www.canalmoz.co.mz | ano 5 | numero 998 | Maputo, Quinta-Feira 11 de Julho de 2013
Director: Fernando Veloso | Propriedade da Canal i, lda
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e-mail: [email protected] | [email protected] | Telefones: 823672025 - 842120415 - 828405012
Beira
15 mil toneladas de explosivo potente
armazenadas em condicções perigosas
Uma explosão deste volume de material pode destruir tudo num raio de duzentos quilómetros
quadrados. Está em “alto risco” a segurança num raio entre a Beira e Chimoio
A importação é ilegal. Supõe-se que o produto é proveniente da Suiça para transitar parta
a Zambia, mas suspeita-se que a mineradora Vale, em Tete, possa estar envolvida
Beira (Canalmoz) - Na Beira estão
armazenadas, em deficientes condições de segurança, 15 mil toneladas de um produto químico que
quando misturado com gasóleo e
aliado a uma ignição que funcione como detonador pode produzir
uma explosão que destrói tudo num
raio de 200 quilómetros quadrados.
Apenas um quilo de massa desse
composto, segundo um especialista
ouvido pela Reportagem dos jornais
Canalmoz e Canal de Moçambique, é suficiente para fazer explodir
o Prédio 33 andares, em Maputo.
Trata-se de Nitrato de Amónio, de
densidade 5.1, que terá sido importado como fertilizante e não como
explosivo o que a confirmar-se indicia tratar-se de importação ilegal.
Um simples telemóvel pode
ser ignição. O sol pode também
também produzir uma explosão se o produto lhe for exposto.
Suspeita-se que a carga é proveniente da Suécia e terá sido declarada como estando em trânsito
para a Zâmbia. Mas, efectivamen-
te, suspeita-se que se destina à
mineradora Vale, em Tete, o que a
confirmar-se poderá vir a ser encarado como uma fraude aduaneira pois não se destina a fertilização solos mas, sim, a abrir minas.
A importação foi feita por uma
empresa com sede em Maputo,
mais propriamente a ORICA MOÇAMBIQUE, Lda., apurou o Canalmoz / Canal de Moçambique.
A carga está armazenada em dois
espaços distintos, dentro do perímetro da cidade Beira, mais concretamente na Munhava-Vaz e na Manga-Mascarenhas, neste caso à vertical
da pista principal, do aeroporto.
O Nitrato de Amónia está armazenado em espaços que pertencem à
BLT, Limitada (Beira Logistic Terminais) e à ST,Lda, respectivamente.
Na Munhava-Vaz a carga está num
armazém que não reúne as condicções de segurança exigíveis a produtos explosivos assim classificados.
Na Manga-Mascarenhas o Nitrato de Amónia está no Estaleiro-ST, ao relento, apenas co-
berto por lonas, exposto ao sol.
A simples exposição deste produto ao sol poderá suscitar uma
explosão de enormes proporções.
Nos
Estaleiros-ST
estão
750 embalagens de 1075 Kg/
cada de Nitrato de Amónia.
Na
Munhava-Vaz,
no
armazém da BLT há 480 sacos.
Todos os sacos são de 1075 Kg/cada.
Há ainda 103 contentores no Porto da Beira, ainda a cargo da Cornelder, empresa que tem a seu cargo
a área comercial deste ancoradouro.
Estão ainda 34 contentores
a caminho da Beira, em navio
a cargo da transitária Maersk.
Na Beira já estão ao todo
15 mil toneladas, que equivale a quinhentos (500) camiões.
O que já está em terra, se misturado com gasóleo e associado
a uma ignição ou detonador pode
produzir uma explosão que destrói tudo num raio de 200 Kms.
Desconhece-se se o transportador
marítimo (MAERSK), a Cornelder
(Porto da Beira), e as Alfândegas
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estavam informadas de que a carga
da Orica se tratava de explosivos.
No certificado de qualidade
do produto consta que o produto tem 99% de Nitrato de Amónia.
A dona do referido produto é a
ORICA Moçambique, uma empresa
que não tem licença de importação
de explosivos mas está a comer-
cializar Nitrato de Amónia (NH4NO3) que não é nem mais nem
menos, grosso modo, do que bolinhas de gás na proporção de 99%.
