21/05/2012 Universidade Federal da Bahia Escola de Nutrição Estágio em Nutrição Clínica Residente: Fernanda Barreiros Preceptora: Júlia Duarte Professor: Natanael Moura ESTUDO DE CASO TERAPIA NUTRICIONAL EM PACIENTE COM SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA Maria Inês Campinho 2010.2 Universidade Federal da Bahia Escola de Nutrição Estágio em Nutrição Clínica Residente: Fernanda Barreiros Preceptora: Júlia Duarte Professor: Natanael Moura O presente trabalho constitui-se requisito para conclusão do Estágio em Nutrição Clínica e tem como objetivo propor conduta nutricional adequada para paciente com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), atendida na enfermaria 2B, do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES), no período de 13 de outubro a 17 de novembro, visando a melhoria do seu estado nutricional. 2010.2 1 21/05/2012 IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE D. S. S. Sexo feminino 42 anos Negra Solteira Diarista Natural de Mundo Novo-Ba e procedente de Salvador-Ba 1° grau incompleto HISTÓRIA CLÍNICA Admitida no dia 09/10/10 no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES) Queixas Principais: Hemiplegia à direita Plegia em MIE Disartria Desvio de comissura labial Disfagia 2 21/05/2012 HISTÓRIA CLÍNICA História da Moléstia Atual: 20/08 Queda da própria altura – astenia em MMII – Admissão no HGE – Plegia MIE com progressão para MID e MSD, desvio de comissura labial e disartria 31/08 Transferência para HMV – Hipoatividade Disfagia (uso de sonda nasoenteral) e Êmese - HISTÓRIA CLÍNICA História da Moléstia Atual: 01/09 Ressonância Magnética: Alteração do sinal e espessamento tóraco lombar desde o nível T9T10 da medula espinhal 09/09 Admissão no HUPES para acompanhamento de patologia infectocontagiosa 3 21/05/2012 HISTÓRIA CLÍNICA História Patológica Pregressa: N.D.N História Familial: Avó materna diabética HISTÓRIA CLÍNICA História social: Residência alugada, com saneamento básico Reside com filho e irmã Renda familiar de ~ 3SM G2P1A1 Tabagista e etilista (Abstêmia há 02 meses) 4 21/05/2012 DIAGNÓSTICO CLÍNICO SIDA (Categoria C – SPNS, 2006) Neurotoxoplasmose? BK? Mielopatia por HIV? CMV? HTLV? Monilíase Oral Miomatose Uterina Esofagite Duodenite Pangastrite Medicações em uso 5 21/05/2012 Medicamento Ação Efeito colateral Interação 20ml Antibiótico Antituberculose Anorexia, candidíase oral, flatulência, cólicas, ↑TGO, TGP, FA, uréia, creatinina, ácido úrico Pode ↑ necessidade de vitamina D Isoniazina (VO) 3 comp Tuberculostático Anorexia, desconforto epigástrico, obstipação, ↑ TGO, TGP, bil, glicose Pode ↓Ca e P e causar deficiência de piridoxina Pirazinamida (VO) 30mg/ml Antituberculose ↑ TGO, TGP e ácido úrico, anorexia Não foi encontrada Etambutol (VO) 10mg/ml Antituberculose Anorexia, dor articular, confusão, ↑ ácido úrico Não foi encontrada Sulfadiazina (VO) 1g Antitoxoplasmose Anorexia, flatulência, ↑ TGO, TGP, bil, uréia, creatinina, ↓ glicose ↓síntese de vitamina K ↓Folato Pirimetamina (VO) 50mg Antitoxoplasmose Anorexia, tremores?, ↓ plaquetas ↓Folato Fluconazol (EV) 200mg Antifúngico Anticandidíase Anorexia, dor