www.canalmoz.co.mz | ano 5 | numero 998 | Maputo, Quinta-Feira 11 de Julho de 2013 Director: Fernando Veloso | Propriedade da Canal i, lda Sede: Av. Samora Machel n.º 11 - Prédio Fonte Azul, 2º Andar , Porta 4, Maputo | Registo: 18/GABINFO-DEC/2009 e-mail: [email protected] | [email protected] | Telefones: 823672025 - 842120415 - 828405012 Beira 15 mil toneladas de explosivo potente armazenadas em condicções perigosas Uma explosão deste volume de material pode destruir tudo num raio de duzentos quilómetros quadrados. Está em “alto risco” a segurança num raio entre a Beira e Chimoio A importação é ilegal. Supõe-se que o produto é proveniente da Suiça para transitar parta a Zambia, mas suspeita-se que a mineradora Vale, em Tete, possa estar envolvida Beira (Canalmoz) - Na Beira estão armazenadas, em deficientes condições de segurança, 15 mil toneladas de um produto químico que quando misturado com gasóleo e aliado a uma ignição que funcione como detonador pode produzir uma explosão que destrói tudo num raio de 200 quilómetros quadrados. Apenas um quilo de massa desse composto, segundo um especialista ouvido pela Reportagem dos jornais Canalmoz e Canal de Moçambique, é suficiente para fazer explodir o Prédio 33 andares, em Maputo. Trata-se de Nitrato de Amónio, de densidade 5.1, que terá sido importado como fertilizante e não como explosivo o que a confirmar-se indicia tratar-se de importação ilegal. Um simples telemóvel pode ser ignição. O sol pode também também produzir uma explosão se o produto lhe for exposto. Suspeita-se que a carga é proveniente da Suécia e terá sido declarada como estando em trânsito para a Zâmbia. Mas, efectivamen- te, suspeita-se que se destina à mineradora Vale, em Tete, o que a confirmar-se poderá vir a ser encarado como uma fraude aduaneira pois não se destina a fertilização solos mas, sim, a abrir minas. A importação foi feita por uma empresa com sede em Maputo, mais propriamente a ORICA MOÇAMBIQUE, Lda., apurou o Canalmoz / Canal de Moçambique. A carga está armazenada em dois espaços distintos, dentro do perímetro da cidade Beira, mais concretamente na Munhava-Vaz e na Manga-Mascarenhas, neste caso à vertical da pista principal, do aeroporto. O Nitrato de Amónia está armazenado em espaços que pertencem à BLT, Limitada (Beira Logistic Terminais) e à ST,Lda, respectivamente. Na Munhava-Vaz a carga está num armazém que não reúne as condicções de segurança exigíveis a produtos explosivos assim classificados. Na Manga-Mascarenhas o Nitrato de Amónia está no Estaleiro-ST, ao relento, apenas co- berto por lonas, exposto ao sol. A simples exposição deste produto ao sol poderá suscitar uma explosão de enormes proporções. Nos Estaleiros-ST estão 750 embalagens de 1075 Kg/ cada de Nitrato de Amónia. Na Munhava-Vaz, no armazém da BLT há 480 sacos. Todos os sacos são de 1075 Kg/cada. Há ainda 103 contentores no Porto da Beira, ainda a cargo da Cornelder, empresa que tem a seu cargo a área comercial deste ancoradouro. Estão ainda 34 contentores a caminho da Beira, em navio a cargo da transitária Maersk. Na Beira já estão ao todo 15 mil toneladas, que equivale a quinhentos (500) camiões. O que já está em terra, se misturado com gasóleo e associado a uma ignição ou detonador pode produzir uma explosão que destrói tudo num raio de 200 Kms. Desconhece-se se o transportador marítimo (MAERSK), a Cornelder (Porto da Beira), e as Alfândegas ano 5 | número 998 | 11 de Julho de 2013 2 estavam informadas de que a carga da Orica se tratava de explosivos. No certificado de qualidade do produto consta que o produto tem 99% de Nitrato de Amónia. A dona do referido produto é a ORICA Moçambique, uma empresa que não tem licença de importação de explosivos mas está a comer- cializar Nitrato de Amónia (NH4NO3) que não é nem mais nem menos, grosso modo, do que bolinhas de gás na proporção de 99%. As 15 mil toneladas encontram-se na Beira