As 15 mil toneladas encontram-se na Beira armazenadas em dois
espaços distintos: um na Munhava-Vaz, na estrada nacional N6,
e outro na Manga Mascarenhas.
A Policia já tem a situação sob controlo. O Comando Geral da PRM até
ontem ainda não ordenara a tomada
de medidas que assegurem todas as
condicções de segurança recomendáveis para este tipo de produto.
A população da cidade da Beira continua sujeita a alto risco. (Fernando Veloso, na Beira)
Dos 60 milhões de dólares gerados pela actividade
Moçambique fica apenas com 1,6% das
receitas da pesca de atum
Maputo (Canalmoz) – A pescaria
de atum chega a gerar uma receita anual de 60 milhões de dólares
norte-americanos em Moçambique. Mas apenas cerca de 1,6 por
cento destas receitas é que fica em
Moçambique. Este triste quadro foi
apresentado na tarde desta terça-feira pelo vice-ministro das Pescas,
Gabriel Muthisse, que falava após a
apresentação ao Conselho de Ministros de um plano estratégico de desenvolvimento da pescaria de atum.
Contribui para estes números irrisórios o facto de até aqui o Governo
não ter tido qualquer mecanismo de
rentabilização ou domesticação dos
métodos da sua captura e comércio.
O plano só foi apresentado esta terça-
-feira 38 anos após a independência.
Segundo disse o vice-ministro
das Pescas, o que acontece é que
os principais operadores de atum
em Moçambique são europeus, japoneses, coreanos, taiwaneses e
outros de outras latitudes. Isso faz
com que o sector empregue apenas mão-de-obra estrangeira, pois
as capturas são conservadas a bordo ou transportadas no mar para
barcos de apoio ou descarregadas
em barcos estrangeiros. Dado o
vazio do lado moçambicano, é fácil imaginar que as operações comerciais são feitas em “offshore”.
“É uma pescaria muito pouco integrada na economia de Moçambique
e não está a gerar riquezas inter-
namente para o nosso País”, reconheceu o vice-ministro das Pescas.
Só para se ter uma ideia, o atum
existe no oceano Índico numa quantidade estimada em cerca de 1 milhão de toneladas, o que faz com que
24 por cento da produção mundial
seja proveniente do Índico. Segundo o vice-ministro, a parte ocidental
do oceano Índico, o qual Moçambique faz parte contribui com 80%
do total das capturas do Índico.
O plano estratégico aprovado,
apesar de não terem sido avançados muitos detalhes, visa integrar a produção de atum na
economia nacional e evitar as
avultadas perdas que se verificam
neste momento. (Matias Guente)
Depois da suspensão por má gestão
Fundo Global volta a financiar sector da
Saúde em Moçambique
O Fundo Global vai desembolsar, gradualmente, nos próximos três anos, 25 milhões
de dólares norte-americanos para Moçambique.
Maputo (Canalmoz) - Cerca de
dois anos depois de ter suspendido
o financiamento ao sector da Saúde para Moçambique em virtude da
alegada má gestão, o Fundo Global,
uma instituição sediada na Suíça e
que se dedica ao combate de doenças como a malária, tuberculose
e HIV/SIDA, reactivou este mês o
seu programa de apoio ao País. O
acordo de financiamento foi assinado na passada sexta-feira e torwww.canalmoz.co.mz
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nado público ontem (quarta-feira).
Este organismo vai desembolsar, gradualmente, nos próximos
três anos, 25 milhões de dólares
norte-americanos para Moçambique, para o combate à tuberculose, malária, HIV/SIDA, bem como
para melhoria de gestão do Ministério da Saúde através da capacitação dos recursos humanos e compra de equipamento laboratorial.
Do valor total financiado, 25 milhões de dólares norte-americanos,
17,5 milhões de dólares serão alocados para o fortalecimento institucional, concretamente na melhoria de
gestão do Ministério da Saúde através da capacitação dos recursos humanos, compra de equipamento laboratorial, e os restantes 7,5 milhões
serão destinados a financiar os programas de combate à tuberculose.
