar a qualidade do processo, é preciso como disseminador do processo, o representante deve ser um facilita- ter metas adequadas. E são esses dor, junto ao corpo gerencial e aos empregados, esclarecendo dúvidas, representantes que multiplicam o co- monitorar a realização de todas as etapas do Gerenciamento de De- nhecimento nas áreas e unidades”, sempenho e promover campanhas locais para incentivar a aplicação do disse Lairton. processo. Veja abaixo mais algumas funções do representante de GD, Com a disseminação do co- descritas no SINPEP: nhecimento para a melhoria da • Avaliar o processo de gerenciamento de desempenho, identificando e qualidade do gerenciamento de propondo ações necessárias ao seu aperfeiçoamento; • Estimular o diálogo contínuo e permanente entre gerente e empregado durante todo o processo de GD; • Zelar pelo cumprimento dos prazos das etapas e pelo sigilo das informações; • Promover o pleno entendimento das competências individuais. desempenho como objetivo, será realizado - ainda este ano – o curso de desdobramento e definição de metas para supervisores e representantes de GD. E o IX Encontro Nacional de GD já está agendado para 25 e 26 de novembro. 11 MELHORES PRÁTICAS Fotos divulgação Reprodução Cena do filme Hotel Ruanda Sessão reflexão projeto da área internacional trabalha questões apontadas na pesquisa de ambiência por meio de filmes. arte imita a vida? Desde março de 2009, a equipe de ambiência do RH da Área Internacional quer mostrar que sim. Com objetivo de utilizar filmes como forma de promover e provocar discussão sobre temas ligados à dinâmica das relações interpessoais no trabalho, o Cine Ambiência vem criando um ambiente de reflexão e integração entre a equipe. A idéia teve início com a chegada da gerente de RH, Sabine Perrin, que propôs a realização de uma atividade para integração da equipe. Nascia assim o Cine Ambiência com o objetivo de discutir questões ligadas ao dia a dia no trabalho. O filme escolhido foi Um Violinista no Telhado, primeiro de uma série. Desde então, também já foram realizadas análises das produções Hotel Ruanda e O Céu de Outubro. A 12 Para fazer pensar Antes de iniciar o trabalho em cada gerência, são apresentados, de forma resumida, os resultados da Pesquisa de Ambiência da área. “Com base nos resultados da Pesquisa de Ambiência o projeto se estrutura. A idéia não é só juntar todo mundo para ver um filme. Os resultados da pesquisa destacam pontos que serão trabalhados pelo grupo, tais como: Liderança, Espírito de Equipe, Relação com o Trabalho, etc.”, explica Josiene Alves, uma das responsáveis pelo projeto. Após a apresentação, normalmente a equipe é dividida em grupos e cada um deles discute determinado tema destacado no filme, fazendo uma ligação com o dia a dia no seu trabalho. Depois, abre-se uma grande discussão com a apresentação dos grupos. “Esse segundo momento, o da discussão, é o mais rico. É quando as pessoas oferecem suas contribuições, e nós vamos costurando ponto a ponto; no final fazemos um fechamento. Procuramos conduzir de forma que não se transforme em espaço de queixa, mas de reflexão conjunta e de proposição para melhorias”, complementa. Com os pés na realidade De acordo com Teresinha Mazzi, “a utilização de filmes do circuito comercial – esses que vemos nos cinemas – é um excelente recurso para facilitar a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal e profissional. Quando o filme selecionado retrata situações reais e históricas a contribuição é mais significativa, pois traz dados de realidade, identificáveis no dia a dia, além de proporcionar enriquecimento cultural”. Para fins metodológicos a equipe do projeto Cine Ambiência vem utilizando como base os livros: Lições que a vida ensina e a arte encena e Filmes para ver e aprender, que apresentam sugestões de filmes e dinâmicas adequadas para trabalhar cada tema, auxiliando no processo de reflexão das relações interpessoais no âmbito do trabalho de forma lúdica. projeto piloto realizado no nordeste esclareceu dúvidas dos empregados e agora será estendido para todas as regionais. Claudia Ferreira/ Banco de imagens Petrobras MELHORES PRÁTICAS Transpetro conversa com o RH Empregados da Transpetro trabalham no Terminal de Madre de Deus (BA). brir espaço para o diálogo e esclarecimento de dúvidas, garantir transparência dos processos e aproximar a força de trabalho da área de RH. Esses são os objetivos do Conversando com o RH, projeto promovido pela Gerência Executiva de RH da Transpetro, que percorrerá todas as unidades da companhia no País, fomentando novas interfaces de atendimento com seu público interno. Em 2009, um projeto piloto foi realizado nas bases Norte/Nordeste. Edmundo Santana Júnior, coordenador Regional de RH, esclareceu aos empregados questões sobre Tratamento da Ambiência, Sistema de Reconhecimento e Recompensa e Avaliação de Desempenho. Já foram realizados quatro encontros e, desde janeiro, o projeto está sendo estendido a todas as Regionais, com reuniões mensais e trimestrais. Os encontros estão divididos em A duas partes: apresentação de