armazenadas em dois espaços distintos: um na Munhava-Vaz, na estrada nacional N6, e outro na Manga Mascarenhas. A Policia já tem a situação sob controlo. O Comando Geral da PRM até ontem ainda não ordenara a tomada de medidas que assegurem todas as condicções de segurança recomendáveis para este tipo de produto. A população da cidade da Beira continua sujeita a alto risco. (Fernando Veloso, na Beira) Dos 60 milhões de dólares gerados pela actividade Moçambique fica apenas com 1,6% das receitas da pesca de atum Maputo (Canalmoz) – A pescaria de atum chega a gerar uma receita anual de 60 milhões de dólares norte-americanos em Moçambique. Mas apenas cerca de 1,6 por cento destas receitas é que fica em Moçambique. Este triste quadro foi apresentado na tarde desta terça-feira pelo vice-ministro das Pescas, Gabriel Muthisse, que falava após a apresentação ao Conselho de Ministros de um plano estratégico de desenvolvimento da pescaria de atum. Contribui para estes números irrisórios o facto de até aqui o Governo não ter tido qualquer mecanismo de rentabilização ou domesticação dos métodos da sua captura e comércio. O plano só foi apresentado esta terça- -feira 38 anos após a independência. Segundo disse o vice-ministro das Pescas, o que acontece é que os principais operadores de atum em Moçambique são europeus, japoneses, coreanos, taiwaneses e outros de outras latitudes. Isso faz com que o sector empregue apenas mão-de-obra estrangeira, pois as capturas são conservadas a bordo ou transportadas no mar para barcos de apoio ou descarregadas em barcos estrangeiros. Dado o vazio do lado moçambicano, é fácil imaginar que as operações comerciais são feitas em “offshore”. “É uma pescaria muito pouco integrada na economia de Moçambique e não está a gerar riquezas inter- namente para o nosso País”, reconheceu o vice-ministro das Pescas. Só para se ter uma ideia, o atum existe no oceano Índico numa quantidade estimada em cerca de 1 milhão de toneladas, o que faz com que 24 por cento da produção mundial seja proveniente do Índico. Segundo o vice-ministro, a parte ocidental do oceano Índico, o qual Moçambique faz parte contribui com 80% do total das capturas do Índico. O plano estratégico aprovado, apesar de não terem sido avançados muitos detalhes, visa integrar a produção de atum na economia nacional e evitar as avultadas perdas que se verificam neste momento. (Matias Guente) Depois da suspensão por má gestão Fundo Global volta a financiar sector da Saúde em Moçambique O Fundo Global vai desembolsar, gradualmente, nos próximos três anos, 25 milhões de dólares norte-americanos para Moçambique. Maputo (Canalmoz) - Cerca de dois anos depois de ter suspendido o financiamento ao sector da Saúde para Moçambique em virtude da alegada má gestão, o Fundo Global, uma instituição sediada na Suíça e que se dedica ao combate de doenças como a malária, tuberculose e HIV/SIDA, reactivou este mês o seu programa de apoio ao País. O acordo de financiamento foi assinado na passada sexta-feira e torwww.canalmoz.co.mz ano 5 | número 998 | 11 de Julho de 2013 3 nado público ontem (quarta-feira). Este organismo vai desembolsar, gradualmente, nos próximos três anos, 25 milhões de dólares norte-americanos para Moçambique, para o combate à tuberculose, malária, HIV/SIDA, bem como para melhoria de gestão do Ministério da Saúde através da capacitação dos recursos humanos e compra de equipamento laboratorial. Do valor total financiado, 25 milhões de dólares norte-americanos, 17,5 milhões de dólares serão alocados para o fortalecimento institucional, concretamente na melhoria de gestão do Ministério da Saúde através da capacitação dos recursos humanos, compra de equipamento laboratorial, e os restantes 7,5 milhões serão destinados a financiar os programas de combate à tuberculose. O acordo de financiamento, com a duração de três anos, com o efeito a partir deste ano, foi