O acordo de financiamento,
com a duração de três anos, com
o efeito a partir deste ano, foi assinado no passado dia cinco do
corrente mês e apenas tornado
público esta quarta-feira durante
uma conferência de Imprensa realizada no Ministério da Saúde.
Kirsi Viisainen, representante do
Fundo Global em Moçambique, disse que a organização havia deixado
de apoiar o Ministério da Saúde porque se constatou a existência de vários problemas de gestão dos fundos.
A fonte disse que a reactivação dos
programas de financiamento resulta
do facto de o pelouro da Saúde em
Moçambique ter reestruturado seus
modelos de gestão de financiamento
destinados ao combate a doenças.
Ainda, o representante do Fundo
Global disse que devido à neces-
sidade de melhoria das condições
de vida da população em Moçambique, para além do financiamento
ora garantido, a organização está a
estudar a possibilidade de aumentar
o apoio de modo a combater doenças de maneira mais eficaz possível.
Por seu turno, Célia Gonçalves, directora nacional de Planificação no Ministério da Saúde,
garantiu boa gestão dos fundos e
disse que todas as condições foram criadas de modo a evitar
possíveis casos de esbanjamento
desnecessário de financiamento.
A directora do MISAU disse que
durante o tempo da suspensão do
financiamento o MISAU enfrentou
graves problemas nos seus programas de combate a várias doenças,
sobretudo a tuberculose, a malária e o HIV-SIDA. (António Frades)
Neste sábado em Sadjundjira
Dhlakama reúne-se com partidos
extraparlamentares
Maputo (Canalmoz) - Partem esta
quinta-feira de Maputo a Sadjundjira
os dirigentes dos partidos políticos
extraparlamentares, a fim de se reunirem com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, confirmou ao Canalmoz Jeremias Pondeca, da Renamo.
O encontro com Afonso Dhlakama, também confirmado por um dos
membros dos partidos extraparlamentares, Ya-Qub-Sibindy, vai acontecer na manhã deste sábado e o líder
da Renamo já tomou conhecimento.
Os partidos extraparlamentares es-
tiveram na última segunda-feira reunidos com o presidente da República, Armando Guebuza, com quem
abordaram questões relacionadas
com a tensão político-militar que se
instalou no País, mormente na região
centro, entre o Governo e a Renamo.
Na agenda do encontro com o
presidente da Renamo, de acordo
com as nossas fontes, constam três
pontos, um dos quais a necessidade de diálogo sério sem o recurso
às forças militares, o envolvimento de outras forças na discussão
dos assuntos do País para evitar
que haja mais conflitos no futuro.
Ainda neste sábado, na cidade de
Maputo, haverá uma vigília pela Paz
que tem pela frente o denominado
movimento religioso. Para além da
vigília haverá no final uma marcha que vai terminar na Praça da
Paz, onde estão convidados todos
os partidos políticos, membros da
sociedade civil e outras entidades
interessadas. A Renamo tem em
cima da mesa no diálogo com o
Governo quatro pontos que preten-
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de ver satisfeitos, de modo a poder
participar nos processos eleitorais,
designadamente a revisão do Pacote Eleitoral, questões de Forças
de Defesa e Segurança, a despartidarização do Aparelho do Estado e
finalmente questões económicas.
Desde Dezembro a este estágio, as
partes têm estado a se reunir regularmente em reuniões de diálogo que
ainda não produziram sequer um
acordo político. (Bernardo Álvaro)
Bento Kangamba escapa de prisão com
passaporte diplomático
O general Bento Kangamba ocupa um gabinete na Casa de Segurança do Presidente da República,
dirigida pelo general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”. Nesse gabinete é reverenciado por ter um
“saco azul”, com milhões de dólares à sua disposição e sem prestação de contas, para operações tenebrosas
e satisfação dos seus caprichos pessoais, como o vício do jogo. O mais grave é o uso impune de Portugal
e a cumplicidade das autoridades deste país. Regularmente, tem havido denúncias de utilização do
aeroporto de Lisboa como ponto de passagem anual de milhões de dólares, em malas e sacos, por
“mulas” de membros do regime angolano. Portugal é hoje uma autêntica lavandaria para
branqueamento de capitais saqueados em Angola.