abdominal, ↑TGO, TGP, FA, bil, GGT Não foi encontrada Rifampicina (VO) Dosagem (MARTINS et al., 2003) Medicamento Ação Efeito colateral Interação Ácido folínico (VO) 15mg Antianêmico Vitamina do complexo B ↑ Eritrócitos, leuco, plaquetas, Hb, Ht, ↓HGM, VGM ↓ Vitamina B12 (longo prazo) Dexametasona (EV) 4mg Antiinflamatório Imunossupressor Esofagite, flatulência, insônia, cicatrização lenta, fraqueza Pode ↓ Ca, absorção de leucina Clexane (IV) 40mg Antitrombótico Anticoagulante Não foram encontrados Não foram encontradas Tylex (VO) 30mg Antitussígeno Analgésico Tontura, confusão, obstipação, anorexia Não encontradas Dipirona (EV) Plasil (EV) Dosagem 1g Analgésico - Não foram encontradas 10mg Antiemético Obstipação, tontura, fadiga, insônia, náusea Não foram encontradas foram (MARTINS et al., 2003) 6 21/05/2012 Exames laboratoriais e complementares Exames 16/10 20/10 23/10 26/10 29/10 31/10 Hemácias 3,1 2,9 - 2,8 2,7 2,9 Hemoglobina 8,9 8,3 - 8,0 7,8 8,3 Hematócrito 26,9 25,1 - 23,9 23,4 24,8 VCM 85,7 85,4 - 86,6 86,7 86,7 HCM 28,3 28,2 - 29 28,9 29 CHCM 33,1 33,1 - 33,5 33,3 33,5 RDW 21,6 20,4 - 19,5 18,5 18,8 Leucograma 4900 7000 - 13400 11100 12700 - 75 - 95 83 92 Linfócitos 19 13 - 3 4 4 Monócitos - 8 - 1 6 1 Eosinófilos - 0 - 0 0 2 Basófilos - 0 - 0 0 0 Plaquetas - 172 - 193 226 263 Segmentados (CFNI,; MARTINS et al, 2003; RIELLA, 2001) 7 21/05/2012 Exames 16/10 20/10 23/10 26/10 29/10 31/10 Potássio 4,3 4,4 3,9 4,2 4,4 Sódio 138 133 130 132 130 Magnésio 1,5 - 1,8 1,6 - Cálcio 7,5 - - - - Ferro - - - - 74 - Albumina - - 2 - - 1,9 Creatinina 0,6 0,6 0,6 0,7 0,9 - Uréia 29 45 31 18 42 - AST - 35 - 28 22 - ALT - 55 - 29 27 - Fosfatase alcalina - - - 90 - - GGT - - - 153 - - T. Protombina - - - 101 - - T. Tromboplastin a - - - 31 - - MPV - - - - 2001) (CFNI,; MARTINS7,3 et al, 2003; RIELLA, 130 EXAMES COMPLEMENTARES Exames anteriores a admissão: RNM coluna tóraco-lombar (01/09): - Espessamento tóraco lombar desde o nível T9-T10 da medula espinhal LCR (29/09): Sem alterações HTLV I e II (04/10): Não reagente HTLV I e II Ag HBS, anti HBC e ANTI HCV (08/10): Não reagente 8 21/05/2012 EXAMES COMPLEMENTARES Exames no internamento: Baciloscopia (14/10): Negativa Cultura de escarro (14/10) - (+) Pseudomonas Aeruginosa e Streptococcus Viridans TC de crânio (14/10) - Achados sugestivos de neurotoxoplasmose cerebral EDA (18/10) - Esofagite erosiva grau A - Pangastrite erosiva de moderada intensidade - Duodenite erosiva plana de leve intensidade LCR (20/10): Sem alterações ECG (26/10): Normal Contagem de CD4: 48 (sem laudo oficial) FISIOPATOLOGIA Neurotoxoplasmose ? BK? Micobacterium Tuberculosis – Bacilo de Koch Lesões CMV? HTLV Mielopatia por HIV? Toxoplasma Gondii. Lesões cerébro – Proliferação rápida SIDA ↓Linf. T – HIV Apoptose CD4 e– CD8 TNF alfa elevado Resp. (Muda Imune relação) Prejuízo (IL-1) Citocinas do SIfebre – infecções e anorexia oportunistas Monilíase oral Candida Albicans ou Tropicalis (fungo) – Micose (Superfície cutânea/ M. mucosa GEB ↑ 9% (WAITZBERG, (OSMO, 2007) 2009) Incremento 2009) GEB (WAITZBERG, DESNUTRIÇÃO (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010) 9 21/05/2012 