assinado no passado dia cinco do corrente mês e apenas tornado público esta quarta-feira durante uma conferência de Imprensa realizada no Ministério da Saúde. Kirsi Viisainen, representante do Fundo Global em Moçambique, disse que a organização havia deixado de apoiar o Ministério da Saúde porque se constatou a existência de vários problemas de gestão dos fundos. A fonte disse que a reactivação dos programas de financiamento resulta do facto de o pelouro da Saúde em Moçambique ter reestruturado seus modelos de gestão de financiamento destinados ao combate a doenças. Ainda, o representante do Fundo Global disse que devido à neces- sidade de melhoria das condições de vida da população em Moçambique, para além do financiamento ora garantido, a organização está a estudar a possibilidade de aumentar o apoio de modo a combater doenças de maneira mais eficaz possível. Por seu turno, Célia Gonçalves, directora nacional de Planificação no Ministério da Saúde, garantiu boa gestão dos fundos e disse que todas as condições foram criadas de modo a evitar possíveis casos de esbanjamento desnecessário de financiamento. A directora do MISAU disse que durante o tempo da suspensão do financiamento o MISAU enfrentou graves problemas nos seus programas de combate a várias doenças, sobretudo a tuberculose, a malária e o HIV-SIDA. (António Frades) Neste sábado em Sadjundjira Dhlakama reúne-se com partidos extraparlamentares Maputo (Canalmoz) - Partem esta quinta-feira de Maputo a Sadjundjira os dirigentes dos partidos políticos extraparlamentares, a fim de se reunirem com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, confirmou ao Canalmoz Jeremias Pondeca, da Renamo. O encontro com Afonso Dhlakama, também confirmado por um dos membros dos partidos extraparlamentares, Ya-Qub-Sibindy, vai acontecer na manhã deste sábado e o líder da Renamo já tomou conhecimento. Os partidos extraparlamentares es- tiveram na última segunda-feira reunidos com o presidente da República, Armando Guebuza, com quem abordaram questões relacionadas com a tensão político-militar que se instalou no País, mormente na região centro, entre o Governo e a Renamo. Na agenda do encontro com o presidente da Renamo, de acordo com as nossas fontes, constam três pontos, um dos quais a necessidade de diálogo sério sem o recurso às forças militares, o envolvimento de outras forças na discussão dos assuntos do País para evitar que haja mais conflitos no futuro. Ainda neste sábado, na cidade de Maputo, haverá uma vigília pela Paz que tem pela frente o denominado movimento religioso. Para além da vigília haverá no final uma marcha que vai terminar na Praça da Paz, onde estão convidados todos os partidos políticos, membros da sociedade civil e outras entidades interessadas. A Renamo tem em cima da mesa no diálogo com o Governo quatro pontos que preten- Publicidade www.canalmoz.co.mz ano 5 | número 998 | 11 de Julho de 2013 4 de ver satisfeitos, de modo a poder participar nos processos eleitorais, designadamente a revisão do Pacote Eleitoral, questões de Forças de Defesa e Segurança, a despartidarização do Aparelho do Estado e finalmente questões económicas. Desde Dezembro a este estágio, as partes têm estado a se reunir regularmente em reuniões de diálogo que ainda não produziram sequer um acordo político. (Bernardo Álvaro) Bento Kangamba escapa de prisão com passaporte diplomático O general Bento Kangamba ocupa um gabinete na Casa de Segurança do Presidente da República, dirigida pelo general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”. Nesse gabinete é reverenciado por ter um “saco azul”, com milhões de dólares à sua disposição e sem prestação de contas, para operações tenebrosas e satisfação dos seus caprichos pessoais, como o vício do jogo. O mais grave é o uso impune de Portugal e a cumplicidade das autoridades deste país. Regularmente, tem havido denúncias de utilização do