Maputo (Canalmoz) – O general angolano e politico do MPLA,
Bento dos Santos “Kangamba”, escapou à detenção, há dias, no principado de Mónaco, por ser portador de um passaporte diplomático.
As autoridades francesas, segundo apurou o Maka Angola, tentaram a detenção do general, que se
encontrava hospedado no Hotel
Metrópole, em Monte-Carlo, com
um séquito de 20 amigos. A polícia
local pretendia interrogar e encarcerar o general por branqueamento de capitais, crime organizado
e associação de malfeitores, mas
o general invocou imunidade diplomática para evitar a detenção.
Em causa está a apreensão de dinheiro, no valor de quase 3 milhões
de euros (cerca de US$ 4 milhões),
e da detenção de cinco indivíduos,
que transportavam o dinheiro, de
Portugal para a França, para pagamento do vício do general pelo jogo.
O Hotel Metrópole fica a 50 metros
do Casino Monte-Carlo, o local
preferido para os jogos do general,
que também é o secretário do comité provincial de Luanda do MPLA
para organização e mobilização periférica e rural. Os cinco indivíduos
encontram-se detidos por branqueamento de capitais, crime organizado e associação de malfeitores.
As apreensões tiveram lugar em
duas ocorrências separadas no dia
14 de Junho, no sul de França, envolvendo dois veículos de matrícula
portuguesa. Na primeira ocorrência, à uma hora da manhã, nas portagens de Arles, foram apreendidos
2 milhões de euros, transportados
na bagageira de um Mercedes, acomodados em 40 maços de notas,
num saco de plástico e numa caixa
de sapatos. O motorista do veículo, Daniel de Andrade Moreira, de
nacionalidade portuguesa, que se
fazia acompanhar da sua esposa,
disse às autoridades francesas que o
dinheiro lhe havia sido confiado por
um amigo angolano, Carlos Silva.
O casal tinha por missão entregar o
dinheiro a Carlos Silva, no hotel Le
Métropole, em Monte Carlo, no Mónaco, onde este organizava uma festa para o general Bento Kangamba,
que ali se encontrava de férias com
um grupo de cerca de vinte amigos.
Daniel de Andrade Moreira disse
ainda que Carlos Silva é empregado
de Bento Kangamba. As diárias de
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quarto mais barato, no referido hotel, são em média 600 euros (acima
dos US $770) e uma simples refeição
ultrapassa os 200 euros por pessoa.
A segunda apreensão ocorreu
cerca de sete horas mais tarde, nas
portagens de Saint-Jean de Védas
(Hérault), a cerca de 80 quilómetros
do local da primeira ocorrência. A
polícia deteve os ocupantes de um
segundo Mercedes, Anércio Martins
de Sousa e Gaudino Vaz Gomes, de
nacionalidade angolana e cabo-verdiana respectivamente, que transportavam 910 mil euros. O motorista
explicou que o dinheiro se destinava à compra de um imóvel em Nice
e que ele receberia 10 porcento do
montante por fazer o transporte até
ao seu proprietário, José Francisco.
Os ocupantes do segundo Mercedes foram levados para a esquadra
de Montpellier, onde outros quatro
indivíduos se apresentaram para os
libertar e recuperar o dinheiro. Os
quatro foram também detidos, entre
eles José Francisco. Outro dos detidos, Carlos Filomeno de Jesus Lima
da Silva “Carlos Silva”, era portador
de 60 mil euros e de um cartão bancário em nome do general Bento
dos Santos “Kangamba” e disse às
autoridades que estava de férias no
Mónaco com um grupo de amigos.
O mesmo Carlos Silva revelou à
justiça francesa a leveza e a regularidade com que o general Bento
Kangamba movimenta milhões de
dólares, em sacos e malas, em Angola. “Em Angola, é normal [ele o
Bento Kangamba] transportar o seu
dinheiro assim.” Segundo declarações de Nuno Jorge Avelar Santos
Vieira, motorista profissional, ao juiz
de instrução, Carlos Silva é secretário do general Bento Kangamba.