FISIOPATOLOGIA Desnutrição Eixo hipo-hipófise Elevam glucagon e catecolaminas Citocinas TNF alfa e IL-6 ↑ Metabolismo/ Estresse/ Catabolismo Citocinas e hormônios Proteólise *↓ Ação SI Infecções *Dificuldade de cicatrização Lipólise ↑ Liberação AG livres (LAMEU, 2005) AVALIAÇÃO NUTRICIONAL NRS Perda de peso >5% em 1 mês (>15% em 3 meses) Prejuízo do estado geral Paciente Nutricionalmente em risco Ingestão alimentar 0 a 25% das necessidades normais Paciente crônico com complicações agudas 10 21/05/2012 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL Antropometria Início do internamento KH: 46cm A estimada: 1,52m Peso estimado: 37Kg IMC estimado: 16Kg/m² Magreza Grau II CB: 19cm → p<5 AMBc: 21cm² → p=5 PCT: 8mm PCSE: 6mm PCT + PCSE = 14mm (p<5) Depleção de Massa Muscular Depleção de Reserva de Tecido Adiposo AVALIAÇÃO NUTRICIONAL Sinais e sintomas Hipocrômia leve (+/IV) Depleção moderada em região supra e infra-clavicular, leve em bíceps e moderada em tríceps Abdômen escavado Depleção moderada em quadríceps e gastrocnêmio Extremidades sem edema Pele com elasticidade normal, porém presença de ÚLCERA DE PRESSÃO GRAU III (necrosada) em região sacral – Indicação desbridamento 11 21/05/2012 DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL Exames laboratoriais Exame físico DEP MODERADA NRS Antropometria CONDUTA NUTRICIONAL Objetivos: Recuperar o estado nutricional Reduzir a incidência de complicações associadas a infecção por HIV Melhorar a função imune relacionada com a infecção por HIV Auxiliar processo de cicatrização da úlcera de pressão Melhorar qualidade de vida (SPNS et al, 2006; WAITZBERG, 2009) 12 21/05/2012 CONDUTA NUTRICIONAL Nutrição enteral (Indicações): Anorexia; Desnutrição severa; Situações que gerem odinofagia, disfagia motora ou funcional, esofagite, alterações neurológicas, dentre outros; Enteropatia por HIV e outros agentes infecciosos; Pancreatites; Efeitos secundários de radioterapia e quimioterapia; Fístulas de baixo débito; (SPNS et al, 2006) CONDUTA NUTRICIONAL Via de administração Dieta via SNE (indicações): Trato gastrointestinal funcionante e um ou mais dos seguintes critérios: Disfagia Anorexia IMC < 18,5kg/m² Perda de peso maior que 10% nos últimos 6 meses Aceitação VO menor que 2/3 das recomendações Obstrução pelo tumor da cavidade oral (CUPPARI, 2005) 13 21/05/2012 CONDUTA NUTRICIONAL Necessidades Nutricionais Harris – Benedict GEB: 1083Kcal FA: 1,2 FI:1,3 (Infecção grave) FT:1 GET: 1689,2 Kcal (45,6Kcal/Kg pc) Método Prático 20 a 30% ↑ energia (WHO, 2003) 20 a 30% ↑ energia (infecções oportunistas) (WAITZBERG, 2009) 20 a 30% ↑ energia (sintomáticos/inf.oportunistas) (CFNI) 40 a 50Kcal/Kgpc (SPNS et al, 2006) CONDUTA NUTRICIONAL Recomendações de proteína 12 a 15%, podendo ↑ com ↑ de energia (CFNI) 12 a 15% do VET (WHO, 2003) 1,2g/Kgpc (fase estável) 1,5g/Kgpc (Fase aguda) – 1,8g/Kgpc 1,2 a 1,5g/Kgpc (fase estável) 1,5g/Kgpc (fase aguda) (ESPEN,2006) (WAITZBERG, 2009) 2,0 a 2,5 g/Kgpc (SPNS et al, 2006) 14 21/05/2012 CONDUTA NUTRICIONAL Recomendações de carboidratos 45 a 65% (SPNS et al, 2006) Recomendações de lipídeos Requerimentos não são diferentes