um tema específico da área de RH seguido de debate para esclarecer dúvidas e colher ideias dos participantes. A inserção no projeto é espontânea e aberta a todos os empregados. Nos quatro encontros realizados na regional NNE, a participação foi expressiva. “Percebemos que existem muitas dúvidas sobre as normas da companhia em temas ligados a RH. Agora, os empregados contam com este canal de comunicação e de integração. O projeto tem sido muito bem recebido”, destacou Edmundo. Na avaliação de Aronaldo Aragão de Melo, coordenador de Operações do Terminal de Aracaju (SE), o projeto esclarece questões e gera conhecimento a ser disseminado entre outros membros da equipe. “O processo é dinâmico e transmite informações específicas que podem ser repassadas. Podemos tirar dúvidas que, no dia a dia, devido às diversas demandas, não temos oportunidade de esclarecer.” Quem compartilha da mesma opinião é José Roberto de Matos Santana, técnico de Projetos de Construção e Montagem, que esteve na última reunião realizada no Terminal de Madre de Deus, em outubro. “Uma das minhas dúvidas era sobre a Pesquisa de Ambiência e como seus resultados são utilizados pelo RH, o que foi esclarecido no encontro.” De acordo com os profissionais envolvidos no projeto, o Conversando com o RH representa mais um avanço do novo modelo de atendimento da Gerência Executiva, que há um ano descentralizou parte dos processos. O resultado é um maior número de atendimentos, de forma clara, rápida e eficaz, e a meta é aumentar a satisfação e o comprometimento da força de trabalho da Transpetro, buscando sempre a melhora contínua dos processos d o RH. 13 DIVERSIDADE André Valentim/ Banco de imagens Petrobras Distribuidora em defesa das mulheres APÓS A REALIZAÇÃO DE DIVERSAS AÇÕES, INCLUINDO A PARTICIPAÇÃO NO PROGRAMA PRÓ-EQUIDADE DE GÊNERO, EMPRESA LANÇA SITE SOBRE DIVERSIDADE. A 14 de trabalho com representantes das áreas envolvidas. Campanha pelo fim da violência O apoio na divulgação da campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres” foi outro compromisso assumido pela BR. A companhia mobilizou a força de trabalho entre os dias 19 de novembro e 11 de dezembro de 2009. Durante a campanha, foram realizadas ações em 12 instalações operacionais em aeroportos do país, uma fábrica de lubrificantes, um terminal de distribuição de combustíveis e uma fábrica de asfalto. A equipe de cada unidade foi convidada a participar da palestra de conscientização sobre o combate à violência contra a mulher. A conscientização também ultrapassou os muros da companhia. Um material com informações e recursos à disposição das mulheres em situação de violência foi dado aos motoristas que abasteceram em um dos 150 postos BR localizados em 15 cidades do país. Aproxima- damente 450 mil folhetos foram entregues até o dia 10 de dezembro. Outra ação do plano foi a elaboração de um site sobre gênero e diversidade no Portal BR. O site traz informações sobre esses temas, o plano de ação da BR no programa Pró-equidade de gênero, datas relevantes e notícias, além de links importantes. O endereço é www.br.com.br/ diversidade. Mulheres (fotos) trabalham em diversas instalações da Petrobras. Companhia participa do Pró-Equidade de Gênero desde a primeira edição. Geraldo Falcão/ Banco de imagens Petrobras Petrobras Distribuidora aderiu à terceira edição (2009/ 2010) do Programa PróEquidade de Gênero, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), do Governo Federal. A Petrobras participa do programa desde a primeira edição. O objetivo geral do programa é contribuir para a eliminação de todas as formas de discriminação no acesso, remuneração, ascensão e permanência no emprego, visando à promoção de práticas exemplares no mundo do trabalho, com respeito à diversidade e valorização do mérito. Após a adesão ao programa, foi construído um plano de ação com 29 compromissos corporativos, com prazos e metas definidos. Conheça alguns dos compromissos: o aumento da participação de mulheres recrutadas para treinamento nos postos escola da BR; a criação de um módulo de treinamento sobre equidade de gênero para os alunos dos 16 postos escola; a realização do Censo Diversidade na companhia; e a organização de uma palestra sobre assédio moral e sexual para a força de trabalho. O acompanhamento do plano de ação será feito por um grupo Divulgação Da esquerda para a direita: Talles Henrique Pereira, Renata Marques Galvão de Lima e Douglas Diniz Junior. NOTAS Quem somos Nomes: Douglas Diniz Junior, Talles Henrique Pereira e Renata Marques Galvão de Lima Lotação: TIC/RH/ARH Principais atividades: Planejar e acompanhar a adequação do efetivo aos objetivos da TIC, o que inclui o planejamento e acompanhamento do custo de pessoal, controle de vagas, dimensionamento de pessoal, ingresso de pessoal, planejamento do efetivo e seleção de empregados. O que mais gostam em seu trabalho no RH: “A integração e colaboração com as gerências da TIC e com as diversas áreas da companhia; a participação, na construção dos processos em que atuamos, e o clima de trabalho favorável à criatividade, trabalho