Maka Angola contactou o advogado Jorge Mendes Constante,
indicado como sendo o defensor
dos detidos. Este referiu que ainda
não foi constituído advogado, mas
confirmou que alguns dos suspeitos
continuam detidos, sem ter avançado nomes ou o teor das acusações.
Afirmou ainda que o bastonário
da Ordem dos Advogados de Marselha, Erick Campana, foi contratado para defender os suspeitos.
Maka Angola tentou o contacto
com Erick Campana, sem sucesso.
O General da Impunidade
Bento Kangamba goza da protecção incondicional do Presidente José Eduardo dos Santos, de
quem é sobrinho por afinidade. É
casado com Avelina dos Santos,
sobrinha do Presidente e directora-adjunta do seu gabinete, num
caso flagrante de nepotismo.
O general Bento Kangamba ocupa um gabinete na Casa de Segurança do Presidente da República,
dirigida pelo general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”. Nesse
gabinete é reverenciado por ter um
“saco azul”, com milhões de dólares à sua disposição e sem prestação
de contas, para operações tenebrosas e satisfação dos seus caprichos
pessoais, como o vício do jogo.
O mais grave é o uso impune de
Portugal e a cumplicidade das autoridades deste país. Regularmente,
tem havido denúncias de utilização
do aeroporto de Lisboa como ponto de passagem anual de milhões
de dólares, em malas e sacos, por
“mulas” de membros do regime angolano. Portugal é hoje uma autêntica lavandaria para branqueamento
de capitais saqueados em Angola.
Quando está em Lisboa, Bento
Kangamba é conhecido por ocupar, com regularidade, um andar
inteiro no Hotel Sheraton, para si
e a sua corte. Normalmente viaja com uma coluna de Mercedes
pela Europa, em parte, para evitar viajar de avião. (Maka Angola,
com a devida vénia do Canalmoz)
Em Maputo
Ministério da Cultura homenageia Mia Couto
Maputo (Canalmoz) – O renomado escritor moçambicano, Mia
Couto, foi homenageado ontem
em Maputo pelo Ministério da
Cultura, em reconhecimento pelo
Prémio Camões-2013, que recebeu recentemente em Portugal.
O ministro da Cultura, Armando
Artur, disse que o acontecimento demonstra que a literatura mo-
çambicana está em crescendo e
constitui uma das mais robustas,
não só a nível do mundo falante
da língua portuguesa, como também a nível de África e do mundo.
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“É verdade que somos um país
recente no contexto das independências em África, mas a qualidade,
robustez e desempenho da nossa literatura não passa despercebida, mesmo a par de muitos países que nos
antecederam na ascensão à independência”, disse o ministro da Cultura.
Por sua vez, o escritor Mia Couto
disse que o gesto constituiu para ele
uma grande satisfação mas o maior
prémio é o trabalho que ele faz. Mia
Couto referiu que o melhor seria
conseguir fazer com que os livros sejam acessíveis a todos os moçambicanos e mais lidos por muita gente.
“Agradeço esse momento e este
gesto, é uma grande satisfação e
sinto-me em casa e como se estivesse a receber prémio pela primeira vez”, considerou Mia Couto.
O momento foi abrilhantado por
diferentes grupos de danças, teatro, incluindo a declamação de
dois poemas do homenageado.
Contou com a presença de diversas
individualidades, entre membros da
Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), do recém-criado Comité da Artes e Culturas, Conselho
Nacional do Património Cultural,
entre outros. (Arcénia Nhacuahe)
Em Mulela-sede, na província da Zambézia
População clama por uma casa “mãe
espera” no hospital local
Zambézia (Canalmoz) – A população da localidade de Mulela-sede,
distrito de Pebane, província da
Zambézia, clama pela instalação de
uma casa do projecto “mãe espera”
junto da maternidade existente no
centro de saúde local como forma
de reduzir o sofrimento das parturientes que percorrem longas distâncias até àquela unidade sanitária.
A informação foi avançada à margem de uma reunião comunitária
a que a Reportagem do Canalmoz
assistiu, onde a comunidade pediu
a quem de direito para que a instalação e/ou a construção de um
edifício para casa “mãe espera” em
Mulela-sede seja tomada em consideração e com relevância imediata.