indivíduos normais (WHO,2003) 20 a 35% (SPNS et al, 2006) EVOLUÇÃO CLÍNICA E NUTRICIONAL Início do internamento 1°DIH – Paciente sem sonda Introdução sonda nasogástrica Dieta enteral VSNE (*Dieta polimérica, hipercalórica, hiperproteíca, normoglícidica e normolipídica) VET: 1080Kcal (29) CHO: 44% Vazão: 30mL/h PTN: 1,3g/Kg pc LIP: 38% 3°DIH – Dieta enteral VSNE * VET: 1360Kcal (40) Vazão: 42mL/h CHO: 44% PTN: 1,8g/Kg pc LIP: 38% SH: 1200mL/dia 6°DIH – Tolerando bem. Conduta mantida 7°DIH – Jejum (TC de crânio) 15 21/05/2012 EVOLUÇÃO CLÍNICA E NUTRICIONAL Data Evolução Conduta 11°DIH Pcte lúcida, clinicamente estável em VE, afebril, normocárdica, eupnéica e normotensa. Diurese e dejeções presentes. Conduta mantida Tolerando bem TNE 12°DIH Pcte lúcida, clinicamente estável em VE, afebril, normocárdica, eupnéica e normotensa. Diurese presente, dejeções ausentes há1 dia. Conduta mantida Observar aceitação Tolerando bem TNE Melhora disfagia - INTRODUÇÃO ESTÍMULO ORAL (Dieta semilíquida) 13°DIH Diurese e dejeções presentes Mantida conduta com estímulo oral Observar aceitação Tolerando bem TNE Aceitação regular de estímulo oral EVOLUÇÃO E CONDUTA NUTRICIONAL Data Evolução Conduta 14°DIH Tolerando bem TNE Boa aceitação de estímulo oral Mantida conduta com estímulo oral Observar aceitação 15°DIH Pcte contactante, comunicativa, responsiva. Tolerando bem TNE Boa aceitação de estímulo oral Paciente sem sonda (Obstrução?) Dieta VO, consistência pastosa, suplementada* VET: 1656Kcal (45) CHO: 49% PTN: 1,85g/Kg pc LIP: 34% * Suplemento nutricionalmente completo Observar aceitação 18°DIH Boa aceitação da dieta Conduta mantida 22°DIH Diurese presente e dejeções ausentes há 3 dias? Dieta VO, consistência branda, suplementada* VET: 1957Kcal (53) CHO: 56% PTN: 2,1g/Kg pc LIP: 28% Observar aceitação Boa aceitação da dieta Hiperfagia LOTE, 16 21/05/2012 EVOLUÇÃO E CONDUTA NUTRICIONAL Data Evolução Diurese presente presentes (1x/dia reduzido) 27°DIH Conduta e dejeções com volume Conduta mantida Boa aceitação da dieta EVOLUÇÃO E CONDUTA NUTRICIONAL Cardápio atual: 1957Kcal (53 Kcal/Kg) % Kcal/dia g/dia g/Kg pc PTN 16 313,12 78,28 2,1 CHO 56 1095,92 273,98 7,4 LIP 28 547,96 60,88 1,6 Total 100 1957 - - 17 21/05/2012 CARDÁPIO OFERECIDO Refeições Desjejum (07:30h) Preparações - Café com leite - Pão com manteiga - Raiz - Fruta Alimentos Gramagem (g/mL) Medida caseira Café (infusão) Leite integral Açucar cristal Pão Hot Manteiga com sal Inhame cozido Melancia 100 100 10 50 10 100 150 ½ copo americano ½ copo americano 1 colher de sobremesa Unidade Raiz pequena Pedaço pequeno Colação (10:00h) - Vitamina de maçã e suplemento Leite integral Maçã Açucar cristal Suplemento 100 10 10 Copo pequeno 1 colher de sobremesa 2 medidas Almoço (12:00h) - Vegetais B - Macarrão ao sugo - Vegetais -Macarrão - Sobrecoxa cozida -Banana da prata 100 110 100 100 Prato raso pequeno 1 pegador 2 Unidades 2 Unidades grandes - Frango cozido - Fruta CARDÁPIO OFERECIDO Refeições Preparações Lanche (15:00h) - Suco de fruta Jantar (18:00h) - Sopa de legumes com massa - Café com leite Suco de polpa Açucar cristal Suplemento Gramagem (g/mL) Medida Caseira 