aeroporto de Lisboa como ponto de passagem anual de milhões de dólares, em malas e sacos, por “mulas” de membros do regime angolano. Portugal é hoje uma autêntica lavandaria para branqueamento de capitais saqueados em Angola. Maputo (Canalmoz) – O general angolano e politico do MPLA, Bento dos Santos “Kangamba”, escapou à detenção, há dias, no principado de Mónaco, por ser portador de um passaporte diplomático. As autoridades francesas, segundo apurou o Maka Angola, tentaram a detenção do general, que se encontrava hospedado no Hotel Metrópole, em Monte-Carlo, com um séquito de 20 amigos. A polícia local pretendia interrogar e encarcerar o general por branqueamento de capitais, crime organizado e associação de malfeitores, mas o general invocou imunidade diplomática para evitar a detenção. Em causa está a apreensão de dinheiro, no valor de quase 3 milhões de euros (cerca de US$ 4 milhões), e da detenção de cinco indivíduos, que transportavam o dinheiro, de Portugal para a França, para pagamento do vício do general pelo jogo. O Hotel Metrópole fica a 50 metros do Casino Monte-Carlo, o local preferido para os jogos do general, que também é o secretário do comité provincial de Luanda do MPLA para organização e mobilização periférica e rural. Os cinco indivíduos encontram-se detidos por branqueamento de capitais, crime organizado e associação de malfeitores. As apreensões tiveram lugar em duas ocorrências separadas no dia 14 de Junho, no sul de França, envolvendo dois veículos de matrícula portuguesa. Na primeira ocorrência, à uma hora da manhã, nas portagens de Arles, foram apreendidos 2 milhões de euros, transportados na bagageira de um Mercedes, acomodados em 40 maços de notas, num saco de plástico e numa caixa de sapatos. O motorista do veículo, Daniel de Andrade Moreira, de nacionalidade portuguesa, que se fazia acompanhar da sua esposa, disse às autoridades francesas que o dinheiro lhe havia sido confiado por um amigo angolano, Carlos Silva. O casal tinha por missão entregar o dinheiro a Carlos Silva, no hotel Le Métropole, em Monte Carlo, no Mónaco, onde este organizava uma festa para o general Bento Kangamba, que ali se encontrava de férias com um grupo de cerca de vinte amigos. Daniel de Andrade Moreira disse ainda que Carlos Silva é empregado de Bento Kangamba. As diárias de Publicidade www.canalmoz.co.mz ano 5 | número 998 | 11 de Julho de 2013 5 quarto mais barato, no referido hotel, são em média 600 euros (acima dos US $770) e uma simples refeição ultrapassa os 200 euros por pessoa. A segunda apreensão ocorreu cerca de sete horas mais tarde, nas portagens de Saint-Jean de Védas (Hérault), a cerca de 80 quilómetros do local da primeira ocorrência. A polícia deteve os ocupantes de um segundo Mercedes, Anércio Martins de Sousa e Gaudino Vaz Gomes, de nacionalidade angolana e cabo-verdiana respectivamente, que transportavam 910 mil euros. O motorista explicou que o dinheiro se destinava à compra de um imóvel em Nice e que ele receberia 10 porcento do montante por fazer o transporte até ao seu proprietário, José Francisco. Os ocupantes do segundo Mercedes foram levados para a esquadra de Montpellier, onde outros quatro indivíduos se apresentaram para os libertar e recuperar o dinheiro. Os quatro foram também detidos, entre eles José Francisco. Outro dos detidos, Carlos Filomeno de Jesus Lima da Silva “Carlos Silva”, era portador de 60 mil euros e de um cartão bancário em nome do general Bento dos Santos “Kangamba” e disse às autoridades que estava de férias no Mónaco com um grupo de amigos. O mesmo Carlos Silva revelou à justiça francesa a leveza e a regularidade com que o general Bento Kangamba movimenta milhões de dólares, em sacos e malas, em Angola. “Em Angola, é normal [ele o Bento Kangamba] transportar o seu dinheiro assim.” Segundo declarações de Nuno Jorge Avelar Santos Vieira, motorista profissional, ao juiz de