em equipe e disseminação de conhecimento O que mais gostam em seu trabalho na Petrobras: “O desafio de trabalhar em um ambiente que está em constante mudança, a oportunidade de aprendizado e conhecimento e a diversidade cultural” DICA DE LEITURA Petroleiros na visão de um deles Reprodução Livro retrata empregados da companhia como “bandeirantes do mar” O crescimento, o aumento da produtividade, as inovações O tecnológicas e o gigantismo a identidade dos trabalhadores das da Petrobras fiplataformas de petróleo zeram com que os trabalhadores da companhia construíssem uma auto-imagem de grandeza e competência técnica, o que se expressava no orgulho de participar de um empreendiRose Mery dos Santos Costa Leite Bandeirantes do Mar: INTERTEXTO mento de grande envergadura, estratégico para a nação. Uma imagem cristaliza o espírito de aventura e conquista desses trabalhadores: a imagem dos “bandeirantes do mar”. O trabalhador offshore participa de expedições em busca de novas riquezas “desbravando o desconhecido nas profundezas marítimas”. . De acordo com a autora Rose Mery Leite, não se trata de um texto somente, apesar de ter usado sua dissertação de mestrado como referencial. O ob- A Intertexto Editora convida para o coquetel de lançamento do livro “Bandeirantes do Mar: a identidade dos trabalhadores das plataformas de petróleo” de autoria de Rose Mery dos Santos Costa Leite, dia 24 de novembro de 2009 a partir das 19 horas na Livraria do Museu da República, Rua do Catete 153, Catete, Rio de Janeiro. crescimento da empresa, o aumento da produtividade, as inovações tecnológicas e o gigantismo da Petrobras fizeram com que os trabalhadores construíssem uma auto-imagem de grandeza e competência técnica, o que se expressava no orgulho de participar de um empreendimento de grande envergadura, estratégico para a nação. Uma imagem cristaliza o espírito de aventura e conquista desses trabalhadores: a imagem dos “bandeirantes do mar”. O trabalhador offshore participa de expedições em busca de novas riquezas “desbravando o desconhecido nas profundezas marítimas”. O Museu da República dispõe de estacionamento e fica em frente à Estação Catete do Metrô jetivo central foi abordar a complexidade do universo offshore, a partir da percepção dos próprios trabalhadores, com uma linguagem mais narrativa. Ficha técnica Título: Os Bandeirantes do Mar: a identidade dos trabalhadores das plataformas de petróleo • Autor: Rose Mery Leite • Editora: Intertexto • 244 páginas • Preço: R$ 36,00 • ISBN: 978-85-87-25891-5 15 GERENTE PETROBRAS Iniciado em 2008, com a realização de dois projetos pilotos, programa já foi implantado em diversas áreas com sucesso. ano de 2009 foi marcado pela implantação corporativa de um programa altamente estratégico para a companhia: o Programa de Sucessão Gerencial. Ao todo, já são 169 empregados identificados com o perfil gerencial, muitos deles em fase de desenvolvimento e alguns até assumindo funções. O objetivo do programa é preservar a companhia da descontinuidade da liderança, o que se torna crítico na medida em que uma parte significativa do corpo gerencial da Petrobras hoje se encontra em condições de aposentadoria, seja por tempo de serviço ou por idade. “O programa também objetiva alinhar o perfil gerencial da Petrobras, já que a companhia defi- O ne de forma clara o papel e o perfil de gestor que está buscando”, explica Daniel Barros, um dos responsáveis pelo programa do RH. “Vale ressaltar também a importância deste tipo de orientação para as novas lideranças, especialmente para aqueles que são capacitados antes mesmo de sua designação”, complementa. Diversas áreas já aderiram Algumas iniciativas isoladas de sucessão chegaram a ser desenvolvidas por algumas áreas e foram levadas em consideração no programa desenvolvido pelo RH. Um processo como esse, desafiador para a companhia, mas que toca em um ponto essencial como a sucessão, tem recebido elogios por onde é implantado. No próprio RH, o Programa de Sucessão chegou a ser premiado como processo Destaque do ano de 2009. “Fazemos um balanço muito positi- vo até agora. Estamos falando de um programa bem estruturado e que vem sendo bastante elogiado pela atuação dos empregados que já assumiram funções, por conta do desenvolvimento que foi feito”, detalha Daniel. A satisfação com o programa também vem da forma em que foi construído. “A flexibilidade é um fator essencial. É um programa que foi montado com uma diretriz corporativa, como as análises de desempenho e perfil gerencial, mas que ao mesmo tempo tem espaço para abordar as especificidades das áreas”, destaca. Até o momento, UN-AM, Área Internacional, TIC, Materiais, Cenpes e Abastecimento, além do RH da Área Corporativa, já tiveram seus profissionais identificados. Gás & Energia (Fafen-BA e FafenSE) também já iniciou a implementação do programa, além da Área Financeira. Fafen-SE é uma das unidades que em breve terá identificados profissionais com perfil de liderança. Fotos: Juarez Cavalcanti/ Banco de imagens Petrobras 16 Programa de Sucessão alcança novas áreas da companhia