100 10 10 Copo pequeno 1 colher de sobremesa 2 medidas 100 Copo pequeno - Fruta Café (infusão) Leite integral Açucar cristal Pão Hot Manteiga Mamão 100 100 10 50 10 150 ½ copo americano ½ copo americano 1 colher de sobremesa Unidade Fatia grande - Fruta Tangerina 100 Unidade média - Pão com manteiga Ceia (22:00h) Alimentos 18 21/05/2012 CONDUTA NUTRICIONAL Micronutrientes Vitamina A -Crescimento e função de céls T e B (Imunidade) (CFNI) - Relação direta Contagem CD4 (OSMO, 2007) -↑Perdas infecção (CFNI) -↓ Estágios iniciais da doença (OSMO, 2007) Vitamina C - Importante recuperação de infecções (CFNI) -Relação direta contagem CD4 (OSMO, 2007) - ↓ Precocidade de morte pcts com AIDS (OSMO, 2007) - Cicatrização (Síntese de colágeno, ativação de macrófagos e leucócitos) (WAITZBERG, 1999) Vitamina B6 -Mantém o SI saudável. Auxilia produção céls sanguíneas (CFNI) - Déficit AIDS (SPNS,GEAM,SENPE,AEDN,SEDCA,GESIDA, 2006) - Déficit piora resposta leucocitária à mitógenos (WAITZBERG, 2009) Vitamina B12 -Déficit AIDS (SPNS,GEAM,SENPE,AEDN,SEDCA,GESIDA, 2006) - Relação direta contagem CD4 / ↑ Progressão (WAITZBERG, 2009) CONDUTA NUTRICIONAL Vitamina E - Relação direta Contagem CD4 (OSMO, 2007) - ↓ Estágios finais da doença (OSMO, 2007) Vitamina D - Déficit AIDS (SPNS,GEAM,SENPE,AEDN,SEDCA,GESIDA, 2006) Zinco - Reforça SI (CFNI) - Déficit AIDS (SPNS,GEAM,SENPE,AEDN,SEDCA,GESIDA, 2006) - ↓ na fase aguda (Estresse e infecção) (ADA, 2010) - Relação direta Contagem CD4 (OSMO, 2007) - Cicatrização (síntese proteíca, replicação celular e síntese de colágeno) (WAITZBERG, 1999) Selênio -Co-fator (Glutationa redutase) (OSMO, 2007) - Ajuda ativar células T/ Regenera glutationa (CFNI) - Déficit AIDS (SPNS,GEAM,SENPE,AEDN,SEDCA,GESIDA, 2006) - Relação direta Contagem CD4/ Progressão doença (WAITZBERG, 2009) 19 21/05/2012 CONDUTA NUTRICIONAL Suplementação Não há evidências de ↓ de morbidade e mortalidade com suplementação de micronutrientes em adultos (ADA, 2010) Suplementos polivitamínicos de complexo B e vitamina C - Melhoras clínicas (Não há evidência) / Dados confusos. Zn pode levar a ↑ risco de mortalidade (SPNS,GEAM,SENPE,AEDN,SEDCA,GESIDA, 2006) Oferta de suplementos vitamínicos em HIV+ retarda progressão e mortalidade por AIDS - ↑ elucidações (OSMO, 2007) Existem controvérsias suplementação de micronutrientes. Não há evidências suplementação ↓ mortalidade (CFNI) Suplementação pode gerar efeitos adversos (WHO, 2003) CONDUTA NUTRICIONAL Suplementação Pacientes com úlcera de pressão em estágio III e IV em uma só forma de intervenção com arginina (3g), vitamina C (250mg) e zinco (9mg) – Redução tamanho úlcera (29%), redução da exsudação e tecido necrótico. (FRÍAS, S et al, 2004 apud LUIS, D, 2007) Suplemento nutricional oral específico para tratamento de úlceras de pressão. 