instrução, Carlos Silva é secretário do general Bento Kangamba. Maka Angola contactou o advogado Jorge Mendes Constante, indicado como sendo o defensor dos detidos. Este referiu que ainda não foi constituído advogado, mas confirmou que alguns dos suspeitos continuam detidos, sem ter avançado nomes ou o teor das acusações. Afirmou ainda que o bastonário da Ordem dos Advogados de Marselha, Erick Campana, foi contratado para defender os suspeitos. Maka Angola tentou o contacto com Erick Campana, sem sucesso. O General da Impunidade Bento Kangamba goza da protecção incondicional do Presidente José Eduardo dos Santos, de quem é sobrinho por afinidade. É casado com Avelina dos Santos, sobrinha do Presidente e directora-adjunta do seu gabinete, num caso flagrante de nepotismo. O general Bento Kangamba ocupa um gabinete na Casa de Segurança do Presidente da República, dirigida pelo general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”. Nesse gabinete é reverenciado por ter um “saco azul”, com milhões de dólares à sua disposição e sem prestação de contas, para operações tenebrosas e satisfação dos seus caprichos pessoais, como o vício do jogo. O mais grave é o uso impune de Portugal e a cumplicidade das autoridades deste país. Regularmente, tem havido denúncias de utilização do aeroporto de Lisboa como ponto de passagem anual de milhões de dólares, em malas e sacos, por “mulas” de membros do regime angolano. Portugal é hoje uma autêntica lavandaria para branqueamento de capitais saqueados em Angola. Quando está em Lisboa, Bento Kangamba é conhecido por ocupar, com regularidade, um andar inteiro no Hotel Sheraton, para si e a sua corte. Normalmente viaja com uma coluna de Mercedes pela Europa, em parte, para evitar viajar de avião. (Maka Angola, com a devida vénia do Canalmoz) Em Maputo Ministério da Cultura homenageia Mia Couto Maputo (Canalmoz) – O renomado escritor moçambicano, Mia Couto, foi homenageado ontem em Maputo pelo Ministério da Cultura, em reconhecimento pelo Prémio Camões-2013, que recebeu recentemente em Portugal. O ministro da Cultura, Armando Artur, disse que o acontecimento demonstra que a literatura mo- çambicana está em crescendo e constitui uma das mais robustas, não só a nível do mundo falante da língua portuguesa, como também a nível de África e do mundo. Publicidade www.canalmoz.co.mz ano 5 | número 998 | 11 de Julho de 2013 6 “É verdade que somos um país recente no contexto das independências em África, mas a qualidade, robustez e desempenho da nossa literatura não passa despercebida, mesmo a par de muitos países que nos antecederam na ascensão à independência”, disse o ministro da Cultura. Por sua vez, o escritor Mia Couto disse que o gesto constituiu para ele uma grande satisfação mas o maior prémio é o trabalho que ele faz. Mia Couto referiu que o melhor seria conseguir fazer com que os livros sejam acessíveis a todos os moçambicanos e mais lidos por muita gente. “Agradeço esse momento e este gesto, é uma grande satisfação e sinto-me em casa e como se estivesse a receber prémio pela primeira vez”, considerou Mia Couto. O momento foi abrilhantado por diferentes grupos de danças, teatro, incluindo a declamação de dois poemas do homenageado. Contou com a presença de diversas individualidades, entre membros da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), do recém-criado Comité da Artes e Culturas, Conselho Nacional do Património Cultural, entre outros. (Arcénia Nhacuahe) Em Mulela-sede, na província da Zambézia População clama por uma casa “mãe espera” no hospital local Zambézia (Canalmoz) – A população da localidade de Mulela-sede, distrito de Pebane, província da Zambézia, clama pela instalação de uma casa do projecto “mãe espera” junto da maternidade existente no centro de saúde local como forma de reduzir o sofrimento das parturientes que percorrem longas distâncias até àquela unidade sanitária. A