Segundo as senhoras que participaram do encontro, “as mulheres
sofrem muito. Quando vêm aqui
para dar à luz não sabem onde ficarem porque não têm familiares
aqui na sede de Mulela e são obrigadas a ficarem ao relento para
evitar que tenham bebés em casa”.
De acordo com as residentes de
Mulela-sede, “por vezes algumas
mulheres costumam dar à luz na estrada quando saem das suas zonas
para cá na sede onde há um centro
de saúde e isto coloca em risco tanto a vida das mães como dos filhos”.
Por seu turno, fontes sem autorização para falar à Imprensa nos
serviços de Saúde, Mulher e Acção Social de Pebane confidenciaram-nos que o nível de partos
institucionais em Pebane não revela melhorias. (Aunício da Silva)
Previsão do Tempo até Domingo
Capitais Provinciais
Quinta-Feira
Sexta-Feira
Sábado
Domingo
Maputo
max: 21º min: 17º
max: 21º min: 12º
max: 23º min: 11º
max: 24º min: 15º
Xai-Xai
max: 22º min: 16º
max: 21º min: 13º
max: 22º min: 12º
max: 24º min: 14º
Inhambane
max: 23º min: 17º
max: 22º min: 15º
max: 22º min: 15º
max: 24º min: 15º
Beira
max: 22º min: 19º
max: 22º min: 19º
max: 23º min: 16º
max: 24º min: 15º
Chimoio
max: 19º min: 13º
max: 18º min: 12º
max: 22º min: 10º
max: 21º min: 10º
Quelimane
max: 24º min: 18º
max: 24º min: 17º
max: 23º min: 16º
max: 25º min: 15º
Tete
max: 24º min: 17º
max: 23º min: 16º
max: 24º min: 14º
max: 26º min: 14º
Nampula
max: 24º min: 15º
max: 24º min: 14º
max: 25º min: 14º
max: 25º min: 14º
Pemba
max: 27º min: 22º
max: 27º min: 22º
max: 27º min: 22º
max: 28º min: 22º
Lichinga
max: 18º min: 10º
max: 18º min: 09º
max: 19º min: 09º
max: 19º min: 10º
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Em relação ao ano passado
Produção de açúcar vai registar incremento
de 28 mil toneladas este ano
Maputo (Canalmoz) – A produção de açúcar, comparativamente
ao ano passado vai registar uma
subida de mais de 28 mil toneladas este ano em Moçambique.
No total, segundo dados do Centro de Promoção Agrícola (CEPAGRI), serão produzidas este ano em
todas as quatro fábricas que operam
neste momento em Moçambique
424.988 toneladas, contra 396.719
toneladas registadas em 2012, o que
corresponde, em termos percentuais, a um aumento de sete por cento.
O aumento das áreas de produção
projectada pelas quatro fábricas,
nomeadamente Maragra, Xinavane,
Marromeu e Mafambisse, ao longo
da campanha deste ano é apontado pelo coordenador do sector de
açúcar no CEPAGRI, Jorge Manjate,
como principal factor do referido
incremento de produção do açúcar.
Segundo dados do CEPAGRI,
para este ano as quatro fábricas
esperam produzir as 424.988 toneladas numa área de 47.420
hectares, contra 45917 hectares
usados na campanha de 2012.
Para Jorge Manjate, as 424.988 toneladas que se esperam que sejam
produzidas este ano fazem com que
o País esteja em boas condições para
satisfazer as necessidades do mercado nacional e volumes consideráveis de excedentes para exportação.
Assim sendo, ainda de acordo
com a nossa fonte, estima-se um
aumento das exportações para o
ano 2013 resultante dos aumentos
previstos na produção de açúcar.
No total serão exportadas 265.000
toneladas. Em princípio, todo o produto será destinado para a União
Europeia onde existem duas opções no mesmo mercado, nomeadamente no âmbito do acordo
dos APEs (Acordos de Parceria
Económica) ou no âmbito da Iniciativa EBA (Tudo Menos Armas).
E do lado do consumo doméstico,
de acordo com os mesmos dados, a
indústria poderá vender 175.000 toneladas de açúcar para o ano 2013.