20 21/05/2012 CONDUTA NUTRICIONAL Nutrientes Oferta Recomendação Vit. A (μg) 2505 700 (UL: 3000) Vit. C (mg) 203 75 (UL: 2000) Vit. B1 (mg) 1,1 1,1 Vit. B2 (mg) 1,7 1,1 Vit. B6 (mg) 2,3 1,3 Vit. B9 (μg) 205 400 Vit. B12 (μg) 1,04 2,4 Vit.E (mg) 8 15 Sódio(mg) 934 500* (2400) Cálcio (mg) 817 1000 Zinco(mcg) 8 8 Potássio(mg) 3302 2000 Fósforo 859 700 Ferro (mg) 13 18 Selênio (μg) 40,8 55,0 FIBRAS: 22g PLANO DE ACOMPANHAMENTO Monitorar evolução do estado nutricional Continuar observando aceitação da dieta Tentar utilizar suplemento para cicatrização de úlceras de pressão Traçar conduta nutricional pertinente ao tratamento utilizado 21 21/05/2012 ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS Faça da alimentação uma atividade prazerosa em companhia da família ou amigos. Evite fazer refeições sozinho; Se alimente regularmente, várias vezes ao dia, mesmo que se encontre sem apetite. Realize 3 refeições principais e 3 pequenos lanches durante o dia; Utilize uma alimentação saudável, variada e saborosa; Consuma frutas, legumes e verduras todos os dias, optando sempre pelos que estejam em seu período de safra; Utilize fontes de proteína animal ou vegetal, pelo menos uma vez por dia, quatro vezes por semana; Caso seja possível, dê preferência a alimentos integrais, como arroz e pães integrais, fontes de vitaminas do complexo B e minerais; Consuma também feijões, grão de bico, pois como as frutas e verduras, esses alimentos também são ricos em fibras; Reduza a ingestão de sal e tente utilizar ervas aromáticas (alecrim, orégano, manjericão) para realçar o sabor dos alimentos; Evite o consumo de açucar refinado e guloseimas; Dê preferência ao azeite de oliva em substituição as gorduras animais (manteiga); Beba água várias vezes ao dia, evitando consumo durante as refeições; 22 21/05/2012 REFERÊNCIAS American Dietetic Association. Position of the American Dietetic Association: Nutrition intervention and Human Immunodeficiency Virus Infection. v. 110 , n. 7 , jul, 2010. CFNI – Health Care Workers Manual CUPPARI, L. Guia de Nutrição: Nutrição Clínica no Adulto. 2 ed. UNIFESP - Barueri, SP: Manole, 2005. LAMEU, E. Nutrição Clínica. LUIS, D; ALLER, R. Revisión Sistemática del soporte nutricional em las úlceras por presión. An. Med. Interna, v. 24, n. 7, p.342-345, 2007. Ministério da saúde. Doenças Infecciosas e parasitárias, Brasília, 2010. MARTINS, C.; MOREIRA, S.M.; PIEROSAN, S.R. Interações Droga & Nutriente. 2 ed. Curitiba: NutroClínica, 2003. OCKENGA, J. et al. Espen Guidelines on Enteral Nutrition: Wasting in HIV and other chronic infectious diseases. Clinical Nutrition. v. 25, p. 319-329, 2006. REFERÊNCIAS OSMO, H. G. Alterações metabólicas e nutricionais em pacientes portadores do vírus da imunodeficiência humana e síndrome de imunodeficiência adquirida. Revista Brasileira de Nutrição clínica. v. 22, n. 4, p.328-335, 2007. RIELLA, M. C; MARTINS, C. Nutrição e o rim. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. WAITZBERG, D. L; CAIAFFA, W. T; CORREIA, M. I. T. D. Inquérito Brasileiro de Avaliação Nutricional Hospitalar (Ibranutri). Rev Bras Nutr Clin. v. 14, n.2, p.124-34, 1999. WAITZBERG, D. L. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática clínica. Vol.2, 3ª ed. Belo Horizonte: Atheneu, 2009. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Nutrient requirements for people living Genebra. 2003. SPNS et al. Recomendaciones sobre nutrición em el paciente com infección por VIH. Madrid, 2006. with HIV/AIDS. 23