informação foi avançada à margem de uma reunião comunitária a que a Reportagem do Canalmoz assistiu, onde a comunidade pediu a quem de direito para que a instalação e/ou a construção de um edifício para casa “mãe espera” em Mulela-sede seja tomada em consideração e com relevância imediata. Segundo as senhoras que participaram do encontro, “as mulheres sofrem muito. Quando vêm aqui para dar à luz não sabem onde ficarem porque não têm familiares aqui na sede de Mulela e são obrigadas a ficarem ao relento para evitar que tenham bebés em casa”. De acordo com as residentes de Mulela-sede, “por vezes algumas mulheres costumam dar à luz na estrada quando saem das suas zonas para cá na sede onde há um centro de saúde e isto coloca em risco tanto a vida das mães como dos filhos”. Por seu turno, fontes sem autorização para falar à Imprensa nos serviços de Saúde, Mulher e Acção Social de Pebane confidenciaram-nos que o nível de partos institucionais em Pebane não revela melhorias. (Aunício da Silva) Previsão do Tempo até Domingo Capitais Provinciais Quinta-Feira Sexta-Feira Sábado Domingo Maputo max: 21º min: 17º max: 21º min: 12º max: 23º min: 11º max: 24º min: 15º Xai-Xai max: 22º min: 16º max: 21º min: 13º max: 22º min: 12º max: 24º min: 14º Inhambane max: 23º min: 17º max: 22º min: 15º max: 22º min: 15º max: 24º min: 15º Beira max: 22º min: 19º max: 22º min: 19º max: 23º min: 16º max: 24º min: 15º Chimoio max: 19º min: 13º max: 18º min: 12º max: 22º min: 10º max: 21º min: 10º Quelimane max: 24º min: 18º max: 24º min: 17º max: 23º min: 16º max: 25º min: 15º Tete max: 24º min: 17º max: 23º min: 16º max: 24º min: 14º max: 26º min: 14º Nampula max: 24º min: 15º max: 24º min: 14º max: 25º min: 14º max: 25º min: 14º Pemba max: 27º min: 22º max: 27º min: 22º max: 27º min: 22º max: 28º min: 22º Lichinga max: 18º min: 10º max: 18º min: 09º max: 19º min: 09º max: 19º min: 10º www.canalmoz.co.mz ano 5 | número 998 | 11 de Julho de 2013 7 www. Publicidade Visite o nosso website .co.mz Em relação ao ano passado Produção de açúcar vai registar incremento de 28 mil toneladas este ano Maputo (Canalmoz) – A produção de açúcar, comparativamente ao ano passado vai registar uma subida de mais de 28 mil toneladas este ano em Moçambique. No total, segundo dados do Centro de Promoção Agrícola (CEPAGRI), serão produzidas este ano em todas as quatro fábricas que operam neste momento em Moçambique 424.988 toneladas, contra 396.719 toneladas registadas em 2012, o que corresponde, em termos percentuais, a um aumento de sete por cento. O aumento das áreas de produção projectada pelas quatro fábricas, nomeadamente Maragra, Xinavane, Marromeu e Mafambisse, ao longo da campanha deste ano é apontado pelo coordenador do sector de açúcar no CEPAGRI, Jorge Manjate, como principal factor do referido incremento de produção do açúcar. Segundo dados do CEPAGRI, para este ano as quatro fábricas esperam produzir as 424.988 toneladas numa área de 47.420 hectares, contra 45917 hectares usados na campanha de 2012. Para Jorge Manjate, as 424.988 toneladas que se esperam que sejam produzidas este ano fazem com que o País esteja em boas condições para satisfazer as necessidades do mercado nacional e volumes consideráveis de excedentes para exportação. Assim sendo, ainda de acordo com a nossa fonte, estima-se um aumento das exportações para o ano 2013 resultante dos aumentos previstos na produção de açúcar. No total serão exportadas 265.000 toneladas. Em princípio, todo o produto será destinado para a União Europeia onde existem duas opções no mesmo mercado, nomeadamente no âmbito do acordo dos APEs (Acordos de Parceria Económica) ou no âmbito da Iniciativa EBA (Tudo Menos Armas). E do lado do consumo doméstico, de acordo com os mesmos dados, a indústria poderá vender 175.000 toneladas de açúcar para o ano 2013. No que diz respeito às vendas no mercado doméstico, em 2012 registaram