No que diz respeito às vendas
no mercado doméstico, em 2012
registaram uma queda, essa redução nas vendas vem se verificando
desde o ano de 2011, depois dos
aumentos sucessivos que vinham
se verificando nos anos passados.
E uma das razões desta redução nas
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(USD) Contratos Anuais
(12 Meses) (ii)
Tipo de Assinante
(USD) Contratos Mensais (i)
(a) Pessoa Singular
20
15 usd x 12 meses = 180 usd
(b) Empresas e Associações de Direito Moçambicano
40
30 x 12 = 360
(c) Órgãos e Instituições do Estado
50
40 x 12 = 480
(d) Embaixadas e Consulados em Moçambique e Organismos Internacionais
60
50 x 12 = 600
(e) Embaixadas e representações Oficiais de Moçambique no exterior 60
50 x 12 = 600
(f) ONG’s Nacionais
30
20 x 12 = 240
(g) ONG’s Internacionais
50
40 x 12 = 480
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Notas
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- Nas facturas e recibos inerentes deve-se mencionar a letra que corresponde ao tipo de assinatura
- (i) Pronto pagamento ou débito directo em conta bancária
- (ii) Pronto pagamento ou débito directo em conta bancária
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vendas, segundo Jorge Manjate, tem
a ver com a situação económica do
comércio em geral no País que afectou não só o açúcar como os outros
produtos, pela falta de liquidez no
mercado, como também a mudança de comportamento alimentar das
populações, em relação ao açúcar.
Em 2012 foram vendidas no total
164.096 toneladas de açúcar para o
mercado doméstico, das quais 28.228
toneladas são de açúcar branco.
Estas
vendas
representam
uma redução de 5% em rela-
ção às registadas no ano anterior.
Refira-se que em 2012, a indústria
açucareira nacional exportou para o
mercado europeu 243.583 toneladas de açúcar amarelo, tendo rendido 126.2 milhões de dólares norte-americanos. (Raimundo Moiane)
Standard Bank é o primeiro banco a
financiar imóveis no bairro de Intaka
Maputo (Canalmoz) – O Standard
Bank é o primeiro banco comercial
no País a financiar a aquisição de
imóveis, no projecto de construção de 5.000 casas, no bairro de
Intaka, no município da Matola.
O acto de assinatura das escrituras ocorreu, na terça-feira última, em Maputo, entre aquele
Banco, o Fundo de Fomento para
a Habitação (FFH) e os beneficiários do financiamento bancário.
Chuma Nwokocha, director da
Banca de Particulares, Pequenas e
Médias Empresas do Standard Bank,
referiu, a-propósito, que a sua instituição sempre apostou no apoio aos
cidadãos moçambicanos, sobretudo
os jovens, a ter acesso à habitação.
“Por isso, nos sentimos honrados em ver estes jovens a alcançar, finalmente, os seus sonhos em ter casa própria”.
Chuma Nwokocha explicou ainda
que o Standard Bank possui produtos financeiros para a área imobiliária, nomeadamente o “Crédito à
Habitação” e “Equity Release”, que
podem ajudar os clientes que pretendem obter habitação própria.
Para além de conceder financiamentos, o Standard Bank,
através destes produtos, faz o
acompanhamento directo aos beneficiários na gestão do crédito.
Após assinar o seu contrato, Olinda Pipe, uma das beneficiárias deste financiamento bancário, afirmou
que o apoio do Standard Bank ajudou na realização do seu sonho de
longos anos: “Sinto-me realizada.
Estou muito satisfeita, é como se fosse a realização de um desejo”, frisou.
Por seu turno, Borges da Silva, director do consórcio constituído pelo
FFH e a Henan Guojin Imobiliária,
disse que o envolvimento do Standard Bank representa mais um passo para a consolidação do projecto
de construção das cinco mil casas.
“Este acto, que acabámos de testemunhar, serviu de base para que
as pessoas vejam que já é possível comprar as casas via banco,
pois as condições para o efeito já
estão criadas”, finalizou. (FDS)
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15 mil toneladas de explosivo potente armazenadas em condicções