uma queda, essa redução nas vendas vem se verificando desde o ano de 2011, depois dos aumentos sucessivos que vinham se verificando nos anos passados. E uma das razões desta redução nas Preçário de Assinaturas | Distribuição diária por e-mail | 20 edições mensais (USD) Contratos Anuais (12 Meses) (ii) Tipo de Assinante (USD) Contratos Mensais (i) (a) Pessoa Singular 20 15 usd x 12 meses = 180 usd (b) Empresas e Associações de Direito Moçambicano 40 30 x 12 = 360 (c) Órgãos e Instituições do Estado 50 40 x 12 = 480 (d) Embaixadas e Consulados em Moçambique e Organismos Internacionais 60 50 x 12 = 600 (e) Embaixadas e representações Oficiais de Moçambique no exterior 60 50 x 12 = 600 (f) ONG’s Nacionais 30 20 x 12 = 240 (g) ONG’s Internacionais 50 40 x 12 = 480 Publicidade Notas - Os valores expressos poderão ser pagos em Meticais ao cambio do dia do mercado secundário - Nas facturas e recibos inerentes deve-se mencionar a letra que corresponde ao tipo de assinatura - (i) Pronto pagamento ou débito directo em conta bancária - (ii) Pronto pagamento ou débito directo em conta bancária www.canalmoz.co.mz ano 5 | número 998 | 11 de Julho de 2013 8 Publicidade Anuncie no Contacte-nos: [email protected] ou Telefone: (+258) 823672025| (+258) 842120415| (+258) 828405012 vendas, segundo Jorge Manjate, tem a ver com a situação económica do comércio em geral no País que afectou não só o açúcar como os outros produtos, pela falta de liquidez no mercado, como também a mudança de comportamento alimentar das populações, em relação ao açúcar. Em 2012 foram vendidas no total 164.096 toneladas de açúcar para o mercado doméstico, das quais 28.228 toneladas são de açúcar branco. Estas vendas representam uma redução de 5% em rela- ção às registadas no ano anterior. Refira-se que em 2012, a indústria açucareira nacional exportou para o mercado europeu 243.583 toneladas de açúcar amarelo, tendo rendido 126.2 milhões de dólares norte-americanos. (Raimundo Moiane) Standard Bank é o primeiro banco a financiar imóveis no bairro de Intaka Maputo (Canalmoz) – O Standard Bank é o primeiro banco comercial no País a financiar a aquisição de imóveis, no projecto de construção de 5.000 casas, no bairro de Intaka, no município da Matola. O acto de assinatura das escrituras ocorreu, na terça-feira última, em Maputo, entre aquele Banco, o Fundo de Fomento para a Habitação (FFH) e os beneficiários do financiamento bancário. Chuma Nwokocha, director da Banca de Particulares, Pequenas e Médias Empresas do Standard Bank, referiu, a-propósito, que a sua instituição sempre apostou no apoio aos cidadãos moçambicanos, sobretudo os jovens, a ter acesso à habitação. “Por isso, nos sentimos honrados em ver estes jovens a alcançar, finalmente, os seus sonhos em ter casa própria”. Chuma Nwokocha explicou ainda que o Standard Bank possui produtos financeiros para a área imobiliária, nomeadamente o “Crédito à Habitação” e “Equity Release”, que podem ajudar os clientes que pretendem obter habitação própria. Para além de conceder financiamentos, o Standard Bank, através destes produtos, faz o acompanhamento directo aos beneficiários na gestão do crédito. Após assinar o seu contrato, Olinda Pipe, uma das beneficiárias deste financiamento bancário, afirmou que o apoio do Standard Bank ajudou na realização do seu sonho de longos anos: “Sinto-me realizada. Estou muito satisfeita, é como se fosse a realização de um desejo”, frisou. Por seu turno, Borges da Silva, director do consórcio constituído pelo FFH e a Henan Guojin Imobiliária, disse que o envolvimento do Standard Bank representa mais um passo para a consolidação do projecto de construção das cinco mil casas. “Este acto, que acabámos de testemunhar, serviu de base para que as pessoas vejam que já é possível comprar as casas via banco, pois as condições para o efeito já estão criadas”, finalizou. (FDS) Publicidade www.canalmoz.co.mz